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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CAMPUS ANANINDEUA FACULDADE DE HISTÓRIA ELIANDRA GLEYCE RODRIGUES /CURSO INTERVALAR HISTÓRIA DISCIPLINA: ARQUEOLOGIA NO ENSINO DE HISTÓRIA PROF. DR. WESLEY KETTLE. MORAES, Claide de Paula; NEVES, Eduardo Góes. o Ano 1000: Adensamento populacional: interação e conflito a Amazônia central. Amazônica. v. 4, n. 1, 2012, p.122-148. Os trabalhos arqueológicos contornam uma compreensão a nós através do estudo arqueológico, Moraes e Neves (2012) por exemplo dispõe no texto que uma longa ocupação populacional antes da era cristã já era percebível aqui na região amazônica as pesquisas desenvolvidas no Rio Madeira e médio Amazonas já possuíam ocupações e é por isso que é possível as discussões da chamada ocupação Guarita 1 e as suas relações com grupos já estabelecidos na era Cristã ( fase Axinim e Paredão) por meio do estudo arqueológico é possível apresentar conflitos através dos vestígios arqueológicos. Os trabalhos apontado no texto pelo autores Moraes e Neves (2012 ) mostra que Meggers e Evans em 58 já apresentava possíveis hipóteses sobre as rotas de povos produtores de cerâmica na tradição policroma da Amazônia, os trabalhos de Hilbert em 68 inicia o processo investigativo essas revisões são bastantes importantes para a compreensão sobre a ocupação de terras baixas da América do sul, Meggers e Evans apontados no texto, em 1983 propõem que a Amazônia central já teria sido uma área de ocupação humana de longa e continua duração, quebrando assim toda a ideia de ensino tradicional sobre a Amazônia só passa a existir com a chegada dos estrangeiros; e em 90 o estudo é retomado no amazonas principalmente com descobertas de grandes sítios nas proximidades de Manaus colando enfoque na região sobre o funcionamento das sociedades hierarquizadas na Amazônia antiga essas revisões no campo são bastantes importante porque se reconhece o marco civilizatório da Amazônia a partir da chegada dos europeus, e os vestígios arqueológicos demonstram uma lógica de vida e sociabilidade presente bem antes da chegada dos mesmos: “Os avanços realizados nos últimos anos em pesquisas arqueológicas na bacia Amazônica têm permitido a elaboração de um quadro mais complexo sobre a ocupação antiga da região, que tem como foco menos a classificação tipológica das sociedades pré-coloniais em categorias genéricas e mais o entendimento das diversas e distintas histórias de seus antigos habitantes. [...] à variabilidade verificada no registro arqueológico, tradicionalmente expressa em categorias classificatórias como “fases” e “tradições” definidas com base na análise cerâmica, correspondem também padrões distintos de or- ganização social e política”. (Moraes e Neves 2012, p. 126). 1 Segundo o texto dos autores em relação a isso é explicito no texto “ Fase Guarita – Predominância de caraipé adicionado à pasta de argila, ocorrência de vasos com borda reforçada, decoração policrômica com motivos geométricos (faixas grossas e linhas finas), decoração plástica acanalada, urnas funerárias antropomorfas, vasos com flange mesial, ocorrência de engobo branco e vermelho. (p.131)” 2 Assim os vestígios de cerâmica são fontes de informação que norteia a sociabilidade e cultura e relações desses povos, os autores mencionam que “no período das grandes chefias regionais da Amazônia os diferentes grupos parecem ter alternado momentos de paz e aliança com momentos de conflitos e guerras.” ( Moraes e Neves 2012, p. 137) esse processo descrito nas fontes dos cronistas só fortalecem com os vestígios da cerâmica sobre os dados dos processos históricos assim fundamentando a questão dos conflitos e momentos de paz na Amazônia antiga, os resultados prévios apontam que no sitio Lago Grande localizado na várzea do Solimões, por exemplo faz conexões com a península à terra firme no inicio do século XI depois da era cristã e tempos depois fora abandonado. O sitio Vila gomes descrito no texto já propõe uma outra compreensão arqueológica por meio da historia pre colonial da região, esses estudos apontam também que as chefias regionais já possuíam uma logística ou melhor uma sociabilidade bem mais complexa do que se imagina no que estão nos registros dos antigos europeus , para o ensino de historia, isso é importante porque os alunos podem perceber nos saberes do passado sem por juízo de valor sobre o que é menos ou mais, de que um povo ou população se sobressai a outra , por meio de um ensino de historia e estudos amazônicos que ambientaliza o aluno a arqueologia e ao estudo dos povos que viviam em tempos antigos eles consigam relacionar a noção de tempo e configuração de ordens e vivencias.