A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
86 pág.
aula 4

Pré-visualização | Página 4 de 9

diversos elementos.
Entre as despesas correntes, temos:
Grupo de custeio – despesas com pessoal, material de consumo (material expediente; material
para instalação elétrica e eletrônica; material para manutenção; uniformes; materiais de uso não
duradouro etc.) e serviços de terceiros (tarifas de energia elétrica, gás, água e esgoto; correios;
telefone; locação de imóveis; seguros em geral, entre outros).
Grupo de transferências correntes – subvenções sociais; subvenções econômicas;
pagamento da aposentados (inativos) e pensionistas e juros da dívida pública.
Nas despesas de capital, temos:
Grupo investimentos – despesas com obras públicas; equipamentos e instalações; material
permanente (aquisição de veículos e embarcações; aparelhos médicos; máquinas, aparelhos e
utensílios de escritório; outros materiais permanentes etc.).
Grupo inversões financeiras – aquisição de imóveis; participação em constituição ou aumento de
capital de empresas ou entidades comerciais ou financeiras; concessão de empréstimos etc.).
Grupo transferências de capital – amortização da dívida pública e diversos auxílios para outras
pessoas, direito público ou privado.
Classificação segundo o MCASP
Já o MCASP descreve da seguinte forma:
 Despesas correntes
São todas as despesas que não contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem
de capital.
Despesas de capital
São aquelas despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de
capital.
CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A PORTARIA
INTERMINISTERIAL STN/SOF Nº 163/01
Como está organizada a Portaria Interministerial STN/SOF nº 163?
A Portaria Interministerial STN/SOF nº 163, de 4 de maio de 2001, com base no esquema previsto na
Lei nº 4.320/64, atualizou e detalhou as despesas correntes e despesas de capital, classificando
como Grupo de Natureza da Despesa (GND ou “g”) o desdobramento previsto na referida lei. Dessa
maneira, torna-se um agregador de elementos de despesa orçamentária com as mesmas
características quanto ao objeto de gasto.
Sendo assim, o GND para as despesas correntes abrange:
Pessoal e encargos sociais –despesas com pessoal, ativo e inativo, horas extras, adicionais,
gratificações, vantagens de qualquer natureza, encargos sociais e contribuições previdenciárias
etc.
Juros e encargos da dívida – despesas com juros, comissões e encargos de operações de
crédito contratadas.
Outras despesas correntes – despesas com aquisição de material de consumo, diárias,
serviços de terceiros (como luz, telefone, água e correio), outras despesas correntes não
classificáveis como no grupo pessoal e juros.
Já o GND para as despesas de capital contempla:
Investimentos – despesas com equipamentos, material permanente, aquisição de instalações,
softwares, planejamento e execução de obras etc.
Inversões financeiras – despesas com aquisição de imóveis ou bens de capital em utilização, a
constituição ou aumento do capital de empresas etc.
Amortização da dívida – despesas com pagamento ou refinanciamento do principal e da
atualização monetária ou cambial da dívida pública interna e externa, contratual ou mobiliária
(proveniente da emissão de títulos públicos).
O MCASP também tratou desses grupos de despesa, válido tanto para as despesas correntes, quanto
para as despesas de capital, utilizando como base a referida portaria.
ETAPAS DA DESPESA ORÇAMENTÁRIA
As despesas públicas para serem realizadas necessitam de autorização legislativa. Essa autorização
é dada pela LOA. As despesas percorrem diversos passos para o seu processamento, os chamados
estágios.
De acordo com a doutrina, os estágios da despesa orçamentária podem ser resumidos
respectivamente em:
Fixação

Empenho

Liquidação

Pagamento
Contudo, também são considerados somente o empenho, a liquidação e o pagamento, pois a Lei nº
4.320/64 não menciona o estágio da fixação. Portanto, ambas são corretas, dependendo do contexto
de cada autor ou situação específica.
Já o MCASP divide as despesas orçamentárias em duas etapas: planejamento e execução.
Assim como nas receitas, algumas bancas de concurso público, às vezes, cobram os estágios como
se fossem etapas, não fazendo distinção entre elas. Logo, podem chamar estágios de etapas. Nesse
caso, é imprescindível verificar o contexto da questão.
PLANEJAMENTO
A etapa do planejamento serve, em regra, para a formulação do plano e de ações governamentais.
Dessa forma, é constituída pela fixação da despesa orçamentária, pela
descentralização/movimentação de créditos, pela programação orçamentária e financeira, bem como
pelo processo de licitação e contratação.
Fixação da despesa
A fixação da despesa orçamentária é considerada o limite de gastos do governo, que é incluído na
LOA com base nas receitas previstas, cumprindo com o princípio orçamentário do equilíbrio. Ela se
insere no contexto do processo de planejamento, compreendendo a adoção de medidas em direção a
uma situação idealizada, tendo em vista os recursos disponíveis, observando as diretrizes e as
prioridades traçadas pelo governo.
Esse processo de fixação da despesa orçamentária é autorizado pelo Poder Legislativo, por meio da
LOA, ressalvadas as eventuais aberturas de créditos adicionais no decorrer da vigência do
orçamento. Portanto, o administrador público não pode gastar mais do que foi autorizado por lei,
cumprindo, também, o princípio orçamentário da legalidade.
Descentralizações de créditos orçamentários
As descentralizações de créditos orçamentários ocorrem quando é efetuada movimentação de parte
do orçamento, mantidas as classificações originais, para que outras unidades administrativas possam
executar a despesa orçamentária. Há duas situações que podem ocorrer nessa movimentação de
créditos orçamentários. No âmbito federal, quando da publicação da LOA, a Secretaria de Orçamento
Federal (SOF) libera a dotação orçamentária para cada unidade gestora que está incluída na LOA.
A primeira situação ocorre entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura distintas,
tendo assim a descentralização externa, também denominada de Destaque, como, por exemplo, a
movimentação de recursos orçamentários do Ministério da Economia para o Ministério da Saúde.
Já a segunda situação envolve unidades gestoras de um mesmo órgão, tendo assim a
descentralização interna, também chamada de Provisão, como, por exemplo, a descentralização de
recursos orçamentários no Ministério da Economia para a Unidade Administrativa vinculada ao
Ministério.
De acordo com o MCASP, na descentralização, as dotações são empregadas obrigatória e
integralmente na consecução do objetivo previsto pelo programa de trabalho pertinente. Nesse caso,
são respeitadas fielmente a classificação funcional e a estrutura programática. Portanto, a única
diferença é que a execução da despesa orçamentária é realizada por outro órgão ou outra entidade.
 ATENÇÃO
É fundamental destacar que a descentralização de créditos orçamentários, em um primeiro momento,
acarreta em um outro momento, logo após, que é a Movimentação de Recursos Financeiros. No
âmbito federal, ela é realizada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
As unidades gestoras realizam suas despesas e precisam honrar com obrigações. Desse modo, a
STN libera os recursos financeiros para essas unidades gestoras. Essa movimentação é chamada de
cota. Por exemplo, a STN libera cota para o Ministério da Economia.
 
Imagem: Shutterstock.com
Há também duas situações de descentralização ou movimentação de recursos financeiros após
a unidade gestora receber sua cota: repasse e sub-repasse.
O repasse acontece entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estruturas distintas, tendo
assim a movimentação externa. Por exemplo, a descentralização de recursos financeiros do Ministério
da Economia para o Ministério da Saúde.

O sub-repasse envolve unidades gestoras de um mesmo órgão, tendo assim a movimentação
interna. Por exemplo, a descentralização de recursos financeiros

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.