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Caso disparador 5: A teimosia do Sr. JoséANATOMIA III- Janete MEDULA ESPINAL ‘’A mão E ficou sem coordenação e a perna e o braço direitos parecem dormentes, com pouca força e mudança de coloração na extremidade do pé D. Localização Localizada dentro do canal vertebral. Encéfalo em continuidade do bulbo com o forame magno medula espinal dentro do canal vertebral. A nível lombar, o que era medula transforma-se em um filamento terminal, sem tecido medular. Ou seja, a medula enquanto tecido nervoso estende-se apenas até a região lombar (no máximo a nível L1/L2), sendo que após isso o canal vertebral continua sendo ocupado por elementos da medula. Neurotransmissão Em cinza, condução da periferia para o centro através do neurônio I sensitivo com gânglio sensitivo em seu prolongamento periférico a nível do forame vertebral, após o gânglio, ganha o componente central do neurônio I fazendo sinapse no corno posterior da medula espinal com o neurônio II, o qual percorre a medula espinal e sai pelo corno anterior ascendendo ao tronco encefálico e tálamo, onde faz sinapse com o III neurônio que dirige-se ao córtex (na via sensitiva até o giro pós-central), onde há conversão da resposta pelos neurônios de associação e uma resposta motora eferente (rosa) é mandada e descende saindo pelo corno anterior da medula e passando pelo forame intervertebral onde o componente sensitivo também passa e forma o N. espinal (componente eferente + componente aferente). Vias aferentes e eferentes, a partir da recepção e resposta dos estímulos periféricos [nn. espinais à ME]. Configuração externa - Cilíndrica, aproximadamente 45cm de altura do forame magno a L1. - Intumescência cervical: plexo-braquialAs intumescências são regiões de maior calibre devido aos plexos. - Intumescência lombar: plexo lombossacral - Cone medular: parte terminal ao nível de L1. - Filamento terminal (revestimento de pia-máter) que chega até o sacro - Cauda equina (conjunto de raízes nervosas, abaixo de L1). - Superfície: fissura mediana anterior (se estende desde o bulbo), sulco lateral anterior, sulco lateral posterior, sulco mediano posterior (também desde o bulbo). Na superfície medular externa há 4 sulcos, uma vez que a fissura é um sulco mais largo. Radículas, meninges, espaço subaracnoídeo Na imagem foram dissecadas a dura-máter e a aracnóide. Entre a aracnóide e a pia-máter há o espaço subaracnoídeo onde existe liquor e radículas. Radículas Intumescência cervical e lombar O instrumento evidencia a radícula. Próximo é possível notar a área de intumescência. Na região um pouco antes do alfinete verde nota-se a intumescência lombar. Já na região entre os dois alfinetes vê-se o filamento terminal, a partir do término da medula espinal (na forma de cone medular). O filamento terminal é constituído pela pia-máter que revestia o tecido nervoso da medula. Fica evidente que o filamento terminal não é tecido nervoso. Antes do filamento terminal, as estruturas são raízes nervosas do plexo lombossacral. Assim, as raízes + filamento terminal = cauda equina. Cone medular- filamento terminal- cauda equina Cauda equina: raízes do plexo lombossacral abaixo de L1 e filamento terminal [pia-máter]. A partir do filamento terminal, a fixação da medula é feita no sacro. O filamento terminal a partir de um momento torna-se ligamento sacrococcígeo, estendendo-se até o cóccix, mantendo assim a medula fixada em seu sentido longitudinal. Formação do nervo espinal Radículas As radículas dorsais advêm da região de gânglio sensitivo, a informação. passa pelo gânglio, ganha as raízes dorsais, ganha as radículas dorsais e chega ao corno posterior da medula fazendo o neurônio I conexão com a substância cinzenta. Já na região de corno anterior, as radículas motoras emergem/saem da medula. Após o gânglio, essas 2 radículas, que já são denominadas raízes, encontram-se formando o nervo espinal. A imagem E mostra: H medular como substância cinzenta pela presença de núcleos. A medula é contornada mais internamente pela pia-máter, na sequência, a parte mais escura é o liquor no espaço subaracnoídeo, sendo que por fim tem-se a dura-máter, membrana fibrosa e mais externa. De cima para baixo nota-se a dissecação das meninges de externa para interna. Medula espinal - É o tecido nervoso central que se estende do forame magno ao interior do canal vertebral até ao nível de L1. - Revestida pela pia-máter (meninge delgada), que a partir do cone medular torna-se o filamento terminal. - O espaço subaracnóideo (contendo liquor) recebe as radículas dorsais e ventrais dos nn. espinais. - Além do liquor este espaço contém as traves da aracnoide, originada da aracnoide (meninge) que reveste internamente a dura-máter (meninge mais externa e fibrosa), que se relaciona com o periósteo.., e lança. - A dura-máter termina como saco-dural. O saco dural é atravessado pelo filamento terminal e forma o ligamento sacrococcígeo, que vai se fixar ao sacro, a partir do hiato sacral, fixa a medula no eixo longitudinal. - Na parte final da ME, o cone medular, concentram-se os componentes das raízes nervosas, abaixo de L2, formando a cauda equina. A medula espinal é uma extensão do encéfalo, a partir do forame magno, iniciando-se ao final do bulbo. Na substância branca tem-se os axônios, tractos eferentes. Na substância cinzenta tem-se os núcleos de conexão dos axônios. Sulco lateral posterior, onde há chegada das radículas dorsais posteriores. Secção transversal da medula Sulco lateral anterior, onde há chegada das radículas motoras. Fissura mediana anterior Sulco mediano posterior - Corno posterior: relação sensitiva. - Corno anterior: relação motora. - Entre os sulcos laterais posteriores D e E, há o funículo posterior. - Entre sulco lateral anterior e sulco lateral posterior tem-se o funículo lateral. - Entre os sulcos laterais anteriores D e E, há o funículo anterior. - No final da fissura mediana anterior, há a comissura branca, local por onde passam as fibras que cruzam a medula de um lado a outro. Filamento medular Cone medular Configuração interna [corte transversal]- macroscopia Substância branca e substância cinzenta; Funículos anterior, lateral e posterior; Segmentos cervical, torácioco, lombar, sacral e coccígeo. Raízes dos 33 Nn. espinais: - Cervical: 8 pares - Torácica: 12 pares - Lombar: 5 pares - Sacral: 5 pares - Coccígea: 1 par Segmentos da medula espinal Segmentos da medula espinal: - Cervical; - Torácico; - Lombar; - Sacral; - Coccígeo. Quanto mais alta for a lesão medular (mais próxima das vertebras cervicais), maior o comprometimento da inervação. Envoltórios da medula espinal Meninges - Dura-máter - Aracnóide - Pia-máter Espaços - Epidural/extra-dural (entre dura-máter e periósteo). - Subdural (entre dura-máter e aracnóide- geralmente com vasos sanguíneos potentes) - Subaracnoídeo (entre a aracnoide e a pia-máter- presença de liquor). Correlações anatomo-clínica da medula espinal - Local para introdução da agulha: abaixo de L3, geralmente entre L3 e L4, local onde há a cauda equina em meio ao liquor, evitando assim perfuração da ME com lesões. - Finalidades: anestesias, coleta de liquor para avaliar a pressão liquórica e os tipo celulares contidos nele, contraste no espaço subaracnoídeo para mielografia, raque-anestesia e introdução de medicamentos. - Tipos de anestesias: raque-anestesia. Como o líquor é circulante, a anestesia acaba chegando até o cérebro, pois o espaço subaracnoídeo da ME é contínuo com o subaracnoídeo do encéfalo. Para evitar que esse líquor dirija-se à cabeça, toma-se a posição sentada.