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aula 4

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a ele devidos. Tais recebimentos são promovidos pelos
agentes da arrecadação, que recebem os recursos dos contribuintes e recolhem ao Tesouro Público.
Os agentes da arrecadação podem ser divididos em dois grupos:
Agentes públicos (tesourarias, coletorias, postos fiscais etc.)

Agentes privados (bancos autorizados, loterias etc.)
É válido notar que pertencem ao exercício financeiro as receitas nele arrecadadas, de acordo com o
art. 35 da Lei nº 4.320/1964. Essa passagem representa a adoção do regime de caixa para o ingresso
das receitas orçamentárias.
Recolhimento
Por fim, o estágio do recolhimento é constituído pela entrega ou transferência do numerário
arrecadado pelos agentes públicos ou privados à conta específica do Tesouro, responsável pela
administração e pelo controle da arrecadação e programação financeira.
É o momento a partir do qual o valor encontra-se disponível para o Tesouro do Estado.
Nesse estágio, verifica-se o princípio da unidade de caixa ou de tesouraria, segundo o qual todas as
receitas devem ser englobadas em um caixa único. Portanto, é vedada qualquer fragmentação para a
criação de caixas especiais, conforme o artigo 56 da Lei nº 4.320/64. Na etapa do recolhimento, o
recurso, de fato, entra nos cofres públicos.
DÍVIDA ATIVA
São créditos em favor da Fazenda Pública oriundos do transcurso do prazo para pagamento.
Em outras palavras, o contribuinte tem um prazo para pagar o seu débito, definido em lei ou em
decisão proferida em processo regular, mas, se não o faz dentro desse prazo, é inscrito pelo órgão ou
pela entidade competente, após apuração de certeza e liquidez. Sendo assim, esses créditos não são
arrecadados no exercício de origem.
A receita da dívida ativa compreende os créditos relativos a tributos, multas, demais créditos,
incluindo os valores da respectiva atualização monetária, juros de mora e encargos. São
considerados uma fonte potencial de fluxos de caixa, contabilmente reconhecidos no ativo.
Conforme o art. 39 da Lei nº 4.320/64, a dívida ativa é classificada em dois grupos: dívida ativa
tributária e dívida ativa não tributária:
Dívida ativa tributária
Reúne somente os créditos relativos a tributos (impostos, taxas e contribuições de melhoria) lançados
e não arrecadados. Exemplo: O IPTU de 2020 lançado contra o contribuinte XYZ, mas não pago por
este, teoricamente, em 31 de dezembro de 2020, passa a ser inscrito como dívida ativa, isto é, um
direito a receber.

Dívida ativa não tributária
Engloba todos os demais créditos, líquidos e certos, da Fazenda Pública. Como exemplos, podemos
destacar: dividendos, aluguéis, contribuições, foros, laudêmios, concessões, permissões etc.
INGRESSOS PÚBLICOS
Neste vídeo, o especialista conceitua receita pública, mostrando suas classificações e etapas.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1) (FGV – 2017) NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, AS RECEITAS PODEM SER CLASSIFICADAS
EM RELAÇÃO A DIFERENTES ASPECTOS. NESSE SENTIDO, EM RELAÇÃO À
CLASSIFICAÇÃO DAS RECEITAS QUANTO À NATUREZA, ASSINALE A OPÇÃO CORRETA.
A) Receitas de operação de crédito, agropecuárias e de consignações são receitas orçamentárias.
B) Receitas industriais, com depósitos de terceiros e de operações com crédito por antecipação de
receita, são receitas orçamentárias.
C) Receitas de serviços, com operações de crédito e alienação de bens, são receitas orçamentárias.
D) Receitas relativas a cauções em dinheiro, salários não reclamados e prestações de serviços são
receitas extraorçamentárias.
E) Receitas industriais, patrimoniais e agropecuárias são receitas extraorçamentárias.
2) (CESPE – 2017 – ADAPTADA) A ETAPA DA RECEITA ORÇAMENTÁRIA QUE COMPREENDE A
TRANSFERÊNCIA DOS VALORES ARRECADADOS PARA A CONTA ESPECÍFICA DO TESOURO
É DENOMINADA:
A) Recolhimento
B) Arrecadação
C) Lançamento
D) Previsão
E) Liquidação
GABARITO
1) (FGV – 2017) Na Administração Pública, as receitas podem ser classificadas em relação a
diferentes aspectos. Nesse sentido, em relação à classificação das receitas quanto à natureza,
assinale a opção correta.
A alternativa "C " está correta.
A questão pede a classificação da receita quanto à natureza. Logo, devemos conhecer a classificação
por categoria econômica e suas respectivas origens. Na alternativa C, todas são receitas
orçamentárias. Receita de serviços é uma origem das receitas correntes. Já operação de crédito e
alienação de bens são origens das receitas de capital. As demais alternativas estão incorretas, pois
consignações são receitas extraorçamentárias, depósitos de terceiros e de operações com crédito por
antecipação de receita são receitas extraorçamentárias, e prestações de serviços são receitas
correntes e, portanto, orçamentárias.
2) (CESPE – 2017 – Adaptada) A etapa da receita orçamentária que compreende a transferência
dos valores arrecadados para a conta específica do Tesouro é denominada:
A alternativa "A " está correta.
Quando o contribuinte efetua o pagamento para um agente arrecadador, público ou privado, a
situação encontra-se prevista no estágio da arrecadação. Porém, quando o recurso é transferido do
agente arrecadador para a conta única do tesouro, cumprindo com o princípio da unidade de caixa ou
tesouraria, a situação encontra-se inserida no contexto do estágio do recolhimento.
MÓDULO 2
 Descrever os dispêndios públicos
DESPESA ORÇAMENTÁRIA
A despesa orçamentária, para o setor público, é extremamente importante, pois é a LOA que fixa as
despesas autorizadas para um determinado exercício financeiro.
O MCASP define a despesa orçamentária pública como sendo um conjunto de dispêndios realizados
pelos entes públicos para o funcionamento e a manutenção dos serviços públicos prestados à
sociedade. Tal como os ingressos, os dispêndios são classificados em orçamentários e
extraorçamentários.
Ainda de acordo com o MCASP, despesa orçamentária é toda transação que depende de autorização
legislativa, na forma de consignação de dotação orçamentária, para ser efetivada. Portanto, os
dispêndios orçamentários constam na LOA e dependem de autorização legislativa para serem
realizados.
Mas afinal, o é que um dispêndio extraorçamentário?
O dispêndio extraorçamentário é aquele que não consta na lei orçamentária anual, e, por isso, não
depende de autorização para ser realizado. Ele decorre do:
Desembolso de recursos de terceiros em poder do ente público (cauções/depósitos).
Do pagamento das operações de crédito por antecipação de receita orçamentária (ARO).
Do pagamento de restos a pagar (contas a serem pagas no exercício seguinte).
A Lei nº 4.320/64, em seu art. 4º, trata das despesas orçamentárias ao mencionar que a LOA
compreende todas as despesas próprias dos órgãos do Governo e da administração centralizada, ou
que, por intermédio deles, devam ser realizadas. Inclusive, esse dispositivo cumpre com o princípio
orçamentário da universalidade.
CLASSIFICAÇÃO DA DESPESA
ORÇAMENTÁRIA POR NATUREZA
A Lei nº 4.320/64, em seu art. 12, estabelece que a despesa orçamentária é classificada da seguinte
forma:
 
Imagem: Sergio Albuquerque Barata
 Classificação de despesa orçamentária.
A Portaria Interministerial STN/SOF nº 163, de 4 de maio de 2001, tratou de atualizar essa
classificação da despesa orçamentária, chamando de classificação quanto à natureza.
Tal classificação é obrigatória e padronizada para todos os entes da federação.
A natureza de despesa orçamentária constitui um conjunto de informações que devem ser
observadas na execução orçamentária de todos os entes federados e em todas as esferas de
governo.
CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A LEI Nº 4.320/64
 
Imagem: Shutterstock.com
O art. 12 da Lei nº 4.320/64 define as despesas correntes e as despesas de capital, a saber:
Despesas correntes – despesas de custeio e transferências correntes.
Despesas de capital – investimentos, inversões financeiras e transferências de capital.
 
Imagem: Shutterstock.com
Já o art. 13 da referida lei discrimina e especifica a despesa, mencionando

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