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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA- UDESC
CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DA REGIÃO SUL – CERES
ENGENHARIA DA PESCA
ANA CAROLINA CEOLIN;
NICOLE STEFANY SANTOS DE OLIVEIRA
ALBINISMOS RELAÇÃO DA MELANINA: casos de albinismos em peixes (Cambeva guareiensis, Imparfinis mirini, Sarotherodon niloticus, Rhamdella minuta e Schizolecis guntheri)
LAGUNA
2021 
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ANA CAROLINA CEOLIN
NICOLE STEFANY SANTOS DE OLIVEIRA 
	
ALBINISMOS RELAÇÃO DA MELANINA: casos de albinismos em peixes (Cambeva guareiensis, Imparfinis mirini, Sarotherodon niloticus, Rhamdella minuta e Schizolecis guntheri)
Dissertação apresentada como parte do sistema de avaliação da disciplina de Bioquímica, do curso de Engenharia da Pesca do Centro de Educação Superior da Região Sul (UDESCCERES). Orientadora: Prof. Dra. Marlene Gomes Pereira 
LAGUNA
2021
RESUMO 
A dissertação do seminário apresentar como base estudos que mostram peixes albinos, onde possuem relação com a bioquímica apresentando a proteína tirosina onde produzem uma pigmentação que é chamada melanina.
O estudo mostra que os albinismos podem ou não produzir essa melanina, assim possuem uma anormalidade em relação a coloração. Nos peixes não são diferentes, a pigmentação pode ser mais clara, ou até mesmo rosada. 
Palavras-chaves: Melanina. Albinismo. 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO................................................................................................. 5
1.1 ALBINISMO............................................................................................................ 5
1.2 SINTOMAS ...................................................................................................  5
2 ALBINISMO X MELANINA................................................................................6
3 CASOS DE ALBINISMOS EM PEIXES ............................................................8
3.1 Cambeva guareiensis......................................................................................9
3.2 Imparfinis mirini................................................................................................9
3.3 Sarotherodon niloticus.....................................................................................9
3.4 Rhamdella minuta............................................................................................10
3.5 Schizolecis guntheri........................................................................................10
4 Referências Bibliográficas..............................................................................11
1 Introdução
1.1 Albinismo
O albinismo é causado por um distúrbio genético, causado pelo homozigoto recessivo, assim ocorrendo um retardamento na produção de melanina, ou seja, um indivíduo que possui esse gene recessivo é incapaz de fabricar melanina, pigmentação que dá a cor aos olhos, pele, cabelo. Além da falta de melanina nos olhos, esse distúrbio genético pode causar danos, como por exemplo problemas visuais. O albinismo não afeta apenas os seres humanos, outros seres afetados são os peixes 
1.2 Sintomas
Os sintomas variam dependendo da mutação, assim determinado a quantidade de melanina produzida podendo estar presente, ausente ou parcialmente presente. Portanto a variação da pigmentação dependerá da quantidade de melanina presente (SBS, 2017).
2 Albinismo X Melanina
A melanina é o nome dado para a pigmentação responsável pela cor que possuímos no corpo. Essa melanina é um tipo de proteína que é produzida nos melanócitos a partir do aminoácido essencial (tirosina), essa proteína é responsável pela coloração dá pele nos seres humanos, protegendo o DNA das células contra a radiação ultravioleta emito pelo sol. (SANTOS, c2021).
Os melanócitos estão presentes na epiderme, no estrato germinativo, possuindo o formato de glóbulo, onde partem prolongamentos estendidos em direção à região mais superficial da epiderme (fig.1). Esses prolongamentos adentram nos querotinócitos liberando a melanina, formando epidérmico-melanica. A melanina é produzida no interior é produzida em organelas elípticas recebem o nome de melanossomos (SANTOS, c2021).
É um distúrbio genético que se caracteriza pela ausência total ou parcial da melanina (pigmento responsável pela coloração da pele, dos pelos e dos olhos). Pessoas com albinismo apresentam pele muito branca, olhos, cabelos, cílios e demais pelos do corpo extremamente claros. (ABS, 2021)
 Figura1. Estrutura molecular da melanina.
 Figura 2. Os melanócitos são alas responsáveis pela produção de melanina
3 Caso de albinismos em peixe
3.1 Cambeva guareiensis)
O caso foi relatado em uma espécie de bagre, Cambeva guareiensis, no Rio Guareí na Baci do Alto Rio Paraná (SP), em 2017. Ele tinham o comprimento (28,3 mm) abaixo da média dos outros indiviuos da mesma espécie capturados. As proporções corporais do albino são semelhantes às dos espécimes normais. (VALTER, 2020)
Figura 3. Cambeva guareiensis completamente albino (a), padrão normal de cor (b)
Figura 4. o indivíduo totalmente albino, lado esquerdo (a), visão dorsal (b).
A região ventral era ligeiramente amarela a branca. Os olhos e o opérculo eram esbranquiçados, os raios de todas as barbatanas eram amarelo claro. Os peixes gimnótidos e eritrinídeos apresentam comportamento noturno, como é o caso da 
3.2 Imparfinis mirini)
Encontrado no Rio Pardo, em Itatinga (SP), julho de 2016. Os 50 outros indivíduos capturados tinham pigmentação normal. São animais noturnos também, o que permite que as espécies sem pigmentação sejam menos suscetíveis à predação por orientação visual dos predadores e reconhecimento por suas presas. (PEDRO S, M. 2016).
Embora o albinismo possa diminuir a chance de sobrevivência dos peixes, os hábitos crípticos e noturnos dessa espécie e a baixa quantidade de peixes e pássaros piscívoros no riacho podem ter favorecido seu crescimento. (PEDRO S, M. 2016).
Figura 5. Indivíduos de Imparfinis mirini com pigmentação normal (esquerda) e albinismo total (direita) coletados na Bacia do Rio Pardo, Itatinga, São Paulo, Brasil.
 
3.3 Sarotherodon niloticus
O motivo da introdução da tilápia do Nilo no Nordeste foro de possibilitar o povoamento dos açudes dá região, bem como usá-las cruzamentos para obtenção de híbridos. Exemplares albinos da tilápia do Nilo apresentam, além do bom crescimento, aspecto e coloração de peixes marinhos, que atingem boa cotação comercial. (CARRILLO, 1982).
3.4 Rhamdella minuta
Em vida, sua pigmentação é um amarelo-rosado, com brilho nacarado, sua cabeça possui a coloração amarelo-claro, na região opercular com manchas castanho enegrecidas na parte superior é dourado na inferior, faixa estreita acompanhado a linha lateral branco-amarelo até a metade da nadadeira dorsal e castanho-enegrecido até a metade da nadadeira anal, ventre branco nadadeiras adiposa castanho-amarelada.
Figura 6. Individuo albino de Rhamdella minuta com 46,4mm de comprimento padrão. 
3.5 Schizolecis guntheri
Reconhecidos por seus corpos rosados, ou amarelado e olhos vermelhos, os albinismos em peixes é uma raridade na natureza. Porém em cultivos não são tão raros um corpo amarelo pálido, superfície ventral translúcida, raios da barbatana ramificada não pigmentada, membrana hialina entre os raios da barbatana ramificada e olhos avermelhados em vida, evidências de verdadeiro albinismo.
O albinismo em S. guntheri é mais provavelmente o resultado de uma alteração genética aleatória, uma vez que metais pesados ​​parecem improváveis. A hipótese do albinismo ser mais comum em peixes com hábitos criptobióticos e/ou noturnos é fortalecida por registros adicionais desta anomalia cromática.
Figura 7. Schizolecis guntheri, MNRJ 27382, (a) espécime albino, macho, 30,11 mm SL; (b) espécime pigmentado, fêmea, 30,13 mm SL; Brasil, estado do Rio de Janeiro, bacia do rio Macaé, rio Bonito.
4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
BRITO, M.F.G. et al.An albino armored catfish Schizolecis guntheri (Siluriformes: Loricariidae) from an Atlantic Forest coastal basin. Scielo Brasil. p. 123-125. 2005.
B.V.S, Ministério da saúde. Albinismo. 2014. Disponivel em: https://bvsms.saude.gov.br/albinismo/. Acesso em: 24 ago. 2021.
CARRILLO, et al. Resultado de um ensaio sobre a criação de machos albinos da tilápia do nilo, Sarotherodon niloticus (Linnaeus), em viveiro do centro de pesquisa ictiologicas do DNOCS (Pentecostes, Ceará, Brasil). 1982. Trabalho de conclusão de curso(Bacharelado em Engenharia da Pesca)- Universidade Federal do Ceará, 1982. Disponivel em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/48348. Acesso em: 24 ago.2021
PEDRO S, M. et al. First report of albinism in the South American catfish Imparfinis mirini (Siluriformes: Heptapteridae). Primer caso registrado de albinismo en el bagre sudamericano Imparfinis mirini (Siluriformes: Heptapteridae). Revista Mexicana de Biodiversidad. Departamento de Zoologia, Instituto de Biociências de Botucatu, Universidade Estadual Paulista 510, Botucatu, SP, Brasil.10 set. 2016. Acesso: 24 ago. 2021.
SAZIMA, I. et al. Um albino de Rhamdella minuta, com notas sobre comportamento (Osteichthyes, pimelodidae). Scielo Brasil. p. 378-381. 1986.
SANTOS, V.S et al. Albinismo. Biologia net. c2021. Disponível em: https://www.biologianet.com/doencas/albinismo.htm. Acesso em 24 ago. 2021.
SANTOS, V.S et al. Melanina. Biologia net. c2021. Disponível em: https://www.biologianet.com/histologia-animal/melanina.htm. Acesso em: 23 ago. 2021
SBS, Associados. Albinismo. c2017. Disponível em: https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/albinismo/24/. Acesso em 23 ago. 2021.
VALTER M, A.S. et al. A case of complete albinism in the catfish Cambeva guareiensis (Siluriformes: Trichomycteridae). Scielo brasil. p. 1-3. 2020

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