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20
ESPAÇO HOLÍSTICO FLOR DE VENTO
Apresenta
GOTAS DE UMBANDA
Um estudo rápido e sucinto sobre a Umbanda Sagrada, seus fundamentos, arquétipos, tronos, linhas de trabalho e mediunidade. Acompanha uma breve informação sobre a Magia Divina.
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO	3
HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DA UMBANDA	3
ORIGEM: COMO SURGIU A UMBANDA	5
COMO A UMBANDA SE DESENVOLVEU ATÉ HOJE	12
TRONOS – ORIXÁS	15
Trono da Fé	17
Trono do Amor	24
Trono do Conhecimento	30
Trono da Justiça	35
Trono da Lei	41
Trono da Evolução	48
Trono da Geração	55
Trono da Vitalidade	61
Trono do Desejo	66
Trono das Intenções - Orixá Exu Mirim	74
Trono da Satisfação - Orixá Moça Menina ou Pombagira Mirim	74
LINHAS DE TRABALHO	84
Introdução	84
Linhas de Trabalho – Caboclos	88
Pretos-Velhos	96
Erês	98
Guardiões	88
Ciganos	100
Marinheiros	102
Boiadeiros	103
Baianos	104
Malandros	106
Sereias	108
GUIAS ESPIRITUAIS	112
TEMPLO ESCOLA DE UMBANDA	116
MÉDIUNS E MEDIUNIDADE	119
TIPOS DE MEDIUNIDADE	121
MAGIA DIVINA	125
BIBLIOGRAFIA	131
LISTA DE LINKS	131
APRESENTAÇÃO 
Primeiro, vou me apresentar: meu nome é Alexsandra Denise de Medeiros, tenho 48 anos, moro em Viamão/RS. Desde jovem, sempre tive uma preocupação com a questão religiosa. Ainda criança, 5 ou 6 anos, ia na primeira missa de domingo, às 6h da manhã, na antiga Capela de Nossa Senhora da Medianeira, em Santa Maria, detalhe: eu ia sozinha, morava perto. Minha avó materna, era umbandista, batizou a mim e as outras netas, minhas irmãs, na Umbanda, com a preta-velha Vó Maria Conga. Até a adolescência tinha também muitas sensações, ouvia e sentia muita coisa que não entendia, depois de muito sentir medo, não vi nem senti mais nada. Já na juventude conheci muitas religiões, superficialmente é verdade, por que não faziam sentido pra mim. E a vida seguiu, até que há 5 anos atrás, comecei uma nova caminhada, começando novamente num Centro Espiritualista, com manifestações de guias de umbanda e atividades de centro espírita. Depois passei para uma casa espírita, depois para uma casa de Umbanda, que estava se formando, mas ainda não fazia sentido. Resolvi então estudar, mas a literatura e as publicações de internet me confundiam mais ainda, por que falavam de linhas diferentes de umbanda. Até que resolvi não saber mais. Mas nada é por acaso, ao procurar na internet um curso de benzimento, encontrei um templo que tinha um curso de sacerdócio de umbanda. Não consegui evitar, e fui fazer o curso. Não podia imaginar o resultado. Graduei-me como Sacerdotisa de Umbanda Sagrada em 15 de dezembro de 2019. E Agora estou aqui, tentando repassar o que aprendi e buscando novos conhecimentos.
HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DA UMBANDA
Zélio Fernandino de Moraes, com 17 anos, começou a apresentar problemas de saúde, estranhos para aquela época, 1908, às vezes falava como velho, num dialeto diferente, e caminhava curvado. A família levou-o ao médico, mas nada havia de errado com a sua saúde, entretanto aqueles episódios não cessavam. 
A família católica, já não sabia mais o que fazer, quando uma vizinha, frequentadora das sessões espíritas kardecistas, convidou a mãe de Zélio para leva-lo a uma sessão espírita. 
Lá chegando, o rapaz foi convidado a sentar na mesa junto com os médiuns, era o dia de 15 de novembro de 1908, e ali ele incorporou um espírito que se apresentou como Caboclo; começou dizendo que faltava algo naquela mesa, foi até a rua e trouxe uma flor.
Um médium que possuía clarividência perguntou porque ele se apresentava como um caboclo/índio, mas sua imagem era de um frade franciscano. E como, naquela época, o espiritismo kardecista entendia que espíritos de velhos negros, escravos ou índios, eram espíritos atrasados, não poderiam se manifestar na mesa mediúnica, ele foi convidado a se retirar. 
Levantou-se então, apresentou-se como Caboclo das Sete Encruzilhadas, e que no dia seguinte, 16 de novembro de 1908, às 20h, iria fundar uma nova religião, e os atendimentos seriam na casa de Zélio, onde nenhum espírito ou pessoa deixaria de ser atendida. E assim foi, no dia seguinte, ele estava atendendo centenas de pessoas que foram buscar auxílio na casa de Zélio Fernandino de Moraes, muitos necessitados e alguns curiosos. Disse que a religião que ora estava fundando se chamaria Umbanda, e que com os espíritos mais elevados aprenderíamos, aos mais atrasados ensinaríamos, e a nenhum renegaremos.
Além dessa apresentação disse: “Me chamo Caboclo das Sete Encruzilhadas, por que, para mim, todos os caminhos que levam a Deus, estão abertos para mim”;
Depois incorporou o espírito de um ex-escravo, um velho benzedor que se apresentou como Pai Antônio;
Posteriormente, outros espíritos foram se apresentando, mas todos se diziam Guias Espirituais de Umbanda.
O nome Umbanda tem origem no idioma quimbundo, que tem a grafia Mbanda, e significa curador, feiticeiro, sacerdote, chefe de culto, benzedor. 
Pesquisadores descobriram que em alguns cultos de origem angolana, o chefe religioso é chamado como Mbanda ou Embanda; 
ORIGEM: COMO SURGIU A UMBANDA
Nenhuma religião nasce inteiramente nova, sempre uma serve de base para outra, a umbanda possui 4 pilares que deram surgimento aos seus fundamentos: cristianismo, espiritismo, xamanismo e africanismo.
Cristianismo: herdado por nossa característica cultural de país ocidental e cristão; é comum nos terreiros ter a imagem de Cristo em destaque nos altares, por que vemos na imagem de Cristo a vibração de fé de Oxalá, e todos os ensinamentos trazidos por Jesus estão muito vivos na Umbanda.
Do espiritismo, herdamos a manifestação dos espíritos através da mediunidade, em seus diversos tipos.
Do xamanismo herdamos todo o conhecimento sobre ervas e sua utilização das mais diversas formas: banhos, bate folhas, defumação, chás, enfim, a influência indígena é muito forte na umbanda.
Do africanismo herdamos o panteão de divindades, os orixás; e algo interessante neste ponto é que, cada clã da África tinha seus próprios orixás, que eram diferentes entre si, por exemplo o povo que vivia às margens do rio Niger, cultuava orixá Oya, também conhecida como Iansã, em outros locais da África ela não era cultuada, assim como outros orixás não era cultuados por aquele povo; cada cultura tinha o seu próprio panteão de divindades, porém no Brasil, juntaram-se povos diferentes, até inimigos entre si, e a partir daí houve a junção dos vários orixás que são cultuados no Candomblé, e na Umbanda;
Sincretismo religioso: na época do cativeiro, os negros vinham de várias áreas da África, e ao chegarem no Brasil eram batizados como católicos, recebiam um nome, que normalmente era de um santo católico, e eram obrigados a cultuar a religião católica. Ocorre que, ao conhecerem os santos católicos, eles acabavam ligando-o a algum orixá que tivesse as mesmas características, como força, atuação, poder, ferramenta, história. E assim, fazendo essa ligação, eles abrandavam a dor da obrigação de cultuar uma religião que não era a sua, com os orixás da sua terra, surgiu o sincretismo religioso, que é essa ligação entre orixá e santo católico; Nesta ligação temos por exemplo: Oxalá e Jesus Cristo, com sua vibração de fé, emanando esse poder o tempo todo; esse entendimento é também regionalizado, por exemplo Ogum é São Jorge aqui no sul, já na Bahia Ogum é sincretizado com São Sebastião, que pra nós aqui é sincretizado com Oxóssi; mais adiante vamos ver melhor isso.
A Umbanda é uma religião nova ainda, 112 anos é muito pouco tempo, está em constante formação, e os aspectos utilizados no início, sofreram alterações ao longo deste tempo, por que não se mostraram eficientes ou foram contraproducentes, já que a umbanda é uma religião de massa, que foca no externo, na relação entre as pessoas, na palavra, no benzimento, no auxílio de quem sabe para quem precisa, então alguns procedimentos foram sendo simplificados.
Na contramão dessa expansão e simplificação, temos o movimento das pessoas, indo e vindo de uma religião para outra, tentando se encontrar, e encontrar o seu ponto de equilíbrio, buscando o seu desenvolvimento,que saíram de outras religiões e vieram para a umbanda, que saíram da umbanda e foram para outras religiões, e nesse movimento muitos fundamentos foram se misturando em determinadas casas, e por isso vemos tantas casas com procedimentos diferentes. Contudo a umbanda é uma religião horizontal, ou seja, não há um mestre supremo, um líder carismático que congregue os umbandistas, mas cada casa é uma casa de umbanda, independente dos rituais e orixás que ali se cultuem, e assim dizemos: casa do irmão, regra do irmão, por que a responsabilidade é de quem faz; 
A umbanda é uma religião aberta, sabemos que em tempos muito remotos já haviam manifestações dos espíritos, incorporações e outros ritos comuns atualmente, porém muitas dessas práticas eram feitas e entendidas como ocultismo. Assim a umbanda não se liga às práticas do ocultismo, justamente por que temos como um dos fundamentos o esclarecimento das pessoas, a explicação dos motivos e a promoção do autodesenvolvimento;
São os principais fundamentos religiosos da umbanda: 
1. Deus único; 
2. Existência das divindades, os Orixás; 
3. Existência do espírito e a faculdade dele se manifestar por meio de pessoas dotadas de mediunidade; 
4. Comunicar-se com os desencarnados e atuar em seus benefícios.
A umbanda é uma religião, é brasileira, e esses fundamentos são a base para manter, independentemente de quaisquer dificuldades que as pessoas tenham para uniformizar suas práticas religiosas.
Vamos detalhar esses fundamentos religiosos da umbanda: 
· Deus único
Em todas as civilizações há a atribuição de poderes supremos a seres divinos, aqui vamos nos ater ao monoteísmo, quando é cultuado um Criador de tudo o que existe, um Deus Supremo, Pai Criador, a origem de tudo, o inefável, o inominável;
Muitos foram os nomes dado a Ele e por mais que estudemos tudo o que há a respeito da Criação, como ocorreu, quando, quem coordenou, como surgiu a matéria, enfim, tem muito conteúdo em livros científicos e escritos com inspiração extrafísica, nós não conseguiremos chegar até Ele, não nos é possível compreendê-lo em sua plenitude, por que nosso cérebro, nosso raciocínio não pode alcançá-lo; 
Mas se não podemos compreendê-lo, podemos senti-lo em nosso íntimo, entrar em comunhão com essa energia que brota do nosso interior mais interno, e assim como está em cada um de nós, está em tudo o que existe, absolutamente em tudo; 
Algumas pessoas não acreditam na sua existência, mas não podem negar o que existe no íntimo de cada ser; e por isso o seu culto é o próprio sentimento de fé, cultuamos no íntimo, mantendo uma postura de respeito e reverência;
Na Umbanda Deus é chamado de Olorum ou Olodumaré.
· Existência das divindades, os Orixás
As divindades na Umbanda estão assentados nos tronos divinos, sendo que trono é uma posição na escala hierárquica das divindades de Deus, assim como os Anjos, Arcanjos, Querubins, Serafins, Potestades e Tronos. Os orixás estão na escala dos tronos.
Segundo a obra de Rubens Saraceni, os tronos estão ligados aos sentidos da vida: fé, amor, conhecimento, lei, justiça, evolução e geração, em cada trono há um par vibratório de Orixás.
Aqui é preciso fazer uma observação, Orixás não são pessoas, não são santos, eles foram ao longo do tempo humanizados para que as pessoas pudessem compreendê-los, e através dos mitos, das histórias pudéssemos entender a atuação e a energia de cada um; 
Os orixás são emanações das irradiações divinas, e tem atuações específicas na Criação; 
Cada orixá é uma vibração, uma energia própria com a qual influencia toda a Criação, por exemplo Ogum é o fator ordenador de Deus, a energia conhecida como Orixá Ogum coloca tudo na sua posição correta, falando em termos gerais; Iemanjá é o fator criacionista, gerador, ela gera novas ideias, criatividade, novos seres; Xangô é o fator equilibrador, a Justiça Divina, e assim por diante, cada orixá é uma divindade, e como tal pode nos auxiliar com sua vibração em nossas necessidades;
Somos todos feitos de energias em diferentes estados, do mais sutil ao mais sólido. Nesta dimensão em que estamos, sentimos tudo com os órgãos físicos dos cinco sentidos: olfato, tato, visão, audição e paladar, mas esses órgãos não são capazes de sentir muita coisa que passa imperceptível por nós, ou por alguns de nós, por que algumas pessoas possuem uma sensibilidade maior para perceber nuances energéticas que outros nem imaginam. 
Assim, estamos em um oceano energético, e de acordo com o padrão vibratório que estivermos vibrando, sentiremos e nos conectaremos com outros seres que vibram padrão semelhante. Por exemplo, alguém com raiva vai sintonizar outras pessoas com raiva, espíritos que estiverem sentindo esse sentimento irão percebê-lo e, magneticamente irão se ligar a essa pessoa, e a raiva vai aumentar cada vez mais. Da mesma forma com sentimentos positivos, alguém que sinta amor, vai ligar-se a outros seres que também sintam amor, e assim, os seres vão se conectando de acordo com seu padrão vibratório e obtendo mais do que estão sentindo.
Os orixás são as divindades que emanam suas vibrações o tempo todo, enviando suas energias para todos. Os orixás universais, aqueles que tem a sua polaridade positiva, emanam o tempo todo para todos; os orixás cósmicos emanam suas vibrações para os seres em desequilíbrio naquele sentido da vida que lhe é original. Por exemplo, Oxalá e Logunan são os orixás do trono da Fé, Oxalá é positivo, universal, passivo e masculino, Logunan é negativa, cósmica, ativa e feminina; Oxalá emana a vibração de fé o tempo todo a todo mundo; Logunan paralisa quem se desequilibra no sentido da fé, quem utiliza mau ou se fanatiza. Ele atinge a todos, ela somente a quem se desequilibra, para que possa evitar que a pessoa continue no caminho errado, buscando e oferecendo uma nova opção, por outro caminho, neste caso da fé.
· Existência do espírito e a faculdade dele se manifestar por meio de pessoas dotadas de mediunidade, e de se comunicar com os desencarnados e, além de se comunicar, atuar em seus benefícios.
A vida acontece de formas diferentes, de acordo com a dimensão em que o ser está. Encarnado o indivíduo está no lado material, desencarnado, no lado espiritual. Ambos os lados são locais de aprendizagem e evolução, por que esse é o propósito, evoluir, aprender, desenvolver suas capacidades físicas e mentais, interagindo uns com os outros, independente do lado que estiver. 
Muito conhecimento há acerca deste ponto, principalmente na doutrina espírita, e a Umbanda também se utiliza desse conhecimento para fundamentar a manifestação dos guias espirituais, que são espíritos trabalhadores da luz, que atuam sob a regência dos orixás para o benefício dos consulentes.
A umbanda permite que qualquer espírito que tenha algo a contribuir se manifeste: caboclos, pretos-velhos, crianças, ciganos, guardiões e guardiãs, boiadeiros, baianos, marinheiros, são falanges que oferecem os seus préstimos a quem necessita. 
Mas não se engane, um guia que se apresente numa roupagem de preto velho, tem muito mais conhecimento que podemos imaginar. Cada guia é um espírito que possui uma grande evolução, e que vem para auxiliar e orientar os que ainda estão na roda das encarnações, tentando evoluir.
A mediunidade é a capacidade que a pessoa tem de perceber, sentir e transmitir mensagens de um plano para o outro, são pontes, são medianeiros que conseguem se conectar com o lado espiritual, a fim de trazer uma palavra de conforto, uma orientação, uma mensagem para quem precisa, limpeza energética, desmanche de demandas, etc. Há vários tipos de mediunidade: a incorporação, psicofonia, psicografia, vidência, clariaudiência, enfim, são muitas, e todas elas são muito importantes para a condução dos trabalhos.
Na atuação dos guias NÃO está incluído conseguir emprego, amarrações amorosas, vinganças, ou qualquer outro trabalho que afete o livre arbítrio de alguém, pelo contrário, o objetivo é sempre o fortalecimento da pessoa que busca auxílio, seu esclarecimento, limpeza energética e vitalização das suas forçasfísica, psíquica, emocional e espiritual, isso sim é trabalho realizado pelos espíritos abnegados que vem trabalhar na Umbanda.
E você que já é umbandista pode nos contar qual habilidade mediúnica tem maior facilidade ou gosta mais?
E você que ainda não é umbandista, pode nos contar qual habilidade mediúnica acha que tem ou gostaria de ter?
A mediunidade independe da religião que a pessoa siga, ela é inerente a todas as pessoas, em maior ou menor intensidade. 
Antes de reencarnarmos nesta vida, durante o planejamento da nossa trajetória, acordamos que teríamos certas capacidades mediúnicas, com o objetivo de adiantar a nossa evolução pela caridade, e auxiliar os irmãos mais necessitados. Quando reencarnamos, o véu do esquecimento nos impede de lembrar, mas sentimos no nosso íntimo essa vontade de ajudar, o gosto pelo desenvolvimento mediúnico, e até mesmo a completa negação pode ser um indicativo de que temos algo a ver com o trabalho de auxílio através da religião, seja qual for a religião escolhida. 
Cada um tem seu próprio caminho, e quando segue seu coração, descobre toda a beleza da mediunidade e a sua capacidade que está adormecida. A espiritualidade sempre nos conduz da melhor forma possível. É preciso acreditar.
A umbanda é a religião do amor. Amor a tudo o que é natural, sem dogmas, mas com regras que são muito bem fundamentadas e explicadas, conseguindo explicar todos os seus rituais, de forma clara para que o umbandista saiba o que está fazendo, e faça sem medo nem receio. Mas nem sempre foi assim.
Abaixo vou colocar o link de um vídeo do Pai Ronaldo Linhares, onde ele explica como foi esse desenvolvimento da Umbanda até os dias de hoje.
Pai Ronaldo Linhares foi a pessoa que iniciou o estudo dos conhecimentos sobre umbanda, sempre instigado em saber os por quês!
https://youtu.be/zfhlORUec-M 
Pai Rubens Saraceni, escreveu muitos livros psicografados, inspirados e intuídos sobre a Umbanda, nos trazendo muitos conhecimentos sobre aspectos doutrinários, fundamentos e explicações sobre as questões energéticas e espirituais. Sua obra é grande e serve de base para os nossos estudos, além de incentivar cada vez mais às pessoas que desejam compreender os mistérios divinos através da prática da caridade, da religiosidade e do amor ao próximo. Por que com essas práticas entendemos como os processos ocorrem e como podemos realizar a reforma íntima. 
Nos apresenta uma Umbanda explicada e transparente, sem medos e cada vez mais firmes nas suas ações. 
Rubens Saraceni trouxe para o plano material os conhecimentos sobre a magia divina, fundando o Colégio Tradição de magia divina em São Paulo.
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Rubens_Saraceni 
COMO A UMBANDA SE DESENVOLVEU ATÉ HOJE
A Umbanda surgiu num momento em que o Brasil deixou de ser oficialmente um país católico, com a proclamação da República, passou a ser um estado laico, ou seja, liberdade de culto a todos os brasileiros, não havendo mais uma religião oficial; 
Por outro lado, havia uma necessidade cada vez mais crescente de manifestação dos espíritos que não eram aceitos nas salas espíritas, pelo entendimento que eles eram atrasados, iletrados, e assim impedidos de manifestar toda a sabedoria que eles possuíam. 
No candomblé há somente a manifestação dos orixás e suas energias, não sendo permitido também a manifestação de espíritos desencarnados, e o desenvolvimento de seus médiuns é realizado de forma muito intimista; 
A Umbanda surge como uma insatisfação com as religiões da época, sendo uma opção para que as pessoas pudessem buscar uma condição de externar a sua fé, mantendo-a viva e se aproximando de Deus.
Foi como uma porta aberta para todos os espíritos que desejavam auxiliar os mais necessitados e pudessem trabalhar na caridade, buscando também seu adiantamento espiritual; 
No início, a Umbanda não chamou muito a atenção, porém com o passar do tempo, virou um saco de pancadas, justamente por conta da incorporação de espíritos, o que ia de encontro com os dogmas da religião dominante no Brasil, e até hoje muitos torcem o nariz para a manifestação espiritual, contudo a Umbanda vem se desenvolvendo e atraindo cada vez mais adeptos, cansados de fazer rituais sem compreender os motivos e os por quês;
Nesse caminhar da umbanda até os dias de hoje, podemos ver muitas casas com rituais diferentes, praticando umbandas diferentes, Umbanda Branca, Umbanda de Mesa, Umbanda Omolocô, Umbandaime, Umbanda Cruzada, Umbanda Esotérica; esses nomes identificam as diferentes tradições de Umbanda, como resultado das misturas com outros ritos, conceitos teológicos, doutrinas, filosofia específicos. 
Mas como isso ocorreu? As pessoas que, vindo de outra religião ou tradição religiosa, com seus conhecimentos, vem pra Umbanda e na busca de um sentido para o ritual e querendo continuar com aquilo que mais afinizava consigo, traz para a umbanda essas características, e assim vamos tendo várias umbandas. E mesmo assim, todas estarão dentro da Umbanda, por que o campo de atuação da Umbanda é tão vasto que em qualquer ponto estará dentro. 
E dentro dos conhecimentos das pessoas que foram abrindo terreiras de umbanda, surge outro aspecto interessante que são os orixás cultuados, algumas tradições entendem como linhas de umbanda um grupo de Orixás, outras tradições incluem nessa lista algumas linhas de trabalho, dando inúmeras explicações, e muitas divergentes, de por que se cultua um orixá e outro não. Sabemos que o número de orixás é enorme, e ainda há muito para descobrir sobre os sagrados orixás.
Aqui uma observação minha: todas as religiões foram criadas para que o ser humano pudesse ter um ponto de conexão com o divino; para cada gosto uma forma, um caminho, uma religião; as religiões foram mudando ao longo dos milênios atendendo às necessidades culturais e psicológicas da humanidade; mas cada religião tem um formato estanque, fixo, rituais muito bem formatados, quem não se enquadra ou não se adapta normalmente vai para outra religião; na umbanda, em termos gerais, temos várias tradições de Umbanda, não é preciso deixar de ser umbandista, pois é possível praticar a Umbanda de várias maneiras diferentes dentro do amplo espectro que há a disposição, até mesmo sozinho em casa é possível cultuar o sagrado; essa característica nos dá uma liberdade, pelo conhecimento por que o conhecimento liberta, e assim nos é facultada várias formas de cultuar o divino e entender isso de forma tão clara.
A Umbanda Sagrada é uma vertente, uma tradição de umbanda que foi codificada por Rubens Saraceni, a história dele já foi colocada no link do Wikipédia, com um breve histórico da sua vida.
Pai Rubens Saraceni foi chamado pelos seus mentores espirituais para um trabalho muito importante, que nos proporcionou a fundamentação teórica como religião de Umbanda. Nos trouxe a teologia – estudo sobre Deus, teogonia – estudo sobre as divindades, gênese – estudo sobre a origem dos seres, manuais doutrinários, ritualísticos, arquétipos, e tudo o mais que podemos nos aprofundar sobre a Umbanda. Orientado por seus mentores ele colocou em livros todo esse conhecimento, falando sobre mistérios até então ocultos e que foram permitidos serem repassados aos umbandistas que ansiavam por explicações acerca dos rituais que participavam sem compreender os mistérios divinos envolvidos em cada um. As explicações passadas por Pai Benedito de Aruanda e Caboclo 7 Espadas, nos dão uma compreensão da religião Umbanda como nunca antes foi possível. 
Todas as umbandas são sagradas, mas entre as vertentes há diferenças importantes, na Umbanda Sagrada não tem sacrifícios de animais, o estudo da doutrina é incentivado, o desenvolvimento mediúnico do médium também, e para tanto há inúmeros livros que explicam cada aspecto da religião, e é o que estamos estudando aqui neste grupo. Ainda vamos nos aprofundar mais, e tudo vai fazer sentido por que tudo o que ocorre em nossa vida tem um propósito, um motivo. Claro, nem sempre sabemos, estamos encarnados e não temos ciência dos planos divinos, mas isso é algo que todospodem ter certeza absoluta, não há acaso nem coincidência, tudo tem um propósito, e outro aspecto importante, que nos coloca em condições de sempre crer no que se apresenta a nós, é que o conhecimento chega quando a pessoa está pronta para aprender, quando tem condições de compreender o ensinamento. Então bora estudar, se estamos aqui, é por que estamos prontos para compreender tudo isso!
Para terminarmos essa semana e nos prepararmos para o próximo tema, que são os tronos divinos, deixo dois vídeos com a mesma música.
Mas por que mesma música em dois vídeos? Por que são cantadas de forma muito diferente e mesmo assim são tão lindas e contagiantes, por que a Umbanda é assim, libertadora, livre e nos deixa a vontade para cultuar o sagrado, o divino da forma que mais nos agradar. Isso é um pequeno exemplo, para dizer que não há o errado, mas o diferente, alguns vão gostar de um, outros da outra forma de cantar e tocar, o que não significa que o outro jeito esteja errado, ou não tenha valor, simplesmente não se afiniza consigo, e está tudo certo.
Ponto das 7 Linhas de Umbanda – 
https://youtu.be/MGhbPCSdbEY 
https://youtu.be/TR-YsTkT1vM 
TRONOS – ORIXÁS
Na Umbanda Sagrada as chamadas 7 linhas de umbanda estão relacionadas aos Tronos, que são um coro de anjos de primeira grandeza na escala divina, junto com arcanjos e querubins. Esses anjos estão em contato íntimo com Deus, e cada um transmite uma mensagem diferentes aos coros inferiores. Os Tronos acolhem em si a grandeza do Criador, são chamados de Sedes Dei (Sede de Deus), são os símbolos da autoridade divina e da humildade, e da perfeita pureza, livre de toda contaminação. 
Segundo a Umbanda Sagrada os Tronos divinos estão ligados aos sentidos da vida dos seres, que são: fé, amor, conhecimento, justiça, lei, evolução e geração. Então as 7 linhas da Umbanda Sagrada são Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração. 
Em cada trono estão assentados um par de Orixás, que possuem correspondência energética com o sentido do trono. Por exemplo no Trono da Fé estão assentados Oxalá e Logunan, ambos orixás que vibram fé, Oxalá com polaridade positiva, irradiador, universal, e Logunan com polaridade negativa, absorvedora, cósmica. Um irradia fé o tempo todo para todos, o outro paralisa aqueles seres que se desequilibraram no campo da fé. E assim ocorre com todos os tronos, o par é formado por um orixá de polaridade positiva e outro negativo, para que haja o equilíbrio sempre.
Os orixás não são pessoas que encarnaram, são energias divinas, que formam tudo o que existe. Eles são as fontes dos fatores divinos, que podem ser traduzidos como a menor partícula energética formadora de tudo, assim como o átomo, em suas diversas combinações formam a matéria. Cada fator pode ser identificado por um verbo, por exemplo, fator ordenador de Ogum, fator movimentador de Iansã, fator gerador de Iemanjá, fator equilibrador de Xangô, fator vitalizador de Exu, cada orixá tem o fator principal e outros fatores que se ligam a ele.
Os Orixás estão divididos nos Tronos da seguinte forma:
Trono da Fé: Oxalá e Logunan
Trono do Amor: Oxum e Oxumaré
Trono do Conhecimento: Oxóssi e Obá
Trono da Justiça: Xangô e Egunitá
Trono da Lei: Ogum e Iansã
Trono da Evolução: Obaluaê e Nanã Buruquê
Trono da Geração: Iemanjá e Omulu
Vamos ver cada um dos orixás, separadamente e combinado com seu par vibratório, por que ambos trabalham juntos para o bem e evolução dos seres.
Todos os orixás emitem ondas vibratórias específicas, relacionadas ao trono ao qual estão assentados. Essas ondas vibratórias, segundo a literatura umbandista de Rubens Saraceni, apresenta padrões, desenhos, podendo ser simples ou combinadas, e produzem diversos efeitos, são os fatores divinos, que são irradiados e nos amparam e nos sustentam nessa caminhada terrena e no plano astral também.
Os feixes dessas vibrações e suas combinações e arranjos diversos são a base formadora e mantenedora de toda a Criação. 
Cada trono vibra e rege uma estrutura física específica, ligada aos elementos, e ligado aos Orixás assentado em cada trono.
Trono da Fé – estrutura cristalina, elemento cristal
Trono do Amor – estrutura mineral, elemento mineral
Trono do Conhecimento – estrutura vegetal, elemento vegetal
Trono da Justiça – estrutura ígnea, elemento fogo
Trono da Lei – estrutura eólica, elemento ar
Trono da Evolução – estrutura telúrica, elemento terra
Trono da Geração – estrutura aquática, elemento água
Os orixás possuem polaridades positiva e negativa, em cada trono há um par. Não tem a ver com bem e mal, bom ou ruim, mas com o caráter magnético dos dois pólos contrários, irradiação e absorção, que dão o equilíbrio à Criação. Os Orixás com polaridade positiva são irradiadores, eles irradiam seus fatores o tempo todo pra toda a Criação, fazem a sustentação energética de todos os seres ligados a eles, também são chamados universais por isso, já os Orixás com polaridade negativa, são absorvedores, ou seja eles absorvem os desequilíbrios, os excessos, as negatividades, no sentido de quem saiu da linha, errou, esses orixás atuam na vida do ser nesses casos, por isso são também cósmicos.
São Orixás irradiadores, universais e positivos: Oxalá, Oxum, Oxóssi, Xangô, Ogum, Obaluaê e Iemanjá;
São Orixás absorvedores, cósmicos e negativos: Oya Logunan, Oxumaré, Obá, Oro Iná, Iansã, Nanã Buruquê e Omulu.
Trono da Fé
O Orixá Oxalá tem como trono que foram humanizados Jesus Cristo, Buda, Krishna e outros espíritos que encarnaram e trabalharam pela fé humana em Deus, eles não são o Oxalá Orixá, mas vibram na mesma frequência, enquanto estavam encarnados deram exemplo de uma vida voltada para a espiritualidade, para a compaixão e para a fé, e continuam trabalhando no plano astral, buscando fortalecer esse sentido cada vez mais.
O sentimento de religiosidade acontece no mundo inteiro, cada religião possui seus padrões de comportamento e são uma fonte de conhecimento para o seu povo, ou seja para o grupo de pessoas que estão ligadas a elas. Para Oxalá todas as religiões são caminhos de espiritualidade, de religiosidade, de conexão dos seres com uma Força Superior, com um Ser Divino ou ainda com o Divino Criador, não importa como as pessoas sintam essa conexão, se por meio de um de seus representantes, se através da religião em si, se no interior de cada pessoa, o que mais importa é que saibamos que há uma força superior a nós, que nos conduz, nos orienta, nos impulsiona, que apesar de nossas escolhas, sempre nos oferece o melhor para a nossa condição, mesmo que a gente não entenda desta forma.
Sentimento de religiosidade é muito mais amplo do que rezar, do que acender uma vela ou cantar um ponto, esse sentimento nos conecta com toda a Criação, com as pessoas próximas, quando ajudamos alguém, com os animais quando cuidamos deles, com as plantas, quando regamos uma árvore. Enfim, quando sentimo-nos parte de um todo.
Outros fatores de Oxalá são magnetizador e agregador, sustentando o magnetismo mental dos seres e congregando-os por meio do sentido da fé e direcionando-os a Deus. Vejam que aqui em nosso grupo há uma atuação forte de Oxalá, que nos mantém vibrando a fé em busca do conhecimento sobre as questões religiosas, no nosso caso, da Umbanda Sagrada. Mas isso não significa que, se alguém sair do grupo, por exemplo, irá perder essa conexão com Oxalá, caso perceba que esta não é a sua religião e ir procurar outra que fale ao seu coração, aí também estará a atuação de Oxalá, conduzindo-o ao caminho que mais atende à sua expectativa religiosa.
Oxalá emite essas ondas vibratórias o tempo todo, para todos, entretanto só sentem, só percebem essas ondas aqueles que se permitem perceber, que se permitem fazer essa conexão com algo que não compreendem, mas que sentem no seu íntimo. E é esse sentimento que não podemos deixar se perder, esse é o sentido que nos mantém no caminho do bem, da luz e da evolução. Podemos falhar em todos os outros sentidos, mas não no sentido da fé.
Oxalá tem seu ponto de força nos campos abertos, nos jardins, nos bosques,locais onde reine a paz, a sua pedra é o quartzo translúcido, por que a estrutura mais próxima da sua vibração é a cristalina. Na Umbanda Sagrada seu símbolo é a estrela de cinco pontas, e o animal que o representa é o pombo branco, que é sempre mensagem de paz. A sua saudação é Epa Babá! Como Oxalá é um orixá solar, irradiante, seu dia na semana é o domingo. 
Podemos oferendar à Oxalá utilizando uma toalha ou pano branco, velas brancas, frutas brancas (melão, goiaba etc), vinho branco doce ou suave, todas as flores brancas, fitas e linhas brancas, comidas brancas (canjica, arroz-doce, etc), pães, mel, farinha de trigo (para circular e fechar as oferendas por fora), água, pedras e cristais de quartzo branco, pembas brancas, milho verde em espiga, cru e leitoso. O que e como arrumar fica de acordo com a sua intuição, não é necessário tudo, mas o que for sugerido pela espiritualidade. São algumas ervas de Oxalá, que podem ser usadas como defumação, banhos ou amacis: boldo, anis estrelado, cravo-da-índia, flor-de-são-josé, folha da fortuna, funcho, rosa branca, alecrim do campo, flor de angélica, levante, hortelã verde, lírio-do-brejo, malva cheirosa, malva do campo, manjerona, macela, mastruço, nogueira, sálvia, poejo, saião, umbuzeiro.
As entidades que vem trabalhar na Umbanda possuem nomes simbólicos que representam, muitas vezes, a vibração a qual estão ligados. Os caboclos são mistérios de Oxóssi, mas aqueles que tem a palavra Branco, Branca, no nome simbólico, possuem a vibração de Oxalá, os caboclos da falange do Caboclo Pena Branca trabalham na irradiação de Oxalá.
Pombinho Branco – Ponto de Oxalá
https://youtu.be/YG7-qV1g-iw
Logunan: sincretizada com Santa Clara, também é conhecida como Oya Tempo. Logunan é uma orixá cósmica, absorvedora dos negativismos, paralisa os seres que se desvirtuam no campo da fé, congelando seus mentais. Ela só entra em ação na vida do ser, quando as atitudes e pensamentos (crenças) saem do limite aceitável do bom senso, sob o ponto de vista da espiritualidade, quando se fanatizam ou utilizam mal os conhecimentos religiosos, por isso Logunan trabalha no tempo, sua atuação é atemporal, o seu mistério está na eternidade do tempo e na infinitude de Deus, por que a evolução virá em algum momento. Alguns podem pensar que Oya Tempo é uma qualidade de Iansã, mas isso não é adequado, por que Oya Tempo ou Logunan atua no campo da fé dos seres, sendo esse sentido sua irradiação divina, já Iansã atua no campo da lei, conduzindo os seres sob a ordenação em uma área mais ampla, direcionando-os para os sentidos em que devem se equilibrar. 
Imagine um lugar onde tudo fica paralisado, não há passado, nem presente, nem futuro, tudo é agora e é também todos os momentos juntos, imaginou? Esse é o tempo, um vazio cósmico para onde são conduzidos os seres que se desvirtuaram no campo da fé, da religiosidade, que caíram vibratoriamente tanto, que não conseguem voltar ao seu local, somente depois que Logunan esgotar todos os negativismos religiosos. 
A vibração de Logunan está nas geleiras, pois se parecem com o local aonde seus filhos amados ficam para esgotarem em si os desequilíbrios e excessos cometidos no campo da fé. Mas as oferendas à essa mãe Orixá devem ser sempre no tempo, em campo aberto, pois ela não aceita ser firmada no interior do templo, ao contrário de Oxalá, que aprecia ser cultuado dentro do templo, entretanto não se preocupe em oferendar a Logunan, por que ela está em todos os seres através da fé. E onde não existir a fé, não há nada, por que no vazio nada existe. Sacerdotes desvirtuados e pervertidos, serão esvaziados e esgotados de sua religiosidade desequilibrada no outro lado da vida, pela executora cósmica e absorvedora.
Mãe Logunan é o rigor divino para com os filhos que voltaram as costas para o Divino Pai Olorum.
Logunan possui também uma irradiação movimentadora, que faz com o ser se movimente em direção à sua religiosidade. Percebam que se fala em religiosidade e não em religião, por que a religiosidade é a expressão individual e equilibrada da fé e não depende em nada de qualquer religião. 
Pode-se firmar a Orixá Logunan utilizando-se um bambu fincado no solo, com uma fita branca e uma preta amarrando uma cabaça com o gargalo aberto, colocar água dentro desta cabaça, e acender uma vela branca e uma preta ao lado do bambu. Pedir a Mãe Logunan a sua proteção, a sua bênção para que tudo transcorra em paz, solicitando seu amparo e sua guia luminosa para que nos conduza sob a sua luz cristalina e amparados por nossa fé no Divino Criador.
A saudação a Mãe Logunan é: Olha o tempo Minha Mãe! 
Assim como Oxalá, seu dia da semana é domingo, e sua cor é azul escuro, sua pedra é o quartzo fumê, e o seu símbolo é o laço enrolado representando uma espiral do tempo.
São itens que possuem a irradiação divina de Mãe Logunan: côco verde, maracujá, licor de aniz, pétalas de rosas amarelas, folhas de eucalipto. A vor da vela é azul escuro, mas pode-se utilizar também branca e roxa, junto com a azul escura.
Mãe Logunan rege a linha de trabalho dos Boiadeiros, que utilizavam seus laços, enquanto estavam encarnados para laçar os bois, agora os utilizam para laçar espíritos que estejam em desacordo com a Lei Divina, são refreadores do baixo-astral, aguerridos demandadores e rigorosos com os espíritos trevosos, apesar de se apresentarem nas giras como brincalhões e hiperativos. Os laços e chicotes são suas ferramentas de trabalho, são mistérios que iremos estudar mais adiante, quando falarmos sobre as linhas de trabalho da Umbanda.
https://youtu.be/y2jndimE8yw
O Trono da Fé, com seus dois Orixás – Oxalá e Logunan – formam o par vibratório e energético, que nos mantém ligados a uma força divina, que não vemos, não entendemos, não conhecemos, mas mesmo assim, até a pessoa mais cética, acredita em algo que seja mais poderoso que nós, os humanos, que existe algum poder além da nossa compreensão. Mas como ter fé sem compreender? Não precisa compreender, basta confiar. A fé propagada pela Umbanda é uma fé forte, ampla, que não oculta nada daquilo que a pessoa queira saber, que nos ampara pela explicação clara de como os processos acontecem, que nos sustenta nas horas difíceis, de provação e luta, mas que nos dá a certeza que no final de nossa história, teremos feito tudo o que podíamos ter feito, sendo justos, honestos, bons, caridosos, humildes e fortes. Essa é a fé que fortificamos na Umbanda, uma fé inteligente, que não faz nada por fazer, mas participa sabendo que tudo tem um sentido e um motivo. Bate palmas por que sabe que com o som das palmas e o movimento rápido das mãos, se movimentam energias, estalam os dedos porque sabem que esse barulho quebra barreiras, bate cabeça, por que sabe que alinha o chacra coronário com o altar, fortalecendo a ligação energética, além do que demonstra que não somos mais que ninguém, sendo um gesto de humildade. 
Pai Oxalá nos comunica com seu olhar manso, que podemos confiar, que podemos depositar em suas mãos as nossas dores, que o acalanto virá, que nada será em vão, ele nos incentiva a acreditar que tudo pode melhorar, basta que comecemos por nós mesmos. Com o exemplo deixado por Jesus Cristo, um homem que mesmo sendo humilde, não deixou de ser forte, e o seu exemplo é conhecido há mais de 2 mil anos, ele realmente mudou o mundo após a sua passagem encarnada pela Terra, com certeza tinha o poder divino. E nós, seres humanos, espíritos encarnados, quando absorvemos as suas ondas vibratórias e nos apropriamos deste poder energético da fé inabalável, passamos a ser irradiadores Dele, por que as outras pessoas nos veem como referência daquilo que falamos. É um longo caminho a percorrer, mas cada um de nós tem a eternidade para continuar tentando. Somos seus filhos, e um dia o alcançaremos.
Mãe Logunan, orixá cósmica, absorvedora, é como a mãe rígida que corrige seus filhos quando eles tomam um rumo que não é o mais adequado. É aquela que mesmo sofrendo, coloca seu filho de castigo para que ele aprenda a lição da vida, e ela faz isso no campoda fé, quando seus filhos desvirtuam o sublime sentimento de fé, enganam e levam vantagens diversas sobre as pessoas que confiam neles, que veem neles um irradiador da fé. Infelizmente esses irmãos, que ainda não sabem, serão levados para as geleiras de Logunan, e lá terão todo o tempo do mundo para refletir sobre seus atos, até que se arrependam de suas falcatruas, e desejem sinceramente recomeçar. E não pensem que no plano espiritual é possível enganar, pois não é, lá os pensamentos são ouvidos por todos, os sentimentos e intenções são percebidas, não há como esconder nada. Mas essa mãe rígida e disciplinadora só atua quando não há possibilidade da pessoa retomar o rumo certo, e vemos aqui, mais um exemplo de fé equilibrada, inteligente, consciente, por que a fé não exime nenhum compromisso com a verdade, a justiça e a lei.
Quando um espírito é exteriorizado por Deus, ou seja, quando nasce um espírito, ele é recepcionado por um orixá, se for um espírito feminino será recepcionado por uma orixá feminina, se for um espírito masculino, será recepcionado por um orixá masculino. Esse primeiro orixá que por um tempo irá imantar essa centelha divina, por que o espírito quando nasce é somente uma pequena luz, sem nenhuma proteção nem conhecimento, mas esse orixá irá criar uma pequena camada de proteção com a sua vibração divina, e quando já estiver pronto, carregado com essa energia primordial, irá passar para outro orixá para receber uma irradiação diferente e assim sucessivamente. Junto com o primeiro orixá que irá recepcionar a centelha divina, há outro, de gênero oposto, que atuará junto. Esse primeiro par de orixás – pai/mãe ou mãe/pai – será o Orixá Ancestral e o Orixá Remissivo, daquele ser. 
A cada nova etapa de evolução, há ainda, outro par de orixás que irão auxiliar no desenvolvimento espiritual do ser, para nós, a cada reencarnação temos um par diferente de orixás que nos rege, é o Orixá de Frente e o Orixá Juntó ou Adjunto. O Orixá de Frente será feminino nas mulheres e masculino nos homens, e o Juntó será do gênero oposto.
Nós vamos aprofundar esse assunto depois que estudarmos todos os orixás, por agora é só uma rápida explicação para passar algumas características dos irmãos que tem Oxalá e Logunan como orixá Ancestral:
Mas o assunto não se esgota aqui, ainda há muito o que se falar sobre o Trono da Fé, é muito vasto o conhecimento sobre esses dois Orixás amados, nem que ficássemos até o final do ano, não iriámos esgotar todo esse conhecimento.
Desejo a todos um excelente final de semana, e que todos e em especial os pais, sejam abençoados por Pai Oxalá e Mãe Logunan, que eles nos imantem com suas ondas vibratórias, nos fortalecendo a fé, nos fortificando no caminho do bem e da paz, e que possamos ser irradiadores de suas energias positivas, harmonizadoras e cristalinas. Que assim seja, e assim será!
Trono do Amor
Orixá Oxum, irradiadora, universal e positiva, essa orixá tem como fator principal as ondas congregadoras, aproximando de acordo com as afinidades, por isso é normalmente invocada para questões amorosas, para aproximar o par perfeito para a vida, mas não é só na questão amorosa que Oxum atua, mas em todas as situações de afinidades positivas, na prosperidade com o dinheiro, aproximando a moeda de quem tem afinidade com ela. 
Mãe Oxum é a orixá do amor, não o amor possessivo, que controla, que domina, mas aquele amor que cuida, que doa, incondicional. Esse é o amor fraternal que Mãe Oxum emana o tempo todo para todos. 
Oxum vibra no reino mineral, então pedras, cristais e metais, são seu domínio. Na Umbanda Sagrada ela tem a cor principal rosa, mas tem também a cor amarela. A cor da vela é rosa. Ela está nas cachoeiras, sendo uma mãe aquática, junto com Iemanjá e Nanã Buruquê, por que trabalha nossas emoções. 
Outra fator importante de Oxum é a de conceber. Ela gera o amor e concebe a vida.
Pedras de rio são excelentes para firmar Oxum no altar, e as oferendas devem ser colocadas ao pé de uma cachoeira, com velas brancas, rosas, azuis e amarelas, flores, frutas doces, champanhe.
A água naturalmente é uma excelente condutora, e a água doce é a melhor condutora de energias minerais que temos. Já a água salgada, é a melhor condutora de energias cristalinas. Água doce é domínio de Oxum, água salgada de Iemanjá. A energia mineral está em todos os seres e nos vegetais, e também Oxum está presente neles.
Quando estamos emanando sentimentos positivos, como o amor fraternal, entramos em sintonia com Mãe Oxum, criando uma camada vibracional, que manterá nossos sentimentos puros, com determinação, paz interior, equilíbrio e fortalecendo a vontade de continuar amando. Esse estado interno acaba gerando a gentileza e a fraternidade.
A onda vibratória de Oxum tem a forma de um coração, como não poderia ser diferente, o maior símbolo do amor está ligado a Oxum.
Todo esse movimento provocado por suas ondas vibratórias ocorrem não só no nosso nível humano, mas em toda a Criação Divina, do microcosmo ao macrocosmo. 
Algumas ervas de Oxum: folhas de amora, açafrão, alfavaquinha, arnica, calêndula, camomila, macela, melissa, entre outras.
A saudação a Oxum é ORA YEYÊ YEYÊ Ô!
Salve Mãe Oxum, nos envolva com suas vibrações divinas de amor e fraternidade, nos ampare nessa época de dificuldades no planeta, e nos fortaleça na vontade de evoluir em amor e fé. 
ORA YEYÊ YEYÊ Ô MINHA MÃE!!!
https://youtu.be/RnXKnQazPtY 
Orixá Oxumaré, com suas ondas vibratórias ondulantes, não poderia ter outro símbolo que a serpente, que periodicamente troca de pele, como quem troca de roupa, renova sua pele para um novo ciclo. Essa é uma das atuações de Pai Oxumaré, que é um orixá cósmico, masculino, negativo, absorvedor, que renova os seres que se negativaram no campo do amor, trazendo um novo ciclo, um novo caminho, novas possibilidades, e em todos os sentidos da vida, assim com a luz que quando entra em nossa atmosfera é dividida no espectro de 7 cores, também conhecido como arco-íris, outro símbolo de Pai Oxumaré. 
Esse orixá é compreendido desta forma na tradição da Umbanda Sagrada, em outras tradições há outras interpretações, que também estão certas para as pessoas que percebem sentido nelas.
Como orixá cósmico, ele atua principalmente nos seres em que houve atitudes repetidas de descaso, descomprometimento, ruptura com o amor incondicional, amor fraternal entre os seres humanos, que esqueceram-se que somos todos irmãos e não concorrentes, estamos todos no caminho da evolução espiritual, e o melhor que podemos fazer e ajudarmos uns aos outros, amar uns aos outros, como a nós mesmos.
A renovação de Oxumaré não ocorre somente na vida dos seres, mas em toda a criação, vemos nas religiões essa renovação, que de tempos em tempos, algumas desaparecem, outras surgem, os próprios orixás passam por renovações em suas imagens, que ao longo do tempo vão se adaptando à humanidade para que possam ser compreendidos e continuem atuando ativamente em nosso benefício. 
Renovação é aperfeiçoamento constante, e para isso, não podemos cultivar mágoas nem rancores. E essa renovação em nosso íntimo é o que faz resignificar os nossos sentimentos, melhorando nossa compreensão sobre a vida, e assim, evoluindo.
Não há religião que possam fazer qualquer alteração na vida de uma pessoa, sem que ela permita isso, reformando seu íntimo, seus pensamentos e suas atitudes, assim, nas horas difíceis não haverá tanta aflição, desconfiança e desesperança. 
Outra atuação de Pai Oxumaré é diluidora, e ocorre quando ele dilui os sentimentos negativos, depressivos e os acúmulos de energias que pesam no campo áurico do ser, justamente para aliviar o sofrimento e proporcionar o início do movimento de renovação. Na religião, ele atua como renovador no campo da Fé, diluindo o interesse por aquela religião que está atrasando a evolução da pessoa, encaminhando para outra, que lhe dará a possibilidade de aprendizado e evolução. 
Pai Oxumaré rege sobre a sexualidade, enquanto Mãe Oxum rege a concepção, e quando o amor cede espaço para a paixão e ociúme, cessa a irradiação de Oxum, e começa a de Oxumaré, diluindo tanto a paixão quanto o ciúme. 
Uma sugestão de meditação na vibração de Pai Oxumaré, é ficar sentado, com as mãos sobre as pernas, palmas pra cima, fechar os olhos, respirar calmamente, mentalizar um lindo arco-íris, inspirar pelo nariz e expirar pela boca, absorvendo a energia viva e divina de Pai Oxumaré. 
A cor principal de Pai Oxumaré é azul celeste, nas oferendas é comum utilizar fitas e velas coloridas, melão, champanhe rose.
A saudação à Pai Oxumaré é: ARÔ BOBOÍ (arrôboboi). 
Também tem simbologia ligada a Pai Oxumaré, a lança com a cobra entrelaçada. 
Muitas conexões podem ser feitas a partir da compreensão de Pai Oxumaré e toda a sua ampla atuação na nossa vida. 
São ervas na vibração de Pai Oxumaré: alcaparreira, cavalinha, condessa, araticum do brejo, dracena rajada, erva das serpentes, guaco, língua de vaca.
Orixá Oxumaré é sincretizado com São Bartolomeu, e seu dia de homenagem é 24 de agosto, na semana seu dia é terça-feira. 
Bem, pedimos neste momento que Pai Oxumaré envolva a todos nós, com suas vibrações ondulantes, proporcionando a renovação necessária para que possamos evoluir, conquistar, aprender, vencer, conter, expandir, concentrar, movimentar e seguir em frente, rumo ao amor infinito de Deus.
Salve Oxumaré!
Arroboboi Oxumaré!
https://youtu.be/n__J1bduDCM
Vimos o Trono do Amor, com Mãe Oxum e Pai Oxumaré, que nos ensinam sobre o amor divino em todos os sentidos da vida.
Amor no campo da Fé
Amor no campo do Amor
Amor no campo do Conhecimento
Amor no campo da Justiça
Amor no campo da Lei
Amor no campo da Evolução
Amor no campo da Geração
Isso nos mostra que a atuação dos orixás é muito ampla em nossa vida, em tantos aspectos que quanto mais estudamos mais compreendemos a relação deles conosco, e como ainda temos que aprender a amar, a ser amado, a proporcionar acalento a quem precisa, sem cobrança, sem julgamento e sem interesse ou segundas intenções. 
Aos poucos vamos tendo essa noção e abrindo mão de pensamentos e sentimentos de apego, de dominação, de poder, por que quanto mais evoluímos nas questões de autoconhecimento mais conseguimos entender que ninguém pertence a ninguém, no sentido de ser posse, estamos aqui para desenvolver nossos sentidos, e os orixás, com suas ondas vibratórias vivas e divinas, nos conduzem sempre pelo melhor caminho. Deus está em tudo e em todos. 
E assim como nossos pais e mães, eles nos ensinam com amor e com rigidez, nos corrigindo quando tomamos o caminho errado, até que aceitamos a correção e retomamos o caminho reto da evolução. 
E nossa vida está tão impregnada dessa vibração, que nem percebemos a sua influência, vejamos alguns exemplos:
1) aliança símbolo do casamento, normalmente é de ouro, que é mineral magnetismo do Trono do Amor;
2) coração símbolo do sentimento do amor, onda vibratória da orixá Oxum;
3) rosas são comumente dadas às namoradas, e são também irradiadoras da energia amorosa de Mãe Oxum;
4) já parou pra pensar por que foi uma serpente que tentou Adão e Eva no paraíso? Seria uma atuação de Oxumaré, promovendo uma renovação na vida deles? Quem seria Adão e Eva? Bem, esse assunto dá uma boa conversa!
Então, encerramos o Trono do Amor, mas de forma alguma esgotamos esse assunto, por que cada vez que lemos ou estudamos um assunto, encontramos novas chaves interpretativas que nos dão outras informações, outros pontos de vista.
https://youtu.be/6tUWvHcDz50
Trono do Conhecimento
Orixá Oxóssi, sincretizado com São Sebastião, é a divindade das matas, das ervas, da cura física e espiritual, da expansão do conhecimento.
Pai Oxóssi é o regente de todos os caboclos e caboclas, índios e índias da Umbanda, seus símbolos são o arco e flecha, e como a flecha segue ligeira abrindo caminho até o seu objetivo, acontece o mesmo com a expansão do conhecimento. Ele é o caçador hábil que sabe a ciência e a doutrina de como buscar a sua caça, o seu alimento, o seu objetivo. Mas conhecimento de quê? Todo e qualquer conhecimento, em qualquer área, em qualquer ciência, é sustentado pela onda vibratória em forma de flecha de Pai Oxóssi, desbravando novos campos, novas áreas em todos os sentidos da vida. 
A cor verde na cromoterapia é a cor da cura, também é a cor da natureza, das ervas, das plantas, e assim é a cor de Oxóssi, ele que é o Guardião dos mistérios da Natureza, por isso sua energia e essência é vegetal.
Como orixá universal, positivo e passivo, ele irradia suas energias de expansão o tempo todo a todos. Quem estiver em sua sintonia sentirá uma vontade de descobrir, de aprender, de conhecer, de buscar informações sobre assunto de seu interesse, justamente por conta de sua função expansora. Ele estimula o raciocínio rápido, assim como ele é rápido em seus movimentos. 
Percebam que cada orixá traz em um arquétipo os seus campos de atuação, e Pai Oxóssi, no arquétipo de índio, profundo conhecedor da mata e de toda a sua ciência de cura, de seus movimentos rápidos durante a caça, de suas habilidades com arco e flecha e outras ferramentas, demonstram toda a sua possibilidade de atuação energética em nossas vidas, e todas as formas de auxílio que podemos buscar em seus domínios. 
Quando estudarmos a linha dos Caboclos, vamos ver que todos são regidos por Oxóssi, mas possuem também a vibração de outro orixá na sua atuação, por exemplo, Caboclo Pena Branca, é regido por Oxóssi por ser um caboclo, mas trabalha na vibração de Oxalá, por conta do seu nome simbólico Pena Branca, sendo que todos os guias que possuem o nome Branco ou Branca, são da linha da Fé. 
OKE ARO é a saudação, e a cor da vela é verde. 
Lembram qual foi o guia espiritual que fundou a Umbanda? Caboclo das Sete Encruzilhadas, regido por Oxóssi, em seu movimento de expansão, trazendo ao plano material mais uma religião. E o fundamento mais básico da Umbanda? "Com os espíritos mais sábios aprenderemos; aos mais atrasados ensinaremos; e a nenhum renegaremos".
Muitas vezes, quando sentimos um vazio em nossa vida, e nos deparamos com uma religião tão vasta em conhecimento como é a Umbanda, e se o nosso interesse desperta, se abrirá a nossa frente um imenso leque de possibilidades de aprendizado, evolução e de auxílio aos outros. 
E aqueles que usam o conhecimento para o lado errado, terão suas evoluções paralisadas, até que resgatem e transmutem todo o mal que fizeram, para então serem liberados para recomeçar o seu caminho de evolução. 
Oxóssi está na fé, no amor, no conhecimento, na justiça, na lei, na evolução e na geração, em cada sentido estimulando o ser a buscar as formas de melhorar no seu íntimo e nas suas atitudes. 
Uma boa meditação para entrar em contato com a vibração desse orixá vegetal, é sentar-se confortavelmente, respirar fundo por três vezes, relaxando o corpo e a mente, e imaginar que está caminhando em direção a uma floresta, seguindo por um lindo gramado, com sol radiante; ao chegar próximo da floresta, parar diante dos guardiões que guardam a entrada da mata, pedir licença para entrar, e seguir caminhando pela trilha, observando as árvores, o chão, os animais que enxergar, sentir o cheiro do mato, das plantas, ver o sol por entre as folhas e galhos das árvores, chegar até uma clareira, sentar e se deixar permanecer ali por alguns minutos, respirar fundo a energia viva e divina vinda direto do orixá para imantar todo o nosso ser. Após, levantar e voltar pelo caminho que veio, agradecer aos guardiões, e voltar, sentir seu corpo, se movimentar lentamente mãos e pés, abrir os olhos. 
Pedimos que Pai Oxóssi nos envolva com sua energia vegetal curadora, curando nossas doenças físicas, emocionais e espirituais, reforçando nossa vontade de buscar conhecimento, de alcançar nossos objetivos, traga para a nossa vida o raciocínio divino e claro, para que tenhamos clareza dos processos que estão ocorrendo conosco. Sagrado Senhor Oxóssi, dê-nos a vossa bênção e proteção, e afastai-nos da ignorância! Salve Oxóssi! Okê Arô Oxóssi!
https://youtu.be/Fm9cbGw39jk
Orixá Obá, é par vibratório de Oxóssi, eleuniversal, positivo, passivo, irradiante, ela cósmica, negativa, ativa e absorvente. E assim como Mãe Logunan e Pai Oxumaré, trabalha no sentido complementar, enquanto Pai Oxóssi expande o conhecimento, Mãe Obá concentra a informação, memoriza, enraíza tudo que foi aprendido de forma correta, com verdade e clareza. 
Vejam que aqui no grupo, estamos todos sendo influenciados pelas ondas vibratórias de Oxóssi, por que estamos expandindo o nosso conhecimento sobre a Umbanda, e muitos estão achando legal tudo isso. Mãe Obá concentra essas informações, faz fixar na mente o conhecimento, nem todos irão fixar tudo, somente os que forem transformar em sabedoria e, mais adiante, em evolução, mas aí já é domínio de Nanã Buruquê, no Trono da Evolução.
Mãe Obá vibra no reino vegetal, mas se concentra nas raízes, fixadas na terra, por que é regida pelos elementos terra e vegetal. Mas também como orixá cósmica e absorvente que é, atua nos seres aquietando e densificando o racional, esgotando os conhecimentos desvirtuados, sendo atraídos para seu polo negativo por que o assimilaram de forma viciada, falsa ou distorcida.
Essa atuação de Mãe Obá é bem discreta, sendo que os seres que são atraídos não percebem que estão passando por uma descarga emocional. Esse processo ocorre na pessoa fazendo com que o assunto não seja mais atrativo, e assim perdem o interesse. E quando já descarregou todo o conhecimento equivocado, Mãe Obá o conduz aos domínios de Pai Oxóssi para que seja encaminhado para a linha reta do conhecimento. 
Preferencialmente Mãe Obá atua no conhecimento religioso, assim as doutrinas religiosas rígidas e rigorosas com seus adeptos, tem a orixá Obá sustentando-as silenciosamente.
Ela é implacável com aqueles que são sarcásticos e sátiros com o sagrado e o divino, pune com rigor todos que colocam as divindades no mesmo nível chulo em que eles mantém suas consciências desnorteadas.
Sua cor é a magenta, cor de tabatinga, terroso, e sua pedra é a madeira petrificada preferencialmente, mas o jaspe marrom. Está nas águas doces revoltas, nos redemoinhos, e junto com Nanã Buruquê, controla as enchentes e o barro.
A sua saudação é "AKIRO OBÁ YE!" Que significa "eu saúdo o seu conhecimento, Senhora da Terra!" ou "eu saúdo a terra, senhora do Conhecimento!".
Salve Mãe Obá!
Akiro Obá Ye!
Te pedimos Mãe Obá que nos auxilie a concentrar o conhecimento aqui estudado, que faça sentido para todos aqueles que se interessarem por esse assunto, pela doutrina e fundamentação da Umbanda Sagrada, para possamos irradiar para pessoas o pouco que absorvemos de conhecimento nos seus domínios. 
Ampare-nos, sustente-nos e guie-nos nessa caminhada terrena, envolva-nos em todos os nossos sentidos, materiais e espirituais. 
Que assim seja!!!
Salve, salve querida Mãe Obá!
Akiro Obá Ye!
https://youtu.be/06mJQ7yhuVA
A vibração do trono do Conhecimento nos impulsiona em direção ao desenvolvimento intelectual, mas também a todas as questões que exijam raciocínio mental, informação estruturada e conexões entre os processos. 
Não foi coincidência o Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas ter trazido para o plano material a nossa religião de umbanda, uma religião raciocinada, que está em plena expansão nesse primeiro século. E nas últimas décadas teve uma explosão de informação sobre os mistérios divinos, que estão à disposição de quem se interessar em desvendá-los.
Essa energia de expansão tem tudo a ver com o reino vegetal, plante uma mudinha de grama e veja como ela se alastra, observe um pé de funcho, em pouco tempo há várias mudinhas na volta, ou a espada de são jorge, como se desenvolve. E assim o conhecimento puro, verdadeiro, positivo e irradiante se alastra, seja de boca em boca, nos livros ou nas escolas, se perpetua sendo transmitido. Nós estamos nesse movimento expansor, a humanidade está neste movimento, porém é preciso estar na direção correta, por que entrar na contra mão da evolução pelo conhecimento, nos leva direto ao seu pólo negativo, domínio de Obá, que paralisa essas pessoas que se utilizam desse processo de expansão pelo conhecimento para ludibriar, enganar, tirar proveito para si ou para outros, mesmo que passe muito tempo neste plano da dimensão humana, em algum momento o ser terá que acertar suas contas com a orixá cósmica regente deste pólo, por que assim são os desígnios de Olorum, suas leis são imutáveis e sua justiça infalível. 
Nós não sabemos de muita coisa, e sempre que a gente pensar que já sabe de tudo, então não sabemos de nada mesmo. Somos eternos aprendizes, e mesmo nas esferas luminosas há sempre uma esfera superior que sabe mais. Somente Deus tem todo o conhecimento.
Nesse processo de aprender, passamos por algumas fases, primeiro ocorre uma inquietação diante de algo que não compreendemos, dessa inquietação podemos desistir, mudando o nosso foco ou insistir e buscar assimilar novas informações, utilizando esquemas mentais, despertando faculdades intelectuais, memorizando, enfim, há várias formas para se apropriar de um conhecimento. Depois que conseguimos assimilar, passamos a incorporação desse conhecimento à nossa vida, essa é a fase da acomodação, é quando alcançamos a mudança de comportamento, é quando o conhecimento vira sabedoria. Muitas pessoas não tem conhecimentos acadêmicos ou científicos, entretanto possuem uma sabedoria invejável. Isso ocorre por que a mente não se prende a livros e escolas, mas busca infinitas possibilidades para sobreviver numa dimensão dual, aonde é imprescindível posicionar-se frente às situações. E nesse momento temos Pai Oxóssi nos incentivando sempre a busca esse conhecimento, independente da fonte, desde que seja legal, positivo, útil e para o bem próprio e dos outros.
Então encerramos esta semana com o Trono do Conhecimento, e assim pedimos a bênção ao Pai Oxóssi e à Mãe Obá, reforçando nossa vontade íntima de melhorarmos como seres humanos, como irmãos que somos, nos aproximando cada vez mais dos seres de luz que nos oferecem sempre a oportunidade de evoluir.
Salve Oxóssi!
Oke Aro Oxóssi!
Salve Obá!
Akiro Obá Ye!
https://youtu.be/tF4TeFRX6PY
https://youtu.be/ps6mkSv9j1s
Trono da Justiça 
Orixá Xangô, Senhor do Fogo Divino, Senhor da Justiça Divina, aquele que equilibra entre certo e errado, justo e injusto, é o fiel da balança. Mas atenção e cuidado, pois esse fiel da balança pende sempre para o lado certo, do ponto de vista divino, o que na maioria das vezes, não é o mesmo que pensamos, por isso o cuidado ao pedir justiça a Pai Xangô, por que se nós formos os culpados, ele não terá nenhum constrangimento em aplicar a justiça divina.
Assim é esse orixá universal, positivo e irradiante, vibra seus fatores divinos equilibrando tudo e todos, oferecendo o caminho do meio, por que esse é sempre o melhor caminho.
A Justiça Divina é o trono onde as questões são definidas não como certas ou erradas, mas compensando as atitudes e consequências, por que se alguém causou um dano a outra pessoa, para equilibrar, essa pessoa deve sofrer o mesmo dano, mesmo que a outra perdoe ou não deseje nada negativo, irá acontecer, pois a Lei do Retorno é como um bumerangue, sempre volta a quem jogou, sempre!
Muitas vezes pensamos que algo que acontece conosco ou com outra pessoa não é justo, por que não vemos motivos que justifiquem tal situação. Ocorre que a Justiça Divina não falha nunca, e situações de vidas passadas podem estar repercutindo agora, então os nossos olhos limitados não vêem o mesmo que a espiritualidade, muito menos sabemos os motivos iniciais de tais sofrimento. Esse é um dos motivos que dizemos que tudo está certo, por que se não fosse assim, a Justiça Divina seria falha.
Temos muito ainda a aprender na prática, por que o conhecimento somente é assimilado de verdade na prática, quando é feito o registro da mudança de comportamento nas telas vibratórias individuais e que registram tudo o que fizemos durante a nossa vida, desde a exteriorização divina até hoje, e acreditem são milênios de registros. E cada vez que ofendemos, prejudicamos, matamos ou enganamosalguém foi registrado na nossa tela vibratória, e quando for possível e a pessoa estiver pronta, será posta de frente com quem prejudicou anteriormente, nas mais diversas situações, para resgatar o passado. Sendo Pai Xangô quem equilibra essa situação entre os seres.
Aí vemos uma questão importante, que auxilia muito no nosso desenvolvimento espiritual que é o perdão. Quando perdoamos nossos algozes, nos desprendemos dessa ligação com eles, e podemos seguir nosso caminho mais tranquilos, senão iremos sempre estar conectados aos nossos algozes, vida após vida, estaremos encrencados com eles, até que uma das partes perdoe a outra. Neste caso, a espiritualidade irá ligar a parte que não perdoou a outra pessoa em situação similar. E assim passamos nossas vidas, tentando melhorar, só que enquanto não amadurecermos espiritualmente, não sairemos do mesmo lugar, e neste caso, podemos cair nos domínio do fogo consumidor de energias negativas, que é mãe Egunitá, ela que é par vibratório de Xangô, cósmica e absorvedora dos desequilíbrios humanos. 
O equilíbrio é racional, pensado e raciocinado, não é levado pela emoção, já que um ser emocionado não consegue ser racional ao mesmo tempo, e esse é o nosso grande desafio, não deixar que as emoções nos dominem. Até mesmo o amor em excesso é prejudicial. 
Talvez por essa questão do senso de equilíbrio, da razão e da equidade, o símbolo de Pai Xangô seja o machado com dois lados, e muitas vezes vemos dois machados cruzados, demonstrando visualmente que tudo tem dois lados, sempre, e que o equilíbrio entre essas partes é o principal objetivo da nossa trajetória de aprendizagem nestes ciclos, nestas inúmeras vidas encarnadas que vivemos, até que tenhamos aprendido o mínimo para podermos seguir viagem em direção a outros rumos.
KAO KABECILE XANGÔ!!
Essa é a saudação a esse pai e significa "Venham saudar o Rei Xangô!". O Trono da Justiça tem como elemento principal o fogo, tendo estrutura ígnea. A cor da vela é marrom, e as pedras marrons tem a sua vibração. As ervas alfavaca roxa, erva de são João, folha de figo, folha da fortuna, levante, lírio do brejo, manjericão roxo, manjerona, mulungu, panaceia, para-raio possuem as vibração a vibração de Pai Xangô. O ponto de força de Xangô são as pedreiras, por que são o resultado da ação do fogo sobre as substâncias que geram as pedras, como a lava do vulcão ou do magma do centro da terra. 
Pedimos a Pai Xangô que nos imante com suas vibrações vivas e divinas, nos equilibrando e nos harmonizando em todos os sentidos, nos traga força e luz. Te pedimos, Pai Xangô, que sois o Juiz da Lei Divina, que anule todas as magias negativas enviadas a nós, para que possamos seguir nosso aprendizado nessa vida com sentimentos justos. 
Livre-nos da prisão às emoções e aos instintos, para que possamos desenvolver nosso aspecto racional e equilibrado.
Salve Xangô!
Kao Kabecile Xangô!
https://youtu.be/o-fDjfE1EPc
Orixá Oro Iná, também conhecida por Egunitá, sincretizada com Santa Sara Kali, é a regente da linha de trabalho dos Ciganos, é o próprio Fogo Divino junto com orixá Xangô no Trono da Justiça. 
Magneticamente Oro Iná também pode se ligar ao Orixá Ogum, na execução da Lei Maior, ela sendo o fogo, ele sendo o ar, fazem uma dobradinha imbatível, já que o ar aumenta ou diminui o fogo, vamos ver mais sobre essa dupla quando estudarmos o Trono da Lei.
Oro Iná é a orixá negativa, absorvedora dos negativismos e desequilíbrios humanos no campo da Justiça, o seu elemento ígneo é o consumidor desses excessos, trabalhando assim para proporcionar o reequilíbrio do ser, para que possa voltar para o caminho reto da Justiça. 
A Justiça que se fala aqui é a Justiça Divina, quem deve paga, quem merece recebe, e assim é. Levamos muito tempo para compreender essas relações entre ação e reação, por isso sofremos tanto, marcamos passo por milênios em vidas após vidas, entretanto estamos num momento crucial para avançarmos. 
Em outras tradições de Umbanda os orixás possuem qualidades, por exemplo Iansã é uma orixá que tem como elemento o ar, porém tem uma qualidade de Iansã que é do Fogo, conhecida como Egunitá, assim, na vertente da Umbanda Sagrada para não haver confusão com os nomes, já que é considerada como uma orixá diferente, passou a ser chamada de Oro Iná. No Candomblé ela não é cultuada.
Purificando os seres, Oro Iná limpa os embaraços que vamos acumulando ao longo do tempo, e quando permitimos essa limpeza, cultuando a boas atitudes, se esforçando para dominar as emoções negativas, controlando as reações agressivas, com vistas a nos colocarmos em condições de avançarmos em nosso aprendizado. 
Mãe Oro Iná, no panteão hindu era conhecida como a deusa Kali, evitada e temida por todos que não conheciam seus mistérios, já que o fogo é um elemento que requer respeito e cuidado. Daí vem a sua saudação: " Kali-Ye Minha Mãe!" Que significa "Salve a Senhora Negra, minha Mãe!"
A cor da sua vela é laranja, sua pedra é a ágata de fogo, mas sua vibração está em todas as pedras laranjas, frutas cítricas também são usadas nas oferendas. 
As entidades que se apresentam na vibração de Mãe Oro Iná são os caboclos do fogo, formados por magos do fogo, adoradores do Sagrado Agni. Sendo que o Sagrado Agni e o Trono da Justiça são a mesma divindade planetária. 
Percebam que de acordo com a linha de pensamento, cultura ou época, os nomes mudam, mas a entidade permanece a mesma, que continua irradiando suas vibrações sobre a humanidade. Nomes diferentes mas a essência é a mesma.
Ela é cósmica, portanto atua em nossa vida quando nos desequilibramos, nos negativamos com nossas atitudes, porém podemos invocar Mãe Oro Iná para desmanche de magias negativas e outras formas de magia, por que ela responde muito rápido.
Salve Senhora do Fogo Divino, vos pedimos que irradie a sua vibração de fluidos energéticos ígneos, equilibrando nossos corpos, nossos sentidos, nossas emoções, abrindo nossos caminhos, para que possamos avançar em nosso aperfeiçoamento moral e autoconhecimento. Purifique nossas mentes emocionadas, anule as energias negativas enviadas a nós, e anule as que nós enviamos para outros irmãos. 
Pedimos a vossa bênção sagrada mãe, que nos conduz pela senda evolutiva na dimensão humana.
Salve a Senhora do Fogo Divino! 
Salve Mãe Oro Iná!
Kali-Ye Minha Mãe!
https://youtu.be/rSjrCGz4ZRc
Imaginem se o mundo não tivesse equilíbrio, as pessoas extremamente passionais, cada um querendo tudo de seu direito, ninguém querendo cumprir os seus deveres, sem respeitar o espaço do outro, sem medir palavras nem atitudes, sem hierarquia, exigindo tudo o queira. Seria o caos absoluto! Por outro lado uma humanidade apática, acomodada, sem ir atrás dos seus desejos, sem exigir seus direitos e sem cumprir seus deveres, sem vontade, sem brilho, aceitando somente o que estiver ao alcance da sua mão, sem progredir, sem descobrir nem evoluir. Seria o caos absoluto!
Pai Xangô nos envia constantemente suas vibrações de equilíbrio, nos influenciando a andar pelo meio do caminho, nem tanto para um lado nem para o outro. 
Tudo o que existe, tudo o que acontece tem um propósito, não estamos a mercê do acaso, não estamos desprotegidos, há uma justiça divina que nos ampara, imutável e justa, mesmo que a gente não compreenda os desígnios divinos, os processos que ocorrem conosco, ou as ligações que temos com as outras pessoas, podemos ter a certeza que tudo o que nos acontece, seja bom ou ruim, é o resultado de nossas próprias ações.
No plano astral há registro das nossas ações, positivas e negativas, nada passa despercebido, nem mesmo as intenções, aquelas que não falamos pra ninguém. Esses registros são sempre compensados de alguma forma, as ações negativas são compensadas com o karma, as ações positivas com o darma. Débitos e créditos. E assim vamos aos poucos saudando as nossas dívidas com os irmãos de caminhada. Se hoje somos ofendidos é por que ontem ofendemos, simples assim. Lembram daquele ditado: "quem com ferro fere, com ferro será ferido ". Contudo essa justiça não é feita por nós,por que nós somos falhos e orgulhosos, não temos condições de fazer qualquer julgamento algum. Esse mistério está sob o domínio dos orixás do Trono da Justiça, Pai Xangô e Mãe Oro Iná, fazem esse equilíbrio, nos colocam no caminho do meio, e nos ensinam que esta é a melhor forma de seguir o caminho evolutivo.
Podemos pedir muitas coisas a esses orixás amados, mas cuidado ao pedir justiça para si, talvez o executado seja a mesma pessoa que exige, e quando a Justiça for feita, se revoltará com o resultado, por que esperava outro resultado. Por que isso ocorre? Por que a Justiça é a divina, não a humana.
Pedimos, humildemente, ao Pai Xangô e a mãe Oro Iná, amparo para seguir em frente em busca do nosso autoconhecimento, sustentação nas horas difíceis, orientação para fazer as melhores escolhas, e proteção para seguir em segurança, evitando os caminhos perigosos.
Salve Xangô!
Kao Kabecile Xangô!
Salve Oro Iná!
Kali Ye Minha Mãe!
https://youtu.be/iEnKWJhEIfE
https://youtu.be/yitZZPMksNQ
Trono da Lei
Orixá Ogum, muito conhecido por todos, umbandistas ou não, São Jorge é um santo guerreiro, sincretizado com Ogum aqui no sul, no Estado da Bahia, Ogum é São Sebastião, apenas um regionalismo, que não afeta em nada a força de Pai Ogum, orixá forte, de polaridade positiva, irradiante, universal, o que significa que ele vibra o tempo todo para todos os seres as suas ondas vibratória ordenadoras, colocando tudo no seu devido lugar, na sua ordem correta. 
Esse Pai amoroso e rígido, carrega a espada da Lei Maior, com a qual executa o que a Justiça Divina determinou, portanto trabalha em conjunto com Xangô, no trono da Justiça. Assim todos nós estamos sob a espada de Ogum, podendo ser sob sua proteção ou sob ameaça de execução da lei, depende de nossas atitudes e escolhas. Sejamos bons e justos e a proteção de Pai Ogum estará conosco; sejamos cruéis, intolerantes e injustos, e a espada da Lei Maior estará pronta para fazer cumprir a Justiça Divina. Assim é, simples assim.
Ogunhê Meu Pai! é a saudação a esse Pai Orixá que nos mostra o melhor caminho a seguir, por que as estradas e caminhos são os seus pontos de força e a sua emanação divina nos auxilia a tomar as melhores escolhas, ele está na linha divisória entre a razão e a emoção. Ogum é o Trono Regente das milícias celestes, guardião dos procedimentos dos seres em todos os sentidos.
Não é à toa que Ogum/São Jorge, é o padroeiro das polícias, por sua ligação com o aspecto militar no sentido de ser ordenado, conjunto, unido, além de que São Jorge era um militar romano. Todas essas ligações nos dão uma ideia de sua energia, de sua vibração e atuação.
Pedimos a sua ajuda quando precisarmos colocar ordem em nossa vida, em nossos pensamentos, em nosso trabalho, quando precisarmos encontrar o melhor caminho a seguir, podemos pedir que os caminhos se abram.
Lei é a ordem de tudo, aonde cada coisa deve estar, e a Lei Maior é a ordem divina e imutável, constante e equilibrada de Deus, esse é o campo de atuação de Pai Ogum, pai ordenador, pai que conduz seus filhos pelo caminho reto da evolução, sua vibração atua em todos os sentidos da vida: fé, amor, conhecimento, justiça, lei, evolução e geração, assim como todos os outros orixás.
Na tela vibratória individual regida por Ogum estão todas as nossas escolhas, todas as nossas faltas e todas as nossas boas ações. A partir desta tela vibratória os caminhos são traçados, o destino é construído, e é com base nela que a espiritualidade nos oferece oportunidades de evolução, de melhorar nossa condição de espíritos ignorantes das coisas divinas.
Bom seria se todos nós pudéssemos ser auxiliares de Ogum, desenvolvendo os nossos dons, seguindo as leis divinas, e assim auxiliando nossos irmãos a encontrar o caminho da lei, justa e boa.
Muitas são as falanges de Ogum que vem trabalhar na Umbanda, e os entrecruzamentos entre os orixás são bem visíveis nos nomes simbólicos dos guias: Ogum Beira Mar, trabalha na vibração de Iemanjá, Ogum Rompe Mato, na vibração de Oxóssi, Ogum Sete Cobras, na vibração de Oxumaré, Ogum Corta Fogo, na vibração de Oro Iná, entre outros.
O elemento do Trono da Lei é o eólico, o ar que está em tudo o que existe.
Pai Ogum tem algumas características diversas dos demais tronos, por que os orixás de polaridade positiva são irradiadores das suas ondas vibratórias, deixando para o seu par vibratório, o orixá de polaridade negativa, a atuação de correção, de paralização daqueles seres que se desequilibrarem no sentido da vida em questão. Porém no Trono da Lei, os orixás tem uma hierarquia diferenciada, e todo Ogum é um aplicador da Lei Maior, são os olhos da Lei em qualquer lugar aonde estiverem, sempre observando vigilante, atento e pronto para agir quando lhe for ordenado. Muito há para se falar sobre esse orixá, entretanto ficaremos por aqui, pois a profundidade do tema iria confundir quem ainda não conhece a literatura umbandista de Rubens Saraceni, aqui a proposta é repassar informações básicas e algumas reflexões sobre os orixás e a religião como um todo e em particular as características. Entretanto há livros excelentes na literatura publicada de Mestre Rubens Saraceni que vai suprir a curiosidade de quem se interessar em ir mais a fundo no estudo da Umbanda Sagrada.
A cor da vela de Pai Ogum é vermelha, mas pode ser azul, sua bebida é a cerveja branca, suas ferramentas são de ferro. As ervas que tem a sua vibração são espada de são Jorge, angico, aroeira branca, babosa, bico-de-papagaio, carqueja, dracena, folhas de groselha, eucalipto cidró, losna, malmequer, sálvia, pitanga branca, salso chorão.
Amado Pai Ogum te pedimos força e amparo nesta caminhada terrena, abra nossos caminhos para que possamos seguir sempre em frente protegidos por tua capa, tenhamos em mente sempre o bem a fazer, e estejamos sempre preparados para combater o bom combate.
Salve Ogum!
Ogunhê Meu Pai!
https://youtu.be/2NDSs058_cY
Orixá Iansã, sincretizada com Santa Bárbara, alguns a chamam Oya, é a senhora das tempestades, das ventanias, dos temporais, aquela que não deixa nada parado, é a própria movimentação divina, aquela que impulsiona o ser nos caminhos de Ogum, e ambos nos conduzem pelos caminhos da lei, da ordem, da correção e da justiça. Ogum mostra o caminho a seguir, e Iansã diz: Agora vai!
Mãe Iansã é uma mãe amorosa, que defende seus filhos de todas as injustiças, retira da nossa volta os eguns, os espíritos perdidos, sofredores, obsessores, quiumbas e zombeteiros, levando-os para os seus lugares na Criação, nos livrando de suas influências negativas. Iansã tem uma ferramenta chamada eruexim, é um cabo com crina de cavalo, que ela agita e roda ele no ar, e neste movimento recolhe esses espíritos magneticamente, levando-os consigo para o lugar aonde devem estar, seja por necessidade ou por merecimento.
Existem muitos mitos sobre todos os orixás, pois é assim que o conhecimento tem sobrevivido durante tanto tempo, sendo passado de geração em geração através de histórias, de mitos que contam sobre as características de cada orixá como se humano fosse, com características positivas e negativas. Em alguns mitos o nome Iansã significa “mãe de nove filhos”. Ela tem a força de um búfalo e a delicadeza de uma borboleta, dependendo da situação.
Iansã é uma Yabá (orixá feminina) guerreira, junto com Obá, Oro Iná e Logunan. Ela polariza com Ogum no Trono da Lei, mas vibra magneticamente com Xangô no Trono da Justiça, atuando na execução da Lei, recolhendo os espíritos desregrados e devedores da Lei Divina, preferencialmente no campo emocional. Ela, assim como Ogum, atua em todos os sete sentidos da vida, como orixá ativa aplicadora da lei.
O elemento do Trono da Lei é o ar, o que é muito evidente na atuação de Mãe Iansã, a Senhora dos Ventos, direcionadora da lei, ou seja, quando nossa vida está seguindo por um caminho que não é alinhado com a Lei Divina, ela entre em sintonia conosco e começa a atuar, mudando o rumo, movimentando tudo e todos, até que tenhamos colocado o pé no caminho certo, e para isto tem muitas formas deatuar, e a principal é nos envolver em suas irradiações espiraladas, impondo-nos um giro completo e transformador, traz um arejamento mental, equilíbrio emocional. 
Iansã é a regente da linha dos Baianos na Umbanda, linha de trabalho formada por espíritos que quando em vida foram babalorixás na Bahia e continuaram sua atividade no plano espiritual, e agora vem trabalhar na linha de Umbanda; são alegres, descontraídos, conselheiros e orientadores.
Na Umbanda Sagrada Iansã usa a cor amarela, o que pode causar algum desconforto a quem estava acostumado a vê-la no vermelho, mas não tem problema, vermelho também está na sua vibração. Seu cristal é o citrino e todas as pedras amarelas. O abacaxi é uma fruta que tem tudo a ver com Iansã, já perceberam que os “olhinhos” do abacaxi são em espiral? Pois é, essa fruta tem a vibração dela. As ervas que tem vibração de Iansã são: folhas de laranjeira, folhas de pitangueira, erva-santa, espada de santa bárbara, gerânio, levante, manjericão, pessegueiro, romã, dormideira.
Quando tudo estiver parado em sua vida, tome um banho de ervas com folhas da pitangueira, pedindo a Mãe Iansã que movimente as energias ao seu redor para que tudo se desenvolva, que os caminhos sejam abertos, para que haja conquista e sucesso. E se prepare para a movimentação que virá.
Mãe Iansã, te pedimos humildemente que nos envolva com suas vibrações vivas e divinas, movimente o nosso ser na direção da evolução, da compreensão, do autoconhecimento, nos ajude a sintonizar com as falanges de luz. Te pedimos a proteção da sua espada, que nenhum mal injusto nos aconteça, que todos os trabalhos de magia negra, de feitiços, de pragas e maldições soltas no ar pela palavra de alguém negativo ou negativado, perca o seu poder de atuação em nossas vidas, e que tenhamos a vossa benção para corrigir os males sofridos por nós e por nossos familiares.
Que assim seja e assim será!
Eparrey Iansã!
Eparrey Minha Mãe!
https://youtu.be/LeeLdl3eK0w
Orixá Ogum e Orixá Iansã, dois orixás muito conhecidos no meio umbandista e não umbandista também, entre adeptos de outras religiões eles são respeitados, por que trazem em si o poder da Lei Maior, não como uma imposição, mas como uma proteção. Sim proteção, todos pedimos a São Jorge que nos proteja com sua capa, sua espada, que nos envolva com sua armadura, que tenhamos um pouquinho da sua coragem e da sua fé, e assim nos colocamos sob a sua proteção. Entretanto, poucos sabem desta atuação de aplicador da Lei Maior, e que assim, Pai Ogum não tolera faltas ou erros, enganação ou desculpas esfarrapadas, por que tudo o que fazem fica registrado nas telas vibratórias, e os orixás tem acesso a essa tela, e ali sabem qual a nossa conduta. Essa é a necessidade de estarmos andando no caminho do meio, com equilíbrio, por que estaremos sob sua proteção e sob sua vigilância também. Mas Pai Ogum é um pai rígido mas amoroso, ele nos abre os caminhos para que possamos aprender, viver, conquistar, lutar, amar, para que tenhamos todas as possibilidades ao nosso dispor, por que para ele nada é fechado, nada é impossível, desde que haja o merecimento para tal.
E o que falar de Mãe Iansã, mãe guerreira, que luta contra as forças trevosas, que captura e conduz os espíritos obsessores, zombeteiros, aqueles que envolvem os encarnados em suas energias viciosas e doentias. Não sei em outros estados, mas aqui no sul sempre venta muito no dia de Finados, teria aí uma relação entre o vento de Mãe Iansã e o dia dos mortos? Talvez, por que é na movimentação do seu elemento ar, que ela e toda a sua falange conduz esses irmãos para os seus lugares na Criação, cada um aonde deve estar. 
Cada pessoa que aqui está, vai desencarnar um dia, não sabemos quando, como nem onde, por que estamos aqui de passagem, entretanto a vida vivida no bem, no amor e na caridade, sem julgamentos, com uma mente aberta para o lado positivo da compreensão, com atitudes de equilíbrio, de bom senso e de esperança, vai nos facultar nessa hora de passagem, um entendimento mais tranquilo do que vai nos acontecer do lado de lá. Sentimentos de vingança, rancor e ódio, entre outros, não nos permitirão seguir nosso caminho, por que estaremos amarrados a essas pessoas que odiamos, aos nossos bens materiais, ou até mesmo o amor possessivo e desequilibrado, irão fazer com que a gente se sinta preso aqui, e com o livro arbítrio que temos, não seguiremos quando nos convidarem, ficaremos aqui, presos, perdidos e desencarnados. Depois de um tempo veremos que não valeu a pena essa atitude, e num gesto de amor e caridade, algum guia de umbanda pode nos encontrar e nos encaminhar para o nosso lugar devido. Esse transporte pode ser feito por qualquer guia na vibração de qualquer um dos orixás, mas Mãe Iansã, digamos que seja a especialista neste trabalho. Cumprindo o que estiver determinado pela Justiça Divina, que não falha nem tarda.
Esse Trono é tão forte e poderoso quanto os outros, mas sentimos ele de uma forma diferente, justamente por que a nossa condição de seres em evolução na dimensão humana nos impõe a necessidade do olhar de perto dos aplicadores da Lei Maior. Lembrem que estamos num mundo de provas e expiações, então, se aqui ainda estamos, é por que aqui deveremos ainda estar, ainda há essa necessidade. E esses orixás nos cuidam com todo o amor e carinho, nos amparam e nos orientam sempre que pedimos e sempre que é necessário, entretanto nem sempre os damos ouvidos. Esse estudo que estamos fazendo, é uma oportunidade para nos atentar aos sinais, por que conhecendo essas vibrações mais aprofundadamente, mesmo que aqui estejamos sendo bem básicos, vai proporcionar a cada um, um olhar diferenciado sobre as questões do dia a dia e sobre as suas questões pessoais. É só uma questão de interesse e tempo para que as conexões possam surgir na mente.
Vou fazer um parêntese para exemplificar isso, hoje a tarde conversando com minha filha de 13 anos, tomando chimarrão no sol, e falando sobre vários assuntos, eu respondia às dúvidas dela, e ela tomando um mate comentou que ali estava Mãe Oxum na água e Oxóssi na erva mate, eu respondi que sim e ainda tinha: Xangô no calor da água, tinha Iemanjá no formado da cuia (lembra uma concha), teria até Nanã Buruquê na quietude de quem toma um chimarrão e pensa na vida, teria Iansã no ar que vem no final do chimarrão e no ronco que lembra um trovão. Ela ficou espantada com tantos orixás em um chimarrão só, e entendeu que orixás, apesar dos mitos, são energias, são essências que estão em tudo o que há, por que tudo é Deus, então os orixás estão nas partes correspondentes à sua vibração. E quando a gente consegue transpor a ideia de que orixá não é uma pessoa, começamos a perceber Deus também assim. Não sabemos ao certo o que há fora das nossas vistas, aquilo que não vemos, mas não é por que não vemos que não existe. É uma questão de fé, de acreditar naquilo que não vemos, mas também de colocar à prova do nosso raciocínio, e ver o que faz sentido para o nosso coração e mente.
Ogunhê Meu Pai! Salve o Senhor dos Caminhos!
Eparrey Minha Mãe! Salve a Senhora dos Ventos!
Que os bons ventos de Iansã nos levem pelos caminhos abertos de Ogum, estejamos todos trilhando a estrada da evolução, do aprendizado, no amor fraternal, tudo dentro da Lei Maior e sob a égide da Justiça Divina. Sejamos todos amparados por essa vibração, esse sentimento de tudo poder fazer, porém escolher fazer o que é certo, bom e justo, para nós e para nossos irmãos, por que assim estaremos sempre protegidos por suas espadas.
Que as espadas de Ogum e Iansã cortem todos os males que forem direcionados para nós e para nossos familiares e amigos, impedindo que os perigos cheguem até nós; que as oportunidades nos alcancem provendo nosso sustento, prosperidade e sucesso em tudo o que trabalharmos e desejarmos.
Que esses Orixás nos envolvam em suas energias vivas e divinas nos fortalecendo para os embates da vida terrena, e tenhamos todos a alegria da vitória sobre nós mesmos.
Que assim seja e assim será!
Salve Ogum! Ogunhê Meu Pai!
SalveIansã! Eparrey Minha Mãe!
https://youtu.be/Jn0SuZJn8UI
https://youtu.be/wR05zNR5GCc
Trono da Evolução
Orixá Obaluaê – é o orixá das doenças, mas mais do que isso, é da cura. Sua imagem é de um orixá coberto de palhas, assim como Pai Omulu e o orixá Xapanã, entretanto Xapanã não é cultuado na Umbanda Sagrada, e pai Omulu pertence ao Trono da Geração. Às vezes as pessoas confundem esses três orixás, mas cada um tem a sua vibração específica, e até nos pontos, eles aparecem juntos. No sincretismo religioso aparecem Pai Obaluaê, Pai Omulu, ambos sincretizados com São Roque (16/08) e São Lázaro (17/12).
Pai Obaluaê tem polaridade positiva, é irradiante, universal, pois gera seu fator transmutador o tempo todo, conduzindo à evolução todo os seres, sendo esta a sua atuação principal. Transmutando, atua em diversas áreas do desenvolvimento, não só das pessoas, mas de toda a Criação. 
Mas o que é exatamente evolução? Evolução significa crescer, aprimorar, lapidar, transformar, crescer mentalmente, passar de um estágio para outro, ascender em uma linha de vida de forma contínua e estável, é a renovação do ser, trazendo à tona sempre uma versão melhorada de si. Pai Obaluaê desperta em nosso íntimo essa necessidade de seguir em frente, buscando essa renovação constante, transformando o conhecimento assimilado em sabedoria, em aplicação prática na vida cotidiana.
Pai Obaluaê é o Senhor das Passagens, ele conduz o espírito prestes a reencarnar à vida, auxiliando na redução do seu tamanho, a fim de encaixar perfeitamente no corpo do feto em gestação. Mas também nos auxilia durante a vida, nos momentos de grandes transformações, seja por questões profissionais, pessoais ou de saúde, quando precisamos nos recolher para decantar os sentimentos negativados que estão paralisando a nossa evolução como seres em desenvolvimento que somos.
O Senhor Obaluaê nos ampara sempre que nos sintonizarmos com sua energia vibracional de cura, e a evolução vem com a insistência e a determinação em aceitar e desejar a mudança. Aceitar vem do ato de perceber que age de forma a conduzir-se por um caminho em que está acarretando mais dívidas do que créditos. Essa percepção só é possível quando abrimos mão de nosso ponto de vista cego, e tentamos enxergar com a luz da verdade divina, que estamos errados em nossa posição, mas que podemos a qualquer momento mudar. Desejar vem do ato de aceitação da necessidade de mudar, o desejo vai fazer com tenhamos insistência nessa mudança, por que a aprendizagem não é simples nem rápida. Muitas vezes reagimos da mesma forma, querendo que o resultado seja diferente, e quando compreendemos que para um resultado diferente é preciso obrigatoriamente uma atitude diferente, começamos a entender pai Obaluaê. Por onde começar? Pedindo perdão, primeiramente a si, depois perdoando aos outros, um a um, assim nos liberamos do fardo pesado demais da culpa, da ignorância, da intolerância, do julgamento, do remorso. Para que todo esse esforço? Para seguirmos nosso caminho de evolução. Onde nos leva esse caminho? A Olorum, o Divino Criador.
Pai Obaluaê tem seu ponto de força no cemitério ou campo santo ou calunga pequena. É também chamado de Senhor das Almas, sendo o regente da linha dos Pretos Velhos na Umbanda, que trazem na sua manifestação a serenidade, calmaria e sabedoria. 
Podemos oferendar a pai Obaluaê com velas brancas, vinho doce branco, água potável, coco fatiado coberto com mel, pipoca, margaridas e crisântemos, podendo ser depositado no cruzeiro do cemitério, à beira-mar ou à beira de um rio. A cor vibratória é violeta, e o seu elemento é a terra, principalmente a terra seca.
São ervas que possuem a vibração de Pai Obaluaê: alfavaca roxa, aroeira, barba-de-velho, boldo, cajueiro, carrapateira, cuscuta, erva de andorinha, manjericão roxo, panaceia, paracari, pingo de lacre, rabo de tatu, Sálvia, tabacarana, tapirirá.
Pai Obaluaê, Senhor da Evolução, te pedimos que derrame sua luz sobre nossas vidas, para que possamos organizá-las de tal forma que tenhamos condições de aprender, de evoluir, de avançar na senda evolutiva da Criação, buscando melhorar nossas capacidades de abnegação, de amor ao próximo, de caridade para com os que necessitam, podendo ofertar o que de melhor há em nossos íntimos. Senhor nos ampare nos momentos difíceis de provação, nos envolva com sua energia transmutadora para que possamos vencer os desafios e nessa vitória, saímos mais fortalecidos, mais vividos e mais sábios do que quando começamos.
 Ajude-nos Senhor a seguir em frente em nossa caminhada, permita que possamos nos ver com os olhos da alma, e ilumine com a sua luz nosso trajeto rumo à evolução humana.
Sua benção Pai Obaluaê!
Atotô Obaluaê!
https://youtu.be/mo4YN8WlOk8 
Orixá Nanã Buruquê, é a anciã, a mais velha dos orixás, sincretizada com Santa Ana, a avó de Jesus Cristo, mãe de Maria, traz esse aconchego que os avós nos transmitem, a sabedoria de quem viveu muito, a tranquilidade de quem sabe que não adianta se estressar, a palavra firme e confiante de quem sabe o que diz. Assim é Nanã Buruquê, decantadora das nossas tristezas, dificuldades, acalma nosso coração agitado e acelerado pela vida cotidiana, assim como o pântano é, calmo, sem ondas, mas que esconde muitos segredos sob suas águas lodosas. Águas paradas são o ponto de força dessa orixá, e seu elemento é aquático-telúrico, ou seja água e terra, a mistura perfeita da emoção com a estabilidade.
As ondas vibratórias de Mãe Nanã são decantadora e transmutadora, esse é o remédio para os nossos desequilíbrios, nossos excessos de todas as naturezas. Aquela sensação que estamos em modo lento, parece que tudo está meio parado, pode ser uma manifestação dessa energia que nos diz, para e pensa, reflita, veja se esse é o melhor caminho, ou então, nos diz que depois da decisão tomada não há o que fazer, aguarde, espere. 
Mas o que é decantar? Quando colocamos uma água com impurezas num copo, por exemplo, e deixamos a água parada, toda a impureza desce para o fundo do copo, separando-se da água limpa que fica em cima. Essa é a atuação de Nanã Buruquê em nossa vida, nos ajuda a transmutar as nossas impurezas, fazendo com que fiquemos parados, estagnados, decantando o que não presta, para que possamos seguir em frente mais límpidos, mais puros.
A consulta com os pretos velhos é mais ou menos assim, chegamos afoitos, agitados, nervosos, até irritados, até querendo esconder algo, mas quem resiste aquelas palavras doces, mas firmes, a sabedoria desses anciãos que vem na linha de Umbanda dar uma palavra de conforto e encorajamento para a nossa caminhada?
O ápice da decantação nesta vida terrena é a passagem desta realidade da carne para a do espírito, e quem nos acompanha nessa transmutação para o outro lado da vida é Nanã Buruquê, nos conduzindo com calma e serenidade, e em silêncio ela descarrega o karma e magnetiza o campo vibratório, basta que seja aceita essa energia renovadora, e isso vai depender de como estará a luz interior, se voltada para o apego às coisas materiais ou se voltada para a sensação de dever cumprido nesta vida.
Um ser que é racional e guiado por princípios virtuosos, tem uma luz que reflete em sua aura, dando-lhe um aspecto luminoso, sóbrio e estável, pois resiste aos contratempos que porventura surjam em sua vida.
Nanã Buruquê ainda tem um dos mistérios mais fechados, pois sendo uma orixá de polaridade negativa, cósmica, absorvente, possui seres em seu lado negativo muito fortes e com poderes ainda não conhecidos muito bem. Ainda não sabemos a sua atuação como orixá ativa, sabemos que ela desfaz e decanta os excessos e os vícios.
Oxum, Iemanjá e Nanã formam as três fases ou aspecto do feminino. Oxum na geração, está ligada a infância, é a menina; Iemanjá na idade adulta, estimula a maternidade, é a mulher; Nanã é a sabedoria da maturidade, paralisa a fertilidade, a menopausa, é a idosa. Também são as três mães aquáticas: Oxum na cachoeira e nos rios; Iemanjá no mar; Nanã nas lagoas, pântanos e na água da chuva. 
A Linha de trabalho das Sereias tambémsão regidas por essas três mães orixás. Oxum com as encantadas elementais aquáticas, Iemanjá com os seres naturais como as sereias verdadeiras, e Nanã com as Ondinas ou antigas sereias, que são mais velhas.
São ervas com a vibração de Nanã Buruquê: cedrinho, cipreste, erva-cidreira, lágrima de nossa senhora, manacá, alteia, alfavaca, assa-peixe ou horo, avenca, manjericão roxo, entre outras. A cor da vela e cor vibratória de Nanã é lilás, mas podemos sempre usar branca, as frutas são as de cor semelhante, como a uva, figo e ameixa, e as flores roxas ou lilases.
Amada Mãe Nanã Buruquê, te pedimos humildemente que nos envolva com suas energias acalmadoras, para que possamos acalmar nossa mente conturbada, agitada e preocupada, e tenhamos a possibilidade de melhor enxergar nossas questões diárias; nos envolva com suas energias transmutadoras, para que tenhamos condições de virar o jogo da vida, nos encorajar a seguir em frente certos que estamos amparados pela tua sabedoria e teu amor. Nos ampare e nos oriente nessa vida terrena, queremos evoluir, queremos aprender com nossos erros e com nossos acertos, por isso pedimos a sua bênção. Quem assim seja e assim será!
Salve nossa Mãe Nanã!
Saluba Nanã!
https://youtu.be/T5TaXcLC4tQ
Os orixás estão em tudo na criação, basta observar, todos os seres vivos nascem, crescem, amadurecem e morrer. É o caminho da evolução, e nós espíritos humanizados na dimensão material terrena, amadurecemos um pouco mais a cada reencarnação, a cada atitude altruísta, boa ação ou equilíbrio entre emoção e razão, a cada doença, a cada perda ou desgosto, também amadurecemos, e ai estão os orixás do trono da evolução, Pai Obaluaê, transmutando através das doenças, e Mãe Nanã decantando nossas impurezas. Eles nos acompanham em todos os sentidos da vida e em todos os momentos, mas naqueles de maior provação eles estão conosco nos auxiliando a superar essas dificuldades. 
E a eles recorremos quando precisamos daquela palavra de incentivo, de amor e de esclarecimento diante das adversidades. Estejamos preparados para crescer e amadurecer. Eu comparo esse amadurecer espiritual ao amadurecimento carnal, quando o jovem começa a assumir seus compromissos da vida adulta, e quanto mais ele envelhece, mais entende a responsabilidade nos seus atos, percebe todas as consequências das suas escolhas, e sabe que sempre há outra opção. Já o espírito que amadurece compreende que todos os seus atos terão consequências futuras, e que talvez eles não lembre dessas origens, mas ainda assim é responsável por elas, compreende que a lei do retorno não falha, e que o amor é sempre a melhor opção. Assim, resolve não arriscar mais e dentro deste equilíbrio maia estável, assume seus compromissos e responsabilidades com a espiritualidade que o assiste, sabendo que a sua ancestralidade espera que ele tome a melhor decisão e persista no bem.
As passagens estão contidas nesse trono, passagens de um estado a outro, de um entendimento a outro, é aquele momento em que acontece uma explosão interior, um salto quântico, a eureca, e encontramos a resposta ou a conexão. A energia de Pai Obaluaê nos conduz nesse caminho. 
Sabe aquele momento em que precisamos por a cabeça em ordem, que precisamos de silêncio, de calmaria, fugindo do caos para que os pensamentos sejam postos em ordem? Esse é o momento que Mãe Nanã nos envolve e nos ilumina a mente, mostrando o melhor caminho.
Tudo na Criação é perfeito, em tudo tem a atuação de Olorum e de Suas manifestações que são os Orixás, nunca estamos sozinhos, por que estamos envolvidos por todas essas energias vivas e divinas, que nos amparam nesta caminhada terrena e o nosso destino é a evolução, o desenvolvimento mental, emocional, consciencial e espiritual. 
A Umbanda não tem a única verdade sobre a Criação, cada religião apresenta a sua versão para a história da humanidade, e todas estão corretas, a diferença é que cada pessoa precisa de um modelo religioso mais adequado às suas características pessoais, que são a tradução resumida de toda a sua vivência. Algumas religiões exigem um enquadramento maior, outras um aprofundamento intelectual, tem as que exigem compromisso rígido com seus rituais, umas tem explicação para tudo, outras tudo tem uma explicação. Mas no fundo, muitas situações são semelhantes, se formos estudar profundamente cada uma delas, veremos que há mais pontos em comum do que divergentes. Entretanto o ego e a disputa pelo poder das pessoas fez com que se perdesse muito neste aspecto, é o que vemos ao longo da história, e o que na umbanda tentamos esclarecer: cada um tem a sua verdade, o conhecimento esclarece a pessoa, proporcionando a liberdade de não ficar preso a crenças limitantes, entendendo que tudo é possível, porém a consequência é inevitável. 
Atoto Obaluaê!
Saluba Nanã!
Pedimos que Pai Obaluaê e Mãe Nanã fortaleçam com suas energias nossas forças, que o seu poder nos ampare, que o seu conhecimento nos esclareça e tenhamos a vossa bênção para seguirmos firmes nesta caminhada!
Atoto Obaluaê!
Saluba Nanã!
https://youtu.be/kuP5X9a-SgE 
https://youtu.be/qghJNQ8vIhY 
Trono da Geração
Orixá Iemanjá – quem nunca ouviu falar de Iemanjá? Quem não conhece a simpatia de réveillon de pular 7 ondinhas? Quem não sabe que um banho de mar renova as energias, retirando as cargas pesadas e revigorando o corpo? Quem? Nossa amada Mãe Iemanjá é uma orixá positiva, irradiante, passiva por que emite suas ondas vibratórias o tempo todo para todo mundo, ondas vibratórias de geração, de criatividade, de novas ideias, de novos projetos, enfim ela gera o tempo todo, basta que se entre em sintonia com ela para ser inundado com sua força e poder.
O seu elemento é a água, a dimensão aquática, e água refere-se às emoções, aos sentimentos, e assim como as ondas do mar, no seu vai e vem infinito, sua agitação capaz de grande movimentos em alto mar, mas também capaz de uma calmaria tranquilizadora, assim seguem as nossas emoções, num alto e baixo constante. Entretanto sábio é aquele que domina suas emoções, por que consegue ter uma reação passiva aos acontecimentos mais diversos. Mãe Iemanjá nos conduz para as suas águas salgadas, nos lava de todas as tristezas, angústias e sofrimentos, com suas ondas nos deixa de alma lavada e corpo energizado. Combinação perfeita de água e sal, a água que naturalmente limpa, e o sal que energeticamente é um limpador potente de larvas astrais, miasmas, formas pensamento e outros acúmulos de energias negativas que normalmente se acumulam em nosso campo áurico. Aliás, quando não se pode tomar um banho de mar, pode-se tomar um banho energético com água e sal grosso, do pescoço para baixo, por que o sal é muito corrosivo para a delicada energia do chacra coronal.
Mas podemos também fazer uma visita à praia em pensamento, acomode-se confortavelmente, feche os olhos, relaxe o corpo e se imagine caminhando na praia, sentindo o vento no rosto, sinta a água batendo nos seus pés enquanto caminha, faça uma saudação à Mãe Iemanjá, e perceba os benefícios dessa energização em sua vida.
Mãe Iemanjá nos acolhe sempre, sendo uma mãe aquática, junto com Oxum e Nanã Buruquê, tem a sua atuação na fase adulta do ser, na fase em que é mais criativo, e como somos criativos, em especial os brasileiros, que sempre tem uma solução para tudo, e assim ela nos ajuda no aspecto criacionista e geracionista. Ela, juntamente com Omulu, formam o par vibratório do trono da Geração, dois elementos puros, ela é água, ele é terra, essa combinação fazem com que toda a Criação se multiplique.
Mãe Iemanjá é a amparadora da maternidade, sendo que as conchas são associadas ao útero materno, local onde se gera um novo ser, e esse é um mistério lindo, por que é o portal por onde reencarnamos e temos a chance da evolução na matéria.
Ela tem vários títulos como Rainha do Mar, Mãe dos Orixás, Senhora da Coroa Estrelada, Mãe da Vida, e em todos eles fica clara a magnitude dessa orixá que nos conduz à vida, que nos ampara, que nos auxilia a gerar novas ideias, a criar novas condições, a driblarcom criatividade as dificuldades.
Sua cor é azul claro, sua energia está nas pedras do mar, conchas, búzios e outros elementos oriundos do mar, de preferência que tenham sido encontrados na praia, sem causar nenhum dano à natureza. Podemos oferendar Mãe Iemanjá com arroz doce, flores brancas, sobre um pano azul claro quadrado, com velas brancas e azuis claro em total de 7 velas colocadas na volta.
É a regente da linha de trabalho dos marinheiros, espíritos de trabalhadores ligados ao mar, homens e mulheres que vem trabalhar na linha de Umbanda, fazendo a caridade a quem necessita, com sua alegria e cordialidade. E da linha das sereias, que são seres encantados aquáticos, elas nunca encarnaram, não falam, trabalham com limpeza, purificação e descarga de energias negativas, tendo um poder muito grande nesses aspectos. Para oferendar as sereias é necessário levar à praia a oferenda.
Salve a Rainha do Mar! 
Salve Mãe Iemanjá, pedimos a sua benção, a sua proteção, que a sua vibração aquática nos envolva, nos equilibrando as emoções, clareando nossa mente para que possamos enxergar o que está na nossa frente, nos despertando dessa ilusão, nos ampare nessa caminhada terrena, para que possamos encontrar a calmaria das tuas águas sagradas, e que elas gerem em nossa vida saúde, prosperidade, consciência e equilíbrio. Que assim seja e assim será!
Salve Iemanjá!
Odô Cy Yaba Minha Mãe!!
https://youtu.be/y4ZsaptAyEA
Orixá Omulu – Senhor das Passagens, nos recebe no plano espiritual, após a passagem da vida encarnada para a vida no astral, cura todas as nossas dores físicas, por que lá do outro lado, já não tem coro físico, só permanecendo o quê estiver na alma. Alguns podem confundir Pai Omulu com Obaluaê e Xapanã, mas como já foi dito no Trono da Evolução, Orixá Xapanã não é cultuado na Umbanda Sagrada, e Pai Obaluaê nos ampara no processo evolutivo do ser, e Pai Omulu nos recebe após a passagem de uma vida para outra.
Ele é representado coberto por palhas, semelhante a Pai Obaluaê, em uma alusão às chagas no corpo, e podemos comparar essas chagas com as nossas dores, sofrimentos, culpas, remorsos, por que são esses sentimentos que uma pessoa pode levar para o outro lado da vida. Lembre-se que estamos falando de Pai Omulu, orixá de polaridade negativa, cósmico, absorvente, então ele atua, neste aspecto, nas pessoas desequilibradas, que cometeram excessos, que estão negativadas por conta das suas atitudes durante a vida. Essas pessoas, infelizmente, terão contato com o lado de polaridade mais negativa de Pai Omulu, que é um pai amoroso mas muito rígido, muito correto e exige um respeito sério.
Sempre que um local recebe a vibração de Pai Omulu, sente-se uma paz intensa, como se tudo estivesse em câmara lenta e em silêncio, tamanho é o respeito que a figura dele impõe. 
A cor vibratória de Pai Omulu é a roxa, que é também a cor utilizada nos velórios, justamente por conta dessa atuação dele em receber no plano astral, os espíritos que desencarnaram, encaminhando para o local de merecimento do ser, de acordo com as suas atitudes, seu livre arbítrio, é a hora da colheita de tudo o que foi plantado durante a vida na terra, motivo pelo qual o ponto de força desse orixá é o cemitério, também chamado como a calunga pequena, mas também pode ser a calunga grande, que é o mar. Apesar de seu elemento ser a terra, ele polariza com Iemanjá, a Rainha do Mar.
Para esse momento deveríamos nos preparar durante a vida, buscando sempre uma atitude positiva, conciliadora, procurando não nos envolvermos em situações que possam comprometer com a Lei Maior, resolvendo nossos carmas, sem adquirir mais dívidas, por que na hora da avaliação, quando será revisto tudo o que fizemos, não há como negociar, esconder ou disfarçar, será a verdade nua e crua, e é com base nelas que Pai Omulu irá nos encaminhar para a porta que fizermos jus. A escolha é de cada um, por que o resultado será sentido unicamente por cada um.
Sendo seu elemento a terra, ele dá estabilidade a tudo o que é gerado, e nos lembra que nosso corpo físico deve ser cuidado e protegido. Existem várias informações que dizem respeito ao mistério de Omulu, que o corpo do homem foi feito do barro, que veio do pó e ao pó voltará, são todas expressões que dizem respeito às atuações vibratórias dos orixás, e quando se fala que o homem vai voltar ao pó, refere-se especificamente à Pai Omulu, pois ele guarda nosso corpo físico, quando o espírito é liberado dessa amarra, mas também é responsável por fazer o encaminhamento na hora em que a Lei determinar. E por esta ligação com o corpo físico, podemos orar a ele, pedindo por nossa saúde física e pela orientação dos profissionais da saúde quando em atendimento ou procedimentos cirúrgicos.
O conhecimento sobre a atuação de Pai Omulu é tão abrangente e tão difundida, mas nem sempre nos damos por conta ou fazemos as ligações necessárias para compreender. Veja que os povos de todas as culturas tem em seus campos santos ou cemitérios, como um lugar sagrado, aonde repousam seus familiares e amigos, onde fizeram a transição do plano material para o espiritual, com seus rituais específicos a cada cultura, não sendo admitido qualquer profanação do local nem do ritual. Isso pro que a atuação dos orixás não estão restritos à Umbanda, mas a toda a humanidade, entretanto são referenciados de formas e com nomes diferentes, mas isso não muda o seu objetivo de atuar sobre toda a Criação.
Para diferenciar Pai Obaluaê de Pai Omulu podemos perceber que Pai Obaluaê atua na evolução enquanto o ser estiver encarnado, ou seja sobre a terra, e Pai Omulu atua na passagem da vida material para a vida espiritual, ou seja embaixo da terra.
Pai Omulu pode ser oferendado com velas brancas e pretas ou roxas, água potável, coco fatiado coberto com mel, pipoca, vinho branco doce, flores brancas e roxas e terra. 
Amado Pai Omulu, te pedimos força e coragem, resignação e inspiração para que só pratiquemos o bem. Sabemos que é difícil, pois temos consciência das nossas fraqueza e das nossas imperfeições. Entretanto, Pai Omulu, nós nos esforçamos para sermos dignos da vossa benção e de vosso perdão. Pedimos força, coragem, paz, amparo, saúde física e espiritual e o luzir de nossos espíritos com a capacidade de amar e perdoar. Livre-nos da submissão aos espíritos viciosos, embusteiros e obsessivos, que a maldade não tenha poder sobre nós e que qualquer ação levantada contra nós encontre a vossa presença e se quebre em choque com as obras de luz.
Sagrado Pai Omulu, cure nossas almas feridas e nossos corpos doentes, fortaleça-nos e proteja-nos com vossos recursos do invisível poder de Deus.
Que assim seja e assim será!
Atotô Meu Pai!
https://youtu.be/NXYNNbzK_bM 
Você já parou para pensar tudo o que é gerado? O planeta está em constante evolução, gerando coisas o tempo todo. Imagine as plantas que germinam, as pessoas que se reproduzem, gerando novas pessoas, ideias que são postas em práticas, novidades o tempo todo.
A intensa atuação de Mãe Iemanjá, sustentando energeticamente toda a Criação em ampla expansão, somente é possível compreender quando nos abster do raciocínio racional e deixar que os olhos da alma percebam esses movimentos. A atuação de um orixá vai muito além do que podemos entender, do ponto de vista de um encarnado, justamente por que é uma força que permeia reinos, sistemas, indivíduos e grupo de seres vivos muito diferentes entre si, mas mesmo assim iguais quando se compara ao todo. 
Sendo tudo igual no micro como no macro, podemos ter uma breve noção do poder divino, quando vemos uma flor desabrochar, um sabiá cantar, um bebê que nasce, um nova ideia surgindo, vemos ao vivo e a cores a atuação de Iemanjá, fazendo com que tenhamos condições físicas, mentais, emocionais e espirituais de continuar aprendendo, arriscando novas teses, e evoluindo com essas experiências. 
E Pai Omulu, com sua energia estabilizadora, nos ampara na hora da passagem de volta para casa, quando terminamos nossa missão aqui, mas também atua em quem atenta contra a vida de alguémou contra a sua própria vida. Neste aspecto, precisamos fazer uma reflexão. Quem atenta contra a vida? Todos que colocam seu corpo físico em situação de perigo, seja com má alimentação, com vícios de toda a espécie, se colocando em situações perigosas como diversão, arriscando a sua vida e saúde de qualquer forma, mesmo que não tenha essa intenção. 
No plano astral, o espírito após desligar-se do corpo físico será atraído magneticamente para o local aonde houver ressonância com sua vibração individual. Existem locais específicos para cada forma de vibração, aonde os espíritos são agrupados por semelhança. E não adianta falar ou argumentar, por que no plano astral, somos transparentes, ou seja, tudo o que somos verdadeiramente não pode ser escondido. E fazer esse transporte é um das atuações de Pai Omulu, encaminhar cada alma para o seu lugar na criação. 
Mãe Iemanjá nos traz a vida encarnada, Pai Omulu nos conduz de volta ao plano astral.
Ela nos impulsiona com a geração de novas ideias, com criatividade, apresentando novas possibilidades, novos projetos, e Ele nos dá a estabilidade para prosseguirmos com essas novidades, para que tenhamos condições de avançar com segurança e evolução. 
Odo Cy Iaba Mãe Iemanjá!!!!
Atotô Pai Omulu!!!
https://youtu.be/Er_Fz4xYGZk
https://youtu.be/x-s3B6-vJd0
Encerramos o estudo dos Tronos Divinos dos orixás de direita, luminosos, que atuam nas faixas vibratórias positivas do Alto. Podemos ver que em todos os sete sentidos da vida, a atuação de todos os orixás é muito presente em nossa vida, mesmo que a gente não os conheça, ou que só tenhamos alguma noção sobre eles, independentemente do nível de conhecimento, eles estarão nos amparando, sustentando, corrigindo, expandindo, paralisando, movimentando, reforçando a nossa fé nas coisas divinas.
Trono da Vitalidade
Orixá Exu
E agora vamos passar aos tronos divinos dos orixás que ficam à esquerda de Olorum, que também tem a sua atuação em nossa vida, independente se conhecermos eles ou não. Passamos a ver o Trono da Vitalidade, do Sagrado Orixá Exu, à luz do conhecimento trazido por Pai Rubens Saraceni, descrito amplamente em seus livros doutrinários e ritualísticos da Umbanda Sagrada, e também nos diversos romances que tem a figura de Exu como personagem central. E quem desejar se aprofundar nesse estudo recomendo os livros de Pai Rubens Saraceni, e no assunto Orixá Exu para começar, o livro Guardião da Meia Noite, dá uma ideia muito peculiar sobre quem são os Exus.
Mas aqui, em nosso estudo, vamos começar dizendo que o Exu aqui apresentado é baseado na literatura da Umbanda Sagrada, sem no entanto menosprezar de forma alguma o conhecimento trabalhado em outras vertentes, mas que eu desconheço.
E para começarmos, vamos dizer o que Exu não é!
Não é diabo, não faz o mal, não mata ninguém, não amaldiçoa, não atrapalha, não desvirtua, não é marido de Pombagira, não é escravo nem empregado de ninguém.
Os Exus são ligados à esquerda em oposição de equilíbrio com a direita, a fim de manter-se equilibrada a balança energética. Entretanto sempre foram mal compreendidos e excluídos, sendo vistos com intolerância e ingratidão. Pessoas canhotas eram vistas sob suspeitas aos olhos do clero e da população da Idade Média, em francês esquerdo/esquerda é gauche, que também significa atrapalhado, destoante; em italiano esquerdo/esquerda é sinistro/sinistra, o que nos lembra algo obscuro. Eles foram vítimas da discriminação até mesmo por parte de antigos religiosos do candomblé que os tinham por escravos ou diabos, enquanto alguns umbandistas afirmavam não quererem nada com Exu. 
Os símbolos de Exu pertencem a uma cultura diversa do universo cristão, aonde a sexualidade não representa um pecado; onde o tridente representa os caminhos e não algo infernal. No tipo de atuação desempenhado por Exu, vibrações cromáticas específicas são necessárias, por isso a predominância do vermelho e do preto, assim como elementos e ferramentas utilizadas como capas, bastões, caveiras etc. 
Do ponto de vista histórico e cultural, quando as comunidades que cultuavam os orixás perceberam que os católicos ligavam Exu com o diabo cristão, usaram conscientemente esse temor que Exu causava neles, como mecanismo para afastá-los dos seus locais de encontros e rituais, para que não prejudicassem suas manifestações espirituais. Nesse sentido, muitos pontos e nomes de Exu fazem referências infernais.
Na nossa sociedade é comum ser valorizado mais as profissões que tem algum glamour ou status que destaquem seus trabalhadores, por exemplo os médicos tendem a ser mais destacados que os lixeiros, mas ambos tem a sua importância na sociedade, não sendo possível dispensar nenhum deles. Assim também ocorre no plano espiritual, alguns guias tendem a ser mais valorizados que outros, como se o Caboclo fosse mais importante que o Exu, por exemplo, ou o Preto-Velho, mas na verdade cada um tem a sua atuação específica, e todos são importantes para a nossa evolução.
Laroye Exu!
Exu é Mojubá!
Pedimos humildemente, Orixá Exu, que abra os nossos caminhos para a compreensão de vosso mistério, e dos mistérios da religião Umbanda, com base nos ensinamentos trazidos a nós, para que possamos nos esclarecer, nos libertando das crenças limitantes, das dúvidas e medos que temos, e seguindo o caminho do bem e da caridade, tenhamos o nosso aprendizado amparado por ti.
Laroye Exu!
Exu é Mojubá!
https://www.youtube.com/watch?v=EC-Vyl6Sk2g
O Trono da Vitalidade do Orixá Exu é complexo para compreender, e mais complexo ainda para desmistificar o que sempre se soube, ou se pensou que soubesse sobre essa energia que nos envolve, por isso vou compartilhar um vídeo de Pai Alexandre Cumino, Sacerdote de Umbanda Sagrada de São Paulo, Bacharel em Ciência da Religião, que fez uma série de vídeos estudando a Biblia, e num desses vídeos ele fala sobre o diabo, sua fala é muito simples de compreender, sendo um conhecimento interessante para desconstruir o que tínhamos como o certo. Bom vídeo a todos! E quem se interessar pelo estudo da Biblia, assista aos outros vídeos, são muito interessantes!!
https://www.youtube.com/watch?v=3yPjBhIVqyo&list=PLMuwFjlbAUq09_IEjYm3xR10SFb3TKL0H&index=2 
Orixá Exu – segundo a gênese trazida pela literatura, o Orixá Exu foi o primeiro orixá exteriorizado do interior de Deus. No princípio só Deus existia, e quando Ele criou o universo, primeiro o imaginou como seria. Cada orixá é uma fonte geradora e mantenedora para gerar repetindo e mantendo o padrão divino em toda a Sua criação. E como nada existia fora de Deus, a sua primeira criação foi o vazio absoluto, e o deu a Exu. Nessa esfera vazio, Oxalá criou o espaço e nele foi colocada toda a Criação.
Esse é um resumo bem reduzido de toda uma explicação sobre a gênese divina segundo a Umbanda Sagrada, mas aqui nos ajuda a compreender onde está o Orixá Exu na Criação. A palavra Exu, significa em yorubá “esfera”, dando um sentido de que tudo o que há na Criação está em Exu, assim ele atua em todos os pontos de força, ele manipula todas as ervas e elementos. Como ele manifesta esse mistério que é o vazio, pode-se dizer que a delimitação do campo energético de cada corpo materializado, para que a matéria de um não se misture ou confunda com a matéria de outro, é feita com uma finíssima camada de vazio entre um corpo e outro. Assim Exu está na individualização de tudo, desde a menor partícula até o maior corpo celeste. Imagine um átomo de qualquer elemento químico, mesmo em uma porção maior, com inúmeros átomos, podemos dizer que é um elemento puro, entretanto cada átomo se mantém individualizado. 
Ele é sempre oferendado em primeiro lugar, como uma forma de lembrarmos que o vazio foi o primeiro estado da criação e para que houvesse a possibilidade de tudo existir.
O Trono da Vitalidade é o que nos impulsiona a frente, para que possamos enfrentar os obstáculos nos dá a força necessária, para avançarmos e continuarmos avançando. Desta forma o mistério vitalizador de Exu nos mantém em constante movimento, evolução e mesmo queo ser esteja paralisado, estará sendo amparado por esse mistério que se vitaliza de um lado, em seu pólo negativo desvitaliza de acordo com os ditames da Lei Maior. E esse aspecto duplo em si mesmo, torna o estudo deste orixá fascinante, por que mesmo que seja um orixá da esquerda, que ele incentiva o ser a progredir na sua evolução, entretanto quando há o desequilíbrio, desvirtuando o ser para o lado negativo, esse mesmo orixá desvitaliza, ou seja, atua como os orixás cósmicos da direita, que paralisam o ser desequilibrado em seus domínios. Orixá Exu faz os dois lados, por que seu mistério é tripolar, ou seja tem polaridade positiva, negativa e neutra.
Orixá Exu atua como agente cármico, ativado pela Lei Maior ele age na vida das pessoas como paralisador e esgotador de carmas grupais ou individuais. Por esgotador, pense em alguém que goste muito de doce, e por algum motivo é obrigado a comer muito doce, no início é bom por que gosta, mas com o passar do tempo começa a não gostar mais tanto assim, mas continua sendo obrigado a comer doce, até que não aguenta mais e se compromete a não comer mais para não prejudicar a sua saúde, por exemplo. Isso é o esgotamento, o ser vivencia tudo aquilo que gostava de vivenciar ou forçava outra pessoa a vivenciar, mas que é contrária à Lei Maior, portanto contra a vontade de Deus. É uma forma de aprendizado pela dor.
Assim, muitas situações vistas sob o nosso ponto de vista são injustas, mas sob a ótica da Lei Maior e de Exu, são perfeitamente justas. A questão é que nós não sabemos de todas as coisas como supomos, na verdade sabemos muito pouco de quase nada, o que não nos permite fazer julgamentos alheios.
Na linha de trabalho de Guardiões, aonde trabalham Exus, Pombagiras, Exus Mirins e Pombagira Mirins, iremos aprofundar mais sobre a atuação do Exu de Lei, guia de Umbanda compromissado com a Lei Maior e a Justiça Divina, e outros Exus e Espíritos que se apresentam nas terreiras de Umbanda.
A compreensão do Orixá Exu é tão complexa e ampla, que tem um livro para falar da sua atuação, e isso é importante de ser estudado por que no início da Umbanda, ele não recebeu muita atenção dos estudiosos da época, e muitos ainda se referiam como serventes dos Orixás, aquele que pega a oferenda e leva para o Orixá, ou recebe o pedido da pessoa e leva para o Orixá. Atualmente esse entendimento vem sendo esclarecido, e Exu vem sendo reconhecido como Orixá, com seu fator vitalizador, com seus aspectos tripolares, e individualizador de cada parte da Criação. 
Em muitos escritos além da serventia, Exu foi sincretizado com deidades tidas como negativas ou do mal, como Lúcifer, Bel Zebu, etc, o que na verdade não são diabos, como já vimos no vídeo de Alexandre Cumino. Entretanto foi o suficiente para que as pessoas que combatiam e ainda combatem a Umbanda terem argumentos para associá-la ao culto do mal, do satanismo, magia negra, etc. O que não é verdade, mas como os umbandistas não tinham conhecimento para contrapor esses argumentos, o consciente coletivo foi sendo moldado com essa informação. Por isso fizemos aquela introdução de desconstrução da imagem de Exu, a fim de podermos olhar para esse Orixá tão importante na nossa vida, com o respeito que ele merece.
Sagrado Orixá Exu, pedimos a vossa proteção, amparo e sustentação, que possamos ter a vossa força em nosso benefício, nesta caminhada terrena cheia de obstáculos colocados por nós mesmos, com dificuldades que criamos para nós mesmos, que a sua vitalidade nos traga clareza sobre esses processos cármicos que estamos inseridos. Perceba em nosso íntimo a vontade de evoluir, de aprender, de se desprender das crenças limitantes e de tantas informações que não condizem com a verdade mas próxima da Umbanda, que é Sagrada por ter tantas divindades olhando por cada um de nós.
Laroye Exu!
Exu é Mojubá!
https://www.youtube.com/watch?v=lf3v-7SvyxM 
Trono do Desejo
Orixá Pombagira
Vamos começar a conhecer Orixá Pombagira destacando o que ela não é. Essa orixá não é prostituta, mulher da noite, vagabunda ou qualquer outro adjetivo depreciativo que possa ser aplicado à mulher. Essa energia tripolar, absorvente, irradiante e neutra, ou seja, negativa, positiva e neutra, sempre foi mal compreendida e manifestada muito mais de acordo com o interior do médium do que com a real condição da orixá e das suas falanges.
Orixá Pombagira tem um longo envolvimento com a evolução do ser humano, desde os primórdios dos tempos. Amparou e sustentou através de vários nomes místicos de divindades femininas, sempre esteve presente no imaginário coletivo e está cada vez mais atuante de forma ostensiva. Lilith, Inana e outras deusas eram representantes da Grande Orixá Pombagira, o feminino sagrado que foi relegado a ser serviçal do ser masculino em todos os âmbitos da terra. Entretanto, atualmente a força do sagrado feminino vem se levantando, se empoderando através de atitudes de afirmação de autoestima, de autossuficiência, de segurança interior das mulheres que estão compreendendo que são iguais ao homem, não inferiores nem superiores, que cada um tem a sua função primordial na Criação, e ambas são importantes e imprescindíveis. 
Essa compreensão é fundamental para entendermos Pombagira. Por que ela é esse empoderamento feminino de saber o que quer, pra que quer e como quer, sem se submeter à vontade de ninguém, ter a sua autoestima elevada e confiante de que está certa em querer um lugar ao sol, que não precisa que alguém permita, se ela própria se permitir, não depende emocionalmente de outra pessoa, por que pode ser emocionalmente equilibrada, segura de suas necessidades e capacidades também. Pombagira nos traz essa certeza de que podemos ser e ter o que quisermos, temos condições para tudo, basta que queiramos.
O sagrado feminino é tão forte e poderoso quanto o sagrado masculino, mas com um viés diferente, justamente por que são complementares, ela é o sentimento, ele é a praticidade, ela é o cuidado, ele é a luta, e ao contrário também, por que não ele ser o sentimento e ela a praticidade, ele ser o cuidado e ela a luta? Todos nós temos condições de sermos qualquer aspecto que quisermos.
Por isso Pombagira se apresenta como aquela mulher que bebe, fuma, dança e canta, sem se preocupar se tem alguém observando ou não, ela faz por que quer, sem pudor nem medo de ser feliz e assim atua na vida das pessoas, envolvendo com sua energia de estímulo para a vida. Não falamos somente de estímulo sexual, mas todo e qualquer estímulo, desejo, vontade, que nos faça correr atrás daquilo que queremos, seja trabalho, amor, prosperidade, estudo, vida.
Ela abre nossos caminhos em direção aos nossos objetivos, e nos auxilia nesta caminhada nos fortalecendo o impulso energético para avançarmos cada vez mais.
Laroye Pombagira!
Pombagira é Mojubá!
Salve Senhora, Salve Grande Deusa que nos acompanha e nos ampara todos os dias, nos envolva em seus ondas energéticas estimuladoras, nos auxilie nas nossas lutas terrenas nos dando força e vontade para conquistarmos nossos objetivos, esteja conosco nos orientando no momento das escolhas, para que possamos seguir pelo melhor caminho, mantendo uma postura de honradez e justiça para com todos.
Laroye Pombagira!
Pombagira é Mojubá! 
https://www.youtube.com/watch?v=JAJi1SLsOto
Orixá Pombagira – tanto o orixá Exu quanto a orixá Pombagira atuam dentro do ser, no íntimo, em aspectos internos que normalmente não estão à amostra. Eles não são pares vibratórios, cada um tem um trono específico para o seu mistério, por que cada um possui ambas as polaridades positiva e negativa, e mais a neutra. Nos tronos dos orixás de direita, cada trono apresenta dois orixás, um positivo e outro negativo, sendo que o positivo irradia o seu poder o tempo todo, e o negativo absorve as energias negativadas dos seres que se desequilibraram em seu sentido da vida, atraindo eles para serem reequilibrados novamente. Nos tronos da esquerda, o orixá de esquerda tanto irradia o seu mistério quando absorve os negativismos desequilibrados, atraindo os serespara o seu domínio para serem esgotados. A esses orixás de esquerda chamamos de tripolares, por que tem em si o mistério irradiador e absorvedor, e mais o neutro, que equilibra os dois. Por essa razão cada um tem o seu trono próprio. 
Alguns podem perguntar por que se utilizam de elementos como tridentes, cachaça, cigarros, charutos, capas, cartolas, saias rodadas, e as cores vermelho e preto, isso acontece justamente por conta das ondas vibratórias que emanam de seus domínios, esses elementos são usados como condensadores, irradiadores, direcionadores das suas vibrações energéticas. Na verdade, ao longo da história, por todas aquelas questões de ligar esses orixás a entidades demoníacas, foi sendo inserindo no inconsciente coletivo essa informação equivocada, de que esses elementos pertencem aos demônios, diabos etc. E antigamente as religiões de matriz africana, eram muito fechadas, principalmente por causa da discriminação que sofriam, mantinham a característica de repassar o conhecimento de forma oral, dentro das terreiras e roças, exclusivamente para os seus adeptos, assim permitiram que essa imagem depreciativa se alastrasse. E até mesmo eles, em alguns casos, foram contaminados com tais informações, reforçando essa relação de Pombagira com prostituta e de Exu com demônio.
Muito ainda há para ser revelado, estamos apenas no início desta compreensão que é muito ampla e complexa, mas como se diz, a cada passo avançamos um pouquinho em direção ao conhecimento.
Fato é que Orixá Exu e Orixá Pombagira vem aos terreiros através de seus manifestadores, os guias de umbanda da linha de trabalho dos Guardiões, fazer cumprir a lei maior e a justiça divina, retiram quem tem que ser retirado, educam quem deve ser educado, orientam quem pode ser orientado, e entre uma risada, uma rodada, uma taça de champagne, de cachaça ou de água, eles vão desmanchando magias pesadas arriadas contra os consulentes, limpando os seus campos áuricos de todas as formas pensamento negativas, miasmas, larvas astrais impregnadas há muito tempo, mas que só podem ser limpas na hora certa.
Para Exu e Pombagira, o certo pode ser errado e o errado pode ser certo, e lhes digo, eles estão certos, por que atuam somente segundo a Lei Maior, nada fazem sem que haja ordem de quem de direito. Para nós, encarnados, que não temos acesso ao contexto astral e cármico, não podemos entender esse certo e esse errado, mesmo que para nossa compreensão, esteja errado.
Os espíritos que atuam sob essa irradiação de esquerda, são trabalhadores abnegados, que se colocam a disposição da espiritualidade para auxiliar na evolução dos encarnados, e ao mesmo tempo prestam seus serviços em outras atividades no astral. Engana-se quem pensa que eles só trabalham na terreira de Umbanda, sob a mesma roupagem, eles possuem capacidades extrafísicas, que não podemos conceber com nossa mente de terceira dimensão.
Pra quem acha que não precisa de Pombagira, pense numa vida sem estímulo algum, sem vontade de nada, seríamos completamente apáticos, vegetativos. Então se levantamos de manhã com energia, com alegria, se temos vontade de cozinhar, de estudar, de comer, de trabalhar, de crescer e evoluir, é graças à atuação de Pombagira que nos estimula a desejar algo e tudo o mais, em todos os sentidos da vida.
Podemos oferendar a Exu com cachaça, charuto, punhal pequeno, tridente com pontas retas, cravos vermelhos, velas pretas ou vermelhas e pretas, moedas, fitas pretas e vermelhas, folhas de mamona. Esses são alguns dos elementos que podem ser utilizados para oferendar esse orixá. Exu manipula todas as ervas, então se verifica para qual a finalidade que ser, qual a erva que será utilizada.
Esse orixá sustenta toda a linha de trabalho dos Guardiões, também conhecidos como Exus, que são entidades compromissadas com a Lei Maior, então são Exus de Lei, fazem descarrego, limpeza energética, desmanche de magias pesadas negativas, doutrinação e encaminhamento de espíritos sofredores, zombeteiros e obsessores, entre muitas outras ações.
Podemos oferendar a Pombagira com champanhe rose ou branca, com rosas vermelhas, velas vermelhas, vermelhas e pretas, vermelhas e brancas, cigarrilhas ou cigarros finos, perfume, espelhos, joias ou bijuterias, batom, moedas, caldeirão de ferro (pequeno), tacho de cobre (pequeno), fitas vermelhas e pretas, frutas como morango, maçã, ameixa, doces, incenso, canela em casca, pó de ouro, etc. As ervas mais utilizadas para Pombagira e que tem uma vibração feminina muito forte é a Artemísia, mas pode-se utilizar também pitangueira, manjericão, malva, alecrim, cravo e canela, entre outras.
Essa orixá sustenta toda a linha de trabalho das Guardiãs, também conhecidas como Pombogiras ou Pombagiras, que também são comprometidas com a Lei Maior, e atuam no descarrego das energias deletérias que as pessoas vão absorvendo ao longo dos dias, dos espíritos que vão se conectando a elas, mas também atuam na alteração da energia pessoal, harmonizando, equilibrando e renovando, entre muitas outras ações.
Laroye Pombagira!
Pombagira é Mojubá!
Salve Senhora das Encruzilhadas, te pedimos humildemente que nos envolva em suas ondas vibratória de estímulo, para que possamos ter disposição suficiente para seguirmos nossa caminhada com energia criativa, com capacidade evolutiva e com força expansiva. Abre nossos caminhos para que as encruzilhadas sejam para nós, pontos de escolha segura, pensada e analisada dentro dos ditames da lei maior e que esse momento seja o plantio para termos uma boa colheita mais adiante.
Nos proteja e nos ampare Senhora dos Desejos, nos sustente nas horas difíceis, de sofrimento, dúvida e medo, por que queremos evoluir pela via do conhecimento e da experiência.
Laroye Pombagira!
Pombagira é Mojubá!
https://www.youtube.com/watch?v=gUZIX-UIzTU
Sabem por que a Orixá Pombagira é temida? Por que ela exige um comportamento reto e responsável. Sim, um comportamento reto é aquele que não tem atalhos, jeitinhos, deixa pra lá ou ‘tá bom qualquer coisa, mas é correto independente de quem vá levar vantagem, é o que tem que ser. Ela trabalha como agente cármica, isso quer dizer que cobra de quem deve pagar e entrega para quem deve receber, de acordo com a Lei Maior, uma lei divina que é imutável, perfeita e se aplica a tudo e a todos, em qualquer tempo. Pode até parecer que demora ou que não vemos essa atuação, mas a lei atua sempre, basta abrir os olhos para ver com isenção, sem paixões, sem defender o que pensamos ser o certo. 
Porém como todos nós devemos algo, sempre há aquele medo de que ela coloque exposta nossa fraqueza, por isso é preciso muita responsabilidade para atuar numa religião como a Umbanda, já que trabalhamos diretamente com os aplicadores da lei. Essa posição não nos dá nenhum privilégio, pelo contrário, nos impõe uma reforma íntima verdadeira, com renovação dos sentimentos, substituição de paixões por sentimentos nobres, esclarecimento, autoconhecimento, e sobretudo, vontade inabalável de evoluir, aprender com nossos erros e nos colocar à disposição da espiritualidade para a prática da caridade verdadeira.
Trabalhando desta forma, não há nada o que temer, por que do nosso íntimo Pombagira irá extrair vontade de aprender, e assim ela nos ensinará o que há de mais importante nesta vida, o respeito a todos, independentemente de qualquer aspecto que possa nos diferenciar como pessoas. E é uma viagem ao interior da essência humana deslumbrante, por que a cada momento ela nos ensina algo, nos mostra uma situação que liga com um processo, e todo um entendimento é desvendado. Mas para isso, é preciso isenção, estar com o copo vazio, ou seja, compreender que não sabemos nada, por que somente assim poderemos aprender algo, pois se pensamos que já sabemos tudo, não haverá espaço para novos aprendizados.
Pombagira é muito mais do que uma taça de champanhe e uma cigarrilha, é a compreensão de que todos somos iguais, que hoje somos o que somos, mas já fomos o outro, já agredimos e fomos agredidos, e o destino nos coloca cara a cara com nossos algozesde outrora para o perdão abençoado. E ela nos dá o estímulo necessário para prosseguir em frente e enfrentar nossos medos, nossos demônios internos, nossas trevas particulares.
E Orixá Exu, que também é agente cármico, lida com toda a sorte de espíritos trevosos, magos negros, verdadeiros maiorais do submundo, por isso não poderia ser diferente a sua roupagem, que mete medo em quem tem dívidas com a Lei. E como lida com esse público, ele tem a habilidade de conhecer o íntimo de cada um, e enquanto você caminha até ele para a consulta, ele já sabe tudo sobre você, não se engane com a sua risada fácil ou com a fumaça do charuto que ele assopra para cima. Nesse momento ele está desmanchando magias negativas, está limpando o seu campo áurico, está tirando de cima de você muitos espíritos obsessores que estão sugando a sua energia.
Exu matou um pássaro ontem com a pedra que arremessou hoje. É um ditado ioruba que demonstra que Exu nos ensina que podemos reinventar o passado a qualquer momento, basta que a nossa vontade seja posta em prática, que a roda gire. Estamos ainda muito aquém de compreender Exu em sua ampla atuação, por enquanto podemos comparar ele aos nossos policiais que vigiam a cidade em busca de delinquentes. Só que Exu tem uma vantagem, só de olhar para alguém ele conhece o seu íntimo, sentimentos, vontades, desejos e intenções, não há como enganar um Exu de Lei. 
Esse é um dos motivos de serem temidos, nada escapa ao seu olhar. Outro é a força moral que possuem, pois quando ele diz alguma coisa ou determina que algo seja feito, é melhor acatar e cumprir, pois sua palavra é reta e justa. 
A Lei Maior é uma estrada larga, possibilita que a gente ande nela de um lado a outro sem problemas, mas não ultrapasse o limite da borda, pois assim estará em situação de fora da lei, e nessa situação só há os rigores da Lei Maior e da Justiça Divina.
Então é fácil seguir a religião de Umbanda, basta ter disciplina, responsabilidade, equilíbrio, discernimento, fazer a caridade, ter sentimentos nobres, fazer a reforma íntima. Bem, mas se alguém já tem tudo isso, não estaria encarnado, a não ser que fosse em missão de alto grau de luz. Não, precisa na verdade ter claro que o equilíbrio entre o coração e a mente é o segredo para se manter dentro dos limites da Lei, também precisa compreender que estamos todos aprendendo, sempre, e aprendizes que somos vamos errar e vamos acertar, e está tudo certo, por que até mesmo no erro há acerto. E com isso vem o respeito, e nem me refiro ao respeito ao próximo, mas o respeito a toda a Criação Divina. Do respeito vem o amor, não o amor apaixonado, mas o amor perene, suave, compreensivo e incondicional. Estamos no caminho, vamos em frente, Exu vai abrindo nossos caminhos, nos levando em segurança ao nosso destino.
Assim entendemos, mesmo que somente uma breve noção, sobre Orixá Exu e Orixá Pombagira, sabendo que esses orixás sustentam uma linha de trabalho, a linha dos Guardiões, que vamos ver mais tarde nas linhas de trabalho, há muito mais ainda para ver sobre esses guias que estão mais próximos de nós do que imaginamos. Ah! Exu não é marido de Pombagira, só pra ficar bem claro!
E assim pedimos a bênção à Sagrada Orixá Pombagira e ao Sagrado Orixá Exu, nos protejam com suas forças divinas e cósmicas, nos envolvam em suas energias vibratórias para que possamos ter força, coragem, ânimo e determinação para seguir com nossos aprendizados, que sejam bem compreendidos para não haver muitas repetições, evitando o sofrimento em demasia. Nos ampare para que nossa consciência se expanda com segurança, que os processos cármicos, energéticos e de vivência sejam entendidos positivamente.
Laroye Exu! Exu é Mójubá!
Laroye Pombagira! Pombagira é Mojubá!
https://www.youtube.com/watch?v=IMg4xihC_54
https://www.youtube.com/watch?v=wgHTdSotx4s 
Trono das Intenções - Orixá Exu Mirim
Trono da Satisfação - Orixá Moça Menina ou Pombagira Mirim
Para falarmos sobre esses dois tronos divinos, precisamos compreender outro assunto que consta na literatura de Rubens Saraceni, os planos da vida.
Quando um espírito é exteriorizado do interior de Deus, ou seja nasce, começa uma evolução inconsciente por várias fases, em cada plano divino. Esses planos tem aspecto e forma diferentes entre si, mas com uma semelhança importante, a centelha divina é a mesma, o espírito verdadeiro, a semente que nos dá a individualidade é a mesma em todos esses planos. O que nos diferencia uns dos outros são as nossas escolhas. Mas a possibilidade de escolher só é dada ao espírito em determinado ponto desta estrada.
Vejamos os 7 planos da vida:
1º Plano – fatoral – a centelha divina repousa num oceano energético, cheio de fatores divinos, ou seja, a menor partícula de energia, e cada ser absorve um tipo de energia que vai dar a sua individualidade ao longa da sua trajetória. Esses fatores estão ligados aos orixás, sendo que cada orixá emana um fator específico. E o ser vai absorvendo um tipo de cada vez, de forma inconsciente, mas totalmente amparado pelas divindades mantenedoras deste ambiente.
As ondas divinas conduzem os fatores por toda a Criação, saindo de Deus e dando uma volta por todos os planos, por todos os seres, e retorna a Deus. Essas ondas fatorais são:
- 1ª onda fatoral – onda congregadora – cristalina (Oxalá)
- 2ª onda fatoral - onda agregadora – mineral (Oxum)
- 3ª onda fatoral – onda expansor – vegetal (Oxóssi) 
- 4ª onda fatoral – onda equilibradora – ígnea (Xangô)
- 5ª onda fatoral – onda ordenadora – eólica (Ogum)
- 6ª onda fatoral – onda evolucionista – telúrica (Obaluaê)
- 7ª onda fatoral – onda criacionista – aquática (Iemanjá)
Observem que cada onda se relaciona com os orixás de polaridade positiva, colocado em parêntese para fazermos essa ligação. A centelha divina, que ainda é conduzido pelos orixás, vai passar por todas essas ondas fatorais, e em cada uma vai criando uma camada em volta do núcleo, que é a própria centelha divina. Podemos fazer uma comparação neste plano com o óvulo fecundado pelo espermatozóide, o zigoto.
Quando o ser estiver maduro o suficiente, ele é conduzido ao segundo plano da vida, o plano essencial.
2º Plano – essencial – neste plano da vida, o ser será alimentado por essências, até que a centelha cresça e pareça com um casulo, um ovoide. Essas essências vão sendo absorvidas, e elas vão preenchendo o espaço interno, dando-lhe a forma ovalada.
A centelha, no interior deste ovoide, toma a forma de uma estrelinha pulsante, e de acordo com a forma dessa estrelinha pode-se identificar qual o fator que está sustentando ela. Esse fator identifica o orixá ancestral, e será o mesmo durante a eternidade.
O ovoide, neste plano, irá acender-se e apagar-se regularmente, quando acende está devolvendo ao ambiente as essências absorvidas que não usou, quando apaga, está absorvendo as essências que alimentam e sustentam o seu desenvolvimento.
Se a qualidade de um ser é ordenadora, por exemplo, ao final do estágio neste plano da vida, terá se qualificado em alguma natureza ordenadora, como da fé, do amor, do conhecimento, da justiça, da lei, da evolução ou da geração. Ao redor do ovoide irá se formar um disco muito sutil, como os discos do Planeta Saturno, na verdade é um campo eletromagnético que irá proteger a centelha divina.
E quando estiver maduro o suficiente, será conduzido ao 3º plano da vida, o plano elemental.
3º Plano – elemental – as energias elementais são a condensação das energias essenciais. E agora o ser alimenta-se de energias elementais, e se assemelham ao feto no útero de suas mães, onde são alimentados pelo cordão umbilical. Todo ser é alimentado por um cordão energético puro que vai afinando e perdendo a sua utilidade à medida que o corpo elemental básico vai desenvolvendo seus órgãos básicos, vão surgindo os chacras, que começam a captar energias elementais do ambiente aonde vivem. 
Aqui o ser alimenta-se de uma única essência, cristalina, mineral, vegetal, ígnea, eólica, telúrica ou aquática, vai passando de um nível a outro dentro da mesma dimensão essencial,assim vai amadurecendo até que esteja pronto para ser conduzido ao 4º plano da vida, o plano dual.
4º Plano – dual – chama-se dual ou bielemental, por que o ser começa a absorver um segundo elemento, então se o ser estava eólico e vivia numa dimensão essencial eólica, agora entrará em contato com outro elemento, proporcionando uma aceleração na sua evolução, ajudando a formar o seu emocional.
A dualidade entre razão e emoção é o objetivo da vida nesse plano, por que precisam buscar o equilíbrio entre dois elementos diferentes. Dependendo da combinação dos elementos, podemos dizer que se complementam ou se polarizam. Por exemplo ar e água se combinam, já ar e fogo se polarizam; cristal e mineral se combinam, mas cristal e fogo se polarizam.
Os tronos responsáveis pelo plano dual são muito rígidos e vigilantes, por que nos seus domínios estão os instintos básicos, e manter o equilíbrio emocional é muito importante. Por isso é o mais difícil, e assemelha-se a adolescência, onde a natureza instintiva aflora e cada jovem tem de ser trabalhado o tempo todo por causa da sua rebeldia. 
Quando são reconhecidos por estarem amadurecidos o suficiente para prosseguir sua evolução, são encaminhados ao 5º Plano da vida, o plano encantado. Mas pode acontecer de seres do plano encantado ou do plano natural, serem atraídos para o plano dual, o que seria um sinal de que está falhando em algum sentido da vida.
5º Plano – encantado – esse plano é formado por combinações de energias elementais puras, energia dual de onde o ser veio, combinado com uma terceira energia elemental neutralizadora, ativadora ou apassivadora. 
Os seres já possuem um emocional desenvolvido e equilibrado, assim podem apurar a sensibilidade, a sensitividade e a percepção, depurando suas faculdades mentais dos vícios dos instintos básicos da vida. Assim eles irão manter o que já absorveram, porém terão outro aspecto para integrar o seu aprendizado, expandindo a sua capacidade mental. 
De acordo com a sua combinação de elementos, teremos os seguintes seres encantados do 5 plano da vida:
- encantados cristalinos, associados ao sentido da fé;
- encantados minerais, associados ao sentido do amor;
- encantados vegetais, associados ao sentido do conhecimento;
- encantados ígneos, associados ao sentido da justiça;
- encantados eólicos, associados ao sentido da lei;
- encantados telúricos, associados ao sentido da evolução;
- encantando aquáticos, associados ao sentido da geração.
Para cada elemento há um reino, dividido em dimensões, e está voltado para o despertar de uma faculdade relacionada com um sentido da vida, por que agora não são mais guiados por instintos, mas pelos sentidos da vida, que são mentais, e não emocionais. 
Um ser encantado quando aproxima-se de nós, podemos sentir a irradiação do sentido pelo qual é formado, por que ele se torna um irradiador desse sentido. 
6º Plano – natural – é o plano mais complexo, por que o objetivo é alcançar uma solidez consciencial, capaz de sustentar suas ações individuais, assim como tomar iniciativas por conta própria, sustentando seus desdobramentos, sejam eles positivos ou negativos.
O ser neste plano da vida, tem consciência de si e do meio onde vive e evolui, tentando influir na sua própria evolução, por que não é movido pelos instintos e sim pela razão.
Assim os seres assumem suas responsabilidades para com a vida e tornam-se auxiliares do Divino Criador. Nesse plano da vida há 77 dimensões, e tantos seres que é impossível quantificar, e todos vivenciando um estágio evolutivo semelhante ao nosso, o espiritual humano, pois todos estão conscientizando-se. 
7º Plano – celestial – todos os seres que vivem no plano celestial sublimaram-se nos sete sentidos da vida, e são irradiadores vivos deles. Aqui vivem os seres ascensionados, muitos dos quais deslocam-se para os outros planos anteriores para auxiliarem os divinos tronos da Evolução, ou para ajudarem o ciclo reencarnacionista.
Os Mestres Ascensionados, os Mestres Crísticos, os Mestres da Luz regentes das linhas da direita da Umbanda, os semeadores de religiões, são todos provenientes do plano celestial da vida. 
Faz parte do nosso destino alcançar também, o plano celestial.
Bem, hoje ficamos por aqui, no decorrer da semana iremos compreender um pouco o Orixá Exu Mirim e a Orixá Moça Menina, sabendo que eles provém do plano encantado.
https://www.youtube.com/watch?v=Dsb0e5OHPcg
https://www.youtube.com/watch?v=-B0PZQO5Mrk 
Orixá Exu Mirim – Orixá Moça Menina
O plano da vida chamado Encantado é onde se desenvolvem os seres que estão aprendendo a equilibrar energias essenciais diferentes, equilibrar emoção e razão. Mas o que são essas palavras que parecem de fácil compreensão, mas talvez não seja assim tão fácil compreender.
Faz parte da nossa estrutura fluídica, vários corpos sutis, cada um com uma atuação bem específica, não vamos nos aprofundar nesse assunto, mas cito somente para que possamos compreender emoção e razão.
O corpo físico é o corpo material que nos possibilita encarnarmos no Planeta Terra para a vivência no plano natural da vida. O corpo emocional é aonde estão situadas as nossas emoções, é lá que processamos como sentimos tudo o que vivemos, sentimos e vemos, está ligado aos chacras esplênico, plexo solar e cardíaco. O corpo mental é aonde é processada a razão, a forma como racionalizamos tudo a nossa volta, e onde estão os sentimentos, é ligado aos chacras laríngeo, frontal e coronário. Esses três corpos são os inferiores, ou seja, são os mais próximos da nossa realidade atual de seres encarnados.
Emoções são as reações oriundas da interpretação do que vemos, sentimos e vivenciamos. Normalmente duram pouco tempo, e podem causar arrependimento, elas traz sensações ao corpo físico, são dirigidas ao exterior do ser, são intensas, é processado no corpo emocional. Os sentimentos vem da razão, por que são de duração mais longa, e são resultado da vivência, da experiência do ser, por isso são dirigidas ao interior do ser, é suave, sendo processado no corpo mental.
Precisamos manter sob controle as emoções, e deixar que os sentimentos, processados pelo corpo mental, assumam a nossa vida. Assim teremos mais chance de resignificar emoções como raiva, tristeza, medo, estresse, solidão, angústia, ansiedade, depressão. Entretanto, tudo isso é um processo que leva tempo e precisa de dedicação para ser depurado.
Bem, essa parte foi necessária para explicar que o Orixá Exu Mirim e a Orixá Moça Menina, recebem nos seus domínios os seres que estão no plano encantado da vida, e que se desequilibraram a tal ponto, que ficou impossível permanecerem junto aos seus irmãos, sem que os atingissem, desequilibrando-os também. Assim, os seres que se manifestam nestas linhas de trabalho, estão sob a irradiação destes orixás e vem trabalhar na caridade buscando elevar o seu padrão vibratório, e assim retomam o seu caminho de evolução, trazendo o seus conhecimentos energéticos aos consulentes que também estão necessitando dessa ajuda.
Embora todo esse conhecimento esteja nos livros publicados por Rubens Saraceni, ainda é muito pouco o que se sabe sobre esses dois orixás, sendo um mistério velado, mais ainda a Moça Menina do que o Exu Mirim.
Assim, o orixá Exu Mirim é um trono divino, cósmico, absorvedor, negativo, que atua nas nossas intenções, antes mesmo de fazer qualquer coisa. É no momento em que pensamos algo, idealizamos algum projeto, atividade ou ação, e ali colocamos a nossa intenção, o que queremos com essa ação, o que desejamos receber de volta, qual a nossa vontade com esse projeto. É um aspecto muito profundo, por que não tem forma, basta pensar, e como não conseguimos controlar nossos pensamentos, muitas vezes nos enrolamos, por assim dizer, na forma como projetamos excelentes ações, por conta da intenção que colocamos nelas.
Porém, muitos, não compreendendo bem esse mistério divino, tem as entidades que se manifestam sob a irradiação de Exu Mirim, como espíritos de crianças que desencarnaram e foram para o inferno, e agora querendo se redimir vemtrabalhar nas terreiras de umbanda. Mas isso é um engano, uma desinformação, foi encaixado neste estereótipo por que era difícil compreender, é uma situação muito diferente do que estavam acostumados. Imagine numa gira de Exus e Pombagiras, surgir uma entidade com comportamento infantil, não havia outra explicação na época senão essa. Mas agora está esclarecido que são seres encantados, ou seja, nunca encarnaram.
Tudo isso, nos mostra como é importante realizar a reforma íntima, controlar as emoções, resignificar os sentimentos, buscar o equilíbrio entre emoção e razão, promover o silêncio, estamos em uma fase de atitude, atitude interior, em direção a nós mesmos.
Quanto a Orixá Moça Menina, é um mistério ainda com poucas informações, mas é um trono divino absorvedor, cósmico, negativo, que atua no campo da satisfação, ou seja, o sentimento que temos conosco mesmos, quando alcançamos um objetivo.
Vamos aproveitar esse entendimento e fazer uma meditação, sente-se de forma confortável em um local e horário que ninguém te perturbe, relaxe o corpo, coloque a música abaixo, feche os olhos, respire naturalmente, e se deixe levar pela música, não permita que pensamentos invasores te atrapalhem, deixe-os passar e concentre-se na música. 
https://www.youtube.com/watch?v=kxK5mCNZvHc 
Encerramos aqui os Tronos Divinos, conhecemos os orixás e suas atuações, os de direita e os de esquerda. Descobrimos as áreas da nossa vida em que eles atuam e de que forma o fazem. Desmistificamos alguns, relembramos de outros, conhecemos outros. Por que os orixás estão em nós, no ambiente onde vivemos, na família em que nascemos e na que construímos, está nos alimentos que ingerimos, no ar que respiramos, nos nossos pensamentos, na emanação de toda a vibração viva e divina que recebemos do prana, essa energia vital que preenche o nosso mundo físico e astral.
A atuação dos orixás é tão sutil e tão intensa, dependendo como percebemos as suas nuances. Em algumas situações sabemos exatamente qual onda vibratória está atuando, em outros momentos não temos ideia. E isso está diretamente relacionado ao entendimento que temos de cada um deles. Quanto mais os compreendermos, mais veremos a atuação deles em nós, por que saberemos identificar as pequenas sincronicidades, as sutis energias que nos alcançam, o arrepio que percorre a espinha e sentiremos a presença dos seus manifestadores.
Orixás não são pessoas como nós conhecemos, eles são ondas vibratórias que emanam diversos tipos de energias e essências. Porém quando um ser absorve uma quantidade grande de um tipo de onda, ele se completa nesse sentido e passa a ser um irradiador desse mistério divino. Esses seres que irradiam as ondas vibratórias dos orixás passam a ser os seus manifestadores, se forem espíritos podem ser Guias de Umbanda, Mentores, Protetores, e outros títulos e atividades que são desenvolvidas no astral, se forem encarnados são aquelas pessoas que são líderes nesse sentido da vida. Por exemplo, uma pessoa encarnada irradiador do sentido da fé, será um líder religioso; um espírito irradiador do sentido do conhecimento poderá ser um Guia da linha de Trabalho dos Caboclos, enfim, muitas são as possibilidades. O fato é que os seres podem ser irradiadores dos mistérios divinos. Jesus Cristo, é um ícone no sentido da fé, mas ele não é Oxalá, mas um manifestador do sentido da fé, tal qual Buda, Krishna e outros que se destacaram. Mãe Menininha do Cantuá, uma mãe de Santo da Bahia, era uma manifestadora de Oxum. 
Percebam também, que os orixás não atuam sozinhos, raramente isso acontece, na maioria das vezes os vemos em entrecruzamentos energéticos, combinando ondas vibratórias para alcançarem os objetivos divinos. E nas Linhas de Trabalho, que vamos estudar a seguir, isso ficará bem claro, pois elas são sustentadas por um orixá regente específico, mas o Guia traz a sua manifestação energética do orixá da sua coroa. Então vemos Ogum Beira Mar, é um guia que trabalha na Linha dos Caboclos, regido por Oxóssi, mas o manifestador é regido por Ogum entrecruzado com Iemanjá; o Caboclo Pena Branca, é o que chamamos de Caboclo de Pena, por que o manifestador é regido pelo próprio Oxóssi com entrecruzamento com Oxalá, pelo nome simbólico Branca. O estudo dos nomes simbólicos é fascinante e profundo, e com o tempo vamos fazendo as ligações necessárias para compreender quem são os orixás regentes de cada guia manifestado. 
Esse estudo dos Orixás tem muitas outras informações, mais complexas e profundas, constantes em vários livros, na bibliografia abaixo estão os livros que utilizei para compilar esses textos, junto com o meu entendimento acerca dos conteúdos trabalhados:
Qualquer tema que queira se aprofundar, é necessário estudo e dedicação, ler, ouvir e conversar sobre, mas acima de tudo, pensar, pensar muito, fazer ligações mentais entre assuntos que pareçam ter alguma ligação, buscar as semelhanças, as diferenças, os encontros e desencontros de cada assunto, questionar-se. Uma ideia para desenvolver essa forma de estudo, é pegar um assunto de cada vez, por exemplo fazer uma leitura rápida de manhã, ou pegar uma situação-exemplo, e passar o dia todo pensando nela, não como alguém que faz parte da situação, mas como espectador, e ir raciocinando sobre o tema escolhido. Cada vez que não estiver com foco em algo, pense na situação. Algo muito interessante que acontece quando nos dedicamos desta forma, é que começamos a sentir a intuição cada vez mais forte, simplesmente por demonstrar interesse em aprender, em se desenvolver intelectualmente, os nossos mentores se aproximam de nós e começam a nos intuir cada vez mais.
E assim atuam os Sagrados Orixás, com seus mistérios divinos, seus manifestadores, suas ondas vibratórias, e todo o seu axé, nos envolvendo e nos direcionando rumo ao autoconhecimento. A nossa missão aqui é nos desenvolvermos intelectualmente, buscar o controle das emoções, resignificar essas emoções controladas, assumir a nossa responsabilidade pelos atos cometidos, e enquanto caminhamos por esse trajeto ondulante, se nos colocarmos a disposição da espiritualidade para auxiliar os que estão conosco nesse desafio, então iremos ser instrumentos, se continuarmos estudando, seremos instrumentos úteis, úteis a nós mesmos e aos que estão à nossa volta. Observem que começa pelo nosso íntimo, por que não podemos ajudar ninguém se nós não tivermos o mínimo de equilíbrio, de compreensão e de abnegação, por que a ajuda vai sair torta, e não será útil. Isso é um chamamento para o estudo e a dedicação. 
https://www.youtube.com/watch?v=vPrliC0xeKM 
LINHAS DE TRABALHO
Introdução
Cada espírito que venha trabalhar na Umbanda, desde que traga vontade de ajudar os irmãos encarnados e desencarnados, que tenha amor em seu coração, pode se manifestar nas giras ou sessões. Entretanto não é chegar e entrar. Há uma preparação, muito estudo, muito trabalho, muita dedicação por parte deste espírito para alcançar o nível desejado de conhecimento e abnegação para enfrentar todas as dificuldades que irão se apresentar no decorrer do tempo e do serviço. Fazer a caridade não é fácil pra ninguém, a não ser para aquele que finge que faz a caridade. Mas sem dúvida faz um bem enorme para quem pratica verdadeiramente, e mais ainda para quem recebe de bom grado.
Muitas são as vias evolutivas disponíveis para os espíritos evoluírem moralmente, consciencialmente, emocionalmente, e o trabalho na Umbanda é uma dessas vias. E tantos são os espíritos que desejam evoluir por esse caminho, que foi necessário ir abrindo linhas de trabalho com características diferenciadas, de acordo com as características dos obreiros. E sob a coordenação de mentores espirituais foram se organizando em hierarquias.
Entre as entidades que se manifestam nas linhas de trabalho, existem muitos níveis de evolução entre eles, e com o passar do tempo, da dedicação, do estudo e do trabalho, a entidade vai galgando níveis acima, acumulando conhecimento e experiências, até chegar a ser um “guia de lei”. Lembram na parte final do estudosobre os orixás, que quando um ser absorve um mistério ele começa a irradiar esse mistério divino, se tornando um irradiador do orixá relativo a esse mistério? Pois bem, os “guias de lei” são entidades que absorveram um mistério divino, a ponto de ser assentado ao lado direito ou esquerdo do orixá, para trabalhar em lugares que outros não podem ir, são incansáveis na execução da sua tarefa de ajudar a evolução da humanidade. Não desistem nunca, compreendem as fraquezas humanas, formam uma elite espiritual zelosa e trabalhadeira, não se importando no local onde tem que se manifestar, por que compreendem que o verdadeiro templo é o médium, e será por meio deles que irão desenvolver as suas atribuições religiosas e magísticas.
Seus campos de atuação são vastíssimos, e se estendem até os limites de atuação dos orixás que os sustentam. E esses espíritos vem de todos os lugares do planeta, são de raças e costumes variados, mas já estão purificados dos tabus e crenças dos encarnados, pois já avançaram em sua evolução, e agora vem aplicar o conhecimento adquirido em suas últimas encarnações. Não encarnam mais e querem auxiliar no desenvolvimento espiritual de todos os irmãos.
Essas entidades formam o Grande Círculo Místico do Grande Oriente, uma congregação espiritual formada por um grande número de espíritos que já alcançaram uma certa evolução, e estão livres dos conflitos emocionais em que nós, encarnados, vivemos, por isso eles compreendem muito bem todas as nossas dificuldades, e sabem que uma hora iremos ascender, e não mais seremos levados por esse oceano de emoções conflitantes, negativas e que nos desequilibram tanto.
Esses “guias de lei” estão ao nosso lado, mas não cuidam somente das nossas vidas, eles acompanham um grupo de encarnados, e em grupos formados por afinidade no astral, trabalham combatendo os seres das trevas que desejam nos escravizar. Entram em embates fortes, e muitas vezes são capturados e torturados por esses seres trevosos, entretanto nunca perdem a fé em Deus, e sabem que mais cedo ou mais tarde vão sair do domínio desses seres, e quando saírem voltarão com toda a potência para executar esses seres trevosos, dentro dos ditames da Lei Maior e da Justiça Divina. Eles sofrem quando veem seus mediadores cometerem erros que atrasam as suas evoluções, choram com nossas provações e sorriem com nossa alegria. São amigos invisíveis que estão sempre em conexão astral conosco.
Se alegram quando os médiuns, chamados pela Lei, vem ao encontro do dom de incorporação oracular, e se sentem derrotados quando alguns, por ignorância, os repelem. Mas sabem que iremos aprender, seja pelo amor ou pela dor. E quando damos provas de que estamos aptos a suportar as cargas de ordem espiritual, formam uma grande falange de trabalho ao nosso redor, por que veem em nós a possibilidade de mais um frente de trabalho no bem e adiantamento moral. E quanto mais nos preparamos e avançamos, maior serão as nossas tarefas e atividades em conjunto com as entidades, maior a nossa responsabilidade.
Eles pregam o amor a todos como criação do mesmo Pai, um único Deus, tolerante com nossa ignorância a respeito dos Seus desígnios e mistérios. Por tudo isso, a Umbanda está em franca expansão, recebendo cada vez mais adeptos, praticantes, consulentes e sacerdotes, deste lado, e cada vez mais recebendo trabalhadores da seara do bem, do lado de lá, e muitas outras linhas de trabalho poderão ser abertas, para acomodarem a todos esses espíritos abnegados que desejam trabalhar nas linhas de Umbanda.
As entidades possuem características inerentes ao mistério que absorveram do orixá, e passam a ser manifestadores dessa característica. Por exemplo um espírito que tenha absorvido uma característica de Ogum, será atraído magneticamente às hierarquias de Ogum, será incorporado a linha de Trabalho de Caboclo, e se apresentará como Caboclo de Ogum, atuando regido por esse Orixá e pelo fator ordenador na criação divina.
Por isso os nomes são simbólicos, por que eles abrem mão da sua individualidade, do seu nome pessoal, para ser integrado a um grupo de trabalhadores que utilizam como nome o mistério que manifestam. E isso ocorre em todas as linhas de trabalho.
Vejamos alguns exemplos:
- Caboclo Sete Espadas – Caboclo de Ogum, ordenador nos sete sentidos da vida;
- Caboclo Sete Flechas – Caboclo de Oxóssi, atuando nos campos de Iansã (Flecha);
- Caboclo Serra Negra – Caboclo de Xangô (Serra), que atua nos campos de Logunan (Negra), ou seja no tempo;
- Caboclo Rompe Mato – Caboclo de Oxóssi, expansor do conhecimento;
- Exu Tranca-Ruas das Almas – Exu de Ogum, atuando sob a irradiação de Omulu e de Obaluaê, pois só a Lei Maior tranca ou prende um espírito degenerado;
- Pombagira Maria Molambo – Maria = Oxum; Molambo = pessoa mal vestida. Pombagira de Oxum, atuando na irradiação de Omulu, atua sobre os espíritos que perderam seus bens divinos (amor, fé, conhecimento, etc ...) para reagregá-los;
Cada um desses nomes, na verdade forma uma falange de entidades de mesmo nome simbólico, que atuam da mesma forma, sob a irradiação do mesmo orixá, e assim é possível saber qual orixá os rege, a qual sentido da vida os Exus servem e quais são os aspectos negativos com os quais eles lidam.
Símbolos, cores, elementos podem ser analisados e compreendidos por analogia e sincretismo.
Cada Linha de Trabalho possui um arquétipo bem definido, mas quais são as linhas de trabalho da Umbanda:
1. Guardiões
2. Caboclos
3. Pretos Velhos
4. Erês
5. Ciganos
6. Marinheiros
7. Boiadeiros
8. Baianos
9. Malandros
10. Sereias
Seguimos em nosso estudo, pedindo proteção aos nossos amparadores, nossos mentores, Guias de Lei e Guardiões, para que possamos nos conduzir pelos assuntos religiosos com parcimônia, educação e muita dedicação, aprendendo o que for útil e necessário à nossa evolução como seres eternos e divinos que somos.
Que assim seja e assim será!
https://www.youtube.com/watch?v=P4ynoaFgB6E 
Guardiões
Nesta Linha de Trabalho estão os Exus, as Pombagiras, os Exus Mirins e as Pombagiras Mirins, os espíritos manifestadores destes orixás são os que estão energeticamente mais próximos da densidade do encarnado, o que não significa facilidade alguma, pelo contrário é necessária muita responsabilidade quando se compreende a atuação desses Guias de Lei da Umbanda.
Assim como as entidades das outras Linhas de Trabalho, eles manipulam elementos necessários aos seus trabalhos energéticos de descarrego, limpeza, desobsessão, captura de seres negativos e negativados, desmanche de magia negativa, entre outras tantas coisas pesadas e difíceis que eles fazem. Para realizar todo esse trabalho é necessário muito conhecimento sobre a natureza humana, interações energéticas, acesso às telas mentais dos consulentes, sem falar na postura e atitudes ilibadas além de força moral. Isso é o que garante que a ordem dada por uma entidade do grau Guardião, será cumprida sem questionamentos, e aqueles que tentarem fugir ou se rebelar, sabem que o retorno será rigorosamente sob a espada da Lei Maior e da Justiça Divina.
Eles são aplicadores da Lei Maior, ou seja, cobram de quem tem dívidas a pagar, e dão para os que merecem receber.
Exu é aquele que pede um copo de água a alguém, sabendo que será escorraçado, para que ele possa ser submetido à Lei Maior, como uma última chance de remissão. Exu é aquele que se coloca ao seu lado, quando não é justa uma atitude contrária que está para acontecer. Exu não é empregado, nem serviçal de ninguém que pense que pode mandar nele. Exu obedece à Lei Maior, sabendo que também está sob a rigidez da espada de Ogum, que se ele também errar terá que sofrer o resultado de seus atos.
Assim também trabalha Pombagira, que não é prostituta nem “mulher de vida fácil”, no resgate de pessoas caídas que tem o merecimento de serem levantadas, ou que devem ser subjugadas até que compreendam como seus atos nefastos prejudicaram outras pessoas, e finalmente aceitem redimir-se de suas atitudes. E são tantos sofredores, tantos seres que caíram nos sete sentidos da vida,que se acham desesperançados de serem ouvidos pelo Criador, que se deixaram ser dominados pelos Grandes das Trevas, seres que arregimentam verdadeiros exércitos de espíritos desvalidos de qualquer esperança. Muitos sabem o que fizeram e entendem que não merecem perdão, para esses a compreensão de que se perdoar é o primeiro passo para recomeçar a sua evolução. Para aqueles que mesmo sabendo dos seus erros do passado, não abrem mão de continuar nas trevas, servindo os magos negros, resta a aplicação da lei, com todo o seu rigor. 
Estes Guias trabalham neste ambiente hostil, difícil, que nenhum ser encarnado ousaria ir, sob pena de cair e se enredar nos seus próprios cordões energéticos negativos. Para tanto, a sua roupagem necessita ser deveras assustadora, intimidadora, para seus inimigos tenham receio de enfrenta-los. Exu Caveira, Exu do Lodo, Exu Lúcifer, Exu Sete Catacumbas, Pombagira Maria Molambo, Maria Padilha das Almas, Pombagira do Cruzeiro, são nomes simbólicos que demonstram a sua atuação e a qual orixá estão ligados. Cada nome é uma falange que atua na mesma vibração e tem características semelhantes.
Mas algo é preciso esclarecer na Linha dos Guardiões, a incorporação de Exu e Pombagira reflete o que existe no interior do médium, a forma de falar, de agir, de manipular os elementos mágicos como cachaça, cigarro, charuto, tridentes ou qualquer outro item, estão muito intimamente ligados à forma como o médium compreende tudo isso e como ele entende a entidade Exu ou Pombagira. Um médium que quando incorporado, bebe até cair, não está incorporado com um Guia de Lei, se estiver incorporado será com um quiumba, um espírito que se passa por Exu de Lei, mas não tem a responsabilidade nem a habilidade energética do Guia, ele vem se divertir e fazer o médium cair vibratoriamente. O Guia vê tudo isso, mas não interfere, deixa que o quiumba se sirva da energia encarnada do médium, por que faz parte da responsabilidade do médium tomar todos os cuidados para ser um bom instrumento, além de reconhecer a energia própria dos seus guias. Cada entidade que incorpora em um médium traz uma sensação física característica, e o médium deve conhecer essa vibração, e desconfiar de qualquer situação fora do normal estabelecido. Os Guias respeitam muito o entendimento do médium e suas atitudes, mesmo quando não são as adequadas, por que eles sabem que cada um planta o que quiser e dentro do livre arbítrio, escolhe o que deseja.
A vibração de uma gira de Guardiões é intensa, por que movimenta energias pesadas e o próprio magnetismo das entidades não é suave, entretanto o médium preparado energeticamente, quer dizer, que fez o preceito de 24horas sem ingerir bebidas alcoólicas, sem comer carne, sem ter praticado sexo, que tomou o banho de ervas, manteve sua mente tranquila e conectada com o trabalho, certamente terá uma gira, uma sessão tranquila e o Guia poderá fazer o seu trabalho da melhor forma possível, no final, o médium sairá leve, tranquilo e confiante que fez o seu melhor. Mas se a preparação não foi adequada, se não observou o preceito, terá uma incorporação conturbada, difícil, se ela ocorrer, poderá dar abertura para a aproximação de um quiumba, além de sair da gira cansado e desgastado. 
Muitas vezes, os Guias são capturados pelos seres das trevas, são levados para os calabouços nas esferas negativas e lá são torturados, às vezes por muito tempo, até que seja resgatado por outros Guardiões que vão lá busca-lo. Essa atuação não é nada fácil, entretanto eles tem a consciência de que erraram muito quando encarnados, e essa é a forma que a espiritualidade maior encontrou para que eles obtivessem o mérito de subir às sendas iluminadas. Trabalhando nas trevas, eles resgatam os seus erros, ajudam muitos irmãos resgatando-os, e capturando aqueles que merecem ser capturados, e a esses impõe o castigo que a Lei determinar, que normalmente é sofrer da mesma forma que fez os outros sofrerem, até que se arrependam e queiram evoluir.
Muito respeito e muito carinho aos nossos Exus e Pombagiras de Lei, que vem na Linha de Umbanda trabalhar para nos auxiliar a evoluir, aliviando as nossas cargas negativas, fazendo com que vejamos a realidade, sem filtro algum, para ter noção de como a vida é, linda mas dura.
Sob a regência de cada orixá de esquerda, essas entidades vibram também o orixá de direita que está na sua coroa, e pelo nome simbólico temos uma noção de sua elevação. Por exemplo: Exu Sete Porteiras, é um Exu que atua nos sete sentidos e está sob a regência de Obaluaê, orixá dos Portais; Exu Tranca Ruas das Almas, é um Exu de Ogum que atua na vibração de Omulu e Obaluaê; Pombagira Maria Molambo, é uma Pombagira de Oxum, pelo nome Maria e pela aparência esfarrapada, irradia a vibração de Omulu, pessoas que perderam todos os seus bens divinos, os abandonados na vida estão no campo da morte. Alguns tem um nome que não revela a sua vibração, requerendo que haja um estudo mais aprofundado da história do ser que iniciou a falange, como Exu Marabô, o seu nome não revela a sua vibração, mas sabemos que sua atuação é na área do conhecimento, irradiador de Oxóssi. O estudo dos nomes simbólicos é um estudo a parte e é fascinante.
Estar sob a proteção e amparo de um Exu ou Pombagira de Lei é algo que devemos agradecer, pois eles nos ensinam tantas coisas no dia a dia da vida terrena, que esquecemos na correria que vivemos. Exus são a vitalidade para tudo o que desejarmos, sem vitalidade não há força, coragem, vontade, não há nada. Pombagiras são o estímulo, mas não o estímulo sexual como alguns pensam, o estímulo para a vida, para desejar um trabalho, uma promoção, um carro novo, um casamento, um filho, para estudar, para crescer, e nos mostra mais ainda, nos mostra que o ser feminino é amplo, não está restrito aos afazeres domésticos, pode e deve querer mais do que o básico, nos mostra uma mulher em sua totalidade, feminina, responsável, mãe, trabalhadora, dengosa, enfim, o que ela quiser.
Não existe nenhuma restrição de homens incorporarem Pombagiras nem de mulheres incorporarem Exus, eles não se preocupam se o médium está de saia ou de calças, não faz nenhuma diferença, para eles o que importa é o que está dentro do médium, sua atenção com o sagrado, com o divino, com o trabalho de caridade que está fazendo. A incorporação de ambos os guias denotam um certo equilíbrio energético no médium, mas isso de forma alguma traz prejuízo ao trabalho, só uma questão de prestar atenção e tentar desenvolver o outro lado.
Sem Exu não se faz nada! Ele está fora do tempo e do espaço, ele atua onde a Lei Maior mandar, e faz o que ela determinar, entende a natureza humana em toda a sua complexidade, não adianta tentar enganá-lo, ele sempre sabe a verdade.
Pombagira tem aquela risada escandalosa, que quebra demandas, derruba miasmas, descarrega só na vibração da sua voz. Ela nos mostra que tudo o que queremos precisamos de estímulo para conseguir, e ela nos imanta com sua energia. Tomar um gole da sua espumante garante um axé muito especial.
Muito há para falar sobre estes Guias, por que é muito complexa a atuação deles, requer um longo estudo, esse é o começo.
https://www.youtube.com/watch?v=FjSKv7r70is 
Caboclos
Os espíritos que se manifestam na Linha de Caboclos são trabalhadores vigorosos, fortes, ágeis, assim como o seu arquétipo de índio caçador, aquele que sai para buscar o seu alimento e só volta com a caça. Conhece como ninguém os perigos da mata, os sinais da natureza, e sabe usar todas as potencialidades da mata a seu favor e a favor da sua tribo.
Esse arquétipo nos mostra que todos nós podemos sair, lutar e vencer, que não há nada impossível, podendo até ser um pouco mais difícil, mas não desiste nunca do seu intento. Caboclo é a força, o poder, que está em nosso íntimo, e precisa se manifestar na vida para alcançarmos os nossos objetivos.
Comparamos a mata com a vida, também possui dificuldades, perigos, e muitas forças contrárias, mas o Caboclo não tem medo por que confia em sua energia positiva, em seu conhecimento, temsua mente firme no objetivo e usa tudo o que possível para alcança-lo.
Com esta comparação, olhemos para as nossas conquistas, para os nossos desafios já vencidos, e veremos que todos nós já vencemos muitas vezes, e agora não podemos deixar de acreditar em nosso potencial. O tempo passa para todos, mas não podemos deixar esmaecer nossa força de vontade de continuar na vida, na luta e na vitória. E os Caboclos de Umbanda nos trazem esse axé de vitória, de conquista, em qualquer situação.
Caboclo é um mistério divino, é um grau que o espírito alcança depois de muito se aperfeiçoar no plano astral, para manter o seu equilíbrio, para manifestar todo o conhecimento que servirá para auxiliar os médiuns e os consulentes nas terreiras de Umbanda.
Na linha histórica das religiões, umas vão desaparecendo outras vão surgindo, e nesse movimento é assegurado pela espiritualidade superior, que todos os trabalhadores dessas religiões que forem desaparecendo, terão aonde se manifestar para continuar o seu trabalho no bem. E assim recebemos muitos espíritos de outras religiões nas Linhas de Trabalho da Umbanda, que é classificada como “espiritualista”, ou seja, para todos os espíritos que desejarem auxiliar os encarnados nas suas evoluções.
O mistério Caboclo trabalha com os aspectos positivos dos orixás. Então os espíritos que forem inseridos nas hierarquias espirituais no grau Caboclo, estão sob a regência do Orixá Oxóssi, entretanto manifestam também o orixá da sua coroa, ou seja, de quem são manifestadores, assim temos Caboclos de todos os orixás de direita. Vamos conhecer essa ligação através dos nomes simbólicos dos Guias, que nos dão pistas e conhecendo a atuação dos orixás podemos fazer essa qualificação.
Assim, compreendemos que uma Cabocla Jurema que se manifesta num terreira não é o mesmo espírito que se manifesta em outro local, mas a sua atuação e manifestação será semelhante, por que servem ao mesmo orixá intermediário, fazendo parte da mesma falange. A Cabocla Jurema vai arregimentando espíritos para que possam manifestar o seu mistério divino, e assim vai surgindo a falange de Caboclas Juremas, e assim ocorre com todos as falanges. Mas antes de ostentar o nome simbólico tem muito trabalho a ser cumprido, muito conhecimento a ser aprendido, muito tempo para se preparar, e enquanto aprende, esse espírito que se prepara vai trabalhando, auxiliando aqueles que já são manifestadores, são os falangeiros ou capangueiros. Esse processo ocorre em todas as Linhas de Trabalho e em todas as falanges.
Quando vemos Caboclos conhecidos, que se manifestam em muitos terreiros, são por que suas falanges são enormes, há muitos espíritos que se identificam com sua energia, sua força e sua atuação, e se associam para trabalhar. Quando vemos Caboclos menos conhecidos, estão iniciando uma nova falange, e ainda não possuem tantos manifestadores assim, para serem muito conhecidos. Mas isso não significa, de forma alguma, que um é mais forte, mais capaz ou mais eficiente do que o outro. Ambos estão autorizados a trabalhar no bem com a mesma eficiência.
Os Caboclos de Pena são aqueles manifestadores do mistério de Oxóssi, que se apresentam como índios, índias, pajés ou figuras do âmbito indígena. Um Ogum Beira Mar, por exemplo, também tem o grau de Caboclo, mas seu nome simbólico não remete à figura indígena, porém pertence à Linha de Trabalho dos Caboclos, por possuir esse grau, isso ocorre com todos os orixás de direita. Alguns nomes simbólicos não dão pistas do orixá que os regem, nestes casos é necessário um estudo mais aprofundado sobre o guia para saber qual mistério ele é manifestador.
Os Caboclos, por conta da regência do orixá Oxóssi, manipulam todas as ervas e atuam fortemente na cura dos corpos físico, mental, emocional e espiritual, entretanto eles nunca descartam a ciência dos médicos encarnados, por que para quando a doença chega no corpo físico, ela já existia há muito tempo nos corpos mental, emocional e espiritual. Assim eles atuam na doença antes de se condensar no corpo físico, depois disso, mesmo que eles trabalhem as essências e energias, até auxiliam os médicos a encontrar a solução e tratamento para a doença em questão. Assim eles trabalham em conjunto com os médicos encarnados.
Cada falange atua mais especificadamente numa área ou num sentido da vida, sempre de acordo com o orixá que os regem, então temos os Caboclos que cuidam da saúde, outros da prosperidade, outros dos relacionamentos, embora todos atendam no geral da nossa vida. Mas não queira escolher, por que o Caboclo que lhe atender será exatamente a energia você precisa naquele momento.
O Caboclo das Sete Encruzilhadas foi o guia que fundou a Umbanda, seu nome simbólico nos diz muitas coisas, é regido por Oxóssi, em razão do arquétipo indígena, atua em todos os sentidos da vida pela nome Sete, e está nos caminhos, nos cruzamentos, nas Encruzilhadas, então ele atua em todos os pontos onde há cruzamentos. É sem dúvida, um manifestador do fator expansor do conhecimento em todos os sentidos da vida.
Os Caboclos utilizam flechas como símbolos, por que a flecha nos remete à certeza do que queremos. As maracas são instrumentos utilizados por esses Guias, como referência aos sons da natureza. Os estalos dos dedos são utilizados para quebrar e cortar os cordões energéticos negativos que nos ligam a outros seres, para romper as camadas grossas de energia acumuladas em nosso campo áurico. A arruda e outras ervas servem para remover larvas astrais, formas pensamento e outros acúmulos em nossos corpos sutis.
Assim eles nos limpam de todas as energias negativas, sofrimentos e emoções desequilibradas que nós vamos acumulando ao longo dos dias. Eles tem sempre uma palavra positiva de incentivo e poder para nos falar, nos ensinando o verdadeiro sentido de viver.
https://www.youtube.com/watch?v=Ym6ISbiLlc4 
Pretos-Velhos
Esses espíritos abnegados que vem na Linha de Umbanda trazer toda a sua sabedoria ancestral, demonstrar com humildade todo o aprendizado que há para cada um de nós, com sua voz tranquila, com seu pito e o cafezinho.
O Mistério Preto-velho permite que esses irmãos mais velhos possam trazer toda a sua sabedoria na lida da vida terrena, por que já encarnaram muitas vezes, já erraram e sofreram toda a sorte de castigos, e com seu exemplo querem nos alertar sobre os perigos e riscos que corremos nas atitudes equivocadas do ego, do apego, da inveja e da violência.
Por serem nossos irmãos mais velhos, trazem toda essa sabedoria de elevada escala evolutiva, de onde são oriundos. Nem todos os manifestadores são velhos ou pretos, mas todos se curvam sob a densidade energética em que vivemos aqui no plano físico, por que a diferença de ambiente é enorme. Por esta razão também, alguns médiuns sentem certa insegurança em manifestar essa entidade, por que a responsabilidade de seus conselhos, e a energia sutil com que imantam os médiuns na hora da incorporação, exige uma doação tal, que toda a preparação energética para o trabalho se torna imprescindível. É sem dúvida a Linha de Trabalho com energia mais sutil que a Umbanda tem, justamente por conta da elevada vibração que os Guias possuem e o adiantamento moral que demonstram enquanto dão os seus conselhos.
São exemplos de bondade, paciência e coerência, demonstram em suas falas esse comportamento, buscando sempre conduzir o consulente a uma análise de si próprio. São profundos conhecedores das mazelas da vida, sempre tem uma receita para passar, seja de banho, de chá, de defumação ou uma vela, para auxiliar nas horas de dificuldades. Manipulam os elementos como poucos, e sabem exatamente como fazer o consulente se render à sua influência benéfica.
Cada vez que um Preto-Velho bate a bengala no chão, desmancha e explode magias negativas, miasmas e larvas astrais, quando passa a arruda na pessoa, está retirando toda a negatividade impregnada no campo áurico da pessoa, quando bafora a fumaça do seu cachimbo está diluindo camadas e camadas de dores e tristezas, limpando e energizando para um novo recomeço.São inúmeras as mandingas e magias que os Pretos Velhos fazem de forma tão simples e coloquial, que nem percebemos.
O arquétipo de ex-escravo nos dá a sensação de experiência com a lida da vida, nos remete à senzala e nos faz colocarmo-nos no lugar deles, e assim nos rendemos à sua simplicidade. Todo o espírito tem a capacidade de plasmar a forma com que deseja se apresentar, então eles plasmam essa forma e se apresentam assim para passar uma palavra de conforto e de experiência, por que assim as pessoas se abrem mentalmente para receber.
Seus nomes simbólicos indicam qual a origem ou qual o orixá que o rege, por exemplo, na vibração de Ogum temos Pai José de Angola, Rei Congo, Pai Mané de Angola; na vibração de Oxóssi temos Pai Joaquim da Guiné, Pai Arruda; na vibração de Omulu temos Pai Benedito, Pai Calunga, nessa vibração eles não foram escravos, mas são oriundos da África; na vibração de Xangô temos Pai João do Toco, Pai Miguel; na vibração de Iemanjá temos Vó Maria Conga, Vó Cambinda, Vó Preta; na vibração de Nanã Buruquê temos Vó Catarina, Vó Tereza; na vibração de Iansã temos Vó Maria Redonda. Esses são alguns exemplos, e podem até haver divergências quanto à vibração, por que muitas vezes os Guias podem ter um “sobrenome” oculto que dá uma outra regência, como Das Almas, das Águas, etc.
Assim como os Caboclos, os Pretos-Velhos também tem campos de atuação mais específicos aonde são especialistas, mas sobre qualquer assunto, atendem qualquer situação, e auxiliam a minimizar os sofrimentos, com humildade e simplicidade. Eles nos transmitem que a simplicidade é mais útil e nos permite maior compreensão da vida, do que as coisas complexas, rebuscadas e cheias de mimimi.
O Grau Preto-Velho é um dos pilares básicos das Linhas de Umbanda, um dos primeiros guias a surgir a partir da fundação da Umbanda, se o Caboclo é a força, o Preto-Velho é a sabedoria. 
A sua saudação é “Adorei as Almas!” por terem a regência da Linha de Trabalho no Trono Divino da Evolução com Orixá Obaluaê e Nanã Buruquê, ambos anciães, símbolos de sabedoria, que é o conhecimento aplicado na prática.
https://www.youtube.com/watch?v=ubsINntwanU 
Erês
Os Erês são as crianças da Umbanda, o arquétipo que nos traz leveza, alegria, esperança e amor incondicional. Quem não se rende a uma brincadeira infantil, a um doce, a uma risada gostosa de criança?
São seres encantados que nos mostram como podemos ver as situações mais complicadas de uma forma simples, tranquila e alegre. Lembram do Plano Encantado da Vida, o quinto plano? Esses seres vem desse plano da vida, nunca encarnaram em um corpo físico no plano material, assim como nós, mas compreendem muito bem a natureza das emoções e sentimentos, não são tolos, e por isso vem dar sua contribuição em nosso desenvolvimento emocional, nos oferecendo uma oportunidade de melhorar a visão com relação ao mundo em que vivemos.
Os Erês, quando incorporados nos seus médiuns, trazem para fora o que está no íntimo da pessoa, não só do médium, mas do consulente também, fazendo aflorar um sentimento que muitas vezes deixamos e queremos deixar escondido. Justamente por que somos adultos, fortes, responsáveis, sérios, e não permitimos que essa criança interior se manifeste, provavelmente com receio que ela assuma uma postura que não condiz com a atitude adulta, séria e inflexível que resistimos em manter.
Pensem que esses irmãos trabalhadores da luz, que buscam seu adiantamento nos auxiliando, tem muito conhecimento na manipulação energética dos elementos puros que possuem, também nas emoções desequilibradas, não só dos consulentes, como de pessoas relacionadas a eles e que enviam cordões energéticos negativos, que influenciam e são influenciados. Eles limpam o seu campo áurico durante uma brincadeira inocente, enquanto dão um abraço ou batem no chão com a mão. Assim promovem a cura de muitas doenças equilibrando os centros energéticos, os chacras. Enfim, cada entidade que vem trabalhar nas Linhas de Umbanda possui suas habilidades na hora do atendimento aos consulentes.
Eles comem doces, balas, pirulitos, gostam de guaraná, brincam com bonecas e carrinhos, adoram brincar de roda, cantar e dançar. Espalham alegria por onde passam. Quando vão embora deitam no chão para dormir, e deixam o seu médium leve, limpo e alegre.
Cada vez mais, atualmente as incorporações são conscientes, ou seja, os médiuns tem ciência de tudo o que acontece durante a sessão, sabem o que as entidades fazem, falam, comem e bebem, para que a responsabilidade seja compartilhada. Não cabe mais o médium colocar toda a responsabilidade de suas atitudes enquanto incorporado sobre a entidade, sendo que em alguns casos, ele contribui muito para as atitudes tomadas durante a “incorporação”. Cabe aqui uma lembrança de que a responsabilidade da incorporação mais fiel possível é do médium que precisa seguir um ritual de preparação firme e consciente, sob pena da entidade não ter a possibilidade de incorporar e abrindo a chance de um quiumba se manifestar em seu lugar. Sobre isso falaremos mais adiante, mas aqui cito somente para dizer que se o Erê faz algo que não é aceitável durante o atendimento em um templo de Umbanda Sagrada, é preciso observar a atitude do médium, pois que o trabalho é um conjunto do médium para com a entidade, e da entidade para com o médium.
Seus nomes simbólicos são, geralmente, no diminutivo, Mariazinha, Joãozinho, embora essa Linha seja um mistério ainda muito fechado. A regência da linha dos Erês é de Oxumaré, orixá do trono do Amor, que trabalha a renovação dos seres, porém cada entidade possui a vibração, também, do orixá que o rege.
Estão associados aos Erês, os Ibejis, gêmeos encantados do Ritual Africano Antigo, e Cosme e Damião, santos cristãos curadores que trabalhavam com a magia dos elementos. A saudação a essas entidades encantadas é Oni Ibejada!
https://www.youtube.com/watch?v=K5GjlO9W6_8 
https://www.youtube.com/watch?v=my5SKg2kj4w 
Ciganos
As entidades na vibração dos ciganos são bem antigos nas linhas de Umbanda, geralmente surgem nos trabalhos com a Linha do Oriente, mas podem surgir também como Exu Cigano e Pombagira Cigana na Linha dos Guardiões com toda a sua alegria e irreverência. Atualmente trabalham em uma linha exclusiva, a Linha dos Ciganos.
Eles trazem uma energia muito positiva, alegre, dançam e cantam, gostam de ver a sorte dos consulentes, são muito voltados à família e reverenciam os antepassados. Apreciam um feitiço para a prosperidade, entretanto somente o que for necessário e suficiente para o consulente, pois não gostam de desperdício nem supérfluos. Feitiços e simpatias para encantar o companheiro, para atrair boas amizades, abrir os seus caminhos e para a cura física e espiritual também estão sempre prontos para serem receitados. Utilizam-se de muitos conhecimentos magísticos para auxiliar o consulente ou o seu médium nas questões cotidianas e também nas mais complexas da vida.
Como cuidavam muito da sua família quando encarnados em seus grupos, eles também zelam pela família do consulente, não concordando com traições ou enganações. Claro que atualmente, com seu adiantamento espiritual eles já não se prendem às questões limitantes que tinham anteriormente, como ciganos somente casarem-se com ciganos e a mulher sem filhos que era considerada sem valor para o grupo.
Normalmente o Cigano ou Cigana que surge na família mediúnica de um médium é alguém que viveu com ele em algum momento na ancestralidade. Justamente por sua ligação com seus familiares, eles permanecem acompanhando-os até que possam permanecer juntos novamente no plano astral.
O baralho cigano é o oráculo utilizado por este povo lindo, para fazer previsões do futuro, descobrir problemas do passado e orientar o presente. Cada Cigano ou Cigana tem uma forma de jogar, podendo variar muito de um guia para outro, e assim eles intuem o seu médium na forma que eles mais apreciam. Mas utilizam uma vasta gama de elementos e conhecimentos, podemos citar: numerologia, incensos, punhais, bebidas, runas, bolas de cristal,cores, pedras, lenços e outros.
Nas giras de Ciganos há muita fruta para ser compartilhada com todos, algumas terreiras fazem um chá especial com frutas, tem muita cor e muita festa. Normalmente não utilizam o preto, entretanto suas roupas são coloridas e na Umbanda Sagrada são utilizadas roupas de cores diversas, muito enfeitadas, saias rodadas, lenços coloridos, camisas com babados, pandeiros cheios de fitas, tudo muito enfeitado e perfumado.
Essas entidades são muito antigas e estão ligados ao próprio povo cigano, cuja origem parece ser do antigo Egito, da Europa Central ou da Índia. A linha é regida pela Orixá Egunitá, mas cada um trabalha na irradiação do orixá de sua coroa, porém todos louvam Santa Sara Kali-Yê, a padroeira desse povo.
Os Ciganos podem estar dentro da Linha do Oriente em algumas casas, ou em sua linha própria. A Linha do Oriente possui outras legiões de espíritos que não se encaixam nas demais linhas de trabalho, como por exemplo: Indianos, Árabes, Persas, Turcos e Hebreus, Chineses, Tibetanos, Japoneses e Mongóis, Egípcios, Mais, Toltecas, Astecas, Incas e Caraíbas, Europeus, Portugueses, Cruzados, Templários e Romanos, Médicos, Sábios e Xamãs, e em cada uma dessas legiões outros desdobramentos são possíveis. Ainda é possível que os guias dessas legiões sejam encaixados em outra Linha de Trabalho, se não houver na casa a Linha do Oriente.
https://www.youtube.com/watch?v=nRjl6WAcEbU
https://www.youtube.com/watch?v=ySaUx7RsC-A
Marinheiros
Os Marinheiros são espíritos de velhos marujos, piratas e pessoas ligadas ao mar, que quando encarnados viviam neste ambiente marítimo, tiravam seu sustento da pesca ou de atividades ligadas a navios e embarcações de toda a espécie.
Quando eles se manifestam nos terreiros de Umbanda, tem dificuldade de parar em pé, pois a sensação é de que estão no tombadilho dos navios, que se movimentam de um lado para outro de acordo com as ondas do mar. Então eles não param, caminham como se fossem cair, tombam pra cá e pra lá. Muitos, sem saber a origem dessas entidades que vem trabalham as emoções desequilibradas dos consulentes, aliviar suas dores e sofrimentos, pensam se tratar de marinheiros bêbados que não conseguem ficar em pé. Mas se enganam, embora eles possam ingerir bebidas alcóolicas como o rum, a forma como se movimentam não tem nada a ver com embriaguez, e sim com o movimento das ondas do mar, que fazem com que o navio tombe pra cá e pra lá.
Eles vem na forma de Iemanjá, Orixá feminina do Trono da Geração, no elemento aquático, e de Oxalá, Orixá masculino do Trono da Fé, então atuam fortemente nas questões emocionais, geracionistas, situações ligadas à criatividade e novas ideias. Eles são muito alegre e cordiais. Entretanto cada um também é manifestador do orixá de sua vibração, ou seja, da falange a qual pertence, podendo ser de Iansã, Ogum, Xangô etc.
Para os clarividentes, é comum perceber como se o ambiente todo estivesse inundado pelo mar, com suas ondas e todo o seu magnetismo quando os Marinheiros chegam para trabalhar na Linha de Umbanda. Toda essa força e energia chegam ao local de trabalho antes deles chegarem, e vão preparando o local e as pessoas que lá estão, tanto as que vão trabalhar quanto as que vão receber o atendimento.
É muito gratificante participar de uma gira de Marinheiros, os médiuns saem alegre, felizes. As entidades deixam no campo áurico dos seus médiuns uma sensação de bem estar e felicidade tão forte, que a pessoa sai irradiando esses sentimentos nobres.
Salve a Marujada!!!! Que nos amparem, nos protejam dos tombos da vida!
Salve a Marujada!!!
https://www.youtube.com/watch?v=YFNuFHP--28 
Boiadeiros
Na Umbanda tem espaço para todos os espíritos se manifestarem e trabalharem na caridade, independentemente da sua origem. Os Boiadeiros vem trabalhar regidos por Oia Tempo (Logunan) e por Ogum, então sua atuação principal é nos caminhos e no tempo, eles vem com seus laços e chicotes arrecadando todas as energias deletérias, miasmas e larvas astrais que se acumulam nos perispíritos dos consulentes, encaminham muitos obsessores e espíritos sofredores que se ligam ao campo áurico das pessoas, com a finalidade de buscar ajuda, muitos inconscientes que são conduzidos pelo magnetismo até um médium, para receber o auxílio necessário para o seu socorro.
Os Boiadeiros são inquietos, gritam e se movimentam muito, como se tocassem uma boiada, porém nesse movimento encaminham os irmãos mais necessitados, chegam a entrar em embates fortes com o baixo astral, pois são fortes energética e moralmente, refreando essas investidas negativas.
Alguns dizem que os Boiadeiros são Entidades que vem da linha de Exu e estão entrando para as linhas da direita, isso é aceitável, mas há muitos Boiadeiros que não foram Exus, vindo mesmo deste ambiente um tanto hostil e difícil da lida do campo, onde aprendeu a enfrentar situações desafiadoras.
A guia do Boiadeiro geralmente é feita com elementos naturais como sementes de diversas cores e formatos, como o olho de boi, eles atuam na vibração das sete Linhas de Umbanda. Na incorporação possuem uma vibração muito forte, muito presente, no geral são de poucas palavras, mas são muito diretos em seus conselhos e respostas, assim como as Boiadeiras também.
Jetruá Seu Boiadeiro!!! Salve a sua força!! Nos ampare nessa caminhada terrena, cuide de nossos caminhos, nos desvie dos perigos que não fazem parte da nossa prova, e nos auxilie naqueles que estão em nosso planejamento. Jetruá Seu Boiadeiro!!
https://www.youtube.com/watch?v=TFqmhkRLPrQ
https://www.youtube.com/watch?v=ea4O3Pm3qWU
Baianos
Na linha dos Baianos temos os espíritos de antigos Babalorixás e Ialorixás, Pais e Mães de Santo de diversas linhas religiosas de origem africana, há também os cangaceiros e cangaceiras, que viviam no sertão nordestino, que embora sua vida desregrada enquanto encarnado, trabalham nas terreiras de Umbanda ajudando o próximo a encontrar seus valores, seus tesouros mais preciosos, que são a fé, a humildade e o trabalho no bem, pois eles sofreram muito com preconceitos, dificuldades do sertão e muita falta.
Essas entidades espirituais são muito alegre, vem cantando e dançando, trabalham fortemente o campo áurico dos consulentes quebrando demandas e feitiços. Atuam sob a irradiação das Sete Linhas de Umbanda, identificamos a sua regência pelos seus nomes simbólicos ou por que eles mesmos dizem a quem mistério irradiam. A sustentação desta linha de trabalho é de Iansã, a Senhora dos Eguns, por isso também é conhecida como sendo uma via de evolução de eguns, que já trabalharam servindo os orixás quando encarnados. Eguns são espíritos desencarnados, aqueles que ainda não foram admitidos nas linhas de trabalho para terem o grau de Caboclo para ser um Caboclo Baiano de Lei.
É uma linha recente, mas vem ganhando admiradores e o respeito de todos. A sua saudação é “É da Bahia, meu pai!”, a cor da vela pode variar de acordo com a entidade, mas geralmente utiliza-se a amarela. Eles estão muito alinhados com a Linha das Almas, a Linha dos Pretos Velhos.
Curiosamente esta Linha de Trabalho é mais cultuada no sul e sudeste do Brasil, sendo que na Bahia não são muito conhecidos. Os nomes mais comuns destas entidades são:  Zé do Trilho verde, Zé Baiano, Zé do Coco, Severino, Maria do Alto do Morro, Maria do Balaio, Maria Bonita, Maria dos Remédios, Maria Baiana.
Vou contar uma situação que aconteceu comigo, a primeira vez que participei de uma gira de Baianos, não conhecia o Guia que iria se manifestar, porém imaginei que seria uma baiana com uma saia bem rodada que iria girar bastante, como aliás outras entidades fazem comigo. Pois bem, na hora da chamada dos Baianos, que se apresentou foi o Zé do Côco, dançando xaxado, sério mas muito feliz por estar ali. Eu fiquei surpresa por que não esperava um cangaceiro, mas feliz por ter permitido que ele viesse e ajudasse as pessoas que estavam ali. 
Malandros
Para conhecermos esta linha de trabalho é preciso conhecer quem foram os malandros quando em vida. Driblar as dificuldadesé a especialidade deles, sempre com bom humor e esperteza, não eram santos mas sabiam que precisavam sobreviver e muitos só contavam com a sua inteligência e astúcia para conseguir vencer as lutas diárias. Viver na noite, aproveitando a festa, era uma forma de evitar encarar as dores e sofrimentos. Assim ao desencarnarem, esses espíritos puderam compreender muitas situações que viveram e se elevar na evolução espiritual pela forma como levaram a sua vida quando encarnados. 
E assim surge a Linha dos Malandros, espíritos que representam a exclusão social, que conhecem as mazelas das pessoas, as suas dores e sofrimentos, além de todos as formas de espertezas, as boas e as maldosas. Na Linha de Umbanda vem oferecer ajuda aos consulentes, trazendo uma palavra de conselho, uma caridade de limpeza energética enquanto dançam, quebram demandas e abrem caminhos, mas também atuam na cura do corpo físico e espiritual.
A gira dos Malandros é alegre, leve e muito poderosa, deve-se levar a sério o que eles falam, por que suas palavras, embora tenham como moldura um belo sorriso, dizem muitas verdades.
Os Malandros não são um tipo de Exu, apesar de alguns se apresentarem nas giras de esquerda, quando não há um culto específico para eles na casa, ainda sim pode se manifestar o Exu Malandro, que é um Exu com nome de Malandro. Há informações que essa linha surgiu em Pernambuco, entretanto hoje encontramos uma corrente muito forte e em ampla expansão pelo Brasil, amparados por Zé Pelintra, o chefe dessa falange.
A falange dos Malandros e Malandras não tem uma regência específica, porém são amparados pelos Orixá Ogum, já que são da estrada. Podem também ser regido por Oxalá, quando há uma fita branca no chapéu, e ainda na regência de Exu. Dependendo da terreira onde se manifestam, o que não diminui em nada o seu valor nas giras de Umbanda, na caridade que fazem e no bem que fazem aos consulentes.
Geralmente vestem-se com elegância, com ternos brancos ou camisas de seda. Utilizam as cores branca, preta e vermelha, sempre em combinações de pares. Não pode faltar o chapéu tipo Panamá.
As Malandras apresentam uma vaidade sem igual e muita feminilidade, os Malandros também são muito vaidosos, gostam de ganhar presentes e fazem festa. Suas características podem variar de gostar de dançar, gingar e se movimentar pela terreira, a ficar parado observando o movimento, entretanto ambos mantém os seus trejeitos característicos. 
Seu ponto de força é a subida dos morros, encruzilhadas e estradas, também cemitério, pois trabalham muito com as almas. Sua imagem costuma ficar na entrada do terreiro pois eles cuidam das portas e entradas.
Alguns nomes de Malandros e Malandras: Zé Pelintra, Zé Malando, Zé do Côco, Zé da Luz, Camisa Preta, Maria Navalha, Malandra das Almas, Malandra Rosa Vermelha, Malandra Maria do Cais, Malandra 7 Saias do Cabaré.
Salve a Malandragem! Salve os Malandros e Malandras da Umbanda!
https://www.youtube.com/watch?v=KcQ9LKDpxyQ 
Sereias
No plano natural da vida, ou 6º plano da vida, onde nos encontramos encarnados, há os nossos irmãos naturais que estão seguindo a via evolutiva sem encarnar, são os Seres Naturais. Eles vivem em seus ambientes elementais, são como nós no formato do corpo, porém não possuem corpo físico.
As sereias são seres naturais, ou seja, nunca encarnaram, mas estão no mesmo plano da vida que nós, e vem nos auxiliar nas linhas de Umbanda, trabalhando com limpeza energética, anulando magias negativas, afastando obsessores, espíritos desequilibrados ou vingativos. É uma linha muito poderosa, porém pouco requisitada nos terreiros.
Podem vir nos cantos para Iemanjá, Oxum ou Nanã Buruquê, sendo que as sereias mais antigas, as Ondinas, vem na vibração de Nanã e possuem movimentos mais lentos. As encantadas elementais aquáticas, que pertencem ao 5º plano da vida – o Encantado são as Sereias de Oxum e costumam se movimentar mais rapidamente. Porém as sereias “verdadeiras” são as regidas por Iemanjá.
A gira das sereias nos traz uma paz de espírito muito grande, uma leveza indescritível e uma felicidade suave misturada com uma esperança inabalável. Elas fazem uma limpeza tão profunda nos campos áuricos dos médiuns e dos consulentes, que não podemos imaginar, retirando miasmas, larvas astrais e formas pensamentos que pesam em nosso cotidiano e roubam nossas energias.
As oferendas paras as sereias são realizadas na areia da praia, nos lagos ou na beira dos rios, são utilizadas flores brancas, velas brancas, azuis, amarelas ou rosas, espumante e frutas doces ou em calda.
As sereias não falam, mas emitem um som como se fosse um canto, mas na verdade é um poderoso mantra aquático que consome e desmancha muitas cargas negativas e camadas de cracas que estão impregnados os nossos campos áuricos.
As Sereias são um arquétipo muito conhecido ao longo da história da humanidade, com muitas representantes no panteão mitológico, Afrodite, a Deusa do Amor tinha uma ligação muito forte com o mar, Iara, uma sereia amazônica teria sido uma índia guerreira que morreu no encontro dos rios Negro e Solimões, tendo sido transformada pelos peixes em um ser metade peixe e metade mulher morena de cabelos negros e longos, e Iemanjá, a Rainha do Mar, é a representante africana que reina no mar, entre outras, são divindades que trazem o sagrado feminino em seus aspectos mais fortes, a sensualidade e a maternidade.
Assim as sereias são um arquétipo que nos faz refletir sobre as situações que nos colocam em divisão, são duas partes opostas num mesmo ser, sensualidade e maternidade aparentemente são antagônicos, assim como a beleza do mar e os seus perigos, ou como os desafios do equilíbrio emocional, são situações que as sereias vem nos equilibrar sob a vibração dessas orixás femininas aquáticas, lembrando que a água representa as nossas emoções e sentimentos, e a evolução é a capacidade de adaptação ao meio no qual estamos inseridos.
Os arquétipos sempre nos proporcionam uma análise mais aprofundada sobre a sua representatividade, pois podemos fazer comparações com outras situações para compreendermos melhor os seus significados. Por isso o estudo da Umbanda é tão fascinante, nos dá uma infinidade de possibilidades, de ligações internas e externas, por que tudo está interligado, as religiões falam da mesma coisa com palavras diferentes, os seres mitológicos foram ao longo do tempo sendo adaptados para atender às necessidades das pessoas de sua época, de acordo com o entendimento apropriado ao adiantamento mental. Se hoje, muitos conseguem ligar as diferentes religiões numa linha de raciocínio, o que há pouco tempo atrás não seria nem sequer cogitado, podemos esperar que num futuro não muito longe, haja uma expansão considerável neste sentido.
Quando podemos identificar qual a sereia está incorporada podemos fazer a saudação específica: para as sereias regidas por Iemanjá: Odociaba! Para as regidas por Oxum: Ora Ye Ye! Para as regidas por Nanã Buruquê: Saluba!
Quando não é possível identificar a entidade que se manifesta, saudamos com Adociaba!
https://www.youtube.com/watch?v=7rDqfD3ZgPk
Vimos até aqui as linhas de trabalho da Umbanda que foram ao longo do tempo se apresentando e se integrando ao panteão africano reverenciado nesta religião brasileira. 
Estamos ainda em constante evolução, a Umbanda não está concluída muito menos já se apresentaram todos os participantes. Outras linhas hão de surgir no futuro, atendendo a do povo brasileiro que se ve representado nas giras e nos terreiros, por personagens que trazem arquétipos conhecidos, de povo da nossa gente ou de povo que vem de longe para, também auxiliar no atendimento de tantas pessoas necessitadas.
A caridade às pessoas necessitadas é realizada de várias formas, mas o alívio das dores pelo esclarecimento, uma palavra de conforto vinda de alguém que já passou pelo mesmo problema, um axé de coragem e ânimo, são carinhos que a espiritualidade nos proporciona para vencermos nossas batalhas diárias e terrenas, onde o combate é contra nosso ego, nossa arrogância, mas tambémnossa ignorância e despreparo para as coisas da vida. 
Assim, a cada passe, conversa ou limpeza energética, os Guias de Lei da Umbanda fazem a sua parte para que nós encarnados possamos fazer a nossa, evoluir pela experimentação. 
Linhas de Umbanda e Linhas de trabalho se entrecruzam o tempo todo. Muitos Guias são espíritos que já encarnaram, e aqueles que nunca encarnaram, tem algo em comum, todos possuem pais e mães orixás que os sustentam energeticamente, e que passam a irradiar enquanto trabalhadores da Luz e seres em evolução. 
Cada Guia, seja da linha de trabalho que for, Caboclo, Exu, Preto Velho ou outro, também possuem Orixá de frente e juntó, e deles são manifestadores. 
Um espírito que se manifeste como Ogum Beira Mar, por exemplo, tem em seu ori, a orixá Iemanjá, e assim é um manifestador da sua essência divina aquática, no grau de Caboclo, que é uma hierarquia conquistada com muito esforço, dedicação e estudo. E assim é para todos os Guias.
Alguns possuem nomes ocultadores de suas origens, não sendo permitido revelar o motivo desta situação. Com o passar do tempo vamos conhecendo nossos guias e de acordo com o que eles nos falam, saberemos a sua origem. Por exemplo, Exu Marabô, em princípio é manifestador das matas, mas em seu nome simbólico não há indicativo disso.
Aqueles guias que alcançam uma evolução tal que atendem às 7 linhas de Umbanda (fé, amor, conhecimento, justiça, lei, evolução e geração), sendo manifestadores de todas elas, tem a possibilidade conter em seu nome simbólico o nome 7 mais o indicativo de sua origem. Caboclo 7 Flechas, é um caboclo de Oxóssi que atua nas 7 linhas de umbanda.
Cada nome simbólico de Guia é uma falange, um grupo numeroso de espíritos que atendem pelo mesmo nome simbólico, não é o mesmo espírito que atende em todos os lugares, mas muitos espíritos que podem trabalhar com vários médiuns. Para eles o nome, a identificação é apenas um detalhe, não tem nenhuma importância a individualização deles, porque o trabalho que é feito, a assistência e o resgate de todos os irmãos que recorrem à Umbanda buscando alívio para suas dores, isso é o que importa.
Então, sejamos muito gratos pela abnegação dessa multidão de Guias de Lei que vem em terra trabalhar para o nosso adiantamento moral, espiritual e emocional. 
LAROYE EXU, EXU É MOJUBÁ!
LAROYE POMBAGIRA, POMBAGIRA É MOJUBÁ!
OKE CABOCLO!
ADOREI AS ALMAS!
SALVE A IBEJADA!
SALVE A MARUJADA!
JETRUÁ SEU BOIADEIRO!
É DA BAHIA!
ADOCIABA MINHA MÃE!
ORI ORI Ô CIGANOS!
OLHA A MALANDRAGEM!
GRATIDÃO QUERIDOS AMIGOS, QUE NOS AMPARAM, SUSTENTAM, ORIENTAM E ESCLARECEM. PEDIMOS A DEUS QUE OS ABENÇOE HOJE E SEMPRE!
SALVE A UMBANDA!!!
GUIAS ESPIRITUAIS
Saibam que, por Guia de Lei, entendemos os espíritos que já se assentaram à direita e à esquerda dos Sagrados Orixás e os servem religiosa e magisticamente, sempre trabalhando em benefício da evolução da humanidade, tanto dos espíritos encarnados como desencarnados.
Nossos Guias Espirituais são espíritos muito preparados para a atividade que desenvolvem, altamente confiáveis em suas atitudes, conselhos e magias. Enquanto nós, médiuns encarnados, somos os canais para que eles possam atuar em nosso benefício, já que eles não possuem magnetismo animal, próprio de quem está encarnado, senão não poderiam interferir da forma como fazem em nosso campo áurico.
Muitos médiuns acreditam que, em razão do adiantamento intelectual e moral do Guia é suficiente para o desenvolvimento da atividade de caridade, não precisando ele estudar ou se dedicar na busca do seu autoconhecimento. Já passou o tempo em que os médiuns eram inconscientes, embora haja alguns casos ainda de pessoas que incorporam e não lembram absolutamente de nada que o Guia realiza durante o transe. Com o desenvolvimento da consciência, cada vez mais há casos de médiuns que estão ali, observando e sabendo tudo o que o Guia faz e fala, é uma responsabilidade compartilhada. O médium, embora incorporado, tem ciência de tudo o que ocorre a sua volta, apesar de não ter controle dos movimentos do seu corpo e de se cuidar para não interferir na atuação do Guia. 
Assim como a responsabilidade está sendo compartilhada, o conhecimento também pode ser compartilhado entre o médium e o Guia. Um médium que tem informações sobre a espiritualidade, campos vibratórios, campo áurico, ressonância, sobre a doutrina da sua religião e outras informações pertinentes a sua atuação religiosa, fará com que a sua participação no atendimento seja mais qualificado, direcionado, eficiente e eficaz, permite que o Guia utilize tudo o que estiver em sua mente, tudo o que já foi estudado, mesmo que não se lembre do assunto conscientemente, se um dia leu ou estudou, o Guia poderá buscar esse registro em sua memória e utilizar da melhor forma possível. Além da comunicação entre esses parceiros de caridade ser mais afinada, por que o médium entende o que o Guia fala ou indica, seja por imagens mentais, audição ou qualquer outro meio possível.
O Guia tem muitas habilidades, tantas que nem temos condições de imaginar toda a potência e capacidade de realização, resultado de muito estudo, prática no bem, muitos obstáculos vencidos, então não são seres que vem para se divertir dançando, cantando ou bebendo. Entenda que todos os movimentos, risadas, batidas do pé no chão, estalos de dedos, giros e gritos tem motivos para serem realizados, alguns estarão quebrando formas pensamentos das pessoas, camadas energéticas negativas, magias negativas, mau olhados, pragas e maldições. As bebidas e comidas ingeridas pelos Guias enquanto incorporados em seus médiuns servem como elemento energético para atuação no trabalho que estão desenvolvendo ou irão desenvolver mais tarde, em benefício do médium ou do consulente. Quando são oferecidos ao consulente, servem como um axé, uma doação energética com um fim específico para atuar no seu interior, diretamente no campo energético da pessoa.
Nada que se faça numa terreira de Umbanda Sagrada, pelos Guias ou pelos médiuns que estão sintonizados com a espiritualidade é em vão. Tudo tem um motivo para existir, terá algum resultado em busca do melhoramento das pessoas que para lá se deslocaram. Os Guias são especialistas em verificar a vibração de cada um, seus sentimentos, dores e sofrimentos, além das dúvidas e desejos. Porém, embora possam ter acesso a sua tela vibratória, podem limitar-se às perguntas feitas pelo consulente, dando conselhos e orientações, incentivando o desenvolvimento moral e intelectual da pessoa. Não há reserva de emprego, retorno de pessoa amada ou atalho dos seus obstáculos, contudo há um fortalecimento da sua vontade para buscar a vitória sobre as suas dificuldades.
O médium deve sempre estar atento aos sinais de cada entidade com quem trabalha, reconhecendo a sua energia, sensação física da sua aproximação e manifestação. Além disso, manter-se de acordo com o preceito necessário para a realização da atividade mediúnica, preparando-se para a sessão com banho de ervas, evitando a ingestão de carne e de bebida alcóolica e de sexo. A não observação deste preceito de 24h antes da gira, poderá atrapalhar muito a conexão com a entidade que já precisa baixar o seu nível energético para alcançar o nível energético do médium, e quando o médium não observa o preceito, seu campo energético fica menor ainda, dificultando que o Guia de Lei se aproxime.
Nestes casos, podem ocorrer algumas situações desagradáveis: o médium pode não incorporar, então se for honesto, irá informar ao dirigente a sua condição, ou poderá realizar uma incorporação anímica, onde não há uma entidade de Luz guiando o trabalho, mas tão somente o inconsciente do médium; ou poderá uma outra entidade com nível energético mais próximo do campo do médium, aproveitar-se dessa situação para manifestar-se, fingindo ser um Guia de Lei, esse é o Quiumba. Ele é um espírito não reconhecido como de Lei, pode ser alguém a mando de algum mago negro, que vem para desequilibrar o médium ou a casa onde trabalha. Ele se passa pelo Guia de Lei e pode fazer algum estragona mediunidade da pessoa ou no trabalho como um todo. Mesmo que o Guia de Lei esteja observando, ele nada faz para evitar essa situação, por que é responsabilidade e cuidado com a sua mediunidade é do médium. Ele deve prestar atenção aos Guias que incorpora, ao seu preceito e a sua atuação na sessão. Desta forma, essa abertura que o Quiumba aproveita para atuar, é um aprendizado para o médium ter em mente que a sua responsabilidade é grande e que se ele não cuidar de si, ninguém o fará.
Além dessa situação, podem ocorrer problemas na corrente da casa, no atendimento dos consulentes, na vida pessoal do médium, por que muitas são as possibilidades de interferência deste espírito, que não é de luz e que tem algum objetivo escuso. Pode evoluir para uma obsessão, onde esse espírito acaba confundindo a mente do médium, a partir daí muitas dificuldades irão se apresentar, podendo durar muito tempo, até que o médium desconfie ou se dê por conta do que está acontecendo e mude a sua atitude.
A espiritualidade atua de forma muito organizada, muitas vezes vão dando corda para o engano do médium, a fim de alcançar um número maior de foras da lei e quando chega a hora certa recolhem todos juntos. Tudo é aprendizado, tudo é estratégia dos irmãos trabalhadores da luz que proporcionam sempre muitas chances de mudança comportamental, sentimental e moral.
Quando, após dar abertura para um Quiumba e conseguir desvencilhar-se dessa influência negativa, o Guia de Lei estará pronto para auxiliar o médium a se reequilibrar, reenergizar e reorganizar-se no trabalho religioso.
Também há situações em que o Guia de Lei é capturado pelos seres das trevas, são aprisionados, torturados e mantidos em lugares horríveis, quando vão em operações de resgate de espíritos que precisam ser resgatados. Embora toda essa situação, eles mantem a fé em Deus, a fé no Alto, e sabem que mais cedo ou mais tarde irão ser resgatados pelos irmãos da Lei, e quando isso ocorre são regenerados, reenergizados e capturam todos os que estavam o mantendo preso. Você que é médium de Umbanda, já notou em algum momento que um Guia de Lei já desapareceu? Que não veio mais trabalhar nas giras? É bem provável que tenha sido capturado. Para resgatá-lo é preciso uma atuação magística ou religiosa muito bem realizada por algum experiente e com capacidade energética, moral e com conhecimento suficiente para tal.
https://www.youtube.com/watch?v=Uzh2Eg8gYXU
TEMPLO ESCOLA DE UMBANDA
A Umbanda Sagrada, como já vimos em nossos estudos, é uma das várias tradições que estão sob um grande guarda-chuvas chamado Umbanda, é uma vertente, com alguns aspectos que a diferenciam das demais vertentes, mas que mantém os mesmos pilares e doutrina das demais linhas ou Umbandas.
Nesta vertente de Umbanda Sagrada, todos os templos são um escola, um local onde as pessoas podem ir, se matricular num curso e aprender sobre Umbanda, sem que tenham um vínculo com a casa, mas tão somente com o ministrante do curso durante o período do curso, independentemente do tipo de curso que seja.
Outras religiões possuem formação regular, graduam seus representantes sob a mesma linha de conhecimento, mantém suas liturgias e rituais com grandes semelhanças, assim demonstram certa unidade de conhecimento, de formação, uma certa hierarquia vertical que organiza toda a religião, desde o seu representante máximo até o representante local na comunidade. Mesmo que essa hierarquia não seja longa, há alguém acima de alguém, um coordenador, um mestre, um representante divino que unifica a religião.
Na Umbanda não ocorre da mesma forma, pois é uma religião horizontal, sem hierarquia, sem uma liturgia ou rituais rígidos, por que cada sacerdote ou dirigente espiritual é a autoridade máxima em seu terreiro, não há um único representante divino, todos os orixás são divinos, nem há um livro onde conste a doutrina de toda a Umbanda.
Assim a Umbanda Sagrada é um pouco diferente das demais tradições de Umbanda no que tange à doutrina, por que se reúne em volta da literatura deixada por Rubens Saraceni, que não pretendeu deixar um livro sagrado, mas informações que pudessem nortear e embasar toda a doutrina espiritual umbandista, dando condições dos umbandistas compreenderem a fundo como todo o processo ocorre, por que ocorre e quando ocorre.
Seguindo este entendimento, a Umbanda Sagrada nos apresenta um templo escola, local de atendimento fraterno nas giras de Umbanda seguindo as diversas linhas de trabalho e permitindo que o dirigente atue de acordo com a manifestação da sua espiritualidade, e também um local de aprendizado das coisas espirituais, onde cada aluno pode desenvolver a sua espiritualidade aprimorando a conexão com seus Guias e Mentores, conhecendo-os e sentindo as suas vibrações, apresentando-se aos orixás no caminho do sacerdócio e muitos outros cursos que trazem informação e explicação para as constantes dúvidas, até que a pessoa possa definir-se por si própria com seus Guias.
Desenvolvimento mediúnico é um assunto amplo e que exige cuidado na hora de trabalhar, pois muitas são as armadilhas que podem fazer com que o médium caia em seu caminho. A condução deve ser realizada por pessoa habilitada para tal, com conhecimento não só do lado positivo como também dos problemas que podem ocorrer, dos transtornos que podem desencaminhar um médium, além de estar atento aos guias que se apresentam para a atividade. Saber orientar nas situações difíceis é o grande diferencial entre os sacerdotes, por que falar das coisas positivas é fácil, agora explicar e orientar nas situações difíceis é o desafio, é o que separa o sacerdote preparado dos demais.
O caminho do sacerdócio é um curso controverso, pois muitos dizem que não se pode formar um sacerdote de Umbanda, que quem define se a pessoa tem condições de ser um sacerdote é a espiritualidade dele. Assim, muitos não aceitam essa atividade desenvolvida na Umbanda Sagrada. Porém eles não se dão por conta, que somente chegam no curso de sacerdócio aqueles que tem essa missão, mesmo que nem eles saibam disso. Muitas situações ocorrem durante e após esse curso, os caminhos mudam sem que possamos imaginar para onde vão. Entretanto temos a certeza que o conhecimento foi desvendado, basta que cada um trilhe o seu caminho. Há uma variedade importante entre os cursos de sacerdócio de templos diferentes, e estão todos certos, por que cada turma, cada local, cada dirigente e cada aluno tem necessidades próprias e muito específicas, é preciso confiar, ter fé que tudo ocorrerá como tem que ser.
Sair correndo atrás de cursos, diplomas, maiores e melhores professores, templos mais conhecidos, ter todos os livros, saber todas as informações, não passa de materialismo espiritual. Falta de consciência que em questões espirituais o menos é mais, a humildade é muito importante e que o que precisamos saber chega até nós sem esforço.
Curso sobre ervas, benzimentos, firmezas e oferendas, enfim, muitos são os campos de aprendizado numa terreira de Umbanda Sagrada, sem a necessidade que o aluno pertença à casa ou à corrente, pode ser de outra casa, pode não ser de casa alguma, o que vale mesmo é que o conhecimento seja ampliado, quanto mais pessoas despertarem nesta dimensão para a alcançar outros planos, outras esferas, contatar outros seres, enfim, ampliar suas conexões com segurança e conhecimento, melhor será para o planeta, pois maior será a compreensão da necessidade de preservação da natureza, do respeito aos outros, da fraternidade entre todos.
Não vou me atrever a falar de outras tradições, mas sei que em muitas não há essas modalidades de cursos, o conhecimento é passado dentro da terreira, ao longo de vários anos durante a vivência dos filhos com o dirigente e com os Orixás e Guias. Tudo tem validade, senão não existiria. Cada pessoa se encaixa em um sistema diferente, por isso há tantas religiões disponíveis, para que cada um possa escolher de acordo com os seus gostos, necessidade e condições financeiras, intelectuais e emocionais. E repito, está tudo certo, não há certo ouerrado, mas uma ou outra diferentes entre si para atender a enorme diversidade de seres humanos que habitam o Planeta.
https://www.youtube.com/watch?v=tonGoZZZg94
Além de tudo isso, uma grande diferença que percebo entre as tradições que trabalham com a Umbanda, é como são vistos os Guardiões e Guardiãs, os Exus e as Pombagiras. 
MÉDIUNS E MEDIUNIDADE
Na Umbanda Sagrada os médiuns tem desenvolvimento constante, por que o aprendizado também é constante, uma entidade sempre tem algo novo a ensinar, um médium sempre tem algo novo a descobrir dentro desta religião incrível que é a Umbanda, tão ampla e tão abrangente, que não se limita ao espaço físico de um terreiro, mas abre a possibilidade de buscar novos ensinamentos em outras casas de Umbanda Sagrada sem nenhum problema, pois é o conhecimento sendo repassado na horizontal, ou seja não é de cima para baixo, mas lado a lado vamos todos evoluindo e se melhorando. Por isso não acredito em médium que se diz pronto, simplesmente por que ainda estamos aqui, encarnados, e se ainda estamos aqui o motivo é simples, ainda há muito o que aprender. Mas alguém pode estar se perguntando sobre os médiuns que ensinam e os Pais de Santo ou Sacerdotes de Umbanda Sagrada, como podem ensinar se ainda estão aprendendo? Bem, todos nós podemos ensinar, o conhecimento é escalonado e muito diversificado, um sabe mais do que outro num aspecto, mas em outro aspecto é ao contrário, e assim, todos podem ensinar aquilo que já aprenderam e todos devem buscar o conhecimento do que ainda não compreendeu.
Esse movimento de ida e vinda do conhecimento é o que forma teias, verdadeiras redes de informações que fortalecem cada vez mais a Umbanda e os médiuns, pois o aprendizado não fica restrito, pelo contrário, é cada vez mais amplificado, disseminado e divulgado aos quatro cantos do Brasil. O compartilhamento de descobertas nos dá a possibilidade de compreensão muito mais rápida e consciente.
E nesse contexto todos os templos de Umbanda Sagrada são Templos Escolas, justamente com a finalidade de disseminar o conhecimento deixado por Pai Rubens Saraceni em sua literatura. Nos seus livros ele nos deixou muitos dados que não se encontra em nenhuma outra linha religiosa. Ele esclareceu muitos pontos obscuros que eram verdadeiros mistérios para nós encarnados, nos fazendo compreender muito mais qual é a atuação dos guias, indo até as minúcias da explicação, além claro, de muitos outros aspectos profundos e complexos.
Os fundamentos da Umbanda foram explicados e sua atuação foi compreendida, por exemplo: o uso de ervas é um fundamento por que está diretamente ligado ao Caboclo erveiro e curador; com o estalar dos dedos o Guia quebra camadas de energias negativas que estão no campo áurico do assistido; a bengala que o preto-velho bate no chão, desmancha magias negativas feitas contra a pessoa; a gargalhada da Pombagira pode quebrar padrões energéticos negativos ligados ao consulente ou que sejam gerados pelas pessoas do ambiente; a fumaça do charuto do Exu, limpa o consulente das formas pensamento, larvas astrais e miasmas que estiverem grudados no seu corpo astral; as palmas que os médiuns batem enquanto estão na corrente fortalecem a gira, criam um campo eletromagnético de proteção junto com a vibração dos seus Guias, estabelecendo uma conexão potente entre todos os trabalhadores; o som do atabaque mantém o nível energético da corrente em condições de sustentar os trabalhos, quando o ogã (médium que toca o atabaque) percebe em sua mediunidade que um médium da corrente está enfraquecido energeticamente, ele puxa o ponto daquela entidade, para fortalecer o médium e a conexão deste com a Entidade incorporada.
Muito ocorre numa gira dentro da corrente, mas o principal é a união do grupo, cada um observar-se a si sempre, para não permitir que o seu ego tome a frente nos trabalhos. Quanto mais humildade houver, ou seja quanto maior a compreensão de que esse trabalho é muito pequeno diante da grandeza da Criação, melhor será o resultado e mais tempo irão atuar em benefício dos nossos irmãos necessitados de uma palavra de fé, esperança e auxílio espiritual.
https://www.youtube.com/watch?v=DKwdBKXE8As 
TIPOS DE MEDIUNIDADE
Na Umbanda são importantes todos os tipos de mediunidade, desde a mediunidade ostensiva como a incorporação, até a não ostensiva como a intuição de quem passa as pessoas que vem buscar atendimento para os guias da corrente. Não importa qual é o tipo de mediunidade que a pessoa possua, o que determina a sua atuação é a sua vontade de auxiliar aos irmãos que precisam mais. 
Algo acontece com muitas pessoas que entram para uma corrente mediúnica, seja qual for a linha religiosa ou de estudos, uma vontade incontrolável de ser visto, admirado, invejado, ter manifestações que chamem a atenção de todos, quer ser estudado como um prodígio. Mas não é isso que o trabalho mediúnico espera de nós, muito pelo contrário, quanto mais humildes formos maior será o nosso mérito, não queira os louros do seu trabalho agora, por que se vierem assim, como muitos desejam, não haverá nenhum mérito espiritual na sua atitude, pois já está paga, já terá recebido sua recompensa através de bajulações e destaque entre os iguais. 
Entenda que não a questão não é haver mérito espiritual em ser admirado, mas como reage a essa admiração. Se a reação for de quem pensa que é bom, que está arrasando, que pode receber mais destaque, que sente o peito inflado de tanto orgulho de si mesmo, lamento dizer que está se desequilibrando, se iludindo num brilho que pensa que possui, mas que na verdade não passa de ilusão, por que está deixando o ego passar na frente, deixando a sua pessoa se destacar mais que a sua missão de caridade. Esta sim merece a atenção plena de todos.
Agora se a reação for de quem sabe que não sabe de nada, que o que faz é muito pouco perto do que poderia fazer, e que apenas ajuda as pessoas a seguirem seus caminhos mais leves, mais esclarecidos ou com mais condições físicas, morais e intelectuais, que a missão é tão grande e valiosa, que qualquer pessoa que possa auxiliar e se engajar nesta tarefa de ajuda aos necessitados é também uma valorosa pessoa, e merece todo nosso carinho e respeito. Que o grupo, por mais que trabalhe nunca será o melhor, por que todos devem fazer o seu melhor e assim, todos são iguais. Este sim está compreendendo que faz parte do todo igual a todos os outros irmãos, e assim vai evoluir ajudando os outros a evoluírem também.
Então, tanto faz o tipo de mediunidade que o médium tenha, todos são importantes para o bom andamento da corrente e do atendimento ao público. Se não fosse importante, a espiritualidade não permitiria que estivesse ali. Muitas vezes esquecemos que o nosso livre arbítrio é relativo. Nem sempre estamos onde queremos estar, mas certamente estamos onde devemos estar. E assim acontece com todos os aspectos da nossa vida, relacionamentos amorosos, familiares, profissionais, moradia, trabalho, escola. Tudo é como tem que ser, algumas situações independem da nossa vontade e nessas ocasiões que o livre arbítrio não existe, por que são momentos de resgate, momentos em que estaremos reencontrando alguém de vidas anteriores, por exemplo, e a partir daí a forma como iremos reagir é amparada pela nossa livre escolha. O que resultará num novo carma ou numa redenção de débitos passados. Essa confiança que temos em situações que não conhecemos dá-se o nome de Fé. Por isso a fé é imprescindível nas questões religiosas, por que não sabemos muitas vezes por que estamos passando essa ou aquela situação, ou por que não consigo incorporar ou permanecer incorporado, ou tantos outros por quês que nos atormentam. Confie, tenha fé, busque o aprendizado, perceba os sinais que surgem a sua volta, coloque o aprendizado em prática. Não adianta ler, ouvir, estar no grupo de estudo, se não tenta encaixar na sua realidade o que aprendeu. Casa de ferreiro, espeto de pau! Esse ditado já não cabe mais no século XXI. Vamos acordar pessoal, o tempo está passando, vai chegar a hora daseparação de quem despertou e quem quer ficar adormecido, quem encarou a maturidade espiritual e quem quer continuar na adolescência inconsequente sem saber de nada.
Numa mesa mediúnica espírita, tem médiuns que não participam ativamente das atividades, porém eles tem um motivo para estarem ali, são os que mantém a vibração do grupo equilibrada. Numa terreira de Umbanda, quem mantem o nível vibratório da corrente é a curimba, os tocadores de atabaque que cantam puxando os pontos específicos das Entidades e para os momentos de abertura e encerramento da sessão. Essa atividade também é um tipo de mediunidade, também tem um guardião que ampara a curimba, mantendo a conexão deste grupo ou pessoa sozinha, com a corrente como um todo. É uma simbiose de energias que saem dos atabaques e das vozes dos ogãs em direção aos médiuns e Guias, e a energia que os Guias emanam diretamente e através dos médiuns, para a curimba e para os consulentes, envolvendo todos os presentes no local em um vórtice energético de limpeza, purificação, energização, equilíbrio e muito mais. Quando o consulente chega para consultar com o Guia, já tem a sua aura limpa, sua mente mais desperta, está mais suscetível aos conselhos daquela entidade.
No espaço destinado a uma sessão, seja uma garagem, sala da casa ou espaço próprio para a terreira, há um isolamento energético que impede que as energias ali trabalhadas se expandam para o entorno. Assim quem mora na volta não sofre nenhuma influência dos atendimentos ou energização realizada na terreira, a não ser que compareça para ser atendido. Isso acontece para a segurança de todos, tantos dos vizinhos, quanto dos integrantes da corrente e dos consulentes. Por que o plano espiritual não é formado somente por seres de luz ou seres esclarecidos, há muitos trevosos, seres que não compreendem o bem, só desejando o mal como forma de vingança, buscando a sua justiça feita com as próprias mãos. Então não entra ninguém, encarnado ou desencarnado que não deva estar ali, e ainda que entre, muitos não saem, por que são recolhidos pelo poder da Lei Divina.
Muito há para se descobrir sobre as questões mediúnicas e espirituais de um terreiro. A teoria é muito ampla, mas não mais que a vivência, ter a experiência em um terreiro é algo indescritível, por que a cada momento estaremos aprendendo algo novo, uma nuance diferente da mesma entidade, uma atitude nova, um atendimento diferenciado. Mas é preciso ter humildade verdadeira no coração para poder presenciar tudo isso. Muitos dizem que são orgulhosos de serem humildes, isso é uma falsidade tremenda, por que o orgulho é justamente o contrário da humildade, vai ser preciso um autoconhecimento, um estudo sobre as próprias emoções e sentimentos, para compreender que o orgulho pode ser aceitável em algumas situações de conquistas difíceis, de superação, mas na maioria das vezes ele está ligado a um excesso de amor próprio, arrogância e soberba, como quem se sente mais médium, com mais capacidades que os outros. E a humildade é justamente o oposto, é a consciência de que tem limitações, que pode se esforçar ao máximo, mas sempre haverá alguém melhor ou mais capaz, preza pela simplicidade, justamente porque o menos é mais, não precisa de luxo nem de pompa para as coisas de Deus, nem vela, nem altar, nem terreira, pois Deus está dentro de cada um de nós, e a melhor oferta que podemos fazer a Ele, é nós mesmos, nosso espírito é nosso templo vivo e divino, e se estiver limpo e de acordo com a Sua Lei Maior e Justiça Divina, será muito melhor do que acender mil velas e fazer mil oferendas.
Cada um segundo as suas obras!!!
Além das capacidades mediúnicas que são utilizadas durante a sessão, existem as que são usadas em outros momentos, como a psicografia e a inspiração, que nos permite ter acesso a tantos ensinamentos transmitidos pela espiritualidade superior, a intuição que nos possibilita receitar um banho, uma oferenda ou um chá, recebendo mensagens das Entidades que nos amparam.
Quanto mais o tempo passar, menores serão as manifestações ostensivas de mediunidade, por que no futuro não haverá mais incorporação ou qualquer outra atividade física, mas tudo será mental, a comunicação do Guia com o médium será pelo pensamento, e médium poderá dar os conselhos da espiritualidade em qualquer lugar sem a necessidade de toda a ritualística que hoje ainda é necessária, para que possamos acreditar que o Guia está ali e que não é o médium quem está falando.
Algumas vezes, dependendo da moral do médium, o Guia pode dar um passo atrás durante a incorporação e deixar que o próprio médium fale com base na sua experiência e conhecimento, sem nenhum prejuízo para o atendimento do consulente, mas com uma diferença imensa para a autoconfiança do médium, que sente a confiança que seu Guia tem nele.
https://www.youtube.com/watch?v=dPwdCR7NDog&list=RD9oFVo31n7ks&index=6 
 
MAGIA DIVINA
Esse tema não faz parte da Umbanda Sagrada e nem de nenhuma outra tradição de Umbanda, entretanto não poderia deixar de mencionar aos irmãos a existência da Magia Divina trazida ao plano material por Mestre Seiman Hamiser Yê através do médium Pai Rubens Saraceni, sendo este o motivo de trazer esse assunto ao nosso estudo. Por que embora a magia divina não seja uma religião ela nos permite a compreensão de muitos aspectos magísticos e religiosos realizados pelos médiuns e pelos Guias.
Para maior entendimento de todos, vou transcrever o texto explicativo sobre a magia divina publicado no site do Colégio de Magia Divina, órgão que coordena as iniciações de todos os magos e magas nos graus de magia no Brasil e no Mundo. 
O que é Magia?
Magia (não é mágica = ilusão), antigamente rotulada de “Grande Ciência Sagrada” pelos Magos, é uma ciência oculta que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza.
Toda magia tem características ritualísticas, iniciáticas e cerimoniais que visam estabelecer contato do indivíduo com os aspectos ocultos do Universo e de Deus. A etimologia da palavra Magia, provém da Língua Persa, “magus” ou “magi”, significando tanto imagem quanto “um homem sábio”. Também existem outros significados como algo que exerce fascínio, como por exemplo quando se fala da “magia do cinema”, etc.
 
O Colégio de Magia Divina utiliza a definição de nossos Mestres:
“Magia é o ato consciente de ativar e direcionar energias elementares positivas ou negativas, universais ou cósmicas e ponto final.”
Agora, que energias são essas? Ai já outra questão…
 
Prática da Magia
A prática da magia requer o aprendizado (pelo iniciado, xamã, sacerdote, etc.) de diversas técnicas de autocontrole mental, como a meditação e a visualização. Franz Bardon, proeminente mago do séc. XX, afirmava que tais exercícios tem como objetivo equilibrar os quatro elementos presentes na psique do mago, condição indispensável para que o praticante pudesse se envolver com energias mais sutis, como a evocação e a invocação de entidades, espíritos e elementais (seres da Natureza), dentro de seu círculo mágico de proteção. Outras práticas mágicas incluem rituais como o de iniciação, o de consagração das armas mágicas, a projeção astral, rituais festivos pagãos de celebração, manipulação de símbolos e outros com objetivos particulares.
 
Magia NÃO é Religião…
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Muitas pessoas associam erradamente o ato magístico com religião e vice-versa. A despeito do que muitos imaginam a magia é muito mais antiga que a religião e muitas religiões utilizam-se de magia em seus rituais. Ambas utilizam-se (de forma consciente ou inconsciente) de poderes Divinos (e não humanos) para evocarem forças, energias, ondas, vibrações, etc. com algum propósito específico.
A questão não está se a magia funciona ou não funciona (pois ela SEMPRE funciona). Magia por definição é o ato de alterar umarealidade com base na determinação. Assim, mesmo que haja pela parte da força evocada o entendimento de que não há merecimento no pedido, ocorrerá com certeza uma mudança da realidade, nem que seja (inclusive) em contrário ao pedido do Mago.
Muitos sacerdotes detém outorga de suas Divindades para utilizarem-se de seus poderes divinos em benefício próprio ou de seus semelhantes. Mas não é necessário que um Mago seja religioso ou sacerdote para exercer seus dons. O difícil é dissociar as atividades de um Mago das de um sacerdote iniciado, pois geralmente os Magos optam por uma determinada religião que lhe ofereça condições de exteriorizar os poderes a ele conferidos.
 
Egrégora de Magia Divina
Egrégora provém do grego “egrégoroi” e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. Todos os agrupamentos humanos possuem suas egrégoras características: todas as empresas, clubes, religiões, famílias, partidos, etc. Fazemos parte da Egrégora dos 7.777 Magos de Magia Divina formados pelo Mestre Rubens Saraceni.
 
Responsabilidade Magística
No Colégio tradição de Magia Divina praticamos apenas os conhecimentos baseados na Magia Divina outorgada e ministrada pelo Mago Rubens Saraceni.
Temos ciência, conhecimento e respeito pelas outras vertentes de Magia praticadas por outras pessoas, mas em nosso Colégio apenas ministramos conhecimentos com base na Magia Divina.
 
TODA a magia que praticamos e ensinamos é POSITIVA.
No Colégio de Magia Divina todas as iniciações e práticas são realizadas apenas com os aspectos POSITIVOS da Magia e seus tronos.
NÃO ensinamos, praticamos ou recomendamos a Magia Negativa em qualquer de nossas atividades.”
Maiores informações no site https://colegiodemagia.com.br/ 
Esta é a lista dos graus de magia abertos no plano material, sendo que o primeiro grau de magia deve ser das Sete Chamas Sagradas, depois não há nenhuma ordem estabelecida. Para iniciar-se na magia do Sagrado Orixá Exu não há necessidade de ter outro grau, ou seja, pode não ter nenhum grau.
1. Magia das Sete Chamas Sagradas
2. Magia das Sete Pedras Sagradas
3. Magia das Sete Ervas Sagradas
4. Magia dos Sete Anjos Sagrados
5. Magia dos Sete Gênios Sagrados
6. Magia dos Sete Raios Sagrados
7. Magia dos Sete Elementais Sagrados
8. Magia das Sete Conchas Sagradas
9. Magia das Sete Luzes e Cores Sagradas
10. Magia dos Sete Mantos Sagrados
11. Magia das Sete Cruzes Sagradas
12. Magia das Sete Espadas Sagradas
13. Magia das Sete Águas Sagradas
14. Magia dos Sete Eixos Sagrados
15. Magia dos Sete Giros Sagrados
16. Magia dos Sete Símbolos Sagrados
17. Magia das Sete Essências Sagradas
18. Magia das Sete Vestes Sagradas
19. Magia das Sete Esferas Sagradas
20. Magia dos Sete Portais Sagrados.
21. Magia dos Sete Vórtices Sagrados
22. Magia das Sete Energias Sagradas
23. Magia dos Sete Círculos Sagrados
24. Magia dos Sete Fatores Sagrados
25. Magia dos Sete Dragões Sagrados
26. Magia dos Sete Mentais Sagrados
27. Magia das Sete Oferendas Sagradas
28. Magia dos Sete Assopros Sagrados
29. Magia das Sete Árvores Sagradas
30. Magia de Exu
Com este conteúdo encerramos o nosso estudo básico sobre Umbanda Sagrada.
Neste período vimos muitos aspectos da religião, sua história, seus fundamentos, sua base teológica, as linha de Umbanda e as linhas de trabalho, estudamos para orixá e sua atuação em nossa, aprendemos sobre cada linha de trabalho, suas formas de atuação no benefício dos consulentes.
Me coloco agora há disposição de todos para dúvidas, perguntas, considerações e críticas. Caso queiram abordar algum tema que não falei ou aprofundar algum que tenha sido tratado superficialmente.
Vamos combinar que até o final do ano, 31/12/2020, possam postar suas dúvidas e considerações, para que eu possa responder na primeira semana de janeiro.
Ao final de janeiro estaremos encerrando nosso estudo, que foi breve e básico, muito mais para despertar a vontade de aprofundar-se nesta religião tão ampla e tão fascinante como é a Umbanda, nesta vertente da Umbanda Sagrada. Irei disponibilizar no grupo o conteúdo formatado em polígrafo, para que possa ser impresso se assim desejarem.
Para concluir gostaria de compartilhar com o grupo uma novidade, publiquei um livro com a temática de Autocura como um caminho para o autoconhecimento. Estou muito feliz pelo resultado do livro e pelos comentários de quem já adquiriu e leu.
Pai Oxalá, neste dia iluminado pela sua vibração de fé, humildemente te pedimos a bênção, que possamos ser amparados, sustentados e protegidos pela vossa força e poder, que possamos ter condições de vencer nossos medos e traumas, dessa e de outras vidas, para seguir sempre em frente, rumo à evolução espiritual, ao entendimento de nós mesmos, por que somente nos compreendendo poderemos compreender o outro, pois todos estamos no caminho do aprendizado pela prática e pela experimentação.
Amado Pai Oxalá nos envolva em sua energia cristalina de fé, fortaleça a nossa vontade no bem, para que tenhamos condições de não julgar, de não reclamar, de não nos culparmos pelas nossas faltas, mas pelo contrário, tenhamos força e coragem para o autoperdão, para a autocura e por seguinte, o autoconhecimento. Sim, sabemos que somos únicos no universo, sabemos que somos filhos do Pai Criador, e à sua semelhança criados, portanto somos co-criadores do nosso universo.
Abençoe cada um desse grupo e seus familiares para que sigam seus caminhos de luz, ungidos pela Tua palavra de amor.
Que assim seja e assim será! Amém!
 
https://www.youtube.com/watch?v=jX_kEpGqHKM 
BIBLIOGRAFIA
Júnior, A. B. (2016). Dicionário de Umbanda. São Paulo: Anubis.
Saraceni, R. (2014). Gênese Divina de Umbanda Sagrada. São Paulo: Madras.
Saraceni, R. (2016). Manual doutrinário, ritualístico e comportamental umbandista (5 ed.). São Paulo: Madras.
Saraceni, R. (2017). As Sete Linhas de Umbanda - A Religião dos Mistérios. São Paulo: Madras.
Saraceni, R. (2018). Código de Umbanda (7 ed.). (W. V. Costa, Ed.) São Paulo, SP, Brasil: Madras.
LISTA DE LINKS
1. https://youtu.be/zfhlORUec-M 
2. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Rubens_Saraceni 
3. https://youtu.be/MGhbPCSdbEY 
4. https://youtu.be/TR-YsTkT1vM 
5. https://youtu.be/YG7-qV1g-iw
6. https://youtu.be/y2jndimE8yw
7. https://youtu.be/RnXKnQazPtY
8. https://youtu.be/6tUWvHcDz50
9. https://youtu.be/Fm9cbGw39jk
10. https://youtu.be/06mJQ7yhuVA
11. https://youtu.be/tF4TeFRX6PY
12. https://youtu.be/ps6mkSv9j1s
13. https://youtu.be/o-fDjfE1EPc
14. https://youtu.be/rSjrCGz4ZRc
15. https://youtu.be/iEnKWJhEIfE
16. https://youtu.be/yitZZPMksNQ
17. https://youtu.be/2NDSs058_cY
18. https://youtu.be/LeeLdl3eK0w
19. https://youtu.be/Jn0SuZJn8UI
20. https://youtu.be/wR05zNR5GCc
21. https://youtu.be/mo4YN8WlOk8 
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30. https://www.youtube.com/watch?v=3yPjBhIVqyo&list=PLMuwFjlbAUq09_IEjYm3xR10SFb3TKL0H&index=2 
31. https://www.youtube.com/watch?v=lf3v-7SvyxM 
32. https://www.youtube.com/watch?v=JAJi1SLsOto
33. https://www.youtube.com/watch?v=gUZIX-UIzTU
34. https://www.youtube.com/watch?v=IMg4xihC_54
35. https://www.youtube.com/watch?v=wgHTdSotx4s
36. https://www.youtube.com/watch?v=Dsb0e5OHPcg
37. 	https://www.youtube.com/watch?v=-B0PZQO5Mrk
38. https://www.youtube.com/watch?v=kxK5mCNZvHc 
39. https://www.youtube.com/watch?v=vPrliC0xeKM 
40. https://www.youtube.com/watch?v=P4ynoaFgB6E 
41. https://www.youtube.com/watch?v=Ym6ISbiLlc4 
42. https://www.youtube.com/watch?v=ubsINntwanU 
43. https://www.youtube.com/watch?v=K5GjlO9W6_8 
44. https://www.youtube.com/watch?v=my5SKg2kj4w 
45. https://www.youtube.com/watch?v=FjSKv7r70is 
46. https://www.youtube.com/watch?v=nRjl6WAcEbU
47. https://www.youtube.com/watch?v=ySaUx7RsC-A 
48. https://www.youtube.com/watch?v=YFNuFHP--28 
49.https://www.youtube.com/watch?v=TFqmhkRLPrQ
50. https://www.youtube.com/watch?v=ea4O3Pm3qWU
51. https://www.youtube.com/watch?v=KcQ9LKDpxyQ 
52. https://www.youtube.com/watch?v=7rDqfD3ZgPk
53. https://www.youtube.com/watch?v=Uzh2Eg8gYXU
54. https://www.youtube.com/watch?v=tonGoZZZg94
55. https://www.youtube.com/watch?v=DKwdBKXE8As 
56. https://www.youtube.com/watch?v=dPwdCR7NDog&list=RD9oFVo31n7ks&index=6 
57. https://www.youtube.com/watch?v=jX_kEpGqHKM

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