05 John Locke e o individualismo liberal
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05 John Locke e o individualismo liberal


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que acompanhe a execução das leis. Desse modo os poderes legislativo e executivo ficam prequentemente separados.
Poder natural: Semelhante ao poder que cada homem tinha antes de entrar na sociedade, é visto por alguém de fora da sociedade como um corpo único representando todos os seus membros, caso ocorra algum dano vindo de fora, ele agirá tal como um homem no estado natural, representando a sociedade como um todo. Ai se contém portanto, o poder de guerra e paz, de ligas e alianças.
Os poderes são distintos, mais é impraticável coloca-los em mãos diferentes e não subordinadas, poderia causar desordem e ruína.
Da subordinação dos poderes da comunidade
O poder legislativo é supremo, porém é fiduciário, destinado a entrar em ação para certos fins. Então cabe ao povo um poder supremo de afastar ou alterar o legislativo quando é este age contrariamente ao encargo que lhe confiaram. A comunidade detém o poder supremo de se salvaguardar dos atentados de quem quer que seja.
Não é necessário nem conveniente que o poder legislativo esteja sempre reunido. Mas é necessário que o poder executivo seja permanente, nem sempre é necessário elaborar novas leis, mas sempre existe a necessidade de execuatar as que foram feitas.
Dos poderes paterno, político e despótico considerados em conjunto
Poder paterno: poder de um pai sobre um filho para o governar visando o bem dele até que atinja o uso da razão. Constitui governo natural, mas sem se extender aos fins e jurisdições do que é político.
Poder político: poder que cada homem tinha no estado de natureza e cedeu aos governantes. São esses os poderes de lançar mão dos meios de julgue bons para a preservação da propriedade, de castigar a infração da lei em terceiros.
Poder despótico: poder absoluto e arbitrário que um homem tem para tirar a vida de outro. Tal poder nem a natureza dá, pois não fez distinção entre um homem e outro, nem qualquer pacto pode atribuir porque o homem não possuindo tal poder, não pode atribui-lo a outrem. (só se sujeitam a esse poder, prisioneiros de guerra)
Poder pátrio para os pais, em benefício dos filhos, para preservar sua propriedade. (tanto da própria pessoa quando de bens)
Poder político para os governantes, em benefício dos governados, para garantir-lhes a propriedade.
Poder despótico aos senhores, em benefício próprio, sobre os despojados de toda a propriedade.
Da conquista
Embora seja o consentimento a origem do governo, as desordens com que a ambição tem enchido o mundo, que no tumulto da guerra pouca atenção presta a esse consentimento. Portanto muitas pessoas têm confundido a força das armas com o consentimento, considerando a conquista como uma das origens do governo.
Nenhum governo tem direito à obediência de um povo que não a cinsentiu livremente.
Da usurpação
Quem quer que ingresse no poder por meios diferentes dos prescritos na lei, não tem o direito de ser obedecido.
Da tirania
Tirania: exercício do poder além do direito.
A tirania não existe só na monarquia, mas em qualquer forma de governo em que o poder seja usado para outros fins que não a preservação da propriedade. A tirania começa onde a lei termina.
Da dissolução do governo
Quando a sociedade se dissolve, o governo também se dissolve, e isso acontece principalmente com invasões externas que dominam a sociedade.
Além disso, o governo se dissolve quando o alguem formula leis que não seja o próprio poder legilativo, sendo essas leis fora do consentimento do povo, este não tem obrigação de obedece-las. Assim como quando o príncipe deixa de exercer a função ao qual foi designado.
O povo julgará se o príncipe e o legislativo agem de acordo com o encargo recebido.