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Hanseníase: Características e Classificação

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Luisa Lopes

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● Tem baixa transmissibilidade de M. Leprae;
● Capacidade de cura da hanseníase por meio de terapia com múltiplos fármacos;
● Continua sendo uma doença estigmatizada;
O patógeno
● Mycobacterium leprae é um bacilo álcool-acidorresistente;
● A parede celular é rica em ácido micólico e uma única membrana;
● M. Leprae ainda não é cultivada em vitro
● Normalmente tem sucesso de da terapia com múltiplos fármacos;
● A impossibilidade da cultura em vitro dificulta o estudo da transmissão;
● Acredita-se na transmissão por meio do solo contaminado, embora não comprovado.
Imunologia 
Hanseníase indeterminada: inicial
— Fase inicial 
— 1 ou poucas manchas hipocrômicas mal definidas
— Alteração de sensibilidade discreta;
Hanseníase (Doença de Hansen
↳ Infecção lentamente progressiva (cronical
↳ Causada pelo Mycobacterium /eprae
↳ Afeta a pele e merros periféricos
↳ Resulta em deformidades incapacitantes
#Mais propenso a ser transmitido através de aerossois de lesões assintomáticas no trato
respiratório superior
↳Brasil tem alta prevalência
↳ Lesões cutâneas hipopigmentadas, hipoestéticas ou amestésicas e não pruriginosas
↳Pode haver dano aos mervos periféricos pela infecção direta por M. leprae ou pela resposta imune à infeção
Resultado= Perda de sensibilidade e da função motora
Hanseníase por si só não carsa morte,porém a debilidade associada à doença contribui para o agravamen
to da probabilidade de morte por desmutrição e outras infecções
— Pode regredir ou evoluir para outra forma 
Hanseníase tuberculoides
— Boa imunidade contra o bacilo;
— Poucas lesões de pele, bem delimitadas, secas e com queda de pelos 
— Lesões geralmente assimétricas;
— Comprometimento nervoso localizado; 
— Baciloscopia negativa (paubacilar)
Hanseníase dimorfa (borderline)
— Resposta imunológica intermediária;
— Lesões de pele variadas: placas, manchas, bordas irregulares;
— Pode ter nervos espessados e assimétricos;
— Forma instável -> pode encaminhar para tuberculoide ou virchowiana
Hanseníase virchowiana;
— Imunidade celular baixa;
— Muitas lesões de pele disseminadas: nódulos, placas, infiltrações difusas.
— Pele espessada (“fácies leonina”)
— Comprometimento nervoso simétrico e progressivo;
— Baciloscopia positiva (multibacilar)
Hanseníase Paucibacilar
● Poucos bacilos presentes;
● Até 5 lesões de pele
● Pouco ou nenhum nervo acometido; 
● Geralmente corresponde às formas indeterminadas e tuberculoide e alguns casos de 
dimorfa
Hanseníase Multibacilar 
● Muitos bacilos presentes;
● Mais de 5 lesões de pele; 
● Vários nervos acometidos;
● Geralmente corresponde às formas dimorfa e virchowiana
— Lesão de nervos periféricos é observada em todas as formas de hanseníase
— M. Leprae invade as células de Schawann, podendo causar desmielinização direta dos 
nervos periféricos
Genética
● Casos de hanseníase agrupam-se em famílias, em parte pelo ambiente compartilhado e 
pela exposição semelhante, mas também provavelmente por determinantes genéticos de 
suscetibilidade.
Manifestações Clínicas
— A dormência pode constituir uma queixa ou achado inicial, e as lesões cutâneas podem 
tornar-se aparentes somente meses ou anos mais tarde
— A classificação da doença baseia-se na combinação de exame clínico, do número de 
bactérias identificadas em esfregaço de linfa cutânea ou amostras de biópsia de pele e do 
aspecto histológico
— Diagnóstico e classificação é essencial para o tratamento 
Hanseníase tuberculoide 
● Menos do que 5 lesões cutâneas;
● Normalmente consistem em máculas hipopigmentadas ou eritematosas, com bordas 
eritematosas elevadas e centro atrófico;
● Lesões cutâneas hipoestésicas ou anestésicas
● As lesões cutâneas podem ser grandes e são mais comumente encontradas na face, no 
tronco ou nos membros, entretanto, não são encontradas nas axilas, na virilha, no 
períneo ou no couro cabeludo, presumivelmente em decorrência da preferência de M. 
Leprae por temperaturas mais baixas;
● Forma estável, que não se converte em formas de borderline e virchowiana
Hanseníase virchowiana difusa 
● Numerosas pápulas e nódulos são aparentes;
● As máculas apresentam bordas mal definidas, habitualmente com manutenção da 
sensibilidade normal
Diagnóstico
● Deve-se considerar diagnóstico de hanseníase em todo paciente com manifestações 
cutâneas e de nervos periféricos, particularmente indivíduos que viveram em países 
onde a hanseníase é endêmica (Índia, Brasil, Indonésia);
● O tratamento imediato é essencial para prevenir o dano irreversível aos nervos 
periféricos;
● A classificação correta é necessária para selecionar a terapia ideal e antecipar possíveis 
estados reacionais;
● Diagnóstico e classificação dependem da combinação o exame clínico, da avaliação 
histopatológica e da coloração álcool-acidoressistente de amostras de linfa cutânea ou 
de biópsia de pele;
Exame clínico 
● Precisa incluir uma avaliação e documentação do número, da localização e das 
características das lesões cutâneas;
● A classificação da hanseníase depende da distribuição simétrica das lesões e da 
presença de lesões hipoestésicas ou anéstesicas 
Exame deve incluir a procura de:
— Aumento e hipersensibilidade à palpação de nervos periféricos,
— Presença de déficits sensitivos e ulcerações da cutânea;
— Natureza e distribuição de déficits motores, atrofia e contraturas musculares;
— É necessário a avaliação das mulheres grávidas, uma vez que alguns medicamentos 
utilizados no tratamento são contraindicados durante a gestação 
Tratamento
● Fármacos;
● Quimioterapia;
● Cirurgia reparadora;
● Fisioterapia;
● Terapia ocupacional; 
● Reabilitação 
Resposta ao tratamento 
● A resposta a terapia é observada clinicamente na forma de achatamento e resolução das 
pápulas, dos nódulos ou das placas, com ou sem melhora da função nervosa.
● A melhora clinica pode começar nos primeiros meses de terapia, porém a resolução das 
lesões cutâneas é, com frequência, retardada em até 1 a 2 anos após o término do 
tratamento 
Prevenção
— Não existe nenhuma vacina efetiva contra a hanseníase, porém alguns ensaios clínicos 
observaram um efeito protetor parcial da vacinação com o bacilo de. Calmette-Guérin (BCG);
Prognóstico 
— A quimioterapia com múltiplos fármacos cura uma alta proporção de indivíduos com 
hanseníase paucibacilar e multibacilar;
— Alguns casos de hanseníase paucibacilar podem apresentar remissão ou ate mesmo cura 
espontânea, porém todos os casos de hanseníase multibacilar são progressivos 
— Em virtude de sua eficácia e baixa toxicidade, e para minimizar a morbidade a longo 
prazo, a quimioterapia com múltiplos fármacos deve se administrada a todas as pessoas nas 
quais se estabelece o diagnóstico de hanseníase.

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