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TREVO PERSA uma forrageira de duplo propósito Trevo persa ou trevo da pérsia, que tem como nome cientIfico Trifolium resupinatum, é uma espécie forrageira de duplo propósito, pois é capaz de produzir matéria seca para forragem e ainda servir como cobertura morta para o sistema de plantio direto. Esse trevo é indicado para rotação com a cultura de arroz irrigado, pastejo, feno, silagem ou corte. Forrageira da classe Magnoliopsida, família Fabaceae que ficou popularmente conhecida como família das leguminosas. É originária de germoplasma dinamarquês, introduzido na Colônia de Pelotas no ano de 1965, resulta de um trabalho iniciado com populações de trevo-persa adaptadas ao Rio Grande do Sul Uma espécie forrageira anual, originária de regiões de clima mediterrâneo, que pode ser cultivada em diversos países, e sua pastagem se mantém ao longo dos anos, devido a sua ressemeadura natural e grande percentual de sementes dormentes. É muito resistente a períodos de alagamento prolongado e ao frio, sendo promissora para cultivo em solos hidromórficos. A consorciação com gramíneas de inverno como o azevém e o capim-lanudo é altamente recomendada, para maximizar a produção de forragem por área, como em 2010, quando tivemos a maior produção de matéria seca dessa forrageira. Uma planta com hábito de crescimento semiereto, folhas grandes, caules ocos que proporcionam maior aeração e tolerância a solos mal drenados, além de sementes duras, menores que as do trevo branco. O pastejo deve iniciar quando as plantas estiverem com 20 a 30 cm de altura, deixando um resíduo de 7 a 10 cm, e entre um pastejo e outro deve-se esperar que as plantas se recuperem até atingir 100% de cobertura do solo. A semeadura do trevo-persa ocorre no outono, no período de março a maio, e o início do florescimento se dá em 135-165 dias após a semeadura. Uma característica interessante do trevo persa, é que por se tratar de uma leguminosa (Fabaceae), a planta apresenta grande potencial de fixação de nitrogênio, sendo uma boa fonte alternativa de transferência do nutriente para a cultura sucessora, por isso, o cultivo do trevo-persa em consórcio tem uma grande importância do ponto de vista agrobiológico. Apesar de possuir um grande valor nutritivo comparado a outras forrageiras, além de enorme aceitação pelos animais, o trevo persa pode causar timpanismo em bovinos, que é um acúmulo anormal de gases no estômago do animal causando uma distensão acentuada do rúmen e do retículo, quando estes ingerem grande quantidade de forragem. Alguns cuidados para prevenir o timpanismo podem ser: utilizar essa forrageira junto a gramíneas numa maior proporção; no início do pastejo, permitir que os animais se adaptem com pastejos de curta duração; e observar os animais visando identificar os que apresentam possíveis distúrbios, fazendo-os se movimentarem.