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Aluno: Edmar Joaquim Gomes da Silva - RA: 215119 Política I: Introdução à Ciência Política RESENHA: Poliarquia: Participação e Oposição Democratização e oposição Pública Robert A. Dahl foi professor e cientista politico norte-americano que, entre outras proposições, formulou o conceito de poliarquia. No primeiro capítulo, Democratização e oposição Pública, de seu livro Poliarquia: Participação e Oposição, publicado em 1972; busca responder como se dá o processo de transição de um regime fechado para uma poliarquia e as condições que possam favorecer ou impedir tal processo. Partindo do pressuposto de que nenhum país consegue ser plenamente democrático, Dahl propõe uma metodologia para analisar as sociedades que chegam mais próximas deste ideal, estabelecendo níveis possíveis de democracia, o que ele vem a chamar de poliarquia. Introduzindo uma escala que vai de hegemonias fechadas, países com baixa participação social nas eleições e poucos candidatos em disputa até sociedades poliárquicas, com ampla participação social e vasta gama de candidatos nas eleições, o autor propõe os requisitos para que uma sociedade se aproxime dessa última. Para que sociedades possam se aproximar desse ideal democrático, de representação às preferencias de seus cidadãos, como estes devem ter a possibilidade de formar suas preferências, expressar essas preferências individual ou coletivamente, ter essas preferências igualmente consideradas e para que estas oportunidades sejam válidas para um grande número de pessoas, elas precisam se cercar, segundo o autor, de oito garantias que podem ser resumidas entre o direito de votar e o direto a ser votado que, por sua vez, permite analisar regimes políticos em duas dimensões: a da contestação pública e da inclusividade nela permitida, para, assim determinar o grau de inclusividade de seus cidadãos. A partir desses eixos, Dahl traça os percursos que as sociedades percorrem para se chegar a um nível de democratização mais elevado, a poliarquia. O autor apresenta três caminhos distintos de acordo com o nível de contestação e inclusividade da sociedade no processo político, indo de regimes fechados e sem competição pelo poder politico à sociedades oligárquicas em que a participação seja restrita a uma pequena parcela da população, mas que seja altamente tolerante à oposição pública e permita assim a competição política até poliárquicas, regimes que alcançaram graus substanciais de inclusão tanto quanto de competição política. Dahl também nos lembra que este processo de transição é, antes de tudo, um processo histórico e sofre forte influência de acontecimentos como grandes guerras ou crises econômicas no processo de configuração destes regimes. Também destaca que a forma de organização e participação de entidades, como sindicatos, empresas, municípios e províncias, dentro dessas sociedades, também é, mesmo que não seja apresentado nesta parte do estudo, um fato determinante sobre como esses regimes se configuram e como a população participa e contesta. Uma vez que em poliarquias a participação da sociedade no processo politico é maior, consequentemente a contestação dos governantes e a oposição a eles também aumenta, assim, Dahl questiona a garantia e os custos de uma segurança mútua entre governo e oposição. Visto que, suprimir a oposição pode incorrer em custos muito altos, além de alta instabilidade que possibilita a cada parte em negar à outra a oportunidade de participação e, por outro lado, não suprimir a oposição, mesmo incorrendo em custos menores, aumenta a chance dos interesses do governo não serem levados a diante. Assim, faz-se necessário encontrar um sistema de garantias mútuas e com alto grau de contestação e participação e que propiciem um alto grau de segurança tanto para o governo quanto para a oposição. Referência Bibliográfica A. DAHL, Robert. Democratização e oposição Pública. In: A. DAHL, Robert. Poliarquia: Participação e Oposição. 1. ed. São Paulo: Edusp - Editora da Universidade de São Paulo, 2015. cap. 1, p. 25-37.