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Patologia- aula 2
Ludmila Almeida
Dermatopatologia
A pele possui 3 grandes camadas: epiderme; derme, dividida em papilar e reticular; tecido adiposo.
Na derme se encontra os vasos sanguíneos, glândulas, nervos etc. 
Espécimes cirúrgicos: punch, chaving, curetagem e fusos ( incisional x excisional)
Como escolher o melhor procedimento? Deve-se escolher inicialmente se será apenas retirada para análise (incisional ) ou de toda a lesão e conseguir identificar se todo o tumor foi retirado (excisional). Além disso, deve-se levar em consideração o tamanho da lesão e sua proporcionalidade de tamanho com o local em que ela está. 
Punch: uma forma de fazer uma biópsia incisional, com o auxílio de uma “caneta” própria com a ponta cortante. Ela é inserida na pele e retira um cilindro de pele. Geralmente não é muito profundo, mas pode ser, dependendo do seu objetivo e do instrumento utilizado, nesse caso pode-se chegar ao tecido adiposo. 
Shaving: retirada de uma parte mais superficial da lesão. Pode ser excisional ou incisional, o que varia de acordo com o tamanho da lesão, normalmente lesões maiores nas laterais e menos profundas. 
Elipses de pele: é um fragmento de pele e tecido adiposo, pode de excicional ou incisional, dependendo do tamanho da lesão e do objetivo do estudo. 
Aspectos morfológicos :
Mácula; lesão plana com alteração de coloração, menor ou igual a 5mm. Pode ser hiperpigmentada, hipopigmentada, despigmentada ou eritematosa.
Pápula: lesão elevada medindo até 5mm (se maior que 5mm passa a se chamar placa). Forma um tipo de nódulo. Pápula epidérmica (ex: verruga), podem ser originadas da derme ou epiderme. 
Vesícula/bolha: coleção de fluido, conteúdo seroso, turvo ou hemorrágico, pode ser tensa ou flácida. Se maior que 5 mm é chamada de bolha e se menor vesícula. 
Lesões ulceradas: são em maioria de origem neoplásicas, mas podem ser de origem parasitária ou vascular. A úlcera causa danos na epiderme e na derme. 
Dermatites; processos inflamatórios da pele. Podem ser de diferentes padrões inflamatórios, como, superficiais, superficiais e profundas, vesiculares e bolhosas, nodulares e difusas, foliculares, alopécias ou fibrosantes. Além de agudas ou crônicas.
Dermatites agudas: 
Dermatite de contato: gera um processo inflamatório que pode levar a epiderme a se soltar da derme, vinculada a eosinófilos. 
Mesmo que em processos agudos, podem ocorrer em quadros muito exuberantes. 
Eritema multiforme: quando se tem várias formas avermelhadas de lesão no corpo. É uma dermatite aguda, mas há um subtítulo dessa dermatite, conhecida como síndrome de Stevens-Johnson. Um quadro agudo e grave, raro, com taxa de mortalidade que pode variar de 4 a 60%, dependendo do desenvolvimento do quadro. O paciente apresenta uma grande reação alérgica sistêmica, com o descolamento geral da epiderme da derme, lesando pele e mucosa, sendo comum lesões em lábios, olhos, pele em geral, esôfago etc. As principais causas são, medicamentosas, virais, bactérias, fúngicos, protozoários ou tumores. 
Com o tratamento da causa, a resposta é muito positiva.
Dermatite crônica: 
Psoríase: doença inflamatória e autoimune. Linfócitos T liberam substâncias inflamatórias e formadora de vasos. Iniciam-se, então, respostas imunológicas que incluem vasodilatação na pele e infiltração por neutrófilos. Como resposta ao ataque as células escamosas proliferam-se mais com consequente aumento de produção de escamas devido à imaturidade celular. Esse ciclo faz com que as células mortas não consigam ser eliminadas eficientemente, formando lesões de aspecto espesso (hiperceratose). Podem ser de diversas formas, em placas, ungueal, do couro cabeludo, pustulosa. Está muito ligada a estres e ao sistema nervoso. 
Distúrbios da pigmentação: podem ser lesões benignas ou malignas. Existem alguns distúrbios inflamatórios que causa alterações da pigmentação, deixando mais ou menos pigmentada. Podem ter bases de origem diferentes, mas normalmente o agente deflagrador é o mesmo. 
Indivíduos de pele mais clara tem mais facilidade de apresentar lesões pigmentadas.
Nevo melanócito: refere-se a qualquer neoplasia melanocítica benigna, lesões sólidas, acastanhadas, com pigmento uniforme, geralmente pequenas e bem delimitadas, em máculas ou pápulas. 
Importância biológica; possível transformação para melanoma (nevo displásico).
Nevo congênito: atinge 1% dos recém-nascidos, podendo ser pequenos, médios ou gigantes. No nevo gigante o risco é de 5 a 12%. Pode desenvolver a u melanoma, gerando um câncer. 
O nevo advém da proliferação de células névicas (semelhante as células melanocíticas). Essa proliferação pode ocorrer na junção da epiderme com a derme, apenas na derme , ou ao mesmo tempo na junção e na derme. 
Nevo juncional; localizado na junção a epiderme com a derme, lesões pequenas, planas, simétricas e uniformes. 
Nevo composto; localizado na junção da epiderme com a derme e na derme, lesão elevada, com forma de cúpula, simétrica e uniforme. Mais corado. 
Nevo intradérmico: é o mais comum, localizado na derme, lesão pouco ou muito elevada, simétrica e uniforme. Não se evolui para maligno.
Nevo displásico: podem ser esporádicos ou familiares, surgem como lesões isoladas ou múltiplas. Apesar do risco de maior malignização, a maioria é marcador de risco de melanoma. (a maioria dos melanomas surgem de nevos). São lesões maiores, com pigmentação variada em áreas expostas e não expostas ao sol. 
A progressão para melanoma é horizontal, com isso há as variações de pigmentação para posteriormente se aprofundarem. É uma alteração pigmentar que ganha atipia e vai tomando conta da epiderme, gerando lesões leves, moderadas e severas.

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