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MANEJO DAS VIAS AÉREAS AULA 2 – ANESTESIOLOGIA A pior situação do manejo das vias aéreas é não conseguir intubar ou fazer com que o oxigênio não atinja os alvéolos através de uma pressão positiva. Quando o oxigênio chega aos alvéolos, ele é transferido até os capilares e depois para os tecidos. Qualquer problema nesse percurso leva a uma hipóxia tecidual. e tem muitas situações que fazem com que esse oxigênio não chegue até os tecidos. ANATOMIA NARIZ O ar em condições normais, entra pelo nariz, atinge as traqueias, brônquios, bronquíolos, bronquíolos terminais e alvéolos. No nariz, temos uma placa cribiforme que está separando a cavidade nasal e a base do crânio. Então, se temos sinais de lesão de base de crânio, a placa cribriforme fatura, qualquer coisa que colocarmos no nariz do paciente, pode lesar estrutura encefálica. Então, nesse caso, a abordagem da via aérea através nariz é contraindicada. Temos uma grande vascularização no nariz, o nariz é bastante sangrante. Sempre que fomos abordar o nariz do paciente, temos que tomar cuidado para canula, tubo fazer um percurso assim: Como visto na imagem, esse percurso é mais seguro, com menos chance de lesar a placa cribriforme, lesar estruturas olfatórias. Para que fazemos uma abordagem no nariz da paciente precisamos verificar qual narina é mais permeável – desvio de septo. O teto da cavidade nasal é muito frágil e, caso fraturado, resulta na comunicação entre as cavidades nasal e intracraniana, levando a perda de liquor. O uso de vasoconstritores tópicos antes da instrumentação pode prevenir epistaxe já que é uma mucosa muito vascularizada. CAVIDADE ORAL A cavidade oral conduz a orofaringe. Limite inferior é a língua e o superior, o palato duro e mole. Observar presença de macroglossia e tumores. Abertura da boca, micrognatia. FARINGE Dividida em: → Nasofaringe: vai do final dos cornetos e septo até o palato mole. → Orofaringe: inicia no palato mole até a porção superior da epiglote. → Laringofaringe (hipofaringe): inicia na porção superior da epiglote até a cartilagem cricoide (4 a 6° Vertebra cervical). LARINGE Vai da C3 até C6. Apresenta 9 cartilagens: → Epiglote → Tireoide → Cricoide → Aritenoides (2) → Corniculadas (2) → Cuneiformes (2) MEMBRANA CRICOTIREOÍDEA: Em situações de emergência, temos que fazer abordagem da via aérea através dessa membrana. → Forma trapezoide → Menor em mulheres → Largura 27 – 32 mm → Altura 05 a 15 TRAQUEIA Inicia-se na cartilagem cricoide (c6) e continua por 10-20 centímetros até a carina. Na carina a traqueia se bifurca em dois brônquios: direito (2 cm) e esquerdo (5 cm). Quando o paciente bronco aspira, na maioria das vezes, cai para o lado direito por essa questão. ALGORITMO DE VIA AEREA DIFICIL 1. Avaliar tipo de dificuldade: primeira coisa a fazer porque isso já vai nortear para as condutas. 2. Administrar oxigênio. 3. Fazer escolhas: se a via aérea é muito difícil, o que fazer? Tomar decisões. Intubação acordado – mantendo o drive respiratório porque caso não consiga intubar ele ainda ta respirando. 4. Algoritmo. Intubação depois de induzir/sedar o paciente: pode conseguir intubar ou não. Se não conseguir intubar, chamar ajuda e voltar a ventilar o paciente. Pode acordar o paciente se perceber que não vai conseguir e ventilar até acordar. Pode ventilar por máscara e se não conseguir ventilar por mascara, isso é uma situação de emergência. Pode considerar a supra glote, a máscara laríngea que entra nos protocolos de vias aéreas difícil. Se não conseguir ventilar nem com supra glótico e nem por mascara laríngea e nem por intubação, chamar ajuda. Se for possível, acordar o paciente. Se não for possível, porque o paciente tá desnaturando, entrando em hipóxia tem que fazer uma via aérea invasiva nesse paciente. A última coisa, a via de resgate é a abordagem da cartilagem cricotireoidea. AVALIAÇÃO DE VIA AÉREA A primeira coisa é conhecer a via aérea desse paciente. → Dentes – dentes protusos ocupam espaços na boca. → Abertura de boca < 3 cm → Distancia tireo-mento < 6 cm → Pescoço curto → Circunferência do pescoço acima de 40 cm → Mobilidade cervical - ATM → História Prévia de intubação difícil – preditor isolado que mais nos preocupa. → Instabilidade de coluna → Mallampati → Cormack-Lehane O Cormack-Lehane é uma avaliação feita na laringoscopia. No consultório não se faz. O grau 2 e 3 precisa de um guia para auxiliar. E o 4 é necessário abrir mao de um videolaringoscopio. DIFICULDADE DE VENTILAÇÃO POR MASCARA FACIAL Dificuldade em fazer o oxigênio correr todo o percurso necessário. → Presença de barba → Paciente obeso: índice de massa corporal > 26 kg/m → Ausência de dentes → Idade > 55 anos. → História de ronco SISTEMAS DE ENTREGA DE OXIGENIO VENTILAÇÃO SOB MASCARA FACIAL Temos que acoplar essa mascara na face do paciente, fazendo um C ou um E com duas mãos. SUCESSO: Como verificar se está ventilando o paciente: → Elevação torácica → Detecção do volume expirado - captografia → Oximetria de pulso → Captografia MEDIDAS PARA VIABILIZAR A VMF Existem situações que facilitamos a entrada do oxigênio para a traqueia. Existem posicionamentos que obstrui a passagem do oxigênio, portanto fazemos algumas manobras na tentativa de desobstruir a língua do paciente. → Deslocamento anterior da mandíbula → Elevação do mento → Cânulas oro e nasofaringeas. → VMF com 2 ou 3 pessoas. TÉCNICA PARA ABORDAGEM DA VIA AEREA POSICIONAMENTO: sniffing position. Posição olfatória. Fazer uma flexão do tronco e hiperextensão da cabeça. Alinhar o lóbulo da orelha com o esterno do paciente. Em paciente obeso, fazer mais elevado. INTUBAÇÃO TRAQUEAL: Para fazer, laringocospicos de lamina curva ou de lamina reta. Macintosh é o mais usado que é o de lamina curva. Miller: lamina reta; é mais usado em criança. Pinçar a epiglote. Mc coy: Usada em via aérea muito anteriorizada. Laringoscópio articulado: Usado em paciente obeso. Vídeo laringoscópio. – usado muito no covid par proteção do medico. Algumas manobras externas podem facilitar a abordagem da via aérea: → BURP – fazer uma pressão para trás, para baixo, pra cima e pra direita. Facilita a visualização da via aera. → Sellick – fazer compressão da cartilagem cricoidea para obstruir o esôfago e evitar broncoaspiração. Intubação oral: → Introduzir o laringoscópio pela direita → Deslocar a língua para a esquerda direcionando a lamina do laringoscópio para a linha media. → Realizar a epiglotoscopia → Procurar as aritenoides → Procurar as cordas vocais Intubação nasal: → Escolha da narina → Aplique vasoconstritor → Aplique lidocaína gel para lubrificação → Dilate a narina → Mantenha a cabeça do paciente em posição neutra. → Introduza o tubo lubrificado com pressão continua ao occipício. → Assim que chegar na orofaringe use a pinça de Magill para direciona-la a traqueia. Intubação acordado: → Obter acesso venoso confiável. → Sedação (BZP + opioide) → Anestesia topia: nebulização com lidocaína, spray e gel. → Bloqueio dos nervos (glossofaríngeo, laríngeos superiores) DISPOSITIVOS SUPRAGLOTICOS → Mascara laríngea. → Modelos novos: canal para aspiração gástrica, canal para IOT. Contraindicações: pacientes com chance de refluxo gastroesofagico, estomago cheio, abertura reduzida da boca, doença da laringe/faringe, baixa complacência pulmonar, Ventilação Mecânica prolongada. Complicações: regurgitação, vômitos, risco de aspiração, insuflação gástrica, traumas e sangramentos, laringoespasmos, tosse e dor de garganta. Mascara laríngea: → Lubrificação na fase posterior → Pega como se fosse um lápis → Dedo indicador vai guiar o trajeto da mascara → A máscara deve fazer uma pressão contra o palato e não contra a língua.Combitube: → Não é muito usado na anestesia → é um tubo duplo de lumen. → Introduzido as cegas. → Contraindicado em pacientes com altura menor que 1,40, doença esofágica conhecida. → Complicações: lacerações do esôfago, mediastinite, enfisema subcutâneo. Bouge: é como se fosse um fio guia. Guia introdutor. 65-70 cm de comprimento; Ponta levemente angulada, geralmente em 30 graus. Material maleável, mas não excessivamente flexível. Estilete optico: guia introdutor optico, rígidos ou levemente maleável – não como o bugie. Endoscópios flexíveis: usados com câmera. Intubação retrograda: CRICOTIREOIDOSTOMIA: → Via aérea de resgate → Cirurgia → Seldier → Por punção Algoritmo vortex: Fazer apenas 3 tentativas do tubo, se não conseguiu: mascara laríngea e se não conseguir: mascara facial. E depois, via aérea de resgate. EXTUBAÇÃO Todo paciente portador de VADificil deve permanecer com guia introdutor ou bougie até que haja total certeza que não ocorrera necessidade de nova IOT. anatomia algoritmo de via aerea dificil avaliação de via aérea dificuldade de ventilação por mascara facial sistemas de entrega de oxigenio medidas para viabilizar a vmf técnica para abordagem da via aerea dispositivos supragloticos extubação