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USO IBP PACIENTES HOSPITALIZADOS
A utilização de Inibidores da Bomba de Prótons (IBP) é uma prática crescente no ambiente hospitalar, estima-se que até 60% dos paciente internados estão em uso de IPB, ainda que possuam indicações pouco precisas, aumentando a incidência de efeitos colaterais que outrora eram raros. Os estudos apontam que IBPs são fator de risco independente para a infecção por Clostridium difficile, além de ser fator de risco para o adenocarcinoma em populações de alto risco para ca gástrico. Outros possíveis eventos adversos relacionados aos IBP´s tem sido pesquisados:
A Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) afirma que a droga é segura se bem indicada, na dose mínima e pelo tempo necessário, de acordo com a indicação. O uso crônico está recomendado em:
Além disso, são indicados na prevenção de úlceras de estresse muito comum no ambiente de terapia intensiva. Estima-se que ocorra em 5-25% dos pacientes no CTI, com uma taxa de sangramento grave de 1-5%, ao passo que na enfermaria a incidência estimada é menor, bem como a taxa de HDA grave (< 1%), demonstrando a correlação dos episódios com a gravidade das comorbidades dos pacientes.
Atualmente essas úlceras são chamadas de lesão aguda da mucosa gástrica (LAMG), que ocorrem pela quebra da barreira da mucosa, que protege da acidez do suco gástrico, e está relacionada com a redução das prostaglandinas e do óxido nítrico.
Visto que é uma doença relativamente comum, há anos é proposta a profilaxia das lesões. O método não farmacológico mais eficaz é a nutrição enteral: ao escolher a via gastrointestinal e estimular o retorno precoce da dieta, há drástica redução no risco de LAMG e HDA. Podem ser acompanhadas de estratégia farmacológica, como o sucralfato, os anti-histamínicos e os inibidores da bomba de prótons (IBP), que ganha destaque pelo baixo custo, a boa tolerabilidade e o baixo risco de eventos adversos.
Para evitar a prescrição indiscriminada de IBPs, eles estão indicados para pacientes com maior risco para LAMG/HDA, pois são eles que se beneficiam da profilaxia.
Quando o assunto se direciona para pacientes da enfermaria que merecem receber IBPs o tema se torna ainda mais complicado devido a heterogeneidade dos pacientes. HERZIG et al (2013) propõe utilizarmos um escore que classifique o paciente em grupos de risco para HDA por LAMG. Sendo os pacientes classificados com alto e muito alto risco merecedores de receber profilaxia com IBPs.
*Enoxaparina > 60 mg/dia
*INR > 1,5, PTTr > 2x controle e/ou plaquetas < 50 mil.
Faixas de Risco:
· Baixo: ≤ 7
· Médio: 8-9
· Alto: 10-11
· Muito Alto: ≥ 12
Referencias: 
CHEUNG K S et al. Long-term proton pump inhibitors and risk of gastric cancer development after treatment for Helicobacter pylori: a population-based study. GUT 2018;67:28–35.
COOK, Deborah; GUYATT, Gordon. Prophylaxis against Upper Gastrointestinal Bleeding in Hospitalized Patients. New England Journal Of Medicine, [S.L.], v. 378, n. 26, p. 2506-2516, 28 jun. 2018. Massachusetts Medical Society. http://dx.doi.org/10.1056/nejmra1605507.
HERZIG, Shoshana J.; ROTHBERG, Michael B.; FEINBLOOM, David B.; HOWELL, Michael D.; HO, Kalon K. L.; NGO, Long H.; MARCANTONIO, Edward R.. Risk Factors for Nosocomial Gastrointestinal Bleeding and Use of Acid-Suppressive Medication in Non-Critically Ill Patients. Journal Of General Internal Medicine, [S.L.], v. 28, n. 5, p. 683-690, 5 jan. 2013. Springer Science and Business Media LLC. http://dx.doi.org/10.1007/s11606-012-2296-x.

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