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RESUMO – PROPEDEUTICA CARDIOLÓGICA | GUILHERME GOMES (@GUI.GS) 
INDICAÇÕES DO EXAME ECOCARDIOGRÁFICO (ECO)
INTRODUÇÃO 
• Fundamentalmente, utiliza raios ultrassom refletidos 
pelas estruturas. 
• ECO: ultrassom cardíaco (reflexão). O transdutor emite 
ondas de ultrassom que são refletidas pela estrutura 
cardíaca e receptado o sinal elétrico pelo transdutor e a 
imagem é formada. 
• O Doppler e imagem de fluxo colorido fornece uma 
avaliação confiável da hemodinâmica cardíaca e do 
fluxo sanguíneo. 
• Doppler: emissão de raios de ultrassom que refletem 
nas hemácias, conseguindo avaliar o fluxo sanguíneo e 
avaliar diversas patologias. 
A. Se o movimento da estrutura se aproxima do 
transdutor: reflexão mais rápida (onda +). Cores mais 
vermelha. 
B. Se o movimento da estrutura se afasta do transdutor: 
reflexão mais lenta (onda -). Cores mais azul. 
• 2ª imagem: em vermelho é o fluxo sanguíneo que se 
aproxima da sonda e, em azul, é a que afasta. 
 
• A ECO é normalmente utilizada como meio inicial para 
avaliar as doenças cardiovasculares relacionadas à: 
1. Anormalidades Estruturais: identificar pacientes com 
chagas (cardiomiopatia chagásica dilatada), além de 
doenças congênitas, hipertrofia ventricular esquerda, 
entre outras. 
2. Funcionais: quando a função do VE está sendo efetiva, 
com contração efetiva e valvas aórticas estão normais. 
3. Hemodinâmicas do coração e dos grandes vasos: 
paciente em quadro de instabilidade hemodinâmica, ou 
seja, em choque. 
 
• Coração avaliada por diversos ângulos, a fim de se ter 
um diagnóstico mais preciso. 
1. Paraesternal: estenose aórtica. 
2. Apical: aneurisma (dilatação). Mais detalhada. 
3. Subcostal: derrame pericárdico. 
4. Supraesternal. 
 
• Modo Unidimensional: o coração é visto ao longo do 
tempo por meio de um traçado. 
• Modo Bidimensional: forma mais anatômica, 
conseguindo enxergar melhor as estruturas cárdicas 
que são divididas em 4 câmaras, sendo mais utilizado. 
 
• Modo Tridimensional: visão mais estrutural, funcional e 
anatômica cardíaca, sendo utilizada em alguns 
procedimentos. 
 
MEDIÇÕES NO ECO BIDIMENSIONAL TRANSTORÁCICO 
 
• Esbouço de como viria no lado do ECO. 
• Parâmetros estruturais: medidas das estruturas 
cárdicas e de grandes vasos, como a aorta. 
• Fração de Ejeção: representa a função sistólica do VE. 
 
 
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RESUMO – PROPEDEUTICA CARDIOLÓGICA | GUILHERME GOMES (@GUI.GS) 
EIXO LONGO PARAESTERNAL – VENTRÍCULO ESQUERDO 
• Avaliar espessuras do VE e a dimensão da câmera 
medidas na diástole final. 
• Um paquímetro eletrônico é posicionado, estende uma 
linha perpendicular ao eixo do VE até a borda interna do 
miocárdio da PP. 
 
• Coração em formato paraesternal. 
1. Medida do septo do coração. 
2. Medida do diâmetro diastólico VE. 
3. Medida da parede posterior. 
4. Medida do VD. 
• Normal: massa e espessura normais. 
• Hipertrofia Ventricular Esquerda: espessamento do VE 
e da parede posterior. 
• Hipertrofia Excêntrica: aumento dos diâmetros das 
cavidades, como o aumento do VE. Massa aumentada e 
espessura normal. 
• Hipertrofia Concêntrica: espessamento das paredes 
posterior e do septo para dentro do VE. Massa e 
espessura aumentadas. 
• Remodelamento Concêntrico: massa normal e 
espessura normal. 
• Função Sistólica: avaliada pela fração de ejeção do VE. 
VS = VDF – VSF. FE = VS / VDF. 
• A dimensão sistólica final do VE é obtida na menor 
dimensão da cavidade. 
 
• Medida da espessura do VE na sístole. 
• Método Teichholz: na diferença entre a medida da 
diástole e da sístole é dada a fração de ejeção 
automática do VE. 
A. Medida do coração na diástole (mistral e tricúspide 
abertos). 
B. Medida do coração na sístole (valvas AV fechadas). 
• Coração medido na sístole. 
• Consegue avaliar a fração de ejeção (FE). 
• Não considera avaliações segmentares. 
• Não é fidedigno, pois avalia só a base do coração. 
• Ao avaliar apenas a base do coração, nota-se a 
deficiência da fração da ejeção na sístole. 
• Exemplo: paciente infartou e uma estrutura do coração 
está comprometida, dessa forma será ignorada na 
medida da FE. 
EIXO LONGO PARAESTERNAL – MEDIDAS ANTERIORES A 
POSTERIORES DO AE 
• As medidas bidimensionais lineares anteroposteriores 
do AE são preferidas. 
• Para a técnica 2D, o paquímetro é colocado no nível do 
seio de Valsava da raiz da aorta e estendido até a borda 
anterior do AE. 
 
• Átrio esquerdo muito grande: apresenta 
comprometido do sistema de condução podendo 
desencadear arritmias ou já ter, principalmente, a 
Fibrilação Atrial, podendo ter uma estase sanguínea 
devido à não contração atrial, não conseguindo mandar 
o sangue dos A para os V, promovendo a formação de 
trombos. 
• Trombos no VE: sobe pelo sistema vascular e pode gerar 
AVC cardioembólico. 
VIZUALIZAÇÕES APICAIS – VOLUME DO AE 
• O comprimento do AE deve se medido em A4C e A2C. 
• Mais fidedigno. 
• Método Simpson: medida mais precisa, pois considera 
todo o coração, avaliando todas as possíveis regiões 
alteradas. 
• FE: volume diastólico final do VE – volume sistólico final 
do VE. 
 
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RESUMO – PROPEDEUTICA CARDIOLÓGICA | GUILHERME GOMES (@GUI.GS) 
 
• Valor de corte: 34 ml / m2. 
TROMBO EM ÁTRIO ESQUERDO: 
• Quando o paciente tem aumento atrial e fibrilação 
atrial, os átrios não contraem e, consequente, entra em 
estase sanguínea e favorecendo a formação de 
trombos, que pode se desprender e causa AVC 
cardoembólico. 
EIXO LONGO PARAESTERNAL – AORTA ASCENDENTE 
• Medidas são feitas perpendicularmente ao eixo maior 
do vaso no final da diástole. 
• Limitações: não se vê a aorta toda, apenas alguns 
segmentos (ascendente e proximal, arco aórtico e aorta 
abdominal). 
• Não é o exame mais adequado para ver a artéria aórtica, 
pois consegue visualizar apenas um segmento da aorta. 
• Exame rápido e prático.• A porção tubular da Aorta Ascendente é medida na 
maior dimensão identificada acima dos seios aórticos. 
 
• No ECO consegue avaliar melhor a parte da aorta 
descente proximal e do arco aórtico, não conseguindo 
avaliar a aorta descendente torácica, pois ela fica atras 
do coração e sendo de difícil visualização. 
• Síndrome de Marphan: doença congênita, em que 
ocorre dilatação importante da artéria aórtica. 
• Dissecção Aórtica: o sangue passa por duas luzes, 
podendo gerar sangramentos graves. Dor tipo facada no 
peito, com característica de deslocamento da dor. 
VIZUALIZAÇÕES APICAIS – VOLUME DO VE 
 
• Método mais fidedigno para avaliações segmentares. 
• Valor mais fidedigno da fração de ejeção. 
• O paciente que já infartou tem algumas áreas cardíacas 
acometidas, tendo déficits em alguns segmentos 
cardíacos, com dificuldades na contração do miocárdio. 
• Método Simpson: considera todo o segmento do 
coração e a medida da perda da contração da região 
apical. 
 
SEGMENTOS DO VE 
 
• Cada coronária irriga uma região especifica do coração, 
sendo assim, por meio do ECO posso cogitar a coronária 
acometida. 
• Septo acometido: alteração da coronária Descendente 
Anterior. 
• Hipocinesia do VE: dificuldade de contrair, diminuindo 
a FE. 
• Acinesia: tecido morto de paciente que já infartou, com 
disfunção sistólica importante. 
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RESUMO – PROPEDEUTICA CARDIOLÓGICA | GUILHERME GOMES (@GUI.GS) 
 
FUNÇÃO SISTÓLICA DO VENTRÍCULO ESQUERDO NORMAL 
– FE > 40%: 
• Septo e parede espessando bem na sístole. 
DISFUNÇÃO SISTÓLICA DO VENTRÍCULO ESQUERDO 
MODERADA – FE 30 a 40%: 
• Ocorre menor espessamento para dentro da cavidade 
em relação ao normal (Hipocinesia do VE) – com 
dificuldade de contrair. 
• Mulheres: FE normal 54% ou mais. 
• Homens: FE normal 52% ou mais. 
DISFUNÇÃO SISTÓLICA DO VENTRÍCULO ESQUERDO 
IMPORTANTE – FE < 30%: 
• Coração mais grave. 
• Cardiomiopatia dilatada. 
• Tecido acinético (perdido) e cicatricial com provável 
infarto, em que o tecido já necrosou. 
VIZUALIZAÇÃO SUBCOSTAL – VEIA CAVA INFERIOR 
• O diâmetro da VCI é medido no SC em decúbito dorsal. 
• Se uma pressão venosa central é normal, o diâmetro da 
VCI colapsa normalmente > 50% do seu diâmetro de 
expiração. 
• Parâmetro importante para hemodinâmica / volemia. 
• VCI muito colabada: perdas volêmicas (paciente em 
choque hipovolêmico). 
• VCI muito grossa e sem colabar: doenças que 
aumentam a pressão cardíaca (intracavitária). 
 
• Hipertensão Pulmonar: a pressão da artéria pulmonar 
aumentada que vai, consequentemente, aumentado as 
pressões do ventrículo e do átrio D e, assim, a (veia cava 
inferior (VCI) terá dificuldades para realizar o retorno 
venoso. 
• Tamponamento Cardíaco: excesso de liquido ou 
sangue ao redor do coração (entre o pericárdio e o 
coração) que vai aumentar as pressões dentro do 
coração, dificultando o retorno venoso e culminando no 
ingurgitamento da veia cava. 
IMAGEM DE DOPPLER COLORIDO 
 
• São emitidas ondas de ultrassom pelo transdutor, sendo 
refletidas nas hemácias e receptadas pelo transdutor. 
• Tais ondas emitidas vão caracterizar o Doppler com 
variação do fluxo. 
 
• Vermelho: o sangue se aproxima. 
• Azul: o sangue se afasta. 
• Variação de cor: turbilhonamento (regurgitação). 
IMAGEM DE DOPPLER EM COR (IDC) – VSVD, VÁLVULA 
PULMONAR E ARTÉRIA PULMONAR 
• Deve ser usado para avaliar o fluxo sistólico, a 
regurgitação valvar e as derivações. 
• Vermelho: regurgitação da válvula pulmonar. 
 
IMAGEM DE DOPPLER DE COR (IDC) – VD E VÁLVULA 
TRICÚSPIDE 
 
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RESUMO – PROPEDEUTICA CARDIOLÓGICA | GUILHERME GOMES (@GUI.GS) 
• Azul: regurgitação discreta da válvula tricúspide 
(fisiológico) – turbilhonamento. 
IMAGEM DE DOPPLER DE COR (IDC) – VE E VÁLVULA 
MITRAL 
 
• Regurgitação Mitral Discreta: é uma patologia, não 
precisando de uma avaliação periódica com ECO. 
Entretanto, se for moderada a importante, há sim a 
necessidade de se fazer uma avalição periódica. Comum 
encontrar em jovens. 
• Regurgitação Tricúspide Discreta: fisiológico. 
IMAGEM DE DOPPLER DE COR (IDC) – VSVE E VÁLVULA 
AÓRTICA 
 
IMAGEM DE DOPPLER DE COR (IDC) – SEPTO ATRIAL 
• Procurar por qualquer evidencia de cor cruzando o 
septo em todas as imagens. 
• A visão SC é mais eficaz. 
 
• O ECO com Doppler é importante para avaliar a 
integridade dos septos. 
• Comum em crianças a Comunicação Intra-arterial (CIA) 
e Comunicação Intraventricular (CIV). 
• Em uma doença congênita é comum observar 
comunicação interatrial e interventricular. 
• Se RN nasce com CIA, mas com o passar do tempo a 
sobrecarga pode gerar hipertensão pulmonar e inversão 
do fluxo sanguíneo pulmonar. 
• Passagem de sangue da área de maior pressão para a de 
menor. 
• Síndrome de Eisenmenger: forma mais avançada de 
hipertensão arterial pulmonar associada a cardiopatias 
congênitas. 
MEDIÇÕES DE IMAGENS DE DOPPLER ESPECTRAL – VT 
• Se a regurgitação da VT estiver presente, a CW Doppler 
deve ser usada para obter o pico da velocidade do jato 
regurgitante para avaliação da pressão sistólica do VD. 
 
• “Morro”: regurgitação valvar. 
• Pressão de enchimento: sobrecarga de sangue no 
ventrículo com propensão a remodelamento cardíaco. 
MEDIÇÕES DE IMAGENS DE DOPPLER ESPECTRAL – VM 
• Caracteriza o fluxo diastólico através da VM. 
• Na imagem 4C, nas pontas dos folhetos abertos, realizar 
gravação com Doppler PW. 
• As velocidades de pico E (diástole precoce) e A 
(contração atrial) e tempo de desaceleração diastólica 
precoce devem ser medidas. 
 
• Função Diastólica (4 fases): avaliar as curvas no Doppler 
do fluxo que sai do AE e vai para o VE. 
1. Relaxamento Ventricular Isovolumétrico. 
2. Enchimento Ventricular Rápido. 
3. Enchimento Ventricular Lento. 
4. Contração Atrial. 
MEDIÇÕES DE IMAGENS DE DOPPLER ESPECTRAL – 
DOPPLER TECIDUAL DO ANEL MITRAL 
• O Doppler Tecidual registra as velocidades do 
movimento longitudinal do anel mitral lateral e medial. 
• Assim é feita a estimativa da pressão de enchimento e 
do desempenho diastólico do VE. 
• Deve ser feita a média do pico lateral e medial. 
 
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RESUMO – PROPEDEUTICA CARDIOLÓGICA | GUILHERME GOMES (@GUI.GS) 
 
• Paciente com aumento da pressão de enchimento do 
VE: sobrecarga de sangue no VE, tornando-se propenso 
ao remodelamento cardíaco, alterando a estrutura 
cardíaca e, consequentemente, pior prognostico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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