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Controle Neural da Respiração CASO CLÍNICO Paciente chega ao hospital municipal, e exames mostram pCO2 = 55 mmHg, e pO2 = 45 mmHg. Médico plantonista se apressa para corrigir a gasometria, e administra alta quantidade de oxigênio neste paciente. Rapidamente, o paciente apresenta parada respiratória, e o médico é avisado que o paciente possui DPOC grave. O oxigênio é imediatamente cessado, em tempo de não causar danos ao paciente. OPor que administrar oxigênio causou parada respiratória no paciente? • Qual a localização do centro respiratório no encéfalo? R: No tronco encefálico, mais especificamente na ponte do Bulbo. • Como a regulação da respiração se dá numa condição de hipoxemia? R: A redução dos níveis de hipoxemia estimula os quimiorreceptores • Como a regulação da respiração se dá numa condição de hipercapnia? Quando a PCO2 arterial aumenta, o CO2, atravessa a barreira hematencefálica e ativa os quimiorreceptores centrais. Esses receptores sinalizam para a rede neural de controle da respiração, provocando Um aumento na frequência e na profundidade da ventilação, melhorando, assim, a ventilação alveolar e a remoção de CO2 no sangue. Os quimiorreceptores centras monitoram o CO2, eles respondem diretamente às mudanças de pH no líquido cerebroespinal (LCS). O dióxido de carbono que se difunde através da barreira hematencefálica é convertido em ácido carbônico que se dissocia em bicarbonato e H+, que inicia o reflexo quimiorreceptor. Ventilação • Quimioceptores (centrais e periféricos): detectam a concentração de CO2, O2 e pH e mandam informação para o bulbo. • Mecanoceptores: estiramento do pulmão. • Centros encefálicos superiores. CO2: estímulo primário O2 e pH: secundários BULBO Quimio/Mecanoceptores VIA Vago/Glossofaríngeo enviam sinal para o GRD. Núcleo do Trato solitário (NTS): • Grupo respiratório dorsal – GRD diafragma e intercostais externos; “GRD Recebe as informações da periferia e dos quimiorreceptores centrais” • Grupo respiratório ventral – GRV: - Rostral inspiração (diafragma) - Complexo de Pré-Bötzinger: marca-passo - Caudal expiração (intercostais internos e abdominais) PONTE • Grupo respiratório pontino – GRP (antigo pneumotáxico): - limita a inspiração aumenta a FR. Controle da respiração 1. Automáticos 2. Quimiorreceptores: Centrais e Periféricos 3. Receptores pulmonares: estiramento, irritantes e justacapilares (receptores J) •Os quimiorreceptores bulbares detectam CO2 •Os periféricos : CO2, O2 e pH Controle da respiração 1) Componentes: – Automáticos (centro respiratório no tronco encefálico) – Voluntários (córtex motor) e sistema límbico; • Controle voluntário é necessário para integrar a respiração à ações como falar, soprar e cantar. – Músculos diafragma e intercostais. 2) Quimiorreceptores: Centrais e Periféricos à Detectam a concentração de gases e pH. CO2 Principal estímulo para mudanças na ventilação. – Centrais: Quando há↑ PCO2 ↑ Ventilação – Periféricos (carótida e aorta): monitoram PO2, PCO2 e pH, no sangue arterial; -PO2 ↓ 60mmHg ↑ Ventilação -PCO2 e pH baixo (ácido) ↑ Ventilação Os quimiorreceptores centrais estão localizados no bulbo, e são sensíveis à CO2 e H+ no líquido cerebrospinal. Pouca influência do pH do sangue H+ pois passa lentamente pela barreira hematoencefálica - Adaptação do sistema pela alta PCO2 se mantém alta por alguns dias (hipercapnia). - Rins produzem HCO3 - PO2 importante para a modulação da ventilação (35-45mmHg) Quimiorreceptores periféricos (células glomais) • Fazem transdução de sinal, em resposta à queda da PO2. • PO2 Precisa cair muito (< 60mmHg) para estimular Controle da respiração - Padrão respiratório • Receptores pulmonares: estiramento – Entre as camadas de músculo liso brônquios, bronquíolos e pulmão • Reflexo de insuflação de Hering-Breuer Controle da respiração - Respiração rápida e superficial • Receptores pulmonares: J – Parede alveolar, próximo dos capilares pulmonares – Percebem congestão pulmonar: • Edema, embolia pulmonar e pneumonia Via Nervo Vago Controle da respiração - Proteção do pulmão • Receptores pulmonares: irritantes – Entre as células epiteliais; – Gases nocivos, fumaça de cigarro, poeira, ar frio; – Broncoconstrição, tosse e espirro. Via Nervo Vago CASO CLÍNICO Paciente chega ao hospital municipal, e exames mostram pCO2 = 55 mmHg, e pO2 = 45 mmHg. Médico plantonista se apressa para corrigir a gasometria, e administra alta quantidade de oxigênio neste paciente. Rapidamente, o paciente apresenta parada respiratória, e o médico é avisado que o paciente possui DPOC grave. O oxigênio é imediatamente cessado, em tempo de não causar danos ao paciente. Por que administrar oxigênio causou parada respiratória no paciente? RESPOSTA: A HIPERCAPNEIA CRÔNICA CAUSA ADAPTAÇÃO DOS QUIMIORRECEPTORES CENTTRAIS À pCO2 ELEVADA. A VENTILAÇÃO PASSA A SER CONTROLADA PELOS QUIMIORRECEPTORES PERIFÉRICOS, EM RESPOSTA A HIPÓXIA (Baixo teor(concentração) de Oxigênio). COM OFERTA DE O2 O ESTÍMULO CESSA E OS RECEPTORES DEIXAM DE ENVIAR SINAIS PARA QUE OCORRA A VENTILAÇÃO.