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Marina Ribeiro Portugal 
 
MARINA RIBEIRO PORTUGAL 
 
QRE3: ACESSOS À VIA AÉREA 
1
1. Descreva detalhadamente a anatomia da laringe 
 É um órgão pequeno, de 3 a 5 cm, 
bem superficial e facilmente 
palpável. Formada por cartilagens, 
músculos e ligamentos, faz parte da 
via aérea, é importante no processo 
da fonação e acaba auxiliando na 
mastigação 
 Via aérea superior acima da C4 
 Via aérea inferior abaixo da C4 
 A cavidade laríngea se estende do 
intróito laríngeo até a borda 
superior da cavidade traqueal 
❖ Vestíbulo → Parte mais superior, 
encontrada acima das pregas 
vestibulares 
❖ Ventrículo → É o seio entre o 
vestíbulo e as cordas vocais e liga 
o vestíbulo e a cavidade infraglótica. 
❖ Cavidade infraglótica → Se inicia abaixo das cordas vocais e termina na margem inferior 
da cartilagem cricóide. 
 Possui 3 cartilagens ímpares e 3 cartilagens pares 
❖ Ímpares 
➢ Cartilagem tireoide → 2 lâminas (direita e esquerda) que se encontram na 
proeminência laríngea, facilmente palpável no indivíduo (pomo de adão/gogó, é mais 
proeminente nos homens do que nas mulheres) + incisura faríngea. Tem 2 cornos 
anteriores e 2 cornos posteriores. É uma cartilagem “em forma de escudo”, aberta 
posteriormente. Se conecta com a cartilagem cricóide pela membrana cricotireóide e 
com o osso hióide pelo ligamento tireohióideo. 
➢ Cartilagem cricóide → Possui formato anelar, é larga posteriormente e estreita 
anteriormente. É dividida em lâmina quadrada e arco. 
➢ Epiglote → Formada por cartilagem elástica (as outras são hialinas). 
❖ Pares 
➢ Aritenóides → Possui processo muscular e processo vocal, que vão abrir e fechar, 
fazendo vibrar e gerando o som. 
➢ Corniculadas 
➢ Cuneiformes → São bem pequenas 
 Os ligamentos da laringe podem ser divididos em extrínsecos e intrínsecos 
❖ Extrínsecos → Unem a cartilagem tireóide e a epiglote ao osso hióide e a cartilagem 
cricóide à traquéia. 
➢ Membrana tireóidea → Lâmina fibroelástica que une a cartilagem tireóide ao osso 
hióide. 
➢ Membrana ou ligamento hipoepiglótico → Vai da epiglote até o osso hióide. 
➢ Membrana cricotraqueal → Une a cartilagem cricóide com o primeiro anel traqueal. 
➢ Ligamento epiglótico → Une a base da língua com a epiglote. 
❖ Intrínsecos → Ligam várias cartilagens entre si. 
➢ Membrana cricotireoide → Une a cartilagem cricoide com a cartilagem tireóide. 
Marina Ribeiro Portugal 
 
MARINA RIBEIRO PORTUGAL 
 
QRE3: ACESSOS À VIA AÉREA 
2
➢ Ligamento tireoepiglótico → Fibra ligamentária que une as cartilagens em questão. 
➢ Ligamento tireoaritenoide inferior → É o ligamento da prega vocal, dirige-se em sentido 
póstero–anterior, indo da cartilagem aritenóide ao ângulo diedro da tireóide. 
➢ Falsas pregas vocais → São ligamentos que correspondem à banda ventricular. 
➢ Ligamentos aritenoepiglóticos → São fibras estreitas que unem ambas as cartilagens, 
lateralmente. 
Obs. Ligamento vocal é a margem medial da corda vocal verdadeira. Se insere 
anteriormente na proeminência laríngea. 
 Os músculos auxiliam no processo da fonação. São pares, exceto o cricoaritenóideo 
transverso 
❖ Músculos adutores → Fecham a cavidade da laringe. Cricotireóide, tiroaritenóide, 
cricoaritenóideo transverso, vocal (principal), aritenoideo oblíquo. 
❖ Músculos abdutores → Abrem a cavidade da laringe. Cricoaritenoideo posterior 
 A glote é uma abertura triangular na parte mais estreita da laringe, circunscrita pelas duas 
pregas vocais inferiores, com cerca de 16mm de comprimento e abertura máxima de cerca 
de 12mm. 
❖ Rima da glote → Espaço entre as cordas\pregas vocais, que se modifica dependendo da 
atividade em que a laringe se encontra. 
❖ Prega vocal ou prega vocal verdadeira → Mais inferior. 
❖ Prega vestibular ou prega vocal falsa → Mais superior. 
 Correlação anatomoclínica →Alergias podem causar edema de glote na rima, que é muito 
fina e a oclusão da glote leva à insuficiência respiratória aguda. 
 A laringe é irrigada pelas artérias laringeias superior e inferior, ramos da tireoideia superior 
e inferior, respectivamente. As veias que drenam possuem o mesmo nome. 
Obs. Drenagem linfática por linfonodos jugulares superiores, paratraqueais e pré 
traqueais. 
 A Inervação é feita por nervos laríngeos superior e inferior (recorrente). O nervo laríngeo 
recorrente irriga a mucosa da prega vocal pra baixo e todos os músculos, menos o 
cricotireóide. 
 A mucosa superior e o cricotireóide são inervados pelos nervos laríngeos superiores 
 Correlação anatomoclínica → Traqueostomias e tireoidectomias podem causar rouquidão 
se houver lesão dos nervos. 
 Local da passagem de ar 
 Possui esfíncter 
 Órgão da fonação 
 Estende-se da língua à traqueia 
 Nutrida pelos grandes vasos do pescoço 
 Coberta anteriormente → Pele; fáscias; músculos 
 Laringofaringe → Parede anterior 
 Móvel durante a deglutição 
 Puberdade → Crescimento nos homens 
 Esqueleto da laringe 
❖ Cartilagens 
❖ Ligamentos 
❖ Músculos 
❖ Osso hioide → Formato de “u” inserido na laringe; considerado estrutura separada; 
formado por um corpo, cornos maiores e cornos menores 
Marina Ribeiro Portugal 
 
MARINA RIBEIRO PORTUGAL 
 
QRE3: ACESSOS À VIA AÉREA 
3
❖ Cartilagens ímpares → Tireóidea; cricóidea; epiglótica 
❖ Cartilagens pares → Aritenóidea; cuneiforme; corniculada; tritícea 
❖ Fibrocartilagem elástica → Cuneiforme; corniculada; tritícea (não possui a capacidade de 
ossificar com o passar do tempo) 
❖ Cartilagem hialina → Tireódea; cricódea; aritenóidea (capacidade de ossificar com o 
passar do tempo) 
 Cartilagem epiglótica → Lâmina fina; aspecto de folha fibrocartilaginosa elástica; 
extremidade livre (ampola e redonda); pedículo (longo e estreito; preso no “gogo”); 
ligamento tireoepiglótico elástico; pregas ariepiglóticas (músculo ariepilótico); mucosa 
(epitélio escamoso estratificado não queratinizado); prega glossoepiglótica mediana e 
laterais; valécula; ligamento elástico hipoepiglótico; tecido adiposo (espaço pré-
epiglótico); superfície posterior (mucosa respiratória); tubérculo; vestíbulo laríngeo; 
impede a entrada de alimento nas vias aéreas inferiores 
❖ Ligamentos e membranas extrínsecos → Epiglote (ligamento hioepiglótico (extrínseco); 
ligamento tireoepiglótico (instrínseco)); ligamento cricotraqueal 
 Cartilagem tireóidea → Maior da laringe; duas lâminas quadriláteras; proeminência 
laríngea (pomo de Adão; destaque nos homens com o maior crescimento); incisura 
tireóidea superior (“V”); cornos superior e inferior; linha oblíqua; tubérculo tireóideo 
superior e inferior; pregas vocais verdadeiras; membrana tireo-hioidea; membrana 
cricotireóidea (ligamento cricotireóideo anterior); ligamento lateral tireo-hióideo 
 Cartilagem cricóidea → Inserida abaixo da traqueia e articula-se com a cartilagem tireóidea 
e as duas cartilagens aritenóides pelas as articulações sinoviais; forma um anel completo 
(única com essa característica); arco anterior (estreito na frente; membrana 
cricotireóidea); lâmina posterior (crista vertical mediana posterior; ligamento 
cricotraqueal – extrínseco; cartilagem cricóidea; traqueia)) 
 Cartilagem aritenóíde → São duas; aspecto piramidal; possui três superfícies (posterior, 
anterolateral e medial); dois processos (muscular e vocal); base; ápice 
 Cartilagem cuneiforme → São dois nódulos; fibrocartilagem elástica; semelhante a uma 
baqueta; prega ariepiglótica 
 Cartilagem corniculada → São dois nódulos cônicos; fibrocartilagem elástica; prolonga a 
aritenóidea; semelhante ao chapéu seletor de Harry Potter 
 Cartilagem tritícea → São dois nódulos pequenos; cartilagem elástica; membrana tireo-
hiódea; inseridas em cada lado acima da laringe no interior da membrana tireo-hiódea; 
função desconhecida 
 Articulações 
❖ Articulação cricotireóidea → Articulação sinovial; cartilagem tireóidea (corno inferior); 
cartilagem cricóidea; tecido fibroso; fibras de elastina; rotação (prolongamentodas 
pregas vocais) 
❖ Articulações cricoaritenóideas → São duas; articulações sinoviais; cartilagem cricóidea 
(margem superior); cartilagem aritenóidea (base); ligamento cricoaritenóideo posterior 
(medial) cujo objetivo é limitar o movimento; movimentos (rotação e deslizamento); 
adução das pregas vocais (medial); abdução das pregas vocais(lateral) 
 Partes moles 
❖ Ligamentos intrínsecos e membranas fibroelásticas → Interligações; ligamento 
tireoepiglótico; membranas quadrangulares; ligamento cricotireóideo (membrana 
cricotireóidea; cone elástico) 
Marina Ribeiro Portugal 
 
MARINA RIBEIRO PORTUGAL 
 
QRE3: ACESSOS À VIA AÉREA 
4
➢ Membrana fibroelástica → Lâmina descontínua (fenda horizontal; ligamentos 
vestibular e vocal); membrana quadrangular (cartilagem aritenóidea; epiglote); 
membrana cricotireódea e cone elástico que juntos ligam a cartilagem tireóidea, 
cartilagem cricóidea e cartilagem aritenóidea 
➢ Membrana quadrangular → Epiglote (membrana lateral); cartilagem aritenóidea; 
margem superior (ligamento ariepiglótico; prega ariepiglótica – cartilagem cuneiforme 
– ligamento corniculofaríngeo mediano); margem inferior (prega vestibular) 
➢ Ligamento cricotireódeo → Tecido elástico; membrana cricotireóidea (inferior; 
cartilagem cricóidea (margem superior); cartilagem tireóidea (margem inferior); 
ligamento cricotireóideo anterior); cone elástico (superior; cartilagem cricóidea 
(margem inferior); ângulo da cartilagem tireóidea; cartilagem aritenóidea; ligamento 
vocal (prega vocal) 
❖ Ligamentos e membranas extrínsecas → Ligam às estruturas adjacentes; ligamento 
hioepiglótico; ligamento cricotraqueal; membrana tireódea; membranas tireo-hioideas 
(camada fibroelástica; cartilagem tireóideas (margem superior da lâmina; corno 
superior); osso hióide (margem superior do corpo; corno maior); vasos laríngeos 
superiores; nervos laríngeos internos; músculo tireo-hioideo; músculo omo-hioideo; face 
lingual da epiglote; recesso piriforme; ligamentos elásticos tireo-hioideos redondos) 
 Cavidade laríngea 
❖ Paredes → Membranas fibroelásticas; mucosa 
❖ Parte superior → Ádito (posterior e superior; epiglote comissura posterior; prega 
ariepiglótica; incisura interaritenóidea); prega ariepiglótica (fibras ligamentosas – 
membrana quadrangular; fibras musculares – aritenoideas oblíquoas; tumefações ovais 
– cartilagens cuneiformes e corniculadas); vestíbulo (epiglote; tubérculo epiglótico; 
pregas ariepiglóticas e ventriculares) 
*Ádito laríngeo é a abertura laríngea e faríngea 
❖ Parte média → Rimas vestibular e glótica; pregas vestibulares (ligamento vestibular – 
membrana quadrangular – ângulo tireóideo; cartilagem aritenóidea; mucosa – prega 
vestibular ou vocal falsa); ventrículo ou seio laríngeo (pregas vestibular e vocal); sáculo 
(prega vestibular e cartilagem tireóidea; glândulas mucosas – lubrificar as pregas vocais 
– prega ventriculossacular; cápsula fibrosa; músculo tireoepiglótico) 
*Pregas vocais → Ligamento vocal (cone elástico); ângulo da tireóide; cartilagens aritenóideas; 
mucosa (pregas vocais); rima glótica; 5 camadas (mucosa; lâmina própria (colágeno frouxo e 
fibras elásticas – espaço de Reinke – fibras elásticas; fibras de colágeno); músculo vocal; 
comissura anterior (ligamento de Broyle) 
*Rima glótica → Parte mais estreita da laringe; pregas vocais; cartilagens aritenoideas; parte 
intermembranosa (anterior; 3/5 do comprimento); parte intercartilaginosa (posterior; processos 
vocais da cartilagem aritenóidea) 
❖ Parte inferior → Subglote ou cavidade infraglótica; pregas vocais; margem inferior do 
cricóide; contínua com a traqueia; ligamento cricotireoideo (superior); cartilagem 
cricotireoidea (inferior) 
❖ Pregas vestibulares (pregas vocais falsas) → Superiores; a abertura entre elas é rima 
❖ Pregas vocais → Inferiores; responsáveis pela fonação 
❖ Supraglote 
Marina Ribeiro Portugal 
 
MARINA RIBEIRO PORTUGAL 
 
QRE3: ACESSOS À VIA AÉREA 
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 Músculos 
❖ Extrínsecos → Ligam laringe a estruturas vizinhas; responsáveis pela movimentação 
vertical; elevam ou abaixam a laringe durante a fonação ou deglutição; músculos infra-
hióideos, esternotireóideos, esterno-hióideos e o músculo constritor inferior da faringe; 
estilofaríngeo, palatofaríngeo e gênio-hióideo 
❖ Intrínsecos → Afetam o tom e a qualidade da voz; restritos à laringe em suas inserções; 
cricotireóideo, cricoaritenóideo posterior e lateral, aritenóideo transversal e oblíquo, 
ariepiglótico, tireoaritenóideo, vocal e tireoepiglótico; três grupos 
➢ Aritenóideo obliquo e ariepiglótico → Cartilagem aritenóidea; prega ariepiglótica; 
esfíncter da abertura laríngea; ramos laríngeos das artérias tireóideas superior e 
inferior; nervo laríngeo recorrente 
➢ Aritenóideo transverso → Músculo único; abaixo dos oblíquos; cartilagem aritenóidea; 
fecha a parte posterior da rima glótica; ramos laríngeos das artérias tireóidea superior 
e inferior; nervo laríngeo recorrente; sussurro 
➢ Cricoaritenóideo posterior → Lâmina cricóidea; cartilagem aritenóidea; cartilagem 
tireóidea; abre a glote; ramos laríngeos das artérias tireóideas superior e inferior; nervo 
laríngeo recorrente; produção do som surdo; função de abrir a glote 
➢ Cricoaritenóideo anterior → Arco cricóide; cartilagem aritenóidea; fecha a rima glótica; 
ramos laríngeos das artérias tireóidea superior e inferior; nervo laríngeo recorrente 
➢ Cricotireóideo → Arco cricóide; parte oblíqua (corno inferior da tireoide); parte reta 
(lâmina da tireoide); ligamento cricotireóideo mediano; artéria cricotireóidea (ramo da 
artéria tireóidea superior); ramo externo do nervo laríngeo superior; afeta a tensão das 
pregas vocais 
➢ Tireoaritenóideo e vocal → Ângulo da cartilagem tireóidea; ligamento cricotireóideo; 
cartilagem aritenóidea; encurtam e relaxam os ligamentos vocais; ajudam no 
fechamento da rima glótica; elevam o tom da voz; altera o timbre da voz; ramos 
laríngeos das artérias tireóidea superior e inferior; nervo laríngeo recorrente 
 Suprimento arterial 
❖ Artéria laríngea superior → Artéria tireóidea superior; artéria carótida comum; penetra 
na membrana tireo-hióidea; emite ramos; supre da epiglote até o tireoaritenóideo 
❖ Artéria laríngea inferior → Artéria tireóidea inferior; nervo laríngeo recorrente; supre 
músculos e mucosa 
❖ Artéria laríngea posterior → ramo interno da artéria tireóidea inferior 
❖ Artéria cricóidea → artéria tireóidea superior; alça cervical; nervo laríngeo externo 
 Drenagem venosa 
❖ Veia laríngea superior → Veia tireóidea superior (veia jugular interna) 
❖ Veia laríngea inferior → Veia tireóidea inferior (veia braquiocefálica esquerda) 
 Drenagem linfática 
❖ Linfonodos cervicais profundos superiores 
❖ Linfonodos cervicais profundos inferiores 
 Inervação 
❖ Nervo laríngeo superior → Nervo laríngeo interno (sensitivo; ramos superior, médio e 
inferior); nervo laríngeo externo (motor; cricotireóideo) 
❖ Nervo laríngeo recorrente → Misto; ramo anterior (motor); ramo posterior (sensitivo) 
❖ Inervação autonômica → Parassimpática (nervos laríngeos superior e recorrente) e 
simpática (gânglios cervicais superior e médio) 
 
Marina Ribeiro Portugal 
 
MARINA RIBEIRO PORTUGAL 
 
QRE3: ACESSOS À VIA AÉREA 
6
2. Identifique as estruturas – Netter 
 
3. Defina via aérea definitiva e cite as suas indicações 
 Via definitiva → Tubo na traqueia com o cuff insuflado abaixo das cordas vocais fixado e 
conectado a alguma forma de ventilação assistida enriquecida com oxigênio 
Marina Ribeiro Portugal 
 
MARINA RIBEIRO PORTUGAL 
 
QRE3: ACESSOS À VIA AÉREA 
7
 Opções de via aérea definitiva → IOT; intubação nasotraqueal; cricotireoideostomia 
cirúrgica; traqueostomia 
 Indicações 
❖ Trauma Crânio Encefálico (TCE) 
❖ Trauma de face 
❖ Cornagem 
❖ Utilização de musculatura acessória 
❖ Trauma de pescoço 
❖ Intoxicações 
❖ Cianose 
❖ Apneia 
❖ Pacientes potencialmente em risco de broncoaspiração❖ Lesão da via aérea por inalação 
❖ Convulsões sucessivas e reentrantes 
❖ Incapacidade de manter ventilação adequada sob máscara 
4. Sobre a intubação endotraqueal responda 
 Cite as indicações 
❖ Parada respiratória e/ou cardíaca 
❖ Insuficiência respiratória grave 
❖ Obstrução das vias aéreas 
❖ Presença de secreções abundantes da árvore pulmonar profunda 
❖ Cirurgias com anestesia geral 
❖ Edema de glote 
 Descreva o procedimento com detalhes 
❖ Identifique-se e explique o procedimento para o paciente (caso este não esteja sedado) 
❖ Realize a assepsia e paramentação 
❖ Faça a preparação e a checagem dos materiais → Selecione o tubo de diâmetro 
adequado; cheque o encaixe e a luz do laringoscópio; cheque o ambú; cheque se o cuff 
(manguito) está inflando 
❖ Se posicione e ajuste o paciente → Posicione-se atrás da cabeça do paciente e realize o 
movimento de hiperextensão da cabeça do mesmo para ter melhor acesso às vias 
❖ Forneça a oxigenação prévia do paciente → Sature o paciente com ambú até 95% ou 
durante 3 minutos 
❖ Realize a laringoscopia → Introduza e siga com o laringoscópio pela rima direita da língua 
do paciente e empurre-a para esquerda. Caso a lâmina do laringoscópio seja reta, 
introduza até que as cordas vocais se tornem visíveis (isso significa que ocorreu a 
elevação da epiglote pela lâmina corretamente); caso a lâmina seja curva, introduza 
gradualmente até que a lâmina se insira na valécula epiglótica (gerando uma tração na 
epiglote pela lâmina) e seja possível a visualização da epiglote 
❖ Uma vez visualizada a glote, insira o tubo à direita da lâmina até a marcação de 22 cm 
❖ Retire o laringoscópio, insufle o cuff (para estabilizar/ fixar o tubo) 
❖ Retire o fio guia → Cheque o procedimento realizando a ausculta do epigástrio; pulmão 
esquerdo e pulmão direito 
❖ Retire o ambú 
❖ Encaminhe o paciente para o Raio-x 
❖ Conecte-o ao ventilador mecânico 
 
Marina Ribeiro Portugal 
 
MARINA RIBEIRO PORTUGAL 
 
QRE3: ACESSOS À VIA AÉREA 
8
 Descreva as drogas utilizadas 
❖ Analgésico 
➢ Lidocaína 1,5mg/kg 
➢ Fentanil 3cg/kg 
❖ Sedativos 
➢ Propofol 1% 10mg/mL → 1mg/Kg IV em bolus sem diluir é a dose de indução; dose 
recreativa é 0,5mg/Kg IV em bolus sem diluir; característica da droga (tempo de meia 
vida curta; tempo de ação rápida; ação anticonvulsivante; hipnótico e sedação – gaba 
agonista; amnésico; hipotensor) 
➢ Etomidato 20mg/10 mL → Dose em 0,3mg/Kg IV em bolus sem diluir; sua principal 
característica é a inércia hemodinâmica (não muda a hemodinâmica do paciente); 
possui tempo de meia vida mais curto (dois minutos) que o Propofol e tempo de ação 
curtíssimo (três segundos); não se faz manutenção com essa droga (só faz indução) 
➢ Quetamina 50mg/mL → Dose 1-2mg/Kg em bolus sem diluir; soro da verdade; 
características da droga (efeito dissociativo; broncodilatador; hipertensivo e 
taquicardíaco; sedativa; analgésico; menos reduz drive respiratório) 
❖ BNM 
➢ Não despolarizante → Rocurônio 50mg IV 
➢ De infusão contínua → Cisatracúrio; Curares; usado apenas no Covid e SARA 
➢ Não pode ser utilizado em via aérea difícil 
➢ O bloqueador neuromuscular age com o objetivo de impedir os reflexos do paciente 
(ex. vômito). Dessa forma, possibilita a passagem suave do tubo pelo canal sem que 
haja lesão no decorrer do trajeto. Quando há lesão decorrente da intubação, existe a 
possibilidade de que, no momento da extubação, o paciente tenha espasmo laríngeo e 
necessite ser re-intubado. 
 
Marina Ribeiro Portugal 
 
MARINA RIBEIRO PORTUGAL 
 
QRE3: ACESSOS À VIA AÉREA 
9
 
 Cite as contraindicações 
❖ Pacientes com estômago cheio 
❖ Obesidade mórbida 
❖ Patologias na faringe 
 Cita as complicações 
❖ Indução ao vômito 
❖ Luxação da mandíbula 
❖ Laceração de partes moles das vias aéreas 
❖ Trauma das vias aéreas, podendo resultar em hemorragia 
❖ Fratura de dentes 
❖ Lesões das cordas vocais 
 Explique a razão de ser uma indicação de intubação nasotraqueal 
❖ Indicada para pacientes que respiram espontaneamente. Parte-se do mesmo princípio 
de colocação de cânula nasofarígea (facilitar o fluxo aéreo). Trata-se de uma via aérea 
definitiva. 
5. Sobre cricotireoidostomia responda 
 Cite as indicações 
❖ Traumatismo facial severo 
❖ Quando a Intubação endotraqueal não é possível de ser realizada ou contraindicada 
❖ Obstrução extrema acima das cordas vocais 
 Descreva os procedimentos com detalhes 
❖ Higienize e anestesie a área; 
❖ Coloque o paciente em posição supina com o pescoço em posição neutra 
❖ Palpe a proeminência tireóidea, o espaço cricotireóideo (e a proeminência do esterno 
para orientação) 
❖ Após, estabilizar a cartilagem com a mão oposta até que a intubação seja concluída 
 Cite as contraindicações 
❖ Crianças menores de 5 anos (e com muita cautela em crianças menores de 10 anos), pois 
a cartilagem tireóidea é de difícil palpação, pois ainda está em desenvolvimento 
❖ Uso prolongado, devendo ser convertida para traqueostomia formal dentro de 24 a 72 
horas 
❖ Se os anéis da traqueia ou a glândula tireóidea forem encontrados durante o 
procedimento indica que a incisão no pescoço está muito baixa e deve ser redirecionada. 
❖ Para se evitar injurias as cordas vocais deve-se aplicar a tração na margem inferior da 
incisão, na cartilagem cricóide 
 Cite as complicações 
❖ Broncoaspiração 
❖ Criação de falso trajeto no tecido 
❖ Estenose subglótica 
❖ Edema subglótico 
Marina Ribeiro Portugal 
 
MARINA RIBEIRO PORTUGAL 
 
QRE3: ACESSOS À VIA AÉREA 
10
❖ Hemorragia 
❖ Perfuração do esôfago ou da traqueia 
❖ Enfisema de mediastino 
❖ Paralisia das cordas vocais, causando rouquidão 
 Explique a razão de ser um procedimento transitório 
❖ Limite máximo de 72hrs, após esse tempo pode causar lesão das pregas vocais 
6. Sobre traqueostomia responda 
 Cite as indicações 
❖ Anomalias congênitas 
❖ Corpo estranho em VAS 
❖ Trauma cervical 
❖ Neoplasias 
❖ Paralisia bilateral de cordas vocais 
❖ Edema devido a queimaduras, infecções ou anafilaxia 
❖ Intubação orotraqueal prolongada 
❖ Tempo prévio ou complementar a outras cirurgias bucofaringolaringológicas 
❖ Facilitar a aspiração das secreções das vias respiratórias baixas 
❖ Síndrome da apneia-hipopneia obstrutiva do sono 
 Descreva os procedimentos com detalhes 
❖ A técnica da cirurgia difere um pouco em relação à traqueostomia ser eletiva ou de 
urgência. Em uma emergência, a operação é realizada quando a intubação orotraqueal é 
impossível ou realizada sem sucesso. Antes da cirurgia, uma cânula traqueal adequada 
deve ser escolhida. 
❖ Cânula traqueal → As cânulas mais usadas em nosso meio são as metálicas (Jackson), 
plásticas (Portex, Shiley), silicone e nylon. As cânulas variam em relação ao seu diâmetro 
interno, ângulo de curvatura, mecanismos de fechamento, número de cuffs, 
fenestrações, entre outros. As cânulas contêm um mandril em seu interior, que é um 
pouco mais longo que a cânula e de ponta romba, servindo como um condutor no 
momento da introdução na traquéia. As cânulas metálicas são constituídas de uma 
cânula externa e uma interna, esta última podendo ser retirada e lavada, sendo um 
importante fator de higiene local. 
❖ O cuff é um tipo de balonete. Sua principal função quando insuflado é garantir a 
ventilação mecânica permeável e adequada, além de auxiliar na diminuição de passagem 
de secreções para os pulmões. O comprimento da cânula não deve ser demasiado curto, 
pois pode causar lesão da parede posterior da traqueia com consequente ulceração e 
obstrução nem muito longo, o que pode levar a erosão da parede anterior da traqueia e 
acometimento do tronco braquiocefálico. Quanto ao diâmetro, a cânula deve ter 
aproximadamente 75% do diâmetro da traqueia (como valores aproximados, podemos 
ter cânula Portex n° 7 para mulheres e n° 8 para homens). 
❖ Os cuffs devem ser insuflados com ar. Os que causam menos lesão traqueal são aquelesque proporcionam baixa pressão com grande volume de insuflação, alterando pouco a 
irrigação da mucosa da traqueia, causam menos estenose de traqueia do que as cânulas 
de baixo volume e alta pressão. 
❖ O cuff deve ser insuflado quando se conecta a cânula a um dispositivo de ventilação 
assistida ou controlada. Quando o indivíduo não necessita de mecanismos artificiais de 
ventilação, o cuffs de permanecer vazio, atentando-se para o fato de não haver proteção 
contra a aspiração de secreções para o interior da árvore traqueobrônquica. As cânulas 
Marina Ribeiro Portugal 
 
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QRE3: ACESSOS À VIA AÉREA 
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possuem asas laterais perfuradas que servem para sua fixação, com cadarço ao redor do 
pescoço. 
❖ Na traqueostomia eletiva em adultos, o paciente fica em decúbito dorsal horizontal, com 
extensão da região cervical. Aplica-se rapidamente anestésico local na região a ser 
incisada. Após o posicionamento adequado do paciente e do cirurgião (que deve ficar à 
direita do paciente), os pontos de referência anatômicos são palpados (cartilagens 
tireoides e cricóide, e fúrcula esternal). Infiltra- se a pele com lidocaína 2% (5 a 7 mg/kg) 
e epinefrina 1:150000, realizando-se após a incisão da pele, que pode ser vertical ou 
horizontal (nesse caso, na metade da distância entre a cartilagem cricóide e a fúrcula 
esternal). 
❖ Faz-se a dissecção do tecido celular subcutâneo e das estruturas pré-tireoidianas no 
sentido vertical, afastando a musculatura pré-tireoidiana lateralmente, procurando 
permanecer sempre na linha média, o que evita maiores sangramentos e lesão de 
estruturas paratraqueais, ao mesmo tempo em que se faz a hemostasia, evitando a lesão 
ou fazendo a ligadura das veias jugulares anteriores. 
❖ Ao se identificar o istmo da glândula tireoide, ao nível do 2° e 3° anéis traqueais, deve-se 
afastá-lo para superior, inferior ou então fazer a ressecção do istmo seguido de sutura 
dos cotos. Depois desse tempo cirúrgico, a traqueia é facilmente identificada, devendo-
se, se necessário, realizar a dissecção da fáscia pré-traqueal. Antes da incisão dos anéis 
traqueais, deve-se checar a integridade do cuff da cânula de traqueostomia e avisar o 
anestesista. A injeção de anestésico tópico na traqueia pode ajudar a reduzir o reflexo 
de tosse se o paciente estiver acordado. 
❖ Pode-se fazer o estoma traqueal de diversas maneiras, sendo as mais comuns a forma 
em U invertido, em T, em H ou ainda em forma retangular, com retirada de parte da 
parede anterior da traquéia, sendo está técnica usada em pacientes que ficarão com a 
traqueostomia indefinidamente, visto que este tipo de abertura traqueal leva a um maior 
risco de estenose. 
❖ Após a abertura da traqueia, deve-se inserir rapidamente a cânula lubrificada com gel de 
lidocaína, evitando inseri-la com a ponta virada para baixo, pelo risco de 
desenvolvimento de falso trajeto, durante este procedimento, deve-se realizar 
hemostasia rigorosa da região, para minimizar ao máximo a entrada de sangue na árvore 
traqueobrônquica. Após a colocação da cânula, deve ser dado um ponto de reparo entre 
o flap traqueal e o tecido celular subcutâneo (ponto de Bjork), o que facilita o pronto 
acesso à traqueia no caso de decanulação acidental. 
❖ Após revisão da hemostasia, fecha-se a pele incisada, evitando-se o fechamento 
hermético da incisão sobre a cânula, apesar de esse tempo não ser obrigatório. 
❖ O curativo com gaze sob as asas laterais da cânula e a fixação desta com cadarço ao redor 
do pescoço encerra o procedimento. 
 Cite as contraindicações → A traqueostomia é uma cirurgia com poucas contraindicações, 
não existindo uma contraindicação absoluta, uma contraindicação relativa é a presença de 
carcinoma laríngeo, em que a manipulação do tumor durante a traqueostomia pode levar 
a uma incidência aumentada de recorrência tumoral na região do estoma, optando-se 
então por uma cirurgia definitiva, como a laringectomia, desde que o estadiamento da 
neoplasia permita tal procedimento, o mesmo princípio é adotado na papilomatose 
laríngea. Além disso, não é indicada realização de traqueostomia nos casos de aspiração, 
uma vez que este procedimento aumenta o grau de aspiração 
 
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QRE3: ACESSOS À VIA AÉREA 
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 Cite as complicações 
❖ Imediatas 
➢ Sangramento 
➢ Pneumotórax e pneumomediastino → Lesão direta das cúpulas pleurais e de altas 
pressões respiratórias negativas em pacientes acordados, respectivamente 
➢ Lesão de estruturas paratraqueais → As principais são os nervos laríngeos recorrentes, 
os grandes vasos e o esôfago, sendo estas complicações mais comuns em crianças 
➢ Apneia devido a perda do drive respiratório gerado pelo estado de hipóxia 
➢ Edema pulmonar pós-obstrutivo 
❖ Precoces 
➢ Traqueíte 
➢ Sangramento devido a tosse excessiva do paciente e elevação da pressão arterial 
➢ Enfisema subcutâneo → Resulta de sutura muito hermética da incisão ou de falso 
trajeto da cânula para o espaço pré-traqueal, podendo evoluir para pneumotórax ou 
pneumomediastino 
➢ Atelectasia pulmonar, no caso de intubação seletiva de um dos brônquios 
➢ Decanulação 
❖ Tardias 
➢ Sangramentos tardios, após 48 horas da cirurgia → Causados por fístula 
traqueoinominada, (entre a traqueia e o tronco braquiocefálico), que ocorre devido a 
uma traqueostomia muito baixa ou por uma cânula muito grande 
➢ Traqueomalácia → Geralmente causada por uma cânula muito pequena, a troca 
geralmente resolve o problema 
➢ Estenose 
➢ Fístula traqueoesofágica 
➢ Fístula traqueocutânea 
➢ Impossibilidade de decanulação → Pode ser causada por paralisia de pregas vocais, 
lesão da estrutura laríngea, ansiedade, a avaliação endoscópica completa da região 
laringotraqueobrônquica pode ajudar na resolução do problema 
 Explique a razão de ser uma indicação absoluta no trauma 
❖ Partindo-se do princípio que a anóxia pode levar a morte em 4 a 5 minutos, a 
traqueotomia de emergência deve ser realizada em 2 a 3 minutos. O procedimento deve 
ser evitado e geralmente é necessário devido à ma- nipulação inadvertida de uma via 
aérea tênue, mas pérvia. 
❖ Com o paciente em decúbito dorsal, a mão esquerda do cirurgião palpa e estabiliza a 
laringe e estende o pescoço, caso não haja Contraindicações. A incisão é feita em sentido 
vertical, na linha média, com um compri- mento grande o suficiente para assegurar o 
acesso à traqueia o mais rapidamente possível. A cricóide é identifi- cada através da 
palpação, e se possível um gancho é alocado em sua borda inferior, para tracionar a 
laringe em sentido superior e facilitar o acesso à traqueia. As estruturas pré-tireoideanas 
são incisadas também em sentido longitudinal, podendo ou não o istmo da tireóide ser 
dividido neste procedimento. A incisão vertical é estendida para a traqueia, tornando 
possível a inserção da cânula na traqueia. Uma vez que uma via aérea pérvia tenha sido 
conseguida, pode-se fazer a revisão da hemostasia e outros procedimentos para o 
término da cirurgia. 
Referências bibliográficas 
Aula de Dr. Felipe Góis (16/08/2021) 
ATLS: Advanced Trauma Life Support for Doctors. American College of Surgeons. 10a edição. 2018. 
Ferreira, L.M., Odo, L.M. Guia de Cirurgia: Urgências e Emergências, 1ª edição. São Paulo: Editora Manole, 2001. 
Sanar Residência

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