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ANATOMIA RENAL
1) Descrever a anatomia renal ( macro e micro) e suas respectivas funções .
· Conceituar o sistema urinário:
O sistema urinário é constituído pelos órgãos uropoéticos, isto é, incumbidos de elaborar a urina e armazená-la temporariamente até a oportunidade de ser eliminada para o exterior. Na urina encontramos ácido úrico, ureia, sódio, potássio, bicarbonato, etc.Este aparelho pode ser dividido em órgãos secretores – que produzem a urina – e órgãos excretores – que são encarregados de processar a drenagem da urina para fora do corpo.
Os órgãos urinários compreendem os rins (2), que produzem a urina, os ureteres (2) ou ductos, que transportam a urina para a bexiga (1), onde fica retida por algum tempo, e a uretra (1), através da qual é expelida do corpo.
Além dos rins, as estruturas restantes do sistema urinário funcionam como um encanamento constituindo as vias do trato urinário. Essas estruturas – ureteres, bexiga e uretra – não modificam a urina ao longo do caminho, ao contrário, elas armazenam e conduzem a urina do rim para o meio externo.
· Funções :
-Eliminar o material indesejado do corpo que é ingerido ou produzido pelo metabolismo: elimina o que não é necessário , como uréia, creatinina , ácido úrico , produto final da hemoglobina (bilirrubina) e metabólitos de hormônios . Além de produtos tóxicos , fármacos e aditivos ,
Controlar o volume e a composição dos líquidos corporais: para manter a homeostasia ,a excreção de eletrócitos deve ser combinada com os ganhos. Ganho > gasto= aumenta líquido corporal . Ganho < gasto = perda do líquido corporal. O controle é feito por ingestão de sólidos e líquidos , e o rim , se ajustará a esses hábitos de vida. Se eu aumento rapidamente a ingestão de sódio , após 2 dias sua excreção vai aumentar , porém , nesse tempo , à alta entrada de sódio , ocorre acúmulo modesto de sódio extracelular ,aumenta o volume extracelular e desencadeia alterações hormonais . Essas respostas sinalizam para o rim que deve excretar mais sódio . 
-filtração do plasma e remoção de substâncias do filtrado em intensidades variáveis , dependendo da necessidade do corpo( limpa as indesejáveis e devolve as necessárias) 
-regulação da osmolalidade 
-regulação da pressão arterial a longo prazo : Os rins podem regular a pressão arterial pelo aumento ou pela diminuição do volume sanguíneo. Essa regulação é por meio de um mecanismo hormonal, chamado sistema renina-angiotensina-aldosterona.
Quando a pressão cai até valores inferiores a normalidade, o fluxo sanguíneo pelos rins diminui, fazendo com que o rim secrete a importante substância chamada renina para o sangue. A renina atua como uma enzima convertendo uma das proteínas plasmáticas, o substrato da renina, no hormônio angiotensina I. Esse hormônio tem efeito pouco intenso sobre a circulação e é rapidamente convertido em um segundo hormônio, a angiotensina II, por meio da enzima conversora (ECA). Essa enzima conversora é encontrada apenas nos vasos de menor calibre nos pulmões.
A angiotensina II permanece no sangue por pouco tempo, apenas de 1 a 3 minutos, por ser inativada por outras enzimas, encontradas no sangue e no tecido, e chamadas coletivamente de angiotensinas. Não obstante seu reduzidotempo de ação, e que está circulando no sangue, a angiotensina II produz vasoconstrição nas arteríolas, fazendo a pressão aumentar até o seu valor normal.
Além do mecanismo hormonal dos rins, um outro importante sistema hormonal também participa da regulação da PA: É a secreção de aldosterona pelo córtex da supra-renal. Esse córtex secreta hormônios corticóides, um dos quais, a aldosterona, controla o débito renal de água e de sal.
A aldosterona participa da regulação da seguinte forma: quando a pressão arterial cai a valores muito baixos, a falta de fluxo sanguíneo ideal pelo corpo faz com que os córtices supra-renais secretem a aldosterona. Uma das causas desse efeito é a estimulação das glândulas supra-renais pela angiotensina II que é formada quando ocorre a baixa da PA. Essa aldosterona exerce efeito no rim. Como consequência a água e o sal ficam retidos no sangue, aumentando o volume sanguíneo, normalizando a PA. De modo inverso, a PA aumentada inverte esse mecanismo, de modo que os volumes líquidos e, consequentemente a pressão arterial, diminuam
-regulação do balanço ácido básico : única forma de eliminar alguns ácidos , como sulfúrico e fosfóricos, gerados pelo metabolismo das proteínas 
-secreção ,metabolismo e excreção de hormônios
-Produção de eritrócitos : Eritropoetina liberada pelo rim estimula a produção de hemácias na medula óssea. A hipóxia a estimula . Pessoas cm doenças renais graves ou as que fazem hemodiálise , desenvolvem anemia grave , como resultado da diminuição da eritropoetina .
-gliconeogênese : no jejum prolongado , há produção de glicose nos rins a partir ds aminoácidos. Sua capacidade se iguala à do fígado.
-Regulação da produção da 1,25 D- hidroxivitamina D : os rins produzem a forma ativa da vitamina D , a calcitriol, que é essencial para a absorção de cálcio pelo trato gastrointestinal e deposição nos ossos .
· Organização geral : 
RIM:
Função: retiram o excesso de água ,sais e resíduos do metabolismo proteico do sangue e devolve nutrientes e substâncias químicas ao sangue . 
localização : parte posterior do abdômen bexiga , entre a 12ª costela e o processo transverso da 3ª lombar, fora da cavidade peritoneal (retroperitonial). Pesa cerca de 150g . Rim direito um pouco mais abaixo devido a relação com o fígado .
Estruturas : Hilo (margem medial côncava) : passam veias e artérias renais ,vasos linfáticos, suprimento nervoso e ureter ,que carreia urina do rim para a bexiga . 
Na bexiga a urina é armazenada e eliminada do corpo periodicamente. Revestido por uma cápsula fibrosa resistente para proteger as internas .
Córtex externo 
Medula interna: dividida em 8 a 10 massas de tecido em forma de cone ,que são as pirâmides renais , que terminam na papila . Se projetam para a pelve renal que continua com a extremidade superior do ureter.
A borda externa da pelve é dividida em estruturas de fundo cego chamadas : cálices maiores, que se dividem em menores , que coletam urina dos túbulos de cada papila .As paredes d cálice , da pelve e do ureter contém elementos contráteis que propelem a urina em direção à bexiga,onde será eliminada pela micção.
A) SUPRIMENTO SANGUÍNEO RENAL 
Fluxo sanguíneo 22% do débito cardíaco ou 1.100 ml/min.
Artéria renal entra pelo hilo -> divide para formar artérias interlobulares artéria aferentes -> capilares glomerulares (onde grande quantidade de solutos e líquidos são filtrados para iniciar a formação da urina -> a parte distal forma a arteríola eferente -> forma os capilares peritubulares .
A circulação renal é única e possui os dois tipos capilares, que são divididos pela arteríola eferente ,que auxilia na pressão hidrostática desses capilares. A alta pressão hidrostática no capilar glomerular aumenta sua filtração e a pressão mais baixa nos capilares peritubulares , aumenta a sua reabsorção . Esses fatores dependem da demanda homeostática do corpo .
Os capilares peritubulares se esvaziam nos vasos do sistema venoso,que está paralelo.
Sistema venoso : vasos venosos -> veia interlobular -> veia arqueada -> veia interlobar -> veia renal-> deixa o rim pelo hilo
B.1 ) NÉFRON – UNIDADE FUNCIONAL DO RIM
Cada rim tem cerca de 800.000 a 1 milhão de néfrons, cada um capaz de formar urina. O rim não pode regenerar novos néfrons ( que degeneram com a idade , lesão renal ou doença).Há uma perda gradual com a idade , que não põe em risco a vida,já que os néfrons que sobraram , se adaptam para realizar as suas atividades.
Cada néfron tem um grupo de capilares glomerulares denominados glomérulos (filtração glomerular) e longo túbulo (líquido filtrado é convertido em urina, no trajeto para a pelve renal)
Glomérulos : união de capilares glomerulares que possuem pressão hidrostática maior (60mmHg)e é envolvido pela cápsula de Bowman 
Líquido filtrado cápsula de bowmantúbulo proximal ( córtex) alça de Henler (medula) – tem o ram descendente ( seu ramo e o inferior da ascendente são delgados-segmento delgado da alça de Henler) e ascendente (que ao voltar para o córtex, fica espessa- segmento espesso do ramo ascendente ) mácula densa FUNÇÃO IMPORTANTE ( final da ascendente , voltando para o córtex ) túbulo distal (córtex) túbulo conector túbulo conector cortical ( vários se unem para formar um ducto coletor maior , que se dirige para a medula e forma ducto coletor medular ( medula). A união dos ductos para formar um maior , esvaziam na pelve renal pelas extremidades das papilas renais. 
B.2 ) 	Diferenças regionais na estrutura do néfron: Corticais e justamedulares
BEXIGA :
 
· Composição :
Musculatura lisa , com duas partes : 1) corpo = armazenamento da urina 2)colo : extensão afunilada.
Músculo liso vesical : músculo detrusor : as fibras estendem e contraem , aumenta a pressão interior e esvazia a bexiga. Suas células são acopladas eletricamente e o potencial de ação difunde por todo o músculo, causando a contração simultânea de toda a bexiga .
Trígono : seu ápice abre na uretra posterior e os ureteres entram na bexiga . Diferencia das demais áreas pregueadas ,por ser de musculatura lisa .
Colo vesical : parede composta de músculo detrusor e tecido elástico . O músculo nessa área é o esfíncter interno ( MANTÉM O COLO E A URETRA POSTERIOR VAZIOS, PORTANTO EVITA O ESVAZIAMENTO DA BEXIGA ATÉ QUE A PRESSÃO NA PORÇÃO PRINCIPAL SE ELEVE ACIMA DO LIMIAR CRÍTICO) .
Esfíncter externo : músculo esquelético voluntário , está sob controle voluntário do sistema nervoso e pode ser utilizado para evitar a micção conscientemente., até mesmo quando o controle involuntário tenta esvaziar a bexiga .
Inervação :
Suprimento nervoso :nervos pélvicos, conectam na medula pelo plexo sacro S2 –S3. Possuem fibras sensoriais e motoras .
As fibras sensoriais detectam o grau de distensão da parede vesical. Os sinais intensos dessa distensão são os principais responsáveis pelo início dos reflexos que produzem o esvaziamento da bexiga .
As fibras motoras são parassimpáticas. Pequenos nervos pós ganglionares inervam o músculo detrusor .
Há outra inervação , que são as fibras motoras do pudendo, que inervam o esfíncter externo. São fibras somáticas e inervam e controlam o músculo voluntário.
E por fim, a inervação simpática pelos nervos hipogástricos, conectados por L2. Estimulam os vasos sanguíneos e tem pouca relação com a contração vesical .
2) Equilíbrio hídrico e suas alterações
A manutenção do volume relativamente constante e composição estável dos líquidos corporais é essencial para homeostasia (processo de regulação pelo qual um organismo mantém constante o seu equilíbrio).
2.1 Entrada e saída de líquidos são balanceadas nas condições estáveis
Existe uma troca constante entre substâncias com meio externo e compartimentos do corpo. A entrada de líquido é variável e deve ser combinada com a saída para evitar um aumento ou diminuição excessiva do volume .
a) Entrada diária de água : 
Fontes :dos alimentos e líquida =2.100 ml/dia , é sintetizada pelo corpo pela oxidação dos carboidratos (200 ml/dia) = 2.300 ml . Varia quanto a pessoa , clima , atividade metabólica. 
 b)Perda :
-Insensível : Não percebemos essa perda. Não pode ser regulada , como evaporação do trato respiratório e difusão pela pele (700ml). Ocorre independentemente da sudorese e também está presente mesmo em pessoas que nascem sem as glândulas sudoríparas. Na pele ,há uma perda de 300 ml aproximadamente, que é controlada pela camada cornificada de colesterol eu forma uma barreira .Na queimadura , quando essa camada não está presente , a intensidade de evaporação aumenta em até 10x . Por isso , essas pessoas devem receber líquidos por via intravenosa.
 Já no trato respiratório : ar entra ,fica saturado por umidade, com pressão de vapor de 47 mmHg antes de ser expelido . A pressão de vapor na inspiração é menor do que 47 mmHg, com isso a água é perdida pelos pulmões durante a respiração. Em climas frios , a pressão de vapor atmosférico é quase 0, causando uma perda de água ainda maior pelo pulmão com a diminuição da temperatura. Isso explica a sensação de ressecamento nas vias respiratórias durante o frio .
c) Suor
(100ml/dia). É variável ,depende da atividade física e ambiente, podendo chegar a 2L/hr . Pode causar alterações caso o ganho também não seja aumentado por meio da ativação da sede .
 d)Fezes
(100ml/dia) Pode aumentar para vários litros em caso de diarreia
 e)Rins :
perda pela urina , é o meio mais importante do balanço entre a perda e ganho de água e eletrócitos , que é controlado pela intensidade dessa excreção . O ganho dessas substâncias é variável e os rins devem ajustar essa intensidade/quantidade com a entrada na célula , bem como compensar a perda excessiva , que ocorre em determinadas doenças .
COMPARTIMENTO DE LÍQUIDOS CORPORAIS 
LIC :aprox. 60% do líquido corporal , varia com a idade, sexo ,porcentagem de tecido adiposo. 
LEC:20% do peso corporal , dividido em intersticial e plasma ( diferença =no plasma há proteínas)- Efeito Donnan 
Volume sanguíneo: tem lic e lec, mas possui sua câmara , o sistema respiratório . aprox..5L , 60% é plasma e 40% são hemácias.
· Constituintes do Lic e Lec
· Medidas dos volumes dos líquidos nos diferentes compartimentos do corpo:
O volume pode ser medido adicionando um indicador que disperse igualmente em todo o líquido. Analiso a diluição do indicador. O método baseia-se na conservação das massas . Onde a massa final após a diluição , deve ser a mesma massa total injetada no compartimento.
· Determinação do volume de diferentes compartimentos líquidos corporais
- Medida de água total no corpo : água radioativa , água pesada ou antipirina se misturam à água total do corpo e o princípio da diluição mede essa quantidade.
FILTRAÇÃO GLOMERULAR : 
a) Filtração glomerular- primeira etapa :
Composição do filtrado : A formação da urina começa quando grande quantidade de líquido praticamente sem proteínas é filtrado dos capilares glomerulares para a cápsula de Bowman .Como esses capilares são impermeáveis à proteína , o filtrado glomerular é livre de proteínas e desprovido de elementos celulares . Sais e moléculas orgânicas são similares ás concentrações do plasma(Forças de Starling). Exceções são : cálcio e ácidos graxos que não são livremente filtrados por estarem ligados à proteínas .
É DETERMINADA POR :
-balanço das forças hidrostáticas e coloidosmóticas
-coeficiente de filtração glomerular
-produto da permeabilidade
-área de superfície de filtração dos capilares
-capilares glomerulares tem maior filtração , devido a alta pressão hidrostática, 20% do sangue que fui pelos rins , é filtrado por eles. 
b) Membrana capilar glomerular:
Possui três camadas principais : . Elas filtram mais água e solutos do que a membrana normal . Não filtra proteínas . É mais espessa e porosa, o que facilita a filtração, porém ela é seletiva , com base no tamanho e carga elétrica.
· endotélio ( com fenestrações , mas tem carga negativa e impede a passagem de proteína) 
· membrana basal (possui espaços para a passagem de água e solutos) 
· célula epitelial : podócitos - possuem fendas de filtração com cargas negativas que tbm bloqueiam a proteína 
Quanto maior a célula e sua carga negativa , menor é a sua filtração : 
· Filtrabilidade igual a 1,0 significa filtração livre , 0,75 é menos filtrado . Ao se aproximar da albumina , essa 
filtrabilidade diminui ainda mais .
 
· Carga negativa causa repulsão eletrostática . Cargas positivas são filtradas mais rapidamente e neutras também . EM doenças renais , as cargas negativas da membrana são perdidas e há passagem de substâncias,que são filtradas e aparecem na urina ( proteinúria)
c)DETERMINANTES DA FG
A FG é somada pelas forças hidrostáticas(filtra) e coloidosmóticas(reabsorve) que fornecem a pressãoefetiva de filtração e pelo coeficiente de filtração capilar glomerular (k).
 FG = K x Pressão líquida da filtração 
EQUAÇÃO DE STARLING : A pressão líquida é a soma das forças hidrostáticas e coloidosmóticas à favor ou opostas à filtração .
 FG: k .( PHG –PhHGcápsula de Bowman - Pcoloidosmótica
 
Já o K , relaciona-se com a área de superfície e condutividade elétrica . Se o seu valor é aumentado , eleva a FG e o k diminuído , diminui a FG . Algumas doenças , reduzem os capilares glomerulares ,com isso, diminuem a área de superfície do k , reduzindo a FG . OU então , no caso da H.A não controlada ou diabetes melitus há um aumento da espessura da membrana , dminuindo a condutividade .
· Pressão hidrostática aumentada na cápsula de Bowman diminui a FG
A pressão na cápsula de Bowman é aprox. 18mmHg , se eu aumentar esse valor , reduzo a FG , se eu diminuir o valor dessa pressão , aumento a FG .
Caso clínico : A pressão da cápsula de Bowman pode aumentar em obstruções do trato urinário (cálculo renal-precipita cálcio ou ácido úrico) , causando uma redução grave da FG , por obstrução do ureter , diminuindo a eliminação de urina .Podendo causar hidronefrose , que é a dilatação da pelve renal e cálices) .
· Pressão coloidosmótica capilar aumentada reduz a FG (?)
Essa pressão tem valor aprox. de 32mmHg . A medida que o sangue passa pelas aferentes ao longo dos capilares glomerulares, aumenta a quantidade de proteínas plasmáticas devido a passagem de 1/5 do líquido dos capilares passa por filtração pela cápsula de Bowman . Se elevar a pressão coloidosmótica no plasma arterial ,aumenta nos capilares, que por sua vez, diminui a FG .
Se aumentar a filtração ,também se concentram mais proteínas plasmáticas ,o que aumenta a pressão coloidosmótica glomerular .
· Pressão hidrostática glomerular aumentada eleva a FG (?)
É a pressão que regula de modo primário e fisiologicamente a FG . É determinada por : 
· pressão arterial : seu aumento , aumenta a pressão hidrostática glomerular , que aumenta a FG . Esse mecanismo pode ser controlado pela autorregulação que mantém a pressão glomerular constante durante alterações da P.A .
· resistência arterial aferente : sua resistência aumentada , reduz a pressão hidrostática glomerular e diminui a FG . Se dilata,aumenta a , aumenta a pressão glomerular e a FG.
· resistência arteriolar eferente : aumenta a resistência ao fluxo de saída dos capilares glomerulares . Isso eleva a pressão hidrostática ,e enquanto esse aumento na resistência ainda não diminuir o fluxo, a FG eleva discretamente . Caracterizando a essa constrição como bifásica na FG. Em níveis moderados ocorre leve aumento da FG , uma maior constrição diminui a F.G 
3)FLUXO SANGUÍNEO RENAL
O fluxo sanguíneo para o rim é de 22% do débito cardíaco e , comparando o seu peso com o corporal total, influi que ele recebe uma grande quantidade de sangue .Esse sangue nutre os rins , mas , como esse fluxo é elevado, ele recebe mais do que utiliza. O propósito disso é ter plasma para aumentar a filtração renal e manter o volume corporal . Esse mecanismo é controlado pela filtração glomerular e funções excretoras dos rins .
Consumo de oxigênio “trabalho menos , utilizo menos energia” .
Os rins consomem mais oxigênio que o cérebro, mas tem um fluxo sanguíneo muito maior, ou seja, recebe mais do que consome . Esse oxigênio consumido está relacionado com a reabsorção de sódio pelos túbulos renais. Caso o fluxo sanguíneo seja reduzido ou diminua a filtração glomerular , menos sódio é filtrado , menor quantidade é reabsorvida e menos oxigênio é consumido .Se essa filtração cessar ,o consume de oxigênio reduzirá muito e refletirá na atividade metabólica renal .
Determinantes do fluxo sanguíneo renal
É determinado pelo gradiente de pressão ao longo da vasculatura:
 Pressão da artéria renal – Pressão na veia renal
 Resistência vascular periférica
A resistência dos vasos é controlada pelo sistema simpático, hormônios e controle local . Se aumento a resistência , diminuo o fluxo sanguíneo , enquanto a diminuição da resistência aumenta o fluxo, desde que as pressões estejam constantes.
Embora a P.A tenha influência no fluxo renal, ele possui um controle chamado de autorregulação.
Fluxo sanguíneo nos Vasa recta da medula renal é muito baixo ,comparado ao fluxo no córtex renal 
O córtex renal recebe a maior quantidade de sangue . A medula recebe aprox. 1% .Ela é suprida por parte do capilar peritubular , denominada vasa recta .Entram paralelos à alça de Henle e retornam ao córtex antes de escoar para o sistema venoso. A vasa recta tem a função de formar urina concentrada pelo rim .
· Controle fisiológico da filtração glomerular e do fluxo sanguíneo glomerular
Os determinantes da Fg incluem pressão hidrostática glomerular e pressão coloidosmótica capilar glomerular. Influenciadas pelo sistema nervoso simpático , hormônios e autacoides (substâncias vasoativas liberadas nos rins , age localmente) e outros controles para feedback intrínseco aos rins .
O sistema nervoso simpático diminui a filtração glomerular : Os vasos sanguíneos , incluindo o aferente e o eferente , são inervados por fibras nervosas simpáticas . Sua ativação causa constrição pela ativação de receptores  α1 (maior predomínio na aferente) e diminui o fluxo sanguíneo e a FG . Mas, sua estimulação leve ou moderada tem pouca influência sobre a FG e o fluxo . Esses nervos são mais importantes em distúrbios graves agudos , como reação de defesa , isquemia ou hemorragia grave . 
· Controle hormonal e autacidade da circulação renal * obs: FG(FILTRAÇÃO GLOMERULAR)
Noroepinefrina / epinefrina (liberadas pela medula adrenal) : causam vasoconstrição das arteríolas aferentes e eferentes , reduz a filtração glomerular e o fluxo sanguíneo renal . Tem influência sob questões extremas , como hemorragia grave.
· Endotelina :liberada por células endoteliais lesionadas dos rins e outros tecidos . Contribui para a hemostasia(minimiza a perda sanguínea). Também aumenta a sua liberação com função vasoconstritora em doenças associadas à lesão vascular , tais como toxemia na gravidez , podendo contribuir para a vasoconstrição renal e diminuição da FG.
· Angiotensina II : Formado nos rins e na circulação . Provoca constrição na maioria das arteríolas eferentes fisiologicamente. No entanto, as arteríolas aferentes estão protegidas da sua ação , que se dá pela liberação de vasodilatadores , especialmente óxido nítrico e prostaglandinas , que neutralizam o efeito da angiotensina . Já as eferentes , são muito sensíveis ao hormônio . Ocorre o aumento da pressão hidrostática glomerular enquanto reduz o fluxo sanguíneo renal .Deve-se considerar que o aumento de sua produção se dá pela diminuição da P.A (percebo que a P.a diminuiu e quero elevá-la) . Assim, seu nível aumentado , contrai a artéria eferente e PREVINE as diminuições da pressão hidrostática glomerular e da FG. Ao mesmo tempo, há a redução do fluxo sanguíneo renal pelos capilares peritubulares, aumentando a reabsorção de sódio e água . Vale ressaltar , que níveis de angiotensina ll aumentados com uma dieta hipossódica ou com depleção de volume , ajudam a preservar a FG e a excreção normal de produtos indesejáveis do metabolismo tais como uréia e creatinina . Ao mesmo tempo, a constrição das eferentes , aumenta a reabsorção de sódio e água para manter o volume e pressão sanguínea.
· Óxido nítrico : deriva do endotélio e diminui a resistência vascular renal e aumenta a FG . É importante para a vasodilatação , permitindo que o rim excretem quantidades normais de sódio e água .Fármacos que inibem a síntese normal de óxido nítrico aumenta a resistência vascular renal e diminui a FG , diminuindo também a excreção de sódio , o que aumenta a P.A .Hipertensos ou pacientes com aterosclerose o dano do endotélio e a produção prejudicadade óxido nítrico contribuem para a vasoconstrição e elevação da P.A
· Prostaglandinas e bradicininas (aumento da F.G) Causam dilatação e aumentam o fluxo sanguíneo e da FG. Em condições normais, diminuem a vasoconstrição dos nervos simpáticos renais e angiotensina II. Auxiliam na oposição da vasoconstrição aferente , evitar redução excessiva de FG e fluxo renal . Em situações de estresse, como cirurgias, anti inflamatórios não esteroides (aspirina) inibem a síntese de prostaglandinas e causa redução na FG. 
· Autorregulação da FG e fluxo sanguíneo renal 
Há mecanismos de feedback intrínsecos que mantém o fluxo do rim , mesmo com a P.A alterada . É um mecanismo de autorregulação . A função primordial da autorregulação é manter os níveis de oxigênio nos tecidos . No rim , essa função é de manter a FG relativamente constante e permitir o controle preciso da excreção renal de água e solutos .
A F.G é autorregulada , apesar de algumas flutuações na P.A a alteram minimamente .
· A importância da autorregulação da FG, na prevenção de alterações extremas da excreção renal 
Normalmente , a FG é de cerca de 180 L/dia e a reabsorção tubular é de 178,5 L/dia , deixando 1,5L para ser excretado . Na ausência da autorregulação , um aumento pequeno na P.A ,aumentaria a FG para 225 L ,a reabsorção seria constante 178L e o fluxo urinário aumentaria em 46,5 L . Ou seja , a urina total aumentaria em 30x e como o volume plasmático é de apenas 3L , essa alteração depletaria rapidamente o volume sanguíneo . 
Portanto , a P.A não altera tanto : 1) devido a autorregulação renal e 2) mecanismos adaptativos nos túbulos renais que aumentam a reabsorção quando a FG se eleva , fenômeno denominado GLOMERULOTUBULAR .
Entretanto , a P.A tem efeito na excreção renal de água e sódio , conhecido como DIURESE PRESSÓRICA /natriurese pressórica e regula os níveis corporais e PA. .
· Feedback tubuloglomerular na autorregulação da FG
 
É um mecanismo de feedback que altera as concentrações de NACL na mácula densa com o controle da resistência arterial renal . Fornece NaCl ao túbulo distal e previne flutuações espúricas da excreção renal. Têm dois componentes que agem em conjunto para controlar a filtração : feedback arteriolar aferente e eferente. Além da disposição anatômica do complexo justaglomerular, que são células de mácula densa , que se encontram no túbulo distal e possuem íntimo contato com as arteríolas.
 As células da mácula percebem alterações do volume que chega ao túbulo distal. A FG diminuída torna o fluxo sanguíneo mais lento e causa uma reabsorção maior de Na+ e Cl- reduzindo esses substratos na mácula, que percebe essa alteração e reage com dois mecanismos, que agem em conjunto :
1) Reduz a resistência da arteríola aferente, elevando a pressão hidrostática
2) Aumenta a liberação de renna, que converte angiotensinogêneo em angiotensina l , que vira angiotensina ll, e esta , aumenta a resistência arteriolar eferente, aumentando a p.a hidrostática glomerular .
· Autorregulação miogênica do fluxo sanguíneo renal e FG
Outro mecanismo é a capacidade dos vasos sanguíneos de resistirem ao estiramento, durante o aumento da P.A , mecanismo conhecido como miogênico. A tensão aumentada da parede permite a liberação de íons CA 2+, causando uma contração muscular lisa, que evita a distensão excessiva dos vasos e ajuda a prevenir o aumento excessivo do fluxo sanguíneo renal e da Fg com o aumento da P.A.
· Outros mecanismos que aumentam o fluxo:
- ingestão rica de proteínas
-aumento de glicose sanguínea em diabetes melitus não tratada
· Princípio de Fick : a quantidade de sangue que entra em um órgão é igual à quantidade que deixa o órgão. No rim , a quantidade de sangue que entra no rim pela artéria renal é igual à quantidade que deixa o órgão pela veia renal ,mais a quantidade excretada na urina .

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