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SISTEMA NERVOSO CENTRAL 
➢ Sistema nervoso central – SNC: encéfalo e medula espinal 
• Consiste no encéfalo e medula espinal 
• É a parte mais complexa e contém a maior parte dos corpos celulares e das conexões 
sinápticas 
• Está situada no interior do crânio (encéfalo) e da coluna vertebral (medula espinal) 
 
 
DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA 
NERVOSO CENTRAL 
• O sistema nervoso central é derivado do ectoderma embrionário 
• No início da segunda semana do desenvolvimento embrionário, três lâminas de células 
germinativas estão estabelecidas: ectoderma, mesoderma e endoderma 
➢ O ectoderma origina a pele e o sistema nervoso 
➢ O mesoderma origina os tecidos esqueléticos, muscular e conjuntivo 
➢ O endoderma origina os tratos digestórios, respiratório e genitourinário 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO DO ENCÉFALO 
• O processo de formação do sistema nervoso embrionário é denominado neurulação 
1. Durante a terceira semana do desenvolvimento 
embrionário, o ectoderma na linha mediana posterior 
sofre um espessamento para formar a placa neural 
2. as margens laterais da placa neural se elevam, 
formando as pregas neurais de cada lado de uma 
depressão longitudinal na linha mediana, o sulco neural 
3. as pregas neurais se fundem, fechando assim o sulco 
neural e criando o tubo neural 
• A formação do tubo neural está completa por volta da metade 
da quarta semana do desenvolvimento embrionário 
• A cavidade central dentro do tubo neural se torna o canal 
central da medula espinal e os ventrículos do encéfalo. As cristas 
neurais formam os gânglios sensitivos dos nervos espinais e 
cranianos e também os gânglios autônomos 
4. Os agrupamentos celulares posterior e anterior assim 
delineados são citados como placa alar e placa basal, 
respectivamente. As células nervosas que se 
desenvolvem na placa alar tem funções 
predominantemente sensitiva; na placa basal são 
predominantemente motoras 
5. A porção superior do tubo neural sofre uma maciça 
diferenciação e crescimento para formar o encéfalo 
• Por volta da quinta semana, três vesículas encefálicas primárias 
podem ser identificadas: o prosencéfalo, o mesencéfalo e o 
rombencéfalo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Em torno da sétima semana, uma diferenciação mais avançada distingue cinco vesículas 
encefálicas secundárias produzidas pela divisão do prosencéfalo em telencéfalo e diencéfalo e 
pela divisão do rombencéfalo em metencéfalo e mielencéfalo (a junção entre os últimos é 
marcada por uma dobra adicional no neuroeixo, chamada de flexura pontina) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prosencéfalo = cérebro 
• O telencéfalo dá origem a dois hemisférios cerebrais: região cinzenta e região branca (na qual 
vários grupos de núcleos estão mergulhados, sendo o maior deles o corpo estriado) 
• O diencéfalo consiste no tálamo, que contém numerosos agrupamentos celulares e está 
intimamente conectado com o córtex cerebral 
• O bulbo, a ponte e o mesencéfalo são citados coletivamente como o tronco encefálico 
• A cavidade central do encéfalo possui o líquido cerebrospinal (LCS) 
 
REVESTIMENTOS DO SNC 
O SNC está inteiramente recoberto por três camadas de membranas, chamadas de meninges 
o Membrana mais externa: DURA-MÁTER – capa firme e fibrosa que circunda o 
encéfalo e a medula espinal 
➢ Foice do cérebro se situa no plano sagital entre os dois hemisférios cerebrais 
➢ O tentório do cerebelo está orientado horizontalmente, situando-se abaixo 
dos lobos occipitais e dos hemisférios cerebrais e acima do cerebelo. 
➢ Seios venosos da dura-máter: servem como canais para a drenagem venosa 
do encéfalo 
Importantes seios da dura-máter ocorrem: 
1. Na base interna do crânio 
2. Ao longo das linhas de fixação da foice do cérebro e do tentório do cerebelo no 
interior do crânio 
3. Ao longo da linha de fixação da foice do cérebro com o tentório do cerebelo 
 
o Abaixo da dura-máter está a ARACNOIDE-MÁTER: separadas por um estreito espaço 
subdural – é uma membrana colagenosa translúcida que envolve frouxamente o 
encéfalo e a medula espinal 
o Mais interna: PIA-MÁTER – uma membrana delicada, de espessura microscópica, 
firmemente aderida à superfície do encéfalo e da medula espinal. Entre ela e a 
aracnoide está o espaço subaracnóideo (circula o líquido cerebrospinal) 
 
O encéfalo é suprido com sangue arterial pelas artérias carótidas interna e vertebral, que se 
anastomosam para formar o círculo arterial do cérebro (círculo de Willis – nome clínico) na 
base do encéfalo 
A medula espinal é suprida por vasos que se originam das artérias vertebrais, reforçada pelas 
artérias radiculares derivadas dos vasos segmentares 
➢ Essas artérias e veias seguem parte do seu trajeto no interior do espaço 
subaracnóideo 
As meninges são supridas por vários vasos, sendo o mais significativo a artéria meníngea 
média, que se ramifica extensamente entre o crânio e a dura-máter suprajacente 
Corpúsculo de Paccioni (nome clínico) = granulações que funcionam como um sistema de 
válvulas pelo qual a aracnoide perfura a dura-máter, o líquor passa para o sangue venoso – 
formadas pela aracnoide 
 
ORGANIZAÇÃO BÁSICA DA MEDULA ESPINHAL 
o A medula espinal se localiza no interior do canal vertebral da coluna vertebral e se continua 
superiormente com o bulbo do tronco encefálico 
o Os nervos espinais se dividem nas raízes posterior e anterior, que se ligam à medula espinal ao 
longo de seus sulcos posterolateral e anterolateral – deixam o canal vertebral através dos 
forames intervertebrais 
o A medula tem um canal central vestigial 
o A separação dos corpos celulares de suas fibras dá uma forma característica de H ou de 
“borboleta” à parte central da substância cinzenta (que circunda o canal central) 
Extensões da substância cinzenta: pontas (ou cornos) dorsais – dorso lateralmente; e ventrais 
– ventro lateralmente 
➢ A ponta dorsal é o local de terminação de muitos neurônios aferentes, conduzindo 
impulsos de receptores sensoriais em todo o corpo (gânglios sensitivos dos nervos 
espinais) 
➢ A ponta ventral contém neurônios motores que inervam os músculos esqueléticos 
➢ A ponta lateral contém neurônios pré-ganglionares que pertencem à parte simpática 
na divisão autônoma do sistema nervoso 
 
 
 
 
 
 
 
o A periferia da medula espinal consiste em substância branca que contém fibras 
nervosas longitudinais 
o Essas fibras estão organizadas em uma série de tratos aferentes – transportam 
informações do tronco e dos membros para o encéfalo; e tratos eferentes, que 
controla as atividades dos neurônios na medula espinal 
TRATOS AFERENTES: 
• Funículo posterior (fascículo grácil e fascículo cuneiforme) – que 
transporta informações do tato fino e propriocepção 
• Tratos espinotalâmicos – transportam informações de dor, 
temperatura, tato, protopático e pressão 
• Tratos espinocerebelares – conduzem informações dos receptores 
dos músculos e das articulações para o cerebelo 
TRATOS EFERENTES: 
• Trato corticospinal lateral – controla os movimentos finos 
voluntários 
ORGANIZAÇÃO BÁSICA DO ENCÉFALO 
SISTEMA VENTRICULAR: 
▪ À medida que o canal central da medula espinhal ascende para o encéfalo, ele se 
desloca de forma progressiva para uma direção, abrindo-se, eventualmente, em 
depressão rasa romboide na superfície dorsal do bulbo e da ponte por baixo do 
cerebelo – isso é o quarto ventrículo 
▪ Na parede rostral da ponte, as paredes desse quarto ventrículo, formando de novo um 
tubo estreito, o aqueduto cerebral 
▪ Na junção do mesencéfalo e do prosencéfalo, o aqueduto se abre no terceiro 
ventrículo, uma câmara semelhante a uma fenda, estreita lateralmente 
▪ As paredes laterais do terceiro ventrículo são formadas pelo diencéfalo, cuja maior 
parte consiste no tálamo. Perto da extremidade rostral do terceiro ventrículo, um 
pequeno orifício – o forame interventricular ou forame Monro – estabelece com uma 
grande câmera,o ventrículo lateral, em cada hemisfério cerebral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRONCO ENCEFÁLICO: 
▪ O tronco encefálico constitui uma pequena parte de todo o encéfalo, mas tem importância 
crucial 
▪ Por ele passam tratos de fibras que ligam o encéfalo à medula espinal, essenciais para a 
recepção de informação sensorial dos membros e para seu controle 
▪ Também contém os locais de origem e término de muitos nervos cranianos que inervam a 
região da cabeça 
▪ Ficam no interior do tronco encefálico os 
centros que controlam as funções vitais, 
como a respiração e o sistema cardiovascular 
▪ O cerebelo se prende ao tronco encefálico por 
uma grande massa de fibras nervosas. Essa 
massa é dividida em três partes: pedúnculos 
cerebelares inferiores, médios e superiores (o 
maior de todos é o médio) – o cerebelo é feito 
de uma camada externa de substância 
cinzenta e uma massa central de substância 
bruta 
 
 
DIENCÉFALO E OS HEMISFÉRIOS CEREBRAIS: 
▪ O prosencéfalo é formado pelo diencéfalo e pelos hemisférios cerebrais 
▪ Os dois lados do diencéfalo são separados pelo lúmen do terceiro ventrículo, formando, 
contudo, parte de suas paredes laterais 
▪ Subdivide-se em: 
➢ Epitálamo – pequeno e seu mais notável componente, em corte sagital é a glândula 
pineal 
➢ Tálamo – é o maior componente do diencéfalo, formando a maior parte da parede 
lateral do terceiro ventrículo 
➢ Subtálamo – quase não é visto 
➢ Hipotálamo – é uma região de extrema importância devido sua participação em 
muitos sistemas, os mais notáveis deles são o sistema nervoso autônomo, o límbico e 
neuro-endócrino 
▪ Na linha média, pela face ventral do hipotálamo, surge o infundíbulo (ou haste hipofisária), ao 
qual durante a vida fica presa a glândula hipófise 
 
HEMISFÉRIOS CEREBRAIS: 
o Hemisfério cerebral – maior parte do encéfalo, uma massa interna de substância 
branca 
o Os dois hemisférios cerebrais são separados por profunda fenda na linha média, a 
grande fissura longitudinal que, durante a vida, contém a foice do cérebro, uma 
lâmina de dura-máter que se reflete da superfície interna do crânio. No fundo dessa 
fissura, fica o corpo caloso, uma enorme faixa de fibras nervosas transversas que 
ligam as áreas correspondentes dos dois córtices cerebrais 
o O córtex é altamente convoluto. Isso tem efeito de maximizar a área de superfície 
cortical 
o As convoluções são chamadas de giros e as depressões entre eles são os sulcos. Esses 
sulcos e giros podem marcar áreas anatomicamente importantes 
o Superfície lateral do hemisfério: fissura lateral – ela e outros sulcos formam os limites 
que dividem os hemisférios em 4 lobos 
➢ Lobo frontal: parte mais anterior do hemisfério. A borda posterior do lobo 
frontal é o sulco central 
➢ Lobo parietal: posterior ao sulco central, separado do lobo temporal abaixo, 
pela fissura lateral 
➢ Lobo occipital: parte posterior do hemisfério 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Na superfície medial, os lobos parietal e occipital são separados pelo 
profundo sulco parieto-occipital 
• No lobo frontal, o giro, imediatamente à frente do sulco central é 
referido anatomicamente como giro pré-central. Funcionalmente, 
ele contém o córtex motor primário, que é o mais alto nível 
encefálico para o controle do movimento 
• No lobo parietal, voltado para o córtex motor primário, no lado 
oposto do sulco central, fica o giro pós-central, ou córtex 
somatossensorial primário. Esse é o local de terminação das vias 
condutoras das modalidades do tato, pressão, dor e temperatura da 
metade oposta do corpo 
• O córtex visual localiza-se no lobo occipital, em sua maior parte na 
face medial do hemisfério, nos giros acima e abaixo na face medial 
do hemisfério, nos giros acima e abaixo do sulco calcarino 
• No lobo temporal fica o córtex auditivo. Está localizado no giro 
temporal superior, situado abaixo e paralelo à fissura lateral 
• As fibras corticais aferentes e eferentes estão dispostos em padrão 
irradiado característico, a coroa radiada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
▪ Na profundidade do hemisfério, as fibras concentradas em densa lâmina de substância branca, 
conhecida como cápsula interna 
▪ Existem massas adicionais de substância cinzenta na profundidade do hemisfério, a maior delas 
é o corpo estriado, formado pelo núcleo caucado, putâmen e o globo pálido 
IMAGIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO: 
• PET SCAN: feito com uma infusão de glicose para análise de estruturas 
Lesão da face lateral do crânio – lesão da artéria meníngea média – hematoma extradural 
Lesão de todas as camadas da díploe (ossos do crânio) não se solidifica, cicatriza 
Rochedo: parte petrosa do assoalho do crânio 
Fontanelas são membranas de tecido conjuntivo denso no processo de desenvolvimento do 
crânio (anterior, posterior e duas laterais) 
LÍQUIDO CEREBROSPINAL 
• É produzido pelo plexo corioideo, formado pela invaginação da pia-máter e com aparência de 
esponja 
• Líquido incolor e contém um pouco de proteína e algumas células 
• O volume circulante é de ordem de 150 mL 
• O plexo corioideo lateral que produz a maior parte desse líquido 
• Dentro do espaço subaracnóideo serve de proteção para proteger o encéfalo contra 
movimentos repentinos da cabeça 
• É reabsorvido para o sistema venoso através das granulações aracnoideas que projetam no seio 
sagital superior da dura-máter 
 
 
 
 
DRENAGEM NO LÍQUIDO CEREBROSPINAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hidrocefalia: não há drenagem do líquido 
cerebrospinal, há acúmulo dele no cérebro

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