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Indaial – 2020
ConsCientização 
em segurança da 
informação
Prof.ª Simone Erbs da Costa
1a Edição
Copyright © UNIASSELVI 2020
Elaboração:
Prof.ª Simone Erbs da Costa
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri 
UNIASSELVI – Indaial.
Impresso por:
C837c
 Costa, Simone Erbs da
 Conscientização em segurança da informação. / Simone Erbs da 
Costa. – Indaial: UNIASSELVI, 2020.
 306 p.; il.
 ISBN 978-65-5663-076-2
1. Segurança da informação. – Brasil. Centro Universitário Leonardo 
Da Vinci.
CDD 004
apresentação
Caro acadêmico, estamos iniciando o estudo da Conscientização em 
Segurança da Informação. Esta disciplina objetiva conscientizar a importância 
de se ter um plano de segurança da informação e a conscientização de 
colaboradores do comportamento seguro, bem como entender a visão 
executiva na gestão da segurança da informação de dados. 
Este livro conta com diversos recursos didáticos externos. Portanto, 
recomendamos que você realize todos os exemplos e exercícios resolvidos 
para um aproveitamento excepcional da disciplina. 
No contexto apresentado, o livro Conscientização em Segurança da 
Informação está dividido em três unidades: Unidade 1 — Colaboradores 
e comportamento seguro; Unidade 2 — Padrão, normas e plano de 
conscientização em segurança da informação; Unidade 3 — Visão executiva 
na gestão da segurança da informação.
Aproveitamos a oportunidade para destacar a importância de 
desenvolver as autoatividades, lembrando que essas atividades não são 
opcionais. Elas objetivam a fixação dos conceitos apresentados. Em caso de 
dúvida, na realização das atividades, sugerimos que você entre em contato 
com seu tutor externo ou com a tutoria da UNIASSELVI, não prosseguindo 
sem ter sanado todas as dúvidas. 
Bom estudo! Sucesso na sua trajetória acadêmica e profissional! 
Prof.ª Simone Erbs da Costa
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para 
você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há novi-
dades em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é 
o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um 
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. 
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova diagra-
mação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também contribui 
para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, 
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilida-
de de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. 
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para 
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assun-
to em questão. 
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas 
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa 
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de 
Desempenho de Estudantes – ENADE. 
 
Bons estudos!
NOTA
Olá, acadêmico! Iniciamos agora mais uma disciplina e com ela 
um novo conhecimento. 
Com o objetivo de enriquecer seu conhecimento, construímos, além do livro 
que está em suas mãos, uma rica trilha de aprendizagem, por meio dela você 
terá contato com o vídeo da disciplina, o objeto de aprendizagem, materiais complemen-
tares, entre outros, todos pensados e construídos na intenção de auxiliar seu crescimento.
Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
Conte conosco, estaremos juntos nesta caminhada!
LEMBRETE
sumário
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO ................................... 1
TÓPICO 1 — ENTENDENDO A INFORMAÇÃO, SUAS VULNERABILIDADES E 
 AMEAÇAS ...................................................................................................................... 3
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 3
2 CONCEITOS E PRINCÍPIOS BÁSICOS DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO ............... 4
2.1 ATIVOS DE INFORMAÇÃO ......................................................................................................... 8
2.2 VULNERABILIDADES DA INFORMAÇÃO ............................................................................. 9
2.3 AMEAÇAS À SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO ................................................................. 11
2.4 ATAQUE À SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO ..................................................................... 15
2.5 INCIDENTE DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO ............................................................. 17
2.6 IMPACTO E PROBABILIDADE ................................................................................................. 19
3 CLASSIFICAÇÃO DA INFORMAÇÃO ....................................................................................... 20
3.1 ROTEIRO PROPOSTO BASEADO NA ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013) ........................... 21
RESUMO DO TÓPICO 1..................................................................................................................... 24
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 29
TÓPICO 2 — CONSCIENTIZAÇÃO E CULTURA ORGANIZACIONAL .............................. 31
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 31
2 ENGENHARIA SOCIAL .................................................................................................................. 32
3 DISSEMINAÇÃO DA CONSCIENTIZAÇÃO ............................................................................ 35
RESUMO DO TÓPICO 2..................................................................................................................... 46
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 51
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA 
 DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA ................................................................ 53
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 53
2 PRÁTICAS RECOMENDADAS DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE SEGURANÇA 
 ORGANIZACIONAL ........................................................................................................................ 54
2.1 MONTAR A EQUIPE DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA .................................. 54
2.2 DETERMINAR FUNÇÕES PARA CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA.................... 54
2.3 CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA EM TODA ORGANIZAÇÃO ............................ 57
3 CONTEÚDO DO TREINAMENTO DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
 DA INFORMAÇÃO .......................................................................................................................... 59
3.1 TODOS DA ORGANIZAÇÃO .................................................................................................... 61
3.2 GERÊNCIA .................................................................................................................................... 63
3.3 FUNÇÕES ESPECIALISTAS ....................................................................................................... 63
3.4 DEFINIR MÉTRICAS PARA AVALIARO TREINAMENTO DE 
CONSCIENTIZAÇÃO ....................................................................................................................... 65
4 LISTA DE VERIFICAÇÃO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO 
 DE SEGURANÇA .............................................................................................................................. 66
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................ 69
RESUMO DO TÓPICO 3..................................................................................................................... 82
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 86
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM
 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO ..................................................................... 89
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED
 TECHNOLOGY (COBIT) ............................................................................................ 91
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 91
2 FRAMEWORK COBIT ..................................................................................................................... 92
3 COMPORTAMENTO HUMANO E O COBIT .......................................................................... 107
3.1 CULTURA, ÉTICA E COMPORTAMENTO e PESSOAS, HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS ....................................................................................................................... 108
3.2 PROCESSOS REFERENTE À CONSCIENTIZAÇÃO ........................................................... 118
RESUMO DO TÓPICO 1................................................................................................................... 120
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 124
TÓPICO 2 — PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: 
 ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 ............... 127
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 127
2 ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 .................................................................................................... 128
2.1 ESTRUTURA DA ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 ............................................................... 130
2.2 VISÃO GERAL DO ANEXO A DA ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 ................................. 139
3 ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 .................................................................................................... 141
3.1 ESTRUTURA DA ABNT NBR ISO/IEC 27002:20131 ............................................................. 142
RESUMO DO TÓPICO 2................................................................................................................... 156
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 160
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO 
 E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO ESPECIAL 800-50 DO 
 NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST) ......... 163
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 163
2 ETAPA 1: PROJETO DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ................................... 164
2.1 ESTRUTURANDO O PROGRAMA ........................................................................................ 165
2.2 AVALIANDO AS NECESSIDADES ......................................................................................... 165
2.3 DESENVOLVENDO A ESTRATÉGIA E O PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO E 
TREINAMENTO ......................................................................................................................... 168
2.4 ESTABELECENDO PRIORIDADES......................................................................................... 169
2.5 ESTABELECENDO O PADRÃO............................................................................................... 170
2.6 FINANCIAMENTO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO
 EM SEGURANÇA ..................................................................................................................... 172
3 ETAPA 2: DESENVOLVIMENTO DE MATERIAIS DE CONSCIENTIZAÇÃO E DE 
 TREINAMENTO .............................................................................................................................. 173
3.1 DESENVOLVENDO MATERIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO ............................................ 174
3.2 DESENVOLVENDO MATERIAL DE TREINAMENTO ...................................................... 176
4 ETAPA 3: IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA .................................................................... 176
4.1 COMUNICAÇÃO DO PLANO ................................................................................................ 177
4.2 TÉCNICAS PARA CRIAR MATERIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO .................................... 177
4.3 TÉCNICAS PARA CRIAR MATERIAL DE TREINAMENTO ............................................. 178
5 ETAPA 4: PÓS-IMPLEMENTAÇÃO ........................................................................................... 179
5.1 MONITORANDO A CONFORMIDADE ................................................................................ 180
5.2 AVALIAÇÃO E FEEDBACK ..................................................................................................... 182
5.3 GERENCIANDO MUDANÇAS ............................................................................................... 184
5.4 MELHORIA CONTÍNUA (ELEVANDO O PADRÃO ESTABELECIDO) .......................... 184
5.5 INDICADORES DE SUCESSO.................................................................................................. 185
LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 186
RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 193
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 198
UNIDADE 3 — VISÃO EXECUTIVA NA GESTÃO DA SEGURANÇA DA 
 INFORMAÇÃO ...................................................................................................... 201
TÓPICO 1 — VISÃO CORPORATIVA E POSICIONAMENTO HIERÁRQUICO ................. 203
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 203
2 VISÃO CORPORATIVA ................................................................................................................ 207
2.1. CONSCIENTIZAÇÃO DO CORPO EXECUTIVO ................................................................ 210
2.2 RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO .................................................................................. 218
3 POSICIONAMENTO HIERÁRQUICO ADEQUADO............................................................. 223
RESUMO DO TÓPICO 1................................................................................................................... 228
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 232
TÓPICO 2 — MODELO DE GESTÃO CORPORATIVA DE SEGURANÇA DA
 INFORMAÇÃO .......................................................................................................... 235
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................235
2 MODELOS DA ORGANIZAÇÃO DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO ...................... 239
2.1 COMITÊ CORPORATIVO DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO ................................... 242
2.2 PAPEL DO SECURITY OFFICER ............................................................................................. 246
2.3 COMO CONDUZIR INTERNAMENTE A NEGOCIAÇÃO ................................................ 249
2.4 SABENDO IDENTIFICAR O PARCEIRO EXTERNO ........................................................... 251
2.5 FERRAMENTAS METODOLÓGICAS .................................................................................... 254
3 AGREGANDO VALOR AO NEGÓCIO ...................................................................................... 261
RESUMO DO TÓPICO 2................................................................................................................... 263
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 267
TÓPICO 3 — POLÍTICAS E REGULAMENTOS DE SEGURANÇA DA 
 INFORMAÇÃO .......................................................................................................... 269
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 269
2 EXEMPLOS DE REGULAMENTOS E POLÍTICAS ................................................................. 271
LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 285
RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 298
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 301
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 303
1
UNIDADE1 — 
COLABORADORES E 
COMPORTAMENTO 
SEGURO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• entender a segurança da informação e a sua importância para a 
organização, buscando um comportamento seguro;
• conhecer os princípios básicos da segurança da informação, 
conhecida como a tríade Confidencialidade, Integridade e 
Disponibilidade (CID);
• conhecer outras propriedades da segurança da informação, 
indo além da tríade CID, para compreensão do seu papel e do 
comportamento seguro;
• compreender os conceitos básicos da segurança da informação 
como: ativo da informação, vulnerabilidades, agentes, ameaças, 
ataques, incidentes de segurança; e de probabilidade e impacto;
• entender o que é a engenharia social e identificar os seus possíveis 
ataques;
• compreender a importância da conscientização e o comportamento 
seguro dos colaboradores;
• compreender que a segurança da informação faz parte da 
cultura da organização e é benéfica para todos, colaboradores e 
organização;
• saber quais conteúdos devem ser utilizados na conscientização de 
segurança e compreender que a conscientização deve ser aplicada 
pelas funções exercidas na organização.
2
PLANO DE ESTUDOS
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer do texto, você 
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – ENTENDENDO A INFORMAÇÃO, SUAS VULNERABILIDADES 
 E AMEAÇAS
TÓPICO 2 – CONSCIENTIZAÇÃO E CULTURA ORGANIZACIONAL 
TÓPICO 3 – PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM 
 PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
3
TÓPICO 1 — 
UNIDADE 1
ENTENDENDO A INFORMAÇÃO, SUAS VULNERABILIDADES E 
AMEAÇAS
1 INTRODUÇÃO
A informação está presente nas organizações nos mais variados formatos. 
Podemos ver a informação armazenada de forma eletrônica ou de forma impressa, 
falada, em vídeo, por imagem, som etc., assim como podemos transmitir uma 
informação por voz ou mesmo pelo correio eletrônico. Independente do meio 
que a informação está armazenada ou tem seu formato ou como é transmita, é 
necessário que ela seja protegida de maneira adequada. 
Desta forma, podemos dizer que todas as informações mantidas e 
processadas por uma organização estão sujeitas a ameaças de ataques, erros 
(intencionais ou não intencionais) e de natureza (como incêndio, enchente e afins) 
e estão sujeitas a vulnerabilidades inerentes ao uso que fazemos da informação, 
pois a informação é um ativo intangível fundamental para a sobrevivência da 
organização e desta forma precisa ser mantida segura. Além disso, é necessário 
disponibilizar as informações de maneira precisa, completa e em tempo hábil 
para as pessoas autorizadas, por ser um catalisador para a eficiência dos negócios. 
Os melhores firewalls do mundo não poderão proteger os ativos da 
informação da organização se o firewall humano estiver fraco. Segundo Pivot 
Point Security (2020), estima-se que até 75% das violações da organização sejam 
atribuídas a falhas humanas na manutenção das políticas, padrões e procedimentos 
de segurança de seu colaborador. Para organizações que exigem conformidade 
com regulamentos governamentais específicos é necessário treinamento formal 
de conscientização de segurança da informação para cada colaborador, de uma a 
duas vezes por ano. 
Assim, toda a organização corre o risco de ser comprometida. Portanto, agora 
que tivemos uma ideia da importância da informação para a organização, precisamos 
compreender os conceitos e princípios básicos de segurança da informação. 
Ativo é tudo que tem valor para uma organização, podendo ser tangível ou 
intangível e de maneira lógica, física ou humana.
NOTA
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
4
2 CONCEITOS E PRINCÍPIOS BÁSICOS DA SEGURANÇA DA 
INFORMAÇÃO
 
Na literatura, encontramos várias definições para o termo segurança 
da informação. Segundo ISO/IEC (2018), o termo segurança da informação 
geralmente é baseado em informações consideradas como um ativo, que possui 
um valor que exige proteção adequada, como contra a perda de disponibilidade, 
confidencialidade e integridade. 
Desta forma, “[...] é de responsabilidade da segurança da informação 
protegê-la de vários tipos de ameaças, para garantir a continuidade do negócio, 
minimizar riscos e maximizar o retorno dos investimentos” (COELHO; ARAÚJO; 
BEZERRA, 2014, p. 2). 
Algumas definições formais de segurança da informação. “Preservação da 
confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação; adicionalmente, 
outras propriedades, tais como autenticidade, responsabilidade, não repúdio e 
confiabilidade, podem também estar envolvidas” (ABNT NBR ISO/IEC 27002, 
2005 apud TORRES, 2015, p. 10). 
Sêmola (2003, p. 43) coloca segurança da informação “[...] como uma área 
do conhecimento dedicada à proteção de ativos da informação contra acessos não 
autorizados, alterações indevidas ou sua indisponibilidade”. 
Bastos e Caubit (2009, p. 17) trazem uma definição menos formal de 
segurança da informação, como ser:
[...] caracterizada pela aplicação adequada de dispositivos de proteção 
sobre um ativo ou um conjunto de ativos visando preservar o valor que 
este possui para as organizações. A aplicação destas proteções busca 
preservar a Confidencialidade, a Integridade e a Disponibilidade 
(CID), não estando restritos somente a sistemas ou aplicativos, mas 
também informações armazenadas ou veiculadas em diversos meios 
além do eletrônico ou em papel.
Estas definições de segurança da informação trazem os três pilares ou três 
princípios básicos da segurança da informação, que são a Confidencialidade, a 
Integridade e a Disponibilidade (CID). 
De acordo com Machado Júnior (2018, p. 56), “Este conjunto é conhecido 
como o tripé da segurança dainformação, internacionalmente denominado “CIA-
triad”, em referência aos termos Confidentiality, Integrity e Avalability. 
Ao longo dos anos, a CIA-triad foi consolidada e evolui, servindo como 
pilares de sustentação”. Machado Júnior (2018) demonstra visualmente essa 
evolução da tríade CID por meio da Figura 1. 
TÓPICO 1 — ENTENDENDO A INFORMAÇÃO, SUAS VULNERABILIDADES E AMEAÇAS
5
FIGURA 1 - EVOLUÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DE SEGURANÇA DA TRÍADE CID
FONTE: Machado Júnior (2018, p. 61)
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
6
A confidencialidade necessita que exista algum tipo de barreira para 
impedir o acesso direto. Ambientes que são controlados e acessíveis somente por 
algum tipo de chave de acesso como conta de e-mail, uma área específica de uma 
organização, um servidor de banco de dados, um cofre e afins são exemplos de 
confidencialidade. Esse mecanismo de barreira, segundo Machado Júnior (2018), 
pode ser aprimorado por meio de recursos de criptografia. 
O pilar da integridade é referente à ameaça da informação ser modificada 
sem autorização. Para Machado Júnior (2018, p. 62), “A quebra da integridade 
é fator crítico e pode ter consequências catastróficas. São exemplos de uso da 
integridade qualquer ambiente controlado em que o sucesso das operações 
depende da qualidade íntegra dos dados fornecidos”. Por fim, o pilar da 
disponibilidade diz respeito à ameaça de negação não autorizada de utilização. 
Esse pilar tem como objetivo “[...] garantir a propriedade da informação estar 
disponível quando solicitada” (MACHADO JÚNIOR, 2018, p. 62).
Machado Júnior (2018) ainda coloca que o pilar da disponibilidade seria 
a maneira mais eficiente de um ataque ser iniciado. Devido que ao se quebrar 
o pilar da disponibilidade, possivelmente, na sequência se comprometeria a 
integridade por meio de substituição ou de alteração de dados e por último a 
confidencialidade também seria comprometida. Desta forma, ter um plano de 
segurança no qual todos os colaboradores estejam cientes da sua importância é 
fundamental para os três pilares.
Ao longo dos anos, outros modelos sugiram baseados na tríade CID e 
outras propriedades de segurança da informação foram acrescentadas a esses três 
princípios básicos da segurança da informação. Alguns deles estão contidos no 
Quadro 1. Além deles, também iremos ver na Unidade 2, de estudo, os requisitos 
de controle pela versão ativa da ABNT ISO/IEC 27002:2013, que define o objetivo 
da política da segurança da informação.
• Confidencialidade se refere a certificar que somente os usuários autorizados tenham 
acesso à informação, dizendo respeito à ameaça de liberar informação não autorizada. De 
acordo com Machado Júnior (2018, p. 60), “Esse requisito busca garantir o acesso somente 
com autorização, ou seja, para que uma informação seja considerada segura é essencial 
que haja uma forma de garantir esta seja disponibilizada somente mediante autorização”.
• Integridade se refere à informação não ser adulterada. Portanto, a informação precisa 
ser mantida no estado em que ela foi disponibilizada pelo dono da informação (o 
proprietário), objetivando proteger a informação de qualquer tipo de alteração 
(acidental, intencional ou indevida). “Este requisito busca garantir que a informação 
não sofra alterações indevidas” (MACHADO JÚNIOR, 2018, p. 62).
• Disponibilidade se refere à informação estar disponível, independente do seu desígnio. 
Portanto, é necessário certificar de que a informação e os seus ativos se encontrem acessíveis 
para os usuários autorizados (legítimos) de maneira devida (MACHADO JÚNIOR, 2018).
NOTA
TÓPICO 1 — ENTENDENDO A INFORMAÇÃO, SUAS VULNERABILIDADES E AMEAÇAS
7
QUADRO 1 – PROPRIEDADES DA INFORMAÇÃO
PROPRIEDADE DESCRIÇÃO
Autenticidade
A autenticidade visa garantir a verdadeira autoria, ou 
seja, visa atestar que a informação é de fato oriunda de 
determinada fonte, garantindo que a informação foi 
criada, expedida, alterada, removida por determinado 
órgão, sistemas ou entidade.
Irretratabilidade ou 
não repúdio
A irretratabilidade visa garantir a autoria da informação 
fornecida, para que uma pessoa ou entidade não 
negue alguma atividade ou ação, como por exemplo: 
assinar ou mesmo criar um documento ou arquivo. 
Segundo Machado Júnior (2018, p. 70), o não repúdio 
é a “[...] capacidade do sistema para provar legalmente 
uma ocorrência/não ocorrência de um evento ou 
participação/não participação [...]” dele.
Responsabilidade
A responsabilidade visa garantir que a pessoa 
responda por seus atos, incluso diante da lei, ou seja, 
esse princípio se refere a ser responsável pelas ações 
realizada no manuseio das informações.
Confiabilidade
A confiabilidade visa garantir que a informação é 
proveniente de uma fonte autêntica, expressando 
uma mensagem fidedigna, ou seja, que a informação é 
confiável. De acordo com Machado Júnior (2018, p. 70), 
“O objetivo da confiabilidade refere-se à necessidade 
de autorização para que determinada informação ou 
dado seja disponibilizado e a privacidade refere-se à 
possibilidade de controle das informações ou dados 
por parte do próprio usuário”.
Auditabilidade
Segundo Machado Júnior (2018, p. 70), “[...] capacidade 
de conduzir monitoramento persistente de todas ações 
realizadas por seres humanos e máquinas no ambiente”.
Privacidade
Para Machado Júnior (2018, p. 70), “[...] um sistema 
deve obedecer à legislação (em termos de privacidade) 
e deve permitir aos indivíduos controlar, sempre que 
possível, as suas informações pessoais”.
FONTE: A autora
De acordo com Dantas (2011, p. 15):
A autenticidade e confiabilidade estão interligadas. A primeira 
diz respeito à idoneidade da fonte, isto é, digna de fé e confiança, 
e a segunda ao seu conteúdo. A avaliação da fonte para a sua 
autenticidade pode ser feita com relação à sua idoneidade, como, por 
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
8
exemplo: completamente idônea, regularmente idônea, inidônea e cuja 
idoneidade não se pode avaliar. E a avaliação da confiabilidade pode 
ser feita com relação ao seu conteúdo, como, por exemplo: confirmação 
por outras fontes, por ser verdadeira, duvidosa ou improvável.
Dessa forma, a autenticidade do emissor é a garantia de que quem se 
apresenta como remetente é realmente quem diz ser. A confiabilidade 
é a garantia de que a informação está completa e igual à sua forma 
original quando do envio pelo remetente, e expressa uma verdade. 
O não repúdio é a garantia de que o emissor ou receptor não tem 
como alegar que a comunicação não ocorreu, e a responsabilidade diz 
respeito aos deveres e proibições entre remetente e destinatário.
Portanto, para conseguirmos alcançar a segurança da informação é 
necessário utilizar um conjunto de práticas e atividades, incluindo: a definição 
e elaboração de processos, procedimentos, conscientização e treinamento de 
colaboradores, uso de ferramentas de monitoramento e controle, Políticas de 
Segurança da Informação (PSI), Plano de Conscientização em Segurança da 
Informação (PCSI) e afins (TORRES, 2015). 
2.1 ATIVOS DE INFORMAÇÃO
A informação é um próprio ativo, sendo encontrada nas documentações 
dos sistemas, em manuais de utilização, nas bases de dados (relacionais e não 
relacionais), contratos e acordos, planos de contingência, de continuidade e assim 
por diante. Torres (2015) também coloca outros ativos, como: pessoas e suas 
qualificações/experiências; os ativos de software, como o caso de ferramentas, 
sistemas, aplicativos etc.; ativos físicos, como o caso de equipamentos de 
comunicação e computacionais, mídias removíveis etc.; serviços de forma geral 
como refrigeração, eletricidade, iluminação etc.; e os ativos intangíveis como a 
reputação da organização. Torres (2015, p. 12) coloca que:
Um dos fatores críticos de sucesso para a garantia da segurança da 
informação é a correta identificação, controle e constante atualização 
dos diferentes tipos de ativos (inventário). Com a finalidade de 
alcançar uma corretaproteção, torna-se importante conhecer o que 
seria a Gestão de Ativos.
Como princípio básico, é recomendado que todo ativo seja identificado 
e documentado pela organização. A cada um deles deve-se estabelecer 
um proprietário responsável cujo qual lidará com a manutenção 
dos controles. Controles estes que podem ser delegados a outros 
profissionais, porém, sempre sob a responsabilidade do proprietário.
O que precisamos proteger? Devemos proteger tudo que tiver algum valor 
para o negócio da organização, ou seja, os ativos da informação.
ATENCAO
TÓPICO 1 — ENTENDENDO A INFORMAÇÃO, SUAS VULNERABILIDADES E AMEAÇAS
9
Para que os ativos da informação sejam utilizados com segurança e estejam 
seguros é necessário que os colaboradores estejam cientes da importância de algum 
dos ativos da organização, assim como saberem do impacto causado caso o ativo 
da organização não seja protegido. Desta forma, é necessário que a informação 
seja classificada. Assunto que trataremos no item seguinte deste tópico. 
2.2 VULNERABILIDADES DA INFORMAÇÃO
A vulnerabilidade está diretamente relacionada ao ponto fraco de um 
ativo. Portanto, podemos entender a vulnerabilidade como uma fragilidade. 
“Trata-se de um erro no procedimento (no caso de sistemas), falha de um agente 
ou má configuração dos aplicativos de segurança, de maneira não proposital ou 
proposital, gerando assim, uma informação não confiável” (TORRES, 2015, p. 13). 
Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 3) ainda colocam que:
[...] qualquer fraqueza que possa ser explorada e comprometer a 
segurança de sistemas ou informações. Fragilidade de um ativo ou 
grupo de ativos que pode ser explorada por uma ou mais ameaças. 
Vulnerabilidades são falhas que permitem o surgimento de deficiências 
na segurança geral do computador ou da rede. Configurações 
incorretas no computador ou na segurança também permitem a 
criação de vulnerabilidades.
A partir dessa falha, as ameaças exploram as vulnerabilidades, que, 
quando concretizadas, resultam em danos para o computador, para a 
organização ou para os dados pessoais.
Assim, caso isso aconteça, os princípios da segurança da informação são 
rompidos. Desta forma, Coelho, Araújo e Bezerra (2014) colocam que é necessário 
identificar as vulnerabilidades existentes, como as apresentadas no QUADRO 2. 
Classificação da Informação é o processo para definir a sensibilidade da 
informação e quem tem acesso a essa informação, permitindo assim definir níveis e critérios 
de acesso que garantam a segurança da informação. Vide ABNT NBR 16167:2013 – Segurança 
da Informação – Diretrizes para classificação, rotulação e tratamento da informação., que 
para proteger corretamente as informações, é necessário que exista uma forma de avaliar a 
importância das informações e de saber quais pessoas podem ter acesso ao seu conteúdo.
FONTE: COELHO, F. E. S.; ARAÚJO, L. G. S. de; BEZERRA, E. K. Gestão da segurança da 
informação: NBR 27001 e NBR 27002. Rio de Janeiro: Rede Nacional de Ensino e Pesquisa 
– RNP/ESR, 2014
IMPORTANT
E
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
10
QUADRO 2 – EXEMPLOS DE VULNERABILIDADE
VULNERABILIDADE DESCRIÇÃO
Físicas
Instalações prediais fora do padrão; salas de 
departamento de tecnologia mal planejadas; falta de 
extintores, detectores de fumaça e de outros recursos 
para combate a incêndio em sala com armários e 
fichários estratégicos; risco de explosões, vazamento 
ou incêndio (SÊMOLA, 2003).
Naturais
Computadores são suscetíveis a desastres naturais, 
como incêndios, enchentes, terremotos, tempestades, 
e outros, como falta de energia, acúmulo de poeira, 
aumento umidade e de temperatura etc. De acordo 
com Dantas (2011, p. 26), “Organizações situadas 
nessas áreas vulneráveis devem manter um excelente 
gerenciamento de continuidade de negócios, uma vez 
que esses eventos independem de previsibilidade e 
da vontade humana.”.
Hardware
Dantas (2011, p. 27) coloca que “Caracterizam-se como 
vulnerabilidade de hardware os possíveis defeitos de 
fabricação ou configuração dos equipamentos que 
podem permitir o ataque ou a alteração [...]” deles. 
Sêmola (2003) exemplifica com: falha nos recursos 
tecnológicos como desgaste, obsolescência, má 
utilização ou erros durante a instalação.
Software
“As vulnerabilidades de softwares são constituídas 
por todos os aplicativos que possuem pontos fracos 
que permitem acessos indevidos aos sistemas de 
computador, inclusive sem o conhecimento de um 
usuário ou administrador de rede” (DANTAS, 2011, 
p. 27). Para Sêmola (2003), erros na instalação ou na 
configuração podem acarretar acessos indevidos, 
vazamento de informações, perda de dados ou 
indisponibilidade do recurso quando necessário.
Meios de 
armazenamento
“Os meios de armazenamento são todos os suportes 
físicos ou magnéticos utilizados para armazenar 
as informações, tais como: disquetes; CD ROM; 
fita magnética; discos rígidos dos servidores e dos 
bancos de dados; tudo o que está registrado em 
papel” (DANTAS, 2011, 28). Discos, fitas, relatórios 
e impressos podem ser perdidos ou danificados. A 
radiação eletromagnética pode afetar diversos tipos 
de mídias magnéticas. De acordo com Dantas (2011, 
p. 28), “As suas vulnerabilidades advêm de prazo de
TÓPICO 1 — ENTENDENDO A INFORMAÇÃO, SUAS VULNERABILIDADES E AMEAÇAS
11
validade e expiração, defeito de fabricação, 
utilização incorreta, local de armazenamento em 
áreas insalubres ou com alto nível de umidade, 
magnetismo ou estática, mofo etc.”
Comunicação
“Nas comunicações, as vulnerabilidades incluem todos 
os pontos fracos que abrangem o tráfego das informações, 
por qualquer meio (cabo, satélite, fibra óptica, ondas 
de rádio, telefone, internet, wap, fax etc.)” (DANTAS, 
2011, p. 29). Os principais aspectos se relacionam com a 
qualidade do ambiente que foi preparado para o tráfego, 
tratamento, armazenamento e leitura das informações. 
Outro ponto se refere à inexistência de sistemas de 
criptografia nas comunicações; a escolha errônea dos 
sistemas de comunicações que são utilizados para 
enviar mensagens; as conexões a redes múltiplas; os 
protocolos de rede não criptografados; os protocolos 
desnecessários permitidos; a falta de filtragem entre os 
segmentos da rede; acessos não autorizados ou perda 
de comunicação (DANTAS, 2011, SÊMOLA, 2003).
Humanas
“As vulnerabilidades humanas constituem a maior 
preocupação dos especialistas, já que o desconhecimento 
de medidas de segurança é a sua maior vulnerabilidade” 
(DANTAS, 2011, p. 28). Falta de treinamento, 
compartilhamento de informações confidenciais, não 
execução de rotinas de segurança, erros ou omissões; 
ameaça de bomba, sabotagens, distúrbios civis, greves, 
vandalismo, roubo, destruição da propriedade ou dados, 
invasões ou guerras são exemplos de vulnerabilidade 
humana. Dantas (2011, p. 28) complementa que “Sua 
origem pode ser: falta de capacitação específica para a 
execução das atividades inerentes às funções de cada um; 
falta de consciência de segurança diante das atividades 
de rotina; erros; omissões; descontentamento; desleixo 
na elaboração e segredo de senhas no ambiente de 
trabalho; não utilização de criptografia na comunicação 
de informações de elevada criticidade, quando 
possuídas na empresa”.
FONTE: A autora
2.3 AMEAÇAS À SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Primeiramente, entendemos o conceito de segurança da informação e que 
ela está baseada nos pilares da confidencialidade, integridade e disponibilidade, 
bem como em outras propriedades que possibilitam que os ativos da informação 
sejam resguardados conforme a sensibilidade e criticidade para o negócio. Mas, 
contra quem deve ser protegido? Das ameaças! 
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
12
Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 3) colocam que ameaça é “[...] qualquer 
evento que explore vulnerabilidades. Causa potencial de um incidente indesejado, 
que pode resultar em dano para um sistema ou organização”. Essas ameaças podem 
ser tanto propositais, causadas por uma pessoa,podendo trazer consequências ao 
sistema, ao ambiente ou mesmo no ativo da informação; ou podem ser acidentais 
(COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, DANTAS, 2011, SÊMOLA, 2003).
As ameaças acidentais dizem respeito aos desastres naturais, são falhas 
de hardware, erros de programação etc. Já as ameaças propositais se referem às 
fraudes, roubos, invasões etc., podendo ser do tipo ativa ou passiva. A ameaça 
ativa envolve alterar os dados e a ameaça passiva diz respeito à invasão e/ou 
ao monitoramento, em que os dados não são alterados (COELHO; ARAÚJO; 
BEZERRA, 2014, DANTAS, 2011, SÊMOLA, 2003).
As ameaças ainda podem ser classificadas quanto à intencionalidade, 
podendo ser naturais, que são decorrentes de fenômenos da natureza; involuntária, 
que basicamente ocorrem por não se ter conhecimento, ou seja, uma ameaça 
sem consistência; e as voluntárias, que dizem respeito a ser causada de forma 
proposital ou intencional por algum agente humano, como: espiões, invasores, 
hackers, incendiários, bem como quem cria e dissemina os vírus de computador 
(COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, SÊMOLA, 2003). Dantas (2011) traz as 
seguintes ameaças apresentadas nas pesquisas de segurança da informação:
• Vírus, worm, cavalo de Troia ou também conhecido como trojan horse.
• Phishing, pharming e spyware.
• Adware; spam.
• Roubo de dados confidenciais da organização e de cliente, da propriedade da 
informação e da propriedade intelectual.
• Acesso não autorizado à informação.
• Perda de dados de clientes.
• Roubo de laptop, portáteis e de hardware.
• Má conduta e acesso indevido à rede por colaboradores e gerentes, bem como 
abuso de seus privilégios de acesso e utilização indevida da rede wireless. 
• Ataque de negação de serviço, invasão de sistemas e da rede.
• Acesso e utilização indevida da internet e dos recursos dos sistemas de 
informação.
• Degradação da performance, destruição e/ou rede e Web site mal configurados.
• Software de má qualidade, mal desenvolvido e sem atualização. 
“Ameaças são agentes ou condições que, ao explorarem as vulnerabilidades, 
podem provocar danos e perdas” (DANTAS, 2011, p. 30).
ATENCAO
TÓPICO 1 — ENTENDENDO A INFORMAÇÃO, SUAS VULNERABILIDADES E AMEAÇAS
13
• Fraude financeira e de telecomunicações.
• Interceptação de telecomunicação, seja de voz ou de dados, e espionagem.
• Sabotagem de dados e da rede.
• Desastres naturais. 
• Cyber-terrorismo.
Destas ameaças, Dantas (2011) observa que é necessário prestarmos atenção 
aos códigos maliciosos, destacando principalmente os vírus, por exemplo: cavalo 
de troia, adware e spyware, backdoors, keyloggers, worms, bots e botnets e rootkits, que 
estão descritos no Quadro 3 para que você possa fixar melhor esses conceitos e 
saber a diferenciá-los.
QUADRO 3 – EXEMPLOS DE CÓDIGOS MALICIOSOS
CÓDIGO 
MALICIOSO DESCRIÇÃO
Vírus
É um programa ou parte de um programa de computador, o 
qual se propaga por meio de cópias de si mesmo, infectando 
outros programas e arquivos de computador. O vírus depende 
da execução do programa ou do hospedeiro para ser ativado.
Cavalo de Troia
É um programa que executa funções maliciosas sem o 
conhecimento do usuário. Normalmente, esse código é 
recebido como um presente. São exemplos de cavalo de 
troia, cartão virtual, prêmios, fotos, protetor de tela etc. O 
seu nome é oriundo da mitologia grega.
Adware
É um tipo de software projetado para apresentar propagandas, 
seja por meio de um navegador, seja com algum outro 
programa instalado em um computador.
Keyloggers São programas capazes de capturar e armazenar as teclas digitadas pelo usuário no teclado de um computador.
Worm
É um programa capaz de se propagar de forma automática por 
meio de redes, enviando cópias de si mesmo de computador 
para computador. Difere do vírus por não embutir cópias de 
si mesmo em outros programas ou arquivos.
Bot
É um programa capaz se propagar de maneira automática, 
explorando vulnerabilidades existentes ou falhas na 
configuração de softwares instalados em um computador. 
Geralmente, o bot se conecta a um servidor de Internet 
Relay Chat (IRC) e entra em um canal determinado, também 
conhecido como uma sala, esperando as instruções do invasor, 
monitorando as mensagens que estão sendo enviadas para
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
14
esse canal. O invasor, ao se conectar ao mesmo servidor de 
IRC e entrar no mesmo canal, envia mensagens compostas 
por sequências especiais de caracteres, que são interpretadas 
pelo bot. Tais sequências de caracteres correspondem a 
instruções que devem ser executadas pelo bot,
Botnets
São as redes formadas por computadores infectados com 
bots. Essas redes podem ser compostas por centenas ou 
milhares de computadores. Um invasor que tenha controle 
sobre uma botnet pode utilizá-la para aumentar a potência 
de seus ataques, por exemplo: para enviar centenas de 
milhares de e-mails de phishing ou spam; para desferir 
ataques de negação de serviço etc.
Roorkits
É um conjunto de programas que utiliza mecanismos para 
esconder e assegurar a presença do invasor no computador 
comprometido.
FONTE: Dantas (2011, p. 37-38). 
Para saber mais sobre os golpes e os ataques na internet faça a leitura 
complementar desta unidade.
O engenheiro social é aquele que utiliza a influência, a fraude e a persuasão 
contra as organizações, geralmente com a intenção de obter informações. 
ESTUDOS FU
TUROS
IMPORTANT
E
TÓPICO 1 — ENTENDENDO A INFORMAÇÃO, SUAS VULNERABILIDADES E AMEAÇAS
15
A Figura 2 traz os principais tipos de ataques causadas por estas ameaças 
aqui expostas, referente a uma pesquisa de risco de segurança TI no ano de 2017. 
Pela referida figura é possível perceber que até 49% das organizações em todo o 
mundo relataram ter sido atacadas por vírus e Malware, um aumento de 11% em 
comparação com os resultados do ano anterior desta pesquisa. Das organizações 
que sofreram incidentes com vírus e Malware, pouco mais da metade (53%) 
deles considera os colaborados descuidados/ desinformados e mais de um terço 
(36%), considera que o engenheiro social/phishing contribuiu para a ameaça 
(KASPERSKY LAB, 2020).
FIGURA 2 - VÍRUS E MALWARE
FONTE: KASPERSKY LAB (2020, p. 1)
Você está familiarizado com o termo engenharia social? Abordaremos esse 
tema no Tópico 2 desta unidade de estudo.
ESTUDOS FU
TUROS
2.4 ATAQUE À SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Ataque é “[...] qualquer ação que comprometa a segurança de uma 
organização” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 3). “O ataque é um 
ato deliberado de tentar se desviar dos controles de segurança com o objetivo 
de explorar as vulnerabilidades” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 4). 
Segundo Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 4) existem quatro modelos de ataque 
possíveis, que estão demonstrados no Quadro 4, podendo ser do tipo passivo ou 
do tipo ativo, como exemplificado no Quadro 5. 
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
16
QUADRO 4 – MODELOS DE ATAQUE
MODELO DE 
ATAQUE DESCRIÇÃO
Interrupção
O modelo de ataque de interrupção ocorre “[...] quando um ativo é 
destruído ou torna-se indisponível (ou inutilizável), caracterizando 
um ataque contra a disponibilidade. Por exemplo, a destruição de 
um disco rígido” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 4).
Interceptação
O modelo de ataque de interceptação ocorre “[...] quando 
um ativo é acessado por uma parte não autorizada (pessoa, 
programa ou computador), caracterizando um ataque contra a 
confidencialidade. Por exemplo, cópia não autorizada de arquivos 
ou programas” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 4).
Modificação
O modelo de ataque de modificação ocorre “[...] quando um ativo 
é acessado por uma parte não autorizada (pessoa, programa ou 
computador) e ainda alterado, caracterizando um ataque contra 
a integridade. Por exemplo, mudar os valores em um arquivo de 
dados” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 4).
Fabricação
O modelo de ataque de fabricação ocorre “[...] quando uma 
parte não autorizada (pessoa, programa ou computador) insere 
objetosfalsificados em um ativo, caracterizando um ataque 
contra a autenticidade. Por exemplo, a adição de registros em 
um arquivo” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 4).
FONTE: A autora
QUADRO 5 – TIPOS DE ATAQUE
ATAQUE DESCRIÇÃO
Passivo
O ataque passivo é baseado “[...] em escutas e monitoramento 
de transmissões, com o intuito de obter informações que estão 
sendo transmitidas. A escuta de uma conversa telefônica é um 
exemplo dessa categoria. Ataques dessa categoria são difíceis 
de detectar porque não envolvem alterações de dados; todavia, 
são possíveis de prevenir com a utilização de criptografia” 
(COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 4).
Ativo
O ataque ativo envolve “[...] modificação de dados, criação de 
objetos falsificados ou negação de serviço, e possuem propriedades 
opostas às dos ataques passivos. São ataques de difícil prevenção, 
por causa da necessidade de proteção completa de todas as 
facilidades de comunicação e processamento, durante o tempo 
todo. Sendo assim, é possível detectá-los e aplicar uma medida 
para recuperação de prejuízos causados” (COELHO; ARAÚJO; 
BEZERRA, 2014, p. 4).
FONTE: A autora
TÓPICO 1 — ENTENDENDO A INFORMAÇÃO, SUAS VULNERABILIDADES E AMEAÇAS
17
A Figura 3 traz os tipos de ataques relatados em pesquisa de risco de 
segurança de TI no ano de 2017 (dados globais), enquanto a Figura 4 demonstra 
que mais de um em cada quatro (27%) negócios sofreu ataques ativos, um aumento 
de 6% quando comparado ao ano anterior da pesquisa. Dessas organizações 
atacadas, mais de um quarto (28%) acredita que a engenharia social/phishing 
contribuiu para o ataque (KASPERSKY LAB, 2020).
FIGURA 3 - TIPOS DE ATAQUES RELATADOS NA PESQUISA DE RISCO DE SEGURANÇA DE TI
FONTE: KASPERSKY LAB (2020, p. 1)
FIGURA 4 - ATAQUES ATIVOS
FONTE: Kaspersky Lab (2020, p. 1)
2.5 INCIDENTE DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Incidente de segurança é um evento simples ou até uma série de eventos 
de segurança da informação que não desejadas ou não apropriados, bem 
como possivelmente comprometem as operações do negócio da organização, 
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
18
ameaçando a segurança da informação. Desta forma, podemos dizer que um 
incidente de segurança é qualquer evento fora do comum referente à segurança; 
“[...] por exemplo, ataques de negação de serviços (Denial of Service – DoS), roubo 
de informações, vazamento e obtenção de acesso não autorizado a informações” 
(COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 2).
A ABNT NBR ISO/IEC 27035:2011 fornece orientações quanto ao 
gerenciamento de incidentes em segurança da informação. Resumidamente, o 
escopo da norma traz as atividades de: (i) detectar, relatar e avaliar os incidentes 
de segurança da informação; (ii) responder e gerenciar incidentes de segurança 
da informação; (iii) melhorar continuamente a segurança da informação e o 
gerenciamento de incidentes. 
Torres (2015, p. 17) ainda coloca que “[...] um incidente pode ou não 
trazer um impacto, sendo este último mensurado pela consequência que esta 
causa ao ativo da organização. Logo, um ativo de considerável valor implica em 
alto impacto e vice-versa”. Portanto, é importante que é a gestão dos incidentes 
de segurança da informação sejam devidamente tratados, pois a sua falta pode 
trazer danos consideráveis para o negócio da organização.
A Figura 5 traz a pesquisa de risco de segurança de TI realizada mundialmente 
no ano de 2017, na qual é possível perceber que colaboradores descuidados ou 
desinformados, por exemplo, são a segunda causa mais provável de uma grave 
violação de segurança, perdendo somente para Malware. Além disso, em 46% dos 
incidentes de segurança cibernética no último ano, colaboradores descuidados/ 
uniformizados contribuíram para o ataque (KASPERSKY LAB, 2020).
FIGURA 5 - PESQUISA DE RISCOS DE SEGURANÇA DE TI
FONTE: Kaspersky Lab (2020, p. 1)
TÓPICO 1 — ENTENDENDO A INFORMAÇÃO, SUAS VULNERABILIDADES E AMEAÇAS
19
O erro humano da equipe não é o único ataque realizado, pelo qual as 
organizações estão sendo vítimas. No último ano, a equipe interna também causou 
problemas de segurança por meio de ações maliciosas, com 30% dos eventos de 
segurança nos últimos 12 meses, envolvendo pessoas trabalhando contra seus próprios 
colaboradores. Entre as organizações que enfrentaram incidentes de segurança 
cibernética nos últimos 12 meses, uma em cada dez (11%), os tipos mais graves de 
incidentes envolvem colaboradores descuidados (KASPERSKY LAB, 2020).
2.6 IMPACTO E PROBABILIDADE
Impacto é a “[...] consequência avaliada de um evento em particular” 
(COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 3) e a probabilidade “[...] é a possibilidade 
de uma falha de segurança acontecer, observando-se o grau de vulnerabilidade 
encontrada nos ativos” (TORRES, 2015, p. 17). Desta forma, as probabilidades, as 
vulnerabilidades e as ameaças se entrelaçam, ou seja, possuem uma forte ligação.
Resumidamente, podemos dizer que as probabilidades são provavelmente 
as oportunidades de uma vulnerabilidade ser uma ameaça. A Figura 6 traz essas 
relações, exemplificando de uma maneira gráfica as relações e os relacionamentos 
entre os conceitos apresentados de ativos de informação, vulnerabilidades, 
agentes, ameaças, ataques, incidentes de segurança e probabilidade e impacto.
FIGURA 6 - RELACIONAMENTO ENTRE CARACTERÍSTICAS DOS ATIVOS DA INFORMAÇÃO
FONTE: Torres (2015, p. 18)
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
20
3 CLASSIFICAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Para que os colaboradores da organização possam ter um comportamento se-
guro e devido da informação, é necessário que haja uma maneira de avaliar a impor-
tância da informação, assim como quem pode ter acesso ao conteúdo dessas infor-
mações. Dessa forma, a informação precisa ser classificada, visto que a classificação 
da informação contribui para a manutenção dos princípios básicos da informação. 
Segundo Dantas (2011, p. 15), ao classificar uma informação deve-se levar 
em conta “[...] o seu valor, requisitos legais, sensibilidade e criticidade para a 
organização”. Schneider (2015, p. 38) complementa que “O Governo Brasileiro 
atribui os níveis Ultrassecreto, Secreto, Confidencial e Reservado, definido pelo 
Decreto nº 60.417, de 11 de março de 1967, já as empresas privadas costumam 
atribuir outras nomenclaturas como por exemplo: Restrita, Confidencial, Interna 
e Pública”. Outra classificação ainda utilizada diz respeito à informação ser 
classificada como confidencial, restrita, interna e pública. 
As classificações são afins pedagógicos, pois cada organização deve 
adaptar o nível de sigilo da informação de acordo com a realidade de seu negócio 
e deve divulgar amplamente, para que seus colaboradores saibam o significado 
de cada nível da informação e como lidar com eles. Segundo Schneider (2015, 
p. 38), “Apesar de não ser obrigatório, o mais encontrado são quatro níveis de 
privacidade aplicados, porém pode ser utilizado mais ou menos níveis conforme a 
necessidade da organização”, como os aqui colocados no Quadro 6 e, em seguida, 
colocamos o roteiro de Schneider (2015) baseado na ABNT NBR ISO/IEC 27002: 
2013, de como realizar a classificação da informação.
QUADRO 6 – CLASSIFICAÇÃO DA INFORMAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO
Confidencial
A informação confidencial diz respeito a ela não ser 
divulgada sem autorização, podendo causar impactos 
de imagem, em âmbitos financeiros e/ou operacional, 
assim como sanções administrativas, criminosas e civis. 
A informação confidencial está restrita a um determinado 
grupo de pessoas. Portanto, é vital que as organizações 
tenham um programa de conscientização em segurança para 
garantir que os colaboradores estejam cientes da importância 
de proteger informações confidenciais, e o que devem fazer 
para lidar com informações com segurança e os riscos de 
manipular informações incorretamente. A compreensão dos 
colaboradores das consequências organizacionais e pessoais 
do manuseio incorreto de informações confidenciais é 
crucial para o sucesso de uma organização.Exemplos de 
possíveis consequências podem incluir multas aplicadas 
à organização, danos à reputação da organização e dos 
colaboradores e impacto no trabalho de um colaborador. É 
importante colocar em perspectiva o dano organizacional 
em potencial para o pessoal, detalhando como esse dano à 
organização pode afetar seus próprios papéis.
TÓPICO 1 — ENTENDENDO A INFORMAÇÃO, SUAS VULNERABILIDADES E AMEAÇAS
21
Restrita
A informação é classificada como restrita por ser 
considerada um ativo “[...] para a empresa, ou por se tratar 
de conhecimento exclusivo, ou por normativos externos. 
O acesso a este conteúdo por pessoas ou processos não 
autorizados, pode gerar perdas para a organização. 
Entretanto, são necessárias para algumas pessoas ou 
setores dentro da organização realizarem seu trabalho. As 
informações podem se manter como restritas por longos 
prazos, devido a isso o planejamento do armazenamento 
deve prever todo o período, o acesso, o transporte, e 
o descarte, também não podem ser negligenciados” 
(SCHNEIDER, 2015, p. 38).
Interna
A informação interna é referente à organização não 
ter interesse de divulgar a informação, contudo, ela é 
fundamental para as pessoas internas da organização. Para 
Schneider (2015, p. 16), “As informações internas, não devem 
extrapolar o ambiente da organização, não representa 
ameaça significativa, mas o vazamento deve ser evitado. 
São enquadradas neste nível de sigilo as informações que 
qualquer membro da organização ou que esteja prestando 
um serviço para ela pode ter acesso para realizar suas 
atividades, este é considerado o menor grau de restrição ao 
acesso aos dados, porém ainda são informações que teve 
ter sua consulta identificada e autorizada, além de todos os 
demais ciclos da vida da informação observados”.
Pública
A informação pública possui tanto uma linguagem quanto 
um formato feito à divulgação do público em geral. Essa 
informação tem um caráter informativo, promocional ou 
comercial. “Pública são todas as demais informações que 
no geral já são de conhecimento geral, interno e externo, 
que não apresente nenhum risco para a organização e seus 
intervenientes, estas informações podem ser
divulgadas, sendo que a organização pode ter como 
objetivo a divulgação, e obter o alcance de um grande 
número de pessoas ou processos ciente da informação” 
(SCHNEIDER, 2015, p. 38).
FONTE: A autora
3.1 ROTEIRO PROPOSTO BASEADO NA ABNT NBR ISO/
IEC 27002:2013)
1. Nomear e identificar a informação a ser classificada.
2. Identificar os controles associados a informação.
3. Identificar os proprietários e responsáveis pela informação.
4. Criar um critério que atendam a necessidade da organização.
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
22
• A descrição da classificação deve ser clara, fazendo sentido no 
contexto.
• A forma de classificação deve permitir que todas as pessoas 
envolvidas tenham o mesmo entendimento, aplicando o mesmo 
critério.
• Recomenda classificar conforme sua confidencialidade, integridade, 
disponibilidade e valor.
5. Aplicar a classificação da informação.
6. Formalizar a classificação adotada na organização.
Como nossa contribuição para provocar o processo de classificação, 
sugerimos algumas questões que poderão servir de base para elaboração de um 
questionário ou um quadro com pesos definidos a cada questão, objetivando 
a padronização no enquadramento da informação dentro dos critérios de 
classificação apresentados.
1) Valor
• Qual é o grau de exclusividade?
• Qual é o nível de confiabilidade da fonte?
• Qual é a quantidade de informações acessórias que a acompanham?
• Qual é o grau de interesse de terceiros?
• Qual é a quantidade de terceiros interessados?
• Qual é a importância da informação para a organização?
2) Confidencialidade
• A informação é pública?
• Sua divulgação causa algum dano ou prejuízo?
• A divulgação causa constrangimento ou inconveniência 
operacional?
• Sua divulgação tem impacto significativo nas operações ou objetivos 
táticos?
• Sua divulgação causa alguma sansão ou punição?
• Qual é a validade?
3) Disponibilidade
• Quem ou a que processo pode ter acesso?
• Qual é o prazo máximo para a entrega?
• Qual é o meio para solicitar?
• Qual é o meio para entrega?
• O prazo de disponibilidade está sujeito a regulamentação externa?
• Quais são os riscos de físicos de vazamento?
• Quais são os riscos lógicos de vazamento?
• Quais são os riscos humanos de vazamento?
4) Integridade
• Quais são os dados que compõem a informação?
TÓPICO 1 — ENTENDENDO A INFORMAÇÃO, SUAS VULNERABILIDADES E AMEAÇAS
23
• A fonte da informação é identificada e confirmada?
• Em que mídia é disponibilizada a informação?
• Em que mídia é armazenada a informação?
• Como é feito o transporte?
• Como são identificados os emissores e receptores?
• Como é verificado se o destinatário recebeu?
• Como é verificado se a informação entregue foi exatamente a mesma 
emitida?
• Como é realizado o descarte?
• O é verificado que o descarte foi realizado conforme determinado.
A seriedade adotada atribui mais chances de a organização ser bem-
sucedida na proteção das informações. O processo de segurança da informação 
e de sua proteção deve ser vista por meio de uma abordagem profissional.
FONTE: SCHNEIDER, Carlos Alberto. Capítulo 4 – Classificação dos Ativos da Informação, do 
Livro: Governança da Segurança da Informação. Edição do Autor. Brasília, 2015, p. 37-45.
24
Neste tópico, você aprendeu que:
• A informação está presente nas organizações em diferentes formatos: 
impressa, eletrônica, falada, vídeo, imagem etc., assim como a informação 
pode ser transmitida por voz ou por correio eletrônico.
• A informação precisa ser protegida independente do seu tipo e formato.
• As informações mantidas e processadas por uma organização estão sujeitas 
a ameaças de ataques, de erros, de natureza, assim como elas estão sujeitas a 
vulnerabilidades inerentes ao uso que fazemos da informação.
• Os erros podem ser intencionais ou não intencionais.
• As ameaças de natureza podem ser do tipo de incêndio, enchente e afins.
• A informação é um ativo intangível fundamental para a sobrevivência da 
organização e desta forma precisa ser mantida segura.
• A informação precisa ser disponibilizada de maneira precisa, completa e 
em tempo hábil para as pessoas autorizadas, por ser um catalisador para a 
eficiência dos negócios.
• Ativo é tudo que tem valor para uma organização, podendo ser tangível ou 
intangível e de maneira lógica, física ou humana.
• O termo segurança da informação, geralmente, é baseado em informações 
consideradas como um ativo, que possui um valor que exige proteção adequada, 
como contra a perda de Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade (CID).
• A Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade (CID) formam os três 
pilares ou três princípios básicos da segurança da informação.
• Os três princípios da segurança da informação também são conhecidos com 
a tríade CID ou CIA-triad, em referência aos termos Confidentiality, Integrity e 
Avalability.
• O princípio da Confidencialidade se refere a certificar que somente os 
usuários autorizados tenham acesso à informação, dizendo respeito à ameaça 
de liberar informação não autorizada.
• O princípio da Confidencialidade tem como objetivo “[...] garantir o acesso 
somente com autorização, ou seja, para que uma informação seja considerada 
segura é essencial que haja uma forma de garantir esta seja disponibilizada 
somente mediante autorização” (MACHADO JÚNIOR, 2018, p. 60).
RESUMO DO TÓPICO 1
Famlia _SGI
Realce
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• O princípio da Integridade se refere à informação não ser adulterada. Portanto, 
a informação precisa ser mantida no estado em que ela foi disponibilizada 
pelo dono da informação (o proprietário), objetivando proteger a informação 
de qualquer tipo de alteração (acidental, intencional ou indevida).
• O princípio da integridade tem como objetivo garantir que a informação não 
sofra alterações indevidas.
• O princípioda Disponibilidade se refere à informação estar disponível, 
independente do seu desígnio. 
• Ao longo dos anos, outros modelos sugiram baseados na tríade CID e outras 
propriedades de segurança da informação foram acrescentadas a esses três 
princípios básicos da segurança da informação.
• A Autenticidade visa garantir a verdadeira autoria, ou seja, visa atestar que 
a informação é de fato oriunda de determinada fonte, garantindo que a 
informação foi criada, expedida, alterada, removida por determinado órgão, 
sistemas ou entidade.
• A Irretratabilidade visa garantir a autoria da informação fornecida, para que 
uma pessoa ou entidade não negue alguma atividade ou ação, como por 
exemplo: assinar ou mesmo criar um documento ou arquivo.
• A Responsabilidade visa garantir que a pessoa responda por seus atos, incluso 
diante da lei.
• A Confiabilidade visa garantir que a informação é proveniente de uma fonte autêntica, 
expressando uma mensagem fidedigna, ou seja, que a informação é confiável.
• A Privacidade se refere ao sistema “[...] obedecer à legislação (em termos de 
privacidade) e deve permitir aos indivíduos controlar, sempre que possível, 
as suas informações pessoais” (MACHADO JÚNIOR, 2018, p. 70).
• A Auditabilidade se refere a, “[...] capacidade de conduzir monitoramento 
persistente de todas ações realizadas por seres humanos e máquinas no 
ambiente” (MACHADO JÚNIOR, 2018, p. 70).
• Devemos proteger tudo que tiver algum valor para o negócio da organização, 
ou seja, os ativos da informação.
• A informação é um próprio ativo, sendo encontrada nas documentações dos 
sistemas, em manuais de utilização, nas bases de dados (relacionais e não relacionais), 
contratos e acordos, planos de contingência, de continuidade e assim por diante.
• A vulnerabilidade está diretamente relacionada ao ponto fraco de um ativo. 
Portanto, podemos entender a vulnerabilidade como uma fragilidade.
• As vulnerabilidades podem ser físicas, naturais, hardware, software, meios 
de armazenamento, comunicação, humana.
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• A vulnerabilidade física está relacionada às instalações prediais fora do padrão; 
salas de departamento de tecnologia mal planejadas; falta de extintores, 
detectores de fumaça e de outros recursos para combate a incêndio em sala com 
armários e fichários estratégicos; risco de explosões, vazamento ou incêndio.
• A vulnerabilidade natural se refere a que os computadores são suscetíveis a 
desastres naturais, como incêndios, enchentes, terremotos, tempestades, e outros, 
como falta de energia, acúmulo de poeira, aumento umidade e de temperatura etc.
• A vulnerabilidade de hardware está relacionada aos possíveis defeitos de 
configuração ou de fabricação dos equipamentos, permitindo que eles sejam 
atacados ou alterados.
• A vulnerabilidade de software é referente todo e qualquer aplicativo que 
possui algum ponto fraco, permitindo acessos indevidos.
• A vulnerabilidade de meios de armazenamento é referente a tudo que der 
suporte ao armazenamento da informação. 
• A vulnerabilidade de comunicação inclui “[...] todos os pontos fracos que 
abrangem o tráfego das informações, por qualquer meio (cabo, satélite, fibra 
óptica, ondas de rádio, telefone, internet, wap, fax etc.)” (DANTAS, 2011, p. 29).
• A vulnerabilidade humana constitui “[...] a maior preocupação dos 
especialistas, já que o desconhecimento de medidas de segurança é a sua 
maior vulnerabilidade” (DANTAS, 2011, p. 28).
• “Ameaças são agentes ou condições que, ao explorarem as vulnerabilidades, 
podem provocar danos e perdas” (DANTAS, 2011, p. 30).
• As ameaças podem ser propositais ou acidentais.
• As ameaças propositais são causadas por uma pessoa, podendo trazer 
consequenciais ao sistema, ao ambiente ou mesmo no ativo da informação.
• As ameaças acidentais dizem respeito aos desastres naturais, são falhas de 
hardware, erros de programação etc.
• As ameaças propositais se referem as fraudes, roubos, invasões etc., podendo 
ser do tipo ativa ou passiva.
• A ameaça ativa envolve alterar os dados e a ameaça passiva diz respeito a 
invasão e/ou monitoramento, em que os dados não são alterados.
• Dentre as ameaças existentes é necessário prestarmos atenção sobre os códigos 
maliciosos, destacando principalmente os vírus.
• O vírus é um programa ou parte de um programa de computador, o qual 
se propaga por meio de cópias de si mesmo, infectando outros programas e 
arquivos de computador. 
• O cavalo de troia é um programa que executa funções maliciosas sem o 
conhecimento do usuário.
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• O Adware é um tipo de software projetado para apresentar propagandas, seja por meio 
de um navegador, seja com algum outro programa instalado em um computador.
• Keyloggers são programas capazes de capturar e armazenar as teclas digitadas 
pelo usuário no teclado de um computador.
• Worm é um programa capaz de se propagar de forma automática por meio de 
redes, enviando cópias de si mesmo de computador para computador.
• Bot é um programa capaz se propagar de maneira automática, explorando 
vulnerabilidades existentes ou falhas na configuração de softwares instalados 
em um computador.
• Botnets são as redes formadas por computadores infectados com bots. 
• Roorkit é um conjunto de programas que utiliza mecanismos para esconder e 
assegurar a presença do invasor no computador comprometido.
• O engenheiro social é aquele que utiliza a influência, a fraude e a persuasão 
contra as organizações, geralmente com a intenção de obter informações.
• Ataque é “[...] qualquer ação que comprometa a segurança de uma 
organização” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 3). 
• “O ataque é um ato deliberado de tentar se desviar dos controles de segurança 
com o objetivo de explorar as vulnerabilidades” (COELHO; ARAÚJO; 
BEZERRA, 2014, p. 4).
• O ataque pode ser do tipo ativo ou passivo e que podem existir quatro modelos 
de ataques: interrupção, interceptação, modificação e fabricação.
• Incidente de segurança é um evento simples ou até uma série de eventos 
de segurança da informação que não desejadas ou não apropriados, bem 
como possivelmente comprometem as operações do negócio da organização, 
ameaçando a segurança da informação.
• Impacto é a “[...] consequência avaliada de um evento em particular” 
(COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 3) e a probabilidade “[...] é a 
possibilidade de uma falha de segurança acontecer, observando-se o grau de 
vulnerabilidade encontrada nos ativos” (TORRES, 2015, p. 17).
• As probabilidades são provavelmente as oportunidades de uma 
vulnerabilidade ser uma ameaça.
• A informação precisa ser classificada e essa classificação contribui para a 
manutenção dos princípios básicos da segurança.
• Ao classificar uma informação deve-se levar em conta “[...] o seu valor, requisitos 
legais, sensibilidade e criticidade para a organização” (DANTAS, 2011, p. 15).
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• As classificações são a fins pedagógicos, pois cada organização deve adaptar 
o nível de sigilo da informação de acordo com a realidade de seu negócio e 
deve divulgar amplamente, para que seus colaboradores saibam o significado 
de cada nível da informação e como lidar com eles.
• A informação pode ser classificada como confidencial, restrita, interna e pública.
• A informação confidencial diz respeito a ela não ser divulgada sem 
autorização, podendo causar impactos de imagem, em âmbitos financeiros e/
ou operacional, assim como sanções administrativas, criminosas e civis.
• A informação é classificada como restrita por ser considerada um ativo “[...] 
para a empresa, ou por se tratar de conhecimento exclusivo, ou por normativos 
externos” (SCHNEIDER, 2015, p. 38).
• O acesso ao conteúdo da informação restrita “[...] por pessoas ou processos não 
autorizados, pode gerar perdas para a organização” (SCHNEIDER, 2015, p. 38). 
• A informação interna é referente a organização não ter interesse de divulgar a 
informação, contudo, ela é fundamental para a pessoas internas da organização.
• A informação pública possui tanto uma linguagemquanto um formato feito 
à divulgação do público em geral.
• A seriedade adotada ao classificar as informações atribui mais chances de a 
organização ser bem-sucedida na proteção das informações. 
• O processo de segurança da informação e de sua proteção deve ser vista por 
meio de uma abordagem profissional.
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1 Os três princípios básicos da segurança da informação são: 
Confidencialidade,Integridade e Disponibilidade (CID). Este conjunto 
é conhecido como o tripé da segurança da informação aqui no Brasil e 
internacionalmente conhecido como “CIA-triad”, devido aos termos 
Confidentiality, Integrity e Avalability. 
 No contexto apresentado, analise as sentenças a seguir e indique a afirmativa 
com a ordem CORRETA das definições:
I - Garantir que somente os usuários autorizados tenham acesso à informação.
II - Garantir que a informação não seja adulterada indevidamente. 
III - Garantir que a informação esteja disponível, independente do seu 
desígnio.
a) ( ) Confidencialidade – Integridade – Disponibilidade.
b) ( ) Confidencialidade – Disponibilidade– Integridade.
c) ( ) Integridade – Confidencialidade – Disponibilidade.
d) ( ) Disponibilidade – Confidencialidade – Integridade.
2 A confidencialidade necessita que exista algum tipo de barreira para impedir 
o acesso direto. Ambiente que são controlados e acessíveis somente por 
algum tipo de chave de acesso como conta de e-mail, uma área específica 
de uma organização, um servidor de banco de dados, um cofre e afins 
são exemplos de confidencialidade. Qual recurso pode ser utilizado para 
aprimorar a confidencialidade?
a) ( ) Criptografia.
b) ( ) Malware.
c) ( ) Spam.
d) ( ) Notificação.
3 Ao longo dos anos, outros modelos sugiram baseados na tríade 
Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade (CID) e outras 
propriedades de segurança da informação foram acrescentadas a esses três 
princípios básicos da segurança da informação. Com relação às propriedades 
adicionadas, analise as sentenças a seguir, classificando com V as sentenças 
verdadeiras e com F as sentenças falsas: 
( ) A autenticidade visa garantir a verdadeira autoria.
( ) A irretratabilidade visa garantir a autoria da informação fornecida, para 
que uma pessoa ou entidade não negue alguma atividade ou ação.
( ) A responsabilidade visa garantir que a informação é proveniente de uma 
fonte autêntica, expressando uma mensagem fidedigna, ou seja, que a 
informação é confiável.
( ) A confiabilidade visa garantir que a pessoa responda por seus atos, incluso 
diante da lei.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
AUTOATIVIDADE
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a) ( ) V – F – V – F.
b) ( ) V – V – F – F.
c) ( ) F – V – V – F.
d) ( ) F – F – V – V.
4 A informação é um próprio ativo, sendo encontrada nas documentações dos 
sistemas, em manuais de utilização, nas bases de dados (relacionais e não 
relacionais), contratos e acordos, planos de contingência, de continuidade 
e assim por diante. Além desses ativos, existem outros ativos. Com relação 
a esses outros ativos, analise as sentenças a seguir, classificando com V as 
sentenças verdadeiras e com F as falsas:
( ) Os ativos de software são aqueles como ferramentas, sistemas, aplicativos etc.
( ) Os ativos físicos dizem respeito a reputação da organização.
( ) Os ativos intangíveis se referem aos equipamentos de comunicação e 
computacionais, mídias removíveis etc.
( ) Os ativos de serviços de forma geral estão relacionados a refrigeração, 
eletricidade, iluminação etc.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V – F – F.
b) ( ) V – F – V – F.
c) ( ) F – V – V – F.
d) ( ) V – F – F – V. 
5 A vulnerabilidade está diretamente relacionada ao ponto fraco de um ativo. 
Portanto, podemos entender a vulnerabilidade como uma fragilidade. 
Precisamos saber identificar nossas vulnerabilidades, devido a elas 
comprometerem os princípios da segurança da informação são rompidos. 
Com relação às possíveis vulnerabilidades, analise as sentenças a seguir, 
classificando com V as sentenças verdadeiras e com F as falsas:
( ) Instalações prediais fora do padrão; salas de departamento de tecnologia mal 
planejadas; falta de extintores, detectores de fumaça e de outros recursos para 
combate a incêndio em sala com armários e fichários estratégicos; risco de ex-
plosões, vazamento ou incêndio são exemplos de vulnerabilidades naturais. 
( ) Falha nos recursos tecnológicos como desgaste, obsolescência, má utilização 
ou erros durante a instalação são exemplos de vulnerabilidade de software.
( ) Discos, fitas, relatórios e impressos podem ser perdidos ou danificados 
são exemplos de vulnerabilidades de meios de armazenamento.
( ) A inexistência de sistemas de criptografia nas comunicações; a escolha er-
rônea dos sistemas de comunicações que são utilizados para enviar men-
sagens são exemplos de vulnerabilidades de comunicação.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V – F – F.
b) ( ) F – F – V – V.
c) ( ) F – V – V – F.
d) ( ) V – F – V – F.
31
TÓPICO 2 — 
UNIDADE 1
CONSCIENTIZAÇÃO E CULTURA ORGANIZACIONAL
1 INTRODUÇÃO
Em cibernética, o elemento humano é considerado o elo mais fraco da 
segurança, contudo, há formas significativas de reduzir o risco. De fato, os 
ataques estão presentes no cotidiano das pessoas e das organizações, sendo 
necessário que os colaboradores se tornem firewalls humanos. Os hackers estão 
plenamente conscientes de que o erro humano é o fruto que eles podem explorar 
para obter acesso irrestrito até às mais sofisticadas infraestruturas técnicas. Os 
fatores humanos acabam ficando em segundo plano.
“Um dos principais problemas que a segurança da informação deve 
tratar é a segurança em pessoas. A cooperação dos usuários é essencial para a 
eficácia da segurança” (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015, p. 47). O fator humano 
é quem mais exerce impacto referente aos princípios da segurança da informação 
da tríade CID, devido a, “[...] o usuário que não mantiver a confidencialidade 
da senha, não evitar o registro da mesma em papéis que não estão guardados 
em locais seguros, não utilizar senhas de qualidade ou ainda que compartilhe 
senhas individuais, compromete a segurança da informação” (RABELO JÚNIOR; 
VIEIRA, 2015, p. 47). A tecnologia sozinha não pode ser a solução.
Segundo Rabelo Júnior e Vieira (2015, p. 47), “A solução efetiva para 
integrar pessoas requer ações gradativas e constantes visando criar e fortalecer 
a cultura de segurança da informação”. Quando uma organização incorpora 
a cultura da segurança da informação, as ameaças de hoje, e os emergentes de 
amanhã não parecerão mais tão ameaçadores. “Esta cultura não pode ficar restrita 
às organizações, é um trabalho cujo resultado positivo é certo, mas não é imediato 
e requer planejamento” (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015, p. 47).
As pessoas geralmente mudam a maneira de se portarem quando estão em 
situações de risco, e suas decisões são fundamentadas em situações que exigem 
confiança. Rabelo Júnior e Viera (2015, p. 47) colocam que “A engenharia social 
se aproveita dessas brechas e da falta de consciência com relação à segurança”. 
A informação é o melhor jeito de enfrentar a engenharia social. Dessa forma, os 
colaboradores de uma organização precisam estar bem informados referente à 
engenharia social. Mas afinal de contas, o que é a engenharia social?
Famlia _SGI
Realce
32
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
2 ENGENHARIA SOCIAL
A associação dos termos engenharia e social contêm um sentido 
diferenciado referente à segurança da informação. Esses termos juntos concebem 
a forma que os engenheiros utilizam de burlar pessoas para obter informações 
sigilosas de maneira fácil e sem que as estas pessoas se deem conta. 
Pode-se dizer que o termo engenharia social é usado para caracterizar 
aquelas intrusões que não forem técnicas, enfatizando a interação humana. Além 
disso, a engenharia social está relacionada a ter habilidade de iludir as pessoas 
com o objetivoque os procedimentos de segurança da informação sejam violados 
(RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015). A Figura 7 traz o perfil do engenheiro social, 
ou seja, pessoas com boa aparência, com habilidade em lidar com pessoas, bem 
educadas e agradáveis.
FIGURA 7 - PERFIL DO ENGENHEIRO SOCIAL
FONTE: Rabelo Júnior e Vieira (2015, p. 49)
O engenheiro social é aquele que utiliza a influência, a fraude e a persuasão 
contra as organizações, geralmente, com a intenção de obter informações. 
ATENCAO
TÓPICO 2 — CONSCIENTIZAÇÃO E CULTURA ORGANIZACIONAL
33
As organizações conectadas à rede de hoje enfrentam ameaças de 
segurança cada vez maiores, pois a tecnologia da informação provê diversas 
facilidades como porta de entrada para pessoas fraudulentas (BRECHT, 2019). 
Segundo Rabelo Júnior e Vieira (2015), os vírus que são implantados em 
computadores quando se realiza um download ou quando uma pessoa faz um 
clique, em determinando link recebido por meio e-mail malicioso, são maneiras 
de invadir uma rede corporativa. Essas invasões podem gerar prejuízos para toda 
organização, não somente em nível financeiro. 
Dessa forma, o treinamento de conscientização de segurança vale a pena. 
Todo o pessoal precisa estar ciente das ameaças comuns, para que, no mínimo, 
não sejam vítimas fáceis de golpes e tentativas do engenheiro social/phishing. Os 
colaboradores que possuem conscientização quando são vítimas de ataques mais 
sofisticados pelos engenheiros sociais conseguem minimizar os efeitos dos ataques, 
reunindo informações necessárias e notificando o departamento apropriado por 
meio dos canais certos. Cabe destacar ainda, que a organização depende de seus 
colaboradores para promover uma cultura consciente da segurança, reduzir 
riscos e prevenir ameaças cibernéticas (BRECHT, 2019).
Portanto, é fundamental que exista a inclusão de conscientização de 
ataques de engenharia social (BRECHT, 2019). Uma maneira de um invasor 
usar a engenharia social é adquirir as credenciais de um usuário e percorrer a 
organização de uma área de baixa segurança para uma área de alta segurança. 
Acesso privilegiado é referente aos usuários que possuem direito de acesso 
acima de um usuário normal. Normalmente, é concedido acesso privilegiado aos usuários 
que precisam executar funções de nível administrativo ou acessar dados confidenciais, que 
podem incluir o acesso aos dados do titular do cartão. O acesso privilegiado pode incluir 
acesso físico e/ou lógico.
• Grifters são aquelas pessoas que visam enganar pessoas, enquanto o engenheiro 
social visa enganar as organizações. 
• Phishing é um tipo de engenharia social na tentativa de se obter informações 
confidenciais, por exemplo, senhas, nomes de usuários, detalhes do cartão de 
pagamento, de uma pessoa por um canal de bate-papo, um fórum, por e-mail e afins. 
O agressor geralmente finge ser alguém confiável ou conhecido do indivíduo.
IMPORTANT
E
NOTA
34
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
Adaptar essa conscientização para refletir os tipos de ataques que a organização 
pode encontrar fornece resultados mais eficazes. Pois de acordo com Rabelo 
Júnior e Vieira (2015, p. 50):
Vale lembrar que o engenheiro social, visa conseguir informações 
valiosas com técnicas de enganar pessoas, sem se dar o trabalho de 
invadir um sistema. Através de um diálogo convincente e envolvente 
o indivíduo de um help desk por exemplo chega a gerar nova senha no 
sistema e informa ao transgressor, este consegue de forma fácil e rápida 
se passa pelo usuário final e tendo em mãos todas as informações 
precisas sem muito esforço. 
Mas, ainda não destacamos o principal, todas essas tentativas 
são realizadas com sucesso por conta de um ator principal que é o 
homem. No caso da engenharia social, do funcionário, colaborador 
de uma empresa corporativa. Estudos mostram o quanto é fácil 
distrair a atenção de uma pessoa, mesmo que aparentemente esteja 
atenta. São fórmulas usadas por mágicos para trazer a ilusão de suas 
apresentações. Uma das técnicas adquiridas por Kevin Mitnick, o que 
o ajudou a ser reconhecido como o rei da engenharia social. 
Dessa forma, os colaboradores devem estar cientes dos métodos 
comuns pelos quais fraudadores, hackers ou outras pessoas mal-intencionados 
podem tentar obter credenciais, dados de cartão de pagamento e outros dados 
confidenciais, para minimizar o risco de o pessoal disseminar informações 
confidenciais involuntariamente a terceiros (IMAN, 2020). Segundo Rabelo Júnior 
e Vieira (2015), a pessoa que é a vítima de uma extorsão é como uma marionete, 
só que manipulada pelo homem. Para isso, basta apenas que o engenheiro social 
(fraudador) consiga a confiança da pessoa, por meio de um conhecimento mínimo 
da organização para obter a informação quista.
Entretanto, na maioria das vezes não é somente o colaborador que é 
explorado, Rabelo Júnior e Vieira (2015, p. 50) observam, que o engenheiro social 
“[...] começa do operacional até chegar ou se passar por um executivo”. Ou seja, 
a partir do momento que o engenheiro social tem sua primeira vítima, é fácil ele 
obter informações das demais pessoas da organização. E a organização, como 
pode lidar com esse tipo de situação?
As organizações têm investido em treinamento de políticas e 
procedimentos organizacionais, especificando o manuseio adequado dos dados, 
incluindo o compartilhamento e a transmissão de dados confidenciais (SECURITY 
AWARENESS PROGRAM SPECIAL INTEREST GROUP, 2014). Rabelo Júnior e 
Vieira (2015, p. 51) complementam que as organizações também contratam “[...] 
especialistas em segurança da informação, implantando políticas de segurança 
para o ambiente organizacional, treinando seus funcionários e bloqueando 
acessos Web em estações de trabalho”. 
Contudo, esses investimentos não terão a resposta esperada “[...] se a 
conscientização não partir do colaborador, este, se estiver desmotivado pode até dar 
uma forcinha ao engenheiro social, visando a uma vingança devido a sua insatisfação” 
(RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015, p. 51). Rabelo Júnior e Vieira (2015) destacam as 
seguintes técnicas a serem utilizadas, tanto em separado quanto as combinando:
TÓPICO 2 — CONSCIENTIZAÇÃO E CULTURA ORGANIZACIONAL
35
• Contato por telefone realizados por meio de ferramentas de mensagens 
simulando pessoa com afinidades com a vítima.
• Obtenção de informações vazadas por parte da administração de rede e 
colaboradores em geral em listas de discussão ou comunidades virtuais na 
Internet, motivando também um contato posterior de forma mais estruturado.
• Utilizar telefone público, dificultando detecção.
• Varredura do lixo informático, visando obter informações adicionais para 
tentativas posteriores de contato. 
• Passar pela equipe de manutenção.
• Realizar visita em pessoa, se passando por estudante, estagiário ou pessoa 
com disfarce de ingenuidade.
• Contatos telefônicos, para simular algum tipo de atendimento de suporte ou 
uma ação de emergência.
• Contato por meio de e-mail, se passando como estudante interessado em 
pesquisa referente determinado assunto ou como pessoa interessada em 
determinado assunto que for de conhecimento da vítima.
3 DISSEMINAÇÃO DA CONSCIENTIZAÇÃO
Ao se tratar de pessoas, precisamos lembrar que seres humanos “[...] são 
imperfeitos e situações de risco modificam os comportamentos naturais e decisões 
serão fortemente baseadas em confiança ou grau de criticidade da situação” 
(RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015, p. 52). Em detrimento destes aspectos, a 
engenharia social se faz eficaz, sendo necessário que a organização crie uma 
cultura corporativa forte, com priorização na conscientização e treinamento de 
seus colaboradores (BRECHT, 2019). 
A organização precisa treinar e educar seus colaboradores referente aos 
ativos da informação e como elas devem ser protegidas, para que os ataques de 
engenharia social sejam identificados como situações de risco.
Para criar e disseminar essa consciência as organizações devem criar e 
divulgar suas políticas,normas e procedimentos de segurança da informação 
por meio de um plano (programa) de treinamento e conscientização constantes 
(RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015). Estabelecer e manter a conscientização sobre 
segurança da informação por meio de um programa de conscientização sobre 
segurança é vital para o progresso e o sucesso de uma organização. Um programa 
de conscientização de segurança robusto e implementado adequadamente 
auxilia a organização na educação, monitoramento e manutenção contínua da 
conscientização de segurança dentro da organização (SECURITY AWARENESS 
PROGRAM SPECIAL INTEREST GROUP, 2014, BRECHT, 2019).
36
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
As políticas de segurança são instruções claras que fornecem as 
orientações de comportamento do colaborador, visando proteger as informações. 
Essas políticas são um elemento fundamental no desenvolvimento de controles 
efetivos para conter possíveis ameaças à segurança e estão entre os instrumentos 
mais significativos para evitar e detectar os ataques da engenharia social. Já os 
controles efetivos de segurança devem ser definidos tanto nos procedimentos 
quanto nas políticas implementadas pelo treinamento dos colaboradores. 
Contudo, é importante observar que as políticas de segurança, mesmo que sejam 
seguidas rigorosamente por todos, não evitam todos os ataques da engenharia 
social (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015, BRECHT, 2019).
Ao desenvolver uma política de segurança, deve-se levar em consideração 
que existem colaboradores que não têm conhecimento da linguagem técnica 
(PIVOT POINT SECURITY, 2020). Portando, os jargões técnicos não devem 
ser utilizados para que o documento seja de fácil entendimento por qualquer 
colaborador. Além disso, Rabelo Júnior e Viera (2015) colocam, que o documento 
precisa ser claro quanto a relevância da política de segurança, possibilitando que 
os colaboradores não encarem essas práticas como perca de tempo. 
Os colaboradores devem ser aconselhados sobre as consequências do 
não cumprimento dos procedimentos e das políticas de segurança. Assim, é 
aconselhável que seja desenvolvido um resumo das consequências da violação 
das políticas, bem como ele deve ser amplamente divulgado. Por conseguinte, 
um programa de recompensa deve ser criado para aqueles colaboradores que 
demonstram boas práticas de segurança ou que identificam e relatam um incidente 
de segurança. Sempre que um colaborador for recompensado por frustrar uma 
quebra de segurança, isso deve ser amplamente divulgado em toda organização. 
Essa divulgação pode ser feita com um artigo circular da organização (RABELO 
JÚNIOR; VIEIRA, 2015).
A conscientização de segurança deve ser conduzida como um programa 
contínuo para garantir que o treinamento e o conhecimento não sejam entregues 
apenas como uma atividade anual e sim para manter um alto nível de conscientização de 
segurança diariamente. 
Um programa de conscientização estimula e motiva colaboradores treinados a se 
preocuparem com a segurança e os continua lembrando dos impactos e consequências de 
não levar a segurança a sério. Além disso, é provável que um programa de conscientização 
de segurança seja significativamente menos dispendioso do que outras medidas de 
segurança. Ou seja, ter um programa ou um plano de conscientização é o primeiro passo 
para proteger a organização e seus colaboradores (SECURITY AWARENESS PROGRAM 
SPECIAL INTEREST GROUP, 2014, BRECHT, 2019).
IMPORTANT
E
TÓPICO 2 — CONSCIENTIZAÇÃO E CULTURA ORGANIZACIONAL
37
Um dos objetivos de um programa de conscientização referente à 
segurança é a comunicação da importância das políticas de segurança e o dano 
que a falha em seguir essas regras pode causar (PIVOT POINT SECURITY, 2020). 
Dada à natureza do ser humano, os colaboradores ocasionalmente 
sabotam ou ignoram aquelas políticas que lhes parecem sem justificativas ou 
devido demandaram muito tempo. É de responsabilidade da gerência certificar 
que os colaboradores entendam a importância dos procedimentos e das políticas 
e sejam motivados para as atender, e não as tratar como obstáculos ou desafios a 
serem contornados (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015, BRECHT, 2019).
As políticas de segurança devem sofrer mudanças ou serem suplementadas 
à medida que novas tecnologias de segurança da informação surgem ou à medida 
que as vulnerabilidades de segurança evoluem. Rabelo Júnior e Vieira (2015) 
apontam que deve ser estabelecido um processo de exame e atualização regular 
da política de segurança adotada. 
Cabe destacar ainda, que é necessário que sejam realizados testes 
periódicos de penetração e avaliações de vulnerabilidade, fazendo uso de táticas 
e métodos da engenharia social. 
Essas abordagens devem ser utilizadas para que se consigam expor os 
pontos fracos da capacitação de conscientização ou até mesmo a ausência de 
cumprimento do procedimento e das políticas da organização. Para que essas 
abordagens aconteçam, é necessário que os colaboradores sejam avisados de que 
tais testes podem ocorrer de tempos em tempos (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015).
O objetivo central de um programa de conscientização referente segurança 
deve influenciar as pessoas para que elas mudem seu comportamento e suas atitudes, 
motivando cada colaborador a querer entrar no programa e fazer a sua parte para proteger 
os ativos de informações da organização (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015).
ATENCAO
Um ótimo motivador nesse caso é explicar como a participação das pessoas 
beneficiará não apenas a organização, mas também os colaboradores de forma individual. 
Como a organização detém determinadas informações particulares sobre cada colaborador, 
quando os colaboradores fazem a sua parte para proteger as informações ou os sistemas 
de informações, na verdade eles estão protegendo também as suas próprias informações.
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38
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
Em outra vertente, mas não menos importante, está o suporte necessário 
exigido pelo programa de conscientização. O esforço de treinamento precisa 
alcançar cada uma das pessoas que fazem parte da organização com acesso às 
informações confidenciais ou aos sistemas computacionais. Ele também precisa ser 
contínuo e sofrer revisões constantes para propiciar atualizações aos colaboradores 
referentes as novas ameaças e vulnerabilidades. Os colaboradores devem ver que 
a gerência e alta direção estão comprometidos com a conscientização (RABELO 
JÚNIOR; VIEIRA, 2015).
A tecnologia está envolvida, de forma geral, com muitos aspectos da 
segurança da informação. Dessa forma, muitas vezes, os colaboradores pensam 
que o problema está sendo resolvido (tratado) por firewalls e por outras tecnologias 
de segurança. Um dos objetivos principais da conscientização é justamente para 
que o colaborador crie consciência que eles são a linha de frente na proteção da 
segurança geral da organização (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015). Brecht (2019) 
complementa que um aspecto importante a ser focado não é se a conscientização 
sobre segurança vale a pena e sim que ela deve ser realizada com as melhores 
práticas e de forma eficiente, para fortalecer a postura referente a conscientização. 
A conscientização deve ter um objetivo substancialmente maior do que 
simplesmente impor regras. O conhecimento das táticas da engenharia social 
e de como se defender dos ataques é importante, contudo, esse conhecimento 
não servirá para nada se o treinamento não se concentrar na motivação dos 
colaboradores para aplicarem os conhecimentos aprendidos. Portanto, as 
organizações precisam de conscientizações adaptadas aos distintos grupos 
de colaboradores, por exemplo: pessoal de segurança física, os recepcionistas, 
assistentes administrativas, os usuários de computadores, o pessoal de TI e os 
gerentes (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015).
Outra característica importante que precisa ser levada em consideração na 
conscientização é referente aos colaboradores da segurança física de uma organização. 
Esses colaboradores geralmentenão são proficientes em tecnologia, ou utilizem a 
tecnologia de uma maneira limitada, não entrando em contato com os computadores 
da organização e em grande parte não são considerados ao se criar a conscientização. 
Contudo, esses colaboradores responsáveis pela segurança ou pela entrada 
predial podem ser enganados pelos engenheiros sociais justamente para terem 
acesso a organização. Esse acesso pode se dar de forma física ou de forma a 
executarem alguma ação que resulte na invasão de um computador. Portanto, é 
importante que a conscientização seja para todos os colaboradores da organização 
(RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015).
Rabelo Júnior e Vieira (2015) sugerem que após a sessão de treinamento 
inicial, sessões mais longas devem ser criadas para educar os colaboradores 
referente às vulnerabilidades específicas e técnicas de ataque sobre à sua posição 
na organização. A conscientização deve ser realizada no mínimo uma vez por ano. 
Pois, a natureza da ameaça e os métodos utilizados para explorar colaboradores de 
TÓPICO 2 — CONSCIENTIZAÇÃO E CULTURA ORGANIZACIONAL
39
uma organização estão em constante evolução, e consequentemente, o conteúdo 
da conscientização precisa ser devidamente atualizado (BRECHT, 2019). Além 
disso, com o passar do tempo, as pessoas voltam a zona de conforto e toda a 
conscientização das pessoas diminuem com o tempo, de modo que a conscientização 
deve ser realizada de tempos em tempos razoáveis, visando reforçar os princípios 
da segurança da informação (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015).
Por definição, a engenharia social está relacionada a algum tipo de interação 
humana. Frequentemente, um engenheiro social (atacante) faz uso tanto de vários 
métodos de comunicação como de várias tecnologias, objetivando seu alvo. Desta 
forma, Rabelo Júnior e Vieira (2015) observam que um programa de conscientização 
bem elaborado deve estar atento aos seguintes itens:
• As políticas de segurança relacionadas com senhas de computador e voice mail. 
• O procedimento de divulgação de informações ou material confidencial.
• A política de uso do correio eletrônico, incluindo as medidas para evitar 
ataques maliciosos de código, tais com vírus, worms e Cavalos de Tróia. 
• Os requisitos de segurança física, tais como a utilização de crachás. 
• A responsabilidade de questionar as pessoas que estão nas instalações sem o 
crachá. 
• As melhores práticas de segurança para o uso do voice mail. 
• Como determinar a classificação das informações e as medidas adequadas 
para proteger as informações confidenciais. 
• A eliminação adequada de documentos confidenciais e mídia de computador 
que contenham, ou que já tenham contido material confidencial.
Destacamos que a ênfase precisa estar em manter os colaboradores 
convencidos em relação a importância das políticas de segurança e motivados para que as 
sigam, além de expor as ameaças específicas e os métodos da engenharia social. Portanto, 
é fundamental que no plano de capacitação dos colaboradores sejam incluídos cursos 
de capacitação, crachás de identificação, termo de responsabilidade e de confiabilidade, 
procedimentos específicos para demissão e admissão de colaboradores, campanhas de 
divulgação da política de segurança, software de acesso, de monitoramento e de filtragem 
de conteúdo, seminários de sensibilização e conscientização.
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40
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
Nesse sentido, segundo Brecht (2019), as técnicas utilizadas pela organização 
podem incluir uma ou mais ferramentas de conscientização instrucional e de avaliação, 
conforme sugerido pela Publicação Especial NIST 800-50, criando um programa de 
conscientização e treinamento em segurança da tecnologia da informação de outubro de 
2003. Iremos abordar o referencial indicado em nossa unidade 3 de estudo. Iman (2020) 
ainda coloca que o programa de conscientização ideal deve incorporar os 10 exercícios de 
comportamento seguro apresentados no Quadro 7.
IMPORTANT
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QUADRO 7 – 10 EXERCÍCIOS DE COMPORTAMENTO SEGURO
EXERCÍCIO DESCRIÇÃO
1. Política de 
secretaria limpa ou 
mesa limpa
Notas adesivas, papéis e impressões podem ser facilmente 
capturadas por pessoas mal-intencionadas e vistas por 
olhares indiscretos. De acordo com o comportamento 
seguro da política de mesa limpa, os únicos documentos 
que devem ser deixados expostos são aqueles relevantes 
para o projeto atual em que você está trabalhando. 
Todas as informações sensíveis e confidenciais devem 
ser removidas da mesa ao final de cada dia útil. Durante 
o almoço ou qualquer partida de emergência durante 
o horário de expediente, todas as informações críticas 
devem ser colocadas em uma gaveta trancada.
2. Política de traga 
seu próprio 
dispositivo, também 
conhecida como Bring 
Your Own Device 
(BYOD)
O BYOD abrange os bens de computação pessoal dos 
colaboradores que podem ser usados em um ambiente 
de trabalho. Eles podem incluir dispositivos móveis, 
reprodutores de áudio, câmeras digitais e vários outros 
dispositivos eletrônicos portáteis, que podem ser 
utilizados para roubar dados confidenciais. Os BYODs 
também fazem parte da "consumerização de TI", pela qual 
o hardware e/ou software de um colaborador é trazido 
para a organização. Garantir a segurança dos dispositivos 
no BYOD é uma tarefa assustadora. No entanto, as 
organizações podem alcançá-lo ao implementar o 
comportamento seguro de maneira proativa.
3. Gerenciamento de 
Dados
Existem vários tipos de dados, como uma cópia de backup 
dos contratos dos clientes ou declarações da missão, e 
muitos colaboradores podem não estar cientes desses 
ativos da informação. Nesses casos, os colaboradores 
não percebem a importância desse dado ou dessa 
informação classificada. Por exemplo, do ponto de vista
TÓPICO 2 — CONSCIENTIZAÇÃO E CULTURA ORGANIZACIONAL
41
financeiro, uma cópia de backup de um contrato de cliente 
é mais importante do que uma cópia de backup de uma 
declaração da missão. Os colaboradores devem aprender 
sobre os tipos de dados existentes, para que possam entender 
o valor daquela informação para o negócio da organização.
4. Mídia removível
É mais comum do que se possa imaginar um colaborador 
encontrar um pen drive removível ou um disco rígido 
externo no estacionamento e o trazerem para dentro 
da organização e conectarem em seu computador 
para ver a quem ele pertence. Consequentemente, eles 
acabam descobrindo que o dispositivo foi plantado lá 
para destruir ou assumir o controle do computador 
com Malware. O uso seguro de dispositivos pessoais e 
corporativos é crucial. Mídia removível não autorizada 
pode ser um convite para problemas de segurança 
de dados, infecção por Malware, falha de hardware e 
violação de direitos autorais. A equipe corporativa deve 
ser informada sobre as ameaças à mídia removível não 
solicitada e proibir o acesso de qualquer mídia perdida, 
como um disco rígido externo.
5. Hábitos seguros da 
internet
Quase todo trabalhador, especialmente em tecnologia, 
tem acesso à internet. Por esse motivo, o uso seguro da 
internet é de suma importância para as organizações. 
Os programas de conscientização em segurança devem 
incorporar hábitos seguros da internet, evitando que a 
rede corporativa seja invadida.
Alguns comportamentos seguros que os colaboradores 
devem ter ao fazer uso da internet são: (i) os 
colaboradores devem estar familiarizados com ataques 
de phishing e aprender a não abrir anexos maliciosos 
ou clicar em links suspeitos. Isso é alcançado com uma 
compreensão mais profunda dos sinais de alerta de um 
ataque de phishing; (ii) é melhor desativar as janelas 
pop-up, pois elas convidam a riscos; (iii) colaboradores 
devem abster-se de instalar programas de software de 
fontes desconhecidas, especialmente links infectados 
por Malware. Atualmente, um número esmagador 
de sites oferece programas gratuitos de segurança na 
Internet de forma enganadora, pois na verdade o que 
eles fazem é infectar o sistema ao invés de o proteger.
6. Segurançafísica e 
controles ambientais
A conscientização de segurança não é apenas sobre o que 
reside nos computadores ou dispositivos portáteis da 
organização. Os colaboradores devem estar cientes dos
42
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
possíveis problemas de segurança originados nos 
aspectos físicos do local de trabalho. Isso inclui 
consciência do ambiente e dos componentes físicos. 
Exemplos de questões de controle de ambiente 
incluem: (i) visitantes ou novos contratados assistindo 
os colaboradores digitarem senhas; (ii) entrada de 
visitantes que alegam ser inspetores, exterminadores 
ou outros visitantes incomuns que possam estar 
procurando entrar no sistema; (iii) deixar senhas em 
pedaços de papel na mesa; (iv) deixar o computador 
ligado e não protegido por senha ao sair do trabalho 
durante a noite; (v) deixar um telefone ou dispositivo 
pelo escritório à vista.
A segurança física também pode abranger aspectos físicos 
do edifício, desde trancas de portas ativadas por cartão-
chave, bancos de dados bloqueados e protegidos, com 
extintores de incêndio regularizado e vidro adequadamente 
reforçado. Mas mesmo essas defesas aparentemente 
inquebráveis têm um componente de conscientização 
de segurança. Por exemplo, os colaboradores devem ser 
cautelosos ao entrarem no prédio e deixarem pessoas 
desconhecidas entrarem ou saírem nesse momento. Uma 
técnica conhecida de uso não autorizada ocorre quando 
um colaborador da organização usa o cartão-chave e abre 
a porta, mas não sabe que alguém se escondeu atrás dele 
antes que a porta se fechasse. 
A manutenção da segurança física também é um aspecto 
importante, não apenas para a equipe de manutenção, 
mas também para classificar os colaboradores. Por 
exemplo, é importante que o colaborador tenha o 
hábito do comportamento seguro, relatando as devidas 
autoridades quando: perceber que uma porta habilitada 
para cartão-chave está presa e se abre mesmo sem 
a devida autorização ou uma câmera de segurança 
aparentemente está danificada ou desligada.
7. Perigos de redes 
sociais
Atualmente, as organizações usam as redes sociais como 
uma ferramenta poderosa para criar uma marca, local ou 
globalmente, gerar vendas On-line e afins. Infelizmente, 
as redes sociais também abrem as portas para ataques 
de phishing que podem levar a organização a um imenso 
desastre. Por exemplo, o Facebook compartilhou os 
dados de seus usuários sem a permissão deles para 
desenvolvedores de aplicativos de terceiros. A News Corp
TÓPICO 2 — CONSCIENTIZAÇÃO E CULTURA ORGANIZACIONAL
43
Australia Network informou em 1 de maio do ano de 
2018 que não era apenas o Facebook, que o Twitter 
também vendeu os dados dos usuários para a Cambridge 
Analytica Ltda. (CA), uma organização britânica de 
consultoria política que estava influenciando as eleições 
nos EUA no ano de 2016.
Para evitar a perda de dados críticos, a organização deve 
ter um programa viável de treinamento em redes sociais, 
limitando o uso dessas redes e orientando os colaboradores 
em relação à ameaça de ataques de phishing. Além disso, 
os colaboradores que não deve fornecer suas credenciais 
ou informações de login em sites desconhecidos ou 
similares aos originais. Por exemplo, o usuário deve ter 
o comportamento seguro e ver a diferença entre www.
yahoo.com e www.yahooo.com.
8. Golpes por e-mail
Os golpes de e-mail envolvem e-mails fraudulentos 
e não solicitados que oferecem uma pechincha por 
nada. Um e-mail fraudulento atrai um usuário para 
a oferta gratuita, oportunidades de negócios falsas, 
empréstimos ou créditos garantidos, dinheiro fácil, 
esquemas de saúde e dieta e assim por diante. Um hábito 
de comportamento seguro e que deve estar incorporado 
nos hábitos dos colaboradores da organização é a dica 
dos colaboradores tomarem conhecimento dos golpes 
de e-mail e que eles sejam instruídos sobre como 
evitá-los. O comportamento seguro é: (i) não confiar 
em e-mail não solicitado; (ii) não enviar fundos para 
pessoas que os solicitem por e-mail, principalmente 
antes de verificar com a liderança; (iii) filtrar spam; (iv) 
configurar o cliente de e-mail corretamente; (v) instalar 
programa antivírus e firewall e os manterem atualizados; 
(vi) não clicar em links desconhecidos em mensagens 
de e-mail; (vii) cuidar com anexos de e-mail.
9. Malware
Uma sessão de treinamento sobre Malware deve ilustrar 
os tipos de Malware e suas implicações. Os tipos de 
Malware devem incluir adware, spyware, vírus, Trojans, 
backdoors, rootkits, ransomware, botnets, bombas lógicas 
e vírus blindados. Os colaboradores devem aprender a 
identificar Malware e o que fazer se seu dispositivo ou 
rede for infectado. O comportamento seguro imediato 
deve ser desligar o sistema ou dispositivo e informar a 
equipe de gerenciamento de segurança.
44
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
10. Hoaxes
Uma farsa é definida como uma falsidade ou engano 
fabricada deliberadamente para subterfúgio e vitimização 
dos usuários. Os atacantes geralmente usam trotes 
por meio de e-mails para prejudicar os colaboradores. 
Um e-mail falso geralmente notifica os usuários sobre 
supostas ameaças iminentes. Por exemplo, uma farsa 
pode informá-lo de que o seu computador estará 
seriamente comprometido se você não o desligar às 3h 
da sexta-feira 13. Uma conscientização útil é aquela que 
ensina seus colaboradores sobre as possíveis fraudes. Em 
vez de confiar em uma farsa, os colaboradores devem 
aprender a responder a eles. Somente e-mails verificados 
pelo seu departamento de segurança e relevantes para 
os seus negócios corporativos devem ser confiáveis. Em 
caso de e-mail ameaçador, alerte imediatamente seu 
departamento de segurança de TI.
FONTE: Adaptado de Iman (2020)
Para saber mais sobre os golpes e os ataques na internet faça a leitura 
complementar desta unidade.
ESTUDOS FU
TUROS
Cabe ainda destacar os testes que a organização deve realizar. Da mesma 
forma, se a organização pretender utilizar testes para determinar a eficiência das 
defesas contra os ataques da engenharia social, um aviso deve ser dado para 
que os colaboradores tomem conhecimento dessa prática. É importante que os 
colaboradores saibam que em algum momento eles podem receber uma ligação 
telefônica ou outra comunicação que utilizará as abordagens do engenheiro 
social (atacante) como parte de tal testes. Os resultados destes testes devem ser 
utilizados para definir a necessidade de conscientização adicional em algumas 
áreas e não como forma punitiva (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015).
A maioria das pessoas sabe que o aprendizado, mesmo das questões 
importantes, tende a desaparecer, a menos que seja reforçado periodicamente. 
Devido à importância de manter os colaboradores atualizados frente a determinado 
assunto da defesa contra os ataques da engenharia social, um programa constante 
de conscientização é de grande relevância (BRECHT, 2019). Uma abordagem para 
manter a segurança sempre na mente do colaborador é fazer com que a segurança 
TÓPICO 2 — CONSCIENTIZAÇÃO E CULTURA ORGANIZACIONAL
45
da informação faça parte da vivência da função de cada um dos colaboradores 
da organização. Possivelmente, isso faz com ele reconheça não somente o seu 
papel individual na segurança da informação da organização, mas no seu papel 
de forma geral (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015).
A engenharia social é difícil de ser evitada, contudo, é necessária uma 
conscientização contínua para que os colaboradores sempre saibam quais são as 
novas abordagens utilizadas e como se lida com cada uma delas (BRECHT, 2019). 
Outra maneira de prevenção da engenharia social é realização de pesquisas de 
perfis dos colaboradores antes deles serem admitidos efetivamente na organização, 
identificando eventuais problemas de conduta de falhas de segurança. A gestão 
dos perfis de acesso após a contratação dos colaboradores também deve ser 
constantemente realizada. Da mesma forma, os perfis são amplamente utilizados 
por organizações para descreveras pessoas nos sistemas de informação ou mesmo 
os atributos de cargos, sendo necessário que estejam constantemente atualizadas, 
evitando assim os acessos indevidos (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015).
46
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• Em cibernética, o elemento humano é considerado o elo mais fraco da 
segurança, contudo, há formas significativas de reduzir o risco. 
• Os ataques estão presentes no cotidiano das pessoas e das organizações, 
sendo necessário que os colaboradores se tornem firewalls humanos. 
• Os hackers estão plenamente conscientes de que o erro humano é o fruto 
que eles podem explorar para obter acesso irrestrito até às mais sofisticadas 
infraestruturas técnicas.
• “Um dos principais problemas que a segurança da informação deve tratar é a 
segurança em pessoas. A cooperação dos usuários é essencial para a eficácia 
da segurança” (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015, p. 47).
• O fator humano é quem mais exerce impacto referente aos princípios da 
segurança da informação da tríade CID.
• “A solução efetiva para integrar pessoas requer ações gradativas e constantes 
visando criar e fortalecer a cultura de segurança da informação” (RABELO 
JÚNIOR; VIEIRA, 2015, p. 47).
• As pessoas geralmente mudam a maneira de se portarem quando estão em 
situações de risco, e suas decisões são fundamentadas em situações que 
exigem confiança.
• A informação é o melhor jeito de enfrentar a engenharia social. Dessa forma, os 
colaboradores de uma organização precisam estar bem informados referente 
à engenharia social.
• O termo engenharia social é usado para caracterizar aquelas intrusões que 
não forem técnicas, enfatizando a interação humana.
• A engenharia social está relacionada a ter habilidade de iludir as pessoas com 
o objetivo que os procedimentos de segurança da informação sejam violados.
• O engenheiro social é aquele que utiliza a influência, a fraude e a persuasão 
contra as organizações, geralmente com a intenção de obter informações.
• Grifter é aquela pessoa que visa enganar pessoas, enquanto o engenheiro 
social visa enganar as organizações.
• Phishing é um tipo de engenharia social na tentativa de se obter informações 
confidenciais, por exemplo, senhas, nomes de usuário, detalhes do cartão de 
pagamento, de uma pessoa por um canal de bate-papo, um fórum, por e-mail e afins. 
O agressor geralmente finge ser alguém confiável ou conhecido do indivíduo.
47
• Acesso privilegiado é referente aos usuários que possuem direito de acesso 
acima de um usuário normal.
• O acesso privilegiado é geralmente concedido aos usuários que precisam 
executar funções de nível administrativo ou acessar dados confidenciais, que 
podem incluir o acesso aos dados do titular do cartão. 
• O acesso privilegiado pode incluir acesso físico e/ou lógico.
• Todos os colaboradores, sem exceção, precisam estar cientes das ameaças 
comuns, para que, no mínimo, não sejam vítimas fáceis de golpes e tentativas 
do engenheiro social/phishing.
• Os colaboradores que possuem conscientização quando são vítimas de ataques 
mais sofisticados pelos engenheiros sociais conseguem minimizar os efeitos 
dos ataques, reunindo informações necessárias e notificando o departamento 
apropriado por meio dos canais certos.
• A organização depende de seus colaboradores para promover uma cultura 
consciente da segurança, reduzir riscos e prevenir ameaças cibernéticas.
• É fundamental que exista a inclusão de conscientização de ataques de 
engenharia social.
• Uma maneira de um invasor usar a engenharia social é adquirir as credenciais 
de um usuário e percorrer a organização de uma área de baixa segurança para 
uma área de alta segurança.
• Os colaboradores devem estar cientes dos métodos comuns pelos quais 
fraudadores, hackers ou outras pessoas mal-intencionados podem tentar 
obter credenciais, dados de cartão de pagamento e outros dados confidenciais, 
para minimizar o risco de o pessoal disseminar informações confidenciais 
involuntariamente a terceiros.
• A pessoa que é a vítima de uma extorsão é como uma marionete, só que 
manipulada pelo homem. Para isso, basta apenas que o engenheiro social 
(fraudador) consiga a confiança da pessoa, por meio de um conhecimento 
mínimo da organização para obter a informação quista.
• Ao se tratar de pessoas, precisamos lembrar que seres humanos “[...] são 
imperfeitos e situações de risco modificam os comportamentos naturais e 
decisões serão fortemente baseadas em confiança ou grau de criticidade da 
situação” (RABELO JÚNIOR; VIEIRA, 2015, p. 52).
• A organização precisa treinar e educar seus colaboradores referente aos 
ativos da informação e como elas devem ser protegidas, para que os ataques 
de engenharia social sejam identificados como situações de risco.
• Para criar e disseminar essa consciência as organizações devem criar e divulgar 
suas políticas, normas e procedimentos de segurança da informação por meio 
de um plano (programa) de treinamento e conscientização constantes.
48
• Um programa de conscientização de segurança robusto e implementado 
adequadamente auxilia a organização na educação, monitoramento e 
manutenção contínua da conscientização de segurança dentro da organização.
• As políticas de segurança são instruções claras que fornecem as orientações 
de comportamento do colaborador, visando proteger as informações.
• Os controles efetivos de segurança devem ser definidos tanto nos procedimentos 
quanto nas políticas implementadas pelo treinamento dos colaboradores.
• Ao desenvolver uma política de segurança, deve-se levar em consideração 
que existem colaboradores que não têm conhecimento da linguagem técnica.
• Jargões técnicos não devem ser utilizados para que o documento seja de fácil 
entendimento por qualquer colaborador.
• Os colaboradores devem ser aconselhados sobre as consequências do não 
cumprimento dos procedimentos e das políticas de segurança.
• O objetivo central de um programa de conscientização referente segurança 
deve influenciar as pessoas para que elas mudem seu comportamento e suas 
atitudes, motivando cada colaborador a querer entrar no programa e fazer a 
sua parte para proteger os ativos de informações da organização.
• Alguns exercícios seguros que devem ser incorporados são: política de 
secretaria limpa ou mesa limpa; política de traga seu próprio dispositivo, 
também conhecida como Bring Your Own Device (BYOD), gerenciamento 
de dados, mídia removível, hábitos seguros da internet, segurança física e 
controles ambientais, perigos de redes sociais, golpes por e-mail, Malware e 
Hoaxes.
• Política de secretaria limpa ou mesa limpa são informações sensíveis em 
uma mesa, como notas adesivas, papéis e impressões, podem ser facilmente 
capturadas por mãos indevidas e vistas por olhares indiscretos.
• Durante o almoço ou qualquer partida de emergência durante o horário de 
expediente, todas as informações críticas devem ser colocadas em uma gaveta 
trancada.
• BYOD abrange os bens de computação pessoal dos colaboradores que podem 
ser usados em um ambiente de trabalho. 
• BYOD podem incluir dispositivos móveis, reprodutores de áudio, câmeras 
digitais e vários outros dispositivos eletrônicos portáteis que podem ser 
utilizados para roubar dados confidenciais. 
• Os BYODs também fazem parte da "consumerização de TI", pela qual o 
hardware e/ou software de um consumidor é trazido para a organização. 
• Os colaboradores devem aprender todos os tipos de dados, para que possam 
entender o valor da informação para o negócio da organização.
Famlia _SGI
Realce
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• Existem vários tipos de dados, como uma cópia de backup dos contratos dos 
clientes ou declarações de missão, e muitos colaboradores podem não estar 
cientes desse fato.
• Mídia removível não autorizada pode convidar problemas de segurança 
de dados, infecção por Malware, falha de hardware e violação de direitos 
autorais.
• Mídia removível não autorizada pode ser um convite para problemas de 
segurança de dados, infecção por Malware,falha de hardware e violação de 
direitos autorais.
• A equipe corporativa deve ser informada sobre as ameaças à mídia removível não 
solicitada e proibir o acesso de qualquer mídia perdida, como um disco rígido externo.
• O uso seguro da internet é de suma importância para as organizações. Os 
programas de conscientização em segurança devem incorporar hábitos 
seguros da internet, evitando que a invasão na rede corporativa.
• Colaboradores devem estar familiarizados com ataques de phishing e aprender 
a não abrir anexos maliciosos ou clicar em links suspeitos.
• Colaboradores devem ter o comportamento seguro de desativar as janelas 
pop-up, pois elas convidam a riscos.
• Colaboradores devem ter o comportamento seguro de abster-se de instalar 
programas de software de fontes desconhecidas, especialmente links 
infectados por Malware.
• Exemplos de questões espaciais no comportamento seguro para se ter 
segurança física incluem: (i) visitantes ou novos contratados assistindo 
os colaboradores digitarem senhas; (ii) entrada de visitantes que alegam 
ser inspetores, exterminadores ou outros visitantes incomuns que possam 
procurar entrar no sistema; (iii) deixar senhas em pedaços de papel na mesa; 
(iv) deixar o computador ligado e não protegido por senha ao sair do trabalho 
durante a noite; (v) deixar um telefone ou dispositivo pelo escritório à vista.
• Os colaboradores devem ser cautelosos ao entrarem no prédio e deixarem 
pessoas desconhecidas entrarem ou saírem nesse momento.
• É importante que o colaborador tenha o hábito do comportamento seguro e relatar 
as devidas autoridades em situações como: perceber que uma porta habilitada 
para cartão-chave está presa e se abre mesmo sem a devida autorização ou se 
uma câmera de segurança aparentemente está danificada ou desligada.
• As redes sociais também abrem as portas para ataques de phishing, que podem 
levar a organização a um imenso desastre.
• Para evitar a perda de dados críticos, a organização deve ter um programa 
viável de treinamento em redes sociais, limitando o uso dessas redes e 
orientando os colaboradores em relação à ameaça de ataques de phishing.
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• Um e-mail fraudulento atrai um usuário para a oferta gratuita, oportunidades 
de negócios falsas, empréstimos ou créditos garantidos, dinheiro fácil, 
esquemas de saúde e dieta e assim por diante.
• O comportamento seguro referente aos golpes por e-mail envolve: (i) não 
confiar em e-mail não solicitado; (ii) não enviar fundos para pessoas que os 
solicitem por e-mail, principalmente antes de verificar com a liderança; (iii) 
filtrar spam; (iv) configurar o cliente de e-mail corretamente; (v) instalar um 
programa antivírus e firewall e os manterem atualizados; (vi) não clicar em 
links desconhecidos em mensagens de e-mail; (vii) cuidar com anexos de e-mail.
• Os tipos de Malware vistos na conscientização devem incluir adware, spyware, vírus, 
Trojans, backdoors, rootkits, ransomware, botnets, bombas lógicas e vírus blindados.
• Uma farsa é definida como uma falsidade ou engano fabricada deliberadamente 
para subterfúgio e vitimização dos usuários.
• Uma conscientização útil é aquela que ensina seus colaboradores sobre as 
possíveis fraudes.
• É importante que os colaboradores saibam que em algum momento eles 
podem receber uma ligação telefônica ou outra comunicação que será utilizará 
das abordagens do engenheiro social (atacante) como parte de tal testes.
• A engenharia social é difícil de ser evitada, contudo, é necessária uma 
conscientização contínua para que os colaboradores sempre saibam quais são 
as novas abordagens utilizadas e como se lida com cada uma delas.
• A gestão dos perfis de acesso após a contratação dos colaboradores também 
deve ser constantemente realizada.
51
1 A associação dos termos engenharia e social contém um sentido diferenciado 
referente à segurança da informação. Esses termos juntos concebem a forma 
que os engenheiros utilizam de burlar pessoas para obter informações 
sigilosas de maneira fácil e sem que estas pessoas se deem conta. O termo 
engenharia social é usado para caracterizar aquelas intrusões que não forem 
técnicas e enfatizam qual interação? 
a) ( ) Humana.
b) ( ) Em dispositivo móvel.
c) ( ) Computador.
d) ( ) Tecnológica.
2 A engenharia social está relacionada a ter habilidade de iludir as pessoas 
com o objetivo que os procedimentos de segurança da informação sejam 
violados. Para isso, o engenheiro social tem o perfil de ser uma pessoa 
com boa aparência, com habilidade em lidar com pessoas, bem-educadas 
e agradáveis. Referente à engenharia social, analise as sentenças a seguir, 
classificando com V as sentenças verdadeiras e com F as sentenças falsas: 
( ) Grifter é aquela pessoa que visa enganar pessoas, enquanto o engenheiro 
social visa enganar as organizações. 
( ) Phishing é um tipo de engenharia social na tentativa de se obter informações 
confidenciais, por exemplo, senhas, nomes de usuário, detalhes do cartão 
de pagamento, de uma pessoa por um canal de bate-papo, um fórum, por 
e-mail e afins. 
( ) O engenheiro social é aquele que utiliza a influência, a fraude e a persuasão 
contra as organizações, geralmente com a intenção de obter informações. 
( ) As organizações não precisam se preocupar com a engenharia social 
apenas com hackers.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V – V – F.
b) ( ) V – F – V – F.
c) ( ) F – V – V – F.
d) ( ) F – F – V – V.
3 Estabelecer e manter a conscientização sobre segurança da informação por 
meio de um programa de conscientização sobre segurança é vital para o 
progresso e o sucesso de uma organização. Um programa de conscientização 
de segurança robusto e implementado adequadamente auxilia a organização 
na educação, monitoramento e manutenção contínua da conscientização de 
segurança dentro da organização. Portanto, a conscientização precisa fazer 
parte da cultura da organização. Como o programa de conscientização deve 
ser conduzido para que ela faça parte da cultura da organização?
a) ( ) Projeto.
b) ( ) Processo.
AUTOATIVIDADE
52
c) ( ) Melhoria continuada (programa contínuo).
d) ( ) Seminário.
4 O objetivo central de um programa de conscientização referente à segurança 
deve influenciar as pessoas para que elas mudem seu comportamento e suas 
atitudes, motivando cada colaborador a querer entrar no programa e fazer a 
sua parte para proteger os ativos de informações da organização. Referente 
ao comportamento seguro, analise as sentenças a seguir, classificando com 
V as sentenças verdadeiras e com F as falsas: 
( ) Política de secretaria limpa ou mesa limpa se preocupa com notas ade-
sivas, papéis e impressões podem ser facilmente capturadas por pessoas 
mal-intencionadas e vistas por olhares indiscretos.
( ) O BYOD abrange os bens de computação pessoal dos colaboradores que 
podem ser usados em um ambiente de trabalho. 
( ) Gerenciamento de dados está relacionado aos colaboradores não estarem 
cientes.
( ) Mídia removível não autorizada pode ser um convite para problemas de 
segurança de dados, infecção por Malware, falha de hardware e violação 
de direitos autorais. 
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V – F – F.
b) ( ) V – F – V – F.
c) ( ) F – V – V – F.
d) ( ) V – V – V – V.
5 Os golpes de e-mail envolvem e-mails fraudulentos e não solicitados que 
oferecem uma pechincha por nada. Um e-mail fraudulento atrai um usuário 
para a oferta gratuita, oportunidades de negócios falsas, empréstimos ou 
créditos garantidos, dinheiro fácil, esquemas de saúde e dieta e assim por 
diante. Um hábito de comportamento seguro e que deve estar incorporado 
nos hábitos dos colaboradores da organização é a dica dos colaboradores 
tomarem conhecimento dos golpes de e-mail e que eles sejam instruídos 
sobre como evitá-los. 
I - Não confiar em e-mail não solicitado.
II - Os spams não precisam ser filtrados, pois não trazem golpes, apenas e-mails 
indesejados.
III- Instalar programa antivírus e firewall e os manterem atualizados.
IV - Cuidar com anexos de e-mail.
Assinale a alternativa que contém somente sentenças corretas:
a) ( ) As sentenças I, III e IV estão corretas.
b) ( ) As sentenças I e II estão corretas.
c) ( ) As sentenças II, III e IV estão corretas.
d) ( ) As sentenças III e IV estão corretas.
53
TÓPICO 3 — 
UNIDADE 1
PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM 
PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
1 INTRODUÇÃO
A Security Awareness Program Special Interest Group (2014) traz práticas 
recomendadas a serem aplicadas no desenvolvimento em um plano de programa 
de conscientização, que iremos tratar neste tópico. Este programa pode ser 
utilizado como ponto de partida, tanto para organizações que estão iniciando 
na conscientização como para ser utilizado como um referencial dos requisitos 
mínimos sobre o Payment Card Industry – Data Security Standard (PCI – DSS), que 
é um Padrão de Segurança de Dados da Indústria de Pagamento com Cartão. 
Também abordaremos as práticas relacionadas às ameaças e vulnerabilidades 
enfrentadas pelas organizações, nesse ambiente em constante mudanças e as 
práticas para reforçar a cultura organizacional. Esta orientação se concentra 
principalmente nas seguintes práticas recomendadas:
• Reconhecimento de segurança organizacional: nesse item deve-se dar atenção 
especial para formação da equipe de reconhecimento de segurança, fazer 
o reconhecimento, baseando-se nas funções organizacionais, ter métricas 
bem definidas e como elas serão avaliadas, ter um conteúdo apropriado de 
conscientização e a maneira que a conscientização será comunicada, ou seja, a 
comunicação da conscientização de segurança dentro da organização.
• Conteúdo de conscientização de segurança: um aspecto crítico da 
conscientização é determinar o tipo de conteúdo que será utilizado.
• Determinar as diferentes funções dentro de uma organização: é o primeiro 
passo para desenvolver um conteúdo apropriado e determinar as informações 
que devem estar inclusas na conscientização.
• Lista de verificação do treinamento de conscientização de segurança: 
estabelecer uma lista de verificação pode ajudar uma organização a 
desenvolver, monitorar e/ou manter um programa de treinamento de 
conscientização de segurança de forma eficaz.
Payment Card Industry – Data Security Standard (PCI – DSS) é um Padrão de 
Segurança de Dados da Indústria de Pagamento com Cartão.
NOTA
54
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
2 PRÁTICAS RECOMENDADAS DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE 
SEGURANÇA ORGANIZACIONAL
Como vimos anteriormente, a conscientização de segurança da informação 
da organização deve ser tratada como uma melhoria continuada, garantindo 
que o treinamento e o conhecimento sejam mantidos diariamente em alto nível 
de conscientização de segurança. Outra boa prática, é que a proteção de dados 
do titular do cartão (Card Holder Data – CHD) deve fazer parte do programa de 
conscientização sobre segurança da informação em toda a organização. Garantir que 
a equipe esteja ciente da importância da segurança dos dados do titular do cartão é 
importante para o sucesso de um programa de conscientização de segurança.
O objetivo desse item, a partir daqui, é trazer as práticas recomendadas 
para os três passos críticos do plano de programa de conscientização.
2.1 MONTAR A EQUIPE DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA
O primeiro passo é montar uma equipe de conscientização. Essa equipe 
é responsável pelo desenvolvimento, entrega e manutenção do programa de 
conscientização de segurança. Recomenda-se que a equipe seja composta por 
pessoas de diferentes áreas da organização, com responsabilidades diferentes, 
representando uma seção transversal da organização. A presença de uma equipe 
ajudará a garantir o sucesso do programa de conscientização de segurança por meio 
da atribuição de responsabilidade pelo programa. O tamanho e a participação da 
equipe de conscientização de segurança dependerão das necessidades específicas 
de cada organização e de sua cultura.
2.2 DETERMINAR FUNÇÕES PARA CONSCIENTIZAÇÃO DE 
SEGURANÇA
A conscientização de segurança baseada em funções provê às organizações 
de realizarem o treinamento nos níveis apropriados, baseando-se em suas funções 
de trabalho. O treinamento pode ser expandido, acontecer de alguma maneira 
combinada ou algo ser removido, conforme os níveis de responsabilidade e os 
papéis definidos na organização. 
O objetivo é criar um catálogo de referência de vários tipos e profundidades 
de treinamento, auxiliando as organizações a prover treinamento certo para 
as pessoas certas, na hora certa. Ao se fazer isso, a segurança da organização é 
melhorada e se mantém a conformidade com o PCI DSS. Quer o foco seja uma 
abordagem singular, holística ou em camadas, o conteúdo pode ter um escopo 
definido para atender aos requisitos de uma organização.
Identificar níveis de responsabilidade
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
55
Segundo Security Awareness Program Special Interest Group (2014), a 
primeira tarefa ao definir um programa de conscientização de segurança baseado 
em funções é agrupar indivíduos de acordo com suas funções, ou seja, conforme as 
funções de trabalho, na organização. Um conceito simplificado disso é mostrado 
na Figura 8.
FIGURA 8 - FUNÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA PARA ORGANIZAÇÕES
FONTE: Security Awareness Program Special Interest Group (2014, p. 4)
A Figura 8 identifica três tipos de funções: todo o pessoal, funções 
especializadas e gerenciamento. Um programa sólido de conscientização ajudará 
todas as pessoas da organização a reconhecerem ameaças, verem a segurança 
como benéfica para a tomar como hábito no trabalho e em casa, e se sentirem 
confortável em relatarem possíveis problemas de segurança. Esse grupo de 
usuários deve estar ciente da sensibilidade dos dados do cartão de pagamento, 
mesmo que suas responsabilidades diárias não envolvam o trabalho com os 
dados do cartão de pagamento.
O treinamento adicional para aqueles em Funções Especializadas deve 
se concentrar na obrigação das pessoas seguirem procedimentos seguros para 
lidar com informações confidenciais e reconhecer os riscos associados se o acesso 
privilegiado for mal utilizado. Exemplos de usuários, nessa categoria, podem 
incluir aqueles que processam cartões de pagamento, escrevem aplicativos que 
processam cartões de pagamento, constroem bancos de dados para manter o CHD 
ou projetam e constroem redes pelas quais o CHD atravessa. Cada uma dessas 
funções especializadas requer treinamento e conscientização adicionais para 
criar e manter um ambiente seguro. Além disso, pode ser necessário treinamento 
específico para incluir o entendimento dos requisitos do PCI DSS e PA-DSS.
A gerência possui necessidades adicionais de treinamento que podem 
diferir das duas áreas anteriores. A gerência precisa entender a política de 
segurança da organização e os requisitos de segurança suficientemente bem, para 
que possam discutir e reforçar positivamente a mensagem para a equipe, assim 
como incentivar a conscientização, reconhecer e resolver problemas relacionados à 
56
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
segurança, caso ocorram. O nível de conscientização para a gerência pode precisar 
que seja incluído no programa um entendimento de como as diferentes áreas estão 
relacionadas. Assim, os gerentes da equipe com acesso privilegiado devem ter um 
entendimento sólido dos requisitos de segurança de sua equipe, especialmente 
aqueles com acesso a dados confidenciais. O treinamento para a gerência também 
ajudará nas decisões de proteção das informações da organização.
Estabelecer conhecimento mínimo de segurança
Security Awareness Program Special Interest Group (2014) coloca, que 
estabelecer um nível mínimo de conscientização para todo o pessoal pode ser a base 
do programa de conscientização de segurança. Esse programa pode serrealizado 
de algumas maneiras, incluso com treinamento formal, treinamento baseado em 
computador, e-mails e circulares, memorandos, avisos, boletins, pôsteres etc. 
O programa de conscientização sobre segurança deve ser ministrado de 
maneira que se adapte à cultura geral de organização e que tenha o maior impacto 
para as pessoas da organização. A Figura 9 traz o treinamento de conscientização, 
que deve aumentar conforme o nível de risco associado a diferentes funções.
FIGURA 9 - TREINAMENTO DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE SEGURANÇA
FONTE: Security Awareness Program Special Interest Group (2014, p. 5)
Determinar o conteúdo do treinamento e a aplicabilidade com base no 
PCI DSS
Caso a organização queira implantar o PCI DSS, o conteúdo do treinamento 
pode ser subdividido para mapear os requisitos que lhe sejam aplicáveis do PCI 
DSS. O item 3 desta unidade, contém mais informações relacionadas ao conteúdo 
do treinamento para os diferentes níveis de uma organização (SECURITY 
AWARENESS PROGRAM SPECIAL INTEREST GROUP, 2014).
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
57
2.3 CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA EM TODA 
ORGANIZAÇÃO
Para Security Awareness Program Special Interest Group (2014), a chave 
para um programa eficaz de conscientização de segurança é direcionar a entrega de 
material relevante ao público apropriado de maneira oportuna e eficiente. Para ser 
eficaz, o canal de comunicação também deve se adequar à cultura da organização. 
Ao disseminar o treinamento de conscientização sobre segurança por meio de 
vários canais de comunicação, a organização garante que o pessoal seja exposto à 
mesma informação várias vezes de diferentes maneiras. Desta forma, as pessoas 
se lembram das informações a elas apresentadas. O conteúdo pode precisar ser 
adaptado dependendo do canal. Por exemplo, o conteúdo de um boletim eletrônico 
pode ser diferente do conteúdo de um seminário de treinamento ministrado por 
instrutor, mesmo que ambos tenham a mesma mensagem subjacente. O canal 
de comunicação usado deve corresponder ao público que recebe o conteúdo do 
treinamento e o tipo de conteúdo, bem como o próprio conteúdo.
Os métodos de comunicação eletrônica podem ser de notificações por 
e-mail, e-Learning, mídia social interna etc. É importante direcionar notificações 
de conscientização de segurança eletrônica para o público apropriado, garantindo 
assim, que as informações sejam lidas e entendidas. Cabe destacar, que pessoas 
muito ocupadas acabam ignorando mais facilmente as notificações eletrônicas. 
Portanto, ao direcionar o canal de material e comunicação para o pessoal 
relevante, a equipe de conscientização de segurança pode adotar práticas mais 
eficazes do programa de conscientização de segurança (SECURITY AWARENESS 
PROGRAM SPECIAL INTEREST GROUP, 2014).
As notificações não eletrônicas podem ser na forma de pôsteres, malas 
diretas internas, boletins e eventos de treinamento ministrados por instrutores. 
Eventos pessoais de conscientização de segurança envolvendo a participação 
ativa do pessoal podem ser extremamente eficazes. A inclusão de atividades 
envolvendo o público, como atividades baseadas em cenários, ajudam a garantir 
que os conceitos sejam entendidos e lembrados. Por exemplo, um exercício 
estruturado de engenharia social ensinará aos colaboradores de forma rápida a 
identificar um ataque de engenharia social e reagir adequadamente.
Caso você queira se aprofundar nesse estudo, leia o Apêndice A de Security 
Awareness Program Special Interest Group (2014): Information supplement: best 
practices for implementing a security awareness program. Disponível em: https://www.
pcisecuritystandards.org/documents/PCI_DSS_V1.0_Best_Practices_for_Implementing_
Security_Awareness_Program.pdf. Acesso em: 30 mar. 2020.
DICAS
58
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
Seminários internos, treinamento fornecido durante os intervalos para 
o almoço, comumente chamado de "almoce e aprenda" e eventos sociais dos 
colaboradores também são ótimas oportunidades para a equipe de conscientização 
de segurança interagir com o pessoal e introduzir conceitos de segurança. 
Agora, tire uns minutos para ver o UNI NOTA e o UNI DICAS que 
preparamos para você.
O tamanho da audiência em uma apresentação liderada por instrutor é 
importante: quanto maior o grupo, maior o risco de que o conteúdo não seja comunicado 
efetivamente, pois os indivíduos podem perder o foco no material apresentado se não se 
sentirem envolvidos. 
IMPORTANT
E
O “almoce e aprenda” ou “almoço e aprendizado” se refere à organização 
proporcionar aos colaboradores uma maneira de desenvolver o conhecimento 
dos colaboradores e despertar seu interesse por oportunidades de crescimento e 
desenvolvimento. O “almoce e aprenda” propicia o compartilhamento de informações de 
forma amigável e casual. O evento pode envolver alimentos fornecidos pela organização ou 
levados pelos colaboradores e podem incluir palestrantes convidados, vídeos educacionais 
e sessões finais de perguntas e respostas. Portanto, são momentos para oportunizar o 
aprendizado de colaborados interessados.
NOTA
Caso você queira se aprofundar nesse estudo, referente aos métodos de 
comunicar a conscientização de segurança em toda a organização, leia o Apêndice B de 
Security Awareness Program Special Interest Group (2014): Information supplement: best 
practices for implementing a security awareness program. Disponível em: https://www.
pcisecuritystandards.org/documents/PCI_DSS_V1.0_Best_Practices_for_Implementing_
Security_Awareness_Program.pdf. Acesso em: 30 mar. 2020.
DICAS
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
59
Security Awareness Program Special Interest Group (2014) recomenda 
que a comunicação da conscientização sobre segurança seja incluída nos 
processos de novos contratados, bem como quando os colabores mudam de 
função. O treinamento de conscientização de segurança pode ser combinado com 
outros requisitos organizacionais, como acordos de confidencialidade e ética. 
Cada cargo na organização deve ser identificado com base da sua necessidade 
de nível de acesso a dados. Para garantir que a equipe de conscientização de 
segurança seja notificada sempre que uma função identificada como necessitando 
de conscientização de segurança for preenchida, recomenda-se que essa etapa 
seja incluída no processo para todas as novas classificações ou reclassificações. 
A inclusão no processo de nova contratação ou reclassificação garante que 
as metas gerais de treinamento sejam promovidas sem depender de unidades 
organizacionais individuais.
Security Awareness Program Special Interest Group (2014) observa 
que a liderança de gerenciamento e o suporte ao programa de conscientização 
de segurança são cruciais para que a equipe tenha sucesso. Os gerentes são 
incentivados a:
• Incentivar ativamente o pessoal a participar e defender os princípios de 
conscientização de segurança.
• Modelar a abordagem de conscientização de segurança apropriada para 
reforçar o aprendizado obtido com o programa.
• Incluir métricas de conscientização de segurança nas análises de gerenciamento 
e desempenho da equipe.
3 CONTEÚDO DO TREINAMENTO DE CONSCIENTIZAÇÃO 
DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Conforme discutido no item 2 deste tópico, é recomendado que o conteúdo 
do treinamento seja determinado com base na função e na cultura da organização. 
A equipe de conscientização de segurança pode coordenar com as devidas 
unidades organizacionais a classificação por função, determinando o nível de 
treinamento de conscientização necessário para cada atividade de acordo com 
sua função. Isso é vital no desenvolvimento de conteúdo, pois é tão fácil "treinar 
demais" um colaborador quanto "treinar" um colaborador. Nos dois casos, se as 
informações não forem absorvidas adequadamente, a organização pode correr 
riscos desnecessários, independentemente da função. Portanto, é recomendávelque todos os colaboradores recebam treinamento básico de conscientização 
sobre segurança, desenvolvido de acordo com a política organizacional. Além 
do treinamento geral de conscientização sobre segurança, recomenda-se que 
a equipe seja exposta a conceitos gerais de segurança de dados do titular do 
cartão, promovendo o manuseio adequado dos dados em conformidade com a 
função exercida na organização.
60
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
Os materiais de treinamento devem estar disponíveis para todas as áreas 
da organização. Os materiais de conscientização e treinamento em segurança 
podem ser desenvolvidos internamente, adaptados de uma agência especializada 
ou adquiridos de um fornecedor. Existem fornecedores de conscientização de 
segurança que desenvolvem materiais como os de treinamento baseado em 
computador (Team-Based Learning – TBL), pôsteres e boletins. Por exemplo, o PCI 
SSC e outros fornecedores de e-Learning oferecem treinamento sobre tópicos como: 
compreensão do PCI DSS, práticas seguras de senha, como evitar a engenharia 
social, como evitar downloads maliciosos etc.
Embora, o plano do programa de conscientização em segurança da 
informação de uma organização geralmente é específico e personalizado, é 
aconselhável que a organização incorpore as melhores práticas da área, utilizando 
materiais de referência confiáveis. O Quadro 8 traz alguns destes materiais, que 
serão aprofundados na nossa segunda unidade de estudo. Cabe destacar ainda, 
que devido ao aumento do foco na conscientização sobre segurança cibernética, 
muitas agências governamentais e órgãos da indústria fornecem materiais de 
treinamento de forma pública, sem nenhum custo.
QUADRO 8 – REFERENCIAL CONFIÁVEL
MATERIAL SITE DESCRIÇÃO
Publicação Especial 800-
50 do Instituto Nacional 
de Padrões e Tecnologia 
(NIST)
www.nist.gov
Material para construir um 
plano de conscientização e 
treinamento em segurança 
de tecnologia da informação.
Organização 
Internacional de Padrões 
(ISO) 27002: 2013
www.iso.org
Código de práticas para 
técnicas de Segurança da 
Tecnologia da Informação 
para controles de Segurança 
da Informação.
Organização Internacional 
de Padrões (ISO) 27001: 
2013
www.iso.org
Tecnologia da informação 
– Técnicas de segurança – 
Sistemas de gerenciamento 
de segurança da informação.
COBIT www. isaca.org/cobit
Orientação Detalhada: 
Ativador de Serviços, 
Infraestrutura e Aplicativos, 
Sensibilização para a 
Segurança.
FONTE: Adaptado de Security Awareness Program Special Interest Group (2014)
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
61
Security Awareness Program Special Interest Group (2014) observa que 
a escolha dos materiais a serem utilizados irá depender da organização. Cada 
organização deve considerar o tempo, os recursos e a cultura ao selecionar os 
materiais a serem usados no treinamento de conscientização. Todas as práticas 
recomendadas, neste tópico, podem ser incluídas na conscientização, no entanto, 
essas melhores práticas não são um requisito obrigatório.
3.1 TODOS DA ORGANIZAÇÃO
Security Awareness Program Special Interest Group (2014) recomenda 
como boa prática, que o treinamento geral de segurança para todos da organização 
inclua a definição do que constituem os dados do titular do cartão e os dados 
de autenticação confidenciais, bem como a responsabilidade da organização de 
proteger ambos. Para garantir que todos se envolvam é necessário que as funções 
e responsabilidades de cada um sejam descritas durante todo o treinamento de 
conscientização de segurança, em conformidade com a política organizacional.
Como os dados estão em risco, tanto no formato eletrônico quanto no 
não eletrônico (papel), é recomendável que as diferentes maneiras de proteger 
as informações para diferentes mídias sejam cobertas em um nível básico para 
todo o pessoal. Por exemplo, considerações para proteger dados em formato 
eletrônico podem incluir armazenamento, transmissão e descarte seguros. 
As considerações para formatos baseados em papel também podem incluir 
armazenamento e descarte seguros, além de uma política de "mesa limpa". Sem 
entender como os diferentes tipos de mídia precisam ser protegidos, o pessoal 
pode inadvertidamente manipular os dados de maneira insegura.
Security Awareness Program Special Interest Group (2014) ainda ressalta, 
que outra consideração importante para a inclusão no treinamento de segurança 
geral é a conscientização de ataques de engenharia social. Uma maneira de um 
invasor utilizar a engenharia social é adquirir as credenciais de um usuário e 
percorrer a organização de uma área de baixa segurança para uma área de alta 
segurança. Adaptar essa conscientização provê resultados mais eficazes quando 
se refletem os tipos de ataques que a organização pode encontrar.
Portanto, os usuários precisam estar cientes dos métodos mais comumente 
utilizados pelos fraudadores, hackers ou outros indivíduos mal-intencionados, 
que podem tentar obter credenciais, dados de cartão de pagamento e outros dados 
confidenciais, visando minimizar o risco de o pessoal disseminar informações 
confidenciais involuntariamente a terceiros. Security Awareness Program Special 
Interest Group (2014) também recomenda que seja realizado o treinamento em 
políticas e procedimentos organizacionais, que especificam o manuseio adequado 
dos dados, incluso o compartilhamento e a transmissão de dados confidenciais.
O programa de treinamento deve exigir que as pessoas reconheçam que 
receberam e compreenderam o conteúdo a eles entregue. Isso é crucial para o sucesso 
62
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
do programa de conscientização. Se o conteúdo é entregue e não compreendido, o 
colaborador ainda poderá inadvertidamente colocar em risco as informações da 
organização. O feedback referente ao conteúdo e o entendimento do treinamento 
é essencial para garantir que a equipe compreenda o conteúdo e as políticas de 
segurança da organização. Nesse sentido, Security Awareness Program Special 
Interest Group (2014) traz o seguinte exemplo de conteúdo que normalmente 
consta em treinamento geral de conscientização referente a segurança: 
• Política de conscientização de segurança da organização. 
• Impacto do acesso não autorizado, por exemplo, sistemas ou instalações.
• Conhecimento dos requisitos de segurança do CHD para diferentes ambientes 
de pagamento.
• Ambientes presentes no cartão.
• Ambientes sem cartão.
• Telefone (individual ou central de atendimento).
• Correio.
• Fax.
• On-line, comércio eletrônico.
• Como obter mais informações sobre a proteção de CHD na organização, por 
exemplo, agente de segurança, gerenciamento etc.
• Importância de senhas fortes e controles de senha.
• Práticas de e-mail seguro.
• Práticas para trabalhar remotamente de maneira segura.
• Evitar software malicioso – vírus, spyware, adware etc.
• Práticas de navegação segura.
• Segurança de dispositivos móveis, incluindo BYOD.
• Uso seguro das mídias sociais.
• Como relatar um possível incidente de segurança e a quem o reportar.
• Proteção contra-ataques de engenharia social.
• Pessoal – Acesso físico.
• Telefone – falsificação de identificação de chamadas.
• E-mail – Phishing, Spear Phishing (Falsificação de endereço de e-mail).
• Mensagens instantâneas.
• Segurança física.
• Shoulder surfing.
• Dumpster Diving.
• Shoulder surfing é o “espiar sobre os ombros”, ou seja, este tipo de ataque é ocasionado 
quando uma das pessoas envolvidas consegue (ou é capaz de) olhar sobre o ombro 
de outra pessoa e/ou espionar a tela do outro.
• Dumpster Diving (ou trashing) é o termo utilizado para a ação de hackers que 
vasculham a lixeira.
NOTA
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
63
3.2 GERÊNCIA
Além do conteúdo utilizado para todos de forma geral, o treinamento 
voltado para gerência, segundo Security Awareness Program Special Interest 
Group(2014), deve incluir informações mais detalhadas referente às consequências 
de uma violação para as partes interessadas da gerência. A gerência deve entender 
não apenas as penalidades monetárias oriundas da não proteção do cartão, mas 
também os danos permanentes causados à organização, referente à reputação 
(marca). Esse fator geralmente é ignorado quando as organizações terceirizam o 
processamento de pagamentos, mas é extremamente importante.
Conforme discutido anteriormente, a gerência precisa ter de compreender 
os requisitos de segurança de maneira conseguir discuti-los e reforçá-los, além de 
incentivar as pessoas a seguir os requisitos. Recomenda-se que o treinamento de 
conscientização referente à segurança da gerência inclua conteúdo específico relevante 
a área de responsabilidade, particularmente áreas com acesso a dados confidenciais.
A gerência que tem conhecimento sobre segurança entende melhor quais 
são os fatores de risco para as informações da organização. Esse conhecimento 
os ajuda a tomar decisões bem fundamentadas referente às operações de 
negócios. Os gerentes com conhecimento de segurança também podem ajudar no 
desenvolvimento de políticas de segurança de dados, procedimentos seguros e 
treinamento de conscientização de segurança.
3.3 FUNÇÕES ESPECIALISTAS
As categorias listadas no Quadro 9 são exemplos de algumas funções e 
conteúdo de treinamento que pode ser adequado para esses usuários. As funções 
especialistas de cada organização podem diferir, e o tipo de treinamento para 
cada função precisará ser considerado com precaução.
QUADRO 9 – FUNÇÕES E CONTEÚDO 
FUNÇÃO DESCRIÇÃO
Colaboradores de 
caixa -contabilidade
Ao desenvolver um treinamento de conscientização 
de segurança da equipe de caixa/contabilidade, é 
importante lembrar que o pessoal nessas funções 
geralmente é a primeira linha de defesa, devido 
interagirem diretamente com os clientes e os cartões de 
pagamento desses clientes. O treinamento para caixas 
pode incluir como inspecionar dispositivos de ponto 
de venda, para adulteração no início de cada turno e se 
atentar a comportamentos suspeitos em áreas nas quais 
o público tem acesso a terminais de pagamento.
64
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
Equipe de compras
Se uma organização compartilhar o CHD ou terceirizar 
uma função que possa impactar a segurança do ambiente 
dos CDE é necessário a compreensão de determinados 
requisitos para garantir a proteção contínua do CHD e do 
CDE. Cabe destacar, que as pessoas envolvidas no processo 
de compras de terceiros, precisa compreender como a 
segurança das informações compartilhadas com terceiros 
pode ser afetada e o papel que esses terceiros desempenham 
no programa de conscientização sobre segurança.
Administradores e 
desenvolvedores de 
TI
Os administradores de sistema, banco de dados, 
de redes e outras equipes com acesso privilegiado 
a sistemas de computador que podem armazenar, 
processar ou transmitir CHD exigirão um treinamento 
mais detalhado sobre conscientização de segurança, 
incluindo a compreensão da importância de se ter 
configurações seguras do sistema para a proteção de 
informações confidenciais. 
Apesar, do treinamento geral de conscientização sobre 
segurança, discutido no item 3.1 deste tópico constituir 
a base do programa de conscientização referente 
segurança para essas funções, um treinamento adicional 
pode ser necessário para abordar os diferentes métodos 
pelos quais a função lida com a CHD. Também pode ser 
apropriado que essas funções tenham uma visão geral 
de como a organização recebe e processa pagamentos. 
Para funções especializadas, como as que oferecem 
suporte a sistemas e a parte de redes, as recomendações 
dadas pelo fornecedor e os guias de melhores práticas 
do setor para configurações seguras podem ser vistas 
como um conteúdo útil para incluir no treinamento. 
Por exemplo, o Center for Internet Security (CIS) traz 
recomendações de segurança e de configurações.
Os desenvolvedores de aplicativos, de sistemas e a equipe 
de teste têm acesso à base de código subjacente, o que é 
essencial para a segurança do ambiente. Esses usuários 
devem estar cientes de suas responsabilidades em seguir 
a política de segurança da organização, práticas seguras 
de codificação e procedimentos de controle de alterações, 
bem como precisam estar cientes das informações 
atualizadas referente ameaças à segurança e eficácia.
FONTE: Adaptado de Security Awareness Program Special Interest Group (2014)
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
65
3.4 DEFINIR MÉTRICAS PARA AVALIAR O TREINAMENTO DE 
CONSCIENTIZAÇÃO
As métricas podem ser uma ferramenta eficaz para medir o sucesso de um 
programa de conscientização de segurança e fornecer informações para manter 
o programa de conscientização de segurança atualizado e eficaz. As métricas 
específicas utilizadas para medir o sucesso de um programa de conscientização de 
segurança variam de organização para organização, baseando-se em considerações 
como tamanho, setor e tipo de treinamento. O Quadro 10 exibe algumas métricas 
de um programa de conscientização de segurança bem-sucedido e pode ser 
utilizada como ponto de partida para o desenvolvimento de métricas.
QUADRO 10 – MÉTRICAS PARA AVALIAR TREINAMENTO DE CONSCIENTIZAÇÃO
MÉTRICA INDICADOR DE EFICÁCIA DO TREINAMENTO
MÉTRICAS OPERACIONAIS
Tempo de inatividade e de rede 
reduzidos ou interrupções de 
aplicativos.
Gerenciamento de alterações consistente 
e processos aprovados; menos surtos de 
Malware; melhores controles.
Redução de surtos de Malware 
e problemas de desempenho do 
computador relacionados a Malware.
Menos colaboradores abriram e-mails 
maliciosos; aumento de relatórios de 
colaboradores de e-mails maliciosos.
Aumento no relatório de tentativa de 
fraude por e-mail ou telefone.
Melhor reconhecimento pelos 
colaboradores de phishing e outras 
tentativas de engenharia social.
Aumento no relatório de 
preocupações de segurança e acesso 
incomum aumentou no relatório.
Maior entendimento dos 
colaboradores sobre riscos
Aumento do número de consultas 
dos colaboradores sobre como 
implementar procedimentos seguros.
Melhor conscientização dos 
colaboradores sobre possíveis 
ameaças.
A digitalização Data Loss Prevention 
(DLP) e os rastreamentos de rede estão 
ativos, mas não detectam os dados do 
titular do cartão fora do CDE.
Melhor entendimento dos 
colaboradores sobre ameaças em 
potencial.
As verificações de vulnerabilidade 
estão ativas e detectam 
vulnerabilidades altas ou críticas.
Diminuição do tempo entre a detecção 
e remediação.
66
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
As vulnerabilidades são tratadas ou 
atenuadas em tempo hábil.
Melhor entendimento do pessoal 
sobre possíveis ameaças e riscos para 
informações confidenciais.
MÉTRICAS DO PROGRAMA DE TREINAMENTO
Aumento do número de pessoas 
concluindo o treinamento.
Rastreamento de presença e avaliações 
de desempenho.
Aumento do número de funcionários 
com acesso privilegiado que 
receberam o treinamento necessário
Rastreamento de presença e avaliações 
de desempenho.
Aumento da compreensão do pessoal 
sobre o material de treinamento.
Feedback do pessoal; testes e 
avaliações de treinamento.
FONTE: Adaptado de Security Awareness Program Special Interest Group (2014, p. 11)
4 LISTA DE VERIFICAÇÃO DO PROGRAMA DE 
CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
Ter uma lista de verificação pode auxiliar as organizações a realizarem o 
planejamento e o gerenciamento do programa treinamento de conscientização 
sobre segurança. O Quadro 10 lista informações que podem auxiliar no 
treinamento de conscientização de segurança e no planejamento educacional. 
Cabe ressaltar, que não é um requisito a inclusão e utilização dessas informações.
QUADRO 10 – LISTA DE VERIFICAÇÃO DO PROGRAMA
ETAPA LISTA DE VERIFICAÇÃO
Criando o programa 
de conscientização
Identifique os padrões de conformidade oude 
auditoria aos quais sua organização deve aderir.
Identifique os requisitos de conscientização de 
segurança para esses padrões.
Data Loss Prevention (DLP) ou prevenção de perdas de dados. O DLP é um 
conjunto de ferramentas e processos utilizados com o objetivo de certificar que os dados 
confidenciais não sejam perdidos, ou utilizados de forma indevida ou ainda que não sejam 
acessados por usuários sem autorização.
NOTA
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
67
Criando o programa 
de conscientização
Identifique objetivos organizacionais, riscos e política 
de segurança.
Identifique as partes interessadas e obtenha o apoio delas.
Crie uma linha de base da conscientização de 
segurança da organização.
Crie o termo de abertura do projeto para estabelecer o 
escopo do programa de treinamento de conscientização 
de segurança.
Crie um comitê de direção para ajudar no 
planejamento, execução e manutenção do programa 
de conscientização.
Identifique quem para quem será o treinamento, 
funções diferentes podem exigir treinamento diferente/
adicional, como por exemplo, colaboradores, pessoal 
de TI, desenvolvedores, liderança sênior.
Identifique o que será comunicado aos diferentes 
grupos, o objetivo é o treinamento mais curto possível 
e com maior impacto.
Identifique como será comunicado o conteúdo, como 
por exemplo, três categorias de treinamento: novo, 
anual e contínuo.
Implementando a 
conscientização
Se uma organização compartilhar o CHD ou terceirizar 
uma função que possa impactar a segurança do 
ambiente dos CDE é necessário a compreensão de 
determinados requisitos para Desenvolva e/ou adquira 
materiais e conteúdo de treinamento para atender aos 
requisitos identificados durante a criação do programa.
Documente como e quando será medido o sucesso do 
programa.
Identifique com quem comunicar os resultados, 
quando e como.
Implante o treinamento de conscientização de segurança 
utilizando diferentes métodos de comunicação 
identificados durante a criação do programa.
Implemente mecanismos de rastreamento para 
registrar quem conclui o treinamento e quando ele foi 
concluído.
68
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
Sustentando a 
conscientização
Identifique quando o programa de conscientização de 
segurança será revisado anualmente.
Identifique as ameaças novas ou decorrentes de 
mudança de padrões de conformidade e atualizações 
necessárias; as incluir na atualização anual.
Realize avaliações periódicas da conscientização de 
segurança da organização e compare com a linha de base.
Pesquise a equipe para obter feedback, como 
por exemplo, utilidade, eficácia, facilidade de 
entendimento, facilidade de implementação, 
alterações recomendadas, acessibilidade.
Manter o compromisso da gerência de apoiar, endossar 
e promover o programa.
Documentando 
o programa de 
conscientização
Documente o programa de conscientização sobre 
segurança, incluindo todas as etapas listadas 
anteriormente.
FONTE: Adaptado de Security Awareness Program Special Interest Group (2014)
Fique agora com a leitura complementar, a qual traz os ataques da 
internet e os códigos maliciosos (Malware). Esse material foi retirado da Cartilha 
de Segurança para Internet, versão 4.0, elaborada pelo Cert.Br, que possui um 
extenso material sobre o tema.
O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança 
no Brasil (CERT.br) é o grupo responsável, desde o ano de 1997, para tratar de questões 
relacionadas aos incidentes de segurança relacionadas a redes conectadas à Internet no 
Brasil. O Cert.br também realiza treinamento e conscientização. Para saber mais acesse o 
link https://www.cert.br/.
DICAS
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
69
LEITURA COMPLEMENTAR
CARTILHA DE SEGURANÇA PARA INTERNET, VERSÃO 4.0
Equipe CERT.br
ATAQUES NA INTERNET
Ataques costumam ocorrer na Internet com diversos objetivos, visando 
diferentes alvos e usando variadas técnicas. Qualquer serviço, computador ou 
rede que seja acessível via Internet pode ser alvo de um ataque, assim como 
qualquer computador com acesso a` Internet pode participar de um ataque.
Os motivos que levam os atacantes a desferir ataques na Internet são 
bastante diversos, variando da simples diversão até a realização de ações 
criminosas. Alguns exemplos são:
• Demonstração de poder: mostrar a uma organização que ela pode ser invadida 
ou ter os serviços suspensos e, assim, tentar vender serviços ou chantageá-la 
para que o ataque não ocorra novamente.
• Prestígio: vangloriar-se, perante outros atacantes, por ter conseguido invadir 
computadores, tornar-se serviços inacessíveis ou desfigurar sites considerados 
visados ou difíceis de serem atacados; disputar com outros atacantes ou 
grupos de atacantes para revelar quem consegue realizar o maior número de 
ataques ou ser o primeiro a conseguir atingir um determinado alvo.
• Motivações financeiras: coletar e utilizar informações confidenciais de 
usuários para aplicar golpes.
• Motivações ideológicas: tornar inacessível ou invadir sites que divulguem 
conteúdo contrário a opinião do atacante; divulgar mensagens de apoio ou 
contrarias a uma determinada ideologia.
• Motivações comerciais: tornar inacessível ou invadir sites e computadores 
de organizações concorrentes, para tentar impedir o acesso dos clientes ou 
comprometer a reputação destas organizações.
Exploração de Vulnerabilidades
Uma vulnerabilidade é definida como uma condição que, quando 
explorada por um atacante, pode resultar em uma violação de segurança. 
Exemplos de vulnerabilidades são falhas no projeto, na implementação ou na 
configuração de programas, serviços ou equipamentos de rede.
Um ataque de exploração de vulnerabilidades ocorre quando um atacante, 
utilizando-se de uma vulnerabilidade, tenta executar ações maliciosas, como 
invadir um sistema, acessar informações confidenciais, disparar ataques contra 
outros computadores ou tornar um serviço inacessível.
70
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
Varredura em redes (scan)
Varredura em redes, ou scan, é uma técnica que consiste em efetuar buscas 
minuciosas em redes, com o objetivo de identificar computadores ativos e coletar 
informações sobre eles como, por exemplo, serviços disponibilizados e programas 
instalados. Com base nas informações coletadas é possível associar possíveis 
vulnerabilidades aos serviços disponibilizados e aos programas instalados 
nos computadores ativos detectados. A varredura em redes e a exploração de 
vulnerabilidades associadas podem ser usadas de forma:
• Legítima: por pessoas devidamente autorizadas, para verificar a segurança 
de computadores e redes e, assim, tomar medidas corretivas e preventivas.
• Maliciosa: por atacantes, para explorar as vulnerabilidades encontradas nos 
serviços disponibilizados e nos programas instalados para a execução de 
atividades maliciosas. Os atacantes também podem utilizar os computadores 
ativos detectados como potenciais alvos no processo de propagação 
automática de códigos maliciosos e em ataques de força bruta.
Falsificação de e-mail (e-mail spoofing)
Falsificação de e-mail, ou e-mail spoofing, é uma técnica que consiste em 
alterar campos do cabeçalho de um e-mail, de forma a aparentar que ele foi 
enviado de uma determinada origem quando, na verdade, foi enviado de outra.
Esta técnica é possível devido a características do protocolo Simple Mail 
Transfer Protocol (SMTP) que permitem que campos do cabeçalho, como From: 
(endereço de quem enviou a mensagem), Reply-To (endereço de resposta da 
mensagem) e Return-Path (endereço no qual possíveis erros no envio da mensagem 
são reportados), sejam falsificados.
Ataques deste tipo são bastante usados para propagação de códigos 
maliciosos, envio de spam e em golpes de phishing. Atacantes utilizam-se de 
endereços de e-mail coletados de computadores infectados para enviar mensagense tentar fazer com que os seus destinatários acreditem que elas partiram de 
pessoas conhecidas. Exemplos de e-mails com campos falsificados são aqueles 
recebidos como sendo: 
• de alguém conhecido, solicitando que você clique em um link ou execute um 
arquivo anexo; 
• do seu banco, solicitando que você de dados da sua conta bancária; 
• Siga um link fornecido na própria mensagem e informe do administrador 
do serviço de e-mail que você utiliza, solicitando informações pessoais e 
ameaçando bloquear a sua conta caso você não as envie.
Você também pode já ter observado situações na qual o seu próprio 
endereço de e-mail foi indevidamente utilizado. Alguns indícios disto são: 
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
71
• você recebe respostas de e-mails que você nunca enviou; 
• você recebe e-mails aparentemente enviados por você mesmo, sem que você 
tenha feito isto; 
• você recebe mensagens de devolução de e-mails que você nunca enviou, 
reportando erros como usuário desconhecido e caixa de entrada lotada (cota 
excedida).
Interceptação de tráfego (Sniffing)
Interceptação de tráfego, ou sniffing, é uma técnica que consiste em inspecionar 
os dados trafega- dos em redes de computadores, por meio do uso de programas 
específicos chamados de sniffers. Esta técnica pode ser utilizada de forma:
• Legítima: por administradores de redes, para detectar problemas, analisar 
desempenho e monitorar atividades maliciosas relativas aos computadores 
ou redes por eles administrados.
• Maliciosa: por atacantes, para capturar informações sensíveis, como senhas, 
números de cartão de credito e o conteúdo de arquivos confidenciais que 
estejam trafegando por meio de conexões inseguras, ou seja, sem criptografia.
Força bruta (Brute force)
Um ataque de força bruta, ou brute force, consiste em adivinhar, por tentativa 
e erro, um nome de usuário e senha e, assim, executar processos e acessar sites, 
computadores e serviços em nome e com os mesmos privilégios deste usuário.
Qualquer computador, equipamento de rede ou serviço que seja acessível 
via Internet, com um nome de usuário e uma senha, pode ser alvo de um ataque 
de força bruta. Dispositivos moveis, que estejam protegidos por senha, além de 
poderem ser atacados pela rede, também podem ser alvo deste tipo de ataque 
caso o atacante tenha acesso físico a eles. Se um atacante tiver conhecimento do 
seu nome de usuário e da sua senha ele pode efetuar ações maliciosas em seu 
nome como, por exemplo: 
• trocar a sua senha, dificultando que você acesse novamente o site ou 
computador invadido; 
• invadir o serviço de e-mail que você utiliza e ter acesso ao conteúdo das suas 
mensagens e a sua lista de contatos, além de poder enviar mensagens em seu nome; 
• acessar a sua rede social e enviar mensagens aos seus seguidores contendo 
códigos maliciosos ou alterar as suas opções de privacidade; 
• invadir o seu computador e, de acordo com as permissões do seu usuário, 
executar ações, como apagar arquivos, obter informações confidenciais e 
instalar códigos maliciosos.
Mesmo que o atacante não consiga descobrir a sua senha, você pode ter 
problemas ao acessar a sua conta caso ela tenha sofrido um ataque de força bruta, 
pois muitos sistemas bloqueiam as contas quando várias tentativas de acesso sem 
sucesso são realizadas. Apesar dos ataques de força bruta poderem ser realizados 
72
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
manualmente, na grande maioria dos casos, eles são realizados com o uso de 
ferramentas automatizadas facilmente obtidas na Internet e que permitem tornar o 
ataque bem mais efetivo. As tentativas de adivinhação costumam ser baseadas em: 
• dicionários de diferentes idiomas e que podem ser facilmente obtidos na 
Internet;
• listas de palavras comumente usadas, como personagens de filmes e nomes 
de times de futebol; 
• substituições óbvias de caracteres, como trocar “a” por “@” e “o” por “0”’;
• sequências numéricas e de teclado, como “123456”, “qwert” e “1qaz2wsx”;
• informações pessoais, de conhecimento prévio do atacante ou coletadas na 
Internet em redes sociais e blogs, como nome, sobrenome, datas e números 
de documentos.
Um ataque de força bruta, dependendo de como é realizado, pode resultar 
em um ataque de negação de serviço, devido à sobrecarga produzida pela grande 
quantidade de tentativas realizadas em um pequeno período de tempo.
Desfiguração de página (Defacement)
Desfiguração de página, defacement ou pichação, é uma técnica que consiste 
em alterar o conteúdo da página Web de um site. As principais formas que um 
atacante, neste caso também chamado de defacer, pode utilizar para desfigurar 
uma página Web são:
• explorar erros da aplicação Web; explorar vulnerabilidades do servidor de 
aplicação Web; 
• explorar vulnerabilidades da linguagem de programação ou dos pacotes 
utilizados no desenvolvimento da aplicação Web; 
• invadir o servidor em que a aplicação Web está hospedada e alterar diretamente 
os arquivos que compõem o site; 
• furtar senhas de acesso a` interface Web usada para administração remota.
Para ganhar mais visibilidade, chamar mais atenção e atingir maior 
número de visitantes, geral- mente, os atacantes alteram a página principal do 
site, porém páginas internas também podem ser alteradas.
Negação de serviço (Dos e DDoS)
Negação de serviço, ou Denial of Service (DoS), é uma técnica pela qual 
um atacante utiliza um computador para tirar de operação um serviço, um 
computador ou uma rede conectada a Internet. Quando utilizada de forma 
coordenada e distribuída, ou seja, quando um conjunto de computadores 
é utilizado no ataque, recebe o nome de negação de serviço distribuído, ou 
Distributed Denial of Service (DDoS).
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
73
O objetivo destes ataques não é invadir e nem coletar informações, mas 
sim exaurir recursos e causar indisponibilidades ao alvo. Quando isto ocorre, 
todas as pessoas que dependem dos recursos afetados são prejudicadas, pois 
ficam impossibilitadas de acessar ou realizar as operações desejadas. 
Nos casos já registrados de ataques, os alvos ficaram impedidos de 
oferecer serviços durante o período em que eles ocorreram, mas, ao final, voltaram 
a operar normalmente, sem que tivesse havido vazamento de informações ou 
comprometimento de sistemas ou computadores. 
Uma pessoa pode voluntariamente usar ferramentas e fazer com que seu 
computador seja utilizado em ataques. A grande maioria dos computadores, 
porém, participa dos ataques sem o conhecimento de seu dono, por estar infectado 
e fazendo parte de botnets. 
Ataques de negação de serviço podem ser realizados por diversos meios, como:
• pelo envio de grande quantidade de requisições para um serviço, consumindo 
os recursos necessários ao seu funcionamento (processamento, número de 
conexões simultâneas, memória e espaço em disco, por exemplo) e impedindo 
que as requisições dos demais usuários sejam atendidas; 
• pela geração de grande trafego de dados para uma rede, ocupando toda a 
banda disponível e tornando indisponível qualquer acesso a computadores 
ou serviços desta rede;
• pela exploração de vulnerabilidades existentes em programas, que podem 
fazer com que um determinado serviço fique inacessível.
Nas situações nas quais há´ saturação de recursos, caso um serviço não 
tenha sido bem dimensionado, ele pode ficar inoperante ao tentar atender as 
próprias solicitações legítimas. Por exemplo, um site de transmissão dos jogos 
da Copa de Mundo pode não suportar uma grande quantidade de usuários que 
queiram assistir aos jogos finais e parar de funcionar.
Prevenção
O que define as chances de um ataque na Internet ser ou não bem-sucedido 
é o conjunto de medidas preventivas tomadas pelos usuários, desenvolvedores 
de aplicações e administradores dos computadores, serviços e equipamentos 
envolvidos. Se cada um fizer a sua parte, muitosdos ataques realizados vias 
Internet podem ser evitadas ou, ao menos, minimizados.
A parte que cabe a você, como usuário da Internet, é proteger os seus dados, 
fazer uso dos mecanismos de proteção disponíveis e manter o seu computador 
atualizado e livre de códigos maliciosos. Ao fazer isto, você contribuirá para a 
segurança geral da Internet, pois:
• quanto menor a quantidade de computadores vulneráveis e infectados, menor 
será a potência das botnets e menos eficazes serão os ataques de negação de serviço;
74
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
• quanto mais consciente dos mecanismos de segurança você estiver, menores 
serão as chances de sucesso dos atacantes; 
• quanto melhores forem as suas senhas, menores serão as chances de sucesso de 
ataques de força bruta e, consequentemente, de suas contas serem invadidas.
• quanto mais os usuários usarem criptografia para proteger os dados armazenados 
nos computa- dores ou aqueles transmitidos pela Internet, menores serão as 
chances de tráfego em texto claro ser interceptado por atacantes;
• quanto menor a quantidade de vulnerabilidades existentes em seu 
computador, menores serão as chances de ele ser invadido ou infectado.
Faça sua parte e contribua para a segurança da Internet, incluindo a sua própria!
CÓDIGOS MALICIOSOS (MALWARE)
Códigos maliciosos (Malware) são programas especificamente 
desenvolvidos para executar ações danosas e atividades maliciosas em um 
computador. Algumas das diversas formas como os códigos maliciosos podem 
infectar ou comprometer um computador são:
• pela exploração de vulnerabilidades existentes nos programas instalados; 
• pela autoexecução de mídias removíveis infectadas, como pen drive;
• pelo acesso a páginas Web maliciosas, utilizando navegadores vulneráveis;
• pela ação direta de atacantes que, após invadirem o computador, incluem 
arquivos contendo códigos maliciosos;
• pela execução de arquivos previamente infectados, obtidos em anexos de 
mensagens eletrônicas, via mídias removíveis, em páginas Web ou diretamente 
de outros computadores (por meio do compartilhamento de recursos).
Uma vez instalados, os códigos maliciosos passam a ter acesso aos dados 
armazenados no computador e podem executar ações em nome dos usuários, 
de acordo com as permissões de cada usuário. Os principais motivos que levam 
um atacante a desenvolver e a propagar códigos maliciosos são a obtenção 
de vantagens financeiras, a coleta de informações confidenciais, o desejo de 
autopromoção e o vandalismo. Além disto, os códigos maliciosos são muitas 
vezes usados como intermediários e possibilitam a prática de golpes, a realização 
de ataques e a disseminação de spam. Os principais tipos de códigos maliciosos 
existentes são apresentados aqui.
Vírus
Vírus é um programa ou parte de um programa de computador, 
normalmente malicioso, que se propaga inserindo cópias de si mesmo e se 
tornando parte de outros programas e arquivos. Para que possa se tornar ativo 
e dar continuidade ao processo de infecção, o vírus depende da execução do 
programa ou arquivo hospedeiro, ou seja, para que o seu computador seja 
infectado é preciso que um programa já´ infectado seja executado.
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
75
O principal meio de propagação de vírus costumava ser os disquetes. 
Com o tempo, porém, estas mídias caíram em desuso e começaram a surgir novas 
maneiras, como o envio de e-mail. Atualmente, as mídias removíveis tornaram-
se novamente o principal meio de propagação, não mais por disquetes, mas, 
principalmente, pelo uso de pen drive. Há diferentes tipos de vírus. Alguns 
procuram permanecer ocultos, infectando arquivos do disco e executando uma 
série de atividades sem o conhecimento do usuário. Há outros que permanecem 
inativos durante certos períodos, entrando em atividade apenas em datas 
específicas. Alguns dos tipos de vírus mais comuns são:
• Vírus propagado por e-mail: recebido como um arquivo anexo a um e-mail 
cujo conteúdo tenta induzir o usuário a clicar sobre este arquivo, fazendo com 
que seja executado. Quando entra em ação, infecta arquivos e programas e 
envia cópias de si mesmo para os e-mails encontrados nas listas de contatos 
gravadas no computador.
• Vírus de script: escrito em linguagem de script, como Script e JavaScript, e 
recebido ao acessar uma página Web ou por e-mail, como um arquivo anexo ou 
como parte do próprio e-mail escrito em formato HyperText Markup Language 
(HTML). Pode ser automaticamente executado, dependendo da configuração 
do navegador Web e do programa leitor de e-mails do usuário. 
• Vírus de macro: tipo específico de vírus de script, escrito em linguagem de 
macro, que tenta infectar arquivos manipulados por aplicativos que utilizam 
esta linguagem como, por exemplo, os que compõem o Microsoft Office 
(Excel, Word e PowerPoint, entre outros). 
• Vírus de telefone celular: vírus que se propaga de celular para celular por 
meio da tecnologia bluetooth ou de mensagens Multimídia Message Service 
(MMS). A infecção ocorre quando um usuário permite o recebimento de um 
arquivo infectado e o executa. Após infectar o celular, o vírus pode destruir 
ou sobrescrever arquivos, remover ou transmitir contatos da agenda, efetuar 
ligações telefônicas e drenar a carga da bateria, além de tentar se propagar 
para outros celulares.
Worm
Worm é um programa capaz de se propagar automaticamente pelas 
redes, enviando copias de si mesmo de computador para computador. Diferente 
do vírus, o worm não se propaga por meio da inclusão de cópias de si mesmo 
em outros programas ou arquivos, mas sim pela execução direta de suas cópias 
ou pela exploração automática de vulnerabilidades existentes em programas 
instalados em computadores.
Worms são notadamente responsáveis por consumir muitos recursos, 
devido à grande quantidade de cópias de si mesmo que costumam propagar 
e, como consequência, podem afetar o desempenho de redes e a utilização 
de computadores. O processo de propagação e infecção dos worms ocorre da 
seguinte maneira:
76
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
• Identificação dos computadores alvos: após infectar um computador, o worm 
tenta se propagar e continuar o processo de infecção. Para isto, necessita 
identificar os computadores alvos para os quais tentara´ se copiar, o que pode 
ser feito de uma ou mais das seguintes maneiras: (i) efetuar varredura na rede 
e identificar computadores ativos; (ii) aguardar que outros computadores 
contatem o computador infectado; (iii) utilizar listas, predefinidas ou obtidas 
na Internet, contendo a identificação dos alvos; (iv) utilizar informações 
contidas no computador infectado, como arquivos de configuração e listas de 
endereços de e-mail.
• Envio das cópias: após identificar os alvos, o worm efetua cópias de si mesmo 
e tenta enviá-las para estes computadores, por uma ou mais das seguintes 
formas: (i) como parte da exploração de vulnerabilidades existentes em 
programas instalados no computador alvo; (ii) anexadas a e-mails; (iii) via 
canais de Internet Relay Chat (IRC); (iv) via programas de troca de mensagens 
instantâneas; (v) incluídas em pastas compartilhadas em redes locais ou do 
tipo Peer to Peer (P2P).
• Ativação das cópias: após realizado o envio da cópia, o worm necessita ser 
executado para que a infecção ocorra, o que pode acontecer de uma ou 
mais das seguintes maneiras: (i) imediatamente após ter sido transmitido, 
pela exploração de vulnerabilidades em programas sendo executados no 
computador alvo no momento do recebimento da cópia; (ii) diretamente 
pelo usuário, pela execução de uma das cópias enviadas ao seu computador; 
(iii) pela realização de uma ação específica do usuário, a qual o worm está 
condicionado como, por exemplo, a inserção de uma mídia removível. 
• Reinício do processo: após o alvo ser infectado, o processo de propagação e 
infecção recomeça, sendo que, a partir de agora, o computador queantes era 
o alvo passa a ser também o computador originador dos ataques.
Bot e botnet
Bot é um programa que dispõe de mecanismos de comunicação com o 
invasor que permitem que ele seja controlado remota- mente. Possui processo 
de infecção e propagação similar ao do worm, ou seja, é capaz de se propagar 
automaticamente, explorando vulnerabilidades existentes em programas 
instalados em computadores. A comunicação entre o invasor e o computador 
infectado pelo bot pode ocorrer via canais de IRC, servidores Web e redes do tipo 
P2P, entre outros meios. Ao se comunicar, o invasor pode enviar instruções para 
que ações maliciosas sejam executadas, como desferir ataques, furtar dados do 
computador infectado e enviar spam.
Um computador infectado por um bot costuma ser chamado de zumbi 
(zombie computer), pois pode ser controlado remotamente, sem o conhecimento 
do seu dono. Também pode ser chamado de spam zombie quando o bot instalado 
o transforma em um servidor de e-mails e o utiliza para o envio de spam.
Botnet é uma rede formada por centenas ou milhares de computadores 
zumbis e que permite potencializar as ações danosas executadas pelos bots. 
Quanto mais zumbis participarem da botnet mais potente ela será. O atacante que 
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
77
a controlar, além de usá-la para seus próprios ataques, também pode alugá-la 
para outras pessoas ou grupos que desejem que uma ação maliciosa especifica 
seja executada.
Algumas das ações maliciosas que costumam ser executadas por 
intermédio de botnets são: ataques de negação de serviço, propagação de códigos 
maliciosos (inclusive do próprio bot), coleta de informações de um grande número 
de computadores, envio de spam e camuflagem da identidade do atacante (com 
o uso de proxies instalados nos zumbis). O esquema simplificado apresentado a 
seguir exemplifica o funcionamento básico de uma botnet: 
• um atacante propaga um tipo específico de bot na esperança de infectar e 
conseguir a maior quantidade possível de zumbis; 
• os zumbis ficam então à disposição do atacante, agora seu controlador, à 
espera dos comandos a serem executados; 
• quando o controlador deseja que uma ação seja realizada, ele envia aos zumbis 
os comandos a serem executados, usando, por exemplo, redes do tipo P2P ou 
servidores centralizados;
• os zumbis executam então os comandos recebidos, durante o período 
predeterminado pelo controlador;
• quando a ação se encerra, os zumbis voltam a ficar à espera dos próximos 
comandos a serem executados.
Spyware
Spyware é um programa projetado para monitorar as atividades de um 
sistema e enviar as informações coletadas para terceiros. Pode ser usado tanto 
de forma legítima quanto maliciosa, dependendo de como é instalado, das ações 
realizadas, do tipo de informação monitorada e do uso que é feito por quem 
recebe as informações coletadas. Pode ser considerado de uso: 
• Legítimo: quando instalado em um computador pessoal, pelo próprio dono 
ou com consentimento deste, com o objetivo de verificar se outras pessoas o 
estão utilizando de modo abusivo ou não autorizado. 
• Malicioso: quando executa ações que podem comprometer a privacidade do 
usuário e a segurança do computador, como monitorar e capturar informações 
referentes à navegação do usuário ou inseridas em outros programas (por 
exemplo, conta de usuário e senha).
Alguns tipos específicos de programas spyware são:
• Keylogger: capaz de capturar e armazenar as teclas digitadas pelo usuário 
no teclado do computador. Sua ativação, em muitos casos, é condicionada a 
uma ação prévia do usuário, como o acesso a um site específico de comercio 
eletrônico ou de Internet Banking.
• Screenlogger: similar ao keylogger, capaz de armazenar a posição do cursor e 
a tela apresentada no monitor, nos momentos em que o mouse é clicado, ou a 
região que circunda a posição em que o mouse é clicado. É bastante utilizado 
78
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
por atacantes para capturar as teclas digitadas pelos usuários em teclados 
virtuais, disponíveis principalmente em sites de Internet Banking.
• Adware: projetado especificamente para apresentar propagandas. Pode ser usado 
para fins legítimos, quando incorporado a programas e serviços, como forma 
de patrocínio ou retorno financeiro para quem desenvolve programas livres ou 
presta serviços gratuitos. Também pode ser usado para fins maliciosos, quando 
as propagandas apresentadas são direcionadas, de acordo com a navegação do 
usuário e sem que este saiba que tal monitoramento está sendo feito.
Backdoor
Backdoor é um programa que permite o retorno de um invasor a um 
computador com- prometido, por meio da inclusão de serviços criados ou 
modificados para este fim. Pode ser incluído pela ação de outros códigos maliciosos, 
que tenham previamente infectado o computador, ou por atacantes, que exploram 
vulnerabilidades existentes nos programas instalados no computador para 
invadi-lo. Após incluído, o backdoor é usado para assegurar o acesso futuro ao 
computador comprometido, permitindo que ele seja acessado remotamente, sem 
que haja necessidade de recorrer novamente aos métodos utilizados na realização 
da invasão ou infecção e, na maioria dos casos, sem que seja notado.
A forma usual de inclusão de um backdoor consiste na disponibilização de 
um novo serviço ou na substituição de um determinado serviço por uma versão 
alterada, normalmente possuindo recursos que permitem o acesso remoto. 
Programas de administração remota, como BackOrifice, NetBus, Sub-Seven, VNC 
e Radmin, se mal configurados ou utilizados sem o consentimento do usuário, 
também podem ser classificados como backdoors. Há casos de backdoors incluídos 
propositalmente por fabricantes de programas, sob alegação de necessidades 
administrativas. Esses casos constituem uma séria ameaça à segurança de 
um computador que contenha um destes programas instalados pois, além 
de comprometerem a privacidade do usuário, também podem ser usados por 
invasores para acessarem remotamente ao computador.
Cavalo de troia (Trojan)
Cavalo de troia, trojan ou trojan-horse, é um programa que, além de executar 
as funções para as quais foi aparentemente projetado, também executa outras 
funções, normalmente maliciosas, e sem o conhecimento do usuário. Exemplos de 
trojans são programas que você recebe ou obtém de sites na Internet e que parecem 
ser apenas cartões virtuais animados, álbuns de fotos, jogos e protetores de tela, entre 
outros. Estes programas, geralmente, consistem em um único arquivo e necessitam 
ser explicitamente executados para que sejam instalados no computador.
Trojans também podem ser instalados por atacantes que, após invadirem 
um computador, alteram programas já existentes para que, além de continuarem 
a desempenhar as funções originais, também executem ações maliciosas. Há 
diferentes tipos de trojans, classificados de acordo com as ações maliciosas que 
costumam executar ao infectar um computador. Alguns destes tipos são: 
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
79
• Trojan Downloader: instala outros códigos maliciosos, obtidos de sites na 
Internet.
• Trojan Dropper: instala outros códigos maliciosos, embutidos no próprio 
código do trojan. 
• Trojan Backdoor: inclui backdoors, possibilitando o acesso remoto do atacante 
ao computador. 
• Trojan dos: instala ferramentas de negação de serviço e as utiliza para desferir 
ataques.
• Trojan Destrutivo: altera/apaga arquivos e diretórios, formata o disco rígido e 
pode deixar o computador fora de operação.
• Trojan Clicker: redireciona a navegação do usuário para sites específicos, com 
o objetivo de aumentar a quantidade de acessos a estes sites ou apresentar 
propagandas.
• Trojan Proxy: instala um servidor de proxy, possibilitando que o computador 
seja utilizado para navegação anônima e para envio de spam.
• Trojan Spy: instalaprogramas spyware e os utiliza para coletar informações 
sensíveis, como senhas e números de cartão de credito, e enviá-las ao atacante.
• Trojan Banker ou Bancos: coleta dados bancários do usuário, por meio da instalação 
de programas spyware que são ativados quando sites de Internet Banking são 
acessados. É similar ao Trojan Spy, porém com objetivos mais específicos.
Rootkit
Rootkit é um conjunto de programas e técnicas que permite esconder 
e assegurar a presença de um invasor ou de outro código malicioso em um 
computador comprometido. O conjunto de programas e técnicas fornecido pelos 
rootkits pode ser usado para: 
• remover evidências em arquivos de logs; 
• instalar outros códigos maliciosos, como backdoors, para assegurar o acesso 
futuro ao computador infectado; 
• esconder atividades e informações, como arquivos, diretórios, processos, 
chaves de registro, conexões de rede etc.;
• mapear potenciais vulnerabilidades em outros computadores, por meio de 
varreduras na rede; 
• capturar informações da rede na qual o computador comprometido está 
localizado, pela interceptação de tráfego. 
É muito importante ressaltar que o nome rootkit não indica que os programas e 
as técnicas que o compõe são usadas para obter acesso privilegiado a um computador, 
mas sim para mantê-lo. Rootkits inicialmente eram usados por atacantes que, após 
invadirem um computador, os instalavam para manter o acesso privilegiado, sem 
precisar recorrer novamente aos métodos utilizados na invasão, e para esconder suas 
atividades do responsável e/ou dos usuários do computador. Apesar de ainda serem 
bastante usados por atacantes, os rootkits atualmente têm sido também utilizados 
e incorporados por outros códigos maliciosos para ficarem ocultos e não serem 
detectados pelo usuário e nem por mecanismos de proteção. Há casos de rootkits 
instalados propositalmente por organizações distribuidoras de Compact Disc (CD) 
80
UNIDADE1 — COLABORADORES E COMPORTAMENTO SEGURO
de música, sob a alegação de necessidade de proteção aos direitos autorais de suas 
obras. A instalação nestes casos costumava ocorrer de forma automática, quando 
um dos CDs distribuídos contendo o código malicioso era inserido e executado. É 
importante ressaltar que estes casos constituem uma séria ameaça à segurança do 
computador, pois os rootkits instalados, além de comprometerem a privacidade do 
usuário, também podem ser reconfigurados e utilizados para esconder a presença e 
os arquivos inseridos por atacantes ou por outros códigos maliciosos.
Prevenção
Para manter o seu computador livre da ação dos códigos maliciosos existe 
um conjunto de medidas preventivas que você precisa adotar. Essas medidas 
incluem manter os programas instalados com as versões mais recentes e com 
todas as atualizações disponíveis aplicadas e usar mecanismos de segurança, 
como antiMalware e firewall pessoal. Além disso, há alguns cuidados que você 
e todos que usam o seu computador devem tomar sempre que forem manipular 
arquivos. Novos códigos maliciosos podem surgir, a velocidades nem sempre 
acompanhadas pela capacidade de atualização dos mecanismos de segurança.
Resumo Comparativo
Cada tipo de código malicioso possui características próprias que o define 
e o diferencia dos demais tipos, como forma de obtenção, forma de instalação, 
meios usados para propagação e ações maliciosas mais comuns executadas nos 
computadores infectados. Para facilitar a classificação e a conceituação, a tabela 
a seguir apresenta um resumo comparativo das características de cada tipo. É 
importante ressaltar, entretanto, que definir e identificar essas características 
têm se tornado tarefas cada vez mais difíceis, devido às diferentes classificações 
existentes e ao surgimento de variantes que mesclam características dos demais 
códigos. Desta forma, o resumo apresentado na tabela não e definitivo e baseia-se 
nas definições apresentadas nesta leitura complementar.
TÓPICO 3 — PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
81
FONTE: CERT.br. Cartilha de segurança para Internet, versão 4.0. São Paulo: Comitê Gestor da 
Internet no Brasil, 2012, p. 17-31. Disponível em: https://cartilha.cert.br/livro/cartilha-seguranca-in-
ternet.pdf. Acesso em: 5 jun. 2020.
82
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• A conscientização de segurança da informação da organização deve ser tratada como 
um processo de melhoria continuada, garantindo que o treinamento e o conhecimento 
sejam mantidos diariamente em alto nível de conscientização de segurança.
• A proteção de dados do titular do cartão (Card Holder Data – CHD) deve fazer 
parte do programa de conscientização sobre segurança da informação em 
toda a organização. 
• Garantir que a equipe esteja ciente da importância da segurança dos 
dados do titular do cartão é importante para o sucesso de um programa de 
conscientização de segurança. 
• Um aspecto crítico da conscientização é determinar o tipo de conteúdo que 
será utilizado. 
• Determinar as diferentes funções dentro de uma organização é o primeiro 
passo para desenvolver um conteúdo apropriado e determinar as informações 
que devem estar inclusas na conscientização. 
• Estabelecer uma lista de verificação pode ajudar uma organização a 
desenvolver, monitorar e/ou manter um programa de treinamento de 
conscientização de segurança de forma eficaz.
• O primeiro passo para criar um plano de programa de conscientização é 
montar uma equipe de conscientização.
• A equipe de conscientização é responsável pelo desenvolvimento, entrega e 
manutenção do programa de conscientização de segurança.
• A equipe de conscientização de ser formada por pessoas de diferentes áreas 
e com responsabilidades diferentes, representando uma seção transversal da 
organização.
• A presença de uma equipe ajudará a garantir o sucesso do programa de 
conscientização de segurança por meio da atribuição de responsabilidade 
pelo programa.
• O tamanho e a participação da equipe de conscientização de segurança 
dependerão das necessidades específicas de cada organização e de sua cultura.
• A conscientização de segurança baseada em funções provê às organizações 
de realizarem o treinamento nos níveis apropriados, se baseando em suas 
funções de trabalho.
83
• A primeira tarefa ao definir um programa de conscientização de segurança 
baseado em funções é agrupar indivíduos de acordo com suas funções, ou 
seja, conforme as funções de trabalho, na organização.
• O plano do programa de conscientização pode ser pensado para três tipos de 
funções: Todo o pessoal, Funções especializadas e Gestão (Gerência).
• Um programa sólido de conscientização ajudará todas as pessoas da 
organização a reconhecerem ameaças, verem a segurança como benéfica para 
a tomar como hábito no trabalho e em casa, e se sentirem confortável em 
relatarem possíveis problemas de segurança.
• O treinamento adicional para aqueles em Funções Especializadas deve se 
concentrar na obrigação das pessoas seguirem procedimentos seguros para 
lidar com informações confidenciais e reconhecer os riscos associados se o 
acesso privilegiado for mal utilizado.
• A gerência precisa entender a política de segurança da organização e os 
requisitos de segurança suficientemente bem, para que possam discutir e 
reforçar positivamente a mensagem para a equipe, assim como incentivar a 
conscientização, reconhecer e resolver problemas relacionados à segurança, 
caso ocorram.
• Os gerentes da equipe com acesso privilegiado devem ter um entendimento 
sólido dos requisitos de segurança de sua equipe, especialmente aqueles com 
acesso a dados confidenciais.
• Estabelecer um nível mínimo de conscientização para todo o pessoal pode ser 
a base do programa de conscientização de segurança.
• O programa de conscientização sobre segurança deve ser ministrado de 
maneira que se adapte à cultura geral de organização e que tenha o maior 
impacto para as pessoas da organização.
• A chave para um programaeficaz de conscientização de segurança é direcionar 
a entrega de material relevante ao público apropriado de maneira oportuna 
e eficiente.
• Ao disseminar o treinamento de conscientização sobre segurança por meio 
de vários canais de comunicação, a organização garante que o pessoal seja 
exposto à mesma informação várias vezes de diferentes maneiras. 
• O canal de comunicação usado deve corresponder ao público que recebe o 
conteúdo do treinamento e o tipo de conteúdo, bem como o próprio conteúdo.
• Os métodos de comunicação eletrônica podem ser de notificações por e-mail, 
e-Learning, mídia social interna etc.
• As notificações não eletrônicas podem ser na forma de pôsteres, malas diretas 
internas, boletins e eventos de treinamento ministrados por instrutores.
84
• Eventos pessoais de conscientização de segurança envolvendo a participação 
ativa do pessoal podem ser extremamente eficazes.
• A inclusão de atividades envolvendo o público, como atividades baseadas em 
cenários, ajudam a garantir que os conceitos sejam entendidos e lembrados.
• Um exercício estruturado de engenharia social ensinará aos colaboradores 
de forma rápida a identificar um ataque de engenharia social e reagir 
adequadamente.
• Seminários internos, treinamento fornecido durante os intervalos para 
o almoço, comumente chamado de "almoce e aprenda" e eventos sociais 
dos colaboradores também são ótimas oportunidades para a equipe de 
conscientização de segurança interagir com o pessoal e introduzir conceitos 
de segurança.
• O tamanho da audiência em uma apresentação liderada por instrutor é 
importante: quanto maior o grupo, maior o risco de que o conteúdo não 
seja comunicado efetivamente, pois os indivíduos podem perder o foco no 
material apresentado se não se sentirem envolvidos.
• A comunicação da conscientização sobre segurança seja incluída nos processos 
de novos contratados, bem como quando os colabores mudam de função.
• O treinamento de conscientização de segurança pode ser combinado com 
outros requisitos organizacionais, como acordos de confidencialidade e ética.
• É recomendável que todos os colaboradores recebam treinamento básico 
de conscientização sobre segurança, desenvolvido de acordo com a política 
organizacional.
• Além do treinamento geral de conscientização sobre segurança, recomenda-
se que a equipe seja exposta a conceitos gerais de segurança de dados do 
titular do cartão, promovendo o manuseio adequado dos dados em toda a 
organização e conforme com sua função na organização.
• Embora, o plano do programa de conscientização em segurança da informação 
de uma organização geralmente é específico e personalizado, é aconselhável 
que a organização incorpore as melhores práticas da área, utilizando materiais 
de referência confiáveis.
• Publicação Especial 800-50 do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia 
(NIST), Organização Internacional de Padrões (ISO) 27002: 2013, Organização 
Internacional de Padrões (ISO) 27001: 2013 e COBIT são materiais de referência 
confiáveis e que as práticas contidas devem ser incorporadas no plano de 
conscientização.
• Cada organização deve considerar o tempo, os recursos e a cultura ao 
selecionar os materiais a serem usados no treinamento de conscientização 
sobre segurança.
85
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pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
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CHAMADA
• Shoulder surfing é o “espiar sobre os ombros”, ou seja, este tipo de ataque é 
ocasionado quando umas das pessoas envolvidas consegue (ou é capaz de) 
olhar sobre o ombro de outra pessoa e/ou espionar a tela do outro.
• Dumpster Diving (ou trashing) é o termo utilizado para a ação de hackers que 
vasculham a lixeira.
• As métricas podem ser uma ferramenta eficaz para medir o sucesso de um 
programa de conscientização de segurança e fornecer informações para 
manter o programa de conscientização de segurança atualizado e eficaz. 
• Data Loss Prevention (DLP) ou prevenção de perdas de dados é um conjunto de 
ferramentas e processos utilizados com o objetivo de certificar que os dados 
confidenciais não sejam perdidos, ou utilizados de forma indevida ou ainda 
que não sejam acessados por usuários sem autorização.
• Ter uma lista de verificação pode auxiliar as organizações a realizarem o 
planejamento e o gerenciamento do programa treinamento de conscientização 
sobre segurança.
• Que a lista de verificação deve ser realizada para cada uma das quatro etapas do 
programa, sendo: Criando o programa de conscientização, implementando a 
conscientização, sustentando a conscientização de segurança e documentando 
o programa de conscientização.
• Ataques na internet acontecem por diferentes objetivos, alvos e são utilizadas 
as mais variadas técnicas.
• Os códigos Malware são programas que foram escritos de forma específica 
com objetivo de causar dano e tarefas maliciosas em um computador.
• Algumas das várias maneiras como os Malware podem infectar um 
computador.
86
1 A primeira tarefa ao definir um programa de conscientização de segurança 
baseado em funções é agrupar indivíduos de acordo com suas funções, ou 
seja, conforme as funções de trabalho, na organização. Essas funções podem 
ser de três tipos: todas as pessoas, pessoal especializado e gerência. Com 
relação a esses três tipos, analise as sentenças a seguir, classificando com V 
as sentenças verdadeiras e com F as falsas: 
( ) Todos da organização devem estar cientes da sensibilidade dos dados 
do cartão de pagamento, mesmo que suas responsabilidades diárias não 
envolvam o trabalho com os dados do cartão de pagamento. 
( ) A conscientização referente às funções especializadas deve se concentrar 
na obrigação das pessoas seguirem procedimentos seguros para lidar 
com informações confidenciais e reconhecer os riscos associados se o 
acesso privilegiado for mal utilizado.
( ) A gerência possui necessidades adicionais de treinamento que podem 
diferir das duas áreas anteriores. 
( ) A gerência precisa ter uma visão geral e não se preocupar em entender a 
política de segurança da organização, pois é a equipe de conscientização 
que possui esse papel.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V – V – F.
b) ( ) V – F – V – F.
c) ( ) F – V – V – F.
d) ( ) F – F – V – V.
2 A chave para um programa eficaz de conscientização de segurança é dire-
cionar a entrega de material relevante ao público apropriado de maneira 
oportuna e eficiente. Para ser eficaz, o canal de comunicação também deve 
se adequar à cultura da organização. Ao disseminar o treinamento de cons-
cientização sobre segurança por meio de vários canais de comunicação, a 
organização garante que o pessoal seja exposto à mesma informação vá-
rias vezes de diferentes maneiras. Desta forma, as pessoas se lembram das 
informações a elas apresentadas. O conteúdo pode precisar ser adaptado 
dependendo do canal. Escolha a sentença CORRETA referente aos métodos 
de comunicação.
a) ( ) Pôsteres não devem ser utilizados como métodos de comunicação.
b) ( ) Os boletins e malas diretas internas são métodos de comunicação 
eletrônica.
c) ( ) Atividades baseadas em cenários é um método de comunicação 
eletrônica que ajuda que os conceitos sejam entendidos e lembrados.
d) ( ) Notificações por e-mail, e-Learning, mídia social interna etc. são 
métodos de comunicação eletrônica.
AUTOATIVIDADE
87
3 As métricas podem ser uma ferramenta eficaz para medir o sucesso de um 
programa de conscientização de segurança e fornecer informações para 
manter o programa de conscientização de segurança atualizado e eficaz. 
As métricas específicas utilizadas para medir o sucesso de um programa 
de conscientização de segurança variam de organização para organização, 
baseando se em considerações como tamanho, setor e tipo de treinamento. 
Analise as afirmações quanto às métricas operacionais que podem ser 
utilizadas como pontode partida para o desenvolvimento de métricas, 
classificando com V as sentenças verdadeiras e com F as sentenças falsas.
( ) A métrica de tempo de inatividade e de rede reduzidos ou interrupções 
de aplicativos pode ser medida com indicadores como gerenciamento de 
alterações consistente e processos aprovados; menos surtos de Malware; 
melhores controles.
( ) A métrica de redução de surtos de Malware e problemas de desempenho 
do computador relacionados a Malware pode ser medida com indicadores 
como menos colaboradores abriram e-mails maliciosos e aumento de 
relatórios de colaboradores de e-mails maliciosos.
( ) A métrica de aumento no relatório de preocupações de segurança e acesso 
incomum aumentou no relatório pode ser medida com indicadores como 
diminuição do tempo entre a detecção e remediação.
( ) A métrica das verificações de vulnerabilidade estão ativas e detectam 
vulnerabilidades altas ou críticas pode ser medida com indicadores como 
melhor conscientização dos colaboradores sobre possíveis ameaças.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V – F – F.
b) ( ) V – F – V – F.
c) ( ) F – V – V – F.
d) ( ) F – F – V – V.
5 Além das métricas operacionais como: tempo de inatividade e de rede reduzidos 
ou interrupções de aplicativos, redução de surtos de Malware e problemas de 
desempenho do computador relacionados a Malware, aumento do número de 
consultas dos colaboradores sobre como implementar procedimentos seguros 
entre outras, que são utilizadas para medir o sucesso de um programa eficaz, 
podemos utilizar métricas do programa de treinamento. Analise as sentenças 
a seguir quanto às métricas do programa de treinamento, classificando com V 
as sentenças verdadeiras e com F as sentenças falsas.
( ) A métrica de aumento do número de pessoas concluindo o treinamento 
pode ser medida com indicadores rastreamento de presença e avaliações 
de desempenho.
( ) A métrica de aumento do número de funcionários com acesso privilegiado 
que receberam o treinamento necessário pode ser medida com indicadores 
como feedback do pessoal; testes e avaliações de treinamento.
( ) A métrica de aumento da compreensão do pessoal sobre o material de 
treinamento pode ser medida com indicadores como rastreamento de 
presença e avaliações de desempenho.
88
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V – F.
b) ( ) V – F – V.
c) ( ) F – V – V.
d) ( ) V – F – F.
89
UNIDADE 2 — 
PADRÃO, NORMAS E PLANO 
DE CONSCIENTIZAÇÃO EM 
SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• compreender a estrutura capaz de fornecer governança de TI, ou seja, com-
preender o Control Objectives for Information and Related Technology (COBIT);
• conhecer as principais práticas referente à ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013, 
que faz parte da grande família da ABNT NBR ISO/IEC 27000:2018;
• conhecer as principais práticas referente à ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013, 
que faz parte da grande família da ABNT NBR ISO/IEC 27000:2018;
• conhecer as principais práticas relacionadas ao ciclo de vida do plano 
programa de conscientização e treinamento da publicação Especial 800-
50 do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia;
• conhecer as quatro etapas do ciclo de vida do plano programa de cons-
cientização e treinamento da publicação Especial 800-50 do Instituto 
Nacional de Padrões e Tecnologia.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade, você 
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND
 RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA 
 INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 E 
 ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
TÓPICO 3 – CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE
 CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO 
 DA EDIÇÃO ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL ]
 INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
90
91
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
As mudanças tecnológicas fazem parte do dia a dia das organizações. 
Aliado a essas mudanças estão os riscos e as vulnerabilidades no cotidiano das 
organizações. Desta forma, é necessário ter conhecimento da legislação que a 
organização precisa seguir, bem como elicitar os requisitos referentes à segurança 
necessários para atendê-la. Ao se saber quais são os requisitos legais é necessário 
identificar quais são os controles apontados pelas normas de segurança. “A partir 
dos controles identificados, é necessário gerar as políticas, normas e procedimentos 
para a implementação dos controles” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 8).
 Agora, acadêmico, vamos visualizar graficamente na Figura 1 esta visão geral.
FIGURA 1 – VISÃO GERAL DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 7)
Outro ponto, que queremos que você tenha em mente, é a existência de três 
fontes principais a serem consideradas no momento de estabelecer os requisitos 
de segurança da informação de uma organização, sendo elas:
• Análise e avaliação de riscos: deve-se levar em consideração quais são “[...] os 
objetivos e estratégias de negócio da organização, resultando na identificação 
TÓPICO 1 — 
CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED 
TECHNOLOGY (COBIT)
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
92
de vulnerabilidades e ameaças aos ativos. Nesse contexto, leva-se em conta 
a probabilidade de ocorrência de ameaças e o impacto para o negócio” 
(COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 9).
• Legislação vigente: é necessário identificar os “[...] estatutos, regulamentação 
e cláusulas contratuais que devem atender à organização, seus parceiros, 
terceirizados e fornecedores” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 9).
• Conjunto de princípios: é necessário identificar os “[...] objetivos e requisitos de 
negócio para o processamento de dados que a organização deve definir para 
dar suporte às suas operações” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 9).
O objetivo, a partir daqui, é trazer o conhecimento que você precisa 
referente às melhores práticas a serem utilizadas para criar um plano do 
programa de conscientização e treinamento, conforme identificamos no Tópico 3, 
da Unidade 1. Assim, iremos abordar, agora, neste tópico, o Cobit. 
2 FRAMEWORK COBIT 
 
O Control Objectives for Information and related Technology (COBIT) é um 
conjunto de melhores práticas para o gerenciamento de TI, que foi criado pela 
Information Systems Audit and Control Association (ISACA), uma Associação de 
Auditoria e Controle de Sistemas de Informação internacional, e pelo Information 
Technology Governance Institute (ITGI). A ISACA desenvolve e mantém o 
framework Cobit, reconhecido internacionalmente, ajudando profissionais de 
Tecnologia da Informação (TI) e líderes empresariais no cumprimento de suas 
responsabilidades de Governança de TI e para que agreguem valor aos negócios 
(ISACA, 2018a). Isaca (2018b) coloca que a equipe de desenvolvimento do Cobit 
® 2019 analisou os padrões e estruturas apresentados na Figura 2 para alinhar 
o Cobit ® 2019, evoluindo para uma estrutura de governança e gerenciamento 
(gestão) de Informações & Tecnologias (I&T), de forma abrangente e mais ampla.
No Tópico 2 abordaremos o código de práticas para técnicas de Segurança da 
Tecnologia da Informação para controles de Segurança da Informação, referente às normas 
ABNT NBR ISO/IEC 270001:2013 e ABNT NBR ISO/IEC 270002:2013. Por fim, em nosso 
Tópico 3 abordaremos a publicação Especial 800-50 do NIST — Construindo um plano de 
programa de conscientização e treinamento em segurança de tecnologia da informação.
ESTUDOS FU
TUROS
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
93
FIGURA 2 – PADRÕES E ESTRUTUADAS ANALISADAS NO COBIT 2019
FONTE: Isaca (2018b, p. 8)
O framework Cobit ® 2019 fornece aos profissionais de segurança de informação 
e para as partes interessadas da organização, orientações e práticasdetalhadas a 
serem aplicadas na segurança da informação, fundamentadas nas melhores práticas 
acadêmicas, além de ele ser reconhecido mundialmente ao apoiar a governança 
corporativa de informações e tecnologia de maneira eficaz. O framework Cobit ® 2019 
foi atualizado com novas informações e orientações, visando a uma implementação 
mais fácil e personalizada do Cobit ® 2019 (ISACA, 2018a). 
A Figura 3 traz a estrutura do Cobit ® 2019 e a Figura 4 apresenta as 
maiores diferenças entre a versão do Cobit ® 2019 e a versão do Cobit 5 
(ISACA, 2018b). Essa estrutura se refere a: (i) a introdução e metodologia, que 
trazem o detalhamento dos princípios de governança, oferecendo conceitos e 
a exemplificação básica, bem como lança a construção da estrutura de maneira 
geral, incluso o Cobit Core Model, modelo central; (ii) objetivos de governança 
e gerenciamento, que proveem a descrição de maneira detalhada do Cobit Core 
Model, bem como os seus 40 objetivos de governança/gerenciamento. 
Eles são estabelecidos e acordados com o processo, metas da organização 
e com as práticas de governança e gerenciamento; (iii) a guia de design, que traz 
o desenho de uma solução de governança de informação e tecnologia, provendo 
informação referente de como criar um sistema de governança sob medida; (iv) 
guia de implementação que traz a forma de implementar e otimizar uma solução 
de governança de informação e tecnologia, provendo um roteiro para melhoria 
contínua da governança.
Famlia _SGI
Realce
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
94
FIGURA 3 - ESTRUTURA DO COBIT 2019
FONTE: A autora
FIGURA 4 – MAIORES DIFERENTEÇAS ENTRE COBIT 2019 E COBIT 5
FONTE: Isaca (2018a, p. 5)
Basicamente podemos dizer que o modelo de habilitador foi removido, 
contudo, estruturas similares ainda farão parte do modelo conceitual do Cobit, mas 
de forma oculta. Além dos habilitadores, os objetivos do processo foram removidos 
e seu papel passa a ser assumido pelas declarações de prática de processo. Cabe 
destacar ainda que o modelo de avaliação de capacidade de processo fundamentado 
no Cobit 5 e na ABNT NBR ISO/IEC 15504, agora ABNT NBR ISO/IEC 33000, foi 
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
95
substituído por um modelo de capacidade inspirado no Capability Maturity Model® 
Integration (CMMI). Por fim, ainda referente a esta figura, veja o que preparamos 
para você, no Quadro 1, os termos e significados da Figura 4.
QUADRO 1 - TERMOS E SIGNIFICADOS DA FIGURA 4
TERMO SIGNIFICADO
Framework Estrutura
Enabling processes Facilitadores
Implementation Guide Guia de implementação
Design Guide Guia de desenho
Introduction & Methodology Introdução & Metodologia
Governance & Management 
Objectives
Objetivos de Gerenciamento e 
Governança
Designing Your Information & 
Technology Governance System
Desenhando o sistema de Governança 
de Informação & Tecnologia
Implementaing and Optimizing 
Your Information & Technology 
Governance System
Implementando e Otimizando o 
Sistema de Governança de Informação 
& Tecnologia
Focus Area Áreas foco
Small and Medium-sized Enterprises 
(SME) Empresas de pequeno ou médio porte
Developments and Operations 
(DevOps) Desenvolvimento e Operações
Risk Risco
Security Segurança
FONTE: A autora
Você deve se perguntar, por que é importante vermos essas diferenças 
e como a orientação da ISACA viabiliza a boa prática da conscientização? É 
importante entendermos quais são as diferenças existentes devido que o ISACA 
viabilizava as boas práticas de conscientização pelos habilitadores no Cobit 5 
(inclusive processos), fornecendo orientação sobre as exigências relativas ao 
comportamento humano. Segundo Isaca (2012): 
• Os habilitadores do Cobit 5 incluem pessoas, habilidades e competências, 
bem como cultura, ética e comportamento.
• O processo do Cobit 5 (Align, Plan and Organize – APO) APO07, se refere ao 
gerenciamento de recursos humanos.
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
96
• O processo do Cobit 5 (Build, Acquire and Implement – BAI) BAI02, se refere ao 
gerenciamento na definição de requisitos.
• Os processos Cobit 5 BAI05, se refere ao gerenciamento da capacidade de 
mudança organizacional.
• O processo Cobit BAI08, se refere ao gerenciamento do conhecimento.
De acordo com Isaca (2018c), essas práticas referentes à implementação 
permanecem iguais e voltaremos nesse assunto no Item 3 deste tópico. Agora, 
vamos falar de outra característica importante, os Fatores de Desenho e Área de 
Foco, que permitem criar uma solução de governança sob medida e são justamente 
estes componentes que eram referidos como habilitadores no Cobit 5. 
Para que você possa compreender melhor essas questões, apresentamos 
visualmente o overview do Cobit ® 2019, na Figura 5.
FIGURA 5 - OVERVIEW DO COBIT 2019
FONTE: Isaca (2018c, p. 6)
Veja o que preparamos para você, que traz no Quadro 2 os termos e 
significados da Figura 5.
QUADRO 2 - TERMOS E SIGNIFICADOS DA FIGURA 5
TERMO SIGNIFICADO
Inputs Entrada
Standards, frameworks, regulations Padrões, estruturas, regulamentos
Community contribution Contribuição da comunidade
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
97
Core publication Publicação central (principal)
Reference model of governance and 
management objective
Modelo de referência dos objetivos de 
governança e gerenciamentos (gestão)
Enterprise strategy Estratégia empresarial
Enterprise goals Objetivos da empresa
Enterprise size Tamanho da empresa
Role of it Papel da TI
Sourcing model for IT Modelo fornecido para TI
Compliance requirements Requisitos de conformidade
Design factors Fatores de desenho
Tailored enterprise governance system 
for information and technology
Sistema de governança corporativa de 
Informação e Tecnologia sob medida
Priority governance and management 
objectives
Objetivos prioritários de governança e 
gerenciamento 
Specific guidance from focus areas Orientação das áreas foco
Target capability and performance 
management guidance
Orientação sobre o gerenciamento de 
capacidade e o nível de desempenho
FONTE: A autora
Pela Figura 5 é possível perceber que o Cobit ® 2019 sofreu alterações 
significativas nos fatores de desenho. O desenho aborda desde a estratégia 
corporativa até os objetivos referentes à organização, tamanho, o papel exercido pela 
TI, o modelo de prestação de serviços da TI, os requisitos de conformidade e afins. 
Em contrapartida, a área de foco (antigos habilitadores) tem como objetivo 
definir o componente principal do seu sistema de Governança, ou seja, se é 
referente à segurança, ao risco, ao desenvolvimento e operações (Developments and 
Operations – DevOps), ou mesmo se é sobre uma empresa pequena ou de médio 
porte (ISACA, 2018c). Segundo Isaca (2018c) são seis os principais princípios para 
um Sistema de Governança (Governance System): 
• Provide stakeholder value: cada organização precisa de um sistema de governança 
para satisfazer as necessidades das partes interessadas e gerar valor a partir 
do uso da informação e da tecnologia.
• Holistic approach: um sistema de governança corporativa de TI é construído a 
partir de vários componentes de diferentes tipos e trabalhando em conjunto 
de maneira holística.
• Dynamic Governance System: um sistema de governança deve ser dinâmico, ou 
seja, sempre que um ou mais dos fatores de projeto são alterados, o impacto 
dessas alterações no sistema deve ser considerado.
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
98
• Governance Distinct from Management: um sistema de governança deve 
distinguir de forma clara entre as atividades e as estruturas de governança e 
de gerenciamento.
• Tailored to enterprise needs: um sistema de governança deve se adaptar às 
necessidades da organização, utilizando um conjunto de fatores de design 
como parâmetros para personalizare priorizar os componentes do sistema 
de governança.
• End-to-End Governance System: um sistema de governança deve cobrir 
a atividade fim da organização, concentrando-se não só nas funções 
desempenhadas por ela, mas sim por toda tecnologia e processamento de 
informações que a organização precisa para alcançar seus objetivos.
A Figura 6 traz esses seis princípios do sistema de governança.
FIGURA 6 – PRINCÍPIOS DO SISTEMA DE GOVERNANÇA
FONTE: Adaptada de Isaca (2018c, p. 11)
Além dos seis princípios do sistema de governança, existem três princípios 
do Framework de Governança (Governance Framework) ilustrados na Figura 7 e 
descritos aqui (ISACA, 2018c):
• Based on conceptual model: uma estrutura de governança deve estar 
fundamentada em um modelo conceitual, identificando os principais 
componentes e as relações existentes entre esses componentes, maximizando 
a consistência e possibilitando a automação.
• Open and flexible: uma estrutura de governança deve ser aberta e flexível, 
permitindo adicionar novo conteúdo e ter a capacidade de resolver novos 
problemas da maneira mais flexível, mantendo a integridade e a consistência.
• Aligned to major standards: uma estrutura de governança deve estar alinhada 
aos principais padrões, estruturas e regulamentos relacionados.
FIGURA 7 – PRINCÍPIOS DO FRAMEWORK DE GOVERNANÇA 
FONTE: Adaptada de Isaca (2018c, p. 11).
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
99
Assim, para que um plano de programa de conscientização tenha sucesso, 
temos que pensar que a informação e a tecnologia precisam trazer contribuições 
significativas para os objetivos da organização, e para que isso aconteça, vários 
objetivos de governança e gerenciamento devem ser alcançados (ISACA, 2018c). 
Agora, tire uns minutos para ver o UNI-IMPORTANTE e os dois UNI-
DICA que preparamos para você.
Semelhante ao Cobit 5, os objetivos de governança e gerenciamento do 
Cobit ® 2019 estão agrupados em cinco domínios. Os domínios têm nomes que 
expressam o objetivo principal e as áreas de atividade dos objetivos contidos nele, 
ou seja, as áreas de foco. Para que você tenha o melhor entendimento do tema, a 
Figura 8 traz a representação desses domínios e a Figura 9 traz o Modelo Central ou 
Modelo Essencial, que representa o modelo básico dos processos do Cobit ® 2019.
FIGURA 8 – OBJETIVOS DE GOVERNANÇA E GESTÃO
FONTE: Isaca (2018c, p. 15)
• Um objetivo de governança ou gerenciamento sempre está relacionado a um processo 
e a uma série de componentes que se relacionam a outros tipos para ajudar a alcançar 
o objetivo (ISACA, 2018c).
• Um objetivo de governança se refere a um processo de governança, enquanto um 
objetivo de gerenciamento se relaciona a um processo de gestão (ISACA, 2018c).
IMPORTANT
E
Os objetivos cascata de tecnologia e informação do Cobit 5 foram substituídos 
pelos objetivos de alinhamento no Cobit ® 2019, dizendo respeito ao alinhamento da 
tecnologia da informação com os objetivos corporativos. Já os objetivos dos habilitadores do 
Cobit 5 passam a se chamar de Objetivos de Governança e Gerenciamento no Cobit ® 2019.
ATENCAO
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
100
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TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
101
Veja o que preparamos para você, que traz no Quadro 3 os termos e 
significados da Figura 8 e Figura 9.
QUADRO 3 - TERMOS E SIGNIFICADOS DA FIGURA 8 E FIGURA 9
TERMO SIGNIFICADO
Governance objectives Objetivos de governança
Evaluate, Direct and Monitor (EDM) Avaliar, Direcionar e Monitorar 
Management objectives Objetivos de gerenciamento (gestão)
Align, Plan and Organize (APO) Alinhar, Planejar e Organizar
Build, Acquire and Implement (BAI) Construir, Adquirir e Implementar
Deliver, Service and Support (DSS) Entregar, Serviço e Suporte
Monitor, Evaluate and Assess (MEA) Monitorar, Avaliar e Analisar
EDM01 – Ensured Governance 
Framework Setting and Maintenance
EDM01 – Garantir a definição e 
manutenção do modelo de Governança
EDM02 – Ensured Benefits Delivery EDM02 – Garantir a realização de benefícios
EDM03 – Ensured Risk Optimization EDM03 – Garantir a otimização do risco
EDM04 – Ensured Resource 
Optimization
EDM04 – Garantir a otimização dos 
recursos
EDM05 – Ensured Stakeholder 
Engagement
EDM05 – Garantir a transparência para 
as partes interessadas
APO01 – Managed I&T Management 
Framework
APO01 – Gerenciar a estrutura de 
gestão de I&T
APO02 – Managed Strategy APO02 – Gerenciar a estratégia
APO03 – Managed Enterprise 
Architecture
APO03 – Gerenciar a estrutura da 
organização
APO04 – Managed Innovation APO04 – Gerenciar inovação
APO05 – Managed Portfolio APO05 – Gerenciar portfólio
APO06 – Managed Budget and Costs APO06 – Gerenciar orçamento e custos
APO07 – Managed Human Resources APO07 – Gerenciar recursos humanos
APO08 – Managed Relationships APO08 – Gerenciar relacionamentos
APO09 – Managed Service Agreements APO09 – Gerenciar contratos de prestação de serviço
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
102
APO10 – Managed Vendors APO10 – Gerenciar fornecedores
APO11 – Managed Quality APO11 – Gerenciar qualidade
APO12 – Managed Risk APO12 – Gerenciar riscos
APO13 – Managed Security APO13 – Gerenciar segurança
APO14 – Managed Data APO14 – Gerenciar dados
MEA01 – Managed Performance and 
Conformance Monitoring
MEA01 – Gerenciar o monitoramento 
de desempenho e conformidade
BAI01 – Managed Programs BAI01 – Gerenciar Programas
BAI02 – Managed Requirements 
Definition
BAI02 – Gerenciar definição de 
requisitos
BAI03 – Managed Solutions 
Identification and Build
BAI03 – Gerenciar identificação e 
desenvolvimento de soluções
BAI04 – Managed Availability and 
Capacity
BAI04 – Gerenciar disponibilidade e 
Capacidade 
BAI05 – Managed Organizational 
Change
BAI05 – Gerenciar a capacidade de 
mudança organizacional
BAI06 – Managed IT Changes BAI06 – Gerenciar mudanças de TI
BAI07 – Managed IT Change 
Acceptance and Transitioning
BAI07 – Gerenciar aceitação e transição 
da mudança de TI
BAI08 – Managed Knowledge BAI08 – Gerenciar conhecimento
BAI09 – Managed Assets BAI09 – Gerenciar ativos
BAI10 – Managed Configuration BAI10 – Gerenciar configuração
BAI11 – Managed Projects BAI11 – Gerenciar projetos
MEA02 – Managed System of Internal 
Control
MEA02 – Gerenciar sistema de controle 
interno
MEA03 – Managed Compliance with 
External Requirements
MEA03 – Gerenciar conformidade com 
os requisitos externos
DSS01 – Managed Operation DSS01 – Gerenciar operações
DSS02 – Managed Service Requests 
and Incidents
DSS02 – Gerenciar solicitações de 
incidentes de serviços
DSS03 – Managed Problems DSS03 – Gerenciar problemas
DSS04 – Managed Continully DSS04 – Gerenciar continuidade
DSS05 – Managed Security Services DSS05 – Gerenciar serviços de segurança
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
103
DSS06 – Managed Business Process 
Controls
DSS06 – Gerenciar controles do 
processo de negócio
MEA04 – Managed Assurance MEA04 – Gerenciar avaliação
FONTE: A autora
Como falamos anteriormente, precisamos conhecer como o Cobit ® 2019 
está estruturado, para que quando estivermos em posse dele, possamos encontrar 
o referencial referente à conscientização. Desta forma, elencamos, no Quadro 4, 
os conceitos-chave referentes aos objetivos de governança e gerenciamento. No 
referido quadro é possível identificar que os componentes relacionados estão 
contemplando as práticas referentes à conscientização.
QUADRO 4 - CONCEITOS CHAVES DOS OBJETIVOS DE GOVERNANÇA E GERENCIAMENTO
CONCEITO-CHAVE CONTEMPLA
Informação de alto nível
• Nome do domínio
• Área de foco
• Nome do objetivo de governança ou 
gerenciamento
• Descrição
• Declaração de propósito
Cascatade objetivos (Objetivos de 
alinhamento)
• Metas de alinhamento aplicáveis
• Objetivos aplicáveis da empresa
• Exemplo de métricas
Componentes relacionados
• Processos, práticas e atividades
• Estruturas organizacionais
• Fluxos de informação e itens
• Pessoas, habilidades e competências
• Políticas e frameworks
• Cultura, ética e comportamento
• Serviços, infraestrutura e aplicativos
Orientação relacionada
• Local dos links e referências cruzadas 
aplicáveis são fornecidos a outros 
padrões e estruturas de cada um dos 
componentes de governança dentro 
de cada objetivo de governança e 
gerenciamento.
FONTE: Adaptado de Isaca (2018c)
A cascata de objetivos citada no Quadro 4 são apresentadas na Figura 10 
para que você possa compreender esse alinhamento enfatizando-o dos esforços 
de TI com os objetivos de negócio. Isaca (2018c) coloca que:
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
104
• essas eram metas relacionadas à TI no Cobit 5;
• a atualização procura evitar o entendimento frequente de que essas metas indicam 
objetivos puramente internos do departamento de TI em uma organização;
• as metas de alinhamento também foram consolidadas, reduzidas, atualizadas 
e esclarecidas quando necessário.
FIGURA 10 – CASCATA DE OBJETIVOS 
FONTE: Adaptada de Isaca (2018c, p. 18)
Cabe destacar ainda, que o sistema de governança de cada organização 
é construído a partir de vários componentes que podem ser de tipos diferentes, 
podendo interagir entre si, resultando em um sistema holístico de governança 
para informação e tecnologia; e que anteriormente eles eram conhecidos como 
facilitadores no Cobit 5. Os componentes podem ser genéricos ou variações dos 
componentes genéricos. 
Os componentes genéricos são descritos no modelo principal do Cobit 
® 2019, sendo aplicados em princípio a qualquer situação, contudo, eles são 
de natureza genérica e geralmente precisam de personalização antes de serem 
implementados. Já os componentes variantes são baseados em componentes 
genéricos, mas adaptados para um propósito ou contexto específico dentro de 
uma área de foco (por exemplo, para segurança da informação, DevOps, um 
regulamento específico e afins). Agora, acadêmico, analise a Figura 11, que 
exemplifica essa questão (ISACA, 2018c).
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
105
FIGURA 11 – COMPONENTES GENÉRICOS E VARIÁVEIS 
FONTE: Isaca (2018c, p. 20)
Os componentes de governança relevantes passaram a ser agrupados no 
Cobit ® 2019 em Áreas de Foco. Mas o que é uma Área de Foco? Veja o UNI-
NOTA sobre o tema.
Uma Área de Foco descreve um determinado tópico, domínio ou problema 
de governança que pode ser tratado por uma coleção de objetivos de governança e 
gerenciamento e seus componentes. As áreas de foco podem conter uma combinação 
de componentes e variantes genéricos de governança. Destacamos ainda que o número 
de áreas de foco é praticamente ilimitado. É isso que torna o Cobit ® 2019 aberto. Novas 
áreas de foco podem ser adicionadas conforme necessário ou conforme especialistas e 
profissionais do assunto.
NOTA
Isaca (2018c) destaca os fatores de desenho no Cobit ® 2019 como conceitos-
chave e por isso, os apresentamos para você na Figura 12. Eles influenciam o 
desenho do sistema de governança de uma organização e que eles precisam estar 
devidamente posicionados para que a organização consiga obter sucesso no uso 
da informação e da tecnologia. Portanto, podemos dizer que é necessário que 
exista uma conscientização referente a esses fatores. Acadêmico, acesse o UNI 
que preparamos para você.
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
106
FIGURA 12 – FATORES DE DESENHO
FONTE: Isaca (2018c, p. 22)
Os diferentes estágios e etapas do processo de desenho apresentados na 
Figura 12 resultarão em recomendações para priorizar os objetivos de governança 
e gerenciamento ou nos componentes do sistema de governança relacionados, 
podendo ser gerenciadas nos níveis de maturidade e capacidade que demandam 
um novo modelo de maturidade fundamentado no Capability Maturity Model 
Integration (CMMI), ou seja, na Integração do modelo de maturidade de 
capacidade (ISACA, 2018c). Tire uns minutos, para ver a exemplificação do 
desenho de um sistema de governança sob medida apresentada na Figura 13.
FIGURA 13 – FLUXO DE TRABALHO DO PROJETO DO SISTEMA DE GOVERNANÇA 
FONTE: Isaca (2018c, p. 29)
O Cobit Design Guide traz informações e orientações detalhadas sobre como 
usar os fatores de design para projetar um sistema de governança. Para mais informações 
acesse o link https://www.isaca.org/bookstore/bookstore-cobit_19-digital/wcb19dgd.
DICAS
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
107
Isaca (2018c) traz a abordagem de implementação, que se baseia em 
capacitar as partes interessadas de negócios e de TI e os participantes para 
assumir a propriedade das decisões e atividades de governança e gerenciamento 
relacionadas à TI, facilitando e possibilitando mudanças. Isaca (2018c) ainda coloca 
que o guia de implementação é uma abordagem em fases com três perspectivas:
• Melhoria contínua.
• Gerenciamento de programas.
• Alterar ativação.
Isaca (2018c) complementa que o guia de implementação do Cobit ® 
2019 enfatiza uma visão corporativa da governança de informação e tecnologia, 
reconhecendo que a informação e tecnologia precisam ser difundidas nas 
organizações. Além disso, reconhece que não é possível e nem é uma boa prática 
separar as atividades comerciais das atividades relacionadas à TI. 
3 COMPORTAMENTO HUMANO E O COBIT
Você pode se perguntar, o que isso de fato significa na prática? A 
implementação de qualquer mudança habilitada por TI, inclusive na governança 
de TI em si, geralmente exige uma mudança cultural e comportamental 
significativa das organizações e na relação com seus clientes e parceiros 
comerciais. Isso pode causar medo e mal-entendido entre as equipes, de modo 
que a implementação deve ser administrada cuidadosamente a fim de manter o 
pessoal positivamente engajado. 
A alta direção deverá comunicar claramente os objetivos e ser percebidos 
como apoiando positivamente as mudanças propostas. Treinamento e capacitação 
dos colaboradores são aspectos chave da mudança – especialmente em função 
da natureza de mudança rápida da tecnologia. Pessoas são afetadas pela TI em 
todos os níveis da organização, como as partes interessadas, gestores e usuários, 
ou especialistas que prestam serviços e soluções de TI para a organização. 
Além da organização, a TI afeta clientes e parceiros comerciais e 
permite cada vez mais o autoatendimento em serviços de TI e as transações 
automatizadas entre organizações em nível doméstico e internacional. 
Já os processos de negócios habilitados por TI trazem novos benefícios e 
oportunidades, eles também ampliam os tipos de riscos. O interesse das 
pessoas por questões sobre privacidade e fraudes está aumentando, e estes 
e os demais tipos de riscos devem ser geridos para que as pessoas tenham 
confiança nos sistemas de TI que utilizam. Sistemas de informação também 
podem afetar drasticamente os métodos de trabalho por meio da automação 
dos procedimentos manuais.
FONTE: ISACA. Cobit 5 – Modelo Corporativo para Governança e Gestão de TI da Organi-
zação. Schaumburg: Isaca, 2012, p. 63. Disponível em: http://sti.tjrr.jus.br/arqpdf/governanca/
guias/COBIT-5_res_Por_0914.pdf. Acesso em: 12 abr. 2020.
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
108
3.1 CULTURA, ÉTICA E COMPORTAMENTO e PESSOAS, 
HABILIDADES E COMPETÊNCIAS
“Cultura, ética e comportamento das pessoas e da organização são muitas 
vezes subestimados como um fator de sucesso nas atividades de governança e 
gestão” (ISACA, 2012, p. 29). Para Isaca (2012, p. 33), “O comportamento também 
é um habilitador essencial da boa governança e gestão da organização. Ele fica 
no topo —liderando por exemplos — e é, portanto, uma interação importante 
entre a governança e a gestão”. A “Cultura, ética e comportamento determinam 
a eficiência e eficácia das estruturas organizacionais e de suas decisões” (ISACA, 
2012, p. 79). Nesse sentido, Isaca (2012, p. 72) coloca que é necessário que:
• A composição das estruturas organizacionais seja considerada, 
exigindo um conjunto de habilidades adequadas de seus membros.
• Os princípios de ordem e operação das estruturas organizacionais 
são orientados pelos modelos de políticas adotado.
Portanto, você precisa conhecer os papéis e quais são as estruturas 
definidas para cada um deles. Para isso, preparamos o Quadro 5 para que você 
possa conhecer essas definições. 
Isaca (2012) ressalta que essas definições servem como base e não 
necessariamente representam os papéis reais desempenhadas nas organizações. 
Lembre-se, elas agregam valor por serem utilizadas em grande parte das organizações.
QUADRO 5 - PAPÉIS E SUAS ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS
PAPEL/ESTRUTURA DEFINIÇÃO/DESCRIÇÃO
Conselho de Administração
O grupo de executivos mais antigos 
e/ou conselheiros não executivos da 
organização responsáveis pela governança 
da organização e controle geral dos seus 
recursos.
Diretor Executivo (Chief Executive 
Officer – CEO)
Diretor com o maior nível de autoridade, 
responsável pela administração da 
organização como um todo.
Diretor Financeiro (Chief Financial 
Officer – CFO)
O diretor mais graduado da organização 
na área, responsável por todos os aspectos 
da administração financeira, inclusive 
riscos e controles financeiros bem como 
pela confiabilidade e exatidão das contas.
Diretor Operacional (Chief 
Operation Officer – COO)
O diretor mais graduado da organização 
na área, responsável pela operação da 
organização.
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
109
Diretor de Riscos (Chief Risk Officer 
– CRO)
O diretor mais graduado da organização 
na área, responsável por todos os aspectos 
da gestão de risco da organização. A 
função do diretor de risco de TI pode ser 
criada para supervisionar os riscos de TI.
Diretor de TI (Chief Information 
Officer – CIO)
O diretor mais graduado da organização 
na área, responsável pelo alinhamento 
de TI com as estratégias de negócios 
e responsável pelo planejamento, 
mobilização de recursos e administração 
da prestação de serviços e soluções de TI 
em apoio aos objetivos corporativos.
Diretor de Segurança da 
Informação (Chief Information 
Security Officer – CISO)
O diretor mais graduado da organização 
na área, responsável pela segurança das 
informações da organização em todas as 
suas formas.
Executivo de Negócios
O administrador sênior responsável pela 
operação de uma unidade de negócios ou 
subsidiária específica.
Responsável pelo Processo de 
Negócios
Pessoa responsável pela execução de um 
processo e consecução de seus objetivos, 
orientação de melhorias no processo e 
aprovação de mudanças no processo.
Comitê Estratégico (Executivo 
Estratégico de TI)
Grupo de executivos seniores nomeados 
pelo conselho de administração para 
garantir que o conselho participe e seja 
informado sobre as principais questões 
e decisões de TI. O comitê é responsável 
pela administração dos portfólios de 
investimentos habilitados pela TI, serviços 
de TI e ativos de TI, garantindo a criação 
de valor e a gestão de riscos. O comitê é 
geralmente presidido por um membro do 
conselho e não pelo Diretor de TI.
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
110
Comitês Diretivos (Projeto e 
Programa)
Grupo departes interessadas e especialistas 
responsáveis pela orientação de programas 
e projetos, inclusive monitoramento e 
administração de planos, alocação de 
recursos, realização de benefícios e criação 
de valor bem como a gestão do risco do 
programa e do projeto.
Conselho de Arquitetura
Grupo departes interessadas e especialistas 
responsáveis pela orientação dos assuntos 
e decisões sobre a arquitetura corporativa 
da organização e pela definição das 
políticas e padrões arquitetônicos.
Comitê de Riscos da Organização
Grupo de executivos da organização 
responsáveis pela colaboração em nível 
organizacional e pelo consenso exigido 
para apoiar as atividades e decisões da 
governança de riscos organizacionais 
(Enterprise Risk Management – ERM). Um 
conselho de risco de TI pode ser criado 
para considerar os riscos de TI de forma 
mais detalhada e aconselhar o comitê de 
riscos da organização.
Chefe de RH
O diretor mais graduado de uma 
organização na área responsável pelo 
planejamento e pelas políticas de recursos 
humanos daquela organização
Conformidade
Papel na organização responsável pela 
orientação sobre a conformidade legal, 
regulatória e contratual.
Auditor Papel na organização responsável pela realização de auditorias internas.
Chefe de Arquitetura
Colaborador mais graduado responsável 
pelos processos de arquitetura da 
organização.
Chefe de Desenvolvimento
Colaborador mais graduado responsável 
pelos processos de desenvolvimento de 
soluções de TI.
Chefe de Operações de TI
Colaborador mais graduado responsável 
pelos ambientes operacionais e pela 
estrutura de TI.
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
111
Chefe de Administração de TI
Colaborador graduado responsável 
pelos registros de TI e pelos assuntos 
administrativos relacionados à TI.
Escritório de Gerenciamento de 
Projetos (Project Management Office 
–PMO)
Órgão responsável pelo apoio aos gerentes 
de programa e de projeto, levantamento, 
avaliação e relatório das informações 
sobre a conduta de seus programas e 
projetos constituintes.
Escritório de Gestão de Valor 
(Value Management Office – VMO)
Órgão que atua na gestão de portfólios 
de investimentos e serviços, inclusive 
avaliando e aconselhando sobre 
oportunidades de investimentos e 
estudos de caso, recomendando métodos 
e controles de valores de governança/
gestão e informando sobre o progresso na 
sustentação e criação de valores gerados 
pelos investimentos e serviços.
Gerente de Serviços
Pessoa que gerencia o desenvolvimento, 
implementação, avaliação e o controle 
contínuo de produtos e serviços novos 
e já existentes para um cliente específico 
(usuário) ou grupo de clientes (usuários).
Gerente de Segurança da 
Informação
Pessoa que administra, projeta, prevê e/ou 
avalia a segurança da informação de uma 
organização.
Gerente de Continuidade dos 
Negócios
Pessoa que administra, projeta, prevê e/
ou avalia a capacidade de continuidade 
dos negócios de uma organização para 
garantir que as funções críticas daquela 
empresa continuem a operar após eventos 
de interrupção.
Diretor de Privacidade (Chief 
Privacy Officer – CPO)
Pessoa responsável pelo monitoramento 
dos riscos e impacto nos negócios de 
leis de privacidade, e pela orientação 
e coordenação da implementação de 
políticas e atividades que garantam 
que as diretrizes de privacidade serão 
cumpridas. Também conhecido como 
diretor de proteção de dados.
FONTE: Adaptado de Isaca (2012, p. 80-81)
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
112
Em outra vertente, mas ainda relacionado ao tema estão as pessoas, 
habilidades e competências, que para Isaca (2012, p. 33), estão relacionadas com “As 
atividades de governança e gestão requerem conjuntos de habilidades diferentes, 
mas uma habilidade essencial para os membros do órgão de governança e de 
gestão é entender as duas tarefas e como elas se diferenciam”. Assim é importante 
identificar quais são os controles de desempenho.
Controle de desempenho 
Organizações esperam resultados positivos da aplicação e uso dos 
habilitadores. Para controlar o desempenho dos habilitadores, as perguntas a 
seguir terão de ser monitoradas e posteriormente respondidas — com base em 
indicadores — periodicamente:
• As necessidades das partes interessadas foram consideradas?• As metas do habilitador foram atingidas?
• O ciclo de vida do habilitador é controlado?
• Boas práticas foram aplicadas?
Os dois primeiros pontos tratam do resultado efetivo do habilitador. 
Os indicadores usados para aferir em que medida as metas foram atingidas 
podem ser chamadas de ‘indicadores de resultado. Os dois últimos pontos 
tratam do funcionamento efetivo do próprio habilitador, e estes indicadores 
podem ser chamadas de ‘indicadores de progresso. 
Agora, vamos ilustrar o exemplo adaptado de Isaca (2012, p. 31-32) 
referente aos objetivos, suas interligações e as dimensões, e como usá-los para 
benefício prático. Uma organização nomeou ‘gerentes de processo’ de TI, 
encarregados de definir e operar processos de TI eficientes e eficazes, no contexto 
da boa governança e gerenciamento de TI da organização. Primeiramente, os 
gerentes de processo se concentraram no habilitador do processo, considerando 
as dimensões do habilitador:
• Partes interessadas: partes interessadas incluem todos os atores do processo, 
ou seja, todas as partes Responsáveis, Consultadas ou Informadas (RACI) 
sobre, ou durante, as atividades do processo. 
• Metas: cada processo deve definir metas adequadas e indicadores 
correspondentes. Por exemplo, para o processo Gerenciar Relacionamentos 
(processo APO08) pode-se encontrar um conjunto de metas e indicadores 
de processo tais como: (i) Meta: bom entendimento, documentação e 
aprovação das estratégias, planos e requisitos do negócio. Métrica: percentual 
de programas alinhados com os requisitos/prioridades de negócios da 
organização; (ii) Meta: existência de bons relacionamentos entre a organização 
e a área de TI. Métrica: classificações de usuário e pesquisas de satisfação do 
pessoal de TI. 
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
113
• Ciclo de Vida: cada processo tem um ciclo de vida, ou seja, ele deve ser criado, 
executado, monitorado e ajustado conforme necessário. Eventualmente, 
o processo deixa de existir. Neste caso, os gerentes de processo terão de 
conceber e definir o processo primeiro. Eles podem usar vários elementos 
do Cobit: o antigo habilitador de processos para conceber os processos, 
ou seja, definir responsabilidades e desmembrar o processo em práticas e 
atividades, bem como definir os produtos do trabalho do processo (entradas 
e saídas). Em um segundo momento, o processo deverá ser criado de forma 
mais sólida e eficiente e para isso os gerentes de processo podem elevar o 
nível de capacidade do processo. O Modelo de Capacidade de Processo do 
Cobit inspirado no ISO/IEC 15504 e os atributos de capacidade do processo 
podem ser usados para essa finalidade.
• Boa prática: o Cobit descreve de forma bastante detalhada as boas práticas 
de processos no Cobit, conforme mencionado no item anterior. Inspiração 
e exemplos de processos podem ser encontrados ali, cobrindo todo o 
espectro de atividades necessárias para a boa governança e gerenciamento 
corporativo de TI. Além de orientação sobre o habilitador de processo, os 
gerentes de processo podem decidir observar diversos outros habilitadores 
tais como: As tabelas RACI, que descrevem as funções e responsabilidades. 
Outros habilitadores permitem aprofundar-se nesta dimensão, tais como: 
No habilitador competências e habilidades, as que são necessárias em 
cada função podem ser definidas com metas apropriadas (ex.: níveis de 
habilidade técnica e comportamental) e seus respectivos indicadores 
podem ser definidos. A tabela RACI também contém diversas estruturas 
organizacionais. Essas estruturas podem ser mais bem elaboradas no 
habilitador estruturas organizacionais, em que uma descrição mais 
detalhada da estrutura pode ser encontrada, resultados esperados e seus 
respectivos indicadores podem ser definidos (ex.: decisões) e boas práticas 
podem ser definidas (ex.: abrangência do controle, princípios operacionais 
da estrutura, nível de autoridade). Princípios e políticas formalizarão os 
processos e prescreverão porque o processo existe, a quem se aplica e como 
o processo deverá ser usado. Esta é a área de enfoque do habilitador de 
políticas e princípios. 
FONTE: Adaptado de ISACA. Cobit 5 – Modelo Corporativo para Governança e Gestão de TI 
da Organização. Schaumburg: Isaca, 2012, p. 31-32. Disponível em: http://sti.tjrr.jus.br/arqpdf/
governanca/guias/COBIT-5_res_Por_0914.pdf. Acesso em: 12 abr. 2020.
Cultura, ética e comportamento
Cultura, ética e comportamento referem-se ao conjunto de 
comportamentos individuais e coletivos de cada organização. O modelo do 
habilitador cultura, ética e comportamento evidência:
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
114
• Partes interessadas: As partes interessadas referentes à cultura, ética 
e comportamento podem ser internas e externas à organização. Partes 
interessadas internas incluem toda a organização, partes interessadas 
externas incluem reguladores, por exemplo, auditores externos ou órgãos de 
fiscalização. Há dois tipos de interesses: (i) algumas partes interessadas, por 
exemplo, representantes legais, gerentes de risco, administradores de RH, 
conselhos e diretores de remuneração, tratam da definição, implementação 
e execução dos comportamentos desejados; (ii) os demais devem alinhar-se 
às normas e regulamentos definidos.
• Metas: as metas do habilitador cultura, ética e comportamento se referem: 
ᵒ À ética organizacional, determinada pelos valores que nortearão a 
existência da organização.
ᵒ À ética individual, determinada pelos valores pessoais de cada 
colaborador da organização e dependente, em uma importante medida, 
de fatores externos como religião, etnia, contexto socioeconômico, 
geografia e experiências pessoais.
ᵒ A comportamentos individuais, que determinam coletivamente a cultura 
de uma organização. Diversos fatores, tais como os fatores externos 
mencionados anteriormente, além das relações interpessoais nas 
organizações, objetivos e ambições pessoais, orientam o comportamento. 
Alguns tipos de comportamentos que podem ser significativos neste 
contexto incluem: (i) Comportamento relativo à assunção de riscos, em 
que medida a organização sente que pode absorver riscos e quais riscos 
ela está disposta a assumir? (ii) Comportamento relativo à adoção 
de políticas, em que medida as pessoas adotarão e/ou cumprirão a 
política? (iii) Comportamento no caso de resultados negativos, como 
a organização lida com resultados negativos, ou seja, prejuízos ou até 
mesmo perda de oportunidades? Ela aprende com essas perdas e tenta 
melhorar ou a culpa será atribuída sem tratar da causa raiz?
• Ciclo de vida: cultura organizacional, postura ética e comportamento 
individual etc., todos possuem seus ciclos de vida. Partindo da cultura 
existente, uma organização pode identificar as mudanças necessárias e 
trabalhar em sua implementação. 
• Boas práticas: boas práticas para criação, incentivo e manutenção do 
comportamento desejado: 
ᵒ Comunicação para toda a organização dos comportamentos desejados 
e valores corporativos subjacentes.
ᵒ Conscientização do comportamento desejado, reforçada por um 
exemplo de comportamento exercido pela alta administração e outras 
lideranças.
ᵒ Incentivos para encorajar e convencer a adotar o comportamento 
desejado. Há uma conexão clara entre o comportamento individual e o 
esquema de recompensas de RH adotado pela organização.
ᵒ Regulamentos e normas, que fornecem mais orientação sobre o 
comportamento organizacional desejado. Isso conecta de forma muita 
clara os princípios e políticas adotados pela organização.
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
115
ᵒ Relações com os demais: as interações com outros habilitadores incluem: 
(i) processos podem ser concebidos em um nível de perfeição, mas se as 
partes interessadas do processo não desejarem executar as atividades 
do processo conforme esperado. Por exemplo, se seu comportamento 
não estiverem conformidade, os resultados do processo não serão 
alcançados. Do mesmo modo, estruturas organizacionais podem ser 
projetadas e criadas de acordo com o manual, mas se suas decisões não 
forem implementadas, por motivos de agendas pessoais diferentes, 
falta de incentivos etc., elas não resultarão em uma governança e 
gerenciamento de TI da organização aceitável; (ii) princípios e políticas 
são um mecanismo de comunicação muito importante para os valores 
corporativos e o comportamento desejado.
FONTE: ISACA. Cobit 5 – Modelo Corporativo para Governança e Gestão de TI da Organi-
zação. Schaumburg: Isaca, 2012, p. 82-83. Disponível em: http://sti.tjrr.jus.br/arqpdf/gover-
nanca/guias/COBIT-5_res_Por_0914.pdf. Acesso em: 12 abr. 2020.
Agora, acadêmico, preparamos duas exemplificações para você. O Quadro 
6 traz um exemplo de melhoria contínua e o Quadro 7 exemplifica o risco de TI.
QUADRO 6 - EXEMPLO DE MELHORIA CONTÍNUA
Uma organização enfrenta repetidamente sérios problemas de qualidade com 
novos aplicativos. Apesar do fato de uma sólida metodologia de desenvolvimento 
de projeto de software ter sido adotada, muitas vezes os problemas com o software 
geram problemas operacionais no cotidiano da organização. Uma pesquisa 
mostrou que os membros da equipe de desenvolvimento e a administração são 
avaliados e recompensados com base na pontualidade da entrega, dentro do 
orçamento, de seus projetos. Eles não são avaliados por critérios de qualidade 
ou critérios de benefícios para a organização. Consequentemente, eles se 
concentram diligentemente no prazo de entrega e na redução de custos durante 
o desenvolvimento, por exemplo, tempo dos testes. A pesquisa mostrou 
também que o cumprimento da metodologia e dos procedimentos estabelecidos 
praticamente não existe, uma vez que ela exigiria um pouco mais de tempo no 
desenvolvimento do orçamento (a favor da qualidade). Além disso, a estrutura 
organizacional é de tal forma que o envolvimento da área de desenvolvimento 
cessa uma vez que o desenvolvimento é transferido para a equipe de operações. 
A partir daí o envolvimento com a área de desenvolvimento é somente indireto, 
por meio dos processos criados para controle de incidentes e controle de 
problemas. A lição aprendida é que os melhores incentivos devem ser usados 
para solucionar a administração do desenvolvimento e incentivar as equipes 
melhorarem a qualidade do trabalho.
FONTE: Isaca (2018, p. 83)
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
116
QUADRO 7 - EXEMPLO DE RISCO DE TI
Alguns sintomas de uma cultura inadequada ou problemática em relação aos 
riscos de TI incluem: desalinhamento entre a real inclinação ao risco e a sua 
conversão em políticas. Os reais valores da administração em relação aos riscos 
podem ser razoavelmente agressivos e de assunção de riscos, ao passo que as 
políticas criadas refletem uma atitude muito mais conservadora. Por isso, há uma 
incompatibilidade entre os valores e os meios para se compreender esses valores, 
levando inevitavelmente ao conflito. Conflitos podem surgir, por exemplo, entre os 
incentivos definidos para a administração e a execução de políticas desalinhadas. 
A existência de uma “cultura de culpa”. Este tipo de cultura deve ser evitado 
de todas as formas; ela é o mais eficaz inibidor de comunicação significativa e 
eficaz. Em uma cultura de culpa, as unidades de negócios tendem a apontar o 
dedo para TI quando os projetos não são entregues no prazo ou não atendem 
às expectativas. Ao fazê-lo, elas não conseguem perceber como o envolvimento 
das unidades de negócios no início do projeto afeta o sucesso do processo. Em 
casos extremos, a unidade de negócios pode assumir a culpa por não atender às 
expectativas que a unidade nunca comunicou claramente. O “jogo de culpa” só 
prejudica a comunicação eficaz entre as unidades, fazendo aumentar os atrasos. 
A liderança executiva deve identificar e controlar rapidamente a cultura de culpa 
se a colaboração for fomentada em toda a organização.
FONTE: Isaca (2018, p. 83)
Pessoas, habilidades e competências
As especificidades das pessoas, habilidades e competências são 
comparadas com a descrição do habilitador genérico. O modelo de pessoas, 
habilidades e competências destaca:
• Partes interessadas: as habilidades e competências podem ser encontradas 
em Partes Interessadas internas e externas à organização. Cada 
interessado assume funções participantes, administradores de negócios, 
administradores de projeto, parceiros, concorrentes, recrutadores, 
instrutores, desenvolvedores, especialistas técnicos em TI etc.; e cada papel 
exige um conjunto de habilidades distintas.
• Metas: as metas das habilidades e competências estão relacionadas com 
os níveis de educação e qualificação, habilidades técnicas, níveis de 
experiência, conhecimento e habilidades comportamentais necessários para 
realizar e desenvolver as atividades do processo com sucesso, os papéis 
organizacionais etc. As metas dos colaboradores incluem níveis corretos de 
disponibilidade de pessoal e índice de rotatividade.
• Ciclo de vida: habilidades e competências têm um ciclo de vida. Uma 
organização tem que saber qual é sua atual base de habilidades e planejar 
o que ela deve ser. Isto é influenciado pela estratégia (entre outras coisas) e 
pelos objetivos corporativos. As habilidades devem ser desenvolvidas (por 
exemplo, com treinamento) ou adquiridas (por exemplo, com recrutamento) 
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
117
e implantadas nos diversos papéis da estrutura organizacional. As 
habilidades devem ser transferidas, por exemplo, se uma atividade for 
automatizada ou terceirizada. Periodicamente, por exemplo, anualmente, 
a organização deve avaliar a base de competências para compreender a 
evolução ocorrida, que será informada no processo de planejamento do 
próximo período. Esta avaliação também pode ser incluída no processo de 
recompensa e reconhecimento de recursos humanos.
• Boas práticas: as boas práticas de habilidades e competências incluem a 
definição de requisitos de qualificação claros e objetivos de cada papel 
desempenhado pelas diversas partes interessadas. Isto pode ser descrito 
em diferentes níveis de habilidades em diversas categorias. Para cada nível 
de habilidade apropriado em cada categoria de habilidade, uma definição 
da habilidade deverá ser disponibilizada. As categorias de habilidade 
correspondem às atividades de TI assumidas, por exemplo, gestão da 
informação, análise de negócios. Outras boas práticas: Há fontes externas 
de boas práticas, como Skills Framework for the Information Age (SFIA), que 
fornece definições detalhadas de habilidades. Exemplos de potenciais 
categorias de habilidades, mapeados nos domínios de processo do Cobit 5 
são apresentados no Quadro 8. Conforme vimos anteriormente, essa parte 
continua igual no Cobit ® 2019.
QUADRO 8 - DOMÍNIO DO PROCESSO E EXEMPLOS DE CATEGORIAS DE HABILIDADES
DOMÍNIO DO PROCESSO EXEMPLOS DE CATEGORIAS DE HABILIDADES
Avaliar, Dirigir e Monitorar (Evaluating 
Direction and Monitoring – EDM) • Governança corporativa de TI
Alinhar, Planejar e Organizar 
(Align, Plan and Organize – APO)
• Formulação da política de TI
• Estratégia de TI
• Arquitetura corporativa
• Inovação
• Gestão financeira
• Gestão de portfólio
Construir, Adquirir e Implementar 
(Build, Acquire and Implement – BAI)
• Análise de negócios
• Gerenciamento de projetos
• Avaliação de usabilidade
• Definição e gestão de requisitos
• Programação
• Ergonomia do sistema
• Desativação de software
• Gestão da capacidade
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
118
Entregar, Serviços e Suporte 
(Deliver, Service and Support – DSS)
• Gestão da disponibilidade
• Gestão de problemas
• Central de Atendimento e gestão 
de incidentes
• Administração de segurança
• Operações de TI
• Administração do banco de dados
Monitorar, Avaliar e Analisar(Monitor, Evaluate and Assess – 
MEA)
• Análise de conformidade
• Monitoramento de desempenho
• Auditoria de controles
FONTE: Isaca (2012, p. 91)
• Relações com outros habilitadores: as interações com outros habilitadores 
incluem:
ᵒ Habilidades e competências são necessárias para realizar as 
atividades do processo e tomar decisões em estruturas organizacionais. 
Reciprocamente, alguns processos visam apoiar o ciclo de vida das 
habilidades e competências.
ᵒ Há ainda uma relação com a cultura, ética e comportamento por meio das 
habilidades comportamentais, que orientam o comportamento do indiví-
duo e são influenciadas pela ética da pessoa e pela ética da organização.
ᵒ As definições de habilidades também são informações, para as quais 
boas práticas do habilitador de informação devem ser consideradas. 
FONTE: ISACA. Cobit 5 – modelo corporativo para governança e gestão de ti da organização. 
Isaca, 2012, p. 90-91. Disponível em: https://www.isaca.org/bookstore/cobit-5/wcb5b. Acesso 
em: 12 abr. 2020.
3.2 PROCESSOS REFERENTE À CONSCIENTIZAÇÃO
O processo APO07: “Gerenciar recursos humanos explica como o 
desempenho dos indivíduos deve ser alinhado aos objetivos corporativos, 
como as habilidades dos especialistas em TI devem ser mantidas, e como e 
responsabilidades devem ser definidas” (ISACA, 2012, p. 63). Dessa forma, 
ele fornece uma abordagem estruturada para garantir a estruturação ideal, 
colocação, direitos de decisão e as habilidades dos recursos humanos. Isso inclui 
a comunicação tanto dos papéis como das responsabilidades definidas, planos 
de aprendizagem e de crescimento, bem como as expectativas de desempenho, 
apoiado por pessoas que se encontram motivadas e são competentes.
O processo BAI02: “Gerenciar definição de requisitos ajuda a assegurar 
que o projeto dos aplicativos atenda às exigências de uso e operação por 
pessoas” (ISACA, 2012, p. 65). Assim, ele identifica soluções e analisa os 
requisitos anteriormente a aquisição ou a criação, assegurando que eles estão em 
conformidade com os requisitos estratégicos corporativos e cobrindo os processos 
TÓPICO 1 — CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY (COBIT)
119
de negócio, aplicações, dados/informações, os serviços e a infraestrutura. Esse 
processo também visa a coordenar com as partes interessadas afetadas a revisão 
de opções viáveis, incluso custos e benefícios, análise de risco e aprovação de 
requisitos e soluções propostas.
O processo BAI05: “Gerenciar capacidade de mudança organizacional 
e BAI08 gerenciar conhecimento estão relacionados com capacitar a mudança” 
(ISACA, 2012, p. 65). Segundo ISACA (2012, p. 38-39) capacitar a mudança diz 
respeito que:
O sucesso da implementação depende da implantação da mudança 
adequada (dos habilitadores da governança ou gestão apropriados) 
de forma correta. Em muitas organizações, há um foco significativo 
no primeiro aspecto – núcleo de governança ou gestão de TI – mas 
há pouca ênfase na gestão dos aspectos humanos, comportamentais e 
culturais da mudança e motivação das partes interessadas para aceitar 
a mudança. Não se deve pressupor que as várias partes interessadas 
envolvidas com os habilitadores novos ou revisados, ou afetados por 
eles, os aceitarão prontamente e adotarão a mudança. A possibilidade 
de ignorarem e/ou resistirem à mudança deve ser tratada por meio de 
uma abordagem estruturada e proativa. Além disso, a conscientização 
ideal do programa de implementação deve ser alcançada por meio de 
um plano de comunicação eficiente que defina o que será comunicado, 
de que forma e por quem, ao longo das várias fases do programa.
Melhoria sustentável pode ser conseguida obtendo-se o compromisso das 
partes interessadas (investimento na conquista de corações e mentes, do tempo 
dos líderes, e na comunicação e resposta à força de trabalho) ou, se ainda for 
necessário, aplicando-se em conformidade (investimento em processos para 
administrar, monitorar e executar). Em outras palavras, as barreiras humanas, 
comportamentais e culturais devem ser superadas de modo que haja um interesse 
comum em adotar corretamente a mudança, infundir a vontade de adotar a 
mudança e garantir a capacidade de adotar a mudança. 
O processo BAI005 visa maximizar a probabilidade de implementar com 
sucesso a mudança organizacional sustentável em toda a organização, de maneira 
rápida e reduzindo risco. Além disso, busca cobrir o ciclo de vida completo da 
mudança e de todas as partes interessadas que são afetadas no negócio e a TI. Já 
o processo BAI08 mantém a disponibilidade de conhecimento relevante, atual, 
válida e confiável para suportar todas as atividades do processo e facilitar a 
tomada de decisão. 
120
Neste tópico, você aprendeu que:
• É necessário ter conhecimento da legislação que a organização precisa seguir, 
bem como elicitar os requisitos referentes à conscientização em segurança da 
informação necessários para atendê-la. 
• Ao se saber quais são os requisitos legais é necessário identificar quais são os 
controles apontados pelas normas de segurança.
• “A partir dos controles identificados, é necessário gerar as políticas, normas 
e procedimentos para a implementação dos controles” (COELHO; ARAÚJO; 
BEZERRA, 2014, p. 8). 
• Existem três fontes principais a serem consideradas no momento de estabelecer 
os requisitos de segurança da informação de uma organização, sendo elas: (i) 
análise e avaliação de riscos; (ii) legislação vigente; (iii) conjunto de princípios.
• O Control Objectives for Information and related Technology (COBIT) são um 
conjunto de melhores práticas para o gerenciamento de TI, que foi criado pela 
Information Systems Audit and Control Association (ISACA), uma Associação 
de Auditoria e Controle de Sistemas de Informação internacional, e pelo IT 
Governance Institute (ITGI). 
• A ISACA desenvolve e mantém o framework Cobit, reconhecido 
internacionalmente, ajudando profissionais de TI e líderes empresariais no 
cumprimento de suas responsabilidades de Governança de TI e para que 
agreguem valor aos negócios.
• O Cobit ® 2019 é a versão atual do Cobit e que Cobit 5 Implementation Guide 
passa a se chamar Cobit ® 2019 Implementation Guide, mantendo-se assim as 
práticas referente ao comportamento humano, ou seja, a conscientização.
• O framework Cobit fornece aos profissionais de segurança de informação e 
para as partes interessadas da organização, orientações e práticas detalhadas 
a serem aplicadas na segurança da informação, fundamentadas nas melhores 
práticas acadêmicas.
• O framework Cobit ® 2019 foi atualizado com novas informações e orientações, 
visando a uma implementação mais fácil e personalizada do Cobit ® 2019.
• As práticas de conscientização se referem aos habilitadores do Cobit 5 
incluem pessoas, habilidades e competências, bem como cultura, ética e 
comportamento e os processos APO07, BAI02, BAI05 e BAI08.
• O processo do APO07 se refere ao gerenciamento de recursos humanos.
• O processo BAI02 se refere ao gerenciamento na definição de requisitos.
RESUMO DO TÓPICO 1
121
• O processo BAI05 se refere ao gerenciamento da capacidade de mudança 
organizacional.
• O processo BAI08 se refere ao gerenciamento do conhecimento.
• A área de foco (antigos habilitadores) tem como objetivo definir o componente 
principal do seu sistema de Governança, ou seja, se é referente à segurança, ao 
risco, DevOps, ou mesmo se é sobre uma média ou pequena empresa e assim 
sucessivamente
• São seis princípios em um sistema de governança e três princípios do framework 
de governança.
• Cada organização precisa de um sistema de governança para satisfazer 
as necessidades das partes interessadas e gerar valor a partir do uso da 
informação e da tecnologia.
• Um sistema de governança para informação e tecnologia corporativa é 
construído a partir de vários componentes de diferentes tipos e trabalhando 
em conjunto de maneira holística.
• Um sistema de governança deve ser dinâmico, ou seja, sempreque um ou 
mais dos fatores de projeto são alterados, o impacto dessas alterações no 
sistema deve ser considerado.
• Um sistema de governança deve distinguir de forma clara entre atividades e 
estruturas de governança e gerenciamento.
• Um sistema de governança deve se adaptar às necessidades da organização, 
utilizando um conjunto de fatores de design como parâmetros para 
personalizar e priorizar os componentes do sistema de governança.
• Um sistema de governança deve cobrir a atividade fim da organização, 
concentrando-se não só nas funções desempenhadas pela, mas por toda 
tecnologia e processamento de informações que a organização precisa para 
alcançar seus objetivos.
• Uma estrutura de governança deve estar fundamentada em um modelo 
conceitual, identificando os principais componentes e as relações existentes 
entre esses componentes, maximizando a consistência e possibilitando a 
automação.
• Uma estrutura de governança deve ser aberta e flexível, permitindo adicionar 
novo conteúdo e ter a capacidade de resolver novos problemas da maneira 
mais flexível, mantendo a integridade e a consistência.
• Uma estrutura de governança deve estar alinhada aos principais padrões, 
estruturas e regulamentos relacionados.
• Um objetivo de governança ou gestão sempre está relacionado a um processo 
e a uma série de componentes que se relacionam a outros tipos para ajudar a 
alcançar o objetivo.
122
• Um objetivo de governança se refere a um processo de governança, enquanto 
um objetivo de gestão se relaciona a um processo de gestão.
• Os objetivos de tecnologia e informação na cascata do Cobit 5 foram 
substituídos pelos objetivos de alinhamento, dizendo respeito ao alinhamento 
da tecnologia da informação com os objetivos corporativos.
• Os objetivos dos Habilitadores do Cobit 5 passam a se chamar de Objetivos 
de Governança e Gestão.
• Semelhante ao Cobit 5, os objetivos de governança e gerenciamento do Cobit 
® 2019 estão agrupados em cinco domínios.
• O sistema de governança de cada organização é construído a partir de vários 
componentes que podem ser de tipos diferentes, podendo interagir entre si, 
resultando em um sistema holístico de governança para informação e tecnologia; 
e que anteriormente eles eram conhecidos como facilitadores no Cobit 5. Os 
componentes podem ser genéricos ou variações dos componentes genéricos.
• Os componentes genéricos são descritos no modelo principal do Cobit, sendo 
aplicados em princípio a qualquer situação, contudo, eles são de natureza genérica 
e geralmente precisam de personalização antes de serem implementados. 
• Os componentes variantes são baseados em componentes genéricos, mas 
adaptados para um propósito ou contexto específico dentro de uma área de 
foco (por exemplo, para segurança da informação, DevOps, um regulamento 
específico e afins).
• Os componentes de governança relevantes passaram a ser agrupados no 
Cobit ® 2019 em Áreas de Foco.
• Uma Área de Foco descreve um determinado tópico, domínio ou problema de 
governança que pode ser tratado por uma coleção de objetivos de governança 
e gerenciamento e seus componentes.
• As áreas de foco podem conter uma combinação de componentes e variantes 
genéricas de governança.
• A abordagem de implementação está baseada em capacitar as partes 
interessadas de negócios e de TI e os participantes para assumir a propriedade 
das decisões e atividades de governança e gerenciamento relacionadas à TI, 
facilitando e possibilitando mudanças.
• O guia de implementação é uma abordagem em fases com três perspectivas: 
melhoria contínua, gerenciamento de programas e alterar ativação.
• O guia de implementação do Cobit ® 2019 enfatiza uma visão corporativa 
da governança de informação e tecnologia, reconhecendo que a informação e 
tecnologia precisam ser difundidas nas organizações.
123
• A implementação de qualquer mudança habilitada por TI, incluso na governança 
de TI em si, na maioria das vezes exige uma mudança cultural e comportamental 
significativa das organizações e na relação com seus clientes e parceiros comerciais.
• A alta direção deverá comunicar de forma clara os objetivos e ser percebidos 
por toda organização como apoiando positivamente as mudanças propostas.
• “Cultura, ética e comportamento das pessoas e da organização são muitas 
vezes subestimados como um fator de sucesso nas atividades de governança 
e gestão” (ISACA, 2012, p. 29).
• “Cultura, ética e comportamento determinam a eficiência e eficácia das 
estruturas organizacionais e de suas decisões” (ISACA, 2012, p. 79).
• “As atividades de governança e gestão requerem conjuntos de habilidades 
diferentes, mas uma habilidade essencial para os membros do órgão de 
governança e de gestão é entender as duas tarefas e como elas se diferenciam” 
(ISACA, 2012, p. 33).
• O processo APO07 “Gerenciar recursos humanos explica como o 
desempenho dos indivíduos deve ser alinhado aos objetivos corporativos, 
como as habilidades dos especialistas em TI devem ser mantidas, e como e 
responsabilidades devem ser definidas” (ISACA, 2012, p. 63).
• O processo BAI02 “Gerenciar definição de requisitos ajuda a assegurar que o 
projeto dos aplicativos atenda às exigências de uso e operação por pessoas” 
(ISACA, 2012, p. 65).
• O processo BAI05 “Gerenciar capacidade de mudança organizacional e 
BAI08 gerenciar conhecimento estão relacionados com capacitar a mudança” 
(ISACA, 2012, p. 65).
• O processo BAI005 visa maximizar a probabilidade de implementar com 
sucesso a mudança organizacional sustentável em toda a organização, de 
maneira rápida e reduzindo risco.
• O processo BAI08 mantém a disponibilidade de conhecimento relevante, 
atual, válida e confiável para suportar todas as atividades do processo e 
facilitar a tomada de decisão. 
124
1 As mudanças tecnológicas fazem parte do dia a dia das organizações 
e aliadas a elas estão os riscos e as vulnerabilidades no cotidiano das 
organizações. Desta forma, é necessário ter conhecimento da legislação que 
a organização precisa seguir, bem como elicitar os requisitos referentes à 
segurança necessários para atendê-la. Ao se saber quais são os requisitos 
legais é necessário identificar quais são os controles apontados pelas 
normas de segurança. Destacamos ainda que são três fontes principais a 
serem consideradas no momento de estabelecer os requisitos de segurança 
da informação de uma organização. Analise as sentenças a seguir, referentes 
a essas três principais fontes, classificando com V as sentenças verdadeiras 
e com F as falsas.
( ) Na análise e avaliação de riscos deve ser levado em consideração a 
probabilidade de ocorrência de ameaças e o impacto para o negócio.
( ) Conjunto de princípios está relacionado às necessidades de cláusulas 
contratuais, regulamentação e estatutos que devem atender à organização, 
terceirizados e fornecedores, bem como seus parceiros.
( ) Legislação vigente está relacionado à identificação dos objetivos e requisitos 
de negócio para o processamento de dados que a organização deve definir 
para dar suporte às suas operações.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – V – F.
c) ( ) V – V – F.
d) ( ) F – F – V.
2 O Control Objectives for Information and related Technology (COBIT) é um 
conjunto de melhores práticas para o gerenciamento de TI, que foi criado pela 
Information Systems Audit and Control Association (ISACA), uma Associação 
de Auditoria e Controle de Sistemas de Informação internacional, e pelo IT 
Governance Institute (ITGI). A versão anterior do Cobit ® 2019 era o Cobit 5. 
Com relação às principais mudanças dessas duas versões, analise as sentenças 
a seguir, classificando com V as sentenças verdadeiras e com F as falsas: 
( ) Introdução e Metodologia trazem o detalhamento dos princípios de 
governança, oferecendo conceitos e a exemplificação básica, bem como 
lança a construção da estrutura de maneira geral, incluso o Cobit Core Model.
( ) Objetivos de gestão e governançafornecem a descrição de maneira 
detalhada do Cobit Core Model, bem como os seus 40 objetivos de gestão/
governança. 
( ) Guia de design traz a forma de implementar e otimizar uma solução de 
governança de informação e tecnologia, provendo um roteiro para a 
contínua melhoria da governança. 
AUTOATIVIDADE
125
( ) Guia de implementação traz o desenho de uma solução de governança 
de informação e tecnologia, provendo informação referente de como se 
faz para desenhar um sistema de governança de forma específica para as 
organizações.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – F – V – F.
b) ( ) F – V – V – F.
c) ( ) F – F – V – V.
d) ( ) V – V – F – F.
3 O Cobit traz boas práticas de conscientização e orientações sobre as exigências 
relativas ao comportamento humano. Essas práticas incluem pessoas, 
habilidades e competências, bem como cultura, ética e comportamento. 
Além disso, Cobit traz processos que tratam de orientações a serem 
utilizadas referente à conscientização. Analise as sentenças referente a esses 
processos, classificando com V as sentenças verdadeiras e com F as falsas.
( ) O processo Cobit BAI08 se refere ao gerenciamento na definição de 
requisitos.
( ) O processo do Cobit APO07 se refere ao gerenciamento de recursos 
humanos.
( ) O processo Cobit BAI05 se refere ao gerenciamento da capacidade de 
mudança organizacional.
( ) O processo do Cobit BAI02 se refere ao gerenciamento do conhecimento.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V – F – F.
b) ( ) V – F – V – F.
c) ( ) F – V – V – F.
d) ( ) F – F – V – V.
4 A eficiência e eficácia das estruturas organizacionais e de suas decisões são 
determinadas pela cultura, ética e comportamento das pessoas envolvidas 
na organização. Nesse sentido, é necessário que a composição das estruturas 
organizacionais seja considerada, exigindo um conjunto de habilidades 
adequadas de cada uma das pessoas; e os princípios de ordem e operação 
das estruturas organizacionais são regidos pelos modelos de políticas 
adotado. Assim, é necessário que você conheça os papéis e as estruturas 
definidas. Com relação a esses papéis e suas estruturas, analise as sentenças 
a seguir, classificando com V as sentenças verdadeiras e com F as falsas:
( ) O diretor financeiro é responsável por todos os aspectos da administração 
financeira, inclusive riscos e controles financeiros, bem como pela 
confiabilidade e exatidão das contas.
( ) O diretor de TI é responsável por todos os aspectos da gestão de risco da 
organização
126
( ) O diretor de riscos é responsável pelo alinhamento de TI com as estratégias 
de negócios e responsável pelo planejamento, mobilização de recursos e 
administração da prestação de serviços e soluções de TI em apoio aos 
objetivos corporativos.
( ) O diretor executivo é responsável pela administração da organização como 
um todo.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V – F – F.
b) ( ) V – F – F – V.
c) ( ) F – V – V – F.
d) ( ) F – F – V – V. 
5 O Cobit traz orientações relevantes referentes à cultura, à ética e ao 
comportamento. Eles formam um conjunto de comportamentos tanto 
individuais como coletivos de cada. Os comportamentos das partes 
interessadas internas incluem toda a organização e nas partes interessadas 
externas incluem as questões de reguladores. Podemos citar como exemplos, 
auditores externos ou órgãos de fiscalização. Ainda existem dois tipos de 
interesses: representantes legais, gerentes de risco, administradores de RH, 
conselhos e diretores de remuneração e os demais interessados. Referente 
a esses dois tipos de interesse, analise as sentenças a seguir, classificando 
com V as sentenças verdadeiras e com F as sentenças falsas:
 
( ) Representantes legais, gerentes de risco, administradores de RH, conselhos 
e diretores de remuneração, tratam da definição, implementação e 
execução dos comportamentos desejados.
( ) As demais partes interessadas devem se alinhar às normas e regulamentos 
definidos.
( ) Representantes legais, gerentes de risco, administradores de RH, 
conselhos e diretores de remuneração devem se alinhar as normas e 
regulamentos definidos.
( ) As demais partes interessadas tratam da definição, implementação e 
execução dos comportamentos desejados.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V – F – F.
b) ( ) V – F – V – F.
c) ( ) F – V – V – F.
d) ( ) F – F – V – V.
127
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
A International Organization for Standardization (ISO) homologou pela 
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a Norma Brasileira (NBR) no 
ano de 2000 e a publicou como ABNT NBR ISO/IEC 17799:2000. Destacamos, que 
alguns padrões da International Electrotechnical Commission (IEC) são desenvolvidos 
em conjunto com a ISO. Desta forma, no ano de 2005, a ISO atualizou ABNT 
NBR ISO/IEC 17799:2000 como ABNT NBR ISO/IEC 17799:2005 e no ano de 2006 
publicou a norma BS7799-3:2006, de acordo com a ABNT NBR ISO/IEC 27001. No 
ano de 2007, criou a família ABNT NBR ISO/IEC 27000 e a ABNT NBR ISO/IEC 
17799 passa a ser chamada de ABNT NBR ISO/IEC 27002 (OLIVEIRA et al., 2015).
Agora, acadêmico, veja as quatro UNI-DICA que preparamos para você!
TÓPICO 2 — 
PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT 
NBR ISO/IEC 27001:2013 E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
A International Organization for Standardization (ISO) é uma organização 
com sede em Genebra, na Suíça, que foi fundada no ano de 1946. A ISO tem como 
objetivo desenvolver e promover normas que possam ser usadas da mesma forma em 
todos os países do mundo.
NOTA
A International Electrotechnical Commission (IEC) é uma organização 
internacional de padronização de tecnologias elétricas, eletrônicas e afins. Desta forma, a 
IEC em conjunto com a ISO desenvolve alguns de seus padrões.
NOTA
128
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é uma entidade sem fins 
lucrativos, que representa a ISO. Ela ajuda a promover o desenvolvimento tecnológico do 
nosso país com a padronização de documentos e de processos produtivos, por meio do 
estabelecimento das NBR.
NOTA
As Normas Brasileiras (BNR) objetivam aumentar o processo produtivo 
das organizações, bem como entregar o produto de maior qualidade e aumentar a 
competitividade destes produtos.
NOTA
A ABNT NBR ISO/IEC 27000 fornece a visão geral dos Sistemas de 
Gerenciamento de Segurança da Informação (SGSI) e os termos e definições 
comumente utilizados na família de padrões SGSI. A ABNT NBR ISO/IEC 
27001:2013 e a ABNT NBR ISO/IEC 27002: 2013 fazem parte da família ABNT 
NBR ISO/IEC 27000, que abrangem a gestão da segurança da informação (ISO/
IEC 27000, 2018).
Além da família ABNT NBR ISO/IEC 27000, o National Institute of Standards 
and Technology (NIST) traz normas referente à cultura de segurança da informação. 
A norma NIST 800-50 traz orientações quanto à construção e manutenção de 
um plano de conscientização e treinamento e a norma NIST 800-16 traz um 
framework conceitual referente ao treinamento em segurança (OLIVEIRA et al., 
2015). Portando, o objetivo a partir daqui é entendermos as normas ABNT NBR 
ISO/IEC 27001:2013 e a ABNT NBR ISO/IEC 27002: 2013, que fazem parte da 
família ABNT NBR ISO/IEC 27000:2018.
2 ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013
 
A ABNT NBR ISO/IEC 27001 específica formalmente um Sistema de 
Gerenciamento de Segurança da Informação (SGSI), contendo um conjunto de 
atividades relacionadas ao gerenciamento de riscos de informações, chamado 
dentro da norma de riscos à segurança da informação. O SGSI é uma estrutura de 
gerenciamento abrangente, por meio da qual a organização identifica, analisa e 
aborda seus riscos de informações. O SGSI garante que os arranjos de segurança 
sejam ajustados para acompanhar as mudanças nas ameaças à segurança, 
vulnerabilidades e impactos nos negócios (ISO/IEC 27000, 2018).
TÓPICO 2 – PRINCIPAISNORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
129
Desta forma, a norma foi elaborada com o objetivo de especificar “[...] os 
requisitos para estabelecer, implementar, manter e melhorar continuamente um 
sistema de gestão da segurança da informação dentro do contexto da organização” 
(ABNT NBR ISO/IEC 27001, 2013, p. 1). Cabe destacar ainda, que a “[...] Norma 
também inclui requisitos para a avaliação e tratamento de riscos de segurança da 
informação voltados para as necessidades da organização” (ABNT NBR ISO/IEC 
27001, 2013, p. 1).
A norma ISO 27001 faz referência ao modelo conhecido como Plan-Do-
Check-Act (PDCA), apesar de não obrigar. O modelo PDCA é aplicado para 
estruturar todos os processos do SGSI. A Figura 14 traz este modelo, que é 
composto por um conjunto de ações de forma sequencial e é estabelecido pelas 
letras pertencentes a sigla: “P (Plan: planejar), D (Do: fazer, executar), C (Check: 
verificar, controlar) e finalmente o A (Act: agir, atuar corretivamente)” (COELHO; 
ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 54). 
FIGURA 14 - MODELO PDCA
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 54)
Para Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 54) “É esperado que a implementação 
de um SGSI seja escalada conforme as necessidades da organização; por exemplo, 
uma situação simples requer uma solução de um SGSI simples”, devido seu processo 
ser estruturado para tratar a segurança da informação nos diversos setores. 
Portanto, esta norma abrange todos os tipos de organizações. Por exemplo, 
empresas comerciais, agências governamentais, organizações sem fins lucrativos. 
Cabe destacar ainda, que a ABNT NBR ISO/IEC 27001 não exige 
formalmente controles específicos de segurança da informação, uma vez 
que os controles necessários variam de acordo com o tipo da organização. As 
Famlia _SGI
Realce
130
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
organizações que adotam a ABNT NBR ISO/IEC 27001 são livres para escolher 
os controles específicos de segurança da informação aplicáveis a seus riscos 
específicos, baseando-se nos controles existentes. 
Esses controles podem ser complementados com outras opções, 
conhecidas como conjuntos de controle estendidos. Nesta norma, assim como na 
norma ABNT NBR ISO/IEC 27002, a chave para selecionar os controles aplicáveis 
é realizar uma avaliação abrangente dos riscos de informações da organização, 
que é uma parte vital do SGSI (ISO/IEC 27000, 2018).
Agora, tire uns minutos para ver o UNI-DICA e o UNI-IMPORTANTE 
que preparamos especialmente para você!
“Os controles da norma são apresentados como boas práticas para que 
a organização adote uma postura preventiva e proativa diante das suas necessidades e 
requisitos de segurança da informação” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 20).
IMPORTANT
E
A ABNT NBR ISO/IEC 27001 tem na sua estrutura as seções de 0 a 10, o 
anexo A — que lista 114 controles — e a bibliografia. Não podemos listar todos eles porque 
estaríamos violando os direitos de propriedade intelectual, mas deixe-nos somente colocar 
como brevemente os controles estão estruturados dentro da norma e para que servem as 
14 seções do Anexo A.
ATENCAO
2.1 ESTRUTURA DA ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013
A ABNT NBR ISO/IEC 27001 tem na sua estrutura as seções de 0 a 10, o 
anexo A e as bibliografias (Figura 15). Na seção 0 Introdução é descrito um processo 
para gerenciar sistematicamente os riscos à informação; no 1 Escopo é especificado 
os requisitos genéricos do SGSI adequados para organizações de qualquer tipo, 
tamanho ou natureza; em 2 Referências normativas, apenas a ABNT NBR ISO/IEC 
27000 é considerada essencial para os usuários da 27001, sendo as demais normas 
ISO27k opcionais; e na Seção 3 Termos e definições são colocadas as definições 
que devem ser utilizadas; e da quarta cláusula em diante se busca de maneira 
objetiva e de forma genérica apresentar os requisitos que são aplicáveis a todas as 
organizações, independentemente do tipo, tamanho ou natureza da organização 
(SEC AWARE, 2020a). 
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
131
FIGURA 15 - ESTRUTURA DA NORMA
FONTE: A Autora
Agora vamos ver as seções referente à gestão de um Sistema de Gestão da 
Segurança da Informação (SGSI).
Seção 4 – Contexto da organização
A Seção 4 se refere a compreender o contexto organizacional, as necessidades 
e expectativas das partes interessadas, que definem o escopo do SGSI; trazendo 
na sua seção 4.4 que a organização deve estabelecer, implementar, manter e ter 
melhoria contínua no SGSI (SEC AWARE, 2020a), conforme as etapas apresentadas 
na Figura 16. Aqui é abordada “[...] a necessidade de entender todo o contexto da 
organização, ou seja, interpretar ou analisar toda a organização para determinar as 
questões internas e externas que possam afetar a capacidade do sistema de gestão 
da segurança da informação” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 56). 
132
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
FIGURA 16 - ETAPAS DA SEÇÃO CONTEXTO DA ORGANIZAÇÃO
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 56)
Ao se iniciar um projeto do SGSI, geralmente, é preciso a aprovação pela 
direção da organização. Desta forma, segundo Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 
56), “[...] é importante que a primeira atividade a ser desempenhada seja coletar 
informações relevantes que demonstrem o valor de um SGSI para a organização, 
esclarecendo por que é necessária a implantação de um SGSI”. Outra consideração 
mais, diz respeito à organização determinar as partes interessadas importantes 
para SGSI e os requisitos demandados de segurança de informação por estas 
partes interessadas. 
Seção 5 – Liderança
A Seção 5 está relacionada à alta gerência demonstrar liderança e 
compromisso com o SGSI, determinando políticas e atribuindo funções, 
responsabilidades e autoridades responsáveis pela segurança da informação (SEC 
AWARE, 2020a). Para isso, está seção possui as etapas apresentadas na Figura 17.
FIGURA 17 - ETAPAS DA SEÇÃO LIDERANÇA
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 57)
É necessário o envolvimento da alta direção da organização, por meio do seu 
comprometimento e da sua liderança, que devem ser demonstrados durante todo o 
processo do SGSI. Segundo Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 57), “Essa liderança 
inicia-se pelo estabelecimento da política de segurança e os objetivos de segurança da 
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
133
informação compatíveis com a direção estratégica da organização. A política deve ser 
formalizada e comunicada, e ainda ser apropriada ao propósito da organização [...]”.
Seção 6 – Planejamento
A Seção 6 descreve o processo de identificação, análise e planejamento 
de como os riscos às informações devem ser tratados e esclarece os objetivos de 
segurança das informações (SEC AWARE, 2020a). Para isso, está seção possui as 
etapas apresentadas na Figura 18. 
FIGURA 18 - ETAPAS DA SEÇÃO PLANEJAMENTO
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 57)
A avaliação da segurança da informação é a atividade para identificar 
o nível existente de segurança da informação (ou seja, os atuais 
procedimentos organizacionais de tratamento da proteção da 
informação). O objetivo fundamental da avaliação de segurança 
da informação é fornecer informações de apoio necessárias para a 
descrição do sistema de gestão sob a forma de políticas e diretrizes. O 
desempenho de uma análise/avaliação de riscos de segurança dentro 
do contexto de negócios apoiado pelo escopo do SGSI é essencial 
para a conformidade e a implementação bem-sucedida do SGSI, de 
acordo com a ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 (COELHO; ARAÚJO; 
BEZERRA, 2014, p. 58).
Seção 7 – Apoio
A Seção 7 se refere à adequação dos recursos e às competências a serem 
atribuídas, bem como a realização da conscientização,a documentação e o controle 
(SEC AWARE, 2020a). Para isso, esta seção possui as etapas apresentadas na 
Figura 19. Ou seja, esta seção diz respeito a todos os recursos que são necessários 
para estabelecer, implementar, manter e para melhoria contínua do SGSI. 
FIGURA 19 - ETAPAS DA SEÇÃO APOIO
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 58)
134
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Coelho, Araújo e Bezerra (2014) colocam que a definição das competências 
necessárias das pessoas é uma característica relevante. Desta forma, apresentamos 
uma lista exemplificada de papéis e responsabilidades pela segurança 
informação (Quadro 9) e a lista completa consta no Anexo B (informativo) Papéis 
e responsabilidades pela Segurança da Informação, da norma ABNT NBR ISO/
IEC 27003:2011.
QUADRO 9 – LISTA RESUMIDA DE PAPÉIS E RESPONSABILIDADE
PAPEL BREVE DESCRIÇÃO DA RESPONSABILIDADE
Alta administração (exemplo: 
COO, CEO, CSO e CFO)
É o responsável pela visão, decisões 
estratégicas e pela coordenação de atividades 
para dirigir e controlar a organização.
Gerentes de linha (isto é, o 
último nível de comando na 
escala hierárquica
Tem a responsabilidade final pelas funções 
organizacionais.
Diretor-executivo de Segurança 
da Informação
Tem a responsabilidade e a governança 
globais em relação à segurança da 
informação, garantindo o correto tratamento 
dos ativos de informação.
Comitê de Segurança da 
Informação (membro do 
comitê)
É responsável por tratar ativos de informação 
e tem um papel de liderança no SGSI da 
organização.
Equipe de Planejamento da 
Segurança da Informação 
(membro da equipe)
É responsável durante as operações, 
enquanto o SGSI está sendo implantado. A 
Equipe de Planejamento trabalha em diversos 
departamentos e resolve conflitos até que a 
implantação do SGSI seja concluída.
A Etapa 7.3 Conscientização trata especificamente da conscientização como 
seu próprio nome diz. 
IMPORTANT
E
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
135
Parte interessada
No contexto das outras descrições de papéis 
relativos à segurança da informação, a parte 
interessada é aqui definida primariamente como 
pessoas e/ou órgãos que estão fora das operações 
normais – como o conselho e os proprietários 
(tanto proprietários da organização, se esta 
for parte de um grupo de empresas ou se for 
governamental, quanto proprietários diretos, 
como acionistas de uma organização privada). 
Outros exemplos de partes interessadas podem 
ser companhias associadas, clientes, fornecedores 
e demais organizações públicas, como agências 
governamentais de regulação financeira ou bolsa 
de valores, se a organização não estiver listada.
Administrador de sistema O administrador de sistema é responsável por um sistema de TI.
Gerente de TI É o gerente de todos os recursos de TI. Por exemplo, o Gerente do Departamento de TI.
Segurança Física
A pessoa responsável pela segurança física, 
por exemplo, construções etc., normalmente 
chamado de Gerente de instalações.
Gerência de Risco
As pessoas que são responsáveis pela estrutura 
de gerenciamento de risco da organização, 
incluindo avaliação de risco, tratamento de 
risco e monitoramento de risco.
Consultor Jurídico
Muitos riscos de segurança da informação 
têm aspectos legais, e o consultor jurídico 
é responsável por levar esses riscos em 
consideração.
Recursos Humanos São pessoas com responsabilidade global pelos colaboradores.
Arquivo
Todo tipo de organização tem arquivos 
contendo informações vitais e que precisam 
ser armazenadas por longo tempo. As 
informações podem estar localizadas em 
vários tipos de mídia, e convém que uma 
pessoa específica seja responsável pela 
segurança desse armazenamento.
136
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Dados Pessoais
Se for exigência legal, pode haver uma 
pessoa responsável por ser o contato com um 
conselho de inspeção de dados ou organização 
oficial similar que supervisione a integridade 
pessoal e questões de privacidade.
Desenvolvedor de Sistema
Se uma organização desenvolve seus próprios 
sistemas de informação, alguém tem a 
responsabilidade por esse desenvolvimento.
Especialista/Expert
Convém que seja feita referência a especialistas 
e experts, responsáveis por determinadas 
operações em uma organização quanto ao 
interesse destes nos assuntos pertinentes ao uso 
do SGSI nas suas áreas específicas de atuação.
Consultor Externo
Consultores externos podem emitir opiniões 
com base em seus pontos de vista macroscópicos 
da organização e em suas experiências na 
indústria. Contudo, pode ser que os consultores 
não tenham conhecimento aprofundado da 
organização e suas operações.
Empregado/Funcionário/
Colaborador/Usuário
Cada colaborador é igualmente responsável 
pela manutenção da segurança da informação 
no seu local de trabalho e em seu ambiente.
Auditor O auditor é responsável por avaliar o SGSI.
Instrutor O instrutor ministra treinamentos e executa programas de conscientização.
Responsável pela TI ou pelos 
Sistemas de Informação (SI) 
locais
Em uma organização maior, há geralmente 
alguém na organização local que é responsável 
pelos assuntos de TI, e provavelmente também 
pela segurança da informação.
Defensor (pessoa influente)
Esse não é, em si, um papel de responsabilidade 
propriamente dito, mas, em uma organização 
maior, pode ser muito útil durante o estágio 
de implementação contar com pessoas que 
tenham conhecimento aprofundado sobre a 
implementação do SGSI e que possam apoiar 
o entendimento sobre a implementação e as 
razões que estiverem por trás dela. Essas 
pessoas podem influenciar positivamente 
a opinião das outras e podem também ser 
chamadas de “Embaixadoras”.
FONTE: Adaptado de Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 59-60)
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
137
A comunicação e as atividades de conscientização são etapas importantes 
para o sucesso de um SGSI. 
A organização deve implementar um programa de conscientização, 
treinamento e educação em segurança da informação para que toda a organização 
entenda seus papéis e suas competências para executarem as operações necessárias 
ao SGSI.
A documentação dentro de um SGSI é um importante fator de sucesso, 
pois demonstrará a relação dos controles implementados com os 
resultados esperados. A documentação muitas vezes será a evidência 
necessária para averiguar que um SGSI está implementado de forma 
correta e eficiente, permitindo que as ações possam ser rastreáveis e 
passíveis de reprodução (COOELHO; ARAÚJO, BEZERRA, 2014, p. 63).
Seção 8 – Operação
A Seção 8 traz de forma um pouco mais detalhadamente sobre como avaliar 
e tratar riscos de informações, gerenciar mudanças e realizar a documentação (SEC 
AWARE, 2020a). Para isso, está seção possui as etapas apresentadas na FIGURA 20. 
FIGURA 20 - ETAPAS DA SEÇÃO OPERAÇÃO
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 62)
Seção 9 – Avaliação do desempenho
A Seção 9 se refere a monitorar, medir, analisar e avaliar/auditar/analisar 
os controles, processos do SGSI, melhorando sistematicamente as coisas sempre 
que necessário (SEC AWARE, 2020a). Para isso, está seção possui as etapas 
apresentadas na Figura 21.
138
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
FIGURA 21 - ETAPAS DA SEÇÃO AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 62)
A norma ainda destaca a importância do monitoramento para verificar 
a eficácia do SGSI, por meio da determinação tanto do que deve ser monitorado 
como do medido. A Figura 22 traz o Fluxo do processo de Monitoramento 
segundo a norma ABNT NBR ISO/IEC 27003 – Diretrizes para implantação de 
um SGSI (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014).
FIGURA 22 – FLUXO DO PROCESSO DE MONITORAMENTO
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014,p. 62)
Seção 10 – Melhoria 
A Seção 10 aborda as conclusões de auditorias e revisões, por exemplo, não 
conformidades e ações corretivas, tratando de fazer aprimoramentos contínuos 
no SGSI (SEC AWARE, 2020a). Para isso, está seção possui as etapas apresentadas 
na Figura 23.
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
139
FIGURA 23 - ETAPAS DA SEÇÃO MELHORIA
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 63)
Anexo A 
O Anexo A traz os objetivos e controles de referência, apresentando uma 
lista de títulos das seções de controle na ABNT NBR ISO/IEC 27002 e o detalhamento 
dos controles, incluindo as orientações de como realizar a implementação fazem 
parte da ABNT NBR ISO/IEC 27002 para obter mais detalhes úteis sobre os 
controles, incluindo orientações de implementação. Segundo Coelho, Araújo e 
Bezerra (2014, p. 63):
O Anexo A da norma ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 lista os 
controles que, de acordo com a norma, devem ser implementados 
na implementação de um SGSI. Os controles são semelhantes aos 
existentes na ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013, com a diferença de 
que contém o verbo “dever”, que apresenta circunstâncias que são 
externas ao participante envolvido numa situação de segurança, mas 
que a tornam necessária, com um sentido de “dever”, “ter de”. Assim, 
os controlem “devem” ser implementados para que seja possível que 
se tenha um SGSI.
Bibliografia
A bibliografia aponta os cinco padrões relacionados, mais a parte 1 
das diretivas da ISO/IEC. Além disso, a família ABNT NBR ISO/IEC 27000 é 
identificada no corpo da norma como uma norma normativa e existem referências 
à ISO 31000 na gestão de riscos. 
2.2 VISÃO GERAL DO ANEXO A DA ABNT NBR ISO/IEC 
27001:2013
O Anexo A da ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 apresenta uma visão 
geral de quais controles podemos aplicar, de maneira a não esquecermos algum 
controle que poderia passar desapercebido. É importante que você também 
tenha em mente a flexibilidade existente, fazendo com que você escolha somente 
aqueles controles que identificar como aplicáveis a sua organização, de maneira 
a não desperdiçar recursos em controles que não sejam importantes para você 
(KOSUTIC, 2020, p. 1).
De acordo com Kosutic (2020, p. 1), “A melhor forma de entender o Anexo 
A é pensar nele como um catálogo de controles de segurança que você pode 
140
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
selecionar – dos 114 controles que estão listados no Anexo A, você pode escolher 
aqueles que são aplicáveis a sua organização”. Esses 114 controles estão dispostos 
em quatorze seções do Anexo A da ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013. O Quadro 10 
traz as 14 seções e o propósito correspondente a cada uma delas.
QUADRO 10 – 14 SEÇÕES DO ANEXO A DA ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013
SEÇÃO PROPÓSITO
A.5 Políticas de segurança da 
informação
Controles referente como as políticas são 
escritas e revisadas.
A.6 Organização da 
segurança da informação
Controles referentes como as responsabilidades 
são designadas; bem como inclui os controles 
para dispositivos móveis e realização de 
trabalho remoto.
A.7 Segurança em recursos 
humanos
Controles para antes de se realizar uma 
contratação, durante e após a contratação.
A.8 Gestão de ativos
Controles referente ao inventário de ativos e 
utilização aceitável, bem como para a classificação 
de informação e manuseio de mídias.
A.9 Controle de acesso
Controles para criar a política de controle 
de acesso, gestão de acesso de usuários, 
controle de acesso a sistemas e aplicações, e as 
responsabilidades dos usuários.
A.10 Criptografia Controles referentes a gestão de chaves criptográficas.
A.11 Segurança física e do 
ambiente
Controles para definição de áreas seguras, 
controles de entrada, proteção contra ameaças, 
segurança de equipamentos, descarte seguro, 
política de mesa limpa e tela limpa e afins.
A.12 Segurança nas operações
Controles diversos referentes a gestão da 
produção de Tecnologia de Informação (TI): 
gestão de mudança, gestão de capacidade, 
software malicioso, cópia de segurança, 
registro de eventos, monitoramento, instalação, 
vulnerabilidades e afins.
A.13 Segurança nas 
comunicações
Controles referentes a segurança em rede, 
segregação, serviços de rede, transferência de 
informação, mensageria e afins.
A.14 Aquisição, 
desenvolvimento e 
manutenção de sistemas
Controles definindo requisitos de segurança e 
segurança em processos de desenvolvimento e 
suporte.
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
141
A.15 Relacionamento na 
cadeia de suprimento
Controles relacionados o que incluir em acordos 
e como realizar a monitoração dos fornecedores.
A.16 Gestão de incidentes de 
segurança da informação
Controles para relatar os eventos e as fraquezas, 
definindo responsabilidades, procedimentos de 
resposta e coleta de evidências.
A.17 Aspectos da segurança 
da informação na gestão da 
continuidade do negócio
Controles requisitando o planejamento da 
continuidade do negócio, procedimentos, 
verificação e revisão e as redundâncias da TI.
A.18 Conformidade
Controles requisitando a identificação de leis 
e regulamentações aplicáveis, proteção da 
propriedade intelectual, proteção de dados 
pessoais e revisões da segurança da informação.
FONTE: Adaptado de Kosutic (2020)
Agora, acadêmico, tire uns minutos para ver o UNI IMPORTANTE que 
preparamos para você!
Como falamos anteriormente, que nem todos estes 114 controles são de fato 
obrigatórios. A organização que vai determinar quais controles ela identifica como sendo 
aplicáveis em seu plano e então deve implementá-los. De acordo com Kosutic (2020), 
o principal critério utilizado para selecionar os controles deve ser referente ao uso do 
levantamento de riscos, o qual é definido nas seções de 6 e 8 da parte principal da ABNT 
NBR ISO/IEC 27001:2013.
Cabe destacar ainda, que a Seção 5 da parte principal da ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
coloca a definição das responsabilidades para a gestão referente aos controles, e a Seção 9 
está relacionado a medir se os controles estão cumprindo o seu propósito. Por fim, a Seção 
10 requer que você repare qualquer coisa que esteja errada com estes controles, assegurando 
que você consiga atingir os objetivos de segurança da informação com estes controles.
IMPORTANT
E
3 ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
 
A ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 fornece uma lista de objetivos de 
controles comumente aceitos e de melhores práticas como forma de orientar a 
implementação de controles na obtenção da segurança da informação (ISO/IEC 
27000, 2018). Cabe destacar, que a norma ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 “[...] 
foi preparada para servir como um guia prático para o desenvolvimento e a 
implementação de procedimentos e controles de segurança da informação em 
uma organização” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 19).
142
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Acadêmico, visando a sua atualização constante, preparamos o UNI-
DICA referente aos avanços tecnológicos que afetam diretamente a forma de 
conscientização. Verifique!
FIGURA 24 - ESTRUTURA DO NOVO PADRÃO
FONTE: SEC AWARE (2020b, p. 1)
3.1 ESTRUTURA DA ABNT NBR ISO/IEC 27002:20131
A norma ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 é estruturada de maneira que 
forneça um código de boas práticas para que se possa gerir a segurança. Segundo 
Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 19), “[...] a norma é organizada em capítulos de 
0 a 18. Os capítulos de 0 a 4 apresentam os temas de introdução (0), Escopo (1), 
Referência normativa (2), Termos e definições (3) e Estrutura desta norma (4). A 
partir do Capítulo 5, a norma passa a chamar cada capítulo de seção”. 
Atualmente, o padrão está sendo revisado para contemplar coisas como 
Bring Your Own Device (BYOD), trazer seu próprio dispositivo, computação em nuvem, 
virtualização, redes sociais, pocket Information andCommunication Technology (ICT) 
e Internet of Things (IoT). O padrão será renomeado como "Controles de segurança da 
informação" e terá a estrutura apresentada na Figura 24 e terceira edição deve ser publicada 
no final do ano de 2021 (SEC AWARE, 2020b).
ATENCAO
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
143
A Figura 25, acadêmico, traz a sequência estrutural da norma, trazendo as 
“[...] catorze seções específicas apresentando os códigos de práticas da gestão da 
segurança. Cada seção define um ou mais objetivos de controle. As catorze seções 
formam o total de 35 objetivos de controle. A Seção 4 da norma apresenta sua 
estrutura” (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014, p. 19).
FIGURA 25 – SEQUÊNCIA ESTRUTURAL DA NORMA
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 20)
De forma específica, as seções 5 a 18 fornecem conselhos e orientações de 
implementação específicos sobre as melhores práticas de suporte aos controles 
especificados na ABNT NBR ISO/IEC 27001: 2013, A.5 a A.18.
Seção 5 – Políticas de segurança da informação
Esta seção da norma trata da política de segurança da informação e seus 
requisitos. O objetivo da categoria de controle é prover orientação e apoio da 
direção para a segurança da informação, por meio do estabelecimento de uma 
política objetiva e clara, de acordo com os objetivos de negócio da organização. 
Nesta seção é apresentado como deve ser desenvolvido, mantido e atualizado 
o documento referente a política de segurança da informação da organização 
(COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014). Para isso, a seção da política de segurança 
da informação possui uma categoria principal, conforme Figura 26 e esta categoria 
por sua vez, traz dois controles. 
144
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
FIGURA 26 – CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO POLÍTICAS DE SEGURANÇA 
DA INFORMAÇÃO
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 21)
 O controle 5.1.1 traz nas “Diretrizes para implementação”, o que convém 
que o documento da política contenha e a importância de que ela seja comunicada a 
todos. Além disso, coloca exemplos de políticas específicas para apoiarem as políticas 
de segurança da informação. Já O controle 5.1.2 apresenta como convém que seja 
realizada a análise crítica pela direção da organização a intervalos planejados ou 
quando mudanças importantes ocorrerem (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014).
Seção 6 – Organização da segurança da informação
Esta seção da norma objetiva trazer os controles referentes à organização ter 
a estrutura necessária para realizar o gerenciamento da segurança da informação 
tanto de dentro da organização assim como os controles para manter a segurança dos 
recursos de processamento da informação, quando forem disponibilizados por meio 
de trabalho remoto ou de dispositivos móveis (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014). 
Portanto, a seção da organização da segurança da informação traz os 
controles referentes à estrutura funcional em duas categorias principais, conforme 
apresentadas na Figura 27, que possui cinco controles na categoria 6.1 e dois 
controles na categoria 6.2. Além disso, a referida figura traz o objetivo de cada 
categoria e os seus respectivos controles.
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
145
FIGURA 27 - CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO ORGANIZAÇÃO DA SEGURAN-
ÇA DA INFORMAÇÃO
FONTE: Adaptado de Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 22)
Seção 7 – Segurança em recursos humanos
Esta seção da norma trata dos controles referente a segurança da 
informação no decorrer do ciclo de vida que o profissional na organização irá 
prestar um serviço (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014). Para isso, a seção em 
recursos humanos possui três categorias, conforme Figura 28, que se referem à 
fase antes de realizar a contratação, durante essa contração e no encerramento 
e mudança da contratação. A referida figura ainda traz os objetivos de cada 
categoria e os seus respectivos controles.
146
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
FIGURA 28 – CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO SEGURANÇA EM RECURSOS HUMANOS
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 24)
Os controles em cada categoria são organizados dentro das necessidades 
mínimas de segurança a serem observadas em cada uma delas. Desta forma, a 
categoria 7.1 traz o processo de seleção e as condições dos contratos de recursos 
humanos; a categoria 7.2 apresenta os controles de responsabilidades, de 
capacitação dos recursos humanos em segurança da informação e do processo 
disciplinar, caso ocorra uma violação da segurança da informação; e por fim, a 
categoria 7.3 traz os controles referentes à mudança de área, de cargo, promoção, 
entre outras, destacando-se os controles de devolução de ativos e retirada de 
direitos de acesso (COELHO; ARAÚJO; BEZERRA, 2014).
Veja o UNI IMPORTANTE que preparamos para você!
O controle 7.2.2 trata especificamente da conscientização, educação e 
treinamento em segurança da informação.
IMPORTANT
E
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
147
Seção 8 – Gestão de Ativos
Esta seção da norma trata dos controles de segurança de informação 
nas categorias 8.1 e 8.2 e traz os controles referentes a proteção dos ativos da 
organização na categoria 8.3. A Figura 29 traz cada uma dessas categorias, o 
objetivo e os controles de cada categoria. 
FIGURA 29 – CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO GESTÃO DE ATIVOS
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 26)
Seção 9 – Controle de acesso
Esta seção da norma trata dos controles de acesso lógico, que são tratados 
aspectos referentes a privilégios de acesso, acesso à rede, senhas e afins. A Figura 
29 traz as quatro categorias desta seção, o objetivo e os controles de cada categoria. 
148
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
FIGURA 30 - CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO CONTROLE DE ACESSO
FONTE: Adaptado de Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 28-29)
Seção 10 – Criptografia
Esta seção da norma tem como objetivo assegurar tanto o uso efetivo da 
criptografia quanto ela ser adequada. Para isso, a seção criptografia possui uma 
categoria principal, contendo os dois controles apresentados na FIGURA 31, 
assim como objetivo da categoria ali colocado.
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
149
FIGURA 31 – CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO CRIPTOGRAFIA
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 30)
Seção 11 – Segurança física e de ambiente
Esta seção da norma trata da segurança física e de ambiente. Para isso, a 
seção foi estruturada em duas categorias: uma, referente às áreas seguras e outra, 
referente aos equipamentos. A Figura 32 traz o objetivo de cada uma dessas 
categorias, bem como expõe os respectivos controles. 
FIGURA 32 – CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 32)
150
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Seção 12 – Segurança nas operações
Esta seção da norma trata das operações dos serviços tecnológicos da 
organização. Para isso, a seção possui sete categorias, que apresentam controles 
que convêm serem aplicados no dia a dia das operações e comunicações 
da organização. Cada umas dessas categorias, seus objetivos e os controles 
correspondentes estão contidos na Figura 33. De acordo com Coelho, Araújo e 
Bezerra (2014, p. 33), “É a seção que apresenta os controles de segurança que 
atendem à maioria das vulnerabilidades relativas a aspectos operacionais do 
cotidiano da área de TIC”.
FIGURA 33 - CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO SEGURANÇA NAS OPERAÇÕES
FONTE: Adaptado de Coelho, Araújo e Bezerra (2014,p. 34-36)
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
151
Veja agora, o UNI IMPORTANTE que preparamos para você!
O controle 12.2.1 - controles contra malware se refere aos controles de 
detecção e prevenção para que a organização se proteja de malware aliado ao programa 
de conscientização do usuário que a organização deve realizar.
IMPORTANT
E
Seção 13 – Segurança nas comunicações
Esta seção da norma trata dos controles que são necessários para existir 
segurança nas comunicações, distribuídos em duas categorias Cada umas dessas 
categorias, seus objetivos e os controles correspondentes das categoria estão 
contidos na Figura 34.
FIGURA 34 – CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO SEGURANÇA NAS COMUNICAÇÕES
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 38)
Seção 14 – Aquisição, desenvolvimento e manutenção de sistemas
Esta seção da norma trata os controles referentes às atividades de aquisição, 
desenvolvimento e manutenção de sistemas, tendo como objetivo desenvolver a 
segurança da informação nos aplicativos existentes da organização. Desta forma, 
ela possui seis categorias principais. Cada umas dessas categorias, seus objetivos 
e os controles correspondentes da categoria estão contidos na Figura 35.
152
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
FIGURA 35 – CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO AQUISIÇÃO, DESENVOLVI-
MENTO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS
FONTE: Adaptado de Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 40-42)
Seção 15 – Relacionamento na cadeia de suprimento 
Esta seção da norma se refere ao processo de segurança na relação com 
os fornecedores. Desta forma, ela possui duas categorias principais. Cada umas 
dessas categorias, seus objetivos e os controles correspondentes da categoria 
estão contidos na Figura 36.
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
153
FIGURA 36 – CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO RELACIONAMENTO NA CA-
DEIA DE SUPRIMENTOS
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 43)
Seção 16 – Gestão de incidentes de segurança da informação 
Esta seção da norma trata de como ocorre a notificação de eventos 
relacionados à segurança, as responsabilidades e a coleta de evidências. Desta 
forma, ela possui uma categoria principal e seis controles. A categoria, seu 
objetivo e os controles correspondentes da categoria estão contidos na Figura 37.
FIGURA 37 – CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO GESTÃO DE INCIDENTES DE 
SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 44)
154
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Seção 17– Aspectos da segurança da informação na gestão da 
continuidade do negócio
Esta seção da norma se refere às questões de continuidade do negócio 
se ocorrer algum desastre. Desta forma, ela possui duas categorias principais. 
Cada umas dessas categorias, seus objetivos e os controles correspondentes da 
categoria estão contidos na Figura 38.
FIGURA 38 – CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO ASPECTOS DA SEGURANÇA 
DA INFORMAÇÃO NA GESTÃO DA CONTINUIDADE DO NEGÓCIO
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 46)
Seção 18 – Conformidade
A Figura 39 traz a categoria, os objetivos e os controles da Seção 18 – 
conformidade.
TÓPICO 2 – PRINCIPAIS NORMAS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 
E ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013
155
FIGURA 39 – CATEGORIA, OBJETIVO E CONTROLES DA SEÇÃO CONFORMIDADE
FONTE: Coelho, Araújo e Bezerra (2014, p. 47)
Esta é a última seção da norma e ela trata de estabelecer que os requisitos 
de segurança da informação estejam em conformidade com qualquer tipo de 
legalidade (legislação), como as de estatutos, regulamentações ou obrigações 
contratuais. Desta forma, ela possui duas categorias principais. Por fim, 
trouxemos na Figura 39 cada umas dessas categorias, seus objetivos e os controles 
correspondentes.
156
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• A International Organization for Standardization (ISO) é uma organização com 
sede em Genebra, na Suíça, que foi fundada no ano de 1946. 
• A ISO tem como objetivo desenvolver e promover normas que possam ser 
usadas da mesma forma em todos os países do mundo.
• A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é uma entidade sem fins 
lucrativos, que representa a ISO. 
• As Normas Brasileiras (BNR) objetivam aumentar o processo produtivo das 
organizações, bem como entregar o produto de maior qualidade e aumentar 
a competitividade destes produtos.
• A ABNT NBR ISO/IEC 27000 fornece a visão geral dos Sistemas de 
Gerenciamento de Segurança da Informação (SGSI) e os termos e definições 
comumente utilizados na família de padrões SGSI.
• A ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 e a ABNT NBR ISO/IEC 27002: 2013 
fazem parte da família ABNT NBR ISO/IEC 27000, que abrangem a gestão da 
segurança da informação.
• A ABNT NBR ISO/IEC 27001 específica formalmente um Sistema de 
Gerenciamento de Segurança da Informação (SGSI), contendo um conjunto de 
atividades relacionadas ao gerenciamento de riscos de informações, chamado 
dentro da norma de riscos à segurança da informação.
• O SGSI é uma estrutura de gerenciamento abrangente, por meio da qual a 
organização identifica, analisa e aborda seus riscos de informações.
• O SGSI garante que os arranjos de segurança sejam ajustados para acompanhar 
as mudanças nas ameaças à segurança, vulnerabilidades e impactos nos negócios.
• A “[...] Norma também inclui requisitos para a avaliação e tratamento de riscos 
de segurança da informação voltados para as necessidades da organização” 
(ABNT NBR ISO/IEC 27001, 2013, p. 1).
• A ABNT NBR ISO/IEC 27001 não exige formalmente controles específicos de 
segurança da informação, uma vez que os controles necessários variam de 
acordo com o tipo da organização.
• As organizações que adotam a ABNT NBR ISO/IEC 27001 são livres para 
escolher os controles específicos de segurança da informação aplicáveis a seus 
riscos específicos, baseando-se nos controles existentes.
Famlia _SGI
Realce
157
• “Os controles da norma são apresentados como boas práticas para que 
a organização adote uma postura preventiva e pró ativa diante das suas 
necessidades e requisitos de segurança da informação” (COELHO; ARAÚJO; 
BEZERRA, 2014, p. 20).
• A ABNT NBR ISO/IEC 27001 tem na sua estrutura as seções de 0 a 10, o anexo 
A e as bibliografias.
• Na Introdução (0) da ABNT NBR ISO/IEC 27001 é descrito um processo para 
gerenciar sistematicamente os riscos à informação.
• No Escopo (1) da ABNT NBR ISO/IEC 27001 é especificado os requisitos genéricos 
do SGSI adequados para organizações de qualquer tipo, tamanho ou natureza.
• Nas Referências normativas (2) da ABNT NBR ISO/IEC 27001, apenas a ABNT 
NBR ISO/IEC 27000 é considerada essencial para os usuários da 27001, sendo 
as demais normas ISO27k opcionais.
• Nos Termos e definições (3) da ABNT NBR ISO/IEC 27001 são colocadas as 
definições que devem ser utilizadas.
• Da quarta cláusula em diante da ABNT NBR ISO/IEC 27001 se busca de 
maneira objetiva e de forma genérica apresentar os requisitos que são 
aplicáveis a todas as organizações, independentemente do tipo, tamanho ou 
natureza da organização.
• A Seção 4 da ABNT NBR ISO/IEC 27001 se refere a compreender o contexto 
organizacional, as necessidades e expectativas das partes interessadas, que 
definem o escopo do SGSI e a etapa 4.4 desta secção traz o que a organização 
deve estabelecer, implementar, manter e ter melhoria contínua no SGSI.
• A Seção 5 da ABNT NBR ISO/IEC 27001 está relacionada a alta gerência 
demonstrar liderança e compromisso com o SGSI, determinando políticas 
e atribuindo funções, responsabilidades e autoridades responsáveis pela 
segurança da informação.
• A Seção 6 da ABNT NBR ISO/IEC 27001 descreve o processo de identificação, 
análise e planejamento de como os riscos às informaçõesdevem ser tratados 
e esclarece os objetivos de segurança das informações.
• A Seção 7 da ABNT NBR ISO/IEC 27001 se refere a adequação dos recursos e as 
competências a serem atribuídas, bem como a realização da conscientização, 
a documentação e o controle.
• A Etapa 7.3 Conscientização da seção 7 da ABNT NBR ISO/IEC 27001 trata 
especificamente da conscientização como seu próprio nome diz.
• A Seção 8 da ABNT NBR ISO/IEC 27001 traz de forma um pouco mais 
detalhadamente sobre como avaliar e tratar riscos de informações, gerenciar 
mudanças e realizar a documentação.
158
• A Seção 9 da ABNT NBR ISO/IEC 27001 se refere a monitorar, medir, analisar 
e avaliar/auditar/analisar os controles, processos do SGSI, melhorando 
sistematicamente as coisas sempre que necessário.
• A Seção 10 da ABNT NBR ISO/IEC 27001 aborda as conclusões de auditorias e 
revisões, como por exemplo, não-conformidades e ações corretivas, tratando 
de fazer aprimoramentos contínuos no SGSI.
• O Anexo A da ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 apresenta uma visão geral 
de quais controles podemos aplicar, de maneira a não esquecermos algum 
controle que poderia passar desapercebido. 
• O Anexo A da ABNT NBR ISO/IEC 27001 traz os objetivos e controles de referência, 
apresentando uma lista de títulos das seções de controle na ABNT NBR ISO/IEC 
27002 e o detalhamento dos controles, incluindo as orientações de como realizar 
a implementação fazem parte da ABNT NBR ISO/IEC 27002 para obter mais 
detalhes úteis sobre os controles, incluindo orientações de implementação.
• A ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 fornece uma lista de objetivos de controles 
comumente aceitos e de melhores práticas como forma de orientar a 
implementação de controles na obtenção da segurança da informação 
• A norma ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 é estruturada de maneira que 
forneça um código de boas práticas para que se possa gerir a segurança.
• “[...] a norma é organizada em capítulos de 0 a 18. Os capítulos de 0 a 4 
apresentam os temas de introdução (0), Escopo (1), Referência normativa 
(2), Termos e definições (3) e Estrutura desta norma (4). A partir do capítulo 
5, a norma passa a chamar cada capítulo de seção” (COELHO; ARAÚJO; 
BEZERRA, 2014, p. 19).
• As Seções 5 a 18 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 fornecem conselhos e 
orientações de implementação específicos sobre as melhores práticas de suporte 
aos controles especificados na ABNT NBR ISO/IEC 27001: 2013, A.5 a A.18.
• A Seção 5 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 trata da política de segurança 
da informação e seus requisitos. O objetivo da categoria de controle é prover 
orientação e apoio da direção para a segurança da informação, por meio do 
estabelecimento de uma política objetiva e clara, de acordo com os objetivos 
de negócio da organização.
• A Seção 6 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 objetiva trazer os controles referentes 
à organização ter a estrutura necessária para realizar o gerenciamento da 
segurança da informação tanto de dentro da organização assim como os controles 
para manter a segurança dos recursos de processamento da informação, quando 
forem disponibilizados por meio de trabalho remoto ou de dispositivos móveis.
• A Seção 7 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 trata dos controles referentes à 
segurança da informação no decorrer do ciclo de vida que o profissional na 
organização irá prestar um serviço.
159
• A Seção 8 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 trata dos controles de segurança 
de informação nas categorias 8.1 e 8.2 e traz os controles referentes a proteção 
dos ativos da organização na categoria 8.3.
• A Seção 9 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 trata dos controles de acesso 
lógico, que são tratados aspectos referentes a privilégios de acesso, acesso à 
rede, senhas e afins.
• A Seção 10 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 tem como objetivo assegurar tanto 
o uso efetivo da criptografia quanto ela ser adequada e adequado da criptografia.
• A Seção 11 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 trata da segurança física e de 
ambiente. Para isso, a seção foi estruturada em duas categorias, uma, referente 
às áreas seguras e outra, referente aos equipamentos.
• A Seção 12 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 trata das operações dos serviços 
tecnológicos da organização.
• A Seção 13 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 trata dos controles que são 
necessários para existir segurança nas comunicações, distribuídos em duas 
categorias.
• A Seção 14 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 trata os controles referentes às 
atividades de aquisição, desenvolvimento e manutenção de sistemas. 
• A Seção 15 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 se refere ao processo de 
segurança na relação com os fornecedores.
• A Seção 16 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 trata de como ocorre a 
notificação de eventos relacionados à segurança, às responsabilidades e à 
coleta de evidências.
• A Seção 17 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 se refere às questões de 
continuidade do negócio se ocorrer algum desastre.
• A Seção 18 da ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 trata de estabelecer que os 
requisitos de segurança da informação estejam em conformidade com qualquer 
tipo de legalidade (legislação), como as de estatutos, regulamentações ou 
obrigações contratuais.
160
1 A International Organization for Standardization (ISO) é uma organização 
com sede em Genebra, na Suíça, que foi fundada no ano de 1946. A ISO 
tem como objetivo desenvolver e promover normas que possam ser usadas 
da mesma forma em todos os países do mundo. Já a Associação Brasileira 
de Normas Técnicas (ABNT) é uma entidade sem fins lucrativos, que 
representa a ISO. Ela ajuda a promover o desenvolvimento tecnológico do 
nosso país com a padronização de documentos e de processos produtivos, 
por meio do estabelecimento das Normas Brasileiras (NBR). Qual sigla 
tem em sua definição o objetivo de aumentar o processo produtivo das 
organizações brasileiras, bem como entregar o produto de maior qualidade 
e aumentar a competitividade destes produtos?
a) ( ) NBRs.
b) ( ) ISO.
c) ( ) ABNT.
d) ( ) NIST.
2 A ABNT NBR ISO/IEC 27000 fornece a visão geral dos Sistemas de 
Gerenciamento de Segurança da Informação (SGSI) e os termos e definições 
comumente utilizados na família de padrões SGSI. A ABNT NBR ISO/IEC 
27001:2013 e a ABNT NBR ISO/IEC 27002: 2013 fazem parte da família ABNT 
NBR ISO/IEC 27000, que abrangem a gestão da segurança da informação. 
Referente à ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013, analise as sentenças a seguir, 
classificando com V as sentenças verdadeiras e com F as falsas: 
( ) A ABNT NBR ISO/IEC 27001 específica formalmente um Sistema de 
Gerenciamento de Segurança da Informação (SGSI).
( ) A ABNT NBR ISO/IEC 27001 contém um conjunto de atividades 
relacionadas ao gerenciamento de riscos de informações, chamado dentro 
da norma de riscos à segurança da informação.
( ) A ABNT NBR ISO/IEC 27001 adota o modelo conhecido como Plan-Do-
Check-Act (PDCA). 
( ) A ABNT NBR ISO/IEC 27001 é aplicada para estruturar todas as políticas 
da organização.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V– V– F.
b) ( ) V – F – V – F.
c) ( ) F – V – V – F.
d) ( ) F – F – V – V.
3 A norma ISO 27001 adota o modelo conhecido como Plan-Do-Check-Act (PDCA). 
O modelo PDCA é aplicado para estruturar todos os processos do SGSI. Este 
modelo é composto por um conjunto de ações de forma sequencial e é estabelecido 
pelas letras pertencentes a sigla. Referente ao modelo, analise as sentenças a 
seguir, classificando com V as sentenças verdadeiras e com F as sentenças falsas: 
AUTOATIVIDADE
161
( ) O P se refere ao Plan, de planejar.
( ) O D se refere ao Do, de verificar.
( ) O C se refere ao Check, de controlar.
( ) O A se refere ao Act, de agir, atuar corretivamente.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V – F – F.
b) ( ) V – F – V – F.
c) ( ) V– F – V – V.
d) ( ) F – F – V – V.
4 A ABNT NBR ISO/IEC 27001 não exige formalmente controles específicos de 
segurança da informação, uma vez que os controlesnecessários variam de 
acordo com o tipo da organização. As organizações que adotam a ABNT NBR 
ISO/IEC 27001 são livres para escolher os controles específicos de segurança 
da informação aplicáveis a seus riscos específicos, baseando-se nos controles 
existentes. Referente a esses controles, analise as sentenças a seguir, classificando 
com V as sentenças verdadeiras e com F as sentenças falsas: 
( ) Os controles da norma são apresentados como boas práticas para que 
a organização adote uma postura preventiva diante das necessidades e 
requisitos de segurança da informação.
( ) Os controles da norma são apresentados como boas práticas para que 
a organização adote uma postura proativa diante das necessidades e 
requisitos de segurança da informação.
( ) O controle P se refere ao planejamento.
( ) O controle D se refere ao fazer, executar.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
a) ( ) F – F – F – F.
b) ( ) V – V– V – V.
c) ( ) F – V – V – F.
d) ( ) V – V – F – F.
5 A ABNT NBR ISO/IEC 27001 tem na sua estrutura as seções de 0 a 10, o 
anexo A e as bibliografias. Na Seção 0 Introdução é descrito um processo 
para gerenciar sistematicamente os riscos à informação; no 1 Escopo são 
especificados os requisitos genéricos do SGSI adequados para organizações de 
qualquer tipo, tamanho ou natureza; em 2 Referências normativas, apenas a 
ABNT NBR ISO/IEC 27000 é considerada essencial para os usuários da 27001, 
sendo as demais normas ISO27k opcionais; e na seção 3 Termos e definições 
são colocadas as definições que devem ser utilizadas. Quais das seções a 
seguir se refere a compreender o contexto organizacional, as necessidades e 
expectativas das partes interessadas, que definem o escopo do SGSI? 
a) ( ) Seção 4 – Contexto da organização.
b) ( ) Seção 5 – Liderança.
c) ( ) Seção 6 – Planejamento.
d) ( ) Seção 7 – Apoio.
162
163
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Wilson e Hash (2003) identificaram quatro etapas críticas no ciclo de vida 
do plano em conscientização e treinamento em segurança da informação. Agora, 
tire uns minutos para analisar o Quadro 11, pois ele traz uma breve descrição de 
cada uma destas etapas para sua melhor compreensão. 
 
QUADRO 11 – QUATRO ETAPAS CRÍTICAS DO CICLO DE VIDA
ETAPA DESCRIÇÃO
Projeto de conscientização e 
treinamento
Nesta etapa é realizada uma avaliação das 
necessidades da organização e uma estratégia 
de treinamento é desenvolvida e aprovada. 
Esse documento de planejamento estratégico 
identifica as tarefas de implementação a serem 
executadas em apoio às metas estabelecidas 
de treinamento em segurança da organização.
Conscientização e 
desenvolvimento de materiais 
de treinamento
Esta etapa se concentra nas fontes de 
treinamento disponíveis, escopo, conteúdo e 
desenvolvimento de material de treinamento, 
incluso solicitação de assistência do 
contratado nos casos que se fizer necessário.
Implementação do programa
Esta etapa aborda tanto a comunicação 
eficaz quanto a implementação do plano de 
conscientização e treinamento. Além disso, 
aborda as opções para a entrega de material 
de conscientização e treinamento, baseado na 
Web, ensino a distância, vídeo, no local etc.
TÓPICO 3 — 
CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE 
CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA 
EDIÇÃO ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL INSTITUTE OF 
STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
164
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Pós-implementação
Esta etapa fornece orientação para manter 
o plano atualizado e métodos de feedback 
eficazes são descritos em pesquisas, grupos 
focais, benchmarking etc.
FONTE: Adaptado de Wilson e Hash (2003)
Agora, vamos avançar em cada uma das etapas do ciclo do programa de 
conscientização e treinamento de segurança de TI, que foi adaptado especialmente 
para você, da edição especial 800-50 do NIST, versão ativa (WILSON; HASH, 2003). 
2 ETAPA 1: PROJETO DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO
A postura de segurança de TI e a vigilância dentro de uma organização melhora 
consideravelmente quando existe algum tipo de conscientização e treinamento em 
segurança de TI. Vamos iniciar esta etapa, começando pela primeira etapa do plano, 
que é projetar o programa. Para isso, os programas de conscientização e treinamento 
devem ser projetados com a missão da organização em mente. É importante que 
o programa de conscientização e treinamento ofereça suporte às necessidades de 
negócio da organização e seja relevante tanto para a cultura quanto para a arquitetura 
de TI da organização. Os programas mais bem-sucedidos são aqueles que os usuários 
consideram relevantes os assuntos e os problemas que são apresentados.
A criação de um programa de conscientização e treinamento em segurança 
de TI responde à pergunta: Qual é o nosso plano para desenvolver e implementar 
oportunidades de conscientização e treinamento em conformidade com as 
diretivas existentes?
Nesta etapa do plano, as necessidades de conscientização e treinamento 
da organização precisam ser identificadas, para que um plano eficaz seja 
desenvolvido. Além disso, você deve ter em mente, que se deve buscar a adesão da 
organização e posteriormente estabelecer quais são as prioridades do programa. 
Nesta fase é descrito:
• Como estruturar a atividade de conscientização e treinamento.
• Como (e por que) realizar uma avaliação de necessidades.
• Como desenvolver um plano de conscientização e treinamento.
• Como estabelecer prioridades.
• Como definir o nível de complexidade do objeto adequadamente.
• Como financiar o programa de conscientização e treinamento.
ATENCAO
Famlia _SGI
Realce
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO 
ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
165
2.1 ESTRUTURANDO O PROGRAMA 
Um programa de conscientização e treinamento pode ser projetado, 
desenvolvido e implementado de diferentes maneiras. Queremos destacar para 
você, que são três as abordagens ou modelos comumente aceitos, sendo eles:
• Modelo 1: Política, estratégia e implementação centralizada.
• Modelo 2: Política e estratégia centralizada, implementação distribuída.
• Modelo 3: Política centralizada, estratégia distribuída e implementação. 
Você deve se perguntar, do que depende a escolha do modelo a ser adotado? 
A escolha do modelo adotado e estabelecido para supervisionar a atividade 
do programa de conscientização e treinamento dependem: (i) do tamanho e a 
dispersão geográfica da organização; (ii) das funções e das responsabilidades 
organizacionais definidas; (iii) das alocações e autorizações do orçamento.
2.2 AVALIANDO AS NECESSIDADES
A avaliação das necessidades pode ser utilizada para determinar as 
necessidades de conscientização e do treinamento de uma organização. Os 
resultados obtidos nesta avaliação podem trazer justificativas relevantes, para 
que você convença a gerência na alocação dos recursos adequados e atenda às 
necessidades de conscientização e treinamento que foram identificadas. Desta 
forma, é importante que você tenha em mente, que para conduzir uma avaliação 
de necessidades, é importante que o pessoal-chave esteja todo envolvido e das 
funções mínimas que precisam ser realizadas. Agora, tire uns minutos para 
analisar o Quadro 12 que contém essas funções. 
Sugerimos a leitura das páginas 12-16 da Publicação Especial NIST 800-55, 
disponível no link https://csrc.nist.gov/publications/detail/sp/800-55/rev-1/final), para o 
detalhamento de cada um destes três modelos.
DICAS
166
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
 QUADRO 12 – FUNÇÕES NECESSÁRIAS
FUNÇÃO DESCRIÇÃO
Gerente executivo
Os líderes organizacionais precisam entender 
completamente as diretrizes e leis que 
formam a base do programa de segurança. 
Eles também precisam compreender suas 
funções de liderança para garantir a total 
conformidade dos usuários em suas unidades.
Pessoal de segurança (gerentesde programas de segurança e 
agentes de segurança)
Essas pessoas atuam como consultoras 
especializadas para sua organização e, 
portanto, devem ser bem informadas sobre a 
política de segurança e as melhores práticas 
aceitas.
Proprietários do sistemas
Os proprietários devem ter um amplo 
entendimento da política de segurança e um 
grau alto de entendimento sobre os controles 
e requisitos de segurança aplicáveis aos 
sistemas que gerenciam. 
Administradores de sistema e 
pessoal de suporte de TI
Colaboradores que possuem um grau alto 
de autoridade sobre as operações de suporte 
críticas para um programa de segurança 
bem-sucedido, essas pessoas precisam 
ter conhecimento técnico em práticas e 
implementação de segurança eficazes.
Gerentes operacionais e 
usuários do sistema
Esses colaboradores precisam de um grau 
elevado de conscientização e treinamento 
em segurança sobre controles de segurança e 
regras de comportamento para os sistemas que 
eles usam para conduzir operações comerciais.
FONTE: Adaptado de Wilson e Hash (2003)
As necessidades de conscientização e treinamento em segurança de TI 
podem ser levantadas de diversas fontes de informações da organização e elas 
podem ser coletadas de diferentes maneiras. Algumas das técnicas que podem 
ser utilizadas para coletar as informações são:
• Entrevistas com todos os principais grupos e organizações identificados.
• Pesquisas organizacionais.
• Revisão e avaliação do material disponível, como material atual de conscientização 
e treinamento, cronogramas de treinamento e listas de participantes.
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO 
ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
167
• Análise de métricas relacionadas à conscientização e treinamento. Por exemplo, 
porcentagem de usuários que completam a sessão ou exposição de conscientização 
necessária, porcentagem de usuários com responsabilidades significativas de 
segurança que foram treinadas em material específico da função.
• Revisão dos planos de segurança para sistemas gerais de suporte e 
aplicativos principais para identificar proprietários de sistemas e aplicativos 
e representantes de segurança nomeados.
• Revisão dos bancos de dados de identificação do usuário do inventário do 
sistema e do aplicativo para determinar todos os que têm acesso.
• Revisão de todas as descobertas e/ou recomendações dos órgãos de supervisão, 
como por exemplo, inquérito do Congresso, inspetor geral, programa de 
revisão/auditoria interna e controles internos ou análises de programas sobre 
o programa de segurança de TI.
• Conversas e entrevistas com a gerência, proprietários de suporte geral 
sistemas e aplicativos principais e outra equipe da organização cujas funções 
comerciais dependem de TI.
• A análise de eventos, como ataques de negação de serviço, alterações no 
site, sequestro de sistemas usados em ataques subsequentes, ataques de 
vírus bem-sucedidos. Estes podem indicar a necessidade de treinamento (ou 
treinamento adicional) de grupos específicos de pessoas.
• Revisão de quando são realizadas as alterações técnicas ou de infraestrutura.
• O estudo das tendências identificadas pela primeira vez em publicações da indústria, 
acadêmicas ou governamentais ou por organizações de treinamento/educação. O 
uso desses "sistemas de alerta precoce" pode fornecer informações referente um 
problema dentro da organização que ainda não foi visto como um problema.
Você deve se perguntar se existe alguma forma de identificar as 
necessidades de conscientização e treinamento de uma maneira eficaz? Sim, 
existe. As métricas são uma ferramenta importante e eficaz que pode ser utilizada 
nesta atividade. As métricas servem para monitorar se as metas e os objetivos do 
plano foram atingidos. Cabe lembrar que elas também quantificam o nível da 
eficácia e da eficiência, analisando a adequação dos esforços de conscientização e 
treinamento e identificando possíveis melhorias.
Para uma discussão completa sobre métricas, consulte a Publicação Especial 
NIST 800-55, disponível no link https://csrc.nist.gov/publications/detail/sp/800-55/rev-1/
final, Guia de Métricas de Segurança para Sistemas de Tecnologia da Informação. 
DICAS
168
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Cabe destacar, ainda, que um aspecto importante da avaliação é avaliar 
a existência dos recursos necessários para que o programa seja realizado. Por 
exemplo, se o material elaborado no plano fizer uso de abordagens apoiadas pela 
tecnologia é necessário que se realize na avaliação técnica referente às plataformas 
que serão utilizadas no programa, tais como: rede, estações de trabalho, placas de 
vídeo, alto-falantes etc. Isso é necessário para determinar se existe ambiente na 
organização para que o programa de conscientização seja implementado. 
Da mesma forma, se a organização planeja fornecer treinamento em sala de 
aula, a avaliação das necessidades deve identificar se existe espaço adequado para 
um ambiente de ensino aprendizagem. As questões de recursos humanos, incluindo 
colaboradores com alguma necessidade especial, devem ser avaliadas, assim como 
questões sindicais inexistentes que podem surgir a partir desse momento.
Após a conclusão da avaliação das necessidades, as informações 
necessárias para desenvolver um plano de conscientização e treinamento estarão 
disponíveis. O plano deve abranger toda a organização e incorporar as prioridades 
identificadas pela avaliação de necessidades.
2.3 DESENVOLVENDO A ESTRATÉGIA E O PLANO DE 
CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO
A conclusão da avaliação de necessidades permite que uma organização 
externa ou órgão regulamentado desenvolva uma estratégia para desenvolver, 
implementar e manter seu programa de conscientização e treinamento em segurança 
de TI. O plano do programa é o documento de trabalho que contém os elementos 
que compõem essa estratégia. Portanto, é fundamental que você se atente para os 
seguintes elementos que devem ser discutidos no plano do programa:
• Política nacional e local existente que requer a conscientização e o treinamento 
a serem realizados.
A análise das informações coletadas deve fornecer respostas para as principais 
perguntas:
• Que tipo de conscientização, treinamento e/ou educação são necessários?
• O que está sendo realizado atualmente para atender a essas necessidades?
• Qual é o status atual em relação a como essas necessidades estão sendo atendidas (ou 
seja, quão bem os esforços atuais estão funcionando)?
• Onde estão as lacunas entre as necessidades e o que está sendo feito (ou seja, o que 
mais precisa ser feito)?
• Quais necessidades são mais críticas?
IMPORTANT
E
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO 
ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
169
• Escopo do programa de conscientização e treinamento.
• Funções e responsabilidades do pessoal da organização que deve projetar, 
desenvolver, implementar e manter o material de conscientização e 
treinamento e que deve garantir que os usuários apropriados atendam ou 
visualizem o material aplicável.
• Metas a serem alcançadas para cada aspecto do programa, como por exemplo, 
conscientização, treinamento, educação, desenvolvimento profissional (certificação).
• Público-alvo para cada aspecto do programa.
• Cursos ou materiais obrigatórios (e se aplicável, opcionais) para cada público-alvo.
• Objetivos de aprendizagem para cada aspecto do programa.
• Tópicos a serem abordados em cada sessão ou curso.
• Métodos de implantação a serem usados para cada aspecto do programa.
• Documentação, feedback e evidência de aprendizado para cada aspecto do 
programa.
• Avaliação e atualização de material para cada aspecto do programa.
• Frequência em que cada público-alvo deve ser exposto ao material.
2.4 ESTABELECENDO PRIORIDADES
Depois que a estratégia e oplano do programa de conscientização 
e treinamento em segurança forem finalizados, deve ser estabelecido um 
cronograma de implementação. Às vezes é necessário que a implementação 
ocorra em fases. Por exemplo, você precisa analisar se existem restrições 
orçamentárias e disponibilidade de recursos. Dessa forma, é importante decidir 
quais fatores serão usados para determinar as prioridades e a sequência em que 
elas acontecem. Agora, tire uns minutos para analisar o Quadro 13, que contém 
os principais fatores a serem analisados. 
 
QUADRO 13 – PRINCIPAIS FATORES A SEREM CONSIDERADOS
DESCRIÇÃO
Disponibilidade de 
material e recursos
Se o material de conscientização e treinamento e os 
recursos necessários estiverem prontamente disponíveis, 
as principais iniciativas do plano poderão ser agendadas 
com antecedência. No entanto, se o material do curso 
deve ser desenvolvido e/ou os instrutores precisam ser 
identificados e programados, esses requisitos devem ser 
considerados na definição de prioridades.
170
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Papel e impacto 
organizacional
É muito comum abordar a prioridade em termos de função 
e risco organizacional. As iniciativas de conscientização de 
base ampla que atendem ao mandato amplo da empresa 
podem receber alta prioridade porque as regras de boas 
práticas de segurança podem ser entregues rapidamente 
à força de trabalho. Além disso, é comum observar 
posições de alta confiança/alto impacto. Por exemplo, 
gerentes de programas de segurança de TI, agentes de 
segurança, administradores de sistema e administradores 
de segurança, cujas posições na organização foram 
determinadas como tendo uma sensibilidade mais alta. 
Outro ponto, é garantir que elas recebam alta prioridade 
na estratégia de lançamento. Esses tipos de posições 
geralmente são proporcionais ao tipo de acesso e a qual 
sistema, esses usuários possuem.
Estado atual de 
conformidade 
Envolve examinar as principais lacunas no programa 
de conscientização e treinamento (por exemplo, 
análise de lacunas) e direcionar áreas deficientes para a 
implantação antecipada.
Dependências 
críticas do projeto
Se houver projetos dependentes de um segmento de 
treinamento de segurança para preparar os requisitos 
necessários para o sistema envolvido. Por exemplo, 
novo sistema operacional, firewalls, redes virtuais 
privadas. Portanto, é importante que o cronograma de 
treinamento estabelecido garanta que o treinamento 
ocorre dentro do prazo estipulado. Dessa forma, é 
necessário lidar com as dependências existentes
FONTE: Adaptado de Wilson e Hash (2003)
2.5 ESTABELECENDO O PADRÃO
Estabelecer o padrão ou estabelecer o parâmetro significa que uma decisão 
deve ser tomada quanto à complexidade do material que será desenvolvido. Dessa 
forma, você precisa pensar que a complexidade na elaboração é proporcional 
ao papel exercido pela pessoa que terá o esforço do aprendizado e deve ser 
desenvolvido com base em dois critérios importantes: (i) a posição do participante 
alvo dentro da organização; e (ii) o conhecimento das habilidades de segurança 
necessárias para a posição exercida por esse participante. 
Destacamos ainda que essa complexidade do material deve ser 
determinada antes do início do desenvolvimento. 
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO 
ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
171
Ao estabelecer o padrão de esforço do programa, o foco deve estar nas 
regras de comportamento esperadas para o uso dos sistemas. Essas regras devem 
vir diretamente da política da organização e elas devem ser aplicadas a todos da 
organização. Para isso, é necessário que elas sejam explicadas de forma clara, não 
deixando margem para erros, desculpas ou mal-entendidos.
O item 5 traz a 4ª etapa do plano, a etapa de pós-implementação, nela 
discutiremos o aumento do padrão que foi estabelecido.
ATENCAO
Estabelecer o padrão significa que deve ser tomada uma decisão quanto à 
complexidade do material que será desenvolvido e deve ser aplicado aos três tipos de 
aprendizado: conscientização, treinamento e educação.
IMPORTANT
E
O padrão estabelecido pode ser aumentado à medida que o programa de 
conscientização amadurece e a maioria dos usuários é exposta ao material inicial. 
IMPORTANT
E
Queremos ainda destacar para você, que definir o padrão corretamente é ainda 
mais importante ao desenvolver o material de treinamento, devido que o objetivo 
do treinamento é produzir as habilidades e as competências relevantes necessárias. 
Portanto, é crucial que a avaliação das necessidades identifique os indivíduos com 
responsabilidades significativas de segurança de TI, avalie suas funções e identifique 
quais são as reais necessidades de conscientização e treinamento.
Desta forma, o material a ser desenvolvido precisa fornecer o conjunto de 
habilidades necessárias para que os participantes cumpram as responsabilidades 
de segurança associadas à sua função. O material de treinamento de segurança 
de TI pode ser desenvolvido em um nível inicial para uma pessoa que está 
apenas aprendendo a disciplina, por exemplo, para o administrador do sistema, 
administrador de servidor Web ou de e-mail, um auditor etc. Assim como o material 
pode ser desenvolvido em um nível intermediário, ou seja, para alguém que tem 
172
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
mais experiência e, portanto, mais responsabilidade, em uma disciplina. É possível 
desenvolver material avançado para os “centros de excelência” ou especialistas no 
assunto da organização, cujos trabalhos incorporam o mais alto nível de confiança 
e consequentemente, um alto nível de responsabilidade de segurança de TI.
Depois que as necessidades educacionais são identificadas dentro de uma 
organização, geralmente, as organizações buscam alguma empresa especializada 
para realizar o programa.
2.6 FINANCIAMENTO DO PROGRAMA DE 
CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO EM SEGURANÇA 
Uma vez que a estratégia de conscientização e treinamento tenha sido 
acordada e as prioridades tenham sido estabelecidas, você deve se atentar que os 
requisitos de financiamento devem ser adicionados ao plano. Uma determinação 
deve ser feita em relação à qual será a extensão do financiamento e o suporte 
necessário a ser alocado com base nos modelos de implementação discutidos em 
nosso item 2.1. Dessa forma, o diretor de informática da organização deve enviar uma 
mensagem clara sobre as expectativas de conformidade nessa área. As abordagens 
usadas para determinar as fontes de financiamento devem ser analisadas com base 
no orçamento existente ou previsto em alguma prioridade da organização.
O plano deve ser visto como um conjunto de requisitos mínimos a 
serem atendidos, e esses requisitos devem ser compatíveis com uma perspectiva 
contratual ou orçamental. Os requisitos contratuais devem ser especificados na 
documentação vinculada, como de memorando, contratos etc. As abordagens 
usadas para expressar o requisito de financiamento podem incluir:
• Percentual do orçamento geral de treinamento.
• A alocação por usuário por função. Um exemplo disso, seria o treinamento 
dos principais colaboradores de segurança e administradores de sistema será 
mais caro que o treinamento geral de segurança para aqueles na organização 
que não executam funções específicas de segurança.
• Porcentagem do orçamento geral de TI.
O Capítulo 4 da publicação especial NIST 800-16, disponível no link https://csrc.
nist.gov/publications/detail/sp/800-16/final, fornece orientação sobre o desenvolvimento 
de material de treinamento para esses três níveis de complexidade, incluindo objetivos de 
aprendizado em cada um dos três níveis.
DICAS
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO 
ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
173• Alocações explícitas por componente, com base nos custos gerais de 
implementação.
Os problemas na implementação do plano de conscientização e 
treinamento em segurança podem ocorrer quando as iniciativas de conscientização 
e treinamento em segurança são consideradas com prioridade mais baixa do que 
outras iniciativas da organização. É de responsabilidade do diretor de informática 
avaliar as prioridades concorrentes e desenvolver uma estratégia para solucionar 
qualquer déficit de financiamento que possa afetar a capacidade da organização de 
cumprir os requisitos de treinamento em segurança existentes.
Isso pode significar ajustar a estratégia de conscientização e treinamento 
para estar mais alinhada com o orçamento disponível, fazer lobby por financiamento 
adicional ou direcionar a realocação dos recursos atuais. Também pode significar 
que o plano de implementação pode ser implementado em etapas durante um 
período predefinido à medida que o financiamento se torna disponível.
3 ETAPA 2: DESENVOLVIMENTO DE MATERIAIS DE 
CONSCIENTIZAÇÃO E DE TREINAMENTO
Uma vez elaborado o programa de conscientização e treinamento, é possível 
desenvolver material de apoio. Mas o que devemos incluir no material? O material 
deve ser desenvolvido tendo o seguinte em mente:
• Que comportamento queremos reforçar? (Consciência).
• Qual habilidade ou habilidades queremos que o público aprenda e aplique? 
(Treinamento).
Nos dois casos, o foco deve estar no material específico que os participantes 
devem incorporar nas atividades exercidas no trabalho. Os participantes prestarão 
atenção e incorporarão o que veem ou ouvem em uma sessão, se sentirem que o 
material foi desenvolvido especificamente para eles. A apresentação não pode 
ser “engessada”, ou mesmo impessoal ou para um público em geral, para que ela 
não seja lembrada como mais uma das sessões anuais de "estamos aqui porque 
precisamos estar aqui". Um programa de conscientização e treinamento pode ser 
eficaz, somente, se o material for interessante e atual.
Em algum momento, se você for o responsável pela elaboração do material, 
você fará a seguinte pergunta: Estou desenvolvendo material de conscientização 
ou treinamento? Geralmente, como o objetivo do material de conscientização é 
simplesmente focar a atenção nas boas práticas de segurança, a mensagem que 
o esforço de conscientização envia deve ser curta e simples. A mensagem pode 
abordar um tópico ou vários tópicos sobre os quais o público-alvo deve estar ciente. 
174
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
3.1 DESENVOLVENDO MATERIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO 
A pergunta a ser respondida ao começar a desenvolver material para um 
programa ou campanha de conscientização da organização é: Quais assuntos 
queremos que todas as pessoas da organização estejam cientes sobre segurança 
de TI? O plano de conscientização e treinamento deve conter uma lista de tópicos. 
Destacamos algumas fontes de ideias e materiais como: avisos por e-mail, sites de 
notícias diárias sobre segurança de TI on-line e periódicos. A política da organização, 
revisões de programas, auditorias internas, revisões de programas de controles 
internos, autoavaliações e verificações pontuais também podem identificar tópicos 
adicionais a serem abordados no programa.
Agora, queremos destacar dois pontos: (i) os tópicos que podem ser 
discutidos, de forma breve, em qualquer sessão ou campanha de conscientização; e 
(ii) as fontes dos tópicos que serão utilizadas. Destacamos ainda, que podem existir 
várias fontes de material a serem incorporadas no programa. O material pode 
tratar de uma questão específica ou, em alguns casos, pode descrever como iniciar 
o desenvolvimento de um programa, sessão ou campanha de conscientização.
Agora, tire uns minutos para aprender pelo Quadro 14 quais são alguns 
desses tópicos e algumas das fontes que você pode utilizar. Ao analisar os tópicos a 
serem vistos na conscientização, você verá que alguns deles já tínhamos identificado 
na Unidade 1 do nosso livro didático.
QUADRO 14 – TÓPICOS E FONTES A SEREM VISTOS EM CONSCIENTIZAÇÃO
TÓPICOS
• Uso e gerenciamento de senhas, incluindo criação, 
frequência de alterações e proteção.
• Proteção contra vírus, worms, cavalos de Tróia e outros 
códigos maliciosos, varredura, atualização de definições.
• Política e as implicações do não cumprimento.
• E-mail e anexos desconhecidos.
O público-alvo da conscientização deve incluir todos os usuários em uma 
organização. A mensagem a ser divulgada por meio de um programa ou campanha de 
conscientização deve conscientizar todos os indivíduos sobre suas responsabilidades de 
segurança de TI comumente compartilhada. Já por outro lado, a mensagem em uma 
aula de treinamento é direcionada a um público específico. A mensagem no material de 
treinamento deve incluir tudo relacionado à segurança que os participantes precisam saber 
para realizar seu trabalho. O material de treinamento geralmente é muito mais profundo do 
que o material usado em uma sessão ou campanha de conscientização.
IMPORTANT
E
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO 
ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
175
• Uso da Web, permitido versus proibido e o 
monitoramento da atividade do usuário.
• Spam.
• Backup e armazenamento de dados, abordagem 
centralizada ou descentralizada.
• Engenharia social.
• Resposta a incidentes, entre em contato com quem? O 
que eu faço?
• Alterações no ambiente do sistema, aumento dos 
riscos para os sistemas e dados (por exemplo, água, 
fogo, poeira ou sujeira, acesso físico).
• Inventário e transferência de propriedade, identifique 
a organização responsável e as responsabilidades do 
usuário (por exemplo, higienização da mídia).
• Problemas de uso pessoal e de ganho, sistemas no 
trabalho e em casa.
• Problemas de segurança de dispositivos móveis, 
resolva problemas de segurança física e sem fio.
• Uso de criptografia e transmissão de informações 
confidenciais/confidenciais pela Internet, diretiva, 
procedimentos e contato técnico da organização de 
endereços, para obter assistência.
• Segurança do laptop durante a viagem, resolva 
problemas físicos e de segurança da informação.
• Sistemas e software de propriedade pessoal no 
trabalho, indique se é permitido ou não (por exemplo, 
direitos autorais).
• Aplicação oportuna de correções do sistema, parte do 
gerenciamento de configuração.
• Problemas de restrição de licença de software, 
endereço quando as cópias são permitidas e não 
permitidas.
• Software suportado, permitido nos sistemas da 
organização, parte do gerenciamento de configuração.
• Problemas de controle de acesso, abordam os níveis 
de privilégios e a separação de tarefas.
• Responsabilização individual, explique o que isso 
significa na organização.
• Uso de declarações de reconhecimento – senhas, 
acesso a sistemas e dados, uso pessoal e ganhos.
• Controle do visitante e acesso físico a espaços, 
discuta políticas e procedimentos de segurança física 
aplicáveis, por exemplo, desafie estranhos, relate 
atividades incomuns.
176
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
• Segurança da área de trabalho, discuta o uso 
de protetores de tela, restringindo a exibição de 
informações dos visitantes na tela (impedindo/
limitando o espiar), dispositivos de backup de bateria, 
acesso permitido aos sistemas.
• Proteger as informações sujeitas a preocupações 
de confidencialidade, em sistemas, arquivados, em 
mídia de backup, em formato de cópia impressa e até 
serem destruídos.
• Etiqueta da lista de e-mail, arquivos anexados e outras 
regras.
FONTES
• Avisos por e-mail emitidos por grupos de notícias 
hospedados pelo setor, instituições acadêmicas ou 
pelo escritório de segurança de TI da organização.
• Organizações e fornecedores profissionais.
• Sites de notícias diárias sobre segurança de TI on-line.• Periódicos.
• Conferências, seminários e cursos.
FONTE: Adaptado de Wilson e Hash (2003)
3.2 DESENVOLVENDO MATERIAL DE TREINAMENTO 
A pergunta a ser respondida ao iniciar o desenvolvimento do material para 
um curso de treinamento específico é: Qual habilidade ou habilidades queremos que 
o público-alvo aprenda? O plano de treinamento deve identificar um público-alvo, 
ou vários públicos-alvo e cada um deles deve receber treinamento personalizado, 
os possibilitando a lidar com suas responsabilidades de segurança de TI. 
4 ETAPA 3: IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA
A terceira etapa do programa se refere a como o programa será 
implementado. Contudo, você precisa estar ciente que o programa só pode ser 
implementado após: (i) a avaliação de necessidades ter sido realizada; (ii) a 
estratégia ter sido desenvolvida; (iii) o plano de programa de conscientização e 
treinamento para implementar essa estratégia ter sido concluído; (iv) o material 
de conscientização e de treinamento ter sido desenvolvido.
Agora sim, podemos iniciar a implementação!
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO 
ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
177
4.1 COMUNICAÇÃO DO PLANO
A implementação do programa deve ser totalmente explicada à 
organização para obter suporte para sua implementação e comprometimento 
dos recursos necessários. Essa explicação inclui as expectativas da gerência da 
organização e do suporte da equipe, bem como os resultados esperados do 
programa e os benefícios que o programa trará a organização. 
Destacamos ainda para você, que as questões de financiamento também 
devem ser abordadas. Por exemplo, os gerentes devem saber se o custo para 
implementar o programa de conscientização e treinamento será totalmente 
financiado pelo orçamento do programa de segurança de TI ou diretor de 
informática ou se seus orçamentos serão impactados para cobrir sua parcela 
das despesas com a implementação do programa. É essencial que todos os 
envolvidos na implementação do programa compreendam seus papéis e as suas 
responsabilidades. Além disso, os cronogramas e os requisitos de conclusão devem 
ser comunicados. A comunicação do plano pode ser mapeada para os três modelos 
de implementação discutidos no item 2.1 deste tópico. Seguem os cenários típicos.
4.2 TÉCNICAS PARA CRIAR MATERIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO
Existem algumas técnicas que podem ser utilizadas para transmitir 
a mensagem de conscientização. Você precisa ter em mente, que as técnicas 
escolhidas dependem dos recursos e da complexidade da mensagem que você 
quer passar. Listamos algumas dessas técnicas:
• Mensagens sobre ferramentas de conscientização: podem ser utilizadas, 
canetas, porta-chaves, notas post-it, blocos de notas, kits de primeiros 
socorros, kits de limpeza, pen drive com uma mensagem, marcadores de 
páginas, Frisbees, relógios, cartões e afins.
• Cartazes, listas do que fazer e não fazer ou listas de verificação.
• Protetores de tela e banners/mensagens de aviso.
• Boletins.
• Alertas de escrivaninha para mesa: como um boletim de uma página, em 
papel, colorido e brilhante, um por mesa ou roteado por um escritório, que é 
distribuído pelo sistema de correio da organização.
• Mensagens de e-mail.
• Vídeos.
• Sessões baseadas na Web.
• Sessões baseadas em computador.
• Sessões de teleconferência.
• Sessões presenciais, conduzidas por instrutor.
• Dias de segurança de TI ou eventos similares.
178
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
• Seminários.
• Calendário pop-up com informações de contato de segurança, dicas mensais 
de segurança etc.
• Mascotes.
• Palavras cruzadas.
• Programa de prêmios por meio de placas, canecas, cartas de agradecimento.
Queremos destacar que algumas dessas técnicas servem para passar que 
uma única mensagem, como as utilizadas em: pôsteres, listas de acesso, protetores 
de tela e banners de aviso, alertas de mesa em mesa, e-mails, seminários e 
programas de prêmios. Já as técnicas que conseguem passar várias mensagens 
são aquelas como: “Faça e não faça”, boletins, fitas de vídeo, sessões baseadas 
na Web, sessões baseadas em computador, sessões de teleconferência, sessões 
presenciais com instrutores e seminários. 
As técnicas que podem ser razoavelmente baratas de implementar incluem 
mensagens em ferramentas de conscientização, pôsteres, listas de acesso, listas 
de “Faça e não faça”, listas de verificação, protetores de tela e banners de aviso, 
alertas de mesa em mesa, mensagens de e-mail, sessões conduzidas por instrutor, 
seminários sobre malas marrons e programas de recompensas. 
As técnicas que podem exigir mais recursos incluem boletins, fitas de 
vídeo, sessões baseadas na Web, sessões baseadas em computador e sessões de 
teleconferência. Além de tornar o material de conscientização interessante e atual, 
repetir uma mensagem de conscientização e usar várias maneiras de apresentá-
la, pode aumentar muito a retenção de lições ou problemas de conscientização 
dos usuários. 
Por exemplo, a discussão em uma sessão conduzida por instrutor sobre 
como evitar ser vítima de um ataque de engenharia social pode ser reforçada com 
pôsteres, mensagens de e-mail periódicas em toda a organização e mensagens 
sobre ferramentas de conscientização que são distribuídas aos usuários.
4.3 TÉCNICAS PARA CRIAR MATERIAL DE TREINAMENTO
As técnicas para se obter um material mais efetivo de treinamento são 
aquelas que fazem uso da tecnologia e suportam os seguintes recursos:
• Facilidade de uso: fácil acesso e fácil atualização/manutenção.
• Escalabilidade: pode ser usada para vários tamanhos de público e em vários 
locais.
• Responsabilização: capturar e usar estatísticas sobre o grau de conclusão).
• Ampla base de suporte do setor: número adequado de fornecedores em 
potencial, maior chance de encontrar suporte subsequente.
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO 
ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
179
Acadêmico, as organizações podem fazer várias técnicas, destacamos as 
mais comumente utilizadas pelas organizações para você, sendo elas: 
• Treinamento em Vídeo Interativo (TVI): é uma das várias técnicas de ensino à 
distância disponíveis para a entrega de material de treinamento. Esta tecnologia 
suporta instruções interativas de áudio e vídeo bidirecionais. O recurso interativo 
torna a técnica mais eficaz do que as técnicas não interativas, mas é mais cara.
• Treinamento baseado na Web: é uma técnica popular para ambientes 
distribuídos. Os "participantes" de uma sessão baseada na Web podem estudar 
de forma independente e aprender no seu próprio ritmo. Os recursos de teste 
e responsabilidade podem ser incorporados para avaliar o desempenho.
Algumas técnicas ainda permitem uma interação entre o instrutor e o 
aluno, como:
• Treinamento não Web e baseado em computador: essa técnica continua popular 
mesmo com a disponibilidade da Web. Ainda pode ser um método eficaz para 
a distribuição de material de treinamento, especialmente se o acesso a material 
baseado na Web não for viável. Como o treinamento baseado na Web, essa técnica 
não permite a interação entre o instrutor e os alunos ou entre os alunos.
• Treinamento ministrado por instrutor no local (incluindo apresentações 
e mentoria de colegas): essa é uma das técnicas mais antigas, mas uma das 
mais populares, para fornecer material de treinamento para o público. A maior 
vantagem da técnica é a natureza interativa da instrução. Essa técnica, no 
entanto, tem várias desvantagens em potencial. Em uma organização grande, 
pode haver dificuldade em agendar aulas suficientes para que todo o público-
alvo possa participar. Em uma organização que possui uma força de trabalho 
amplamente distribuída, pode haver custos de viagem significativos para 
instrutores e estudantes. Embora existam desafios para ambientes distribuídos,alguns alunos preferem esse método tradicional a outros métodos.
A combinação de várias técnicas em uma sessão pode ser uma maneira 
eficaz tanto do material a ser apresentado como fazer que o público preste 
atenção. Por exemplo, se você usar a técnica de exibir vídeos durante a sessão 
conduzida por instrutor, isto permite que o público se concentre em uma fonte 
de informação diferente. O vídeo também pode reforçar o que o instrutor tem 
apresentado. A TVI, o treinamento baseado na Web e o treinamento não baseado 
na Web também podem ser utilizados como parte de uma sessão de treinamento 
liderada por instrutor.
5 ETAPA 4: PÓS-IMPLEMENTAÇÃO 
O programa de conscientização e treinamento em segurança de TI de uma 
organização pode rapidamente se tornar obsoleto se não for dada atenção suficiente 
aos avanços tecnológicos, a infraestrutura de TI e as mudanças organizacionais, 
180
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
além de mudanças na missão e nas prioridades organizacionais. Os diretores de 
informática e os gerentes do programa de segurança de TI precisam conhecer esse 
problema em potencial e incorporar mecanismos em sua estratégia para garantir 
que o programa continue relevante e compatível com os objetivos gerais.
5.1 MONITORANDO A CONFORMIDADE
Uma vez implementado o programa, é necessário implementar processos 
para monitorar a conformidade e a eficácia. Um sistema de rastreamento 
automatizado deve ser projetado para capturar informações importantes sobre 
a atividade do programa (por exemplo, cursos, datas, público, custos, fontes). O 
sistema de rastreamento deve capturar esses dados no nível da organização, para 
que possam ser usados para fornecer análises e relatórios de toda a empresa sobre 
iniciativas de conscientização, treinamento e educação. Os requisitos para o banco 
de dados devem incorporar as necessidades de todos os usuários pretendidos. Os 
usuários típicos desse banco de dados estão descritos no Quadro 15. 
 
QUADRO 15 – USUÁRIOS
USUÁRIO DESCRIÇÃO
Diretores de 
informática
Podem usar o banco de dados para apoiar o planejamento 
estratégico, informar o chefe da organização e 
outros colaboradores da alta gerência sobre a saúde 
do programa de conscientização e treinamento em 
segurança de TI, identificar a capacidade interna e as 
necessidades críticas da força de trabalho de segurança, 
executar análises de programas, identificar atividades 
em toda a empresa, auxiliar na segurança e no orçamento 
de TI, identificar a necessidade de aprimoramento do 
programa e avaliar a conformidade.
A melhoria contínua deve sempre ser o tema das iniciativas de conscientização e 
treinamento em segurança, pois essa é uma área em que “você nunca pode fazer o suficiente”.
IMPORTANT
E
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO 
ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
181
Gerentes de 
programas de 
segurança de TI
Podem usar o banco de dados para dar suporte ao 
planejamento de segurança, fornece relatórios de 
status ao diretor de informática e a outras equipes de 
gerenciamento e segurança, justificar solicitações de 
financiamento, demonstrar conformidade com as metas 
e objetivos estabelecidos pela organização, identificar 
fornecedores e outras fontes de treinamento, responder 
a perguntas relacionadas à segurança, identificar a 
cobertura atual e fazer ajustes para omissões críticas.
Departamentos de 
Recursos Humanos
Podem usar o banco de dados para garantir a 
existência de um mecanismo eficaz para capturar todo 
o treinamento relacionado à segurança, identificar os 
custos relacionados ao treinamento em segurança de TI, 
auxiliar no estabelecimento de descrições de cargos, dar 
suporte ao relatório de status, responder a consultas de 
treinamento e auxiliar desenvolvimento profissional.
Departamentos de 
treinamento
Podem usar o banco de dados para ajudar no 
desenvolvimento da estratégia geral de treinamento da 
organização, estabelecer requisitos de banco de dados 
de treinamento vinculados às diretrizes de segurança, 
identificar possíveis fontes de treinamento, dar suporte 
a solicitações de treinamento, identificar a relevância e 
popularidade do curso, apoiar a atividade orçamentária 
e responder a perguntas.
Gerentes funcionais
Podem usar o banco de dados para monitorar o 
progresso do treinamento do usuário e ajustar os planos 
de treinamento do usuário, conforme necessário, obter 
relatórios de status e responder a perguntas sobre o 
treinamento de segurança em seus componentes e 
identificar fontes e custos de treinamento para ajudar 
com solicitações e propostas de orçamento.
Auditores
Podem usar as informações do banco de dados 
para monitorar a conformidade com as diretivas de 
segurança e a política da organização.
Diretores Financeiros
Pode usar as informações do banco de dados para 
responder a perguntas sobre orçamento, auxiliar no 
planejamento financeiro e fornece relatórios ao chefe da 
organização e aos gerentes seniores sobre as atividades 
de financiamento do treinamento em segurança.
FONTE: Adaptado de Wilson e Hash (2003)
182
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
O rastreamento da conformidade envolve a avaliação do status do 
programa, conforme indicado pelas informações do banco de dados, e o 
mapeamento para os padrões estabelecidos pela organização. 
Portanto, tenha em mente que, os relatórios podem ser gerados e usados 
para identificar lacunas ou problemas. Além disso, é necessário que se tenham 
ações corretivas e os devidos acompanhamento caso elas se façam necessárias. 
Você pode utilizar isso, em forma de lembretes formais para a gerência; ofertas 
adicionais de conscientização, treinamento ou educação; e/ou ainda estabelecer 
um programa corretivo com datas de conclusão programadas.
5.2 AVALIAÇÃO E FEEDBACK
Os mecanismos formais de avaliação e de feedback são componentes 
críticos de qualquer programa de conscientização, treinamento e educação sobre 
segurança. A melhoria contínua não pode ocorrer sem um bom senso de como 
o programa existente está funcionando. Além disso, o mecanismo de feedback 
deve ser projetado para atender aos objetivos inicialmente estabelecidos para o 
programa. Uma vez solidificados os requisitos da linha de base, uma estratégia 
de feedback pode ser projetada e implementada.
Uma estratégia de feedback precisa incorporar elementos que abordem a 
qualidade, o escopo, o método de implantação (por exemplo, baseado na Web, no local, 
externo), nível de dificuldade, facilidade de uso, duração da sessão, relevância, moeda, e 
sugestões para modificação.
IMPORTANT
E
Os métodos mais comumente utilizados na obtenção de feedback são 
apresentados no Quadro 16.
QUADRO 16 – MÉTODOS PARA OBTER FEEDBACK
MÉTODO DESCRIÇÃO
Formulários 
de avaliação 
(questionários)
É possível usar uma variedade de formatos. Os melhores 
designs eliminam a necessidade de muita escrita por parte 
da pessoa que os conclui. A chave é projetar os formulários 
para serem o mais "amigáveis" possível. Trabalhe com 
especialistas internos que estejam familiarizados com as 
melhores técnicas para projetar esses instrumentos de 
avaliação ou busque a assistência de especialistas externos.
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO 
ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
183
Grupos focais
Reúna os participantes do treinamento em fóruns abertos 
para discutir suas perspectivas sobre a eficácia do programa 
de treinamento em segurança de TI e solicitar suas ideias 
para aprimoramento.
Entrevista 
seletiva
Essa abordagem primeiro identifica os grupos-alvo do 
treinamento com base no impacto, prioridade ou outros 
critérios estabelecidos e identifica áreas específicas para 
feedback. Normalmente conduzida usando entrevistas 
individuais ou em pequenosgrupos homogêneos (geralmente 
dez ou menos), essa abordagem é mais personalizada e 
privada do que a abordagem do grupo focal e pode incentivar 
os participantes a serem mais em sua crítica ao programa.
Observação 
(análise 
independente)
Outra abordagem para solicitar feedback é incorporar uma 
revisão do programa de conscientização e treinamento em 
segurança de TI como uma tarefa a um contratado externo 
ou a terceiros como parte de uma auditoria iniciada pela 
organização. A organização faz isto além da atividade 
normal de supervisão para obter uma opinião imparcial 
sobre a eficácia do programa.
Relatórios 
formais de 
status
Uma boa maneira de manter o foco na conscientização 
de segurança e nos requisitos de treinamento em toda a 
organização é implementar um requisito para relatórios 
regulares de status pelos gerentes funcionais.
Benchmarking 
do Programa 
de Segurança 
(Visão Externa)
Muitas organizações incorporam o benchmarking do “Programa 
de Segurança” como parte de sua estratégia de melhoria 
contínua e busca pela excelência. Esse tipo de benchmarking 
está focado na pergunta: como faço para classificar meus 
colegas? A forma de benchmarking de segurança com foco 
externo compara o desempenho de uma organização com várias 
outras organizações e fornece um relatório à organização sobre 
onde elas caem com base nas linhas de base observadas em 
todas as organizações com os dados disponíveis no momento. 
Um componente desse tipo de benchmarking deve incluir 
conscientização e treinamento sobre segurança. Esse tipo de 
benchmarking é normalmente realizado por especialistas em 
técnicas de benchmarking que possuem informações (dados) 
abrangentes em uma ampla gama de organizações por uma 
duração bastante longa (cinco anos ou mais).
FONTE: Adaptado de Wilson e Hash (2003)
184
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
5.3 GERENCIANDO MUDANÇAS
Será necessário garantir que o programa, conforme estruturado, continue 
sendo atualizado à medida que novas tecnologias e problemas de segurança 
associados surgirem. As necessidades de treinamento mudarão à medida que 
novas habilidades e capacidades forem necessárias para responder a essas 
novas mudanças arquiteturais e tecnológicas. Uma mudança na missão e/ou nos 
objetivos organizacionais também pode influenciar ideias sobre a melhor forma 
de projetar locais e conteúdo de treinamento.
Questões emergentes, como a defesa da pátria, também afetarão a natureza 
e extensão das atividades de conscientização de segurança necessárias para 
manter os usuários informados (instruídos) sobre as mais recentes explorações 
e contramedidas. Novas leis e decisões judiciais também podem afetar a política 
organização que, por sua vez, pode afetar o desenvolvimento e/ou implementação 
de material de conscientização e treinamento. Por fim, à medida que as diretrizes 
de segurança mudam ou são atualizadas, o material de conscientização e 
treinamento deve refletir essas mudanças. 
5.4 MELHORIA CONTÍNUA (ELEVANDO O PADRÃO 
ESTABELECIDO)
Esta etapa do programa está focada na criação de um nível de 
conscientização e excelência em segurança que alcance uma presença generalizada 
de segurança na organização. Os processos que proporcionam conscientização, 
treinamento e educação à força de trabalho devem ser totalmente integrados à 
estratégia geral de negócios. 
Um programa maduro de conscientização e treinamento em segurança 
define um conjunto de métricas para essa área. Assim, é necessário que sistemas 
automatizados devem estar em vigor para apoiar a captura de dados quantitativos 
e para entrega de informações de gerenciamento a partes responsáveis em um 
ciclo regular e predefinido.
O gerenciamento da mudança é o componente do programa projetado para 
garantir que as implantações de treinamento, conscientização e educação não fiquem 
estagnadas e, portanto, irrelevantes para os problemas reais emergentes enfrentados 
pela organização. Ele também foi projetado para lidar com mudanças em política e 
procedimentos de segurança refletidos na cultura da organização.
DICAS
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO 
ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
185
Os procedimentos de monitoramento, acompanhamento e correção são 
bem definidos e contínuos. Por fim, nesse estágio, as organizações costumam 
incorporar ao seu programa de conscientização mecanismos formais da melhoria 
contínua em áreas de avanço tecnológico, boas práticas e oportunidades de 
benchmarking.
5.5 INDICADORES DE SUCESSO
Os diretores de informática, colaboradores e gerentes do programa de 
segurança de TI devem ser os principais defensores da melhoria contínua e do 
apoio ao programa de conscientização, treinamento e educação de segurança da 
organização. É fundamental que todos estejam aptos e dispostos a desempenhar 
suas funções de segurança atribuídas na organização. Em segurança, a frase 
"Apenas tão forte quanto o elo mais fraco" é verdadeira. Proteger as informações e 
a infraestrutura de uma organização é um esforço de equipe. Alguns indicadores-
chave para avaliar o apoio e a aceitação do programa são:
• Financiamento suficiente para implementar a estratégia acordada.
• Posicionamento organizacional adequado para permitir que pessoas com 
responsabilidades importantes (diretor de informática, colaboradores 
do programa e gerente do programa de segurança de TI) implementem 
efetivamente a estratégia.
• Suporte para ampla distribuição (por exemplo, Web, e-mail, TV) e postagem 
de itens de reconhecimento de segurança.
• Mensagens de nível executivo e sênior para a equipe em relação à segurança. 
Por exemplo, reuniões da equipe, transmissões para todos os usuários pelo 
chefe da organização.
• O uso de métricas. Por exemplo, para indicar um declínio nos incidentes ou 
violações de segurança, 22 indica que a diferença entre a conscientização 
existente e a cobertura de treinamento e as necessidades identificadas está 
diminuindo, a porcentagem de usuários expostos ao material de conscientização 
estão aumentando, e a porcentagem de usuários com responsabilidades 
significativas de segurança treinadas adequadamente está aumentando.
• Os gerentes não usam seu status na organização para evitar controles de 
segurança que são consistentemente respeitados pela classificação e arquivo.
• Nível de participação em fóruns/instruções de segurança obrigatórios.
• Reconhecimento de contribuições de segurança. Por exemplo, prêmios, 
concursos.
• Motivação demonstrada por aqueles que desempenham papéis-chave no 
gerenciamento/coordenação do programa de segurança (WILSON; HASH, 2003).
186
UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
LEITURA COMPLEMENTAR
CARTILHA DE SEGURANÇA PARA INTERNET, VERSÃO 4.0
Equipe CERT.br
Contas e senhas
Uma conta de usuário, também chamada de “nome de usuário”, “nome 
de login” e username, corresponde a identificação única de um usuário em um 
computador ou serviço. Por meio das contas de usuário é possível que um mesmo 
computador ou serviço seja compartilhado por diversas pessoas, pois permite, 
por exemplo, identificar unicamente cada usuário, separar as configurações 
específica de cada um e controlar as permissões de acesso.
A sua conta de usuário é de conhecimento geral e é o que permite a 
sua identificação. Ela é muitas vezes, derivada do seu próprio nome, mas pode 
ser qualquer sequência de caracteres que permita que você seja identificado 
unicamente, como o seu endereço de e-mail. Para garantir que ela seja usada apenas 
por você, e por mais ninguém, é que existem os mecanismos de autenticação. 
Existem três grupos básicos de mecanismos de autenticação, que se utilizam 
de: (i) aquilo que você é (informações biométricas, como a sua impressão digital, a 
palma da sua mão, a sua voz e o seu olho), (ii) aquilo que apenas você possui (como 
seu cartão de senhasbancárias e um token gerador de senhas) e (iii) finalmente, 
aquilo que apenas você sabe (como perguntas de segurança e suas senhas).
Uma senha, ou password, serve para autenticar uma conta, ou seja, e 
usada no processo de verificação da sua identidade, assegurando que você é 
realmente quem diz ser e que possui o direito de acessar o recurso em questão. 
E um dos principais mecanismos de autenticação usados na Internet devido, 
principalmente, a simplicidade que possui.
Se uma outra pessoa souber a sua conta de usuário e tiver acesso à sua 
senha ela poder a usá-las para se passar por você na Internet e realizar ações em 
seu nome, como:
• acessar a sua conta de correio eletrônico e ler seus e-mails, enviar mensagens 
de spam e/ou contendo phishing e códigos maliciosos, furtar sua lista de 
contatos e pedir o reenvio de senhas de outras contas para este endereço de 
e-mail (e assim conseguir acesso a elas);
• acessar o seu computador e obter informações sensíveis nele armazenadas, 
como senhas e números de cartões de crédito;
• utilizar o seu computador para esconder a real identidade desta pessoa (o 
invasor) e, então, desferir ataques contra computadores de terceiros;
• acessar sites e alterar as configurações feitas por você e, de forma a tornar 
públicas informações que deveriam ser privadas;
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO 
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• acessar a sua rede social e usar a confiança que as pessoas da sua rede de 
relacionamento depositam em você para obter informações sensíveis ou para 
o envio de boatos, mensagens de spam e/ou códigos maliciosos.
Uso seguro de contas e senhas 
Algumas das formas como a sua senha pode ser descoberta são:
• ao ser usada em computadores infectados. Muitos códigos maliciosos, ao 
infectar um computador, armazenam as teclas digitadas (inclusive senhas), 
espionam o teclado pelo Webcam (caso você possua uma e ela esteja apontada 
para o teclado) e gravam a posição da tela na qual o mouse foi clicado;
• ao ser usada em sites falsos. Ao digitar a sua senha em um site falso, achando 
que está no site verdadeiro, um atacante pode armazená-la e, posteriormente, 
usá-la para acessar o site verdadeiro e realizar operações em seu nome;
• por meio de tentativas de adivinhação;
• ao ser capturada enquanto trafega na rede, sem estar criptografada;
• por meio do acesso ao arquivo na qual a senha foi armazenada caso ela não 
tenha sido gravada de forma criptografada;
• com o uso de técnicas de engenharia social, como forma a persuadi-lo a 
entregá-la voluntariamente;
• pela observação da movimentação dos seus dedos no teclado ou dos cliques 
do mouse em teclados virtuais.
Cuidados a serem tomados ao usar suas contas e senhas:
• certifique-se de não ser observado ao digitar as suas senhas;
• não forneça as suas senhas para outra pessoa, em hipótese alguma;
• certifique-se de fechar a sua sessão ao acessar sites que requeiram o uso de 
senhas. Use a opção de sair (logout), pois isto evita que suas informações 
sejam mantidas no navegador;
• elabore boas senhas;
• altere as suas senhas sempre que julgar necessário;
• não use a mesma senha para todos os serviços que acessa; 
• ao usar perguntas de segurança para facilitar a recuperação de senhas, evite 
escolher questões cujas respostas possam ser facilmente adivinhadas;
• certifique-se de utilizar serviços criptografados quando o acesso a um site 
envolver o fornecimento de senha;
• procure manter sua privacidade, reduzindo a quantidade de informações que 
possam ser coletadas sobre você, pois elas podem ser usadas para adivinhar a 
sua senha, caso você e não tenha sido cuidadoso ao elaborá-la;
• mantenha a segurança do seu computador;
• seja cuidadoso ao usar a sua senha em computadores potencialmente 
infectados ou comprometidos. Procure, sempre que possível, utilizar opções 
de navegação anônima.
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UNIDADE 2 — PADRÃO, NORMAS E PLANO DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Elaboração de senhas
Uma senha boa, bem elaborada, e aquela que é difícil de ser descoberta (forte) 
e fácil de ser lembrada. Não convém que você é crie uma senha forte se, quando for 
usá-la não conseguir recordá-la. Também não convém em que você crie uma senha 
fácil de ser lembrada se ela puder ser facilmente descoberta por um atacante. Alguns 
elementos que você não deve usar na elaboração de suas senhas são:
• Qualquer tipo de dado pessoal: evite nomes, sobrenomes, contas de usuário, 
números de documentos, placas de carros, números de telefones e datas.
• Sequencias de teclado: evite senhas associadas a proximidade entre os 
caracteres no teclado, como “1qaz2wsx” e “QwerTAsdfG”, pois são bastante 
conhecidas e podem ser facilmente observadas ao serem digitadas.
• Palavras que façam parte de listas: evite palavras presentes em listas 
publicamente conhecidas, como nomes de músicas, times de futebol, 
personagens de filmes, dicionários de diferentes idiomas etc. Existem 
programas que tentam descobrir senhas combinando e testando estas palavras 
e que, portanto, não devem ser usadas.
Alguns elementos que você deve usar na elaboração de suas senhas são:
• Números aleatórios: quanto mais ao acaso forem os números usados melhor, 
principalmente em sistemas que aceitem exclusivamente caracteres numéricos.
• Grande quantidade de caracteres: quanto mais longa for a senha mais difícil 
será descobri-la. Apesar de senhas longas parecerem, a princípio, difíceis de 
serem digitadas, com o uso frequente elas acabam sendo digitadas facilmente.
• Diferentes tipos de caracteres: quanto mais “bagunçada” for a senha mais 
difícil será descobri-la. Procure misturar caracteres, como números, sinais de 
pontuação e letras maiúsculas e minúsculas. O uso de sinais de pontuação 
pode dificultar bastante que a senha seja descoberta, sem necessariamente 
torná-la difícil de ser lembrada.
Algumas dicas práticas que você pode usar na elaboração de boas senhas são:
• Selecione caracteres de uma frase: baseie-se em uma frase e selecione a 
primeira, a segunda ou a última letra de cada palavra. Exemplo: com a frase 
“O Cravo brigou com a Rosa debaixo de uma sacada” você pode gerar a 
senha “?OCbcaRddus” (o sinal de interrogação foi colocado no início para 
acrescentar um símbolo a senha).
• Utilize uma frase longa: escolha uma frase longa, que faça sentido para 
você, que seja fácil de ser memorizada e que, se possível, tenha diferentes 
tipos de caracteres. Evite citações comuns (como ditados populares) e frases 
que possam ser diretamente ligadas a você (como o refrão de sua música 
preferida). Exemplo: se quando criança você sonhava em ser astronauta, pode 
usar como senha “1 dia ainda verei os anéis de Saturno!!!”.
TÓPICO 3 — CICLO DE VIDA DO PLANO DO PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E TREINAMENTO ADAPTADO DA EDIÇÃO 
ESPECIAL 800-50 DO NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST)
189
• Faça substituições de caracteres: invente um padrão de substituição baseado, por 
exemplo, na semelhança visual (“w” e “vv”) ou de fonética (“ca” e “k”) entre os 
caracteres. Crie o seu próprio padrão pois algumas trocas são bastante óbvias. 
Existem serviços que permitem que você teste a complexidade de uma 
senha e que, de acordo com critérios, podem classificá-la como sendo, por 
exemplo, “muito fraca”, “fraca”, “forte” ou “muito forte”. Ao usar estes serviços 
e importante ter em mente que, mesmo que uma senha tenha sido classificada 
como “muito forte”, pode ser que ela não seja uma boa senha caso contenha 
dados pessoais que não são de conhecimento do serviço, mas que podem ser 
de conhecimento de um atacante. Apenas você é capaz de definir se a senha 
elaborada é realmente boa! 
Alteração de senhas
Você deve alterar a sua senha imediatamente sempre que desconfiar que 
ela pode ter sido descoberta ou que o computador no qual você a utilizou pode 
ter sido invadido ou infectado. Algumas situações nas

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