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Prévia do material em texto

HISTÓRIA
4° ANO ENSINO FUNDAMENTAL
LIVRO DO PROFESSOR
Realização
Parceiros da Associação Nova Escola
HISTÓRIA
4° ANO ENSINO FUNDAMENTAL
LIVRO DO PROFESSOR
O conteúdo deste livro é, em sua maioria, uma adaptação 
do Material Educacional Nacional. Esse material foi 
adaptado dos Planos de Aula publicados no site da Nova 
Escola em 2019, produzidos por mais de 600 educadores 
do Brasil inteiro que fizeram parte dos nossos times de 
autores. Os nomes dos autores dos projetos dos Planos 
de Aula e do Material Educacional Nacional não foram 
incluídos na íntegra aqui por uma questão de espaço. 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(BENITEZ Catalogação Ass. Editorial, MS, Brasil)
Material Educacional Nova Escola : Coleção Nacional : 4º ano : 
 história : ensino fundamental : livro do professor 
 [livro eletrônico] / [organização Associação Nova Escola]. 
 – 1.ed. – São Paulo : Associação Nova Escola, 2022. 
 (Coleção nacional ; 4) 
 PDF.
ISBN : 978-65-5965-180-1
 História (Ensino fundamental). I. Associação Nova
Escola. II. Série.
03-2022/136 CDD 372.89
Índice para catálogo sistemático
1. História : Ensino fundamental 372.89
Bibliotecária : Aline Graziele Benitez CRB-1 / 3129
ASSOCIAÇÃO NOVA ESCOLA
Diretora executiva 
Raquel Gehling
Gerência pedagógica 
Ana Ligia Scachetti e Tatiana Martin
Equipe de conteúdo 
Alessandra Borges, Amanda Chalegre, Carla Fernanda 
Nascimento, Dayse Oliveira, Felipe Holler, Isabela Sued, 
Karoline Cussolim, Marília Malheiros Munhoz, Marcela Muniz 
e Pedro Annunciato
Equipe de arte e projeto gráfico
Andréa Ayer, Débora Alberti e Leandro Faustino
Equipe de relacionamento
Lohan Ventura, Luciana Campos, 
Pedro Alcantara e Rodrigo Petrola
Professores-autores 
Renata Gonçalves, Sherol Santos, Midian Kelly
Especialistas pedagógicas 
Danielle Ferreira
Produção editorial 
Oficina Editorial
Edição 
Oficina Editorial
Preparação e revisão
Oficina Editorial
Diagramação
Estúdio Anexo 
Revisão técnica 
Audrey Ribas Camargo 
Ilustrações 
Estúdio Calamares Design Editorial:
Mari Heffner, Carla Viana, Diógenes Martins, Kayna Melloh, 
Luis Leal, Luiza Dora, Pedro Nogueira, Pedro Ribeiro, Rafael 
Vilarino, Suellen Machado
Iconografia e licenciamento 
Barra Editorial
APRESENTAÇÃO
Cara professora e caro professor, 
É com imensa alegria que apresentamos o Material Educacional Nova 
Escola – 1o a 5o ano. Trata-se de uma coleção com 50 volumes de cinco compo-
nentes – Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História e Geografi a – dos 
Anos Iniciais do Ensino Fundamental, que abrange todas as habilidades pro-
postas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). São, ao todo, 25 Livros 
do Aluno (um por ano/componente) e 25 Livros do Professor correspondentes.
Este material apresenta duas características marcantes que, para nós, são 
a grande contribuição que podemos oferecer ao seu trabalho docente.
A primeira é a proposta pedagógica. Nossos livros foram pensados para 
uma dinâmica de aula em que, por um lado, o aluno investiga, discute, expe-
rimenta, desenha, escreve e reescreve, e, por outro, o professor atua como o 
mediador e o facilitador desse processo. E o livro? Seu papel é ser o suporte e o 
incentivador desse diálogo permanente. Nesse sentido, este Livro do Professor 
é muito diferente de qualquer outro que você já usou: ele conta com uma rique-
za de orientações e detalhes para que as propostas do Livro do Aluno ganhem 
vida e se transformem em uma aula interessante e efi caz.
A segunda característica marcante é a extensão da obra. Os livros da cole-
ção incluem um grande número de unidades e capítulos, oferecendo um mate-
rial absolutamente completo, que, como dissemos, contempla todas as habilida-
des da BNCC.
Mas aí você deve estar se perguntando: “Como eu vou dar conta de termi-
nar o livro se ele não cabe no meu ano letivo?”. Na verdade, queremos propor 
que sua preocupação central não seja “dar conta de terminar o livro”, mas esco-
lher e priorizar o que é melhor para a sua turma. Acreditamos que você conhece 
melhor do que ninguém os seus alunos, a sua escola, o seu currículo local e as 
possibilidades de planejamento, e que pode – e deve! – escolher o que e como 
priorizar. Desejamos, em suma, que você exerça a docência com autonomia. 
Nossa intenção foi fazer uma coleção que se apresentasse, acima de tudo, 
o seu melhor companheiro de jornada. Que ela seja o apoio que você precisa 
para se fortalecer e, assim, garantir que as crianças brasileiras, sem exceção, 
aprendam, desenvolvam-se e tenham a mais bonita trajetória pela frente.
Vamos juntos?
Equipe Associação Nova Escola
CONHEÇA SEU MATERIAL
Nas próximas páginas, convidamos você a conhecer a proposta didática e a es-
trutura deste material, cuidadosamente pensado para lhe apoiar em seu planejamento.
Caso opte por realizar a impressão (total ou parcial), lembre-se de que cada capí-
tulo tem correspondência entre o Livro do Aluno e o Livro do Professor (que conta tam-
bém com a reprodução de miniaturas das páginas do LA). Pode ser que o capítulo que 
você escolha trabalhar com seus alunos contenha anexos – neste caso, é importante 
viabilizar impressão sufi ciente para toda a turma, conforme a orientação da atividade.
Por fi m, é importante destacar que este material abrange todas as habilidades 
da BNCC previstas para o ano correspondente. A ordem das unidades foi elaborada 
segundo uma lógica de progressão das aprendizagens, que pode servir de referência 
para o seu planejamento anual. No entanto, esta é apenas uma possibilidade: você 
pode eleger as unidades que trabalhará e desenvolvê-las em uma ordem diferente, 
adequada às suas necessidades. 
Recomendamos, porém, que a ordem dos capítulos dentro de uma unidade não 
seja alterada, nem que esses capítulos sejam desenvolvidos como uma atividade avul-
sa, sem conexão com um planejamento mais amplo. Cada unidade foi construída con-
forme uma rotina didática especialmente pensada para o ensino do componente. Ao 
fragmentar as unidades, essa proposta se perde. Além disso, há uma relação estabe-
lecida entre os capítulos de uma mesma unidade, de modo que, muitas vezes, um faz 
referência a outro.
Vamos conversar um pouco sobre as especifi cidades do componente História?
HISTÓRIA
A rotina didática sugerida para as aulas de História 
permite que os professores façam a mediação 
de atividades que possibilitem aos estudantes 
reconhecer no seu entorno aspectos da sua cultura 
e da sua História. A referida produção coaduna 
com os princípios de construção do sujeito tomando 
como base a consciência de si – a existência de um 
“Eu”, do “Outro” e do “Nós”, preconizados na BNCC. 
As propostas de atividade são orientadas pela 
perspectiva da aprendizagem histórica, de forma 
que os estudantes possam se reconhecer como 
protagonistas da sua realidade social e valorizar os 
conhecimentos da sua experiência de vida. 
As atividades propostas buscam alcançar as 
habilidades indicadas, de modo pluralista, 
contextualizado e interdisciplinar, trazendo a história 
do aluno para o cerne das re� exões. Nesse cenário, 
o projeto didático é bastante instigante, na medida 
em que tem como grande mote as realidades 
experienciadas nas diferentes realidades brasileiras. 
HISTÓRIA
4° ANO ENSINO FUNDAMENTAL
LIVRO DO PROFESSOR
Cada capítulo se inicia com uma abertura sobre o tema principal. 
Em seguida, você encontra diferentes propostas de atividades.
CUIDE BEM DO SEU MATERIAL! 
Ele será o seu companheiro durante todo o ano escolar.
ÍCONES
Indicam como as atividades devem ser realizadas.
Atividade oral
Atividade em dupla
Atividade em grupo
Atividade com anexo
Atividade de recorte
Atividade no caderno
HISTÓRIA594o ANO58
Cerâ�ica: a �ais a�tiga das i�dústrias
Primórdios da cerâmica
Quando saiu das cavernas e se tornou um agricultor, o homem precisava de outros meios de 
subsistência além de um abrigo. Logo, surgiu a necessidade de ter também vasilhas para armazena-produção para os colegas da turma e, 
oralmente, explique o que buscou representar.
De Tupinambá a Parintins
As primeiras viagens exploratórias da Coroa Portuguesa em Parintins foram registra-
das somente em 1796. [...] a região era habitada por diversas etnias indígenas, en-
tre eles os Tupinambás [...]. O primeiro nome recebido por Parintins, já na categoria 
de freguesia, foi Nossa Senhora do Carmo de Tupinambarana, em 1833. O nome da 
Freguesia só foi alterado em 1880, quando a sede passou a chamar-se “Parintins” [...].
Sua descoberta ocorreu em 1749, quando, descendo o rio Amazonas, o explorador 
José Gonçalves da Fonseca notou uma ilha que [...] se sobressaía das outras localiza-
das à direita do grande rio. 
A fundação da localidade só foi realizada em 1796, por José Pedro Cordovil, que veio 
com seus escravos e agregados para se dedicar à pesca do pirarucu e à agricultura 
[...]. Ali instalado, fundou uma fazenda de cacau, dedicando-se à cultura desse produto 
em grande escala [...].
DIAS, Daniel dos Santos. Parintins a "ilha encantada" do Amazonas e terra do boi bumbá. Portal do Amazonas, 2017. 
Disponível em: http://portaldoamazonas.com/parintins-a-ilha-encantada-do-amazonas-e-terra-do-boi-bumba. 
Acesso: 17 ago. 2021.
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HISTÓRIA21
Vista do centro histórico da cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, com destaque 
para o casario em estilo colonial. Foto de 2016. 
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Batizou-se o povoamento de Vila Rica de Albuquerque, em 8 de julho de 1711, data oficial de sua fundação 
[...].
A riqueza da economia baseada na mineração de ouro em Vila Rica deixou um legado de grande valor 
para a cultura [...].
A arquitetura religiosa do período leva a marca da ostentação e do luxo, como pode ser observado nas 
igrejas de Nossa Senhora do Pilar, São Francisco de Assis, Nossa Senhora do Rosário e de Santa Efigênia. 
Uma das soluções originais deu-se com o largo emprego da pedra-sabão, abundante na região, como forma 
de substituir o mármore europeu. Os chafarizes de Marília e do largo de Frei Vicente Botelho acrescentam 
uma graça ainda mais especial ao tortuoso traçado urbano.
Vila Rica tornou-se a primeira capital de Minas Gerais, já em 1721. Mudou o nome para Ouro Preto, em 
1823, e permaneceu como capital até 1897, quando a sede do Estado passou a ser Belo Horizonte [...].
GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Secretaria de Turismo. A cidade de Ouro Preto. Disponível em: 
https://www.mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/cidade-de-ouro-preto. 
Acesso em: 17 ago. 2021.
Agora, observe uma fotografia da cidade de Ouro Preto atualmente.
 ⊲ Você acha que há mais mudanças ou permanências nas características desse 
espaço? Justifique sua resposta.
 
 
 
 
 
 
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HISTÓRIA23
Vista panorâmica do 
bairro do Caminho das 
Árvores, na cidade de 
Salvador. Foto de 2021.
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 RETOMANDO
1. Observe a fotografia a seguir. Ela apresenta a cidade de Salvador atualmente. 
 ⊲ Ao comparar a imagem de Salvador na atualidade com a de antigamente, in-
dicada no início deste capítulo, é possível identificar as mudanças ocorridas ao 
longo do tempo?
2. Ao longo da sua trajetória, você vai participar de eventos e ações que vão con-
tribuir para a construção e para transformações do lugar em que vive. Essas 
mudanças vão fazer parte da sua história, assim como fizeram parte da história 
de seus antepassados. 
 ⊲ Escreva o seu projeto de cidade com base no que conheceu neste capítulo e em suas 
percepções da cidade em que vive. Pense nas características de seu projeto de cida-
de e no que deve existir nele para que a cidade se torne um lugar melhor para viver. 
3. Depois, faça a ilustração do seu projeto ideal de cidade e compartilhe seus registros 
com os colegas.
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4. A estrutura histórica das primeiras cidades brasileiras
4o ANO22
Sobre o capítulo
• Contextualizando: analisar uma gravura da ci-
dade de Salvador do século XVII, que apresenta 
informações históricas e acerca das estruturas das 
primeiras cidades brasileiras.
• Praticando: conhecer a origem de duas cidades 
históricas do Brasil, Ouro Preto e Parintins, e 
identificar as mudanças e permanências ocor-
ridas ao longo do tempo.
• Retomando: compreender como uma cidade deve 
estar estruturada para atender às demandas do 
contexto histórico e social.
Objetivo de aprendizagem
• Comparar a formação das primeiras cidades 
brasileiras com as características e organiza-
ção das cidades da atualidade, percebendo as 
mudanças e permanências nos últimos séculos.
Materiais
• Canetas hidrográficas.
• Giz de cera.
• Lápis de cor.
Contexto prévio
É importante que os alunos tenham conheci-
mentos acerca da história do município em que 
vivem e de outros municípios brasileiros. É espera-
do que os alunos reconheçam alguns espaços de 
seu município e compreendam os seus significados 
históricos, sociais e políticos. Para isso, é preciso 
que eles considerem que as cidades brasileiras 
passaram por transformações desde sua funda-
ção, em decorrência de motivos sociais, políticos 
e econômicos. Além disso, é importante que eles 
sejam convidados a se expressarem sobre possíveis 
transformações visíveis no município onde moram, 
referentes à estrutura local, a mudanças nas mo-
radias e no contexto como um todo.
Dificuldades antecipadas
É possível que os alunos não identifiquem de 
imediato os aspectos estruturais do município onde 
moram, assim como de outras cidades importantes 
para a formação histórica do país ou, ainda, que 
não dominem o nome dos municípios brasileiros ou 
de questões relevantes para a história do país. É 
importante levar essas informações para a sala de 
aula e explicar as mudanças ocorridas ao longo do 
tempo. Outra possibilidade é solicitar aos alunos 
que identifiquem mudanças no bairro e na comu-
nidade em que vivem, de forma que percebam as 
mudanças visíveis em outros espaços do município 
em que moram.
Habilidade da BNCC
EF04HI01 Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação 
de mudanças e permanências ao longo do tempo.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de respostas
1. • As cidades brasileiras que têm mais de 400 
anos de história apresentam características do 
passado que foram preservadas e mantidas 
ao longo dos séculos, como as construções 
antigas e os marcos de fundação. Mas também 
passaram por diversas transformações sociais, 
econômicas e políticas.
 • Todas as cidades passaram por transformações 
ao longo da história e continuam sendo alteradas, 
para atender às necessidades da sociedade.
 • Entre as atividades desenvolvidas nas primei-
ras cidades brasileiras podem ser citadas a 
dos comerciantes e vendedores ambulantes, 
calceteiros, alfaiates, costureiras etc.
2. Resposta pessoal. 
Orientações
Leia as questões disparadoras com os alunos. 
Espera-se que eles reflitam sobre a organização 
social e o desenvolvimento das primeiras cidades 
brasileiras, compreendendo-as como espaços em que 
é possível observar permanências e transformações 
ocorridas ao longo do tempo. Além das mudanças 
sociais e políticas, espera-se que compreendam mu-
danças econômicas, como os ofícios e as atividades 
desenvolvidas no passado. Com base nessa reflexão, 
propõe-se que os alunos estabeleçam relações com 
os municípios atuais. 
Os alunos poderão citar construções ou espaços 
históricos, identificados no município em que vivem, 
bem como citar formas de trabalho que são comuns 
HISTÓRIA23
na comunidade da qualfazem parte, como comer-
ciantes, professores, agentes de saúde, profissionais 
liberais etc.
Incentive os alunos a refletirem sobre as primeiras 
cidades brasileiras e sua importância histórica, da 
fundação aos dias atuais. Explique aos alunos que 
ao colonizar o Brasil, os portugueses adotaram uma 
série de medidas para controlar e organizar o territó-
rio. Nesse contexto, a cidade de Salvador tornou-se 
a primeira capital da Colônia (1549 a 1763). Analise 
com a turma a gravura de Salvador, feita no século 
XVII. Reforce que ela foi a primeira capital do Brasil 
e que foi local de importantes decisões vindas de 
Portugal. Explique que essa época, o Nordeste era 
grande produtor de açúcar, uma das mais lucrativas 
riquezas exploradas pelos colonizadores. Nesse sen-
tido, Salvador possuía uma localização importante 
para manter a comunicação com grandes polos pro-
dutores de açúcar.
Peça que observem as questões relevantes sobre a 
cidade de Salvador, na Bahia, levando em consideração 
aspectos de sua fundação, sua importância econômi-
ca e política para a época, bem como as partes que 
compõe essa cidade.
Promova um debate sobre como as cidades histó-
ricas do Brasil, como Salvador, foram organizadas no 
passado para receber e atender as demandas da Corte 
portuguesa, em 1808, e se permanecem com a mesma 
estrutura. Estabeleça a relação das necessidades de 
espaço e tempo de cada um dos contextos. A realida-
de em que vivem pode ser o ponto de partida para as 
discussões sobre a formação e evolução das cidades 
brasileiras ao longo da história, visando a compreen-
são inicial dos processos que acarretaram mudanças 
e transformações nos ambientes.
Confira o texto a seguir sobre a importância histórica 
da cidade de Salvador.
A família real aportando em Salvador
A família real portuguesa aportou em Salvador, 
situada na capitania da Bahia de Todos os Santos, 
em 22 de janeiro de 1808. O príncipe regente D. João 
(1767-1826), que iria desembarcar naquela cidade, 
segundo a historiadora Mary Del Priore, não era um 
refugiado, “e sim o chefe de um Estado nacional 
em funções que resolveu migrar para cá”. Era o 
governante de um reino que ainda se estendia por 
quatro continentes; reino que realizara feitos náuticos 
nos séculos anteriores.
Essa chegada seria uma surpresa para o go-
vernador da capitania e para a população. Pelas 
ruas e janelas curiosas, perguntas derramavam-se, 
alcançando o cais. Afinal, era a primeira vez que 
alguém da realeza chegava até a possessão lusa 
na América. Outro espanto aconteceu quando os 
habitantes avistaram o estado lastimável dos via-
jantes que desembarcaram, exauridos, da travessia. 
Citado pelo historiador Kenneth Light, um marinheiro 
do navio inglês Belford, que fazia parte da frota que 
transportou a família real portuguesa, registrou em 
seu diário pessoal: “Minha pena é inadequada para 
descrever a situação angustiosa das pobres mulheres 
que superlotavam a nau”.
O governador da capitania de Pernambuco, sen-
do informado da chegada de tão ilustres visitantes, 
enviou uma embarcação repleta de frutas tropicais, 
como pitanga e caju, além de verduras e de legumes. 
Sabores exóticos para aqueles europeus, agora em 
terras tropicais; alimentos frescos depois de tanta 
carne salgada, tanto biscoito envelhecido.
No período em que permaneceu em Salvador, o 
regente visitou plantações e recebeu a elite local. 
Festejos espalhavam-se pelas ruas, homenageando 
o príncipe D. João. Porém, não só as visitas, as mis-
sas, os folguedos e os rapapés ocuparam o tempo 
do príncipe. Medidas régias, como a Abertura dos 
Portos, foram adotadas, permitindo leituras diferen-
ciadas. Tal atitude, concebida pela necessidade da 
corte portuguesa de assegurar a sua sobrevivência 
na possessão americana, gerou, de fato, o fim do 
monopólio comercial – base das relações entre me-
trópole e colônia. Para alguns, esse monopólio era 
fruto de um cálculo político associado ao sistema 
mercantilista vigente. Para outros, somente refor-
çava a dependência econômica que Portugal e a 
sua possessão americana tinham com a Inglaterra, 
diretamente beneficiada por aquele decreto real 
promulgado em 28 de janeiro de 1808.
Consta que o governador da capitania da Bahia 
de Todos os Santos propôs a D. João (1767-1826) 
construir um palácio, em troca da permanência 
da corte na cidade de Salvador – saudoso estava, 
possivelmente, da condição de antiga sede do vi-
ce-reinado no Brasil. O príncipe, porém, manteve 
o propósito original, contrariando até desejos de 
alguns componentes da sua corte: fixar-se no Rio de 
Janeiro, centro do poder, muito bem guardado por 
inúmeras fortalezas e bem distante dos franceses. 
4o ANO24
Em Salvador, o povo lamentou a decisão em rimas 
citadas pelo historiador Pedro Calmon:
“Meu príncipe regente,
Não saias daqui,
Cá ficamos chorando,
Por Deus, e por ti”.
MULTIRIO. A família real aportando em Salvador. MultiRio. Disponível 
em: http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/estude/historia-do-brasil/rio-
de-janeiro/52-o-rio-de-janeiro-como-a-capital-do-reino/2472-a-familia-real-
aportando-em-salvador. Acesso em: 4 dez. 2021.
 PRATICANDO
Expectativas de respostas
1. O aluno deverá indicar elementos da cidade de 
Ouro Preto, estado de Minas Gerais, apresenta-
dos no texto, como os chafarizes, as igrejas e a 
arquitetura religiosa. Esses elementos poderão 
ser citados como parte da arquitetura que se 
manteve preservada devido à sua importância 
histórica. 
2. É importante que a turma leia atentamente o texto 
sobre a origem e fundação da cidade de Parintins, 
estado do Amazonas para, em seguida, elaborar 
uma ilustração da cidade. Com essa atividade, 
os alunos vão viajar no tempo e ilustrar a cidade 
como ela foi descrita no texto elaborado com base 
em relatos históricos. Para isso, é importante que 
estejam atentos aos detalhes e características da 
cidade apresentados no texto.
Orientações
Leia o texto sobre a fundação e organização da ci-
dade de Ouro Preto, estado de Minas Gerais. Depois, 
oriente os alunos elaborar uma lista com elementos 
que se mantiveram na cidade, mesmo com o passar do 
tempo, e elementos que passaram por transformações, 
de acordo com as informações apresentadas no texto. 
Em seguida, faça a leitura coletiva do texto sobre a ori-
gem e a fundação da cidade de Parintins, no estado do 
Amazonas. Explique aos alunos que o texto foi elaborado 
com base em fontes históricas e relatos dos viajantes 
do século XVIII. Peça que ilustrem o lugar em que está 
situada a atual cidade de Parintins, de acordo com as 
informações descritas no texto.
 RETOMANDO
Expectativas de respostas
1. Ao comparar a gravura que apresenta a cidade de 
Salvador, no século XVII, com a fotografia atual, 
observa-se que as construções foram bastante 
modificadas. Antigamente, havia construções mais 
baixas, como casas e sobrados, atualmente a 
cidade possui construções mais altas, com a orla 
composta de vários prédios. Antigamente, as cons-
truções estavam mais espaçadas. Atualmente, as 
construções parecem estar mais próximas umas 
das outras.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos elabo-
rem um projeto de cidade que contemple serviços 
públicos como escolas e hospitais de qualidade, 
espaços para lazer e entretenimento da comu-
nidade e lugares com boa infraestrutura para 
atender às necessidades da população.
3. Resposta pessoal.
Orientações
Auxilie os alunos no desenvolvimento do projeto 
pessoal de cidade. Após o registro, oriente-os na elabo-
ração da ilustração do seu projeto ideal de cidade. Em 
seguida, oriente-os quanto à apresentação aos colegas 
tanto da leitura como da imagem do projeto pronto. 
Solicite aos alunos que retornem à página inicial do 
capítulo e comparem a ilustração de Salvador, em 1640, 
com a imagem apresentada nesta página. Converse com 
a turma sobre algumas mudanças que eles puderam 
perceber entre as duas imagens. Ressalte que os mo-
radores de uma cidade estão constantemente agindo 
para a mudança do espaçoem que vivem, seja pela 
exigência de melhorias ou pela luta para a manutenção 
de espaços historicamente importantes para o lugar.
http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/estude/historia-do-brasil/rio-de-janeiro/52-o-rio-de-janeiro-como-a-capital-do-reino/2472-a-familia-real-aportando-em-salvador
http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/estude/historia-do-brasil/rio-de-janeiro/52-o-rio-de-janeiro-como-a-capital-do-reino/2472-a-familia-real-aportando-em-salvador
http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/estude/historia-do-brasil/rio-de-janeiro/52-o-rio-de-janeiro-como-a-capital-do-reino/2472-a-familia-real-aportando-em-salvador
HISTÓRIA25
4o ANO24
Arqueóloga trabalhando com fóssil do 
sítio arqueológico de Lapa do Santo, 
município de Matozinhos, estado de 
Minas Gerais. Foto de 2021. 
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5. Desenvolvimento histórico dos primeiros 
grupos humanos
1. A forma como os primeiros grupos humanos viviam há milhares de anos era bem 
diferente da forma como vivemos hoje. Sabendo disso, leia as perguntas abaixo e 
converse com a turma e o professor.
 ⊲ Como viviam e se organizavam os primeiros grupos humanos?
 ⊲ De que maneira acontecia a comunicação entre os primeiros grupos humanos?
 ⊲ Quais eram os tipos de habitação que os primeiros grupos humanos construíam 
ou utilizavam?
2. Em grupo, observe com atenção a imagem a seguir, que retrata uma arqueóloga 
trabalhando. 
Discuta com a turma e o professor hipóteses sobre o que está sendo analisado pela 
arqueóloga e registre as respostas das questões abaixo. 
a. Você sabe o que é desenvolvido durante o trabalho de um arqueólogo?
b. Você conhece a importância do trabalho desenvolvido por esse profissional?
c. Que contribuição esse profissional oferece para entendermos a transformação 
do modo de vida humano desde os primeiros grupos até hoje? 
 
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2. Ainda em grupo, leia os textos abaixo para conhecer algumas informações sobre a 
vida dos primeiros humanos durante o Paleolítico e o Neolítico. 
Texto 1
Período Paleolítico
No período Paleolítico, [...] sabe-se que as temperaturas da Terra eram bem menores, o que obrigava as 
populações hominídeas a viverem dentro de cavernas. A falta das técnicas de cultivo agrícola e a não criação 
de animais limitavam as atividades subsistentes à pesca, a caça e a coleta de frutos. Tais práticas impediam 
a sedentarização dos primeiros grupos humanos, que se deslocavam constantemente.
SOUSA, Rainer. Período Paleolítico. Mundo Educação. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/
historiageral/periodo-paleolitico.htm. Acesso em: 17 ago. 2021. (Adaptado).
Texto 2
Período Neolítico: características, sociedade
O período Neolítico é conhecido também como período da Pedra Polida. Foi um momento marcante da 
Pré-História, pois a vida do humano primitivo passou por diversas transformações nele. Os grupos humanos 
sedentarizaram-se, isto é, fixaram-se em um único lugar e intensificaram a prática da agricultura.
Com o aumento populacional, os grupos cresceram e tornaram-se sociedades complexas que começaram 
a organizar-se politicamente. As transformações do Neolítico foram marcantes para a formação das primeiras 
civilizações da Antiguidade oriental.
HIGA, Carlos César. Período Neolítico. Mundo Educação. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/
historiageral/periodo-neolitico.htm. Acesso em: 17 ago. 2021.
 ⊲ Produza um cartaz que mostre pelo menos um aspecto da vida cotidiana dos 
grupos humanos que viveram no passado.
 ⊲ Elabore com seu grupo uma encenação de situações vivenciadas pelos primei-
ros grupos humanos, como caçadas, reuniões, proteção contra os perigos do dia 
a dia, e apresente à turma e ao professor.
 RETOMANDO
Observe uma pintura rupestre produzida pelos grupos humanos que habitaram a região 
hoje denominada de Argentina. 
Pintura rupestre em 
caverna conhecida 
como Cueva de las 
Manos, na região da 
Patagônia, Argentina. 
Acredita-se que essas 
pinturas tenham mais 
de 9 mil anos.
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HISTÓRIA25
 PRATICANDO
1. O período chamado de Pré-história, no qual os primeiros grupos humanos surgi-
ram e se desenvolveram, é tradicionalmente dividido em outros três períodos: o 
Paleolítico, o Neolítico e a Idade dos Metais. Durante esse período histórico os 
grupos humanos ainda não tinham desenvolvido formas de escrita.
Pré-história
Paleolítico
2,7 milhões 
de anos
Neolítico
10000 a.C. 
a 4000 a.C.
Idade dos Metais
6 000 a.C.
Surgimento 
dos primeiros 
sistemas de escrita
4000 a.C.
As datas entre um período e outro podem variar conforme novos artefatos e estudos são realizados.
 ⊲ O que você sabe sobre cada um desses períodos?
 
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HISTÓRIA27
Para se comunicar, os grupos humanos faziam pinturas em paredes e rochas, as chama-
das pinturas rupestres.
1. Faça sua própria pintura rupestre. 
 ⊲ Ela deve representar aspectos cotidianos dos nossos ancestrais. Lembre-se de 
deixar seu desenho bem colorido!
2. Para finalizar, escreva no quadro a seguir algumas diferenças no modo de viver 
dos grupos humanos na Pré-história e na atualidade.
As diferenças no modo de vida
Pré-história Atualidade
 
 
 
 
 
 
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5. Desenvolvimento histórico dos primeiros grupos humanos
4o ANO26
Sobre o capítulo
• Contextualizando: apresentar os conhecimentos 
prévios sobre a relação entre os primeiros grupos 
humanos com o espaço em que habitavam.
• Praticando: conhecer aspectos de organização 
social e estratégias de convívio presentes nas 
sociedades ao longo da história.
• Retomando: compreender as formas de comunicação 
entre os primeiros grupos humanos, de maneira 
que se possa comparar com os modos de vida 
na atualidade.
Objetivo de aprendizagem
• Conhecer o modo de vida e organização dos 
primeiros grupos humanos, percebendo mudanças 
e permanências ao longo do tempo.
Materiais
• Canetas hidrográficas.
• Fita adesiva.
• Giz de cera.
• Lápis de cor.
• Papel kraft (1 por grupo).
Contexto prévio
Os alunos devem trazer informações sobre a 
vida em sociedade dos primeiros grupos humanos, 
antes da invenção da escrita e da produção de 
formas de tecnologia mais complexas. É esperado 
que a turma tenha informações de como se vivia 
em períodos remotos; nesse sentido, investigue se 
alguém já ouviu falar ou usou a expressão “homem 
das cavernas”, e, a partir dela, peça que reflitam 
sobre essas pessoas e sobre como viviam.
Dificuldades antecipadas
É possível que os alunos tenham dificuldades 
em organizar os conhecimentos relativos aos pe-
ríodos e grupos humanos que fizeram parte da 
chamada Pré-história. Nesse sentido, a turma pode 
ter dificuldade sobre como e onde viviam, como 
se comunicavam, quais eram suas crenças, como 
se alimentavam etc. Para solucionar parte des-
sas dificuldades, é importante facilitar a discussão 
sobre a descoberta de elementos essenciais da 
Pré-história.
Habilidade da BNCC
EF04HI01 Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação 
de mudanças e permanências ao longo do tempo.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de respostas
1. Espera-se que o aluno traga informações sobre 
a relação dos primeiros grupos humanos com a 
natureza e com o espaço habitado. Eles pode-
rão levantar hipótesesou utilizar conhecimentos 
prévios sobre a maneira de viver dos primeiros 
povos, como as práticas de caça e coleta para 
a obtenção de alimentos, a produção das vestes 
com peles de animais, a comunicação por meio de 
símbolos e a reprodução de ações que garantiam 
a sobrevivência do grupo.
2. a. O arqueólogo é o profissional que estuda a 
sociedade e as culturas humanas por meio da 
análise de objetos produzidos e utilizados no 
passado. Ele investiga e faz escavações em 
sítios arqueológicos, onde busca compreender 
como o lugar foi ocupado.
 b. O trabalho do arqueólogo é importante pois, 
por meio dele, podemos obter informações 
sobre práticas, valores e estruturas sociais do 
passado.
 c. Por meio da arqueologia podemos compreender 
as formas de vida de grupos humanos que não 
existem mais.
Orientações
Organize uma roda de conversa para introdução ao 
tema. Faça a leitura das perguntas em conjunto com 
os alunos, de maneira que a turma se sinta motivada 
a participar e expressar suas hipóteses.
Dedique um momento para as respostas dos alunos, 
elaboradas a partir dos conhecimentos prévios deles. 
Dê oportunidade para que socializem suas respostas. 
Peça a cada grupo que analise a fotografia que 
apresenta uma arqueóloga analisando um fóssil encon-
trado no sítio arqueológico de Lapa do Santo, estado 
HISTÓRIA27
de Minas Gerais, e pergunte o que está sendo feito e 
o porquê de essa atividade ser importante. Conduza a 
conversa de maneira que os alunos iniciem a identifi-
cação da profissão da pessoa retratada na imagem. 
Pergunte o que está sendo feito, se a atividade é 
interessante etc.
Ressalte que os primeiros grupos humanos não 
construíam moradias e não utilizavam sistemas com-
plexos de escrita e que tudo isso foi sendo construído 
e aprendido ao longo do tempo. Compartilhe infor-
mações sobre a atuação do arqueólogo no estudo da 
relação dos primeiros grupos humanos. Em conjunto 
com os alunos, faça a leitura das perguntas e oriente 
a turma a respondê-las em grupo e fazer o registro 
delas. Essa atividade pode ser direcionada como 
avaliação em grupo.
 PRATICANDO
Expectativas de resposta
A ideia aqui é que os alunos compreendam as 
formas de organização social dos primeiros gru-
pos humanos, reconhecendo suas práticas para 
a aquisição de recursos que lhes garantissem a 
sobrevivência e percebendo como se abrigavam 
da chuva, do frio e dos animais ferozes, entre 
outros aspectos.
1. Paleolítico: esse período, é também conhecido 
como Idade da Pedra Lascada, teve início há 
cerca de 3 milhões de anos e se estendeu até 
aproximadamente o ano 10000 a.C., quando se 
teve início as práticas agrícolas. Os grupos hu-
manos desse período, eram nômades e viviam 
da coleta de alimentos e da caça de animais. O 
recurso mais utilizado como ferramenta nesse 
período foi a pedra. Através do desenvolvimento 
da pedra lascada, os grupos humanos produziam 
instrumentos de corte, utilizados na caça e no 
corte de alimentos. 
 Neolítico: também conhecido como Idade da 
Pedra Polida, esse período tem como principal 
característica o aperfeiçoamento das técnicas de 
polimento das pedras, dando a elas um formato 
mais arredondado. Nesse período, foram desen-
volvidas a prática da agricultura e a criação de 
animais, além disso, os grupos humanos passaram 
a se fixar em determinados locais, tornando-se 
sedentários. 
 Idade dos Metais: este período ocorreu aproxi-
madamente entre 5000 a.C. e 3500 a.C. e nele 
destaca-se o uso de objetos feitos de metais.
Orientações
Mantenha os grupos de trabalho da atividade 
anterior, leia os textos com a turma e explique que 
devem produzir um cartaz que mostre aspectos da vida 
cotidiana dos primeiros grupos humanos. Para auxiliar 
na visualização dos períodos históricos abordados, foi 
inserida nesta seção uma linha do tempo que permitirá 
aos alunos identificar a cronologia abordada nesse 
momento. Faça a leitura dela, ressaltando que as 
datas para a divisão de cada período podem variar 
conforme a interpretação dos pesquisadores que as 
definirem, a partir de dados obtidos ou conforme no-
vas informações são descobertas. Oriente os grupos 
na realização da atividade, relembrando passagens 
dos textos e as discussões feitas até o momento. 
Após a confecção do cartaz, peça que os alunos se 
organizem para apresentar uma breve encenação 
aos colegas da turma. Oriente-os a representar situa-
ções que mostrem hábitos cotidianos das primeiras 
comunidades humanas.
 RETOMANDO
Expectativas de respostas
1. Resposta pessoal.
2. Os alunos podem indicar como características do 
modo de vida na Pré-história o nomadismo, as 
cavernas utilizadas como abrigo, as atividades 
de caça e coleta, as pinturas rupestres etc.
 Com relação as características dos modos de se 
viver na atualidade, elas são diversas e podem 
variar de acordo com a localidade e a cultura 
dos indivíduos.
Orientações
Explique aos alunos o que são pinturas rupestres e 
porque elas eram utilizadas. Ressalte que essas ima-
gens eram a forma que os primeiros grupos humanos 
desenvolveram provavelmente para se comunicar, 
sendo, na atualidade, fontes históricas importantís-
simas. Por meio de fontes históricas, como as pintu-
ras rupestres, é possível conhecer um pouco da vida 
dos antepassados humanos. Para a confecção do 
cartaz, oriente os alunos na escolha de cores fortes 
4o ANO28
e explique que os grupos humanos da Pré-história 
usavam as tintas feitas do que encontravam na na-
tureza e conduza-os à produção de uma releitura da 
imagem rupestre apresentada. Caso seja possível, 
apresente outras figuras para que os alunos possam 
ampliar a visão sobre esses símbolos. Para concluir 
os estudos, peça aos alunos que escrevam pontos 
referentes à maneira de viver dos primeiros grupos 
humanos que sejam diferentes da organização na 
Pré-história e na atualidade. 
ANOTAÇÕES
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HISTÓRIA29
UNIDADE 2
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
1; 3; 7.
HABILIDADE DA BNCC
EF04HI02
Identificar mudanças e permanências ao longo do tempo, discutindo os sentidos dos grandes marcos da história 
da humanidade (nomadismo, desenvolvimento da agricultura e do pastoreio, criação da indústria etc.).
OBJETO DE CONHECIMENTO
A ação das pessoas, grupos sociais e comunidades no tempo e no espaço: nomadismo, agricultura, escrita, nave-
gações, indústria, entre outras.
UNIDADE TEMÁTICA
Transformações e permanências nas trajetórias dos grupos humanos.
PARA SABER MAIS
• CALACIA, Deborah. 4 estratégias para despertar a curiosidade nas crianças. LinkedIn, 2017. Disponível em: https://
www.linkedin.com/pulse/4-estrat%C3%A9gias-para-despertar-curiosidade-nas-crian%C3%A7as-deborah-calacia/. 
Acesso em: 17 ago. 2021.
• MANSANI, Mara. Como estimular a curiosidade científica nos alunos. Nova Escola, 2018. Disponível em: https://
novaescola.org.br/conteudo/12604/blog-de-alfabetizacao-como-estimular-a-curiosidade-cientifica-nas-criancas. 
Acesso em: 18 ago. 2021.
• MOREIRA, Isabela. Origem e propósito das linhas de Nazca continuam sendo um mistério. Revista Galileu [on-line], 
2015. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2015/09/origem-e-proposito-das-linhas-de-
-nazca-continuam-sendo-um-misterio.html/. Acesso em: 17 ago. 2021.
• OLIVEIRA, Ana Clara. Por que a curiosidade melhora o processo de aprendizagem? Leiturinha, 2018. Disponível em: 
https://leiturinha.com.br/blog/por-que-a-curiosidade-melhora-o-processo-de-aprendizagem/. Acesso em: 18 ago. 2021.
• VEIGA, Edison. O misterioso geoglifo de 2 mil anos que deve se tornar patrimônio brasileiro. BBC News Brasil, 2018. 
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-46115252. Acesso em: 17 ago. 2021.
MUDANÇAS NA TRAJETÓRIA DA HUMANIDADE
https://www.linkedin.com/pulse/4-estrat%C3%A9gias-para-despertar-curiosidade-nas-crian%C3%A7as-deborah-calacia/
https://www.linkedin.com/pulse/4-estrat%C3%A9gias-para-despertar-curiosidade-nas-crian%C3%A7as-deborah-calacia/
https://novaescola.org.br/conteudo/12604/blog-de-alfabetizacao-como-estimular-a-curiosidade-cientifihttps://novaescola.org.br/conteudo/12604/blog-de-alfabetizacao-como-estimular-a-curiosidade-cientifi
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2015/09/origem-e-proposito-das-linhas-de-nazca-continuam-sendo-um-misterio.html
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2015/09/origem-e-proposito-das-linhas-de-nazca-continuam-sendo-um-misterio.html
https://leiturinha.com.br/blog/por-que-a-curiosidade-melhora-o-processo-de-aprendizagem/
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-46115252
4o ANO30
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1. O ser humano e o domínio do fogo
UNIDADE 2
4o ANO28
MUDANÇAS NA TRAJETÓRIA 
DA HUMANIDADE
1. Observe a imagem e converse com os colegas sobre os tópicos a seguir.
 ⊲ Você já foi a algum circo ou 
já assistiu a algum espetáculo de 
artistas manipulando o fogo?
 ⊲ O que vocês sabem sobre 
dominar fogo? Como se faz isso?
 ⊲ Como se faz fogo, ou, então, 
quais materiais são necessários 
para se fazer fogo?
1. O ser humano e o domínio do fogo
2. Agora, vamos brincar de faz de conta. Siga os comandos do professor e escreva a 
sua resposta. 
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4o ANO30
e. Para que o fogo é utilizado na atualidade?
 
2. Leia uma explicação mítica ou filosófica para a origem do fogo. 
Conta uma lenda indígena que, há muito tempo, os homens não sabiam fazer fogo 
e só tinham acesso a ele quando um raio incendiava a mata. Então, o pajé escolheu 
o mais corajoso dos guerreiros, o índio Japu, e o transformou em um pássaro para 
que trouxesse o fogo para a Terra. Ele saiu vitorioso de uma batalha contra o raio e 
trouxe no bico uma porção de fogo. O pajé pegou essa chama, transferiu seu poder 
para pedras e gravetos e ensinou para toda a aldeia que quando quisessem produzir 
fogo bastava esfregar esses objetos. Todos estavam felizes, mas quando Japu voltou 
à forma humana, notaram que o rosto dele estava queimado. Não suportando viver 
daquele jeito, implorou que o pajé o transformasse novamente em pássaro. E assim 
surgiu o japuaçu, um pássaro com plumagem que lembra a cor das labaredas e que 
tem bico vermelho.
ALMEIDA, Carla; KRAUSE, Maggi; BERNARDO, Nairim. O domínio do fogo. Nova Escola. 
Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/8997/o-dominio-do-fogo. Acesso em: 11 jul. 2021.
 ⊲ Faça uma ilustração para representar o mito da origem do fogo.
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HISTÓRIA29
 PRATICANDO
1. O fogo é um elemento que intriga a humanidade desde seus primórdios. Os misté-
rios em torno de sua origem incentivam historiadores, filósofos e cientistas a bus-
car explicações para o fenômeno. Observe as imagens e responda ao que se pede. 
a. Como você chamaria a época em que os seres humanos dominaram o fogo?
b. Quais materiais foram usados para fazer fogo? 
c. Para que era preciso usar fogo no tempo em que viveram os seres humanos 
mostrados nas imagens?
d. O que pode acontecer quando os seres humanos não têm controle do fogo? 
Que cuidados eles devem ter? 
HISTÓRIA31
 RETOMANDO
1. Retome a ideia do circo ou dos artistas que usam o fogo para fazer demonstrações 
artísticas. Você já viu algum mágico fazendo truque de queimar papel e, “em um 
passe de mágica”, fazer esse papel voltar ao seu estado normal? 
Você vai restaurar mensagens queimadas, assim como o truque do mágico. Assim 
como o mágico, o historiador e o arqueólogo são profissionais que trabalham in-
vestigando e desvendando partes perdidas dos vestígios deixados pelos seres hu-
manos ao longo do tempo. Qual mensagem poderia ter sido escrita? 
b. Os usavam o fogo para .
c. O domínio do fogo possibilitou .
d. Quando o fogo não é dominado, ele pode
. 
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Photo by Prisma/UIG/Getty Images
a. O fogo 
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HISTÓRIA31
Sobre o capítulo
• Contextualizando: levantar conhecimentos prévios 
dos alunos sobre as práticas relacionadas ao 
domínio do fogo pelos primeiros grupos humanos. 
• Praticando: analisar e problematizar fontes 
históricas sobre a origem e o domínio do fogo.
• Retomando: construir frases sobre o uso do fogo 
no passado e no presente.
Objetivo de aprendizagem
• Identificar as mudanças ocorridas após o domínio 
do fogo pelo ser humano.
Materiais
• Imagens de incêndios (opcional).
• Dicionário (opcional).
Contexto prévio
Para este capítulo, os alunos entrarão em contato 
com o assunto principal deste capítulo: o domínio do 
fogo pelos primeiros grupos humanos. Pretende-se 
que o aluno identifique as mudanças que a mani-
pulação do fogo trouxe ao longo da história da 
humanidade, a permanência do uso do fogo na 
atualidade e os prejuízos que o não domínio deste 
recurso pode causar.
Dificuldades antecipadas
Caso os alunos não conheçam alguns dos termos 
comumente usados pelos historiadores, é válido 
criar com a turma um glossário que poderá ser 
consultado sempre que precisarem. 
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de respostas 
1. Respostas pessoais. Espera-se que o aluno traga 
para a discussão suas experiências na manipula-
ção e informações acerca da produção do fogo 
por meio do atrito entre pedaços de madeira ou 
pedra, gerando faíscas.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos inter-
pretem o texto e produzam uma ilustração sobre 
a explicação mitológica da origem do fogo. 
Orientações
Faça as perguntas norteadoras. Se os alunos já 
foram ao circo ou já viram algum espetáculo com ar-
tistas manipulando fogo, peça que relatem como foi 
essa experiência e descrevam as sensações vivencia-
das quando viram uma pessoa “dominando” o fogo: 
susto, surpresa, medo, pasmo – qual foi a sensação?
Peça que imaginem que alguém responsável por eles 
precisa esquentar algo, tarde da noite, período em que 
não há nenhuma loja aberta, não há eletricidade nem 
instrumentos para acender o fogão. Como fazer? Se os 
alunos derem a ideia de usar o fósforo ou isqueiro, fale 
que esse material também acabou. Sucessivamente, 
vá tirando deles todas as possibilidades sugeridas até 
restarem pedaços de madeira ou pedras para ser es-
fregados um no outro e produzir faíscas.
 PRATICANDO
Expectativas de respostas
1. a. Possíveis respostas: “muito tempo atrás”, “no 
tempo dos primeiros humanos”, “no tempo das 
cavernas”, “antes das construções de cidades”. 
 b. Ao analisar a imagem, podemos identificar que 
foram utilizados materiais para acender o fogo, 
como madeira seca, palha e pedra. 
 c. Os primeiros grupos humanos usavam o fogo 
para cozinhar alimentos, se aquecer e para se 
proteger de animais ferozes. 
 d. Quando um indivíduo perde o controle do fogo, 
podem ocorrer incêndios ou acidentes, como o 
acontecido no Museu Nacional (RJ), no Museu 
da Língua Portuguesa (SP) ou os inúmeros in-
cêndios florestais. 
 e. Atualmente, o fogo é a principal fonte de energia 
do planeta. Ele é usado nas usinas de carvão, 
nas caldeiras de aquecimento, no cozimento 
dos alimentos, para iluminação etc.
2. Respostas pessoais.
Habilidade da BNCC
EF04HI02 Identificar mudanças e permanências ao longo do tempo, discutindo os sentidos dos grandes marcos da 
história da humanidade (nomadismo, desenvolvimento da agricultura e do pastoreio, criação da indústria etc.).
4o ANO32
Orientações
Faça uma leitura coletiva das imagens. Peça que 
expressem suas interpretações e comente confrontando-as 
com as hipóteses levantadas na seção Contextualizando. 
Existem alguns termos que sãocomumente usados quando 
tratamos desse conteúdo, como “Pré-História”, “Idade da 
Pedra”, “homens das cavernas”, entre outros que refor-
çam alguns estereótipos estabelecidos por uma divisão 
tradicional da história (Pré-História, Idade Antiga, Idade 
Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea) e que 
pretendemos superar, uma vez que estão sendo revisa-
dos e modificados conforme estudos atuais. Se possível, 
leve reportagens locais e imagens sobre incêndios ou 
acidentes envolvendo fogo. Esse questionamento busca 
relacionar a ideia de permanência do uso e manipulação 
do fogo na atualidade, contrariando a falsa ideia de que 
há um domínio total sobre ele.
 RETOMANDO
Expectativas de resposta 
1. Respostas pessoais. 
 a. O fogo foi dominado pelos primeiros huma-
nos, ou o fogo era feito com madeira e pedra 
friccionadas pelos primeiros humanos. 
 b. Os primeiros grupos humanos usavam o fogo 
para cozinhar alimentos, se aquecer do frio, 
iluminar lugares escuros, espantar animais 
ferozes etc. 
 c. O domínio do fogo alterou o modo de vida dos 
seres humanos, pois, por meio dele, foi possível 
cozinhar os alimentos, se aquecer e produzir 
formas de geração de energia (como o uso 
dele nas usinas de carvão, nas caldeiras de 
navios e na queima de combustíveis). 
 d. Quando o fogo não é dominado, ainda hoje 
continua sendo um perigo para a humanidade.
Orientações
Oriente os alunos a completar as frases, ressaltando 
que a proposta é colocar em prática os conhecimentos 
desenvolvidos no capítulo. As frases das mensagens 
não são respostas fechadas, ou seja, os alunos não 
são obrigados a dar uma única resposta, mas, sim, 
uma fundamentada em tudo o que aprenderam du-
rante os estudos. Organize um painel coletivo com as 
ideias da turma, que servirá como pauta de observação 
para a retomada da aula. Para finalizar, cada dupla 
deverá explicar como desvendou as mensagens e 
quais são elas.
ANOTAÇÕES
HISTÓRIA33
PÁGINA 32 PÁGINA 33
PÁGINA 34 PÁGINA 35
2. Vestígios dos primeiros humanos
4o ANO32
2. Vestígios dos primeiros humanos
1. Reúna-se com os colegas e o professor e converse sobre as questões a seguir.
 ⊲ Como você acha que que surgiu o ser humano?
 ⊲ Como os primeiros seres humanos sobreviviam e se organizavam?
2. Imagine que você é um aventureiro e esteja em busca de tesouros da humanidade. 
Então, depois de longas pesquisas, você descobriu o lugar onde um deles está 
escondido e o desenterra. 
a. Que tesouro é este?
b. Observe a fotografia a seguir.
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 ⊲ Qual é a profissão das pessoas que trabalham escavando vestígios históricos?
 
032-035_EFAI_NAC_HI_4ANO_1BI_LA_UN2_CAP2_P4V1bx.indd 32032-035_EFAI_NAC_HI_4ANO_1BI_LA_UN2_CAP2_P4V1bx.indd 32 23/03/2022 10:55:2223/03/2022 10:55:22
4o ANO34
2. Agora, compare os artefatos da atividade anterior com as pinturas nas paredes das 
cavernas que se encontram no mesmo lugar onde as peças foram encontradas.
a. Quem você acha que fez as pinturas da imagem acima? Explique o motivo e os 
possíveis métodos utilizados na pintura.
b. Na sua opinião, o que o grupo que fez a pintura mostrada na imagem quis 
expressar por meio dela?
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Pintura rupestre em paredes do sítio arqueológico da Serra da Capivara, no Piauí.
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HISTÓRIA33
 PRATICANDO
1. Atualmente, há muitos arqueólogos que escavam e desenterraram esses “tesouros” 
no solo brasileiro. Alguns deles estão expostos no Museu do Homem Americano, 
em São Raimundo Nonato, no Piauí. Esses objetos são chamados de vestígios da 
humanidade. 
Observe detalhadamente as imagens a seguir.
a. Na sua opinião, por que essas peças recebem o nome de vestígios da humanidade?
b. Por que estes vestígios são tão importantes para que profissionais os desenterrem 
e os estudem? 
c. Quando você acha que foram feitos esses artefatos e para que serviam? 
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Exposição de artefatos 
encontrados nos sítios 
arqueológicos da Serra da 
Capivara, no Piauí.
Objetos em 
pedra produzidos 
pelos primeiros 
grupos humanos 
que habitaram a 
região da Serra da 
Capivara, no Piauí.
032-035_EFAI_NAC_HI_4ANO_1BI_LA_UN2_CAP2_P4V1bx.indd 33032-035_EFAI_NAC_HI_4ANO_1BI_LA_UN2_CAP2_P4V1bx.indd 33 23/03/2022 10:55:2423/03/2022 10:55:24
HISTÓRIA35
 RETOMANDO
1. Agora, você será o arqueólogo. Seu grupo receberá uma caixa que representa o 
pedaço de chão de algum lugar. Vocês devem limpar e vasculhar a caixa com os 
pincéis para descobrir uma peça arqueológica. Ao descobri-la, faça o desenho 
dela e complete o quadro a seguir com suas hipóteses sobre a peça.
Nome do objeto (que 
nome você daria?): 
Data (pode ser 
aproximada. De quando 
você acha que é este 
objeto?): 
Material (do que a peça 
é feita?): 
Utilidade (qual é a 
possibilidade de utilidade? 
Para que você acha que 
servia o objeto?): 
Por quê (por que você 
acha isso? Para que 
servia?): 
De onde (de que local 
a terra foi retirada? De 
qual chão?): 
Como seria este 
objeto se os primeiros 
humanos o construíssem 
sem todo o material 
disponível?
 
032-035_EFAI_NAC_HI_4ANO_1BI_LA_UN2_CAP2_P4V1bx.indd 35032-035_EFAI_NAC_HI_4ANO_1BI_LA_UN2_CAP2_P4V1bx.indd 35 23/03/2022 10:55:2623/03/2022 10:55:26
4o ANO34
Sobre o capítulo
• Contextualizando: levantar os conhecimentos 
prévios e hipóteses acerca dos primeiros humanos 
e como eles viviam. 
• Praticando: problematizar os estudos sobre os 
primeiros grupos humanos ao comparar vestígios 
históricos. 
• Retomando: vivenciar o trabalho de um arqueólogo 
em busca de vestígios da humanidade.
Objetivo de aprendizagem
• Reconhecer objetos dos primeiros humanos como 
vestígios, identificando mudanças e continuidades.
Materiais
• Seis caixas de papelão.
• Terra (em quantidade suficiente para cobrir um 
objeto dentro da caixa).
• Areia (em quantidade suficiente para cobrir um 
objeto dentro da caixa).
• Pedras.
• Objetos a serem enterrados (a critério do professor).
• Pincéis de pintura.
• Pás de jardim (tamanhos pequenos). 
• Jornais para proteger as mesas de sujeiras.
Contexto prévio
Para este capítulo, os alunos devem saber que 
os objetos deixados pelos seres humanos há muito 
tempo em determinados lugares podem servir como 
sinais da passagem de pessoas por ali e que isso 
são vestígios da humanidade que ajudam historia-
dores e outros cientistas a compreender como um 
determinado povo vivia. 
Dificuldades antecipadas
Podem surgir dúvidas em relação ao vocabulário 
usado durante o capítulo, como a palavra “vestí-
gios”. Ouça as hipóteses e, se for preciso, informe 
que os objetos deixados pelos seres humanos há 
muito tempo em determinados lugares podem servir 
como sinais, e que esses são considerados vestígios. 
É possível que os alunos tenham dificuldade em 
realizar um deslocamento temporal tão extenso, 
por isso, a todo momento enfatize a longinquidade 
do tema estudando em relação ao tempo presente 
e, se possível, apresente vídeos sobre o tema, ana-
lisando sempre a adequação à faixa etária.
Habilidade da BNCC
EF04HI02 Identificar mudanças e permanências ao longo do tempo, discutindo os sentidos dos grandes marcos da 
história da humanidade (nomadismo, desenvolvimento da agricultura e do pastoreio, criação da indústria etc.).
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de respostas
1. Respostas pessoais. Provavelmente, os alunos 
responderão de acordo com a sua crença reli-
giosa ou mitos conhecidos, ou dirão que os seres 
humanos descendem dos primatas e que sobre-
viviam da coleta de alimentos e da caça, além 
de viverem em pequenos grupos.
2. a. Resposta pessoal.
 b. Arqueólogo.
Orientações
Apresente a primeira questão para os alunos e dis-
ponibilize tempo para que possam desenhar os seus 
tesouros; em seguida, questione-os sobre qual foi o 
tesouroe porque o escolheram. Faça a segunda per-
gunta e, caso nenhum aluno saiba a resposta, informe 
sobre a profissão de arqueólogo. Converse sobre o 
que fazem e onde podem trabalhar, como em sítios 
arqueológicos, museus etc. No Brasil, existem mais 
de 26 mil sítios arqueológicos cadastrados, segundo 
informações do site do Iphan, disponível em: http://
portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1376/ (acesso em: 
3 jun. 2021). 
Converse com os alunos sobre as questões propostas 
no Livro do Aluno, deixando que falem livremente e 
levantem suas hipóteses acerca do tema. 
 PRATICANDO
Expectativas de respostas
1. a. Vestígios são artefatos ou pistas deixadas por 
povos do passado e descobertas pelos arqueó-
logos em sítios arqueológicos. 
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1376/
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1376/
HISTÓRIA35
conseguem chegar a uma resposta fechada e conclusi-
va. Eles sempre criam hipóteses e se utilizam de várias 
ciências para tentar respondê-las.
 RETOMANDO
Expectativas de resposta
1. Respostas pessoais.
Orientações
Prepare as seis caixas de papelão, colocando dentro 
delas, nesta ordem: camada de terra, camada de areia, 
um objeto, mais uma camada de areia e uma camada 
de pedras. Escreva em um dos lados da caixa se o solo 
escavado pertence a um parque, a uma praça, a uma 
fazenda ou a um campo de treinamento. Explique aos 
alunos que eles deverão usar pincéis e pás para cavar a 
terra e descobrir um objeto, que será como um vestígio 
enterrado. Diga que, assim como os arqueólogos, eles 
devem ter o máximo de cuidado para não estragar o 
material a ser encontrado. Descobrindo o vestígio, os 
alunos devem olhar verticalmente, de cima para baixo, 
o objeto dentro da caixa e representá-lo por meio de 
desenho, registrando a mesma posição em que ele foi 
encontrado. Oriente os alunos a preencher o quadro 
do Livro do Aluno registrando suas hipóteses (assim 
como fazem os arqueólogos), mas que essas hipóteses 
devem ter algum fundamento, e, para isso, a primeira 
dica é observar que tipo de chão se está cavando (se 
um parque, uma praça, uma fazenda ou um campo 
de treinamento). Esta informação deve ser escrita e 
colada por você, professor, em um dos lados da caixa. 
Depois de preenchido o quadro, um representante de 
cada grupo deve apresentar para a turma toda a quais 
conclusões hipotéticas chegou. 
 b. Os vestígios da humanidade são importantes 
para a história porque trazem informações sobre 
um determinado povo em tempos longínquos. 
 c. Resposta pessoal. 
2. a. As pinturas foram feitas pelos primeiros grupos 
humanos que habitaram as terras brasileiras e, 
de acordo com os arqueólogos, essas pinturas 
eram utilizadas para expressar o convívio em 
grupo, as caças, as “festas”, entre outras hipóte-
ses e, para fazê-las, utilizavam materiais como 
barro, pigmentos naturais, carvão e pedras. 
 b. Nessa pintura, especificamente, os arqueólo-
gos levantam as hipóteses de que os primeiros 
humanos parecem realizar “festas”, atividades 
comunitárias e de caça.
Orientações
Fale que as imagens são alguns “tesouros” encon-
trados durante as escavações feitas pelos arqueólogos 
de um sítio arqueológico na Serra da Capivara. Eles são 
chamados de “vestígios” por terem importância para a 
história. Para saber mais sobre as teorias de como os 
primeiros humanos chegaram ao solo americano, seus 
modos de vida, suas culturas e o ambiente que encontra-
ram quando chegaram por aqui, assista ao documentá-
rio Serra Capivara, disponível em: https://www.youtube.
com/watch?v=9576H-X39J8 (acesso em: 05 jun. 2021). 
Na atividade 2, os alunos farão uma comparação entre 
objetos encontrados pelos arqueólogos e as pinturas 
rupestres. Relembre os objetos vistos na atividade 1 e 
pergunte: Se as pinturas podem representar momentos 
daqueles povos, em quais destes momentos vocês acham 
que os primeiros humanos poderiam estar usando cada 
objeto? Deixe que façam a relação e sorteie alguns alunos 
para dizerem por que escolheram o objeto e a pintura. 
Explique que, muitas vezes, os arqueólogos também não 
https://www.youtube.com/watch?v=9576H-X39J8
https://www.youtube.com/watch?v=9576H-X39J8
4o ANO36
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3. Mudanças no jeito de viver
4o ANO36
3. Mudanças no jeito de viver
1. Converse com a turma sobre as questões a seguir.
 ⊲ De onde vêm os legumes, as verduras e frutas que consumimos?
 ⊲ O que é agricultura?
2. Você já viu ou visitou algum lugar em que havia o cultivo de algum produto, como 
uma chácara ou fazenda? Se sim, esses lugares eram parecidos com os das 
imagens?
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3. Converse com os colegas e o professor sobre o assunto e descreva:
 ⊲ como era esse espaço;
 ⊲ que tipo de produto agrícola havia em maior quantidade; 
 ⊲ como eles foram plantados (se enfileirados ou desorganizados); 
 ⊲ quais ferramentas e materiais você identificou no lugar; 
 ⊲ quantas pessoas trabalhavam nesse local.
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4o ANO38
a. O que será que a autora quis dizer com “índios que viveram há mil anos no Sul 
do país” ou “grupos no Sul do país”?
b. As descobertas sobre plantações dos proto-jês contribuíram para diminuir a ideia 
de que esses povos eram nômades. Mas o que significa a palavra nômades?
c. Em sua opinião, como a prática da agricultura fez com que as pessoas mudassem 
o jeito de viver, deixando de ser nômades, por exemplo? Justifique sua resposta 
por meio de um desenho e de um parágrafo explicativo. 
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HISTÓRIA37
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Escavações revelam hábitos de índios que viveram há mil anos no Sul do país
Quinhentos anos antes de os portugueses desembarcarem no Brasil, grupos no Sul do país 
plantavam o próprio alimento [...] [Isso] mostra a complexidade dos proto-jês e enfraquece a 
ideia de que fossem índios nômades [...] Vestígios em cerâmicas [...] apontaram que os índios 
plantavam milho, mandioca, feijão, abóbora e inhame. [...].
COISSI, Juliana. Escavações revelam hábitos de índios que viveram há mil anos no Sul do país. Folha de S.Paulo, 
2016. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2016/03/1751784-escavacoes-revelam-habitos-de- 
indios-que-viveram-em-1000-dc-no-sul-do-pais.shtml. Acesso em: 5 jun. 2021.
4. As pessoas que são donas ou responsáveis pela produção agrícola podem viajar o 
tempo todo ou mudar de uma cidade para outra? O que você acha que aconteceria 
com o cultivo?
5. Como você acha que as pessoas aprenderam a cultivar alimentos? Será que foi um 
processo rápido? E no Brasil, você acha que os portugueses foram os primeiros a 
trazer técnicas agrícolas para cá?
 PRATICANDO
1. Leia um trecho do texto “Escavações revelam hábitos índios que viveram há mil 
anos no Sul do país”, de Juliana Coissi para o jornal Folha de S.Paulo. 
Pote sendo desenterrado 
em sítio arqueológico.
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HISTÓRIA39
 RETOMANDO
1. Agora é a sua vez! Pesquise algum grupo humano e encontre as seguintes 
informações:
 ⊲ Nome do povo.
 ⊲ Em que espaço vive: espaço urbano, espaço rural, 
área de floresta ou outro.
 ⊲ É nômade ou sedentário?
 ⊲ Depende de alguma plantação ou agricultura?
 ⊲ É um grupo antigo ou do tempo presente?
 ⊲ Qual(is) curiosidade(s) há sobre esse povo?
Com as informações pesquisadas, elabore um quadro 
informativo no espaço a seguir. Por fim, compartilhe o que você 
encontrou com os colegas e o professor.
Gravura rupestre em rocha na 
cidade de Formosa (GO).
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HISTÓRIA37
Sobre o capítulo
• Contextualizando: levantar hipóteses acerca 
da agricultura e sua contribuição para o modo 
de vida da humanidade.
• Praticando: interpretar uma fonte histórica escrita 
e construir noções acerca dos conceitos de nômade 
e sedentário. 
• Retomando: pesquisar informações sobre um povo, 
ressaltando suas características e classificando-o 
como nômade ou sedentário. 
Objetivo de aprendizagem
• Reconhecer que a prática da agricultura gerou 
mudanças na maneira de viver da humanidade.
Contexto prévio
Para este capítulo, os alunos ampliarão os con-
ceitos de agricultura e dos tipos dessa atividade. 
É importante abordar o papel que a agricultura 
exerce na manutenção da vida das pessoas, por 
isso, pense sobre a realidade dos alunos e o nível de 
contato deles com a realidade agrícola, no sentido 
de que as temáticas aqui abordadas possam ser 
significativas para eles.
Habilidade da BNCC
EF04HI02
Identificar mudanças e permanências ao longo do tempo, discutindo os sentidos
dos grandes marcos da história da humanidade (nomadismo, desenvolvimento da agricultura e do pastoreio, 
criação da indústria etc.).
CONTEXTUALIZANDO 
Expectativas de respostas
1. Respostas pessoais. Espera-se que o aluno diga 
que os legumes, as verduras e as frutas são resul-
tado da produção agrícola. A palavra agricultura 
significa a cultura e o cultivo do solo para produzir 
vegetais úteis ao homem e/ou para a criação de 
animais.
2. Resposta pessoal.
3. Respostas pessoais.
4. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos res-
pondam que não, pois as plantações morreriam. 
5. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos co-
nheçam um pouco sobre a história da agricultura, 
possivelmente já estudada no 3o ano, e reconhe-
çam a prática agrícola como uma atividade que 
levou centenas de anos para ser aprimorada e 
popularizada pelos grupos humanos. Refletindo 
sobre a história do Brasil, é possível que eles res-
pondam que os indígenas já conheciam as técnicas 
agrícolas antes da chegada dos portugueses.
Orientações
Organize uma roda de conversa para que os alunos 
troquem experiências sobre as questões apresentadas 
nas atividades 1 e 2. 
Na atividade 3, caso algum aluno responda que é 
possível se ausentar dos cuidados com as plantações, 
proponha outras situações que permitam aos alunos 
compreender o que foi questionado, como: 
• E se a pessoa que for viajar não deixar alguém 
responsável para regar as plantas? 
• E se crescerem outras plantas indesejáveis? 
• E se aparecerem animais que podem prejudicar a 
plantação? 
• Será que realmente é possível viajar todas as vezes 
que quiser e deixar a plantação sem cuidados? 
Em seguida, para a atividade 4, pergunte: 
• E as pessoas envolvidas com plantações têm de 
permanecer no lugar, quando vocês acham que elas 
aprenderam isso? 
• Será que foi “da noite para o dia”? 
• E no Brasil, quem vocês acham que foram os primeiros 
a saber sobre plantações, os povos indígenas ou 
os portugueses?
Expectativas de resposta
1. a. Resposta pessoal. Explique que os proto-jês foram 
povos que viveram em um extenso território ao 
sul da América do Sul, em áreas pertencentes 
ao Brasil, ao Uruguai e à Argentina. Desde os 
tempos pré-colombianos, esses povos mora-
vam em casas subterrâneas e praticavam a 
agricultura. 
Aproveite o momento e reforce a ideia de que 
a palavra “índio” não é apropriada para deno-
minar as pessoas que viviam em solo brasileiro 
4o ANO38
antes de os portugueses chegarem, uma vez 
que esse nome foi dado pelos europeus e não 
pelos povos nativos. Assim, o uso da expres-
são “grupos”, escolhido pela autora, é mais 
apropriado. A autora se refere aos ancestrais 
de grupos indígenas Caingangues e Xokleng, 
existentes na atualidade e na mesma região, 
no Sul do país, em Santa Catarina. 
 b. As descobertas feitas pelos arqueólogos, so-
bre as plantações de milho, mandioca, feijão, 
abóbora e inhame dos proto-jês contestam a 
ideia de que eles eram nômades. Nômades 
são pessoas ou grupos que se deslocam de 
uma região outra em busca de alimentos para 
si ou para seus animais. 
 c. O domínio da agricultura e da técnica de irriga-
ção contribuíram para a fixação dos grupos em 
determinados locais, passando a ser sedentários.
 PRATICANDO
Orientações
Retome a questão feita em Contextualizando, “E 
no Brasil, quem foram os primeiros a saber sobre 
plantações: os povos indígenas ou os portugueses?”, 
e explique sobre a diversidade dos povos indígenas 
no Brasil, contrastando as ideias formuladas pelo 
senso comum de que os indígenas são todos iguais, 
que todos vivem da caça e da coleta ou que vivem na 
floresta. Para saber mais sobre a diversidade indígena 
no Brasil, leia as informações do tópico “Quem são?” 
do site Povos Indígenas no Brasil, parte do portal do 
Instituto Socioambiental, disponível em: https://pib.
socioambiental.org/pt/Quem_s%C3%A3o. (acesso 
em: 5 jun. 2021).
 RETOMANDO
Expectativas de resposta
1. Resposta pessoal.
Orientações
Leia a proposta de atividade para os alunos e ex-
plique a eles que deverão escrever um pequeno texto, 
contendo as informações sobre um povo. Esta atividade 
poderá ser realizada em casa. Socialize os textos com a 
turma e discuta se os povos pesquisados são nômades 
ou sedentários.
ANOTAÇÕES
 
https://pib.socioambiental.org/pt/Quem_s%C3%A3o
https://pib.socioambiental.org/pt/Quem_s%C3%A3o
HISTÓRIA39
UNIDADE 3
COMO FOI E COMO É: A MINHA CIDADE
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
3; 7; 9.
HABILIDADE DA BNCC 
EF04HI03 Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos 
de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente.
OBJETO DE CONHECIMENTO
A ação das pessoas, grupos sociais e comunidades no tempo e no espaço: nomadismo, agricultura, escrita, navega-
ções, indústrias, entre outras.
UNIDADE TEMÁTICA
Transformações e permanências nas trajetórias dos grupos humanos.
PARA SABER MAIS
• CINCO Cantos de Moçambique. Compositor e intérprete: Maurício Tizumba. Disponível em: https://www.letras.mus.
br/mauricio-tizumba/757739/. Acesso em: 22 jul. 2021.
• CRUZ, Mércia Socorro Ribeiro; MENEZES, Santos Menezes; PINTO, Odilon. Festas culturais: tradição, comidas e 
celebrações. I Encontro Baiano de Cultura – I EBECULT – FACOM/UFBA. Salvador, Bahia. 11 dez. 2008. Disponível 
em: http://www.uesc.br/icer/artigos/festasculturais_mercia.pdf. Acesso em: 22 jul. 2021.
• DORRICO, Julie. 3 Poemas de Márcia Kambeba. Acrobata, 23 abr. 2020. Disponível em: https://revistaacrobata.com.
br/julie-dorrico/poesia/3-poemas-de-marcia-kambeba/. Acesso em: 22 jul. 2021.
• MONTEIRO, Lívia Nascimento. História oral e as festas do Rosário: memória, ancestralidade e identidade negra em 
Minas Gerais. Resgate, v. XXII, n. 27, p. 31-40, jan./jun. 2014. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/
index.php/resgate/article/view/8645765/13064. Acesso em: 22 jul. 2021.
• UM ÍNDIO. Compositor e intérprete: Caetano Veloso. Disponível em: https://www.letras.mus.br/caetano-veloso/44788/. 
Acesso em: 22 jul. 2021.
https://www.letras.mus.br/mauricio-tizumba/757739/
https://www.letras.mus.br/mauricio-tizumba/757739/
http://www.uesc.br/icer/artigos/festasculturais_mercia.pdf
https://revistaacrobata.com.br/julie-dorrico/poesia/3-poemas-de-marcia-kambeba/
https://revistaacrobata.com.br/julie-dorrico/poesia/3-poemas-de-marcia-kambeba/
https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/resgate/article/view/8645765/13064
https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/resgate/article/view/8645765/13064
https://www.letras.mus.br/caetano-veloso/44788/
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1. Comunidades indígenas e o tempo: interferências das transformações
4o ANO40
COMO FOI E COMO É: 
A MINHA CIDADE
UNIDADE 3
1. Comunidades indígenas e o tempo: 
interferênciasdas transformações
1. No Brasil, a presença de diversos 
povos indígenas pode ser perce-
bida em várias partes do país. 
Observe o mapa com alguns dos 
principais grupos indígenas.
Entre os grupos indígenas, está a comunidade dos Karajá, que preserva seus costumes 
e mantém vivas suas tradições mesmo com a passagem do tempo. 
Converse com o professor e a turma sobre a preservação de hábitos da cultura indígena 
pelos próprios povos que fazem parte dela. Depois, reúna-se com seu grupo para discutir as 
questões propostas.
 ⊲ As tradições indígenas são bastante importantes, pois elas ajudam a contar um pou-
co da história desses povos. Será que as tradições indígenas são iguais para todas 
as comunidades? Será que as tradições são preservadas desde que esses povos 
surgiram até hoje?
 ⊲ Existem diferenças nos costumes entre os povos de comunidades indígenas que 
vivem nas grandes cidades e os que vivem mais afastados dos espaços urbanos?
 ⊲ Qual é a importância das trocas culturais entre os diferentes povos e comunidades?
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Fonte: INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL (Brasil). Povos indíge-
nas no Brasil. Disponível em: https://pib.socioambiental.
org/pt/Quadro_Geral_dos_Povos. Acesso em: 17 set. 2021. 
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4o ANO42
2. O poema e a canção a seguir apresentam um pouco do cenário enfrentado pelos 
povos indígenas para manter vivas suas tradições, apesar da passagem do tempo 
e das transformações culturais. Faça a leitura dos textos com o professor e seu 
grupo de trabalho. 
Território Ancestral
[…] Como estratégia de sobrevivência
Em silêncio decidimos ficar.
Hoje nos vem a força
De nosso direito reclamar.
Assegurando aos tanu tyura
A herança do conhecimento milenar.
Mesmo vivendo na cidade
Nos unimos em um único ideal
Um índio
Um índio descerá de uma estrela colorida, brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul
Na América, num claro instante
Depois de exterminada a última nação indígena.
UM ÍNDIO. Compositor e intérprete: Caetano Veloso. 
Disponível em: https://www.letras.mus.br/caetano-veloso/44788/. Acesso em: 22 jul. 2021.
DORRICO, Julie. 3 Poemas de Márcia Kambeba. Acrobata, 23 abr. 2020. Disponível em: 
https://revistaacrobata.com.br/julie-dorrico/poesia/3-poemas-de-marcia-kambeba/. Acesso em: 22 jul. 2021.
 ⊲ Agora, escreva um parágrafo sobre o movimento dos povos indígenas para resistir às 
mudanças e fortalecer a manutenção da tradição do seu povo ao longo do tempo.
 
 
HISTÓRIA41
 PRATICANDO
1. Na fotografia a seguir, são mostrados representantes da comunidade Karajá par-
ticipando dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. Essa comunidade mostra a 
intenção em preservar hábitos e traços originais da própria cultura, mesmo com as 
transformações, mudanças e influências de culturas não indígenas com o passar do 
tempo. Analise a imagem com os colegas do grupo e responda às questões.
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Apresentação de luta 
na primeira edição dos 
Jogos Mundiais dos 
Povos Indígenas. 
Palmas (TO), 2015.
a. Sabendo que a comunidade Karajá participa de campeonatos indígenas, jogos 
em que aspectos da tradição são valorizados, como você imagina que seja o 
lugar onde os povos originários vivem?
b. Você acha que, com o passar do tempo, as comunidades indígenas alteraram 
seu modo de viver?
c. Existe a possibilidade de pessoas de diferentes tradições viverem de forma 
parecida?
 
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HISTÓRIA43
 RETOMANDO
1. Observe a fotografia a seguir, que apresenta indígenas da etnia Ikpeng durante 
uma pesca coletiva.
Na pesca coletiva feita pelos 
indígenas Ikpeng, os homens 
são encarregados de bater o 
timbó na água, e as mulheres são 
responsáveis por coletar os peixes 
pescados. Feliz Natal (MT), 2016.
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Agora, imagine que você vai escrever uma carta para um familiar, contando o que foi 
vivenciado neste capítulo. Para isso, pense:
 ⊲ na vida dos indígenas;
 ⊲ se todas as comunidades são iguais;
 ⊲ se os costumes se mantiveram preservados ao longo do tempo;
 ⊲ quais fatores podem influenciar nas mudanças dos costumes e hábitos indígenas ao 
longo do tempo;
 ⊲ se você ficou curioso para conhecer de perto uma comunidade indígena.
Utilize as linhas a seguir para a escrita da carta.
 
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HISTÓRIA41
Sobre o capítulo
• Contextualizando: discutir, identificar e registrar os 
elementos ligados à manutenção e à preservação 
de hábitos e costumes da cultura indígena.
• Praticando: refletir sobre a resistência dos povos 
indígenas na manutenção de suas tradições por 
meio da análise de textos e imagem. 
• Retomando: sistematizar os estudos por meio 
da escrita de uma carta, relatando os costumes 
e tradições indígenas que se mantêm até os dias 
atuais ou que foram modificados com o tempo.
Objetivo de aprendizagem
• Compreender como as comunidades indígenas 
valorizam seu modo de vida e suas tradições, 
bem como refletir sobre as permanências e as 
transformações nessa comunidade ao longo 
do tempo.
Contexto prévio
Os alunos devem partilhar o que já sabem das 
comunidades indígenas, seus costumes, tradições 
e elementos culturais presentes em nosso dia a dia 
e que são de origem indígena. É importante que 
os alunos apresentem conhecimentos acerca de 
diferentes comunidades indígenas que possuem 
formas distintas de viver e de se organizar. 
Dificuldades antecipadas
Os alunos podem imaginar que os povos indígenas 
possuem hábitos de vida iguais em todas as comu-
nidades, muitas vezes por causa do senso comum 
homogeneizar culturas tão diversas e peculiares. 
Sendo assim, comente com os alunos acerca da exis-
tência de diferentes comunidades indígenas e suas 
formas distintas de viver e de se organizar. Explique 
que há indígenas que vivem em cidades, fora das 
comunidades tradicionais, e que possuem hábitos e 
costumes que foram incorporados dos não indígenas.
Habilidade da BNCC
EF04HI03 Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos 
de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente.
CONTEXTUALIZANDO 
Expectativas de resposta
1. Explique as questões de forma que o aluno possa 
inferir que as comunidades indígenas possuem 
diferentes modos de vida e que buscam manter 
vivos seus costumes e tradições. É importante 
mencionar que as comunidades indígenas não são 
estáticas e a cultura dialoga com outros aspectos 
da vida urbana, por exemplo, com a tecnologia e 
com os hábitos dos não indígenas, sem que isso 
os descaracterize como indígenas.
Orientações
Organize sua turma em grupos com quatro a cinco 
alunos. Chame a atenção dos alunos para a existência 
de diferentes comunidades indígenas e para as ma-
neiras distintas de viver e de se organizar que muitas 
delas possuem. Explique que há indígenas que vivem 
nas comunidades tradicionais, enquanto outros optam 
por morar nas grandes cidades, vivendo de forma dife-
rente do seu povo, com hábitos incorporados dos não 
indígenas. Peça aos alunos que discutam e respondam 
às questões propostas no caderno. Em seguida, peça 
que apresentem uns para os outros suas respostas. Você 
pode desenvolver essa atividade como avaliação diag-
nóstica da turma, para dimensionar o que eles já sabem 
e o que ainda precisam conhecer acerca da temática.
 PRATICANDO
Expectativas de respostas
1. Respostas pessoais. Espera-se que os alunos res-
pondam que os indígenas podem se apropriar de 
espaços específicos para sua vivência além da 
importância de esses grupos terem garantidos o 
direitoà terra para a manutenção e preservação 
das suas culturas, agregando e valorizando a his-
tória indígena que, em profundidade, representa os 
brasileiros. Ressalte com a turma a não existência 
da ideia de propriedade privada e de que a terra é 
a representação da sua cultura e o lar em que seus 
antepassados viveram e passaram os costumes 
e as tradições para as gerações futuras. Instigue 
os alunos e fale sobre indígenas que vivem em 
cidades e contribuem com as comunidades de ou-
tras maneiras. Espera-se que eles discutam como 
4o ANO42
muitos indígenas se deslocam para as cidades em 
busca de novas oportunidades de vida, saem de 
suas comunidades para viver conforme hábitos não 
indígenas ou, em alguns casos, a cidade avançou 
sobre territórios tradicionais indígenas, que pas-
saram a fazer parte do mundo urbano. 
2. Explore as questões, faça intervenções durante 
as respostas dos alunos, a fim de que o grupo 
compreenda que, com o passar do tempo, muitas 
comunidades se organizaram mudando sua forma 
de vida, ora pela falta de terra, ora pela aproxima-
ção com as comunidades não indígenas, ora pela 
omissão de seus direitos, entre outros motivos.
Orientações
Mantenha os alunos nos grupos de trabalho ante-
riores. Analisem juntos a imagem dos povos indígenas 
Karajá. Se possível, busque mais informações sobre há-
bitos dessa comunidade para partilhar com os alunos, 
como os trabalhos artesanais que apresentam aspectos 
importantes das culturas indígenas, além da vida da 
comunidade estar cercada pelo Rio Araguaia, que car-
rega parte da história desse povo. As moradias feitas de 
alvenaria e as vestimentas, por exemplo, mostram como 
essa comunidade convive com outras comunidades não 
indígenas. Converse com a turma durante a análise da 
imagem sobre a manutenção de aspectos culturais em 
cada comunidade como fator importante para que ela 
sobreviva através dos tempos, mas que, com o passar 
do tempo, novos modos de vida são agregados.
Leia com os alunos um trecho do poema “Território 
Ancestral”, de Márcia Kambeba, e a canção “Um ín-
dio”, de Caetano Veloso. Em uma roda de conversa, 
proponha uma reflexão inicial sobre a resistência dos 
povos indígenas para a manutenção da tradição do 
seu povo ao longo do tempo. Em seguida, peça a eles 
que elaborem um resumo escrito, com ideia central 
de cada obra sobre pontos discutidos nessa etapa da 
atividade, e apresentem aos demais grupos da turma. 
Para isso, durante a roda de conversa, discuta como as 
relações entre os indivíduos dessa comunidade e suas 
manifestações culturais passaram por transformações 
ao longo dos anos.
 RETOMANDO
Expectativas de resposta
1. Nessa atividade, espera-se que os alunos registrem 
os conhecimentos estudados ao longo do capí-
tulo acerca da diversidade cultural e das formas 
de viver dos indígenas. É importante que eles 
compreendam que as comunidades indígenas 
possuem semelhanças e diferenças entre si e 
que, em geral, buscam preservar seus costumes e 
tradições. Ao compreender que há indígenas que 
vivem nas comunidades tradicionais e outros que 
optam por viver em grandes cidades, espera-se 
que os alunos identifiquem as influências e trocas 
culturais entre as diversas comunidades.
Orientações
Se achar necessário, organize um quadro com 
cada ponto apresentado no capítulo, de forma que a 
turma toda apresente oralmente suas percepções e 
conhecimentos. Essa discussão inicial será de grande 
ajuda para que eles consigam se expressar por meio 
da escrita. Depois, peça a cada grupo que eleja dois 
representantes para apresentar suas descobertas 
durante as atividades. Oriente os alunos a valorizar 
aspectos culturais que foram mantidos pelas comu-
nidades com o passar do tempo; leve-os a perceber 
se alguma das comunidades estudadas apresenta o 
modo de vida que se aproxima do modo de vida de 
um não indígena. Traga mais informações que orien-
tem o grupo a perceber o uso sustentável que todas 
as comunidades fazem da natureza, os rituais típicos, 
a produção de objetos artesanais para a manuten-
ção da economia. Converse com o grupo sobre como 
a vida em meio às cidades pode facilitar a vida dos 
indígenas e como eles, vivendo em meio às cidades, 
podem contribuir para a manutenção de áreas de 
preservação e para a vida das comunidades locais 
por meio de sua agricultura e artesanato. Evidencie 
também que, em meio às cidades, indígenas de dife-
rentes povos integram escolas, universidades, postos 
de trabalho, serviços públicos, vida política. Retome 
com o grupo o fato de que ainda há dificuldade en-
contrada pelos indígenas que vivem nas cidades; 
procure mostrar aos alunos que, embora nos últimos 
anos, algumas medidas tenham sido tomadas para 
manutenção de terras e reservas indígenas, amplia-
ção de direitos, participação na vida política, ainda 
há muito a ser conquistado, e, para isso, é preciso 
conscientização e participação de toda a população. 
Em seguida, apoie os alunos a criar uma carta en-
dereçada a um familiar, relatando os conhecimentos 
estudados no capítulo a respeito da cultura indígena, 
sua diversidade de tradições e formas de vida.
HISTÓRIA43
PÁGINA 44 PÁGINA 45
PÁGINA 46 PÁGINA 47
2. Cultura popular: festejos e tradições
4o ANO44
2. Cultura popular: festejos e tradições
1. Leia as perguntas a seguir e reflita sobre as suas vivências e o lugar onde mora. 
Depois, responda a cada uma das perguntas com o que se pede.
a. Você sabe o que é uma festa popular?
b. Como as festas populares são celebradas na região em que você mora?
c. Onde as comemorações populares costumam acontecer?
2. Faça a leitura do texto e observe a imagem a seguir. Depois, troque informações 
com os colegas sobre a importância desse festejo para a comunidade do lugar em 
que é praticada.
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Reisado do Mestre Dedé de Luna. Folia de Reis em Crato 
(CE). Foto de 2015.
As festas e comemorações populares sempre fizeram parte da vida do homem. É por meio dessas 
manifestações que a sociedade homenageia, honra ou rememora personagens, símbolos ou aconte-
cimentos com os quais ela se identifica.
CRUZ, Mércia Socorro Ribeiro; MENEZES, Santos Menezes; PINTO, Odilon. Festas culturais: tradição, 
comidas e celebrações. I Encontro Baiano de Cultura. FACOM/UFBA. Salvador, Bahia. 11 dez. 2008. 
Disponível em: http://www.uesc.br/icer/artigos/festasculturais_mercia.pdf. Acesso em: 22 jul. 2021.
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4o ANO46
reencontro nas festas anuais e a terceira geração, atual e responsável pela transformação em festa turís-
tica e possível registro como patrimônio imaterial do estado de Minas Gerais. Ao longo do século XX, os 
membros das três gerações a Congada e o Moçambique de Piedade reinventaram seus ritmos, suas danças 
e celebrações e suas festas mesclaram práticas como procissões, cerimônia de coroação dos reis, rainhas e 
princesas, banquetes e várias representações dramáticas.
MONTEIRO, Lívia Nascimento. História Oral e as festas do Rosário: memória, ancestralidade e identidade negra em Minas 
Gerais. Resgate, v. XXII, n. 27, p. 31-40, jan./jun. 2014. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/resgate/
article/view/8645765/13064. Acesso em: 22 jul. 2021.
 ⊲ Após a análise dos textos e da fotografia apresentada, produza um texto respon-
dendo às seguintes questões:
a. O que a manifestação cultural tratada nos documentos apresentados comemora?
b. Por que o festejo passou por três gerações de congadeiros e moçambiqueiros?
c. Se os festejos têm mais de 80 anos, será que eles foram sempre realizados da 
mesma forma?
 
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HISTÓRIA45
História oral e as festas do Rosário: memória, ancestralidade e identidade negra em 
Minas Gerais
Reconhecida como festamento de água, alimentos e sementes para a próxima safra. Tais objetos tinham que ser resistentes 
ao uso, impermeáveis à umidade e de fácil fabricação – qualidades inerentes à argila. Além disso, a 
cerâmica mostrou-se muito eficiente na construção de casas. 
As primeiras cerâmicas que se têm notícia são da Pré-História: vasos de barro, sem asa, que ti-
nham cor de argila natural ou eram escurecidas por óxidos de ferro. Por outro lado, a cerâmica para 
a construção e a cerâmica artística com características industriais só ocorreu na Antiguidade, em 
grandes centros comerciais. Após a Revolução Industrial, iniciou-se uma nova e vigorosa etapa de 
evolução, estendida até hoje. 
Estudiosos confirmam ser, realmente, a cerâmica a mais antiga das indústrias, pois ela nasceu 
no momento em que o homem começou a utilizar-se do barro endurecido pelo fogo. Desse proces-
so de endurecimento, obtido casualmente, evoluiu até os dias de hoje. A cerâmica passou, assim, a 
substituir a pedra trabalhada, a madeira e mesmo utensílios domésticos feitos de frutos. [...]
NAPOLI, Laís; SOUZA, Manuela. Cerâmica: a mais antiga das indústrias. Revista Eletrônica ANICER. Associação 
Nacional da Indústria Cerâmica, n. 96, out. 2015. Disponível em: https://www.anicer.com.br/revista-anicer/revista-96/
historia/. Acesso em: 24 jul. 2021.
 RETOMANDO
1. Vamos explorar a criatividade! 
Faça de conta que você é um ceramis-
ta ainda com pouca experiência e que busca 
aprender técnicas de produção muito anti-
gas. Escreva uma carta para um ceramista 
do passado contando a ele tudo o que você 
já sabe sobre a arte da cerâmica. Na carta, 
peça orientação de como aperfeiçoar o tra-
balho que irá desenvolver no presente.
Artesã africana trabalhando na 
confecção de um vaso de cerâmica.
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1. Com base na leitura dos textos e na análise das imagens, descreva hipóteses de 
como cada povo, a partir de seus hábitos e regiões de vivência, utilizava e ainda 
faz uso de objetos semelhantes aos apresentados.
Utensílio de cerâmica amazônica 
do acervo de arqueologia do 
Museu Nacional, Rio de Janeiro 
(RJ), 2015.
SEÇÕES
Indicam a etapa do capítulo.
Momento de rever e registrar o que 
foi visto no capítulo.
 PRATICANDO
 RETOMANDO
É hora de aprender fazendo! 
Vamos praticar por meio de 
atividades individuais ou em grupo?
Cerâ�ica: a �ais a�tiga das i�dústrias
Primórdios da cerâmica
Quando saiu das cavernas e se tornou um agricultor, o homem precisava de outros meios de 
subsistência além de um abrigo. Logo, surgiu a necessidade de ter também vasilhas para armazena-
mento de água, alimentos e sementes para a próxima safra. Tais objetos tinham que ser resistentes 
ao uso, impermeáveis à umidade e de fácil fabricação – qualidades inerentes à argila. Além disso, a 
cerâmica mostrou-se muito eficiente na construção de casas. 
As primeiras cerâmicas que se têm notícia são da Pré-História: vasos de barro, sem asa, que ti-
nham cor de argila natural ou eram escurecidas por óxidos de ferro. Por outro lado, a cerâmica para 
a construção e a cerâmica artística com características industriais só ocorreu na Antiguidade, em 
grandes centros comerciais. Após a Revolução Industrial, iniciou-se uma nova e vigorosa etapa de 
evolução, estendida até hoje. 
Estudiosos confirmam ser, realmente, a cerâmica a mais antiga das indústrias, pois ela nasceu 
no momento em que o homem começou a utilizar-se do barro endurecido pelo fogo. Desse proces-
so de endurecimento, obtido casualmente, evoluiu até os dias de hoje. A cerâmica passou, assim, a 
substituir a pedra trabalhada, a madeira e mesmo utensílios domésticos feitos de frutos. [...]
NAPOLI, Laís; SOUZA, Manuela. Cerâmica: a mais antiga das indústrias. 
Nacional da Indústria Cerâmica, n. 96, out. 2015. Disponível em: https://www.anicer.com.br/revista-anicer/revista-96/
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1. Com base na leitura dos textos e na análise das imagens, descreva hipóteses de 
como cada povo, a partir de seus hábitos e regiões de vivência, utilizava e ainda 
faz uso de objetos semelhantes aos apresentados.
HISTÓRIA574o ANO56
3. Cerâmica: pistas do passado no presente
1. Observe as imagens a seguir. Elas representam objetos elaborados por diferentes 
povos.
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Urnas marajoaras 
expostas no Museu 
do Encontro. Museu 
do Forte do Presépio, 
Belém (PA), 2019.
Cachimbo do acervo 
de etnologia africana 
e afro-brasileira do 
Museu Nacional, 
Rio de Janeiro (RJ), 
2015.
Peças europeias 
de 1851, produzidas 
para a apreciação 
de chás e 
sobremesas. Acervo 
do Palácio de Viena, 
na Áustria.
Prato de barro pintado no estilo “tauá”, produzido apenas por oleiros e outros tipos de artesãos homens. 
Maragogipinho, Aratuípe, Bahia (BA), 2019.
 ⊲ Você sabe com qual matéria-prima esses objetos foram construídos? Troque ideias 
a respeito com os colegas e o professor.
 PRATICANDO
Há muito séculos, diversos povos que habitaram as terras que hoje formam o Brasil fa-
ziam uso de utensílios de cerâmica para variados fins. As imagens e os textos a seguir trazem 
contribuições de como esses objetos têm sido utilizados em diferentes épocas.
[...] A cerâmica de Maragogipinho constitui um grande patrimônio cultural não apenas por possuir um 
quantitativo estimado em 150 olarias ativas, mas por fazer parte de uma história de mais de dois séculos de 
trabalho ininterrupto e dedicado a este ofício artesanal. [...] 
A forte expressão da cerâmica da região encontra-se tradicionalmente na chamada “louça de barro” e 
em objetos decorativos. Diferente das outras comunidades ceramistas do estado, sua principal forma de 
modelagem é desenvolvida em tornos artesanais, dando origem a potes, porrões, quartinhas, talhas, mo-
ringas, bilhas, panelas e etc.
SIMÕES, Iaçanã Costa. A cerâmica tradicional de Maragogipinho. Dissertação de mestrado. Escola de Belas Artes, Universidade 
Federal da Bahia, Salvador, 2016. Disponível em: https://docplayer.com.br/63687202-Universidade-federal-da-bahia.html. 
Acesso em: 24 jul. 2021.
SUMÁRIO
Unidade 1 – Movimento humano: caminhos para transformação ................................ 8
 1 Somos a história que construímos..............................................................................................................9 
 2 Organizações familiares brasileiras ao longo do tempo ................................................................... 13
 3 Comunidades indígenas brasileiras: culturas em tempos distintos ............................................... 17
 4 A estrutura histórica das primeiras cidades brasileiras .................................................................... 21
 5 O desenvolvimento histórico dos primeiros grupos humanos ........................................................ 25
Unidade 6 – Circulação de pessoas ao longo do tempo ............................................. 68
 1 Práticas e trocas comerciais ...................................................................................................................... 69 
 2 Pessoas não são mercadorias! .................................................................................................................73
 3 Circulação de pessoas no tempo e espaço ......................................................................................... 77
Unidade 5 – Fomos, viemos, ficamos e modificamos .................................................. 58
 1 Povos agrícolas da África Antiga ............................................................................................................. 59 
 2 Desafios da agricultura no Brasil ............................................................................................................. 62do povo negro em devoção a Nossa Senhora do Rosário. [...], a festa [...], reme-
mora a escravidão e a Abolição, em seus cantos, ritmos e rituais, desde a década de 1920 [...].
A festa em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, organizada pela Sociedade de Congada e 
Moçambique de Piedade do Rio Grande, pequena cidade localizada nos campos das vertentes [...] sul do 
estado de Minas Gerais, é também conhecida como “festa de maio”, [...]. Por mais de 80 anos os congadeiros 
e moçambiqueiros, vestidos de roupas brancas, fitas coloridas e chapéus, pedem licença, tocam a caixa 
e a sanfona, dançam, cantam e 
rezam, nas ruas das cidades. 
Os grupos se apresentam em 
forma de cortejo real, incluem 
danças e cantos e são compos-
tos predominantemente por 
homens e mulheres negros(as), 
que se reúnem para louvar seus 
santos de devoção. Às três gera-
ções de congadeiros e moçam-
biqueiros, respectivamente: a 
primeira, que são os fundado-
res do grupo na década de 1920, 
todos descendentes de escra-
vos, já falecidos; a segunda, fi-
lhos e sobrinhos da primeira 
geração, marcados pelo fenô-
meno da migração de Piedade 
para outras cidades e para o 
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 PRATICANDO
1. Entre os festejos populares do Brasil está a Festa do Rosário. Sobre esse tema, leia 
o texto a seguir e observe a fotografia.
Participantes da festa de Nossa Senhora do Rosário, na comunidade dos Jato-
bás, em Belo Horizonte (MG). Foto de 2010.
Congado Santa Efigênia e Nossa Senhora do Rosário no Largo do Rosário.
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HISTÓRIA47
 RETOMANDO
1. Agora, é hora de colocar em prática o que você aprendeu neste capítulo. Apresente 
aos colegas da turma o texto que produziu na seção anterior. Durante a leitura dos 
colegas, preste atenção nos textos recitados e questione quando tiver dúvidas.
Depois, organize com a turma e o professor um varal de textos em sua sala. Você e os 
colegas poderão criar ilustrações para compor o varal junto com os textos com caracterís-
ticas da festa de Nossa Senhora do Rosário e a Folia de Reis na atualidade. Lembre-se de 
produzir uma legenda para as imagens ilustradas.
Festa do Reinado de Nossa Senhora do Rosário, no município de São Gonçalo do Sapucaí (MG), 
com a reprodução da coroação do rei e rainha do Congo. Foto de 2011.
Quanto a:
Tenho muitas 
dificuldades
Tenho poucas 
dificuldades
Consigo identificar 
facilmente
identificar o que é uma festa 
popular.
compreender a importância dos 
festejos para a cultura popular.
como as tradições são passadas 
de geração em geração.
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4o ANO44
Sobre o capítulo
• Contextualizando: levantar os conhecimentos 
prévios e analisar registros sobre a Festa de Reis.
• Praticando: refletir sobre a Festa do Rosário e 
produzir um registro pessoal.
• Retomando: discutir e apresentar os trabalhos 
sobre os festejos populares trabalhados neste 
capítulo. 
Objetivo de aprendizagem
• Compreender os festejos/manifestações culturais 
como forma de expressão da história e da memória 
de determinados grupos sociais em tempos distintos. 
Materiais
• Folha de papel A4 (uma para cada aluno).
• Tinta guache.
• Lápis de cor.
Contexto prévio
Nesta unidade vamos analisar manifestações 
culturais de diferentes matrizes que formaram o 
povo brasileiro e que foram preservadas ao longo 
do tempo por meio de sua valorização e dissemi-
nação da cultura através das épocas e espaços 
distintos. Inicie o capítulo perguntando aos alunos 
quem conhece as festas populares da região onde 
moram ou de outras regiões do país. É possível que 
os alunos tragam como resposta festas tradicionais, 
por exemplo, carnaval, festas juninas, festas religio-
sas locais, entre outras. Organize as atividades de 
maneira que os alunos possam trocar experiências 
sobre as festas tradicionais que conhecem, aten-
tando-se para que não haja preconceitos. 
Dificuldades antecipadas
Durante o capítulo os alunos poderão encontrar 
dificuldade em citar nomes de festas e comemorações 
que acontecem tradicionalmente por várias cidades 
do país; também podem não conseguir estabelecer 
a conexão entre estes festejos que surgiram no pas-
sado com os que ainda são praticados no presente. 
Em conjunto, apresente à turma uma ou mais festas 
e festejos que estão presentes na sua região. Traga 
imagens, representações de trajes típicos, de comidas, 
performance e músicas. Pergunte aos alunos como é 
essa festa e por que é comemorada por eles. Atente 
para a noção de que as comemorações tradicionais 
não são estáticas, elas se modificam ao longo do 
tempo, sofrem influências e se reconstroem. Se puder, 
traga algumas dessas mudanças relacionadas às 
práticas realizadas na realidade dos alunos.
Habilidade da BNCC
EF04HI03 Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos 
de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente.
CONTEXTUALIZANDO 
Expectativas de respostas
1. Espera-se que os alunos digam que os festejos 
populares são celebrações associadas à reli-
giosidade e à cultura, que envolvem sujeitos da 
comunidade, realizadas, às vezes, em lugares 
específicos e com práticas próprias que represen-
tam a história e a cultura do lugar, como cortejos 
religiosos, fogueiras juninas no quintal das casas, 
expressões da memória local. É importante que 
consigam perceber as mudanças nos festejos, 
conforme os lugares de origem (explore se houver 
algum aluno oriundo de outra região). Espera-se 
que eles saibam caracterizar as comemorações 
tradicionais como realizadas geralmente em 
ambientes de livre acesso à população e com a 
participação das pessoas que se interessarem.
2. Espera-se que os alunos compreendam que os 
festejos populares são importantes manifesta-
ções culturais que se remetem às tradições de 
uma comunidade. Eles reforçam a identidade, 
promovem a cultura, homenageiam figuras com 
as quais há identificação e mantêm vivas as tra-
dições de um povo.
Orientações
A ideia aqui é explorar a experiência do horizonte 
de sociabilidades do aluno para que ele possa atri-
buir sentidos à temática estudada a partir das suas 
vivências. Peça aos alunos que façam a leitura das 
perguntas e, em seguida, registrem por escrito suas 
respostas. Os alunos já devem ter autonomia para 
realizar a leitura individual, mas você pode ajudar os 
que sentem dificuldade ou propor uma leitura coletiva. 
HISTÓRIA45
É importante ressaltar com a turma os nomes que os 
festejos recebem e as datas nas quais são realizados 
em cada região, como a Congada (ou coroação do rei 
do Congo), a festa do reinado de Nossa Senhora do 
Rosário e o Reisado (essas comemorações ocorrem 
entre dezembro de um ano e janeiro do próximo, mas 
com características diferentes. Para saber mais, acesse 
o link https://www.mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/
folclore/folclore-e-folguedos-de-minas). 
Faça referência à observação da imagem da co-
memoração da festa popular do Reisado do Mestre 
Dedé de Luna, na cidade do Crato, no Ceará. Solicite 
que os alunos observem a imagem; leia o trecho do 
texto em voz alta para a turma. Você pode pesquisar 
antecipadamente essa festa, falar mais sobre onde ela 
acontece e qual o significado dela para as pessoas do 
lugar. Traga imagens, representações de trajes típicos, 
comidas e músicas desses festejos e de outros que 
considerar importante. Pergunte aos alunos se sabem 
como essa festa é comemorada por eles ou por outros 
grupos populares. Explique a importância das festas 
populares que acontecem em muitas cidades do Brasil 
e que têm como objetivo acionar as memórias ligadas 
a aspectos culturais importantes de povos que viveramno passado, como suas representações religiosas, seu 
folclore, sua culinária, entre outros.
 PRATICANDO
Expectativas de resposta
1. A partir da análise do texto e da imagem, espe-
ra-se que os alunos identifiquem o festejo em 
comemoração à Nossa Senhora do Rosário, re-
conhecendo alguns elementos que fazem parte 
dela. Na sequência, eles devem expressar a sua 
noção de passagem de tempo, quando questio-
nados sobre o festejo permanecer em diferentes 
gerações e compreender que, se o festejo ainda 
é realizado por tanto tempo, é porque faz parte 
da memória e da história daquele grupo espe-
cífico, constituindo também a sua identidade. 
Além disso, o texto deve versar também sobre a 
percepção dos alunos sobre as continuidades e 
descontinuidades do festejo em diferentes tempos. 
É importante que você os leve a perceber que os 
festejos têm raízes ancestrais, como expressão e 
marca das pessoas de um dado tempo e espaço, 
porém lembre-se de explicar que as culturas se 
movimentam, sofrem influência e influenciam outros 
movimentos culturais. Assim, apesar de muitos 
aspectos dessa prática cultural serem mantidos, 
não se pode afirmar que ela sempre foi realizada 
da mesma forma.
Orientações
Peça aos alunos que analisem as roupas usadas 
pelas pessoas, os objetos que eles portam, os instru-
mentos musicais e as construções que aparecem ao 
fundo. Se achar necessário, mostre imagens desse 
festejo em várias partes do Brasil para que os alunos 
compreendam que há semelhanças e diferenças dele 
de acordo com o lugar onde ocorre, bem como as trans-
formações pelas quais pode ter passado ao longo do 
tempo. Os alunos devem construir hipóteses sobre o tipo 
de festa representada pela imagem e texto. Para isso, é 
necessário que sejam acompanhados e indagados. Ao 
final dessa etapa, espera-se que os alunos construam 
um texto respondendo às questões solicitadas. Informe 
a eles que a foto representa a festa de Nossa Senhora 
do Rosário, que é comemorada em algumas cidades 
brasileiras anualmente.
 RETOMANDO
Expectativas de resposta
1. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos apre-
sentem suas produções aos colegas, bem como 
montem o varal com as ilustrações e os textos 
que fizeram.
Orientações
Os alunos precisam perceber, ao final desta aula, 
que a continuidade dessas festividades representa, em 
certa medida, a vida de nossos ancestrais, as crenças 
e o modo de vida deles. Ao final da apresentação dos 
textos e discussões, monte um grande varal de textos na 
sala e solicite aos grupos que registrem as informações 
mais importantes desse festejo. Peça que ilustrem o 
varal com imagens e informações que caracterizam e 
retratam a festa em homenagem à Nossa Senhora do 
Rosário na atualidade. Se necessário, retome com a 
turma alguns elementos que estão associados a esse 
festejo, como as congadas, os reisados e as coroações 
dos reis e rainhas do Congo. Solicite que produzam uma 
legenda para as imagens. Se possível, traga imagens e 
entregue-as aos grupos para que enriqueçam o mural.
https://www.mg.gov.br/pagina/folclore-e-folguedos-de-minas
https://www.mg.gov.br/pagina/folclore-e-folguedos-de-minas
4o ANO46
UNIDADE 4
QUEM SÃO OS NÔMADES E OS SEDENTÁRIOS?
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
3; 5; 9.
HABILIDADE DA BNCC
EF04HI04 Identificar as relações entre os indivíduos e a natureza e discutir o significado do nomadismo e da fixação das 
primeiras comunidades humanas.
OBJETO DE CONHECIMENTO
A circulação de pessoas e as transformações no meio natural.
UNIDADE TEMÁTICA
Circulação de pessoas, produtos e culturas.
PARA SABER MAIS
• MILLER, Joana. Nambikwara. Povos indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, jul. 2008. Disponível em: https://
pib.socioambiental.org/pt/Povo:Nambikwara. Acesso em: 17 ago. 2021.
• MINISTÉRIO DA CULTURA. Povo Cigano – O direito e suas mãos. Brasília: Secretaria Especial de Direitos Humanos/
Secretaria de Identidade e da Diversidade Cultural/Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial 
(Seppir), 2008.
• SCHAAN, Denise Pahl; MARTINS, Cristiane Pires (org.). Muito além dos campos. Arqueologia e história da Amazônia 
Marajoara. 1. ed. Belém: GKNORONHA, 2010. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/PubDivArq_
MuitoAlemCampos_m.pdf. Acesso em: 17 ago. 2021.
https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Nambikwara
https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Nambikwara
http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/PubDivArq_MuitoAlemCampos_m.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/PubDivArq_MuitoAlemCampos_m.pdf
HISTÓRIA47
UNIDADE 4
4o ANO48
QUEM SÃO OS NÔMADES 
E OS SEDENTÁRIOS?
1. Nomadismo: relação humanos x natureza
1. Observe a imagem ao lado. Analise 
com dois colegas as características 
e possíveis situações que dizem 
respeito a ela. Depois, respondam 
às perguntas propostas a seguir.
a. Você sabe o que significa nômade? Registre a seguir o que você sabe sobre 
essa palavra ou o que acha que ela significa.
b. Explique com suas palavras que relação você acha que a imagem apresentada 
tem com o nomadismo.
c. Quais grupos humanos você conhece que adotaram ou adotam esse modo de 
vida?
2. Agora, você e seu grupo devem criar um mural com as respostas elaboradas nas 
questões anteriores e apresentá-lo à turma.
Acampamento do povo nômade Dzhugi, em 1870. 
Região do Uzbequistão, Ásia Central. 
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4o ANO50
Acampamento nômade na região de Ladakh, na Índia, 2019.
 
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HISTÓRIA49
 PRATICANDO
1. Nas imagens a seguir, podemos ver alguns grupos nômades que viveram em épo-
cas diferentes e ainda estão presentes no mundo atual. Observe cada uma dessas 
imagens e converse sobre elas com dois colegas. Depois, crie um texto sobre as 
características desses grupos e sua necessidade de se movimentar para procurar 
locais que possibilitem sua sobrevivência.
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Acampamento nômade de família do povo Sami ou Lapão, que habita partes da 
Noruega. Foto de 1890-1900. Esse povo vivia tradicionalmente do pastoreio de renas. 
Pintura de Joaquim Araújo Ruano, produzida no século 19, retratando uma família cigana. 
HISTÓRIA51
 RETOMANDO
Leia o texto a seguir e circule aspectos que considerar interessantes, enfatizando as ca-
racterísticas apresentadas sobre o modo de vida dos povos nômades no decorrer do capítulo. 
Povo Nambikwara (Nambiquara)
Embora vivam em região de floresta, os Nambikwara estabelecem suas aldeias em áreas mais elevadas 
que possuem o solo arenoso e a vegetação típica do cerrado [...].
As roças devem ser, preferencialmente, abertas em local próximo à aldeia. No entanto, é também co-
mum haver roças situadas a duas ou três horas de caminhada da aldeia. Neste caso, a família responsável 
por ele costuma construir abrigos temporários, onde permanece pelo período de plantio e, depois, no perí-
odo da colheita, evitando, assim, ter que voltar para a aldeia todos os dias [...].
De um modo geral, as aldeias são os locais em que os grupos Nambiquara permanecem grande parte do 
ano. A localização de uma aldeia costumava mudar, em média, a cada 10 ou 12 anos. Na época do plantio e da 
colheita, as famílias podiam deslocar-se para acampamentos nas roças, mudando a composição residen-
cial da aldeia, mas após este período retornavam para o mesmo local.
Durante as expedições de caça, ou em viagens para visitar parentes distantes, os Nambiquara também cos-
tumavam permanecer em habitações temporárias. Lévi-Strauss esteve com os Nambiquara em acampamentos 
temporários ao longo da linha telegráfica construída pela Comissão Rondon, e afirmou que os Nambiquara eram 
seminômades que passavam a maior parte do tempo em deslocamento, reunindo-se em aldeias maiores apenas 
no período chuvoso [...]. 
MILLER, Joana. Nambikwara. Povos indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, jul. 2008. 
Disponível em: https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Nambikwara.Acesso em: 17 ago. 2021.
Faça uma ilustração que represente o que mais lhe chamou a atenção sobre o tema do 
texto e compartilhe seus registros com os colegas.
PÁGINA 48 PÁGINA 49
PÁGINA 50 PÁGINA 51
1. Nomadismo: relação humanos × natureza
4o ANO48
Sobre o capítulo
• Contextualizando: acessar conhecimentos pré- 
vios acerca do conceito de nomadismo por meio 
de questões e análise de imagem histórica.
• Praticando: discutir e registrar características 
dos grupos nômades.
• Retomando: identificar características do estilo 
de vida dos indígenas da etnia Nambiquara por 
meio de leitura de texto informativo e associar 
seu modo de vida aos conceitos de nomadismo 
estudado no capítulo.
Objetivo de aprendizagem
• Identificar algumas características de comunidades 
nômades do passado e do presente.
Materiais
• Folhas de papel A4 (uma para cada aluno). 
• Folha de papel pardo ou papel kraft (uma para 
cada trio).
• Dicionários.
Contexto prévio
Na primeira etapa deste capítulo, deixe um 
momento livre para que os alunos socializem 
entre si o que entendem sobre o significado da 
palavra nômade. Espera-se que nessa socialização 
comentem que os termos nômade e nomadismo 
dizem respeito a modos de vida de grupos ou 
sociedades no passado e no presente, e que 
estão associados à necessidade desses grupos 
ou sociedades em manter a comunidade em mo-
vimento constante com o objetivo de procurar 
um novo local de moradia e a possibilidade de 
encontrar novas áreas com abundância alimentar 
para a sua sobrevivência.
Dificuldades antecipadas
Por ser um termo não usual, pode ser que haja 
dificuldade de compreensão da palavra “nôma-
de”. Peça, então, aos alunos que procurem esse 
conceito no dicionários.
Habilidade da BNCC
EF04HI04 Identificar as relações entre os indivíduos e a natureza e discutir o significado do nomadismo e da fixação das
primeiras comunidades humanas.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de respostas
1. a. Espera-se que os alunos mencionem que povos 
nômades são aqueles que não estão fixos a 
um território; que se deslocam constantemente 
com o objetivo de encontrar um ambiente com 
alimentos e uma estrutura onde seja possível 
sobreviver.
 b. Espera-se que os alunos afirmem que sim, 
que a imagem tem relação com o conceito 
de nomadismo. Nela pode-se observar um 
acampamento nômade. 
 c. Entre os exemplos de grupos atuais e pas-
sados que têm esse modo de vida em suas 
culturas estão os beduínos, grupos indígenas 
isolados, grupos étnicos africanos, europeus 
e asiáticos.
Orientações
Organize os alunos em trios. Solicite que anali-
sem a imagem do acampamento nômade e troquem 
ideias previamente sobre o conceito de nômade. Na 
sequência, motive-os a ler as perguntas e, escrever as 
respostas com base na análise da imagem e no que 
eles têm na memória. Converse com os alunos sobre 
as características de cada grupo nômade. Os que se 
deslocam procurando locais para viver e se alimentar 
melhor, os que que vivem do pastoreio, da caça de 
animais e da coleta de vegetação ao longo do cami-
nho, bem como aqueles que migram para realizar o 
comércio de mercadorias em outros acampamentos e 
cidades. Quando concluírem a escrita, solicite que os 
trios partilhem oralmente suas respostas e escolham 
um espaço na sala para criar um mural de ideias com 
a escrita dos grupos. Acompanhe os grupos para que 
todos escrevam o que construíram e disponibilizem em 
seus respectivos murais. 
 PRATICANDO
Expectativas de resposta
1. Com a produção de texto, espera-se que os alu-
nos iniciem a reflexão sobre a forma de vida dos 
HISTÓRIA49
grupos nômades do passado e a comparem com 
características dos grupos nômades da atualidade. 
No texto, os alunos deverão mencionar algumas 
mudanças e permanências presentes no modo 
de vida desses grupos.
Orientações
Concluída a análise das imagens e a identificação de 
características comuns dos grupos nômades, os alunos 
devem registrar, por meio de um texto, a necessidade 
desses povos em se movimentar para procurar locais que 
possibilitem condições para viverem. Oriente os alunos 
sobre pontos importantes para elaboração de uma produ-
ção textual e que tragam para o texto os conhecimentos 
discutidos dos perfis dos grupos nômades. Antes de ini-
ciarem a produção, converse com eles para desmistificar 
a ideia de que o nomadismo está associado aos povos do 
passado bem distante, e ao tempo dos povos coletores 
e caçadores. A turma precisa pensar esses povos como 
grupos que só juntavam o necessário para sobreviver, sem 
acúmulos, e concluir que, no início, praticamente todos os 
grupos humanos eram nômades, mas, ao longo da história, 
com as descobertas e desenvolvimento de técnicas de 
plantio e o domínio do fogo, gradativamente, alguns foram 
deixando de ser nômades e passaram a ser sedentários. 
É importante ressaltar com a turma que o modo de vida 
dos grupos nômades não pode ser associado a noções de 
pobreza, já que está atrelado a formas de ver o mundo, 
bem como é parte cultural de tradições antepassadas.
 RETOMANDO
Orientações
Solicite aos alunos que, em duplas, leiam o texto 
sobre os povos nômades da atualidade. Cada dupla 
ou grupo lerá sobre esta comunidade e deverá circular, 
no texto, aspectos que considerarem interessantes. Ao 
final, oriente que socializem o que aprenderam sobre 
esses povos, agregando informações novas a cada 
socialização. Sugere-se que a proposta de atividade 
seja utilizada como uma avaliação por pares, pois é 
uma etapa em que os alunos caminham juntos para 
ampliação das aprendizagens dessa unidade.
Leitura complementar
Pandemia de coronavírus fez surgir um novo 
estilo de vida profissional: o nomadismo digital
A pandemia da covid-19 fez empresas e funcio-
nários descobrirem novas formas de trabalhar além 
da presencial; tudo para tornar possível continuar 
produzindo durante um período tão conturbado. O 
home office se tornou padrão e conhecido e surgiu 
ainda outro estilo, o nomadismo digital.
A novidade vem ganhando cada vez mais adeptos, 
já que possibilita o exercício profissional enquanto 
o indivíduo conhece novos lugares ao redor do 
planeta. É o que explica a consultora de empresas 
e doutoranda em Administração pela Faculdade 
de Economia, Administração e Contabilidade de 
Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, Bárbara Lespinasse. 
“O nomadismo digital é um estilo de vida, no qual 
as pessoas viajam pelo mundo sem abrir mão da 
carreira para isso. Esses indivíduos trabalham de 
forma remota como no home office, utilizando a 
tecnologia a seu favor.”
E a pandemia fez com que o nomadismo digital 
ganhasse adeptos de diferentes áreas ao propiciar 
trabalho remoto. “Anteriormente, apenas profissões 
mais flexíveis como jornalistas, escritores, fotógra-
fos e social media podiam realizar seu trabalho de 
maneira digital ou serem adeptos ao nomadismo 
digital”, conta Bárbara, analisando que a realidade 
foi alterada pela pandemia. Segundo a especialista, 
profissionais de diversas áreas mais tradicionais, como 
psicologia, ensino, e até mesmo saúde, passaram 
a atuar a distância.
Para Bárbara, muitas são as vantagens do tra-
balho remoto, tanto para as empresas quanto para 
os funcionários. “Existem muitos impactos nessas 
formas de trabalho. Para as empresas, existe uma 
economia muito grande relacionada aos custos de 
aluguel, energia elétrica, água, refeição e transporte 
para os trabalhadores. Já para os funcionários, a 
flexibilidade e a liberdade são os principais fatores 
do trabalho remoto; e, no caso do nomadismo digi-
tal, além de conhecer novos lugares enquanto se 
trabalha, também é possível aprender novas línguas 
e aprender sobre as culturas dos países.”
O que é preciso para se tornar um nômade digital
Mas, apesar das inúmeras vantagens, o nomadis-
mo digital requer organização e disciplina. Bárbara 
adianta que, para seguir esse tipo de trabalho, “é 
preciso muita organização e planejamento com os 
prazos, metas e também em relação à parte financeira, 
pois existem muito maisimprevistos no nomadismo 
do que no trabalho tradicional”. 
A especialista chama a atenção para algumas 
dicas importantes para este estilo de trabalho. O 
4o ANO50
ANOTAÇÕES
 
nômade digital deve, segundo ela, trabalhar com 
cronogramas de metas para prazos e compromis-
sos; deve organizar-se através de uma agenda úni-
ca e não anotar informações e afazeres em papéis 
soltos; deve considerar a opção da agenda digital; 
planejamento financeiro é imprescindível. E, quanto 
a isso, Bárbara é categórica: “É importante que a 
pessoa comece a guardar dinheiro um ano antes 
de adotar esse estilo de trabalho para conseguir se 
manter por pelo menos seis meses, se não houver 
oportunidade de trabalho. Além disso, é importante 
diminuir gastos como, por exemplo, adotar meios 
de transportes mais econômicos e cozinhar ao invés 
de comer fora.” 
COLTRI, Flávia. Pandemia de coronavírus fez surgir um novo estilo 
de vida profissional: o nomadismo digital. Jornal da USP, 02 fev. 2021.
Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/pandemia-
de-coronavirus-fez-surgir-um-novo-estilo-de-vida-profissional-o-
nomadismo-digital/. Acesso em: 17 nov. 2021.
HISTÓRIA51
4o ANO52
2. Agricultura dos primeiros grupos humanos
1. Leia o texto e faça a atividade a seguir.
Grande inauguração – Bem-vindo à civilização
A partir de 10000 a.C. uma revolução transformou o homem das cavernas em nós. Cientistas tentam 
entender como este processo começou – e o que fizemos para chegar até aqui
[...] Uma das primeiras descobertas foi a possibilidade de manipular plantas. 
Imagine-se na pele de um homem (ou mulher) das cavernas que, num belo dia, encontra por acaso 
um pé de milho. Você prova e adora [...]. “O homem do Neolítico observava a natureza e constata, por 
exemplo, que uma semente podia dar origem a uma planta”, diz a geógrafa Silvia Maranca, do MAE da 
USP e da Fundação Museu do Homem Americano. Nasciam aí as primeiras protoculturas agrícolas – 
ou, no popular, as primeiras roças domésticas.
[...] Para cuidar da lavoura, era preciso tempo e dedicação. Em vez de se organizarem dentro de um 
esquema nômade (propício a comunidades de caçadores-coletores, que periodicamente precisavam 
buscar novas áreas para sobreviver), os membros dessas primeiras comunidades agrícolas teriam 
finalmente fincado os pés no solo e se tornado sedentários. Também era preciso vigilância – afinal, a 
terra tão suadamente cultivada poderia ser rapinada por animais ou por grupos nômades [...].
[...] No fim das contas, é possível que a revolução do Neolítico tenha sido mais plural do que se ima-
gina. O fato é que, sem todas as transformações do período, o homem não teria virado eu e você, com 
as qualidades e defeitos do nosso tempo [...].
ONÇA, Fabiano. Grande inauguração – Bem-vindo à civilização. Superinteressante, São Paulo, 31 out. 2016. Disponível 
em: https://super.abril.com.br/ciencia/grande-inauguracao-bem-vindo-a-civilizacao/. Acesso em: 24 jul. 2021.
 ⊲ Sublinhe no texto as mudanças e transformações que ocorreram no modo de vida 
dos grupos humanos no passado. Depois, anote-as no quadro abaixo.
Na moradia
Como era no passado Como é hoje
   
Na agricultura
Como era no passado Como é hoje
   
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4o ANO54
3. a. Analise a imagem de uma antiga inscrição egípcia. Quais são os recursos em-
pregados na lavoura representada?
Antes dos objetos agrícolas Depois dos objetos agrícolas
   
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b. Ainda com base na imagem, reflita como era o trabalho dos primeiros seres 
humanos nas plantações, levando em consideração o tempo para a produção 
agrícola, as ferramentas e os esforços necessários.
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HISTÓRIA53
 PRATICANDO
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FLORÊNCIO. Milho e peneira. 1997. Óleo sobre tela, [S. I.].
a. A plantação de alimentos sempre existiu?
b. Como ela surgiu?
2. O objeto ao lado foi utilizado para moer 
cereais, há milhares de anos. Converse 
com seus colegas e professor a respeito 
da seguinte questão: por que os seres hu-
manos passaram a moer grãos de cere-
ais? O que desejavam fabricar com isso? 
Registre sua conclusão.
 
Peça de instrumento agrícola datado do sé-
culo 6 a.C., possivelmente utilizado por grupo 
que habitou a região do mar Mediterrâneo.
1. Observe as imagens a seguir. Depois, responda ao que se pede. 
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HISTÓRIA55
 RETOMANDO
1. Observe o mapa sobre a expansão da agricultura pelo mundo. Em seguida, conver-
se com os colegas a respeito das informações apresentadas.
Agora, responda às questões a seguir.
a. Por que a agricultura apareceu em regiões específicas, mas não permaneceu ape-
nas nelas?
b. Como você acha que a agricultura e os conhecimentos acerca dos utensílios e téc-
nicas agrícolas chegaram a outros locais?
 
Fonte: ATLAS da história do mundo. São Paulo: Times; Folha de S.Paulo, 1995. p. 38-39.
Planalto da 
Nova Guiné 
(9000-6000 AP) 
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Sudeste norte-americano 
(4000-3000 AP)
México central 
(5000-4000 AP)
Noroeste da América do Sul 
(5000-4000 AP)
África subsaariana 
(5000-4000 AP)
Crescente Fértil 
(11000 AP)
Vale dos rios 
Yangtzé e Amarelo 
(9000 AP)
Legenda:
Prováveis locais de origem 
da agricultura.
Expansão da agricultura.
PÁGINA 52 PÁGINA 53
PÁGINA 54 PÁGINA 55
2. Agricultura dos primeiros grupos humanos
4o ANO52
Sobre o capítulo
• Contextualizando: compreender a importância 
do desenvolvimento da agricultura na história.
• Praticando: refletir sobre o cultivo de alimentos e 
os instrumentos agrícolas usados pelos primeiros 
grupos humanos.
• Retomando: analisar um mapa que apresenta 
a expansão da agricultura em diversas partes 
do mundo.
Objetivo de aprendizagem
• Identificar as mudanças que a agricultura trouxe 
ao modo de vida dos primeiros grupos humanos.
Contexto prévio
Inicie o capítulo explicando o conceito de agri-
cultura e qual é a sua relação com a produção de 
alimentos e matérias-primas. Em seguida, comente 
com os alunos que os primeiros grupos humanos 
eram extremamente dependentes dos recursos 
encontrados na natureza para sua sobrevivên-
cia. Após o desenvolvimento da prática agrícola 
e aprimoramento das técnicas na agricultura, os 
seres humanos passaram a ter maior controle da 
produção de alimentos. Dialogue com os alunos 
de forma que eles sejam incentivados a elabo-
rar hipóteses sobre como os humanos iniciaram 
a prática da agricultura. Instigue a compreensão 
da necessidade dos seres humanos se fixarem em 
um determinado local para cuidar da plantação. O 
mapa permitirá à turma perceber como a agricul-
tura se expandiu para diversas partes do mundo 
e que esse processo se deu de diferentes formas 
e com o uso de técnicas variadas em cada lugar, 
tendo ocorrido em tempos e épocas variadas, ou 
seja, não sendo um processo uniforme em todas 
as partes do mundo.
Dificuldades antecipadas
Caso os alunos apresentem dúvidas em relação 
ao significado das palavras nômade, sedentário e 
agricultura, peça para que pesquisem as palavras 
no dicionário. Apresente o significado delas, porque, 
na próxima etapa, essa compreensão será acionada.
Habilidade da BNCC
EF04HI04 Identificar as relações entre os indivíduos e a natureza e discutir o significado do nomadismo e da fixação 
das primeiras comunidades humanas.
CONTEXTUALIZANDO 
Expectativas de resposta
1. Espera-se que os alunos percebam as mudan-
ças provocadas pela sedentarização dos seres 
humanos em decorrência das mudanças nasprá-
ticas agrícolas, o desenvolvimento de técnicas 
de plantio e a permanência da prática de caça 
e coleta, associadas ao nomadismo.
Orientações
Oriente os alunos a ler e comentar o que o texto 
diz. Peça que sublinhem, ao longo do texto, mudan-
ças e transformações referentes ao modo de vida 
dos primeiros grupos humanos e a relação deles com 
a agricultura. Por fim, peça que concluam, anotan-
do no quadro, as mudanças que a agricultura trouxe 
para os seres humanos no passado. Problematize 
com a turma o conceito de civilização atrelado er-
roneamente a um processo evolutivo da sociedade 
em oposição ao primitivismo. Explique que ser se-
dentário não significa ser, necessariamente, mais 
evoluído. Povos nômades e sedentários coexistem 
na contemporaneidade e não há uma relação de 
hierarquia entre eles. Refletindo sobre as transfor-
mações agrícolas, que favoreceram a fixação do 
homem na terra e com isso a sua sedentarização, 
podemos pensar em várias mudanças ocorridas ao 
longo do tempo como a ampliação da produção de 
alimentos, a atual condição de mecanização das la-
vouras e a utilização de componentes químicos para 
aumento de produção agrícola.
 PRATICANDO
Expectativas de respostas
1. a. Espera-se que os alunos identifiquem que a 
agricultura foi desenvolvida pelos seres humanos 
no período da pré-História (início do Neolítico).
 b. É esperado que os alunos respondam que foi por 
meio da observação do estado das sementes 
no solo e de sua germinação que os nossos 
ancestrais descobriram a prática da agricultura.
HISTÓRIA53
2. Os alunos devem analisar a imagem do instru-
mento de moagem da Antiguidade. Os grãos eram 
inseridos no orifício do instrumento e moídos com 
outra pedra que se encaixava perfeitamente no 
mesmo orifício, pressionando os grãos e produzindo 
farinha. A partir da farinha e água são produzi-
dos pães e outros alimentos que constiuíram a 
base nutricional para as primeiras sociedades 
sedentárias do Neolítico e, de lá pra cá, conti-
nuam a formar a dieta das diferentes sociedades 
contemporâneas. 
3. a. A partir da análise da imagem espera-se que os 
alunos identifiquem o arado movido por força 
animal (tração animal). Auxilie os alunos no 
entendimento da importância do arado.
 b. Espera-se que o aluno compreenda que a agricul-
tura passou por diversas transformações ao longo 
do tempo, desde os povos nômades, passando por 
sua sedentarização, até chegar aos dias atuais, 
e reconheça os motivos que possibilitaram tais 
transformações. É importante que ele perceba 
o uso de ferramentas e técnicas auxiliares e o 
uso da mecanização na produção atual, que 
possibilitou mudanças profundas na forma do 
ser humano se relacionar com a terra, com o 
meio ambiente e com a produção de alimentos 
até a sua comercialização, atualmente.
Orientações
Converse com os alunos sobre a imagem e peça 
que observem, identifiquem e nomeiem o produto. 
Provoque a turma perguntando para que serve esse 
produto e solicitando que deem exemplos de duas 
ou três comidas que são feitas atualmente a partir 
do milho. Instigue-os a imaginar o que os seus an-
tepassados faziam com o milho e o que os povos 
nômades/sedentários da pré-História poderiam fazer 
na época. Os alunos devem elaborar hipóteses sobre 
como os povos nômades e sedentários realizavam 
práticas agrícolas e de que maneira eles utilizavam 
instrumentos para cultivarem o milho e outros ali-
mentos. Essas hipóteses também devem abranger 
noções sobre o que mudou ao longo do tempo na 
realização das atividades agrícolas. Provoque uma 
reflexão sobre como se fazia na época em que os 
grupos humanos iniciavam a agricultura para cuidar 
de uma plantação e o que fazemos hoje.
 RETOMANDO
Expectativas de resposta
1. a e b. Nesse momento, os alunos devem expressar 
a compreensão sobre ocupação do espaço 
em razão do nomadismo e posterior seden-
tarização. À medida que os seres humanos 
foram ocupando outros espaços ou compar-
tilhando seus conhecimentos com grupos 
vizinhos, foi possível difundir as técnicas 
sobre agricultura.
Orientações
Explique aos alunos que as datas apresentadas no 
mapa (AP – antes do Presente) são outra forma de 
registrar eventos ocorridos no passado. Essa forma de 
datação criada por arqueólogos leva em conta o tempo 
passado a partir do ano de 1950, diferentemente da 
datação a.C., que considera os eventos a partir do ano 
1 (nascimento de Jesus Cristo). Na atividade, os alunos 
irão analisar e trabalhar no mapa, além de responder 
às perguntas por escrito sobre as informações conti-
das nele. Convide um representante da turma para ler 
as informações do mapa e comentar o que conseguiu 
interpretar. Questione o grupo sobre a propagação da 
descoberta e da expansão da agricultura para outros 
povos e locais. Pergunte como imaginam que uma 
descoberta era transmitida aos povos que estavam 
distantes e o quanto a introdução da agricultura trouxe 
mudanças para alguns grupos de seres humanos.
Leitura complementar
Breve história do pão 
Há estudos que apontam que os pães começaram 
a ser produzidos há aproximadamente seis mil anos, 
na região da Mesopotâmia, onde hoje está situado o 
Iraque, e foram difundidos por várias civilizações da 
Antiguidade. Esse pão era resultado de uma mistura 
seca, dura e amarga feita à base de farinha de trigo. 
A origem do pão está intimamente ligada ao processo 
de sedentarização do homem, quando se iniciou o 
desenvolvimento da agricultura, sendo o trigo um 
dos cereais resultantes dessa atividade produtiva.
O processo de fermentação foi uma técnica desen-
volvida pelos egípcios por volta de 4000 a.C., dando 
ao pão o aspecto pelo qual o conhecemos hoje em 
dia. Por ser um produto extremamente necessário à 
4o ANO54
alimentação, ele foi usado durante muitos séculos 
também como moeda. Há indícios de que os faraós 
o utilizavam como meio de pagamento para serviços 
realizados. Em Roma, o pão era um dos componentes 
da política do panis et circenses (pão e circo), utili-
zada pelos imperadores para manter uma satisfação 
aparente da população, desviando a atenção das 
disputas de poder e das condições de vida a que o 
povo estava submetido. O trigo era distribuído em 
espetáculos públicos pela administração do império.
Durante a Idade Média, o pão era feito artesanal-
mente no ambiente doméstico pelos camponeses. 
A limitação agrícola e técnica que tinha essa classe 
social não possibilitava a produção de pães fermen-
tados, o que resultava em um produto de menor 
qualidade. Situação diferente era a vivenciada pelos 
senhores feudais, que consumiam pães de maior 
qualidade produzidos nas padarias dos castelos. Foi 
também neste período histórico que surgiu a figura 
do padeiro, que aos poucos passou a se organizar 
em corporações de ofícios, controlando assim o 
processo de produção do alimento e gozando de 
certo prestígio nas cortes.
Com a Revolução Industrial, a produção do pão 
ganhou um forte impulso, seja no aumento de terras 
destinadas ao plantio do trigo, seja no desenvolvimen-
to de técnicas de moagem do cereal nos moinhos, 
passando dos moinhos de tração animal ou humana 
aos moinhos a vapor, que começaram a surgir em 
1784. A grande produção que se verificou se destinava 
a alimentar principalmente a classe operária que 
crescia nas cidades industriais, criando condições 
para uma produção em larga escala.
O pão chegou a ser inclusive um dos motivos 
de eclosão da Revolução Francesa. Sendo base da 
alimentação da população francesa há séculos, a 
severa queda na produção do cereal tornou o ali-
mento caro e escasso. Este foi um dos motivos que 
levaram à revolta da população francesa e à queda 
do rei Luís XVI.
Hoje em dia, o pão está disseminado pelo mundo. 
Sua fabricação envolve vários métodos diferentes, 
que resultam numa variedade enorme de tipos e 
qualidades de pães. Apesar desse desenvolvimento, 
uma boa parcela da população mundial ainda não 
tem acesso a esse alimento cotidianamente.
PINTO, Tales. Breve história do pão. Históriado mundo. Disponível 
em: https://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/breve-historia-
do-pao.htm. Acesso em: 17 nov. 2021.
ANOTAÇÕES
 
https://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/
breve-historia-do-pao.htm
https://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/
breve-historia-do-pao.htm
HISTÓRIA55
4o ANO56
3. Cerâmica: pistas do passado no presente
1. Observe as imagens a seguir. Elas representam objetos elaborados por diferentes 
povos.
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Urnas marajoaras 
expostas no Museu 
do Encontro. Museu 
do Forte do Presépio, 
Belém (PA), 2019.
Cachimbo do acervo 
de etnologia africana 
e afro-brasileira do 
Museu Nacional, 
Rio de Janeiro (RJ), 
2015.
Peças europeias 
de 1851, produzidas 
para a apreciação 
de chás e 
sobremesas. Acervo 
do Palácio de Viena, 
na Áustria.
 ⊲ Você sabe com qual matéria-prima esses objetos foram construídos? Troque ideias 
a respeito com os colegas e o professor.
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4o ANO58
Cerâmica: a mais antiga das indústrias
Primórdios da cerâmica
Quando saiu das cavernas e se tornou um agricultor, o homem precisava de outros meios de 
subsistência além de um abrigo. Logo, surgiu a necessidade de ter também vasilhas para armazena-
mento de água, alimentos e sementes para a próxima safra. Tais objetos tinham que ser resistentes 
ao uso, impermeáveis à umidade e de fácil fabricação – qualidades inerentes à argila. Além disso, a 
cerâmica mostrou-se muito eficiente na construção de casas. 
As primeiras cerâmicas que se têm notícia são da Pré-História: vasos de barro, sem asa, que ti-
nham cor de argila natural ou eram escurecidas por óxidos de ferro. Por outro lado, a cerâmica para 
a construção e a cerâmica artística com características industriais só ocorreu na Antiguidade, em 
grandes centros comerciais. Após a Revolução Industrial, iniciou-se uma nova e vigorosa etapa de 
evolução, estendida até hoje. 
Estudiosos confirmam ser, realmente, a cerâmica a mais antiga das indústrias, pois ela nasceu 
no momento em que o homem começou a utilizar-se do barro endurecido pelo fogo. Desse proces-
so de endurecimento, obtido casualmente, evoluiu até os dias de hoje. A cerâmica passou, assim, a 
substituir a pedra trabalhada, a madeira e mesmo utensílios domésticos feitos de frutos. [...]
NAPOLI, Laís; SOUZA, Manuela. Cerâmica: a mais antiga das indústrias. Revista Eletrônica ANICER. Associação 
Nacional da Indústria Cerâmica, n. 96, out. 2015. Disponível em: https://www.anicer.com.br/revista-anicer/revista-96/
historia/. Acesso em: 24 jul. 2021.
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1. Com base na leitura dos textos e na análise das imagens, descreva hipóteses de 
como cada povo, a partir de seus hábitos e regiões de vivência, utilizava e ainda 
faz uso de objetos semelhantes aos apresentados.
Utensílio de cerâmica amazônica 
do acervo de arqueologia do 
Museu Nacional, Rio de Janeiro 
(RJ), 2015.
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Prato de barro pintado no estilo “tauá”, produzido apenas por oleiros e outros tipos de artesãos homens. 
Maragogipinho, Aratuípe, Bahia (BA), 2019.
 PRATICANDO
Há muito séculos, diversos povos que habitaram as terras que hoje formam o Brasil fa-
ziam uso de utensílios de cerâmica para variados fins. As imagens e os textos a seguir trazem 
contribuições de como esses objetos têm sido utilizados em diferentes épocas.
[...] A cerâmica de Maragogipinho constitui um grande patrimônio cultural não apenas por possuir um 
quantitativo estimado em 150 olarias ativas, mas por fazer parte de uma história de mais de dois séculos de 
trabalho ininterrupto e dedicado a este ofício artesanal. [...] 
A forte expressão da cerâmica da região encontra-se tradicionalmente na chamada “louça de barro” e 
em objetos decorativos. Diferente das outras comunidades ceramistas do estado, sua principal forma de 
modelagem é desenvolvida em tornos artesanais, dando origem a potes, porrões, quartinhas, talhas, mo-
ringas, bilhas, panelas e etc.
SIMÕES, Iaçanã Costa. A cerâmica tradicional de Maragogipinho. Dissertação de mestrado. Escola de Belas Artes, Universidade 
Federal da Bahia, Salvador, 2016. Disponível em: https://docplayer.com.br/63687202-Universidade-federal-da-bahia.html. 
Acesso em: 24 jul. 2021.
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HISTÓRIA59
 RETOMANDO
1. Vamos explorar a criatividade! 
Faça de conta que você é um ceramis-
ta ainda com pouca experiência e que busca 
aprender técnicas de produção muito anti-
gas. Escreva uma carta para um ceramista 
do passado contando a ele tudo o que você 
já sabe sobre a arte da cerâmica. Na carta, 
peça orientação de como aperfeiçoar o tra-
balho que irá desenvolver no presente.
 
Artesã africana trabalhando na 
confecção de um vaso de cerâmica.
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3. Cerâmica: pistas do passado no presente
4o ANO56
Sobre o capítulo
• Contextualizando: refletir sobre a produção 
de cerâmica, por meio de análise de fontes 
imagéticas.
• Praticando: analisar imagens e interpretar tex- 
tos para formular hipóteses sobre a atividade 
ceramista.
• Retomando: escrever uma carta a um ceramis- 
ta antigo de modo a rever os conhecimentos 
desenvolvidos no capítulo.
Objetivo de aprendizagem
• Identificar a cerâmica como fonte e expressão 
da cultura de grupos humanos.
Materiais
• Dicionário (um por aluno).
• Folhas de papel A4 (uma para cada aluno).
Contexto prévio
Motive os alunos a pensar sobre o significado 
da palavra cerâmica a partir do cotidiano familiar. 
A palavra vem do grego, kéramos e significa terra 
queimada ou argila queimada. Crie situações para 
que os alunos elaborem hipóteses sobre o tema que 
será abordado neste capítulo.
Dificuldades antecipadas
É possível que os alunos tenham dificuldade 
para compreender a fabricação de cerâmicas e 
sua origem nos tempos remotos. Nesse caso, re-
flita com a turma a necessidade de transportar 
e armazenar os alimentos, sementes e água; em 
outros locais, seu surgimento está ligado a rituais de 
celebração. Aproveite o momento para reconhecer 
as cerâmicas como elemento da cultura material 
de grande importância para muitas comunidades, 
bem como para os arqueólogos e outros pesquisa-
dores que, em razão de sua durabilidade, podem 
encontrá-las em diversos sítios arqueológicos e 
estudá-las para compreender as sociedades anti-
gas. Organize uma roda de conversa sobre como 
a cerâmica permite a análise, mesmo estando 
fragmentada, e de que maneira esses fragmentos 
possibilitam o levantamento de hipóteses sobre 
a dinâmica cotidiana, social e cultural dos povos 
de um passado distante.
Habilidade da BNCC
EF04HI04 Identificar as relações entre os indivíduos e a natureza e discutir o significado do nomadismo e da fixação das
primeiras comunidades humanas.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de resposta
1. Espera-se que os alunos mencionem a cerâmica 
e a porcelana. 
Orientações
Convide a turma para apreciação das imagens apre-
sentadas e, diante do que os alunos já conhecem, solicite 
que façam uma análise seguida de discussão sobre os 
tipos de cerâmica apresentados. As imagens devem ser 
compreendidas como fontes históricas que representam 
o uso e a construção de utensílios de cerâmica por 
diferentes grupos humanos no passado. É interessante 
fazer uma breve explicação sobre comoessas peças 
eram utilizadas por cada um desses grupos e como era 
o dia a dia dos povos que a utilizavam. Esses pontos 
serão abordados na continuidade do capítulo. Incentive 
os alunos a formular opiniões de maneira que sejam 
capazes de compreender os conceitos que envolvem 
o assunto. É importante que eles façam registros dos 
conceitos formulados em seu material. Espera-se que 
a turma perceba, a partir dos traços e da decoração 
das peças, que são artefatos antigos com finalidades 
específicas; para essa análise, é importante realizar a 
leitura das legendas. Instigue o grupo a levantar hipó-
teses sobre o surgimento das peças de cerâmica, quais 
são suas semelhanças e diferenças e o que é preciso 
para fabricá-las. Retome com os alunos vivências que 
remetam a brincadeiras em que eles utilizavam barro ou 
argila na confecção de bonecos ou esculturas. A partir 
disso, pergunte quanto tempo essas peças duram e se 
eles saberiam informar como deixá-las mais resistentes 
ao tempo. Auxilie a turma a relacionar a produção de 
objetos de cerâmica com o uso da argila, encontrada 
próxima aos leitos dos rios, e o uso de fogueiras ou do 
calor do Sol para o cozimento das peças para deixá-las 
mais resistentes.
HISTÓRIA57
 PRATICANDO
Expectativas de resposta
1. Os alunos podem falar sobre os usos das cerâmicas 
para armazenamento de alimentos, como utensílios 
de preparação de alimentos, para ritos religiosos, 
como peças decorativas, e até de representação 
figurativa para celebrações e rituais comunitários.
Orientações
Durante a realização da atividade, acompanhe a 
leitura dos alunos, auxiliando-os sempre que necessário. 
Peça que observem atentamente os detalhes das peças 
de cerâmica, instigando a discussão e o levantamento 
de hipóteses. Ao término, realize a socialização da 
atividade: um aluno por vez, para que a turma perceba 
as diferentes hipóteses. Motive-os a discutir as ideias 
apresentadas pelos colegas. O objetivo da proposta 
não é de que os alunos cheguem a uma consideração 
parecida, mas que percebam as informações possíveis 
de ser levantadas com a observação das fontes mate-
riais, fazendo inferências e interpretações a partir das 
evidências históricas. Ao término das socializações, 
retome os pontos que julgar necessário. Comente com 
os alunos que as imagens trazem um tipo de cerâmica 
utilitária (objetos de usos domésticos e cerimoniais), e 
o tipo figurativo (feita para decoração). Reforce que a 
análise dos fragmentos cerâmicos, o tamanho, a quan-
tidade das peças etc. possibilitam levantar hipóteses 
de como era a vida nas aldeias: os hábitos alimentares, 
a disposição das casas, as relações sociais e com o 
meio ambiente. Retome sempre com a turma a utilidade 
dos recipientes cerâmicos no passado e atualmente. 
Faça perguntas que possibilitem aos alunos refletir 
sobre o modo de vida dos grupos antigos, do que se 
alimentavam e como viviam. 
Instigue o grupo para que percebam que a necessi-
dade de armazenamento e preparo de alimentos, bem 
como a necessidade do armazenamento de água ou 
de sementes, foram algumas das situações que fa-
voreceram o surgimento dos recipientes cerâmicos. 
Esclareça que, com a prática da agricultura, os seres 
humanos produziam seu próprio alimento e já não pre-
cisavam se mudar de local constantemente à procura 
de alimentos. A própria atividade agrícola precisa de 
cuidados constantes, por isso estar próximo facilita nos 
cuidados com as lavouras. Esse processo contribuiu 
para que pequenos grupos se tornassem sedentários, 
formando aldeias. Esclareça que esse processo não 
ocorreu da mesma forma e no mesmo período entre 
os grupos humanos e que muitos povos permaneceram 
seminômades ou nômades.
 RETOMANDO
Expectativas de resposta
1. O aluno deve apontar as principais aprendizagens 
alcançadas no capítulo, mostrando curiosidade 
sobre as práticas da produção ceramistas de 
povos africanos e indígenas no passado. Você 
poderá trabalhar com o componente curricular 
Língua Portuguesa e suas tecnologias a fim de 
contemplar o gênero textual carta.
Orientações
De forma breve, retome oralmente com a turma a 
importância do material cerâmico e o que ele proporcionou 
para os grupos humanos. Essa retomada servirá para 
que eles desenvolvam a compreensão sobre o modo 
de vida dos grupos no passado. Oriente-os a selecionar 
aspectos presentes na cultura desses povos a partir 
dos quais são possíveis imaginar e concluir informações 
com base nas imagens das cerâmicas vistas até aqui. 
Proponha que cada aluno escreva uma carta ficcional 
para um ceramista do passado contando a ele (como 
se fosse um jovem ceramista com pouca experiência) 
tudo que sabe sobre a arte da cerâmica, os tipos de 
peças que já produziu e que ainda deseja criar. Para 
complementar o texto, sugira aos alunos que peçam 
dicas e informações sobre a produção ceramista desses 
povos para que possam aperfeiçoar o trabalho que de-
senvolveriam no presente. Após as produções, realize 
a socialização dos grupos. Provoque a turma durante 
as apresentações para que percebam que a criação 
da cerâmica foi uma das revoluções daquele tempo.
Destaque que, embora a arte da cerâmica seja antiga, 
ela perdura até os dias atuais, tendo sofrido algumas 
mudanças ao longo do tempo, mas mantendo certas 
características. Assim como no passado, atualmente 
a cerâmica ainda tem uso utilitário e decorativo. Já em 
relação às mudanças, pode ser mencionado o modo 
de fabricação, que se tornou mais prático e, muitas 
vezes, executado em escala industrial, possibilitando 
um melhor acabamento e mais delicadeza às peças. 
Essa atividade se configura como uma proposta de 
atividade avaliativa formal para realizar com os alunos 
da turma. 
Havendo possibilidade, crie com os alunos da turma 
uma oficina de modelagem por meio do uso da argila.
UNIDADE 5
4o ANO58
FOMOS, VIEMOS, FICAMOS E MODIFICAMOS
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
3; 1; 7.
HABILIDADE DA BNCC
EF04HI05 Relacionar os processos de ocupação do campo, as intervenções na natureza, avaliando os resultados dessas 
intervenções.
OBJETOS DE CONHECIMENTO
A circulação de pessoas e as transformações no meio natural; a invenção do comércio e a circulação de produtos.
UNIDADES TEMÁTICAS
Circulação de pessoas, produtos e culturas.
PARA SABER MAIS
• EMBRAPA. O desafio do uso da água na agricultura brasileira. Embrapa Disponível em: https://www.embrapa.br/
agua-na-agricultura/sobre-o-tema. Acesso em: 24 jul. 2021.
• FONSECA, Dagoberto José da. A História, o africano e o afro-brasileiro. Conteúdos e Didática de História. Departamento 
de Antropologia, Política e Filosofia - Faculdade de Ciências e Letras. Unesp/ Araraquara. Disponível em: https://
acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/46188/1/01d21t05.pdf. Acesso em: 24 jul. 2021.
• KI-ZERBO, Joseph (org.). História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Brasília: Unesco, 2010. 
Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ue000318.pdf. Acesso em: 24 jul. 2021. 
• MAYNART. Georgina. Rota Valiosa: Especiarias somam US$26 milhões por ano às exportações baianas. Correio, 
10 nov. 2019. Disponível em: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/rota-valiosa-especiarias-somam-us-26-
milhoes-por-ano-as-exportacoes-baianas/. Acesso em: 24 jul. 2021.
• PROUS, André. O Brasil antes dos brasileiros. A pré-história do nosso país. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. Disponível em: 
https://leaarqueologia.files.wordpress.com/2013/11/o-brasil-antes-dos-brasileiros-andre-prous.pdf. Acesso em: 24 jul. 2021.
• RINCÓN, M. L. Veja como o sal e as especiarias ajudaram a “temperar” a História. Mega curioso, 20 jul. 2019. 
Disponível em: https://www.megacurioso.com.br/historia-e-geografia/74077-veja-como-o-sal-e-as-especiarias-ajudaram-
a-temperar-a-historia.htm. Acesso em: 24 jul. 2021.
• VEZZALI, F. Desmatamento e poluição seguem o rastro do agronegócio. Repórter Brasil, 20 jul. 2006. Disponível 
em: https://reporterbrasil.org.br/2006/07/desmatamento-e-poluicao-seguem-o-rastro-do-agronegocio/.Acesso em: 
24 jul. 2021.
https://www.embrapa.br/agua-na-agricultura/sobre-o-tema
https://www.embrapa.br/agua-na-agricultura/sobre-o-tema
https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/46188/1/01d21t05.pdf
https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/46188/1/01d21t05.pdf
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ue000318.pdf
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/rota-valiosa-especiarias-somam-us-26-milhoes-por-ano-as-exportacoes-baianas/
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/rota-valiosa-especiarias-somam-us-26-milhoes-por-ano-as-exportacoes-baianas/
https://leaarqueologia.files.wordpress.com/2013/11/o-brasil-antes-dos-brasileiros-andre-prous.pdf
https://www.megacurioso.com.br/historia-e-geografia/74077-veja-como-o-sal-e-as-especiarias-ajudaram-a-temperar-a-historia.htm
https://www.megacurioso.com.br/historia-e-geografia/74077-veja-como-o-sal-e-as-especiarias-ajudaram-a-temperar-a-historia.htm
https://reporterbrasil.org.br/2006/07/desmatamento-e-poluicao-seguem-o-rastro-do-agronegocio/
HISTÓRIA59
UNIDADE 5
4o ANO60
FOMOS, VIEMOS, FICAMOS 
E MODIFICAMOS
1. Povos agrícolas da África Antiga
1. O continente africano é conhecido como o continente onde teriam surgido os hu-
manos modernos. Leia o texto a seguir e analise a cena apresentada na imagem. 
O passado que não foi contado
[...]
As evidências demonstram que tivemos a primeira revolução tecnológica da humanidade na 
África. Nesse espaço, deu-se a passagem do homem de caçador e coletor de frutos e raízes para 
o estatuto de agricultor e pecuarista. A agricultura africana, no vale do rio Nilo, desenvolveu-se 
cerca de 18 mil anos atrás, sendo duas vezes mais antiga do que no sudoeste asiático [...]. A pecu-
ária apareceu 15 mil anos atrás, perto da atual Nairobi (Quênia), sendo uma técnica sofisticada de 
domesticação de animais que deve ter se espalhado para os vales dos rios Tigre e Eufrates séculos 
depois. [...]
FONSECA, Dagoberto José da. A História, o africano e o afro-brasileiro. Conteúdos e Didática de História. Departamento de 
Antropologia, Política e Filosofia - Faculdade de Ciências e Letras. Unesp/ Araraquara. 
Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/46188/1/01d21t05.pdf. Acesso em: 24 jul. 2021.
Você percebeu que o texto e a imagem tratam de alguns aspectos da agricultura dos 
povos africanos no passado? Agora, participe de uma roda de conversa e discuta com os co-
legas e o professor sobre como os conhecimentos agrícolas dos povos africanos chegaram 
às demais civilizações.
Reprodução de desenho feito por 
volta do ano de 1700, mostrando cena 
de colheita em aldeia Khoikhoi, um 
povo antigo que ainda habita o 
continente africano. 
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4o ANO62
Agora, formalize as conclusões a que o grupo chegou sobre:
 ⊲ Por que a prática da agricultura ficou restrita a apenas algumas regiões do continente?
 ⊲ O que era necessário para que os povos realizassem o plantio agrícola no passado?
Elabore hipóteses sobre as estratégias agrícolas que os povos africanos criaram e re-
gistr-as por escrito.
A África parece ser ao mesmo tempo um conjunto de berços agrícolas originais e um mosaico 
de centros de origem de plantas cultivadas, algumas das quais adquiriram uma importância eco-
nômica de escala mundial. 
A África foi o local de origem de outros cereais importantes, entre os quais se destaca o arroz. 
Inicialmente, a rizicultura baseou-se nas variedades de arroz propriamente africanas, que mere-
cem atenção [...]. 
O arroz africano fornece uma boa ilustração [...] quanto à origem das plantas cultivadas: grande 
extensão da área da espécie selvagem; possibilidade máxima de variação do arroz africano com 
predominância de características dominantes no delta central do Níger [...]; diversificação em va-
riedades com caracteres recessivos no Alto Gâmbia e Casamance [...].
Portanto, a partir do delta central do Níger, as variedades cultivadas de arroz africano se difun-
diram por todo o oeste da África até o litoral da Guiné. A coleta da espécie selvagem O. glaberrima 
é, sem dúvida, muito antiga. Esse cereal deveria ser abundante nas regiões de coleta relativamente 
intensiva, onde as condições favoreceram o início do cultivo de vegetais. Podemos, portanto, supor 
que o cultivo desse arroz é, pelo menos, tão antigo quanto o dos outros cereais africanos.
KI-ZERBO, Joseph (Ed.). História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. 
2.ed. rev. Brasília: Unesco, 2010. p. 797. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/ 
download/texto/ue000318.pdf. Acesso em: 24 jul. 2021. (Adaptado)
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HISTÓRIA61
 PRATICANDO
1. Organize-se em grupo para fazer a análise da imagem e do texto a seguir. 
Origem, desenvolvimento e expansão das técnicas agrícolas
[...] O papel da África no desenvolvimento da agricultura, de suas técnicas e de seus recursos foi minimi-
zado, até mesmo ignorado, devido a preconceitos coloniais e ao desconhecimento da origem [...]. 
Essa situação mudou radicalmente e, nos últimos anos, tem-se manifestado um grande interesse pelo 
estudo das origens da agricultura africana [...].
A propósito dos desertos, mais especificamente do Saara, é preciso lembrar que nem sempre foram re-
giões áridas, tendo permitido, no passado, a prática da agricultura e da criação de animais. Diversos autores 
sugeriram que certos berços agrícolas e pastoris poderiam estar situados no Saara. 
[...] O desenvolvimento da pesca e a relativa sedentarização das populações que se dedicavam a essa 
atividade, condição propícia a uma transição progressiva para a produção agrícola. [...] parecem ter existido 
no continente africano locais privilegiados onde a coleta abundante certamente encorajou a concentração 
de populações humanas [...]. Foi o que aconteceu nas zonas de transição entre floresta e savana situadas na 
periferia da floresta equatorial, nos planaltos herbáceos do leste da África, nas margens dos lagos e gran-
des rios, inclusive o Nilo, assim como nas regiões litorâneas ao norte e ao sul do continente. Essas zonas de 
transição, particularmente a interface floresta-savana, tornaram-se, muito mais tarde, “nichos” privilegia-
dos para o desenvolvimento da agricultura e, consequentemente, para a emergência de algumas das civi-
lizações africanas [...] “nos limites das duas savanas (sahel e orlas de florestas) [em] que se situam as mais 
prestigiosas civilizações bantu”. [...].
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Mulheres trabalhando na colheita do arroz no Senegal, um país do continente africano, em 1987.
KI-ZERBO, Joseph (org.). História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. 
2.ed. rev. Brasília: Unesco, 2010. p. 782 - 787. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/ 
download/texto/ue000318.pdf. Acesso em: 24 jul. 2021. (Adaptado)
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HISTÓRIA63
 RETOMANDO
1. Analise as imagens abaixo. Elas retratam situações e atividades nas quais os grupos 
africanos que eram trazidos para o Brasil e seus descendentes foram colocados.
Os africanos e seus descendentes tiveram importante participação no desenvolvimento 
da agricultura brasileira em diferentes épocas, como durante a produção da cana-de-açúcar 
e do cacau. 
Agora, como forma de expressar seus conhecimentos e valorizar o trabalho desses 
grupos, crie uma paródia de uma música que você conheça, contando o que aprendeu com 
a prática agrícola africana dos povos antigos e as possíveis contribuições deles para a agri-
cultura atual. 
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RUGENDAS,Johann 
Moritz. Moenda de cana- 
-de-açúcar, 1835. Coleção 
do Arquivo Nacional, 
Rio de Janeiro.
Detalhe de colheita 
de cacau plantado em 
área reflorestada no 
sistema Agroflorestal do 
Assentamento Terra Vista. 
Rota do Cacau. 
Arataca (BA), 2019.
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PÁGINA 60 PÁGINA 61
PÁGINA 62 PÁGINA 63
1. Povos agrícolas da África Antiga
4o ANO60
Sobre o capítulo
• Contextualizando: analisar texto e imagem para 
embasar a roda de conversa.
• Praticando: intepretar fontes escritas e visuais 
sobre os modos de vida dos africanos ao longo 
da história.
• Retomando: sistematizar os conteúdos estuda-
dos no capítulo por meio de um registro escrito. 
Objetivos de aprendizagem
• Investigar algumas características do desenvol-
vimento agrícola de povos africanos no passado.
Contexto prévio
Para este capítulo, a turma deve possuir conhe-
cimentos sobre costumes de povos do continente 
africano, possivelmente já estudado no 2o e 3o anos. 
Esses conhecimentos devem abranger a geogra-
fia física diversificada do continente africano, com 
áreas de deserto sem água e densas florestas, com 
distribuição desigual da população, concentrando-
-se nas regiões mais próximas dos locais em que 
há água disponível. Caso seja possível, aborde o 
tema de forma interdisciplinar com o professor de 
Geografia.
Dificuldades antecipadas
Durante o capítulo, é possível que a turma encontre 
alguma dificuldade para compartilhar o que sabe 
sobre como aconteceu o processo de migração forçada 
dos povos africanos para a América (principalmente 
para o Brasil) e o processo de escravização desses 
povos. Nesse caso, diga que os povos africanos, 
antes da chegada dos europeus à África, também 
tinham seus reinos e organizações políticas próprias, 
desenvolvimento de comércio interno e agricultura, 
o que aos poucos foi sendo destruído devido à ex-
ploração e à diáspora dos povos africanos.
Para saber mais
• Ciência Hoje das Crianças, Ano 19, nº. 168, 
maio 2006. Disponível em: https://cienciahoje.
periodicos.capes.gov.br/storage/acervo/chc/
chc_168.pdf. Acesso em: 22 set. 2021.
• LIMA, Mônica. Reinos da África. Ciência hoje das 
Crianças, 6 dez. 2018. Disponível em: http://chc.org.
br/artigo/reinos-da-africa/. Acesso em: 22 set. 2021.
• O desafio da agricultura africana. TV Brasil, 17 
maio 2017. Disponível em: https://tvbrasil.ebc.com.
br/novaafrica/episodio/o-desafio-da-agricultura-
africana. Acesso em: 22 set. 2021.
Habilidade da BNCC
EF04HI05 Relacionar os processos de ocupação do campo a intervenções na natureza, avaliando os resultados dessas 
intervenções.
CONTEXTUALIZANDO
Orientações
Auxilie, se necessário, os alunos na leitura do texto 
e na interpretação da cena apresentada na imagem. 
Em seguida, incentive os alunos a refletir sobre o que 
contribuiu para que os povos africanos desenvolvessem 
a agricultura. Se necessário, chame a atenção da turma 
para a geografia do continente africano e da possível 
proximidade de determinadas comunidades aos grandes 
rios, ao terreno, às condições naturais essenciais, ao 
desenvolvimento de técnicas e a ferramentas agrícolas. 
Aproveite o momento e converse com os alunos sobre 
a possibilidade de os conhecimentos agrícolas dos 
povos africanos antigos terem sido preservados em 
apenas um grupo ou se esses conhecimentos foram 
disseminados para outros povos e de que maneira 
isso aconteceu. Espera-se que a turma perceba que 
a circulação das pessoas e das informações permitiu 
que as técnicas, ferramentas e produtos chegassem 
a outros lugares, próximos ou distantes, com a passa-
gem do tempo, inclusive chegando ao Brasil com os 
africanos que foram escravizados. Questione e escute 
os alunos sobre a movimentação dos povos africanos 
para outros lugares e se essa movimentação sempre 
aconteceu pela vontade desses povos. Aproveite o 
momento para conversar com a turma sobre o processo 
de escravização, que forçou essa migração dos africa-
nos e, junto com eles, conhecimentos e habilidades. 
Realize o fechamento da roda de conversa retomando 
as questões mais relevantes, esclarecendo os pon-
tos conflitantes e os equívocos trazidos pelos alunos. 
Sugere-se que essa atividade seja desenvolvida como 
avaliação diagnóstica da turma. 
https://cienciahoje.periodicos.capes.gov.br/storage/acervo/chc/chc_168.pdf
https://cienciahoje.periodicos.capes.gov.br/storage/acervo/chc/chc_168.pdf
https://cienciahoje.periodicos.capes.gov.br/storage/acervo/chc/chc_168.pdf
http://chc.org.br/artigo/reinos-da-africa/
http://chc.org.br/artigo/reinos-da-africa/
https://tvbrasil.ebc.com.br/novaafrica/episodio/o-desafio-da-agricultura-africana
https://tvbrasil.ebc.com.br/novaafrica/episodio/o-desafio-da-agricultura-africana
https://tvbrasil.ebc.com.br/novaafrica/episodio/o-desafio-da-agricultura-africana
HISTÓRIA61
 PRATICANDO 
Expectativa de resposta
1. Espera-se que os alunos levantem hipóteses de 
acordo com a imagem e o texto apresentados.
 
Orientações
Organize a turma em grupos. Apresente a imagem 
e faça a leitura coletiva dos textos. No conteúdo em 
destaque, chame a atenção dos alunos e peça que ob-
servem atentamente as informações e digam sobre qual 
assunto ele trata. Incentive os grupos a refletir sobre 
os primeiros cultivos no continente africano. Peça que 
observem a imagem novamente e identifiquem o produto 
cultivado. Informe que há outros produtos cultivados, 
como milho e soja. Com base nas leituras, pergunte a 
eles por que as plantações são encontradas apenas 
em algumas regiões e não em todo o continente, bem 
como de que os povos precisariam, naquela época, para 
realizar o plantio agrícola. Auxilie a turma, se necessário, 
a levantar hipóteses sobre estratégias que os povos afri-
canos do passado poderiam ter criado para desenvolver 
a agricultura. Informe sobre a diversidade geográfica do 
continente africano. Oriente cada grupo a registrar suas 
respostas por escrito.
 RETOMANDO 
Expectativa de resposta
1. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos esco-
lham uma canção e criem uma paródia de acordo 
com as aprendizagens do capítulo.
Orientações
Mantenha os alunos nos grupos e os oriente quanto 
à análise das imagens e das situações que elas repre-
sentam. Ressalte com a turma os momentos históricos 
e econômicos nos quais os povos africanos, trazidos de 
maneira forçada para o Brasil, e seus descendentes, os 
afro-brasileiros, tiveram participação importante para a 
nossa sociedwade e contribuíram, a partir do seu trabalho 
e dos conhecimentos que possuíam, para o desenvolvi-
mento da agricultura brasileira em diferentes períodos, 
como o da cana-de-açúcar e do cacau. Em seguida, apre-
sente o conceito de paródia para a turma e os auxilie, se 
necessário, ao longo do processo de criação. Ressalte 
a necessidade de se ter cuidado com as palavras e as 
frases, evitando termos inadequados ou que possam 
promover o racismo e o preconceito. Em seguida, solicite 
que realizem a socialização de suas produções. Para 
complementar a atividade, se achar válido e se houver 
tempo, peça que façam uma ilustração para acompanhar 
com a letra da paródia que produziram.
ANOTAÇÕES
 
4o ANO62
4o ANO64
2. Desafios da agricultura no Brasil
1. Observe a imagem a seguir junto com os colegas e o professor. 
A imagem traz uma cena de plantio agrícola por integrantes de uma comunidade indí-
gena. Agora, leia o texto a seguir:
Os primeiros agricultores e ceramistas
Os arqueólogos têm buscado descobrir como viviam os povos do passado distante nas terras que depois 
foram chamadas de Brasil. As pesquisas revelaram pistas de que havia cultivo de plantas que eram utili-
zadas para alimentação e da criação de reservas alimentares – ou de sementes para plantio – no último 
milênio antes da nossa era, e talvez no final do milênio anterior. Grãos de milho descobertos em Santana 
do Riacho (MG) foram datados com cerca de 2.800anos atrás, enquanto outros, encontrados em ca-
madas de outros terrenos, supõe-se que teriam 
quase 4.000 anos.
Depósitos de espigas de milho, mandioca, caroços 
de algodão, cascas de amendoim (os mais recentes 
contêm também grãos de feijão) e outros elementos 
perecíveis, guardados em estruturas vegetais tran-
çadas, ou mantidas por cordões, foram encontrados 
em vários abrigos do norte de Minas Gerais e do oes-
te da Bahia. Além de vegetais cultivados, contêm co-
quinhos, restos de fruto de jatobá, urucum, sementes 
de maracujá e até penas coloridas.
PROUS, André. O Brasil antes dos brasileiros - A pré-história do nosso país. 
Rio de Janeiro: Zahar, 2007. Disponível em: https://leaarqueologia.files.wordpress.com/ 
2013/11/o-brasil-antes-dos-brasileiros-andre-prous.pdf. Acesso em: 24 jul. 2021. (Adaptado)
Glossário 
Arqueólogo: Profissional que estuda as 
culturas e os povos do passado, por meio 
de fósseis, habitações, resíduos cerâmi-
cos e outros materiais.
Datado: Indicação da data de produção 
ou de existência de um material.
Milênio: Período de mil anos.
Perecível: Que pode estragar facilmente.
Ge
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Família indígena Guarani cuidando de sua roça na aldeia Tekoá Porã, no município de Salto de Jaú (RS), 
em 2017.
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4o ANO66
VEZZALI, F. Desmatamento e poluição seguem o rastro do agronegócio. Repórter Brasil, 20 jul. 2006. 
Disponível em: https://reporterbrasil.org.br/2006/07/desmatamento-e-poluicao- 
seguem-o-rastro-do-agronegocio/. Acesso em: 24 jul. 2021.
2. Escolha uma das manchetes analisadas e faça uma sugestão de como poderia ser 
solucionado o problema apresentado.
Desmatamento e poluição seguem o rastro do agronegócio
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HISTÓRIA65
Depois de ter analisado a imagem e feito a leitura do texto, responda:
a. Como acontecia o plantio de alimentos e produtos no passado?
b. Como deveriam ser as condições do ambiente e do solo em que se plantava?
c. Quais eram as possíveis dificuldades encontradas pelos povos do passado para o 
plantio? Como você acha que eles resolviam esses problemas?
 PRATICANDO
1. Analise as manchetes a seguir, que trazem informações sobre a agricultura no 
Brasil. Depois, escreva uma frase relacionada ao problema identificado nas situa-
ções apresentadas em cada uma dessas manchetes.
EMBRAPA. O desafio do uso da água na agricultura brasileira. Embrapa 
Disponível em: https://www.embrapa.br/agua-na-agricultura/sobre-o-tema. Acesso em: 24 jul. 2021.
Água na Agricultura
O desafio do uso da água na agricultura brasileira
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HISTÓRIA67
 RETOMANDO
1. É hora de aprender com um jogo chamado “A trilha da plantação”. As frases que 
você criou na etapa anterior serão as peças do jogo. No Anexo 1, você tem à dispo-
sição o tabuleiro para desenvolvê-lo. Leia a seguir as regras do jogo e organize-se 
em grupo com os colegas. 
Trilha da plantação
 ⊲ Participantes: de 2 a 4 jogadores ou duplas de jogadores.
 ⊲ Peças: tabuleiro, dado, marcadores pequenos (grãos) e cartas.
Como jogar:
 ⊲ O grupo define coletivamente quem começa o jogo e a ordem dos jo-
gadores.
 ⊲ O jogador ou dupla escolhe a sua trilha. 
 ⊲ Na ordem estabelecida, cada jogador, na sua vez, joga os dados e mo-
vimenta sua peça de acordo com o número de casas que o dado indicar. 
 ⊲ Se o marcador parar em uma das casas coloridas da trilha de um jo-
gador, ele deverá retirar uma carta e fazer a leitura. De acordo com a 
situação da carta, ele poderá avançar ou voltar 1 casa na trilha.
 ⊲ A carta lida será colocada no final do monte.
Ganha quem chegar primeiro à última casa!
2. Para finalizar os estudos deste capítulo, registre a seguir os principais aprendiza-
dos e o que você achou mais interessante. 
 
PÁGINA 64 PÁGINA 65
PÁGINA 66 PÁGINA 67
2. Desafios da agricultura no Brasil
HISTÓRIA63
Sobre o capítulo
• Contextualizando: analisar uma foto e um texto e 
refletir sobre os desafios da agricultura no Brasil.
• Praticando: analisar manchetes e elaborar frases 
e sugestões de como resolver os problemas 
evidenciados.
• Retomando: sistematizar os conhecimentos por 
meio do jogo Trilha da plantação.
Objetivo de aprendizagem
• Associar algumas características da agricultura 
brasileira antiga com a agricultura atual.
Materiais
• Dados. 
• Folhas de papel A4. 
• Grãos de milho ou grãos de feijão. 
• Tesouras de pontas arredondadas (uma por grupo).
Contexto prévio
A primeira atividade do capítulo aborda as con-
tribuições agrícolas dos povos indígenas que atual-
mente habitam terras demarcadas. Dialogue com 
a turma sobre essas contribuições. Em um primeiro 
momento, converse sobre o que eles compreendem 
dos conceitos de sedentário e nômade. Em seguida, 
incentive a turma a refletir sobre o que influenciou 
algumas comunidades brasileiras antigas a desenvol-
ver a agricultura e a permanecer por mais tempo em 
um local, tornando-se sedentárias, enquanto outros 
continuaram sendo nômades. Ressalte que a práti-
ca da agricultura favoreceu o desenvolvimento de 
técnicas agrícolas etc. Mesmo sendo uma época em 
que havia bastante espaço, a agricultura nas hortas 
e roças primitivas se desenvolveu preferencialmente 
em áreas onde havia escassas formações florestais. 
É importante incentivar a turma a refletir e a construir 
hipóteses sobre a agricultura primitiva brasileira e 
sua prática nas proximidades de rios e lagos, bem 
como sobre o desenvolvimento de instrumentos e 
técnicas. Explique à turma que os materiais retirados 
da natureza eram utilizados na produção de instru-
mentos que facilitavam trabalhos agrícolas como 
revolver a terra em que a produtividade do solo não 
perdurava, para, após determinado tempo, buscar 
outros lugares férteis para o plantio. 
Dificuldades antecipadas
É possível que a turma, a partir das noções que 
possuem sobre a produção agrícola do presente, 
apresente dificuldades em compreender o longo 
tempo e os obstáculos e atribulações pelos quais 
os primeiros grupos humanos passaram para de-
senvolver a agricultura. Converse com a turma, en-
fatizando que ter terra boa para plantar ainda é 
uma questão importante e polêmica para a qual são 
buscadas diferentes soluções – algumas benéficas, 
outras nem tanto, como o uso de produtos químicos. 
Atualmente, cerca de 25% das terras produtivas 
pertencem à agricultura familiar, enquanto a grande 
maioria, 75%, pertence ao agronegócio, voltado para 
a produção em larga escala, visando, sobretudo, 
à agroexportação, com o uso de maquinário e de 
produtos químicos para potencializar a produção.
Habilidade da BNCC
EF04HI05 Relacionar os processos de ocupação do campo a intervenções na natureza, avaliando os resultados dessas 
intervenções.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de resposta
1. Respostas pessoais. Registre hipóteses dos alunos 
sobre as questões lançadas. Incentive a turma a 
pensar sobre os itens essenciais para fazer um plantio.
Orientações
Motive os alunos a analisar a imagem, que mostra 
um sistema agrícola atual, e a ler o texto, que retrata 
aspectos da agricultura dos povos antigos para per-
ceberem que existe relação entre práticas antigas, e 
mais atuais. Registre as hipóteses dos alunos sobre as 
questões lançadas. Incentive a turma a pensar sobre 
os itens essenciais para fazer um plantio. Informe que 
a imagem apresentada é da agricultura familiar, a qual 
algumas comunidades agrícolas chamam de roça. Abra 
para comentários e hipóteses dos alunos sobre o que 
é agricultura familiar e sobre possíveis características 
sobre esse tipo de cultivo. Diga que o texto trata de 
práticas agrícolas3 As especiarias novimentando a história .............................................................................................. 65
Unidade 4 – Quem são os nômades e os sedentários? ............................................... 46
 1 Nomadismo: relação humanos × natureza .............................................................................................47 
 2 Agricultura dos primeiros grupos humanos .......................................................................................... 51
 3 Cerâmica: pistas do passado no presente .......................................................................................... 55
Unidade 3 – Como foi e como é: a minha cidade ......................................................... 39
 1 Comunidades indígenas e o tempo: interferências das transformações ...................................... 40 
 2 Cultura popular: festejos e tradições ...................................................................................................... 43
Unidade 2 – Mudanças na trajetória da humanidade .................................................. 29
 1 O ser humano e o domínio do fogo ........................................................................................................ 30 
 2 Vestígios dos primeiros humanos ........................................................................................................... 33
 3 Mudanças no jeito de viver ..................................................................................................................... 36
Unidade 8 – Gastando as palavras e usando a comunicação ................................... 92
 1 Meios de comunicação: transformações e evolução. ........................................................................ 93 
 2 Vamos entender a invenção da escrita? ............................................................................................... 96
 3 O perigo das fake news ........................................................................................................................... 100
 4 É possível incluir ou excluir através da internet? ...............................................................................103
Unidade 9 – Migrações no Brasil .................................................................................. 106
 1 Migração indígena no Brasil ..................................................................................................................... 107 
 2 Migração nordestina ...................................................................................................................................110
 3 Haitianos no Brasil ...................................................................................................................................... 113
Unidade 11 – Heranças do Brasil ....................................................................................123
 1 Movimento migratório ................................................................................................................................ 124 
 2 Herança portuguesa no Brasil ................................................................................................................ 127
 3 Herança africana no Brasil .................................................................................................................... 130
Unidade 10 – Fluxos migratórios .................................................................................... 116
 1 Influência italiana no Brasil ........................................................................................................................ 117 
 2 De volta ao lar ............................................................................................................................................120
Unidade 7 – Rotas do Brasil ..............................................................................................81
 1 Expansão marítima e a relação com o Brasil ........................................................................................ 82 
 2 Hidrovias do Brasil ..................................................................................................................................... 86
 3 Transporte e trabalhadores do Brasil ................................................................................................... 89
Anexo .................................................................................................................................133
4o ANO8
UNIDADE 1
MOVIMENTO HUMANO: CAMINHOS PARA TRANSFORMAÇÃO
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
1; 9; 10.
HABILIDADE DA BNCC
EF04HI01 Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação 
de mudanças e permanências ao longo do tempo.
OBJETO DE CONHECIMENTO
 A ação das pessoas, grupos sociais e comunidades no tempo e no espaço: nomadismo, agricultura, escrita, navega-
ções, indústrias, entre outras.
UNIDADE TEMÁTICA
Transformações e permanências nas trajetórias dos grupos humanos.
PARA SABER MAIS
• DIAS, Daniel dos Santos. Parintins a “ilha encantada” do Amazonas e terra do boi bumbá. Portal do Amazonas, 
2017. Disponível em: http://portaldoamazonas.com/parintins-a-ilha-encantada-do-amazonas-e-terra-do-boi-bumba. 
Acesso: 17 ago. 2021.
• FERNANDES, Cláudio. Família patriarcal no Brasil. Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/
historiab/familia-patriarcal-no-brasil.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
• GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Secretaria de Turismo. A cidade de Ouro Preto. Disponível em: https://
www.mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/cidade-de-ouro-preto. Acesso em: 17 ago. 2021.
• HIGA, Carlos César. Período Neolítico. Mundo Educação. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/
historiageral/periodo-neolitico.htm. Acesso em: 17 ago. 2021.
• SCOTT, Ana Silvia Volpi. As teias que a família tece: uma reflexão sobre o percurso da história da família no Brasil. 
História: Questões & Debates, n. 51, p. 13-29, jul./dez. 2009. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/historia/article/
download/19983/13277. Acesso em: 18 ago. 2021.
• SOUSA, Rainer. Período Paleolítico. Mundo Educação. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/
periodo-paleolitico.htm. Acesso em: 17 ago. 2021.
http://portaldoamazonas.com/parintins-a-ilha-encantada-do-amazonas-e-terra-do-boi-bumba
https://brasilescola.uol.com.br/historiab/familia-patriarcal-no-brasil.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiab/familia-patriarcal-no-brasil.htm
https://www.mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/cidade-de-ouro-preto
https://www.mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/cidade-de-ouro-preto
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/periodo-neolitico.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/periodo-neolitico.htm
https://revistas.ufpr.br/historia/article/download/19983/13277
https://revistas.ufpr.br/historia/article/download/19983/13277
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/periodo-paleolitico.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/periodo-paleolitico.htm
HISTÓRIA9
UNIDADE 1
MOVIMENTO HUMANO: 
CAMINHOS PARA 
TRANSFORMAÇÃO
1. Somos a história que construímos
4o ANO8
1. Converse com os colegas da turma sobre as questões a seguir.
 ⊲ Como você imagina que viviam as pessoas na época dos avós de seus avós?
 ⊲ Como você pensa que devia ser a vida de seus avós quando eles eram crianças?
 ⊲ Será que atualmente existem pessoas que fazem as mesmas coisas da época dos 
seus avós?
2. Observe a imagem a seguir. Ela é o registro, feito por um viajante, há quase 200 anos, 
de uma cena comum em várias cidades do Brasil.
DEBRET, Jean-Baptiste. Lavadeiras do rio das Laranjeiras, 1826. Aquarela, 16,6 cm × 22,3 cm. 
Coleção do Museu do Açude. Rio de Janeiro, Brasil.
 ⊲ Converse com os colegas e com o professor sobre o que está representado nela.
 ⊲ Quais são as semelhanças e as diferenças dados primeiros povos brasileiros. Peça 
à turma que pontue itens essenciais para o plantio. 
Pergunte se todos os tipos de plantio precisam dos 
itens listados e se é necessária a mesma quantidade 
4o ANO64
de itens. Instigue o grupo a levantar hipóteses sobre 
como era o plantio e se essas técnicas ainda são 
utilizadas atualmente, além de como deveriam ser 
as condições do ambiente e do que plantavam, quais 
seriam as dificuldades para o plantio e como essas 
situações eram possivelmente resolvidas.
 PRATICANDO 
Expectativas de respostas
1. Resposta pessoal. É esperado que o aluno ela-
bore uma frase semelhante à manchete. O que 
importa é que demonstre ter compreendido as 
questões relacionadas à manchete. Se a frase 
não for idêntica, valorize a paráfrase e procure 
ajudá-lo a desenvolver um pouco mais a ideia, 
de acordo com o que já viu neste e nos capítulos 
anteriores. 
2. Resposta pessoal. Caso o aluno escolha a primei-
ra manchete, é esperado que sugira formas de 
combater o desperdício de água, a proteção aos 
aquíferos etc. Se escolher a segunda, é possível 
que fale sobre a redução do uso de agrotóxicos 
e a diminuição na emissão de poluentes, entre 
outras sugestões.
Orientações
Converse com os alunos sobre a proposta de lei-
tura de manchetes referentes à agricultura do Brasil. 
Esclareça à turma que cada aluno refletirá sobre as 
manchetes apresentadas. Converse com os alunos 
sobre a proposta de atividade. Oriente que leiam e re-
flitam coletivamente sobre algumas questões. Durante 
a realização da conversa coletiva sobre as manchetes, 
circule entre os alunos e esclareça eventuais dúvidas. 
Informe o tempo que terão para realizar a atividade. 
Ao término dessa etapa, informe que cada aluno vai 
elaborar uma frase sobre cada uma das manchetes 
trabalhadas. Esclareça que essa frase será utilizada 
em um jogo que será trabalhado na próxima etapa e 
que as frases serão escritas em tiras de papel com o 
verso colorido nas cores rosa, verde, azul ou vermelho, 
antecipadamente organizadas por você. Auxilie os alu-
nos a relacionar a produção das frases com o problema 
identificado na leitura das manchetes e de acordo com 
a situação apresentada: se as manchetes trabalhadas 
falarem de um problema da agricultura, o aluno de-
verá registrar esse problema, pensar em uma solução 
e escrevê-la; se as manchetes trabalhadas indicarem 
uma solução, o grupo deverá identificar o problema e 
registrá-lo. Organize os alunos para a socialização das 
frases. A cada socialização, pergunte à turma se alguém 
gostaria de fazer um comentário sobre a produção do 
colega, sendo possível, assim, perceber os diferentes 
pontos de vista. Chame a atenção dos alunos para os 
desafios apresentados nas manchetes. Esclareça que 
muitos avanços são considerados revolucionários, fruto 
das técnicas positivas da época e em benefício da agri-
cultura, respeitando o meio ambiente e os seres vivos, 
enquanto outros avanços não têm o mesmo cuidado. 
Peça que nomeiem os possíveis avanços diante do que 
trazem as manchetes. Ao final da seção, peça aos alu-
nos que escolham uma das manchetes apresentadas 
e proponha uma solução para o problema. Sugere-se 
que essa atividade seja utilizada como avaliação por 
pares com a turma.
 RETOMANDO
Expectativas de respostas
1. Durante o jogo, circule entre os grupos, oferecendo 
o auxílio necessário.
2. Respostas pessoais. Espera-se que os alunos 
consigam apresentar o que aprenderam sobre 
agricultura familiar.
Orientações
Para essa etapa, oriente os alunos quanto à forma-
ção de grupos. Comunique que brincarão com um jogo 
em grupo de modo a rever, de forma lúdica, algumas 
situações sobre a agricultura no Brasil. Lembre à turma 
que as situações foram elaboradas por eles na propos-
ta anterior (frases elaboradas na seção Praticando). 
Solicite que leiam as regras do jogo para os grupos e 
analisem o tabuleiro do jogo no Anexo 1. Depois, faça 
a mediação da leitura coletiva dessas regras para o 
esclarecimento das dúvidas da turma. Entregue o res-
tante do material para os grupos (marcadores e o dado). 
Dê início ao jogo. Durante a atividade, circule entre os 
grupos, oferecendo o auxílio necessário. Diga que um 
dos membros do grupo ficará incumbido de controlar 
o avanço das peças marcadoras no tabuleiro do jogo.
HISTÓRIA65
4o ANO68
3. As especiarias movimentando a história
Geladeira armazenando alimentos. 
Lu
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Da
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Ph
ot
od
isc
/G
et
ty
 Im
ag
esObserve a imagem da geladeira.
Esse é um eletrodoméstico encontrado em 
muitas residências que armazena e preserva me-
lhor os alimentos. 
Mas será que sempre foi assim? 
1. Pense e responda às perguntas.
 ⊲ Antes da energia elétrica, o que exis-
tia no lugar do refrigerador para con-
servar alimentos?
 ⊲ Que estratégias os povos antigos uti-
lizavam para que os alimentos duras-
sem por um tempo maior? 
 ⊲ Quando seus familiares mais velhos 
eram crianças, o refrigerador já existia?
Pa
lê
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up
pa
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Pu
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Banca em mercado 
público municipal de 
Parnaíba (PI), 2008.
Por volta dos séculos 15 e 16, especiarias como pimenta-do-reino, cravo-da-índia, anis-
-estrelado, canela, entre outras, eram consideradas muito valiosas. Esses artigos, além de im-
portantes no preparo de várias refeições, também eram usados para conservar os alimentos 
por mais tempo. Observe a imagem de um balcão de especiarias em um mercado no Brasil.
 ⊲ Quais as diferenças entre as formas de conservação dos alimentos apresentados 
nas imagens? 
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4o ANO70
Leia os textos a seguir, que trazem mais informações sobre o processo de expansão 
comercial das civilizações. 
Texto 1
Uma pitadinha de pimenta
[O] comércio de especiarias foi extremamente importante para a civilização humana [...].
No início, as especiarias eram transportadas em caravanas puxadas por camelos que saiam de Chang’na, 
a então capital chinesa, passando pela Índia e pelos territórios que hoje correspondem ao Afeganistão e 
Paquistão, com destino ao leste do Mediterrâneo.
[...] E os mercadores venezianos cobravam tão alto por seus produtos, que logo os espanhóis e os portu-
gueses decidiram sair em busca de novas rotas para encontrar as especiarias. [...]
Com as rotas de comércio abertas, não foram apenas as especiarias que começaram a circular livre-
mente pelo mundo. As plantas também passaram a ser levadas de um país a outro, e o cultivo de determi-
nadas variedades acabou se popularizando [...]
RINCÓN, Maria Luciana. Veja como o sal e as especiarias ajudaram a “temperar” a História. 
Mega curioso, 20 jul. 2019. Disponível em: https://www.megacurioso.com.br/historia-e-geografia/ 
74077-veja-como-o-sal-e-as-especiarias-ajudaram-a-temperar-a-historia.htm. 
Acesso em: 24 jul. 2021. (Adaptado)
Texto 2
1. Responda às perguntas e socialize com os colegas as respostas.
 ⊲ Que palavras chamaram a sua atenção durante a análise da imagem e dos tex-
tos lidos? Encontre-as e sublinhe-as ou circule-as.
 ⊲ Quais informações o texto trouxe sobre a importância das especiarias no passa-
do? E no presente?
Rota Valiosa: Especiarias somam US$ 26 milhões por ano 
às exportações baianas
[...]
Na Feira de São Joaquim, em Salvador, um dos principais entrepostos do estado, o cheiro dos 
condimentos se espalha pela loja Miranda dos Temperos [...]. O local comercializa mais de 100 
variedades de especiarias, entre elas alecrim, anis, cravo, cominho, gengibre, canela e ambura-
na de cheiro. 
Boa parte dos condimentos vêm do interior da Bahia, mas existem temperos de outros lugares, 
como o curry, comum na culinária indiana, e a páprica doce, indispensável na cozinha húngara 
[...]. 
Na culinária baiana, os temperos se tornaram indispensáveis em quase todos os pratos, salga-
dos ou doces [...].
MAYNART, Georgina Rota Valiosa: Especiarias somam US$26 milhões por ano às 
exportações baianas. Correio,10 nov. 2019. Disponível em: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/rota-
valiosa-especiarias-somam-us-26-milhoes-por-ano-as-exportacoes-baianas/. 
Acesso em: 24 jul. 2021.
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HISTÓRIA69
1. Crie uma lista sobre as possíveis especiarias que você consegue identificar, quais são 
seus usos e quais delas você e as pessoas com quem você mora utilizam em casa.
PRATICANDO
O mapa a seguir apresenta o caminho de Pedro Álvares Cabral até as Índias, em busca 
de expansão comercial por meio do uso e da produção de especiarias. 
Na
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et
ty
 Im
ag
es
Viagem de Cabral ao Brasil e Calicute em 1500.
Percurso percorrido por Pedro 
Álvares Cabral de Portugal à 
Índia em 1500. 
Percurso de regresso. 
OCEANO 
ATLÂNTICO 
NORTE
BezeguicheBezeguicheBezeguicheBezeguicheBezeguicheBezeguicheBezeguicheBezeguicheBezeguicheBezeguicheBezeguiche
CALICUTECALICUTECALICUTECALICUTECALICUTECALICUTE
MoçambiqueMoçambiqueMoçambiqueMoçambiqueMoçambiqueMoçambiqueMoçambiqueMoçambiqueMoçambiqueMoçambiqueMoçambiqueMoçambiqueMoçambiqueMoçambique
Piras e SegundasPiras e Segundas
SofalaSofalaSofalaSofalaSofalaSofalaSofalaSofala
QuíloaQuíloaQuíloaQuíloa
MelindeMelindeMelindeMelindeMelinde CochimCochim
CananoCananoCananoCanano
AgendivaAgendivaAgendivaAgendivaAgendivaAgendivaAgendivaAgendivaAgendivaAgendiva
Porto SeguroPorto SeguroPorto SeguroPorto SeguroPorto SeguroPorto SeguroPorto Seguro OCEANO 
ATLÂNTICO 
SUL
OCEANO 
ÍNDICO
 Cabo 
da Boa 
Esperança
Lisboa
Canárias
Cabo 
Verde
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HISTÓRIA71
 RETOMANDO
Banca de especiarias. 
Pa
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 Z
up
pa
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/P
ul
sa
r
1. Organize um grupo com três colegas e escolha uma especiaria entre as que foram 
estudadas ao longo do capítulo para pesquisar e apresentar informações sobre 
ela. Organize com os colegas essas informações em uma folha avulsa e, depois, 
leve-as para a sala para uma produção de imagens e escrita. Socialize com a tur-
ma sua produção, organizando com o professor um varal de textos e imagens. Crie 
com o grupo uma legenda sobre as imagens de especiarias que aparecem no varal 
interativo.
 ⊲ Converse com os colegas sobre a utilização das especiarias no lugar onde você 
mora: Qual é a mais utilizada? E qual é a sua preferência?
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PÁGINA 70 PÁGINA 71
3. As especiarias movimentando a história
4o ANO66
Habilidade da BNCC
EF04HI05 Relacionar os processos de ocupação do campo a intervenções na natureza, avaliando os resultados dessas 
intervenções.
Sobre o capítulo
• Contextualizando: analisar e discutir coletiva-
mente sobre a conservação dos alimentos hoje 
e nos séculos passados.
• Praticando: analisar fontes históricas escritas 
e relacioná-las com a importância e o consumo 
das especiarias. 
• Retomando: produzir varal interativo sobre a 
utilidade das especiarias trabalhadas.
Objetivo de aprendizagem
• Reconhecer a importância das especiarias no 
passado e no presente.
Materiais
• Folhas de cartolinas (uma para cada grupo). 
• Material para desenho. 
Contexto prévio
Este capítulo contextualiza o comércio das espe-
ciarias no passado, mais especificamente durante 
a participação dos portugueses no comércio com 
a região das Índias. Procure saber o que a turma 
conhece a respeito das especiarias como produtos 
naturais trazidos do Oriente, principalmente nos 
séculos 15 e 16. Incentive os alunos a criar hipóteses 
sobre como as especiarias são usadas. É impor-
tante saber se esse assunto é de conhecimento 
de todos. Ouça o que os alunos têm a dizer sobre 
o uso desses produtos no passado e no presente, 
esclarecendo que, assim como o sal, eles eram 
importantes para a conservação dos alimentos. 
A turma deve compreender que o comércio das 
especiarias foi extremamente importante também 
para a circulação de mercadorias, pessoas e ideias 
entre os continentes. É importante ainda que per-
cebam que esse comércio incentivou a busca por 
novas rotas marítimas que fossem seguras e rápidas 
até os locais onde as especiarias eram coletadas, 
contribuindo para mudança do rumo da história, 
como a navegação para territórios desconhecidos 
dos europeus e a disseminação de produtos e 
costumes pelos continentes. 
Dificuldades antecipadas
Converse com a turma sobre o objetivo do capítulo. 
É possível que os alunos apresentem insegurança 
quanto ao significado da palavra “especiarias”. Caso 
perceba essa dúvida, convide um aluno voluntário 
para ler o significado no dicionário. Peça também 
que procure o significado de algumas especiarias 
que você conhece para perceber se elas fazem parte 
do contexto da turma.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de resposta
1. Respostas pessoais. Espera-se que o aluno reflita 
sobre as questões propostas e socialize suas re-
flexões. Abra o momento para o aluno comentar e 
complementar as discussões com suas vivências 
pessoais. Caso algum aluno partilhe que não é 
comum a utilização do refrigerador em seu con-
texto, peça que partilhe o método de conservação 
dos alimentos utilizado no lugar onde vive.
Orientações
Convide a turma a fazer a análise das imagens e 
a refletir sobre as perguntas. Proponha a leitura das 
questões de maneira coletiva. Convide os alunos para 
uma socialização voluntária das reflexões deles e 
crie um espaço para aqueles que desejarem trazer 
contribuições pessoais.
Informe que realizarão uma lista coletiva. Convide 
voluntários para falar o nome das especiarias que ob-
servarem na imagem. Pergunte para a turma a utilidade 
de cada uma delas e peça que deem exemplos de 
seus usos em suas casas ou outro uso que conheçam. 
Retome o significado do termo “especiarias”. Peça para 
um dos voluntários que também leia no dicionário o 
significado das especiarias encontradas na imagem. 
Peça à turma que retorne à imagem e tente classificar 
as especiarias como ervas, condimentos ou temperos. 
Durante a elaboração da lista, abra o momento para 
quem quiser comentar ou complementá-la. Se não hou-
ver tempo hábil para a produção da lista coletiva, peça 
que listem suas respostas de maneira individual. Após 
a elaboração da lista, registre no quadro os produtos 
HISTÓRIA67
existentes na imagem e a utilidade desses produtos 
na atualidade. Faça a leitura coletiva da lista e do 
uso das especiarias citadas pela turma. Essa atividade 
pode ser desenvolvida como uma avaliação formal 
escrita pelos alunos. 
 PRATICANDO
Expectativas de resposta
1. Espera-se que a turma mostre atenção para os 
traçados em vermelho e azul, que identificam 
no mapa a rota de ida e volta para o continente 
de produção e venda das especiarias. Espera-se 
que a turma relacione a rota das especiarias com 
a chegada dos portugueses às terras que hoje 
formam o Brasil.
Orientações
Incentive a turma a analisar o mapa da rota das 
especiarias. Façam a leitura coletiva da imagem. 
Chame a atenção para os traçados em vermelho e 
azul das rotas no mapa. Convide-os a identificar o 
continente de produção e venda das especiarias e 
peça a um aluno que socialize essa leitura do mapa. 
Incentive a turma a complementar as colocações do 
colega. Destaque os aspectos que foram observados 
pela turma e chame a atenção para os que não foram 
percebidos. A turma deve realizar a leitura das per-
guntas e responder a cada uma delas por escrito. As 
respostas devem ser socializadas. Após análise do 
mapa, a turma realizará um momento de leitura dos 
textos, um deles remetendo ao passado e o outro à 
atualidade. A ideia é que possam ler e perceber que 
as especiarias trazidas pelos europeus se espalharam 
pelo mundo, sendo utilizadas e procuradas até hoje. 
Durante a leitura, circulepelos grupos, esclareça as 
dúvidas, retome as orientações necessárias. Ao tér-
mino, leia as perguntas disparadoras da atividade 
para a turma e peça que respondam por escrito para, 
após isso, socializarem as respostas entre os grupos. 
Incentive cada grupo em seu momento de socializa-
ção com perguntas para que façam reflexões a partir 
das colocações dos colegas. Faça um fechamento 
destacando os pontos mais relevantes trazidos em 
cada resposta.
 RETOMANDO 
Orientações
A turma deve continuar em grupos. Dê alguns minutos 
para que os integrantes dos grupos relembrem pontos 
interessantes sobre o que foi estudado no capítulo. 
Em seguida, informe que cada grupo produzirá uma 
atividade sobre uma especiaria. Para que haja uma 
diversidade de especiarias, liste coletivamente o nome 
de algumas delas no quadro. Convide um voluntário de 
cada grupo para escolher o nome da especiaria que 
o grupo irá pesquisar. Informe que o grupo pode falar 
sobre a especiaria escolhida por meio de desenho e da 
escrita. Diga que, para esse momento, poderão utilizar 
informações dos textos e imagens, além de colocações 
da turma e do próprio grupo. Convide cada grupo para 
a socialização, retomando os pontos relevantes ou ne-
cessários conforme as discussões. Com a turma toda, 
organize um varal com as produções. Faça a legenda 
coletivamente e permita que a turma escolha o local 
de exposição do trabalho.
4o ANO68
UNIDADE 6
CIRCULAÇÃO DE PESSOAS AO LONGO DO TEMPO
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
1; 2; 3; 7.
HABILIDADE DA BNCC
EF04HI06 Identificar as transformações ocorridas nos processos de deslocamento das pessoas e mercadorias, analisando 
as formas de adaptação ou marginalização.
OBJETO DE CONHECIMENTO
A invenção do comércio e a circulação de pessoas.
UNIDADE TEMÁTICA
Circulação de pessoas, produtos e culturas.
PARA SABER MAIS
• PREFEITURA Municipal de Itabira. Museu do tropeiro. Disponível em: https://turismo.itabira.mg.gov.br/detalhe-da- 
materia/info/museu-do-tropeiro/154241. Acesso em: 28 jul. 2021.
• SANTOS, Leandro. O caminho original. Gazeta do Povo, abr. 2014. Disponível em: https://media.gazetadopovo.com.
br/2011/04/d56759df02b00d6b7be0cfc77436e71d-gpLarge.jpg. Acesso em: 29 jul. 2021.
 Infográfico produzido pelo jornal Gazeta do povo que mostra a rota dos tropeiros entre o Rio Grande do Sul e o 
estado de São Paulo e apresenta algumas informações sobre o modo de vida desse grupo.
• Vista minha pele. Direção: Joel Zito Araújo. Produção: CEERT – Centro de Estudos e Relações de Trabalho e 
Desigualdades. 2008. (26 min.). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FRq4fkkm5Iw. Acesso em: 29 
jul. 2021.
 O filme conta sobre uma história invertida, em que os negros são a classe dominante, e os brancos foram escra-
vizados. Os países pobres são Alemanha e Inglaterra, enquanto os países ricos são, por exemplo, África do Sul e 
Moçambique. Maria é uma menina branca, pobre, que estuda num colégio particular graças à bolsa de estudos que 
tem pelo fato de sua mãe ser faxineira nesta escola. A maioria de seus colegas a hostilizam por sua cor e por sua 
condição social, com exceção de sua amiga Luana, filha de um diplomata que, por ter morado em países pobres, 
possui uma visão mais abrangente da realidade. Este filme é apropriado para as turmas de 4o ano.
https://turismo.itabira.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/museu-do-tropeiro/154241
https://turismo.itabira.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/museu-do-tropeiro/154241
https://media.gazetadopovo.com.br/2011/04/d56759df02b00d6b7be0cfc77436e71d-gpLarge.jpg
https://media.gazetadopovo.com.br/2011/04/d56759df02b00d6b7be0cfc77436e71d-gpLarge.jpg
https://www.youtube.com/watch?v=FRq4fkkm5Iw
HISTÓRIA69
UNIDADE 6
4o ANO72
CIRCULAÇÃO DE PESSOAS AO 
LONGO DO TEMPO
1. Práticas e trocas comerciais
1. Em uma roda de conversa, discuta com os colegas e o professor sobre as pergun-
tas a seguir: 
 ⊲ O que significa a palavra trocar?
 ⊲ O que seriam trocas ou práticas comerciais?
 ⊲ Cite exemplos de trocas ou práticas comerciais que ocorrem em seu cotidiano.
2. Observe as palavras abaixo. Você conhece o significado de todas? Consegue pen-
sar em algo que elas têm em comum?
 ⊲ Qual é a diferença entre comprar algo e vender algo?
 ⊲ Todos os objetos que existem podem ser comprados ou vendidos?
 ⊲ Como e quem determina qual será o preço ou o valor de um produto?
 ⊲ Quais são os meios utilizados para o pagamento de algo?
MERCADO
VENDA
COMPRA
DOAÇÃO
EMPRÉSTIMO
NEGÓCIO
CARTÃO
ESCAMBO PREÇO
PERMUTA
PAGAMENTO
COMÉRCIO
DINHEIRO
DÍVIDA
ECONOMIA
SALÁRIO
MOEDA
VALOR
OURO
LUCRO
4o ANO74
2. Agora, leia os documentos: 
Antigamente, as pessoas produziam as coisas apenas para a sua subsistência, ou seja, era tudo feito para 
o consumo próprio. Mas quando a produção era maior que a necessidade, as pessoas trocavam seus exce-
dentes. Essa troca de mercadorias ficou conhecido por escambo.
Não havia dinheiro como conhecemos nos dias de hoje.
Mas havia uma dificuldade na hora de fazer as comparações entre mercadorias: como conseguir com-
prar alimentos que valem meio boi se eu só tenho um boi inteiro? Além disso, era difícil acumular a “rique-
za” uma vez que as coisas usadas nas trocas eram perecíveis.
Foi com o uso de metais – principalmente cobre, outro, prata e bronze – que permitiu a padronização de 
valores e facilitou a troca de mercadorias, deixando o comércio mais dinâmico.
Nas feiras da Idade Média, as pessoas trocavam 
produtos por moedas de ouro. A profissão de ban-
queiro surgiu nessa época. Ele era o responsável 
pela pesagem das moedas.
 ⊲ Represente, em um esquema com desenhos, o desenvolvimento das trocas comer-
ciais, desde os primeiros grupos humanos até os dias atuais. Para essa atividade, 
considere o que você apreendeu com as leituras dos documentos dessa página.
O Banqueiro e sua mulher, 
de Q. Matsys (1514). Óleo sobre 
painel de madeira, 74 × 68 cm, 
Museu do Louvre, Paris, França.
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HISTÓRIA73
 PRATICANDO
1. Leia o texto abaixo, inspirado por Darcy Ribeiro, um importante antropólogo que es-
tudou e pesquisou sobre as populações indígenas e a formação do povo brasileiro.
DINHEIRO
O dinheiro pode parecer algo estranho e assustador. Afinal, é só um pedaço de papel. Em tempos 
antigos, cada um desses pedaços de papel equivalia a uma quantia em ouro, guardada em algum lugar. 
Para os índios, que não estavam acostumados com o conceito de dinheiro e de papel como moeda 
de troca, podia ser confuso ver alguém trocando os mesmos cinco cruzeiros por tantas coisas dife-
rentes. Alguém podia comprar um cacho de bananas ou um remédio com aquela quantia, e ninguém 
estaria sendo enganado. Ou assim parecia...
Baseado em: RIBEIRO, Darcy. Noção das coisas. São Paulo: FTD, 1965. p. 61.
a. Por que o dinheiro pode parecer assustador ou ruim?
b. Você consegue imaginar um mundo em que as pessoas não utilizassem dinhei-
ro, cartão, banco ou nenhum tipo de moeda? Explique.
c. Por que os indígenas poderiam ficar confusos com o fato de uma mesma nota de 
dinheiro poder comprar diversas coisas diferentes? 
 
HISTÓRIA75
 RETOMANDO
1. Faça um exercício de imaginação histórica, tentando se colocar no lugar de pessoas 
que viviam ou vivem sem a utilização do dinheiro. 
Para essa atividade, siga as orientações abaixo.
 ⊲ Forme dupla com um colega de sala.
 ⊲ Em seguida, converse sobre o que mudaria na vida de vocês se não existisse 
dinheiro e o quanto o dinheiro faz ou não parte da vida de vocês e de suas 
famílias.
 ⊲ Elabore um pequeno texto sobre como seria um dia da vida de vocês sem a 
existência do dinheiro. Quais seriam as dificuldades? Vocês teriam algumas van-
tagens? Como fariam para adquirir alimentos, roupas, materiais escolares, entre 
outros itens?
 ⊲ Organizeuma apresentação oral para que outras duplas conheçam quais foram 
as soluções pensadas por você e seu colega de dupla.
 
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PÁGINA 72 PÁGINA 73
PÁGINA 74 PÁGINA 75
1. Práticas e trocas comerciais 
4o ANO70
Sobre o capítulo
• Contextualizando: levantar os conhecimentos 
prévios sobre trocas e atividades comerciais na 
história.
• Praticando: desenvolver reflexões sobre o texto 
de Darcy Ribeiro mediadas por questões para 
o estudo da fonte. Ampliar os conhecimentos 
sobre o conceito de comércio e comercialização, 
relacionando o passado e a atualidade.
• Retomando: sistematizar os estudos do capítulo 
em uma atividade de imaginação histórica em 
que os alunos vão vivenciar situações que se 
remetem a um período em que não existia dinheiro. 
Objetivo de aprendizagem
• Reconhecer a existência de diversas práticas 
e trocas comerciais em diferentes espaços e 
tempos históricos.
Contexto prévio
A ideia central deste capítulo é fazer com que 
os alunos reflitam sobre a existência de diferen-
tes práticas comerciais para além daquelas que 
provavelmente estão presentes em seu cotidiano. 
Contemplar a socialização de experiências com 
formas de pagamento como uma das possibilidades 
de comércio da atualidade.
Dificuldades antecipadas
É possível que os alunos apresentem certa 
dificuldade em imaginar um tempo em que não 
existia moeda, no caso, o dinheiro, como forma de 
pagamento para as trocas comerciais. Caso seja 
necessário, busque mais fontes que possam ser 
usadas para exemplificação e ilustração do capítulo. 
Habilidade da BNCC
EF04HI06 Identificar as transformações ocorridas nos processos de deslocamento das pessoas e mercadorias, analisando 
as formas de adaptação ou marginalização.
CONTEXTUALIZANDO 
Expectativas de resposta
1. Respostas pessoais. Espera-se que o aluno res-
ponda que trocar significa entregar algo para se 
obter outra coisa. É possível que eles respondam 
a partir de exemplos reais como trocas entre itens 
colecionáveis. Sobre os termos trocas ou práticas 
comerciais, espera-se que os alunos respondam 
que são qualquer ação que envolva a troca de 
um produto por outro ou por uma moeda. Essa 
ação é um ato pós-produção, ou seja, que tem 
por objetivo a entrega do produto ou serviço ao 
consumidor. Para a última pergunta, podem surgir 
exemplos diversos, entre eles, as vendas diretas 
de produtos. 
Orientações
Na atividade 1, converse com a turma sobre as 
questões. Deixe que falem livremente e levantem suas 
hipóteses sobre o tema. Com essas indagações pre-
tende-se fazer com que os alunos se familiarizem com 
a temática do capítulo. Na atividade 2, conceda um 
tempo para que os alunos leiam e façam comentários 
espontâneos. Fique atento, pois o que for mencionado 
pode ser um “assunto gatilho” para outros temas que 
serão tratados na aula. A ideia aqui é fazer com que os 
alunos se familiarizem com diversos termos relaciona-
dos ao universo das trocas de mercadorias, produtos 
e culturas. É provável que grande parte dos alunos 
já tenha ouvido falar e saiba dar exemplos sobre a 
maioria das palavras que constam na ilustração. Não é 
necessário que eles saibam explicar com profundidade 
cada um desses conceitos, mas é fundamental que 
entendam que são palavras que compõem um mesmo 
conjunto de ideias.
 PRATICANDO
Expectativas de respostas
1. a. O autor diz que dinheiro “é só papel impresso” 
e esse papel pode ter muito valor. 
 b. Respostas pessoais. Espera-se que os alunos 
sejam imaginativos em suas respostas, demons-
trando haver certa dificuldade para viver sem 
dinheiro. Todos teriam que produzir algo para 
trocar com os demais e obter os diferentes 
produtos necessários à sobrevivência. 
 c. Os indígenas não entendiam que a nota é uma 
representação de uma quantidade que poderia 
ser usada em diversos contextos. 
HISTÓRIA71
2. Em seus cadernos, é esperado que os alunos de-
senhem o desenvolvimento das trocas comerciais, 
evidenciando algumas etapas discutidas nesse 
capítulo: a época do escambo (das primeiras ci-
dades), depois, a invenção das moedas (na Grécia 
e Roma antigas), o surgimento dos banqueiros e 
das feiras (na Idade Média), e, podem ilustrar as 
trocas atuais, com cartões de crédito ou compras 
pela internet. 
Orientações
Promova a leitura e a compreensão do texto. Logo 
após , você pode perguntar aos alunos o que enten-
deram. A medida em que forem mencionando suas 
ideias, escreva palavras-chave correspondentes no 
quadro. Explique que o desenvolvimento do comér-
cio foi algo lento, que ocorreu em milhares de anos: 
desde os primeiros grupos humanos sedentários até 
os dias atuais. 
 RETOMANDO
Orientações
Fazer esse tipo de exercício provoca no aluno uma 
empatia com outros sujeitos históricos e o faz refletir 
sobre as próprias condições em que vive. É muito in-
teressante que os alunos percebam que o mundo nem 
sempre foi como eles o encontraram quando nasceram, 
ou seja, foram necessários milhares de anos para que 
chegássemos onde estamos, e nem por isso precisamos 
ter apenas uma maneira de viver, de se relacionar e 
de trocar.
Oriente-os a imaginar e registrar como seria um dia 
da vida deles levando em consideração as questões 
apresentadas no terceiro tópico.
Ao final, as duplas devem fazer uma breve apresen-
tação para a turma contando o que mudaria em seu 
cotidiano caso o dinheiro deixasse de existir de uma 
hora para outra. Para isso, organize o momento que 
cada dupla falará, ressaltando com os outros colegas 
a importância em respeitar as apresentações, podendo 
fazer perguntas apenas em momentos adequados.
Aproveite esse momento para realizar uma ava-
liação diagnóstica (ou sondagem) que identificará 
potencialidades e fragilidades na aprendizagem sobre 
a temática, reconhecendo as lacunas de aprendizagem 
que os alunos apresentarem. Esses conhecimentos 
serão aperfeiçoados durante os demais capítulos 
desta unidade. 
Leitura complementar para o professor
Um pouco de História
Nem sempre o dinheiro existiu. Na verdade, no 
início dos tempos, não havia dinheiro em nenhum 
lugar do mundo. As pessoas trocavam as coisas de 
que precisavam. Se alguém tinha bastante carne e 
outra pessoa havia colhido muitas frutas, trocavam a 
carne pelas frutas. Assim, as duas ficavam satisfeitas. 
Pesquisas arqueológicas indicam que as moedas sur-
giram há quase 4 mil anos (2   500 a.C.), o que torna o 
dinheiro tão antigo quanto as pirâmides do Egito. As 
primeiras moedas surgiram no séc. 7 a.C., no reino da 
Lídia, onde hoje fica a Turquia. Os lídios inventaram 
a moeda moderna, com pesos, tamanhos e valores 
diferentes. Cada pedaço de metal tinha um valor que 
correspondia a um determinado produto. Assim, o 
homem começou a dividir e pesar o metal quando 
pretendia realizar um negócio. Entre 640 e 630 a.C., 
é inventada a cunhagem: as moedas passam a ser 
identificadas por imagens gravadas em relevo, como 
as moedas de hoje. Ao cunhar e emitir milhares de 
moedas, os lídios inventaram uma economia muito 
rica e farta, e fizeram fortunas na Antiguidade. A 
primeira moeda cunhada em Roma foi feita em 268 
a.C., e chamava-se denário – termo que é a origem 
da palavra dinheiro. O denário era feito de prata e 
servia como base do sistema de moedas (sistema 
monetário) de Roma. Ele também era fabricado no 
templo dedicado à deusa Juno Moneta, que deu 
origem às palavras “moeda” e “monetário”. Apesar 
do dinheiro ter surgido pela primeira vez no reino 
da Lídia, há milhares de anos, ele desapareceu com 
o fim do Império Romano. E quando a Idade Média 
chegou, com servos que cultivavam os alimentos 
em imensas propriedades de senhores feudais, a 
terra passou a ser a coisa mais valiosa. As pessoas 
só produziam o que precisavam, e o escambo (a 
troca) tomou o lugar do dinheiro.
Nas sociedades modernas, o dinheiro é essen-
cialmente um símbolo – uma abstração. Asnotas 
são o tipo mais comum de dinheiro utilizado presen-
temente. No entanto, bens como o ouro e a prata 
mantêm muitas das características essenciais de ser 
dinheiro. A emergência do dinheiro não depende de 
uma autoridade central ou governo. É um fenómeno 
do mercado; na prática, entretanto, os tipos de moeda 
mais aceites atualmente são aqueles produzidos 
e sancionados pelos governos. A maior parte dos 
4o ANO72
países possuem um padrão monetário específico 
– um dinheiro reconhecido oficialmente. Algumas 
excepções são o euro (usado por diversos países 
europeus) e o dólar (utilizado em todo mundo).
As funções do dinheiro
As moedas e notas diariamente utilizadas para 
aquisição de bens e serviços são uma invenção re-
cente na história da Humanidade, aliás a sua desco-
berta representou um marco histórico. Há milhares 
de anos, os homens não precisavam de dinheiro. 
As poucas pessoas que existiam viviam em peque-
nas comunidades, compostas por uma só família, 
e subsistiam com a caça e a vegetação disponíveis 
na região habitada. Mais tarde, o crescimento des-
sas minúsculas comunidades deu origem a novos 
núcleos de famílias, que se fixaram na sua própria 
fronteira, delimitando a sua área de plantação e 
caça. Entretanto, nem todos produziam os mesmos 
produtos, o que deu origem ao processo primitivo 
de divisão do trabalho e especialização. Enquanto 
uns pescavam, outros caçavam ou plantavam, o que 
permitiu que os núcleos passassem a trocar o seu 
excedente. Uma boa caça poderia ser trocada por 
uma quantidade razoável de feijões; e estes, por 
sua vez, por um número generoso de frutos. Como 
era natural, determinadas comunidades, por seus 
recursos naturais, habilidades dos seus cidadãos 
ou por outros motivos, produziam em abundância 
determinados bens, em detrimento da escassez de 
outros; em contrapartida, povos vizinhos ou até dis-
tantes, pelos mesmos motivos, tinham os mesmos 
ou outros produtos suplementares. Surge, assim, 
por necessidades coletivas e individuais, a troca ou 
a permuta de mercadorias, também denominada 
escambo. É claro que nem tudo era tão simples. Para 
trocar um objeto por outro os desejos das partes 
tinham de ser coincidentes. Imaginem um indivíduo 
que tenha laranjas e queira maçãs. Seria pouco pro-
vável encontrar um outro indivíduo com gostos exa-
tamente opostos, ou seja, ansioso por vender maçãs 
e comprar laranjas. Mesmo que se verificasse essa 
coincidência, ainda assim colocavam-se problemas 
relacionados com as quantidades e os termos de 
troca desejados. Outras vezes, não era do interesse 
do que possuía maçãs, trocá-las por laranjas, mas 
por açúcar. Então, o que tinha laranjas, e que que-
ria maçãs, teria que procurar alguém que tivesse 
açúcar e o quisesse trocar por laranjas e depois ir 
obter as maçãs. Assim, à medida que aumentavam 
os produtos disponíveis nos mercados, a prática do 
escambo tornou-se cada vez mais difícil.
BCV. O que é o dinheiro. Caderno n. 2, Série Educação Financeira. 
BCV. Disponível em: http://www.bi.cv/upl/%7B90e4daab-068f-4b1f-
9e18-8fbfb04cd90f%7D.pdf. Acesso em: 30 nov. 2021. 
ANOTAÇÕES
 
http://www.bi.cv/upl/%7B90e4daab-068f-4b1f-9e18-8fbfb04cd90f%7D.pdf
http://www.bi.cv/upl/%7B90e4daab-068f-4b1f-9e18-8fbfb04cd90f%7D.pdf
HISTÓRIA73
4o ANO76
2. Pessoas não são mercadorias!
1. Converse com a turma e o professor. 
 ⊲ O que é comércio?
 ⊲ O que seria o comércio de pessoas? 
 ⊲ Você acha que é correto as pessoas serem tratadas como mercadorias?
2. Discuta com os colegas os anúncios publicados no jornal A Província de S.Paulo, 
do século 19, em que pessoas eram tratadas como mercadoria e propriedade. 
ANÚNCIOS em jornais do século 19. In: FREYRE, G. O escravo nos anúncios de jornais 
brasileiros do século XIX. 1 ed. digital. São Paulo: Global, 2012. p. 71.
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4o ANO78
2. Forme dupla com um colega e elabore um cartaz que promova o combate à escra-
vidão nos dias atuais. Crie-o no espaço a seguir.
Você sabia que...
Luiz Gama nasceu na Bahia livre, era filho de uma africana livre e de um fidalgo de origem portugue-
sa, cujo pai o nome ele nunca revelou. Aos 10 anos, seu pai o vendeu como escravo e foi para São Paulo. 
No cativeiro, aprendeu a ler e escrever e reconquistou a sua liberdade após provar que havia nascido 
livre. Daí em diante, sua paixão pelas letras e seu espírito aguerrido não pararam de crescer. [...]
 Ativista da causa republicana e abolicionista, colaborou com a sua pena em diversos jornais [...]
Na sua missão de libertar e garantir o direito dos escravizados, Luiz Gama valeu-se de uma “bre-
cha” no próprio sistema escravista: a lei de 7 de novembro de 1831 que extinguiu o tráfico negreiro. 
Por esta lei, aqueles trazidos para o Brasil depois desta data seriam considerados livres. Luiz Gama 
dedicou-se com afinco e gratuitamente a libertar pessoas escravizadas de várias províncias do Brasil.
Mesmo não sendo “diplomado”, era advogado autodidata com grande cultura jurídica. [...]
LUIZ Gama, ativista abolicionista. Biblioteca Nacional.
Disponível em: https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/05/luiz-gama-ativista-abolicionista. 
Acesso em: 26 ago. 2021.
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HISTÓRIA77
PRATICANDO
Será que, nos dias de hoje, ainda existe comércio de pessoas?
1. Leia a notícia abaixo e analise-a.
Escravizar pessoas é uma prática criminosa que, infelizmente, ainda acontece em diver-
sos países e, também, no Brasil. 
a. Pesquise, em notícias e artigos de jornais, alguns outros nomes de países onde fo-
ram encontradas pessoas escravizadas atualmente. Registre as informações aqui.
b. Quais são as regiões do mundo com maiores números de pessoas escravizadas 
na atualidade? 
c. Em sua opinião, como se deve combater a prática da escravidão nos dias atuais?
Fonte: LEILÃO de escravos é flagrado na Líbia. Carta Capital, 14 nov. 2017. Disponível em: 
https://www.cartacapital.com.br/mundo/leilao-de-escravos-e-flagrado-na-libia/. Acesso em: 28 jul. de 2021.
“Alguém precisa de um escavador? Este é um escavador, 
um homem forte e grande”, diz o responsável pelo leilão de 
seres humanos. “500, 550, 600, 650…” Em cerca de sete mi-
nutos, uma dezena de pessoas foi vendida. A todo tempo, 
afirma a repórter responsável pela matéria, os criminosos 
se referiam aos imigrantes como “mercadoria”. 650 dinares, 
o valor pelo qual um dos homens foi vendido, equivalem hoje 
a 1,5 mil reais.
Glossário
dinar: nome da moeda 
(unidade monetária) da 
Líbia e de outros países 
como Iraque, Jordânia e 
Tunísia.
Leilão de escravos é flagrado na Líbia
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HISTÓRIA79
 RETOMANDO
Como vimos, o trabalho forçado ainda é um problema na atualidade. Segundo a 
Organização Internacional do trabalho (OIT), entre 1995 e 2016, o Brasil resgatou 55 mil pes-
soas de situações semelhantes ao trabalho escravo. 
1. Veja a seguir o texto da lei que proíbe a escravidão no país e discuta com a turma.
Art. 149. Reduzir alguém à condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a 
jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer 
meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem:
I - cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador, com o fim de retê-lo no local 
de trabalho;
II - mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais 
do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho.
§ 2º A pena é aumentada da metade, se o crime é cometido:
I - contracriança ou adolescente;
II - por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem.
BRASIL. Lei n. 10.803, de 11 de dezembro de 2003. Altera o art. 149 do Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - 
Código Penal, para estabelecer penas ao crime nele tipificado e indicar as hipóteses em que se configura condição 
análoga à de escravo. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil: Brasília, DF, p. 1, 12 dez. 2003.
2. Registre a seguir as palavras do texto de que você desconhece o significado. 
Depois, pesquise-as no dicionário.
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PÁGINA 76 PÁGINA 77
PÁGINA 78 PÁGINA 79
2. Pessoas não são mercadorias!
4o ANO74
Sobre o capítulo
• Contextualizando: analisar e refletir sobre anún-
cios de jornais do século 19 em que pessoas eram 
tratadas como mercadoria.
• Praticando: compreender que escravidão não é 
apenas uma realidade do passado, ela continua 
existindo em vários países, inclusive no Brasil, e 
deve ser combatida.
• Retomando: analisar o artigo de Lei no 149, da 
Constituição Federal do Brasil e rever as ideias 
debatidas no capítulo.
Objetivo de aprendizagem
• Analisar criticamente a comercialização de pessoas 
em diferentes tempos e espaços, relacionando-a 
à perpetuação de desigualdades e racismos na 
contemporaneidade.
Materiais
• Dicionário da Língua Portuguesa.
Contexto prévio
Neste capítulo, mostraremos como os eventos 
históricos foram capazes de ressignificar sistemas 
e transformar pessoas em mercadorias. Essa práti-
ca gerou profundas consequências para os povos 
que foram tratados como mercadoria, perpetuando 
desigualdades, racismos e discriminações. 
Dificuldades antecipadas
Durante as discussões, destaque que o comércio 
de pessoas escravizadas não foi um fenômeno que 
ocorreu exclusivamente na África, durante os séculos 
16 ao 19. A instituição da escravidão esteve presente 
ao longo da história da Humanidade, em diferentes 
contextos. É importante deixar explícito que as ações 
que transformaram pessoas em mercadorias são, 
no presente, atitudes que devem ser combatidas 
e criticadas.
Habilidade da BNCC
EF04HI06 Identificar as transformações ocorridas nos processos de deslocamento das pessoas e mercadorias, analisando 
as formas de adaptação ou marginalização.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de resposta
1. Respostas pessoais. Espera-se que os alunos iden-
tifiquem o comércio como qualquer atividade de 
troca de um tipo de bem ou serviço por outro ou por 
um meio de pagamento. No que se refere à ideia 
de comércio de pessoas, é possível que os alunos 
associem ao que já estudaram sobre a escravização 
de grupos africanos trazidos para a América de ma-
neira forçada. Destaque que, ao longo da história, 
há outros exemplos de povos escravizados que 
não apenas os africanos. Para responder à última 
questão, provavelmente os alunos mencionem que a 
prática de escravizar pessoas não é correta. Reitere 
que tal prática é considerada ilegal no Brasil e em 
outros países que seguem a Declaração Universal 
dos Direitos Humanos, de 1948.
 Saiba mais em: LAFER, Celso. História da Declaração 
por Celso Lafer. 1948: Declaração Universal dos 
Direitos Humanos, 6 dez. 2021. Disponível em: 
https://declaracao1948.com.br/declaracao-universal/
historia-da-declaracao-por-celso-lafer/declaracao-
universal-dos-direitos-humanos-19481/?gclid=Cjw
KCAiAhreNBhAYEiwAFGGKPBbzaKIgUXWtJOrgYx
CTZgT01GWhjEtprRIRsi0ZYuXiHZy6pj3eexoCCuw
QAvD_BwE. Acesso em: 6 dez. 2021.
Orientações
Essas perguntas são provocativas, para que os alunos 
reflitam sobre o assunto. Nesse momento não é neces-
sário aprofundar os temas, nem ter respostas precisas 
para todas as perguntas. O intuito é fazer com que os 
alunos se aproximem da temática e se preocupem com 
a ideia de que, em algum tempo histórico, em alguma 
cultura, pessoas já foram comercializáveis.
Converse com os alunos sobre as questões e inter-
venha ao sinal de qualquer fala preconceituosa. Com 
os anúncios de jornal, a ideia é demonstrar que tratar 
pessoas como mercadoria não é apenas uma hipótese, 
isso já aconteceu de maneira massiva no Brasil bem como 
em outros lugares do mundo. Na seção Praticando, será 
discutida a escravidão contemporânea.
 PRATICANDO
Expectativas de respostas
1. a. É esperado que os alunos mencionem paí-
ses como a Coreia do Norte, a Índia, o Brasil, 
https://declaracao1948.com.br/declaracao-universal/historia-da-declaracao-por-celso-lafer/declaracao-universal-dos-direitos-humanos-19481/?gclid=CjwKCAiAhreNBhAYEiwAFGGKPBbzaKIgUXWtJOrgYxCTZgT01GWhjEtprRIRsi0ZYuXiHZy6pj3eexoCCuwQAvD_BwE
https://declaracao1948.com.br/declaracao-universal/historia-da-declaracao-por-celso-lafer/declaracao-universal-dos-direitos-humanos-19481/?gclid=CjwKCAiAhreNBhAYEiwAFGGKPBbzaKIgUXWtJOrgYxCTZgT01GWhjEtprRIRsi0ZYuXiHZy6pj3eexoCCuwQAvD_BwE
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HISTÓRIA75
Eritreia, o Burundi, a República Central Africana, 
o Afeganistão, a Mauritânia, o Sudão do Sul, o 
Paquistão, o Camboja, o Irã, o Haiti, a Venezuela, 
a Índia, entre outros. Você pode propor que pes-
quisem essas informações em sites. Sugerimos 
alguns como referência: 
• ESCRAVIDÃO moderna atinge mais de 40 mi-
lhões de pessoas no mundo. DW, 27 jul. 2018. 
Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/
escravid%C3%A3o-moderna-atinge-mais-de-40-
milh%C3%B5es-no-mundo/a-44760076. Acesso 
em: 30 nov. 2021. 
• VIEIRA, Ana Luísa. Mundo ainda tem 403 mi-
lhões de escravos. R7, 20 jul. 2018. Disponível 
em: https://noticias.r7.com/internacional/fotos/
mundo-ainda-tem-403-milhoes-de-escravos-
veja-paises-mais-afetados-20072018#/foto/1. 
Acesso em: 30 nov. 2021.
• FRANCE PRESSE. Há 30 milhões de escravos no 
mundo; Ásia e África lideram ranking. G1, 16 out. 
2013. Disponível em: http://g1.globo.com/mundo/
noticia/2013/10/ha-30-milhoes-de-escravos-
no-mundo-asia-e-africa-lideram-ranking.html. 
Acesso em: 30 nov. 2021.
 b. As pessoas precisam conhecer seus direitos e 
as autoridades devem fiscalizar e pedir que os 
cidadãos denunciem os casos de escravidão. 
Após as pesquisas e levantamento de informa-
ções pelos alunos, espera-se que concluam 
que os continentes com os maiores índices de 
pessoas escravizadas são a Ásia e a África. 
 c. Espera-se que os alunos mencionem modos de 
combater a baixa escolaridade da população; 
podem mencionar campanhas de esclareci-
mento da população quanto aos seus direi-
tos, especialmente de imigrantes; programas 
governamentais de assistência à imigrantes; 
criação de órgãos de fiscalização de práticas 
de escravidão, entre outros. 
2. Os alunos podem escrever frases de combate ao 
trabalho compulsório e ilustrar situações que apre-
sentem ideias de liberdade e igualdade de direitos.
Orientação
Em relação à atividade de pesquisa proposta, amplie-a 
convidando os alunos a uma análise crítica das informa-
ções levantadas, questionando a turma sobre quais são os 
fatores que intensificam a escravidão no mundo. Destaque 
que as as dificuldadesfinanceiras são fatores que impul-
sionam as pessoas a saírem de seus países em busca de 
melhores condições de vida. E, uma parcela considerável 
de pessoas escravizadas são imigrantes ilegais, que chega 
aos países de destino destituída de direitos civis. Outros 
fatores que levam as pessoas ao trabalho compulsório ou 
forçado são as dívidas, os baixos índices de escolaridade 
e de renda. Explique que, a princípio, todos os países do 
mundo já aboliram legalmente a escravidão. A Mauritânia 
foi o último. Mas, nesse país, a escravidão só deixou de 
ser crime em 2007.
É importante destacar que a escravidão se combate 
com o entendimento da sociedade de que essa prática é 
criminosa e deve ser reprimida pelas forças de segurança 
(polícia, Ministério Público), denunciada pela sociedade 
civil organizada (ONGs) e também pelo cidadão, que 
deve levar às autoridades os casos de seu conhecimento.
 RETOMANDO
Expectativas de resposta
1. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos per-
cebam quais são as práticas proibidas que ca-
racterizam o trabalho escravizado ou análogo à 
escravidão.
2. Resposta pessoal. Os alunos devem, com certa 
autonomia, perceber quais são as palavras que 
desconhecem, procurando-as no dicionário.
Orientações
Leia com a turma o artigo 149, da Lei nº 10.803, que 
estabelece penas ao crime de trabalho análogo ao es-
cravizado, bem como indica as hipóteses em que se 
configura essa condição. Após a leitura da lei, peça aos 
alunos para identificar as palavras do texto do artigo de 
lei que lhes são desconhecidas e para que pesquisem os 
significados delas no dicionário.
Converse com os alunos de forma que eles compreen-
dam como a lei conceitua o trabalho escravizado, o que 
seria uma jornada exaustiva, condições degradantes, 
vigilância ostensiva, restrição de locomoção e a dívida 
com o empregador.
Depois, fale da pena imposta e seus agravantes, que 
são o uso de mão de obra escravizada de crianças e 
adolescentes.
Possibilite aos alunos discutir e relatar se já tiveram 
contato com essa situação.
Leitura complementar
Relatório da Fundação Walk Free aponta que 
45,8 milhões de pessoas em todo o mundo estão 
sujeitas a alguma forma de escravidão moderna 
Divulgação MPT
https://www.dw.com/pt-br/escravid%C3%A3o-moderna-atinge-mais-de-40-milh%C3%B5es-no-mundo/a-44760076
https://www.dw.com/pt-br/escravid%C3%A3o-moderna-atinge-mais-de-40-milh%C3%B5es-no-mundo/a-44760076
https://www.dw.com/pt-br/escravid%C3%A3o-moderna-atinge-mais-de-40-milh%C3%B5es-no-mundo/a-44760076
https://noticias.r7.com/internacional/fotos/mundo-ainda-tem-403-milhoes-de-escravos-veja-paises-mais-afetados-20072018#/foto/1
https://noticias.r7.com/internacional/fotos/mundo-ainda-tem-403-milhoes-de-escravos-veja-paises-mais-afetados-20072018#/foto/1
https://noticias.r7.com/internacional/fotos/mundo-ainda-tem-403-milhoes-de-escravos-veja-paises-mais-afetados-20072018#/foto/1
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/10/ha-30-milhoes-de-escravos-no-mundo-asia-e-africa-lideram-ranking.html
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/10/ha-30-milhoes-de-escravos-no-mundo-asia-e-africa-lideram-ranking.html
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/10/ha-30-milhoes-de-escravos-no-mundo-asia-e-africa-lideram-ranking.html
4o ANO76
Cerca de 45,8 milhões de pessoas em todo o mundo 
estão sujeitas a alguma forma de escravidão moderna. 
A estimativa é do relatório Índice de Escravidão Global 
2016, da Fundação Walk Free, divulgado hoje (30).
Segundo o documento, 58% dessas pessoas vivem 
em apenas cinco países: Índia, China, Paquistão, 
Bangladesh e Uzbequistão. Já os países com a maior 
proporção de população em condições de escravidão 
são a Coreia do Norte, o Uzbequistão, o Camboja e 
a Índia.
A escravidão moderna ocorre quando uma pessoa 
controla a outra, de tal forma que retire dela sua liber-
dade individual, com a intenção de explorá-la. Entre 
as formas de escravidão estão o tráfico de pessoas, o 
trabalho infantil, a exploração sexual, o recrutamento 
de pessoas para conflitos armados e o trabalho forçado 
em condições degradantes, com extensas jornadas, 
sob coerção, violência, ameaça ou dívida fraudulenta.
[...]
No último relatório, de 2014, cerca de 35,8 milhões 
de pessoas viviam nessa situação. 
Escravidão moderna
Segundo a Walk Free, a escravidão moderna é um 
crime oculto que afeta todos os países e tem impacto na 
vida das pessoas que consomem produtos feitos a partir 
do trabalho escravo. Por isso, é preciso o envolvimento 
dos governos, da sociedade civil, do setor privado e da 
comunidade para proteção da população vulnerável.
Segundo a fundação, quase todos os países se 
comprometeram a erradicar a escravidão moderna por 
meio de suas legislações e políticas. Os governos que 
mais respondem no combate ao trabalho forçado são 
aqueles com Produto Interno Bruto (PIB) mais elevado 
como a Holanda, os Estados Unidos, o Reino Unido, a 
Suécia e a Austrália. As Filipinas, a Geórgia, o Brasil, a 
Jamaica e a Albânia estão fazendo grandes esforços, 
apesar de ter relativamente menos recursos do que 
países mais ricos, segundo a Walk Free.
No prefácio do relatório ao qual a reportagem da 
Agência Brasil teve acesso, o fundador e presidente 
da Walk Free, Andrew Forrest, diz que o Brasil foi 
um dos países pioneiros na divulgação de uma lista 
de empresas nacionais multadas na Justiça pela uti-
lização de trabalho forçado. Uma liminar impedia a 
publicação da chamada Lista Suja do Trabalho Escravo 
desde dezembro de 2014. Na semana passada, en-
tretanto, o Supremo liberou a divulgação dos nomes 
das empresas autuadas.
Os governos que menos fazem para conter a 
escravidão moderna, segundo o relatório, são a 
Coreia do Norte, o Irã, a Eritreia, a Guiné Equatorial 
e Hong Kong.
Na avaliação da entidade, levando-se em conta 
o Produto Interno Bruto (PIB) e a riqueza relativa do 
país, Hong Kong, Catar, Singapura, Arábia Saudita e 
Bahrein poderiam fazer mais para resolver problemas 
de escravidão moderna dentro de suas fronteiras.
Segundo a Walk Free, muitos países, incluindo 
as nações mais ricas, continuam resgatando vítimas, 
enquanto muitos não conseguem garantir proteções 
significativas para os trabalhadores mais vulneráveis.
A pobreza e a falta de oportunidades são fatores 
determinantes para o aumento da vulnerabilidade à 
escravidão moderna. Os estudos também apontam 
para desigualdades sociais e estruturais mais pro-
fundas para que a exploração persista - a xenofobia, 
o patriarcado, as classes e castas, e as normas de 
gênero discriminatórias.
Escravidão no Brasil e nas Américas
Segundo a Walk Free, o Brasil tem 161,1 mil pessoas 
submetidas à escravidão moderna – em 2014, eram 
155,3 mil. Apesar do aumento, a fundação considera 
uma prevalência baixa de trabalho escravo no Brasil, 
com uma incidência em 0,078% da população.
O relatório aponta que a exploração no Brasil 
geralmente é mais concentrada nas áreas rurais, 
especialmente em regiões de cerrado e na Amazônia. 
Em 2015, 936 trabalhadores foram resgatados da con-
dição de escravidão no país, em sua maioria homens 
entre 15 e 39 anos, com baixo nível de escolaridade 
e que migraram dentro do país buscando melhores 
condições de vida.
Nas Américas, pouco mais de 2 milhões de pessoas 
são vítimas de trabalho escravo, mais identificados 
na Guatemala, no México, no Chile, na República 
Dominicana e na Bolívia. Os resultados da Walk Free 
sugerem que os setores de trabalho manuais, como 
a construção, os trabalhos em fábricas e domésticos 
são os que concentram mais escravos modernos nas 
Américas.
O país com maior número de pessoas submetidas 
à escravidão é o México, com 376,8 mil. Os governos 
com melhores respostas no combate a esse crime são 
os Estados Unidos, a Argentina, o Canadá e o Brasil.
O relatório completo da Walk Free está disponível 
na internet. 
VERDÉLIO, Andreia. Escravidão moderna atinge 45,8 milhões de 
pessoas no mundo. Agência Brasil, 30 mai. 2016. Disponível em: https://
agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2016-05/escravidao-moderna-atinge-458-milhoes-de-pessoas-no-mundo. 
Acesso em: 30 nov. 2021.
HISTÓRIA77
4o ANO80
3. Circulação de pessoas no tempo e espaço
O café é originário 
da Etiópia.
O arroz é originário da Ásia e faz parte da 
dieta de vários brasileiros.
A manga é originária do Sul da Ásia e foi 
trazida pelos portugueses ao Brasil no 
período em que o país era colônia 
de Portugal.
1. Em uma roda de conversa, troque ideias com os colegas e o professor sobre as 
questões a seguir. 
 ⊲ Você sabe o significado da palavra tropeiro?
 ⊲ O que significa dizer que as pessoas, os produtos, as culturas e as ideias circu-
lam pelos lugares? Como você acha que isso acontece?
 ⊲ No passado, os tropeiros contribuíram para levar mercadorias de um ponto a 
outro do território do Brasil?
2. Você conhece a origem de alguns alimentos que consumimos? Veja os exemplos 
a seguir.
a. Há outros produtos que consumimos que vêm de regiões e países diferentes dos 
nossos? Verifique as informações contidas nas embalagens de alguns produtos 
que você possui em casa. Depois, registre o local de produção de cada um.
 
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4o ANO82
Caminho do Tropeiro
Para chegar ao litoral, os paulistas utilizavam o chamado Caminho do Mar, um con-
junto de trilhas que saíam de São Paulo de Piratininga rumo à Serra de Paranapiacaba, 
através do território que hoje compõem o ABCD. Sobre as trilhas que levavam a Santos 
foi construída a Calçada de Lorena, a primeira estrada calçada de São Paulo. A obra, que 
começou em 1790, marcou uma nova era na economia da capitania, que sofria até então 
com a falta de estradas para transportar os produtos dos engenhos do interior, como al-
godão, tabaco e açúcar. 
BARRETO, Cristina; MENDES, Denise. Caminho do tropeiro. Memorial do Trabalho e do Trabalhador. 
Disponível em: http://mttvirtual.org/conteudos/visualizar/Caminho-do-Tropeiro. Acesso em: 29 jul. 2021.
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Mapa da Vila de Olinda e do porto 
de Recife no século 16, produzido 
por Luiz Teixeira, c. 1582-1585. 
Biblioteca da Ajuda, Lisboa.
 RETOMANDO
1. Para finalizar os estudos desse capítulo, vamos colocar em prática alguns conhe-
cimentos. Leia o texto e observe um mapa antigo da Vila de Olinda, do século 16, 
período em que o Brasil era colônia de Portugal.
080-083_EFAI_NAC_HI_4ANO_2BI_LA_UN6_CAP3_P4.indd 82080-083_EFAI_NAC_HI_4ANO_2BI_LA_UN6_CAP3_P4.indd 82 29/03/2022 16:13:5129/03/2022 16:13:51
HISTÓRIA81
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Carvão, pintura de Jean-Baptiste 
Debret, de 1822. Em aquarela. 
Coleção do Museu Castro Maya, 
cidade do Rio de Janeiro. 
b. Como você acha que produtos e alimentos de diversas partes do mundo che-
gam até nossas casas?
 
 PRATICANDO
1. Os tropeiros tiveram papel importante na economia e na cultura do Brasil. Além 
de abastecer regiões mineradoras com alimentos, eles foram responsáveis por 
levar notícias de uma região à outra e por disseminar ideias e costumes entre as 
comunidades existentes ao longo do caminho que percorriam.
Observe as imagens a seguir.
Descanso de tropeiros, 
de J. M. Rugendas, 
c. 1820. Litografia.
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 ⊲ Como estão caracterizados os tropeiros nas obras de arte? Para responder, 
observe seus objetos, seus trajes e seu meio de locomoção.
080-083_EFAI_NAC_HI_4ANO_2BI_LA_UN6_CAP3_P4.indd 81080-083_EFAI_NAC_HI_4ANO_2BI_LA_UN6_CAP3_P4.indd 81 29/03/2022 16:13:4929/03/2022 16:13:49
HISTÓRIA83
Você reparou que o mapa da Vila de Olinda tem ilustrações de casas, igrejas, árvores, 
nomes de vilas e cidades, meios de transportes, rios e até uma rosa dos ventos? Bem dife-
rente dos mapas atuais, concorda?
2. Agora, você vai elaborar um mapa com a rota utilizada pelos tropeiros nos séculos 
18 e 19. Para isso, siga as orientações abaixo.
 ⊲ Utilize o mapa a seguir para a sua representação.
 ⊲ Insira alguns caminhos percorridos pelos tropeiros, mostrando o trajeto que costu-
mavam fazer.
 ⊲ Crie desenhos ao longo do caminho para identificar os abrigos que foram surgindo 
com a passagem dos tropeiros.
 ⊲ Insira ilustrações de alguns dos produtos que os tropeiros transportavam de uma 
região para outra.
 ⊲ Localize e indique o nome de algumas cidades e regiões do período colonial por 
onde os tropeiros passavam.
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PÁGINA 82 PÁGINA 83
3. Circulação de pessoas no tempo e espaço
4o ANO78
Habilidade da BNCC
EF04HI06 Identificar as transformações ocorridas nos processos de deslocamento das pessoas e mercadorias, analisando 
as formas de adaptação ou marginalização.
Sobre o capítulo
• Contextualizando: refletir e argumentar sobre 
a circulação de mercadorias e sua comerciali-
zação no passado e no presente. É importante 
que o aluno perceba que nem tudo o que ele 
consome e usa foi feito na região onde mora e 
perceba, também, a interdependência das cidades 
e dos países na aquisição de determinados bens, 
alimentos etc.; ampliar os dos conhecimentos 
sobre o conceito de comércio e comercialização, 
relacionando o passado e a atualidade.
• Praticando: identificar as características dos 
viajantes tropeiros, relacionando-as ao seu papel 
de transportar mercadorias para a região das 
Minas Gerais. 
• Retomando: traçar rotas percorridas pelos 
tropeiros, nos séculos 18 e 19, a partir de um 
mapa político do Brasil; relacionar a atividade 
tropeira ao desenvolvimento do comércio e das 
primeiras cidades do Brasil. 
Objetivo de aprendizagem
• Identificar características do período colonial 
no Brasil por meio das relações comerciais e 
da circulação de pessoas pelo território.
Contexto prévio
Para este capítulo, os alunos devem apre-
sentar noções de que as pessoas, os produtos e 
as mercadorias circulam em diferentes espaços, 
promovendo consequentemente trocas culturais; 
devem compreender que, no período colonial 
da história do Brasil, o país era uma colônia de 
Portugal, ou seja, o território brasileiro pertencia 
à Coroa portuguesa e a população brasileira de-
via obediência às leis e autoridades de Portugal. 
Dificuldades antecipadas
É possível que os alunos, em um primeiro mo-
mento, tenham dificuldades em perceber que alguns 
produtos não são fabricados em sua região e são 
trazidos de outras cidades, estados ou países. Para 
que o aluno inicie essa compreensão, é possível 
apresentar à turma alguns produtos que tenham 
em sua embalagem informações de seu lugar de 
origem. Da mesma forma, produtos culturais que 
os alunos consomem podem ser trabalhados a 
partir de seu local de origem e produção, ressal-
tando que essas produções alcançam crianças de 
diversas partes do mundo, por vezes influenciando 
costumes, modos de falar e hábitos de consumo.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de resposta
1. Respostas pessoais. Espera-se que o aluno res-
ponda que o termo tropeiro esteja associado à 
palavra tropas e talvez faça referência a solda-
dos ou ao exército; é possível ainda que alguns 
alunos associem a palavra ao feijão tropeiro, de-
pendendo da região em que estiverem. Ressalte 
que tropeiro é um termo associado ao condutor 
de tropas, condutor de mulas ou de gado. Já no 
segundo item, os alunos poderão responder que 
a frase significa fazer com que pessoas, produtos, 
culturas e ideias cheguem em diferentes locali-
dades e que isso ocorre por meio do comércio, 
das migrações, das transmissões de rádio, tv e 
internet etc.; no terceiro item, espera-se que os 
alunosapresentem seus conhecimentos prévios 
sobre os tropeiros; aproveite para sondar o que já 
sabem e começar a apresentar novos conceitos 
a partir dessa questão. Espera-se que os alunos 
respondam que os tropeiros foram sim, aqueles 
que levavam mercadorias de um ponto a outro do 
território do Brasil colonial. Partiam do Rio Grande 
do Sul e seguiam rumo à São Paulo, passando por 
Santa Catarina e Paraná. Depois, seguiam para a 
região das Minas Gerais. Destaque que, durante 
a época colonial, cada estado era chamado de 
província e possuíam nomes diferentes dos atuais. 
Orientações
Converse com os alunos sobre as imagens e pro-
mova uma reflexão sobre a circulação de produtos 
no Brasil e no mundo. Explique para eles que grande 
parte do que consumimos hoje não é produzido no 
lugar em que moramos e que isso se deve ao modo 
como as relações de produção das cidades e do campo 
se configuraram desde muito tempo atrás. Conduza a 
HISTÓRIA79
discussão de forma que os alunos reflitam sobre o pas-
sado. Faça-os refletir sobre a época em que os primeiros 
alimentos e produtos de outras partes do mundo ou 
de outras regiões do Brasil (diferente daquelas emque 
eles moram) chegaram a suas residências.
Na atividade 2, converse com a turma sobre as ques-
tões para que os alunos possam começar a pensar que 
há muito tempo existe movimentação de pessoas, de 
mercadorias, de alimentos e também de ideias, de hábitos 
e costumes. Ou seja, é importante que eles percebam 
que o que consomem, o que pensam e o que fazem 
possui uma explicação histórica e cultural e influências 
de outros povos.
 PRATICANDO
Expectativas de resposta
1. Sobre as imagens, os alunos podem identificar 
que o retrato do tropeiro reflete a diversidade 
de pessoas que faziam esse tipo de trabalho. Na 
primeira imagem, chame a atenção dos alunos 
para a grande carga carregada no lombo da mula 
e explique a importância que esses animais tinham 
no trabalho do tropeiro. 
 Com as mulas carregadas de produtos, os tropeiros 
andavam por muitos quilômetros, levando não 
só alimentos, mas também notícias e ideias, em 
uma época em que os meios de comunicação 
eram primários. Assim, a passagem dos tropeiros 
por determinadas regiões fez com que alguns 
pequenos núcleos urbanos fossem se forman-
do, uma vez que eles também necessitavam de 
pouso e recursos para continuar a viagem. Como 
os tropeiros ficavam muitos dias viajando, era 
preciso que levassem alimentos que resistissem 
por alguns dias. Explique que é daí que surge um 
prato muito típico em Minas Gerais, o “feijão tro-
peiro”, no qual as carnes usadas são defumadas 
e duram mais tempo sem estragar. 
Orientações
Peça aos alunos que analisem as imagens, e a partir 
delas, façam o levantamento de hipóteses e elaborem 
suas respostas, no caderno. Conforme os alunos tentam 
responder a questão, chame a atenção deles para os 
elementos que estão presentes nas obras. Não forneça 
todas as respostas de uma vez e, primeiramente,faça-os 
criar suas próprias hipóteses. Em seguida, chame a 
atenção para o ano em que as obras foram elaboradas 
e o nome de seus respectivos autores. Explique que a 
primeira delas foi pintada por um artista francês que 
veio ao Brasil no período colonial e que representou 
vários aspectos que observava do cotidiano. Já a segun-
da obra foi elaborada por um pintor viajante alemão. 
Ambos os artistas viveram no século 19. É importante 
que os alunos percebam que essa era a visão de um 
estrangeiro sobre o Brasil. Aproveite para chamar a 
atenção para o fato de que grande parte das fontes 
históricas sobre a história do Brasil a que temos acesso 
foi feita por europeus e que isso revela um determinado 
ponto de vista sobre a história, que é o ponto de vista 
do colonizador. 
 RETOMANDO
Expectativas de respostas
1 e 2. Espera-se que, com base na leitura do texto, os 
alunos consigam no mapa uma rota de tropeiros.
Orientações
Proponha aos alunos a leitura do texto e apresente, 
também, o mapa da Vila de Olinda, do período colonial. 
Peça a eles para observarem todas as informações con-
tidas nesse registro histórico. A ideia é que essa análise 
cartográfica e iconográfica os auxilie na elaboração 
de um mapa com as rotas percorridas pelos tropeiros. 
Nesse mapa os alunos deverão traçar algumas das rotas 
tropeiras além de inserir as informações estudadas ao 
longo do capítulo. Destaque, para os alunos, que os 
tropeiros tiveram um papel significativo na construção 
de estradas entre diversas regiões, em um período 
em que não havia asfalto e nem meios de transporte 
automatizados. Os tropeiros foram, portanto, essenciais 
na manutenção de rotas, que eram tão importantes 
para a circulação de pessoas e produtos e, consequen-
temente, para a divulgação de ideias. Mostre que a 
atividade dos tropeiros também interferia na paisagem 
dos lugares, transformando-a. Explique que os tropeiros 
tinham a função de abastecer determinadas regiões 
com mercadorias que não eram produzidas em todas 
as localidades. Esclareça, também, que essa atividade 
realizada pelos tropeiros foi, em grande parte, incen-
tivada pela Coroa Portuguesa. Com a descoberta do 
ouro e o início da exploração dele, a Metrópole proibiu 
atividades como a pecuária e a agricultura nas regiões 
auríferas da colônia. O objetivo era reduzir a quantidade 
de escravizados envolvidos em outras atividades que 
não tivessem ligação direta com a extração de metais 
4o ANO80
e pedras preciosas. Grande parte dos tropeiros vinha 
do Sul do país, e as Minas Gerais foram um destino 
importante desses homens, uma vez que a principal 
atividade econômica dessa região era a extração de 
ouro e, portanto, não produziam todo tipo de alimento 
necessário para subsistência da população.
Para auxiliar os alunos na construção do mapa, 
apresente o infográfico disponível em: https://media.
gazetadopovo.com.br/2011/04/d56759df02b00d6b7be-
0cfc77436e71d-gpLarge.jpg. Acesso em: 29 jul. 2021.
Leitura complementar
Conheça a história do tropeirismo no Brasil
Quando as estradas de ferro ainda eram sonhos de 
consumo em uma realidade rural marcada por uma 
topografia de muitas serras, vales e montanhas, foi em 
cima do lombo de mulas que os tropeiros construíram 
o início do desenvolvimento da economia brasileira. 
Por volta do século XVII, começaram as primeiras 
viagens cortando vários estados, principalmente nas 
regiões Sul, Sudeste e Nordeste.
Nas longas viagens, além de escoarem a pro-
dução de ouro rumo ao porto de Paraty, no Rio de 
Janeiro, com destino à Europa, os tropeiros também 
transportavam alimentos para abastecer não só os 
pequenos povoados da época, como também as 
minas onde os garimpeiros estavam proibidos de 
plantar ou criar gado, em circunstância de uma de-
terminação do Império. O motivo? Não tirar o foco de 
quem estava trabalhando muitos metros abaixo do 
solo, além de mantê-los em regime de escravidão.
E foi nesse Brasil colonial que a história do tro-
peirismo começou a ser escrita. Ou melhor, onde 
deixou suas marcas cravadas na terra por caminhos 
que hoje são contemplados por muitos viajantes 
apaixonados por aventuras, como no Circuito do Ouro.
Nesse post, vamos contar um pouco sobre o 
tropeirismo, que deixou imensas raízes culturais, 
gastronômicas, econômicas e políticas em nossa 
realidade.
Rumo ao desconhecido
As mulas, fruto do cruzamento do burro com a 
égua, foram os principais animais utilizados pelos 
tropeiros nas longas viagens, muitas sem o prévio 
conhecimento do caminho que seria percorrido. 
Seguindo algumas trilhas abertas pelos índios, muitas 
caravanas tinham que desbravar novas rotas, abrindo 
espaço para o surgimento dos primeiros povoados 
já por volta do século 18.
Foi o que aconteceu com a cidade mineira de 
Congonhas, formada graças à influência do tropeiris-
mo. Pelo fato de ser situado bem distante do litoral, 
além da existência de muitas serras, o estado de 
Minas Gerais acabou dependendo em grande escala 
do sistema de transporte criado pelos tropeiros.Os 
animais de carga acabaram se transformando em 
um dos principais mercados do período. Por conta 
disso, as mulas chegavam a custar até 40 vezes 
mais do que uma vaca.
Haja disposição
E a viagem não começava somente quando os 
animais já estavam carregados. Como na época as 
mulas só eram criadas no Rio Grande do Sul, trazidas 
ilegalmente do Uruguai, muitos tropeiros precisavam 
andar milhares de quilômetros somente para buscar 
os animais. Viagens cansativas que formaram várias 
gerações, seja na fundação de vilas, na abertura de 
estradas ou na inauguração de feiras comerciais.
Afinal, ser tropeiro era uma herança familiar. 
Frequentemente, os filhos homens já caíam trilhas 
adentro por volta dos 10 anos de idade, enfrentando 
logo cedo os percalços das matas, situações adver-
sas por conta do tempo, saqueadores, cobranças de 
impostos abusivas e perdas de animais.
Inicialmente, o caminho velho do Rio de Janeiro 
demandava dois meses para que as tropas chegassem 
até Minas Gerais ou vice e versa. Ele era feito via 
Vale do Camanducaia, passando por Mogi Mirim-SP 
e Garganta do Embu. Depois de aberto o caminho 
novo, a viagem caiu para cerca de 17 dias, tempo 
que variava de acordo com as intempéries do clima.
Entre os registros históricos, a tropa com o maior nú-
mero de mulas citada pelo historiador Sérgio Buarque 
de Holanda foi em 1754. Naquele ano, 3.780 mulas 
saíram do Rio Grande do Sul rumo a Minas Gerais.
CONHEÇA a história do tropeirismo no Brasil. Roteiros Circuito 
do Ouro, 27 out. 2016. Disponível em: https://circuitodoouro.tur.br/
blog/2016/10/27/conheca-historia-do-tropeirismo-no-brasil/. 
Acesso em: 31 nov. 2021.
https://media.gazetadopovo.com.br/2011/04/d56759df02b00d6b7be0cfc77436e71d-gpLarge.jpg
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https://circuitodoouro.tur.br/blog/2016/10/27/conheca-historia-do-tropeirismo-no-brasil/
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HISTÓRIA81
UNIDADE 7
ROTAS DO BRASIL
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
1; 3; 7.
HABILIDADE DA BNCC
EF04HI07 Identificar e descrever a importância dos caminhos terrestres, fluviais e marítimos para a dinâmica da vida comercial.
OBJETO DE CONHECIMENTO
As rotas terrestres, fluviais e marítimas e seus impactos para a formação de cidades e as transformações do meio 
natural.
UNIDADE TEMÁTICA
Circulação de pessoas, produtos e culturas.
PARA SABER MAIS
• BRASIL. Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Seminário internacional sobre hidrovias. Brasília, DF: 
ANTAQ, 2009. Disponível em: http://web.antaq.gov.br/portalv3/pdf/Palestras/SeminarioBrasilHolanda/04Marco/
PalestraAlexOlivaBrasilHolanda.pdf. Acesso em: 17 ago. 2021. 
• KAWAMOTO JR., Luiz Teruo; SANTOS, Nellis Oliveira; CARDOSO, Hewely. Condições de trabalho dos caminhonei-
ros: sugestão de políticas públicas. Revista Diálogos Interdisciplinares, v. 6, n. 2, p. 136-144, 2017. Disponível em: 
https://revistas.brazcubas.br/index.php/dialogos/article/view/339. Acesso em: 18 ago. 2021.
• LIGA NAVAL UFRJ. O transporte hidroviário no Brasil. Liga Naval, 4 mar. 2021. Disponível em: https://liganaval.poli.ufrj.
br/index.php/2021/03/04/o-transporte-hidroviario-no-brasil/. Acesso em: 30 nov. 2021.
• PENTEADO, Regina Zanella et. al. Trabalho e saúde em motoristas de caminhão no interior de São Paulo. Saúde e 
Sociedade, v. 17, n. 4, p. 35-45, 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sausoc/a/8fy3z6Qc4M6HrgQ4cyNZTMS/
?lang=pt&format=pdf. Acesso em: 18 ago. 2021.
• SOUZA, José Carlos; PAIVA, Teresa; REIMÃO Rubens. Sono, qualidade de vida e acidentes em caminhoneiros brasileiros 
e portugueses. Psicologia em Estudo, v. 13, n. 3, p. 429-436, jul./set. 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pe/a/
J6nzNJJWrTWHQHVJxHLkCSP/abstract/?lang=pt#. Acesso em: 18 ago. 2021.
• TERRA Brasilis. Biblioteca Nacional Digital, 10 anos. Disponível em: https://bndigital.bn.gov.br/dossies/biblioteca-virtual-
da-cartografia-historica-do-seculo-xvi-ao-xviii/artigos/terra-brasilis/. Acesso em: 30 nov. 2021.
http://web.antaq.gov.br/portalv3/pdf/Palestras/SeminarioBrasilHolanda/04Marco/PalestraAlexOlivaBrasilHolanda.pdf
http://web.antaq.gov.br/portalv3/pdf/Palestras/SeminarioBrasilHolanda/04Marco/PalestraAlexOlivaBrasilHolanda.pdf
https://revistas.brazcubas.br/index.php/dialogos/article/view/339.
https://liganaval.poli.ufrj.br/index.php/2021/03/04/o-transporte-hidroviario-no-brasil/
https://liganaval.poli.ufrj.br/index.php/2021/03/04/o-transporte-hidroviario-no-brasil/
https://www.scielo.br/j/sausoc/a/8fy3z6Qc4M6HrgQ4cyNZTMS/?lang=pt&format=pdf
https://www.scielo.br/j/sausoc/a/8fy3z6Qc4M6HrgQ4cyNZTMS/?lang=pt&format=pdf
https://www.scielo.br/j/pe/a/J6nzNJJWrTWHQHVJxHLkCSP/abstract/?lang=pt#
https://www.scielo.br/j/pe/a/J6nzNJJWrTWHQHVJxHLkCSP/abstract/?lang=pt#
https://bndigital.bn.gov.br/dossies/biblioteca-virtual-da-cartografia-historica-do-seculo-xvi-ao-xviii/artigos/terra-brasilis/
https://bndigital.bn.gov.br/dossies/biblioteca-virtual-da-cartografia-historica-do-seculo-xvi-ao-xviii/artigos/terra-brasilis/
4o ANO82
UNIDADE 7
ROTAS DO BRASIL
4o ANO84
1. Observe a imagem e, em seguida, converse com o professor e os colegas da turma. 
1. Expansão marítima e a relação com o Brasil
 ⊲ Você já parou para pensar em quantos meios de transporte existem?
 ⊲ Qual é a relação entre o meio de transporte e o comércio?
 ⊲ Qual foi o meio de transporte utilizado pelos navegantes portugueses para che-
gar ao Brasil pela primeira vez?
2. Faça uma breve pesquisa e responda: 
a. O que foi o processo de Expansão Marítima europeia, que ocorreu nos séculos 
XV e XVI? 
b. Por que os países iniciaram essa expansão marítima?
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4o ANO86
Fonte: DESTRO, G. et al. 
Esforços para o combate ao 
tráfico de animais silvestres 
no Brasil. p. 14. (Publicação 
traduzida do original 
“Efforts to Combat Wild 
Animals Trafficking in Brazil”. 
BIODIVERSITY, Book 1, 
 chapter XX, 2012.) 
2. Compare a carta náutica com o mapa atual do Brasil, indicado a seguir. 
Agora, registre a seguir as semelhanças e diferenças entre a antiga carta náutica e o 
mapa atual do Brasil.
Brasil: principais vias do tráfico de animais silvestres
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HISTÓRIA85
 PRATICANDO
1. Com seu colega de dupla, observe uma carta náutica do ano de 1504. As cartas 
náuticas são documentos cartográficos elaborados a partir de estudos de áre-
as navegáveis, como os oceanos. Essas cartas se destinam a servir de base à 
navegação. 
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Agora, responda:
a. Como você acha que essa carta náutica foi elaborada? 
b. Quais elementos estão representados na carta? O que eles podem significar?
Fonte: Terra Brasilis, por Pedro Reinel e Lopo Homem (1519). Acervo da Biblioteca Nacional.
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HISTÓRIA87
 RETOMANDO
1. Leia o texto e, depois, desenvolva a atividade proposta.
Encontre no texto as palavras que irão completar as sentenças a seguir.
a. O principal objetivo das grandes navegações marítimas do século XV era o 
 (desbravamento/comércio).
b. As mercadorias que mais davam lucros aos comerciantes da época eram cha-
madas de (Índias/especiarias).
c. Quando os comerciantes do mar Mediterrâneo passaram a controlar as navega-
ções daquela região, outros povos da Europa buscaram outras 
 (rotas de comércio/especiarias) que não as mediterrâneas. 
d. Os primeiros países acena apresentada na obra e das 
ações ocorridas no presente?
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4o ANO10
2. Converse com um adulto de sua família e pergunte quais brincadeiras ele costu-
mava realizar quando era criança.
No espaço a seguir, faça um desenho que represente as brincadeiras relatadas. 
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HISTÓRIA9
 PRATICANDO
1. Observe a imagem a seguir. Nela, crianças vivem a infância em meio à natureza.
Crianças indígenas brincando durante pescaria na lagoa Iananpaú, na Aldeia 
Kamayurá. Mato Grosso (MT), 2014.
Agora, responda às questões.
a. A situação apresentada na foto se parece com a sua infância no tempo presente?
b. O que as crianças retratadas na foto estão fazendo se refere apenas ao tempo 
presente ou também já fez parte da vida de crianças de antigamente?
c. Para você, existem crianças que vivem em situação diferente da sua e da que é 
apresentada na foto? Explique.
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HISTÓRIA11
 RETOMANDO
1. Agora é o momento de analisar outra situação. Observe a imagem a seguir.
a. Você já fez um passeio de aventura? Se sim, como foi essa experiência? 
b. Quais elementos são comuns entre o seu modo de viver e o das crianças retrata-
das na foto?
c. Que diferenças você consegue observar entre os hábitos das crianças que se di-
vertem na lagoa, na seção Praticando, e os das crianças que estão em um passeio 
de aventura?
d. Você tem o hábito de conversar com pessoas mais velhas sobre a infância de-
las? O que você já descobriu de interessante?
e. Quais são as semelhanças e as diferenças entre o seu modo de viver e o de 
outras crianças do lugar onde você mora?
f. Com os colegas, elabore uma carta coletiva para as crianças representadas nas 
fotos que você viu até aqui, contando como são organizadas atualmente a rotina e 
a vida dos colegas da turma. 
Crianças durante passeio de aventura.
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1. Somos a história que construímos 
4o ANO10
Sobre o capítulo
• Contextualizando: organizar uma roda de 
conversa para que os alunos compartilhem 
informações prévias sobre o modo de vida de 
grupos antepassados.
• Praticando: analisar as permanências e as 
mudanças nas práticas sociais do passado e 
do presente.
• Retomando: elaborar uma lista com hábitos 
comuns e diferentes dos grupos sociais atuais 
e dos grupos do passado, bem como elaborar 
uma carta com organização da rotina atual.
Objetivo de aprendizagem
• Comparar o modo de vida das pessoas, em 
tempos e espaços diferentes, ao identificar o 
que muda ou permanece nos hábitos adotados 
de acordo com as vivências.
Contexto prévio
Para este capítulo, os alunos já devem se ver 
como sujeitos de uma história pessoal, que faz parte 
de um contexto amplo, influenciado por mudanças 
dentro do espaço e do tempo, devido a contribuições 
de realidades anteriores à sua que colaboram para 
sua maneira de viver.
Dificuldades antecipadas
Os alunos podem ter dificuldades para estabelecer 
comparações entre os hábitos diários desenvolvidos 
em diferentes períodos da história. Para superar 
isso, faça questionamentos sobre informações 
trazidas nas fontes históricas e aponte situações 
reais que caracterizam o contexto estudado, para 
que visualizem e comparem com a realidade. Você 
pode ampliar o debate apresentando outras fontes e 
outras realidades, em tempos e espaços diferentes. 
Habilidade da BNCC
EF04HI01 Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação 
de mudanças e permanências ao longo do tempo.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de respostas
1. Respostas pessoais. Espera-se que os alunos ex-
pressem impressões e compartilhem informações 
com os colegas da turma sobre as formas de 
viver de seus avós ou bisavós. Os alunos podem 
compartilhar hábitos, costumes e práticas sociais 
presentes na história da família, e citar as brin-
cadeiras praticadas pelos seus antepassados. 
A ideia é que, ao fazer esse levantamento, eles 
identifiquem as permanências e as mudanças 
ocorridas nos hábitos e costumes do passado e 
do presente. Essas questões vão levar os alunos 
a fazer uma reflexão temporal para pensar sobre 
as atividades de antigamente, que se mantive-
ram e/ou se transformaram ao longo do tempo. 
Assim, eles vão refletir sobre a construção e a 
manutenção de hábitos e vivências.
2. Ao analisar a obra Lavadeiras do rio das Laranjeiras, 
de Jean-Baptiste Debret, espera-se que os alunos 
identifiquem a prática e o ofício das mulheres 
que, no passado, lavavam roupas à beira dos 
rios. Algumas mulheres estão agachadas esfre-
gando tecidos, enquanto outras carregam cestos 
com roupas sobre a cabeça. Os alunos podem 
identificar que as mulheres retratadas na obra 
são escravizadas e que há um capataz montado 
em um cavalo, à direita da cena, acompanhando 
o desenvolvimento das atividades.
 Os alunos podem citar que essa era uma prática 
adotada no passado, e que passou por grandes 
mudanças na atualidade, em que as pessoas 
costumam lavar suas roupas em casa ou em la-
vanderias, além de poder contar com o auxílio 
das máquinas de lavar.
Orientações
Para auxiliar os alunos nessa reflexão sobre épocas 
passadas é possível citar alguns exemplos de hábitos e 
costumes que temos no presente e solicitar que façam 
uma regressão a outros tempos e pensem como eles 
eram realizados ou praticados. Pergunte se possuem 
informações sobre a época em que seus avós eram 
crianças, se podem contar alguma história sobre esse 
período e quais mudanças ocorreram ao longo do tempo, 
sobre como as pessoas se organizavam em situações 
simples do dia a dia.
Analise com os alunos a obra de Jean-Baptiste 
Debret. É importante que eles observem que a imagem 
HISTÓRIA11
apresenta lavadeiras à beira do rio das Laranjeiras. 
Peça que descrevam o lugar, a atividade desenvolvi-
da pelas lavadeiras e se existe algum recurso auxiliar 
que as ajude a lavar roupas. Oriente-os na leitura da 
legenda, indicando o autor, o título da obra e a época 
em que ela foi produzida.
Leia o texto a seguir e conheça o contexto e as 
características do período em que a obra de arte 
Lavadeiras do rio das Laranjeiras, de Jean-Baptiste 
Debret, foi elaborada.
Segundo Debret:
Ainda em 1816, ano da chegada dos estrangeiros 
nessa cidade, podemos datar a introdução no Rio de 
Janeiro da empresa de lavanderia brasileira. Este novo 
ramo de empreendimento foi desenvolvido pouco a 
pouco e, em 1822, já atingira um crescimento bastante 
considerável; crescimento provocado pela presença 
instantânea de uma multidão de indivíduos atraídos 
à capital pela solenidade da sagração do Imperador. 
De fato, antes da invasão desta indústria europeia, o 
brasileiro de todas as classes mandava, como ainda 
hoje o faz, um escravo lavar sua roupa. Uma família 
rica continua a ter suas lavadeiras negras, e a mucama 
(arrumadeira) é encarregada especificamente de passar 
as peças bordadas, no que leva pelo menos dois dias 
por semana: uma senhora não veste nada que não 
tenha sido passado de fresco, trocando novamente 
de roupa ao sair pela segunda vez de manhã [...]. É 
um bom negócio o de alugar uma chácara (casa de 
campo) situada perto de um riacho a fim de utilizar 
suas negras como lavadeiras [...]. De forma que assis-
timos todos os dias nesses estabelecimentos,se lançarem nos mares em busca de outros caminhos para as 
Índias foram (Portugal e Espanha/Inglaterra e França).
Expansão marítima europeia
Na expansão marítima europeia, o interesse comercial era o principal. 
Nos mercados europeus, o que gerava maior lucro era a venda de produ-
tos orientais, principalmente os chamados de especiarias. Alguns exemplos 
dessas especiarias são o cravo e a canela.
Essas mercadorias estavam nas mãos dos comerciantes italianos e mu-
çulmanos, que tinham relações comerciais fortes.
A forma de desviar desses comerciantes era contornando o continen-
te africano para chegar às índias. E foi essa estratégia que levou primei-
ro Portugal e depois a Espanha a se tornarem os pioneiros na expansão 
marítima.
Baseado em: PINTO, Tales. Expansão marítima europeia. Escola Kids, 2021. Disponível em: 
https://escolakids.uol.com.br/historia/expansao-maritima-europeia.htm. 
Acesso em: 17 ago. 2021.
PÁGINA 84 PÁGINA 85
PÁGINA 86 PÁGINA 87
1. Expansão marítima e a relação com o Brasil
HISTÓRIA83
Sobre o capítulo
• Contextualizando: levantar os conhecimentos 
prévios dos alunos sobre os meios de transporte 
na atualidade, a relação deles com o comércio; 
investigar o que os alunos já conhecem sobre 
o processo de Expansão Marítima.
• Praticando: analisar uma carta náutica e compará-
-la a um mapa do Brasil atual, identificando 
semelhanças e diferenças. 
• Retomando: compreender texto-síntese do capítulo 
e desenvolver atividade de sistematização dos 
conceitos apreendidos.
Objetivos de aprendizagem
• Relacionar a expansão marítima europeia à busca 
por riquezas nos séculos 15 e 16.
• Identificar o contexto histórico que motivou o 
processo da expansão marítima europeia.
Material
• Mapa-múndi ou globo terrestre.
Contexto prévio
Para este capítulo, é importante que os alunos 
já tenham noções básicas de leitura cartográfica e 
consigam compreender a representação do globo 
terrestre por meio do planisfério. 
Dificuldades antecipadas
Alguns aspectos geográficos e de localização 
serão abordados neste capítulo. Caso os alunos 
apresentem dificuldades em relação a esses aspectos, 
providencie um mapa-múndi ou globo terrestre e 
mostre para os alunos os lugares que serão estu-
dados e representados.
Habilidade da BNCC
EF04HI07 Identificar e descrever a importância dos caminhos terrestres, fluviais e marítimos para a dinâmica da vida 
comercial. 
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de respostas
1. Respostas pessoais. Espera-se que o aluno res-
ponda que:
• Existem diversos meios de transportes e cada 
um tem a sua função e importância. 
• Os meios de transporte possibilitam a expansão 
do comércio, pois permitem o deslocamento de 
pessoas e mercadorias entre grandes distâncias
• Em relação aos meios de transporte e a história 
do Brasil, é possível que os alunos associem 
à chegada dos colonizadores portugueses à 
América, por meio de naus e caravelas. 
2. a. A expansão marítima europeia corresponde ao 
processo histórico em que navegantes europeus 
se aventuraram em expedições além-mar, em 
busca de novas terras e do domínio do comércio.
 b. Os países iniciaram essa expansão em busca 
de novos caminhos com destino às Índias, local 
onde poderiam obter especiarias para revenda nos 
mercados europeus. O mar Mediterrâneo estava 
sob controle dos comerciantes árabes e italianos; 
portanto, rotas que não passassem por esse mar 
pareciam ser mais vantajosas aos europeus.
Orientações 
Converse com os alunos a respeito das questões 
propostas. Incentive-os a participar e levantar hipó-
teses sobre o tema. Você pode utilizar esse momento 
como avaliação diagnóstica, identificando as poten-
cialidades e fragilidades, bem como reconhecendo 
tanto os conhecimentos prévios quanto as lacunas 
de aprendizagem. 
Você pode solicitar a pesquisa como tarefa de casa 
ou, ainda, disponibilizar materiais para que os alunos 
a façam na sala de aula. É importante que eles des-
taquem as ideias principais dos temas apresentados. 
 
 PRATICANDO
Expectativas de resposta
1. a. Espera-se que os alunos respondam que as car-
tas náuticas foram feitas a partir das incursões 
sobre o mar e do conhecimento acumulado 
entre os navegadores.
 b. Espera-se que os alunos identifiquem que a carta 
náutica representa a costa marítima brasileira e 
proximidades. Analisando o documento, é possível 
4o ANO84
identificar, em terra, indígenas trabalhando na 
extração de pau-brasil. Em mar, há bandeiras de 
diferentes cores. Espera-se que os alunos levan-
tem hipóteses a respeito do significado delas. 
Auxilie-os a compreender que essas bandeiras 
indicam os domínios dos países europeus sobre 
os territórios recém-descobertos. As caravelas 
representam as atividades dos navegadores e 
suas esquadras. 
2. Semelhanças: os alunos podem mencionar que 
ambos os documentos representam o território do 
Brasil; ambos os documentos representam rotas, 
caminhos, sejam marítimos, sejam terrestres; nos 
dois documentos é citada a presença de animais 
(por símbolos ou por desenhos da figura desses 
animais).
 Diferenças: a carta náutica representa apenas 
a parte do território do Brasil que era conhecido 
na época; já o mapa do Brasil atual apresenta o 
território por inteiro. 
 Na carta náutica, há desenhos e ela é mais ilus-
trada do que o mapa atual.
Orientações 
Na atividade 1, destine um tempo da aula para a 
observação e análise coletiva da fonte. Explique que 
essa carta foi escrita à mão, em um pergaminho, por 
um cartógrafo português. Você pode também explicar 
que Portugal, na época das Grandes Navegações, con-
tava com um grupo chamado de Escola de Sagres, que 
estudava cartas de navegação, rotas e instrumentos 
marítimos. Se possível, exponha a carta náutica no 
quadro para todos acompanharem a leitura de seus 
elementos. Chame a atenção, no mapa, para a atividade 
desenvolvida pelos indígenas. Explique que o pau-brasil 
foi a primeira riqueza brasileira explorada pelos euro-
peus. Eles utilizavam a mão de obra indígena para a 
extração da madeira, abasteciam as embarcações e 
levavam a mercadoria para a Europa.
Na atividade 2, converse com os alunos e os au-
xilie na comparação da carta náutica com o mapa. 
Comente que, além dos portugueses, os espanhóis 
também buscaram conquistar novas terras. Fale sobre 
Cristóvão Colombo e sua chegada à América. Ressalte 
que, para trazer a essas terras aquilo que chamavam 
de “colonização”, populações nativas foram dizimadas 
e, em outros casos, sua mão de obra foi utilizada para 
diversas atividades desenvolvidas pelos europeus nos 
territórios coloniais.
 RETOMANDO
Expectativas de resposta
1. a. comércio e o lucro
 b. especiarias
 c. rotas de comércio
 d. Portugal e Espanha
Orientações
Converse com os alunos sobre a atividade proposta. 
Caso os alunos tenham dificuldades em relacionar os 
temas indicados, explique que a expansão marítima 
promoveu a busca pelo lucro e competição entre povos 
e envolveu a escravização de pessoas e a dizimação 
de povos e culturas por aqueles que desejavam obter 
mais lucro e terras. 
Leitura complementar
Terra Brasilis
O mapa com o título “Terra Brasilis”, segundo os 
Portugaliae Monumenta Cartográfica, é de autoria 
de cartógrafo português Lopo Homem, auxiliado 
por Pedro e Jorge Reinel e foi feito no ano de 1519.
Este mapa que faz parte do chamado “Atlas Miller”, 
mostra a costa do Brasil e parte do Atlântico central, 
desde as duas largas aberturas do Amazonas até o 
Prata e ainda, parte da costa que se lhe segue ao sul.
No topo do mapa há uma legenda de caráter 
histórico, característica da cartografia portuguesa do 
século XVI, que foi traduzida do latim para o português 
por Jaime Cortesão, em 1935, que diz: “Esta carta é da 
região do grande Brasil e do lado ocidental alcança 
as Antilhas do Rei de Castela. Quanto à sua gente, 
é de cor um tanto escuro. Selvagem e crudelíssima, 
alimenta-se de carne humana. Este mesmo povo 
emprega, de modo notável, o arco e as setas. Aqui 
[há] papagaiosmulticores e outras inúmeras aves e 
feras monstruosas. E encontram-se muitos gêneros 
de macacos e nasce em grande quantidade a árvore 
que, chamada brasil, é considerada conveniente para 
tingir o vestuário com a cor púrpura”.
Duas bandeiras portuguesas, uma no norte e 
outra no sul, reivindicam para Portugal a sobe-
rania sobre a vasta zona intermediária. Também 
são representados os navios, naus e caravelas, 
perfeitamente diferenciados.
HISTÓRIA85
No interior do mapa avultam as iluminuras – que, 
segundo Armando Cortesão, a partir do século XVI 
são predominantemente vivas, dando a impressão 
de realidade, através principalmente da perfeição 
do desenho e da riqueza do colorido – figurando a 
população indígena do Brasil perfeitamente caracte-
rizada, e animais como papagaios, araras, macacos 
e abundante vegetação representada pela árvore 
de pau-brasil, sua extração e transporte.
Este se constitui no primeiro mapa onde aparece 
a representação do comércio português.
TERRA Brasilis. Biblioteca Nacional Digital, 10 anos. Disponível 
em: https://bndigital.bn.gov.br/dossies/biblioteca-virtual-da-
cartografia-historica-do-seculo-xvi-ao-xviii/artigos/terra-brasilis/. 
Acesso em: 30 nov. 2021.
ANOTAÇÕES
https://bndigital.bn.gov.br/dossies/biblioteca-virtual-da-cartografia-historica-do-seculo-xvi-ao-xviii/artigos/terra-brasilis/
https://bndigital.bn.gov.br/dossies/biblioteca-virtual-da-cartografia-historica-do-seculo-xvi-ao-xviii/artigos/terra-brasilis/
4o ANO86
4o ANO88
1. Observe as imagens e converse com a turma e o professor.
 ⊲ O que é uma hidrovia? 
 ⊲ Você sabe qual é a região do Brasil que tem a maior capacidade para navega-
ção fluvial?
2. Hidrovias do Brasil 
2. Em sua opinião, as hidrovias favorecem o desenvolvimento da economia de uma 
região? Explique.
Complexo portuário de São Simão e barcaça no Rio Paranaíba. São Simão (GO), 2020.
Transporte hidroviário de passageiros na Lagoa dos Patos, travessia entre cidades de 
Rio Grande e São José do Norte. Rio Grande (RS), 2020.
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4o ANO90
 PRATICANDO
1. Leia o texto a seguir. 
a. Faça uma pesquisa e organize um resumo com o nome das primeiras hidrovias 
utilizadas no Brasil e suas respectivas regiões.
b. Qual é a importância das hidrovias que você mencionou no item anterior para a 
economia do Brasil?
Histórico das hidrovias brasileiras
Desde o século 16, a bacia hidrográfica do rio São Francisco foi explorada, com a planta-
ção de cana-de-açúcar, a pecuária bovina e a exploração de minérios. Entretanto, somente 
em 1828, no século 19, buscou-se construir um sistema para explorar os rios brasileiros 
com fins de transportar produtos e pessoas. 
Em 1869, foi apresentado a D. Pedro II um plano de vias navegáveis, mas foi só em 1890, 
quando o Brasil já era uma República, que o governo estruturou um plano de transporte 
que contava com hidrovias.
Em 1906, já havia movimento de transporte fluvial na região Sul do país pela bacia do Sul 
(rio Jacuí e as lagoas dos Patos e Mirim), depois na região Sudeste, na bacia do rio Tietê e rio 
Paraná (1950), e mais recentemente, as hidrovias Araguaia-Tocantins, Teles Pires-Tapajós e 
a Madeira, situadas na região Norte.
POMPERMAYER, Fabiano Mezadre; CAMPOS NETO, Carlos Álvares da Silva; PAULA, Jean Marlo 
Pepino de. Hidrovias no Brasil: perspectiva histórica, custos e institucionalidade. Instituto de 
Pesquisa Econômica Aplicada. Rio de Janeiro: Ipea, 2014. Disponível em: 
http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/2714/1/TD_1931.pdf. Acesso em: 17 ago. 2021.
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HISTÓRIA89
3. Observe o mapa a seguir. 
a. Quais informações o mapa apresenta? Descreva-as no espaço a seguir.
b. A área representada pelo mapa é muito ou pouco navegável?
c. Pesquise: qual é o maior rio do Brasil? Qual é sua extensão?
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Mapa hidroviário da Bacia Amazônica
HISTÓRIA91
 RETOMANDO
1. Na região Norte do Brasil, os rios são como as estradas. As hidrovias têm tanta im-
portância para as pessoas que vivem nessa região quanto às estradas e rodovias 
para as pessoas de outros lugares do país. A população ribeirinha é aquela que 
vive nas proximidades dos rios. 
 Faça uma breve pesquisa sobre essa população e registre as informações em um 
mapa conceitual no espaço a seguir.
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2. Hidrovias do Brasil 
HISTÓRIA87
Sobre o capítulo
• Contextualizando: levantar os conhecimentos 
prévios sobre as hidrovias brasileiras e sua 
importância para o desenvolvimento econômico 
do país.
• Praticando: identificar as primeiras hidrovias 
brasileiras e refletir sobre elas, por meio da 
leitura de um texto sobre o tema, considerando 
os aspectos econômicos das hidrovias. 
• Retomando: pesquisar e refletir sobre o modo 
de vida da população ribeirinha, considerando 
a importância dos aspectos hidrográficos e 
culturais desse povo. 
Objetivos de aprendizagem
• Analisar a importância das hidrovias brasileiras 
para o desenvolvimento econômico do país.
Habilidade da BNCC
EF04HI07 Identificar e descrever a importância dos caminhos terrestres, fluviais e marítimos para a dinâmica da vida 
comercial.
• Identificar aspectos sociais e populacionais 
referentes à presença dos rios no território 
brasileiro.
Contexto prévio
Para este capítulo, os alunos devem saber quais 
são os meios de transportes fluviais e que existem 
regiões do país em que o transporte de pessoas e 
mercadorias ocorre, principalmente, via hidrovias.
Dificuldades antecipadas
Pode ser que os alunos desconheçam no que 
consistem e como funcionam os transportes fluviais, 
dificultando as reflexões propostas. Caso isso acon-
teça, apresente fotografias ou pequenos vídeos que 
ilustrem situações em que esse tipo de transporte 
é empregado.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de respostas
1. Respostas pessoais. Espera-se que os alunos 
respondam que: 
• Uma hidrovia é uma via aquática (marítima, fluvial 
etc.) que serve ao transporte de mercadorias e 
de pessoas e à comunicação.
• A região Norte tem o maior potencial para a 
navegação fluvial no Brasil, em razão da extensão 
da bacia do rio Amazonas.
2. Espera-se que os alunos respondam afirmativa-
mente, explicando que as hidrovias constituem 
uma alternativa de transporte de pessoas e mer-
cadorias para além das rodovias e ferrovias. Em 
regiões mais isoladas, constituem a única via 
de acesso. Portanto, são capazes de promover 
o desenvolvimento econômico de uma região.
3. a. Espera-se que o aluno responda que é possível 
observar no mapa: o nome dos rios; as linhas 
mais grossas e as mais estreitas, que representam 
os rios mais caudalosos e suas ramificações, 
respectivamente; uma legenda que apresenta 
os tipos de hidrovia; e o fato de que os estados 
contam com a presença de rios em seus territórios.
 b. A bacia Amazônica é bastante navegável.
 c. Rio Amazonas com cerca de 6 400 km de extensão.
Orientações
Converse com os alunos a respeito das questões 
propostas. Incentive-os a se expressar e levantar hi-
póteses sobre a importância das hidrovias para o de-
senvolvimento econômico do país. 
 PRATICANDO
Expectativas de resposta
1. a. Espera-se que os alunos identifiquem como 
principais hidrovias brasileiras:
 Região Nordeste: Bacia do São Francisco (rio 
São Francisco e afluentes)
 Região Sul – Bacia do Sul (rio Jacuí e as lagoas 
dos Patos e Mirim)
 Região Sudeste: Bacia do rioTietê e rio Paraná.
 Região Norte: as hidrovias Araguaia-Tocantins, 
Teles Pires-Tapajós e a Madeira.
 b. O transporte hidroviário cumpre um papel im-
portante no transporte de cargas e passageiros 
no Brasil.
4o ANO88
Orientações
Converse com os alunos sobre o mapa e conduza as 
discussões, auxiliando-os a compreender as informações 
contidas na região representada. Para auxiliar no emba-
samento teórico da aula, no link a seguir é apresentado 
o histórico do transporte hidroviário do Brasil, que nos 
leva a uma viagem no tempo pelas regiões do país.
• POMPERMAYER, Fabiano Mezadre; CAMPOS NETO, 
Carlos Álvares da Silva; PAULA, Jean Marlo Pepino 
de. Hidrovias no Brasil: perspectiva histórica, custos 
e institucionalidade. Instituto de Pesquisa Econômica 
Aplicada. Rio de Janeiro: Ipea, 2014. Disponível em: 
http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/2714/1/
TD_1931.pdf. Acesso em: 18 ago. 2021.
Faça a leitura coletiva do texto “Histórico das hi-
drovias brasileiras” e oriente a pesquisa dos alunos. O 
transporte fluvial no Brasil melhorou as condições de 
transporte internamente, possibilitando o transporte de 
produtos voltados para exportação com mais rapidez.
A exploração do transporte fluvial teve início ainda no 
Brasil colônia e, com o passar do tempo, outras ações 
foram tomadas para expandir esse modo de transporte. 
Foram criadas leis, como a de 29 de agosto de 1828, 
a partir da qual D. Pedro I estabeleceu regras para a 
construção de obras públicas, que tinham por objeto a 
navegação de rios, abertura de canais, edificação de 
estradas, pontes, calçadas ou aquedutos. Entretanto, 
somente por meio da Lei no 586, de 6 de setembro de 
1850, foi autorizado por D. Pedro II o estabelecimento 
da navegação a vapor no Rio Amazonas.
O transporte fluvial durante o Império se preocupou 
em transportar produtos entre as províncias e, principal-
mente, em atender ao comércio exterior, transportando 
não só o açúcar produzido no Brasil, mas também outros 
produtos extraídos da natureza.
 RETOMANDO
Expectativas de resposta
1. Resposta pessoal.
Orientações
Faça uma leitura colaborativa da atividade e oriente 
os alunos para a realização da pesquisa. Em segui-
da, eles devem elaborar um mapa conceitual com as 
principais informações levantadas. Você pode consi-
derar essa atividade como tarefa para casa ou, ainda, 
disponibilizar materiais de pesquisa para fazerem o 
levantamento de informações.
Leitura complementar
O transporte hidroviário no Brasil
O Brasil possui um grande potencial de transporte 
hidroviário, entretanto esse modal não é tão usado 
no país. De acordo com um estudo da Confederação 
Nacional do Transporte (CNT), “O Brasil desperdiça 
um enorme potencial hidroviário ao subutilizar os rios 
navegáveis de suas 12 regiões hidrográficas. Atualmente, 
dos 63 mil quilômetros que poderiam ser utilizados, 
praticamente dois terços não são. O transporte hidro-
viário no país aproveita comercialmente (para cargas 
e passageiros) apenas 30,9% da malha.”
Ainda assim, muitos produtos agrícolas são trans-
portados por hidrovias até chegar aos portos marítimos 
ou outras regiões onde possam ser distribuídos. Os 
principais produtos levados por esse meio são alimentos 
não perecíveis como milho, soja, minério e outros. E 
as principais hidrovias brasileiras que transportam 
produtos são: Amazonas-Solimões, Tocantins-Araguaia, 
Tapajós-Teles Pires, Madeira, Paraguai-Paraná, Tietê- 
-Paraná, Parnaíba e São Francisco.
Este é o modal mais econômico e sustentável, além 
de ser o mais vantajoso para implementar a intermo-
dalidade. Isso se dá devido a uma grande eficiência 
energética no transporte, uma vez que a queima de 
combustível por carga transportada é muito inferior, 
se comparada a outros modais, como o rodoviário. 
Ainda no modal hidroviário, não há restrições de carga, 
como acontece com o rodoviário, e a quantidade de 
carga transportada é muito grande.
LIGA Naval UFRJ. O transporte hidroviário no Brasil. Liga Naval, 4 mar. 
2021. Disponível em: https://liganaval.poli.ufrj.br/index.php/2021/03/04/o-
transporte-hidroviario-no-brasil/. Acesso em: 30 nov. 2021.
http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/2714/1/TD_1931.pdf
http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/2714/1/TD_1931.pdf
https://liganaval.poli.ufrj.br/index.php/2021/03/04/o-transporte-hidroviario-no-brasil/
https://liganaval.poli.ufrj.br/index.php/2021/03/04/o-transporte-hidroviario-no-brasil/
HISTÓRIA89
4o ANO92
1. Observe as imagens. Depois, converse com o professor e os colegas da turma.
 ⊲ Você sabe o que é transporte rodoviário?
 ⊲ Qual é a importância dos meios de transporte para as pessoas?
 ⊲ Quem são os profissionais responsáveis pelo transporte de pessoas e alimentos?
2. Agora, responda no caderno às questões.
a. No Brasil, temos hidrovias, ferrovias e rodovias. Você sabe dizer qual dessas 
vias transporta maior fluxo de produtos e pessoas no país?
b. Quais produtos são transportados pelas rodovias brasileiras?
c. Em sua opinião, existem muitas diferenças entre os meios de transporte de anti-
gamente e os atuais?
3. Transporte e trabalhadores do Brasil
Moradores usando o transporte público da cidade. Laguna (SC), 2021.
Trabalhadores realizando o transporte de alimentos. São Paulo (SP), 2017.
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4o ANO94
c. O que percebemos ao comparar os dois mapas?
d. Em quais regiões esse aumento foi mais evidente?
2. Leia o texto a seguir.
O Brasil começou a investir, realmente, em rodovias somente ao longo do século XX. 
O auge dessa política veio com o Governo JK. [...] Nesse sentido, Juscelino Kubitschek trou-
xe para o país a indústria automobilística, construiu a capital Brasília no interior do espaço 
brasileiro e promoveu a construção de várias rodovias importantes [...]. 
Durante o Regime Militar, a política rodoviarista manteve-se com o Programa de 
Integração Nacional (PIN), que visava a uma maior ocupação do Centro-Oeste do país e, 
também, da Amazônia. Nesse momento, foram construídas estradas como a Perimetral 
Norte, Cuiabá/Santarém e a polêmica Transamazônica, que liga a região Nordeste à região 
Norte no sentido Leste-Oeste. [...]
A partir dos anos 1990, iniciaram-se os processos de privatização das estradas brasileiras, 
uma política que repassava para a iniciativa privada a manutenção das estradas e transferia 
os custos para o usuário por meio dos pedágios. Atualmente, o governo vem dando conti-
nuidade a esse processo, enquanto obras públicas tentam priorizar o acabamento de outras 
estradas e os investimentos em outros modais de transporte, com ênfase no ferroviário.
PENA, Rodolfo F. Alves. Rodoviarismo no Brasil. Mundo Educação Uol. 
Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/rodoviarismo-no-brasil.htm. 
Acesso em: 30 nov. 2021.
Agora, comente, de modo resumido, o que ocorreu com as rodovias em cada época da 
história do Brasil:
a. Durante o governo de Juscelino Kubitschek (de 1956-1961): 
b. Durante o Regime Militar (1964-1985): 
c. A partir de 1990 até a atualidade: 
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HISTÓRIA93
 PRATICANDO
1. Analise os mapas a seguir, que apresentam o sistema rodoviário no Brasil. Em se-
guida, responda ao que se pede.
a. De que ano é o primeiro mapa?
b. De que ano é o segundo mapa?
Fonte: BRASIL. Ministério dos 
Transportes.
Fonte: IBGE.
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Brasil: sistema rodoviário – 1973
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HISTÓRIA95
 RETOMANDO
1. Observe a imagem e converse com sua turma sobre a forma de preparodas 
refeições dos caminhoneiros. Como você se sentiria se tivesse que cozinhar, almo-
çar e jantar sozinho, longe de casa todos os dias? Que comida prepararia? Registre 
sua resposta nas linhas a seguir.
2. Escolha um dos temas listados a seguir e faça uma pesquisa sobre ele. Depois, 
produza um cartaz com imagens que chamem a atenção dos leitores. Após a 
construção do cartaz, exponha seu trabalho e suas considerações sobre o tema.
 ⊲ Importância das rodovias para o Brasil e as condições de conservação dessas vias.
 ⊲ Consequências da falta de investimentos em ferrovias e hidrovias.
 ⊲ Dificuldades dos caminhoneiros: jornada exaustiva e distância da família.
 ⊲ Dificuldades dos caminhoneiros: estradas perigosas e acidentes.
 ⊲ Dificuldades dos caminhoneiros: risco de assalto.
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PÁGINA 94 PÁGINA 95
3. Transporte e trabalhadores do Brasil
4o ANO90
Sobre o capítulo
• Contextualizando: levantar os conhecimentos 
prévios sobre rodovias e transportes do Brasil. 
• Praticando: comparar dois mapas com o objetivo 
de compreender a história da expansão das 
estradas brasileiras. 
• Retomando: trazer para a atualidade os 
conhecimentos adquiridos e refletir sobre as 
condições em que os caminhoneiros vivem. 
Objetivo de aprendizagem
• Analisar aspectos do setor rodoviário brasileiro, 
em relação ao transporte de pessoas e produtos, 
e as condições de trabalho dos caminhoneiros 
na atualidade.
Materiais
• Cartolinas (uma folha para cada aluno).
• Canetas hidrográficas.
• Lápis de cor e demais materiais para confecção 
de cartazes. 
Contexto prévio
Os alunos devem apresentar noções básicas de 
leitura cartográfica para a comparação de mapa; 
também devem distinguir os tipos de meio de trans-
porte mais utilizados no país. 
Habilidade da BNCC
EF04HI07 Identificar e descrever a importância dos caminhos terrestres, fluviais e marítimos para a dinâmica da vida 
comercial.
Dificuldades antecipadas
Caso os alunos não tenham conhecimento sobre 
a vida e o trabalho dos caminhoneiros, sugerimos a 
leitura dos artigos indicados a seguir, que apresen-
tam informações acerca das condições de trabalho 
e de vida dos caminhoneiros.
• PENTEADO, Regina Zanella et al. Trabalho e 
saúde em motoristas de caminhão no interior de 
São Paulo. Saúde e Sociedade, v. 17, n. 4, p. 35-
45, 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/
sausoc/a/8fy3z6Qc4M6HrgQ4cyNZTMS/?lang= 
pt&format=pdf. Acesso em: 18 ago. 2021.
• SOUZA, José Carlos; PAIVA, Teresa; REIMÃO 
Rubens. Sono, qualidade de vida e acidentes 
em caminhoneiros brasileiros e portugueses. 
Psicologia em Estudo, v. 13, n. 3, p. 429-436, 
jul./set. 2008. Disponível em: https://www.
scielo.br/j/pe/a/J6nzNJJWrTWHQHVJxHLkCSP/
abstract/?lang=pt#. Acesso em: 18 ago. 2021. 
• KAWAMOTO JR., Luiz Teruo; SANTOS, Nellis 
Oliveira; CARDOSO, Hewely. Condições de 
trabalho dos caminhoneiros: sugestão de políticas 
públicas. Revista Diálogos Interdisciplinares, 
v. 6, n. 2, p. 136-144, 2017. Disponível em: https://
revistas.brazcubas.br/index.php/dialogos/article/
view/339. Acesso em: 18 ago. 2021.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de respostas
1. Respostas pessoais. Espera-se que os alunos 
respondam que:
 • Os meios de transporte rodoviário são aqueles 
que se utilizam de rodovias e caminhos terrestres 
para locomoção, como automóveis e caminhões.
 • Os meios de transporte são importantes pois 
auxiliam no transporte de alimentos, produtos 
e pessoas.
 • Os profissionais responsáveis pelo transporte 
de pessoas e alimentos são os motoristas.
2. a. O transporte rodoviário é responsável pela maior 
parte dos fluxos de bens e pessoas no Brasil.
 b. Espera-se que os alunos mencionem os produtos 
que utilizam em seu cotidiano. 
 c. Os meios de transporte passaram por diversas 
transformações ao longo dos anos. Muitas mo-
dificações ocorreram pelo uso de tecnologia, 
tornando os meios de transporte mais modernos, 
rápidos e confortáveis. 
Orientações
Na atividade 1, converse com os alunos sobre as 
questões propostas. Caso necessite de mais informa-
ções sobre o uso das rodovias, hidrovias e ferrovias no 
Brasil, sugerimos a leitura do conteúdo indicado a seguir.
 
• PENA, Rodolfo F. Alves. Transportes no Brasil. Mundo 
educação. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.
com.br/geografia/transportes-no-brasil.htm. Acesso 
em: 18 ago. 2021. 
https://www.scielo.br/j/sausoc/a/8fy3z6Qc4M6HrgQ4cyNZTMS/?lang=
pt&format=pdf
https://www.scielo.br/j/sausoc/a/8fy3z6Qc4M6HrgQ4cyNZTMS/?lang=
pt&format=pdf
https://www.scielo.br/j/sausoc/a/8fy3z6Qc4M6HrgQ4cyNZTMS/?lang=
pt&format=pdf
https://www.scielo.br/j/pe/a/J6nzNJJWrTWHQHVJxHLkCSP/abstract/?lang=pt#
https://www.scielo.br/j/pe/a/J6nzNJJWrTWHQHVJxHLkCSP/abstract/?lang=pt#
https://www.scielo.br/j/pe/a/J6nzNJJWrTWHQHVJxHLkCSP/abstract/?lang=pt#
https://revistas.brazcubas.br/index.php/dialogos/article/view/339
https://revistas.brazcubas.br/index.php/dialogos/article/view/339
https://revistas.brazcubas.br/index.php/dialogos/article/view/339
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/transportes-no-brasil.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/transportes-no-brasil.htm
HISTÓRIA91
Na atividade 2, permita que os alunos exponham 
suas ideias e elaborem hipóteses. Esse é o momento de 
sondar os conceitos que os alunos já sabem. Explique 
que, ao longo do capítulo, será possível verificar se 
as hipóteses levantadas inicialmente se comprovam. 
Ressalte que, nesse momento, não é necessário dar 
respostas corretas e efetivas; o importante é pensar 
sobre o tema dos meios de transporte no Brasil e suas 
características principais.
 PRATICANDO
Expectativas de respostas
1. a. O primeiro mapa é do ano de 1973.
 b. O segundo mapa é do ano de 2000.
 c. Percebe-se um aumento significativo de linhas 
em vermelho, que representam as estradas 
pavimentadas.
 d. Percebe-se um aumento de estradas nas regiões 
Sul, Sudeste e Nordeste. 
2. a. Ocorreu o desenvolvimento da indústria de 
automóveis e a ampliação da rede de estradas.
 b. Foram construídas grandes estradas de inte-
gração da região Norte e Centro-Oeste. 
 c. Ocorreu a privatização de muitas estradas 
brasileiras.
Orientações
Converse com os alunos sobre os mapas e a evo-
lução da rede rodoviária brasileira. Chame atenção 
para as linhas vermelhas, que representam as estra-
das pavimentadas. Peça aos alunos que observem 
a quantidade de rodovias duplicadas e, em segui-
da, comentem a pequena proporção em relação à 
quantidade de rodovias existentes. Explique o que 
é uma rodovia duplicada e sua importância para a 
segurança daqueles que trafegam por ela. No mapa, 
é possível observar os nomes de muitas cidades em 
todas as regiões do Brasil. Leia o destaque para os 
alunos e converse com eles sobre como são tratados 
os trabalhadores que trafegam pelas rodovias (como 
motoristas e caminhoneiros) e como acham que a 
falta de cuidados com as rodovias interfere na vida 
desses trabalhadores.
Complete as respostas dos alunos, explicando que 
a zona rural produz alimentos e matéria-prima para 
confecção de muitos produtos e que, sem o transporte 
dos caminhoneiros, o abastecimento das cidades é 
prejudicado. Da mesma forma, os produtores rurais 
precisam transportar materiais diversos da cidade para o 
campo e todo esse trabalho é feito pelos caminhoneiros.
 RETOMANDO
Expectativas de respostas
1. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos consi-
derem, em suas respostas, as dificuldades que os 
caminhoneiros enfrentam ao cozinhar na estrada.
2. Resposta pessoal. Os alunos devem confeccionar 
seus cartazes de acordo com o tema escolhido 
e a pesquisa realizada.
Orientações
Peça aos alunos que exponham suas impressões a 
respeito de como se sentiriam se tivessem que cozinhar 
e almoçar e jantar sozinhos todos os dias, longe de 
casa, e qualcomida preparariam.
Essa conversa servirá como base para a atividade 
em grupo. Oriente os alunos na atividade e garanta 
que eles tenham compreendido que os investimentos 
em rodovias no Brasil, em quantidade muito maior que 
outras vias, é uma situação histórica, que a abertura de 
rodovias traz consigo o nascimento de estradas ao seu 
redor e que, atualmente, a condição dessas estradas 
é precária e os profissionais desse setor trabalham 
com grande sofrimento e precariedade de condições.
4o ANO92
UNIDADE 8
GASTANDO AS PALAVRAS E USANDO A COMUNICAÇÃO
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
1; 2; 4; 5.
HABILIDADES DA BNCC
EF04HI01 Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação 
de mudanças e permanências ao longo do tempo.
EF04HI08
Identificar as transformações ocorridas nos meios de comunicação (cultura oral, imprensa, rádio, televisão, 
cinema, internet e demais tecnologias digitais de informação e comunicação) e discutir seus significados para 
os diferentes grupos ou estratos sociais.
OBJETOS DE CONHECIMENTO
 A ação das pessoas, grupos sociais e comunidades no tempo e no espaço: nomadismo, agricultura, escrita, nave-
gações, indústria, entre outras; o mundo da tecnologia: a integração de pessoas e as exclusões sociais e culturais.
UNIDADE TEMÁTICA
Circulação de pessoas, produtos e culturas.
PARA SABER MAIS
• LINCOLINS, Thiago. Conheça as 10 fake news que mais mataram na História. Aventuras da História [on-line], 
13 set. 2019. Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/10-casos-fake-news- 
mataram-historia-inquisicao-peste-negra-bruxa.phtml. Acesso em: 10 ago. 2021.
• PERES, Paula; NICOLIELO, Bruna. A comunicação virou objeto de estudo. Nova Escola. 1 maio 2014. Disponível em: 
https://novaescola.org.br/conteudo/3462/a-comunicacao-virou-objeto-de-estudo. Acesso em: 10 ago. 2021.
• PRATA, Mário. A máquina da Canabrava. Disponível em: https://marioprata.net/cronicas/a-maquina-da-canabrava/. 
Acesso em: 10 ago. 2021. 
• REIS, Caroline Kirsten. História da escrita: uma contextualização necessária para o processo de alfabetização. 2019. 
Trabalho de conclusão de curso. Monografia – UFMG, Uberlândia, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/
bitstream/123456789/28854/1/Hist%C3%B3riaEscritaUma.pdf. Acesso em: 10 ago. 2021.
• ROSA, Rosemar; SILVA, Rachel Inês da; PALHARES, Márcia Maria. As novas tecnologias: influências no cotidiano. 
Trabalho de conclusão de curso. Monografia – Uniube, Uberaba. Disponível em: http://www.cinform-anteriores.
ufba.br/vi_anais/docs/RosemarRosaRachelMarcia.pdf. Acesso em: 10 ago. 2021.
• TERRA. Há 75 anos, rádio transmitiu ‘invasão alienígena’ à Terra e assustou milhões. Educação: Você sabia?, 
30 out. 2013. Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/educacao/voce-sabia/ha-75-anos-radio-transmitiu- 
invasao-alienigena-a-terra-e-assustou-milhoes,afb3d216fa802410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html. Acesso 
em: 10 ago. 2021.
https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/10-casos-fake-news-mataram-historia-inquisicao-peste-negra-bruxa.phtml
https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/10-casos-fake-news-mataram-historia-inquisicao-peste-negra-bruxa.phtml
https://novaescola.org.br/conteudo/3462/a-comunicacao-virou-objeto-de-estudo
https://marioprata.net/cronicas/a-maquina-da-canabrava/
https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/28854/1/Hist%C3%B3riaEscritaUma.pdf
https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/28854/1/Hist%C3%B3riaEscritaUma.pdf
http://www.cinform-anteriores.ufba.br/vi_anais/docs/RosemarRosaRachelMarcia.pdf
http://www.cinform-anteriores.ufba.br/vi_anais/docs/RosemarRosaRachelMarcia.pdf
HISTÓRIA93
PÁGINA 96 PÁGINA 97
PÁGINA 98 PÁGINA 99
1. Meios de comunicação transformações e evolução
UNIDADE 8
GASTANDO AS PALAVRAS E 
USANDO A COMUNICAÇÃO
4o ANO96
1. As imagens a seguir mostram objetos usados antigamente. Perceba como eram 
suas formas e, depois, converse com os colegas e o professor sobre as tecnolo-
gias, os equipamentos e os meios de comunicação de antigamente. 
 ⊲ Qual dos objetos apresentados você conhece?
 ⊲ Para que eles eram usados?
 ⊲ Por que quase não vemos mais objetos como esses sendo utilizados pelas pes-
soas atualmente?
1. Meios de comunicação transformações e 
evolução
Antigo telefone de parede em 
exposição no Centro Cultural 
Correios do Recife.
Coleção de máquinas 
de escrever. 
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HISTÓRIA97
 PRATICANDO
1. Leia os textos a seguir. 
A comunicação virou objeto de estudo
Analisar formas de trocar informações ajuda a entender diferentes épocas
Das pinturas rupestres aos celulares, muita coisa mudou na forma como nos comunicamos. A troca de 
dados no mundo atual exige velocidade. Por isso, velhos meios se reinventam para fazer frente às novas 
tecnologias. Leia abaixo quando surgiram as primeiras formas de comunicação do mundo: 
Pré-história: Os homens trocam mensagens utilizando a voz — a forma de comunicação mais natural 
que existe — [...] 
1455: Surge a imprensa. As mensagens deixam de ser escritas só à mão ou transmitidas oralmente, e as 
informações podem ser reproduzidas.
1831: O telégrafo e, quatro anos depois, o código Morse, são usados por governos e militares para trans-
mitir mensagens em longas distâncias. Ainda hoje, este código é utilizado por radioamadores. 
1876: É criado o telefone, que tem uma central operada manualmente. O aparelho passa por várias trans-
formações até chegar à forma atual. 
1896: O rádio inaugura a era dos meios de comunicação de massa. Assim, a informação pode chegar a 
um público bem maior, não somente a quem sabe ler. 
1923: Outro meio de comunicação, a TV, atinge grandes públicos. A família se reúne em volta do aparelho 
para acompanhar a novela e o noticiário. 
1947: Começa a ser desenvolvido um sistema telefônico capaz de interligar várias antenas. Cada uma 
delas era uma célula do projeto, daí o nome celular.
1994: Surge a World Wide Web, um sistema global de computadores interligados. A audiência, passiva 
nos meios anteriores, passa a ser ativa. A comunicação está mais presente na vida em sociedade do que 
imaginamos. Além de todos os meios midiáticos existentes, como o jornal e a televisão, por exemplo, dar 
uma aula, assistir a um filme, ler um livro ou receber uma revista em casa pelo correio são atos de troca de 
informação.
PERES, Paula; NICOLIELO, Bruna. A comunicação virou objeto de estudo. Nova Escola. 1 maio 2014. Disponível em: 
https://novaescola.org.br/conteudo/3462/a-comunicacao-virou-objeto-de-estudo. Acesso em: 10 ago. 2021.
– Então. Essa máquina tem assim, tipo... uma impressora, ligada nesse teclado, mas assim, 
ligada direto. Sem fio. Bem, a gente vai, digita, digita... 
Ela ia se animando, os olhos brilhando. 
[...] 
— … e a máquina imprime direto na folha de papel que a gente coloca ali mesmo! É muuuito 
legal! Direto, na mesma hora, eu juro!
Eu não sabia o que falar. Eu ju-ro que não sabia o que falar diante de uma explicação dessas, 
de menina de 12 anos, sobre uma máquina de escrever. Era isso mesmo?
— … entendeu mãe?… zupt, a gente escreve e imprime, a gente até vê a impressão tipo na hora, 
e não precisa essa coisa chata de entrar no computador, ligar, esperar hóóóras, entrar no Word, 
de escrever olhando na tela, mandar para a impressora, esse monte de máquina, de ter que ter 
até estabilizador, comprar cartucho caro, de nada, mãe! É muuuito legal, e nem precisa colocar 
na tomada! Funciona sem energia e escreve direto na folha da impressora!
— Nossa, filha…
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4o ANO98Discuta com os colegas os assuntos que os textos abordam. Em seguida, faça uma lista 
com os meios de comunicação apresentados nos textos.
2. Agora, observe a imagem ao lado. 
Ela representa o resultado do de-
senvolvimento dos meios de co-
municação ao longo do tempo. 
Relacione essa imagem às outras 
que você viu no início do capítu-
lo e escreva um texto sobre as 
transformações e os avanços dos 
meios de comunicação.
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— … só tem duas coisas: não dá para trocar a fonte nem aumentar a letra, mas não tem proble-
ma. Vem, que a gente vai te mostrar. Vem…
Eu parei e olhei, pasma, a máquina velha. Eles davam pulinhos de alegria.
— Mãe. Será que alguém da família vai querer? Hein? Ah, a gente vai ficar torcendo, torcendo 
para ninguém querer para a gente poder levar lá para casa, isso é o máximo! O máximo!
Bem, enquanto estou aqui, neste ‘teclado’, estou ouvindo o plec-plec da tal máquina, que, cla-
ro, ninguém da família quis, mas que aqui em casa já deu até briga, de tanto que já foi usada. Está 
no meio da sala de estar, em lugar nobre, rodeada de folhas e folhas de textos ‘impressos na hora’ 
por eles.
Incrível, eles dizem, plec-plec-plec, muito legal, plec-plec-plec.
Eu e o Zé estamos até pensando em comprar outras, uma para cada filho. Mas, pensa bem se 
não é incrível mesmo para os dias de hoje: sai direto, do teclado para o papel, e sem tomada!
Céus. Que coisa. Um beijo grande, Lúcia. [...]
PRATA, Mário. A máquina da Canabrava. Disponível em: https://marioprata.net/cronicas/ 
a-maquina-da-canabrava/. Acesso em: 10 ago. 2021.
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HISTÓRIA99
 RETOMANDO
1. Pense nos meios de comunicação e aparelhos tenológicos que há no lugar em que 
você vive e faça o que se pede a seguir.
 ⊲ Liste os meios de comunicação que você tem em casa atualmente. 
 ⊲ Depois, faça um levantamento por escrito sobre cada um deles: há quanto tem-
po eles estão em sua casa? Desde de quando são utilizados por você e seus 
familiares? As características deles são semelhantes ou diferentes dos meios de 
comunicação mais antigos?
 ⊲ Em seguida, classifique cada um deles em duradouros ou frágeis de acordo com 
o tempo de uso e o estado de conservação em que se encontram. 
2. No caderno, crie uma história em quadrinhos com personagens contando por que 
os aparelhos atuais são substituídos com mais frequência e o que é feito com 
aqueles que são inutilizados e descartados como lixo.
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4o ANO94
Sobre o capítulo
• Contextualizando: levantar os conhecimentos 
prévios sobre os meios de comunicação antigos.
• Praticando: analisar textos sobre os meios de 
comunicação e descrever as transformações e 
os avanços tecnológicos desses meios.
• Retomando: identificar e registrar os meios de 
comunicação presentes no cotidiano. Refletir 
sobre as transformações sofridas pelos meios 
de comunicação ao longo do tempo por meio 
da criação de uma história em quadrinhos.
Objetivo de aprendizagem
• Associar transformações tecnológicas dos meios 
de comunicação às mudanças das necessidades 
do cotidiano.
Habilidades da BNCC
EF04HI01 Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação 
de mudanças e permanências ao longo do tempo.
EF04HI08
Identificar as transformações ocorridas nos meios de comunicação (cultura oral, imprensa, rádio, televisão, 
cinema, internet e demais tecnologias digitais de informação e comunicação) e discutir seus significados 
para os diferentes grupos ou estratos sociais.
Contexto prévio
Para este capítulo, os alunos devem saber o que 
é tecnologia, avanços tecnológicos e a importância 
dos meios de comunicação. 
Dificuldades antecipadas
A turma pode associar tecnologia apenas a apa-
relhos tecnológicos atuais e modernos. Assim, pode 
ser necessário intermediar a compreensão de que 
tecnologia vai além de aparelhos analógicos ou 
digitais: refere-se à técnica, métodos e instrumentos 
criados para auxiliar as atividades humanas.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de resposta
1. Respostas pessoais. Espera-se que o aluno de-
monstre interesse pelos meios de comunicação 
antigos ao analisar as imagens. Deve, também, 
criar hipóteses enquanto identifica como e para 
que cada objeto era utilizado. 
Orientações
Converse com a turma sobre os meios de comunicação 
antigos que aparecem nas imagens. Deixe que a turma 
explore as figuras apresentadas. Tome como direciona-
mento as questões disparadoras propostas. Permita que 
a turma crie diferentes argumentos sobre a utilidade e a 
importância dos meios de comunicação de antigamente. 
Pergunte aos alunos se já viram ou se já tiveram contato 
com algum dos objetos apresentados pelas imagens e 
se algum deles permanece utilizado no contexto atual. 
Essa atividade pode ser desenvolvida com a turma como 
avaliação diagnóstica, para verificar os conhecimentos 
que os alunos têm dos meios de comunicação de anti-
gamente e quais informações sobre esse tema podem 
ser complementadas no decorrer do capítulo. 
 PRATICANDO 
Expectativas de respostas
1. Espera-se que os alunos tenham compreendi-
do que o primeiro texto trata da evolução dos 
meios e das formas de comunicação desde a 
Pré-História aos nossos dias, como uma linha do 
tempo, mostrando as principais inovações nessa 
área. E o segundo texto conta as impressões de 
uma criança, nos dias atuais, que encontra uma 
máquina de escrever antiga e se surpreende 
com ela e seu funcionamento. Entre os meios 
de comunicação citados pelos textos, os alu-
nos devem identificar: a imprensa, o telégrafo, 
telefone, rádio, TV, celulares, world wideweb 
(internet). Esclareça que a máquina de escrever 
não é um meio de comunicação propriamente 
dito, mas ela foi utilizada para produzir cartas, 
jornais, livros e outros.
2. Espera-se que o aluno registre por escrito as 
transformações nos meios de comunicação de-
vido aos avanços tecnológicos e às mudanças 
das necessidades do cotidiano em cada contexto.
HISTÓRIA95
Orientações
Incentive a resposta descritiva do aluno, que deve des-
tacar a transformação ocorrida com o tempo em cada um 
dos meios de comunicação. Chame a atenção dos alunos 
para as diversas funções que os aparelhos tecnológicos 
atuais acumulam, diferentemente dos que existiam antiga-
mente. Para finalizar a descrição peça ao aluno que cite no 
texto descritivo outros aparelhos que também possam ser 
substituídos pelo smartphone e pelo laptop ou notebook, 
como calculadora, agenda, filmadora, despertador, álbum 
de fotos, calendário, rádio, televisão, jornal etc. 
 RETOMANDO
Expectativas de resposta
1. Respostas pessoais. Os alunos podem citar como 
meios de comunicação encontrados em casa: 
o telefone, o rádio, a televisão, o computador ou 
celular com acesso à internet etc.
Orientações
Estimule o aluno a fazer o levantamento escrito sobre os 
meios de comunicação existentes na casa dele. Oriente-o 
a analisar e registrar há quanto tempo eles estão em uso 
na casa dele e desde quando estão sendo utilizados. Se 
necessário, registre um exemplo no quadro de como ele 
poderia responder a essas perguntas. Quanto às caracte-
rísticas desses objetos, solicite ao aluno que mencione: 
se eles se aproximam dos meios de comunicação antigos 
ou se assumem um formato mais atual e moderno. Peça 
ao aluno que classifique cada um deles por escrito como 
duradouros ou frágeis de acordo com o tempo de uso 
e o estado de conservação em que se encontram. Com 
esse levantamento, espera-se que o aluno reflita sobre 
a necessidade de compra e de descarte dos objetos que 
possui em casa. Destaque que, quanto maior a durabili-dade do objeto, melhor para o meio ambiente. 
Na atividade 2, oriente o aluno a criar uma história 
em quadrinhos que conte por que, no tempo presente, 
há o hábito de as pessoas substituírem seus aparelhos 
e objetos relacionados aos meios de comunicação com 
mais frequência. Nesse momento, é possível desenvol-
ver o tema relacionando-o com o consumismo, o meio 
ambiente e os avanços tecnológicos. Durante a criação 
dos quadrinhos, instigue o aluno a abordar a questão do 
destino dos objetos inutilizados. Aproveite o momento 
e chame a atenção dos alunos para os problemas do 
descarte, questionando sobre o que eles fazem com 
seus aparelhos e objetos inutilizados. É esperado que o 
aluno cite a reciclagem e possa, também, citar objetos 
oriundos desse processo.
Leitura complementar
De onde vem e para onde vai seu smartphone?
Os novos aparelhos celulares, como os smart-
phones, têm sido atualizados cada vez mais rápido. 
Novos aparelhos se tornam obsoletos em menos de 
um ano. Essa rápida obsolescência gera uma série de 
impactos, como o volume de lixo eletrônico produzido 
pelo brasileiro, assim como a utilização exagerada de 
matérias-primas que podem se esgotar rapidamente 
da natureza, como o famoso silício, elemento químico 
crucial aos aparelhos. De onde vêm esses produtos cada 
vez mais necessários, mas com uma vida tão curta? O 
que podemos fazer com eles após não servirem mais?
Muitas vezes saber de onde vem é fácil, basta 
olhar nas etiquetas que veremos o país de origem, 
mas não é só isso. Além de sua origem, o produto 
carrega o histórico de suas matérias-primas, de onde 
vem esses produtos para a produção deste novo 
aparelho? Qual impacto esses processos geram nas 
várias etapas dessa cadeia?. É necessário entender 
qual a história até chegar às mãos de 84% dos 
brasileiros que possuem celulares [...].
Celulares reciclados ajudam a evitar desma-
tamento ilegal
Essa história significa a quantidade de materiais 
utilizados para sua produção. Um destes é a safira, 
pedra recém utilizada por algumas marcas para a 
tela de seus celulares, protegendo os aparelhos 
de quedas. Novo elemento, o Grafeno, é motivo de 
pesquisas de especialistas que acreditam ver nele 
o benefício do baixo custo da produção. O motivo 
é sua maior disponibilidade na natureza, já que se 
trata de uma forma cristalina do carbono.
Olhar para essa história, não é apenas olhar para 
a produção, mas também o transporte, o uso e o 
descarte dos materiais. Imaginamos o volume de 
lixo eletrônico gerado pelo brasileiro, considerando 
não só os celulares, mas diversos aparelhos eletrôni-
cos. Segundo dados do E-waste World Map, primeiro 
mapa global de lixo eletrônico, lançado pela Step, 
aliança entre ONU, empresas, governos e ONGs de 
todo o mundo, com dados de 2012, o Brasil produziu 
1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico (7 kg por 
habitante). Ainda de acordo com a Step, para 2017, 
o volume de lixo eletrônico no mundo aumentará 
33%, o equivalente a altura de 200 edifícios como 
o Empire State Building, de Nova York.
CIRILO, Fábio. De onde vem e para onde vai seu smartphone. 
Consumidor moderno, 8 abril 2018. Disponível em: https://www.
consumidormoderno.com.br/2015/04/08/de-onde-vem-e-para-onde-
vai-seu-smartphone/. Acesso em 13 dez. 2021.
 4o ANO96
 PÁGINA 100 PÁGINA 101
PÁGINA 102 PÁGINA 103
2. Vamos entender a invenção da escrita?
4o ANO100
1. Faça de conta que você vive na época em que a escrita ainda não existia. Para que 
você consiga se comunicar com os colegas, use a criatividade. Ao final da experi-
ência responda:
 ⊲ Como será que as pessoas se comunicavam antes de a escrita existir?
 ⊲ Você sabe por que a escrita foi criada?
 ⊲ Na sociedade em que vivemos, qual é a importância da escrita?
 PRATICANDO
1. Abaixo, você pode observar a imagem de uma parede com pintura rupestre. Antes 
da invenção da escrita, os povos que existiram há milhares de anos se comunica-
vam por meio de pinturas nas paredes das cavernas.
2. Vamos entender a invenção da escrita?
Pintura rupestre em Cerro Azul, Guaviare, na Colômbia.
Converse com os colegas e o professor:
 ⊲ O que há na arte rupestre observada na imagem?
 ⊲ Na sua opinião, qual seria a mensagem que ela deveria transmitir no passado?
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HISTÓRIA101
As pinturas rupestres são inscrições realizadas desde 30 mil a.C. por povos que 
ainda não havia desenvolvido a agricultura. Eles desejavam transmitir mensagens 
por meio de desenhos. 
Muitos estudiosos de hoje procuram decifrar o significado dessas mensagens, mas 
ainda há muito por se descobrir. 
A maioria das figuras rupestres representa animais. Os “artistas das cavernas” ob-
tinham suas tintas moendo pigmentos naturais de terra, rocha e algumas plantas, 
até obterem um pó fino que era misturado à água.
Estudiosos afirmam que, pintando os animais em rochas, nossos ancestrais acre-
ditavam que seria mais fácil caçá-los, ou ainda, que os desenhos pudessem trazer 
abundância e fertilidade aos outros animais da região.
Produzido para este material.
2. Leia o texto a seguir.
 ⊲ Agora você deverá se imaginar como integrante de um grupo caçador-coletor. No 
espaço abaixo, crie uma pintura rupestre com um significado importante para aque-
la época vivenciada pelos primeiros grupos humanos. Em seguida, mostre sua pintu-
ra a um colega. Ele deverá tentar interpretar seu desenho e desvendar o significado. 
Você fará o mesmo com a pintura dele.
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4o ANO102
3. O texto abaixo vai ajudar você a conhecer um pouco sobre a história da escrita. 
Faça a leitura dele com os colegas e o professor.
História da escrita: uma contextualização necessária para o processo de alfabetização
A escrita cuneiforme nasceu na Suméria, região da Mesopotâmia e foi decifrada no século XIX, sendo 
considerado o sistema de escrita mais antigo até hoje conhecido. Contadores registravam o patrimônio com 
uma espécie de estilete pontiagudo, usando sinais e números sobre placas de argila mais ou menos do ta-
manho de um cartão de crédito. O ato de pressionar uma cunha na argila mole deu esse nome a esse siste-
ma de escrita. Terminada as inscrições, as placas eram secadas ao sol. Posteriormente, a escrita mesopotâ-
mica passou a ser usada para registar contratos jurídicos, inscrições dirigidas aos deuses e narrativas. [...]
[...] Usada por cerca de três mil anos, a mesma extensão de tempo que nosso alfabeto é conhecido, a es-
crita cuneiforme é hoje apreciada como uma das principais escrituras.
REIS, Caroline Kirsten. História da escrita: uma contextualização necessária para o processo de alfabetização. 2019. 
Trabalho de conclusão de curso: Monografia - UFMG, Uberlândia, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/
bitstream/123456789/28854/1/Hist%C3%B3riaEscritaUma.pdf. Acesso em: 10 ago. 2021.
 ⊲ Há objetos que são verdadeiros tesouros históricos, pois nos ajudam a entender a 
evolução e a transformação da linguagem escrita. Será que você conseguiu desco-
brir alguns deles neste capítulo?
 Faça uma roda de conversa os colegas sobre objetos que ajudam ou ajudaram os 
seres humanos a escrever e, na sequência, preencha a cruzadinha dos tesouros 
históricos.
I.
V.
VI.VII.
IX.
VIII.
II. III.
IV.
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HISTÓRIA103
Horizontais
 I. Objeto feito de madeira para realizar o 
registro escrito.
 V. Objeto utilizado na atualidade para regis-
tro escrito contendo tinta em seu interior.
 VI. Recurso utilizado na criação de registro 
em diferentes superfícies por meio de 
pincéis.
 IX. Objeto utilizado para criarrabiscos na 
areia e facilitar a comunicação.
Verticais
 II. Recurso retirado de aves e utilizado du-
rante muito tempo como instrumento de 
escrita.
 III. Material natural utilizado como base 
para a escrita cuneiforme.
 IV. Material utilizado para a escrita feito 
com o caule de plantas.
 VII. Recurso de cor escura utilizado na escrita e 
obtido da queima de madeira.
 VIII. Superfície das paredes das cavernas 
onde as pinturas rupestres eram feitas.
Carta de Pero Vaz de Caminha relatando a 
expedição de Pedro Álvares Cabral em terras 
brasileiras. Registro feito entre 26 de abril e 2 de 
maio de 1500. 
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Pessoa utilizando comunicação escrita por meio de 
recursos tecnológicos digitais. 
 RETOMANDO
1. Observe as imagens a seguir. 
As duas imagens apresentam exemplos de como a escrita evoluiu desde seu surgimen-
to entre os primeiros grupos humanos, apresentando materiais e recursos característicos da 
cada época. Ciente disso, escreva em seu caderno um texto respondendo à questão:
De que forma a invenção e a evolução das formas de escrita favoreceram a comunica-
ção entre pessoas ao longo do tempo?
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HISTÓRIA97
Sobre o capítulo
• Contextualizando: levantar os conhecimentos 
prévios sobre o surgimento da escrita e sua 
importância para a sociedade em que vivemos; 
compreender a pintura rupestre como uma forma 
de comunicação dos primeiros grupos humanos.
• Praticando: ler texto e desenvolver atividade em 
duplas sobre pinturas rupestres; desenvolvimento 
de cruzadinha (diagrama de palavras) sobre os 
instrumentos utilizados para a escrita. 
• Retomando: organizar os conhecimentos 
construídos durante o capítulo por meio da 
produção de texto.
Objetivos de aprendizagem
• Perceber a função social da escrita como fator 
de transformação comunicativa e integração 
entre pessoas.
Habilidades da BNCC
EF04HI01 Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação
de mudanças e permanências ao longo do tempo.
EF04HI08
Identificar as transformações ocorridas nos meios de comunicação (cultura oral, imprensa, rádio, televisão, 
cinema, internet e demais tecnologias digitais de informação e comunicação) e discutir seus significados 
para os diferentes grupos ou estratos sociais.
• Associar as diferentes formas de registros 
utilizados pela humanidade, desde os primeiros 
grupos humanos até os dias atuais.
Contexto prévio
Espera-se que o aluno compreenda a escrita 
como forma de integração, aproximação, além de 
promotora de expressão em diferentes formatos.
Dificuldades antecipadas
O aluno pode apresentar dificuldade em com-
preender que a escrita nem sempre foi como é hoje.
 CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de resposta 
1. Respostas pessoais. Espera-se que o aluno reflita 
sobre as formas de comunicação na Pré-história, 
época em que os grupos humanos criaram registros 
pictóricos e desenvolveram a comunicação por 
sons e gestos. Sobre a segunda questão, será 
necessário que você explique aos alunos que a 
escrita foi inventada pelos sumérios (aprox. 4.000 
a.C.) para a contagem de sacas de grãos e registros 
de transações comerciais. As inscrições rupes-
tres são muito anteriores a isso, como veremos 
adiante, nesse capítulo. Para responder à terceira 
questão, é esperado que os alunos se lembrem 
de que, atualmente, uma parte significativa da 
comunicação entre as pessoas é feita por meio de 
mensagens digitais, em sua maioria, escrita (em 
redes sociais e e-mails). Dessa forma, eles devem 
concluir que as mensagens e a linguagem escritas, 
no mundo contemporâneo são um importante 
motor para as atividades humanas econômicas 
e sociais. Muitos serviços, transações comerciais 
e interações entre as pessoas dependem desse 
tipo de comunicação. 
Orientações
Desperte o interesse do aluno pelo tema ao desen-
volver a reflexão sobre a origem da escrita. Estimule a 
turma a responder às perguntas de maneira a trazer 
informações que já domina sobre o assunto. Aqui é 
importante explicar como a invenção da escrita facilitou 
a relação entre as pessoas, desde a Antiguidade. Para 
isso, é importante que o aluno socialize hipóteses de 
como surgiu a escrita e de que maneira as pessoas 
estabeleciam uma comunicação antes de sua criação.
 PRATICANDO
Expectativas de respostas 
1. Espera-se que o aluno reconheça nas pinturas 
rupestres uma forma de expressão artística e de 
comunicação. Também, devem interpretar o conteúdo 
4o ANO98
da imagem de acordo com o que é possível visua-
lizar, mencionando seus elementos e grafismos. 
Permita a livre interpretação e, a partir dela, o 
levantamento de hipóteses pelos alunos.
2. Respostas pessoais. 
3. I. Lápis;
 II. Pena;
 III. Argila;
 IV. Papiro;
 V. Caneta;
 VI. Tinta;
 VII. Carvão;
 VIII. Pedra;
 IX. Graveto.
Orientações
Convide o aluno a pensar sobre as etapas do de-
senvolvimento vividas pelos grupos humanos até a in-
venção da escrita convencional, permitindo que ele crie 
hipóteses sobre o processo que possibilitou a invenção 
da escrita, bem como sobre seus diferentes usos, suas 
técnicas e os instrumentos utilizados nesse processo. 
Sensibilize a turma para perceber que, durante cada 
etapa rumo à invenção da escrita, os grupos humanos 
experimentaram formas diferentes para se comunicar, 
como a comunicação pictórica, a linguagem oral simples 
(sons e grunhidos), a linguagem oral complexa (com 
palavras, mas sem o uso da escrita), e a invenção de 
alfabetos que permitiram o desenvolvimento da escrita. 
Nesse momento, mencione o registro cuneiforme como 
uma das etapas dessa evolução até os registros escri-
tos se configurarem como nos dias atuais. Incentive a 
turma a analisar a imagem do registro rupestre, para 
criação de hipóteses e promova uma conversa sobre 
por que o registro cuneiforme foi criado, bem como 
sobre os tipos de instrumento utilizados nessa cria-
ção. Na atividade 1, ao tentar interpretar as imagens, 
é importante instigar os alunos a pensar na realidade 
dos primeiros grupos humanos. Lance hipóteses para 
que refiltam a respeito, como: será que essa pintura 
deseja comunicar que houve sucesso em uma caçada? 
Ou deseja mostrar que foi caçado um animal muito 
grande garantindo o sustento para um grupo grande de 
pessoas? Ou será que nossos ancestrais, ao pintuarem 
nas paredes das cavernas, acreditavam atrair animais 
para as suas caçadas? Ou, ainda, é possível que essas 
inscrições teriam o objetivo de ensinar aos caçadores 
inexperientes como eram os animais?
Permita que outras hipóteses sejam levantadas du-
rante a discussão. Na atividade 2, organize a turma em 
duplas. Peça para que leiam o texto e, em seguida, 
desenvolvam a atividade de livre expressão. No primeiro 
momento, peça que cada um elabore sua “arte rupestre”, 
individualmente. Em seguida, peça aos integrantes de 
cada dupla que troquem as atividades entre si e ten-
tem advinhar o significado do desenho elaborado pelo 
colega. Em relação à atividade 3, leia as sentenças do 
diagrama coletivamente. Caso os alunos apresentem 
dificuldades para encontrar as respostas, dê algumas 
dicas de modo que cada desafio seja resolvido coletiva-
mente pelos alunos. Ressalte a existência de diversos 
materiais que já foram utilizados para registo escrito 
na história. Fale sobre a existência dos suportes para 
a escrita com base em materiais diversos. Solicite ao 
aluno que preencha a cruzadinha e que, ao fazer isso, 
pense sobre o tipo de material que, desenvolve a escrita 
com mais praticidade e velocidade, quais materiais são 
mais difíceis de manusear e por quê.
 RETOMANDO
Expectativa de resposta
1. Espera-se que os alunos percebam que, com as 
mudanças tecnológicas, a comunicação ficou mais 
rápida.
Orientações
Essa atividade é para consolidaro aprendizado do 
aluno durante o capítulo. É um momento oportuno para 
relembrar a ele que o texto deverá mostrar que, da mesma 
forma que conhecemos como se escrevia no passado, 
é importante que as gerações futuras conheçam como 
escrevemos hoje. É o momento também para estimular 
a reflexão do aluno sobre como os avanços tecnológicos 
poderão continuar a transformar a maneira como as pes-
soas se comunicam, bem como quais as transformações 
nos materiais e recursos utilizados na escrita e em outras 
formas de comunicação. Antes da produção, converse 
com a turma sobre o fato de o surgimento da escrita ser 
um processo de integração ou exclusão social e diga 
que, na produção de texto, o aluno deve sinalizar como 
a escrita permanece em constante mudança.
Leitura complementar
Arte rupestre no Brasil
Quando os portugueses chegaram ao Brasil 
encontraram, ao invés de pedras preciosas como 
queriam, figuras aparentemente incompreensíveis 
HISTÓRIA99
gravadas nas pedras. Estas gravuras hoje chamadas 
de gravuras rupestres, datam de aproximadamente, 
entre 3.000 e 10.000 anos atrás.
Ao longo deste tempo muitas destas gravuras já 
foram destruídas e algumas continuam ameaçadas.
No Nordeste, Rio Grande do Norte e Paraíba, é onde 
se encontra a maior concentração de arte rupestre do 
mundo. O clima seco, a vegetação impenetrável e a 
dificuldade de ocupação em algumas áreas, contribuí-
ram para conservação dessa arte. E no Piauí onde se 
encontram as figuras rupestre mais antigas do Brasil.
Os temas retratados nas gravuras e pinturas ru-
pestres geralmente estão ligados ao cotidiano, como 
caça, fertilidade, objetos domésticos ou de trabalho. 
Acredita-se que muitas cenas tinham carácter mágico- 
religioso, como uma preparação para o que ainda 
seria vivido, como uma situação de caça por exemplo.
As pinturas rupestres podem ser feitos com os 
dedos ou com a ajuda de utensílios; as cores, obtidas 
do carvão (preta), do óxido de ferro (vermelha e ama-
rela) e, às vezes, com cera de abelha. Substâncias 
líquidas – água, clara de ovo, sangue etc. – são 
empregadas nas pinturas. Às diferentes técnicas 
e cores (muitas vezes superpostas) são atribuídos 
sentidos variados.
No Brasil existem três estilos predominantes na 
arte rupestre. Os traços geométricos pertencem à 
tradição agreste. As figuras humanas são a marca da 
tradição Nordeste. Já as gravuras na pedra formam 
a tradição Itacotiara.
ARTE rupestre no Brasil. Arte Brasileira UTFP. Disponível em: 
https://artebrasileirautfpr.wordpress.com/2012/06/01/arte- 
rupestre-no-brasil/. Acesso em: 13 dez. 2021.
ANOTAÇÕES
4o ANO100
PÁGINA 104 PÁGINA 105
PÁGINA 106 PÁGINA 107
3. O perigo das fake news
4o ANO104
1. Vamos jogar lereia? Lereia é uma brincadeira também conhecida como jogo do 
dicionário. As regras desse jogo são as seguintes:
 ⊲ Tenha em mãos um dicionário e escolha uma palavra que você acha que os co-
legas não conhecem e apresente-a para a turma. 
 ⊲ Cada aluno deve pensar em um significado que acha “combinar” com essa pa-
lavra, escrever e entregar a você. 
 ⊲ Depois, leia em voz alta todas as definições, entre elas a verdadeira, retirada do 
dicionário. Lembre que você não pode dizer qual é a definição correta.
 ⊲ Cada aluno vota na definição que acredita ser a correta. Quem acertar a defi-
nição da palavra ganha pontos e quem tiver a sua definição apontada como a 
certa pelos demais, também. 
 ⊲ Se ninguém acertar a definição correta, você, que escolheu a palavra, vence. Na 
rodada seguinte, outro aluno fica com o dicionário e escolhe a palavra.
2. Agora que o jogo acabou, responda às questões abaixo.
a. Selecione a alternativa correta: ao jogar esse jogo foi possível perceber que o 
aluno que se sai melhor é aquele que:
( ) tem agilidade no raciocínio.
( ) conhece o maior número de palavras.
( ) tem facilidade com cálculo.
( ) é capaz de fazer rimas com rapidez.
b. O conhecimento é algo muito importante em nossa sociedade. Muitas pessoas bus-
cam conhecimento por meio de sites na internet. Buscam, até mesmo, o significado 
de palavras. No entanto, nem sempre os sites apresentam conteúdo confiável e 
seguro. Então, quanto menor for seu conhecimento sobre um determinado assunto, 
mais facilmente você irá confiar em informações pouco seguras. 
 ⊲ Você já teve contato com um site de informações duvidosas? Se sim, como des-
cobriu que eram falsas? Compartilhe as respostas com a turma.
3. O perigo das fake news
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HISTÓRIA105
c. Você já ouviu falar em fake news? Sabe o que essa expressão significa? Registre 
seus conhecimentos sobre o tema.
 PRATICANDO
1. Agora, você tem dois textos para ler e realizar a atividade que vem na sequência. 
Esses textos dizem respeito a informações divulgadas em determinada época e 
que causaram problemas para muitas pessoas. Vamos conhecê-los!
Em 30 de outubro de 1938, marcianos invadiram a Terra [...].
Nesse dia, em uma rádio no Estados Unidos, foi transmitido aos ouvintes que um meteoro havia caído 
em uma fazenda da região. Quando alguns moradores e policiais se aproximaram, descobriram que na rea-
lidade era “[...] uma nave cheia de alienígenas, munidos de raios mortais e inclinados a exterminar a espécie 
humana.” 
“[...] Às 21h, uma mulher entrou apavorada na 47ª delegacia de Nova York. Carregava duas crianças pe-
quenas, roupas e mantimentos: “Estou pronta para deixar a cidade”, anunciou para os policiais, segundo 
relato do New York Times do dia posterior.”
Texto adaptado de TERRA. Há 75 anos, rádio transmitiu ‘invasão alienígena’ à Terra e assustou milhões. Educação. Você Sabia? 
[30 out. 2013]. Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/educacao/voce-sabia/ha-75-anos-radio-transmitiu-invasao- 
alienigena-a-terra-e-assustou-milhoes,afb3d216fa802410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html. Acesso em: 10 ago. 2021.
Campanha de antivacinação
A polêmica em torno da vacina tríplice (caxumba, sarampo e rubéola) teve início quando o médico britâ-
nico Andrew Wakefield, um gastroenterologista, publicou um artigo no jornal Lancet, em 1998, a respeito do 
tratamento de crianças diagnosticadas com autismo. Wakefield afirmava que tais crianças desenvolveram 
o distúrbio neurológico após receberem a vacina.
O médico era, na verdade, um vigarista que havia arquitetado a farsa após ser pago por um grupo que 
pretendia processar a indústria farmacêutica. O jornal retirou o artigo e Wakefield foi impedido de exercer 
a profissão.
LINCOLINS, Thiago. Conheça as 10 fake news que mais mataram na História. Aventuras da História [on-line], 13 set. 2019. 
Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/10-casos-fake-news-mataram-historia- 
inquisicao-peste-negra-bruxa.phtml. Acesso em: 10 ago. 2021.
 ⊲ Depois da leitura dos textos, reúna-se com os colegas e o professor e reflitam sobre 
as informações apresentadas. Em seguida, participe com a turma de uma roda de 
conversa sobre o crescimento do alcance e da rapidez dos meios de comunicação 
na divulgação de notícias falsas.
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4o ANO106
2. Crie a seguir uma campanha de conscientização sobre a importância do acesso às 
informações seguras e de se combater as notícias falsas.
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HISTÓRIA107
 RETOMANDO
1. Nas atividades anteriores, você refletiu sobre o impacto das fake news. Agora, or-
ganize os conhecimentos sobre o assunto. Pesquise em diferentes fontes informa-
ções que caracterizam as notícias falsas. Apresente o resultado da pesquisa com a 
criação de um painel que traga informações coletadas de maneira dinâmica, com 
dicas e passos para facilitara identificação de notícias verdadeiras e de fake news. 
Use sua criatividade durante a elaboração do painel. Você poderá desenhar, utilizar 
imagens diversas e descrever as informações pesquisadas para representar o que aprendeu.
 Em seguida, organize um mapa conceitual com os conteúdos estudados neste capítulo.
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HISTÓRIA101
Sobre o capítulo
• Contextualizando: levantar os conhecimentos 
prévios com a realização da brincadeira da 
lereia e desenvolver atividades sobre a busca 
por informações e conhecimento na atualidade. 
• Praticando: ler textos e refletir sobre o impacto da 
veiculação de notícias falsas e a importância de 
se buscar e compartilhar informações confiáveis. 
• Retomando: sistematizar os estudos por meio 
da elaboração de um painel-síntese.
Objetivo de aprendizagem
• Discutir sobre o impacto e a existência de perigo 
na disseminação de fake news e reconhecer 
o impacto dos meios digitais no processo de 
comunicação humana.
Materiais
• Dicionário (um exemplar por grupo).
Habilidade da BNCC
EF04HI08
Identificar as transformações ocorridas nos meios de comunicação (cultura oral, imprensa, rádio, televisão, 
cinema, internet e demais tecnologias digitais de informação e comunicação) e discutir seus significados 
para os diferentes grupos ou estratos sociais.
• Folhas de papel A4 para o jogo da lereia (uma 
por aluno).
Contexto prévio
O aluno precisa conhecer o significado de fake 
news. Atente para a ideia de que a disseminação 
de fake news não ocorre só em meio digital; é uma 
prática antiga que, com o avanço da internet, se 
alastra de maneira rápida e fora de controle por 
meios digitais.
Dificuldades antecipadas
É possível que o aluno não perceba o perigo 
que existe em passar adiante uma informação fal-
sa, que interprete inicialmente as fake news como 
uma brincadeira e não reconheça a possibilidade 
de causarem grandes problemas devido à invera-
cidade das informações propagadas. Diante disso, 
é importante esclarecer ao aluno os problemas que 
podem ser gerados por esse tipo de informação falsa.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de respostas
1. Respostas pessoais. Espera-se que com essa ati-
vidade, os alunos façam uso do dicionário como 
ferramenta de aprendizagem e explorem o máximo 
de palavras possíveis dentro do tempo delimitado. 
Os alunos serão incentivados a apresentar conhe-
cimentos prévios ao colocar em prática palavras 
de seu vocabulário, durante a brincadeira. Com 
isso, espera-se que os alunos reflitam acerca do 
levantamento de hipóteses acerca do significado 
das palavras e compreendam a importância de 
se consultar fontes de informações confiáveis.
2. a. Espera-se que o aluno identifique a segunda 
alternativa como resposta correta.
 b. Conceda espaço para que os alunos compar-
tilharem experiências sobre notícias falsas e 
dicas de como reconhecê-las.
 c. Escreva a palavra “fake news” no quadro. Explique 
que ela é uma expressão em inglês que signi-
fica “notícia falsa”. Explique que o fenômeno, 
ganhou bastante visibilidade na atualidade e 
ocorre em diferentes países. Autoridades têm 
discutido diferentes estratégias para combater 
a disseminação de tais notícias.
Orientações
Espera-se que, com a atividade do jogo, os alunos 
façam uso do dicionário, como ferramenta de apren-
dizagem, e explorem o máximo de palavras possíveis 
dentro do tempo delimitado. Os alunos serão incen-
tivados a apresentar conhecimentos prévios ao colo-
car em prática palavras de seu vocabulário, durante a 
brincadeira. Também serão motivados a refletir sobre a 
importância de se pesquisar o significado das palavras 
em uma fonte confiável.
Motive a turma convidando-a a participar da ativi-
dade e, nesse momento, procure verificar se alguém 
sabe como ela é desenvolvida. Caso algum aluno 
saiba, convide-o a ajudá-lo na explicação aos demais. 
Explique à turma as regras do jogo, que consiste em 
escolher uma palavra no dicionário e apresentá-la 
para a turma. Feito isso, explique que cada aluno 
deve criar um significado que achar que “combina” 
com a palavra escolhida. Oriente o aluno a ler em 
4o ANO102
voz alta todas as definições da palavra escolhida, 
entre elas a verdadeira, retirada do dicionário. Cada 
aluno vota na definição que acredita ser a correta. 
O aluno que acertar a definição da palavra ganha 
pontos e quem tiver a sua definição apontada como 
certa pelos outros, também. Se ninguém acertar a 
definição certa, quem escolheu a palavra vence. Na 
rodada seguinte, outro aluno fica com o dicionário e 
escolhe a palavra. Se a turma for grande, organize 
grupos com o mínimo de quatro alunos para otimizar 
o tempo. Como dica, diga à turma que serão jogadas 
duas rodadas em aula e que se eles gostarem poderão 
continuar o jogo em outro momento. Após as rodadas 
do jogo, oriente os alunos a iniciar um debate sobre 
as causas da dificuldade em distinguir significados 
falsos de verdadeiros, tendo como base as perguntas 
norteadoras do material do aluno.
 PRATICANDO 
Expectativas de resposta
1. Espera-se que, após a leitura dos textos, o aluno 
apresente, na roda de conversa, reflexões sobre 
o desenvolvimento dos meios de comunicação 
e da internet, bem como sobre a importância de 
se manter atento ao conteúdo das informações 
veiculadas. É importante incentivá-lo a refletir 
sobre a divulgação de notícias que nem sempre 
são verdadeiras. O aluno deve compreender que 
por meio de pesquisas, de conhecimentos prévios 
e pelo uso do bom senso é possível descobrir se 
a notícia é falsa.
Orientações
Convide a turma para a leitura dos textos sugeridos. 
Em seguida, pergunte aos alunos se acreditariam em 
qualquer notícia ou informação que ouvissem ou lessem 
por meio de um colega, na rádio, na TV ou nas redes 
sociais. Explique à turma que, desde muito tempo até 
os dias atuais, os meios de comunicação continuam a 
ser potentes fontes de informação para a população, 
mas há pessoas mal-intencionadas que buscam produzir 
informações falsas para confundir. Comente com a turma 
que as notícias presentes nos textos foram divulgadas 
décadas atrás e que a falta de acesso da população a 
outras fontes de informação a fez acreditar nas falsas 
notícias. Ressalte que o primeiro texto não era uma 
notícia e, sim, um programa de rádio que estava narran-
do a passagem de um livro de ficção científica, porém 
os ouvintes não se atentaram para essa informação e 
passaram a crer que tal evento era real. No segundo 
texto, o cientista manipulou informações para tentar 
comprovar que o seu estudo era verdadeiro. Estimule 
os alunos a partilhar as maneiras como as notícias são 
veiculadas hoje, os meios de comunicação atuais utili-
zados, como eles se informam sobre os acontecimentos, 
bem como a comentar sobre histórias que já ouviram 
e não sabem ao certo discernir se são verdadeiras. 
Aponte que muitas vezes há interesses específicos na 
divulgação de informações falsas.
 RETOMANDO 
Expectativas de resposta
1. Espera-se que o aluno, com base nos conheci-
mentos adquiridos nas atividades anteriores e 
com a realização da pesquisa, perceba como se 
compõem as fake news e seja capaz de elaborar 
um painel representativo com dicas que facilitem 
identificar pontos de destaque desse tipo de no-
tícia da maneira mais criativa possível.
Orientações
Possibilite a reflexão da turma sobre características 
de notícias falsas Essa atividade vai estimular o uso 
do recurso da pesquisa como suporte para trabalhar 
a atenção do aluno diante da veracidade de notícias 
da vida contemporânea. Ressalte com a turma que o 
resultado da pesquisa será apresentado por meio da 
elaboração de uma espécie de infográfico. Explique 
o que é o infográfico para a turma entender como se 
constrói essa ferramenta para sistematização da apren-
dizagem. É possível que esta atividade seja utilizada 
como avaliação por pares,graças 
à beleza deste clima aprazível, as negras reunidas na 
beira do mesmo e límpido riacho, ocupadas a virar 
a lixívia ao ar livre, perto daquelas que ensaboam a 
roupa, mas o fazem de uma maneira incrivelmente 
econômica, empregando para tanto somente plantas 
saponáceas, como a folha da babosa [...]. Na lavagem, 
são também empregados excremento de cavalo e 
sumo de limão para fixar o colorido dos tecidos e 
estampados. As lavadeiras brasileiras, de resto in-
finitamente mais cuidadosas que as nossas, têm a 
honra não apenas de devolver a roupa bem passada 
e arrumada com cuidado dentro de uma cesta, mas 
também perfumada com flores olorosas, como a rosa 
das quatro estações (só existe no Rio), o jasmim e a 
esponjinha, florzinha amarela cujo forte perfume seria 
desagradável em grandes quantidades. 
O artista francês relata sobre o empreendimento 
das lavanderias brasileiras, os quais cresceram de-
vido à cerimônia de sagração de D. Pedro I em 1822. 
Através de seus escritos Debret nos informa sobre 
o tempo que era gasto para se lavar e passar as 
roupas; sobre os costumes, como por exemplo, o de 
que uma senhora não repetia a roupa quando saia 
pela segunda vez no mesmo dia; também descreve 
como era a lavagem e os ingredientes utilizados para 
deixar a roupa mais branca, perfumada e colorida. 
E nos conta também, que era comum alugar uma 
chácara próxima a um riacho com a finalidade de 
colocar as escravas como lavadeiras.
Nesta cena observamos uma casa de campo 
com aproximadamente treze lavadeiras à beira do 
rio. Ao redor da propriedade notamos a vegeta-
ção tropical da região. Algumas escravas carregam 
cestas com roupas sobre a cabeça, outras estão 
agachadas esfregando e batendo os tecidos. No 
primeiro plano à esquerda, uma escrava de costas 
estica um pano branco; no canto à direita vemos um 
escravo a cavalo o qual provavelmente supervisiona 
todo o serviço das lavadeiras. Ao fundo e à frente 
da propriedade reparamos uma pessoa sentada, 
também a observar o que se passa, talvez seja o 
proprietário dos escravos.
Debret representa todo o tipo de trabalho es-
cravo no Rio de Janeiro, podemos citar aqui não 
só as lavadeiras, mas também os vendedores de 
frutas, flores, fumo, carvão, capim, leite, café, cestos, 
refrescos, aves, carne, doces, angu, polvilho, pão 
de ló, milho verde, entre outras coisas; escravos 
carregando telhas, trabalhando nos engenhos ou 
nas residências, transportando água, acompanhando 
seus senhores e/ou carregando seus pertences, etc. 
TUTUI, Mariane Pimentel. Aquarelas do Brasil oitocentista: olhares 
de Debret e Rugendas nos trópicos. Revista Cantareira, n. 28, jan./jul. 
2018, p. 184-185. Disponível em: https://periodicos.uff.br/cantareira/
article/view/27995. Acesso em: 4 dez. 2021.
 PRATICANDO
Expectativas de resposta
1. a. Resposta pessoal. 
 b. A brincadeira apresentada na foto, na qual 
crianças saltam de uma pequena árvore em 
uma lagoa, pode ter sua origem associada às 
comunidades tradicionais, como a indígena, a 
ribeirinha e a quilombola, e ser considerada 
uma brincadeira antiga e ainda presente na 
https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/27995
https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/27995
4o ANO12
atualidade. A brincadeira está relacionada à 
cultura e às vivências de cada indivíduo.
 c. Resposta pessoal.
2. Resposta pessoal. Os alunos devem ilustrar brin-
cadeiras de antigamente, praticadas por seus 
avós e bisavós. Podem ser retratadas imagens 
de brincadeiras como amarelinha, pular corda, 
corrida de sacos, soltar pião, jogo com bolinhas 
de gude etc.
Orientações
Peça aos alunos que analisem a imagem de crianças 
indígenas brincando em um rio e pergunte se a turma se 
identifica com esse tipo de atividade. Peça que identifiquem 
e registrem por escrito se essa brincadeira se remete ao 
tempo presente ou ao passado. Espera-se que o aluno 
relacione suas experiências da infância a possíveis ex-
periências de crianças de comunidades com modos de 
vida diferentes das dele. Eles devem compreender que 
a brincadeira apresentada na imagem está relacionada 
ao modo de vida e aos hábitos das crianças indígenas 
retratadas. Ela pode ser relacionada às brincadeiras 
tradicionais, ligada aos povos tradicionais, como pode 
estar presente em muitas comunidades da atualidade.
Peça que apresentem o registro oralmente com 
situações relatadas por seus antepassados sobre a 
infância deles. Organize a apresentação dos alunos 
e solicite que enfatizem características de formas de 
vida diferentes, determinadas também por questões 
econômicas, culturais e territoriais. Sugere-se que essa 
etapa do capítulo seja administrada como avaliação 
diagnóstica da turma.
 RETOMANDO
Expectativas de resposta
1. a. Resposta pessoal.
 b. Resposta pessoal.
 c. As brincadeiras apresentadas nas imagens po-
dem ser relacionadas às características culturais 
e às vivências de cada criança. Nota-se que, 
ao brincar na lagoa, as crianças não fazem 
uso de nenhum objeto e não há um trajeto a 
ser seguido, enquanto no passeio de aventura 
as crianças fazem uso de equipamentos como 
capacetes, roupas, luvas, óculos e botas de 
proteção, além de usar um quadriciclo e ge-
ralmente, é seguido um roteiro de passeio. 
 d. Resposta pessoal. 
 e. Resposta pessoal.
 f. Resposta pessoal. 
Orientações
Peça aos alunos que analisem a fotografia de crian-
ças durante um passeio de aventura. Pergunte sobre o 
que as crianças retratadas na foto estão fazendo, como 
estão equipadas, bem como as características do lugar 
em que estão. Pergunte se algum aluno já fez algum 
passeio de aventura e peça a ele que compartilhe sua 
experiência com os colegas da turma. 
Peça à turma que reflita se a atividade de lazer 
apresentada na foto é uma brincadeira antiga e tradi-
cional ou ela refere-se à uma atividade mais recente. 
Após os alunos responderem às questões propostas, 
solicite que compartilhem oralmente seus registros. 
com os colegas da turma. 
Finalize a atividade elaborando uma carta coletiva 
de acordo com os apontamentos feitos pela turma. Você 
pode fazer o registro no quadro e os alunos devem 
copiá-la no caderno. 
Espera-se que, com essa atividade, os alunos ampliem 
as noções sobre as transformações históricas ocorridas 
na convivência social em diferentes contextos e épocas, 
bem como compreendam que essas transformações 
ocorrem para atender o desenvolvimento social, cul-
tural e econômico das pessoas de cada época. E que, 
assim, percebam situações que se mantêm presentes 
historicamente ao ultrapassar tempos e contextos, 
podendo ter seus significados mantidos ou alterados, 
influenciados pela passagem do tempo.
HISTÓRIA13
4o ANO12
1. Com um colega, converse sobre como as famílias se organizavam no século pas-
sado. Para isso, reflitam sobre as perguntas a seguir.
 ⊲ As famílias eram formadas por muitas ou poucas pessoas?
 ⊲ A maneira como as pessoas se vestiam era igual à maneira como as pessoas se 
vestem hoje?
 ⊲ Em fotos antigas, como era a expressão do rosto e a pose das pessoas?
2. Analise a foto a seguir com os colegas.
Família posando para foto 
durante o casamento de 
Esvaldo Ângelo e Verônica de 
Oliveira Sousa, em 23 de abril 
de 1949. Acervo particular.
a. Converse com os colegas da turma sobre sua organização familiar e sobre as for-
mas de união que existem atualmente em comparação com as de antigamente.
b. Em seguida, faça uma ilustração representando o seu núcleo familiar.
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2. Organizações familiares brasileiras 
ao longo do tempo
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4o ANO14
Com a sedentarização do ser humano (...), a agricultura passou a fazer parte do cotidiano humano, bem 
como a domesticação e criação de animais. O alimento não era mais coletado e caçado, e sim cultivado. 
Com isso, passou ana qual tanto os alunos 
quanto você podem perceber onde avançaram e/ou 
precisam melhorar em relação ao conteúdo. Se achar 
válido, apresente à turma algumas fontes seguras para 
realizar a pesquisa.
Ao final da atividade, oriente a turma a elaborar 
um mapa conceitual, como forma de sistematizar os 
conteúdos estudados, por meio de palavras-chaves e 
setas e/ou esquemas.
HISTÓRIA103
4o ANO108
1. Analise a imagem e participe do debate com a turma sobre a cena.
 ⊲ De que modo o computador pode aproximar as pessoas?
 ⊲ Como é possível a internet ser algo que, ao mesmo tempo, inclui e exclui as pessoas?
 ⊲ Se a internet também exclui, por quais dificuldades as pessoas podem passar 
por não terem acesso à internet?
2. Observe a linha do tempo abaixo. Ela apresenta as principais redes sociais existen-
tes no mundo atualmente e o seu ano de fundação.
a. Você conhece alguma das plataformas apresentadas na linha do tempo?
4. É possível incluir ou excluir através da 
internet?
Entrega de computadores 
em centro educacional 
da cidade de Bauru, 
disponibilizados pelo 
Ministério da Ciência e 
Tecnologia. Fotografia 
de 2019.
Na linha do tempo estão destacados apenas alguns dos eventos importantes relacionados à internet. 
b. Observe o ano de fundação delas e compare com o ano de seu nascimento. 
Quem é mais velho: elas ou você? 
c. Todas as pessoas conhecem e utilizam essas redes sociais?
d. Como uma pessoa que não utiliza a internet pode fazer uso dessas redes sociais?
e. As redes sociais oferecem às pessoas muitas informações, às vezes boas, às ve-
zes más. Como uma pessoa que não usa redes sociais pode manter-se informada?
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1962 1991 20081998 20121976 20051995 20102002 20141972 1994 20092001 20131980 20061997 20112004 2015
Início da Rede mundial de 
computadores (World Wide Web)
Netflix® Facebook® Twitter® Whatsapp®
Google® Skype® Youtube® Uber® Instagram®
4o ANO110
Pai fotografa seus filhos em visita a parque ecológico.
 ⊲ Após a leitura do texto e análise das imagens, responda às perguntas.
 ⊲
a. As pessoas que se comunicam pela internet podem viver próximas ou distantes 
entre si?
b. Caso as pessoas morem em locais muito distantes, existe algum meio ou possibi-
lidade de elas se aproximarem e se tornarem amigos muito próximos? Explique.
c. De que maneira o não acesso a meios de comunicação, principalmente os liga-
dos à internet, pode causar exclusão?
2. Crie, em seu caderno, uma imagem que represente formas como as pessoas se 
comunicavam antes do uso da internet e como elas têm se comunicado hoje após 
o acesso a ela.
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HISTÓRIA109
 PRATICANDO
1. Leia o texto a seguir. Ele conta como a tecnologia e seus avanços têm facilitado a 
comunicação entre as pessoas. 
As novas tecnologias: influências no cotidiano
Na história da humanidade onde o imprevisto, o novo e a mudança estão presentes a cada dia e a cada 
instante ao lado dos grandes avanços científicos e tecnológicos, as transformações indicam que estamos vi-
vendo [...] uma época de abertura, de evolução e de novas conquistas em termos do conhecimento humano.
Tal cenário traz inúmeras transformações em todos setores da vida humana. O progresso tecnológico é 
evidente, agora é impossível processar, armazenar, recuperar e comunicar informação em qualquer for-
mato, sem interferência de fatores como distância, tempo ou volume.
As modificações causadas pela substituição crescente do homem pela máquina, em grandes setores de 
suas atividades, criaram o que se chama de mundo moderno, em oposição ao mundo pré-industrial. Este 
não desapareceu, mas persiste em extensas regiões do globo, se bem que atingido em diferentes graus, 
positiva ou negativamente [...]
ROSA, Rosemar; SILVA, Rachel Inês da; PALHARES, Márcia Maria. As novas tecnologias: influências no cotidiano. Trabalho de 
conclusão de curso: Monografia – Uniube, Uberaba. Disponível em: http://www.cinform-anteriores.ufba.br/vi_anais/docs/
RosemarRosaRachelMarcia.pdf. Acesso em: 10 ago. 2021.
Agora, observe as imagens apresentadas a seguir. Elas nos mostram como, desde muito 
cedo, o uso da tecnologia e da internet tem se ampliado de variadas maneiras. 
Irmãos fazendo uso de aparelhos celulares.
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HISTÓRIA111
 RETOMANDO
1. O professor vai organizar uma roda de conversa com a turma toda. Participe desta 
atividade e comente sobre a importância da inclusão digital. Depois, escreva sobre 
o que você e seus colegas concluíram. Por fim, crie coletivamente um painel intera-
tivo com uma mensagem escrita e uma ilustração sobre a inclusão digital. 
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PÁGINA 110 PÁGINA 111
4. É possível incluir ou excluir através da internet?
4o ANO104
Sobre o capítulo
• Contextualizando: analisar uma linha do tempo 
e refletir sobre a relação das pessoas com as 
plataformas digitais.
• Praticando: analisar textos e imagens sobre 
a internet como meio de interação e exclusão 
entre as pessoas.
• Retomando: sistematizar os conhecimentos por 
meio da elaboração de uma mensagem sobre 
inclusão digital.
Objetivo de aprendizagem
• Reconhecer a internet como um importante 
elemento na vida contemporânea. 
Materiais
• Folhas de cartolina (uma por aluno).
• Canetas hidrográficas (uma caixa com 12 unidades 
por aluno).
Habilidade da BNCC
(EF04HI08)
Identificar as transformações ocorridas nos meios de comunicação (cultura oral, imprensa, rádio, televisão, 
cinema, internet e demais tecnologias digitais de informação e comunicação) e discutir seus significados 
para os diferentes grupos ou estratos sociais.
• Giz de cera (uma caixa com 12 unidades por 
aluno).
Contexto prévio
Para o desenvolvimento do capítulo, é importante 
que o aluno saiba o que é a internet e como ela tem 
traçado novos caminhos para os meios de comu-
nicação. Também é importante que o aluno reflita 
sobre os processos sociais que promovem inclusão 
ou exclusão por meio dos meios de comunicação. 
Dificuldades antecipadas
Dependendo da realidade da turma, é possível 
que alguns alunos que se identifiquem com as 
pessoas fora do círculo de inclusão digital e se 
categorizem como à margem do uso da internet. 
Nesse caso, é importante trazer para a turma a 
reflexão sobre o acesso à internet de acordo com 
os contextos em que as pessoas estão inseridas. 
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de resposta
1. Espera-se que o aluno diga que o computador apro-
xima as pessoas por meio da internet. Além disso, 
que esse meio pode ser usado para aproximar as 
pessoas e divulgar informações; no entanto, nem 
todos gostam, sabem usar ou têm acesso a ela.
Orientações
Oriente a turma a analisar a imagem e proponha 
um debate partindo das questões reflexivas lançadas 
para ela. Leia as questões em voz alta. Peça à turma 
que pense no seu contexto de vivência e responda às 
questões oralmente. 
Expectativas de respostas
2. a. Resposta pessoal. É provável que o aluno 
conheça pelo menos uma das plataformas 
mencionadas. 
 b. O aluno deve perceber que o ano de fundação 
das plataformas analisadas provavelmente é 
anterior ao seu nascimento, ou seja, elas estão 
no nosso cotidiano há mais tempo. 
 c. Nem todas as pessoas conhecem e utilizam 
redes sociais. 
 d. Não há possibilidade de fazer uso das redes 
sociais sem acesso à internet. 
 e. O aluno pode citar outros meios de comunica-
ção, como a televisão.
Orientações
É provável que ao menos um aluno conheça uma 
dessas redes sociais.ser função do patriarca, além da segurança da família, a criação dos animais e o cuidado 
e preparo da terra (lavra), enquanto as mulheres plantavam, colhiam, preparavam os alimentos e cuida-
vam dos filhos.
Esse modelo patriarcal perdurou por milênios, recebendo ajustes de acordo com o desenvolvimento 
das sociedades. (...)
PORFÍRIO, Francisco. Família. Mundo Educação. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/psicologia/familia.htm. 
Acesso em 27 jun. 2022.
O que mudou na família brasileira? Da colônia à atualidade
A família sempre foi pensada na História do Brasil como a instituição que moldou os padrões da colo-
nização e ditou as normas de conduta e de relações sociais desde o período colonial. No entanto, até a al-
gumas décadas atrás ainda pouco conhecíamos sobre o perfil dessa família, predominando na literatura 
uma imagem vinculada ao modelo patriarcal extraído da obra de Gilberto Freyre, Casa Grande e Senzala 
(Freyre, 1987), escrita no início do século XX. E assim, para várias gerações de estudiosos, esse modelo 
funcionou como critério e medida de valor para entendermos a vida familiar brasileira ao longo do tempo.
No entanto, pesquisas recentes têm tornado evidente que as famílias extensas do tipo patriarcal não foram 
as predominantes, sendo mais comuns aquelas com estruturas mais simples e menor número de integrantes. 
Isso significa que a descrição de Freyre (1987) para as áreas de lavoura canavieira do Nordeste, foi impropria-
mente utilizada e deve ser reelaborada nos estudos de família, a partir de critérios que levem em conta tem-
poralidade, etnias, grupos sociais, contextos econômicos regionais, razão de sexo e movimento da população.
SAMARA, Eni de Mesquita. O que mudou na família brasileira? Da colônia à atualidade. Psicologia USP, v. 13, n. 2, p. 27-48, 2002. 
Disponível em: https://www.scielo.br/j/pusp/a/GhXXDBp5YNgpDRqZrWHfQ3k/?lang=pt. 
Acesso em: 18 ago. 2021.
GÓMEZ, Modesto Brocos y. A redenção de Cam. 1895. Óleo sobre tela, 166 
cm × 199 cm. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.
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 ⊲ Agora, elabore no seu caderno uma lista com semelhanças e as diferenças existen-
tes entre as famílias apresentadas nos textos e nas imagens e a sua família.
HISTÓRIA13
 PRATICANDO
1. Leia os textos e observe as imagens a seguir. Eles contextualizam de maneira bre-
ve as relações familiares brasileiras de antigamente.
Texto 1
Família
A família é a mais antiga instituição social criada pela humanidade. Quando os seres humanos come-
çaram a se agrupar para facilitar a vida, eles buscavam os laços familiares para promover o agrupamento. 
(...) Nesse período, a humanidade ainda levava um estilo de vida nômade.
Com o sedentarismo, que foi a fixação das pessoas em locais estabelecidos, os clãs de famílias deram 
origem às tribos e, posteriormente, às cidades. A família passou a ser o laço de confiança para a procriação 
e a continuidade da espécie, além de garantir proteção e o compartilhamento da alimentação. Nesse perí-
odo, criou-se um modelo de família patriarcal, baseado na chefia da família pelos pais, que eram casados 
com as mães. (...)
Família patriarcal: o mais antigo modelo familiar
(...) o modelo patriarcal estabeleceu-se como o modelo familiar por excelência. Chamamos de patriarcal 
a família chefiada por um homem (o patriarca, ou seja, o pai), que tem por responsabilidade adquirir ali-
mentos e cuidar da segurança de seus filhos e de sua esposa. Nesse modelo, no início, os homens caçavam 
para alimentar a esposa e os filhos, que ficavam sob os cuidados da mãe.
ALMEIDA JÚNIOR, José Ferraz de. Cena da família de Adolfo Augusto Pinto. 1891. Óleo so-
bre tela, 103 cm × 137 cm. Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo.
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HISTÓRIA15
 RETOMANDO
Até aqui você já desenhou sua família, registrou por escrito as semelhanças e as diferen-
ças entre ela e as famílias do passado. 
1. Agora, forme um grupo com os colegas e apresente as produções. 
a. Após as apresentações, finalize, em colaboração com seus colegas, a organização 
coletiva de um mural interativo, integrando as produções deste capítulo.
b. Registre a seguir como foi essa experiência com os colegas da turma: registre o 
que você aprendeu e o que achou mais interessante.
 
Alunos produzindo um mural coletivo.
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2. Organizações familiares brasileiras ao longo do tempo 
4o ANO14
Sobre o capítulo
• Contextualizando: apresentar a organização 
familiar e relacioná-la às formas de vida e 
organização das famílias do século XX.
• Praticando: desenvolver os conhecimentos acerca 
da estrutura das relações familiares no século 
passado e na atualidade, bem como compreender o 
conceito de família em contextos históricos distintos.
• Retomando: ressaltar o conceito de família 
na contemporaneidade, para além dos laços 
sanguíneos e de parentesco, entendendo sua 
multiplicidade e organização próprias, mantendo 
valores importantes identificados nas famílias 
do passado, bem como nas da atualidade.
Objetivo de aprendizagem
• Reconhecer mudanças e permanências nas formas 
de ser e de se organizar de famílias de meados 
do século XX e de famílias de hoje.
Materiais
• Canetas hidrográficas.
• Lápis de cor.
• Giz de cera.
Contexto prévio
Neste capítulo, o aluno irá refletir sobre mudanças 
ou constâncias estruturais e comportamentais na 
vida, nos hábitos e crenças de famílias dos sécu-
los XIX e XX e nas da atualidade. Nesse sentido, 
incentive a turma a buscar informações no próprio 
núcleo familiar.
Dificuldades antecipadas
Os alunos podem ter dificuldade em compreender 
que há diferentes formatos familiares, para além 
daqueles com os quais eles convivem. Nesse sentido, 
é importante ficar atento e compartilhar diferentes 
experiências com configurações familiares múltiplas, 
como as que não têm homens como chefes de famí-
lia, as famílias formadas de mães solo, as em que 
há duas mães ou dois pais, as chefiadas por avós e 
avôs, entre outras.
Habilidade da BNCC
EF04HI01 Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação 
de mudanças e permanências ao longo do tempo.
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de respostas
1. • Resposta pessoal. Espera-se que os alunos res-
pondam que as famílias de antigamente eram 
mais numerosas do que as família da atualidade. 
 • As formas de se vestir do passado e do presente 
passaram por diversas mudanças. No passado, 
as pessoas usavam roupas tradicionais e mais 
longas. Atualmente, as pessoas usam roupas 
mais leves, confortáveis e modernas. 
 • Nas fotos de antigamente, as pessoas se or-
ganizavam para posar para o fotógrafo e as 
feições, em geral, eram sérias.
2. Resposta pessoal. 
Orientações
Ao refletir sobre as questões propostas, é possível 
que os alunos apresentem memórias formatadas por 
situações acompanhadas em programas de televisão, 
imagens comumente divulgadas pela mídia e conver-
sas em família que pontuem aspectos das famílias da 
atualidade e das de antigamente. Faça perguntas para 
que o aluno reflita sobre a estrutura familiar atual. Se 
é semelhante ou não à estrutura de família de antiga-
mente. Conversem sobre as características próprias 
das famílias de cada época.
Chame a atenção dos alunos para a forma como é 
retratada a figura paterna nas fotografias de antigamente. 
Abra o debate entre os alunos sobre características fami-
liares do passado e da atualidade. Concluído o debate, 
peça que ilustrem a organização familiar em que estão 
inseridos e discutam sobre as formas de união atuais. É 
importante destacar que as imagens para reflexão não 
são necessariamente cópias fiéis da realidade e do con-
texto históricoem que estão inseridas, mas contribuições 
para ampliar o entendimento do objetivo deste capítulo.
 PRATICANDO 
Expectativas de resposta
1. Resposta pessoal. O aluno deverá comparar sua 
estrutura familiar com as realidades retratadas 
HISTÓRIA15
no texto, o resultado provável é que ele perceba 
que ainda há semelhanças entre as famílias de 
antigamente e as atuais bem como há alterações 
significativas.
Orientações
Os textos podem apresentar vocabulário e conceitos 
que não fazem parte da realidade dos alunos, bem 
como o desconhecimento dos autores citados no se-
gundo texto. Por isso é de extrema importância fazer 
uma leitura pontual do texto, explicitando, sempre que 
possível, o contexto e as informações apresentadas 
em cada parágrafo. Explique sobre as configurações 
familiares do Brasil, no passado, e trace um compa-
rativo com as formações familiares da atualidade. É 
importante que os alunos compreendam o papel do 
pai e/ou da figura masculina, no contexto do passado, 
como figura central da organização familiar, e como 
as mulheres, embora desenvolvessem atividades 
dentro e fora do lar, estavam distantes do mercado 
de trabalho. É importante ressaltar que até o século 
XIX não se pensava em políticas ou ações sociais 
que visassem à inserção da mulher na política, no 
mercado de trabalho ou no sistema educacional; seja 
por condutas religiosas ou sociais, a mulher era con-
siderada a figura responsável por cuidar de assuntos 
ligados ao lar, como a criação dos filhos e o cuidado 
com a casa. É fundamental destacar a importância 
da emancipação da mulher para as configurações 
familiares na sociedade atual. Na sequência, elabore 
com a turma uma lista com semelhanças e diferenças 
existentes entre as formações familiares apresentadas 
nos textos e a deles.
Sobre a tela Cena de família, de Adolfo Augusto 
Pinto, confira um texto em que a obra é analisada. 
• SARAIVA, Juracy Assmann; KUPSSINSKÜ, Cátia Silene. 
Cena de família de Adolfo Augusto Pinto: retrato 
da cultura brasileira oitocentista. Fênix - Revista 
De História E Estudos Culturais, 16(1), p. 1-16, 2020. 
Disponível em: https://www.revistafenix.pro.br/
revistafenix/article/view/342. Acesso em: 4 dez. 2021.
Sobre a tela A redenção de Cam, de Modesto Brocos, 
confira o vídeo com a análise e o contexto em que a 
obra de arte foi feita. 
• SCHWARCZ, Lili. Ler Imagens | A Redenção de Cam, 
de Modesto Brocos. YouTube. Disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=v3mtwEoBZJM. Acesso 
em: 4 dez. 2021.
 Não é indicado entrar em discussões aprofundadas 
sobre racismo. Contudo, é importante que os alunos 
percebam a miscigenação das famílias brasileiras, já 
registrada historicamente há mais de 100 anos. É im-
portante que reflitam e compreendam que atualmente 
o Brasil é um dos países em que a população negra 
mais sofre as consequências da desigualdade social.
Leia o texto a seguir, sobre a configuração da família 
patriarcal no Brasil e seu contexto de origem.
Família patriarcal e nuclear: conceito, carac-
terísticas e transformações 
[...] Gilberto Freire (1951, 1973) pesquisou e relatou 
a história da sociedade brasileira no período da colo-
nização, explicitando como a nossa família, tanto no 
campo como na cidade, se formou a partir do regime 
patriarcal2 e sob a influência da miscigenação de 
três culturas: indígena, europeia e africana. Nesse 
contexto, desenvolveu-se uma estrutura social em 
que a família funcionava como um núcleo composto 
pelo chefe da família (patriarca), sua mulher, filhos e 
netos, que eram os representantes principais; e um 
núcleo de membros considerados secundários, for-
mados por filhos ilegítimos (bastardos) ou de criação, 
parentes, afilhados, serviçais, amigos, agregados e 
escravos. No comando tanto do grupo principal como 
do secundário, estava o patriarca, responsável por 
cuidar dos negócios e defender a honra da família, 
exercendo autoridade sobre toda a sua parente-
la e demais dependentes que estivessem sob sua 
influência. Ainda dentro deste sistema patriarcal, 
desenvolveu-se o costume da primogenitura, em 
que o filho mais velho herdava todas as terras do 
pai. Se a família fosse composta de mais de um 
filho, os outros seriam encaminhados aos estudos 
para se formarem médicos, advogados ou mesmo 
padres, caso sua formação fosse religiosa. (Cotrim 
2005, p.54) No caso das meninas, na maioria das 
vezes elas eram encaminhadas aos conventos, onde 
aprendiam a ler, cantar, escrever e bordar, enquanto 
não se casassem. Caso ficassem solteiras, a família 
deixaria um dote em dinheiro, escravos ou outros 
bens, que seriam entregues ao convento que con-
duziria a jovem à vida religiosa.
[...]
No Brasil - Colônia, “família” passou a ser sinônimo 
de organização familiar latifundiária, o que provocou 
a instalação dessa sociedade do tipo paternalista, 
em que as relações de caráter pessoal assumiram 
vital importância.
https://www.revistafenix.pro.br/revistafenix/article/view/342
https://www.revistafenix.pro.br/revistafenix/article/view/342
https://www.youtube.com/watch?v=v3mtwEoBZJM.
https://www.youtube.com/watch?v=v3mtwEoBZJM.
4o ANO16
[...]
Entretanto, quem era esse patriarca orgulhoso, 
a quem se submetiam todos? Era o grande senhor 
rural, proprietário de terras incomensuráveis, onde 
se plantavam as bases da economia brasileira: café, 
cacau, cana-de-açúcar e outras grandes lavouras. 
Não havia comunidades sólidas, sindicatos, clubes 
ou outros órgãos que congregassem pessoas de 
interesses similares. A grande família patriarcal, 
ocupava todos esses espaços. E o que não fosse 
provido por ela representava um corpo estranho e 
indesejável. O próprio Estado, que, enquanto ordem 
pública, deveria estar acima das questões familiares, 
esbarrava nestas quando necessitava intervir. Mas 
os governantes sabiam que essa família exclusivista, 
dobrada sobre si mesma e extremamente organi-
zada, era, por sua vez, o sustentáculo do Estado, 
pois impedia que a população, tão escassa e quase 
nômade, se diluísse neste imenso país. 
A família patriarcal era, portanto, a espinha dorsal 
da sociedade e desempenhava os papéis de pro-
criação, administração econômica e direção política. 
Na casa-grande, coração e cérebro das poderosas 
fazendas, nasciam os numerosos filhos e netos do 
patriarca, traçavam-se os destinos da fazenda e 
educavam-se os futuros dirigentes do país. Cada 
um com seu papel, todos se moviam segundo in-
tensa cooperação. A unidade da família devia ser 
preservada a todo custo, e, por isso, eram comuns 
os casamentos entre parentes. A fortuna do clã e 
suas propriedades se mantinham assim indivisíveis 
sob a chefia do patriarca. (Freire, 1933).
ALVES, Roosenberg Rodrigues. Família Patriarcal e Nuclear: 
Conceito, características e transformações. II Seminário de Pesquisa 
da Pós-graduação em História da UFG/UCG, set. 2009, p. 2-5, UCG 
– Goiânia – Goiás. Disponível em: https://files.cercomp.ufg.br/weby/
up/113/o/IISPHist09_RoosembergAlves.pdf. Acesso em: 15 fev. 2022.
 RETOMANDO
Expectativas de resposta
1. Resposta pessoal. Os alunos devem indicar os 
conhecimentos adquiridos e os conteúdos que 
consideraram mais interessantes ao longo do 
capítulo.
Orientações
Oriente os alunos a retomar os temas estudados no 
capítulo e listar aqueles que consideraram mais interes-
santes. Em seguida, organize a turma para a apresenta-
ção das produções criadas em cada etapa do capítulo. 
Incentive os alunos a compartilhar com os colegas um 
breve comentário, explicando os conteúdos desenvolvidos. 
 Após socialização e interações, oriente a turma na 
criação de um mural coletivo para expor as atividades.
https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/113/o/IISPHist09_RoosembergAlves.pdf
https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/113/o/IISPHist09_RoosembergAlves.pdf
HISTÓRIA17
4o ANO16
1. Vamos conversar sobre seus conhecimentos prévios a respeito da história dos 
povos indígenas brasileiros. 
 ⊲ O que você conhece sobre a maneira de viver dos povos indígenas?
 ⊲ Vocêconhece as comunidades indígenas que integram a população brasileira 
e sua diversidade?
 ⊲ Você já teve oportunidade de visitar uma comunidade indígena? Se não, qual 
seria o seu objetivo ao entrar em contato com a cultura de um determinado 
grupo indígena?
2. A cultura indígena é naturalmente diversa e rica. Cada povo tem uma rotina e 
hábitos de comunicação próprios. Leia o texto a seguir sobre uma lenda indígena. 
Guaraná – a essência dos frutos
[...]
Aguiry era um alegre indiozinho, que se alimentava somente de frutas. Todos os dias saía pela floresta à 
procura delas, trazendo-as num cesto para distribuir entre seus amigos. 
Certo dia, Aguiry se afastou demais da aldeia e se 
perdeu na mata. Jurupari, o demônio das trevas que 
tinha corpo de morcego, bico de coruja e também se 
alimentava de frutas, vagava pela floresta quando 
encontrou o índio, que não hesitou em atacá-lo. Os 
outros índios encontraram Aguiry morto ao lado de 
um cesto vazio. Tupã, o deus do bem, ordenou que 
retirassem os olhos da criança e os plantassem sob 
uma grande árvore seca. Seus amigos deveriam re-
gar o local com lágrimas, até que ali brotasse uma 
nova planta, da qual nasceria o fruto que conteria a 
essência de todos os outros, deixando mais fortes e 
mais felizes aqueles que dele comessem. A planta 
que brotou dos olhos de Aguiry possui sementes em 
forma de olhos e recebeu o nome de guaraná.
[...]
MUSEU DO ÍNDIO – FUNAI. Mitos e lendas da cultura indígena. ProgDoc. Disponível em: http://prodoc.museudoindio.gov.br/
noticias/retorno-de-midia/68-mitos-e-lendas-da-cultura-indigena. Acesso em: 6 jun. 2021.
Agora, converse com os colegas e o professor.
 ⊲ O que a lenda revela?
 ⊲ Qual é a importância das lendas para os povos indígenas?
3. Comunidades indígenas brasileiras: culturas 
em tempos distintos
Frutos do guaraná.
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4o ANO18
 RETOMANDO
1. Os povos indígenas são diversos em sua organização, nas línguas, na forma de se 
vestir, em seus rituais e na maneira como interagem com outros povos. Eles vivem 
e se organizam conforme as tradições de seus antepassados.
Meninos indígenas da etnia Waurá na escola da aldeia Piyulaga – Parque Indígena do Xingu.
Manifestação dos povos indígenas na Esplanada dos Ministérios contra o Projeto de Lei 490 
e julgamento do Marco Temporal pelo Supremo Tribunal Federal, em 2021.
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HISTÓRIA17
 PRATICANDO
1. Histórias indígenas são contadas por gerações e permanecem vivas até hoje. 
Essas histórias buscam explicar a origem do mundo, dos seres vivos e de elemen-
tos da natureza. Vamos conhecer, além das tradições indígenas, algumas formas 
de organização dessas comunidades. 
Leia o texto a seguir e, depois, compare o modo de vida dos povos indígenas com a 
forma de viver das sociedades não indígenas da atualidade.
Como era a vida dos povos indígenas brasileiros?
Cada povo indígena tinha seus próprios costumes e modos de vida quando os portugueses chegaram 
ao Brasil. [...] os Tupinambás [...] Era um povo que tinha como língua predominante o tupi-guarani [...] 
se banhavam praticamente com a mesma frequência com que encaramos o chuveiro hoje – aliás, nossa 
higiene atual é herança indígena. [...] os rios eram locais de brincadeiras para as crianças.
As pinturas eram pretas (feitas com jenipapo) ou vermelhas (com urucum). Penas de aves eram usadas 
em cocares e em adornos[...].
A aldeia era rodeada por paliçadas, espécies de cercas de lanças [...]. Uma aldeia tinha de quatro a oito 
malocas, que abrigavam pelo menos três núcleos familiares.
[...] Os arcos e flechas eram “customizados”, trocando-se o desenho das pontas, a posição e o estilo das 
penas da flecha, além do tamanho e do formato dos arcos.
[...] As mulheres preparavam alimentos, faziam artefatos e outras atividades internas, enquanto os 
homens cuidavam da parte externa. Algumas das funções masculinas eram guerrear, caçar [...].
CABRAL, Danilo Cezar. Como era a vida dos povos indígenas brasileiros? Superinteressante, 4 jul. 2018. Disponível em: 
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-era-a-vida-dos-povos-indigenas-brasileiros/. Acesso em: 6 jun. 2021.
 ⊲ Escreva os elementos que são comuns entre a cultura indígena e as culturas não 
indígenas. Depois, reúna-se com mais dois colegas, elabore um texto e apresente 
a produção à turma.
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HISTÓRIA19
 ⊲ Ao longo da história do Brasil, o modo de vida indígena sofreu influência de povos 
indígenas e não indígenas. As imagens apresentadas anteriormente mostram essa 
diversidade. Em trio, converse sobre o tema e, depois, registre quais mudanças são 
observadas na cultura indígena. Por fim, participe de uma roda de conversa com 
toda a turma.
 
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3. Comunidades indígenas brasileiras: culturas em tempos distintos
4o ANO18
CONTEXTUALIZANDO
Expectativas de respostas
1. Respostas pessoais. Espera-se que os alunos 
apresentem informações acerca da diversidade 
cultural dos povos indígenas brasileiros, ou que 
apontem aspectos que fazem parte da maneira 
como esses povos viviam antes da chegada dos 
portugueses às terras que hoje formam o Brasil 
e durante o contato com a cultura europeia, no 
contexto inicial dessa interação, além de contribuí-
rem com informações de como esses povos vivem 
hoje. Os alunos podem indicar que existem no país 
diversas comunidades indígenas, cada uma com 
cultura, hábitos e formas de comunicação únicas.
2. • A lenda apresentada conta a história da origem 
do fruto nativo da Amazônia, e muito cultivado 
pelos indígenas, o guaraná. 
 • As lendas fazem parte das tradições dos povos 
indígenas, que tem como uma de suas principais 
características, a transmissão de conhecimentos 
de geração para geração por meio da oralidade. 
As lendas são uma forma de representação da 
realidade, na qual são explicadas a origem do 
mundo e o desenvolvimento do ser humano.
Orientações
Apresente aos alunos o objetivo do capítulo. Explique 
que devem conversar sobre o tema e as perguntas 
apontadas. Oriente a discussão e depois peça que 
respondam às perguntas. Caminhe pela sala para es-
clarecer eventuais dúvidas.
Em seguida, leia com a turma a lenda que conta 
a origem do guaraná. Caso os alunos não conheçam 
o guaraná, explique que antes de compor alimentos, 
como o refrigerante, ele é um fruto cuja aparência 
lembra um olho humano, como mostrado na foto. 
Esse fruto é encontrado principalmente nos estados 
do Amazonas e da Bahia. Traga mais algumas ques-
tões para a turma refletir sobre a proposta do texto, 
oriente as respostas e faça intervenções de modo a 
valorizar a tradição oral dos indígenas.
• Como vocês acham que os primeiros indígenas 
registravam suas histórias?
• Você já ouviu histórias como essas? Conhece outra 
lenda indígena ou alguma lenda que não seja de 
origem indígena?
Ressalte a importância da tradição oral, presente 
nas comunidades tradicionais, que ajudam a preser-
var histórias e garantir os conhecimentos acerca dos 
antepassados às novas gerações.
Sobre o capítulo
• Contextualizando: levantar os conhecimentos 
prévios dos alunos sobre a história dos povos 
indígenas do Brasil.
• Praticando: desenvolver a percepção das tradições 
indígenas com base nas formas de organização 
dos Tupinambá.
• Retomando:registrar as influências no modo 
de vida e na cultura indígena no decorrer da 
história do Brasil.
Objetivo de aprendizagem
• Analisar mudanças e permanências no modo 
de vida das comunidades indígenas ao longo 
do tempo. 
Contexto prévio
Faça um levantamento dos conhecimentos prévios 
dos alunos sobre a chegada dos portugueses às terras 
que hoje formam o Brasil e as mudanças ocorridas 
na cultura dos povos indígenas que habitavam esse 
território séculos atrás. Peça que destaquem o que 
pode ter mudado ou sido ampliado como contribui-
ção social da cultura indígena nos últimos tempos. 
Dificuldades antecipadas
Caso os alunos tenham dúvidas sobre as con-
tribuições dos povos indígenas e dos europeus, 
converse com eles sobre a história dos povos in-
dígenas no Brasil e sobre como se deu a interação 
entre essas culturas.
Habilidade da BNCC
EF04HI01 Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação 
de mudanças e permanências ao longo do tempo.
HISTÓRIA19
Povos indígenas do Brasil
No processo de conquista e colonização da América, 
os portugueses dependeram fundamentalmente dos 
povos indígenas. Os diferentes grupos etno-lingüisticos 
aqui encontrados, tais como os Tamoio, Tupiniquim, 
Aimoré, Goitacaz, etc foram todos chamados índios 
pelos europeus. Na condição de aliados ou inimigos, 
eles desempenharam importantes e variados papéis 
na nova colônia que, então, se construía.
Tais grupos, no entanto, não estavam aqui à disposição 
dos europeus nem com eles colaboraram por ingenui-
dade ou tolice. Suas relações de aliança ou hostilida-
de com os estrangeiros faziam-se também de acordo 
com seus próprios objetivos e interesses ligados, como 
observou John Monteiro, à dinâmica de suas organiza-
ções sociais. Assim é que enquanto alguns colaboraram, 
outros mantiveram-se hostis. Para ambos, no entanto, 
a chegada dos europeus na América inaugurou uma 
época de holocausto, com altíssima mortalidade e pre-
juízos incalculáveis, com epidemias, escravizações em 
massa, intensificação de guerras intertribais, trabalhos 
forçados, desestruturação social, etc… Carregados de 
idéias preconceituosas e sem entender direito a língua, 
o comportamento e as formas de organização social e 
cultural dos povos indígenas, os portugueses cometeram 
vários equívocos ao descrevê-los. A imensa variedade de 
povos com línguas e culturas diversas foram, em geral, 
reduzidos a dois grandes grupos: os Tupi e os Tapuia.
[...]
A conquista do terrritório na América portuguesa fêz-se com 
guerras violentas, que se acentuaram após o esgotamento 
das relações de escambo estabelecidas nas três primeiras 
décadas do século XVI. Nesse tempo, quando a ocupação 
da terra era rarefeita, foi possível aos portugueses obter 
trabalho, alimentos, mulheres e escravos, principalmente, 
através da troca com os grupos aliados, também interes-
sados nas relações de amizade e em algumas mercadorias 
européias, sobretudo, instrumentos de ferro. Tal situação que, 
apesar de menos traumática, já trazia imensos prejuízos aos 
índios, não iria se manter. Quando a ocupação efetiva da terra 
levou os colonos a tentar obter mais trabalho e escravos 
do que os índios estavam dispostos a dar, os conflitos se 
intensificaram e guerras indígenas contra os portugueses 
explodiram em toda a costa brasílica [...].
ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. 
Povos indígenas do Brasil. Biblioteca Nacional. Disponível em: 
 http://bndigital.bn.gov.br/dossies/rede-da-memoria-virtual-brasileira/
alteridades/povos-indigenas-no-brasil/. Acesso em: 4 dez. 2021.
 PRATICANDO
Expectativas de resposta
1. Podem ser indicados como elementos culturais 
comuns entre os indígenas e os não indígenas os 
hábitos de higiene, como tomar banho, as brinca-
deiras das crianças realizadas nos rios e a divisão 
de tarefas entre as pessoas da comunidade. 
Orientações
Organize a turma em trios e peça que, coletivamente, 
leiam o texto e identifiquem elementos comuns entre 
as culturas indígenas e a não indígena. 
Promova uma breve conversa com a turma sobre 
as formas como os povos indígenas buscam manter 
vivas suas tradições e como costumam compartilhar 
seus conhecimentos com as novas gerações. 
Em seguida, peça que façam o registro escrito 
e compartilhem com os colegas da turma. Após as 
apresentações, peça a cada trio que elabore uma 
frase sintetizando o tema estudado. Essa atividade 
pode ser considerada como avaliação diagnóstica 
da turma. 
Nessa atividade, os alunos devem priorizar a va-
lorização da cultura indígena conforme apresenta 
o texto: sua história, seus costumes, suas contri-
buições para a nossa sociedade. Os alunos devem 
identificar aspectos da vida indígena que podem 
ou não estar associados à vida dos não indígenas, 
elementos característicos da sua cultura e de seu 
modo de vida que mostram as relações de trabalho 
e a organização social, percebendo como viviam os 
primeiros povos que aqui habitavam na época da 
chegada dos portugueses.
 RETOMANDO
Expectativas de resposta
1. Os alunos devem elaborar um texto sobre as 
mudanças nas formas de viver dos indígenas 
na atualidade. Podem ser citados o acesso dos 
indígenas a diversas atividades e serviços, como 
escolas e universidades, o uso de tecnologias, 
como celulares e computadores, a participação 
na política entre outros.
http://bndigital.bn.gov.br/dossies/rede-da-memoria-virtual-brasileira/alteridades/povos-indigenas-no-brasil/
http://bndigital.bn.gov.br/dossies/rede-da-memoria-virtual-brasileira/alteridades/povos-indigenas-no-brasil/
4o ANO20
Orientações
Oriente os alunos a manter os trios de trabalho da 
atividade anterior. Peça que observem as imagens e 
registrem as mudanças na cultura indígena que podem 
ser observadas na atualidade. Ao analisar as imagens 
da seção, os alunos podem indicar que, mesmo vivendo 
em comunidades tradicionais, muitos indígenas da atua-
lidade incorporaram às suas vidas, hábitos e tradições 
de outros povos e culturas, distintas das suas. Por fim, 
conduza a roda de conversa coletiva da turma.
ANOTAÇÕES
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HISTÓRIA21
4o ANO20
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4. A estrutura histórica das primeiras 
cidades brasileiras
1. Para você, 100 anos é muito tempo? Você sabia que existem cidades no Brasil com 
mais de 400 anos de existência? 
Agora, com os colegas e o professor, pense sobre essas cidades e responda às perguntas 
a seguir.
 ⊲ As construções das cidades que têm mais de 100 anos de história permaneceram 
iguais ao longo do tempo?
 ⊲ Será que todas as cidades passaram por mudanças desde a data de sua fundação 
até os dias de hoje?
 ⊲ Quais trabalhos as pessoas realizavam na época em que essas cidades foram 
fundadas?
2. Observe uma gravura da cidade de Salvador entre os anos de 1640 e 1641, há mais 
de 380 anos. Nessa época, a cidade de Salvador era a capital do Brasil. Depois, 
converse com os colegas e o professor sobre o que mais chamou a sua atenção.
Vista da cidade de Salvador, 
na Bahia, por volta da década 
de 1640, de John Ogilby.
 PRATICANDO
1. Leia o texto a seguir sobre a fundação e a organização de uma antiga cidade bra-
sileira: Ouro Preto.
A cidade de Ouro Preto
Localizada na região Central de Minas Gerais, a cidade de Ouro Preto reúne o maior e mais importante 
acervo da arquitetura e da arte do período colonial de todo o Brasil [...].
Sua origem data da última década do século 17, com a descoberta do ouro no leito de um córrego, fato que 
atraiu centenas de bandeirantes paulistas e fez a riqueza da região por quase um século [...].
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4o ANO22
2. Leia o texto a seguir, que trata da fundação da cidade de Parintins, no estado do 
Amazonas. 
⊲ Faça uma ilustração da cidade de Parintins, de acordo com a descrição apresen-
tada no texto. Ao finalizar, apresente sua

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