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RESUMO 
 
ANTUNES, Irandé. Fundamentos para a analise de textos: o foco em aspectos da adequação 
vocabular. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. 
 
Mariana Soares Novais1 
 
Este capítulo aborda sobre a polinucleação e escalonamento urbano, sendo dividido em 
4 tópicos. 
O primeiro tópico: “Escalões urbanos”, e nele também há duas subdivisões, iniciando 
com: “Comunidade e Sociedade” que descreve a comunidade ou grupo primário, sentindo 
restrito do termo, como um agregado social em número reduzido, onde os integrantes estão 
diretamente ligados, sendo assim, a ordem moral predomina sobre a ordem técnica. Família 
numerosa, grupos próximos de adultos, grupos de brinquedos das crianças e as aldeias e vilas, 
são exemplos de comunidade. Alguns psicólogos e sociólogos atestam que para ter um 
desenvolvimento normal, o ser humano, precisa dos grupos primários, pois, não ter contato 
íntimo, que é proporcionado por esse grupo, desencadeia problemas mentais. Já o grupo 
secundário ou sociedade, é um aglomerado social em maior número e os componentes se 
relacionam em virtude de interesses comuns. O contato entre as pessoas já não é de intimidade, 
como na comunidade, é um contato de interesse, instrumental, impessoal e indireto, neste caso, 
a ordem técnica predomina sobre a moral. Essa relação “antissocial”, de forma extrema, 
desencadeia a esquizofrenia. E finalizando o primeiro tópico com: “Polinucleação: escalões 
urbanos”, que aborda sobre a ideia de alguns planejadores urbanos que, querendo transformar 
a cidade em grupos primários, pensaram em transformar a cidade em um conjunto de 
comunidades criada a base da ideia de vizinhança, assim nasce a cidade polinucleada, crescendo 
sempre pela agregação de novos núcleos urbanos. Com isso cria-se o escalonamento urbano: 
pequenas comunidades de reúnem e formam uma unidade urbana, várias unidades urbanas 
formam uma unidade superior e assim por diante até completar toda a estrutura urbana. 
O segundo tópico: “A unidade de vizinhança” fala sobre essa unidade, muito semelhante 
aos tradicionais bairros. A U.V. é homogeneamente residencial, e tem como elementos 
 
1 Graduanda do curso de Arquitetura, pela Faculdade Santo Agostinho, Vitória da Conquista-BA. E-
mail: mari05novais@gmail.com 
principais: a escola primária (7 a 14 anos) e o comercio local (supermercados). Não há uma 
população padrão, porém, deve, pelo menos, permitir a instalação de uma escola primária, mas 
ter cuidado para não exceder e desintegrar. Para Clarence Arthur Perry (1929), na U.V. as vias 
de trânsito não podiam adentrar para segurança das crianças e deveria ter um centro comunal 
com diversas atividades para crianças e adultos, para evitar o caos urbano provocado pela 
dispersão dos equipamentos urbanos. Os equipamentos da U.V. são em função do seu tamanho, 
dos hábitos sociais da comunidade e de sua distância ao centro do escalão imediatamente 
superior ou da cidade, excluem equipamentos que exigem populações muito grande. Com 
relação aos serviços comunais em relação as residências, pode variar, porém é aconselhável as 
escolas estarem no centro e ter sempre um shopping próximo a via principal. Com todas essas 
informações ditas sobre a U.V. é necessário expor que a U.V. não conseguiu ao certo restituir 
os grupos primários, pois a predisposição do homem de se isolar do citadino é um problema 
social ou psicossocial que talvez não haja solução. Alguns estudiosos ainda acreditam que 
possam eliminar ou diminuir esta tendencia que o urbanita tem de isolamento, por meio de 
soluções formais do projeto urbanístico. 
O terceiro tópico: “Equipamentos mínimos dos diversos escalões urbanos”, tem 4 
subdivisões. A primeira subdivisão fala sobre as unidades residenciais que representa uma área 
circular de, aproximadamente, 200 metros de raio e possui 200 a 600 habitações. É 
recomendado que a população não passe de 2.000 habitantes, pois surge a necessidade de criar 
uma escola de 1º grau, que é um equipamento de um escalão superior. A segunda subdivisão é 
a unidade de vizinhança, ela tem de 600 a 3.000 habitações. Sua população mínima tem que 
permitir a manutenção de uma escola de 1 grau, e sua máxima população deve ser aquela que 
permita se desenvolver dentro de um espaço limitado por barreias naturais ou artificiais, porém 
não deve exceder 15.000 habitantes. A terceira subdivisão é o setor (maior do que a unidade de 
vizinhança), é o um grupo populacional urbano que abriga de 15.000 a 60.000 habitantes. E a 
última subdivisão é o centro metropolitano ou urbano, que é um núcleo populacional urbano, 
formado por vários setores, tendo uma população acima de 60.000 habitantes. 
O quarto e último tópico: “A cidade polinucleada e a escala humana”, essa cidade 
derivou do urbanismo orgânico, por meio da criação de escalões urbanos. Sua unidade é o bairro 
ou a vizinhança. A estrutura polinucleada possibilita uma distribuição mais uniforme dos 
equipamentos comunitários a toda a população, embora não restabeleça o espírito comunitário. 
A cidade polinucleada dá ao planejamento urbano uma escala humana, dificilmente encontrável 
sem ela.

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