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RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Manual de Atendimento Pré-hospitalar Edição 2016 Página 1 
 
 
 
 
 MÓDULO ESPECÍFICO 
DE BOMBEIRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resgate e 
Emergências
Médicas II 
2016 
Triênio 
2018 
Departamento de 
Ensino de Resgate 
 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 Página 2 
ÍNDICE 
 
Nº LIÇÕES PÁGINA 
1 Introdução 3 
2 Ressucitação cardiopulmonar em adultos, crianças e bebes 8 
3 Suporte Básico de vida com desfibrilador externo automático - DEA I 45 
4 Suporte Básico de vida com desfibrilador externo automático - DEA II 71 
5 Parto 105 
6 Biomecânica do trauma e princípios de atendimento ao traumatizado 131 
7 Movimentação, imobilização e transporte de acidentados 169 
8 Traumatismos específicos (Lesões de Crânio, Tórax e Coluna Vertebral) 222 
9 Ferimentos em tecidos moles, hemorragias e estado de choque 244 
10 Glossário 271 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 3 
 
 
 
 
 Lição 01 
INTRODUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. OBJETIVOS MATÉRIA:
2.1. Proporcionar aos participantes conhecimentos que os capacitem a:
2.1.1. Executar os procedimentos de resgate, de acordo com os Procedimentos Operacionais 
Padrão, garantindo a estabilização de uma vítima de uma parada respiratória ou parada cardio 
respiratória e o atendimento a vítimas de emergências traumáticas.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. FINALIDADE DO CURSO
Proporcionar aos participantes, conhecimentos e habilidades necessárias para o atendimento pré- 
hospitalar de vítimas de traumas ou emergências médicas de origem clínica, estabilizando sua condição no 
que for possível, dentro dos limites legais, de acordo com os procedimentos previstos neste Manual e no 
Manual de Procedimentos Operacionais Padrão do Sistema Resgate a Acidentados e nos manuais de 
referência do Curso de Resgate e Emergências Médicas, em procedimentos validados pela Comissão de 
Resgate do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, e transportá-la de forma segura e adequada para 
receber assistência médica hospitalar definitiva.
2. OBJETIVOS DE DESEMPENHO E DE CAPACITAÇÃO
Durante o curso os participantes desenvolverão atividades teóricas e práticas que os capacitarão a 
desenvolver as seguintes ações durante um atendimento de emergência:
a. Estabelecer os aspectos éticos e legais inerentes ao atendimento de emergência;
b. Receber e anotar uma solicitação de socorro;
c. Deslocar-se até o local de emergência;
d. Assegurar a cena de emergência e empregar medidas de biossegurança;
e. Avaliar a cena de emergência e informar a Central de Regulação;
f. Solicitar a ajuda adicional que seja necessária;
g. Obter acesso até a vítima;
h. Efetuar a avaliação da vítima e indicar suas condições;
i. Transmitir informações sobre as condições da vítima e os procedimentos adotados;
j. Empregar método adequado de triagem em local de múltiplas vítimas;
k. Selecionar e utilizar adequadamente os equipamentos e materiais necessários para o atendimento da
vítima;
l. Efetuar a estabilização da vítima;
m. Remover e transportar adequadamente a vítima;
n. Preparar equipamentos e materiais para novos atendimentos;
o. Efetuar os registros e relatórios correspondentes à ocorrência atendida.
Durante o curso o participante será avaliado pelo grupo de instrutores. Deverá cumprir, nas avaliações 
individuais todos os objetivos pertinentes a cada uma das Lições que compõem este Manual.
3. DURAÇÃO DO CURSO
48 (quarenta e oito) horas-aulas.
4. QUADRO DA SEMANA LETIVA
a) Regime de trabalho:
I) Cada tempo de aula terá a duração de 45 (quarenta e cinco) minutos;
II) O Curso terá o total de semanas letivas equivalentes a 48 horas/aulas. 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DESENVOLVIMENTO DO CURSO
1. O currículo proposto é o mínimo indispensável a ser ministrado para atendimento a ocorrências
de Atendimento Pré-hospitalar Nível Suporte Básico de Vida, bem como a capacitação nas atividades
de Salvamento correspondente ao Curso;
2. O curso será desenvolvido com 48 (cento e vinte) horas aulas distribuídas em Módulos de Aulas, com 
carga horária diária de pelo menos 04 (quatro) horas-aula, no período de segunda a sexta-feira, 
exceto se alterado pela Setor de Coordenação da Escola Superior de Bombeiros.
3. O número de ordem das Lições não implica, necessariamente, em seu desenvolvimento 
sequencial.
MÉTODO
O método de ensino será o de Capacitação para Instrutores (CPI), de acordo com a metodologia 
implantada pela OFDA/USAID (Agência Interamericana) que atua na capacitação de socorristas para 
Desastres.
MATERIAIS DIDÁTICOS
 Manual do Participante: será distribuído em Módulos e contem as lições correspondentes ao Curso de
Atendimento Pré-hospitalar Nível Suporte Básico de Vida;
 Manual do PHTLS - Primeira Resposta: procedimento operacional referência para o atendimento a
vítimas de trauma, excetuando-se as observações que contradizem os Padrões de Assistência Pré-
hospitalar padronizados para o curso em questão;
 Material de Distribuição: utilizados durante a instrução para exercícios e apontamentos;
 Material de Referência: padrões de assistência pré-hospitalar, manuais de atendimento pré-hospitalar
e livros recomendados pelos Instrutores como complemento ao aprendizado.
AVALIAÇÃO DO PROCESSO EDUCACIONAL
 Avaliação da aprendizagem:
1. O corpo discente será avaliado, através de Verificação Corrente (VC) sobre as Lições ministradas
(práticas e teóricas) e/ou Verificação Especial (VE), sob os aspectos quantitativos e qualitativos expressos 
em graus que variarão de 0,0 (zero) a 10,0 (dez) inteiros, aproximados a décimos e conceitos, conforme 
correlação estabelecida na tabela abaixo: 
 
NOTA CONCEITO 
0,0 a 4,9 Insuficiente 
5,0 a 6,9 Regular 
7,0 a 8,4 Bom 
8,5 a 9,5 Muito Bom 
9,6 a 10,00 Excepcional 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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2. Durante os alunos serão submetidos as seguintes avaliações: Avaliações Imediatas (AI), Verificações 
Correntes (VC), Verificação Final (VF) e Exame de 2ª Época.
2.1. Verificação Imediata (VI): são aquelas que forem aplicadas ao final das Lições denominadas como
"Avaliação Digital" ou, por outro meio, para aferir o aproveitamento em ambiente de aula:
2.1.1. Serão aplicadas, portanto, Verificações Imediatas (VI), á critério do Instrutor, em qualquer tempo, 
em especial ao final de cada Lição, em número ilimitado, sendo que estas avaliações serão usadas para 
aferir o desenvolvimento do participante e exigir a necessidadede reforço na instrução. Não serão 
computadas na nota final do curso, mas terá caráter administrativo de aproveitamento do Departamento 
de Ensino de Resgate.
 2.2. Verificações Correntes (VC): são aquelas que forem aplicadas ao final de um grupo de Matérias, 
conforme Diretriz de Ensino:
Quantidade e forma de avaliação:
_______________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
2.3. Banca Examinadora (BE): são as avaliações práticas, executada em grupo, com atribuição de nota 
individual, aplicadas ao final de um grupo de matérias ou ao final do Curso e se relacionam com a 2ª
Verificação Corrente.
Tipos e forma de avaliação: 
 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________ 
 
COMPOSIÇÃO DA MÉDIA FINAL: 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________ 
AVALIAÇÃO DO DOCENTE 
 
O Corpo Docente será avaliado por meio de questionário que será aplicado ao final do Curso e, em 
qualquer momento, por meio das Avaliações de Docentes, Sugestões e Comentários, de forma direta ou 
indireta. 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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GENERALIDADES 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________ 
 
 
ASPECTOS DE ORDEM PRÁTICA 
 
1. Telefone: Não será permitido o uso de telefones celulares ou aparelhos eletrônicos pelo participante 
durante as aulas, salvo aqueles autorizados; 
2. Será fornecido aos participantes acesso ao material didático padronizado pelo Departamento de 
Ensino de Resgate; 
3. Fumar: proibido fumar nas instalações da ESB. 
 
IMPORTANTE 
1. Bibliografia, fontes de consulta: indicadas pelo Professor ou Coordenador do Curso. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS: 
 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________ 
 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________ 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 8 
 
 
 Lição 2
RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR EM ADULTOS, CRIANÇAS E BEBÊS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBJETIVOS
Proporcionar aos participantes conhecimentos e habilidades que os capacitem a:
1. Revisar a anatomia e fisiologia cardíacas necessárias para a compreensão do tema
em discussão;
2. Apresentar as mais recentes Diretrizes de Ressuscitação Cardiopulmonar da
American Heart Association (ILLCOR) e adaptá-las aos Procedimentos Operacionais 
de Serviço de Resgate do Corpo de Bombeiros.
3. Atualizar as técnicas de ressuscitação cardiopulmonar em adultos, crianças e bebês
(exceto recém-nascidos). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 9 
 
 
REVISÃO DA ANATOMIA E FISIOLOGIA CARDÍACA 
 
O CORAÇÃO HUMANO 
 
O coração humano é o órgão responsável pelo percurso do sangue 
bombeado através de todo o organismo, que é feito em 
aproximadamente 45 segundos em repouso. 
Bate cerca de 109.440 a 110.880 vezes por dia, bombeando 
aproximadamente 5 l de sangue por minuto. 
 
Neste tempo o órgão bombeia sangue suficiente a uma pressão razoável, para percorrer todo o 
corpo nos sentidos de ida e volta, transportando assim, oxigênio e nutrientes necessários às células 
que sustentam as atividades orgânicas. 
 
FORMA E TAMANHO DO CORAÇÃO HUMANO 
 
O coração é considerado um dos órgãos mais potentes, apesar de 
sua dimensão pequena. 
Podemos descrever ela com: 
 forma de cone; 
 tamanho do punho fechado; 
 cerca de 12 cm de comprimento; 
 9 cm de largura em sua parte mais ampla; 
 6 cm de espessura; 
 Sua massa é, em média, de 250g, nas mulheres adultas, e 300g, 
nos homens adultos. 
 
LIMITES DO CORAÇÃO NO TÓRAX 
 
 Superfície anterior: logo abaixo do esterno e das costelas. 
 Superfície inferior: repousa sobre o diafragma, 
correspondendo a região entre o ápice e a borda direita. 
 Borda direita: está voltada para o pulmão direito e se 
estende da superfície inferior à base; 
 Borda esquerda, também chamada borda pulmonar, fica 
voltada para o pulmão esquerdo, estendendo-se da base 
ao ápice. 
 Limite superior constituído pelos grandes vasos do coração 
 e posteriormente a traqueia, o esôfago e a artéria aorta 
descendente. 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 10 
 
 
LOCALIZAÇÃO DO CORAÇÃO 
 
O coração localizado no centro do tórax entre os dois 
pulmões, imediatamente acima do diafragma e 
ligeiramente à esquerda da linha mediana do tórax. 
 
 
DIVISÃO DO CORAÇÃO 
 
 
O coração humano apresenta quatro partes ou cavidades: na 
parte superior estão os átrios, divididos entre direito e o 
esquerdo, na parte inferior estão os ventrículos, também direito 
e esquerdo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VALVAS CARDÍACAS 
 
Valvas cardíacas ou Válvulas cardíacas são estruturas 
formadas basicamente por tecido conjuntivo que se 
encontra à saída de cada uma das quatro câmaras do 
coração. Se interpõem entre átrios e ventrículos bem 
como nas saídas das artérias aorta e artéria pulmonar. 
Elas permitem o fluxo de sangue em um único sentido 
não permitindo que este retorne fechando-se quando o 
gradientepressórico se inverte. O que regula a abertura e 
fechamento das valvas são as pressões dentro das 
câmaras cardíacas. 
 
 
Existem quatro valvas no coração que são: 
 
 Mitral ou bicúspide - Possui dois folhetos lembrando o formato de uma mitra. Permite o fluxo 
sanguíneo entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo. 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 11 
 
 
 Tricúspide - Possui três folhetos. Permite o fluxo sanguíneo entre o átrio direito e o ventrículo 
direito. 
 Aórtica - Permite o fluxo sanguíneo de saída do ventrículo esquerdo em direção à aorta. 
 Pulmonar - Permite o fluxo sanguíneo de saída do ventrículo direito em direção à artéria 
pulmonar. 
 
VASOS SANGUÍNEOS DO CORAÇÃO 
 
Visão externa do coração onde se evidencia os grandes vasos 
sanguíneos que entram no coração nos átrios levando o 
sangue venoso (veias cavas superior e inferior, artérias 
pulmonares) e saem dos ventrículos transportando sangue 
arterial (aorta e veias pulmonares). 
 
 
 
SANGUE VENOSO E SANGUE ARTERIAL 
 
Na metade direita do coração só circula sangue venoso, na 
esquerda sangue arterial. A circulação do sangue nestas 
quatro cavidades está controlada pelas válvulas. As válvulas 
também servem de meio de comunicação entre os átrios e os 
ventrículos. 
A parte direita do coração está separada da parte esquerda 
por um septo muscular. 
 
 
SÍSTOLE E DIÁSTOLE CARDÍACAS 
 
 
O coração contrai e relaxa constantemente (esse processo é chamado 
de sístole e diástole (ATRIAL e VENTRICULAR), respectivamente), para 
bombear todo o sangue do nosso corpo. É uma bomba hidráulica, em 
que os tubos de saída são as artérias e os tubos de entrada as veias; o 
líquido que anda a circular é o sangue. 
 
 
 
 
 Seu sincronismo atua como se fossem duas bombas trabalhando simultaneamente. 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 12 
 
 
 Uma das bombas engloba a átrio direito e o ventrículo direito e a outra a átrio esquerdo e o 
ventrículo esquerdo. 
 A função do átrio e do ventrículo direitos é arrastar o sangue para os pulmões, onde se liberta o 
dióxido de carbono e se fornece de oxigênio. Por outro lado, o átrio e o ventrículo esquerdos 
têm o trabalho de arrastar o sangue enriquecido de oxigênio para todas as partes do corpo. 
 
 
 
ARTÉRIAS CORONÁRIAS 
 
Enquanto o sistema circulatório está ocupado fornecendo oxigênio e 
alimentos para todas as células existentes no corpo, não vamos 
esquecer que o coração, que trabalha mais arduamente do que 
todos os órgãos, precisa de alimento também. 
Estes alimentos chegam através das artérias coronárias. 
 
 
CIRCULAÇÃO CORONARIANA 
 
As células do coração recebem sangue arterial das artérias 
coronárias, que são as primeiras ramificações da aorta, contornando 
o coração como uma coroa (daí a sua denominação). Estas artérias 
voltam para o coração, dividindo-se em vasos cada vez menores que 
penetram fundo no músculo do coração. 
 
 Todos esses vasos estão interligados. Se há problemas com 
suprimento numa rota, há chance que o sangue siga por outro 
caminho. Tudo que as células do coração devolvem é lançado no 
sistema de veias coronárias azuis que drenam o sangue de volta 
para o lado direito do coração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 13 
 
 
FISIOLOGIA CARDÍACA 
 
Em um batimento normal, ambos os átrios se contraem quase que 
simultaneamente. A seguir, há curta pausa (para total enchimento do 
ventrículo com sangue). Consequentemente, os dois ventrículos se 
contraem, quase que simultaneamente. Por fim, o coração inteiro 
relaxa-se e enche-se novamente. 
 
 
SISTEMA DE CONDUÇÃO ELÉTRICA 
 
 
 
 
O coração dispõe de um sistema elétrico que faz com que surjam, de forma automática, estímulos
elétricos que, ao serem transmitidos a todo o coração, vão levar à contração, de forma sequencial,
das várias cavidades cardíacas, permitindo assim a circulação do sangue por todo o organismo.
O estímulo elétrico surge, normalmente, no nó sinusal, sendo depois transmitido a todo o coração. Esta 
transmissão é sequencial, ocorrendo com um determinado ritmo. Cada estímulo elétrico só surge 
depois do estímulo anterior ter sido completamente transmitido a todo o coração e ter ocorrido 
uma fase de recuperação (repolarização) para preparar o coração para a transmissão do novo estímulo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 14 
 
 
TRANSMISSÃO DO POTENCIAL ELÉTRICO 
 
O Potencial de ação inicia nas células marcapasso no nó sinusal, através dos feixes internodais 
atingem as células do nó AV. Do nó AV o potencial de ação se espalha pelos ventrículos através do 
Feixe de His com seus ramos e células de Purkinje. 
 
 
 
 
EXAME PREVENTIVO 
ELETROCARDIOGRAMA 
 
Um exame simples e que previne o agravamento de doenças cardíacas é o eletrocardiograma (ECG). 
O eletrocardiograma é realizado com a pessoa em repouso. 
Para executá-lo, utilizam-se doze eletrodos colocados nas pernas, braços e no tórax, na região do 
precórdio. Eles captam a atividade elétrica do coração que passa para os tecidos vizinhos e chega até 
a pele. Essa informação é enviada para um aparelho (eletrocadiógrafo) que as registra num papel. 
Analisando seu traçado, é possível saber se há sequência de batimentos, se o ritmo é normal e a 
atividade cardíaca, rápida ou lenta. 
 
 
 
O eletrocardiograma (ECG) é um exame de saúde na área de cardiologia no qual é feito o registro da 
variação dos potenciais elétricos gerados pela atividade elétrica do coração. 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 15 
 
 
PARADA CARDÍACA 
 
 Na próxima etapa de nosso treinamento discutiremos as causas e consequências de uma 
parada cardíaca e as medidas de suporte básico de vida que uma EQUIPE de Resgate poderá 
adotar para possibilitar a recuperação do paciente com melhores condições de vida. 
 O chamado “Suporte Básico de Vida” exige do profissional de emergência além de preparação 
técnica, também um preparo psicológico para lidar com as situações de morte. 
 As doenças cardiovasculares são as principais causas de mortalidade no mundo, mas são 
preveníveis, motivo pelo qual, apresentaremos dados estatísticos relevantes sobre o tema! 
DOENÇAS CARDIOVASCULARES – MUNDO 
 
 Principal causa de morte no mundo; 
 Cada ano, morrem 17,3 milhões de pessoas; 
 Estimativa de que, em 2030, o total de mortes possa chegar a 23,6 milhões; 
 80% desses óbitos são registrados em países de baixa e média renda; 
 Em 2008, os óbitos provocados por elas representaram 30% do total registrado globalmente. 
 
DOENÇAS CARDIOVASCULARES – BRASIL 
 
 Doença cardiovascular é a primeira causa de mortalidade; 
 Responsável por cerca de 800 mortes por dia. 
 01 ano = 292.000 pessoas 
 
MORTE SÚBITA 
 
É a morte inesperada causada pela perda da função cardíaca. A morte súbita cardíaca é um dos 
maiores problemas de saúde pública no mundo, acometendo mais de200.000 pessoas/ano só nos 
Estados Unidos e 712 pessoas/dia no Brasil, principalmente, na faixa etária mais produtiva. 
As principais causas de morte súbita são as DOENÇAS CARDIOVASCULARES. 
PARADA CARDÍACA – DEFINIÇÃO 
 
Cessação súbita e inesperada da atividade mecânica do coração caracterizada pelos seguintes 
sinais: 
 Inconsciência; 
 Ausência de boa respiração ou somente gasping (respirações agônicas); 
 Ausência de pulso central (carotídeo, braquial, femural). 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 16 
 
 
GASPING 
 
Parece irônico, mas um estudo publicado no “Circulation” mostra 
que uma vítima de ataque cardíaco em gasping tem maior 
probabilidade de sobrevivência do que aquelas que não entram 
em respiração agônica. 
 Gasping é uma última medida que o corpo adota para se 
salvar e, a nível do pré-hospitalar, assume-se levianamente 
pelos leigos que respiração agônica é sinal de recuperação 
orgânica e, consequentemente, as manobras de RCP são 
cessadas. Por se confundir frequentemente respiração 
agônica com respiração 
eficaz, os leigos que prestam auxílio também informam telefonicamente a equipe de urgência 
de que a vítima está respirando, quando na verdade se apresenta em gasping. 
 Estima-se, pelo estudo efetuado, de que se às vítimas em gasping lhes fosse aplicado SBV, a 
taxa de sobrevivência seria 5 vezes superior. Por este motivo, a respiração anormal deverá ser 
encarada como motivo imediato de atuação com compressões torácicas, até chegada da equipe 
de emergência. 
 
SUPORTE BÁSICO DE VIDA 
 
Consiste no pilar do atendimento ao paciente em parada cardiorrespiratória, com o objetivo de 
manter a ventilação e oxigenação e, principalmente, perfusão dos órgãos vitais por meio das 
compressões torácicas. 
As Diretrizes de Ressuscitação Cardiopulmonar vigentes estabelecem as Recomendações para o 
Tratamento da parada cardíaca e o Atendimento Cardiovascular de Emergência. 
Discutiremos os principais pontos destas Diretrizes e sua aplicação na atividade de Atendimento 
Pré-hospitalar. 
 
 
TEMPO DE SOBREVIVÊNCIA– EM OXIGÊNIO 
Considere sempre que “tempo é cérebro”! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 17 
 
 
EFICÁCIA DA RCP ISOLADA 
 
O débito cardíaco (circulação sanguínea a parir do ventrículo esquerdo) desde o inicio da RCP 
correspondente ao fluxo sanguíneo para os pulmões é de aproximadamente 25% a 33% do valor 
normal que geralmente ocorre com o coração em pleno funcionamento, e 8% do fluxo das artérias 
coronárias (artérias que irrigam o próprio coração), diminuindo progressivamente com o transcorrer 
do procedimento. Com o passar do tempo de reanimação este débito pode ser reduzido por vários 
fatores, dentre eles a fadiga do socorrista. Sempre que houver outros socorristas disponíveis deverá 
haver revezamento entre eles a cada 2 minutos. 
 
CADEIA DA SOBREVIVÊNCIA 
 
A seguir veremos os procedimentos que serão necessários para a tomada de decisão na 
reanimação da vítima em parada cardíaca. Esses procedimentos estão representados pela Cadeia 
de Sobrevivência da American Heart Association (AHA). 
CADEIA DA SOBREVIVÊNCIA – ADULTO 
 
A ressuscitação cardiopulmonar é uma série de ações de salvamento que aumentam a chance de 
sobrevivência após uma parada cardíaca. Requer uma resposta integrada, conhecida como sistema 
de tratamento. Fundamental para o êxito dos esforços de ressuscitação do sistema de tratamento é 
a avaliação coletiva dos desafios e das oportunidades representadas pela Cadeia da Sobrevivência. 
Em 1991, A Sociedade Americana de Cardiologia introduziu a “CADEIA DA SOBREVIVÊNCIA”, 
metáfora para representar a seqüência de eventos que devem idealmente ocorrer para aperfeiçoar 
as taxas de sucesso da ressuscitação da parada cardíaca em adultos. Os elos da cadeia incluíam o 
acesso precoce (reconhecimento do problema e deixar o Sistema de Emergência em espera), 
ressuscitação precoce, desfibrilação precoce, nos pacientes que necessitam, e acesso precoce ao 
sistema de suporte avançado de vida em Cardiologia (SAVC). 
 
 
CADEIA DA SOBREVIVÊNCIA DA AHA – 2015 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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1º ELO - CADEIA DA SOBREVIVÊNCIA 
 
Reconhecimento imediato da parada cardíaca e acionamento do Serviço de Emergência Médica. 
Esse ELO é de competência do primeiro socorrista que intervir na vítima em parada cardíaca. Se 
constatar que a vítima está inconsciente e que não respira ou somente apresenta gasping deverá 
acionar os Serviços Médicos de Emergência (192 – SAMU – UNIDADES DE RESGATE Locais) ou (193 – 
BOMBEIROS – quando houver necessidade de ações de salvamento). 
 
2º ELO - CADEIA DA SOBREVIVÊNCIA 
 
 
Ressuscitação Cardiopulmonar precoce com ênfase nas compressões torácicas. 
A ressuscitação cardiopulmonar (RCP) garante um pequeno, mas eficiente fluxo sanguíneo ao 
coração e ao cérebro. Além disto ela também prolonga o tempo da Fibrilação Ventricular (FV), 
enquanto se espera pelo desfibrilador (DEA) evitando a deterioração do ritmo em assistolia. 
Para cada minuto de parada cardíaca em FV sem RCP, a chance de reversão diminui em 7 a 10%. 
Entretanto, em vigência da RCP este índice cai para 3 a 4% do momento do colapso circulatório até 
a chegada do desfibrilador. Com a RCP o índice de sucesso dobra ou triplica na FV. Somente cerca 
de 20% dos pacientes adultos serão beneficiados com RCP precoce isolada e quando o tipo de 
parada cardíaca corresponder a assistolia ou atividade elétrica sem pulso. 
3º ELO - CADEIA DA SOBREVIVÊNCIA 
 
 
Uso imediato do DEA. 
Tão logo seja possível utilize um Desfibrilador Externo Automático. 
A maioria das vítimas adultas necessitam de desfibrilação para a ressuscitação cardiopulmonar. 
A desfibrilação tem maior eficácia quando aplicada logo no início da parada cardíaca, em especial, 
no 5 primeiros minutos. 
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4º ELO - CADEIA DA SOBREVIVÊNCIA 
 
Serviços Médicos Básicos e Avançado de Emergências 
Atendimento de socorristas, médico e de enfermagem com medidas que incluem: acesso definitivo 
de vias aéreas superiores (intubação), utilização de drogas vasoativas e antiarrítmicas, monitorização 
cardíaca, etc. 
Boa parte das vítimas serão beneficiadas somente com o SBV para a recuperação da parada 
cardiorrespiratória (PCR). 
 
5º ELO - CADEIA DA SOBREVIVÊNCIA 
 
Suporte Avançado de Vida e Cuidados pós-reanimação. 
O 5° passo salienta o atendimento intra-hospitalar e é uma das novidades mais comemoradas do 
novo protocolo, divulgado pelo ILCOR (International Liaison Committee on Resuscitation) e validado 
pela American Heart Association, que sistematiza os cuidados pós parada cardiorrespiratória, 
otimizando a função hemodinâmica, neurológica e metabólica, aumentando a taxa de sobrevivência 
à alta hospitalar entre as vítimas que obtiveram retorno da circulação espontânea (RCE) após a PCR. 
 
OBJETIVOS DOS CUIDADOS PÓS PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA: 
 
1- Otimizar a função cardiopulmonar e a perfusão de órgãos vitais pós o RCE; 
2- Remoção para estabelecimento de assistência à saúde apropriado; 
3- Identificar e tratar a síndrome coronariana aguda; 
4- Controlar a temperatura para otimizar a recuperação neurológica;5- Prever, tratar e prevenir a falência múltipla de órgãos. 
 
CADEIA DA SOBREVIVÊNCIA - CRIANÇAS 
 
Considerando que a causa primária de parada cardíaca em CRIANÇAS são PROBLEMAS 
RESPIRATÓRIOS que podem ser resolvidos com a RCP PRECOCE, o planejamento da assistência 
deve seguir a sequencia de ações descritas na Cadeia da Sobrevivência da AHA para CRIANÇAS. 
 
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1º ELO: Prevenção da parada cardíaca por meio de Programas de Prevenção de Acidentes na 
Infância; 
2º ELO: RCP precoce de alta qualidade realizada por uma pessoa presente no local; 
3º ELO: Acionamento Rápido do Serviço Médico de Emergências; 
4º ELO: Suporte Avançado de Vida eficaz (inclusive rápida estabilização e transporte para cuidado e 
reabilitação definitivos); 
5º ELO: Cuidados pós-reanimação integrados. 
 
CONCEITO DE MORTE 
 
Segundo Daisy Gogliano, Doutora em Direito, Professora da Faculdade de Direito da Universidade 
de São Paulo, São Paulo-SP, o progresso da tecnologia médico-biológica está a impor profundas 
transformações ético-jurídicas na conceituação de “morte”. 
Em face das novas técnicas de sustentação vital e de reanimação, como a utilização de meios 
mecânicos de respiração artificial, o fenômeno morte hoje não se resume simplesmente na cessação 
espontânea das funções cardiorrespiratórias. Na atualidade, fala-se na ocorrência da "morte 
encefálica" que deve ser constatada por critérios estritamente médicos, não cabendo à lei defini-los, 
pois isto limitaria a adoção de novos parâmetros ditados pela própria evolução da ciência. A 
interrupção da sustentação vital, uma vez estabelecida a morte encefálica, não se confunde com a 
eutanásia ou eventual "direito de morrer", no sentido de precipitar o evento "morte", o qual, 
efetivamente, já ocorreu. Por respeito à dignidade humana o médico deve evitar que o paciente em 
morte encefálica seja submetido a terapêutica desnecessária, não só inútil como fútil. 
 
TIPOS DE MORTE 
 
Continuação das definições de morte, segundo a publicação da Sra. Daisy Gogliano, Doutora em 
Direito, Professora da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, São Paulo-SP. 
Considerando que a morte é um processo lento e gradual, distingue-se a morte clínica (paralisação 
da função cardíaca e da respiratória) da morte biológica (destruição celular) e da morte encefálica, 
a qual resulta na paralisação das funções cerebrais. 
A morte clínica pode, em face dos avanços tecnológicos da medicina, desaparecer com os processos 
de reanimação, permitindo, assim, manter a vida vegetativa, mesmo após a superveniência da 
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morte encefálica. A morte, antes identificada como a cessação da atividade espontânea da função 
cardíaca e respiratória, com a paralisação circulatória irreversível, passou a ser determinada com a 
paralisação das funções cerebrais. 
 
DILEMA DA MEDICINA 
 
Considerando que a morte clínica (paralisação da função cardíaca e respiratória) pode reverter com 
os processos mecânicos de reanimação, ocasião em que se pode instaurar a vida vegetativa, a qual 
pode ser mantida, mesmo após a superveniência da morte encefálica, o dilema do médico com a 
morte está justamente na decisão de suspender os esforços de reanimação, pois uma vez ocorrida a 
morte encefálica revela-se estéril prosseguir mantendo-se artificialmente as funções 
cardiorrespiratórias, em terapêutica fútil, desgastante, onerosa tanto aos pacientes como para as 
instituições hospitalares, no sentido de evitar aos familiares um trauma sobrevindo de inúteis 
esperanças. 
Procedimentos bem sucedidos de reanimação pré-hospitalar poderão reduzir a incidência de morte 
cerebral nos pacientes em morte clínica, restabelecendo as funções vitais e, em consequência, 
contribuir para menor incidência de morte encefálica. 
 
HISTÓRIA – RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR 
 
Um breve histórico da ressuscitação cardiopulmonar desde os tempos antigos até as Diretrizes 
atuais da American Heart Associtiation reunidas no ILCOR (consenso mundial). 
 
“Então formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida, e 
o homem passou a ser alma vivente” Bíblia; Gênesis, 2:7. 
 
Durante longos anos, a humanidade interpretou a morte como evento inexoravelmente irreversível 
e todas as tentativas de ressuscitação foram sempre consideradas impugnável blasfêmia; este 
dramático quadro durou até meados do século XVIII, quando a humanidade finalmente começou a 
acreditar na possibilidade de execução de manobras efetivas para ressuscitação. Apenas no início 
dos anos 1960, as técnicas de ressuscitação começaram a se tornar evidência científica robusta e 
prática clínica diária a “beira-do-leito”. Também as causas de morte súbita têm sofrido modificações 
com o passar dos séculos; se a morte súbita na era pré-moderna significava morte por afogamento, 
inalação de fumaça ou trauma, atualmente transcendeu à fibrilação ventricular secundária à doença 
isquêmica do coração, o implacável mal dos tempos modernos . 
É grande o número de artigos científicos e descrições fascinantes publicados, que descrevem sobre 
as primeiras tentativas de ressuscitação e como se comportou sua evolução; as ações fundamentais 
de hoje, estão baseadas fortemente nesta evolução do conhecimento sobre mecânica de 
compressões torácicas e aplicabilidade da desfibrilação. 
 
 
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MÉTODOS ANTIGOS - RELATOS BIBLÍCOS 
 
A primeira menção bíblica de reanimação refere-se ao 
momento da criação de Adão, tendo Deus “soprado em 
sua boca dando-lhe a vida”. Menos simbólica e mais 
precisa em seu detalhamento, e considerada por muitos 
historiadores como o primeiro relato de manobras de 
RCP, está a descrição que consta no livro bíblico dos Reis; 
nele está descrito o profeta Eliseu, um discípulo de Elias, 
reanimou um jovem filho de uma viúva sunamita. 
“...subiu à cama, deitou-se sobre o menino e, pondo a 
sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos 
dele e suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre 
o menino; este espirrou sete vezes e abriu os olhos.” 
 
CONTROVÉRSIAS 
 
As contradições históricas acontecem já na própria Bíblia; discute-se que o profeta Elias primeiro 
teria reanimado o filho da viúva de Sarepta, no primeiro livro dos I Reis 17:17-22, apesar de não se 
ter uma descrição tão rica em detalhes quanto a do profeta Eliseu, esta, portanto antecederia a RCP 
realizada por Eliseu, narrada no II Reis 4:34-3514. 
 
RESSUSCITAÇÃO OU REANIMAÇÃO? 
 
Afinal qual é o termo mais apropriado? Reanimação ou ressuscitação cardiopulmonar. Esta, sem 
dúvida, está entre as maiores discussões entre pesquisadores e médicos envolvidos com o tema e 
que tem se arrastado por anos. Vejamos um resumo da publicação dos Dr. Hélio Penna Guimarães e 
Dr. John Cook Lane para o Centro de Ensino, Treinamento e Simulação do Hospital do Coração-
CETES-HCor, São Paulo, Brasil. 
 
A Ressuscitação origina-se do latim resuscitatio, onis, do verbo resuscito, are, formado da partícula 
re, no sentido de renovação, e o verbo suscito, are que, entre outras acepções, tem a de despertar, 
acordar, recobrar os sentidos. Em suas raízes etimológicas, suscito, por sua vez, deriva do verbo cito, 
ciere, que significa por em movimento. 
Assim, o sentido primordial de ressuscitar é o de restabelecer o movimento, ou seja,a vida. E a vida 
depende basicamente da respiração e do movimento do sangue, noção que remonta às antigas 
civilizações. 
A reanimação, por sua vez, compõe-se do prefixo re + anima + sufixo -ção. Anima,em latim, tanto 
significa sopro, respiração, como vida e alma. Novamente aqui se tem a identificação da vida com a 
entrada de ar nos pulmões. 
 
Figura: O profeta Eliseu. Adaptado da 
pintura original de Frederick Leighton (The 
Leigthon House Museum) 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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Há a tendência de empregar reanimação, em lugar de ressuscitação, nos casos de parada cardíaca, 
deve-se pela conotação mágico-religiosa que adquiriu o termo ressuscitação. Ressuscitar traz 
imediato significado de milagre da ressurreição, volta à vida de quem já se encontrava 
definitivamente morto, como nos exemplos bíblicos do próprio Cristo. 
 
A despeito de tais argumentos, o termo ressuscitação é o preferido nos Descritores das Ciências da 
Saúde da BIREME, que colocam reanimação em segundo plano, como sinônimo e é também o que 
mais tem sido utilizado nos artigos publicados em português e em espanhol. 
Através do banco de dados LILACS, a proporção de artigos publicados nos últimos anos com o termo 
ressuscitação, em relação ao termo reanimação é de aproximadamente 4:1, demonstrando ser 
ressuscitação o de termo de maior preferência dos autores. 
 
MÉTODOS ANTIGOS 
 
Iniciou-se por Galeno (130 a 200 a.C), conhecido como “o 
primeiro dos médicos e filósofos” *1+, como designado 
pelo Imperador romano Marcus Aurelius. Em seus 
estudos, Galeno (Figura) enxergava o corpo humano com 
os olhos da crença e da ciência ocidental, acreditando que 
o “espírito vital” estava presente em todos os seres 
animados. Este espírito vital, chamado pneuma, não era 
exatamente o ar; considerava-se, no entanto, que a 
ausência da respiração nas pessoas era a ausência do 
recebimento da pneuma e o que o coração se tornaria 
permanentemente frio sem ele. 
 
Fig 2. Galeno, o “primeiro entre os médicos e 
filósofos”. 
Adaptado da Fonte: Estatua nos jardins do 
Hospital Italiano de Buenos Aires. 
Ainda no fim do Império Romano em 476 a.C, os métodos mais antigos de RCP variaram desde 
aplicação de calor ao corpo inerte através de objetos quentes ou queimantes sobre o abdômen 
(fumigação), até a flagelação chicoteando-se com urtiga (planta cujas folhas são irritativas contendo 
ácido fórmico) ou outro instrumento) . 
 
Figuras: Adaptado da Métodos da fumigação e 
flagelação. 
Fonte: Adaptado da Gordon A. História da 
Reanimação. In: Lane JC. Reanimação. Rio de 
Janeiro. Editora Guanabara Koogan 1981;226-
246. 
 
 
 
 
 
 
 
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* Nota: As cenas históricas foram tiradas de uma exposição no Museum of Science and Industry em 
Chicago, Illinois, EUA. As figuras eram tridimensionais, feitas em cera e com aproximadamente 40 
cm de altura. Permaneceram em exibição até 1963, quando foram destruídas em um incêndio, de 
acordo com informação de Gordon A. 
 
INÍCIO DA CIÊNCIA 
 
Ao cientista Paracelsus (Figura), já utilizando 
raciocínio e metodologia científica de 
investigação avaliou, em 1530, uso de foles de 
lareira para introdução do ar nos pulmões de 
indivíduos aparentemente mortos, 
caracterizando as primeiras e rústicas tentativas 
de ventilação artificial, ainda que o princípio 
fisiológico seja semelhante ao atual (ventilação 
sob pressão positiva), utilizando as unidades 
bolsa-valva-máscara (reanimador manual ). 
 
. 
 
RCP – MODERNA 
 
Em 1960, um novo dado extremamente importante 
foi incluído nos conceitos de reanimação de 
emergência, a partir da observação feita por 
Kouwenhoven, Jude e Knickerbocker de que a 
compressão sobre o terço inferior do esterno, feita 
adequadamente, fornecia uma circulação artificial 
suficiente para manter a vida em animais e seres 
humanos com parada cardíaca. O grande interesse 
por esta técnica de compressão cardíaca externa 
levou à verificação rápida de seus resultados. 
 
Em 1958, Safar, Elam, Gordon e Redding publicaram estudos sobre o controle das vias aéreas e 
ventilação boca-a-boca, os quais possibilitaram, juntamente com o trabalho de Kouwenhoven, Jude 
e Knickerbocker (massagem cardíaca externa), a popularização das manobras de RCP. Figura: Guy 
Kinickerbock (como paciente), WB Kouvenhoven (ventilação) e JR Jude - (massagem) em 1964. 
 
PROGRAMAS DE TREINAMENTO 
 
 
 
Figura. Paracelsuse o método com foles (bellows) 
http://www.nlm.nih.gov/exhibition/mandrakes/images/para
celsus.jpg 
Adaptado da: Gordon A. História da Reanimação. In: Lane 
JC. Reanimação. Rio de Janeiro. Editora Guanabara 
Koogan 1981:226-246 
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Percebendo o grande potencial da reanimação cardiorrespiratória, em 1961, a American Heart 
Association criou um Comitê de Reanimação Cardiorrespiratória, que mais tarde transformou-se no 
Committee on Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardic Care. Esta organização tomou 
a frente de um esforço intensivo para maiores pesquisas, para programas de treinamento e para a 
padronização da RCR. Sua campanha continua até hoje e abriu os horizontes da RCR, incluindo todos 
os aspectos dos Suportes Básicos de Vida (SBV) e dos Suportes Avançados de Vida (SAV). 
 
MANEQUINS DE TREINAMENTO 
 
O desenvolvimento de manequins para treinamento da RCR ocorreu 
concomitantemente com as evoluções iniciais das técnicas de RCR e os 
programas de treinamento. Enquanto que os primeiros métodos manuais 
podiam ser simulados ou praticados entre os próprios colegas de um curso 
de treinamento, a massagem cardíaca eficaz podia causar traumatismo e 
necessitava de manequins bem semelhantes ao ser humano. 
 
Estimulado pela Scandinavian Society of Anesthesiologists, Asmund S. Laerdal, que fazia bonecas em 
Stavanger, Noruega, criou a Resusci Anne, um manequim com coração, pulmões e pulso carotídeo. 
Ela tornou-se a progenitora de toda uma família de manequins, incluindo Resusci-Andy®, Resusci-
Baby®, Anatomic Resusci-Anne®, Arrhythmia Resusci-Anne® e Recording Resusci-Anne® e das atuais 
gerações Sim Man®, Sim Baby® e SIM 3G® e este manequins tornaram-se fundamentais para um 
bom treinamento de RCR em todo o mundo. 
 
HISTÓRIA DA RESSUSCI ANNE® 
 
Em relação à Resusci Anne®, uma breve e romantizada 
história merece um rápido relato: este sem dúvida é o 
manequim para treinamento em ressuscitação mais 
conhecido em todo mundo. Åsmund Laerdal a projetou 
baseado em pesquisas de Peter Safar e de James Elam, e a 
introduziu em treinamentos, primeiramente em 1960. 
Um dos grandes enigmas esta na face do manequim: relata-
se que é baseada em uma máscara mortuária de uma 
jovem desconhecida que se afogou no rio Sena, em Paris, 
em torno de 1880; naquela época, comumente, os corpos recuperados no rio permaneciam em 
exposição aguardando a reivindicação da família, fato que nunca aconteceu com a jovem em 
questão. Por qual motivo? Ninguém sabe, porque o corpo permaneceu não reclamado e foi 
enterrado com indigente. Mas o assistente funerário, tocado por sua beleza e por seu sorriso doce, 
fez uma máscara mortuária, de modo a permitir alguma identificação futura. A imagem assombrosa 
da jovem que sorria delicadamente tocou os corações de Paris e cópias da máscara mortuária foram 
encomendadas; nomeada de “L’Inconnue de la Seine” (“a desconhecida doSena”), logo teve suas 
 
 
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cópias comuns entre os salões da França, e sua história, romantizada por escritores franceses e 
alemães. Assim quando chegou o momento de se escolher um rosto para o manequim de 
salvamento, o sorriso de uma mulher francesa desconhecida cuja vida curta teve antecipado trágico 
fim se transformou na “face mais beijada” do mundo, ajudando a conservar vidas de tantos outros. 
 
EVOLUÇÃO 
 
O acúmulo de experiências bem sucedidas sobre os benefícios e riscos 
da RCP, fez com que em maio de 1966 foi publicado na revista 
Circulation um relatório, assinado pela AHA e várias entidades 
internacionais da área de emergência pré-hospitalar. Este mudou o 
conceito da técnica para “técnica de emergência”. Acentuou a 
necessidade de treinamento e retreinamento para garantir o 
reconhecimento imediato da necessidade de RCR e de sua boa 
execução. Solicitava que o treinamento fosse amplamente disseminado 
pelos membros das equipes médicas, odontológicas, enfermagem e 
outras profissões ligadas à saúde. Com a evolução constante dos 
estudos e o apoio destas entidades temos hoje as Diretrizes de 
Ressuscitação Cardiopulmonar realizadas em Consenso Mundial 
reunido no ILCOR que destacaremos a seguir. 
 
PRINCIPAIS INSTITUIÇÕES DO ILCOR 
 
 
 
 
 
 
 
 
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RESUMO DAS MODIFICAÇÕES NAS DIRETRIZES DE EESSUCITAÇÃO CARDIOPULMONAR - 2015 
 
RCP DE ALTA QUALIDADE 
A ênfase no Suporte Básico de Vida (BLS – Basic Life Suport) nas Diretrizes 2015 continua na 
qualidade da massagem cardíaca. Portanto, uma RCP de qualidade significa comprimir o tórax na 
frequência e profundidade adequadas, permitir o retorno do tórax a cada compressão, minimizar 
interrupções nas compressões e evitar ventilação excessiva. As novas recomendações ficaram 
descritas assim: 
 As compressões torácicas agora devem ser feitas em uma frequência de 100 a 120 /min; 
 Também foi mudada a profundidade da compressão torácica em um adulto médio, que deve 
ser em torno de 5cm, evitando ultrapassar 6cm; 
 Para garantir o retorno do tórax após cada compressão o socorrista não deve apoiar-se no tórax 
entre as compressões; 
 As interrupções das compressões torácicas devem ocorrer em menos de 10 segundos; 
 Para minimizar ventilações excessivas, uma vez colocada a via aérea avançada, a proporção de 
ventilações foi simplificada para 10 respirações por minuto (uma ventilação a cada seis 
segundos). 
 
SUPORTE BÁSICO DE VIDA PARA ADULTOS – SOCORRISTA LEIGO 
 
 Foi reforçada a recomendação para que exista disponibilidade de desfibrilador (DEA) em locais 
públicos com grande probabilidade de ocorrer uma PCR presenciada (aeroportos, instalações 
esportivas, espaços de espetáculos, etc); 
 Para ajudar o leigo a reconhecer uma PCR (e iniciar o atendimento), bastam apenas os 
seguintes critérios: a vítima não ter resposta, ou não respirar, ou ter uma respiração anormal 
(gasping). O treinamento do leigo deve ser para reconhecer esses padrões, sem precisar checar 
pulso. Para um leigo não treinado, ele pode ser orientado facilmente por telefone; 
 O algoritmo foi modificado para que o socorrista ative o Serviço Médico de Emergência sem sair 
do lado da vítima (usando celular); 
 Tendo reconhecido a PCR, o socorrista leigo que não tiver treinamento deve realizar apenas 
compressões torácicas até a chegada de um DEA ou de outros socorristas treinados, ou ainda 
até que a vítima começa a se movimentar espontaneamente; 
 A orientação para o leigo não treinado é: “comprimir com força e rapidez no centro do tórax”; 
 Para o leigo treinado, foi reforçada a sequência C – A – B para atendimento (circulation – airway 
– breathing). Portanto o socorrista deve começar pelas compressões torácicas antes de realizar 
abertura de vias aéreas e ventilações. A proporção permanece de 30 compressões para 2 
ventilações; 
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 Foi acrescentada a possibilidade de administrar naloxona intramuscular ou intranasal em casos 
de suspeita de intoxicação por opióides nas quais o paciente tenha ausência de resposta ou 
respiração anormal. Isso só poderá ser feito por socorristas leigos treinados ou profissionais de 
saúde. 
SUPORTE BÁSICO DE VIDA PARA ADULTOS – PROFISSIONAL DE SAÚDE 
 
 Para identificar a PCR, o profissional treinado pode checar a respiração e o pulso ao mesmo 
tempo para minimizar o tempo para o início das compressões torácicas; 
 Identificada a PCR e estando sozinho, usar o celular para acionar o Serviço Médico de 
Emergência e obter um DEA antes de iniciar a RCP. Não estando sozinho, pedir para alguém 
fazer isso enquanto se inicia a RCP; 
 A nova recomendação é para utilizar o DEA assim que ele estiver disponível, o que significa 
interromper as compressões torácicas e desfibrilar o paciente; 
 Quando o Serviço Médico de Emergência assumir pode ser feita uma estratégia de 3 ciclos de 
200 compressões contínuas com choques interpostos, enquanto se usa apenas insuflação de 
oxigênio passiva. 
 
ALGORITMO DE SBV - ADULTO 
 
 
IMPORTÂNCIA DA RCP 
A PCR em si não representa um indicador de má qualidade da assistência, mas demonstra, 
sobretudo, o nível de gravidade em que o paciente se encontra. Assim, uma vez presente, a chance 
de recuperação depende, em grande parte, da aplicação imediata, competente e segura das 
medidas de reanimação que precisam ser instituídas prontamente com o objetivo de evitar lesão 
cerebral irreversível, constituindo o fator tempo uma variável fundamental na recuperação do 
paciente. 
 
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O sucesso do atendimento à Parada Cardiorrespiratória (PCR) está diretamente relacionado com a 
rapidez que a equipe atende esta intercorrência. É necessário que a equipe de reanimação não 
somente salve a vida da pessoa, mas possibilite a restauração do processo de vida e não apenas 
prolongue o processo de morte. Ainda cabe lembrar que, como em outras intervenções médicas, a 
reanimação tem como meta a preservação da vida, o alívio do sofrimento, a restauração da saúde e 
a limitação das incapacidades (AMERICAN HEART ASSOCIATION ( AHA ), 1997 ). 
FASES DA PARADA CARDÍACA 
 
É de suma importância o reconhecimento da parada cardiorespiratória (PCR) e o rápido 
atendimento com manobras de reanimação cardiopulmonar nos pacientes vítimas de morte súbita. 
Sabe-se que a rapidez do atendimento e a qualidade da reanimação estão diretamente 
correlacionadas a menor morbi-mortalidade e maior chance de alta hospitalar. 
 A fase elétrica corresponde aos quatro primeiros minutos do colapso cardíaco, neste período a 
desfibrilação pode reverter o quadro e diminuir a chance das alterações metabólicas deletéricas. 
 A fase circulatória, com duração média de dez minutos, representa a privação máxima dos 
substratos necessários ao metabolismo normal. 
 A fase metabólica é aquela para a qual evoluirá se não for revertida as anteriores, representada 
por acidose e disfunção celular graves, com diminuta chance de reversão do ritmo de parada e 
com evolução subseqüente para assistolia e óbito. 
 
TÉCNICAS DE REANIMAÇÃO 
 
A partir deste ponto do nosso treinamento vamos enfatizar as técnicasde ressuscitação 
cardiopulmonar com ênfase para as compressões e ventilações de alta qualidade. 
As referências bibliográficas utilizadas são as Diretrizes de Ressuscitação Cardiopulmonar da 
American Heart association. 
 
 
 
 
COMPRESSÕES TORÁCICAS
Ênfase nas compressões torácicas de boa qualidade!
Compressões torácicas rápidas, fortes, sem parar.
A frequencia deve ser de 100 a 120 por minuto! 
 Minimizar a interrupção das compressões torácicas 
num tempo inferior a 10 segundos! 
 
COMPRESSÕES TORÁCICAS – POSIÇÃO 
 
Use o peso de seu corpo para fazer a compressão! 
 
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COMPRESSÕES TORÁCICAS-PROFUNDIDADE 
 
É melhor 1 compressão que gere alguma circulação que 100 compressões que não gerem nenhuma 
circulação! 
 
 
REVEZAMENTO DOS “COMPRESSORES” 
 
O socorrista que comprime deve ser substituído a cada 5 ciclos (2 minutos) 
 
 
RCP DE ALTA QUALIDADE 
 
Abrange uma frequência de compressões de entre 100 e 120 compressões do tempo de 1 minuto. 
Uma profundidade de compressão de entre 5 e 6 cm (2”) em adultos e para recém nascidos e 
crianças em pelo menos um terço do diâmetro anterior-posterior do tórax ou cerca de 4 cm (1,5”) 
em um recém nascido e 5 cm em uma criança. 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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Permitir o recuo completo do tórax após cada compressão. 
Minimizar todas as interrupções às compressões do tórax em menos de 10 segundos. 
 
VIAS AÉREAS E VENTILAÇÃO 
 
O comprometimento das vias aéreas é o fator que mais 
rapidamente causa a morte em qualquer paciente, em especial, as 
vítimas inconscientes, portanto deve haver prioridade na 
abordagem das vias aéreas. 
OBSTRUÇÃO PELA LÍNGUA 
 
A causa mais frequente de obstrução 
das vias aéreas na vítima inconsciente 
ou com alteração do nível de 
consciência é a queda da própria 
língua. Isso ocorre devido ao 
relaxamento das estruturas 
musculares que sustentam a língua, 
resultando em sua queda em direção 
à faringe, impedindo a passagem de 
ar e consequentemente pode resultar 
em apneia e parada cardíaca. 
 
 
Manobra: “Inclinação da Cabeça e Elevação do 
Queixo” 
 
A manobra de inclinação da cabeça e elevação do 
queixo permite que a língua da vítima seja 
tracionada para frente, permitindo a passagem de 
ar nas vias aéreas. 
 
Se a causa da obstrução for a língua, a vítima começará a respirar prontamente com a realização 
desta manobra, que deverá ser mantida manualmente ou o socorrista poderá utilizar um travesseiro 
colocando-o sob as costas para que ela respire, mantendo a cabeça inclinada para trás. É importante 
lembrar que esta técnica não se aplica a vítimas com história de trauma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Manobra: “Elevação da Mandíbula” 
 
A manobra de “elevação da mandíbula” é a 
primeira escolha para as vítimas de 
emergências traumáticas, com suspeita de 
lesão cervical, mas nos casos em que tiver que 
ventilar e a ventilação for ineficaz, execute a 
manobra de inclinação da cabeça e elevação do 
queixo mesmo nas vítimas de trauma. 
 
 
INSPEÇÃO DA CAVIDADE ORAL 
 
Utilize uma lanterna para visualizar a cavidade oral. A lanterna para pupilas pode ser utilizada para 
esta finalidade. 
 
REMOÇÃO DE CORPOS ESTRANHOS VISÍVEIS 
 
Abra a boca da vítima, inspecione a cavidade oral 
e remova com os dedos SOMENTE corpos 
estranhos visíveis. 
 
 
A tentativa chamada “busca as cegas” é um procedimento extinto e não pode ser utilizado, pois 
pode empurrar objetos para a garganta produzindo uma obstrução total das vias aéreas. 
 
 
OBSTRUÇÃO POR SECREÇÕES 
 
Em casos de obstrução grave por substância líquida ou semilíquida, e estando a vítima deitada, o 
socorrista deve movimentá-la em decúbito lateral, na “Posição de Recuperação” enquanto se 
obtém um equipamento para aspiração das vias aéreas. Executar a limpeza manual da cavidade 
oral. 
 
 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=rolamento+da+v%C3%ADtima+secre%C3%A7%C3%B5es&source=images&cd=&cad=rja&docid=oqPjsIZqkcVXvM&tbnid=7WkQcksu_mNJVM:&ved=0CAUQjRw&url=http://cpmnpremilitarbr.blogspot.com/p/primeiros-socorros.html&ei=nRk2UejJDoXm8gSiyYGgBA&bvm=bv.43148975,d.dmQ&psig=AFQjCNEcUBYYSpy45bp9jw61ib6cPzrJTQ&ust=1362586254859647
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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Em vítima com história de trauma, que necessita de posicionamento lateral para drenagem de 
secreções, é preciso movê-la em bloco mantendo o alinhamento do corpo (cabeça, pescoço, 
ombros e dorso) durante o procedimento. 
 
ASPIRAÇÃO DE SECREÇÕES 
 
Um aspirador com sistema tipo venturi (oxigênio) ou 
manual (vácuo) deve ser utilizado para a aspiração 
eficaz das vias aéreas. 
A aspiração contínua remove demasiada umidade e 
reduz a oxigenação nas vias aéreas. 
Coloque oxigênio logo depois de cada ciclo de 
aspiração. 
 
 
 
 
 
 
 
 LÍNGUA – FATOR DE OBSTRUÇÃO
Se a manobra de liberação de vias aéreas não for 
mantida todo o tempo haverá nossa obstrução pela 
língua. Portanto, será necessário utilizar dispositivos 
para manter a liberação da via aérea com 
afastamento da língua.
 
 
 
MANUTENÇÃO DAS VIAS AÉREAS 
 
As manobras de liberação de vias aéreas isoladas podem ser ineficazes ou difíceis de serem 
mantidas por longo tempo em razão da necessidade de um socorrista exclusivamente para isso. 
Desse modo, será necessário o uso de dispositivos de manutenção de vias aéreas. A cânula 
orofaríngea é um recurso disponível para o Suporte Básico de Vida! 
Veremos a seguir a forma correta de emprego. 
 
CÂNULA OROFARÍNGEA 
 
É um método rápido e prático de se manter a via aérea aberta, podendo ser utilizado 
temporariamente em conjunto com ventilação com reanimador manual ou máscara, enquanto se 
aguarda um método definitivo, como por exemplo a intubação endotraqueal. 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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A cânula de Guedel tem forma semicircular, geralmente é de material plástico e descartável e, 
quando apropriadamente colocada, desloca a língua da parede posterior da faringe, mantendo a via 
respiratória aberta. 
Antes de colocar a cânula, as secreções e os coágulos de sangue presentes na boca e faringe devem 
ser removidos por aspiração, assim como as próteses dentárias móveis. A melhor maneira de inserir 
a cânula é com sua parte côncava voltada para cima e, quando metade já estiver introduzida, faz-se 
uma rotação de 180° e termina-se a introdução. A depressão da língua com uma espátula facilita o 
procedimento. Se a colocação for incorreta, pode ocorrer deslocamento da língua até a faringe e 
obstrução da via respiratória. Para evitar ferimentos no paciente, o reanimador deve se assegurar 
que os lábios e a língua não se encontrem entre a cânula e os dentes. 
 
CÂNULA DE GUEDEL® 
 
É um dos tipos de cânula orofaríngea mais conhecidos destinado 
a manter pérvia a via aérea superior em pacientes inconscientes 
(sem reflexo de vômito). 
Caso seja introduzida em vítima consciente ou em estupor, pode 
produzir vômito ou laringoespasmo. 
É necessário cuidado nacolocação da cânula, porque a inserção 
incorreta pode empurrar a língua para trás, na faringe, e produzir 
 obstrução de via aérea, manifestada por troca insuficiente de ar, indicada por tosse ineficaz e 
fraca, ruídos respiratórios estridentes, dificuldade respiratória acentuada e até mesmo cianose (cor 
azulada de pele, unhas e lábios). 
 
 
 
ESCOLHA DO TAMANHO DA CÂNULA
A cânula orofaríngea está disponível em medidas para 
recém-natos, crianças e adultos. O melhor modo de 
identificar o tamanho adequado da cânula é segurá-la 
ao lado da face da vítima, com a extremidade inferior 
tocando o ângulo da mandíbula, logo abaixo do lóbulo 
da orelha e estender a outra extremidade até a 
comissura labial. 
 
TÉCNICA DE INSERÇÃO DA CÂNULA 
 
Inserir a cânula com a concavidade para cima, dirigindo sua extremidade para o palato duro ("céu da 
boca"), logo atrás dos dentes incisivos superiores. Não permitir que a cânula toque o palato, 
aplicando um movimento de rotação helicoidal de 180º (em parafuso) sobre ela mesma, 
posicionando-a sobre a língua. Um abaixador de língua pode ser útil para impedir que a cânula 
empurre a língua para trás durante sua inserção. 
 
 
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ANIMAÇÃO DE INSERÇÃO DA CÂNULA 
 
A inserção cuidadosa evitará que a língua seja empurrada para baixo causando obstrução. 
 
VENTILAÇÃO ARTIFICIAL 
 
É pré-requisito para que haja uma boa ventilação que as vias aéreas estejam liberadas, sem 
obstrução, com ou sem dispositivos de manutenção. Devemos então realizar ventilações de 
resgate efetivas e cuidadosas conforme veremos a seguir. 
 
REANIMADOR MANUAL 
 
Vamos falar sobre o uso do reanimador manual conhecido erroneamente como “AMBU®”. Esta é 
uma marca de equipamento. 
 Num primeiro nível de assistência, se deve utilizar ventilação através de máscaras com 
possibilidade de enriquecimento da mistura gasosa com oxigênio ou um sistema de máscara com 
balão auto‐inflável (REANIMADOR MANUAL) com reservatório auxiliar de oxigênio conectado a 
uma fonte com fluxo de 10 litros de oxigênio/minuto. Esse método disponibiliza uma 
concentração parcial de oxigênio em torno de 60%. Quando possui reservatório de oxigênio a 
concentração chega próximo a 100%. 
 O problema principal desses sistemas consiste na dificuldade em administrar um volume de ar 
corrente adequado. Isso acontece porque é difícil promover uma vedação adequada da máscara 
junto à face do paciente e, ao mesmo tempo, comprimir a bolsa de ar. 
 
REANIMADOR MANUAL 
 
Ao se referir ao equipamento utilize a expressão “reanimador 
manual” evitando preferências ou propaganda por um ou outro 
fabricante ou fornecedor. 
A Ambu International A/S, empresa criada em 1934 na Dinamarca 
foi a responsável pela invenção do dispositivo Ressuscitador 
Manual ou Reanimador Manual no ano de 1956, quando lançou 
este produto com o nome de Ambu®. Desde então, Ambu passou a 
ser sinônimo de Ressuscitador Manual em todo o mundo, porém 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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somente o produto fabricado pela Ambu International A/S é o 
verdadeiro Ambu®. 
 
REANIMADOR MANUAL – CARACTERÍSTICAS 
 
O dispositivo bolsa-máscara-válvula, como também é chamado o reanimador manual, deve conter 
válvula de alívio de pressão, máscara transparente e com borda insuflável para boa vedação na face 
da vítima. 
 
VENTILAÇÕES DE RESGATE 
 
Cada ventilação deve ser feita em 1 segundo. Deve produzir 
elevação visível do tórax como se fosse uma respiração normal! 
 
 
PRESSÃO IDEAL – BOA VENTILAÇÃO 
 
 
 
Uma ventilação efetiva gera uma pressão equivalente a 
23 cmH20 (medida de pressão). 
A regra é: use o volume de ar necessário para produzir a 
elevação visível do tórax como se fosse uma respiração 
normal. 
 
INSUFLAÇÃO GÁSTRICA 
O pior risco para o paciente é a regurgitação e insuflação 
deste conteúdo para os pulmões. 
Ventilação com pressão excessiva é direcionada para o 
esôfago e enche o estômago de ar. Ao comprimir o tórax, 
ou espontaneamente, haverá o esvaziamento gástrico 
(regurgitação). 
 
 
ELEVAÇÃO DO DIAFRÁGMA 
Insuflação com pressão adequada reduzirá as 
consequências da hiperinsuflação. 
A compressão e elevação do diafragma produz dificuldade 
de inspiração, compressão do pulmão e dificuldade de 
ventilação pulmonar. 
 
 
 
 
 
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HIPERINSUFLAÇÃO PULMONAR 
A hiperinsuflação pulmonar pode produzir pneumotórax. 
A ruptura de alvéolos é uma possibilidade quando se usa 
ventilação com pressão excessiva. A lesão é denominada 
pneumotórax. 
 
 
VENTILAÇÃO COM MÁSCARA DE BOLSO 
 
A ventilação boca a máscara é superior à técnica boca a boca 
porque se pode aumentar a concentração de oxigênio quando 
a máscara dispõe de entrada de oxigênio adicional. Outra 
vantagem é que se diminui ou elimina-se o contato direto entre 
o socorrista e o paciente, com menor possibilidade de se 
adquirirem infecções através de secreções ou sangue 
provenientes da vítima. 
 
 
 
VÁLVULA UNIDIRECIONAL 
 
A máscara tem uma cinta elástica que pode ser ajustada ao redor da cabeça da vítima, permitindo 
que a unidade se mantenha no lugar. 
Frequentemente, utiliza-se uma máscara de plástico com uma entrada de oxigênio e uma válvula 
unidirecional. A válvula permite a passagem de fases ventilatórias até o paciente, mas faz com que 
os gases exalados sejam desviados para fora do sistema, sem entrar em contato com a parte 
proximal, onde se dá a ventilação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TÉCNICA CEFÁLICA 
 
Os polegares são usados para pressionar a máscara contra 
a face proporcionando boa vedação enquanto que os 
demais dedos apoiam a mandíbula e liberam as vias 
aéreas. 
Coloca-se a máscara sobre o rosto do paciente, cobrindo a 
boca e o nariz; com os dedos polegares e as partes tenares 
das mãos, faz-se tração na mandíbula, eliminando-se, 
assim, a obstrução da via respiratória produzida pela língua 
e pela epiglote. Procede-se então às ventilações, 
observando-se se está havendo elevação da parte anterior 
do tórax. 
 
 
TÉCNICA LATERAL 
 
Esta técnica é adequada quando se executa RCP sozinha 
ou, quando em dupla, estiver posicionado lateralmente á 
vítima. 
Coloca-se a máscara sobre o rosto do paciente, cobrindo a 
boca e o nariz; com os dedos indicador e polegar da mão 
que está apoiada sobre a testa da vítima pressiona o ápice 
da máscara contra a face; os dedos indicador e polegar da 
outra mão comprime a base da máscara contra o queixo. A 
movimentação da cabeça para trás libera as vias aéreas da 
vítima. 
 
 
RCP EM CRIANÇAS e BEBÊS 
 
A ressuscitação cardiopulmonar em crianças segue os 
mesmo conceitos de avaliação e tratamento, exceto pela 
relação de compressões e ventilações e as “ferramentas” 
de compressões torácicas. 
Nos slides seguintes trataremos das principais diferenças 
na RCP em adultos, crianças e bebês. 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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RCP EM CRIANÇAS – PARTICULARIDADESAs compressões poderão ser feitas somente com uma das mãos sobre o tórax. 
 
 
RCP EM CRIANÇAS – RELAÇÃO COMPRESSÕES X VENTILAÇÕES 
 
Quando a RCP é feita em crianças por 2 ou mais 
socorristas se executa 15 compressões por 2 ventilações 
durante 2 minutos (><10 ciclos). 
 
 
 
RCP EM BEBÊS – SOCORRISTA SOZINHO 
 
 Posicionar a vítima em DDH numa superfície rígida; 
 Posicionar-se lateralmente a vítima; 
 Comprimir o esterno cerca de 4 cm usando as polpas digitais dos dedos médio e anular. 
 Traçar uma linha imaginária entre os mamilos e colocar o dedo indicador; 
 Posicionar os dedos médios e anular imediatamente abaixo do dedo indicador; 
 Retirar o dedo indicador, mas mantê-lo apontado para a linha imaginária; 
 
 
 
RCP BEBÊS – TÉCNICA DOS POLEGARES 
 
Técnica recomendada pelas Diretrizes da AHA 2010 
para 2 socorristas e apropriada para a reanimação de 
bebês cujo tamanho do tórax permite-se envolver com 
as duas mãos. 
 Posicione os 2 polegares CERCA DE 1 dedo abaixo 
da linha imaginária dos mamilos. 
 
 
 
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RCP BEBÊS – TÉCNICA LATERAL 
 
Alternativa de técnica de RCP com 2 socorristas para 
bebês. 
Posicione os 2 dedos médios da mão dominante 1 dedo 
abaixo da linha imaginária dos mamilos. 
 
 
 
 
 
 
LIBERAÇÃO DAS VIAS AÉREAS – BEBÊS 
 
Mantenha a cabeça e pescoço do bebê alinhados para permitir a abertura plena das vias aéreas. 
Inclinar para trás pode diminuir a passagem de ar por flexionar a traqueia. 
 
ATENÇÃO: 
Inclinação excessiva da cabeça do bebê pode produzir obstrução respiratória devido a compressão 
da traqueia pelos tecidos moles do pescoço. Mantenha a cabeça alinhada com o pescoço. 
 
 
TROCA DE SOCORRISTAS “COMPRESSORES” 
 
A troca de socorristas deve ser feita ao final dos 5 ciclos ou 2 minutos de RCP, ou quando o DEA 
alertar para interromper para ANALISAR. Esta troca de posições entre socorristas deve ser feita em 
no máximo 5 segundos. 
 A qualidade da RCP diminui em função do tempo; 
 Efetuar a troca de socorristas ao término dos ciclos por meio de sinal previamente 
convencionado; 
Checar sinais vitais durante a troca de socorristas ou cumprir as orientações do DEA neste tempo. 
ERROS NA APLICAÇÃO DA RCP 
 
A qualidade da RCP será comprometida com as falhas de execução listadas ao lado. O treinamento 
da EQUIPE de UR minimizará a ocorrências destas ações deletérias ao paciente. 
 A vítima não está sobre superfície plana e rígida; 
 As vias aéreas não estão pérvias e a ventilação é ineficaz; 
 O equipamento de ventilação não é adequado ou está com defeito; 
 O socorrista não possui habilidade no manejo do equipamento de ventilação; 
 As mãos do socorristas não estão corretamente posicionadas no tórax da vítima; 
 As compressões não possuem a profundidade e frequencia adequadas; 
 
 
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 A RCP é interrompida por tempo superior a 10 segundos. 
 
QUANDO A RCP NÃO DEVE SER INICIADA 
 
DEFINIÇÕES DE MORTE 
Definição de Morte: “a parada total e irreversível das funções encefálicas equivale à morte, 
conforme critérios já bem estabelecidos pela comunidade científica mundial.” Trecho da Resolução 
do Conselho Federal de Medicina Nº 1.480/97 de 8/8/97. 
 
Nos países em que o APH é tradição, são reconhecidos três tipos de morte: a Morte Clínica, a 
Morte Biológica e a Morte Óbvia. 
 
 Morte Clínica: equivale a parada cardiorrespiratória. 
 Morte Biológica: equivale a morte encefálica. 
 Morte Óbvia: diversos estados que indiretamente definem uma situação de morte encefálica. 
 
Características da Morte Clínica: 
 parada cardíaca e respiratória identificada pela ausência do pulso e da respiração 
 midríase paralítica após 30 segundos da parada cardíaca 
 manobras adequadas de reanimação regridem a midríase 
 pode ser reversível 
 
Características da Morte Biológica: 
 morte das células encefálicas 
 manobras adequadas de reanimação não regridem a midríase 
 é irreversível 
 Observação: intoxicação por drogas depressoras do Sistema Nervoso Central, distúrbios 
metabólicos e hipotermia podem simular os parâmetros de lesão encefálica irreversível. 
 
Características da Morte Óbvia: 
Diversos são os estados que nos apontam para uma morte encefálica: 
 evidente estado de decomposição 
 decapitada ou segmentada no tronco 
 esmagada 
 carbonizada 
 esmagamento de crânio com perda de massa encefálica e ausência de sinais vitais (não 
confundir com trauma de crânio com perda de massa encefálica, quando deve ser tentada a 
reanimação) 
 “rigor mortis”: inicia-se entre 1 a 6 horas pelos músculos da mastigação e avança da cabeça aos 
pés atingindo o máximo entre 6 a 24 horas. 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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 “livor mortis”: estase sanguínea dependente da posição do cadáver; manifesta-se entre 
1h30min a 2 horas, atingindo seu máximo entre 8 a 12 horas. 
 
Todas as vítimas em parada cardiorrespiratória (PCR) serão submetidas a ressuscitação 
cardiopulmonar, exceção feita, aquelas que se encontrarem com sinais evidentes de morte. 
 
DECAPITAÇÃO 
Secção da cabeça em relação ao resto do corpo. 
 
RIGOR MORTIS 
 Rigor mortis é um sinal reconhecível de morte que 
é causado por uma mudança química nos 
músculos, causando aos membros do cadáver um 
endurecimento ("rigor") e impossibilidade de 
mexê-los ou manipulá-los. Tipicamente o rigor 
acontece várias horas após a morte clínica e volta 
espontaneamente depois de dois dias, apesar de o 
tempo de início e duração depender da 
temperatura ambiente. 
 Na média, presumindo-se temperatura amena, começa entre 3 e 4 horas post-mortem, com total 
efeito do rigor em aproximadamente 12 horas, e finalmente o relaxamento em 
aproximadamente 36 horas. 
 A causa bioquímica do rigor mortis é a hidrólise do ATP no tecido muscular, a fonte de energia 
química necessária para o movimento. Moléculas de miosina derivados do ATP se tornam 
permanentemente aderentes aos filamentos e os músculos tornam-se rígidos. 
 A circulação sanguínea cessa, assim como o transporte do oxigênio e retirada dos produtos do 
metabolismo. Os sistemas enzimáticos continuam funcionando após algum tempo da morte. 
Assim, a glicólise continua de forma anaeróbica, gerando ácido láctico, que produz abaixamento 
do pH. Neste momento, actina e miosina, unem-se formando actomiosina, que contrai fortemente 
o músculo. 
 
LIVOR MORTIS 
Livor mortis, que do latim significa “Lividez Cadavérica”, 
é a acomodação gravitacional das células vermelhas do 
sangue no vasos nas áreas inferiores do corpo, 
provocando uma descoloração (manchas arroxeadas) da 
pele. 
Ou seja, há uma descoloração de uma região do corpo 
causada por acúmulo de sangue, não ocorre nas áreas 
em que o corpo está encostado no chão ou recebendo 
pressão, porque os capilares estão comprimidos. 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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O livor mortis começa geralmente entre uma a duas horas após a morte, e se torna permanente 
entre seis e doze horas após a morte. Assim como o algor mortis, o livor pode ajudar a determinar a 
hora da morte, ou se o corpo foi movido após a morte. 
 
ALGOR MORTIS 
 
Algor Mortis do latim algor = frio e mortis = morte,ou 
Esfriamento do Cadáver. É a redução linear da 
temperatura da pele que ocorre após a morte. 
Uma vez cessadas as funções vitais, o corpo esfria a uma 
média de 1,0 ºC a 1,5 ºC por hora. A temperatura média 
de um ser humano é entre 36 ºC e 37 ºc , então, o cadáver 
atinge a temperatura do ambiente em no máximo 24 
horas após a morte. 
A circulação do sangue pelo nosso corpo é responsável por nos manter aquecidos. Quando 
morremos,o sangue para de circular, e consequentemente nos aquecer, fazendo com que o corpo se 
resfrie e adquira a temperatura do ambiente em que se encontra. O algor mortis tem importante 
papel na resolução de crimes, já que dependendo da temperatura do cadáver, pode estimar-se a hora 
da sua morte. 
 
DECOMPOSIÇÃO / PUTREFAÇÃO 
 
Nos tecidos dos organismos mortos inicia-se a autólise das 
células pelas enzimas contidas nos lisossomas. Esses 
tecidos são ainda triturados e parcialmente consumidos 
pelos detritívoros. 
A parte não consumida ou que não faz parte da 
alimentação desses animais é então atacada por vários 
tipos de bactérias; as partes interiores, onde não existe 
oxigênio livre, são consumidas por bactérias anaeróbicas, 
causando a putrefação, que resulta em aminas como a 
putrescina e a cadaverina, que têm um odor 
"pútrido"; este é o processo conhecido vulgarmente como apodrecimento. Finalmente, intervêm as 
bactérias mineralizantes – os decompositores –, que transformam as moléculas orgânicas libertadas 
pelos processos anteriores em água, dióxido de carbono e sais minerais 
 
 
 
 
 
 
 
http://convulssion.files.wordpress.com/2012/01/morgue.jpg
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CARBONIZAÇÃO 
 
 
A carbonização é uma exposição da vítima por tanto tempo 
que provoca a combustão do elemento químico carbono 
presente no corpo, ou seja, a carbonização é a perda do 
elemento químico carbono no local em que a pessoa foi 
atingida. 
Há a desidratação intensa da pele, ocorrendo o seu 
repuxamento pela perda de água, retraindo os músculos, 
podendo ocasionar na vitima a posição de "boxeador" 
(braços repuxados); a boca abre e os dentes aprecem pelas 
queimaduras dos lábios dando a impressão que a pessoa 
morreu gritando; ocorrem fraturas espontâneas, e 
desprendimentos das genitálias masculinas; 
 
SEPARAÇÃO DO TRONCO 
 
A vítima não apresenta os sinais vitais e parte de seu corpo 
está separado na altura do tronco. 
 
 
 
 
 
ESMAGAMENTO DA CABEÇA / TRONCO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São situações inequívocas de morte. 
 
Acione a Autoridade Policial e adote as providências de preservação de local de crime 
previstas em Lei. 
 
 
 
 
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Lição 3
SUPORTE BÁSICO DE VIDA COM DESFINBRILADOR EXTERNO AUTOMÁTICO
DEA MÓDULO I
 
 
 
OBJETIVOS 
 
Proporcionar aos participantes conhecimentos e habilidades que os capacitem a: 
1) Empregar o Desfibrilador Externo Automático (DEA) em conjunto com as manobras 
de Suporte Básico de Vida atuando como Socorrista isolado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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DESFIBRILAÇÃO CARDÍACA 
 
Apresentamos os fundamentos da ressucitação cardiopulmonar. Seu aprendizado e capacitação para 
executa-la dependerá do desenvolvimento de habilidades que somente serão obtidas com o uso de 
manequins, equipamentos e trabalho em equipe. 
Nosso próximo tema é “Desfibrilação Cardíaca”! 
Veremos quais os tipos de parada cardíaca detectadas por um DEA, o que faz um DEA, as 
características e formas de emprego de alguns modelos de equipamentos e o conjunto de manobras 
de Suporte Básico de Vida com emprego do Desfibrilador Externo Automático. 
 
PROGRAMAS DE DESFIBRILAÇÃO 
 
Em 1990 a AHA declarou que a desfibrilação precoce tornou-se essencial para a parada cardíaca pré-
hospitalar e intra-hospitalar. Após esta declaração os programas de desfibrilação precoce e o uso de 
desfibriladores automáticos têm aumentado progressivamente, com chances cada vez maiores de 
sucesso e consequentemente com o aumento da sobrevida dos pacientes que param na modalidade 
de FV ou Taquicardia Ventricular sem pulso. 
Em King Country, WASHINGTON, a sobrevivência de pacientes em parada cardiorrespiratória era 
menos de 4%, pois demorava-se em média de 21 minutos entre o colapso e o início da desfibrilação. 
Nesta época iniciou-se um programa abordando paramédicos que utilizavam a desfibrilação pré-
hospitalar (Emergency Medical Technician Defibrillation – EMTD) como intervenção básica nesta 
ação. Deste modo, observou-se que o tempo entre o colapso e a desfibrilação caiu de 21 para seis 
minutos e desde então a desfibrilação precoce tornou-se fundamental para o aumento do número 
de vidas salvas e consequente melhoria da corrente de sobrevivência, chegando a um aumento de 
20% de sucesso no atendimento a pacientes em PCR. 
 
TEMPO X DESFIBRILAÇÃO 
 
A desfibrilação elétrica é de suma importância para 
o atendimento da parada cardiorrespiratória, 
principalmente sabendo-se que a maioria das 
paradas ocorre na modalidade de Fibrilação 
Ventricular, e a recuperação do paciente depende, 
em sua maior parte, da precocidade com que é 
realizada a desfibrilação. Demora superior a dez 
minutos diminui a praticamente zero a 
possibilidade da vítima se recuperar, ou que pelo 
menos o faça sem dano cerebral significativo. 
Portanto, é fundamental a existência de serviços 
de atendimento de emergência ágeis e bem 
preparados, chegando ao 
 
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local da ocorrência em apenas poucos minutos após o início do quadro, pois esta condição estará 
determinando a futura qualidade de vida do ressuscitado. 
 
SUCESSO NA DESFIBRILAÇÃO 
 
As chances de desfibrilação diminuem em função do tempo: 
 1º minuto: êxito acima de 90%; 
 2 minutos: 70%; 
 8 minutos: 10%.ou _. 
 
PROGRAMAS COMUNITÁRIOS – DEA 
 
A ressuscitação cardiopulmonar e o uso de Desfibriladores Externo Automático (DEA) por primeiros 
socorristas da segurança publica são recomendados para aumentar as taxas de sobrevivência em 
parada cardiorrespiratória (PCR) súbita extra-hospitalar. As Diretrizes da American Heart Association 
(AHA) 2010 para Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e Atendimento Cardiovascular de Emergência 
(ACE) recomendam, mais uma vez, estabelecer programas de DEA em locais públicos nos quais 
exista probabilidade relativamente alta de PCR presenciada (por exemplo, aeroportos, cassinos, 
instituições esportivas). Para maximizar a eficácia desses programas, a AHA continua enfatizando a 
importância de organizar, planejar, treinar, criar parceria com os Serviços Médicos de Emergências 
(SME) e estabelecer um processo de continuo aperfeiçoamento da qualidade. 
 
DIRETRIZ DO ILCOR – SINALIZAÇÃO DEA 
 
Esta Diretriz pretende fornecer parâmetro para confecção e aplicação da sinalização de DEA, está 
baseada na publicação oficial do ILCOR comitê Internacional para Consenso em Ressuscitação, cujo 
comunicado está na integra a seguir. 
 
Conheça o padrão universal de sinalização de DEA, esta é a primeira publicação nacional, redigida 
conforme padrão mundial ILCOR, texto traduzido dapublicação oficial do ILCOR em julho 2008, que 
apresenta o sinal: 
“Para os conselheiros do ILCOR, Conselhos Nacionais de Ressuscitação, fabricantes de DEA, 
organizações públicas e governamentais. 
 
Caros colegas, 
Tenho o prazer de informar que o Comitê Internacional para Consenso em Ressuscitação (ILCOR) por 
unanimidade, aprovou a proposta da Força Tarefa de Sinalização do ILCOR para uma simbologia 
universal que indique a presença de um Desfibrilador Externo Automático (DEA). 
O sinal é concebido em conformidade com a norma ISO 7010 para formas e sinais segurança. 
As cores existentes no símbolo estão em conformidade com a norma ISO 3864-3. 
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Sua abrangência foi testada em conformidade com a norma ISO 9186-1, rev. 2007 e se revelou 
superior aos planos alternativos. 
A sinalização para DEA destina-se a indicar a presença de uma DEA, a localização de um DEA em uma 
sala, uma cabine com um DEA para uso público ou para indicar a direção a deslocar-se para alcançar 
um DEA, etc. 
Deve assim identificar rapidamente o DEA em local público, para uso imediato em uma vítima de 
parada cardíaca. Para este efeito, o sinal DEA pode ser combinado com outros símbolos existentes, 
como um padrão de seta por exemplo. 
O simbolo DEA também pode ter acompanhadas pelas letras "DEA" ou equivalentes em outros 
grupos linguísticos. O uso da expressão "desfibrilador" ou equivalente não é incentivado. Vários 
exemplos de combinações são mostrados a seguir. 
É intenção da ILCOR que este sinal seja adotado mundialmente pelos Conselhos Nacionais que 
juntos formam ILCOR, e a cada membro do Conselho. O sinal também deve ser assimilado por todos 
os fabricantes de DEA para o uso com os seus produtos, e pelos fabricantes de sinalização de 
segurança e emergência. Organizações públicas e os governos devem incentivar a utilização deste 
sinal universal de DEA. 
Esperamos que, este sinal universal de DEA ajude na conscientização da existência de DEA e na 
rápida implementação do DEA para socorro em emergência de parada cardíaca. 
Em nome da Força Tarefa de Sinalização de DEA do ILCOR . 
R. W. Koster, presidente”* 
 
SINALIZAÇÃO INTERNACIONAL - DEA 
 
 
 
 
 
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LEGISLAÇÃO – SÃO PAULO – OBRIGATORIEDADE 
 
O uso do DEA na cidade de São Paulo está previsto pelo Decreto Municipal Nº 49.277 de 04 de 
março de 2008 que alterou a LEI Nº 14.621, de 11 de dezembro de 2007 que alterou a LEI Nº 13.945, 
de 7 de janeiro de 2005. 
DECRETO Nº 49.277, DE 4 DE MARÇO DE 2008 
Art. 20 . Os aeroportos, shopping centers, centros empresariais, estádios de futebol, hotéis, 
hipermercados e supermercados, casas de espetáculos e locais de trabalho com concentração acima 
de 1.000 (mil) pessoas ou circulação média diária de 3.000 (três mil) ou mais pessoas, os clubes e 
academias com mais de 1.000 (mil) sócios e as instituições financeiras e de ensino com concentração 
ou circulação média diária de 1.500 (mil e quinhentas) ou mais pessoas deverão manter aparelho 
desfibrilador externo automático em suas dependências, determinando um fluxo que permita a 
disponibilidade ao paciente em até 5 (cinco) minutos após constatado o evento. 
 
NORMATIZAÇÃO EM PARQUES MUNICIPAIS 
Destacamos a importância da PORTARIA 33/09 - DEPAVE/SVMA - emitida pelo Sr. VALTER LUIZ 
VENDRAMIN, Diretor de Departamento Técnico do DEPAVE — Departamento de Parques e Áreas 
Verdes da cidade de São Paulo sobre a manutenção e emprego do DEA por funcionários daquele 
órgão municipal. Destaca-se a menção sobre o uso dos eletrodos descartáveis. 
CONSIDERANDO: 
1. a legislação que estabeleceu a obrigatoriedade dos desfibriladores - Lei n° 14621/2007 e Decreto 
n° 49277/2008; 
110 1 2. a aquisição recente deste Departamento de aparelhos desfibriladores para utilização em 
situações eventuais/emergenciais de mal-súbito de usuários dos parques municipais; 
RESOLVE: 
Definir os procedimentos mínimos, a seguir elencados, de utilização e Manutenção dos aparelhos 
desfibriladores: 
1. Os aparelhos deverão ser mantidos em local seco, seguro e de pleno conhecimento dos 
operadores, que deverão estar treinados e capacitados para operá-lo; 
2. Semanalmente, todos os operadores deverão realizar treinamento com os aparelhos; 
3. Ao realizar o treinamento semanal, os operadores deverão observar as condições dos aparelhos: 
se estão limpos e sem deterioração; observar o piscar da luz; verificar data de expiração dos 
eletrodos e da bateria. 
4. Caso apresentem qualquer problema ou irregularidade, documentar e encaminhar à Chefia; 
5. Observar que os eletrodos são auto-adesivos, descartáveis (um por paciente) e são 
apresentados em par numa embalagem fechada que deverá ser aberta somente quando da sua 
utilização; 
6. Os Administradores dos Parques deverão elaborar planilha onde constará a data do treinamento, 
bem como lista de presença que comprove a participação dos operadores; 6. Semestralmente, 
deverá ser encaminhado à Chefia documento que dê conta da realização dos treinamentos e da 
necessidade de eventuais providências. 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. 
LEGISLAÇÃO – SÃO PAULO – FLUXO DEA 
O DECRETO Nº 46.914, DE 17 DE JANEIRO DE 2006 já havia regulamentado a Lei nº 13.945, de 7 de 
janeiro de 2005, antes de sua alteração, estabelecendo o fluxo do equipamento para atender a 
necessidades locais. 
 
Art. 2º. Os estabelecimentos previstos na Lei nº 13.945, de 2005, deverão manter aparelho 
desfibrilador externo automático em suas dependências, estabelecendo um fluxo que permita a 
disponibilidade ao paciente em até 5 (cinco) minutos após constatado o evento. 
 
LEGISLAÇÃO – SÃO PAULO - CAPACITAÇÃO 
Sobre a capacitação a lei estabelece quem deve ser treinado e como deve ser treinado! 
§ 2º Os estabelecimentos e órgãos públicos abrangidos pelo disposto no "caput" deste artigo 
deverão promover a capacitação de todos os integrantes da Comissão Interna de Prevenção de 
Acidentes - CIPA, de todo o efetivo da Brigada de Incêndio e da Brigada de Emergência, além de 
mais dois funcionários por turno, por aparelho. 
§ 1º Com a finalidade de estabelecer os parâmetros de conduta a serem seguidos na utilização do 
desfibrilador externo automático, a capacitação deverá ser promovida por meio de curso 
ministrado de acordo com as recomendações do Conselho Nacional de Ressuscitação. 
 
DESFIBRILAÇÃO CARDÍACA 
Estudaremos a partir deste momento a “Desfibrilação Cardíaca”. 
Falaremos sobre as arritmias detectadas ou não detectadas por um DEA e entenderemos a função 
do “choque desfibrilatório” no tratamento das arritmias malígnas consideradas “parada cardíaca”. 
Vamos adiante e preste muita atenção! 
 
ARRITMIAS CARDÍACAS 
 
Arritmia cardíaca é o nome genérico de diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo 
dos batimentos cardíacos. Pode dever-se a várias razões. 
 As arritmias ou disritmias podem levar à morte e constituir, por isso, um caso de emergência 
médica. 
 A maior parte delas é, no entanto, inofensiva. O NÓ SINUSAL, na aurícula direita, é um grupo de 
células que regula esses batimentos através de impulsos eléctricos que estimulam a contracção 
do músculo cardíaco ou miocárdio. 
 Quando esses impulsos elétricos são emitidos de forma irregular ou conduzidosde forma 
deficiente, pode ocorrer arritmia cardíaca. Esta pode ser caracterizada por ritmos 
excessivamente rápidos (taquicardia), lentos (bradicardia) ou apenas irregulares. 
 
 
 
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CAUSAS DE ARRITMIAS CARDÍACAS 
 
Isso pode acontecer quando as células nervosas especiais que produzem o sinal elétrico não 
funcionam apropriadamente, ou quando os sinais elétricos não viajam normalmente pelo coração. 
Uma arritmia também pode ocorrer quando outra parte do coração começa a produzir sinais 
elétricos, adicionando aos sinais das células nervosas especiais, e alterando o batimento cardíaco 
normal. 
 
 Estresse, fumo, grande ingestão de álcool, exercício físico muito forte, uso de certas drogas 
(como cocaína e anfetaminas), uso de alguns medicamentos, e muita cafeína podem ocasionar 
arritmia em algumas pessoas. Um ataque cardíaco, ou outras condições que danificam o 
sistema elétrico do coração, também podem causar arritmia. 
 Essas condições incluem pressão alta, doença da artéria coronária, insuficiência cardíaca, 
hipotireoidismo, hipertiroidismo, e doença reumática do coração. Para algumas arritmias, como 
a síndrome Wolff-Parkinson-White, o defeito cardíaco que causa a arritmia está presente no 
nascimento (congênito). Algumas vezes a causa de uma arritmia não pode ser encontrada. 
 
SINTOMAS DE ARRITMIAS CARDÍACAS 
 
Muitas arritmias não ocasionam nenhum sinal ou sintoma. Quando os sinais e sintomas estão 
presentes, os mais comuns são: 
 Palpitações cardíacas (sensação de que o coração pulou uma batida ou está batendo muito 
forte). 
 Batimento cardíaco lento. 
 Batimento cardíaco irregular. 
 Sensação de pausa entre os batimentos cardíacos. 
Sintomas e sinais mais sérios incluem: 
 Ansiedade. 
 Fraqueza. 
 Tonteira e dor de cabeça leve. 
 Transpiração. 
 Falta de ar. 
 Dor no peito (angina). 
 
TRATAMENTO DAS ARRITMIAS CARDÍACAS 
 
Os tratamentos mais comuns para arritmias incluem remédios, procedimentos médicos e cirurgia. O 
tratamento é necessário quando a arritmia causa sintomas sérios como tonteira, dor no peito e 
desmaio, ou quando ela aumenta a probabilidade de desenvolver complicações como insuficiência 
cardíaca ou ataque cardíaco súbito. 
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Há situações em que a vítima fica inconsciente, não respira normalmente e não há pulso palpável 
(parada cardíaca) que se não for tratada imediatamente evoluirá para a assistolia (parada cardíaca 
completa) e morte. Veremos este assunto a seguir! 
 
RITMO CARDÍACO 
 
Como vimos, o nó sinusal comanda a atividade 
cardíaca, mas algumas doenças podem 
produzir arritmias malignas que não fornecem 
circulação efetiva. Estaremos diante de uma 
parada cardíaca e, 2 (duas) delas somente 
serão tratadas com o emprego imediato da 
“desfibrilação cardíaca”! 
 
 
PARA RELEMBRAR 
 
A frequência cardíaca é conduzida pela ação 
do nó sinoatrial, pois ela é maior nestes 
tecidos que nos demais tecidos 
especializados. Por isso, o nó sinoatrial é o 
marcapasso normal do coração. Como o nó 
sinoatrial despolariza mais rapidamente, seu 
impulso é gerado e conduzido através do 
átrio até alcançar o nó A-V, que ainda não se 
despolarizou o suficiente para deflagrar seu 
potencial de ação independentemente; com 
o impulso despolarizante vindo do nó 
sinoatrial o nó A-V atinge seu limiar e 
transmite o impulso elétrico aos ventrículos. 
 
 
 
MARCAPASSOS POTENCIAIS 
Na ausência de atuação efetiva do marca-
passo principal o nó atrioventricular pode 
assumir o comando e se isso não funcionar 
outros marca-passos podem auxiliar. 
Problema: eles atuam em frequência limitada 
e diferentes. 
 
 
 
 
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PARA RELEMBRAR 
 
Temos então que o coração possui uma 
ritmicidade sinusal; porém, em situações 
onde o nó sinoatrial está danificado, o nó A-
V assume o controle da ritmicidade e 
passamos a ter o 
chamado ritmo infra-sinusal, mais lento (bradicardia nodal) devido ao nó A-V ter uma freqüência de 
impulsos menor. Em casos onde ocorrem a falência desses dois tecidos, o próximo a assumir o 
controle da ritmicidade seriam as fibras de Purkinge; porém a freqüência de impulsos destas é muito 
baixa e não é suficiente para manter os níveis normais de pressão arterial necessários. Neste caso são 
implatados os chamados marcapassos artificiais. 
 
PARADA CARDÍACA - DEFINIÇÃO 
 Podemos entender como uma parada cardíaca não somente aquela situação que ocorreu a 
“cessação súbita da atividade cardíaca”, mas também quando houver “incapacidade do coração 
atuar como bomba cardíaca”. 
 Desse modo, existem 4 tipos de parada cardíaca. Estudaremos a seguir. 
 
TIPOS DE PARADA CARDÍACA 
 
Em destaque, os tipos de parada cardíaca que um DEA detecta e indica a aplicação de choque para 
“desfibrilação”. 
 Fibrilação ventricular; 
 Taquicardia ventricular sem pulso; 
 Atividade elétrica sem pulso; 
 Assistolia. 
 
TIPOS – DETECTADOS POR UM DEA 
 
Estudaremos a seguir os tipos de parada cardíaca detectadas pelo 
Desfibrilador Externo Automático: a fibrilação ventricular e a 
taquicardia ventricular sem pulso. 
 
FIBRILAÇÃO VENTRICULAR 
 
Fibrilação ventricular é uma arritmia cardíaca grave , caracterizada 
por uma série de contrações ventriculares rápidas e fracas 
(inefetivas), produzidas por múltiplos impulsos elétricos , originários 
 
 
 
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de vários pontos do ventrículo. Cada célula se contrai independente de outra. 
Na fibrilação ventricular , os ventrículos apenas tremulam , não se contraindo de uma forma coordenada. 
Como o sangue não é bombeado para fora do coração, a fibrilação ventricular leva a uma parada cardíaca 
e a não ser que seja tratada imediatamente , é fatal. 
 
DIFERENÇA DE ECG 
 
 Veja a diferença entre um eletrocardiograma com uma fibrilação ventricular e um ECG com 
ritmo sinusal (normal). 
 O DEA está programado para reconhecer este tipo de arritmia, carregar automaticamente uma 
carga e orientar a aplicação do choque desfibrilatório. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAUSAS DE FIBRILAÇÃO VENTRICULAR 
 
 Praticamente todas as doenças cardíacas graves podem causar a fibrilação ventricular (FV). A 
doença arterial coronariana (formação de placas de gordura ou ateromas na paredes das 
artérias do coração) , em suas formas aguda (angina instável e infarto do miocárdico) ou 
crônica (cardiopatia isquêmica crônica) , é a causa mais comum de fibrilação ventricular. 
 A hipertensão arterial (cardiopatia hipertensiva) as doenças das válvulas cardíacas , as doenças 
do músculo cardíaco (miocárdio) , como a miocardiopatia dilatada (exemplo: a doença de 
Chagas) e a miocardiopatia hipertrófica , ou ainda, as miocardites (inflamação aguda do 
miocárdio) , também poderão ocasionar uma fibrilação ventricular. 
 
TAQUICARDIA VENTRICULAR - SEM PULSO 
 
A fibrilação ventricular é a arritmia 
mais frequente detectada por um DEA, 
correspondendo a cerca de 90% dos 
casos. 
Veremos adiante outra arritmia 
tratada com choque denominada 
 
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“taquicardia ventricular sem pulso ou TVSP! 
Um foco de estimulação elétrica ectópico (fora do marcapasso principal – nó sinusal) se forma no 
ventrículo produzindo estimulações rápidas que não permitem a 
abertura e o fechamento eficaz das câmaras cardíacas comprometendo o bombeamento de sangue 
Sucessão rápida de batimentos ectópicos ventriculares, que podem levar a deterioração 
hemodinâmica, chegando à ausência de pulso arterial palpável; sendo assim considerada uma 
modalidade de parada cardíaca, devendo ser tratada com o mesmo vigor da fibrilação ventricular. 
 
 
CAUSAS DE TVSP 
 
A TVSP ocorre principalmente em indivíduos com doença arterial coronária, como isquemia 
miocárdica, apresentando-se com frequência maior que 100 bpm e não superior a 220 bpm. 
 
ATIVIDADE ELÉTRICA SEM PULSO (AESP) 
A vítima está inconsciente, não respira e não tem pulso, mas ainda existe uma atividade elétrica 
cardíaca. 
 A atividade elétrica sem pulso é caracterizada pela ausência de pulso detectável na presença de 
algum tipo de atividade elétrica, com exclusão da taquicardia ventricular ou fibrilação 
ventricular. Ao monitor aparecem evidências de atividade elétrica organizada, porém o músculo 
cardíaco está muito fraco ou muito mal perfundido para responder ao estímulo elétrico. 
 O prognóstico dos pacientes com AESP é reservado, e a causa determinante deve ser verificada e 
corrigida. 
 Dentre as principais causas destacam-se: Hipoxemia, acidose severa, tamponamento cardíaco, 
pneumotórax hipertensivo, hipovolemia e embolia pulmonar. 
 
 
 
Existe uma atividade elétrica, mas a vítima está inconsciente, não respira e não tem pulso. O DEA 
não está programado para reconhecer este tipo de arritmia. 
 Atividade elétrica sem pulso (AESP) pode compreender ritmos bradicárdicos ou taquicárdicos. O 
importante é identificar que há um ritmo organizado no monitor, porém não existe acoplamento 
do ritmo elétrico com a pulsação efetiva (contração) e não há débito cardíaco. 
 O importante é garantir o suporte básico de vida e identificar a provável causa da parada 
cardiorrespiratória, se for possível. 
 Este tipo de arritmia não é tratado com choque. 
 
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ASSISTOLIA 
 
A assistolia é a evolução final das demais 
modalidades de PCR, quando não atendidas 
adequadamente ou em tempo hábil. O DEA não 
está programado para tratar esta arritmia. 
A total ausência de atividade ventricular contrátil 
associada à inatividade cardíaca é denominada 
assistolia. 
Este tipo de arritmia não é tratado com choque. 
 
 
DESFIBRILAÇÃO CARDÍACA 
 
 Desfibrilação é a aplicação de uma corrente elétrica em um paciente, através de um 
desfibrilador, um equipamento eletrônico cuja função é reverter um quadro de fibrilação 
ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso. 
 A cardioversão é a mesma terapia de choque, porém, se dá mediante a aplicação de 
descargas elétricas no paciente, graduadas de acordo com a necessidade e sincronizada com o 
ritmo cardíaco. 
 Os choques elétricos em geral são aplicados diretamente no miocárdio ou por meio de 
eletrodos colocados na parede torácica. 
 
ESQUEMA - DESFIBRILAÇÃO 
Eletrodos adesivos transferem a atividade elétrica 
para o DEA que detecta a arritmia FV. O DEA 
carrega e entrega, sob ação do operador, uma 
carga elétrica para eliminar a arritmia. 
 
 
 
 
 
 
DESFIBRILAÇÃO – AÇÃO DO CHOQUE 
 
A desfibrilação é a aplicação de uma corrente elétrica em um paciente, através de um desfibrilador, 
um equipamento eletrônico cuja função é a reversão das arritmias cardíacas pela aplicação de um 
pulso de corrente elétrica de grande amplitude num curto período de tempo. O choque produz uma 
assistolia temporária que permite ao nodo sinusal organizar a atividade cardíaca. 
 
 
 
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 O pulso de corrente elétrica que atravessa o coração promove também a despolarização 
(contração) de uma grande quantidade de fibras ventriculares que estavam repolarizadas 
(relaxadas) e prolonga a contração das que já estavam contraídas. 
 Se uma certa massa crítica (75% a 90%) das fibras responderem simultaneamente a esta 
contração forçada, quando retornarem ao estado de repouso estarão em condições de 
responder ao marca‐passo natural do corpo (nodo sinusal) e, com o sincronismo, o 
bombeamento é restabelecido. 
 
EQUIPAMENTOS DESFIBRILADORES – MANUAIS 
 
Equipamento utilizado na parada cardiorrespiratória com 
objetivo de restabelecer ou reorganizar o ritmo cardíaco. O 
primeiro equipamento desfibrilador foi elaborado porr Claude 
Beck em 1947, mas para uso em desfibrilação no intra-
operatório (desfibrilação cardíaca interna). 
O desfibrilador externo manual é um equipamento de uso 
exclusivamente médico. 
 
DESFIBRILADOR EXTERNO AUTOMÁTICO 
 
 Quando nos referirmos ao desfibrilador para uso leigo estaremos falando do “Desfibrilador 
Externo Automático” ou, simplesmente, pela siga “DEA”. 
 Conheceremos algumas características de modelos existentes no mercado brasileiro. 
Obviamente que será necessário que o usuário leia o respectivo manual de instruções para 
maiores informações sobre o produto. 
 
MODO DE OPERAÇÃO – AUTOMÁTICO 
 
Desfibriladores Externo na função “Automático” libera 
choques sem a intervenção do operador. Possui somente o 
botão “Liga-Desliga”. Uma vez que a arritmia é detectada e o 
choque carregado, alerta o operador e libera a carga em até 
5 segundos. Este modelo não é comum para os serviços de 
atendimento pré-hospitalar e encontra-se em desuso pelo 
alto risco na operação. 
 
 
 
 
 
 
 
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MODELO SEMI-AUTOMÁTICO 
 
funçãonaExternoDesfibriladores “Semi-
Automático” libera choques somente com a 
oPossuioperador.dointervenção botão 
“Liga-Desliga” e o botão “Choque”. Uma vez 
que a 
arritmia é detectada e o choque carregado, alerta o operador e caso este não libere o choque em 20 
ou 30 segundos, dependendo do modelo de aparelho, a carga é cancelada por questões de 
segurança. 
 
MODELOS COMUNS NO MERCADO 
 
Todos os modelos de DEA possuem as qualidades necessárias para a desfibrilação cardíaca, embora 
possuam tecnologias diferentes. 
 
 
ELETRODOS DE DESFIBRILAÇÃO 
 
Através dos eletrodos o desfibrilador avalia o ritmo 
cardíaco do paciente e quando necessário, na 
presença de fibrilação ventricular ou taquicardia 
ventricular de alto risco, carrega automaticamente e 
solicita ao socorrista que pressione o botão para 
choque quando necessário. A energia da desfibrilação 
também é fornecida através desses mesmos 
eletrodos; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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VALIDADE 
 
 Eletrodos são de uso único e 
descartáveis. 
 Observe o prazo de validade 
dos eletrodos. 
 Somente abra um pacote de 
eletrodos depois que constatar 
a parada cardíaca. A face em 
gel resseca muito facilmente e 
não adere no tórax da vítima. 
 Manuseie-o pelas extremidades, sem contato com o gel adesivo. 
 
APLICAÇÃO DOS ELETRODOS 
 
Siga as recomendações do fabricante para emprego 
do DEA. As ilustrações mostramuma das 
alternativas de aplicação de eletrodos. 
 
 
 
 
EXPOSIÇÃO DO TÓRAX 
Tenha sempe disponível uma tesoura de ponta 
romba! Seja rápido na exposição do tórax da vítima! 
 
 
 
 
 
EXPOSIÇÃO DO TÓRAX 
Livre o tórax de peças íntimas, em especial, que possuam detalhes em metal. A exposição completa 
do tórax é necessária para a realização da RCP de alta qualidade e utilização do DEA. Isto é 
inconstestável! 
 
IMPEDÂNCIA TORÁCICA 
A resistência elétrica que se opõe à súbita movimentação dos elétrons através do tórax (corrente 
elétrica), durante a desfibrilação, é a "impedância torácica". Existe um valor mínimo de corrente 
elétrica capaz de promover a desfibrilação (limiar de desfibrilação). 
 Obviamente, quanto menor a impedância torácica, maior a corrente elétrica. Por outro lado, 
valores muito altos, freqüentemente, provocam insucesso na desfibrilação. 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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 Muitos fatores determinam a impedância torácica: tamanho dos eletrodos; energia 
selecionada; área de contato dos eletrodos; gel adesivo condutor de boa qualidade; número e 
intervalo de tempo entre choques prévios; distância entre os eletrodos; tamanho do tórax; 
pressão de contato dos eletrodos no tórax. 
 
FATORES DE IMPEDÂNCIA TORÁCICA 
 
Se houver impedância torácica elevada acima da capacidade do DEA, não haverá a administração de 
choques e o paciente terá perdido a chance de reanimação. 
São fatores que aumentam a impedância torácica: 
 Estruturas ósseas proeminentes; 
 Tipos de pele e suas particularidades; 
 Peso do paciente; 
 Tamanho do tórax do paciente; 
 Quantidade de ar nos pulmões; 
 Quantidade de gordura subcutânea; 
 Umidade da pele; 
 Excesso de pêlos no tórax. 
 
TEMPO DE PASSAGEM DA CORRENTE 
 
 É necessário ressaltarmos que a desfibrilação é a passagem da corrente elétrica (ampère) através 
do coração, em curto espaço de tempo. 
 Essa corrente elétrica é determinada pela energia liberada pelo desfibrilador (em Joules) e pela 
impedância ou resistência transtorácica. 
 
REDUÇÃO DA IMPEDÂNCIA TORÁCICA 
 
Algumas medidas são fundamentais para a redução da impedância torácica e boa leituras dos 
eletrodos e estão listadas ao lado. Serão discutidas uma a uma oportunamente durante vosso 
estudo! 
 Secar o tórax do paciente antes da aplicação de eletrodos; 
 Raspar o excesso de pelos dos locais de aplicação de eletrodos; 
 Remover curativos adesivos da área de abrangência da corrente elétrica; 
 Retirar adornos metálicos que estejam ao redor do pescoço; 
 Mudar a posição padrão de eletrodos na presença de dispositivos implantados no tórax; 
 Usar eletrodos de desfibrilação dentro do prazo de validade e somente abertos na hora do uso. 
 
 
 
 
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POSIÇÃO DOS ELETRODOS 
 
Publicação nos resumos das Diretrizes de Ressuscitação Cardiopulmonar da AHA – 2010. 
 
 Para facilitar a colocação e o treinamento, a posição da pá anterolateral segue o 
posicionamento lógico padrão de eletrodos. Qualquer uma das três posições alternativas da pá 
(anteroposterior, antero infraescapular esquerda e antero infraescapular direita) podem ser 
consideradas, segundo as características de cada paciente. A colocação das pás do DEA no tórax 
desnudo da vitima, em qualquer uma das quatro posições da pá, e aceitável para a 
desfibrilação. 
 Novos dados demonstram que as quatro posições da pá (anterolateral, anteroposterior, antero 
infraescapular esquerda e antero infraescapular direita) parecem ser igualmente eficazes para 
tratar arritmias atriais ou ventriculares. Mais uma vez, para facilitar o treinamento, a posição 
padrão ensinada em cursos da American Heart Association não será modificada em relação a 
posição recomendada em 2005. 
 
POSIÇÃO PADRÃO – AHA 
 
Este é a posição padrão ensinada nos cursos da AHA 
para facilitar a colocação de eletrodos. As demais 
formas aceitáveis veremos na sequencia. 
Abra a embalagem dos eletrodos de desfibrilação. 
Retire o revestimento de proteção dos eletrodos de 
desfibrilação. Coloque o lado adesivo de cada 
eletrodo na pele desnuda do paciente, exatamente 
conforme mostrado no desenho apresentado em 
cada eletrodo. 
Fonte: Manual do DEA Philips Heart START FR2 
 
 
POSIÇÃO ELETRODOS – TÓRAX MASCULINO 
 
Utilize as referências: um eletrodo na região abaixo 
da clavícula, ao lado do esterno, acima do mamilo; 
outro eletrodo na linha média axilar, abaixo do 
mamilo esquerdo. 
 
 
 
 
 
 
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POSIÇÃO ELETRODOS – TÓRAX FEMININO 
Aplique eletrodos acima da mama a direita e abaixo 
da mama a esquerda, utilizando as mesmas 
referências do tórax masculino. Não aplique eletrodo 
sobre o tecido mamário, pois aumenta a impedância 
torácica e 
 
 
POSIÇÕES ALTERNATIVAS – ELETRODOS 
 
Posição latero-lateral com as pás aplicadas na parede do tórax logo abaixo do mamilo na linha média 
axilar. 
 
POSIÇÃO ANTERO-POSTERIOR 
 
O eletrodo da parte posterior (INFRA ESCAPULAR ESQUERDA ou DIREITA) deve ser aplicado 
primeiro, pois se feito do contrário, ao efetuar o rolamento da vítima por 2 vezes, o eletrodo 
anterior poderá se descolar do tórax da vítima. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CUIDADOS 
 
 Durante a desfibrilação, bolhas de ar entre a pele e os eletrodos de desfibrilação podem causar 
queimaduras na pele do paciente. Para evitar a formação de bolhas de ar, verifique se os 
eletrodos de desfibrilação estão totalmente aderidos à pele. 
 Não deixe que eletrodos de desfibrilação encostarem um no outro ou nos eletrodos de ECG, 
condutores, ataduras, adesivos transdérmicos, etc. O contato pode produzir centelhas 
elétricas e queimaduras na pele do paciente durante a desfibrilação; além disso, pode desviar 
a corrente, afastando-a do coração. 
 
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 Mexer no paciente, ou transportá-lo, durante a análise do ritmo cardíaco, pode produzir um 
retardo ou inexatidão no diagnóstico. Se o DEA apresentar instrução de CHOQUE 
RECOMENDADO, mantenha o paciente imóvel durante pelo menos 15 segundos, 
para que o DEA possa reconfirmar a análise do 
ritmo antes de aplicar o choque. 
 
 
DESCARTE DOS ELETRODOS 
 
As recomendações ao lado estão no Manual de Instruções de uma das principais marcas de DEA em 
comercialização no Brasil. 
 
PARTICULARIDADES DE EQUIPAMENTOS 
 
 Leia sempre o Manual de Instruções do seu equipamento em uso. 
 Alguns equipamentos possuem particularidades que podem influenciar na aplicação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DEA ZOLL – PARTICULARIDADES 
 
 
ELETRODO ZOLL – PARTICULARIDADES 
 
Aplique o sensor de RCP (metrônomo) no centro do peito tomando como base a linha imaginária 
entre os mamilos (metade inferior do esterno). 
 
 
 
CONECTAR ELETRODOS – ZOLL 
 
Para a aplicação do tipo de eletrodo acima será 
necessário interromper a RCP.RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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Procure interromper ou adiar a RCP por tempo inferior a 10 segundos, desde a interrupção da RCP até a 
leitura do ritmo cardíaco pelo DEA. 
 
 
ENERGIA UTILIZADA PELOS DEA 
 
 Alguns equipamentos possuem baterias recarregáveis, outros descartáveis. 
 Alguns funcionam com pilhas especiais. 
 Considere o custo benefício ao adquirir equipamentos DEA. O valor pago por equipamentos com 
acessórios descartáveis (baterias) são menores, porém seus custo de substituição podem ser 
maiores que dos equipamentos com baterias recarregáveis. 
 
 
TIPOS DE BATERIAS 
 
Existem diferentes formas de baterias: 
descartáveis, recarregáveis, pilhas, 
conjunto de pacotes de carga e 
eletrodos. A energia da bateria de 
corrente contínua será convertida por 
um capacitor interno no DEA em 
milhares de watts por segundo, o que 
equivale a medida em “Joules”! 
 
 
FORMAS DE ONDA DE ENERGIA 
 
 Monofásica: a corrente viaja em uma só direção (polo positivo para negativo) sem mudança de 
polaridade. 
 Bifásica: a corrente vai no sentido positivo/negativo, o equipamento inverte a polaridade para 
positivo/negativo e retorna para o ponto de origem. 
 
 
ENERGIA BIFÁSICA 
 
A corrente é liberada em uma direção e após um período 
reverte em direção oposta. Em virtude desta característica da 
onda bifásica, a quantidade de energia é de menor intensidade, 
bem como o dano miocárdico (utiliza-se energia entre 120 a 200 
joules). A incidência de refibrilação também é menor. 
 
 
 
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EQUPAMENTOS E CARGAS 
 
Equipamentos bifásicos e respectivas cargas para desfibrilação cardíaca. 
 
 
 
APLICAÇÃO DOS CHOQUES 
 
Dê o alerta “Afaste-se – Choque!” antes de 
apertar o botão “choque”! 
 
 
 
 
EFICIÊNCIA DO DEA 
 
 O DEA é um dos equipamentos mais seguros para o tratamento humano. No entanto, a 
segurança do uso é de inteira responsabilidade do usuário. 
 A manutenção preventiva ou corretiva deve ser levada a sério com revisões periódicas. 
 As falhas observadas com o equipamento quase sempre estão relacionadas ao mau uso. 
 
SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE 
 
A precisão da análise do ritmo cardíaco de um DEA é normalmente descrito em termos de 
sensibilidade e especificidade. 
 A sensibilidade representa a capacidade de um DEA identificar arritmias que devem ser 
desfibriladas. 
 A especificidade representa a capacidade de um DEA em identificar arritmias que não precisam 
ser desfibriladas. 
 Idealmente, os DEA devem ter sensibilidade e especificidade de 100%. No entanto, isso não é a 
realidade porque existe um ponto de equilíbrio (compromisso) entre sensibilidade e 
especificidade. 
 
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 A avaliação de desempenho dos DEA é determinada por normas emitidas pela American 
Nacional Standards Institute/Association for the Advancement of Medical Instrumentation, 
ANSI/AAMI. 
 De acordo com estas normas, a sensibilidade para reconhecimento de fibrilação ventricular em 
uma amplitude de 200 mV ou mais deve ser superior a 90% na ausência de artefato 
(interferências). 
 Para os equipamentos que detectam taquicardia ventricular, a sensibilidade deve ser superior a 
75%. A especificidade do equipamento em diferenciar arritmias que não necessitam de 
desfibrilação deve ser superior a 95% na ausência de artefatos. [Conselho Europeu de 
Ressuscitação. 1993]. 
 
ALERTAS / RECALL – DEA 
 
No entanto, essa precisão pode ser afetada com riscos para o paciente e para o operador. O Boletim 
Informativo de Tecnovigilância, Brasília, Número 01, jan/fev/mar 2011 ‐ ISSN 2178-440X traz mais 
informações. 
 Desfibriladores externos são importantes equipamentos para salvar vidas. Ações de alerta ou 
recall de acessórios e desfibriladores circulam internacionalmente entre os países, sobretudo 
entre os países membros do esforço de harmonização da regulação de produtos para a saúde, a 
Global Harmonization Task Force desde 2005, fornecendo significativos subsídios para as ações 
de fiscalização e regulação de produtos para a saúde. Nos últimos cinco anos, os problemas de 
segurança persistentes tem sido observados com todos os tipos de desfibriladores externos e 
em todos os fabricantes destes equipamentos. 
 De 01 de janeiro de 2005 a 10 de julho de 2010, na FDA (FDA (Food and Drug Administration) 
que é o órgão governamental dos Estados Unidos da América responsável pelo controle dos 
equipamentos médicos, dentre outras coisas) houve 68 notificações, apresentando um 
aumento anual de nove (em 2005) para 17 (em 2009, último ano com dados completos 
disponíveis). Durante este período, a FDA realizou múltiplas inspeções em todos os fabricantes 
de desfibrilador externo. 
 A partir da experiência na Unidade de Tecnovigilância da ANVISA, Buss G. documentou, em 
2010, um grande número de unidades de desfibriladores afetados por ações de recall (mais de 
1 milhão de AED e cerca de 250 mil acessórios) salientando o fato que mais de 40% dessas 
ações também se aplicavam ao Brasil. 
 A publicação de alertas de recall referentes a AED, pela FDA, demonstrou uma tendência 
crescente o longo do período estudado, entre janeiro de 2003 e junho de 2010. 
 Também ocorreu uma distribuição crescente, ao longo destes anos, em relação ao número de 
equipamentos afetados e ocorrência de dois ou mais problemas afetando um mesmo 
equipamento, (cerca de 40% do total) está relacionado a um único fabricante, indicando 
inclusive falhas no sistema da qualidade da linha de fabricação [FDA, 2008]. Além disto, um de 
cada quatro destes alertas apresentou alto risco, requerendo ações imediatas. 
 
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MODOS DE FALHAS OBSERVADOS 
 
Medidas corretivas e preventivas foram executadas pelos representantes destes fabricantes no 
Brasil e inspeções internacionais de Boas Práticas de Fabricação foram realizadas nos fabricantes 
citados. 
 
 
 
MOMENTO PARA LIGAR E UTILIZAR O DEA 
 
 Ao presenciar uma PCR extra-hospitalar e havendo um DEA prontamente disponível no local, o 
socorrista deverá iniciar a RCP com compressões torácicas e usar o DEA o quanto antes. 
 
 Profissionais de saúde tratando PCR em hospitais ou outras instituições com DEA ou 
desfibriladores no local devem aplicar a RCP imediatamente e usar o DEA desfibrilador tão logo 
o equipamento esteja disponível. Estas recomendações foram concebidas como apoio a RCP 
precoce e a desfibrilação inicial, em particular quando ha um DEA ou um desfibrilador 
disponível instantes após o ataque da PCR súbita. 
 
SITUAÇÕES ESPECIAIS DE EMPREGO 
 
Apresentarei as particularidades eventualmente existentes durante o emprego do Suporte Básico de 
Vida com DEA em situações que envolvam: 
A. Gestantes; 
B. Coincidência com dispositivos implantados no tórax; 
C. Paciente pediátrico; 
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D. Paciente feminina; 
E. Vítimas de trauma. 
 
DESFIBRILAÇÃO – GESTANTE 
 
Sua prioridade é salvar a vida da gestante! 
O emprego do DEA segue as mesmas regras para qualquer 
vítima, exceto, não aplique eletrodos sobre o tecido 
mamáriode forma a diminuir a impedância torácica como 
já visto anteriormente. 
 
 
 
 
RCP – GESTANTE 
 
Efetue o deslocamento manual do útero para o lado esquerdo a fim de descomprimir a veia cava 
inferior e aorta abdominal melhorando a circulação sanguínea materna. 
 
 
 
 
 
PROTEÇÃO COM DEA 
 
Desfibriladores Externo Automáticos são encontrados em 
locais públicos para serem usados por pessoas treinadas 
em Suporte Básico de Vida. Alguns quartéis de Bombeiros 
possuem DEA para proteção local, em especial, e 
obrigatoriamente, naqueles em que são executados testes 
físicos. 
 
 
 
 
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INSTALAÇÃO FIXA 
O acesso público a desfibrilação prevê a instalação de DEA em locais públicos (aeroportos, shoping 
center, centros empresariais, hotéis, hipermercados, estádios de futebol, casas de espetáculos, 
bancos e instituições financeiras, instituições de ensino e parques com determina população 
flutuante ou fixa, prevista me Legislações locais. 
 
AEROPORTO DE CHICAGO 
De acordo com o Dr. Sérgio Timerman, a medida salva vidas. “Nos 
cassinos de Las Vegas, nos Estados Unidos, a adoção de diretrizes 
de atendimento e desfibriladores fez as chances de sobrevivência 
passarem de 4,5% a 7% para 71%. Nos aviões, onde as chances 
eram zero, agora são de 40%. E no aeroporto de Chicago, muito 
bem equipado, as chances subiram de 2% para 56%”, diz o 
cardiologista. 
 
ACESSÓRIOS PARA UTILIZAÇÃO – DEA 
Para o emprego adequado do DEA alguns equipamentos adicionais devem estar disponíveis. 
Veja a seguir o KIT de acessórios que necessitam ser acondicionados na mesma maleta do DEA ou em 
separado. 
 
ACESSÓRIOS PARA DEA 
Mantenha junto com o DEA: 
A. Eletrodos reservas; 
B. Tesoura de cortar vestes; 
C. Máscara para ventilação de resgate; 
D. Toalha de rosto; 
E. Raspador de pelos (barbeador sem fita de gel); 
F. Luvas de Procedimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A 
B 
C 
D E 
F 
 
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MANUTENÇÃO DO EQUIPAMENTO 
 
Siga as recomendações do fabricante. Em caso de eventuais falhas encaminhe para a Assistência 
Técnica. 
 Limpe somente a superfície externa do equipamento com um pano úmido; 
 Mantenha um check-list (semanal) atualizado junto com o equipamento; 
 Não abra a embalagem dos eletrodos se não houver a necessidade de uso; 
 Observe o prazo de validade dos eletrodos; 
 Não tente utilizar eletrodos de outras marcas de equipamento, pois possuem configurações 
diferentes; 
 Mantenha sempre uma bateria sobressalente ou pilhas reservas; 
 Destrua e descarte os eletrodos no lixo comum, exceto quando contaminado com sangue e/ou 
secreções da vítima. 
 
GRAVAÇÃO DE DADOS 
 A gravação de dados é um OCIONAL do DEA que deve ser adquirido junto ao fabricante. 
 A gravação interna ou em cartões de dados pode ser transferida para arquivo em computador e 
serve como uma proteção administrativa para o Operador do DEA. 
 Verifique se houve a aquisição deste módulo de gravação. 
 
PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS 
 
Esteja qualificado para utilizar o DEA através de cursos de atualizações frequentes e a certificação 
necessária. 
 Siga os procedimentos operacionais padronizados para o seu nível de atendimento, caso seja 
leigo ou profissional de saúde; 
 Solicite, quando possível, apoio de Suporte Avançado de Vida (equipes médicas) para o local; 
 Transfira e faça a gravação dos dados do equipamento sobre o evento atual para um 
computador (se software disponível). 
 
TRANSFERÊNCIA DE DADOS 
 
Imprima e arquive os dados 
obtidos do evento; 
Mantenha arquivada a gravação de 
áudio de seu equipamento, se 
disponível. 
 
 
 
 
 
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PROCEDIMENTOS RECOMENDADOS 
 
Anote dados de pelo menos 2 testemunhas do emprego DEA que possam contribuir para eventuais 
depoimentos em seu favor. 
 Colete dados sobre o paciente: nome completo, RG, endereço, telefones, familiares para 
contatos, hospital de destino, etc. 
Dados principais da ocorrência: 
 tipo de atendimento (clínico ou trauma), 
 número da ambulância de transporte e qualificação do condutor, 
 horários de saída do local da ocorrência e de entrada no hospital, 
 nome e CRM do médico no hospital, 
 nome e COREN do Encarregado da Equipe do SAMU (192), 
 nome e RE do Comandante da EQUIPE de RESGATE do Corpo de Bombeiros (193), etc. 
 Realize um relatório pormenorizado sobre a ocorrência e encaminhe para o setor responsável 
guardando-se uma cópia para si. 
 
CHECK-LIST SEMANAL DO EQUIPAMENTO 
 
Uma vez por semana, execute o teste do DEA. Siga as recomendações de cada modelo e fabricante! 
Registre em formulário próprio e arquive para eventual consulta sobre a qualidade do equipamento! 
 
RISCOS E INTERFERÊNCIAS 
 
O DEA é um equipamento que utiliza energia elétrica de alta intensidade e curta duração capaz de 
produzir centelhas elétricas e calor suficiente para provocar acidentes de eletrocussão, queimaduras 
e iniciar a combustão de substâncias inflamáveis presentes no ambiente. O DEA sofre interferências 
em seu modo de análise podendo acarretar a recomendação de choque para pacientes que não 
precisam, ou devido as interferências, deixar de aplicar choques em pessoas que dele precisam. 
Saber manejar o equipamento de forma segura e resolver as principais intercorrências é a finalidade 
de um treinamento de capacitação para operação de DEA. 
ESTEJA ATENTO! CUIDE DA SUA SEGURANÇA E DA SEGURANÇA DO PACIENTE! 
 
SUPERFÍCIES MOLHADAS 
 
Transporte a vítima para local seco, seque 
o corpo da vítima antes de aderir os 
eletrodos e aplicar o choque. 
 
 
 
 
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OXIGÊNIO 
 
Comburente + calor - risco de incêndio. 
Desligue ou afaste fontes de oxigênio 
durante o uso do DEA 
 
 
 
VAZAMENTO DE COMBUSTÍVEIS 
 
O uso do DEA nesse ambiente trará 
risco de explosão ou incêndio pela 
emissão da descarga elétrica com risco 
de morte. 
 
MOVIMENTOS DURANTE ANÁLISE 
 
É necessário pelo menos 15 segundos 
sem movimentação do paciente para 
uma leitura adequada do ritmo 
cardíaco. Se o problema persistir inicie 
e mantenha a RCP até que a vítima 
esteja em área sem interferência, 
então use o DEA. 
INTERFERÊNCIAS – COMUNICAÇÃO 
 
Durante o período em que o DEA estiver “analisando” impeça o uso de emissores de 
radiofrequência e celulares numa distância inferior a 2 metros da vítima. 
 
ATENÇÃO! 
radiaçãodenívelaltoO
estesporemitidaeletromagnética
aparelhos podem resultar numa grande 
in oprejudicandoterferência,
funcionamento normal do desfibrilador 
, colocando em risco a segurança do 
paciente. 
Fonte: Disponível em 
http://www.deabrasil.com.br/manual/manual_dea.pdf 
 
 
 
 
 
 
 
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ELETRICIDADE / INCLUSIVE ESTÁTICA 
 
Locais onde há dispersão de 
eletricidade no solo e mesmo a 
eletricidade estática produzida por 
corpos em movimentos (fluidos, 
pessoas, máquinas, etc.) podem 
interferir na leitura do ritmo cardíaco.CURATIVOS ADESIVOS 
 
Retirar os adesivos e remover o resíduo 
(inflamável) da pele do paciente com 
gaze e solução fisiológica, secando em 
seguida o local. 
ATENÇÃO! 
Adesivos no trajeto da corrente elétrica 
aumentará a impedância torácica. 
Via de regra são feitos de material 
inflamável (cola) e podem se incendiar 
com a descarga elétrica trazendo 
queimaduras na pele do paciente. 
 
 
RISCOS DE QUEIMADURAS / PACIENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Há o risco de queimaduras na pele do paciente ao aplicar a desfibrilação. Para evitar ou minimizar 
as queimaduras, é aconselhado que se aplique à pele limpa e seca apenas eletrodos abertos na 
hora do uso, não danificados e que estejam no prazo de validade. NUNCA use eletrodos de 
desfibrilação ressecados. 
 
 
 
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Durante a desfibrilação, a formação de bolhas de ar entre a pele e os eletrodos de desfibrilação 
pode causar queimaduras. Para prevenir a formação de bolhas de ar, verifique se os eletrodos de 
desfibrilação estão totalmente aderidos à pele. 
 
RELEMBRE! 
 Estando o tórax do paciente molhado, o socorrista deve secar bem, antes do tratamento, a 
fim de se evitar ocorrência de fuga de descarga elétrica. 
 Lembre do risco de colocar eletrodos sobre dispositivos implantados no tórax. 
 
 
SUPORTE BÁSICO DE VIDA COM DEA 
 
 Começaremos a apresentar abordagens táticas de atendimento a vítimas de parada cardíaca 
considerando possíveis cenários com a variação de pessoal e equipamentos. 
 Não se trata de “engessar” o atendimento, mas de propiciar rapidez e uma sequencia de 
operação que atenda ao critérios técnicos para uma boa qualidade de ressuscitação 
cardiopulmonar e o uso precoce do desfibrilador externo automático. 
 Será adequado que pratique exaustivamente para obter a capacitação que se espera para um 
profissional de uma EQUIPE de Unidade de Resgate! 
 
SOCORRISTA ATUANDO SOZINHO 
 
 Imagine-se numa situação em que você está em um trabalho de prevenção em um local 
público e uma pessoa entre em parada cardíaca. É possível ter acesso a um DEA instalado no 
local. 
 Veja a sequencia de operação do equipamento em conjunto com as manobras de suporte 
básico de vida propostas. 
 Leve em conta que você não possui equipamento de ventilação de resgate e sua biossegurança 
estará afetada para executar ventilação boca a boca. 
 
AVALIAÇÃO DA CENA / APOIOS 
1. Observe, rigorosamente, as REGRAS DE SEGURANÇA ao abordar uma vítima; 
2. Utilize sempre os equipamentos de proteção individual disponíveis; 
3. Solicite o apoio dos serviços médicos de emergência locais (RESGATE / SAMU / AMBULATÓRIO, 
etc.). 
4. Procure liderar o atendimento distribuindo funções para outros socorristas voluntários que 
estejam no local. 
 
 
 
 
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CONSTATAR A PARADA CARDÍACA 
Constate a parada cardíaca com os sinais: 
 Inconsciência; 
 Ausência de respiração ou somente gasping; 
 Ausência de pulso central (carotídeo ou braquial). 
 Não leve mais que 10 segundos na verificação de pulso. 
 
 
 
USO IMEDIATO DO DEA 
Se estiver sozinho e um DEA estiver disponível, priorize seu uso assim que constatar a parada 
cardíaca. 
LIGUE O DEA ANTES DE QUALQUER OUTRA AÇÃO. 
O equipamento fará um auto teste de funcionamento. Se houver alguma falha de operação emitirá 
avisos luminosos e sonoros tais como “bateria fraca” ou “assistência técnica”. 
 
 
PREPARAÇÃO DO TÓRAX 
 
Quanto maior a impedância torácica maior será a carga para desfibrilar. Secar o tórax permite 
adesivar adequadamente o eletrodo e diminui a impedância torácica. 
Raspe, se necessário, os locais para aplicação de eletrodos. Retire o excesso de pelos com cuidado 
para não ferir a vítima. Use raspadores sem camada de gel que poderia aderir ai tórax e interferir 
nos eletrodos. 
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APLICAR ELETRODOS 
 
Manuseie-os com cuidado para não tocar na 
parte com gel. Segure-o pelas bordas onde 
há um isolamento. Puxe o protetor do 
adesivo do fio em direção a extremidade do 
eletrodo. 
 
 
 
 
 
LOCAIS DE APLICAÇÃO DE ELETRODOS 
 
Esta é a posição padrão American Heart Association. Existe mais 3 variações que poderão ser 
utilizadas de acordo com o paciente. 
Passe a mão sobre os eletrodos garantindo a adesão uniforme da superfície no tórax do paciente. 
Bolhas de ar entre o eletrodo e a pele se aquecerão e produzirão queimaduras no local. 
 
 
 
INTERFERÊNCIAS 
 
Cuide para que ninguém fale ou ande no local da 
ocorrência durante a análise do ritmo cardíaco 
evitando interferências na audição do DEA e 
leitura do ECG do paciente. 
 
 
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SEGURANÇA X CHOQUE 
 
Tenha a sequencia de segurança em mente: 
_ Eu estou afastado; 
_ Eles estão afastados; 
_ Todos estão afastados. 
Aperte o botão para aplicar o choque! 
 
 
INÍCIO IMEDIATO DA RCP 
 
Assim que aplicar o 
choque inicie 
imediatamente a RCP. 
Coloque as mãos 
sobrepostas na linha 
intermamilar na 
metade inferior do 
esterno. 
 
Utilize frequência entre 100 e 120 por minuto e profundidade de compressões torácicas entre 5 e 6 
cm, permitindo retorno total do tórax entre as compressões. 
 
RCP “SOMENTE COMPRESSÕES” 
 
A RCP somente com compressões torácicas somente é indicada na 
falta absoluta de recursos de biossegurança ou equipamentos de 
ventilação. Deve ser executada até a chegada de equipamentos de 
ventilação. 
 O DEA está programado para cronometrar e permitir que se 
faça 2 minutos de RCP. 
 Interrompa IMEDIATAMENTE as compressões quando o DEA 
alertar. 
RCP – COMPRESSÕES X VENTILAÇÕES 
 
Se dispuser de equipamentos para ventilar, 
como uma máscara de bolso, execute ciclos 
de 30 compressões por 2 ventilações de 
resgate até o DEA interromper para análise. 
 
PARA VENTILAR ATENÇÃO: 
 
 
 
 
 
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 Abrir as VAS; 
 Inspecionar a cavidade oral; 
 Remover secreções ou corpos estranhos. 
 
 
PROCEDIMENTOS PÓS-REANIMAÇÃO 
 
Se houver retorno da respiração e pulso e não houver equipamentos de ventilação e oxigenação 
para manter a assistência pré-hospitalar até a chegada de uma ambulância, mantenha a vítima na 
“Posição de Recuperação”. 
ATENÇÃO! 
Se as vítimas necessitarem e você dispuser de equipamentos para assistência ventilatória, 
mantenha-a em decúbito dorsal horizontal com as vias aéreas pérvias durante o procedimento. 
 
 
 
MONITORAMENTO CONSTANTE 
 
Não remova as pás adesivas do tórax do paciente, pois a vítima 
poderá entrar novamente em parada cardíaca e a mesma pá será 
utilizada para a desfibrilação, se necessário. 
ATENÇÃO! 
Se precisar mover a vítima do local em que se encontra, desconecte 
o eletrodo do DEA, pois pode ocorrer a indicação de choque 
recomendado para uma vítima que dele não precise. Tão logo 
necessite utilizar, reconecte os eletrodos e não perderá os dados 
gravados no equipamento. 
 
 
CHOQUE NÃO RECOMENDADO 
 
Sempre que um DEA NÃO INDICAR CHOQUE execute mais 2 MINUTOSDE RCP e então reavalie a 
vítima. 
1. Se apresentar boa respiração e pulso: providencie o transporte ao hospital ou aguarde o SEM; 
2. Se mantiver em parada cardíaca: inicie e mantenha a RCP até a chegada de apoio e entrega do 
paciente no hospital, ou ordem médica para interromper a RCP. 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 80 
 
 
LEMBRE-SE! 
 Não é o socorrista que determina a quantidade de choques que um DEA deve administrar. 
 O DEA oferecerá tantos choques quanto persistir a arritmia cardíaca FV ou TVSP. 
 
SOCORRISTA ATUANDO COM APOIO 
 
 Nossa próxima discussão será o emprego do DEA em dupla de socorristas que disponha de 
equipamentos básicos de reanimação. Como planejar e executar a assistência a uma vítima de 
parada cardíaca até que receba o apoio de uma equipe do Serviço Médico de Emergência (Corpo 
de Bombeiros / SAMU, etc.). 
 Mais uma vez imagine-se atuando em um local público que disponha de acesso rápido ao um 
DEA. 
 
AÇÕES INICIAIS DE SOCORRO 
 
A sequencia de abordagem, avaliação e constatação da parada cardíaca, neste caso, foi sintetizada 
para termos um enfoque maior no uso do DEA. 
 Um socorrista inicia a avaliação da vítima; 
 Constata a parada cardíaca; 
 Solicita que alguém ligue para o Serviço de Emergência Médica local e peça uma ambulância; 
 Solicita que outro socorrista vá buscar um DEA; 
 Inicia a RCP com ou sem o auxílio de equipamentos; 
 Mantem a RCP até que o DEA esteja instalado no paciente; 
 O DEA alertará para interromper a RCP. 
 
CHEGADA DO DEA 
 
O socorrista que chegar com o DEA deve se posicionar do lado oposto ao socorrista que está 
executando a RCP. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRIMEIRA AÇÃO: LIGUE O DEA. 
Prepare o tórax da vítima. 
 Seque os locais antes da aplicação dos eletrodos; 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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 Raspe os pelos dos locais 
APLICAR ELETRODOS 
 
O socorrista não deve interromper a RCP até que os eletrodos estejam posicionados firmemente no 
tórax do paciente e a análise automática do ritmo cardíaco seja iniciada. 
 Mantenha o DEA próximo a cabeça da vítima. 
 Aplique os eletrodos firmemente no tórax da vítima. 
 Seja rápido na execução do procedimento! 
 
 
CONECTAR ELETRODOS 
 
Alguns modelos de DEA utilizam eletrodos pré-
conectados. Outros, no entanto, possuem eletrodos em 
envelopes separados. Neste último caso, coloque primeiro 
os eletrodos no tórax da vítima, depois insira o conector 
no DEA. 
 Conheça o modo de operação do DEA do seu local de 
trabalho. 
 Leia o Manual de Instruções. 
 
 
ANÁLISE DO RITMO CARDÍACO 
 
 Não permita uso de HT ou celular a menos de 2 metros 
de distância do DEA; 
 Interrompa qualquer movimentação ao redor do 
paciente; 
 Impeça que pessoas falem alto e atrapalhem ouvir as 
mensagens do DEA. 
 Interrompa a RCP para análise do ritmo 
cardíaco. 
 Corrija as interferências no DEA. 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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REINÍCIO IMEDIATO DA RCP 
 
 O socorrista que operou o DEA deve iniciar a RCP 
pelas compressões torácicas. O socorrista 
compressor deve ser substituído a cada 2 minutos. 
 Executar ciclos de 30 compressões torácicas por 2 
ventilações de resgate até o DEA alertar para 
análise. 
 O segundo socorrista deve estar pronto para 
ventilar em aproximadamente 18 segundos, tempo 
que o outro socorrista leva para executar as 30 
compressões torácicas. 
 Deve executar a seguintes ações: abrir as vias aéreas, inspecionar a cavidade oral, remover 
resíduos da boca (aspirar) e inserir uma cânula orofaríngea (se disponível). 
 
SEQUENCIA DE CHOQUES 
 
 Interrompam a RCP quando o DEA indicar e aguarde 
a análise do ritmo cardíaco. 
 Siga as instruções para novas sequencias de choque 
e RCP. 
 Enquanto persistir a arritmia a ser tratada o DEA 
recomendará sequencias de choque e RCP. 
 
MENSAGEM - CHOQUE NÃO RECOMENDADO 
 
Execute mais 2 minutos de RCP e então avalie a respiração e pulso. Caso tenha boa respiração e 
pulso, aguarde o apoio da ambulância para o transporte com a vítima na “Posição de 
Recuperação”. 
 
NÃO SE ESQUEÇA! 
 
Uma vítima atendida por uma equipe de Bombeiros somente será mantida na posição de 
recuperação se estiver estável ou quando não houver equipamentos de ventilação para prosseguir 
na assistência ventilatória. 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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Lição 4
SUPORTE BÁSICO DE VIDA COM DESFINBRILADOR EXTERNO AUTOMÁTICO
DEA MÓDULO II
 
 
 
OBJETIVOS 
 
Proporcionar aos participantes conhecimentos e habilidades que os capacitem a: 
1) Empregar o Desfibrilador Externo Automático (DEA) em conjunto com as manobras 
de Suporte Básico de Vida atuando como integrante de uma Guarnição de UR; 
2) Empregar o DEA na vítima criança, no bebê e na pessoa com marcapasso cardíaco. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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EMPREGO DEO DEA EM GUARNIÇÃO DE UNIDADE DE RESGATE 
 
A partir de agora vamos apresentar uma tática de atendimento envolvendo o tratamento de uma 
vítima em parada cardíaca num local de ocorrência com pelo menos 4 (quatro) socorristas 
disponíveis. 
Veremos logo adiante outra forma de abordagem específica para uma Equipe de Resgate levando 
em conta que na maioria das ocorrências de parada cardíaca, somente o Encarregado e o Auxiliar da 
Equipe estão presentes na abordagem da vítima, enquanto que o Motorista está providenciando o 
estacionamento e sinalização da UR, isolamento do local da emergência, informações iniciais ao 
CECOM. 
 
CONSTATAÇÃO DA PARADA CARDÍACA 
 
Constatada a parada cardíaca por meio da seguinte avaliação: 
1. A vítima está inconsciente; 
2. A vítima não respira normalmente ou somente apresenta “gasping”; 
3. A vítima não tem pulso central (carotídeo, braquial, femoral) em até 10 segundos de verificação. 
 
ATENÇÃO! 
 
 2 Socorristas devem iniciar IMEDIATAMENTE a 
RCP. 
 O CECOM deve ser informado que a vítima está 
em parada cardíaca por outro socorrista que 
esteja na cena de emergência que também 
solicitará apoio de SAV ou autorização para 
Transporte Imediato assim que o DEA não mais 
indicar “choques”. 
 Outro socorrista utilizará o DEA. 
LIGAR O DEA 
 
Deve ser a PRIMEIRA AÇÃO DO SOCORRISTA. 
A maioria dos DEA são programados para executar 
automaticamente auto-testes periódicos avaliando a 
funcionalidade e calibração do equipamento, do 
eletrodo, da carga das baterias, de forma que 
demonstrem estar o equipamento sempre apto para 
uso. 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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ALERTA!Ouça a mensagem do auto-teste sobre a carga da bateria (fraca) ou tipo de eletrodo (adulto / 
pediátrico), caso seu aparelho disponha deste tipo de informação. 
 Procure ter eletrodos reservas e baterias sobressalentes! 
 
PREPARAÇÃO DO TÓRAX 
 
Corte e remova todas as vestes que recobrem o tórax de forma rápida com uma tesoura de ponta 
romba. Não se esqueça de montar um KIT de acessórios do DEA! 
 
Modelo de KIT de acessórios para DEA. 
Fonte: CardiAid® 
DIMINUIR A IMPEDÂNCIA TORÁCICA 
 
O operador do DEA deverá secar os locais de aplicação para facilitar uma boa adesão dos eletrodos. 
Raspar os locais de aplicação removendo a maioria do pelos, se necessário! 
 
APLICAÇÃO DE ELETRODOS 
 
Abrir o pacote de eletrodos somente na hora do uso. 
Manuseie-os com cuidados pelas bordas para não tocar na superfície em gel. 
Cole nos locais indicados em cada eletrodo! 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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LOCAIS DE APLICAÇÃO 
 
 Este é um dos 4 modos de aplicação de eletrodos no tórax. A posição dependerá das 
necessidades da vítima que estará atendendo! 
 Evite aplicar eletrodos sobre os mamilos, no paciente masculino. 
 Não aplique eletrodos sobre o tecido mamário, no paciente feminino. 
 
 
 
CONEXÃO DE ELETRODOS 
 
 Se o eletrodo vier em embalagem avulsa, priorize sua aplicação no tórax do paciente para 
depois conectá-lo ao DEA. 
 Se o modelo for pré-conectado, aplique-os diretamente no tórax. 
 
 
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ANÁLISE DO RITMO CARDÍACO 
 
 Afaste-se e afaste demais socorristas durante 
a análise do ritmo cardíaco. 
 Não permita interferências de pessoas 
andando ao redor, uso de celular a menos de 
2 metros. 
 
 
 
 
CHOQUE 
 
 Afaste-se e afaste demais socorristas durante a 
aplicação do choque. 
 Siga a regra: _Eu estou afastado! _Eles estão 
afastados! _Todos estão afastados! _ Choque! 
 
LEMBRE-SE! 
 
Se o botão “choque” não for pressionado por 20 a 30 segundos, de acordo com cada modelo de 
DEA, o choque será cancelado! 
 
 
2 MINUTOS DE RCP 
 
 Reinicie imediatamente a RCP pelas compressões 
torácicas até nova mensagem do DEA. 
 DEA estão programados para administrar um 
choque e temporizar 2 minutos de intervalo para a 
RCP. 
INTERRUPÇÃO – NOVA ANÁLISE 
 
 Interrompam a RCP para a análise do ritmo 
cardíaco. Se persistir a arritmia a ser tratada com 
choque (FV ou TVSP) novos choques e sequencia de 
RCP serão recomendadas! Siga as instruções do 
DEA! 
 
MENSAGEM – CHOQUE NÃO RECOMENDADO 
 
 
 
 
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 Executem mais 2 minutos de RCP e então verifiquem os sinais vitais. 
 Se a vítima estiver respirando normalmente e com pulso central (carotídeo, braquial ou 
 
 
femoral) mantenha a assistência ventilatória com reanimador manual e oxigênio.
De acordo com a faixa etária da vítima, mantenha: 
 12 insuflações por minuto no adulto, 
 15 para a criança, e; 
 20 para bebês. 
 
 
 
SBV+DEA – EQUIPE DE UR 
Apresentaremos uma abordagem específica para uma EQUIPE de Resgate levando em conta que na 
maioria das ocorrências de parada cardíaca, somente o Comandante e o Auxiliar da EQUIPE estão 
presentes na abordagem da vítima, enquanto que o Motorista está providenciando o estacionamento e 
sinalização da UR, isolamento do local da emergência, informações iniciais ao CECOM. 
Tão logo o Motorista esteja disponível integrará a equipe de reanimação auxiliando nas 
compressões ou ventilações enquanto aguarda o Suporte Avançado de Vida (SAV) no local. 
Logo a seguir, veremos a tática de atendimento proposta para as situações de Transporte Imediato 
para os locais onde não há disponibilidade de SAV. 
ABORDAGEM – ENC / AUXILIAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abordagem ENC e Aux. ENC 
constata a inconsciência. 
ENC constata a ausência de 
respiração e pulso 
,simultaneamente. 
Motorista estará transmitindo 
informações ao CECOM. 
ENC expondo o tórax e Auxiliar 
posicionando o DEA no lado 
oposto. 
ENC se posicionando para 
compressões e Aux ligando DEA. 
ENC realizando compressões 
torácicas e Aux expondo o 
tórax. 
 
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Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 90 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ENC fazendo compressões
torácicas e Aux secando o tórax. 
 ENC fazendo compressões
torácicas e Aux raspando o tórax. 
Colocação de eletrodos no 
tórax. 
Conexão de eletrodo no DEA Interrupção de RCP, afastamento 
e aplicação de choque. 
pelasENC retoma a RCP 
compressões torácicas.
 Aux libera as VAS e inspeciona a 
cavidade oral.
 
Aux adapta oxigênio ao
ressuscitador manual. 
Aux informa que está pronto para 
ventilar. 
Aux adesivando eletrodos sem 
interromper a RCP. 
 
Aux insere a cânula orofaríngea
 
 
INDEPENDENTE da quantidade de 
Socorristas PREFIRA a ventilação a 
“4 MÃOS”. 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 91 
 
 
 
 
 
AÇÃO DO MOTORISTA NA SITUAÇÃO DE TRANSPORTE IMEDIATO 
Nas situações em que o DEA não indicar choques e for necessário conduzir a vítima em 
reanimação para o hospital de referência da região será utilizada a sequencia operacional 
proposta a seguir. 
 
CHOQUE NÃO RECOMENDADO – PRIMEIRA ANÁLISE 
 Desfibriladores Externo Automáticos somente indicam choques para vítimas com as arritmias 
“Fibrilação Ventricular e Taquicardia Ventricular sem Pulso”. Quando um DEA não indicar choque 
na primeira análise do ritmo cardíaco temos as seguintes probabilidades: 
1. A vítima está com sinais vitais e o socorrista cometeu um equívoco na análise primária; 
2. A vítima está sem sinais vitais e seu tipo de parada cardíaca provável é “Atividade Elétrica sem 
Pulso” ou “Assistolia”. 
 Em quaisquer das 3 situações descritas o DEA não está programado para administrar choques. 
 NO 2º CHOQUE NÃO RECOMENDADO inicie e mantenha somete a RCP de alta qualidade e efetue 
o Transporte Imediato para o hospital de referência da sua região. 
 
REMOÇÃO DA VÍTIMA - COM RCP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Cmt e Aux executam ciclos de compressões e ventilações até que o DEA interrompa a RCP para 
análise. Trocam de posição no próximo ciclo de RCP, se necessário. 
pranchaMotorista posiciona a
rígida ao lado da vítima. 
Motorista se posiciona para o 
rolamento 90º nas pernas da 
vítima e avisa; Pronto para a 
prancha! 
EQUIPE interrompe a RCP para o 
rolamento em monobloco 90º. 
ENC aproxima a prancha rígida 
debaixo da vítima. A prancha está 
cerca de 1 metro acima da cabeça. 
Seguram a vítima conforme 
demonstrado e movimentam-na 
para o alto e para o centro. 
Ajustam a vítima na prancha longa com 
movimento longitudinal. 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 92Motorista posiciona a maca na
direção dos pés da vítima. 
Motorista se posiciona para 
elevação e diz: Pronto para a 
maca! 
Elevam a vítima em movimento 
único. 
Posicionam a vítima sobre a maca da 
viatura. 
Retomam a RCP pelas 
compressões torácicas. Motorista 
fixa os cintos da maca. 
/compressãoaReassumem
vítimaaenquantoventilação é
fixada na maca da viatura. 
Movimentar a maca. 
Manter a RCP durante a movimentação. 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 93 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A posição do ENC e Aux em relação a maca 
poderá ser alterara em razão do momento em 
que ocorre o revezamento do socorrista 
“compressor”. A posição do Motorista NUNCA 
se altera! 
 
 
 
 
 
Manobrar a maca até a porta 
traseira da Unidade de Resgate. 
Interromper RCP somentea
pronta para oquando tiver
embarque. 
Posicionar ENC lado direito, Auxiliar 
lado esquerdo e Motorista na parte 
inferior da maca. 
Embarcar a maca na viatura 
com segurança. 
ENC embarcar primeiro e guiar a 
maca até o suporte de fixação. 
Auxiliar entrar pela porta lateral e assumir a 
ventilação detrás da cabeça da vítima. 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 94 
 
 
USO DO DEA NA VÍTIMA COM DISPOSITIVO IMPLANTADO NO TÕRAX 
 
DISPOSITIVOS MÉDICOS – IMPLANTADOS 
 
O que fazer quando houver um dispositivo médico implantado no tórax (marcapasso cardíaco ou 
cardiodesfibrilador) coincidindo com a posição das pás do DEA? 
Veremos a seguir. 
 
“MARCA-PASSO” CARDÍACO 
 
O marcapasso natural do coração como vimos na revisão de 
fisiologia cardíaca é o nó sinusal ou sino-atrial que tem a função 
autônoma de estimulação da contraão cardíaca. 
MARCA-PASSO CARDÍACO EXTERNO 
 
O marca-passo é um importante avanço da medicina no 
que se refere à estimulação cardíaca artificial. Trata-se 
de um dispositivo implantado geralmente na região 
torácica, logo abaixo da clavícula. Conectados a um 
gerador, os eletrodos estimulam e corrigem os 
batimentos lentos do coração, a bradicardia. No Brasil, 
só em 2007 foram realizados cerca de 15.700 
procedimentos de implante. Estima-se que sejam cerca 
de 1.200 pacientes por mês. 
 
MARCA-PASSO CARDÍACO 
 
A principal indicação de marca-passo é para os 
indivíduos que apresentam bloqueios cardíacos, 
geralmente, inferior a 40 batimentos por minuto e, mais 
recentemente, é empregado como auxiliar no 
tratamento de insuficiência cardíaca – coração dilatado. 
Nos pacientes portadores de insuficiência cardíaca, é 
indicado o marca-passo ressincronizador, que fortalece o 
coração, estimulando os dois ventrículos 
simultaneamente, reduzindo o índice de mortalidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 95 
 
 
IMPLANTAÇÃO DE MARCAPASSO 
 
Após a cirurgia de implante de marca-passo, o paciente 
precisará de uma avaliação constante, definida pelo médico 
de acordo com o caso e o tipo de aparelho. De maneira 
computadorizada, a verificação 
dispensa internação. Um marca-passo tem vida útil de cinco 
anos. Após esse período, é necessária a substituição. 
 
MARCA-PASSO CARDÍACO 
 
Vemos a aparência do marcapasso sob a pele do tórax do paciente. O local de implantação coincidiria 
com a posição tradicional de aplicação de eletrodos. 
Apresentaremos a alternativa mais adequada para a aplicação do eletrodo logo a seguir! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CARDIODESFIBRILADOR 
 
Se o diagnóstico for de arritmia maligna, como, por exemplo, 
taquicardia ventricular sem pulso e fibrilação ventricular, que 
podem acarretar em morte súbita, é empregado outro tipo: o 
cardioversor desfibrilador implantável. Nestes casos, o 
aparelho tem a capacidade de detectar o problema, emitir o 
choque dentro do coração e reverter para o ritmo normal. 
 
DCI-A (Desfibrilador Cardioversor Implantável-Automático) 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 96 
 
 
 O DCI-A é constituído de um gerador de pulsos e de eletrodos. O gerador de pulsos é 
semelhante a um maço de cigarro e pesa cerca de 350 gramas. O gerador é implantado no 
abdome ou tórax, logo abaixo da pele. 
 Ele é feito de um metal especial que normalmente não é rejeitado pelos tecidos do corpo. O 
gerador de pulsos é ligado aos eletrodos que estão localizados dentro e sobre o coração. Estes 
eletrodos enviam sinais elétricos do seu coração para o gerador de pulsos, o qual monitora o 
ritmo do coração continuamente. 
 Quando o gerador de pulsos recebe sinais dos eletrodos que correspondem a um ritmo 
ventricular de taquicardia ou fibrilação, ele irá aplicar um choque através dos eletrodos 
implantados no coração para parar o ritmo alterado. 
 
 
IMPLANTAÇÃO DE CDI 
 
Os tipos mais modernos já possuem um dispositivo que 
interage com o aparelho e através do telefone celular, 
comunica ao médico, via satélite, se há alguma alteração 
importante no funcionamento. Desta forma, o paciente, em 
qualquer lugar do mundo, pode tomar as providências 
necessárias. 
 
INTERFERÊNCIAS COM DISPOSITIVOS 
 
 Descargas de Cardiodesfibrilador Implantado (CDI) podem ser sentidas pelo socorrista, 
entretanto as chances de lesão são extremamente remotas. 
 A maioria dos CDI recarregará e aplicará o choque dentro de 20 a 30 segundos. 
 Se houver interferência na análise do DEA, siga suas instruções e reinicie a RCP. 
 
DIRETRIZ AHA–2010 – DISPOSITIVOS TÓRAX 
 
Diretrizes da American Heart 2010 sobre posição de eletrodos e interferências de dispositivos 
implantados no tórax. 
 As posições anteroposterior e anterolateral são, geralmente, aceitas em pacientes com marca-
passos e desfibriladores implantados. Em pacientes com desfibriladores cardioversores ou 
marca-passos implantados, a colocação das pás adesivas ou pás manuais não deve retardar a 
desfibrilação. Convém evitar colocar as pás adesivas ou pás manuais diretamente sobre o 
dispositivo implantado. 
 Existe a possibilidade de o marca-passo ou o desfibrilador cardioversor implantado funcionar 
incorretamente após a desfibrilação quando as pás são colocadas muito próximas do 
dispositivo. Um estudo com cardioversão demonstrou que posicionar as pás com pelo menos 8 
cm de distancia do 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 97 
 
 
 
dispositivo não danifica a estimulação, o sensor, nem a captura do dispositivo. Os picos dos marca-
passos com estimulação unipolar podem confundir o software do DEA e impedir a detecção de 
Fibrilação Ventricular (e, por conseguinte, a administração do choque). A principal mensagem para 
os socorristas e que a preocupação com o posicionamento preciso das pás adesivas ou pás manuais 
em relação a um dispositivo medico implantado não deve retardar a tentativa de desfibrilação. 
 
INTERFERÊNCIA COM DISPOSITIVOS 
 
Em resumo, deve-se evitar colocar as pás dos 
desfibriladores sobre a unidade geradora do dispositivo 
implantado. Desfibrilação direta sobre um aparelho 
implantado pode bloquear uma parte da corrente de 
desfibrilação e, possivelmente, comprometer o 
programa, desativar ou danificar o dispositivoimplantado. 
Podem haver queimaduras endocárdicas que provocam 
aumento do limitar do ritmo e perda de captura do 
marcapasso. 
A disposição ideal das pás do desfibrilador é anterior-posterior. 
 
POSIÇÃO ANTERO-POSTERIOR 
 
O eletrodo que normalmente é aplicado na 
região média axilar será aplicado no centro do 
tórax lateralmente ao mamilo esquerdo. O 
outro eletrodo será aplicado entre as escápulas, 
paralelamente á esquerda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 98 
 
 
TÉCNICA DE APLICAÇÃO 
 
 
DESFIBRILAÇÃO PEDIÁTRICA 
 
Apresentarei as principais características relativas ao uso do DEA em vítimas com idade inferior a 8 
anos ou 25 kg de peso corporal. 
 
DESFIBRILAÇÃO PEDIÁTRICA – CARGAS 
 
Os DEA estão programados para administrar cargas pré-definidas para pacientes adultos ou 
pediátricos. Não é possível mudar a carga a ser administrada. 
 
 Em pacientes pediátricos, a carga ideal de desfibrilação não é conhecida. Os dados sobre a carga 
eficaz mínima ou o limite superior para desfibrilação segura são limitados. Uma carga de 2 a 4 
J/kg pode ser usada para a energia de desfibrilação inicial; porém, para facilitar o treinamento, 
pode-se considerar uma carga inicial de 2 J/kg. Para os choques subsequentes, os níveis de 
energia devem ser de, no mínimo, 4 J/kg, podendo ser considerados níveis de energia mais altos, 
desde que não excedam 10 J/kg ou a carga máxima para adultos. 
 Ha insuficiência de dados para implementar uma alteração substancial nas atuais cargas 
recomendadas para a desfibrilação pediátrica. Cargas iniciais de 2 J/kg, com formas de onda 
monofásicas, são eficazes na solução de 18% a 50% dos casos de Fibrilação Ventricular (FV) e não 
há evidência suficiente para comparar o êxito de cargas mais altas. A literatura de casos 
documenta desfibrilações bem-sucedidas com cargas de ate 9 J/kg sem efeitos adversos 
detectados. São necessários mais dados. 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 99 
 
 
EQUIPAMENTOS – USO PEDIÁTRICO 
 
Dois modelos de DEA de fabricantes distintos e com forma de funcionamento diferentes. Ambos 
aplicam cargas reduzidas para o paciente pediátrico. 
 
 
 
ELETRODO COM ATENUADOR DE CARGA 
 
O choque liberado pelo DEA é a carga máxima prevista para 
o aparelho. Ao passar pelo atenuador de carga do eletrodo 
pediátrico o choque (150 joules) é reduzido para 50 joules. 
ELETRODOS – CRIANÇA 
 
Se os eletrodos para crianças não estiverem disponíveis, 
ou se a criança aparentar ter mais idade ou ser mais 
pesada, use os eletrodos de desfibrilação para adultos. A 
posição recomendada é antero-posterior, conforme 
ilustração. 
Os pesquisadores concluíram que esta posição das pás 
quando utilizado em pacientes pediátricos apresenta 
elevados índices de sensibilidade e especificidade. 
Se o paciente aparentar ter menos de 8 anos de idade ou 
pesar menos que 25 kg, use os eletrodos de desfibrilação 
pediátrico de energia reduzida para crianças, se 
disponíveis. 
 
NÃO ATRASE O TRATAMENTO PARA DETERMINAR A 
IDADE OU O PESO EXATO DA CRIANÇA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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DEFINIÇÃO – ADULTO / CRIANÇA 
 
Ás vezes, pelo tamanho e condições físicas da vítima 
(franzino, por ex.) fica difícil determinar se é um adulto ou 
criança! Que devo fazer neste caso? 
 
Somente há uma resposta possível para sua pergunta! 
A sua decisão tem que ser imediata, então use a lógica: 
 Na dúvida utilize sempre o eletrodo ADULTO, pois do 
contrário, se usar um eletrodo pediátrico num adulto 
não terá eficácia, mas se usar eletrodo adulto em 
ambas as vítimas estará seguindo as recomendações 
da American Heart Association. 
 
INDISPONIBILIDADE DE PÁ PEDIÁTRICA 
E se eu não tiver como aplicar uma carga pediátrica numa 
criança ou bebê? Que devo fazer? 
 
Respondo-lhe baseado nas Diretrizes da AHA 2010 que estabelece: 
 Na tentativa de desfibrilação em crianças de 1 a 8 anos de idade com um DEA, o socorrista deve 
usar um sistema atenuador de carga pediátrico, se disponível. 
 Se o socorrista aplicar a ressuscitação cardiopulmonar contra a parada cardíaca em uma criança 
e não houver um DEA com sistema atenuador pediátrico, deve-se usar um DEA padrão. 
 
 
TÉCNICA DE APLICAÇÃO EM CRIANÇAS 
 
Observe o modelo de eletrodo 
que estiver utilizando. Caso 
disponha somente de eletrodo 
adulto para tratar uma criança 
em parada cardíaca, utilize a 
forma de aplicação demonstrada 
abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TÉCNICA DE APLICAÇÃO EM BEBÊS 
 
Observe o modelo de eletrodo que estiver utilizando. Caso disponha somente de eletrodo adulto 
para tratar um bebê em parada cardíaca, utilize a forma de aplicação demonstrada abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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USO DE DESFIBRILADOR EXTERNO AUTOMÁTICO EM DUPLA DE SOCORRISTAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. USO DO DEA EM ADULTO – SOCORRISTA EM DUPLA 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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1. APLICAÇÃO DE ELETRODOS NA VÍTIMA COM MARCA PASSO CARDÍACO: 
1. Utilize como 1ª 
opção a posição 
antero posterior; 
2. Minimize a 
interrupção da 
RCP para a 
movimentação e 
aplicação dos 
eletrodos. 
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2. APLICAÇÃO DE ELETRODOS NA VÍTIMA CRIANÇA: 
3. APLICAÇÃO DE ELETRODOS NA VÍTIMA BEBÊ: 
1. Interrompa a RCP em ambos os casos, mas minimize a 
interrupção para a movimentação e aplicação dos eletrodos; 
2. Prepare o tórax e dorso da vítima, secando se necessário; 
3. Aplique os eletrodos na posição antero posterior e conforme 
recomendação do fabricante.. 
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Lição 5
PARTO 
 
 
OBJETIVOS: 
 
Proporcionar aos participantes conhecimentos e habilidades que os capacitem a: 
1. Demonstrar o atendimento à parturiente antes, durante e após o trabalho de parto; 
2. Demonstrar os cuidados com o recém-nascido; 
3. Demonstrar, em um manequim, as formas adequadas de transporte às vítimas que pela 
sua condição exijam Transporte Imediato, tais como: prolapso de cordão ou de membro, 
hemorragia no pré ou pós-parto, feto em apresentação diversa da cefálica.RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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ANATOMIA DA MULHER GRÁVIDA 
 
1. Feto: ser que está se desenvolvendo e crescendo dentro do 
útero; 
2. Útero: órgão muscular dentro do qual desenvolve o feto. 
Durante suas contrações, empurra o feto para o canal de 
parto; 
3. Colo uterino: extremidade inferior do útero que se dilata 
permitindo que o feto entre na vagina; 
4. Vagina: canal por onde o feto é conduzido para o 
nascimento; 
5. Saco aminiótico: estrutura sacular que se forma no interior 
do útero é constituído por uma membrana que envolve o feto 
e o líquido amniótico; 
 
 
6. Líquido aminiótico: líquido presente dentro do saco amniótico; sua função é manter a 
temperatura do feto e protegê-lo de impactos. Durante o parto concorre para formar a bolsa das 
águas e lubrificar o canal do parto após a ruptura das membranas. Sua cor normal é clara (branco 
opalescente); quando está ocorrendo hipóxia e sofrimento fetal, este líquido torna-se 
esverdeado (mecônio); 
7. Placenta: órgão especial, formado durante a gravidez, constituída por tecidos materno e fetal, 
permitindo a troca de nutrientes entre a mãe e o feto. Normalmente expelido ao final do trabalho 
de parto. Tem formato discoidal ou ovular, com 15 a 20 cm de diâmetro, com aproximadamente 3 
cm de espessura e 500 g de peso, na gravidez de termo; e 
8. cordão umbilical: estrutura constituída por vasos sangüíneos (duas artérias e uma veia) através 
da qual o feto se une a placenta, seu comprimento varia em média 55 cm. 
 
EVOLUÇÃO DO FETO DURANTE A GRAVIDEZ 
 
Durante as primeiras 
8 semanas de 
gestação, o bebê é 
um embrião. O 
coração e os pulmões 
começam a se formar. 
O coração começa a 
bater no 25º dia. O 
tubo neural, que se 
converte no cérebro e 
na 
 
 
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medula espinhal, começa a de formar. No final do primeiro mês, o embrião mede aproximadamente 
9 mm e pesa 0,5 g. 
 
 
 
 
EVOLUÇÃO DO FETO MÊS A MÊS 
 
 
 
PRIMEIRO MÊS DE GRAVIDEZ 
 
O óvulo fertilizado é já um embrião composto por duas pequenas células que se dividem muito 
rapidamente. Três dias após a fertilização o embrião tem entre 16 e 23 células. No quarto dia já é 
composto por 100 células. O embrião passa pela trompa de Falópio em busca da segurança do útero 
e, seis dias depois da fertilização, adere-se ao endométrio, produzindo-se a implantação. 
É difícil conhecer o dia exacto da implantação, logo, o primeiro dia da última menstruação é 
considerado como o primeiro dia de gravidez. 
Ao fim da quarta semana de gravidez o embrião assemelha-se a um pequeno disco circular de 
aproximadamente 2,5 mm de diâmetro. 
 
SEGUNDO MÊS DE GRAVIDEZ 
 
Durante o segundo mês de gravidez três camadas de células, que darão origem a todos os tecidos do 
futuro bebé, são formadas. A medula espinhal, o cérebro, o coração, os intestinos e a pele são 
formados nesta fase. Os olhos, as orelhas, o nariz, o lábio superior e os membros começam, 
igualmente, a desenvolverem-se. 
 
TERCEIRO MÊS DE GRAVIDEZ 
 
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No terceiro mês de gravidez há a finalização do período embrionário e o início do período fetal. 
Assim, o embrião passa a chamar-se de feto. O futuro bebé já possui todos os seus órgãos mas estes 
ainda não estão completamente desenvolvidos. Nesta fase o feto tem cerca de 8,5 cm de 
comprimento e pesa entre 15 e 20 gramas. Durante este mês ocorre a formação dos órgãos genitais 
masculinos e femininos. 
Apesar de este mexer-se vigorosamente ainda não é possível sentir o bebé. No terceiro mês de 
gestação o bebé já dá pontapés, abre e fecha os punhos, roda os calcanhares e pulsos e faz alguns 
movimentos faciais. 
QUARTO MÊS DE GRAVIDEZ 
 
Ao quarto mês de gestação os olhos do bebé são enormes e estão cerrados. O feto tem, nesta fase, 
aproximadamente 15cm e pesa, em média, 170 gramas. É possível que a mãe sinta o bebé pela 
primeira vez durante este mês. É, ainda, durante este período da gestação que as cordas vocais do 
bebé são formadas. Contudo, o bebé só utilizará essas cordas vocais após o seu nascimento. 
 
QUINTO MÊS DE GRAVIDEZ 
 
Durante o quinto mês de gravidez há uma intensificação do desenvolvimento dos órgãos internos do 
feto. As cavidades cardíacas já estão delimitadas e o coração do bebé bate com força. 
Por vezes, quando a mãe deita-se, é possível que o bebé mexa-se muito. Isto acontece porque o feto 
pode mover-se com mais facilidade quando a futura mãe está deitada. Quando a futura mãe está de 
pé, o feto encaixa-se na pélvis e mexe-se menos, parecendo adormecido. 
 
SEXTO MÊS DE GRAVIDEZ 
 
No sexto mês de gravidez o bebé já abre os olhos, apesar de apenas ser capaz de perceber a luz, e já 
tem cabelo, pestanas e sobrancelhas. Mede de entre 27 a 32 cm. O comprimento do cordão 
umbilical permite que o bebé movimente-se dentro do saco amniótico em que se encontra. Estas 
movimentações são facilitadas pela formação dos músculos. 
No sexto mês o bebé começa a adoptar um padrão de actividade e sono determinado, responde a 
ruídos fortes e mexe-se muito. 
 
SÉTIMO MÊS DE GRAVIDEZ 
 
Durante o sétimo mês de gestação há o desenvolvimento completo dos pulmões, e a ossificação dos 
tecidos dos ossos. O bebé perde a sua cor transparente devido a pigmentação e fortalecimento da 
pele. Ao longo deste mês o bebé começa a acumular gordura no seu corpo. Isto é essencial para que 
possa regular a sua temperatura corporal de forma autónoma depois do seu nascimento. O feto 
cresce atá aos 38 cm e, devido ao aumento do seu peso e tamanho, há uma diminuição dos seus 
movimentos. 
 
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OITAVO MÊS DE GRAVIDEZ 
 
No oitavo mês de gravidez o peso do bebé aumenta consideravelmente e este ocupa quase todo o 
útero. O seu cérebro continua a desenvolver-se e há a formação dos neurónios olfactivos que 
permitem que o bebé sinta odores fortes. Neste mês o bebé cresce até aos, aproximadamente, 42 
cm e os seus movimentos são vigorosos. 
 
 
NONO MÊS DE GRAVIDEZ 
 
Ao nono mês de gestação o estômago e intestino do bebé já funcionam e, graças as células 
gordurosas, a sua pele é mais suave. O crescimento do bebé atinge os 46 cm e é provável que desça, 
de cabeça para baixo, até a pélvis. Quando o bebé encaixa-se na pélvis os seus movimentos 
diminuem e a mãe não o sentirá tão frequentemente. 
Perto do fim do nono mês de gravidez os órgãos do bebé já podem funcionar autonomamente, as 
suas unhas são compridas e o seu tamanho é de aproximadamente, 51cm. Neste momento, o bebé 
está preparado para o seu nascimento. 
 
FASES DO TRABALHO DE PARTO NORMAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
A cabeça fetal insinua-se na 
pelve, 15 dias antes do parto na 
primigesta e, 
concomitantemente, ao parto, 
na multigesta. 
No 1º estágio do parto (período 
de latência) as contrações são 
de intensidade variada. A bolsa 
amniótica pode ou não romper-
se nesse estágio e a dilatação se 
inicia. 
Após a descida e rotação da 
cabeça, o feto posiciona o sub-
occipício abaixo do púbis. 
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APRESENTAÇÃO FETAL 
 
O termo"apresentação fetal" refere-se à parte do corpo do seu 
bebê que está mais próxima do canal do parto. Na maioria das 
gestações de nove meses, o bebê está posicionado de cabeça 
para baixo, ou POSIÇÃO CEFÁLICA, no útero. 
Durante a gestação o bebê pode mudar de posição várias vezes, e 
na maioria dos casos a gravidez termina com ele em posição 
cefálica, que é a ideal para o nascimento (a isso é normal chamar 
de “cambalhota” final). 
 
 
 
 
 
 
 
Surge a cabeça, que se libera 
por deflexão. Uma incisão 
cirúrgica (episiotomia) 
geralmente é necessária para 
ampliar o canal de parto, mas 
somente é feita no hospital. 
Liberando as espáduas. A 
espádua anterior se apóia sob o 
púbis, o feto se eleva e 
desprende a espádua posterior; 
nesse momento ele se abaixa e 
desprende a outra espádua. 
O útero exibe contração de 
maior intensidade e duração, 
porém, indolores, para ocorrer 
o desprendimento da placenta. 
A seguir, a placenta é expelida. Placenta e cordão umbilical. 
 
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APRESENTAÇÕES ANÔMALAS DO FETO 
 
A apresentação pélvica incompleta pode ser modo nádegas (o 
bebê está com as coxas dobradas mas as pernas esticadas para 
cima), modo joelhos (as coxas estão estendidas e as pernas 
dobradas para trás) ou modo pés (o bebê está totalmente em pé 
dentro do útero, muito rara, mais presente em prematuros). 
Alguns fatores que podem influenciar para o bebê não dar 
 ”cambalhota” final e ficar cefálico são: prematuridade, 
alterações da implantação da placenta, redução ou aumento 
anormais do volume do líquido amniótico, cordão umbilical 
enrolado no bebê, anomalias da forma do útero ou do feto. 
 
Quando o bebê está transversso, no momento do parto o 
médico pode optar por fazer algumas manobras para alterar a 
posição, ou optar por realizar uma cesareana que é o mais 
provável. 
Quando a apresentação é pélvica completa ou incompleta modo 
nádegas, o parto vaginal é possível, apesar de haver maiores 
probabilidades de complicações. 
 
AVALIAÇÃO INICIAL DA GESTANTE 
 
A avaliação inicial de uma gestante é idêntica a 
todas as vítimas. Avaliados e corrigidos os 
problemas que ameaçam a vida de imediato, 
deverá o socorrista realizar uma entrevista com a 
parturiente, extraindo o maior número de dados 
possíveis, concomitantemente com a verificação 
dos sinais vitais. 
 
ENTREVISTA 
1. Identificar-se como socorrista habilitado para prestar o socorro; 
2. Perguntar o nome e a idade da gestante; 
3. Perguntar se é o primeiro filho? Se for primigesta, o trabalho de parto será mais duradouro. O 
tempo de trabalho de parto será mais curto a cada parto subsequente; 
4. Realizou exame pré-natal? Onde? Quais as observações médicas a respeito? Há alguma 
complicação prevista?; 
5. A que horas iniciaram-se as contrações?; 
6. Qual o intervalo entre as contrações? (freqüência); 
7. Qual a intensidade das contrações? (tempo de duração); 
 
 
 
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8. Houve a ruptura da bolsa amniótica? (perda de líquido); 
9. Aspecto do líquido perdido (coloração, consistência); 
10. Avaliar a queixa da vítima, se existente, de forte vontade de evacuar, ou de que sente o bebê 
saindo pela vagina. 
 
COM BASE NOS DADOS ACIMA O SOCORRISTA DECIDIRÁ PELA INSPEÇÃO FÍSICA VISUAL DA 
GESTANTE 
 
IMPORTANTE 
 
O socorrista só tomará a iniciativa de inspecionar a 
região genital da gestante quando houver indicações 
claras de que o parto será iminente ou quando 
houver indícios de complicações do trabalho de 
parto previstas no Protocolo de Atendimento Pré-
hospitalar, tais como: prolapso de cordão ou de 
membro, hemorragias, entre outros. 
Informará previamente a gestante sobre a 
necessidade do procedimento e adotará todas as 
medidas necessárias para assegurar sua privacidade. 
Permanecerá no recinto o Líder da Equipe e seu 
auxiliar, a parturiente e um acompanhante, 
preferencialmente do sexo feminino. 
 
NÃO TOQUE A REGIÃO GENITAL DA GESTANTE DURANTE O EXAME FÍSICO 
SINAIS DE PARTO IMINENTE 
 
1. Presença de contrações uterinas de forte intensidade e freqüentes: 5 contrações no intervalo de 
10 minutos com duração acima de 40 seg cada contração; 
2. Sensação intensa de evacuar; 
3. Visualização da cabeça do bebê no canal do nascimento (coroamento). 
 
IMPORTANTE 
 
Não permita que a parturiente vá ao sanitário. 
Não impeça, retarde ou acelere o processo de nascimento. 
O trabalho de parto é um processo lento que pode durar horas, não se restringindo apenas ao 
nascimento. 
 
ASSISTÊNCIA AO PARTO 
PREPARAÇÃO DA PARTURIENTE 
 
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O socorrista ao avaliar a vítima e constatar a necessidade de dar assistência ao parto no próprio local 
deverá adotar as providências listadas abaixo: 
1. Informe à parturiente ou ao seu responsável que o parto será iminente; 
2. Nos casos em que não houver tempo para transportar ao hospital, obtenha autorização da 
parturiente ou de seu responsável para assisti-lo na própria residência; 
3. Demonstre tranqüilidade informando-lhes que a equipe está habilitada a prestar a assistência ao 
parto e que dispõem de materiais e equipamentos adequados para isso; 
4. Assegure a privacidade da parturiente e escolha um local apropriado; 
5. Mantenha, sempre que possível, um familiar junto da parturiente durante todo o atendimento; 
6. Prepare o local onde a parturiente será posicionada. Dê preferência à superfície plana (cama) e 
cujo colchão não permita o afundamento do quadril; 
7. Solicite à parturiente que remova as roupas que 
possam impedir o nascimento, sem expô-la 
demasiadamente; 
8. Solicite à parturiente que se deite; mantenha-se 
em posição ginecológica (joelhos flexionados e bem 
separados, e os pés apoiados sobre a superfície que 
está deitada); Traga-a para a parte inferior da cama. 
9. Coloque algo (uma almofada ou um cobertor 
dobrado) debaixo do ombro da mãe para manter o 
tórax ligeiramente elevado; 
10. Faça anti-sepsia da região genital e coxa da 
parturiente, com água e sabão ou gaze e soro 
fisiológico; 
 
11.Utilize lençóis descartáveis ou toalhas limpas abaixo das nádegas, sobre as coxas e sobre o 
abdômen da parturiente, logo acima do umbigo; 
12.Cubra o ânus da parturiente com uma dobra de lençol limpo ou gaze para evitar que secreções 
(fezes) eliminadas durante as contrações contaminem o recém-nascido; 
 
 
13.Oriente-a para respirar fundo, prender a 
respiração, aproximar o queixo do tórax e fazer 
força para baixo para expulsar o feto durante as 
contrações; 
 (TÉCNICA DA PRENSA ABDOMINAL - eleva de 
80 para 160 mmhg a força de contração 
uterina). 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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14.Disponha os materiais do Kit de Parto 
próximo da parturiente; em seguida prepare o 
local para a recepção do RN; 
15.Despreze as luvas de procedimentos 
utilizadas na preparação da gestante e na 
disposição dos materiais. Calce luvas estéreis; 
16.Os socorristas que tiverem contato direto 
com o RN deverão estar devidamente 
protegidos (máscara facial, óculos de proteção, 
avental de mangas longas e luvas estéreis); 
17.Durante o período entre as contrações oriente a parturiente para respirar lentae 
profundamente, visto que dispõe de uma fonte de oxigênio, por máscara. 
 
AMPARO E RECEPÇÃO DO RECÉM-NASCIDO (RN) 
 
1. Durante a expulsão do RN, apóie sua cabeça, colocando a mão logo abaixo da mesma com os 
dedos bem separados. Apenas sustente o segmento cefálico, ajudando com a outra mão. Não tente 
puxá-lo; com os dedos em forma de gancho apóie a nuca e a mandíbula; 
 
 
2. Se o parto for expulsivo (a cabeça sai com violência), ampare com uma das mãos a cabeça do RN, 
e com os dedos da mão inferior apóie o períneo para evitar distensão brusca desta região; 
 
3. Em geral, a cabeça do RN apresenta-se com 
a face voltada para baixo e logo gira para a 
direita ou à esquerda. Guie cuidadosamente a 
cabeça para baixo, sem forçá-la, facilitando 
assim a liberação do ombro superior, em 
 
 
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seguida guie ligeiramente para cima, facilitando 
a saída de todo o corpo; 
4. Com os dedos indicador e médio das duas mãos, em forma de “V”, pegar a cabeça pela mandíbula 
e região da base do crânio, tomando o cuidado de não pressionar o pescoço do RN; 
5. Com uma das mãos, apóie a cabeça; 
6. A outra mão escorrega pelo dorso e segura as pernas do RN, mantendo-o numa superfície, no 
meso nível da mãe. 
7. 1ª MEDIDA AO NASCER: ENVOLVER O RN IMEDIATAMENTE COM LENÇÓL PARA PREVENIR A 
HIPOTERMIA NO RN 
8. Lembre-se de anotar a hora exata do nascimento e registre-a no Relatório. 
9. TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR DO RECÉM-NASCIDO 
 
1. Limpe a face do RN com gaze estéril a fim de remover as 
secreções; 
___________________________________________________
_____ 
2. Utilize a pêra, para aspiração, com o cuidado adequado para 
evitar lesão nas mucosas. Caso não disponha de uma 
equipamento adequado, ASSOE O NARIZ do bebê com seus 
dedos enluvados para remover as secreções.; 
 
Lembre-se: quando se estimula a narina de um RN ocorre um reflexo inspiratório, portanto, a fim de 
evitar aspiração de secreções, ASPIRE PRIMEIRO A BOCA DO RN, posteriormente aspire as narinas. 
 
 
 
 
 
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3. Avalie a respiração do bebê. 
 
Se o bebê não chora, estimule-o massageando com os dedos em movimentos circulares na região do 
dorso ou dê-lhe “tapinhas” com o dedo indicador na planta dos pés. 
 
 
 
Lembre-se: 
Estimulações sucessivas geram reflexo vagal e podem produzir bradicardia severa no RN. 
Na ausência dos sinais vitais inicie imediatamente a reanimação cardiopulmonar. 
__________________________________________________________________ 
4. Se necessário, Administre oxigênio, por máscara, 10 l/m, mantendo a máscara apropriada 
afastada cerca de 5 cm da face do RN; 
5. Em geral, se o RN a ermo (nascido no tempo nomral e sem complicações) nasce chorando 
fortemente e com coloração rosada e boa atividade motora, se dispensa a utilização de oxigênio. 
Se houver sinais de insuficiência respiratória como choro fraco ou inexistente, cianose 
persistente, letargia nos movimentos e outras complicações, será necessária a suplementação de 
oxigênio com máscara ou, até mesmo, a instituição de assistência ventilatória com reanimador 
manual. 
 
6. NÃO DIRIJA O JATO PARA OS OLHOS DO RN, POIS PODE PRODUZIR LESÃO. 
7. Faça uma tenda ao redor da cabeça do RN com pregas do lençol ou cobertor térmico e 
mantenha o fluxo de oxigênio nesta área; 
 
8. Permaneça com o bebê no mesmo nível da mãe até o corte do cordão umbilical. 
 
 
 
 
 
 
 
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CORDÃO UMBILICAL 
É um longo cordão constituído por 2 artérias e 
uma veia além de um material gelatinoso 
(substância/geleia de Wharton). Além da garantia de 
nutrientes, é responsável pela troca gasosa que é feita 
da seguinte maneira: o sangue que chega pela veia 
cava inferior (sangue oxigenado que veio da placenta) 
cai no átrio direito e daí diretamente para o átrio 
esquerdo através do forame oval, ou seja, ele não 
passa pelo ventrículo direito. Este sangue, vai para o 
ventrículo esquerdo que se responsabiliza de bombear 
para os vasos da cabeça e membros superiores. 
 
O sangue, pouco oxigenado, que retorna da cabeça e membros superiores chega através da veia 
cava superior no átrio direito e pela válvula tricúspide cai finalmente no ventrículo direito depois 
segue em direção à artéria pulmonar, porém, ao invés de se dirigir aos pulmões (que ainda não 
está em funcionamento) este sangue deságua na aorta descendente, caindo, por fim, nas artérias 
umbilicais seguindo para a placenta para ser oxigenado e recomeçar o ciclo. 
Resumindo, ao contrário do normal, a veia umbilical transporta sangue rico 
em oxigênioproveniente da placenta e as artérias carregam sangue pobre em oxigênio. Assim, já 
que os pulmões do feto não estão em funcionamento, a placenta é que fica responsável em fazer o 
papel deles. 
O cordão ainda é formado a partir do saco amniótico (forma o epitélio do cordão), 
do alantoide (forma a veia e as artérias umbilicais) e da vesícula vitelínica. O feto fica dentro de uma 
bolsa cheia de líquido amniótico. 
No endotélio e subendotélio da veia do cordão umbilical podem ser encontradas células-tronco 
mesenquimais. Essas células multipotentes ainda não têm sua função definida e por um processo de 
diferenciação (ainda não bem definido )podem se transformar em outras células do corpo. 
 
CORTE DO CORDÃO UMBILICAL 
 
 Um novo estudo mostra que cortar o cordão umbilical do bebê, pelo menos um minuto após o 
nascimento, aumenta o estoque de ferro e o nível de hemoglobina do bebê sem trazer riscos para a 
mãe. 
Recém-nascidos que tiveram esse corte “tardio” apresentaram um nível de hemoglobina maior 
entre 24 e 48 horas depois do parto e ficaram menos vulneráveis à deficiência de ferro entre três e 
seis meses de vida, segundo o estudo publicado esta semana no Banco de Dados Cochrane de 
Revisões Sistemáticas. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Art%C3%A9ria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Veia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sangue
https://pt.wikipedia.org/wiki/Placenta
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forame
https://pt.wikipedia.org/wiki/Oxig%C3%AAnio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Epit%C3%A9lio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alantoide
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ves%C3%ADcula_vitel%C3%ADnica
https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADquido_amni%C3%B3tico
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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A análise mostra que o atraso no corte do cordão umbilical permite que mais sangue seja passado 
da placenta e isto aumenta a imunidade do bebê. O peso do nascimento também foi 
significativamente alto na avaliação do grupo de corte tardio, em parte porque os bebês receberam 
mais sangue das mães. 
O procedimento não aumentou o risco de hemorragia pós-parto, perda de sangue, nem reduziu os 
níveis de hemoglobina nas mães. 
A Organização Mundial de Saúde recomenda o corte do cordão umbilical depois de um a três 
minutos, para aumentar o nível de ferro no bebê. Eventualmente o atraso no corte do cordão pode 
levar à icterícia, causado por problemas do fígado ou pelo excesso de perda de glóbulos vermelhos, 
alerta a OMS. Um comitê do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, no entanto, afirma 
que a icterícia não é uma razãopara que a prática seja deixada de lado. 
CLAMPEAMENTO E SECÇÃO DO CORDÃO UMBILICAL 
Em geral, o tempo que se leva para tratar a Via Aérea e a Ventilação do RN, tais como efetuar a 
limpeza da face, remoção das secreções da boca e nariz, estimulação do RN, oxigenação e 
prevenção da hipotermia já superam 1 minuto de retardamento no corte do cordão umbilical. 
Desse modo, a recomendação é “NÃO TER PRESSA DE EFETUAR O CORTE DO CORDÃO”. No 
entanto, execute esta etapa dentro do tempo de 1 a 3 minutos como estabelecido pelas 
recomendações do estudo acima descrito. 
ATENÇÃO! 
A checagem de pulso no momento do nascimento pode ser feita pela pulsação do cordão umbilical 
ou pelo pulso braquial. 
1. Disponha os grampos (clamps) no cordão da seguinte forma: o primeiro grampo a 
cerca de 17 cm do bebê (8 dedos) e o segundo grampo 4 cm (2 dedos) após o 
primeiro. Seccione entre eles. 
 
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4. Avalie o RN e procure por alterações, tais como: possíveis lesões durante o parto, lábio leporino 
e fenda palatina, ânus imperfurado, mau formação congênita de extremidades. 
5. Apresente o RN à mãe, permita que a mãe visualize a região 
genital do RN, decline o sexo (homem-mulher), declare as condições 
atuais do RN. Avalie a receptividade da parturiente ao RN. 
6. Cubra por definitivo o RN; 
7. Identifique na pulseira do KIT de Parto ou com esparadrapo 
sobre o cobertor térmico com os seguintes dados: filiação materna 
(Exemplo: RN de Maria do Carmo Soares), data e hora do 
nascimento, local do nascimento e prefixo da Unidade de Resgate; 
6.. Monitore-o constantemente. 
 
PROCEDIMENTOS NO PARTO SEM MATERIAL ESTERILIZADO 
 
Em determinadas situações poderá não dispor de um KIT de Parto com todos os materiais 
adequados para a recepção do RN e um BISTURI para o corte seguro do cordão umbilical. Neste 
caso, siga as recomendações abaixo: 
 
2. Utilizando o bisturi estéril do kit obstétrico, 
seccione o cordão na linha média entre os 
grampos. Utilize o bisturi de baixo para cima, 
evitando que o sangue que esteja represado 
entre os clamps o atinja em jato; 
3. Se após o corte do cordão umbilical ocorrer 
sangramento contínuo, coloque outro clamps 
junto ao anterior; 
4. Envolva o coto umbilical com GAZE ESTÉRIL 
SECA; 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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1. Aplique apenas os “clamps”, se disponíveis, ou faça um cordão com gaze estéril seca e aplique 
torniquetes (amarre firmemente) nos locais indicados para os grampos umbilicais; 
2. Não havendo a possibilidade de clampeamento ou torniquete, mantenha o bebê SEMPRE no mesmo 
nível da mãe enquanto se aguarda a dequitação da placenta. Havendo a dequitação da placenta, envolva-
a em material limpo, preferencialmente estéril, e a mantenha elevada cerca de 30 cm acima do nível do 
bebê. Isto evita a ocorrência de sangramento do bebê para a placenta; 
3. NUNCA AGUARDE A DEQUITAÇÃO DA PLACENTA PARA EFETUAR O TRANPSORTE AO HOSPITAL. O 
TRANPSORTE DE UM RN EM SITUAÇÃO DE PARTO EXYRA-HOSPITALAR DEVE SER IMEDIATO. 
 
JUSTIFICATIVA: Não havendo material esterilizado o corte do cordão umbilical não deve ser executado, 
evitando-se sua infecção (o principal risco é o tétano). O posicionamento no mesmo nível da mãe tem o 
objetivo de evitar hipovolemia ou hipervolemia no feto, caso o bebê seja posicionado, respectivamente, 
acima ou abaixo daquele nível antes da secção do cordão e de que este pare de pulsar. O clampeamento e 
ou torniquete visa evitar deslocamento de trombos do cordão em direção à circulação do RN. 
 
CUIDADOS NO PÓS-PARTO 
 
Inclui os cuidados com a expulsão da placenta, controle do sangramento vaginal e a estabilização e 
conforto da parturiente. 
 
1. DEQUITAÇÃO DA PLACENTA: 
 
a. Havendo a expulsão espontânea da placenta examine-a e 
guarde-a em um saco plástico apropriado para posterior 
avaliação pelo médico; 
b. Não remova o clamp; 
c. Não tracione o cordão umbilical durante a dequitação. 
 
 
2. CONTROLE DO SANGRAMENTO VAGINAL: 
 
a. Utilize um absorvente higiênico ou material similar (compressa algodoada de gaze estéril); 
b. Coloque o absorvente higiênico na abertura da vagina; 
c. Oriente para que a parturiente abaixe as pernas e mantenha-as juntas sem apertá-las; 
 
d. Apalpe e massageie o abdômen da parturiente, abaixo 
do umbigo, à direita, fazendo movimentos circulares, com o 
objetivo de estimular a contração uterina (formação do 
Globo de Segurança de Pinard) e conseqüentemente a 
diminuição da hemorragia. Sinta o útero contraído; 
e. Tranqüilize a mãe fazendo-a sentir o melhor possível; 
 
 
Controle de
hemorragia
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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f. Se houver sangramento vaginal persistente no pós-
parto, adote cuidados para o controle da hemorragia e 
previna o ESTADO DE CHOQUE. 
 
TRANSPORTE IMEDIATAMENTE AO HOSPITAL DE REFERÊNCIA DA 
REGIÃO. 
 
IMPORTANTE 
 
Se a placenta não sair íntegra ou houver algum distúrbio que impeça a contração uterina (formação do 
Globo de Segurança de Pinard), poderá ocorrer hemorragia intensa com a possibilidade de evoluir para o 
estado de choque. 
Estes casos exigem intervenção obstétrica imediata. 
Conduza imediatamente a mãe para assistência hospitalar após adotar as medidas preventivas para 
diminuição de hemorragias e prevenção do choque. 
 
PARTOS MÚLTIPLOS 
GÊMEOS UNIVITELINOS E BIVITELINOS 
A gravidez de gêmeos univitelinos é aquela na qual os gêmeos são idênticos e partilham a mesma 
informação genética, possuindo somente ligeiras diferenças um do outro, como a impressão digital, por 
exemplo. Neste caso, o óvulo foi fecundado por apenas um espermatozoide e o ovo formado se divide 
em dois. 
Já a gravidez de gêmeos bivitelinos é aquela na qual os gêmeos são diferentes, podendo ser um menino 
e uma menina. Neste caso, houve maturação de 2 óvulos que foram fecundados por 2 espermatozoides 
diferentes. 
 
Depois que o 1º bebê nascer, começam novamente as contrações do trabalho de parto. O procedimento 
para o nascimento do 2º bebê é o mesmo com relação à parturiente e o 1º bebê. Clampeie sempre o 
cordão umbilical do 1º bebê antes do nascimento do segundo. 
 
 
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TRANSPORTE DE GESTANTE 
 
GESTANTE COM CONTRAÇÕES UTERINAS, SEM SINAIS DE PARTO IMINENTE 
(Não se enquadra nas situações de Transporte Imediato, no entanto, requer forma adequada de 
transporte). 
 
FORMA DE TRANSPORTE 
• Posicione a paciente em decúbito lateral esquerdo ou em DDH com deslocamento manual do útero 
para o lado esquerdo; 
 
JUSTIFICATIVA: aliviar a compressão sobre a veia cava inferior aumentando a circulação sangüínea 
materna. Evita-se consequentemente hipóxia no feto, o que levaria a sofrimento fetal, associado ao 
relaxamento do esfíncter anal, com a liberação de mecônio, devido à descarga adrenérgica. 
 
COMPLICAÇÕES DO PARTO - SITUAÇÕES DE TRANSPORTE IMEDIATO 
 
1. Transportar imediatamente ao hospital a gestante que apresente algum dos seguintes 
problemas: 
a. Hipertensão arterial; 
b. Cardiopatias; 
c. Hemorragias vaginais; 
d. Líquido amniótico esverdeado (mecônio); 
e. Prolapso de cordão; 
f. Apresentação diversa da cefálica: pélvica, transversa ou pélvica.HEMORRAGIA – PRÉ-PARTO 
 
O descolamento prematuro da placenta é 
uma das principais complicações durante 
a gestação e que leva a sangramento 
abundante com risco de vida para a 
gestante e, consequentemente, e com 
mais gravidade, para o feto. 
A separação antecipada de parte ou da 
totalidade da placenta da parede 
do útero, onde deveria se encontrar 
implantada até o nascimento do feto. Esse 
descolamento é mais comum no terceiro 
trimestre da gestação, embora possa 
ocorrer a qualquer momento, depois da 
vigésima semana de gravidez. 
 
http://www.abc.med.br/p/gravidez/29175/sintomas+precoces+de+gravidez.htm
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Dependendo do grau do descolamento, o suprimento de oxigênio e de nutrientes para o bebê pode ser 
muito prejudicado e até mesmo cessar, ao tempo em que pode ocorrer um sangramento perigoso para 
o feto e para a gestante. O caso representa sempre uma urgência obstétrica porque pode ocasionar a 
morte do bebê, da mãe ou de ambos. 
Não há uma causa única para o descolamento prematuro da placenta, mas pode-se apresentar alguns 
fatores de risco: 
 Ocorrências anteriores de descolamentos de placenta. 
 Hipertensão crônica ou hipertensão gestacional (pré-eclâmpsia). 
 Algum tipo de distúrbio de coagulação do sangue. 
 Rompimento prematuro da bolsa amniótica. 
 Excesso de líquido amniótico (hidrâmnio ou polidrâmnio). 
 Ocorrência de sangramentos prévios na gestação. 
 Gravidez de gêmeos (o descolamento é mais comum logo depois do nascimento do primeiro bebê). 
 Traumas na área da barriga. 
 Uso de cigarro ou outras drogas. 
 Gestantes mais velhas, porque o risco aumenta com a idade. 
 Algum tipo de anomalia uterina anatômica. 
TRATAMENTO E TRANSPORTE 
 
1. Posicione a paciente em decúbito lateral esquerdo ou, se necessário, em decúbito dorsal horizontal 
(DDH) com deslocamento manual do útero para o lado esquerdo; 
2. Colocar absorvente higiênico, do kit obstétrico, na abertura da vagina; 
3. Prevenir o estado de choque. 
 
JUSTIFICATIVA: A hemorragia pré-parto pode levar em alguns casos ao óbito fetal. A posição de 
transporte tem por objetivo diminuir a hipóxia da parturiente e o conseqüente estado de choque 
hipovolêmico. 
 
IMPORTANTE 
 
 Não introduzir gaze na vagina da gestante. 
 rocar as compressas de gaze algodoadas ou absorventes higiênicos quando estiverem saturados de 
sangue. 
 Guardar e conduzir ao hospital todos os materiais ensangüentados, bem como, todo e qualquer 
material expulso, para análise do médico que vier a receber a vítima. 
 
 
 
 
http://www.abc.med.br/p/hipertensao-arterial/22140/hipertensao+arterial.htm
http://www.abc.med.br/p/gravidez/318650/liquido+amniotico+o+que+e+normal+o+que+nao+e.htm
http://www.abc.med.br/p/gravidez/228040/sangramentos+durante+a+primeira+metade+da+gravidez+por+que+eles+ocorrem.htm
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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PROLAPSO DE CORDÃO UMBILICAL 
 
O prolapso do cordão acontece quando o cordão do feto exterioriza no canal de parto antes da cabeça. 
O prolapso de cordão é uma emergência e pode ser muito danoso para o feto. Quando o cordão é 
comprimido ou esmagado (por exemplo, entre feto e corpo uterino ou entre o útero e vagina), o sangue 
que alimenta o feto está cortado. A falta de oxigenio (asfixia fetal) pode induzir danos importantes ou 
até morte se o problema não for resolvido em minutos. O prolapso do cordão não é uma ocorrência 
comum, ela acontece nas seguintes eventualidades: 
 Presença de polidramnio (diminuição do líquido 
amniótico). 
 O parto do segundo feto na gestação múltipla. 
 Apresentação transversa. 
 Apresentação pélvica 
 Quando a bolsa das águas rompe-se 
espontaneamente ou quando acontece a rotura das 
membranas durante o exame vaginal feito pelo 
médico e o feto não desceu ainda na pelve. 
 
TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR 
 
1. Envolver o cordão umbilical ou o membro exposto em GAZE ESTÉRIL SECA; 
2. Oriente a parturiente a permanecer na 
“Posição de Prece Maometana”, conforme 
ilustração, quando tiver que aguardar a 
intervenção de Suporte Avançado de Vida; 
3. Se for realizar o transporte em Unidade de 
Resgate, em razão da segurança da paciente 
durante o transporte, será transportada em DDH 
com deslocamento manual do útero para o lado 
esquerdo. No entanto, coloque algo para elevar o 
quadril (cobertor dobrado). 
 
JUSTIFICATIVA: Durante o trabalho de parto, 
nessa complicação, o cordão umbilical é o 
primeiro a sair e poderá ser comprimido contra a 
pelve pelas contrações uterinas provocando 
interrupção da circulação no cordão com 
conseqüente hipóxia para o feto. Fetos em 
apresentação diversa da cefálica necessitam de 
imediata intervenção obstétrica. A posição de 
 
 
 
 
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“Prece Maometana” ou com elevação do quadril tem o objetivo de aliviar a pressão contra o cordão 
umbilical e melhorar a circulação local. 
Se necessário e possível manter a parturiente na posição de “Prece Maometana” adote medidas de 
proteção de sua intimidade, cobrindo-a como na ilustração acima. 
 
 
PARTO EM APRESENTAÇÃO PÉLVICA 
 
As nádegas ou os pés do feto podem ser os primeiros a 
saírem. O socorrista não deve tomar a iniciativa de intervir 
neste tipo de parto. Deve transportar imediatamente a 
parturiente para assistência obstétrica. No entanto, 
enquanto se prepara para o transporte e durante o 
transporte adotará medidas que garanta uma via aérea 
pérvia ao RN. 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR 
 
1. Criar uma via aérea pérvia para o bebê; 
2. Informar a mãe que introduzirá os dedos no 
canal de nascimento para permitir que o bebê 
respire adequadamente; 
3. Com a mão DOMINANTE alivie a compressão do 
cordão umbilical; 
4. Com a palma da mão NÃO DOMINANTE voltada 
para cima, posicione paralelamente os dedos 
indicador e médio; introduza-os na vagina, afaste os 
tecidos das paredes da vagina formando com os 
dedos um “V”; 
5. Posicione-os um a cada lado das narinas do bebê criando um espaço que permita respirar livremente; 
6. Se não conseguir efetuar a manobra descrita, tente utilizar a ponta do dedo indicador para manter 
aberta a boca do concepto; 
7. Transporte, mantendo a via aérea para o bebê até a chegada ao hospital. Mantenha um fluxo de 
oxigênio, por máscara, em direção à face do concepto; 
8. Permita que o nascimento prossiga e dê a assistência necessária durante o período de expulsão; 
9. Se houver o nascimento durante o transporte siga as etapas de procedimentos previstas para o 
tratamento pré-hospitalar da mãe e do recém-nascido. 
 
 
 
 
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PROLAPSO DE MEMBROS 
 
Nos partos em apresentação transversa ou pélvica pode ocorrer a 
exteriorização de uma membro que necessitará de intervenção 
médica para a correção. 
Nesse caso, adote a mesma posição de aguardar SAV e de 
transporte prevista para o prolapso de cordão. Envolva a parte 
exteriorizada em compressas secas. 
 
 
CIRCULAR DE CORDÃO UMBILICAL 
 
A circular é resultado da própria movimentação do feto, que pode fazer com que o cordão se enrole 
e desenrole diversas vezes. É uma ocorrência comum nos partos normais. Se o bebê passar muito 
tempo sob fluxosanguíneo reduzido, pode sofrer as consequências da falta de oxigênio para o 
cérebro, com complicações neurológicas, mas em geral, a evolução é bastante satisfatória e sem 
complicações. Tão logo seja possível desvencilhe o cordão do pescoço do bebê. 
Informe ao médico que vier receber o paciente a existência da alteração durante o parto e registre 
este detalhe em seu relatório circunstanciado da ocorrência. 
1. Se o cordão umbilical estiver envolvendo o pescoço do 
RN (circular de cordão), libere-o com muito cuidado, 
com um dos dedos, da nuca em direção à face; 
2. Se a circular de cordão não puder ser liberada, e impedir 
o nascimento do bebê, posicione os “clamps” e seccione 
o cordão entre eles, com o devido cuidado para não 
lesar o RN; 
3. Se o bebê nascer envolvido pelo saco amniótico, este 
pode ser rompido, fazendo-se uma prega com o dedo 
indicador e polegar rasgando-o; 
 
ABORTOS 
O aborto é a expulsão de um feto antes que ele possa sobreviver por si só, ou seja, no início da 
gravidez, até em torno da 22º semana, aproximadamente. 
 
TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR 
 
1. Posicionar a gestante em DDH; 
2. Coloque absorvente higiênico na abertura da vagina; 
3. Envolva o feto ou qualquer material expulso em lençol descartável ou material apropriado e 
conduza-o ao hospital; 
4. Oferte apoio emocional à parturiente. 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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IMPORTANTE 
 
 Não introduzir nada na vagina da parturiente. 
 Conduza ao hospital todos os tecidos e compressas ensangüentadas para posterior avaliação de 
perda sangüínea. 
 
NATIMORTO 
 
O RN apresenta sinais que indicam que a morte ocorreu há horas ou dias, tais como: maceração da 
pele, líquido amniótico de cor achocolatada, odor fétido. 
 
TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR 
 
1. Se o óbito é evidente, não é indicada a tentativa de reanimação; 
2. Monitorar a parturiente e tratar qualquer complicação pós-parto; 
3. Ofertar apoio psicológico à parturiente e a sua família; 
4. Envolver o bebê em cobertor apropriado; 
5. Transportar para o hospital indicado a parturiente e o bebê em óbito. 
JUSTIFICATIVA: existem casos em que o bebê nasce morto (natimorto). Observar período de 
gravidez, em geral, ocorre em situações de hipermaturidade do feto. 
 
Nos casos de transporte imediato, posicionar a vítima com a cabeça voltada para a porta traseira da 
viatura, mantendo constante monitoramento da situação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TRANSPORTE DE GESTANTES OU PARTURIENTES 
COMPLICAÇÕES: 
Em decúbito dorsal ocorre a 
compressão dos grandes vasos 
abdominais, a aorta abdominal e, em 
especial, a veia cava inferior 
causando uma diminuição da 
pressão arterial e desconfortos como 
mal estar, tontura, falta de ar 
e náuseas. Pode, em uma situação 
extrema, dificultar a circulação para o 
bebê por diminuir a passagem de 
sangue para o útero e a placenta. 
TRATAMENTO: 
1. Posicione a parturiente com a cabeça 
voltada para a porta traseira da viatura 
com os joelhos fletidos para permitir a 
constante avaliação da evolução do 
trabalho de parto ou da complicação 
que motivou esta conduta. 
2. Preste a assistência conforme a 
necessidade da paciente durante o 
transporte. 
Garanta a privacidade e o máximo de conforto á 
paciente com o acolchoamento entre as pernas e 
um travesseiro. 
GESTANTES 
PARTURIENTES 
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ASSISTÊNCIA AO PARTO NATURAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AVALIAÇÃO
Lição 5
PARTO
1. Indique a forma de transporte da gestante, 8º mês de gestação, apresentando contrações 
uterinas de 15 em 15 minutos:
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
_______________
2. Cite 04 (quatro) situações que indicam Transporte Imediato:
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
_______________
3. Indique a técnica de clampeamento e corte do cordão umbilical:
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
_______________
4. Descreva os cuidados com a placenta, no pós-parto:
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
_______________
5. Indique a posição de transporte de uma gestante, no interior da viatura, enquadrada na condição 
de Transporte Imediato, durante o deslocamento para o hospital.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________
____________________ 
 
 
 
 
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Lição 6 
 
 
BIOMECÂNICA DO TRAUMA E PRINCÍPIOS DE ATENDIMENTO AO TRAUMATIZADO 
 
 
 
OBJETIVOS 
 
Proporcionar aos participantes conhecimentos que os capacitem a: 
 
1. Definir energia como causa de lesões; 
2. Descrever a associação entre as leis do movimento e energia e cinemática do trauma; 
3. Descrever a relação entre lesão e troca de energia com velocidade; 
4. Discutir troca de energia e produção de cavitação; 
5. Dada a descrição de uma colisão de veículo motor, usar a cinemática para prever o padrão 
de lesão de um ocupante não contido; 
6. Associar os princípios da troca de energia á fisiopatologia das lesões de cabeça, coluna, 
tórax, abdome e extremidades resultantes dessa troca. 
7. Descrever as lesões específicas e suas causas relacionadas com os danos nas partes interna 
e externa do veículo; 
8. Descrever a função de sistemas de contenção para os ocupantes do veículo; 
9. Relacionar as leis do movimento e energia com mecanismos de trauma diversos das 
colisões automobilísticas 
10. Listar as cinco fases dos ferimentos por explosões e as lesões produzidas em cada fase; 
11. Descrever as diferenças nos padrões de lesões com armas de baixa, média e alta energia; 
12. Debater a relação da superfície frontal de um objeto impactante, a troca de energia e a 
produção de lesão; 
13. Integrar os princípiosda cinemática do trauma na avaliação da vítima. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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CONCEITO 
“A análise dos fatores envolvidos num acidente permitem ao 
Socorrista interpretar informações que podem predizer mais de 
95% das lesões que ela sofreu sem mesmo ter posto as mãos na 
vítima”. 
 
ANÁLISE DA SITUAÇÃO 
1. O que parece ter acontecido? 
2. Quem atingiu o quê e em qual velocidade? 
3. Qual foi o tempo de parada do veiculo envolvido? 
4. As vítimas estavam usando dispositivos de proteção 
apropriados como cintos de segurança? 
5. o airbag foi acionado? 
6. As crianças estavam contidas apropriadamente em assento 
próprio ou se contenção e foram arremessadas para fora do 
veículo? 
7. Ocupantes foram ejetados para fora do veículo? 
Eles atingiram algum objeto ao serem ejetados? 
 
 
CINEMÁTICA DO TRAUMA 
 
Inesperadas lesões traumáticas são responsáveis anualmente por milhares de mortes. Os acidentes 
automobilísticos respondem pela maior parte destas mortes. O tratamento destas vítimas depende da 
identificação das lesões ou potenciais lesões. A avaliação de profissionais é uma necessidade, contudo, 
mesmo com avaliações de profissionais, muitas lesões podem passar despercebidas se o índice de 
suspeita não for o suficiente. Mesmo se lesões obvias sejam tratadas, lesões não obvias podem ser fatal 
porque elas não são encontradas e assim vão sem tratamento por muito tempo. Conhecer onde procurar 
por lesões é tão importante quanto saber o que fazer após encontrá-las. 
Um completo, preciso histórico e apropriada interpretação destas informações pode proporcionar ao 
Socorrista de Atendimento Pré-hospitalar predizer mais de 90% das lesões da vítima antes de ter posto a 
mão sobre a vítima. 
As lesões podem ser descrita como interações entre o hospedeiro (vítima) e o agente (energia) em um 
ambiente. O agente (energia) se apresenta em cinco formas básicas: (1) mecânica ou cinética, (2) térmica, 
(3) química, (4) elétrica, e (5) radiação. A energia mecânica ( movimento) permanece como o agente de 
lesão mais comum e é o agente dos acidentes automobilísticos, quedas, traumatismos penetrante e por 
explosão. 
A transmissão de energia segue as leis da física; deste modo, as lesões se apresentam em padrões 
previsíveis. O conhecimento e a apreciação do mecanismo de trauma permitem que o Socorrista 
mantenha um elevado índice de suspeita para auxiliar na busca de lesões. As vítimas envolvidas em 
eventos de alta energia são propensos a possuir lesões graves, e 5% a 15% deles, apesar de sinais vitais 
 
 
A resposta a essas e outras perguntas 
são fundamentais para a tomada de 
decisões e avaliação da vítima. 
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normais e de não possuírem lesões corporais na primeira avaliação, evidenciam lesões graves em exames 
posteriores. 
Os fatores que devem ser considerados são a direção e velocidade do impacto, tamanho do paciente e 
os sinais de liberação de energia (danos ao veículo). Existe uma forte correlação entre a severidade das 
lesões e as alterações da velocidade do veículo medidas pelos danos do carro. Sem a compreensão do 
mecanismo do trauma, não será possível predizer as lesões. O mecanismo de trauma é uma ferramenta 
importante de triagem e deve ser reportada ao médico da emergência. A severidade dos danos ao veículo 
é utilizada como um instrumento de triagem. As lesões por movimento (mecânicas) são as principais 
causas de mortalidade por trauma. Sempre considerar a lesão potencial como presente até que esta seja 
afastada no ambiente hospitalar. 
 
Existem três mecanismos básicos de lesões por movimento: 
1. Desaceleração frontal rápida. 
2. Desaceleração vertical rápida. 
3. Penetração de projétil. 
 
Os traumatismos podem ser classificados em fechados e penetrantes. A cinemática do trauma estuda a 
transferência de energia de uma fonte externa para o corpo da vítima. O entendimento do mecanismo de 
lesão reduz a possibilidade de o Socorrista não reconhecer uma lesão grave e permite que seja 
desenvolvida tecnologia de proteção. Para possibilitar este estudo é necessário que o Socorrista conheça 
algumas leis básicas da física: 
 
LEIS DA ENERGIA E DO MOVIMENTO 
 
Lei da Conservação da Energia: a energia não pode ser criada nem destruída, mas sua forma pode ser 
modificada. 
 
Primeira Lei de Newton: 
Um corpo em repouso permanecerá em repouso e 
um corpo em movimento permanecerá em 
movimento a menos que sejam atingidos por uma 
força externa. 
Tanto o veículo quanto o condutor estavam em movimento. 
Ao colidir contra o muro uma força externa impediu o movimento do veículo, mas o corpo continuará 
em movimento até que seja contido pelo cinto de segurança, partes do veículo, etc. O mesmo ocorrerá 
com os órgãos internos que também se encontram em movimento até que se choquem contra as paredes 
daquelas cavidades. 
 
 
 
 
 
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FENÔMENO DAS TRÊS COLISÕES 
 
Um motorista dirigindo seu automóvel a 50km/h vem a 
se chocar contra uma árvore a beira da estrada. O carro 
para instantaneamente, mas o motorista continua a se 
deslocar a 50km/h, até seu tórax e sua cabeça colidirem 
com o volante e o vidro do parabrisa respectivamente. Em 
um terceiro momento, que ocorre internamente no corpo 
da vítima, o tecido cerebral continua imprimido da 
velocidade de 50 km/h até colidir com a parede interna da 
caixa craniana. O coração e outros órgãos internos também 
continuam se deslocando na mesma velocidade até 
encontrar resistência, seja da parede interna do corpo, seja 
pela ação restritiva de seus ligamentos. 
A absorção de energia cinética do movimento é o 
componente básico da produção de lesão. Você deve 
considerar as colisões de veículo como ocorrendo em três 
eventos distintos: 
A energia cinética do movimento do veículo é absorvida 
à medida que ele é freado subitamente pelo impacto. O 
corpo do ocupante está viajando com a velocidade que o 
carro trafegava até que colida com alguma estrutura 
interna do carro como o pára-brisa, volante ou painel. 
Ao examinar o carro colidido observamos as seguintes 
evidências de trauma da vítima: 
 Deformidade do veículo ( indicação das forças 
envolvidas). 
 Deformidade de estruturas interiores (indicação de 
onde a vítima colidiu). 
 Padrões de lesão da vítima (indicação de quais 
partes do corpo podem ter colidido ). 
 
Segunda Lei de Newton: 
A energia não pode ser criada ou destruída, mas pode 
mudar de forma. O movimento do veículo é o resultado de 
várias formas de energia (mecânica, elétrica, térmica). A 
massa do veículo e sua velocidade se transformará em 
ENERGIA CINÉTICA. 
Da mesma maneira que a energia do movimento do veículo é dissipada com a deformação do chassi 
ou outras partes do veículo, a energia do movimento do corpo humano será dissipada contra o cinto de 
1. Colisão da Máquina; 
2. Colisão do Corpo; 
3. Colisão dos Òrgãos 
Internos. 
 
 
 
1 
2 
3 
 
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segurança ou outras partes do veículo produzindo lesões; a energia do movimentos dos órgãos internos 
será dissipada contra a parede daquelas cavidades com danos as vezespermanentes nesses órgãos. 
 
Energia Cinética: é a energia do movimento. É igual à metade da massa multiplicada pela velocidade 
elevada ao quadrado. 
 
Troca de Energia: quando dois corpos movimentando em velocidades diferentes interagem, as 
velocidades tendem a se igualarem. A rapidez com que um corpo perde velocidade para o outro depende 
da densidade (número de partículas por volume) e da área de contato entre os corpos. Quanto maior a 
densidade, maior a troca de energia. Por exemplo, o osso é mais denso que o fígado e este é mais denso 
que o pulmão. 
 
CÁLCULO DA ENERGIA CINÉTICA 
 
 
 
NA PRÁTICA 
 
 
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RELAÇÃO DO AUMENTO DA MASSA OU DA VELOCIDADE 
 
 
 
ESTIMATIVA DE UNIDADES DE ENERGIA RELATIVA AO IMPACTO DE ÓRGÃOS 
INTERNOS 
 
Peso* dos Órgãos Humanos Durante Impacto (EM UNIDADES DE ENERGIA) 
Órgão 
 
Peso Normal (Kg) 
Peso Durante Impacto (Kg) 
36 Km/h 
72 Km/h 144 Km/h 
Baço 0,25 162 648 2592 
Coração 0,35 226,8 907,2 3.628,8 
Cérebro 1,5 972 3.888 15.552 
Fígado 1,8 1.166,4 4.665,6 18.662,4 
Corpo 70 45.360 181.440 725.760 
 
TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA ENTRE UM OBJETO SÓLIDO E O CORPO HUMANO 
 
O número de partículas de tecido de um corpo atingidas por um objeto 
sólido determina a quantidade de transferência de energia que ocorre. 
Essa transferência de energia produz a quantidade de dano (lesão) que 
ocorre na vítima. 
O punho absorve mais energia colidindo com uma parede densa de 
tijolos do que com o travesseiro de plumas menos denso, o qual dissipa a 
força. 
 
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TRAUMATISMOS FECHADOS 
 
O trauma fechado difere do penetrante no seguinte aspecto: o impacto se distribui em uma área mais 
extensa de maneira que a superfície do corpo não é penetrada. Ocorre uma cavidade temporária formada 
pela deformação dos tecidos que depois voltam à sua posição normal. 
 
 Como no exemplo mostrado nesta outra 
figura, a superfície do corpo é atingida por um 
bastão, se deforma e depois volta ao normal. Não 
há penetração da pele pelo objeto. Nos 
traumatismos penetrantes o objeto que colide com 
o corpo vence a elasticidade dos tecidos e penetra 
no corpo. 
 
 
As causas principais de trauma fechado são os impactos diretos de objetos em movimento e 
aceleração/desaceleração. 
 
COLISÕES DE VEÍCULOS 
 
Em colisões de veículos, o dano depende da energia cinética, da utilização de equipamentos de 
segurança tais como: cintos de segurança, banco com encosto, bolsas de ar. As lesões corporais são mais 
freqüentes em passageiros não contidos e ocorrem na cabeça, tórax, abdome e ossos longos. O dispositivo 
mais eficaz. é o cinto de segurança, que, apesar de causar compressão de órgãos durante colisões, impede 
que o corpo se choque com o painel e o pára-brisa. 
As lesões por desaceleração são causadas principalmente por acidentes automobilísticos e quedas de 
grandes alturas. Á medida que o corpo desacelera, os órgãos continuam a se mover com a mesma 
velocidade que apresentavam, rompendo vasos e tecidos nos pontos de fixação. 
 
As colisões de veículos ocorrem em várias formas e cada uma delas é associada com certos padrões de 
lesão. As quatro formas comuns de acidentes com veículos automotores são: 
 Colisão frontal. 
 Colisão lateral. 
 Colisão traseira. 
 Capotagem. 
 
 
 
 
 
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COLISÃO FRONTAL - DESLOCAMENTO PARA BAIXO 
Nesta situação o corpo do ocupante move-se para a frente e 
para baixo, em direção ao painel. A importância de perceber a 
cinemática associada a este mecanismo tem a ver com as lesões 
que podem ser produzidas nos membros inferiores. Pode ocorrer 
fratura da tibiotársica, se o pé ficar fixo no pedal ou no chão do 
veículo, com o joelho estirado. 
 
Habitualmente o joelho está fletido, assim a força não é dirigida para o tornozelo e portanto os 
joelhos atingem o painel. E aqui poderão surgir dois pontos de impacto possíveis, a tíbia ou o fémur: 
 Se a tíbia for a primeira a atingir o painel, pára, mas o fêmur mantém-se em movimento, provocando 
luxação da articulação do joelho, com lesão de ligamentos, tendões e outras estruturas de suporte. 
 
Dado que a artéria popliteia localiza-se próximo à articulação 
do joelho, a luxação desta articulação está frequentemente 
associada a lesões deste vaso. A identificação precoce e o 
tratamento de uma lesão da artéria popliteia, diminui de forma 
significativa as complicações associadas à isquémia distal da 
extremidade. A perfusão destes tecidos tem que ser restabelecida 
nas seis horas seguintes; 
 
 Se o fémur é o primeiro ponto de impacto, a energia é 
absorvida na diáfise do osso, que pode fraturar. A continuidade 
do movimento em frente por parte da bacia, sobre o fémur que 
se manteve intacto pode provocar luxação da articulação coxo-
femoral, resultando numa luxação posterior desta articulação. 
 
 
O passageiro não contido por cinto de segurança direcionado para baixo, além das lesões descritas 
relacionadas aos membros inferiores, poderá também ter impactada a face contra o volante do veículo. 
O tórax também pode se chocat contra o painel ou volante, uma vez que tanto o condutor quanto o 
passageiro podem ser as vítimas em potencial. 
 
COLISÃO FRONTAL - DESLOCAMENTO PARA CIMA 
Ocupante do banco dianteiro direcionado para cima e para 
frente: em algumas colisões frontais o corpo do ocupante pode 
ser arremessado para cima e para frente, atingindo com a cabeça 
o pára-brisa sem nenhuma dissipação prévia de energia cinética. 
Existem grandes probabilidades de traumatismos da cabeça e de 
coluna cervical. O impacto secundário é com o tórax e abdome . 
 
 
 
 
 
Fêmur como ponto de impacto e possíveis padrões de lesão 
A separação da articulação fémuro-tibial 
pode provocar lesão da artéria popliteia 
 
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CORRELAÇÃO ENTRE LESÕES E PARTES lNTERNAS DO VEÍCULO 
LESÕES PROVOCADAS PELO PÁRA-BRISAS 
 
1) Ocorrem nos tipos de evento por desaceleração frontal rápida, o 
ocupante, sem cinto colide fortemente com o pára-brisa. A 
possibilidade de lesões é maior sob estas condições. 
 
A POSSIBILIDADE DE LESÕES É MAIOR SOB AS SEGUINTES CONDIÇÕES: 
Lembrando as três colisões separadas observe o seguinte: 
1. Colisão da máquina: deformidade da frente do veículo. 
2. Colisão do corpo: rachaduras do pára-brisa (“Olho de Touro”). 
3. Colisão de órgãos: golpe/contragolpe do cérebro, lesão de partes moles 
(couro cabeludo, face, pescoço), hiperextensão da coluna cervical. 
 
A coluna cervical pode ser comprimida ao longo do seu eixo ou angulada em hiperextensão ou 
hiperflexão dependendo da zona de impacto contra o para-brisas. 
 
LESÕES NO CRÂNIO POR IMPACTO DIRETO 
O impacto direto no crânio pode produzir 
fratura de crânio, penetração de fragmentos 
ósseos para dentro da caixa craniana com 
penetração nos órgãos do encefálo e hemorragia 
intracraniana. 
 
LESÕES NO CÉREBRO POR GOLPE E CONTRA GOLPE 
Lesão direta do tecido cerebral 
provocada pelo impacto do cérebro contra o 
osso frontal (asa do esfenoide); 
Ruptura de veias devido ao vácuo 
formado pelo deslocamento brusco do 
cérebro com consequente hemorragia 
intracraniana.Lesão direta por contra golpe ao chocar- o cérbero contra a regiãose
occipital no retorno do movimento. 
 
 
 
 
 
 
 
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CORRELAÇÃO ENTRE LESÕES E PARTES lNTERNAS DO VEÍCULO 
LESÕES PROVOCADAS PELO VOLANTE 
 
2) são mais freqüentes no condutor de um veículo, sem cinto de 
segurança após uma colisão frontal. O condutor, posteriormente, pode 
colidir com o pára-brisa. O volante é a causa mais comum de lesões 
para o condutor sem cinto e qualquer grau de deformidade ao volante 
deve ser tratada com elevado índice de suspeita para lesões de face, 
pescoço, torácicas ou abdominais . 
Utilizando o conceito das três colisões, verificar a presença do 
seguinte: 
1. Colisão da máquina: deformidade frontal. 
2. Colisão do corpo: fratura ou deformidade do anel, coluna normal / 
deslocada. 
3. Colisão dos órgãos: tatuagem traumática da pele. 
O volante é capaz de produzir lesões ocultas, devastadoras. A 
deformidade do volante é uma causa de preocupação. 
 
LESÕES PROVOCADAS PELO VOLANTE 
TORÁCICOS 
 
Pneumotórax na sequência do fenómeno 
denominado “efeito saco de papel”: numa colisão a 
vítima, instintivamente inspira profundamente e sustentam 
a respiração imediatamente antes do impacto. Isto conduz 
ao encerramento da glote e a uma selagem dos pulmões. 
Na sequência da compressão resultante do impacto, os 
pulmões podem literalmente romper como um saco de 
papel cheio de ar, que é subitamente apertado. 
 
 
 
 
 
 
Fratura de múltiplas costelas: Já a contusão 
direta sobre o tórax poderá produzir fraturas 
múltiplas de costelas (tórax instável). 
 
 
 
 
 
 
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Contusão pulmonar: A contusão direta sobre o tórax poderá produzir 
contusão pulmonar e, consequente, hipóxia decorrente do colapso 
pulmonar. 
 
 
 
 
 
Lesões em valvas cardíacas: devido à refluxo 
de sangue para o coração por compressão súbita 
dos vasos sanguíneos abdominais (aorta). 
 
 
 
 
Lesões por cisalhamento (aorta): devido ao 
deslocamento brusco da aorta. O grande vaso está 
ligado áos tecidos conuntivos em torno da coluna 
vertebral. O deslocamento produz lesão parcial ou 
total do segmento da aorta. 
 
 
O mesmo efetio pode se observado nas lesões que afetam o fígado e os rins. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lesão hepática pela laceração do lobo na 
junção com o ligamento redondo. 
Lesão renal no pedúnculo com a artéria 
renal...................... 
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Herniação intestinal: ruptura do diafragma com consequente 
herniação dos intestinos para a cavidade torácica. 
 
 
. 
 
 
 
 
CORRELAÇÃO ENTRE LESÕES E PARTES lNTERNAS DO VEÍCULO 
LESÕES PROVOCADAS PELO PAINEL 
 
Ocorrem geralmente no passageiro não contido. O painel 
tem a capacidade de produzir uma variedade de lesões, 
dependendo da área do corpo que impacte com ele. 
Geralmente as lesões envolvem a face e os joelhos, porém 
vários tipos de lesões têm sido descritos. 
A avaliação de danos produzidos pela colisão do corpo da 
vítima contra o painel pode fornecer indícios de lesão a 
examinar. 
 
IMPACTO DO JOELHO CONTRA O PAINEL 
 
A lesão de joelho pode representar que outros ferimentos estão presentes. Os joelhos freqüentemente 
atingem o painel, causando desde uma simples contusão até uma fratura exposta da patela. A luxação 
franca dos joelhos pode ocorrer. A energia cinética pode ser transmitida para a coxa e resultar em fratura 
do fêmur ou quadril. Às vezes a pelve pode colidir com o painel, resultando em fraturas. Estas lesões são 
associadas com hemorragia que pode levar ao choque. Sempre palpe o fêmur dos dois lados assim como a 
pelve. 
 
Quando o joelho é o ponto de 
impacto pode ocorrer fratura de 
fêmur e/ou luxação posterior de 
quadril. 
 
 
 
 
 
 
No caso do ponto de impacto ser a tíbia ocorre danos aos ligamentos do joelho. 
 
 
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Possibilidade de rompimento da artéria poplítea 
com conseqüente produção de isquemia abaixo do 
local da lesão. 
 
 
 
 
 
 
CORRELAÇÃO ENTRE LESÕES E PARTES lNTERNAS DO VEÍCULO 
LESÕES PROVOCADAS PELOS PEDAIS 
 
Ocorrem geralmente no condutor do 
veículo, em especial, aqueles que não fazem uso 
de calçado que lhe ofereça proteção ou, 
simplesmente, estejam descalsos no momento 
da colisão. Lesões diretas nos pés e na tíbia são 
facilmente encontrados com grave hemorragia. 
 
COLlSÃO LATERAL NOS ACIDENTES AUTOMOBILÍSTICOS 
 
Em cruzamentos ou derrapagens os impactos podem ser na 
lateral do veículo. A porta ou a lateral do veículo pode atingir o 
ocupante. O braço e o ombro tendem a ser atingidos em primeiro 
lugar, pode ocorrer fratura de úmero e de clavícula. Se o braço 
estiver fora do local de impacto e este atingir o tórax pode fraturar 
costelas e estruturas intratorácicas. O abdome também sofre 
impacto, e as vísceras mais atingidas são o baço do condutor e o 
fígado do passageiro. 
 
 
O trocanter maior do fêmur pode ser atingido 
fazendo com que a cabeça do fêmur entre no 
acetábulo. As fraturas de ilíaco também são comuns. 
Existe um grande risco de dano à coluna cervical, pois 
ocorre flexão Iateral do pescoço e rotação da cabeça 
na direção oposta à do tronco. 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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Cinco regiões corporais podem sofrer lesões na sequência do impacto lateral: 
 
 Clavícula: Pode ser comprimida e fraturada se a força for 
aplicada na direção do ombro; 
 Tórax: Se o braço estiver fora do lugar a compressão da parede 
torácica que resulta em fraturas de costelas, contusão pulmonar, ou 
compressão de órgãos sólidos dentro da cavidade torácica. Lesões 
por aumento de pressão, como é o caso do pneumotórax. Pode ainda 
resultar em lesões da aorta na sequência de laceração devida à 
aceleração lateral; 
 
 Abdômen e Pelve: A intrusão no habitáculo pode comprimir e 
fraturar a pelve. Além disso pode empurrar a cabeça do fémur ao 
longo do acetábulo e produzir lesão articular. Os ocupantes no lado 
do condutor estão muito vulneráveis a lesões do baço neste tipo de 
impacto, ao passo que os ocupantes do lado do passageiro estão 
mais susceptíveis a lesão do fígado; 
 
 Pescoço: O ponto de ligação ao crânio é posterior e inferior ao 
centro de gravidade deste. Isto faz com que o movimento da cabeça 
relativamente ao pescoço seja de flexão lateral e rotação. Assim o 
lado da coluna cervical contra lateral ao impacto será aberto (ocorre 
o movimento de distração), ao passo que o lado homolateral é 
comprimido. Este movimento pode resultar em fraturas e luxações 
vertebrais ou mesmo em lesão da espinal medula; 
 Crânio: Pode embater na porta e com isso produzir lesões. 
 
 
COLISÃO TRASEIRA 
IMPACTO TRASEIRO 
 
O impacto traseiro ocorre quando um veículo que se move lentamente ou que está imobilizado 
(veículo alvo), é atingido por trás, por um veículo que se move a uma velocidade mais elevada (veículo 
bala). Neste tipo de colisões a energia do veículo bala,é convertida no momento do impacto em 
aceleração do veículo alvo, resultando em estragos em ambos os veículos. Quanto maior a diferença de 
velocidades no momento do impacto, maior será a quantidade de energia disponível para provocar 
aceleração e lesões. Nesta situação o tronco do ocupante é acelerado pelo banco e se o apoio de cabeça 
estiver incorretamente posicionado abaixo da região occipital, a cabeça iniciará o seu movimento para a 
frente após o tronco, resultando em hiperextensão da coluna cervical. Este movimento pode provocar 
lesão de ligamentos e outras estruturas de suporte, em especial na região anterior do pescoço. Entretanto 
se o veículo embater noutro veículo ou objecto, ou se o condutor carregar bruscamente no travão, o 
 
 
 
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ocupante continuará a mover-se para a frente depois do veículo se imobilizar, seguindo o padrão de 
colisão do impacto frontal. 
As duas formas de colisão traseira são: carro parado é atingido por outro veículo em movimento ou 
carro pode ser atingido na traseira por outro carro deslocando-se mais rápido na mesma direção. O 
aumento súbito da aceleração produz deslocamento posterior dos ocupantes e hiperextensão da coluna 
cervical se o descanso de cabeça não estiver propriamente ajustado. Pode também haver desaceleração 
frontal rápida se o carro colidir de frente com um objeto ou se o Condutor de Emergência frear 
subitamente. 
O Socorrista de Atendimento Pré-hospitalar deve observar deformidades anterior e posterior do auto, 
assim como do interior e posição do descanso de cabeça, pois existe um grande potencial para lesões de 
coluna cervical. Esteja alerta para lesões por desaceleração frontal associadas. 
 
LESÕES PROVOCADAS PELO ENCOSTO DE CABEÇA 
 
O encosto de cabeça deve estar ajustado de acordo com a altura de proteção para cada ocupante do 
veículo. Numa colisão o deslocamento da cabeça da vítima para trás terá que ser contido por este 
dispositivo de segurança. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quanto maior a distância do escosto de cabeça em relação ao ocupante do veículo, maior será o 
deslocamento e, consequentemente, a dissipação de energia contra este obstáculo. Sua ausência 
promove uma flexão abrupta do pescoço com consequente lesão cervical. 
 
CAPOTAGEM 
 
Durante o capotamento o veículo pode sofrer diversos impactos, de diferentes ângulos. O mesmo se 
aplica ao ocupante sem dispositivos de contenção. Mesmo nos ocupantes que fazem uso de dispositivos 
de contenção, os órgãos internos são submetidos a forças de laceração que podem produzir lesões graves. 
As lesões mais graves estão obviamente presentes nos indivíduos que não utilizam dispositivos de 
contenção. Dados de 2008 revelaram que 77% das vítimas ejetadas do veículo na sequência de 
capotamento, morreram. 
Durante a capotagem, o corpo pode sofrer impacto em qualquer direção, chocando-se com o pára-
brisa, teto, laterais e assoalho do veículo. O potencial de lesões é grande. As lesões são um misto dos 
 
 
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padrões anteriormente descritos. A possibilidade de lesões por compressão da coluna vertebral aumenta 
nesta forma de acidente. O socorrista deve estar alerta para indicadores de que o carro capotou (mossas, 
arranhões e deformidade das colunas da capota). Existem mais lesões letais nesta forma de acidente pois 
o ocupante tem mais chances de ser ejetado do veículo. O ocupante ejetado do carro tem 25 vezes mais 
chance de morrer do que os não ejetados. 
 
Figura 12: Padrão de lesão em vítimas sem contenção 
 
CORRELAÇÃO COM OUTROS FATORES DO INTERIOR DO VEÍCULO: 
SISTEMAS DE CONTENÇÃO DO OCUPANTE 
CINTO DE SEGURANÇA 
 
Ocupantes contidos têm mais chance de sobreviver, pois eles são protegidos de grande parte do 
impacto no interior do carro e são impedidos de ser ejetados do auto. Estes ocupantes são, todavia, ainda 
suscetíveis a certas lesões. 
 
Cinto abdominal: 
 O cinto recomendado é o cinto de 3 pontas, mas existem 
veículos com cintos abdominais. 
 Deve cruzar a pelve (cristas ilíacas), não o abdome. Caso o 
cinto esteja bem posicionado e a vítima é submetida a uma colisão 
com desaceleração frontal, seu corpo tende a se dobrar como um 
canivete. 
 A cabeça pode ser atirada para frente no volante ou painel. 
Lesões faciais, de cabeça ou pescoço são comuns. As lesões 
abdominais ocorrem se o cinto estiver posicionado incorretamente. 
As forças de compressão produzidas quando o corpo é subitamente 
dobrado na linha da cintura podem lesar o abdome ou a coluna 
lombar. 
 
 
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Cinto com fixação em três pontos ou cruzado: 
 
 Prende o corpo bem melhor que o cinto abdominal 
isolado. O tórax e a pelve são contidos, assim, lesões com risco de 
morte são bem menos comuns. A cabeça não é contida, e, assim. o 
pescoço é ainda submetido a estresses que podem causar fraturas, 
luxações ou lesões de medula espinhal. Fraturas de clavícula (onde a 
faixa torácica cruza) são comuns. A lesão de órgãos internos pode 
ocorrer ainda devido ao movimento de órgãos dentro do corpo. 
 
 
 
 
TIPOS DE LESÕES PRODUZIDAS PELOS CINTOS DE SEGURANÇA 
 
 
 
 
AIR BAGS 
 
Os air bags reduzirão as lesões das vítimas de colisão 
na maior parte mas não em todas as situações. Os air bags 
são feitos para inflar do centro do volante e do painel para 
proteger os ocupantes do assento dianteiro em caso de 
um acidente por desaceleração frontal. Se funcionam 
corretamente, amortecem a cabeça e o tórax no 
momento do impacto. São muito eficientes em reduzir as 
lesões em face, pescoço e tórax. Os air bags esvaziam-se 
imediatamente assim protegem contra um só impacto. O 
condutor, cujo carro atinge mais que um objeto, está 
desprotegido após a colisão inicial. Os air bags também 
 
 
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não impedem os movimentos para baixo, assim, 
condutores que estão estendidos (Condutor alto ou de 
 
carros baixos) podem ainda bater com as pernas e sofrer lesões nas pernas, pelve ou no abdome. É 
vital para os ocupantes utilizarem o cinto de segurança mesmo quando o carro está equipado com air 
bags. O volante danificado é uma evidência da presença de lesões internas no condutor. 
 
CORRELAÇÃO COM OUTROS FATORES DO VEÍCULO 
 
Outros fatores: objetos soltos no veículo como bagagem, livros e passageiros. Estes objetos podem se 
tornar mísseis mortais nos eventos por desaceleração rápida. 
 
DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA EXIGIDOS PELA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA PARA CRIANÇAS: 
 
 
 
TIPOS DE ASSENTOS DE SEGURANÇA 
 
Bebê-conforto: Desde o nascimento até 13 quilos ou 1 ano de idade conforme recomendação do 
fabricante, constituem a forma adequada à anatomia dos pequenos, mantendo-os na posição semi-ereta, 
impedindo fraturas de coluna e crânio por possuírem anteparos de proteção para a cabeça e pescoço, para 
que os bebês permaneçam confortavelmente seguros e fixos nas freadas, turbulências provocadas por 
buracos ou outras irregularidades na pista e é claro, nos acidentes. Seguindo o manual de instruções, pode 
ser fixado no centro do banco traseiro, ou no lado direito do passageiro preferencialmente no cinto de três 
pontos, de costaspara o movimento. 
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Assentos conversíveis: 
São adaptados para o uso desde os primeiros anos de vida até a fase pré-escolar, porque ela é 
readaptada a altura na medida que a criança cresce. Devem ser fixados conforme a indicação do 
bêbe-conforto (vide instrução acima), depois, devem ser convertidos para a cadeirinha, sentados de 
frente para o movimento, fixando-as no banco de trás, com as alças ajustadas aos ombros. Estes 
assentos devem ser utilizados até que a altura das orelhas da criança atinjam o topo das costas do 
assento ou os ombros se tornem muito largos para o encosto, ou quando ainda as tiras de 
contenção estiverem totalmente estendidas. 
 
Cadeira de segurança: 
Entre 1 e 4 anos de idade, (mais ou menos entre treze e dezoito quilos) devem estar fixos pelo 
cinto de segurança do banco traseiro e de frente para o painel, protegem a cabeça e o tronco, 
podem possuir fitas de contenção de cinco pontos ou anteparos em forma de T ou de concha. Não é 
seguro para crianças com menos de um ano de idade. 
 
Assento de elevação ou booster: 
Para crianças entre 4 e 7 anos e meio , são utilizados quando a criança ultrapassa os limites de 
tamanho para a utilização dos assentos de segurança, mas ainda não possuem altura para 
utilizarem a cinta do ombro do cinto de três pontos do veículo. Quando o veículo possuir cinto de 
três pontos no banco de trás, dar preferência para este modelo. 
 
Considerações para o uso do assento de segurança 
 
Bebês e crianças jamais devem ser transportadas no colo. Além de ser projetada para frente 
numa colisão, sofrerá esmagamento pelo peso do corpo do adulto, pois, no momento do acidente, 
a força com que a criança e o adulto são projetados é muito grande, impossível para uma pessoa 
segurá-la. 
 
Numa colisão a 50 km/h, uma criança de 4,5 kg equivale a uma força de 150 kg contra os braços 
que a seguram. 
 
Mesmo em curtos trajetos é comum que as crianças durmam, se fizerem isto deitadas no 
banco, elas não estão seguras. Alguns adultos instruem a criança para que ela deite presa ao cinto 
com as tiras esticadas, fazendo isto este dispositivo deixará de ser seguro e mesmo em impactos os 
freadas pequenas mas bruscas ela sofrerá lesões e mesmo morte. O cinto somente é seguro quando 
utilizado corretamente, e voltando ao soninho das crianças, elas dormirão seguras e com muito 
mais conforto sentadas nas cadeiras especiais. 
 
É muito perigoso levar crianças no bagageiro interno, esse compartimento é projetado visando 
absorver choques decorrentes da força do impacto, que deforma facilmente a parte de trás da 
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carroceria, não oferecendo proteção alguma para quem estiver lá, além do que, podem ser 
projetadas para fora do veículo durante o acidente. 
 
CADEIRAS DE SEGURANÇA PARA CRIANÇAS, VELOCIDADE E DESACELERAÇÃO DOS ÓRGÃOS 
 
O uso das cadeiras de segurança não impede que o acidente ocorra, elas apenas amenizam as 
conseqüências dele nas crianças. Portanto, não conduza em alta velocidade, mantenha distância do 
veículo da frente, somente mude de faixa e ultrapasse se a sinalização permitir e faça isto após 
certificar-se que é realmente seguro, sem esquecer de sinalizar antecipadamente estas intenções, 
se adapte as condições adversas. Também, mesmo que a sinalização der a preferência em 
cruzamentos, antecipadamente sinalize com a luz de freio para avisar o condutor de trás e reduza 
levemente a velocidade e certifique-se da segurança para seguir em frente ou realizar conversões 
para a direita ou esquerda. O motivo deste alerta é a desaceleração dos órgãos humanos, que 
veremos em detalhes a seguir. 
 
MOTOCICLETAS 
 
Segundo dados do Ministério da Saúde (2015); 
 ■ Aproximadamente 40% dos óbitos de motociclistas ocorrem na faixa etária de 20 a 29 anos. 
 ■ O porcentual sobe para 62% na faixa ampliada de 20 a 39 anos e 
 ■ chega a 88%, na de 15 a 49 anos. Quase 90% são homens. 
 
ACIDENTES ENVOLVENDO MOTOCICLETAS 
 
Os acidentes com veículos motorizados representam todos os anos um número significativo de 
mortes. Nos acidentes com este tipo de veículos podem estar presentes três tipos de impacto. 
Os motociclistas não estão dentro de cabinas com equipamentos de contenção. Quando o 
motociclista é submetido às colisões clássicas, colisões frontais, laterais, de traseira ou capotagens, sua 
única forma de proteção é: 
 Manobras evasivas. 
 Uso do capacete. 
 Vestes de proteção (por exemplo, roupas de couro, capacete, botas). 
 
Uso do veículo para absorver energia cinética. 
 
É muito importante que os motociclistas usem o capacete. Os capacetes previnem traumas de cabeça 
(que causam 75% das mortes). Os capacetes não protegem a coluna. 
Devido à falta de proteção da cabina, existe freqüência mais elevada de lesões de cabeça, pescoço e 
extremidades. Evidências importantes incluem danos apresentados pela motocicleta, distância de 
derrapagem e deformidade de objetos estacionários ou carros. 
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Impacto frontal 
 
A colisão frontal contra um objeto faz com que a motocicleta pare. Dado que o centro de gravidade da 
moto é abaixo e atrás do eixo da frente, no momento do impacto a moto inclina-se para a frente e o 
motociclista é atirado contra o guiador. Daqui podem resultar lesões no crânio, tórax, abdómen, bacia ou 
fémur, dependendo exclusivamente de qual é a porção anatômica que embate no guiador. Para além 
disso podem resultar outras lesões na sequência da ejeção do motociclista. Impacto angular Nesta 
situação o motociclo embate num objeto num determinado ângulo. Na sequência do embate o 
motociclista é esmagado entre a moto e o objeto. 
É habitual ocorrerem lesões nas extremidades 
superiores e inferiores, quer sejam fraturas, quer 
sejam lesões extensas de tecidos moles. Podem 
também ocorrer lesões nos órgãos abdominais na 
sequência da transferência de energia. Ejeção dado 
a ausência de dispositivos de contenção o 
motociclista pode na sequência do trauma ser 
ejetado. 
Se tal acontecer, o indivíduo continuará em voo até que a cabeça, os braços, o tórax, o abdómen ou as 
pernas embatam noutro objeto, quer seja um veículo, um poste, ou mesmo o asfalto. 
 
Impacto frontal 
 
A compressão das pernas do condutor contra o veículo 
pode produzir lesões no tornozelo ou perna. O uso de botas 
diminui a incidências destes ferimentos. 
 
MANOBRAS EVASIVAS 
 
O condutor deita a motocicleta e se desvencilha 
do veículo durante a queda se afastando do 
impacto. Se não houver o desvencilhamento da 
motocicleta o impacto sobre o corpo do condutor 
produzirá múltiplas lesões. 
 
 
ESCORIAÇÕES 
 
A falta de equipamento de proteção individual 
(vestimentas e jaquetas) podem produzir nas quedas o atrito 
do corpo contra o solo e consequente escoriações em 
grandes áreas corporais. As escoriações podem se comportar 
 
 
 
 
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como as grandes queimaduras sujeitando o indivíduo a 
infecção e perda de líquido corporal. 
 
ATROPELAMENTOS 
 
O atropelamento possui três fases distintas, cada uma com o seu padrão de lesão específico. 
1. O impacto inicial ocorre nas pernasou ao nível das coxas. 
2. O tronco gira na direção do capot do veículo e poderá embater no para-brisas. 
3. A vítima cai do veículo para o solo, habitualmente de cabeça, com eventual lesão cervical associada. 
As lesões resultantes do atropelamento por veículos automóveis variam de acordo com a altura da 
vítima e a altura do veículo. Na vítima pediátrica: 1. O impacto inicial ocorre quando o veículo atinge a 
criança na extremidade superior da coxa ou bacia; 2. O segundo impacto ocorre quando a cabeça e face 
da criança embatem no capot; 3. A criança pode ser abalroada e arrastada pelo veículo. 
 
As lesões produzidas nos atropelamentos tendem a ser mais graves pois o pedestre tem menos 
proteção que o ocupante de um veículo em que a carroceria absorve parte da energia cinética da colisão. 
O pedestre atingido por um carro quase sempre sofre lesões internas graves, mesmo que o carro esteja à 
baixa velocidade. A massa do veículo é tão grande que ocorre transferência de grande quantidade de 
energia mesmo com baixas velocidades, e se alta velocidade está envolvida os resultados geralmente são 
desastrosos. 
 
 Mecanismos de Lesão 
1. Pára-choque atinge o corpo. 
2. Corpo acelerado pela transferência de energia atinge o chão ou outro objeto. 
 
Os danos tendem a ocorrer em três estágios: 
1. Impacto inicial com o corpo, impacto secundário do corpo com o veículo e com o solo. Nos adultos 
o impacto inicial é na altura do joelho, que se move na mesma direção do carro, o impacto pode ser 
lateral, anterior ou posterior. Nos impactos laterais tende a haver lesão do ligamento cruzado. As lesões 
frontais também tendem a lesar o ligamento cruzado e a produzir luxação posterior da tíbia e fíbula. . 
2. Após o impacto inicial a vítima pode ser lançada sobre o veículo. sofrendo danos no tórax e 
abdome, dependendo da posição em que se encontrava no momento do impacto. 
3. O estágio final é a queda da vítima sobre o solo, quando os traumatismos da cabeça e coluna 
cervical são freqüentes. 
 
 
 
 
 
 
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Padrões de Lesão 
 
 Os padrões de lesão variam com o tamanho da vítima e a altura do pára-choque do veículo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Adulto: geralmente tem fraturas bilaterais baixas nas pernas ou fraturas de joelho associadas a 
lesões secundárias que ocorrem quando o corpo atinge o carro e depois o chão. 
 
Crianças: são mais baixas e o pára-choque tem maior chance de atingi-las na pelve ou no tronco. 
Geralmente caem sobre suas cabeças no impacto secundário. Quando responder à chamada para um 
atropelamento, esteja preparado para fraturas, lesões internas e da cabeça. 
 
 
TRAUMATISMOS POR DESACELERAÇÃO VERTICAL 
QUEDAS 
 
As vítimas de quedas podem sofrer lesões na sequência de múltiplos impactos. Quanto maior for a 
altura da queda maior a probabilidade de lesão, já que aumenta a velocidade e consequentemente a 
energia cinética. Quedas de altura superior a três vezes a altura da vítima são frequentemente quedas das 
quais resultam lesões graves. 
 
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Os grupos mais envolvidos em quedas são os adultos e as crianças com menos de cinco anos. 
 
Área do corpo atingida: as lesões da cabeça são comuns em crianças, pois esta é a parte mais pesada 
do corpo e deste modo é a primeira a sofrer o impacto. As quedas de adultos são geralmente acidentes de 
trabalho ou ocorrem sob influência de álcool e drogas. Os adultos tentam aterrissar sobre os pés e suas 
quedas são mais controladas. Nesta forma de aterrissar, a vítima geralmente sofre o primeiro impacto nos 
pés e depois cai para trás atingindo o solo com as nádegas e as mãos estendidas. Este padrão de queda 
pode resultar em múltiplas lesões em potencial: 
 Fraturas dos pés ou das pernas. 
 Lesões de quadril e pelve. 
 Compressão axial da coluna lombar e cervical. 
 Forças de desaceleração vertical para os órgãos. 
 Fraturas de Colles nos punhos. 
 
 
Altura: quanto maior a altura, maior o potencial da lesão. Porém, não seja 
enganado acreditando que existe pouco risco de lesão em quedas de baixa 
altura. A relação entre sobrevida e altura da queda não é absoluta, existem 
casos de óbito em quedas da própria altura e de sobrevida em quedas de 
grandes alturas. 
 
Ponto de impacto: a densidade da superfície (concreto versus serragem) e 
irregularidade (chão de um ginásio de esportes versus uma escadaria) também 
influencia o potencial de severidade da lesão. A superfície onde ocorre o 
impacto tem grande importância, choques contra superfícies que se deformam 
têm um maior tempo para desaceleração e dissipação de energia cinética do 
que impactos contra superfícies rígidas. 
 
 
 
Síndrome de Don Juan 
 
O padrão de lesão nas quedas de pé é denominado síndrome de Don Juan. 
Nestas situações ocorrem frequentemente lesões bilaterais dos calcâneos. À 
medida que os pés param após tocarem no chão a energia cinética vai sendo 
absorvida pelas pernas e podem ocorrer fraturas da articulação tibiotársica e 
fraturas de tíbia e/ou fíbula ou até mesmo de bacia. O corpo é de seguida 
comprimido pelo peso da cabeça e tronco e podem ocorrer fraturas de corpos 
vertebrais, especialmente na região lombar e torácica. 
 
 
 
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Queda para a frente (“braços estendidos”) 
 
Se a vítima cai da própria altura com os braços esticados o 
resultado pode ser uma fratura de rádio e ulna (extremidades 
distais) bilateral, resultante da compressão e flexão da 
articulação do punho. Esta fratura é denomainada “Fratura de 
Colles”. 
 
Queda de cabeça 
 
Se a vítima cai de cabeça com o corpo quase alinhado como 
acontece nos mergulhos em águas rasas, o peso total do tronco, 
bacia e pernas, comprimem a cabeça e a coluna cervical. A 
fratura da coluna cervical é frequente quando este padrão de 
lesão está presente. 
 
Queda da própria altura 
 
Constituem um importante subgrupo dos traumatismos contusos em que a maioria envolve quedas 
com a vítima de pé em curtas distâncias. A lesão tecidual resulta da absorção cinética acumulada durante 
o período de queda, variando com uma série de fatores. 
1. Altura da queda. 
2. Área do corpo que sofre o impacto. 
3. Superfície atingida. 
 
Cisalhamento 
 
O movimento do órgãos para baixo os puxa do ligamento e produz lesão. 
O ligamento redondo divide o fígado em 2 partes, enquanto que pode haver lesão da artéria renal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TRAUMAS PENETRANTES 
 
Causado por armas brancas, armas de fogo ou pela penetração de objetos no corpo. Na Europa 
representa 4% do total de eventos traumáticos. As suas consequências clínicas dependem da energia 
transferida no momento do impacto e do local da lesão. Nos traumas por armas de fogo há transferência 
de alta energia, os tecidos circundantes são afastados do trajeto do projétil, dando origem a CAVITAÇÃO 
(temporária e/ou permanente) com três consequências: 
• Destruição mecânica e funcional dos tecidos circundantes; 
• Leva pedaços de roupa ou outros materiais do local de impacto e deposita-os na profundidade da 
ferida; 
• Quanto maior a velocidade e o calibre do projétil, maiorserá a cavitação temporária e logo maior a 
região afetada. 
 
INFORMAÇÕES BALÍSTICAS ÚTEIS 
 Calibre: diâmetro interno do cano e corresponde à munição utilizada para a arma em particular. 
 Raia: série de sulcos espirais na superfície interior do cano de algumas armas. As raias imprimem 
uma rotação que estabiliza o projétil. 
 Munição: cartucho, pólvora e projétil. 
 Construção do projétil: geralmente liga de chumbo sólida, podendo possuir uma jaqueta parcial ou 
completa de aço ou cobre. O nariz do projétil pode ser macio ou oco (para expansão ou 
fragmentação). 
 
Fragmentação: os projéteis que se fragmentam após penetração ou após deixarem o cano da arma 
(espingardas, por exemplo) também aumentam a área frontal. Os múltiplos fragmentos atingem mais 
tecido, aumentando a troca de energia. 
 
Cavitação: a aceleração dos tecidos no sentido lateral e de deslocamento do projétil cria um orifício ou 
cavidade. Nos projéteis de baixa velocidade o trajeto de destruição é apenas ligeiramente maior que o 
diâmetro, porém nos de alta velocidade o trajeto de destruição é muito maior. Durante alguns 
milissegundos é criada uma cavidade temporária várias vezes maior que o diâmetro do projétil (30 ou 
mais vezes). A cavidade temporária tem pressão interna menor que a atmosférica e pode aspirar corpos 
estranhos (pedaços de roupa) através do orifício de entrada para o interior do ferimento. Órgãos, vasos 
sangüíneos e nervos podem ser lesados. sem ter contato direto com o projétil. 
O dano produzido é proporcional à densidade do tecido. Órgãos altamente densos como osso, 
músculo e fígado sustentam mais dano que órgãos menos densos como os pulmões. Quando um tecido 
denso como o osso é atingido, pode ocorrer fragmentação deste, gerando projéteis secundários. Em 
tecidos como o fígado, a cavitação é mais grave devido à força tensional baixa. Uma vez que a bala entra 
no corpo, sua trajetória pode não ser mais uma linha reta. 
Indivíduo baleado utilizando colete à prova de balas deve ser tratado com cautela; devido a possível 
contusão cardíaca ou de outros órgãos. 
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Lesão e níveis de energia 
 A gravidade da lesão resultante do trauma penetrante pode ser antecipada através da classificação 
dos objetos penetrantes em três categorias distintas, de acordo com a sua capacidade em termos de 
energia cinética: Armas de baixa, média ou alta energia. 
 
Armas de baixa energia 
 
As armas de baixa energia incluem aquelas que são manipuladas pela mão humana, como é o caso da 
faca ou do canivete. Estas armas produzem lesões apenas com as suas pontas aguçadas ou os seus bordos 
cortantes. Como são lesões associadas a baixas velocidades, habitualmente tem associado um menor 
número de lesões secundárias (ocorre menor cavitação). As lesões presentes nestas vítimas poderão ser 
antecipadas, através da identificação do trajeto percorrido no organismo. Se a arma foi removida é 
essencial tentar identificar o tipo e as características da arma usada (bordos cortantes; ponta aguçada; 
comprimento; entre outras). É fundamental ter presente que a aparência, à primeira vista simples da 
porta de entrada da lesão resultante de um esfaqueamento, pode dar uma falsa sensação de segurança. A 
porta de entrada pode ser pequena mas as lesões produzidas podem ser extensas, daí que é essencial 
estimar o cone de lesão associado. O sexo do agressor define muitas vezes a trajetória de lesão nas 
situações de esfaqueamento. Se o agressor for do sexo masculino há tendência a esfaquear de baixo para 
cima, enquanto que as agressoras do sexo feminino tendem a esfaquear de cima para baixo. 
 
Armas de média e alta velocidade 
 
As armas de fogo dividem-se em duas categorias: média e alta energia. 
As armas de média energia incluem os revolveres e algumas espingardas cuja velocidade do projétil 
anda à volta dos 304.8 m/seg. A cavitação temporária criada por estas armas é de 3 a 5 vezes o calibre da 
munição. 
As armas de alta velocidade possuem velocidades de projétil superiores a 609.6 m/seg e desta forma 
conseguem criar uma cavitação temporária com uma dimensão de 25 vezes ou mais o calibre da munição. 
De um modo geral as armas de média e alta velocidade lesam não só o tecido no trajeto do projétil, mas 
também o tecido envolvido na cavitação temporária em redor do percurso estabelecido pelo projétil. 
 
Classificação dos Projéteis pela Velocidade 
Categoria Velocidade Exemplo 
Baixa < 1.000 pés/s .32, .45 
Média 1.000 a 2.000 pés/s .38 Especial, Magnum 44 
Alta > 2.000 pés/s AR-15, AK-47, FAL 
 
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Os fatores que contribuem para o dano incluem: 
1. Tamanho do míssil: Quanto maior a bala, maior a resistência e maior a cavidade permanente. 
2. Deformação do míssil: Balas ocas e ponta macia se achatam com o impacto, resultando em maior 
superfície envolvida na troca de energia. 
3. Tamanho do míssil: A jaqueta se expande e se adiciona à superfície. 
4. Movimentação do projétil ( oscilação e rotação ). 
 
Feridas por Arma de Fogo 
 
Têm três componentes: 
1. Orifício de entrada: Ao redor pode ter tatuagem da 
pólvora, área de queimadura e abrasão da pele. Como o 
projétil empurra os tecidos para dentro onde estes têm 
suporte trata-se de uma ferida oval. 
2. Orifício de saída: Nem todos os orifícios de entrada têm um orifício de saída correspondente, 
algumas vezes pode haver múltiplos orifícios de saída devido à fragmentação óssea e do míssil. 
Geralmente o orifício de saída é maior e tem as bordas irregulares para fora. 
 Como o projétil empurra os tecidos para fora, onde estes estão não têm suporte, trata-se de uma 
ferida estreladal. 
 orifício de saída depende da energia cinética, 
deformação, inclinação e fragmentação do projétil. Se o 
projétil gastar toda sua energia cinética cavitando o tecido, o 
orifício de saída pode ter aparência inócua ou mesmo não 
existir. 
 Em outras situações com pouca degradação da energia cinética mas com inclinação e deformação 
do projétil, o orifício de saída pode ser irregular e maior que o orifício de entrada. 
 
3. Lesão interna: Projéteis de baixa velocidade 
infligem dano principalmente aos tecidos que estão 
em contato direto com eles; projéteis de alta 
velocidade infligem dano por contato com o tecido e 
transferência de energia cinética aos tecidos 
circundantes. O dano é causado por: 
 
 
 
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 Ondas de choque. 
 Cavidade temporária, que é 30 a 40 vezes o 
diâmetro do projétil e cria pressões imensas nos 
tecidos. 
 
O grau da lesão produzida por uma arma de fogo é dependente da troca de energia cinética entre o 
projétil e os tecidos da vítima. Quanto maior a troca de energia cinética maior será a lesão. 
 
Perfil frontal do projétil: altera significativamente a troca de energia com o alvo. É afetado por: forma 
do projétil, ângulo de penetração e fragmentação. 
 
Alguns projéteis como os de ponta oca e ponta macia podem alargar seu perfil frontal após penetrar 
nos tecidos, o efeito prático deste fato é aumentar a dissipação da energia cinética e consequentemente a 
lesão tecidual. 
 
FERIMENTOS POR ESPINGARDA 
 
 As espingardas foram feitas para atingir animais pequenos movendo-se velozmente. O interior de seu 
cano não possui raias. O projétil disparado se fragmenta em um número de esferas de chumbo quevaria 
de algumas poucas a várias centenas. Ocorre dispersão progressiva dos projéteis com o aumento da 
distância. 
 
A velocidade inicial na boca da arma é elevada 1200 pés/s, mas diminui rapidamente devido às 
características dos projéteis individuais, tornando esta arma ineficaz em produzir lesões graves a longas 
distâncias. A distância do alvo é o principal determinante da gravidade da lesão. 
 
erimentos por EspingardaF 
Distância Características 
Longa distância 
> 6,4 m 
raçãoVárias lesões dispersas. Além de 18,7 m existe pouca chance de penet
de cavidades. 
Curta distância 
2,7 a 6,4 m 
Geralmente dano visceral. Orifício de entrada maior e circundado por 
várias feridas. 
Distância ultracurta 
< 2,7 m 
Dano maciço. Orifício único e irregular com grande destruição tecidual. 
Mortalidade de 85 – 90%. 
 
 
 
 
 
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FERIMENTOS POR ARMA BRANCA OU MÍSSIL DE BAIXA VELOCIDADE 
 
Armas de baixa energia incluem armas guiadas pela mão, tal como facas, picadores de gelo, chaves de 
parafuso, garrafas quebradas e flechas. A lesão produzida eqüivale geralmente ao trajeto do objeto, pois a 
energia cinética é pequena. Assim, o Socorrista de Atendimento Pré-hospitalar tem melhores condições 
de prever a extensão das lesões internas. 
A severidade dos ferimentos por faca depende da área anatômica penetrada, comprimento da lâmina 
e do ângulo de penetração. 
Caso a arma tenha sido removida, o Socorrista deveria identificar o tipo de arma utilizada e o sexo do 
agressor quando possível; homens tendem a esfaquear com a lâmina no lado do polegar da mão e com 
empurrão para cima, enquanto mulheres tendem esfaquear para baixo e seguram a lâmina pelo lado do 
dedo mínimo. 
 
 
 
 O agressor pode esfaquear sua vítima e então mover a faca 
dentro do corpo. Uma simples entrada do ferimento pode ser 
pequena, mas os danos internos podem ser extensos. Isto não pode 
ser determinado no local, mas possibilidade deve sempre ser 
suspeitada, mesmo que aparentemente menores lesões. O escopo 
potencial do movimento da lâmina inserida é uma área de possível 
dano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando avaliamos uma vítima com um ferimento à faca, é importante procurar por mais que um 
ferimento. Múltiplos ferimentos à faca são possíveis e não deveriam ser desconsiderados até o paciente 
ser exposto e examinado com atenção. Esta inspeção com atenção pode ser feita no local ou a caminho do 
hospital, dependendo das circunstâncias em volta do incidente e condições da vítima. 
Avaliação da vítima para lesões associadas é importante. Por exemplo, o diafragma pode estender na 
altura da linha das mamas durante expiração profunda. Um ferimento de facada no tórax inferior pode 
lesionar estruturas intratorácica e intra-abdominais. Conhecimento da vítima, da posição do agressor e da 
arma utilizada é essencial na determinação do caminho do ferimento. 
 
Uma facada na parte superior do abdome pode causar lesão de órgãos intratorácicos, e ferimentos 
abaixo do quarto espaço intercostal podem penetrar o abdome. 
 
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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES 
 
Efeitos do trauma penetrante 
Cabeça 
 
Depois do projétil penetrar no crânio, a sua energia é distribuída por uma área pequena, esta energia 
transferida do projétil é forçada contra o crânio que não consegue expandir (ao contrário do que acontece 
por exemplo com a pele). Este movimento faz com o próprio cérebro seja comprimido contra a face 
interna do crânio. Se a energia cinética associada ao projétil for suficientemente forte, o crânio pode 
explodir. 
Existem situações em que o projétil, ao entrar num determinado 
ângulo segue a curvatura da face interna do crânio, não possuindo a 
energia suficiente para sair. 
Este mecanismo pode provocar lesões muito significativas 
(Exemplo: calibre 0.22 ou 0.25 – denominadas balas assassinas) 
 
Tórax 
 
Tendo em conta que dentro do tórax existem três grupos de estruturas muito importantes (sistema 
respiratório; sistema cardiocirculatório; sistema gastrointestinal), numa situação de trauma penetrante 
uma ou mais estruturas desses sistemas podem ser afetadas. 
Exemplo: tecido pulmonar; vasos de grande calibre; esófago. 
 
Abdômen 
 
O Abdômen inclui estruturas de três tipos: ósseas; preenchidas por ar; sólidas. A lesão resultante da 
agressão com arma de baixa energia pode não causar danos significativos, sabe-se que apenas 30% das 
lesões por esfaqueamento na região abdominal necessitam de tratamento cirúrgico. No entanto as lesões 
resultantes de armas de média energia causam danos mais graves, já que entre 85% a 95% das lesões 
requer correção cirúrgica. Curiosamente os danos provocados por este tipo de armas em órgãos sólidos e 
vasculares não causam exsanguinação imediata, permitindo que os operacionais do pré-hospitalar iniciem 
a abordagem das lesões e efetuem o transporte a tempo da intervenção cirúrgica eficaz, na unidade de 
saúde adequada. 
 
Extremidades 
 
O trauma penetrante nas extremidades pode incluir lesão óssea, 
muscular, nervosa ou vascular. No caso de armas de média e alta 
velocidade, quando os ossos são atingidos, os fragmentos ósseos 
tornam-se projéteis secundários, lacerando os tecidos em redor. 
 
 
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Na sequência da cavitação permanente e temporária os músculos podem expandir à passagem do 
projétil, causando hemorragia. O projétil pode ainda perfurar vasos sanguíneos à sua passagem, ou a lesão 
parcial destas estruturas pode causar a formação de coágulos e consequente obstrução do vaso num 
espaço de minutos ou horas 
 
LESÕES POR EXPLOSÃO 
 
Explosões podem lesar 70% das pessoas na vizinhança, enquanto que uma arma automática usada 
contra o mesmo grupo pode lesar 30%. Minas, estaleiros, fábricas químicas, refinarias, empresas de fogos 
de artifício, fábrica e elevadores de grãos são muitas áreas nas quais explosivos são um particular perigo. 
Entretanto, muitos materiais voláteis transportados por caminhões ou trens e gás doméstico são itens 
domésticos comuns, assim uma explosão pode ocorrer em qualquer lugar. 
 
Os mecanismos de lesão por explosão se devem a três fatores (FASES): 
 
Primária: deslocamento de ar inicial, criando onda de pressão. Usualmente ocorrem lesões em órgãos 
contendo gás, tal como o pulmão e sistema gastrointestinal. Incluem hemorragia pulmonar, pneumotórax, 
embolia ou perfuração de órgãos gastrointestinais. Ondas de pressão rompem e rasgam os pequenos 
vasos e membranas dos órgãos contendo gás (a cavitação pode também lesionar o sistema nervoso 
central). Estas ondas causam graves danos ou morte sem qualquer sinal de lesão externa. Queimaduras 
pela onda de calor também é uma lesão primária comum. Queimaduras ocorrem em áreas do corpo 
desprotegidas que são expostas à fonte da explosão. 
 
Secundária: vítima sendo atingida por material lançado pela força da explosão. Ocorrem quando a 
vítima é abatida por estilhaços de vidros, lajes ou outros escombros da explosão. Estas lesões são óbvias: 
laceração, fraturas e queimaduras. 
 
Terciária: O corpo sendo lançado e atingindo o solo ou outro objeto. Ocorrem lesões no ponto de 
impacto e a força da explosão será transferida para outros órgãos do corpo assim que a energia do 
impacto é absorvida. As lesões terciárias são usualmente aparentes, mas o Socorrista de AtendimentoPré-
hospitalar deve procurar por lesões associadas de acordo com o tipo de impacto que a vítima sofreu as 
lesões que ocorrem na fase terciária são similares àquelas recebidas em ejeções de automóveis e quedas 
de alturas significativas. 
 
Lesões secundárias e terciárias são as mais óbvias e são usualmente as mais agressivamente tratadas, 
contudo as lesões primárias são as mais graves e em geral são negligenciadas e algumas vezes nunca 
suspeitas. Avaliação adequada dos vários tipos de lesões é vital para o Socorrista de Atendimento Pré-
hospitalar tratar a vítima corretamente. Lesões de explosões geralmente causam graves complicações que 
resultam em morte se negligenciada ou ignorada. 
 
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A energia contida no explosivo é convertida em luz, calor e pressão. A gravidade das lesões depende 
da força da explosão e da distância da vítima. 
 
Luz: pode causar dano ocular, sendo o 
primeiro agente a atingir a vítima. 
 
Calor: produzido pela combustão do 
explosivo, é influenciado principalmente 
pela distância, intensidade e pela 
existência de barreiras de proteção 
(roupas, paredes) entre a vítima e a 
explosão). 
 
Figura: Fases da Explosão 
 
RESUMO 
 
A cinemática deve ser considerada em todos os acidentes. Avaliação apropriada da cinemática 
proporcionará um guia do tipo de lesão a suspeitar, avaliar e tratar. As questões a seguir guiam na 
avaliação e aprimora a qualidade do cuidado à vítima: 
 
A. IMPACTOS 
 
 Que tipo de impacto ocorreu – frontal, lateral, traseiro, rotacional, capotamento, inclinação ou 
ejeção? 
 A qual aceleração ou velocidade o acidente ocorreu? 
 Qual a distância necessária para a parada? 
 Estavam as vítimas utilizando dispositivos de proteção? 
 Onde provavelmente estão as lesões mais graves na vítima? 
 Que forças foram envolvidas (explosão x penetração – compressão x corte ) ? 
 Que caminho a energia seguiu; que órgãos podem ter sido lesados no caminho? 
A vítima é criança ou adulto? 
 
B. QUEDAS 
 Qual a altura da queda? 
 Qual a superfície onde ocorreu a queda da vítima? 
 Que parte do corpo foi impactada primeiro? 
 
 
 
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D. PERFURAÇÃO 
 Onde está o criminoso? 
 Quem era o criminoso (homem ou mulher? Que altura ? ). 
 Que arma foi usada? 
 Se arma de fogo foi usada, que tipo? 
 Que tipo de projétil atingiu a vítima? 
 Qual era a distância? 
 Qual era o ângulo? 
 
C. EXPLOSÕES 
 Quão perto estava a vítima da explosão? 
 Que lesões primárias da explosão são prováveis? 
 Que lesões secundárias da explosão são prováveis? 
 Que lesões terciárias da explosão são prováveis? 
 
 
SEMPRE SUSPEITAR DE TRAUMATISMO GRAVE NAS CONDIÇÕES ABAIXO: 
 
 Queda de altura superior a 7 metros. 
 Colisões a mais de 32 Km/h. 
 Expulsão da vítima para fora do veículo. 
 Morte de um ocupante do veículo. 
 Danos severos ao veículo. 
 
Respostas para estas questões são essenciais para localizar o efeito oculto do trauma no corpo. 
Avaliação apropriada da cinemática da lesão pode ajudar o Socorrista de Atendimento Pré-hospitalar a 
predizer e suspeitar dos tipos de determinadas lesões e examinar especificamente e encontrar ou rejeitar 
lesões ocultas. Acima de tudo, lembrar que energia manifestada como movimento dever ser transformada 
em algo mais quando o movimento pára – e é quando o trabalho do Socorrista começa. 
 
 
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Lição 7
MOVIMENTAÇÃO, IMOBILIZAÇÃO E TRANSPORTE DE ACIDENTADOS 
 
 
OBJETIVOS 
 
Proporcionar aos participantes conhecimentos e habilidades que os capacitem a: 
9. Capacitar os integrantes de uma Guarnição de Resgate a aplicar regras básicas para a 
abordagem, movimentação e imobilização de acidentados em prancha rígida (prancha longa), 
10. Executar a retirada de capacete na vítima de trauma, 
11. Efetuar, com segurança a movimentação, embarque e desembarque de vítimas em maca. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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FINALIDADE: 
 
Neste capítulo do Manual você terá informações importantes sobre imobilização de vítimas em prancha 
rígida (prancha longa). 
Também terá alternativas para a imobilização pediátrica. 
Aceitar as mudanças e coloca-las em prática não somente é uma obrigação profissional como também o 
respeito à integridade física do paciente sobre seus cuidados. 
 
REGRAS BÁSICAS PARA MOVIMENTAÇÃO DE ACIDENTADOS 
 
 Não mover a vítima da posição na qual se encontra antes de imobilizá-la, exceto quando: 
 Estiver num local de risco iminente; 
 Sua posição estiver obstruindo suas vias aéreas; 
 Sua posição impede a realização da análise primária; 
 Para garantir acesso a uma vítima mais grave. 
 
Vejamos alguns conceitos importantes para serem aplicados na imobilização da vítima na prancha rígida 
que melhoram a segurança do paciente, estabilizam melhor as fraturas e reduzem significativamente a 
dor e o desconforto próprios do transporte em UNIDADES DE RESGATE. 
 
IMOBILIZAÇÃO PROVISÓRIA 
 
 Os acidentados, em geral, se apresentam em uma das quatro posições gerais: sentada, em 
semipronação (decúbito lateral), supina (deitada) ou de pé. 
 Os socorristas devem proteger e imobilizar a coluna da vítima imediata e continuamente do momento 
em que o encontra até que esteja fisicamente imobilizado na prancha rígida com o apoio lateral de 
cabeça. 
 Imobilização manual, pranchas rígidas, coletes de imobilização, colocar em posição supina a vítima 
que está em pé, padiolas articuladas, métodos de rolamento em monobloco ou de elevação em 
monobloco apropriados ou retirada rápida com imobilização manual completa são técnicas de 
imobilização provisória que visam, em especial, proteger a coluna da vítima. 
 
ESTABILIZAÇÃO MANUAL DA CABEÇA 
 
Sempre que houver a decisão de imobilizar um acidentado traumatizado, o socorrista deve: 
1. Alinhar a cabeça do doente em uma posição neutra (a menos que haja contraindicação). 
2. Manter o alinhamento com a estabilização manual todo o tempo. 
 
3. Realizar a análise primária e proceder ás intervenções necessárias. 
 
 
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 Para a estabilização da cabeça basta manter as mãos apoiadas na face da vítima e apoiar os cotovelos 
na coxa. 
NÂO APÓIE OS COTOVELOS NO CHÃO, DESNECESSARIAMENTE! 
 
REGRAS IMPORTANTES 
 
 A cabeça deve permanecer em posição estável neutra, alinhada manualmente, até que a imobilização 
mecânica do tronco (CINTOS DE SEGURANÇA DA PRANCHA RÍGIDA) e da cabeça (APOIO LATERAL DE 
CABEÇA) se complete. 
 Dessa forma, a cabeça e o tronco da vítima são imobilizados e assim permanecem até o fim dos 
exames no hospital. 
 Movimentar a cabeça para uma posição neutra alinhada apresenta menos risco do que transportar o 
doente com a cabeça em posição angulada. 
 Além disso, a imobilização e o transporte são bem mais fáceis quando o paciente está em posição 
neutra. 
 
RESTRIÇÃO - ALINHAMENTO DA CABEÇA 
 
Em poucos casos, a movimentação da cabeça da vítima para a posição alinhada é contraindicada. Se a 
movimentação cuidadosa da cabeça e do pescoço em direção a uma posição alinhada e neutra 
provocar qualquer uma das seguintes reações, ela deve ser IMEDIATAMENTE interrompida: 
 Resistência ao movimento; 
 Espasmos dos músculos do pescoço; 
 Aumento da dor; 
 Início ou aumento de déficit neurológico, como adormecimento, formigamento ou perda de 
motricidade; 
 Comprometimento da via aérea ou da ventilação. 
 
IMOBILIZAÇÃO - POSIÇÃO ENCONTRADA 
 
 Se as lesões forem tão graves a ponto de a cabeça estar fora de alinhamento e não parecer mais se 
estender da linha média entre os ombros, não devem ser tentados movimentos de alinhamento 
neutro. 
 Nesses casos, a cabeça da vítima deve ser imobilizada na posição em que foi inicialmente encontrada. 
 
IMOBILIZAÇÃO DO PESCOÇO 
 
 Antes da imobilização com colar cervical todo o pescoço deve ser examinado junto com seu entorno 
(clavículas, occipital, região do mastoide). 
 Um colar cervical na medida adequada deve ser aplicado. A partir daí deve-se manter a estabilização 
manual da cabeça até a fixação final do tronco da vítima na prancha rígida. 
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 A aplicação de um colar cervical não dispensa a estabilização da cabeça da vítima manualmente até 
que um apoio lateral de cabeça seja aplicado. 
 Qualquer socorrista voluntário que esteja numa cena de emergência segura, devidamente orientado, 
pode continuar a estabilizar a cabeça da vítima depois da aplicação do colar cervical liberando o 
Auxiliar da Guarnição para outras funções mais importantes. 
 
COLARES CERVICAIS RÍGIDOS 
 
 Aplicados isolados não imobilizam adequadamente, apenas ajudam a sustentar o pescoço e impedir 
movimentos. Eles limitam a flexão em quase 90% e limitam a extensão, a flexão lateral e rotação em 
cerca de 50%. São importantes para auxiliar a imobilização, devendo, porém, ser usados sempre com 
estabilização manual ou imobilização mecânica com imobilizadores laterais de cabeça. 
 A finalidade específica do colar cervical é proteger a coluna cervical de compressão. 
 Um colar cervical eficiente se apoia sobre o tórax, coluna torácica posterior, clavícula e músculo 
trapézio, onde o movimento da pele sobre as estruturas abaixo é mínima, melhorando ainda mais a 
imobilização. 
 Escolha o colar do tamanho correto. 
 Um colar pequeno demais não será eficaz e permitirá flexões importantes do pescoço; 
 Um colar grande demais causará hiperextensão ou total movimentação se o mento estiver na parte 
interior dele. 
 É importante também que o colar esteja corretamente ajustado na lateral. Se estiver frouxo, não será 
eficaz em sua função de limitar movimentos da cabeça e poderá, acidentalmente, cobrir o mento, a 
boca e o nariz, obstruindo a via aérea do paciente. 
 Um colar apertado demais pode comprimir as veias do pescoço e causar aumento da pressão 
intracraniana, bem como reflexo vaso-vagal. 
 Um colar que não permita á mandíbula um movimento para baixo e á boca uma abertura sem 
provocar movimentação da coluna espinhal produzirá aspiração de conteúdo gástrico para os pulmões 
em caso de vômito do paciente, devendo, portanto, ser evitado. 
 
SELEÇÃO DO COLAR CERVICAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O primeiro socorrista faz a estabilização manual da cabeça e do pescoço da vítima. 
Logo depois deve trazê-la para uma posição alinhada neutra. 
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O segundo socorrista usa seus dedos para medir o pescoço da vítima, entre a mandíbula e o ombro. 
Utiliza essa medida na seleção do tamanho adequado de colar cervical (PP-P-M-G) ou para ajustar o colar 
cervical regulável. 
 
AJUSTE E APLICAÇÃO DO COLAR CERVICAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em caso de utilização de colar cervical ajustável, certifique-se de que este está travado no tamanho 
correto. 
Um socorrista aplica o colar cervical de tamanho apropriado, enquanto o outro continua a manter a 
estabilização neutra alinhada da cabeça e do pescoço da vítima. 
Após a colocação e a fixação do colar cervical, a estabilização manual da cabeça e do pescoço é mantida 
até que a vítima seja fixado ao dispositivo de imobilização (prancha rígida, colete imobilizador dorsal). 
 
CASO NÃO SEJA POSSÍVEL APLICAR UM COLAR CERVICAL 
 
 Naquelas situações em que pelo trauma local o alinhamento da cabeça e pescoço é contraindicado, 
improvisar a imobilização com cobertor, toalha enrolada, lençóis, fitas adesivas ou mesmo talas 
flexíveis. 
 Os socorristas devem exercer sua criatividade diante de tais situações. 
 
 
COMPENSAÇÃO DE ESPAÇOS 
 
 Em alguns casos, para manter a cabeça da vítima alinhada será necessário executar os procedimentos 
que veremos a seguir. Utilize o coxim do colete imobilizador dorsal, bandagens dobradas ou qualquer 
recurso adequado disponível para preenchimentos de espaços sobre a vítima ou para elevar algum 
seguimento de seu corpo. 
 
COXIM PARA ADULTOS 
 
 Para muitas vítimas, quando a cabeça é colocada em posição neutra alinhada, a porção mais posterior 
da região occipital da cabeça, varia de 1,5 cm a 9 cm, aproximadamente adiante da parede torácica 
posterior. 
 
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 Na maior parte dos adultos, há um espaço entre a parte posterior da cabeça e o dispositivo (prancha 
rígida, colete imobilizador dorsal, etc.), quando a cabeça está em posição neutra alinhada. Deve-se 
acolchoar este local antes de proceder á imobilização da cabeça. 
 
EXEMPLOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COXIM PARA CRIANÇAS 
 
 Em crianças pequenas (de até 7 anos), o tamanho da cabeça com relação ao corpo é 
proporcionalmente muito maior do que nos adultos, e os músculos das costas são menos 
desenvolvidos. 
 Ao colocar a cabeça de uma criança em posição neutra alinhada, a parte posterior irá, geralmente, 
estender-se cerca de 2,5 a 5 cm para além do plano posterior das costas. Portanto, se colocarmos uma 
criança diretamente contra uma superfície rígida, a cabeça se moverá em posição de flexão. 
 As pranchas para crianças devem ser acolchoadas sob o tronco para que a cabeça fique em posição 
neutra: acolchoamento em excesso resulta em extensão, e a falta de acolchoamento suficiente, em 
flexão. 
 EXEMPLOS
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Em algumas vítimas, a colocação da 
cabeça no nível da prancha longa pode 
levar à hiperextensão acentuada. 
 Para evitar essa hiperextensão, é necessário 
colocar um coxim entre a prancha longa e a 
cabeça, conforme demonstração.Fonte: 
PHTLS - 7º EDIÇÃO – Elsevior Editora L 2012tda. 
 Foto A: 
O tamanho proporcionalmente maior da cabeça da criança com 
relação ao resto do corpo, associado ao menor 
desenvolvimento da musculatura posterior do tórax, faz com que 
a cabeça fique em hiperflexão, quando a criança é colocada na 
prancha longa. 
 Foto B: 
Para prevenir essa hiperflexão, é necessário 
colocar um coxim sob os ombros e o tronco da 
criança. 
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FIXAÇÃO DE VÍTIMAS EM PRANCHA RÍGIDA 
 
Para propiciar uma melhor segurança para a vítima de trauma, conforto e uma melhor estabilização de 
eventuais fraturas, em especial, as que afetem a coluna vertebral passaremos a utilizar um novo 
conceito de imobilização da vítima em prancha rígida. 
A demanda por aquisição de cintos adicionais dependerá exclusivamente da Guarnição de Resgate. No 
entanto, até que o problema logístico seja solucionado daremos a você opções de imobilização com a 
aplicação do mesmo conceito. 
 
PRINCÍPIOS DE IMOBILIZAÇÃO 
 
Existem vários métodos de imobilização, porém todos devem seguir os princípios abaixo: 
 proteger contra movimentos em todas as direções – para cima, para baixo, para a esquerda ou para a 
direita; 
 a proteção deve abranger tanto o tronco superior (ombros ou tórax) quanto o tronco inferior (pelve) 
para evitar compressão e movimentação lateral das vértebras da região; 
 os movimentos de braços e pernas devem ser limitados, pois do contrário interferem na imobilização 
do tronco. 
A forma de imobilização proposta a seguir atende a todos os princípios de imobilização acima e requerem 
somente a adição de mais 3 cintos de segurança (tirantes da prancha rígida). 
PRANCHA LONGA – NOVO CONCEITO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Utilização de 6 cintos de segurança (tirantes), como segue: 
 2 tirantes em “X” para fixação do tórax; 
 3 tirantes para fixação de pelve e membros inferiores; 
 1 tirante exclusivo para fixação dos braços. 
 
 
 
 
 
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PRANCHA LONGA – CONCEITO ANTIGO 
 
 
 
 Utilização de 3 cintos de segurança (tirantes), como segue: 
 1 tirante para fixação do tórax; 
 2 tirantes para fixação de pelve e membros inferiores. 
 
NOTE que áreas importantes do corpo da vítima não obtém a imobilização adequada (tronco superior e 
membros inferiores) 
 
COMPARAÇÃO ENTRE PRANCHAS LONGAS 
 
 
 
 
 
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COMPARAÇÃO ENTRE IMOBILIZAÇÕES 
 
 
 
SEQUENCIA - MONTAGEM - PRANCHA RÍGIDA 
 
 
 
 Prancha rígida e acessórios de imobilização. 
 SUGESTÃO: 5 tirantes na cor amarela (OU OUTRA COR) e 1 tirante na cor vermelha (cor diferente para 
distinguir o tirante de restrição de membros superiores). 
 
 
 
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MONTAGEM TIRANTES EM “X” + APOIO LATERAL 
 
 
 
MONTAGEM – CINTO ADICIONAL PARA BRAÇOS 
 
 
 
 Um cinto adicional será utilizado para restringir os movimentos dos braços da vítima. 
 A proposta deste tirante ter uma cor diferente dos demais facilita o manejo, pois ele será retirado da 
prancha rígida antes da colocação da vítima. 
 
 
 
 
 
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MONTAGEM – CINTOS DE PELVE E MMII 
 
 
 
ACONDICIONAMENTO DE TIRANTES 
 
 
 
LIBERAÇÃO E AJUSTE DOS TIRANTES 
 
Um bom ajuste dos tirantes permitirá uma fixação adequada da vítima na prancha rígida. A seguir, veja a 
forma de liberar e ajustar os tirantes de fixação. 
 
 
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LIBERAÇÃO DOS TIRANTES INFERIORES 
 
 
 Libere os tirantes da pelve e membros inferiores e centralize-os na prancha longa. 
 
LIBERAÇÃO DOS TIRANTES SUPERIORES 
 
 
 
 Cuide para que as extremidades dos cintos de segurança em “X” fique na distância do primeiro vão da 
prancha longa. 
 
LIBERAÇÃO DOS TIRANTES 
 
 Libere e ajuste todos os tirantes, 
conforme recomendado. 
 Retire da prancha longa o tirante de 
fixação dos braços. Ele será o último a 
ser aplicado. 
 
 
 
 
 
 
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PERSPECTIVA DA VÍTIMA - PRANCHA 
 
 
 
 Posição dos tirantes em relação ao corpo da vítima. 
 
CONCEITO BÁSICO DE ESTABILIZAÇÃO DE VÍTIMAS EM PRANCHA LONGA 
 
 A primeira parte da vítima a ser imobilizada DEVE SER O TRONCO começando pelo TÓRAX. 
 Imobilizar o tronco no dispositivo de modo que o tronco não possa se mover para cima, para baixo, 
para a esquerda ou direita. 
 2 cintos serão fixados em “X” SOBRE O TÓRAX. 
 1 cinto será fixado sobre a crista ilíaca ou nas proximidades. 
 O tronco e a pelve são imobilizados ao dispositivo (prancha rígida) de modo a apoiar os segmentos 
torácico, lombar e sacral da coluna vertebral e impedir sua movimentação. 
 
 
FIXAÇÃO DOS TIRANTES DO TÓRAX 
 
 
 Os tirantes de tórax devem ser os 
primeiros a serem fixados. 
 Trabalho sincronizado. Um socorrista 
de cada lado passa o tirante para o 
outro e juntos fixam o tórax. 
 
 
 
 
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PRESSÃO IDEAL DE TIRANTES SOBRE O TÓRAX 
 
 Coloque os 4 dedos de uma das mãos 
espalmadas sob o fecho dos tirantes e 
puxe a fita continuamente, sem produzir 
movimentos bruscos. 
 Quando o tirante estiver apertado retire 
a mão de baixo e terá a pressão ideal 
sobre o tórax. 
 
 
 
 
PROTEÇÃO DA PELE EXPOSTA 
 
 Se um fecho de 
um tirante tiver 
que ser colocado 
sobre a pele 
exposta de uma 
vítima, proteja-a 
com uma 
atadura de crepe 
dobrada em 
camadas. 
 Evite lesões por abrasão ou pressão sobre a pele. 
 
 
 
FIXAÇÃO DO TRONCO – COMPLEMENTO 
 
 Em seguida fixe o tirante da região pélvica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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IMOBILIZAÇÃO DA CABEÇA 
 
 Depois de imobilizar o tronco na prancha rígida e de 
colocar o acolchoamento, caso necessário, detrás da 
cabeça, esta deve ser fixada ao dispositivo (apenas depois 
de imobilizado o tronco). 
 Os apoios laterais de cabeça devem ser aplicados com a 
técnica padrão apresentada a seguir. 
 
 
TÉCNICA DE APLICAÇÃO 
 
 
 
ESTABILIZAÇÃO DAS PERNAS 
 
 
 
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 Uso de 2 ou 3 talas flexíveis de tamanho 
apropriado,com a embalagem, para o 
preenchimento do vão naturalmente existente 
entre as pernas. 
 Independente de que haja ou não fraturas nos 
membros inferiores deve-se restringi-los para 
limitar seus movimentos anteriores e laterais. 
 Se as pernas se movem durante a manipulação e 
transporte da vítima, o tronco se move e, em 
consequencia, também a coluna vertebral. 
 Deve-se também manter o alinhamento das 
pernas na posição funcional, sem arquea-las para 
dentro, o que acontece quando se junta os 
calcanhares. 
 Se não houver contaminação, estas talas 
poderão ser reutilizadas retirando, obviamente, 
a embalagem. 
 Preencha o espaço entre as pernas da vítima 
com tantas talas flexíveis quanto necessário. 
 Um socorrista deve manter a estabilização 
manual das pernas durante os procedimentos. 
 CUIDADO: não deixe fechos de cintos de segurança apoiados sobre a perna da vítima, pressionando-a, 
produzindo desconforto (dor, pressão) ou lesão. 
 
VANTAGEM DA IMOBILIZAÇÃO DE PERNAS 
 
 
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ESTABILIZAÇÃO DOS BRAÇOS 
 
 Para maior segurança, os braços da vítima devem ser fixados á prancha rígida antes de movimentá-la 
para a colocação na maca e para o transporte. Para tanto, DEVE-SE posiciona-los lateralmente ao 
corpo, com as palmas das mãos para dentro e restringi-los com a aplicação de UM TIRANTE 
ADICIONAL. 
 Os braços da vítima NÃO PODEM SER FIXADOS CRUZADOS SOBRE O TÓRAX inferior ou abdômen, 
pois pode provocar grave dificuldade respiratória. 
 Os braços da vítima NÃO DEVEM SER FIXADOS PELO TIRANTE QUE PASSA NA REGIÃO DA CRISTA 
ILÍACA. Este tirante serve para a imobilização do tronco inferior. Além do mais se este tirantes 
estiverem apertados o suficiente para proporcionar uma imobilização adequada do tronco inferior, 
eles poderão comprometer a circulação do sangue nas mãos. Se estiverem frouxas, não serão capazes 
de imobilizar adequadamente o tronco ou os braços. 
 
TIRANTE ADICIONAL 
 
Se o paciente estiver dentro de uma ambulância e tiver que ser submetido a algum procedimento 
(verificação da pressão arterial, acesso venoso por uma equipe de SAV) o tirante pode ser removido ou 
afastado. 
Se, por sua vez, o tirante que fixa o braço for o mesmo do tronco, ao afrouxá-lo, a imobilização do tronco 
ficará comprometida, além das complicações vistas anteriormente. 
 
MODO DE PASSAGEM DO TIRANTE DE BRAÇO 
 
 
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CONSTRANGIMENTOS 
 
É muito constrangedor para a vítimas e mesmo seus familiares quando um socorrista desinformado 
prende as mãos da vítima por dentro da calça, na virilha, com a finalidade de imobiliza-la, mesmo que 
temporariamente. 
Isso é TOTALMENTE PROIBIDO na atividade de Resgate. 
 
“FALTA DE TIRANTES PARA A PRANCHA” 
 
Sempre existem aqueles “profissionais” que são avessos à mudanças e criam diversos obstáculos para não 
segui-las imediatamente. 
Esses “profissionais” podem ser um obstáculos para o próprio crescimento do Sistema Médico de 
Emergências a que pertencem. 
A alegação de que faltam cintos de segurança (tirantes) suficientes e de que dispõem de somente 3 cintos 
na UR não impede a aplicação do conceito, conforme veremos a seguir, até que os recursos 
necessários sejam obtidos. 
Isto demanda que o Comandante de Guarnição busque suprir suas necessidades operacionais através da 
sua Cadeia de Comando e seu Coordenador de Resgate regional. 
 
OPÇÃO DE IMOBILIZAÇÃO - ACESSÓRIOS 
 
Mais importante que possuir os materiais e equipamentos adequados é saber aplicar corretamente os 
conceitos de atendimento pré-hospitalar. 
Se existem somente 3 cintos de segurança disponíveis, utilize-os conforme a sugestão apresentada a 
seguir e faça as demais fixações com outros recursos improvisados como ataduras de crepe, 
bandagens triangulares, etc. 
Priorize a estabilização do tronco superior e inferior, evitando seu movimento para baixo, para cima, para 
a esquerda e para a direita e consequentes movimentos na coluna vertebral. 
 
OPÇÃO DE IMOBILIZAÇÃO - ACESSÓRIOS 
 
 
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 Uso de ataduras de crepe dobradas ao meio como recurso de restrição de movimentos de pernas e 
braços. 
 Priorização do uso dos 3 tirantes da prancha longa para a imobilização do tronco, provisoriamente, até 
a aquisição dos recursos necessários. 
 
 
PACIENTES OBESOS 
 
 Pacientes BARIÁTRICOS (com sobrepeso, obesos) são comuns no dia-a-dia, e cada vez se torna mais 
frequente em razão de aumento de peso crescente da população. 
 As pranchas rígidas, disponíveis comercialmente, são em geral especificadas para suportar um peso de 
180 Kg, medem em média aproximadamente 0,40 x 1,82 m. 
 É necessário um cuidado especial para assegurar que os limites de segurança de operação não sejam 
excedidos. Utilize socorristas adicionais, mesmo os voluntários no local da ocorrência, devidamente 
supervisionados e com a biossegurança necessária, para levantar e remover pacientes bariátricos, sem 
causar mais lesões na vítima e no socorrista (lombalgias, cervicalgias, distensões musculares, etc.). 
 Utilize também outros acessórios de imobilização para permitir uma boa fixação da vítima á prancha 
rígida, bem como seu reforço, tais como: tirantes adicionais, lençóis, bandagens triangulares, cabos da 
vida, etc. 
 
TRANSPORTE PROLONGADO 
 
 NESTES CASOS, tendo o objetivo de se mover vítimas de trauma com suspeita de lesão 
vertebromedular apenas uma vez, deve-se ter cuidado de acolchoar uma prancha longa antes de fixa-
las. Deve ser feita a estabilização da coluna cervical e devem ser tomadas precauções com relação á 
movimentação da coluna á medida que a vítima é colocada na prancha acolchoada. Essa preocupação 
ajuda a reduzir o risco de desenvolvimento de úlceras de pressão em vítimas com lesão 
vertebromedular. Qualquer área onde possa haver pressão sobre o corpo do doente, especialmente 
sobre proeminências ósseas, deve ser suficientemente acolchoada. 
 Outro fator importante é a redução da dor referente a permanência por muito tempo sobre uma 
prancha rígida. Estudos mostram que ocorre dor moderada com 30 minutos e dor intensa após 
aproximadamente 45 minutos. Necrose da pele (morte celular) pode ocorrer em cerca de 90 minutos 
de compressão tecidual sem circulação local. 
 
RISCO DE REGURGITAÇÃO 
 
 Pacientes imobilizados em pranchas rígidas, se regurgitarem, correm o risco de bronco aspiração com 
sérias repercussões pulmonares, o que inclui frequentemente o óbito. 
 Na iminência de vômito, a prancha rígida e a vítima devem ser imediatamente lateralizadas. 
 Um aspirador deve ser mantido disponível o tempo todo próximo da vítima, a fim de que seja 
facilmente acessível caso ocorra vômito. 
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 NÃO PERCA TEMPO em acessar um aspirador diante do vômito. 
 Lateralize a prancha rígida com a vítima, depois acesse o aspirador. 
 
INTERVENÇÃO - VÔMITOS 
 
 
 
 IMEDIATAMENTE lateralizar a prancha rígida para qualquer um dos lados para evitar a aspiração de 
vômitos. 
 Liberar o tirante da prancha longa que está posicionado sobre o colar cervical (mento) logo em 
seguida para permitir melhor abertura da boca da vítima. 
 Afastar, imediatamente, amáscara facial de oxigênio durante o vômito. Mantenha-a próxima a face 
segurando-a. 
 
 
NUNCA FIXE TIRANTES AO MENTO (QUEIXO) 
 
 Fixe tirantes sobre o colar cervical. 
 A fixação de tirantes diretamente sobre o queixo 
impede a abertura da boca, produz dificuldade 
respiratória e favorece a bronco aspiração em caso de 
vômito. 
 
COMPROMETIMENTO RESPIRATÓRIO 
 
 Doentes com lesões vertebromedulares altas (cervical) podem ter comprometimento do diafragma e 
dos músculos respiratórios acessórios (ou seja, músculos intercostais) o que os predispõe a 
insuficiência respiratória. Uma insuficiência respiratória pode ser agravada e acelerada pelas faixas 
utilizadas para imobilização da coluna, que restringem ainda mais a ventilação. 
 
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 Antes de iniciar um transporte prolongado, deve-se verificar muito bem para ter certeza de que o 
tronco do doente está fixado na cintura escapular e na pelve, e não haja faixas limitando a expansão da 
parede torácica. 
 
ERROS MAIS COMUNS DE IMOBILIZAÇÃO 
 
 IMOBILIZAÇÃO INADEQUADA: O tronco pode ser movimentado para cima ou para baixo no dispositivo 
ou a cabeça pode move-se excessivamente. 
 IMOBILIZAÇÃO COM A CABEÇA HIPERESTENDIDA: Em geral, decorre da falta de acolchoamento 
adequado atrás da cabeça. 
 IMOBILIZAÇÃO DA CABEÇA ANTES DO TRONCO OU REAJUSTE DOS TIRANTES TORÁCICOS APÓS A 
FIXAÇÃO DA CABEÇA: Isso provoca a movimentação do dispositivo com relação ao tronco, movendo 
também a cabeça e a coluna vertebral. 
 ACOLCHOAMENTO INADEQUADO: O não preenchimento dos espaços vazios sob a vítima pode 
permitir a movimentação inadvertida da coluna, provocando novas lesões e aumentando o 
desconforto do doente. 
 
IMOBILIZAÇÃO EM PRANCHA RÍGIDA 
 
A partir de agora VEREMOS as principais técnicas de movimentação de acidentados empregadas no Corpo 
de Bombeiros. 
 As técnicas aqui apresentadas poderão ser adaptadas e variar de acordo com as circunstâncias (tipo de 
trauma, localização da vítima, número de socorristas, etc.), mas os fundamentos de sua aplicação são 
invariáveis, tais como: 
 movimentação por rolamentos em monobloco; 
 imobilize a vítima na posição encontrada (sentada, deitada ou em pé) com a melhor técnica aplicável; 
 nas situações de risco ou que exijam transporte imediato, aplique as técnicas rápidas de extricação. 
 
ELEVAÇÃO A CAVALEIRO 
 
INDICAÇÃO: 
Vítimas cujas condições impedem o rolamento em monobloco, tais como os politraumatizados graves, 
aqueles com fratura de costelas, pelve ou fêmur. 
 
Disponibilidade de PELO MENOS 4 SOCORRISTAS para a execução. 
 Não se executa “elevação a cavaleiro” com menos de 4 socorristas, exceto na aplicação da sequencia 
de procedimentos denominada “RESGATE DE ELIFAS”. 
 
 
 
 
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POSIÇÃO DOS SOCORRISTAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
POSICIONAMENTO DA PRANCHA LONGA 
 
 A prancha longa deve ser posicionada ao lado da 
vítima. 
 A margem inferior do apoio lateral de cabeça deve 
estar alinhado com o ombro da vítima. 
Os socorristas se posicionam, distribuídos conforme 
slide anterior, com um dos pés ao lado da prancha e 
o outro ao lado da vítima. 
 
 
COLOCAÇÃO NA PRANCHA LONGA 
 
 
 Ao comando de “TRÊS, DOIS, UM” todos os 
socorristas elevam a vítima SIMULTANEAMENTE a 
cerca de 1 palmo do chão, suficiente para que a 
vítima esteja acima da superfície da prancha longa. 
 AGUARDAM O 2º COMANDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
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COLOCAÇÃO NA PRANCHA LONGA 
 
 Ao comando de “ATENÇÃO! JÁ” a vítima é levada 
lateralmente e suavemente pousa sobre a prancha 
longa. 
 
 
 
 
 
ROLAMENTO EM MONOBLOCO 90º 
 
INDICAÇÃO: 
 Vítimas cujas condições permitem ser movimentadas lateralmente, tais como aquelas com lesões leves 
cujo rolamento não as compromete (escoriações, entorses, contusões sem suspeita de fraturas de 
extremidades, etc.). 
 Também deve ser aplicada quando não houver socorristas adicionais ou voluntários para auxiliar a 
Guarnição de UR na aplicação da técnica de “Elevação a Cavaleiro” para a movimentação de uma 
vítima grave. 
 
POSICIONAMENTOS: PRANCHA LONGA / SOCORRISTAS 
 
OPÇÃO A: 
 A prancha longa deve ser posicionada ao lado 
da vítima. 
 Os socorristas se posicionam do lado oposto a 
prancha longa, conforme mostra na foto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DETALHE - MÃOS DOS SOCORRISTAS 
 
 
 
COMANDO 
 
 Ao comando de “TRÊS, DOIS, UM” a vítima é 
movimentada em monobloco. 
 O movimento deve ser firme e uniforme. 
 NUNCA segure a vítima pela roupa, pois se 
forem elásticas não permitirá que todas as 
parte do corpo de movimentem em conjunto. 
 
 
 
MOVIMENTAÇÃO DA VÍTIMA 
 
 Quando a vítima estiver em decúbito lateral o 
socorrista deverá retirar a mão da coxa e 
inspecionar o dorso em busca de ferimentos, 
expondo inclusive o corpo, caso seja 
necessário. 
 A cabeça da vítima deverá ser mantida imóvel e 
alinhada durante todo o procedimento de 
movimentação. 
 
 
 
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AJUSTE DA PRANCHA LONGA 
 
 Depois do exame do dorso, o socorrista deverá 
puxar a prancha longa e aproxima-la do corpo da 
vítima. 
 Cuidar para que a prancha fique “encaixada” sob 
a vítima o máximo possível. 
 
 
 
ROLAMENTO PARA A PRANCHA LONGA 
 
 
 
AJUSTE DA VÍTIMA EM ZIGUE-ZAGUE 
 
 Neste tipo de movimentação com a prancha 
posicionada no tamanho exato do corpo da 
vítima sempre será necessário centralizar a 
vítima na prancha longa depois do rolamento 
90º. Portanto, prefira sempre que possível, 
posicionar a prancha acima do corpo da vítima. 
 Os socorristas seguram a vítima imediatamente 
ao rolamento, na cintura e debaixo das costas 
ou sob os ombros. Nunca segure-a pelos 
braços. 
 
 
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 Ao comando de “PARA BAIXO, “TRÊS, DOIS, UM!”, deslizam a vítima para a parte inferior da prancha. 
 Ao comando de “PARA CIMA, “TRÊS, DOIS, UM!”, deslizam a vítima para a parte superior da prancha. 
 Desta maneira, conseguem deslizar a vítima em sentido longitudinal, para baixo e para cima, 
ajustando-a ao centro da prancha longa. 
 NÃO EXISTE A NECESSIDADE DE EXECUTAR POSICIONAMENTO Á CAVALEIRO COM 3 SOCORRISTAS 
PARA AJUSTAR A VÍTIMA NA PRANCHA LONGA. 
 
 
POSICIONAMENTOS: PRANCHA LONGA / SOCORRISTAS 
 
OPÇÃO B: 
 Posicione a prancha longa ultrapassando a 
cabeça da vítima cerca de 60 cm. 
 Os socorristas se posicionam conforme visto 
na opção anterior. 
 NESTE MODELO não será necessário fazer 
ajuste em zig-zag. Basta movimentar a vítima 
para cima ao longo da prancha evitando 
excessiva movimentação sobre a coluna 
vertebral. 
 
 Execute o rolamento, exame da vítima e aproximação da prancha conforme visto na técnica anterior. 
 
AJUSTEO ajuste será feito num movimento em único sentido para cima e para o centro. 
 Se necessário, devido ao tamanho e peso da vítima, faça em 2 etapas até o ajuste final. 
 O posicionamento da prancha conforme mostrado evita o movimento em zigue-zague. 
 
 Nenhuma das técnicas é prioritária sobre a outra. Opte pela que mais se adequar ao paciente ou ao 
local da ocorrência. 
 
ROLAMENTO EM MONOBLOCO 180º 
 
INDICAÇÃO: 
 Vítimas que estejam em decúbito ventral na cena de emergência. 
 
 
 
 
 
 
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ROLAMENTO EM MONOBLOCO 180º 
 
 Na abordagem inicial os socorristas devem se 
posicionar do seguinte modo: 
 Cmt: ao lado da face da vítima; 
 Aux: estabilizando a cabeça; 
 Mot: quando presente, do lado oposto ao Cmt. 
 Iniciar a Análise Primária. 
 
 
 
LEMBRE-SE: uma das justificativas para se movimentar um acidentado da posição que se contra antes 
de imobiliza-la é a necessidade de completar a Análise Primária. A posição da vítima em decúbito 
ventral impede uma análise primária completa. 
 
REPOSICIONAMENTO DOS BRAÇOS 
 
 Preferencialmente, a vítima será 
movimentada para o lado oposto a face. 
 Se o braço da vítima do lado sobre o qual será 
movimentada estiver acima da linha do 
ombro estenda-o ao longo do corpo. 
 
 Se houver fratura neste braço, considere a 
possibilidade de movimentar a vítima para o 
lado da face. 
 
 Aproxime os braços e pernas para a posição 
anatômica segurando sempre em 2 pontos 
durante a movimentação. 
 
 Nos casos de fraturas, faça a estabilização 
manual durante a movimentação. Considere 
uma imobilização provisória com talas antes 
de movimenta-la. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ESTABILIZAÇÃO DA CABEÇA E PESCOÇO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A estabilização da cabeça é fundamental na manobra de rolamento 180º. 
 Crie um espaço com uma das mãos como alavanca debaixo da face e então insira a mão oposta 
debaixo da cabeça até alcançar a mandíbula. 
Com a outra mão sobreposta á face, apoie os dedos na mandíbula, como se cabeça e mãos fossem um 
“sanduiche”. Faça isso antes de iniciar o rolamento. Evite manipulação excessiva durante esta ação. 
 
POSICIONAMENTO DA PRANCHA LONGA 
 
 Deve ser posicionada de modo que o suporte do 
apoio lateral de cabeça esteja no alinhamento do 
ombro. 
 CALCULE o distanciamento da prancha em relação 
á vítima de tal forma que seu corpo ao ser 
movimentado 180º repouse no centro da prancha 
evitando novo ajuste. 
 Quanto maior o corpo da vítima, maior será este 
distanciamento. 
 
POSICIONAMENTO DOS SOCORRISTAS 
 
 Um dos socorristas de joelhos em frente á cabeça 
da vítima, na direção do ombro. A mão do braço 
estendido da vítima está posicionada exatamente 
entre os joelhos deste socorrista. 
 Demais socorristas, de joelhos, no centro da 
prancha longa, sendo que um está na direção do 
tórax e outro na direção da coxa. 
 
 
 
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POSICIONAMENTO DAS MÃOS 
 
 Um socorrista estabiliza a cabeça. 
 Socorrista do tórax:: mão SOB o ombro, mão no 
centro da coxa do lado oposto ao que está 
ajoelhado; 
 Socorrista da coxa: mão na cintura e mão na perna 
abaixo do joelho da vítima. 
 
ROLAMENTO EM 2 TEMPOS 
 
 A PRIMEIRA movimentação deve ser feita em 90º. 
 
 Ao comando de “TRÊS, DOIS, UM!” executam, 
simultaneamente, o rolamento até que a vítima 
esteja em decúbito lateral. 
 
 Logo depois deste rolamento os socorristas devem 
se afastar do centro da prancha. 
 
COMPLETAR ROLAMENTO - 180º 
 
 Ao comando de “TRÊS, DOIS, UM!”; executam 
NOVO rolamento de forma que a vítima seja 
posicionada no centro da prancha longa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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AJUSTE DO BRAÇO 
 
O socorrista, então posicionado na altura da coxa da 
vítima, troca de lado e será o responsável pelo 
alinhamento do braço que ora estava estendido. 
 Aproximar este braço para uma posição 
confortável ao lado do corpo da vítima. 
 Segurar sempre em 2 pontos quando fizer 
qualquer movimentação. 
 
AVALIAÇÃO DA VÍTIMA 
 
 Retomar, se necessário, a Análise Primária quando 
a vítima estiver em decúbito dorsal. 
 
 
 
 
 
 
 
IMOBILIZAÇÃO DA VÍTIMA – EM PÉ 
 
INDICAÇÃO: 
 Vítimas de trauma que se encontram em pé no 
local da ocorrência. 
 Muitas dessas vítimas possuem lesão de coluna 
vertebral, sem no momento, haver 
comprometimento medular. 
 
IMOBILIZAÇÃO DA VÍTIMA EM PÉ - 3 SOCORRISTAS 
 
 Todos os socorristas deverão abordar a vítima pela 
frente evitando que esta se movimente. 
 O Cmt da Guarnição aborda a vítima e explica a 
necessidade de imobiliza-la naquela posição; 
 Estabiliza manualmente a cabeça 
 
 
 
 
 
 
 
 
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IMOBILIZAÇÃO CERVICAL 
 
 Auxiliar da Guarnição: aborda a vítima por trás e assume a estabilização da cabeça; 
 Cmt da Guarnição: aplica-lhe o colar cervical, com a técnica adequada. 
 
INSERÇÃO DA PRANCHA LONGA 
 
 A prancha longa será inserida pelo 3º socorrista 
(Motorista), por trás da vítima diagonalmente entre 
os braços do socorrista que lhe apoia a cabeça. 
 
 
 
 
 
 
 
POSIÇÃO DOS SOCORRISTAS 
 
 Um continua a estabilização da cabeça detrás da 
vítima tendo a prancha longa posicionada entre os 
braços. 
 Os outros dois socorristas se posicionam 
lateralmente a vítima como se abrissem 1 passo 
com o pé centralizado na prancha longa. 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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MODO DE SEGURAR A VÍTIMA E PRANCHA 
 
 A mão do socorrista que está mais próxima da 
prancha longa é inserida entre a axila e o braço da 
vítima e segura o vão da prancha longa mais próximo 
desta região. 
 A outra mão (opo vítima,sta) segura o braço da
bem próximo do cotovelo. 
 Ambos os socorristas posicionados lateralmente 
seguram a vítima e prancha longa com os mesmos 
critérios. 
 
VISÃO GERAL DO POSICIONAMENTO 
 
 Os socorristas devem segurar 
firmemente a prancha longa nos 
mesmo vãos correspondentes de 
cada lado evitando desníveis 
durante a descida. 
 
 
 
 
 
 
DESCIDA DA VÍTIMA 
 
 Ao comando 
de “TRÊS, 
DOIS, UM!” 
os 
socorristas 
posicionados 
lateralmente 
devem dar 3 
passos 
adiante e se 
 
ajoelharem levando a prancha longa ao solo, enquanto que o socorrista posicionado detrás da vítima 
se afasta. 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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CONTINUIDADE DO ATENDIMENTO 
 O socorrista posicionado detrás da vítima 
mantém a imobilização constante da cabeça 
durante todo o procedimento até que a vítima 
seja levada ao solo. 
 Se necessário, ajustam a posição da vítimana 
prancha longa depois de completado o 
atendimento inicial. 
 
 
 
 
Na maior parte das abordagens em que é necessário a imobilização da vítima em pé o Motorista está 
atarefado com o posicionamento da viatura ou sinalização ou não há um terceiro socorrista á disposição 
para apoiar no momento. A mesma imobilização pode ser feita somente com 2 socorristas com a mesma 
segurança com a técnica que veremos adiante! 
 
IMOBILIZAÇÃO DA VÍTIMA EM PÉ 
2 SOCORRISTAS 
 
 Com uma das mãos ambos os socorristas apoiam lateralmente a cabeça da vítima. 
 Com a outra mão seguram firmemente a prancha longa pelos vãos mais próximos das axilas da vítima. 
 
 Sob comando descem a prancha longa até o solo. 
 Mantém a imobilização lateral de cabeça constante durante a descida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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REMOÇÃO DE CAPACETE 
 
INDICAÇÃO: 
 Várias atividades envolvem o uso de capacete como as 
competições esportivas (skate, patinação, etc.) ou 
automobilística e motociclísticas, bem como o usuário de 
motocicletas como meio de transporte. 
 
CONTRAINDICAÇÃO: 
 Não retirar o capacete se houver objeto transfixando o 
mesmo ou se a vítima queixar-se de aumento de dor na 
coluna cervical. 
 Neste caso transportá-la com o capacete fixo na prancha 
longa. 
USE a criatividade e os materiais disponíveis na UR ou no local 
da ocorrência para atingir esta finalidade. 
 
 
ESTABILIZAÇÃO DA CABEÇA 
 
 A vítima deverá estar em decúbito dorsal e a cabeça deverá ser alinhada junto com o capacete. 
 Permite-se a retirada do capacete com a vítima em outra posição que não em decúbito dorsal se ela 
estiver presa em algum lugar impedindo o rolamento. 
 
REMOÇÃO DA JUGULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Soltar a presilha da jugular. Em último caso, se necessário, corta-la. 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 203 
 
 
RETIRADA 
 
 Se o capacete for oval será necessário alarga-lo 
com as próprias mãos, mantendo-o dessa forma 
durante todo o processo de retirada para que ele 
não traumatize as orelhas da vítima. 
 Se o modelo do capacete cobre toda a face da 
vítima será necessário remover primeiro o visor e 
erguer a parte da frente do capacete ao tirá-lo, 
para que não traumatize o nariz. 
 
 
 
 
ESTABILIZAÇÃO DA CABEÇA DURANTE A DESCIDA ATÉ O SOLO 
 
 
 Na medida em que um socorrista remove o capacete lentamente, o outro socorrista desliza a mão 
suportando o peso da cabeça da vítima. 
 
ESTABILIZAÇÃO MANUAL DA CABEÇA 
 
 Depois que o capacete for removido, o socorrista posicionado detrás da cabeça da vítima torna a 
assumir a imobilização manual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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 Verifique se não há a necessidade de colocar um coxim sob a cabeça da vítima para manter o 
alinhamento em relação a superfície que ela está deitada (prancha ou solo). 
 
APLICAÇÃO DE COLAR CERVICAL 
 
 O colar cervical deverá ser colocado no momento 
oportuno, ou seja, na etapa “A” da Análise Primária. 
 
 
 
 
E SE A VÍTIMA ESTIVER EM DECÚBITO VENTRAL? 
VEJA A EXPLICAÇÃO AO LADO E SIGA AS INSTRUÇÕES 
SEGUINTES. 
 
 Execute o rolamento em monobloco 180º, preferencialmente, sobre a prancha longa, evitando dupla 
movimentação. 
 Tenha cuidado redobrado se a vítima não estiver em terreno plano. Neste caso, em vez de fazer o 
rolamento diretamente sobre a prancha longa, avalie se não é melhor para a vítima que ela seja 
movimentada em decúbito dorsal, tratada e somente depois colocada sobre a prancha longa com 
elevação a cavaleiro. 
 
ROLAMENTO MONOBLOCO 180º COM CAPACETE 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
Departamento de Ensino de Resgate – Escola Superior de Bombeiros Cel PM Paulo Marques Edição 2016 205 
 
 
 
DÚVIDA DE PROCEDIMENTO 
COBRIR A VÍTIMA ANTES OU DEPOIS DE COLOCAR OS TIRANTES DA PRANCHA LONGA? 
 
Cobrir a vítima com manta aluminizada (cobertor térmico) e depois passar os cintos de segurança da 
prancha longa ou imobilizar com os cintos da prancha e depois cobrir? Usar o lado fosco ou o lado 
brilhante do material aluminizado (caso exista diferença) em contato com a vítima? 
As respostas a estas perguntas parecem óbvias, mas ainda existem muitas pessoas com dúvida a este 
respeito! 
Para dirimir as eventuais dúvidas apresentaremos a seguir a técnica adequada para cobrir a vítima. Para 
muitas coisas existem situações de exceção. Trataremos disso também! 
 
EXCEÇÃO: 
 
Se a vítima tiver que ser embarcada num helicóptero a manta aluminizada deverá ser colocada debaixo 
dos cintos de segurança tendo em vista que é inseguro mante-la sem fixação devido aos rotores em 
funcionamento que produz vento e sua remoção. O uso de ataduras de crepe como meio adicional para 
prender a manta é mostrada na sequencia de slides seguinte. 
 
MOVIMENTAÇÃO DA VÍTIMA PARA A PRANCHA LONGA 
 
Depois que a vítima estiver na prancha longa 
será necessário a movimentação desta para a 
maca e depois a movimentação da maca para 
ao interior da viatura. 
Pense em 2 coisas: sua biossegurança para 
levantamento de peso e na segurança da 
vítima. 
Use a técnica a seguir e prefira utilizar mais 
pessoas, mesmo que sejam socorristas 
voluntários sob sua supervisão para 
levantamento de pesos. 
Sempre que possível a PRIORIDADE é a 
utilização de pelo menos 4 socorristas em 
qualquer atividade que envolva levantamento 
e movimentação de vítimas imobilizadas em 
pranchas longas. Utilize socorristas adicionais, 
mesmo que sejam voluntários devidamente 
orientados, respeitando-se os limites de 
segurança em local de risco. 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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ELEVAÇÃO DA PRANCHA LONGA - 2 TEMPOS – 3 SOCORRISTAS 
 
 Posicione a maca da viatura na frente da cabeça 
da vítima. 
 
 2 socorristas, posicionados lateralmente, devem 
segurar a prancha longa na altura do tórax da 
vítima. 
 
 Outro socorrista a segura na parte inferior . 
 
 Mantenha um joelho no chão e o joelho externo 
elevado ; mantenha a coluna ereta. 
 
 Segure nos mesmos vãos correspondentes ao 
que o outro socorrista está segurando do outro 
lado para equilíbrio da prancha longa. 
 
Ao comando de “TRÊS, DOIS, UM!” a prancha 
longa deverá ser elevada, lenta e 
simultaneamente, e ser apoiada sobre os 
joelhos. 
 
A elevação se fará em 2 TEMPOS. 
 Ao segundo comando de “TRÊS, DOIS, UM” 
todos se elevam ao mesmo tempo. 
 
 Os braços se mantém estendidos e a 
prancha é mantida na horizontal. 
 
 A prancha longa deve estar posicionada na 
frente da vítima. 
 
 A equipe de desloca somente na distância 
necessária para colocação da vítima na 
prancha longa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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RESGATE DE ELIFAS 
 
Resgate de Elifas é a denominação dada ao conjunto de procedimentos que atendem ao Transporte 
Imediato de politraumatizados graves. 
 
SITUAÇÕES INDICADAS: 
1. Imobilização e movimentação de vítimas de trauma que necessitamdo emprego do POP Transporte 
Imediato; 
2. Emprego de 3 socorristas como única alternativa para a movimentação de acidentados por meio da 
técnica “elevação a cavaleiro”; 
3. Imobilização de fratura de extremidades e pelve por meio de técnicas simples de imobilização diante 
de situações de Transporte Imediato. 
4. PRIMEIRA ESCOLHA para atendimento ao politraumatizado em Acidentes com Múltiplas Vítimas. 
 
Avaliada pelo ENC da Guarnição a necessidade de Transporte Imediato, em qualquer fase do 
atendimento, os únicos procedimentos recomendados são: manutenção de vias aéreas, ventilação, 
oxigenação, controle de hemorragias e estabilização da coluna cervical. 
A partir daí inicia-se a série de procedimentos para a movimentação, imobilização e transporte do 
acidentado. 
 
 
 
 
 
 
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A aplicação tática prevê que o Auxiliar da Guarnição de UR mantenha a estabilização da cabeça depois da 
aplicação do colar cervical. 
O Motorista da UR traz , imediatamente, a maca com a prancha longa, 2 talas GG (rígidas ou flexíveis) e 2 
talas G (flexíveis). 
Libera os tirantes da prancha longa e assume a estabilização dos MMII da vítima. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Veja com detalhes a utilização da tala: 
 
O Cmt da Guarnição insere as 2 talas GG sob os lados da vítima tomando como base a escápula, o quadril 
e os calcanhares. 
A tala ultrapassa o ombro em cerca de 1 palmo para que o Motorista auxilie na movimentação. 
O calcanhar deve permanecer apoiado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Os MMSS da vítima, caso não estejam fraturados, serão colocados momentaneamente sobre o corpo. 
Se estiverem fraturados serão mantidos ao lado do corpo. 
Auxiliar e Motorista estabilizam a cabeça e as pernas da vítima durante todo o tempo de aplicação da 
técnica. 
 
 
 
 
. 
 
O Cmt da Guarnição deverá posicionar a prancha longa ao lado da vítima para a elevação a cavaleiro. 
O Auxiliar da Guarnição ajudará na elevação do tórax e cabeça mantendo as mãos sob os ombros da 
vítima. Com os antebraços estabiliza a cabeça. 
Cmt se posiciona no centro do tórax e Auxiliar no centro de coxa. Ambos utilizam as talas para a elevação 
da vítima. 
 
 
 
 
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Sob comando e contagem de “ TRÊS, DOIS, UM” a elevação é feita em tempo único e a vítima é colocada 
sobre a prancha longa simultaneamente. 
 
As talas usadas para a elevação agora é colocada ao lado corpo para estabilizar as áreas fraturadas (pelve, 
coxa ou pernas). 
Observe que o Auxiliar e Motorista reassumem a posição de estabilização de cabeça e MMII 
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O Auxiliar da Guarnição estabiliza as pernas com apoio das talas laterais. 
Cmt da Guarnição preenche os espaços entre as pernas com 2 talas flexíveis G. Isso garante maior 
estabilidade dos MMII e consequentemente da fratura, se houver 
 
 
 
 
O fechamento dos cintos de segurança da prancha longa será feito pelo Cmt de Guarnição. Note que na 
foto consta o antigo modo de imobilização de tórax com uso de somente 3 cintos na prancha longa. 
A técnica atualmente recomendada com 5 cintos e estabilização dos braços com 1 cinto adicional 
melhora significativamente a imobilização. 
Observa-se a colocação do apoio lateral de cabeça pelo Cmt de Guarnição.; 
 
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Assim que o tirante de tórax é aplicado o Motorista prepara o cobertor térmico para a vítima. 
Cmt e Auxiliar terminam a aplicação do apoio lateral de cabeça com a técnica padrão. 
Cmt e Motorista aplicam o cobertor térmico com a técnica padrão. 
 
 
 
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A vítima está pronta para colocação na maca e transporte 
no tempo de 1min40seg aproximadamente a partir do 
momento do controle de hemorragias e aplicação do 
colar cervical. 
Foi movimentada adequadamente para a prancha longa, 
as fraturas de pelve ou extremidades estão devidamente 
imobilizadas e a vítima está pronta para o transporte. 
 
 
 
EMBARQUE E DESEMBARQUE - MACAS 
 
Nesta parte do treinamento você terá informações importantes para o transporte de vítimas em maca, a 
prevenção de quedas de vítimas sobre seus cuidados e a técnica padrão de embarque e desembarque de 
macas em uma Unidade de Resgate. 
Divulgue, treine, aplique estes conhecimentos! 
Sua Missão é Salvar Vidas! 
 
 
OBJETIVOS DESTE CAPÍTULO 
 
1. Movimentar vítimas imobilizadas com uso de macas com rodas; 
2. Empregar técnica padronizada e segurança para o embarque e desembarque de macas da Unidade de 
Resgate. 
 
 
PREVENÇÃO DE QUEDAS 
 
Um dos principais problemas que uma Guarnição de Resgate pode enfrentar é a ocorrência de queda da 
vítima que está sob seus cuidados. As responsabilidades legais e administrativas decorrentes da 
negligência e imprudência na remoção da vítima traz consequências danosas para o Socorrista do 
Resgate e para o Corpo de Bombeiros. 
 
SEGURANÇA DA VÍTIMA 
 
Portanto, é nosso dever, seguir regras elementares de movimentação e transporte de vítimas, bem como 
redobrar os cuidados na movimentação de macas e no embarque e desembarque de pacientes em 
UNIDADES DE RESGATE. A seguir veremos quais a regras de segurança adotaremos em relação ao 
embarque e desembarque de vítimas. 
 
 
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QUEDAS 
 
 O principal risco para uma vítima é a QUEDA DE UMA MACA durante a movimentação, em especial, 
nos pisos com inclinações ou obstáculos. 
 Algumas macas não possuem puxadores, mas enquanto não são adaptadas pratique uma atitude 
SIMPLES como a que é apresentada a seguir. 
 
TRANSPORTE COM MACA ABAIXADA 
 
 O TRANSPORTE COM MACA ABAIXADA elimina por 
completo o risco de queda!. 
 O seu conforto não deve ser prioridade em relação 
a segurança da vítima. 
 
 
ATITUDE RESPONSÁVEL 
 
 Utilize uma atadura de crepe dobrada 
(descartável) passada na cabeceira e parte inferior 
da maca para manobra-la sem precisar abaixar-se 
até que novas especificações de UR tragam o 
puxador da maca como acessório OBRIGATÓRIO.. 
 DESCARTE a atadura depois do uso. 
 
 
EMBARQUE DE MACA NA UR 
 
Veja a seguir os procedimentos passo a passo 
adequados para uma Guarnição de Unidade de 
Resgate efetuar com SEGURANÇA o EMBARQUE DE 
MACAS NA UR. 
A sequencia permite ainda uma continuidade lógica do 
atendimento. 
 
 
Aproximação da maca ABAIXADA na porta traseira da UR. 
Disposição adequada da Guarnição de UR. 
 
 
 
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GUARNIÇÃO 
Segurar na lateral e extremidade COM CUIDADIOS para evitar ferimentos nas mãos entre as ferragens e 
articulações da maca. 
Encarregado da Guarnição efetua a contagem 3, 2,1. Efetuam elevação simultânea da maca na entrada da 
UR. 
 
Enc e Aux: 
APOIAR as rodas dianteiras da maca e mante-las firmes sobre o piso da Unidade de Resgate antes de 
empurra-la para o embarque. 
 
 
GUARNIÇÃO: 
Manter atenção redobrada e firmeza ao segurar a maca durante o embarque! 
 
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Cmt G: 
Acompanhar a entrada da maca mantendo a atenção 
continuada à vítima. 
Guiar a maca pelo corredor até obter o encaixe no 
suporte do piso. 
 
 
MOTORISTA: 
Responsável pelo travamento da maca no piso da UR. 
 
 
Cmt G 
Substituir o sistema 
portátil pelo sistema 
fixo de oxigênio do 
interior da UR. 
 
 
 
 
 
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CMT G e AUXILIAR: ÊNFASE NA SEGURANÇA DURANTE O TRANSPORTE (USO OBRIGATÓRIO DOS CINTOS 
DE SEGURANÇA) 
CMT G: REAVALIAR A VÍTIMA DEPOIS DO EMBARQUE 
ATENÇÃO PLENA COM A VÍTIMA DURANTE O TRANSPORTE. PREVER E AGIR NAS INTERCORRÊNCIAS. 
 
AUXILIAR: 
Tenha uma estratégia para intervir nos casos de vômitos. LATERALIZE a prancha IMEDIATAMENTE! 
Aspiração de vômito, MATA! 
 
 
 
MOTORISTA: 
Responsável pelo recolhimento de sinalizações do local da ocorrência (cones, fitas, etc.), travamento 
interno e fechamento da porta traseira. 
 
 
 
MOTORISTA: 
A CONDUÇÃO SEGURA da Guarnição de Resgate e da vítima até ao hospital de referência da região é a 
sua PRIORIDADE! 
 
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DESEMBARQUE DE MACA NA UR 
 
Siga os procedimentos adequados também no DESEMBARQUE da maca já que este é um dos momentos 
mais críticos do atendimento. 
 
CMT G e AUXILIAR: 
Na chegada ao hospital de referência da região aguarde o Motorista solicitar o destravamento interno da 
porta traseira. 
 
MOTORISTA: 
Manobrar a Unidade de Resgate e estaciona-la no local adequado. 
Dar toques na porta para alertar o Auxiliar da Guarnição para destrava-la internamente. 
 
 
 
CMT G: 
Providenciar a substituição do sistema fixo de oxigênio pelo sistema portátil. 
 
 
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MOTORISTA: 
Efetuar o destravamento da maca do piso da UR. 
 
 
 
CMT G: 
Acompanhar a descida da maca até que seja destravada e apoiada sobre o piso. 
MOTORISTA: 
Destravar e puxar a maca para fora da UR. 
AUXILIAR: 
Descer e se posicionar na lateral (cabeceira da maca). 
 
GUARNIÇÃO: 
Redobrar os cuidados com a segurança durante a descida da maca até o travamento final. 
 
 
 
GUARNIÇÃO: 
Manter contato constante com a maca até o travamento final. 
 
 
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CMT G: 
Leve o sistema portátil de oxigênio. 
 
 
 
GUARNIÇÃO: 
Afaste a maca da porta traseira da Unidade de Resgate. 
Destravar a maca e mante-la abaixada durante qualquer movimentação de vítimas. 
 
 
CMT G E AUXILIAR: 
Transporte a vítima com a maca abaixada em qualquer situação para evitar quedas da maca. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MUDANÇA DE COMPORTAMENTO 
 
Alguns conceitos quando apresentados pela primeira vez causam estranheza para alguns e provocam 
reações contrárias de outros, mas a maioria está aberta para novos conhecimentos. 
A maioria sempre vence! 
Infelizmente muitos profissionais de APH não tiveram esta oportunidade e ainda respondem pelos seus 
atos. 
E suas vítimas da negligência e imprudência? 
 
REQUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL 
 
A busca incessante pela qualidade dos serviços prestados na atividade de Atendimento Pré-hospitalar 
deve ser uma meta inalcançável, pois sempre haverá oportunidades de melhoria. 
O atendimento pré-hospitalar, como qualquer área do conhecimento, nos dias atuais, sofre modificações 
consequente aos avanços de pesquisas científicas, o surgimento de novos equipamentos e, 
principalmente, pela responsabilidade com que os Socorristas encaram sua atividade de salvar vidas! 
LEMBRE-SE: 
O Socorrista de hoje pode ser a vítima de amanhã! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Lição 8
 TRAUMATISMOS ESPECÍFICOS
Lesões de Crânio, Tórax e Coluna Vertebral 
 
 
OBJETIVOS 
 
Proporcionar aos participantes conhecimentos e habilidades que os capacitem a: 
1. Identificar sinais e sintomas das principais lesões de crânio, coluna vertebral e tórax; 
2. Tratar adequadamente as lesões específicas de crânio, coluna vertebral e tórax; 
3. Reconhecer as formas de posicionamento para transporte de vítimas com lesões de 
crânio, coluna vertebral e tórax. 
 
 
 
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TRAUMATISMOS CRANIENCEFÁLICOS 
 
Os Traumatismos Crânio-Encefálicos (TCE) são uma causa importante de mortalidade e morbilidade. 
Afetam sobretudo os extremos da vida (< 5 anos e > 70 anos) e os jovens adultos (15 – 24 anos). 
Estima-se que a mortalidade global dos doentes com TCE seja 30 vezes superior àquela dos doentes 
com traumatismos graves sem TCE. 
Aproximadamente 50% dos óbitos por TCE acontecem nas primeiras duas horas após o traumatismo, 
devendo-se à presença de lesões primárias, isto é, lesões que surgem na sequência imediata do 
traumatismo (Exemplo: lesão de tecido nervoso ou de vasos sanguíneos importantes). 
As lesões secundárias, responsáveis pela outra metade dos óbitos, surgem tardiamente (minutos a 
dias após o traumatismo), de forma progressiva e na sequência da lesão primária (Exemplo: edema 
cerebral, hipóxia, isquemia). 
Embora algumas das funções desempenhadas pelos neurónios que sofreram lesões irreversíveis 
possam ser desempenhadas parcialmente por outros neurónios, geralmente as sequelas neurológicas das 
lesões graves são permanentes e, quase sempre, profundamente incapacitantes, já que os neurónios 
mortos não são substituídos. Assim, se não forem garantidas as condições necessárias para que as células 
nervosas que sofreram lesões (dentro do seu limiar de recuperação), possam ser efetivamente reparadas, 
estas células acabarão por morrer (lesões secundárias), juntando-se ao grupo das células mortas no 
momento do traumatismo (lesões primárias). 
 
AVALIAÇÃO DO TRAUMATISMO CRANIENCEFÁLICO 
 
HISTÓRIA DO ACIDENTE 
 
 Coleta de informações no local sobre as causas do acidente econdições da vítima imediatamente após 
o acidente; 
 Avaliar a cinemática do trauma. 
 
MECANISMOS DE TRAUMA DE CRÂNIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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Existem vários mecanismos traumáticos capazes de provocar lesões cerebrais de entre os quais se 
destacam o trauma penetrante e o trauma fechado. 
O trauma penetrante é uma situação relativamente rara. Normalmente é causado por projéteis ou por 
fraturas cranianas com afundamento. O cérebro, quando sujeito a um traumatismo poderá desenvolver 
um edema e, nalgumas situações hemorragia intracraniana. Uma vez que o cérebro ocupa a quase 
totalidade da caixa craniana e não tem para onde se expandir, suportando apenas um ligeiro aumento de 
volume. Assim, a acumulação de líquido de edema e/ou sangue vai ter como consequência a compressão 
das estruturas cerebrais. Esta situação conduz ao aumento da pressão intracraniana (PIC). Uma vez que as 
artérias que irrigam as estruturas nervosas também vão ser comprimidas, se a pressão sanguínea não for 
suficiente para vencer esse aumento da pressão intracraniana, iniciar-se-á um processo de sofrimento 
celular por diminuição da irrigação sanguínea e, consequentemente, diminuição do fornecimento de 
oxigênio e outros nutrientes. 
Se houver um aumento da PIC, para que se mantenha a irrigação cerebral é necessário que a tensão 
arterial aumente. Assim, as vítimas de TCE tendem a apresentar valores de tensão arterial elevados, 
traduzindo a existência de um mecanismo que tenta manter a irrigação cerebral para contrabalançar o 
aumento da PIC. 
Se ao TCE estiver associado outro traumatismo que cause hipotensão, este mecanismo não vai 
funcionar e as células cerebrais vão entrar em sofrimento (hipóxia), sendo que se nada for feito para 
reverter a situação ocorrerá morte das células cerebrais por ausência de perfusão. 
As lesões que podem estar presentes nos traumatizados crânio-encefálicos são: • Hematomas do 
couro cabeludo; 
• Feridas do couro cabeludo; 
• Fraturas de crânio com ou sem afundamento; 
• Perfurações intracranianas; 
• Hemorragias intracranianas; 
• Edema cerebral. 
Quando ocorre lesão de vasos com hemorragia intracraniana, o hematoma pode localizar-se no 
próprio tecido nervoso (hematoma intracerebral) ou ao nível das meninges (hematoma epidural ou 
subdural, consoante se localize externamente ou internamente à duramáter, respetivamente). 
Existe ainda a possibilidade da hemorragia estar localizada no espaço subaracnoideo. Neste caso, o 
sangue mistura-se com o líquido cefaloraquidiano e não ocorre a formação de um hematoma. 
Quando ocorre uma hemorragia ao nível das meninges – hemorragia epidural ou subdural, forma-se 
um hematoma que, sem estar em contacto direto com o tecido nervoso, provoca lesão cerebral por 
compressão. 
Nos casos em que a hemorragia é intracerebral, a compressão é agravada por uma reação inflamatória 
resultante do contacto direto entre as células cerebrais e o sangue. 
A gravidade destas lesões depende: 
• Das estruturas do cérebro atingidas; 
• Da dimensão do edema e/ou hemorragia; 
• Do tempo de sofrimento cerebral 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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Uma noção fundamental relativamente à fisiologia é que, o oxigênio, constitui um elemento vital para 
todas as células e, particularmente, para as células nervosas, muito sensíveis à sua diminuição. Nos TCE, o 
fornecimento deste gás encontra-se afetado pelo que é de primordial importância aumentar o seu 
fornecimento de forma a diminuir o sofrimento das células cerebrais. 
 
SINAIS E SINTOMAS no TCE 
 
• Alteração do estado de consciência, que pode ir desde o estado de alerta até à ausência de resposta, 
passando pela desorientação no tempo e no espaço; 
• Alterações da simetria e da reatividade à luz das pupilas; 
• Hemiplegia ou hemiparesia; 
• Lesões cranianas evidentes (Exemplo: lacerações, afundamentos, hematomas, fraturas, escalpe); 
• Perda de líquido céfalo-raquidiano ou sangue pelos orifícios da cabeça, nomeadamente, nariz e 
ouvidos; 
• Convulsões; 
• Náuseas e/ou vómitos; 
• Cefaleias, tonturas e perturbações da visão; 
• Ventilação rápida e superficial ou lenta com períodos de apneia quando existe compromisso do 
Centro Respiratório; 
• Hipertensão Arterial que surge como resposta fisiológica do organismo na tentativa de manter a 
irrigação cerebral na presença de aumento da PIC. No caso da hipertensão intracraniana poderá existir 
hipertensão arterial associada a pulso lento (bradicardia); 
• Hipertermia por desregulação do Centro Termorregulador; 
 
Nos TCE, a administração de O2 é imprescindível. 
A presença de traumatismos associados, nomeadamente acima da clavícula, deve fazer suspeitar de 
TCE. 
 
TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR 
 
• Pensar e agir sempre em função de AVALIAÇÃO PRIMÁRIA: 
A) Permeabilizar a via aérea com controlo da coluna cervical; 
B) Ventilação e Oxigenação; 
C) Assegurar a circulação com controlo da hemorragia; 
D) Disfunção neurológica; 
E) Exposição com controlo da temperatura. 
 
• Abordar a vítima, imobilizando a cabeça desta em posição neutra e assumindo sempre a 
possibilidade de coexistir traumatismo vértebro medular (TVM). No caso particular dos TCE, deve ser 
rapidamente verificada a existência de feridas cranianas, hematomas peri-orbitários e perdas de liquor 
(LCR), massa encefálica ou hemorragias pelos ouvidos e/ou nariz; 
 RESGATE E EMERGÊNCIAS MÉDICAS 
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• Permeabilizar a via aérea, com estabilização cervical (através da subluxação ou elevação do maxilar 
inferior, na vítima inconsciente); 
• Não colocar tubos pelo nariz (Exemplo: sondas nasais de O2, tubo nasofaríngeo); 
• Fraturas com afundamento e hemorragia associada requerem cuidado extremo no controlo da 
hemorragia, não devendo ser exercida pressão na zona do afundamento; 
• Todas as lesões em que se verifique exposição de massa encefálica devem ser suavemente cobertas 
(sem comprimir) com compressas secas. Os objetos empalados não devem ser removidos; 
• Estar preparado para a eventualidade de vômitos: Ter aspirador de secreções “a mão”; Efetuar, 
imediatamente, o rolamento em monobloco 90º, lateralizando-a e aspirar a orofaringe; 
• Administrar oxigênio: Garantir oximetria ≥ 95% (se grávida ≥ 97% ; se DPOC entre 88-92 %); 
10 L/min; 
• Se a vítima apresentar comprometimento ventilatorio (frequência respiratória inferior a 8 ou 
superior a 35) iniciar ventilação assistida, com reanimador manual, 12 ventilações por minuto (para 
melhorar a quantidade de ar disponível para as trocas gasosas); 
• Identificar e controlar hemorragias externas importantes. Avaliar a possibilidade de hemorragias 
internas ou ocultas; 
• Controlar hemorragias externas e identificar sinais de choque. As hemorragias resultantes da lesão 
do couro cabeludo devem ser cuidadosamente comprimidas, evitando pressão sobre fraturas. As 
hemorragias provenientes dos orifícios naturais devem ser tapadas com compressas esterilizadas, sem 
compressão. Nunca explorar ou inserir compressas em orifícios resultantes de trauma penetrante. 
Qualquer hemorragia deve ser rapidamente controlada com o objetivo de evitar a hipotensão arterial; 
• Estar preparado para a existência de convulsões; 
• Avaliar, caracterizar e registar os Sinais Vitais; 
• Recolher o máximo de informação sobre o mecanismo do trauma e sobre a vítima recorrendo à 
nomenclaturaSAMPLA; 
• Não dar nada por via oral para nenhuma vítima em situação alguma: a sensação de sede por ser 
aliviada com a umidificação dos lábios com uma compressa de gaze com água limpa; 
• Manter a temperatura corporal; 
• Avaliar e registar o estado neurológico através da Escala de Coma de Glasgow e avaliação pupilar; 
• Expor a vítima, mantendo a temperatura corporal, tendo em atenção a privacidade da vítima, de 
modo a proceder à observação sistematizada (exame físico detalhado) na busca de traumatismos 
associados; 
• Efetuar a observação sistematizada de modo a detectar eventuais lesões associadas; 
• Passagem de dados ao COBOM; 
 Considerar eventual pedido de apoio da Suporte Avançado de Vida regional; 
• Transportar ao hospital com a vítima imobilizada (em prancha longa com imobilizadores laterais de 
cabeça); 
 
Todas as vítimas com TCE devem ser tratadas como tendo Traumatismo Vértebro-medular (TVM) 
associado. 
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A associação alcoolismo – TCE é frequente. Qualquer doente com alterações do estado de consciência 
e sinais de embriaguês pode ter sofrido um TCE (devido a queda ou agressão, por exemplo). Todos os 
doentes que aparentem sofrer de alcoolismo (agudo e/ou crónico) e apresentem alterações do estado de 
consciência devem ser avaliados cuidadosamente e, entre outras, verificadas as hipóteses de TCE e 
hipoglicemia. 
 
EXAME NEUROLÓGICO 
 
Tem por objetivo determinar a gravidade da lesão cerebral e detectar qualquer piora no estado 
neurológico da vítima. A Escala de Coma de Glasgow (ECG) fornece uma medida quantitativa do nível de 
consciência, através da somatória dos valores da avaliação de três itens, cada um correspondendo a uma 
área ou estrutura cerebral: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. 
 
ESCALA DE COMA DE GLASGOW 
 
Gravidade do traumatismo craniencefálico avaliado pela ECG 
 
A Escala de Coma de Glasgow (ECGl) foi desenvolvida em 1974 por Teasdale e Jennet, para avaliar 
variações do grau de consciência e estimar prognósticos (evolução do paciente) nas vítimas com 
traumatismos craniencefálico. 
LEMBRE-SE: o parâmetro para acionamento de SAV é de vítima com pontuação na ECG inferior ou igual a 
12, devido à gravidade do estado neurológico. Atentar para posturas de decorticação e descerebração, 
que correspondem a lesões que afetam o cérebro e/ou o tronco cerebral. 
 
CLASSIFICAÇÃO DO TRAUMA CRANIENCEFÁLICO DE ACORDO COM A ESCALA DE COMA DE GLASGOW 
Quanto à gravidade: 
 Leve: Escala de Glasgow entre 14 e 15. 
 Moderado: Escala de Glasgow entre 09 e 13. 
 Grave: Escala de Glasgow entre 03 e 08. 
 
AVALIAÇÃO DAS PUPILAS 
 
A pupila é a abertura da Íris, musculatura que permite a entrada de luz no fundo do olho para a formação 
da imagem. A alteração do tamanho das pupilas é um dos mecanismos mais sensíveis a hipóxia e/ou 
compressão do III par de nervos cranianos, responsável no sistema nervoso periférico por esta ação. 
 
Observar o tamanho, igualdade e reatividade à luz das pupilas: 
 
a. MIDRÍASE: pupilas dilatadas, em lesões cerebrais; 
b. MIOSE: pupilas puntiformes, em lesões de tronco cerebral; 
c. ANISOCORIA: pupilas desiguais, em lesões focais que comprimem o hemisfério cerebral. 
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AVALIAÇÃO DE DEFICIT MOTOR LATERALIZADO DE EXTREMIDADES 
 
Verificar alterações de sensibilidade e/ou movimentos em algum segmento do corpo. A paralisia de 
extremidades pode indicar comprometimento da região cerebral responsável pela movimentação da área 
afetada. 
 
SINAIS ESPECÍFICOS DE TCE 
 
EXAME FÍSICO SECUNDÁRIO DA CABEÇA DA VÍTIMA 
 
a. Inspeção visual: pesquisar a presença de ferimentos abertos no couro cabeludo; equimoses ou 
hematomas periorbitários (ao redor dos olhos) ou atrás da orelha (região do mastóide), hemorragias ou 
saída de líquor pela orelha ou nariz; 
b. Palpação: pesquisar deformidade (depressões ou abaulamentos) , crepitação óssea, hematomas 
abaixo do couro cabeludo (subgaleais). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 TRAUMATISMOS NA FACE 
 
SINAIS E SINTOMAS 
 
1. Coágulos de sangue nas vias aéreas; 
2. Deformidade na face; 
3. Equimose e/ou hematoma nos olhos; 
4. Perda do movimento ou impotência funcional da mandíbula; 
5. Incoordenação dos movimentos oculares (olhos de boneca); 
6. Dentes amolecidos ou quebrados (ou a quebra de próteses dentárias); 
7. Grandes hematomas ou qualquer indicação de golpe severo na face. 
 
 
 
 
Hematoma Ferimento 
aberto no 
couro 
cabeludo Hematoma periorbital 
(OLHOS DE GUAXININ) 
Sangramento 
nasal 
Equimose 
no mastoide 
(SINAL DE 
BATALHA) 
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TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR 
 
1. Manter a permeabilidade das vias aéreas e a coluna cervical estabilizada; 
2. Aplicar curativo sem exercer pressão excessiva; 
3. Objeto transfixado na bochecha e que apresente risco absoluto de obstruir as vias aéreas superiores 
pode ser removido; 
4. Na existência de fratura de mandíbula, estando a vítima inconsciente, utilizar a cânula orofaríngea para 
manter a via aérea permeável; 
5. Nos casos de sangramento incontrolável nas vias aéreas, realizar a aspiração contínua e transportar a 
vítima com a prancha longa lateralizada. 
 
TRAUMATISMO VÉRTEBRO MEDULARES 
 
Os Traumatismos Raquimedulares ou Traumatismos Vértebro-Medulares (TVM) são uma causa 
importante de mortalidade e morbilidade, com consequências potencialmente incapacitantes, com uma 
grande incidência em adultos jovens. 
Na sua grande maioria, os TVM resultam de acidentes de trânsito ou veiculares. Outras causas 
importantes são as quedas, as lesões penetrantes (agressões com arma de fogo ou arma branca) e as 
lesões desportivas. 
 
MECANISMOS DE TRAUMA 
 
1. Qualquer vítima de trauma inconsciente 
2. Acidentes automobilísticos, atropelamentos, quedas e acidente com mergulho em águas rasas; 
3. Danos no capacete do motociclista; 
4. Contusão torácica importante, próxima às clavículas; 
5. Qualquer impacto violento na cabeça, pescoço, tronco ou pelve; 
6. Acidente com desaceleração rápida; 
7. Vítimas projetadas para fora de veículo; 
8. Vítimas de explosão; 
9. Ferimento pérfuro-contuso no tronco, cabeça e pescoço; 
10. Queda da própria altura. 
 
MECANISMOS DE TRAUMA RAQUIMEDULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TIPOS DE LESÕES 
 
 Fraturas de vértebras sem lesão medular. 
 
 Lesões medulares 
 
1. Em geral lesão entre C1 e C2 produzem parada cardiorrespiratória; 
2. Lesões entre C3 e T2 podem provocar tetraplegia ; 
3. Lesões entre T3 e L3 podem produzir paraplegia; 
4. Lesões abaixo de L3 e que atinjam a região sacral ou coccígea, podem levar à disfunção vesical e 
fecal; impotência sexual. 
 
ABORDAGEM INICIAL DA VÍTIMA 
 
A abordagem inicial dos TVM é crucial. Um Traumatizado Vertebro-Medular mal imobilizado ou 
mobilizado de forma incorreta pode ter a sua lesão agravada, inviabilizando qualquer hipótese de 
recuperação ou converter uma lesão parcial numa lesão completa. 
As lesões medulares podem resultar na perda de função motora e/ou sensitiva abaixo da área lesada, 
interrompendo a comunicação entre o cérebro e a periferia e impedindo o controlode numerosas 
funções, voluntárias e involuntárias. 
A atuação nas lesões vertebro-medulares passa pela prevenção do aparecimento de novas lesões e do 
agravamento das já existentes. 
A cinemática é uma "ferramenta" de avaliação extremamente importante que permite identificar 
padrões de lesão potenciais, baseando-se no mecanismo de lesão, na velocidade e tipo de impacto. Assim 
deve suspeitar-se de TVM nos seguintes casos: 
• Acidentes de trânsito ou veiculares; 
• Acidentes de mergulho em águas rasas; 
• Quedas ou saltos de altura 3 vezes superior à da vítima; 
• Traumatismo acima das clavículas; 
• Soterramento; 
• Eletrocussão; 
• Agressão por armas de fogo ou armas brancas; 
• Politraumatismo; 
• TCE; 
• Queda de qualquer veículo motorizado; 
• Traumatismo direto sobre a coluna. 
 
Na observação da vítima com suspeita de lesão vertebro-medular é fundamental verificar se: 
• A vítima foi mobilizada (como e por quem); 
• A vítima mexeu-se ou moveu-se após o acidente; 
• Os sintomas sofreram alguma evolução; 
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• Houve melhoria ou agravamento do quadro inicial. 
 
SINAIS E SINTOMAS 
 
As lesões cervicais acima de C5 (quinta vértebra cervical) comprometem a ventilação de forma 
significativa, podendo provocar a paralisia dos músculos respiratórios acessórios ou mesmo do diafragma. 
Neste último caso, o suporte ventilatório imediato representa a única hipótese de sobrevivência. 
Os seguintes sinais e sintomas, são tanto mais evidentes quanto mais alta for a lesão medular: 
 • Paralisia de extremidades inferiores e superiores - tetraplegia; 
 Paralisia de extremidades inferiores - paraplegia; 
 Parestesias (formigamentos ou dormência das extremidades). Alterações da sensibilidade a nível 
dos membros; 
 Diminuição da força muscular ao nível dos membros (paresia) ou mesmo paralisias dos membros 
(impossibilidade de movimentar); 
 Ausência ou diminuição de sensibilidade da lesão; 
 Paralisia dos músculos intercostais, predominando a respiração diafragmática; 
 Perda de controle dos esfíncteres vesical e fecal (eliminação involuntária de urina e fezes); 
 Priaprismo (ereção persistente do pênis, sem estímulo sexual). 
 Dor local permanente ou despertada pela palpação da coluna; 
• Alteração dos parâmetros vitais: Dificuldade ou parada respiratória; Hipotensão por vasodilatação 
periférica. Esta vasodilatação resulta da alteração do tônus vascular, normalmente controlado pelo 
Sistema Nervoso Autônomo (SNA); Pulso lento por perda da regulação automática da frequência cardíaca 
(também devida à ação do SNA), interrompida devido à lesão. 
É fundamental ter presente que vítima de trauma vertebro medular pode ter outras lesões associadas. 
Nesse sentido é fundamental procurar excluir o choque hipovolémico associado (tipo de choque mais 
frequente no trauma). 
O tratamento pré-hospitalar dos TVM passa basicamente pela prevenção do agravamento das lesões 
sofridas. 
É importante ter a noção que podem surgir lesões secundárias por falta de oxigênio, devido à 
hipotensão ou mobilização intempestiva. Assim, o objetivo fundamental é impedir que a vítima se mova, 
mantendo um perfeito alinhamento da coluna (segundo o eixo nariz, umbigo e pés). Todas as vítimas 
inconscientes após acidente deverão ser tratadas como traumatizados vertebro-medulares. 
Em lesões cervicais pode ocorrer parada respiratória ou cardiorrespiratória, mesmo algum tempo após 
o acidente, porque o edema que se vai instalando progressivamente pode afetar zonas mais altas que as 
atingidas diretamente pelo traumatismo. 
 
TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR 
 
•Pensar e agir sempre em função de AVALIAÇÃO PRIMÁRIA: 
A) Permeabilizar a via aérea com controlo da coluna cervical; 
B) Ventilação e Oxigenação; 
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C) Assegurar a circulação com controlo da hemorragia; 
D) Disfunção neurológica; 
E) Exposição com controlo da temperatura. 
 
• Garantir desde o primeiro momento ao abordar a vítima a estabilização, alinhamento e imobilização 
da coluna cervical atitude que nunca deve ser abandonada. A utilização de um colar cervical torna-se 
fundamental. 
Estas vítimas nunca devem ser movimentadas sem que estejam totalmente imobilizadas (Exemplo: 
colete imobilizador dorsal, prancha longa com imobilizadores laterais de cabeça), exceto se houver perigo 
de vida no local onde se encontram (Exemplo: desabamento, explosão, fogo) ou se houver necessidade de 
iniciar manobras de Suporte de Vida (Básico ou Avançado); 
• Administrar oxigênio: Garantir oximetria ≥ 95% (se grávida ≥ 97% ; se DPOC entre 88-92 %); 10 L/min; 
• Se a vítima apresentar compromisso ventilatorio (frequência respiratória inferior a 8 ou superior a 35) 
iniciar ventilação assistida, com reanimador manual, a 12 ventilações por minuto (para melhorar a 
quantidade de ar disponível para as trocas gasosas); 
• Identificar e controlar hemorragias; 
• Avaliar, registar e vigiar sinais vitais; 
• Identificar sinais de choque; 
• Não dar nada a beber; 
• Recolher o máximo de informação sobre o mecanismo do trauma e a vítima, recorrendo à 
nomenclatura SAMPLA. 
• Efetuar a observação sistematizada de modo a detetar eventuais lesões associadas; 
• Manter a temperatura corporal da vítima; 
• Passagem de dados ao COBOM; 
• Considerar eventual pedido de apoio de SAV; 
• Transporte calmo e suave, com vítima imobilizada em prancha longa com imobilizadores laterais de 
cabeça evitando a trepidação da viatura. 
 
 
TRAUMA DE TÓRAX 
 
Os traumatismos torácicos assumem uma importância fundamental em contexto de trauma. 
São uma causa importante de mortalidade, estando envolvidos em cerca de metade das mortes por 
trauma, quer isoladamente (cerca de 25 % das mortes), quer em associação com outras lesões. 
Na abordagem dos traumatismos torácicos podemos considerar 2 tipos de traumatismos: 
traumatismos penetrantes ou fechados. 
A gravidade deste tipo de situação não se encontra diretamente relacionada com o tipo de 
traumatismo (fechado ou penetrante), mas permite orientar a nossa atuação tendo em conta as 
particularidades que caracterizam cada um deles. 
Os traumatismos penetrantes podem facilitar a avaliação das lesões deles resultantes na medida em 
que a localização da ferida e o conhecimento das circunstâncias em que ela foi produzida podem fazer 
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suspeitar de determinado tipo de lesões. Embora a presença de sinais (marcas, equimoses ou abrasões) a 
nível da parede torácica possa sugerir determinadas lesões, no caso de um traumatismo fechado a 
verdade é que, frequentemente, esses sinais são poucos ou inexistentes. 
Um caso particular merece destaque: as feridas provocadas por armas de fogo. Nunca esquecer que a 
um orifício de entrada de um projétil geralmente (mas nem sempre) está associado um orifício de saída, 
quase sempre maior. Nunca partir do princípio que um projétil segue sempre em linha reta e não se 
fragmenta. Para que estas duas premissas deixem de se verificar basta que o projétil atinja uma estrutura 
óssea. 
Um aspeto particularmente importante dos traumatismos torácicos advém do facto de vários órgãos 
intratorácicos assegurarem funções vitais pelo que, algumas lesões torácicas, podem colocar a vida do 
traumatizado em risco. Entre estas lesões, é fundamental a identificação das seguintessituações 
(potencialmente fatais): 
• Pneumotórax aberto; 
• Pneumotórax hipertensivo; 
• Hemotórax maciço; 
• Tórax em báscula (retalho costal móvel); 
• Tamponamento cardíaco. 
 
PNEUMOTÓRAX 
 
O PNEUMOTÓRAX ABERTO resulta na entrada de ar para o espaço pleural, através de uma solução de 
continuidade da parede torácica (ferida torácica aberta). Essa entrada de ar para o espaço pleural vai 
condicionar o colapso do pulmão, com a consequente alteração da ventilação e má oxigenação. À 
inspeção, constata-se a existência de uma ferida que produz um ruído característico (de aspiração) que 
acompanha os movimentos respiratórios. 
Fraturas das últimas costelas ou indícios de traumatismo na base do tórax devem levantar a suspeita 
de existência de lesões intra-abdominais, particularmente a nível do baço e fígado. 
Estas lesões, pela sua frequência e gravidade (interferem com a ventilação e/ ou a circulação), devem 
ser identificadas durante o Exame Primário da Abordagem do Traumatizado. 
Num traumatismo penetrante provocado por um objeto cravado nunca se deve tentar a remoção do 
mesmo. Deve-se controlar a hemorragia estabilizar o objeto da melhor maneira. A título de exemplo, uma 
faca ou punhal podem ser estabilizados envolvendo-os com compressas e tapando tudo com um copo de 
plástico invertido e adequadamente fixado. 
 
É extremamente importante executar curativo de modo a evitar o agravamento do pneumotórax. Sem 
intervenção, o pneumotórax pode evoluir em poucos minutos para um pneumotórax hipertensivo, 
situação extremamente grave. 
 
O PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO resulta da acumulação de ar no espaço pleural através de uma 
solução de continuidade da parede torácica ou do próprio pulmão (como o pneumotórax “simples”) e em 
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que um mecanismo valvular permite a entrada do ar mas impede a sua saída. Como resultado, em cada 
inspiração, vai entrar para a cavidade pleural mais ar, aumentando a pressão intratorácica. 
 
 
 
 
Os principais elementos que permitem a identificação são 
dispneia (falta de ar), desvio da traqueia, choque, distensão das 
veias do pescoço e cianose que evoluem rapidamente. Esta 
situação evolui rapidamente para a morte se não se proceder à 
rápida descompressão do pneumotórax, ato que apenas pode ser 
executado por um médico. 
 
 
TÓRAX INSTÁVEL 
 
 Surge quando um segmento da parede torácica deixa de estar solidário com o resto da grelha costal, 
em consequência da fratura de 2 ou mais costelas contiguas em 2 ou mais pontos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este segmento vai sofrer um movimento paradoxal (para dentro durante a inspiração e para fora na 
expiração), característico desta lesão. A gravidade desta situação não resulta apenas deste movimento 
paradoxal, mas sim da contusão pulmonar subjacente que condiciona trocas gasosas deficientes a nível 
pulmonar que resultam em má oxigenação tecidual. 
O tratamento inicial consiste em optimizar a ventilação e a oxigenação. 
 
TAMPONAMENTO CARDÍACO 
 
O TAMPONAMENTO 
CARDÍACO resulta da 
acumulação de sangue no 
pericárdio (saco fibroso que 
envolve o coração), 
comprimindo o coração e 
reduzindo de forma drástica 
 
Expiração Inspiração 
 
 
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o enchimento das cavidades cardíacas. De forma súbita (como acontece em caso de traumatismos), 
mesmo quantidades de sangue relativamente pequenas podem interferir com a função do coração de 
forma significativa. 
O resultado mais evidente é o choque por diminuição progressiva do débito cardíaco (quantidade de 
sangue bombeada pelo coração durante um minuto). 
 
HEMOTÓRAX MACIÇO 
 
Resulta da rápida acumulação de sangue no espaço pleural, em quantidade igual ou superior a 1.500 
mL. A perda de sangue é complicada com a má oxigenação resultante do colapso pulmonar. Esta situação 
obriga à realização de uma intervenção cirúrgica (em centro especializado). 
 
TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR GERAL NO TRAUMA DE TÓRAX 
 
 Pensar e agir sempre em função de AVALIAÇÃO PRIMÁRIA: 
A) Permeabilizar a via aérea com controlo da coluna cervical; 
B) Ventilação e Oxigenação; 
C) Assegurar a circulação com controlo da hemorragia; 
D) Disfunção neurológica; 
E) Exposição com controlo da temperatura. 
 
• Abordar a vítima, imobilizando a cabeça desta em posição neutra e assumindo sempre a 
possibilidade de coexistir um TVM; 
• Administrar oxigênio: Garantir oximetria ≥ 95% (se grávida ≥ 97% ; se DPOC entre 88-92%); 10 L/min; 
• Se a vítima apresentar compromisso ventilatorio (frequência respiratória inferior a 8 ou superior a 
35) iniciar ventilação assistida, com insuflador reanimador manual, a 12 ventilações por minuto (para 
melhorar a quantidade de ar disponível para as trocas gasosas); 
• Avaliar, caracterizar e registar os Sinais Vitais; 
• Identificar sinais de choque; 
• Recolher o máximo de informação sobre o mecanismo do trauma e sobre a vítima recorrendo à 
nomenclatura SAMPLA; 
• Efetuar a observação sistematizada de modo a detetar eventuais lesões associadas; 
• Não dar nada para a vítima beber; 
• Manter a temperatura corporal; 
• Identificar e controlar hemorragias; 
• Passagem de dados ao COBOM; 
• Considerar eventual pedido de apoio de SAV. 
 
 
 
 
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ATUAÇÃO ESPECÍFICA no TRAUMA TORÁCICO 
 
 Pneumotórax aberto 
• Selar imediatamente a ferida com um plástico estéril que impeça a passagem de ar. Esse curativo 
deve ser suficientemente grande para cobrir completamente a ferida e permitir a sua fixação cutânea em 
todo o perímetro, exceto num dos lados (curativo de 3 pontas). A não fixação do curativo num dos lados 
permite a saída de ar durante a expiração, reduzindo o risco de converter um pneumotórax aberto num 
pneumotórax hipertensivo; 
• Vigilância apertada dos sinais vitais nomeadamente dos parâmetros ventilatórios; 
• Passagem de dados ao COBOM (pedido de apoio de SAV). 
 
Pneumotórax hipertensivo, Hemotórax maciço, Tamponamento cardíaco 
 
• Controle rigoroso dos sinais vitais nomeadamente dos parâmetros ventilatórios; 
• Identificar sinais de choque; 
• Passagem de dados ao COBOM (pedido de SAV); 
• Eventual transporte IMEDIATO para hospital de referência para trauma; 
 
Retalho costal móvel (Tórax em Báscula) 
• Controle rigoroso dos sinais vitais nomeadamente dos parâmetros ventilatórios; 
• Utilizar uma tipóia para a restrição de movimentos do lado afetado; 
• Identificar sinais de choque; 
• Passagem de dados ao COBOM (pedido de apoio de SAV). 
 
CONFECÇÃO DE TIPÓIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Restrição de movimento na área lesada 
com a utilização de Bandagem 
Triangular. 
Confecção de tipóia de sustentação. 
 
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TRAUMATISMOS ABDOMINAIS E DA PELVE 
 
Os traumatismos abdominais e da bacia são relativamente frequentes. Embora as lesões abdominais, 
tradicionalmente, sejam classificadas em fechadas ou abertas (penetrantes), frequentemente coexistem os 
dois tipos de traumatismos. 
Um dos principais problemas dos traumatismos abdominais e da bacia resulta da dificuldade em 
controlar hemorragias no contexto pré-hospitalar. Frequentemente,apenas o recurso a cirurgia emergente 
garante esse controlo. A este problema, junta-se a dificuldade em identificar algumas lesões abdominais 
em tempo útil para ser possível a sua correção. Por vezes, estas lesões apenas se tornam evidentes quando 
se manifestam de forma dramática, em alguns casos, tarde demais para serem corrigidas. 
Os motivos apontados fazem com que a abordagem pré-hospitalar dos traumatismos abdominais e 
pélvicos se foque, além da estabilização das funções vitais, na identificação da vítima em choque e no seu 
transporte rápido para o Hospital adequado. 
Um aspeto particular dos traumatismos abdominais consiste na possibilidade de exteriorização de 
conteúdo abdominal (vísceras) através de uma ferida na parede abdominal: evisceração. A reintrodução 
das vísceras no abdómen só deve ser realizada no hospital. 
 
TIPOS DE TRAUMATISMO ABDOMINAL 
 
Os traumatismos abdominais classificam-se em duas categorias: 
• Traumatismos fechados – São originados por pancadas, nomeadamente, quedas, explosões, 
esmagamentos, agressões, em que não há alteração da continuidade da parede abdominal; 
• Traumatismos abertos – São causados por objetos penetrantes, como balas, navalhas, facas, entre 
outros. 
 
Traumatismos fechados: 
Os traumatismos fechados são, geralmente, mais difíceis de detetar. No entanto, a presença de 
náuseas e vómitos devem alertar para a possibilidade de lesões abdominais, especialmente se o vómito 
contiver sangue. Nos traumatismos fechados do abdômen também poderão ocorrer lesões que vão ser 
encobertas (ocultas) por traumatismos de outras zonas do corpo. Por exemplo, a dor provocada por 
costelas partidas, pode fazer passar despercebidas lesões do fígado ou do baço. 
Contusões ou equimoses na base do tronco, à esquerda, especialmente se existe hipotensão arterial, 
deve alertar para a possibilidade de rotura de baço, uma situação emergente que necessita observação 
cirúrgica com a maior brevidade possível. 
Durante o exame físico detalhado da vítima, a rigidez e a dor abdominal provocada pela palpação 
podem ajudar a detetar lesões em órgãos intra-abdominais, localizados nos quadrantes abdominais em 
que são encontradas essas alterações. 
 
Traumatismos abertos: 
Os sinais e sintomas de traumatismos abertos são bastante evidentes. No abdômen poderão existir 
feridas evidentes, com ou sem objetos visíveis (Exemplo: vidros, peças de maquinaria) empalados. Nos 
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traumatismos por armas de fogo, por norma, a ferida provocada no local de saída da bala é maior do que a 
ferida de entrada do projétil. Geralmente, as dores são muito intensas, podendo ser acompanhadas por 
náuseas e vómitos. 
Na presença de evisceração o Socorrista deve procurar manter a vítima calma (se consciente) de forma 
a evitar o aumento da pressão do compartimento abdominal, causando dessa forma a saída de mais 
conteúdo abdominal. 
A presença do choque hipovolémico é frequente no trauma abdominal. Nestas situações, também não 
pode ser esquecida a presença frequente de TVM associado. Apesar das vítimas referirem sede 
frequentemente, a equipa de socorro não deve administrar líquidos por via oral em virtude de, 
provavelmente, produzir vômitos e risco de broncoaspiração. No entanto, poder-se-á umedecer os lábios 
da vítima com uma compressa embebida em água. 
 
TRAUMATISMOS DA PELVE (BACIA) 
 
Os traumatismos da bacia resultam habitualmente de forças de compressão ou esmagamento nos 
traumatismos diretos – fase de impacto e por forças aplicadas por exemplo nos joelhos em traumatismos 
indiretos – fase pós-impacto (Exemplo: acidentes de trânsito em que os joelhos choquem contra o painél). 
Os ossos da bacia são os mais irrigados do nosso organismo, pelo que as fraturas a este nível, podem 
ser graves, devido às elevadas perdas hemorrágicas que podem levar à exsanguinação da vítima. Assim, 
poderá existir choque hipovolémico sem foco externo de hemorragia. 
É fundamental considerar que o risco de choque é elevado, pelo que a atuação nunca deve descuidar 
deste aspeto. 
A atuação perante o trauma aberto consiste em controlar a hemorragia com curativo compressivo. 
Nunca se deve exercer qualquer pressão sobre a cintura pélvica quando existe suspeita de fratura a 
este nível pois, esta manobra tende a agravar a lesão, a dor e a hemorragia. A imobilização destas fraturas 
deve ser feita em prancha longa e o transporte até ao hospital deve ser o mais suave possível. 
Concomitantemente ao traumatismo da bacia podem ocorrer lesões dos órgãos abdominais (Exemplo: 
aparelho urinário). 
Devido à elevada energia cinética necessária para provocar um traumatismo da bacia, nunca deve ser 
descuidar da probabilidade elevada de existir TVM associado. 
 
O mecanismo de lesão é fundamental para suspeitar de uma lesão da bacia. A técnica de rolamento 
em monobloco (90º) não deve ser aplicada a estas vítimas, exceto se encontradas em decúbito ventral 
(rolamento em monobloco 180º). Deve-se preferir, nestes casos, a técnica de elevação em monobloco (a 
cavaleiro). 
 
Trauma abdominal e da bacia 
 
A evisceração, na ausência de hemorragia importante a nível da ferida na parede abdominal ou das 
vísceras exteriorizadas, por si só não coloca a vida da vítima imediatamente em risco. Assim, na maior parte 
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das vezes, a abordagem desta situação pode aguardar pela conclusão do Exame Primário, cujo objetivo é 
identificar e tratar lesões que colocam em risco a vida da vítima. 
 
TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR PARA TRAUMA ABDOMINAL E DA BACIA 
 
• Pensar e agir sempre em função de AVALIAÇÃO PRIMÁRIA: 
A) Permeabilizar a via aérea com controlo da coluna cervical; 
B) Ventilação e Oxigenação; 
C) Assegurar a circulação com controlo da hemorragia; 
D) Disfunção neurológica; 
E) Exposição com controlo da temperatura. 
• Abordar a vítima, imobilizando a cabeça desta em posição neutra e assumindo sempre a 
possibilidade de coexistir um TVM; 
• Manter a permeabilidade da via aérea e se necessário proceder à aspiração; • Administrar oxigênio: 
Garantir oximetria ≥ 95% (se grávida ≥ 97% ; se DPOC entre 88-92%); 10L/min; 
• Se a vítima apresentar compromisso ventilatorio (frequência respiratória inferior a 8 ou superior a 
35) iniciar ventilação assistida, com reanimador manual, a 12 ventilações por minuto (para melhorar a 
quantidade de ar disponível para as trocas gasosas); 
• Identificar e controlar hemorragias; 
• Avaliar e registar frequentemente os sinais vitais; 
• Descartar sinais de choque hemorrágico; 
• Recolher o máximo de informação sobre o mecanismo do trauma e sobre a vítima recorrendo à 
nomenclatura SAMPLA; 
• Efetuar a observação sistematizada de modo a detetar eventuais lesões associadas; 
• Não dar nada para a vítima beber; 
• Manter a temperatura corporal; 
• Em caso de suspeitar de TVM, transportar a vítima imobilizada em plancha longa com estabilizadores 
laterais de cabeça. 
• A técnica de remoção da vítima, que se encontre no chão, é o levantamento (o rolamento nunca 
deve ser aplicado a vitimas com trauma da bacia); 
• Passagem de dados ao COBOM; 
• Solicitar apoio de SAV. 
 
No caso especÍfico de evisceração: 
Um dos traumatismos abdominais abertos que mais causam aflições na vítima é a evisceração ou a 
presença de objetos empalados. Na presença de evisceração o Socorrista deve procurar manter a vitima 
calma (se consciente) de forma a evitar o aumento da pressão do compartimento abdominal, causando 
dessa forma a saída de mais conteúdo abdominal.

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