Ed
há 2 semanas
Analisando o caso clínico: - Mulher de 23 anos, dor abdominal migratória, náuseas, anorexia, atraso menstrual de 5 semanas, vida sexual ativa. - Exame físico: febre, taquicardia, dor em fossa ilíaca direita. - Exames laboratoriais: leucocitose e PCR elevada. - Ultrassonografia transvaginal: estrutura tubular aperistáltica com apendicolito, ovários preservados. Esses achados são compatíveis com apendicite aguda, especialmente pela presença do apendicolito e dor em fossa ilíaca direita. Agora, analisando as alternativas: A) Diz que o quadro é apendicite complicada e que é obrigatória a tomografia para programar a cirurgia. Porém, a tomografia não é obrigatória em todos os casos, e o diagnóstico pode ser feito pela USG e quadro clínico. B) Afirma que o diagnóstico é apendicite aguda, com pontuação 9 no Escore de Alvarado, indicando alta probabilidade e indicação cirúrgica imediata, independentemente do status gestacional. Isso está correto, pois o Escore de Alvarado ≥7 indica alta probabilidade de apendicite e cirurgia é indicada. C) Sugere gravidez ectópica íntegra como principal hipótese, mas a USG mostra apendicolito e ovários preservados, o que não sugere gravidez ectópica. D) Diz que a conduta padrão-ouro antes da cirurgia é ressonância magnética para descartar teratogenicidade e confirmar diagnóstico. Embora a RM seja útil na gestação, não é padrão-ouro obrigatório antes da cirurgia em apendicite. Portanto, a alternativa correta é: B) O diagnóstico é de apendicite aguda; a paciente apresenta uma pontuação de 9 no Escore de Alvarado (considerando dor migratória, anorexia, náuseas, dor em FID, descompressão dolorosa, febre, leucocitose e desvio à esquerda), o que confere alta probabilidade diagnóstica e indicação cirúrgica imediata, independentemente do status gestacional.
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