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universidade nilton lins LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA BAIXA VISÃO OU CEGUEIRA manaus-am 2015 ISÍS NAYANE ROLIM DOS SANTOS JOAIS CASTRO LIMA LILIAN PEREIRA CORDEIRO MARIA ROSA CASTRO DA SILVA SIMONE CERDEIRA LOPES SILVIA FERREIRA DE FREITAS BAIXA VISÃO OU CEGUEIRA Trabalho desenvolvido durante a disciplina de Fundamentos Métodos da Ed. Especial e Inclusão, como parte da avaliação referente ao 5º período do curso de licenciatura plena em pedagogia da turma Ped 056. Orientador Prof Msc.: Kledson Rocha MANAUS-AM 2015 Conteúdo Introdução 04 Origem e História 05 Definição 07 Diretrizes Diagnósticas 07 Identificação 10 Lei do Cão-guia 25 Lei do Cão-guia 25 Lei do Cão-guia 25 Lei do Cão-guia 25 Lei do Cão-guia 25 Lei do Cão-guia 25 Lei do Cão-guia 25 Lei do Cão-guia 25 INTRODUÇÃO A visão é um dos sentidos que nos ajuda a compreender o mundo à nossa volta, ao mesmo tempo em que nos dá significado para os objetos, conceitos e ideias. A comunicação por meio de imagens e elementos visuais relacionados é denominada "comunicação visual". Os humanos empregam-na desde o amanhecer dos tempos. Na realidade, ela é predadora de todas as linguagens escritas. Pode-se afirmar que deficiência visual é a incapacidade total ou capacidade parcial de enxergar. A pessoa com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta resíduo visual. Já a perda total da visão é considerada cegueira. De acordo com a classificação, em relação à intensidade, a deficiência visual pode ser leve, moderada, profunda, severa e perda total da visão. A deficiência visual é um tema bastante discutido, chamando assim a atenção de estudiosos para compreender um mundo singular ao nosso. É uma deficiência que requer outro tipo de aprendizado, que é a capacidade de assimilar as coisas através dos sentidos, como o paladar, tato e olfato, dessa forma ela possibilita o individuo a reaprender ou aprender a viver num mundo ao qual não enxergarmos ou deixamos de enxergar. Este trabalho inicialmente visa abordar sobre a definição do conceito de cegueira e baixa visão e as causas e tipos de deficiência visual. 1. ORIGEM E HISTORIA A história da deficiência visual na humanidade é comum a todos os tipos de deficiências. Os conceitos foram evoluindo conforme as crenças, valores culturais, concepção de homem e transformações sociais que ocorreram nos diferentes momentos históricos. Assim sendo, na antiguidade as pessoas com deficiência mental, física e sensorial eram apresentadas como aleijadas, mal constituídas, débeis, anormais ou deformadas. Percebidos como degeneração da raça humana no período em que predominava o princípio da eugenia, essas pessoas eram abandonadas ou eliminadas. As obras de Platão e Sêneca refletem as práticas helênicas e gregas que retratam essa concepção. Na Idade Moderna, a filosofia Humanista começa a dar conta dos problemas relacionados ao homem, tendo por base a evolução das ciências. O conhecimento científico assegura as tentativas da educação de pessoas deficientes sob o enfoque da patologia. As preocupações de cunho educacional em relação às pessoas cegas surgiram no Séc. XVI, com Girolínia Cardono – médico italiano – que testou a possibilidade de algum aprendizado de leitura através do tato. Peter Pontamus, Fleming (cego) e o padre Lara Terzi escreveram os primeiros livros sobre a educação das pessoas cegas. A partir de então, as ideias difundidas vão ganhando força até que, no Séc. XVIII, 1784, surge em Paris, criada por Valentin Haüy, a primeira escola para cegos: Instituto Real dos Jovens Cegos. Nela Haüy exercita sua invenção – um sistema de leitura em alto relevo com letras em caracteres comuns. No Séc. XIX proliferaram na Europa e nos Estados Unidos escolas com a mesma proposta educacional. Um novo sistema com caracteres em relevo para escrita e leitura de cegos é desenvolvido por Louis Braille e tornado público em 1825 – o Sistema Braille. Assim, o processo de ensino-aprendizagem das pessoas cegas deslancha, possibilitando-lhes maior participação social. A repercussão do sucesso das novas técnicas e métodos e a credibilidade na capacidade das pessoas cegas chegam ao Brasil encarnadas em José Álvares de Azevedo ao regressar de seus estudos em Paris, no Instituto Real dos Jovens Cegos. José Álvares de Azevedo ensina o Sistema Braille à Adèle Sigaud, filha cega do Dr. Xavier Sigaud, médico do Paço, e logo Adèle é levada à presença de D. Pedro II pelo Dr. Sigaud e pelo Barão do Bom Retiro para apresentar suas idéias de ter- se no Brasil um colégio onde as pessoas cegas pudessem estudar. A concretização desse ideal se consubstanciou na criação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos a 17 de setembro 1854, hoje Instituto Benjamin Constant. O Instituto Benjamin Constant (IBC) foi o primeiro educandário para cegos na América Latina e é a única Instituição Federal de ensino destinada a promover a educação das pessoas cegas e das portadoras de baixa visão no Brasil. Além de ter criado a primeira Imprensa Braile do País (1926), tem-se dedicado a capacitação de recursos humanos, a publicações científicas e a inserção de pessoas deficientes visuais no mercado de trabalho. Em 1950, a cidade de São Paulo e, em 1957, a cidade do Rio de Janeiro inauguram em escolas comuns, pertencentes à Rede Regular de Ensino, o ensino integrado. A partir de então, em inúmeras regiões do Brasil a oportunidade de educar pessoas com deficiência visual é oferecida em salas de recursos, salas especiais e mais recentemente nos Centros de Apoio Pedagógico. Na década de 80 e 90, com o avanço científico, foram criados nas universidades os cursos para capacitação de professores e a criação de Centros de Atendimentos com Núcleos de Estudos, tais como: UNESP - Marília, UNICAMP -SP, USP, SANTA CASA - SP e UERJ-RJ. A cegueira, ou perda total da visão, pode ser adquirida, ou congênita (desde o nascimento). O indivíduo que nasce com o sentido da visão, perdendo-o mais tarde, guarda memórias visuais, consegue se lembrarem das imagens, luzes e cores que conheceu, e isso é muito útil para sua readaptação. Quem nasce sem a capacidade da visão, por outro lado, jamais pode formar uma memória visual, possuir lembranças visuais. Para quem enxerga, é impossível imaginar a vida sem qualquer forma visual ou sem cor, porque as imagens e as cores fazem parte de nosso pensamento. Não basta fechar os olhos e tentar reproduzir o comportamento de um cego, pois tendo memória visual, a pessoa tem consciência do que não está vendo. 2. DEFINIÇÃO Baixa Visão É a alteração da capacidade funcional da visão, decorrente de inúmeros fatores isolados ou associados tais como: baixa acuidade visual significativa, redução importante do campo visual, alterações corticais e/ou de sensibilidade aos contrastes que interferem ou limitam o desempenho visual do indivíduo. A perda da função visual pode ser em nível severo, moderado ou leve, podendo ser influenciada também por fatores ambientais inadequados. Cegueira É a perda total da visão até a ausência de projeção de luz. Do ponto de vista educacional, deve-se evitar o conceito de cegueira legal (acuidade visual igual ou menor que 20/200 ou campo visual inferior a 20° no menor olho), utilizada apenas para fins sociais, pois não revelam o potencial visual útil para execução de tarefas. 3. DIRETRIZES E DIAGNOSTICAS Como identificar? • Desvio de um dos olhos; • Não seguimento visual de objetos; • Não reconhecimento visual de pessoas ou objetos; • Baixo aproveitamento escolar; • Atraso de desenvolvimento. Tipos de deficiência visual Baixa acuidade visual significa visão entre 20/70 e 20/400 com a melhor correção possível, ou um visual campo de 20 graus ou menos. Cegueira é definida como uma acuidade visual pior que 20/400 com a melhor correção possível, ou um campo visual de 10 graus ou menos. Cegueira legal nos Estados Unidos significa acuidade visual de 20/200 ou pior com a melhor correção possível, ou um campo visual igual ou inferior a 20 graus. Acuidade visual de 20/70 de20/400 (inclusive) é considerada moderada deficiência visual ou baixa visão. Tipos de deficiências visuais Como tipos de deficiências visuais temos os erros refrativos (miopia, hipermetrofia e astigmatismo), catarata, nistagmo, retinite pigmentosa. Na miopia, o globo ocular é muito longo e os raios de luz paralelos que chegam à retina não focalizam no ponto correto (fóvea), ficando a visão enevoada. A correção faz-se através de óculos ou lentes de contato corretivos côncavos ou por procedimento cirúrgico. A hipermetrofia é o erro refratário decorrente do fato de o globo ocular ser muito curto, fazendo com que os raios de luz incidam atrás da retina, causando uma visão enevoada ou em último caso de forma ineficaz. O uso de lentes ou óculos pode corrigir o problema fazendo com que os raios de luz incidam no ponto central da mácula (fóvea). Para crianças nessa condição, devem-se evitar esforços com tarefas próximas por grande espaço de tempo, em razão do grande desconforto. O uso de aparelhos para visão reduzida mostra-se eficientes no desenvolvimento de aprendizagem dos alunos com deficiência visual, como televisão de circuito fechado. O astigmatismo, por sua vez, decorre principalmente de irregularidades do cristalino ou da córnea, resultando modificação no poder refrativo, causando a distorção da imagem na mácula. A forma de correção é feita com alteração cilíndrica nas lentes dos óculos pode corrigir a deficiência visual, a não ser se acompanhada de miopia ou hipermetrofia, situação em que permanecerá diminuída a acuidade visual. A catarata consiste em uma opacidade, total ou localizada, do cristalino do olho. Ela impede a entrada livre da luz, diminuindo a acuidade visual. De uma forma geral decorre do envelhecimento, de alterações metabólicas, lesões, exposição à radiação ultravioleta ou por produtos químicos ou drogas tóxicas. Para fins de benefício do desenvolvimento da aprendizagem do aluno com catarata, mostra-se fundamental a informação acerca da localização da opacidade, porque dependendo desse dado a criança necessitará de mais luminosidade ou menos se na periferia ou no centro do cristalino, respectivamente. A correção da catarata pode ser promovida por meio cirúrgico, basicamente, há dois tipos de cirurgias. Uma delas é a extração extra capsular da catarata – EECC por meio de um corte bem superior ao da catarata. A outra, proporcionando uma recuperação mais rápida, éo método denominado “Facoemulsificação”, técnica que faz a incisão de 3 mm, bem pequena comparativamente, dissolvendo a catarata ainda dentro do olho. Em ambos os procedimentos, é implantada uma lente intraocular. Outra deficiência visual decorrente de movimento involuntário, de repetição e com ritimicidade dos olhos é o chamado nistagmo. Esses movimentos dificultam a concentração das crianças que sentem dificuldades de fixar os olhos num ponto fixo. Formas de se ajudar a minorar a situação é o uso de marcadores de linha e utilização de material de leitura em negrito. Há, ainda, a retinite pigmentosa são condições que afetam progressivamente a retina, com prognostico de perda da visão, motivo pelo qual os profissionais responsáveis pelo aprendizado da criança nessas condições devem munir-se de treinamento em braile e da mobilidade no currículo. Michael Farrel afirma, sobre essa deficiência visual, o seguinte: A retinite pigmentosa refere-se a um grupo de condições progressivas que afetam a retina, em particular a área periférica que contém células (bastonetes) sensíveis à visão em luz reduzida. Isso leva à cegueira noturna e à chamada visão de túnel. Como a retinite pigmentosa normalmente é progressiva, algumas crianças acabarão perdendo a visão, de modo que a provisão para uso de braile e o treinamento da mobilidade devem fazer parte do currículo. 4. IDENTIFIÇÃO As deficiências visuais normalmente são identificadas pelos pais e diagnosticadas pelos médicos nos primeiros meses de vida da criança. Porém, devido à negação de alguns pais e também devido à dificuldade de se identificar alguns problemas visuais sem a ajuda de um especialista, muitas deficiências passam despercebidas até a criança ingressar na escola. Após a identificação são realizados diversos testes visuais através de diversos instrumentos. Uma avaliação completa da visão incluiria um teste de visão para longe, um teste de visão para perto, um teste de campo visual, um teste de percepção de cor, um teste de sensibilidade ao contraste e uma avaliação do funcionamento visual. Porém quando a criança é muito pequena a avaliação é feita somente através da testagem de reflexo de piscar ou a mensuração das respostas elétricas do córtex visual. Dentre os testes visuais temos: Diagrama de Snellen: É utilizado para testar a acuidade visual e a visão para longe através de letras, números ou figuras dispostas em fileiras de tamanhos maiores para menores em um cartaz ou tabela. No caso das letras cada fileira é desenhada para ser reconhecida a certa distância por uma pessoa de visão normal. A acuidade visual 20/20 representa visão normal, a pessoa que apresenta visão inferior à 20/20 possui problemas visuais. • Ishihara Test: É um teste de percepção de cor que compreende placas com pontos coloridos que incluem números ou símbolos. A pessoa com visão normal para cores consegue distinguir os símbolos ou números e a pessoa com perda de visão para cores não conseguirá distingui-los. • Testes de sensibilidade ao contraste: Teste com figuras de diferentes contrastes. Uma pessoa com problemas de sensibilidade ao contraste será incapaz de ler facilmente, a não ser que a iluminação seja muito boa ou a impressão seja muito escura em um fundo branco. • Testes de funcionamento visual: O funcionamento visual refere-se ao quão bem a criança utiliza a visão nas atividades do dia-a-dia. Duas crianças com a mesma acuidade visual podem ter um funcionamento visual diferente, por exemplo, uma pode estar mais disposta a usar a visão que possui do que a outra. Um professor especialista em deficiência visual normalmente avalia o funcionamento visual, investigando forças e fraquezas na maneira de utilizar a visão, levando em conta o desenvolvimento cognitivo e social. • Look and Think Checklist: É uma avaliação que permite o professor avaliar uma amostra de habilidades perceptuais e cognitivas em crianças de 5 a 11 anos, como por exemplo, a discriminação e identificação de objetos bidimensionais e tridimensionais, habilidades de coordenação e a capacidade de diferenciação de cores. Assim o professor ajuda a descobrir o que a criança é capaz de fazer em sala de aula para que possa planejar tarefas que estimulem habilidades como discriminar, comparar entre outras. • A Vision for Doing: Avalia a visão funcional da criança com deficiência visual e incapacidades múltiplas e indica como as crianças podem ser ajudadas a desenvolver e utilizar a visão funcional para aumentar seu entendimento de aspectos do ambiente físico e social, como por exemplo, objetos e acontecimentos. 5. O impacto da deficiência visual Sobre o desenvolvimento individual e psicológico varia muito entre os indivíduos. Depende da idade em que ocorre, do grau da deficiência, da dinâmica geral da família, das intervenções que forem tentadas, da personalidade da pessoa – enfim, de uma infinidade de fatores. Além da perda do sentido da visão, a cegueira adquirida acarreta também outras perdas: emocionais; das habilidades básicas (mobilidade, execução das atividades diárias); da atividade profissional; da comunicação; e da personalidade como um todo. Trata- se de uma experiência traumática, que exige acompanhamento terapêutico cuidadoso para a pessoa e para sua família. Quando a deficiência visual acontece na infância, pode trazer prejuízos ao desenvolvimento neuropsicomotor, com repercussões educacionais, emocionais e sociais, que podem perdurar ao longo de toda a vida, se não houver um tratamento adequado, o mais cedo possível. 6. HISTORIA DE CAMPO/RELATOS DE EXPERIENCIAS FALTA FAZER 7. CAUSAS A deficiência visual:· Congênita (presente no nascimento) ou · Adquirida A tecnologia media esta auxiliando na identificação das mais especificas das deficiências, informações esta que podem levar a cura ou a medidas preventivas. Por exemplo, duas causas de deficiências visuais foram reduzidas significativamente no final do século XX: a retinopatia da prematuridade (ROP) e a rubéola. Hoje, tornam-se precauções para evitar muitos casos de ROP em nascimento de bebês com baixo peso, mas, se não for possível evitá-la, a mesmo poderá ser corrigida com cirurgia nos olhos. A rubéola, uma causa de deficiências visuais congênitas e de deficiências múltiplas, é evitada, hoje, com vacinas. Quase metade das crianças cegas tem deficiências consequentes de fatores pré-natais, comumente hereditários. O gene responsável pela retinite pigmentosa foi identificado e isolado, e há uma esperança de cura em um futuro próximo. Outros avanços médicos – tratamento a laser, a cirurgia e o implante de córnea. Embora os avanços médicos tenham reduzido a prevalência das deficiências visuais nessa população, a tecnologia medica pode também causar um aumento de deficiências. Hoje, mais crianças sobrevivem à prematuridade e ao nascimento com baixo peso, ate mesmo com peso inferior a aquilo. O resultado, contudo, são crianças com deficiências múltiplas, normalmente incluindo visuais. As causas de deficiências visuais são variadas. Em algumas situações, pode ser de origem genética, podem surgir no desenvolvimento fetal ou mesmo no momento do nascimento, ou ainda por fatores ocorridos na infância. As deficiências visuais adquiridas geneticamente normalmente não são conhecidas dos pais da criança, os quais muitas vezes são colocados a par da situação apenas quando se faz o diagnóstico. Isso porque não há o costume de os casais fazerem mapeamento para verificação de combinação genética adequada antes do planejamento da família. Um exemplo de fator originado no desenvolvimento do feto é o da gestante que adquire rubéola, a qual pode acarretar comprometimentos visuais, como catarata ou microftalmia. O nascimento prematuro ou de crianças com baixo peso (abaixo de 1300 gramas) com necessidade de serem mantidos com oxigenação em percentual muito elevado pode resultar em retinopatia da prematuridade. Como decorrência de problemas neurológicos, temos a possibilidade de lesão ou comprometimento do trato visual cortical, do que resulta em deficiências visuais temporárias ou permanentes. O glaucoma decorre do aumento da pressão intraocular, com dano para o nervo óptico. Quando o diagnóstico ocorre antes do evento “cegueira” é tratado a base de colírio. Em caso contrário, a cegueira é irreversível, uma vez que no há um menor comprometimento do nervo óptico. Há ainda deficiências visuais decorrentes do ceratocone, doença que acomete a córnea do adolescente ou jovem, afinando-a e dilatando-a resultando em miopia e elevado grau de astigmatismo irregular, de forma a reduzir drasticamente a acuidade visual. Ainda se discute bastante a etiologia duvidosa, hereditária, talvez associado o disparo da deformidade da membrana em função de alergias e pruridos oculares. Na atualidade, a correção faz-se por meio da implantação do chamado Anel de Ferrara desenvolvido pelo oftalmologista, Dr. Paulo Ferrara. Outra causa frequente da cegueira é a infecção pela Chlamydia Trachomatis, bactéria com período de incubação entre 5 a 12 dias. Se não tratada adequadamente ela causa cicatrização da córnea com a cegueira como consequência, mas que tem como ser reversível. Transmitida por secreção, pela garganta da pessoa infectada, nariz, uso de roupas e toalhas ou até por mosca infectada pelo contato com a secreção. De maior ocorrência em países subdesenvolvidos. 8. CARACTERISTICAS O processo de aprendizagem das habilidades sociais começa no inicio da infância e continua a se desenvolver no seu desenrolar, e a informação visual tem um papel importante na aquisição das habilidades sociais. A criança aprende a fazer contato visual, a sorrir e a tocar apropriadamente. Quando não-estimuladas de forma direta, as crianças cegas isolam-se e não exploram seus ambientes da mesma forma que as videntes. Muitas desenvolvem comportamentos inadequados, como se balançar ou fazer movimentos inadequados de mão, inclusive mexer nos olhos. Os bebês com deficiência visual podem adquirir alguns problemas sociais como consequências de interações interpessoais insuficientes. A criança aprende a se integrar nos parquinhos, a resolver conflitos e a manter relacionamentos. Tais habilidades são assimiladas por meio de interações típicas por crianças videntes, elas precisam ensinadas diretamente as crianças cegas. Muitas crianças cegas ou com baixa visão não entendem o comportamento social dos outros por que elas não desenvolvem esse conhecimento por meio de interações sociais normais. Um grande número de crianças cegas demonstra falta de habilidades para brincar, fazendo perguntas irrelevantes e tendo atitudes inapropriados de carinho. Infelizmente, não costumam interagir, natural ou espontaneamente, com outras crianças. Ser incapaz de ver as atitudes não-verbais das outras crianças, é o principal problema para elas. Afetam o significado de uma mensagem. O não entendimento da interação social pode conduzir a comportamentos indesejados e disruptivos. Talvez o modo como às crianças cegas são tratadas e as experiências negativas que ela vivenciam com os colegas durante os anos escolares contribuam para as características listadas, são vistas como pessoas de baixa autoestima e socialmente imaturas, egocêntricas, tímidas, isoladas, passivas, retraídas e dependentes. O que alunos videntes, professores e pais podem fazer. · Moldar comportamento apropriado. · Estimular o aluno a participar de todas as atividades escolares. · Ajudar os alunos a comunicar sempre as suas necessidades visuais. Os professores também podem ajudar estes alunos a entender as regras implícitas dos jogos e das interações sociais. Entretanto, os pais podem, em casa, organizar pequenos grupos de jogos e fazer feedback direto sobre a interação social de seus filhos. 9. EDUCAÇÃO NA PRIMEIRA E SEGUNDA INFÂNCIA EDUCAÇÃO NA PRIMEIRA INFÂNCIA A educação pré-escolar é vital para os alunos com outras deficiências, da mesma forma que o é para as crianças com deficiência visual. Neste período, se estabelecem os fundamentos para habilidades sociais, sucesso acadêmico e independência. As pessoas com cegueira congênita (que nasceram cegas) e aquelas que se tornaram cegas na tenra idade (cegueira adquirida) têm pouca ou nenhuma memória de como são as formas das palavras. Elas não são estimuladas como as crianças videntes e tem oportunidades limitadas para a aprendizagem. O programa regular da pré-escola pode dar ao aluno com deficiência visual o “começo certo”, de modo que as desvantagens causadas por essa deficiência possam ser minimizadas. O professor de um pré-escolar com deficiência visual deve coordenar uma equipe multidisciplinar de especialistas, incluindo um oftalmologista, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, instrutor de mobilidade e orientação e assistente social. Os anos pré-escolares fornecem o alicerce para a aprendizagem e para a independência ao longo da vida. Este é o momento em que as crianças aprendem a comunicação básica e os modelos de interação enquanto, para alunos cegos, essa pode ser uma área problemática. Os pesquisadores estão percebendo que a brincadeira é fundamental ao desenvolvimento humano (McGaha e Ferran, 2001; Recchia, 1997). Por meio dela, as crianças aprendem a se socializar, interagir com outros e a cooperar. Como consequência da deficiência, as crianças cegas ou com baixa visão brincam de maneira diferente das outras crianças e são mais lentas, ficando dois anos atrás de seus colegas videntes no desenvolvimento das habilidades de lazer. O atraso no desenvolvimento do lazer pode contribuir para as dificuldades posteriores de interações sociais e formação de conceitos. Há especialistas que estão convencidos de que apenaspromover oportunidades de inclusão não assegura interações e brincadeiras entre os pré-escolares videntes e os cegos; a intervenção do adulto talvez seja necessária (Hughes, Dote-Kwan e Dolendo, 1998; McGaha e Farran, 2001). A orientação e a mobilidade são as principais metas do currículo para alunos com deficiência visual grave. Os pais e os profissionais são estimulados a apresentas a bengala longa as crianças na idade de 2 a 6 anos. Alguns pais de crianças com deficiências visuais, por medo de que seus filhos caiam ou se machuquem, são muito protetores e controladores – atitudes que alimentam a dependência. EDUCAÇÃO NA SEGUNDA INFÂNCIA As necessidades educacionais dos alunos com baixa visão diferem dos alunos cegos. Os alunos com baixa visão talvez precisem de assistência tutorial extra para apreender o mesmo número de regras fonéticas que seus colegas de turma ou de tempo adicional para ler um trabalho de historia. Os professores podem ajudar de muitas formas, os alunos cegos ou com baixa visão, adaptando o modo como eles leem e apresentam a informação aos alunos. Eles precisam aprender habilidades de vida independente, de modo que sejam capazes de administrar um apartamento, pagar as contas, comprar comida e cozinhar sua refeição sem assistência dos outros. O fator crucial é que os objetivos da educação e de desenvolvimento e a instituição planejada para satisfazê-los refletem as necessidades especificas de cada individuo (Spungin, 2002). Hoje, uma grande porcentagem (cerca de 52%) dos alunos com deficiências visuais passam 79% do seu dia escolar na sala de aula do ensino regular. Mais de 70% dos alunos cegos ou com baixa visão recebem a educação na escola do bairro, nas turmas do ensino regular, provavelmente com apoio de um especialista da sala de recursos ou com um professor itinerante. Esses alunos participam do currículo do ensino regular com seus colegas videntes. Muitos usam equipamentos auxiliares (como óculos) ou tecnologia que amplia as letras. Outros mesmo aqueles com baixa visão recorrem a seu senso tátil e ao Braille como método de leitura; alguns usam o áudio para obter as informações. É a variedade de meios pelos quais acessam a informação, mas, em todos eles, a instrução direta é a melhor forma de ajuda-los a dominar a leitura e a se alfabetizar. Uma razão obvia para esses alunos terem dificuldades de leitura é a sua deficiência visual. Outra razão é que muitos deles apresentam deficiências múltiplas que levam alguns professores a concluir que as instituições em Braille não são apropriadas. Aqueles que estão aprendendo Braille, muitas vezes, atingem um grande sucesso pelo método, e os alunos com baixa visão e com distúrbio de aprendizagem que estão aprendendo a ler e escrever talvez se beneficiem das estratégias de aprendizagem que enfatizam apenas a compreensão por meio da observação das ideias principais. 10. ATIVIDADES E MATÉRIAS DE APOIO O trabalho com alunos com baixa visão baseia-se no princípio de estimular a utilização plena do potencial de visão e dos sentidos remanescentes, bem como na superação de dificuldades e conflitos emocionais. - Ensine a criança e o jovem sobre sua deficiência e sobre o que eles podem ver ou não poder ver bem (muitas crianças não têm consciência disso). - Os alunos com baixa visão deverão trabalhar olhando para os objetos e para as pessoas (algumas crianças apresentam comportamento de cegos, olham para o vazio. Peça para que “olhe” o objeto ou pessoa em questão). - Ajude-o a desenvolver comportamentos e habilidades para participar de brincadeiras e recreações junto com os colegas, facilitando o processo de socialização e inclusão. - Oriente o uso de contraste claro e escuro entre os objetos e seu fundo. - Estimule o aluno a olhar para aspectos como cor, forma e encoraje-o a tocar nos objetos enquanto olha. - Lembre-se que o uso prolongado da baixa visão pode causar fadiga. - Seja realista nas expectativas do desempenho visual do estudante, encorajando-o sempre ao progresso. - Encoraje a coordenação de movimentos com a visão, principalmente das mãos. - Oriente o estudante a procurar recursos como o computador, pois ele se cansará menos e aumentará sua independência.· Pense nos estudantes com baixa visão como pessoas que vêem. - Use as palavras “olhe” e “veja” livremente. - Compreenda que o sentido da visão funciona melhor em conjunto com os outros sentidos. - Aprenda a ignorar os comentários negativos sobre as pessoas com baixa visão.· Dê-lhe tempo para olhar os livros e revistas, chamando a atenção para os objetos familiares. Peça-lhes para descrever o que vê. - Torne o “olhar” e “ver” uma situação agradável, sem pressionar. OBS: Deve-se evitar fazer tudo pela criança com baixa visão para que ela não se canse ou se machuque. Ela deve ser responsável pelas próprias ações. NÃO ÓPTICOS PARA BAIXA VISÃO Os recursos não ópticos são aqueles que melhoram a função visual sem o auxílio de lentes ou promovem a melhoria das condições ambientais ou posturais para a realização das tarefas. Os meios para que se consiga esta melhora são: - Trazer o objeto mais próximo do olho, o que aumenta o tamanho da imagem percebida (ou seja, deixe a criança aproximar o objeto do rosto ou aproximar-se para observar algo, como por exemplo, a lousa ou a TV); - Aumentar o tamanho do objeto para que ele seja percebido. CARACTERÍSTICAS DE MATERIAL IMPRESSO PARA BAIXA VISÃO - Desenhos sem muitos detalhes (muitos detalhes confundem); - Uso de maiúsculas; - Usar o tipo (letra) Arial; - Tamanho de letra em torno de 20 a 24 (ou seja, ampliada); - Usar entrelinhas e espaços; - Cor do papel e tinta (contraste). FORMAS DE AMPLIAÇÃO - Fotocopiadora; - Computador; - Ampliação à mão: é a mais utilizada e deve seguir requisitos como tamanho, espaços regulares, contraste, clareza e uniformidade dos caracteres. MATERIAIS - Lápis 6B e/ou caneta hidrográfica preta; - Cadernos com pautas ampliadas ou reforçadas; - Suporte para livros; - Guia para leitura; - Luminária com braços ajustáveis. Para alguns alunos é necessário um espaço maior entre as linhas; traçar as linhas mais espaçadas, como 5 cm, folha por folha (com lápis 6B) de acordo com a necessidade do aluno. Caso o aluno apresente além da baixa visão, uma dificuldade motora, pode-se utilizar de letras móveis e letras recortadas em papel para que o aluno cole-as no caderno, formando palavras, ao invés de escrever. Para evitar o cansaço de estar constantemente com o rosto sobre o caderno, pode-se utilizar um suporte para leitura. OBS: O professor deverá identificar o tamanho de letra que a criança consegue enxergar para realizar as atividades, caso contrário não se sentirá motivado a realizar as tarefas. O professor deve estar atento, pois este pode ser um dos motivos pela falta de interesse e indisciplina do aluno. 11. INTITUICOES DE APOIOS E “ONG”S Associação dos deficientes visuais do Amazonas Rua: Waldemir Cordeiro, 37- Alvorada, Manaus, Am/ CEP: 69042-160 (92) 3238-2477 Escola da Cidadania “Mayara Redmam Abdel Aziz” Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às pessoas com Deficiência Visual do Amazonas- CAP AM Rua: Paraíba, 903- Adrianópolis- CEP: 69057-021 (92) 3642-4267 Escola Estadual Joanna Rodrigues Vieira Especializada em educação de deficientes visuais Rua: Lourival Muniz, 540- Gloria – CEP: 69027-640 (92) 3625-0609 12. Eventos Científicos Dia Nacional do Braille O “Dia Nacional do Braille” tem como objetivo ser um momento de reflexão e discussão onde a educação, a empregabilidade e a inclusão social das pessoas cegas e com baixa visão sejam avaliadas e novos rumos sejam apontados a fim de que a sociedade crie seus mecanismos para favorecer o desenvolvimento intelectual, profissional e social dos deficientes visuais no Brasil. Sistema Braille - É um sistema de leitura para cegos por meio do tato, criado pelo francês Louis Braille, que perdeu a visão aos 3 anos de idade. Braille apresentou a primeira versão do seu sistema de escrita e leitura com pontos em relevo para a utilizaçãodo deficiente visual em 1825. Sua escrita é baseada na combinação de 6 pontos, dispostos em duas colunas de 3 pontos, que permite a formação de 63 caracteres diferentes que representam as letras do alfabeto, números, simbologia aritmética, fonética, musicográfica e informática. O Dia Nacional do Braille – A data de 8 de abril, em vigor deste 2010, foi escolhida em homenagem ao dia de nascimento de José Álvares de Azevedo, o primeiro professor cego brasileiro. Cego desde o nascimento, ele estudou o método em Paris. De volta ao Brasil, passou a ensiná-lo e a difundi-lo, e recebendo o título honorífico de "Patrono da Educação dos Cegos no Brasil". 13. CURSOS, FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO Colunista Portal - Educação O Portal Educação possui uma equipe focada no trabalho de curadoria de conteúdo. Artigos em diversas áreas do conhecimento são produzidos e disponibilizados para profissionais, acadêmicos e interessados em adquirir conhecimento qualificado. O departamento de Conteúdo e Comunicação leva ao leitor informações de alto nível, recebidas e publicadas de colunistas externos e internos. Semed capacita professores para inclusão de alunos com deficiência visual. Cerca de 90 alunos com deficiência visual são atendidos pelas escolas da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Esses estudantes são cegos ou têm baixa visão e os professores deles recebem assessoramento e formação pedagógica por meio do Projeto Atendimento Educacional Especializado. Os professores aprendem a lecionar por meio de sistemas como o Braille, para incluir alunos com deficiência no ensino regular. O projeto Atendimento Educacional Especializado, que teve início na rede municipal de Manaus em 2003, quando ainda tinha o nome de Educar na Diversidade, atende a 70 escolas, sendo escolas de ensino regular, além da Escola Municipal de Educação Especial André Vidal de Araújo. Dos nove assessores pedagógicos da equipe responsável por aplicar o projeto, cinco deles são cegos. Existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil e 39 milhões no mundo. Com o objetivo de evitar a cegueira, o Dia Mundial da Visão é comemorado no Brasil com a ação Programa Visão 2020: O Direito à Visão. A iniciativa é do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB). No Brasil, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e 6 milhões com baixa visão, segundo dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para prevenir algumas doenças oculares o Teste do Olhinho é feito assim que a criança nasce. 14. LEGISLAÇÃO CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988 § 1º, II art. 227. Criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente portador de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos. (1*) LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL - LDB-9394/96 Art. 4º. III. atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino; Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. § 1º. Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial. § 2º. O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. § 3º. A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil. Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; III - professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns; IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; V - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular. Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público. Parágrafo único. O Poder Público adotará, como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria rede pública regular de ensino, independentemente do apoio às instituições previstas neste artigo. Convenção da ONU sobre Direitos das Pessoas com Deficiência A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU em 13 de dezembro de 2006, em reunião da Assembleia Geral para comemorar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, é um marco para muitos militantes da justiça e equidade sociais e para seu público destinatário. Lei de Acessibilidade O Brasil possui legislação específica sobre acessibilidade. É o Decreto-lei nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, também conhecido como Lei de Acessibilidade. O documento estipula prazos e regulamenta o atendimento às necessidades específicas de pessoas com deficiência no que concerne a projetos de natureza arquitetônica e urbanística, de comunicação e informação, de transporte coletivo, bem como a execução de qualquer tipo de obra com destinação pública ou coletiva. Lei de Cotas A Lei nº 8.213/91, que regulamenta cotas para deficientes e pessoas com deficiência, dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência e dá outras providências à contratação dessas pessoas: Art. 93 - a empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de dois a cinco por cento (2% a 5%) dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras de deficiência, na seguinte proporção: · até 200 funcionários..................... 2% · de 201 a 500 funcionários............ 3% · de 501 a 1.000 funcionários......... 4% · de 1.001 em diante funcionários... 5% Lei de Isenção de IPI, IOF, ICMS e IPVA para Deficientes As pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, ainda que menores de dezoito anos, poderão adquirir, diretamente ou por intermédio de seu representante legal, com isenção do IPI, automóvel de passageiros ou veículo de uso misto, de fabricação nacional, classificado na posição 87.03 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi). Lei do Cão-guia A Lei nº 11.126, de 27 de junho de 2005, regulamenta o direito de a pessoa com deficiência visual usuária de cão-guia ingressar e permanecer com o animal em todos os locais públicos ou privados de uso coletivo.