WL-OO-Código-12-Direito Processual Civil-01

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bem como as respectivas datas e as folhas dos 
autos onde se encontrem os documentos correspondentes. 
 
    § 3º O plano de divisão será também consignado em um esquema gráfico. 
 
    Art. 979. Ouvidas as partes, no prazo comum de dez (10) dias, sobre o cálculo e o plano da 
divisão, deliberará o juiz a partilha. Em cumprimento desta decisão, procederá o agrimensor, 
assistido pelos arbitradores, à demarcação dos quinhões, observando, além do disposto nos arts. 
963 e 964, as seguintes regras: 
 
    I - as benfeitorias comuns, que não comportarem divisão cômoda, serão adjudicadas a um dos 
condôminos mediante compensação; 
 
    II - instituir-se-ão as servidões, que forem indispensáveis, em favor de uns quinhões sobre os 
outros, incluindo o respectivo valor no orçamento para que, não se tratando de servidões naturais, 
seja compensado o condômino aquinhoado com o prédio serviente; 
 
    Ill - as benfeitorias particulares dos condôminos, que excederem a área a que têm direito, serão 
adjudicadas ao quinhoeiro vizinho mediante reposição; 
 
    IV - se outra coisa não acordarem as partes, as compensações e reposições serão feitas em 
dinheiro. 
 
    Art. 980. Terminados os trabalhos e desenhados na planta os quinhões e as servidões 
aparentes, organizará o agrimensor o memorial descritivo. Em seguida, cumprido o disposto no art. 
965 o escrivão lavrará, a fim de ser assinado pelo juiz, agrimensor e arbitradores, o auto de 
divisão, seguido de uma folha de pagamento para cada condômino. 
 
    § 1º O auto conterá: 
 
    I - a confinação e a extensão superficial do imóvel; 
 
    II - a classificação das terras com o cálculo das áreas de cada consorte e a respectiva avaliação, 
ou a avaliação do imóvel na sua integridade, quando a homogeneidade das terras não determinar 
diversidade de valores; 
 
    III - o valor e a quantidade geométrica que couber a cada condômino, declarando-se as 
reduções e compensações resultantes da diversidade de valores das glebas componentes de cada 
quinhão. 
 
    § 2º Cada folha de pagamento conterá: 
 
    I - a descrição das linhas divisórias do quinhão, mencionadas as confinantes; 
 
    II - a relação das benfeitorias e culturas do próprio quinhoeiro e das que lhe foram adjudicadas 
por serem comuns ou mediante compensação; 
 
    III - a declaração das servidões instituídas, especificados os lugares, a extensão e modo de 
exercício. 
 
    Art. 981. Aplica-se às divisões o disposto nos arts. 952 e 955. 
 



    CAPÍTULO IX 
 
    DO INVENTÁRIO E DA PARTILHA 
 
    Secção I  
 
    Das disposições gerais 
 
    Art. 982. Proceder-se-á ao inventário judicial, ainda que todas as partes sejam capazes. 
 
    § 1º Se capazes todos os herdeiros, podem, porém, fazer o inventário e a partilha por acordo 
extrajudicial. 
 
    § 2º O acordo pode constar de instrumento público ou ser feito por instrumento particular; 
qualquer que seja a sua forma, deverão os herdeiros requerer a homologação por sentença, 
depois de ratificado por termo nos autos. 
 
    § 3º Do requerimento será intimada a Fazenda Pública, para os fins previstos nos arts. 1.033 e 
1.034. 
 
    § 4º Divergindo os herdeiros entre si, ou quanto aos valores, com a Fazenda Pública, o 
inventário e a partilha processar-se-ão judicialmente. 
 
    § 5º Em qualquer fase do inventário e da partilha, ou do arrolamento, poderão os herdeiros, 
sendo maiores e capazes, mediante termo nos autos, proceder na forma dos parágrafos 
anteriores. 
 
    Art. 983. O inventário e a partilha devem ser requeridos dentro de trinta (30) dias a contar da 
abertura da sucessão, ultimando-se nos seis (6) meses subseqüentes. 
 
    Parágrafo único. O juiz poderá, a requerimento do inventariante, dilatar este último prazo por 
motivo justo. 
 
    Art. 984. O juiz decidirá todas as questões de direito e também as questões de fato, quando este 
se achar provado por documento, só remetendo para os meios ordinários as que demandarem alta 
indagação ou dependerem de outras provas. 
 
    Art. 985. Até que o inventariante preste o compromisso (art. 990, parágrafo único), continuará o 
espólio na posse do administrador provisório. 
 
    Art. 986. O administrador provisório representa ativa e passivamente o espólio, é obrigado a 
trazer ao acervo os frutos que desde a abertura da sucessão percebeu, tem direito ao reembolso 
das despesas necessárias e úteis que fez e responde pelo dano a que, por dolo ou culpa, der 
causa. 
 
    Secção II  
 
    Da legitimidade para requerer o inventário 
 
    Art. 987. A quem estiver na posse e administração do espólio incumbe, no prazo estabelecido no 
art. 983, requerer o inventário e a partilha. 
 
    Parágrafo único. O requerimento será instruído com a certidão de óbito do autor da herança. 
 
    Art. 988. Tem, contudo, legitimidade concorrente:  
 



    I - o cônjuge supérstite; 
 
    II - o herdeiro; 
 
    III - o legatário; 
 
    IV - o testamenteiro; 
 
    V - o cessionário do herdeiro ou do legatário; 
 
    VI - o credor do herdeiro, do legatário ou do autor da herança; 
 
    VII - o síndico da falência do herdeiro, do legatário, do autor da herança ou do cônjuge 
supérstite; 
 
    VIII - o Ministério Público, havendo herdeiros incapazes; 
 
    IX - a Fazenda Pública, quando tiver interesse. 
 
    Art. 989. O juiz determinará, de ofício, que se inicie o inventário, se nenhuma das pessoas 
mencionadas nos artigos antecedentes o requerer no prazo legal. 
 
    Secção III  
 
    Do inventariante e das primeiras declarações 
 
    Art. 990. O juiz nomeará inventariante: 
 
    I - o cônjuge sobrevivente casado sob o regime de comunhão, desde que estivesse convivendo 
com o outro ao tempo da morte deste; 
 
    II - o herdeiro que se achar na posse e administração do espólio, se não houver cônjuge 
supérstite ou este não puder ser nomeado; 
 
    III - qualquer herdeiro, nenhum estando na posse e administração do espólio; 
 
    IV - o testamenteiro, se lhe foi confiada a administração do espólio ou toda a herança estiver 
distribuída em legados; 
 
    V - o inventariante judicial, se houver; 
 
    VI - pessoa estranha idônea, onde não houver inventariante judicial. 
 
    Parágrafo único. O inventariante, intimado da nomeação, prestará, dentro de cinco (5) dias, o 
compromisso de bem e fielmente desempenhar o cargo. 
 
    Art. 991. Incumbe ao inventariante: 
 
    I - representar o espólio ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, observando-se, quanto ao 
dativo, o disposto no art. 12, § 1º; 
 
    II - administrar o espólio, velando-lhe os bens com a mesma diligência como se seus fossem; 
 
    III - prestar as primeiras e últimas declarações pessoalmente ou por procurador com poderes 
especiais; 
 



    IV - exibir em cartório, a qualquer tempo, para exame das partes, os documentos relativos ao 
espólio; 
 
    V - juntar aos autos certidão do testamento, se houver; 
 
    VI - trazer à colação os bens recebidos pelo herdeiro ausente, renunciante ou excluído; 
 
    VII - prestar contas de sua gestão ao deixar o cargo ou sempre que o juiz lhe determinar; 
 
    VIII - requerer a declaração de insolvência (art. 748). 
 
    Art. 992. Incumbe ainda ao inventariante, ouvidos os interessados e com autorização do juiz: 
 
    I - alienar bens de qualquer espécie; 
 
    II - transigir em juízo ou fora dele; 
 
    III - pagar dívidas do espólio; 
 
    IV - fazer as despesas necessárias com a conservação e o melhoramento dos bens do espólio. 
 
    Art. 993. Dentro de vinte (20) dias, contados da data em que prestou o compromisso, fará o 
inventariante as primeiras declarações, das quais se lavrará auto circunstanciado. No auto, 
assinado pelo juiz, escrivão e inventariante, serão exarados: 
 
    I - o nome, estado, idade e domicílio do autor da herança, dia e lugar em que faleceu e bem 
ainda se deixou testamento; 
 
    II - o nome, estado, idade e residência dos herdeiros e havendo cônjuge supérstite, o regime de 
bens do casamento; 
 
    III - a qualidade dos herdeiros

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