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Indaial – 2020 Paisagismo Prof. Thiago Costa Ferreira 1a Edição Copyright © UNIASSELVI 2020 Elaboração: Prof. Thiago Costa Ferreira Revisão, Diagramação e Produção: Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri UNIASSELVI – Indaial. Impresso por: F383p Ferreira, Thiago Costa Paisagismo. / Thiago Costa Ferreira. – Indaial: UNIASSELVI, 2020. 184 p.; il ISBN 978-65-5663-070-0 1. Arquitetura paisagística. – Brasil. Centro Universitário Leonardo Da Vinci. CDD 712 aPresentação Prezado acadêmico! Este livro didático servirá para a construção de conhecimentos que servirão para basear ideias, projetos e entendimentos em relação à produção paisagística, em virtude das necessidades reais para a construção de um conhecimento claro, com base teórica e com aportes de trabalhos práticos. Assim, este livro foi dividido em três partes: uma primeira mais conceitual, que serão descritos os conhecimentos base para a formação de um bom profissional em paisagismo; a segunda ligando esses conhecimentos a estilos e modos de paisagismo e a terceira conceituando, assim, a necessidade técnica desta disciplina. Para tal, são apresentados materiais escritos neste livro e, também, ligados a ele, com a perspectiva da expansão das ideias e argumentos em paisagismo. Tenham, portanto, este livro como uma porta aberta a vocês, em que a entrada por esta será necessária para vislumbrar muitas ações e necessidades que o trabalho em Paisagismo, na atualidade, merece e necessita ser observado. Atente as informações, sugestões e indicações contidas neste livro. Embarque conosco nessa viagem! Prof. Thiago Costa Ferreira Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há novi- dades em nosso material. Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova diagra- mação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo. Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilida- de de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assun- to em questão. Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa continuar seus estudos com um material de qualidade. Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – ENADE. Bons estudos! NOTA Olá, acadêmico! Iniciamos agora mais uma disciplina e com ela um novo conhecimento. Com o objetivo de enriquecer seu conhecimento, construímos, além do livro que está em suas mãos, uma rica trilha de aprendizagem, por meio dela você terá contato com o vídeo da disciplina, o objeto de aprendizagem, materiais complemen- tares, entre outros, todos pensados e construídos na intenção de auxiliar seu crescimento. Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo. Conte conosco, estaremos juntos nesta caminhada! LEMBRETE sumário UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA ...................................................................... 1 TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO ........................................................... 3 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 3 2 JARDINS: CONCEITUAÇÃO ........................................................................................................... 7 3 PAISAGISMO COMO ÁREA PROFISSIONAL ......................................................................... 11 4 PRODUÇÃO PAISAGÍSTICA ........................................................................................................ 14 RESUMO DO TÓPICO 1..................................................................................................................... 21 AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 22 TÓPICO 2 —ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL ............................................ 23 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 23 2 LEGISLAÇÕES E INFORMAÇÕES PRÁTICAS SOBRE O PAISAGISMO .......................... 23 3 AGENTES NATURAIS E O PAISAGISMO ................................................................................. 24 RESUMO DO TÓPICO 2..................................................................................................................... 44 AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 45 TÓPICO 3 — ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS URBANOS ......................................................... 47 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 47 2 PAISAGISMO URBANO ................................................................................................................. 47 LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................ 57 RESUMO DO TÓPICO 3..................................................................................................................... 59 AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 60 UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS .................................................................. 63 TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO ................................................................. 65 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 65 2 BREVE RESUMO HISTÓRICO E PAISAGÍSTICO: MUNDO ANTIGO ATÉ ÉPOCA ATUAL (VISÃO INDO, ÁRABE E EUROPEIA) .......................................................................... 66 3 BREVE RESUMO HISTÓRICO E PAISAGÍSTICO: MUNDO ANTIGO ATÉ ÉPOCA ATUAL (VISÃO DO EXTREMO E SUL ORIENTAL)................................................................. 81 4 TIPOS E ESTILOS DE JARDINS EUROPEUS E ASIÁTICOS (ATUALIDADE) ................. 85 RESUMO DO TÓPICO 1..................................................................................................................... 95 AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 96 TÓPICO 2 — PAISAGISMO EM AMBIENTES ÁRIDOS E TROPICAIS E NO BRASIL ..... 99 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 99 2 JARDINS EM ÁREAS ÁRIDAS ...................................................................................................... 99 2.1 JARDINS ÁRABES ...................................................................................................................... 102 2.2 JARDINS TROPICAIS ................................................................................................................104 RESUMO DO TÓPICO 2................................................................................................................... 108 AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 109 TÓPICO 3 — JARDINS BRASILEIROS......................................................................................... 111 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 111 2 BREVE HISTÓRICO DO PAISAGISMO BRASILEIRO ......................................................... 111 LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 117 RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 120 AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 121 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS ........................................................ 125 TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS ....... 125 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 125 2 VEGETAIS: SERES VIVOS E SUAS NECESSIDADES ........................................................... 126 2.1 PRINCIPAIS GRUPOS VEGETAIS USADOS EM PROJETOS DE PAISAGISMO ............ 142 RESUMO DO TÓPICO 1................................................................................................................... 148 AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 149 TÓPICO 2 — PROJETO PAISAGÍSTICO I ................................................................................... 151 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 151 2 LEMBRETES DE ARQUITETURA, DESENHO E PROJEÇÃO .............................................. 153 3 ELEMENTOS BÁSICOS DE PROJETOS PAISAGÍSTICOS .................................................. 157 4 CONSTRUÇÕES ............................................................................................................................. 159 4.1 ELEMENTOS ASSESSÓRIOS A PROJETOS DE PAISAGISMO INTERNO ...................... 160 RESUMO DO TÓPICO 2................................................................................................................... 163 AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 164 TÓPICO 3 — PROJETO PAISAGÍSTICO II ................................................................................. 167 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 167 2 CONCEITOS ..................................................................................................................................... 167 LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 179 RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 180 AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 181 REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 183 1 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PLANO DE ESTUDOS A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de: • conceituar as ideias do paisagismo; • descrever ideias de trabalho e ocupação em paisagismo; • apresentar saberes sobre os recursos naturais que interferem no paisagismo; • dialogar sobre o paisagismo na atualidade. Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado. TÓPICO 1 – CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO TÓPICO 2 – ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL TÓPICO 3 – ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS URBANOS Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações. CHAMADA 2 3 TÓPICO 1 — UNIDADE 1 CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO 1 INTRODUÇÃO Neste tópico, aprenderemos como melhor entender a constituição da paisagem, com suas nuances da natureza e da sociedade. Fique atento às indicações de leitura, procure ver os links assinalados e mergulhe nessa importante junção de conhecimentos. A paisagem é uma das mais importantes e conceituais bases referentes à identidade de um local. Quando pensamos em uma cidade como, por exemplo, o Rio de Janeiro (RJ), imaginamos determinados pontos da paisagem que são seus marcos, como: as montanhas, o Cristo Redentor, as praias, as festas, o povo, entre outros (Figura 1). O homem pode ser um dos principais fatores de influenciam a construção da paisagem de acordo com suas necessidades de vida (SAUER, 1998). FIGURA 1 – PAISAGEM DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO (RJ) FONTE: <http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/images/Diversas/RJ_Rio_de_Janeiro/01_ RJ__Isabella_Atayde_25.jpg>. Acesso em: 25 out. 2019. É interessante, senão imprescindível, dissertar que a paisagem, de modo geral, apresenta diversos caracteres: construções, acidentes geográficos, seres vivos, identidades sociais e outros pontos. Nesse sentido, tratando deste material, serão descritos conhecimentos que revelem a importância, peculiaridades e necessidades da organização paisagística. UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA 4 Outrossim, muito importante, é a descrição que a paisagem natural se formou pelas ações da natureza e a paisagem humanizada surge a partir da intervenção humana nessa paisagem natural. Sendo assim, pode-se descrever que o conceito de Paisagismo, pode ser: Ou “é uma ciência e uma arte que estuda o ordenamento do espaço exterior em função das necessidades atuais e futuras, e dos desejos estéticos do homem” (LIMBERGEER; SANTOS, 2000, p. 1).“Paisagismo é o meio de se obter de volta a natureza para o homem através da recriação ou proteção da mesma” (LIMBERGEER; SANTOS, 2000, p. 1). Logo a paisagem faz parte da vida e da identidade de um povo, podendo ser preparada e alterada, conforme a sociedade for sendo moldada pelos estímulos sociais que podem ocorrer perante o passar dos anos. Também se refere à paisagem coletiva, aquela encontrada nos ambientes externos, como em logradouros públicos, planejados ou não, servindo de cenário para o cotidiano de uma sociedade (SAUER, 1998). Logradouro: localidade geográfica criada pelo homem ou natural, serve para orientação geográfica (IBGE, 2002). NOTA Assim podemos também citar a paisagem como sendo algo descrito pela Arte, sendo parte dela, de modo íntimo e muito particular, como pode-se vislumbrar nos textos abaixo descritos: Subi a alta colina Para encontrar a tarde Entre os rios cativos A sombra sepultava o silêncio. Assim entrei no pensamento Da morte minha amiga Ao pé da grande montanha Do outro lado do poente. Como tudo nesse momento Me pareceu plácido e sem memória Foi quando de repente uma menina De vermelho surgiu no vale correndo, correndo… (Vinicius de Moraes – Paisagem) – Companhia das Letras (2019, p. 25). TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO 5 “É a paragem formosíssima dos campos gerais, expandida em chapadões ondulantes –grandes tablados onde campeia a sociedade rude dos vaqueiros... [...]” (Euclides da Cunha – Os Sertões, 1901, p. 35). São doistrechos escritos provenientes de obras de dois grandes escritores brasileiros, o Vinicius de Moraes e o Euclides da Cunha, que dissertam de maneira diferenciada paisagens do Brasil, com citações ao seu relevo, construções e povo. Assim, um importante marco da historiografia do país ao descrer com minucias as sutilezas da paisagem brasileira. A paisagem pode ser modificada pelo homem dentro da perspectiva do Paisagismo, que trata de uma organização de um espaço, podendo este ser interno ou externo, ou conjugado (sem limites entre esses ambientes) que busquem, de maneira harmoniosa, coerente e, na atualidade, sustentáveis uma ligação com a natureza (IBGE, 2002). Sendo esta representada por seus elementos naturais, com ênfase na vegetação e suas potencialidades. Quando tratarmos de um projeto paisagístico, nas próximas unidades, as propostas devem atender a anseios, perspectivas, exigências e necessidades dos seus usuários. Pois, voltando aos exercícios mentais que fizemos a pouco: imagine que estão ao seu alcance as possibilidades de montar locais em que as percepções que você teve aflorem e consiga ver no local projetado uma parte importante do seu eu pessoal, sua intimidade e necessidades! Que maravilha, você não acha? Chegamos no ponto-chave e mais importante deste segmento de conhecimento: o homem pode transitar em ambientes que sejam visualmente atrativos a sentimentos, sensações e ideias altruístas que levem os indivíduos a um estado de felicidade. O Paisagismo é uma disciplina inter e transdisciplinar, presentes em cursos diversos de todas as áreas do conhecimento humano, pode ser uma ponte de ligação de uma população com seus anseios mais íntimos, como já fora dito. FIGURA 2 – QUARTO DE DORMIR FONTE: <https://lar-natural.com.br/5-plantas-no-seu-quarto-para-dormir-melhor/>. Acesso em: 25 out. 2019. UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA 6 FIGURA 3 – QUARTO DE DORMIR COM VISTA PARA MONTANHAS FONTE: <https://s2.glbimg.com/FQ-NEEd5J8qlea66sqmbXnodjxg=/smart/e.glbimg.com/og/ ed/f/original/2016/03/15/lazer-starlight-room_9.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. Consegue perceber que as paisagens apresentadas demonstram locais com conforto e funcionalidade, com a utilização de elementos como os vegetais? É disso que a disciplina de Paisagismo disserta, a paisagem externa pode ser parte constituinte do visual interno de um ambiente, ou vice-versa, possibilitando que haja harmonia e conforto aos usuários desse ambiente. Pensando sobre a perspectiva da profissão de Designer de Interiores, este livro tem por objetivo principal instigar a criatividade, a observação e a sensibilidade de seus leitores a fim de estarem aptos a produzirem projetos de paisagismo. Vamos lá, ainda há um belo e harmonioso caminho a ser seguido. Lembre-se que a construção de conhecimentos e sua aplicabilidade em projetos com o uso do Paisagismo depende muito do banco de informações e referências que estão presentes na memória do projetista. Assim, explore o máximo possível de possibilidades visuais por meio de canais diferentes. Mergulhe nesse oceano! NOTA TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO 7 2 JARDINS: CONCEITUAÇÃO O conceito de jardim tem sua gênese na língua hebraica e remota aos jardins como um local agradável e protegido. Com o passar dos anos, esse conceito vem mudando e se aprimorando, acompanhando a mudança das sociedades em geral. Em épocas antigas, esses locais eram ligados a processos religiosos, com a produção de cerimônias diversas, tendo em vista a simbologia já apresentada anteriormente, podendo ser visualizadas espécies vegetais como: pinheiros, oliveiras, figueiras, entre outras (SAUER, 1998). Esse conceito também passou a ser um marcador de status social, em que os grupos mais abastados e, provavelmente, influentes construiriam tais locais para demonstrar suas posses em meio à sociedade que estavam ligados. Como exemplo, visualize a imagem a seguir, com a demonstração de um jardim de estilo grego (Figura 4) (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). FIGURA 4 – JARDIM DE ESTILO GREGO ANTIGO FONTE: < https://i.pinimg.com/236x/54/28/a8/5428a8416ac3110e91a9a80ef687c387.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. Atualmente, o paisagismo e a construção de jardins estão ligados ao conceito de coletividade, com estímulo às ligações dentro das sociedades, visando, principalmente, a convivência de grupos sociais que os buscam, priorizando sua harmonia. UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA 8 Segundo Gatto et al. (2002), temos: - Harmonia: condição ou propriedade de alguma coisa que seja concordante ou coeso. - Convivência: grupos sociais ou pessoas interagindo em um mesmo ambiente. NOTA Assim, ainda tratando sobre os tempos atuais, pode-se afirmar que esse paisagismo urbano, ou rural, tem servido para a produção de eventos de cunho religioso, cultural e político (SAUER, 1998). Veja a importância dentro de uma sociedade. Uma paisagem pode ser composta de locais com poucas ou muitas ações humanas. Veja o exemplo de uma área coletiva trabalhada com o uso de conceitos paisagísticos, visualize as ligações entre o natural e o construído e sua harmonia. Observe, na figura a seguir, um local harmônico em que foi trabalhada a perspectiva do paisagismo. FIGURA 5 – PARQUE INHOTIM, BRASIL FONTE: <https://magazine.zarpo.com.br/wp-content/uploads/2013/07/inhotim-770x450.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. Jardins também são a extensão das residências, englobando o conceito de lar, local onde seres vivem e se sentem bem, no qual seus atores principais são os seus usuários que podem vir a contratar serviços Outro fator importante referente ao Paisagismo está relacionado ao (re)equilíbrio de localidades antropizadas, ou seja, locais em que o homem deixou sua marca. Nesse sentido, a degradação do meio ambiente pode ser a causa também de riscos sociais diversos, como doenças e pobreza (SAUER, 1998). TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO 9 Funcionando assim, de modo um tanto diferente da sua gênese e também no período de tempo que estava em degradação. As áreas geográficas podem ser reorganizadas e estruturadas de modo que sirvam como fatores de promoção de qualidade de vida das populações que estão em seu entrono (GATTO et al., 2002). Uma área urbana que foi revitalizada e pode ser citada como um importante marco no país é a área que era ocupada outrora pelo presídio do Carandiru, em São Paulo (SP). Nessa área havia um dos maiores presídios da América Latina no século passado, local em que diversos problemas sociais afloravam de maneira vertiginosa e era um fator preocupante para a sociedade brasileira, principalmente no final do século passado. Assim que o local foi desativado e ocorreu a construção do parque, biblioteca e escola técnica nas imediações, a sociedade pode entender a grandeza que o trabalho paisagístico pode assumir ao revitalizar áreas. Este promoveu ações de união e harmonia entre populações (GATTO; et al., 2002). Veja as imagens a seguir e compare o ganho que a região do entorno e a sociedade em geral teve com a mudança (Figuras 6 e 7). FIGURA 6 – PRESIDIO DO CARANDIRU, MEADOS DO FINAL DO SÉCULO PASSADO, SÃO PAULO (SP) FONTE: <https://acessajuventude.webnode.com.br/_files/200000688-474b54844f/carandiru.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA 10 FIGURA 7 – PARQUE DA JUVENTUDE, ANTIGO PRESÍDIO DO CARANDIRU, MEADOS DO FINAL DO SÉCULO PASSADO, SÃO PAULO (SP) FONTE: <http://www.guiaonde.com.br/GetFile.ashx?id=3812&local=parque-da-juventude>. Acesso em: 22 jun. 2020. Para melhor esclarecer sobre as mudanças ocorridas na região do Carandiru, São Paulo (SP), sugerimos a vista ao documentário Visita ao Parque da Juventude, no link: https://www.youtube.com/watch?v=GltRLj8Zpms. DICAS Pode ser percebido que o paisagismo, como função de trabalho, é útil no espaço geográfico para revitalizar ou reconstruir uma determinada paisagem, levando em consideração que muitas cidades não foram devidamenteplanejadas. Essa falta de planejamento é notória a partir da construção desordenada, da falta de áreas verdes e das muitas sobreposições de construção. Também comum em áreas não planejadas é a demolição de estruturas e dispositivos para a construção de outro, com função de promover deslocamento de tráfego, energia e afins (SAUER, 1998). Na atualidade, os grupos sociais têm procurado melhorar a sua utilização de áreas com acesso a projetos de paisagismo sustentáveis. Levando em consideração que o paisagismo tem a função de organizar os espaços (abertos ou fechados) com áreas de recreação e fluxo de pessoas, com estruturas que sejam funcionais e coerentes quanto a suas dimensões com o uso da cobertura vegetal para complementar a construção (SAUER, 1998) TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO 11 O paisagismo, como parte integrante em diversos processos de trabalho, principalmente à Arquitetura, pode ser muito útil para a produção de lugares confortáveis. Permitindo o acesso à prática de esportes, arte e convivência entre pessoas de grupos sociais diferentes, colocando cores e formas ao concreto acinzentado presente nas cidades. Essas áreas verdes podem ser construídas em locais públicos ou privados, com o intuito de estabelecer uma agradável recepção para o público em um determinado local. Permitindo, assim, a construção de imagens com evidências a objetos edificados (estátuas, sacadas entre outros), promover privacidade, produzir alimentos, também como uma forma de promover a cultura e, outrossim, sendo importante ser destacado que esse trabalho agrega valor econômico a imóveis ou regiões (GATTO et al., 2002). Para melhor esclarecer sobre a importância do paisagismo na construção de localidades com o uso de Paisagismo como forma de (re)estruturar locais com a presença de vulnerabilidade social, veja a matéria: https://www.youtube.com/watch?v=wGhweMkoWCU. DICAS 3 PAISAGISMO COMO ÁREA PROFISSIONAL A ocupação de um determinado segmento da sociedade como profissão ou no sentido de troca de serviços por valores monetários pode ser encarada como parte do conceito de área profissional que, além disso, abrange ideias de mercado, função social entre outras. Assim, o paisagismo como área profissional permite que indivíduos capacitados para essa função exerçam a atividade em diferente viés (SAUER, 1998). Diferente do que se pensa, o paisagismo é uma disciplina, obrigatória ou optativa, encontrada em grades curriculares de cursos diversos como: Agronomia, Agroecologia, Biologia, Engenharias (Civil, Agrícola e Florestal), Arquitetura, Designer de Interiores, História e Geografia, entre outros. Essa pluralidade que o Paisagismo pode assumir traz consigo uma grande responsabilidade ao profissional que se propõe a trabalhar com essa vertente, pois este deve ser detentor de conhecimentos provenientes de diversas fontes de diferentes áreas do saber humano (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; GATTO et al., 2002). Por exemplo, um profissional da área de Paisagismo deve entender, ou pelo menos ter noções, como dá-se o metabolismo de uma vegetal, como produzi- los e manejá-los em ambientes (Ciências Biológicas e Agrárias); como estruturá-lo em um dado local (Engenharias, Arquitetura e Designer), e a função social que tal elemento possui (Ciências Sociais) (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA 12 O setor de arquitetura abarca os conhecimentos denominado de Paisagismo e apresenta expoentes que criaram obras geniais e que estas são de uma beleza única e singular. Dentre estes, com muito louvor, pode-se citar o célebre Roberto Burle Marx, ou simplesmente Burle Marx, um brasileiro pintor e paisagista com fama no mundo inteiro. Este nasceu em São Paulo, no ano de 1909, e quando garoto foi morar no Rio de Janeiro com sua família, onde ele, mesmo criança, iniciou a sua coleção particular de plantas (SAUER, 1998) No início da sua vida adulta, por problemas de saúde, ele e sua família foram morar na Alemanha a fim de tratar-se, iniciando seus contatos e persecuções com jardins botânicos e afins. Fato que promoveu seu desenvolvimento ao ponto de instigá-lo a cursar a faculdade de Artes plásticas, pelo ateliê Degner Klein. Ao retornar ao Brasil, em 1930, este conviveu com muitos arquitetos modernos brasileiros, como: Oscar Niemeyaer, Hélio Uchôa e Milton Roberto (Figura 8) (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). FIGURA 8 – BURLE MARX, UM DOS MAIS IMPORTANTES PAISAGISTAS BRASILEIROS FONTE: <http://www.saopauloinfoco.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Roberto-Burle- -Marx.jpeg>. Acesso em: 22 jun. 2020. Como obras, podem ser destacadas as seguintes no Brasil: Praça Casa Forte, Parque Ecológico e outros jardins e praças (Recife, PE); Parque Generalíssimo Francisco de Miranda (Caracas, Venezuela); Jardins da Cidade Universitária, Museu de Arte Moderna e Aterro do Flamengo (Rio de Janeiro, RJ); Eixo Monumental (Brasília, DF) e Parque Ibirapuera (São Paulo, SP). Veja, a seguir, exemplos das obras feitas por Burle Marx, no Brasil e no mundo (Figuras 9 a 11). TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO 13 FIGURA 9 – JARDIM BOTÂNICO NO BRONX (NOVA YORK, USA) FONTE: <https://culturaalternativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/New-York-Botanical-Garden- -Roberto-Burle-Marx-Brazilian-Landascape-Artist-Bronx-NYC-4.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. FIGURA 10 – RESIDÊNCIA DE BURLE MARX (PETRÓPOLIS, RJ) FONTE: <https://imagens-revista-pro.vivadecora.com.br/uploads/2017/07/Roberto-Bur- le-Marx-Jardins-Pampulha.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA 14 FIGURA 11 – JARDIM DO DERBY (RECIFE, PE) FONTE: <https://imagens-revista-pro.vivadecora.com.br/uploads/2017/07/Roberto-Burle-Marx- -Pra%C3%A7a-Derby-1.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. 4 PRODUÇÃO PAISAGÍSTICA A seguir, descreveremos como um Paisagista pode trabalhar. Por meio do esclarecimento dos processos inerentes à produção de Paisagismo: • Produção de mudas e plantas: etapa inicial e crucial para a constituição do Paisagismo, pois, quando pensamos em organismos vivos, como os vegetais, ligamos à ideia que estes precisam de determinados fatores que são inerentes a sua constituição como ser vivo (água, ar, sol e nutrientes). Assim, a produção de plantas para este fim pode ser dinamizada de acordo com as necessidades dos projetos que este veja atender e ainda de acordo com as possibilidades dos recursos naturais e clima que podem ser encontrados nas regiões produtoras. Veja o esquema relacionado com os vegetais como seres vivos a seguir (Figura 12) (SAUER, 1998). TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO 15 FIGURA 12 – ESQUEMA DA FOTOSSÍNTESE FONTE: <https://www.euquerobiologia.com.br/site/wp-content/uploads/2013/12/fotossintese.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. Essa fase deve ser acompanhada por um profissional da área de Agrárias ou Biológicas, a fim de dar suporte de conhecimentos que são importantes para construir e gerir um ambiente de produção de mudas. Projetos internos e externos podem ser complementares. Este, por sua vez, tem um viveiro instalado em uma área tropical, porventura, essa demanda poderia ser atendida? Existem apontamentos sociais e econômicos que podem servir para a estruturação de projetos de paisagismo em função da sustentabilidade dos empreendimentos. Tendo como exemplos: o reuso de recursos naturais e sintéticos, a (re)invenção dos processos de uso e geografia de uma localidade. Pense na importância desse conteúdo para sua construção profissional (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; GATTO et al., 2002). Muito provavelmente, não poderia em sua totalidade e qualidade, uma vez que plantas provenientes de clima temperado podem até vegetar em ambientes de clima tropical, porém sem apresentarem seu vigor e qualidade esperado. Assim se tornaria inviável tal projeto, isso é algo importante e que deve ser levado em consideração quando forem projetados viveiros e projetos de paisagismo (Figura 13) (GATTOet al., 2002b). UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA 16 FIGURA 13 – VIVEIRO DE MUDAS PARA PAISAGISMO FONTE: <http://www.mudasnativaslof.com.br/images/frontend/about/o_viveiro_lof.png>. Acesso em: 22 jun. 2020. A equiparação dos seres vivos, vegetais, que serão usados nos projetos de paisagismo deve obedecer a critérios e a objetivos de trabalho que melhor se adequem ao processo, a fim de permitir que os vegetais consigam sobreviver de maneira normal em ambientes projetados (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). Os vegetais em ambientes projetados são passíveis de serem cultivados por um bom tempo, sendo integrados e desligados da paisagem, de acordo com suas condições e necessidades biológicas, a fim de compor a paisagem de modo harmônico. Assim, procure dar mais uma olhada criteriosa na Unidade 3 deste livro, desse modo, ficará mais esclarecido sobre as necessidades descritas neste tópico. ESTUDOS FU TUROS • Produção de materiais de construção e ambientação: aqui são elencados desejos e anseios do projeto de paisagens por meio de tecnologias e artigos sustentáveis, duráveis e de baixo custo para a composição de projetos de paisagismo. O ambiente pode ser projetado para suprir as necessidades dos seus usuários (SAUER, 1998). Visualize, a seguir, os locais de produção de artigos que podem ser usados em ambientes paisagísticos (Figuras 14 e 15). TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO 17 FIGURA 14 – PRODUÇÃO DE BANCOS PRÉ-MOLDADOS FONTE: <https://www.piramidesc.com.br/wp-content/uploads/2018/01/como-e-o-processo- -de-fabricacao-dos-blocos-de-concreto.png>. Acesso em: 22 jun. 2020. A seguir, visualize um exemplo de produção de móveis que podem ser usados para a composição de ambientes paisagísticos. FIGURA 15 – PRODUÇÃO DE MÓVEIS FONTE: <http://www.megamoveleiros.com.br/wp-content/uploads/2015/05/mdf-madeira.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. Por exemplo, uma peça de palha se for usada em um ambiente externo pode vir a se degradar com facilidade, deixando o ambiente desalinhado com o projeto, também é preciso pensar na possibilidade de manutenção que, muitas vezes, não fica por conta do projetista e, que, por conta disso, pode ser feita por outro grupo de trabalho que utilize materiais que não condizem com o projeto, descaracterizando-o (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). Por outro lado, deve-se pensar na sustentabilidade da produção e reciclagem desse componente da paisagem, pois se tratando de uma peça de pedra esta terá uma durabilidade muito dilatada, mas o processo de produção dessa peça leva em consideração os aportes de sustentabilidade (GATTO et al., 2002b). UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA 18 Afinal, o que seria Sustentabilidade? O conceito de sustentabilidade é descrito de várias formas, mas pode ser resumido em produzir um presente confortável levando em consideração que gerações futuras possam também viver em conforto com os recursos naturais presentes nesse planeta. Tarefa importante em todos os campos das diversas atividades humanas (SAUHER, 1998). IMPORTANT E • Engajamento social: os projetos de paisagismo devem ser pensados para atender às necessidades do público a qual este será ligado, levando em consideração todo o contexto social da localidade a ser trabalhada. Por exemplo, Burle Marx conseguia extrair informações e projetar ambientes com necessidade de uma sociedade que habitava na área geográfica que seus projetos iriam ser inseridos (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; GATTO et al., 2002). Um importante projeto de paisagismo que foi recentemente terminado e inaugurado seria o mirante denominado de Skywalk, situado no Grand Canyon (USA). Nesse projeto, a imponente paisagem da localidade serviu de inspiração para um projeto ousado em todas as suas partes que buscava a integração da construção na paisagem, sem degradá-la e de modo que seja passível de ligar os três conceitos anteriormente descritos a fim de melhorar a questão turística e permitir que houve mais uma opção de apoio aos visitantes deste parque (Figura 16) (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). FIGURA 16 – SKYWALK DO GRAND CANYON FONTE: <https://estherferreira.com/wp-content/uploads/2019/03/skywalk-do-grand-canyon-es- ther-ferreira-1024x576.jpeg>. Acesso em: 22 jun. 2020. Outrossim, falando agora da questão financeira, pode ser citado que a produção de um processo paisagístico deve ser pensada para otimizar um determinado local e em um espaço de tempo a de um ambiente de maneira rentável. Na qual sua manutenção seja simples e com preço acessível (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO 19 O paisagista deve estar alinhado com a equipe que construirá um dado local para que sejam alinhadas às necessidades de trabalho a fim de compreender como os projetos podem ser moldados em conjunto, levando em consideração os conhecimentos sobre os pontos apresentados anteriormente neste tópico. Evitando, assim, que problemas maiores ocorram, como: árvores colocadas próximo a fiações, pouca drenagem e obstrução de vias por vegetais (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; GATTO et al., 2002). Segundo o Guia da Carreira (20[--]), as funções do profissional de paisagismo vão além da jardinagem e se relacionam com as áreas de Biológicas, Artes e Engenharia, sendo interessantes que os profissionais também podem trabalhar com recursos humanos e meio ambiente, cuidando da iluminação, caminhos e pavimentações, além dos mais famosos itens, os jardins. Ainda segundo esse mesmo portal, não existe um curso de graduação de Paisagismo, somente disciplinas inseridas nos cursos já referidos. Porém, existem pós-graduação pelo país que ministram este curso em caráter diverso e principalmente ligado à arquitetura. Outrossim, descrito neste mesmo veículo de comutação são as possibilidades de trabalho de um profissional de paisagismo, sendo elas: • Design de Interiores, usando tecnologias de composição de ambientes. • Arquitetura da paisagem, pensando numa composição de ambientes em escalas maiores, mesmo tendo em referência ambientes internos. • Paisagismo de locais públicos e privados, por meio de ações que melhorem utilização social. A seguir, visualize um layout de um jardim projetado. Aproveite para iniciar o treinamento em função do desenho de ambientes, por meio dessa observação. FIGURA 17 – ANTEPROJETO DE PAISAGISMO FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/ba/cf/b3/bacfb38a4422a3e59ae120253f78e21e--landscape- -plans-diabetes.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA 20 Assim o profissional estará capacitado para a produção de um tão almejado projeto, que, por sua vez, é traçado levando em consideração parâmetros de outras disciplinas da área, por meio de desenhos técnicos e criativos com a descrição das nuances de formar uma paisagem de uma determinada área. Com a agregação de informações de volumetria, textura, estruturas de modo geral e circulação de seres vivos (GATTO et al., 2002). Maiores informações sobre a profissão de paisagista podem ser vistas no vídeo Profissão Paisagista, da TV Trabalho, por meio do link: https://www.youtube.com/ watch?v=m-ix1qql9u0. DICAS 21 Neste tópico, você aprendeu que: • O trabalho como paisagista abarca uma infinidade de saberes e processos que são úteis para a produção de uma paisagem harmoniosa, confortável e sustentável. • O dever de um bom paisagista é pensar sobre esses aspectos sempre que for projetar algum projeto e assim permitir que tais processos possam ser a marca de seu trabalho. • A concretização de um projeto de paisagismo deve atender à necessidade dos seus usuários da melhor maneira possível e cabível em relação aos fatores formativos desse projeto. • Burle Marx, nosso maior mestre, deixou muitas boas impressões, ideias e projetos pelo nosso país e mundo. • A concepção pedagógica de um ambiente paisagístico deve ser compreendida a fim de melhorar a relação do ambiente construído para melhor ser útil aos seustranseuntes. RESUMO DO TÓPICO 1 22 1 Visualize um ambiente de sua cidade que precisaria de uma melhoria paisagística. Faça um esboço da área e sugira possíveis mudanças no ambiente. Tenha como exemplo o resultado que foi feito no local onde estava construído o Presídio do Carandiru, atual Parque da Liberdade (São Paulo – SP), apresentado anteriormente. 2 Na perspectiva de uma ação paisagística, em relação principalmente à arborização urbana, deve ser levada em consideração que: a) ( ) As plantas são seres vivos rústicos que não precisam de maiores cuidados e manejo quando usadas em projetos de arborização urbana, principalmente quando são usadas espécies vegetais exóticas a região em que está inserido um dado projeto de paisagismo. b) ( ) O manejo coerente de espaços com áreas verdes públicas somente deve ser feito por populares e que não precisam ser trabalhadas nenhuma ação de entendimento sobre a importância destes vegetais. c) ( ) O manejo coerente de espaços com áreas verdes públicas deve ser feito por todas as esferas da população e que são necessárias ações de capacitação e entendimento sobre a importância deste ato meramente para a construção de ambientes com beleza visual. d) ( ) O manejo coerente de espaços com áreas verdes públicas ou privadas deve ser feito por todas as esferas da população e que são necessárias ações de capacitação e entendimento sobre a importância deste ato social e ambiental. e) ( ) O manejo coerente de espaços com áreas verdes públicas deve ser feito somente pelas universidades que atentem uma determinada população e que não são necessárias ações de capacitação e entendimento sobre a importância deste ato meramente para a construção de ambientes com beleza visual. AUTOATIVIDADE 23 TÓPICO 2 — UNIDADE 1 ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL 1 INTRODUÇÃO Neste tópico, conversaremos sobre ambientes rurais e urbanos e a constituição de suas paisagens. Para isso, verificaremos seus conceitos apresentados por meio de informação descritas na literatura e compiladas neste escrito. Caro acadêmico, comece agora a imaginar um ambiente rural e um ambiente urbano. Quais as principais mudanças e diferenças entre eles? Eram semelhantes ou não? Quais os conceitos que preexistiam em seu ser? 2 LEGISLAÇÕES E INFORMAÇÕES PRÁTICAS SOBRE O PAISAGISMO Logo, faz-se necessário descrever os conceitos de rural e urbano. Assim, essas duas regiões são descritas no espaço geográfico, compreendidas em dinâmicas sociais, culturais e econômicas distintas pelo país, porém, a grosso modo, temos esta definição na atualidade, composta pelo Estatuto da Cidade, promulgado por meio da Lei Federal n° 10287, de 10 de julho de 2001 (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). A lei afirma que os limites entre o rural e o urbano são atribuídos pelo governo deste próprio município a fim de abarcar áreas que estejam com uma dada funcionalidade dentro de um território específico. Maiores informações sobre a Lei Federal n° 10287, de 10 de julho de 2001, e outros documentos oficiais brasileiros que informam sobre a temática deste tópico podem ser encontrados no site Portal da Câmara Federal, disponível no site: https:// www2.camara.leg.br/. DICAS 24 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA O espaço urbano tende a ser conceituado como uma área geográfica em que pode ser encontrado um nível avançado de urbanização, ou seja, construções e dispositivos populacionais que produzem a aglomeração de pessoas para sua sobrevivência, trabalho, educação e bem-estar. Já o espaço rural tem sido descrito como um local em que não existe tal adensamento e as atividades sociais são prioritariamente voltadas para o primeiro setor da economia (CARLOS, 2004). Porém, é necessário esclarecer que tais informações anteriormente descritas podem variar de acordo com as necessidades e anseios de uma dada população que vive em uma dada região geográfica. Havendo também, por exemplo, áreas com agricultura e pecuária em ambientes urbanos ou áreas industriais e com aglomerados com uma roupagem urbanizada em locais tidos como essencialmente rurais (IBGE, 2017). No site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está disponível um livro base que pode servir para melhor explicar as nuances do questionamento desta dualidade: onde iniciam e terminam os limites do rural e urbano no Brasil. Confira o link: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv100643.pdf. DICAS Nessas duas áreas, rural e urbano, há particularidades que se sobrepõem além do contexto social, uma das mais importantes é a constituição da paisagem. Conceito que surge com a vida do homem com os acidentes geográficos e sua posterior transformação em prol de atividades que geraram fixação em ambientes por meio da produção de alimentos, construção de dispositivos de trânsito e locais de moradia. Levando em consideração que a paisagem pode ser referida por meio de um viés geográfico e, também, como um ajuste de acordo com o aporte relacionado com cultural local (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; SAUER, 1998) 3 AGENTES NATURAIS E O PAISAGISMO Segundo Gatto, Paiva e Gonçalves (2002), a descrição da paisagem, em meados do século XIX, assume caracteres básicos a partir de noções e funções estético-descritivas, ou seja, entender a localidade por meio da silhueta que é descrita, e sua ligação teve como ação a presença de jardins. Ganhando significado diferenciado nas seguintes escolas: germânica – com a presença de ideias cartográficas, sociais e naturais; francesa – sendo construído o conhecimento por meio de dados físico, climáticos e sociais; soviéticos – semelhante a francesa também com o estudo das interações do relevo e anglo-americana – a evolução do relevo. Segundo estes mesmos autores, a paisagem pode ser descrita pela descrição dos fatores que podem ser visualizados na figura a seguir. TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL 25 FIGURA 18 – PAISAGEM FONTE: Adaptado de Maciel e Lima (2011) Podendo ser entendida a paisagem de acordo com o que escreveu Sauer (1998, p. 13): Uma área composta por associação distinta de formas, ao mesmo tempo físicas e culturais, onde sua estrutura e função são determinadas por formas integrantes e dependentes, ou seja, a paisagem corresponde a um organismo complexo, feito pela associação especifica de formas e apreendido pela análise morfológica, ressaltando que se trata de uma interdependência entre esses diversos constituintes, e não de uma simples adição, e que se torna conveniente considerar o papel do tempo. Um bom entendimento sobre as particularidades da paisagem é a seguinte: o geossistema (relevo, clima e outros recursos naturais abióticos), recursos naturais bióticos e suas interações e a ação antrópica. Esses conceitos referentes à Paisagem podem ser divididos e estudados por meio de saberes advindos da Geografia, segundo os escritos de Maciel e Lima (2011), podemos afirmar que: • Geografia Geral e Teórica pode ser dividida em: ◦ Sistema ecológico (interações ocorrentes entre os recursos bióticos e abióticos presentes numa determinada região, sem a atuação do homem como principal interventor do processo); pode ser delimitado com respeito aos fatores de elementos: ■ Geologia: constituição e organização das rochas e minerais presentes no ambiente. ■ Geomorfologia: morfologia das formas de relevo, sua caracterização de contornos. ■ Solos: processos de formação dos solos e suas dinâmicas. ■ Cobertura Vegetal: disseminação no tempo e espaço de vegetais. ■ Uso do solo: medidas que atestam como essa localidade é usada para diversos fins. 26 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA ◦ Sistemas e suas interfaces: que são como os recursos naturais interagem entre si, sendo divididos em: ■ Bióticos: intervenção dos seres vivos no interim dos recursos naturais. ■ Socioeconômico: como as sociedades se comportam e fazem suas riquezas. ◦ Geografia Física: unidade que descreve a paisagem comuma roupagem que mais está próxima a matemática, com as divisões de: ■ Classificação e tipologia: levando em consideração as porções de qualidade, tio e uso dos recursos. ■ Organização do espaço: como as unidades se estabelecem em relação à ocupação espacial. ■ Organização temporal: como as unidades se sucedem de acordo com o tempo. Maiores informações sobre o processo natural de formação da paisagem podem ser vistas no documentário denominado de Paisagem: formação pelo clima. Disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=7W0hz-k1q9I. DICAS Outrossim, a paisagem, tratada sobre as áreas verdes em ambientes rurais e urbanos, é extremamente ligada ao relevo que a forma, sendo importante sua observação. Pois, por meio dessa, a paisagem pode ser moldada e ajustada de acordo com as necessidades humanas. Assim, inicie a vistoria pelo espelho de água apresentados que corresponde à Baia da Guanabara (Figura 1), as montanhas, as praias e as construções humanas que formam um conjunto com uma beleza diferenciada e são parte da memória da cidade. Assim, quando se referimos a um lugar geográfico, para aqueles que o conhecem, uma imagem já avistada é projetada na sua memória e para os que não o conhecem a imaginação é livre e aberta para construir tais conjunturas. É possível, também, construir impressões e ideias sobre locais que o homem modifica com a perspectiva do paisagismo, utilizando os artifícios que fazem a silhueta deste relevo se valorizar ao ponto de serem mais belas e vistosas. Logo se faz importante o reconhecimento das particularidades do relevo, com respeito a sua morfologia externa. Em geral, temos o relevo sobre a perspectiva das altitudes e formas que o relevo assume ao logo dos tempos por meio dos agentes que o formaram. Sendo interessante conceituar que o relevo seria o aspecto que a natureza (o homem está incluído nessa ideia) constitui no espaço físico e que exerce um papel importante na constituição da paisagem e éreas verdes, por conseguinte (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; SAUER, 1998). Esse relevo é constituído de minerais, decompostos ou não, que são divididos em rochas de natureza (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; GATTO et al., 2002): TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL 27 Grosso modo, pode-se afirmar que os solos são constituídos de areia, siltre e argila, materiais provenientes de tais processos de erosão que se justapõem em camadas, quantidades e ajustes espaciais que formam o perfil do solo de uma região. Também pelos constituintes orgânicos e seres vivos (SAUER, 1998). Esse perfil de solo é composto por camadas, denominadas de horizontes, que estão correspondidas entre a camada superficial e a camada rochosa que constitui o perfil do solo, para uma melhor compreensão visualize a figura a seguir: FIGURA 19 – PERFIL DO SOLO FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/f9/2f/68/f92f68bc4cf29e9b7280c04d007c1f7d.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. • Cristalinas: rochas provenientes da atividade vulcânica. • Metamórficas: rochas provenientes de materiais minerais que sofrem com agentes como temperatura e pressão e tomaram formas diferenciadas de sua origem. • Sedimentares: rochas que resultaram da desagregação destas duas matrizes assinaladas anteriormente. Também parte desse conjunto de fatores que formam as áreas verdes em ambientes rurais e urbanos está o solo. Este é formado pela degradação do material geológico por processos denominados de intemperismo e são parte importante da construção dos ambientes paisagísticos (GATTO et al., 2002b). Maiores informações sobre os tipos de solos brasileiros podem ser encontradas no documento Solos do Brasil (EMBRAPA), no link: https://www.agrolink.com.br/downloads/ sistema-brasileiro-de-classificacao-dos-solos2006.pdf. DICAS 28 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA Esses padrões descritos anteriormente são compartimentalizados em formações de relevo que, por sua vez, são importantes para o homem por dinamizarem a forma de utilização do espaço. Maiores informações sobre os tipos de solo e obras de construção podem ser vistas no material didático denominado de Solos e Construção (UFRN), disponível no link: https://docente.ifrn.edu.br/johngurgel/disciplinas/2.2051.1v-mecanica-dos-solos-1/ apostila%20de%20solos.pdf. DICAS Esta silhueta é formada por processos de erosão, com natureza interna (vulcanismo e dobramentos modernos de placas tectônicas) e externa (temperatura, vento, chuva e biológicos) ao planeta Terra, formando os ambientes terrestres designados a seguir (GATTO et al., 2002). A seguir, segundo os escritos de Gatto et al. (2002), podem ser descritos os seguintes acidentes geográficos: • Planalto: áreas elevadas com a presença marcante de processos erosivos e sedimentação, com topos um tanto aplainados e bordas bem pronunciadas. • Planícies: locais aplanados com baixa altitude formados por processos de sedimentação. • Montanhas: formas elevadas de relevo com altitude destacada. • Depressões: regiões em que processos erosivos são proeminentes e que estão ao lado dos planaltos. • Escarpa: área com acentuada declividade. • Cuesta: forma de relevo com uma escapa com declive menos acentuado e outra com um declive bem acentuado. • Chapada: planalto com topo aplainado e encostas escarpadas. • Morro: pequena elevação de uma localidade em relação a outra. • Serra: conjunto de formações de relevo que apresenta altitude elevada e diversas das formações anteriormente apresentas. • Inselberg: saliência abrupta formada em uma área com a presença de um material que não foi erodido pelos fatores que influenciaram a região que o circunda. TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL 29 Maiores informações sobre os tipos de relevo encontrados no país podem ser vistas no material didático denominado de Relevo Brasileiro (UFRN). Disponível no link: http://docente.ifrn.edu.br/jordanacosta/disciplinas/geografia-2-2.8401.2m/relevo-brasileiro. DICAS Você já observou algum mapa de relevo de uma determinada localidade? Observe a figura a seguir que trata sobre o relevo na cidade do Rio de Janeiro (RJ), analisando como a cidade se organiza em torno da perspectiva de relevo apresentada na localidade. FIGURA 20 – RELEVO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO FONTE: <https://3.bp.blogspot.com/-J1-jpVxi3nE/TatEEuH7-II/AAAAAAAAEMI/t-nEjQxGhPA/ s1600/mapa_rio.jpg>. Acesso em: 24. jun. 2020. Por meio dessa figura percebe-se que a cidade se expandiu a partir dos locais onde o relevo era menos acidentado. Porém, como sabemos, existem aglomerados urbanos nessa cidade que foram construídos nas encostas dos morros, próximo aos bairros descritos na Figura 20. Porém, ainda existem áreas de declive com maior inclinação e/ou com uma grande quantidade de áreas verdes, ponderando significativamente a paisagem da região (SAUER, 1998). 30 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA Outrossim, muito importante de ser visto e trabalhado, é a formação do relevo litorâneo, com as seguintes unidades de relevo (GATTO et al., 2002b; SAUER, 1998): • Plataforma continental: porção submersa pelo mar com pouca diferença ao nível do mar. • Praia: localidade onde a linha da correte marítima faz sua divisão entre áreas submersas e não submersas. • Restingas: faixa de material sedimentar depositado através dos períodos de tempo que servem de uma barreia para delimitar recursos hídricos do continente e seu encontro com o mar em uma determina área geográfica. • Falésias: paredões que são formados pela decomposição de rochas por agentes marítimos. • Barra: local de saída de um curso de água do continente para o mar em que existe um acúmulo de detritos. • Baía: acidente geográfico causado pela entrada do mar dentro do continente, protegido por uma restinga. • Península: formação de relevo que avança sobre o mar. • Enseada: praia com forma de arco. • Recife: formação próxima a praia de natureza diversa que diminui a força das ondas. • Fiordes: locais escavados por geleirasem um local próximo ao litoral. Verifique, na figura a seguir, uma melhor ilustração das formas de relevo apresentadas neste tópico. FIGURA 21 – PRINCIPAIS FORMAS DE RELEVO FONTE: <https://1.bp.blogspot.com/-wfcpoNS55a0/VGIWhk2_hhI/AAAAAAAABGs/cO5OO7fr3tI/ s640/Tipos-de-Relevos.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL 31 O ambiente rural, em sua gênese, como descrito no começo deste tópico, é tido como um local bucólico, com uma presença marcante da natureza e com opções de trabalho, moradia e lazer mais singelas. Sobre o conceito de ambiente rural de ser afirmado que existe um equívoco muito acentuado, pois as áreas rurais não necessariamente são tomadas por tais características, mas tendem a tê- las com maior ênfase. Assim, de maneira geral, pode-se descrever as áreas verdes inseridas no contexto de áreas rurais de acordo com os seguintes conceitos e premissas, a grosso modo, referentes aos imóveis (SAUER, 1998): • Fazenda: localidade de grande produção agropecuária ou agroindustrial, com muitas funções sociais e grande extensão territorial. • Sítio: localidade produtiva de menor tamanho que a fazenda. • Chácara: localidade que também pode ser produtiva, mas apresenta um caráter mais voltado ao lazer. • Plantações: locais onde são cultivados vegetais para o consumo humano ou animal. • Criações animais: estabelecimentos ou unidades de criação animal. • Condomínios: locais de moradia, que podem apresentar um conforto social e aglomeração urbanizada de maneira mais efetiva. • Áreas de proteção ambiental: local onde são preservados os recursos naturais, de acordo com a legislação vigente. Observe as figuras a seguir para compreender melhor os elementos que compõem a paisagem rural. FIGURA 22 – SISTEMA PRODUTIVO AGROPECUÁRIO E INDUSTRIAL NO CAMPO FONTE: <http://www.correiogoianotv.com.br/redim/400x1000/0/arquivos/capas/tbarti- gos/4880a63703f93c9ed62ae8e39bf21ff6.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. 32 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA FIGURA 23 – AMBIENTE RURAL REFERENTE A UMA ÁREA COM OPÇÕES DE LAZER FONTE: <http://lecanton.com.br/fazenda-suica-conheca-o-incrivel-hotel-fazenda-do-le-canton>. Acesso em: 22 jun. 2020. Maiores informações sobre a paisagem rural brasileira podem ser vistas no material didático denominado de Temáticas Rurais (UFRGS), disponível no link: http://www. ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/derad004.pdf. DICAS O ambiente urbano, como fora descrito no início deste tópico, tende a ser mais populoso, aglomerado, com dispositivos de moradia, trabalho e lazer mais apurados e modernizados. Sua disposição espacial deve ter como base o entendimento geral que as populações envolvidas em tais regiões geográficas são dependentes de localidades com funcionabilidades diversas e que sua disposição deve ser planejada para estes fins. Além disso, as áreas urbanas que são pensadas para terem a função de áreas verdes são um contraponto ao conjunto arquitetônico do cinza promovido pelo concreto, que é a base da construção das grandes e modernas cidades. Perfazendo muitas vezes uma realidade que não tem utópica, tendo em vista que as áreas verdes produzem uma satisfação e calmaria aos seus frequentadores (SAUER, 1998). Tais processos de urbanização sustentável com áreas geográficas recortadas pela presença do verde e conceitos de paisagismo serão esclarecidos no tópico Arborização em espaços urbanos inserido nesta mesma unidade. Vislumbre essas duas imagens e pense como podem ser pensadas e construídas áreas de trabalho, moradia e lazer em áreas rurais tendo em vista a perspectiva da presença paisagistica de maneira marcante e sustentável. TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL 33 Interligando as informações descritas neste tópico, pode-se afirmar que a paisagem composta pelo relevo e solo são encontrados em áreas urbanas e rurais sem distinção alguma. Podendo também serem modificadas pela ação do homem para que sejam melhor utilizadas e que essa utilização possa gerar conforto ao público que faz contato com tal área. É essencial o entendimento que a sustentabilidade deve ser um importante ponto a ser trabalhado e visto em qualquer projeto humano, não sendo diferente com o paisagismo para áreas urbanas e rurais. Pois somente assim poderão ser pensadas ações de trabalho que gerem conforto na atualidade, além de permitir a futuras gerações o acesso aos recursos naturais existentes no planeta. Pense nisso! Maiores informações sobre a paisagem rural e urbana brasileira podem ser vistas no material didático denominado de Paisagens do Brasil (IBGE), disponível no link: https:// biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/paisagensdobrasil.pdf. DICAS Áreas verdes, naturalmete, são dependentes do clima que é predominante na região perfazendo que haja sucessões ecológicas entre as populações vegetais com a inserção de espécies que são adaptadas a esse clima e que, por conta disso, as espécies vegetais encontradas em algumas regiões são únicas e não são encontradas em qualquer outro lugar (SAUER, 1998). Sendo assim, pode-se afirmar que o clima é um dos fatores que mais importa para a segregação da cobertura vegetal natural, pois uma planta que pode ser encontrada na área geográfica da linha do Equador pode ser naturalmente encontrada próximo ao Polo Sul. E, ainda, faz-se necessário esclarecer que o relevo e o solo são fatores que são facilmente encontrados em simultâneo em várias localidades, por exemplo, uma montanha pode ser encontrada próximo a zona costeira, a áreas tropicais e na Antártida com constituições de solo que podem ser semelhantes (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). Portanto, adentremos agora no conjunto de informações que são relacionadas com clima no mundo. 34 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA Segundo o IBGE (2002), temos: Tempo: fatos meteorológicos que ocorrem em determinado momento. Exemplos: chuvas, raios, ventanias, céu aberto, entre outros. Clima: estados de tempo que se repetem com o passar das épocas, formando climas frios e quentes por exemplo. NOTA Veja, a seguir, alguns conceitos importantes para a climatologia. Então, os acontecimentos estudados pela Meteorologia devem ser levados em consideração para a construção de projetos de paisagismo, pois os problemas com a adaptação, cultivo e arranjo de projetos em paisagismo. Assim, veja a seguir os principais acontecimentos meteorológicos que são relacionados ao tempo (INMET, 2019): • Chuva: precipitação atmosférica (queda) da água condensada. • Calor: energia transferida na forma de alta temperatura. • Céu claro: estado em que o céu está sem nuvens. • Evaporação: perda da água do estado líquido para o vapor por meio de um aporte de calor. • Frente: deslocamento de massas de ar, que pode ser quente ou fria. • Frio: ausência de calor. • Geada: condensação do orvalho na superfície do planeta. • Granizo: precipitação tipo a chuva com a formação de cristais de gelo de tamanho variado que precipitam na superfície terrestre. • Latitude: distância em graus dos polos. • Longitude: distância em graus do meridiano principal terrestre. • Neve: precipitação cristais em forma de flocos, ocorrente em ambientes frios. • Névoa: pequenas gotas de água em suspensão na atmosfera. • Nublado: presença de nuvens, antônimo de céu claro. • Orvalho: condensação de água na superfície do solo. • Raio: descarga elétrica na atmosfera. • Vento: ar em deslocamento. • Temperatura: quantidade de calor no ar. • Umidade: quantidade de água disponível no ar atmosférico. Projetos de paisagismo devem ser pensados de acordo com o clima de cada localidade, pois temos espécies que se adaptam melhor a lugares quentes, úmidos ou secos, também a lugares frios, algumas não podem tocar rajadas de vento, não toleram geadas ou granizo. Maiores informações sobre tais processos serão elucidados a seguir e na unidade que trata sobre os vegetais. TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL35 Para melhor fixar tais conceitos e outros relacionados aos acontecimentos meteorológicos, relacionados ao tempo, visualize o glossário do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), no link: http://www.inmet.gov.br/portal/index.php?r=home/ page&page=glossario. DICAS Logo, o clima é um fator importantíssimo para a tipificação da vegetação natural ou manejada pelo homem e o entendimento de como essa pode ser compreendida e arrumada para promover a construção de uma paisagem (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). A seguir, conheceremos um pouco mais sobre clima e sua importância para a formação vegetal, para isso, primeiro observe a figura a seguir. FIGURA 24 – RELEVO E LATITUDE INFLUENCIANDO A VEGETAÇÃO FONTE: <http://www.coladaweb.com/files/biomas-terrestres.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. Perceba que, ao passo em que a altitude aumenta, a vegetação muda de fisionomia e isso também ocorre em direção ao Polo, perceba a gradação da vegetação, as formas gerais que as espécies vegetais apresentam e reflita sobre como o paisagismo pode ser trabalhado usando espécies que são adaptadas a região a qual um dado projeto esteja sendo pensado. Imagine que muitas são as possibilidades de montagem de projetos de arquitetura que sejam coerentes com a região a qual estão sendo dirigidos, levando em consideração a tipificação da paisagem, o clima e os vegetais escolhidos para tal função (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). 36 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA Muitas vezes pode ser percebido que existe uma tendência a repetição de modelos de trabalho utilizados em uma dada região, estabelecendo que seriam mais refinados e conceituais, tudo tem seu valor no mundo, inclusive uma erva, uma árvore, um arbusto que é natural da região que você mora. Reflita sobre as possibilidades sociais, aromas, cores, sabores e texturas que circulam a sua região de moradia e que são produzidos pelos vegetais, comece a identificar elementos que melhor poderiam se encaixar com projetos revolucionários e sustentáveis. Este livro servirá como uma base de apoio para a mudança de concepções e de visão sobre as tipificações da vegetação, para que sua criatividade seja aguçada. Juntos, embarcaremos nessa aventura cheia de conhecimentos (GATTO et al., 2002b). Uma maneira importantíssima de conhecer a tipificação da vegetação é juntar os acontecimentos meteorológicos em um dado período de tempo, caracterizando assim o clima de uma dada região. Para tal, são realizados testes diversos, em um período de pelo menos trinta anos, sem interrupções, visando o entendimento de fatores como: temperatura, regime de chuvas e umidade do ar, entre outros. Esclarecendo assim como poderá ser caracterizado o clima de uma região. Para o mundo inteiro, tratando de uma escala maximizada existem climas diversos (GATTO et al., 2002). FIGURA 25 – CLIMAS PELO MUNDO FONTE: <http://1.bp.blogspot.com/_LvbGAizH9cE/RwPLTyJ4VnI/AAAAAAAAAFc/h4K-qIzgWMk/ s400/climas+do+mundo.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. O clima pelo mundo pode ser pensado da seguinte maneira: quanto mais próximo aos polos e quanto mais alta a altitude as paisagens se parecem, também próximo ao Equador e em altitudes baixas. Isso demonstra que a latitude e a altitude são fatores muito importantes para a tipificação climática e, por conseguinte, para a vegetação. TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL 37 Como principais climas pelo mundo temos (GATTO et al., 2002): • Quentes: locais com altas temperaturas médias anuais, acima de 20 °C. • Frios: locais com temperaturas médias anuais abaixo de 10 °C. • Temperados: locais com médias entre 10 e 20 ºC. • De altitude: variantes em suas características, com predominância de serem mais frios que regiões de entorno por conta da altitude. Dentro de cada clima desses existem gradações em função da unidade do ar e da precipitação anuais ocorrentes nessas regiões, assim, temos (GATTO et al., 2002): • Úmidos: com altas pluviosidade e umidade anuais, estes, por sua vez, podem ser Equatorial (perto da Linha do Equador), tropicais (mais afastados do Equador), marítimo (próximo ao mar), subtropical ou mediterrâneo (dependente da latitude). • Desérticos: com baixas pluviosidade e umidade anuais, que, por sua vez, são frios ou quentes, dependendo da latitude ou altitude que ocorrem. Acadêmico, sobre os climas presentes no Brasil, o que você sabe? Em correspondência ao que foi esclarecido para os climas presentes no mundo, com as nomenclaturas regidas por convenções internacionais, pode ser elencada com estas características, segundo o IBGE (2002), vide as informações e a figura a seguir. • Equatorial: altas temperatura, umidade e precipitação com posição geográfica próxima ao Equador. • Tropical: condições menos atenuadas que as equatoriais, podendo ser ligado aos fatores de proximidade ao litoral e latitude. • Semiárido: local encontrado no interior da região Nordeste e Norte do estado de Minas Gerais, com incidência de períodos acentuados períodos de falta de chuvas e temperaturas altas. • Subtropical: locais com temperaturas mais amenas, situados abaixo do Trópico de Capricórnio. 38 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA FIGURA 26 – CLIMAS DO BRASIL FONTE: <http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/5/normal_1110brasilclimas.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. Intimamente ligado ao clima está a disseminação da vegetação em sua forma natural. Assim, temos como fisionomias pelo mundo as seguintes formações vegetais (GATTO et al., 2002): • Florestas: locais com a presença de grandes árvores, diversidade de espécies, conformidades morfológicas que mudam de acordo com a latitude. • Mediterrânea: locais com uma vegetação mais diversa e adaptada a sua sazonalidade climática, com formações vegetais abertas. • Estepes: áreas com ocorrência de plantas adaptadas à escassez de água. • Deserto: áreas com pouca vegetação em virtude do clima inóspito. • Pradarias: locais com campos abertos e poucas árvores. • Tundra: vegetação com uma conformidade reduzida em seu tamanho, adaptada ao clima frio. TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL 39 FIGURA 27 – FORMAÇÕES VEGETAIS NO MUNDO FONTE: <http://3.bp.blogspot.com/_DVEIWAjF544/TDkerznMHZI/AAAAAAAAAIg/PLSJtKEaDV4/ s400/mdmave.gif>. Acesso em: 22 jun. 2020. Para melhor fixar tais conceitos e outros relacionados ao clima no mundo e Brasil), visualize o documento didático Climatologia Aplicada, no link: http://www.uepb. edu.br/download/ebooks/Climatologia-Aplicada-aCC80-Geografia.pdf. DICAS No Brasil, a conformidade da vegetação pode ser referida como (IBGE, 2002): • Bioma Amazônico: vegetação densa, com árvores de grande porta, situado próximo à linha do Equador, com uma lata diversidade. • Bioma Atlântico: vegetação semelhante ao amazônico com espécies de menor tamanho, em geral, e que fica próximo à vertente do litoral. • Bioma Cerrado: ocupa a parte central do Brasil e é constituído como uma savana com espécies arbóreas que se segregam com um maior espaço entre si, presença marcante de gramíneas. 40 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA • Bioma Caatinga: vegetação com resistência a seca, presença marcante de cactáceas. • Bioma Pantanal: uma miscelânea de espécies encontradas em outras localidades com a presença marcante de adaptações às inundações periódicas ocorrentes na região. • Bioma Pampa: são campos abertos, presentes em locais mais ao sul do país. Veja, a seguir, o mapa com a delimitação dos grandes domínios morfológicos da vegetação encontrada no país, na natureza. FIGURA 28 – BIOMAS BRASILEIROS FONTE: <https://static.todamateria.com.br/upload/bi/om/biomasbrasileiros-cke.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. Observe a figura a seguir e, de acordo com seus conceitos, vislumbre a paisagem de cada localidade do Brasil por meio das imagens. Lembrando a necessidade de entendimento da dinâmica e tipificação da paisagem em função das localidades brasileiras em destaque. Veja como a sua memória pode ser aguçada e sua criatividade aflorada ao passo que você visualiza a figura. Pense que essas formações vegetais podem muito nos ensinar um designe arrojado, sustentável e que pode ser útil para a formação de belos projetos de paisagismo. TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL 41 FIGURA 29 – BIOMAS BRASILEIROS E SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS FONTE: <http://1.bp.blogspot.com/-mhIuWfOePfw/UP6b1pL9-CI/AAAAAAAAAC4/qQ21xu- ZxuKw/s320/form+veg.png>. Acesso em: 22 jun. 2020. Assim temos, na figura anterior – iniciando do lado de cima esquerdo e terminando no lado de baixo direito – os biomas: amazônica, atlântico (mata de araucárias), pampa, cerrado, cerrado (mata dos cocais), caatinga, atlântico (formação de manguezais), pantanal e atlântico (mata litorânea) (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). Outrossim, muito importante, está relacionado com a ação humana em uma localidade em virtude da diversidade de espécies vegetais, pois o homem pode modificar a paisagem inserindo, assim, espécies vegetais ao sabor das suas necessidades de trabalho e ação. Assim temos prontamente os conceitos a seguir em relação à vegetação (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; GATTO et al., 2002): • Antrópica: com modificação pelo homem. • Natural: sem a modificação humana. • Nativa: vegetais presentes naturalmente em uma determinada região. • Exóticos: vegetais que são trazidos pelos homens e não são nativos a uma dada região. Veja, a seguir, as localidades em que a paisagem foi mudada pelo homem, promovendo uma tipificação diferenciada da paisagem a partir da inserção de espécies vegetais. 42 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA FIGURA 30 – PLANTIO DE MILHO FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/38/4b/39/384b39d1c4af81e394b2a91ad358d37a.jpg>. Acesso em: 25. jun. 2020. FIGURA 31 – JARDIM INTERNO FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/15/12/27/15122731e5a8f7ffbeb80f774e045239.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. Ambas as paisagens são áreas inseridas no bioma atlântico, com a intenção de trabalho humano de formar áreas para seu proveito, modificando, assim, a paisagem, em prol da produção agrícola de milho (Figura 30) e do embelezamento de uma propriedade (Figura 31). Exemplos estes que podem servir de base para afirmar quanto o homem pode modificar uma mesma região com o uso de ações de trabalho diferenciadas, usando vegetais para tal mudança, perfazendo, assim, uma considerável e notória modificação da paisagem. TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL 43 Caro acadêmico, você consegue agora perceber que não poderíamos apenas falar de tipos de vegetais sem esclarecer os motivos pelos quais a vegetação muda com a região a qual é referida? Pois bem, qual a sua lembrança de uma paisagem que está inserida próximo a uma praia ou a uma alta montanha? IMPORTANT E Comece a pensar que algumas espécies se repetem e outras não, assim, essas diversidades podem ser trabalhadas de maneira em que os inúmeros projetos, que você poderá produzir, assumam um arrojado design que seja harmônico com o ambiente. Respeitando todos os componentes e parcelas ambientais, sociais, econômicas e históricas de uma localidade em prol da produção de um projeto harmonioso em todas as suas vertentes. Veja a importância de construir uma base de conhecimentos sobre a temática apresentada neste segmento! 44 RESUMO DO TÓPICO 2 Neste tópico, você aprendeu que: • O relevo e o clima são importantes para a construção de uma ambientes paisagísticos. • Os climas são a mais importante porção a ser vista para a concepção de um produto paisagístico. • A vegetação acompanha a modificação do clima. • O Binômio clima e vegetação deve ser referenciado antes do processo produtivo de qualquer projeto de paisagismo. • No Brasil existem diversos climas e vegetações. • Particularidades que cercam os principais: climas, vegetação e biomas do país e do mundo. • A consultoria e projetos em paisagismo deve ser inerente as possibilidades climatológicas da região a ser trabalhada. 45 1 Procure em livros, jornais e outros veículos de comunicação informações sobre o clima e a vegetação da localidade onde moras. Compare com o clima e vegetação da cidade como São Paulo (SP) (vide as informações descritas neste tópico). 2 Leia o texto a seguir: Planejar a arborização é indispensável para o desenvolvimento urbano, para não trazer prejuízos para o meio ambiente. Considerando que a arborização é fator determinante da salubridade ambiental, por ter influência direta sobre o bem estar do homem, em virtude dos múltiplos benefícios que proporciona ao meio, em que além de contribuir à estabilização climática, embeleza pelo variado colorido que exibe, fornece abrigo e alimento à fauna e proporciona sombra e lazer nas praças, parques e jardins, ruas e avenidas de nossas cidades. É essencial o uso correto das plantas em arborização, uma vez que o uso indevido de espécimes poderá acarretar uma série de prejuízos tanto para o usuário e Empresas prestadora de serviços de rede elétrica, telefonia e esgotos. A arborização urbana vem merecendo uma atenção cada vez maior em função dos benefícios e até mesmo dos problemas que se apresentam em função da presença da árvore no contexto da cidade. O Desenho Urbano, ao estruturar a cidade e suas parcelas, maneja os componentes da paisagem construída e entre eles o elemento vegetal. FONTE: Adaptado de <http://joaootavio.com.br/bioterra/workspace/uploads/artigos/ arborizaurbana-515646a391755.pdf>. Acesso em: 22 jun. 2020. Na sua concepção, com suas ideias pessoais, quais as contribuições que você poderia dar em prol da composição urbanística para o reflorestamento de áreas da sua cidade, em virtude dos componentes ambientais descritos no trecho apresentado anteriormente? AUTOATIVIDADE A seguir, estudaremos as áreas de espaços urbanizados, com a presença de paisagens modificadas pelo homem, sugerimos que você, antes de prosseguir, revise todo o conteúdo que demonstramos a fim de conceituar a ação paisagística e firmar melhor os conceitos em prol de uma construção holística e funcional dos conhecidos até então absorvidos por você. ESTUDOS FU TUROS 46 47 TÓPICO 3 — UNIDADE 1 ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS URBANOS 1 INTRODUÇÃO Neste tópico, aprenderemos sobre a produção de ambientes com arborização, para tal empreitada serão descritos os principais pontos e ações de trabalho necessários para essa condição de paisagismo, substancial à elaboração de projetos de paisagismo e arquitetura fundamentados na perspectiva da sustentabilidade e da funcionabilidade. Seja proativo em averiguar as informações descritas neste livro, assim como as leituras indicadas. Seu crescimento e diferenciação profissional é fruto de um emprenho conjunto, entre nós e você, tenha sempre isso em mente. Logo, seja curioso, experimentador e coerente em sua vida acadêmica, a fim de melhorar esses processos de aprendizagem. Confiamos em você, caro acadêmico, nesse caminho rumo ao conhecimento. A arborização urbana é uma das principais funções e necessidades paisagísticas em relação aos centros urbanos, seus serviços vão além de sombra e beleza, muitas outras funções podem ser exploradas a partir dessa iniciativa de trabalho e de ação. Compreender melhor este ponto de trabalho é basilar para crescer profissionalmente e ser um paisagista com renome e com projetos verdadeiramente funcionais, aposte nesse segmento apresentado neste tópico como um diferencial para sua carreira. A seguir, serão exemplificados e explicados os pontos e tarefas necessários para essa produção. 2 PAISAGISMO URBANO A mais expressiva ação de paisagismo e que é uma base conceitual importante para os estudantes e trabalhadores do paisagismo são as ações de projeto, formação, implementação, manutenção e uso de espaços urbanos. Assim, faz-se necessário esclarecer esse importante segmento da área do paisagismo antes de passar para a frente, realizando, assim, a demonstração e explicaçãode saberes inerentes à produção de artigos e à fomentação de projetos de paisagismo (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; GATTO et al., 2002). 48 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA Para prosseguir neste tópico é sugerido que você, acadêmico, tenha em mão, seja de modo impresso ou virtual, um mapa de uma cidade, preferencialmente de maior porte, para que possamos juntos encontrar detalhes e prospectar ideias com as vertentes que serão apresentadas a seguir. ATENCAO Neste tópico, os logradouros serão tomados sobre a perspectiva urbana, com suas particularidades e objetos de trabalho. Assim, inicialmente faz-se necessário descrever conceitos que podem ser úteis para esclarecer as ideias desta unidade como um todo. Logo, temos (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; GATTO et al., 2002): • Ruas: dispositivo de passagem de veículos e pedestres com tamanho menor que 20 m de largura. • Avenidas: semelhante às ruas, porém com mais de 20 m de largura. • Vielas: espaço de passagem entre dois logradouros com acesso somente a pedestres. • Passarelas: locais de passagem subterrânea ou aérea que permite o acesso a uma determinada localidade. • Travessas: semelhantes às ruas, mas com tamanho menor que 7 m de largura. • Balões de retorno: dispositivo de acesso em locais de maior fluxo. • Praças: locais de lazer e convivência dispostos em locais de menor tamanho. • Parques: semelhantes às praças, porém com uma maior área geográfica. Para melhor fixar o conteúdo anteriormente relatado sobre os logradouros, sugerimos a leitura do livro Característica urbanística em domicílios, produzido pelo IBGE (2019), disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/96/cd_2010_ entorno_domicilios.pdf. DICAS Agora, visualize um grande conjunto arquitetônico brasileiro que é a cidade de Brasília (DF) e preste atenção sobre a disposição dos dispositivos de passagem, abrigo e lazer, por meio de um mapa. Em seguida, analise uma figura semelhante que contém uma fotografia dessa mesma área para que possamos entender os conceitos de paisagismo inseridos nesta localidade. TÓPICO 3 — ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS URBANOS 49 FIGURA 32 – MAPA DE BRASÍLIA FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/82/87/86/828786beb923afa0b50b9d4ea7f6ba7f.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. Para prosseguir neste tópico é sugerido que o acadêmico, antes, faça uma leitura no material didático Censo 2020, produzido pelo IBGE, para melhor entender como se dinamiza a ação de trabalho e exemplificação dos espaços urbanos, principalmente. Disponível em: https://censo2020.ibge.gov.br/media/com_mediaibge/ arquivos/3b97e8f4b986f68ab6595c094025b3d6.pdf. DICAS 50 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA FIGURA 33 – FOTOGRAFIA AÉREA DE BRASÍLIA FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/9c/71/24/9c712443bf12b4a7fc36e3ec3d30e742--brasilia- -capital-the-airplane.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. As duas imagens demonstram a mesma área geográfica, perceba a grandiosidade do projeto arquitetônico de Oscar Niemayer, que também contempla grandes áreas verdes compostas por gramados e pelo Parque Paranoá, projetado para ser uma área de lazer e que servisse como um local que promovesse conforto térmico à cidade. Perceba que os arrumamentos foram projetados para que a paisagem composta fosse harmônica, leve e arrojada. Pense que este pode ser um importante texto a céu aberto para a produção de projetos em paisagismo que contemplem todas as possibilidades e qualidades já vistas nesta unidade. Conheçam o projeto de paisagismo de Brasília sobre a perspectiva do livro Roteiros Brasília, disponível em: http://www.turismo.df.gov.br/wp-conteudo/ uploads/2017/12/Guia-Roteiros-Brasilia-11x15_portugues.pdf. DICAS TÓPICO 3 — ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS URBANOS 51 A seguir, trataremos diretamente sobre o principal ponto deste tópico: a arborização urbana. Em primeiro plano, pode-se afirmar os benefícios da arborização como: reter a água das chuvas, diminuir a perda de água, promover um aumento da unidade do ar, produzir sombra, ser um ambiente de passagem e interligação em termos ecológicos e assegurar um melhor valor social e econômico a determinadas localidades (GATTO et al., 2002). Pensando em parâmetros tem-se a descrição dos parâmetros biológicos e físicos (que serão melhor exemplificados a seguir neste livro didático), mas que, em súmula, são passíveis de serem entendidos para a perspectiva da arborização urbana, com as seguintes prerrogativas, por exemplo: árvores de diferentes espécies podem ter copas de diferentes formas, assim, de acordo com a necessidade e possibilidade de cada ambiente podem ser lançados artifícios como poda ou construções adaptadas a tais imperativos (GATTO et al., 2002). A seguir, serão descritos esses parâmetros que podem melhor descrever os aportes de uma arborização moderna correta e sustentável, segundo os escritos de (GATTO et al., 2002) e Gato, Paiva e Gonçalves (2002) temos as seguintes informações enumeradas a seguir: • Largura dos espaços de circulação: de modo geral, para que seja utilizada uma árvore, a largura mínima de um pavimento dever ser de 1,90 metros para que essa planta possa crescer com o mínimo de espaço necessário para sua vegetação normal. Caso não haja esse espaço, deve-se proceder o plantio de plantas menores e que possam ser acomodadas em jardineiras ou vasos. A seguir, visualize uma área com arborização correta para este parâmetro. FIGURA 34 – EXEMPLO DE ARBORIZAÇÃO URBANA FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/23/72/eb/2372ebecdae84ca053224f9519753218.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. 52 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA • Redes elétrica, comunicação e hidráulica: estas são necessidades e condições muito empregadas em ambientes urbanos e assim a conivência com elas é de suma importância para o sucesso de um projeto de paisagismo. Pois, se são plantadas plantas que danificam tais dispositivos de condução, muito provavelmente, estes vegetais serão diminuídos por meio de podas e afins ou até mesmo retirados da localidade. Simplesmente por serem fatores que diminuem a possibilidade de manutenção normal dessas atividades. A seguir, visualize um problema comum em áreas com a presença de redes e arborização, a necessidade de podas drásticas para diminuir as copas das árvores. FIGURA 35 – PROBLEMAS COM A ARBORIZAÇÃO URBANA FONTE: <https://poraqui.com/wp-content/uploads/2018/06/original_64bf26e00c9068a- 41826a99a7a1ac2c5-800x730.jpeg>. Acesso m: 22 jun. 2020. • Imóveis e dispositivos de trânsito: os projetos em paisagismo devem compreender a busca por espécies que não obstruam ou interfiram nesses dispositivos, levando em consideração que os vegetais apresentam crescimento que, muitas vezes, se torna inviável a condução normal de projetos paisagísticos. Assim, deve-se pensar que tais vegetais multiplicarão sua estrutura nos anos seguintes a sua implantação. A seguir, pode ser visualizado um exemplo de problemas com o mal planejamento de uma arborização, com respeito ao parâmetro. TÓPICO 3 — ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS URBANOS 53 FIGURA 36 – PROBLEMAS COM A ARBORIZAÇÃO URBANA (II) FONTE: <https://media.correiodocidadao.com.br/1528479385-dsc-5992.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. Essas plantas devem ser plantadas em locais coerentes para sua vegetação normal, levando em consideração a sua tipificação, pois é necessário enfatizar que uma planta proveniente de um determinado clima pode ser introduzida em uma outra localidade com características distintas porém sua vegetação, ou seja, sua vivência como ser vivo, pode ser prejudicada significativamente (GATTO et al., 2002b). Veja, no exemplo a seguir, uma planta trepadeira que precisa de uma grande quantidade de luz solar e que foi plantada em um local que não havia a incidência direta deste recurso. FIGURA 37 – FALTA DE LUZ SOLAR FONTE: <https://www.anasacjardin.cl/wp-content/uploads/2014/02/hojas_amarillentas.jpg>. Acesso em: 25 nov. 2019. 54 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA Você conhece em sua cidadealgum projeto de paisagismo, mesmo que não seja produzido por um profissional capacitado, que deu certo ou que deu errado? Quais os pontos que podem ser elencados para que em projetos que você, caro acadêmico, venha a produzir num futuro breve, possam ser pensados na perspectiva para construirmos em sustentabilidade um projeto de paisagismo urbano. NOTA Promovendo a esse vegetal uma diminuição da qualidade e normalidade de suas funções fisiológicas. Assim, pode-se perceber que determinadas espécies vegetais podem ser vistas em outros ambientes que não são os seus naturais e essas, por sua vez, são passiveis de apresentarem anomalias diversas como, por exemplo, baixa floração, folhagem escassa, raízes pouco profundas, entre outros problemas. Assim, quando foram desenvolvidos os projetos de paisagismo visando que vegetais sejam plantados em determinadas áreas, deve-se procurar saber informações básicas sobre o vegetal como ser vivo (necessidades fisiológicas), também seu hábito de crescimento, possíveis problemas para a sociedade (plantas com veneno, espinhos ou outros) e assim projetar de maneira coerente uma área com o paisagismo. Logo, depois de planejado e visto todos os pormenores apresentados anteriormente, pense que a planta como ser vivo deve ser instalada numa localidade em que haja acesso aos requisitos, segundo os escritos de Macedo e Sakata (2003), podemos elencar os seguintes tópicos: • Plantio: este deve ser realizado com o uso de uma cova que seja corrente com o tamanho do torrão que a planta apresenta, ou seja, que caibam as raízes e o solo que está no entono desta, viabilizando o crescimento destas plantas, veja o exemplo a seguir. • Solo: não se deve plantar vegetais em áreas urbanas sem que haja uma vistoria da qualidade do solo da região, pois este pode apresentar uma quantidade de pedras ou outros elementos sólidos que podem danificar as raízes e condição de crescimento. TÓPICO 3 — ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS URBANOS 55 FIGURA 38 – SOLO PREPARADO PARA O PLANTIO CORRETO DE UM PROJETO DE ARBORIZAÇÃO URBANA FONTE: <https://portalambiental.pereirabarreto.sp.gov.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_ 1586-300x225.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. • Adubação: as áreas de plantio devem ser adubadas, preferencialmente, com adubos de natureza orgânica (esterco, compostos orgânicos) para nutrir o vegetal de maneira satisfatória, veja a imagem a seguir que descreve este processo com minucia. FIGURA 39 – ADUBAÇÃO EM ÁRVORES FONTE: <https://www.floresefolhagens.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Como-Adubar- -Suas-Plantas-1-2.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. 56 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA • Água: para cada planta deve-se fornecer o necessário de água para que ela sobreviva de acordo com as necessidades de cada espécies em virtude da ausência de chuvas, para isso, devem ser pensadas maneiras coerentes de irrigar estas plantas. • Luz e temperatura: um fator muito importante, como já foi relatado anteriormente, o clima é um fator crucial para o paisagismo. • Manutenção e condução: fatores que devem ser pensados com muito respeito, pois as espécies crescerão e assim são necessários muitos trabalhos ao longo dos anos para conduzir os processos de paisagem de acordo com os crescimentos de cada espécie. Maiores informações sobre a arborização urbana podem ser encontradas no livro Manual técnico de Arborização Urbana, produzido pela Prefeitura de São Paulo (SP), disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ ambiente/MARBOURB.pdf. DICAS 57 LEITURA COMPLEMENTAR O QUE É ARBORIZAÇÃO URBANA E QUAIS AS SUAS VANTAGENS Camilla Greco Viviane Coelho Arborização Urbana é um termo que vem sendo utilizado com muita frequência nos últimos tempos e que, em um primeiro momento, nos remete a uma simples interpretação: plantio de árvores no meio urbano. Porém, por trás desta básica definição, existe uma grande área de estudo que ainda é pouco conhecida pela maioria. Área esta que possui princípios bem consolidados, e que vem trazendo muitas vantagens para nossas vidas. Nas cidades, as árvores desempenham um papel muito importante na melhoria da qualidade de vida da população e do meio ambiente. Entre os benefícios podemos citar: bem-estar psicológico, efeito estético, sombra para os pedestres e veículos, proteção contra o vento, diminuição da poluição sonora, redução do impacto da água de chuva, auxílio na diminuição da temperatura e preservação da fauna silvestre. Contudo, este trabalho não deve ser feito de forma aleatória, já que só será realmente efetivo quando realizado um bom planejamento de arborização para tal. É de responsabilidade da gestão pública de cada município este planejamento, desde sua concepção até sua implantação e manutenção através da disponibilização de técnicos e agentes ambientais capacitados para as etapas de plantio, poda de árvores e supressão. Nesta análise deve-se levar em consideração não somente as características peculiares de cada cidade (valores culturais, ambientais e de memória), como também aspectos importantes para se garantir a segurança e a mobilidade dos cidadãos e evitar situações conflitantes entre a arborização e equipamentos urbanos como fiações elétricas, postes de iluminação, muros e passeios. É escolher “a árvore certa para o lugar certo”, e é neste ponto que deverão ser utilizados os princípios da arborização urbana. O primeiro passo para se ter um planejamento bem-sucedido, é providenciar o inventário das árvores já existentes. Neste momento, uma ferramenta tecnológica que permita o cadastro e visualização das árvores de forma rápida e fácil pode ajudar bastante no processo. Este inventário deve conter o maior número de informações possível sobre os espécimes já existentes e os locais onde estão situados. Conhecendo-se o patrimônio arbóreo da cidade com a qual irá se trabalhar, é possível avaliar melhor onde e como atuar. 58 UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA Com o inventário em mãos, torna-se possível compreender a relação entre as árvores e o local onde elas estão inseridas: a compatibilidade entre seu porte (raízes, tronco e copa) e o espaço disponível, as condições sanitárias existentes e sua adaptação. Todas estas informações, aliadas aos princípios da arborização urbana, irão definir quais espécies de árvores deverão ser utilizadas. Na arborização urbana são várias as condições exigidas de uma árvore, a fim de que possa ser utilizada sem acarretar inconvenientes, sendo que, entre as características desejáveis, destacam-se (PIVETTA; SILVA FILHO, 2002): • Resistência a pragas e doenças. • Velocidade de desenvolvimento média para rápida. • A árvore não deve ser do tipo que produz frutos grandes. • Os troncos e ramos das árvores devem ter lenho resistente, para evitar a queda na via pública, bem como, serem livres de espinhos. • As árvores não podem conter princípios tóxicos ou de reações alérgicas. • A árvore deve apresentar bom efeito estético. • As flores devem ser de preferência de tamanho pequeno, não devem exalar odores fortes e nem servirem para vasos ornamentais. • A planta deve ser nativa ou, se exótica, deve ser adaptada. • A folhagem dever ser de renovação e tamanho favoráveis, já que podem causar entupimento de calhas e canalizações, quando não, danificar coberturas e telhados. • A copa das árvores deve ter forma e tamanho adequados ao ambiente. • Quanto às raízes, estas devem ser profundas, para evitar que a árvore venha a prejudicar as calçadas e as fundações dos prédios e muros. Pode-se concluir, com toda certeza, que a implantação de árvores nas cidades proporciona uma grande melhora na qualidade de vida da população. Porém, a administração pública ainda tem um longo caminho a percorrer no que se diz respeito à correta utilização dos princípios da arborização urbana, a fim de tornar o ambiente das cidades ao mesmo tempo agradável e eficiente, respeitando tanto o Homem como a Natureza.FONTE: <https://digicade.com.br/blog/o-que-e-arborizacao-urbana-e-quais-as-suas-vantagens/>. Acesso em: 24 jun. 2020. 59 RESUMO DO TÓPICO 3 Neste tópico, você aprendeu que: • O paisagismo é um ramo do conhecimento científico que faz uso de um grande grupo de informação provenientes de áreas diferentes do conhecimento humano. • É interessante, senão imprescindível, dissertar que a paisagem, de modo geral, apresenta diversos caracteres: construções, acidentes geográficos, seres vivos, identidades sociais e outros pontos. • A paisagem é o resultado da junção de fatores ambientais, sociais e econômicos inseridos em uma determinada área geográfica. • Projetos de paisagismo podem mudar a qualidade de vida de uma dada população. • Projetos de paisagismo podem servir para dar uma nova utilização a lugares geográficos. • O processo social é bastante importante na construção da paisagem. • A profissão de paisagista pode ser exercida por inúmeras pessoas que tenham formações diversas. • O solo pode ser um fator que limita as possibilidades de construção de um projeto paisagístico. • O relevo é importante para emoldurar os processos e projetos que podem ser úteis para a construção de um projeto paisagístico. • Tempo meteorológico e clima são a substância que move os projetos em paisagismo, pois sem o bom entendimento deles não pode ser feita uma condição coerente de trabalho com respeito as possibilidades e anseios do projeto paisagístico. Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo. CHAMADA 60 Para responder às questões, baseie-se no conjunto de informações apresentado nesta unidade e nas figuras a seguir. AUTOATIVIDADE ARBORIZAÇÃO EM MARINGÁ FONTE: <http://www2.maringa.pr.gov.br/sistema/imagens/tb_7214b81e6e2d.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. 61 BENEFÍCIOS EM ÁRVORES FONTE: <https://pindorama.sp.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/arvore_beneficios-1.png>. Acesso em: 22 jun. 2020. 1 A paisagem é uma das mais importantes e conceituais bases referentes à identidade de uma localidade. Sendo assim, quando falamos sobre uma determinada cidade, de um dado país, como a cidade de São Paulo, tem-se na mente dos participantes de um diálogo impressões diversas, que levam em consideração: a) ( ) Fatores que retratam a paisagem por meio da descrição da silhueta do relevo, vegetação e prédios famosos exclusivamente. b) ( ) Fatores que retratam a paisagem por meio exclusivamente da descrição da silhueta do relevo, vegetação que o homem plantou e os prédios de modo geral. c) ( ) Fatores que a retratam por meio da descrição do conjunto social, ambiental e estrutural (construções humanas) como parte integrante de um grande conjunto de ideias, concepções e conhecimentos que formam o conjunto denominado de paisagem. d) ( ) Fatores que a retratam por meio da descrição do apenas do conjunto ambiental como parte integrante de um grande conjunto de ideias, concepções e conhecimentos que formam o conjunto denominado de paisagem. e) ( ) Somente a maneira com que a sociedade inserida na região geográfica observa sua paisagem. 62 2 Um logradouro com arborização urbana deve apresentar: a) ( ) Um plano mínimo de trabalho para a implantação e manutenção das árvores que são utilizadas no espaço. b) ( ) Um plano mínimo de trabalho que contemple apenas a implantação do projeto que são utilizadas no espaço. c) ( ) Pode ser feita sem serem pensados nos problemas que determinadas espécies vegetais podem causar as populações que farão uso destes locais. d) ( ) Apenas um plano mínimo de trabalho para a implantação das árvores utilizadas no espaço, levando em consideração os problemas que determinadas espécies vegetais podem causar às populações que farão uso desses locais. e) ( ) Apenas um plano mínimo de trabalho para a implantação das árvores que são utilizadas no espaço levando em consideração que não há estrições de uso de nenhumas espécies vegetais nesses locais. 63 UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PLANO DE ESTUDOS A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de: • compreender como são diagramados os projetos de paisagismo e colocados em prática, levando em consideração o passado e o presente do paisagismo; • desenvolver o senso crítico sobre projetos paisgisticos do presente e do passado, em virtude das escolas paisagísticas; • ser pratíco e objetivo na concepção de ambientes paisagísticos em virtude das informações aqui apresentadas . Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado. TÓPICO 1 – PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO TÓPICO 2 – PAISAGISMO EM AMBIENTES ÁRIDOS E TROPICAIS TÓPICO 3 – JARDINS BRASILEIROS Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações. CHAMADA 64 65 UNIDADE 2 TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 1 INTRODUÇÃO Neste tópico, aprenderemos como melhor entender a constituição da paisagem no mundo antigo, valendo-se de informações sobre a natureza e da sociedade ocorrentes nessas localidades, num dado momento do nosso tempo cronológico. Fique atento às indicações de leitura, procure ver os links assinalados e mergulhe nessa importante junção de conhecimentos. A paisagem, tida como uma parte marcante das grandes conquistas e navegações ocorrentes no mundo, pode ser vista como o plano de fundo que norteava as expedições e servia de pontos de referência para a construção de mapas que serviam de guia para tais atividades exploratórias. Pois esses processos de deslocamento humano, sem a ajuda de imagens de satélite ou equipamentos modernos, eram referenciados por tais sinais naturais sempre que possível (ADONIAS, 2002). A seguir, observe uma imagem que retrata um mapa antigo, com as indicações de elementos da paisagem, principalmente aquelas vistas em alto- mar, em relação às áreas costeiras. FIGURA 1 – MAPA DO BRASIL EM TEMPOS COLONIAIS FONTE: <https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/images/agenciadenoticias/revista_retratos/Revis- ta17/mapas_not1.jpg>. Acesso em: 15 jan. 2020. UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 66 A paisagem desde os tempos antigos tem sua importância como identidade social. Nesse sentido, tratando deste material, serão descritos conhecimentos que revelem a importância, peculiaridades e necessidades da organização paisagística, com respeito a estilos que puderam ser encontrados no mundo em épocas diferentes. A história do Paisagismo, com ênfase a ambientes internos, será a grande temática desta unidade, tendo em vista suas particularidades sociais e econômicas, com informações básicas e curiosidades que irão compor um grande conjunto de saberes que serão imprescindíveis em sua construção como profissional do designer de interiores. 2 BREVE RESUMO HISTÓRICO E PAISAGÍSTICO: MUNDO ANTIGO ATÉ ÉPOCA ATUAL (VISÃO INDO, ÁRABE E EUROPEIA) Iniciamos nossa peregrinação histórica numa época remota, em que os hominídeos viviam de maneira bem diferente da que vivemos hoje. Eles mantinham seus bandos com o uso da caça de animais e da coleta de frutos e raízes, viviam como nômades e se alojavam em locais naturais de abrigo. A sobrevivência desses bandos de hominídeos começou a melhorar quando foi descoberta a agricultura, que facilitou a fixação desses grupos sociais em determinadas localidades (COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). Também outro grande ganho foi a formação de saberes e técnicas que envolviam a produção de artefatos metálicos (KOSHIBA et al., 2004). Esses grupos, ao se fixarem em determinadas regiões, iniciaram uma maior observação de características da natureza, implementaram a fomentação das primeiras estruturas sociais e religiosas.Também iniciaram a codificação de sua linguagem por meio da escrita. Esses grupos sociais foram a gênese de civilizações que viveram na região que hoje é ocupada por países árabes (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). Acadêmico, conheça mais sobre o homem pré-histórico no documentário Pré-história, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=MruqPd3vcM4. DICAS Assim podemos entender que a formulação da escrita foi um divisor de águas para os seres humanos, pois, com esta ação, muitas das coisas que temos hoje em nosso convívio passaram a ser melhor representadas, tecnologias puderam ser melhor exemplificadas e os grupos humanos começaram a melhor trabalhar a perspectiva da agricultura, que impulsionara a explosão demográfica no mundo. Principalmente naquilo que resultaria no que denominamos atualmente de impérios Egípcio e Mesopotâmios (PAZZINATO; SENISE, 2002). TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 67 Outro ponto também muito importante que a paisagem dessas localidades passou por mudanças significativas, com o cultivo de produtos como: trigo, cevada e linho; também a criação de animais como bovinos, equinos, caprinos e ovinos. Por conta de canais de irrigação, obras de tamanho nunca visto como palácios e templos, além de um forte desenvolvimento da mineração (PAZZINATO; SENISE, 2002; KOSHIBA et al., 2004) Com respeito aos povos da Mesopotâmia, inúmeros foram os seus grupos sociais, sendo os mais importantes os Sumérios, Acádios, Babilônicos e Persas, que se sucederam, ou eram contemporâneos, entre os anos de 400 a.C a 550 a.C. Neste período de tempo, muitos foram os avanços desses povos no aporte tecnológico e social, perfazendo um local de muita movimentação de conhecimentos e pessoas. Tendo o mais iônico monumento paisagístico implantado pelos Babilônicos, mundialmente conhecido na atualidade e ainda venerado por sua complexidade, os Jardins Suspensos da Babilônia. Nesses locais, haviam, segundo os documentos antigos, importantes ações de comodidade e de luxo, sendo uma das sete maravilhas do mundo antigo (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; DIVALTE, 2002). A seguir, observe representações deste jardim e de como os povos Mesopotâmios decoravam suas construções. FIGURA 2 – JARDIM SUSPENSO DA BABILÔNIA FONTE: <http://2.bp.blogspot.com/-z-1kFqtjN3w/TfEVTNHN7rI/AAAAAAAAACw/nokW7ejvNkk/ s320/Cidades-0032-www.templodeapolo.net---Jardins-suspensos-da-Babil%25C3%25B4nia.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. A seguir, você pode percebera um exemplo de decoração em ambientes construídos na Babilônia. UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 68 FIGURA 3 – DECORAÇÃO EM AMBIENTE CONSTRUÍDOS NA BABILÔNIA FONTE: <https://www.smb.museum/fileadmin/website/Museen_und_Sammlungen/Pergamon- museum/01_Ueber_uns/Profil/PM_Ischtar_Tor.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. Maiores informações sobre os povos da Mesopotâmia e suas particularidades no documentário Civilizações perdias: Mesopotâmia, no canal Albiergue da Silva, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=uF_-_OWexPA. DICAS Sobre o Egito Antigo, podemos afirmar que essa civilização foi um marco na produção de tecnologias que foi um importante polo humano entre os anos de 3100 a 332 a.C., nesta localidade, as margens do Rio Nilo, no continente Africano, floresceu essa civilização de acordo com a subida ou descida do leito do rio. Sendo importante, levando em consideração a questão do paisagismo, a construção de imensas estruturas e dispositivos com função habitacional, religiosa, política e para a produção de alimentos. Tais obras vão muito mais além do que as mundialmente famosas pirâmides, mas são compostas por inúmeros artefatos e dispositivos paisagísticos luxuosos, com uma grande possibilidade de serem na atualidade vistos como modelos de trabalho para tais valores e importância (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). A seguir, vejam imagens que demonstram essa referida suntuosidade paisagística. TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 69 FIGURA 4 – ARQUITETURA EGÍPCIA FONTE: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7a/Luxor07%28js%29. jpg/440px-Luxor07%28js%29.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. A seguir, na Figura 5, você perceberá uma imagem de aspectos de luxo em ambientes no Egito Antigo: FIGURA 5 – LUXO EM INTERIORES DE TEMPLO NA CIDADE DE TEBAS, EGITO ANTIGO FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/d3/7b/0f/d37b0ffc416eda9de23352c24b4980b7.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 70 Maiores informações sobre a arquitetura do Egito Antigo no documentário As 10 Maiores Descobertas do Egito Antigo, produzido pelo canal Discovery, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=AVMHz4_jpgE. DICAS Chegamos no ponto-chave e mais importante deste segmento de conhecimento: o homem antigo pode mudar em ambientes, visando a promoção de sentimentos, sensações e ideias altruístas que levem os indivíduos a um estado de felicidade, reverência e outros sentimentos nobres. Outro povo que vive na região do Oriente Médio, são os Hebreus, descendentes do patriarca Abraão, que no ano de 2000 a.C. inicia a peregrinação da terra dos Caudeus (Mesopotamia) para a atual Palestina. Sua história é repleta de guerras, escravidão (Impérios do Egito e Babilônia), também seu governo mudou de forma de regimento por diversas vezes. Como aportes arquitetônicos ligados principalmente a sua religiosidade e a sua governança. A seguir, veja exemplos da arquitetura produzida por este povo (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). FIGURA 6 – REPRESENTAÇÃO DO EXTERIOR DO TEMPLO DE SALOMÃO, JERUSALÉM FONTE: <http://samauma.com.br/site/wp-content/uploads/2018/07/templo-de-salomao- 1024x427.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. Os gregos são um importante povo antigo quando tratamos sobre a questão paisagística. Pois suas ideias de liberdade e proximidade com a natureza permitiram a este povo um aporte muito natural em suas construções. Permitiu que fosse até nos dias atuais uma referência em arquitetura e designer, também TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 71 com aportes importantes sobre o Paisagismo. De modo geral, esse grupo social usava as plantas naturalmente encontradas na região do Mar Mediterrâneo, sendo um importante fator para a construção de seus jardins, com a presença de oliveiras, parreiras, ervas aromáticas, entre outros (CAMPOS; MIRANDA, 2000). Também sendo importante o aporte de balaústres, colunas expostas, estátuas humanas, locais de descanso ao sol ou com coberturas que permitissem uma maior cobertura do ambiente, além de uma importante condição de promover as áreas de jardins como sendo locais de descanso, contemplação e meditação (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). Ainda nesta uindade, nos aprofundaremos mais nesses exemplos de cada uma das escolas de paisagismo que podem ser vistas pelo mundo. A seguir, veja uma obra atual, ligada a ideias que remetem ao povo grego, na concordância em questões relacionadas com o paisagismo. FIGURA 7 – JARDIM DE ESTILO GREGO ANTIGO FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/327918416613671778/>. Acesso em: 29 jun. 2020. UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 72 FIGURA 8 – JARDIM DO DERBY (RECIFE, PE), IDEALIZADO POR BURLE MARX, COM ESTILO QUE REMONTA AOS JARDINS GREGOS FONTE: <https://imagens-revista-pro.vivadecora.com.br/uploads/2017/07/Roberto-Burle-Marx- -Pra%C3%A7a-Derby-1.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. Os Romanos, por sua vez, foram um povo que sucedeu os gregos, com uma história ligada a conquistas militares e políticas na região próxima ao Mar Mediterrâneo, influenciando o pensamento e a formação social e cultural de muitas localidades. Nesse sentido, esse grupo social foi a ponte para a transferência de saberes, pessoas e estilos arquitetônicos e paisagísticos dentro dos domínios deste povo. Ligados aos domínios deste povo havia a construção de áreas portuárias, tambémde áreas de captação e transferência de água e estradas. Tal domínio prevaleceu entre os último a.C. e os três primeiros séculos d.C. aproximadamente (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). Observe a seguir. FIGURA 9 – REPRESENTAÇÃO INSPIRADA EM UM JARDIM ROMANO FONTE: <https://thearcheology.files.wordpress.com/2010/06/replica-do-peristylium-jardins-da- -casa-dei-vettii.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 73 Maiores informações sobre a arquitetura na Roma antiga no documentário Arquitetura Romana Clássica, produzido pelo canal Marco Pádua, disponível em https:// www.youtube.com/watch?v=I_V8hTcBe9g. DICAS Paralelo com o declínio do domínio dos Romanos, os povos medievais que viveram na Europa, principalmente, contribuíram de maneira excepcional para a formação de ideias de paisagem, pois os grupos eram bastante diversos e suas conquistas permitiram que fossem estabelecidas ações em relação à paisagem de maneira muito intensa. Como exemplo, pode ser citado que as conquistas dos Vikings tinham um caracter explorador, e que o desmatamento de áreas da atual Islândia deu-se por ação deste povo por volta dos primeiros séculos da nossa era. Por exemplo, os já referidos Vikings construíam suas casas usando telhados com grama, para a proteção contra frio e como uma forma de esconderijo (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002). FIGURA 10 – REPRESENTAÇÃO DE UMA CASA VIKING NO SÉCULO II a.C. FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/817403401097130211/ >. Acesso em: 29 jun. 2020. UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 74 Maiores informações sobre a Era medieval no documentário A vida Medieval, produzido pelo canal History, disponível em https://www.youtube.com/ watch?v=ADAWkyDLKBc. DICAS O Catolicismo é uma religião que contribuiu significativamente com a produção de ambientes paisagísticos. Pois suas construções abarcavam locais de contemplação e de significação ligadas as suas bases filosóficas, permitindo que seus adeptos possam ser melhor aconchegados dentro de ambientes visando a perpetuação da sua fé. Suas construções estão sendo trabalhadas desde o início da nossa era moderna, com a proposição de ambientes como mosteiros, templos, locais de abrigo e exílio (CAMPOS; MIRANDA, 2000). Observe a seguir exemplos sobre estas composições referidas. FIGURA 11 – PAISAGISMO NO MOSTEIRO DE SÃO BENTO, PORTUGAL FONTE: <https://www.snpcultura.org/imagens/mosteiro_santo_tirso_20170608_pc.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 75 FIGURA 12 – MOSTEIRO DE ALCOBACA, PORTUGAL FONTE: <https://www.travel-in-portugal.com/sites/default/files/styles/x_large/public/attractions/ alcobaca-monastery-cloisters.jpg?itok=yws-BEjK>. Acesso em: 24 jun. 2020. Os Árabes, por sua vez, foram incentivadores da construção de locais com uma beleza paisagística sem comparações. Desde seus primórdios de expansão, por volta do sexto e sétimo século de nossa era. Sua arquitetura trouxe traços marcantes e cores vivas, buscando sempre a colocação de jardins, fontes, locais de banho e de meditação em seus projetos. Formas geométricas, arabescos e arcos são uma marca da arquitetura e paisagismo de tais construções (CAMPOS; MIRANDA, 2000). A seguir, visualize traços da arquitetura ligada a este grupo social. FIGURA 13 – JARDIM ÁRABE FONTE: <https://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2014/06/jardim-islamico.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. A seguir, na Figura 14 , você pode observar mais um exemplo de um jardim árabe: UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 76 FIGURA 14 – JARDIM ÁRABE II FONTE: <https://thumbs.dreamstime.com/z/jardim-medieval-do-castelo-37749302.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. O documentário Um Mundo de Beleza e Graça: Arquitetura Islâmica da Índia, produzido pelo canal History, pode ser uma boa opção para que possamos aprender mais sobre este processo, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=MHAAq3i6oKU. DICAS Um pouco mais à frente, iniciou-se uma movimentação na Europa, por inúmeros motivos, que culminou no que podemos denominar de Grandes Navegações, nesses países europeus, sobretudo os países como a Espanha e Portugal inicialmente. Esse deslocamentos foram a base para a disseminação de informações das localidades, que vieram a ser colônias desses países e dos conquistadores, vice-versa, sendo assim, puderam ser observadas questões muito interessantes na América sobre o paisagismo. Alguns povos nativos americanos, naquela época, já tinham um grande aporte urbanístico disponível a sua sociedade. As mais importantes civilizações eram os Maias, Astecas e Incas, conforme indicações de Campos e Miranda (2000) e Cotrim (2002). A seguir observe, por meio das figuras 15 e 16, apontamentos sobre a condição de arquitetura em povos pré-colombianos. TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 77 FIGURA 15 – ESQUEMA DE UMA CIDADE DA CIVILIZAÇÃO MAIA FONTE: <https://haac1.files.wordpress.com/2017/10/k7.jpg?w=525>. Acesso em: 24 jun. 2020. FIGURA 16 – REPRESENTAÇÃO ARTÍSTICA DO LAYOUT DA CIDADE DE TENOCHTITLÁN, MÉXI- CO, NOS TEMPOS DA CONQUISTA ESPANHOLA FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/503840277035956946>. Acesso em: 29 jun.. 2019. Na imagem a seguir, observaremos o monumento Machu Pichu, localizado no Peru. UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 78 FIGURA 17 – REPRESENTAÇÃO DE MACHU PICHU, PERU, COM A CONSTRUÇÃO DA CIDADE E DE DISPOSITIVOS QUE FACILITAVAM A PRODUÇÃO AGRÍCOLA, CAPTAÇÃO DE ÁGUAS E OUTROS DISPOSITIVOS URBANÍSTICOS FONTE: <https://media.tacdn.com/media/attractions-splice-spp-674x446/06/f2/64/87.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. Os povos que antecederam a chegada dos europeus na América, em sua grande maioria, apresentavam sociedades complexas e estruturadas em vários aspectos (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). Também, como forma de melhor aprender sobre os povos pré-colombianos, assistam ao vídeo Civilizações Secretas – Maias, Astecas e Incas, disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=f0j4O2xJQSY. DICAS Revoluções sociais podem ser vistas na Europa, entre os séculos XVI a XIX, podendo ser base para a mudança da sociedade, como aduzem (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002): • Feudalismo e capitalismo: após o Império Romano sucumbir, determinados grupos sociais em que havia a relação de uso da terra que era propriedade de um senhor de terras por camponeses, deu início ao processo que denominamos de feudalismo, com isso haviam pessoas trabalhando em prol de alimentos e outros benefícios. Começou-se a perceber que tais posses geravam divisas e assim surgiu o Capitalismo. Esses castelos eram lugares como fortalezas, luxo e outros dispositivos que eram tratados por meio do eminente capitalismo. Observe as figuras a seguir, nota-se o quanto essa época contribuiu para a concepção do conhecimento paisagístico atual (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 79 FIGURA 18 – REPRESENTAÇÃO DA PAISAGEM DE UM CASTELO MEDIEVAL FONTE: <https://imagens.viajonarios.com.br/2017/06/leeds-castle-696x522.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. • Renascimento: nesse momento, o homem e suas paixões foram tomadas como a base para a procura do ideal de vida e, portanto, mudaram muitos conceitos quanto a necessidade da articulação de dispositivos que facilitassem e melhorassem a qualidade de vida dos seus usuários, sobretudo dos grupos sociais mais abastados. Sendo assim, muitas obras foram feitas com esse viés diferenciado. Haviam, portanto, razões geométricas, estátuas, plantas de clima temperado na construção dos jardins com esta roupagem histórica. Dentre elas, podemos destacar as obras a seguir, conforme asseguram (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). FIGURA 19 – JARDIM RENASCENTISTA I FONTE: <https://blog.giulianaflores.com.br/wp-content/uploads/2013/08/jardim-le-notre.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020.UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 80 A seguir, é possível observar mais um exemplo de jardim renascentista: FIGURA 20 – JARDIM RENASCENTISTA II FONTE: <https://image.slidesharecdn.com/jardinsrenascentistas-130515154859-phpapp02/95/ jardins-renascentistas-16-638.jpg?cb=1368633000>. Acesso em: 24 jun. 2020. • Absolutismo: em seguida, surgiram, na Europa, vários países, colocando pessoas da corte, principalmente, sendo como um centro da organização social. Esses eram detentores de localidades bem harmoniosas, com suaves curvas, simetrias em áreas verdes (KOSHIBA et al., 2004). Como demonstrado a seguir. FIGURA 21 – JARDIM DE VERSAILLES, FRANÇA, COM CARACTERES ABSOLUTISTAS FONTE: <https://gd-paris.sfo2.cdn.digitaloceanspaces.com/2018/09/JardimdeVersalhes.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 81 Logo após essa época, despontou a idade moderna que foi importante para o paisagismo, pelo fato que as informações se tornarem mais globais e, portanto, os estilos poderiam ser melhor assistido pelo que chamamos de modernidade. Este ponto será melhor exemplificado no Tópico 3, desta unidade. Para fixar melhor os conhecimentos, referentes à história indo, árabe e europeia, sugerimos a leitura de livros que apresentam de maneira mais apurada, sobre as movimentações sociais ocorrentes nessas épocas, assim você poderá compreender melhor os princípios que regem o Paisagismo em cada uma dessas etapas assinaladas. Tomem notas e percebam que a arquitetura e o paisagismo são reflexos da organização social, e, portanto, é sim imprescindível o entendimento de uma sociedade para entender suas obras de arquitetura e paisagismo, de modo geral. NOTA 3 BREVE RESUMO HISTÓRICO E PAISAGÍSTICO: MUNDO ANTIGO ATÉ ÉPOCA ATUAL (VISÃO DO EXTREMO E SUL ORIENTAL) Nesse momento, procuraremos entender os conhecimentos sobre povos asiáticos, sobretudo os que vivem no Sul e Extremo Leste, visando compreender um pouco sobre sua história e cultura, e como isso pode ser útil para a construção de seus produtos paisagísticos. Sendo assim, inicia-se pelo Japão, país composto por uma grande quantidade de ilhas localizado no Oceano Pacífico, sua história remota desde cerca de 35000 a.C., quando coletores e caçadores chegaram as suas terras. No século VI, ocorreram a unificação dos povos que viviam neste país pela primeira vez. Na época feudal no Japão, no qual foram construídas imponentes estruturas com as características e traços marcantes, que hoje seria o estilo de jardim japonês, que falaremos mais a frente. Esses reinados promoveram uma revolução do uso da arte em prol da construção de dispositivos com funcionabilidades de moradia, religião entre outras utilidades. Esse país teve, no século passado, uma expansão territorial considerável, no qual suas ações de construção também poderam ser disseminadas para países do sudeste asiático e Oceania. Por conta das guerras e outros acontecimentos de caracter políticos, após a referida expansão, o Japão diminuiu suas possessões e retornou ao tamanho que temos na atualidade descrito nos mapas (HOLCOMBRE, 2010). Veja, a seguir, as imagens que melhor demonstram os aspectos destas história paisagística. UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 82 FIGURA 22 – IMPERADOR JIMMU, O PRIMEIRO A SE TORNAR IMPERADOR NO JAPÃO FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/66/cb/55/66cb5572728eab50d902a35554c766bb.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. A seguir, observaremos o Santuário de Itsukushima, localizado no Japão: FIGURA 23 – SANTUÁRIO DE ITSUKUSHIMA, JAPÃO FONTE: <http://www.asia-turismo.com/japao/imagens/portao.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 83 Os chineses, de modo geral, foram uma civilização que contribuíram para a fomentação de estilos de paisagismo, semelhante aos encontrados no Japão, mas com particularidades relacionadas a sua pluralidade de etnias e credo. Esse país teve sua formação construída a partir do crescimento dos reinos e dinastias, promovendo uma expansão considerável, pretermitindo que fossem fundidas diversas culturas que promoveram a constituição deste país, como é visto nos dias atuais. Vale salientar que esse país recebeu muitas influências dos europeus nos últimos séculos, que tal proporção foi significativa para a mudança da constituição e modernização das ações em paisagismo nesse país (HOLCOMBRE, 2010). Assim, podemos visualizar, na atualidade, como sendo grandes dispositivos paisagísticos: a Muralha da China e as ruínas de Yin Xu, exemplificadas a seguir. FIGURA 24 – A GRANDE MURALHA DA CHINA FONTE: <https://media.melhoresdestinos.com.br/2017/12/muralha-china-820x545.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. Na próxima imagem, visualizaremos as ruínas da capital de Yin Xu: UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 84 FIGURA 25 – YIN XU, AS RUÍNAS DA CAPITAL DO FINAL DA DINASTIA SHANG FONTE: <https://www.visitourchina.com/fileupload/image/Cities/Henan/Anyang/2.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. Tratando da Índia, de maneira generalista, tem-se o entendimento de um país diverso em culturas e, portanto, em ações paisagísticas, podendo ser visto também como diverso e multifacetado. Sua história tem base na época em que os primeiros humanos povoaram a Ásia, houveram reinados, divisões e ajuntamentos territoriais, existem muitas etnias e religiões nesse ambiente, além do colonialismo europeu que mudou muitos dos processos paisagísticos do país visando o conforto e promoção de semelhança com os seus conquistadores. Todos esses processos sociais e políticos formaram uma aquarela de possibilidades em paisagismo nesta localidade (HOLCOMBRE, 2010). A seguir, observamos grandes exemplos do paisagismo indiano encontrados na atualidade: FIGURA 26 – REPRESENTAÇÃO DO TAJ MAHAL, ÍNDIA FONTE: <https://exame.com/wp-content/uploads/2016/09/size_960_16_9_taj-mahal-india13. jpg?quality=70&strip=info&resize=680,453>. Acesso em: 24 jun. 2020. TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 85 FIGURA 27 – JARDIM DO PALÁCIO DE BANGALORE, ÍNDIA FONTE: <https://www.viajali.com.br/wp-content/uploads/2020/01/bangalore-7-730x548.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. Imprescindível para nos situarmos melhor sobre história, construções e paisagismo na Ásia no texto História da Ásia, disponível em: https://www.researchgate.net/ publication/339601742_Historia_da_Asia. DICAS 4 TIPOS E ESTILOS DE JARDINS EUROPEUS E ASIÁTICOS (ATUALIDADE) Neste tópico, mergulharemos na possibilidade de aprendermos sobre as peculiaridades do layout dos ambientes projetados em paisagismo, com as suas possibilidades de trabalho e principais características. • Jardim Inglês: neste ambiente, são construídos visuais com padrões menos rígidos e simétricos, enfatizando uma formação mais arredondada nas porções de relevo, caminhos e plantas. Sendo imprescindível a formação de ambientes com a presença de gramados e bosques (alamedas). Também é necessário que a valorização da silhueta natural do ambiente seja levada em consideração por meio da caracterização ondulatória e curvilínea que podem ser visualizadas em um ambiente natural. Porém, se necessário, poderão ser construídos ambientes com tais proposições. Vide as imagens a seguir para melhor entender tais processos de construção básica. UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 86 FIGURA 28 – EXPLICAÇÃO DE UM PROJETO DE JARDIM TIPO INGLÊS FONTE: <http://twixar.me/YNFm>. Acesso em: 24 jun. 2020. FIGURA 29 – PROJETO DE JARDIM TIPO INGLÊS FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/a5/d0/a0/a5d0a04ded68b1d3d0a02df14abf3171--landsca- pe-plans-urban-landscape.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 87 FIGURA 30 – LAYOUT DE UM JARDIM TIPO INGLÊS, COM A DEMONSTRAÇÃO DE SUA FORMAÇÃO ESPACIAL FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/9d/38/10/9d3810e419f294b52dc48a2fd318076d--en- glish-cottage-gardens-english-cottages.jpg>. Acesso em: 25 jan. 2020. A seguir, na Figura 31, tem-se uma representeação de umlayout de jardim tipo inglês: FIGURA 31 – LAYOUT DE UM JARDIM TIPO INGLÊS, COM A DEMONSTRAÇÃO DE SUA FORMA- ÇÃO ESPACIAL E COM MORADIA FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/fc/34/94/fc3494ba250a6020241f13f97c582cc7--landscape- -plans-farm-landscape-ideas.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. Muito importante para a construção de um jardim tipo inglês são as espécies de árvores e arbustos, dispensados no ambiente com a função de promover cores e possibilitar trabalhos de arranjo em formas e colorações para tal processo. Geralmente, são recomendadas espécies com flores vistosas e coloridas, também com a possibilidade de podas de manutenção e UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 88 reforma, exprimindo um ar de naturalidade para tal processo. São, no geral, descritas na literatura as seguintes espécies vegetais para a composição deste ambiente, conforme ressaltam Campos e Miranda (2000), Cotrim (2002) e Koshiba et al. (2004): • Bétula (Betula pendula). • Carvalho (Quercus sp). • Liriodendro (Liriodendron tulipifera). • Plátanos (Platanus sp). • Catalpa-do-norte (Catalpa bignonioides). • Tília (Tilia sp). • Salgueiro (Salix x pendulina). • Buxinho (Buxus sempervirens). • Piracanta (Pyracantha coccinea). • Veigela (Weigela florida). • Plantas aromáticas também são bastante recomendadas. FIGURA 32 – ESPÉCIES VEGETAIS PARA UM JARDIM INGLÊS FONTE: <https://t1.uc.ltmcdn.com/pt/images/9/5/7/img_8759_ins_44837_600.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. Um ponto interessante a ser descrito é que a utilização de pedras não angulares, caminhos tortos e bancos de praça, podem ser interessantes para construir a paisagem em um jardim com o estilo descrito, veja a seguir a representação desta silhueta. TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 89 FIGURA 33 – SILHUETA PARA UM JARDIM INGLÊS FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/2b/c6/ae/2bc6aeccdb6229be8dd31bd5f1088d3f--garden- -cottage-english-gardens.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. Veja mais exemplos e projetos de jardins ingleses no material Jardim Inglês, no link: https://www.youtube.com/watch?v=aEgGebT8Cs8. DICAS • Jardim Francês: é um estilo rígido, geométrico e simétrico. Com valorização das formas mais geométricas que os demais, tendo a possibilidade de servirem de passeio largos e bem colocados para ambientes abertos. Utilizando poucas pedras pois os caminhos devem ser o mais livres possível (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). Veja, a seguir, imagens que melhor descrevem a possibilidade de serem classificados por meio deste tipo de jardim. Os pinheiros são usados como espécies vegetais para este tipo de jardim ciprestes, porém a manutenção e formação são complicadas, pois precisam de muitas intervenções para que se tornem de acordo com a tipologia apresentada e característica deste jardim. Veja a seguir exemplos deste estilo. UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 90 FIGURA 34 – PLANTA ATUAL DO JARDIM DO PALÁCIO DE VERSAILES, FRANÇA FONTE: <https://image.slidesharecdn.com/jardimfrances-110921073204-phpapp02/95/jardim- -frances-33-728.jpg?cb=1316590451>. Acesso em: 24 jun. 2020. Na próxima imagem, você poderá visualizar os arbustros do jardim do Palácio de Versailles: FIGURA 35 – ARBUSTROS DO JARDIN DO PALÁCIO DE VERSAILLES FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/457959855840637357/>. Acesso em: 29 jun. 2020. TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 91 Na Figura 36, visualizaremos alguns detalhes do jardim de Versailles: FIGURA 36 – DETALHE DO JARDIM DE VERSAILLES FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/f6/d8/4b/f6d84b0b169423b63cd7770d29a8bda1.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. • Jardim Italiano: de acordo com as abordagens de Campos e Miranda (2000), Cotrim (2002) e Koshiba et al. (2004) podem ser visualizados nas Figuras 37 e 38 ideias sobre o jardim tipo italiano. Nesse contexto, são imitados locais com a perspectiva de jardins gregos e romanos antigos, com o uso de estátuas, plantas do Mediterrâneo, inclusive frutíferas, com a ambientação de chafarizes e corpos de água, que se assemelham a ambientes de contemplação e de contato com a natureza. Os gregos são a primeira inspiração desse estilo de paisagismo. Levando em consideração suas ideias de liberdade e proximidade com a natureza, com a utilização das plantas naturalmente encontradas na região do Mar Mediterrâneo como oliveiras, parreiras, ervas aromáticas, entre outros. Como artigos de construção, neste tipo de jardim é possível, por tal influência, a presença de balaústres, colunas expostas, estátuas humanas, locais de descanso ao sol ou com coberturas que permitissem uma maior cobertura do ambiente, além de uma importante condição de promover as áreas de jardins como sendo locais de descanso, contemplação e meditação. Os Romanos, por sua vez, logicamente, foram a gênese do estilo italiano, com a construção de áreas com aguadas, também de áreas de captação e transferência de água e estradas de pedra (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). O Catolicismo foi o último contribuinte para a construção do estilo referido, com de ambientes como mosteiros, templos, locais de abrigo e exílio, compostos pela utilização deste tipo de jardim com o uso de estátuas religiosas (CAMPOS; MIRANDA, 2000). UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 92 FIGURA 37 – JARDIM QUE PODE SER CLASSIFICADO COMO DETENTOR DO ESTILO ITALIANO (ATUALIDADE) FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/237564949077665613/> Acesso em: 29 jun. 2020. Na Figura 38, é possível visualizar um Jardim Italiano: FIGURA 38 – JARDIM ITALIANO FONTE: <https://www.neidebraga.com.br/wp-content/uploads/2018/04/jardim-italiano- -1599x720.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020. • Jardim Oriental: este estilo de jardim é uma mescla de ideias descritas anteriormente, com a proposição e junção de diversas culturas do oriente, culminando naquilo que chamamos de jardim oriental ou jardim japonês. Com aportes filosóficos, religiosos e socias, com a utilização dos seguintes elementos na abordagem de Campos e Miranda (2000), Cotrim (2002) e Koshiba et al. (2004): ◦ cerejeira: como a flor da felicidade que abre suas flores como forma de gratidão; TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO 93 ◦ acer vermelho: uma planta que muda de cores na época do outono, assumindo uma coloração avermelhada em suas copas; ◦ lanternas e pagodes: que servem como um indicador de luz para tradição e espiritualidade; ◦ lagos, pontes, cascatas e carpas: como forma de representar a fluidez da vida; ◦ bambus, adornos, sinos de vento, macacos de cerâmica, pedras e outros elementos: como reverência aos lagos. Vejamos, a seguir, os elementos que descrevem visualmente este estilo. FIGURA 39 – JARDIM JAPONÊS FONTE: <https://cptstatic.s3.amazonaws.com/imagens/enviadas/materias/materia15294/jardim- -jardinagem-paisagismo3.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020. FIGURA 40 – JARDIM JAPONÊS II FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/45/1b/1f/451b1f948828c46d0227971dff0b4bb4.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020. UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 94 Para basear melhor os conhecimentos sobre a sociedade que construiu o Jardim Oriental, observe o material a seguir que retrata sobre conceitos históricos e culturais que culminaram neste estilo paisagístico, disponível no link: https://www.youtube. com/watch?v=8tKDzxAOg2E. DICAS 95 Neste tópico, você aprendeu que: • A história de uma sociedade pode moldar a constituição de seus projetos paisagístico. • A necessidade de mudanças de paisagismo pode ser visível ao longo dos anos. • Havia construções paisagísticas em todo o mundo antigo no planeta inteiro. • Jardins Ingleses são construídos para serem harmoniosos, com curvas, cores e aromas contrastando entre si. • Jardins Italianos imitam a natureza mediterrânea e são construídos como locais de contemplação com a presença de dispositivos que permitem uma maior estadia dos seus usuários na localidade. • Jardins Franceses são harmoniosos, porém são construídos dentro de açõesgeométricas. • Jardins Orientais promovem o contato com a natureza, nos moldes orientais, com o uso de lagos, lanternas, pontes, animais entre outros elementos. RESUMO DO TÓPICO 1 96 1 Leia os trechos a seguir e descrevam quais são os estilos de jardins apresentados nos fragmentos e construa uma planta (um simples esboço) de como poderias montar um jardim para cada um dos tipos de jardim assinalados a seguir. Questão 1: Jardim A: “[...] se caracteriza pela utilização de plantas frutíferas, flores, estátuas e fontes em um contexto bastante clássico e funcional. Embora seja muito parecido com o jardim francês, o estilo italiano incorporou o calor dos países mediterrâneos, quebrando a formalidade excessiva, com “licença poética”. Neste jardim formas topiadas de buxinhos e viburnos se combinam perfeitamente com estátuas de deuses e árvores frutíferas como laranjeiras e macieiras. As cercas vivas conduzem os caminhos para os pontos principais de contemplação. Não pode faltar o elemento água, na forma de uma fonte, chafariz ou espelho d'água, normalmente o ponto central de contemplação do jardim. As plantas escolhidas devem ser de origem mediterrânea ou temperada, capazes de aguentar o frio e a seca, mas muito floríferas na primavera. Outros elementos também se unem harmoniosamente a este jardim, como vasos cerâmicos, esculturas, treliças, arcos, pontes, bancos, etc, sempre traduzindo um clima romântico e clássico”. FONTE: <http://terral.agr.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=51>. Acesso em: 25 jun. 2020. Questão 2: Jardim B: “[...] Também conhecido como jardim [...] é considerado o mais rígido e formal de todos os estilos, e se traduz em formas geométricas e simetria perfeita. Seus principais representantes, embelezam os palácios de Versalhes e Vau-le-Viconte. Criado no século XVII, durante o reinado de Luís XIV, o estilo demonstra o domínio do homem sobre a natureza e valoriza a grandiosidade das construções. Os caminhos nesse jardim caracterizam-se por serem largos e bem definidos, com cercas vivas e arbustos compactos, verdes e perfeitamente copiados. As pedras são pouco utilizadas e restringem-se a pedriscos ou lajes nos caminhos. As curvas francesas são muito utilizadas, de forma organizada e simétrica, sem jamais perder a formalidade. Os arbustos verdes, ciprestes e pinheiros também tem lugar de destaque neste jardim, com topiaria, seu formato final deve ser simétrico. Devido à intensa necessidade de podas, o jardim francês é considerado de alta manutenção e custo, que pode ser amenizado com plantas de crescimento lento a moderado. Outros elementos também podem fazer parte, como lagos, bancos, colunas, caramanchões, luminárias, esculturas, etc, desde que se integrem ao estilo”. FONTE: <http://terral.agr.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=51>. Acesso em: 26 jan. 2020. Questão 3: Jardim C: “[...] Um convite a contemplação, o jardim japonês transmite paz e espiritualidade. Os aspectos visuais como a textura e as cores, em um jardim [...] são menos importantes do que os elementos filosóficos, religiosos e simbólicos. Estes elementos incluem a água, as pedras, as plantas e os acessórios de jardim”. FONTE: <https://www.jardineiro.net/jardim-japones.html>. Acesso em: 26 jan. 2020. AUTOATIVIDADE 97 2 Leia o texto a seguir e faça o que se pede. TEXTO 1 Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. FONTE: < https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/texto/cancao-do-exilio/index. html>. Acesso em: 29 jun. 2020. TEXTO 2 Subi a alta colina Para encontrar a tarde Entre os rios cativos A sombra sepultava o silêncio. Assim entrei no pensamento Da morte minha amiga Ao pé da grande montanha Do outro lado do poente. Como tudo nesse momento Me pareceu plácido e sem memória Foi quando de repente uma menina De vermelho surgiu no vale correndo, correndo… FONTE: Adaptado de “Paisagem”, de Vinicius de Moraes, disponível em: < http://www.vini- ciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/paisagem> . Acesso em: 29 jun. 2020. Para esta autoatividade, faça uma viagem ao tempo, relembre um local que você viveu uma grande alegria em sua vida. Descreva a sua paisagem e aponte possíveis ajustes que você poderia fazer na paisagem para tornar o local mais agradável. Escreva suas ideias e compartilhe com outras pessoas, veja as impressões e informação que poderiam ser elencadas a partir desta interação. 98 99 UNIDADE 2 TÓPICO 2 — PAISAGISMO EM AMBIENTES ÁRIDOS E TROPICAIS E NO BRASIL 1 INTRODUÇÃO Ambientes áridos e úmidos, frios e quentes, a dualidade que tempera e pondera as diversas faces, paisagens e sociedades presentes em nosso planeta. Faces de uma aquarela, pintada pela natureza e reordenada com a ação humana. Sendo cruscial, senão basilar, para o bom entendimento e destaque em um empreendimento de cunho paisagístico. Seja diferenciado, entenda que este é um conteúdo que pode fortalecer suas percepções e ações sobre o paisagismo. Assim, juntos, neste tópico, aprenderemos como melhor entender a constituição da paisagem em ambientes áridos e tropicais, valendo-se de informações sobre a natureza e da sociedade ocorrentes nestas localidades, num dado momento do nosso tempo cronológico. Fique atento às indicações de leitura, procure ver os links assinalados e mergulhe nessa importante junção de conhecimentos. 2 JARDINS EM ÁREAS ÁRIDAS As áreas áridas são encontradas em todo o mundo, caracterizam-se pela baixa disponibilidade de recursos hídricos, ou seja, as chuvas se concentram em uma temporada pequena e no restante do ano são poucos os eventos de precipitação registrados nestas localidade. Além do que a evaporação natural dos ambientes aquáticos e seres vivos é considerável, portanto, em longos períodos o balanço do que sai pela evaporação é menor do que o que entra pelas precipitações. Para melhor conhecimento sobre as áreas com déficit hídrico no mundo, visualizaremos a próxima figura: 100 UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS FIGURA 41 – ÁREAS COM DÉFICT HÍDRICO NO MUNDO FONTE: <https://crbio08.gov.br/noticias/biologia-em-pauta/insa-contribui-com-estudo-da-fao-que-a- valia-o-uso-de-terras-arborizacao-e-cobertura-vegetal-em-zonas-aridas/>. Acesso em: 25 jan. 2020. As áreas destacadas nessa figura são designadas como lugares com clima desértico a semiúmido, no qual podem ser referidas as seguintes informações (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004): Nas áreas desérticas podemos perceber que grande quantidades estão no que hoje seria a sociedade árabe, no norte da África e Oriente Médio. Também existem áreas áridas na América do Norte, Centro da Ásia e Oceania, mas não o confunda com o estilo de jardim Árabe (que será descrito a seguir). • Áreas como o semiárido brasileiro e a área do bioma Cerrado, no Brasil, apresentam um déficit hídrico acentuado, mas não são áreas desérticas. • Existem pelo mundo áreas com déficit hídrico em ambientes quentes e frios. Com essas informações em mãos, podemos afirmar que as plantas podem ser usadas nestas localidades, e devem ser resistentes a essas condições ambientais para a boa condução de um projeto de paisagismo sustentável nas áreas descritas. Na próxima unidade, falaremos mais sobre a biologia dos vegetais que podem ser usados para fins paisagísticos. Esses jardins são denominados como: árabes, desérticos ou rochosos. Veja o exemplo desse tipo na ilustração a seguir: TÓPICO 2 — PAISAGISMO EM AMBIENTES ÁRIDOS E TROPICAIS E NO BRASIL 101 FIGURA 42 –REPRESENTAÇÃO DE UM JARDIM TIPO DESÉRTICO FONTE: <https://www.floresefolhagens.com.br/wp-content/uploads/2017/07/Jardim-Arido-ou- -Rochoso-1-16-768x557.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020.Assim, esse estilo de construção paisagística tem como intuito imitar a paisagem de áreas áridas, com a perspectiva da utilização de rochas, plantas que precisam de pouca água para sobreviver (xerófilas), havendo a presença de materiais como vasos e acessórios modernos. Também pode ser útil para lugares em que a tenha alguns empecilhos na manutenção, pois precisam de poucos ajustes, com o uso de adubações e regas menos intensas que os demais projetos (COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). Isso tudo pode ser aplicado também a lugares com alta incidência de sol, ventos fortes e com poucos recursos. Sim, os jardins em ambientes áridos são mais resistentes que os demais. Conforme a ilustração da Figura 43. FIGURA 43 – LOCAL COM MUITA INCIDÊNCIA DE LUZ E TERRENO COM A PRESENÇA DE PE- DRAS COMPONDO O LAYOUT DE UM JARDIM DESÉRTICO FONTE: <https://www.floresefolhagens.com.br/wp-content/uploads/2017/07/Jardim-Arido-ou- -Rochoso-1-18-768x539.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020. 102 UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS Acadêmico, conheça mais sobre projetos de jardim Desértico no material Cactos e suculentas, no link: https://www.youtube.com/watch?v=gQwImCH5v-M. DICAS 2.1 JARDINS ÁRABES Os jardins Árabes, por sua vez, foram incentivadores da construção de locais com uma beleza paisagística sem comparações, em áreas áridas, principalmente no mundo árabe e na Espanha, como difusores deste estilo. Sua arquitetura trouxe traços marcantes e cores vivas, buscando sempre a colocação de jardins, fontes, locais de banho e de meditação em seus projetos. Formas geométricas, arabescos e arcos são uma marca da arquitetura e paisagismo de tais construções (CAMPOS; MIRANDA, 2000). As plantas utilizadas pelos árabes seriam: arbustos mediterrâneos com floras (rosas, narcisos, jasmins, alfazemas), árvores maiores com troncos grossos (primaveras, ciprestes, plátanos) e frutíferas (romãs, macas e uvas) com plantas ornamentais (KOSHIBA et al., 2004). É preciso entendermos que sua principal diferença do estilo desértico é a ausência, a grosso modo, de cactáceas e a presença de fontes e plantas mediterrâneas. A seguir, visualize traços da arquitetura ligada a este grupo social (COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). Para sua formação, pode-se usar pedras de vários tamanhos e pensar em uma boa drenagem do solo. Deve-se evitar gramados e plantas com folhas largas e macias, pois as plantas deste ambiente apresentam a configuração de folhas diminutas e espinhos (COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). Como exemplos de espécies vegetais recomendadas para tal jardim, temos: • cactos: mandacaru (Cereus spp.), pitaya (Hyloereus spp.), coroa de frade (Melocactus spp.); • agaves: babosa (Aloe spp.), agave (Agave spp.); • crassuláceas: calanchoes (Calanchoe spp.); • bromélias: caroá (Neaoglaviosa spp); Outras espécies com caráter aromático, flores pequenas e folhas discretas podem ser usados para a composição deste estilo paisagístico. TÓPICO 2 — PAISAGISMO EM AMBIENTES ÁRIDOS E TROPICAIS E NO BRASIL 103 FIGURA 44 – JARDIM ÁRABE FONTE: <http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c2/Patio_de_Santa_Isabel. jpg/300px-Patio_de_Santa_Isabel.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020. A seguir, podemos visualizar mais uma representação de um jardim árabe: FIGURA 45 – JARDIM ÁRABE II FONTE: <https://abrilviagemeturismo.files.wordpress.com/2016/10/ornamental-garden-of-the-baha-i- -temple-in-haifa-israel.jpeg?quality=70&strip=info&w=1024&h=686>. Acesso em: 25 jun. 2020. Acadêmico, saiba mais sobre a sociedade que construiu projetos de jardim árabe no material Lemêm – o segredo do oriente, disponível em https://www.youtube. com/watch?v=1dLgwQswznY. DICAS 104 UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS 2.2 JARDINS TROPICAIS Então, neste subtópico, vamos contrapor o que foi descrito no trecho anterior, sim, os jardins tropicais são, na maioria das suas características, o oposto aos jardins desérticos, com a utilização de alguns conceitos espaciais semelhantes. Veja a seguir. As áreas úmidas são encontradas em todo o mundo e se caracterizam pela alta disponibilidade de recursos hídricos, ou seja, as chuvas se concentram em uma temporada pequena, mas no restante do ano, muitos são os eventos de precipitação registrados nestas localidades. Mesmo com uma alta evaporação natural dos ambientes aquáticos e seres vivos, não existe um déficit hídrico acentuado (DEMATÊ, 2012). Para melhor construirmos conhecimentos sobre as áreas tropicais no mundo, visualizemos a figura a seguir: FIGURA 46 – ÁREAS TROPICAIS NO MUNDO FONTE: <https://www.estudopratico.com.br/wp-content/uploads/2014/02/clima-tropical-linha.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020. As áreas destacadas nessa figura são designadas como lugares com clima tropical, que podem se referir às seguintes informações encontradas na literatura (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004): • Nas áreas tropicais, podemos perceber que uma grande de áreas em volta da linha do Equador, entre os Trópicos de Capricórnio e Câncer. • Áreas como extensas do país apresentam esse clima. • Existem pelo mundo áreas muitas áreas com esta representação ambiental. • Outrossim, as áreas em que são montados jardins com esta tipificação podem ser fora da zona tropical do mundo, basta ter os recursos necessários para tal produção paisagística. TÓPICO 2 — PAISAGISMO EM AMBIENTES ÁRIDOS E TROPICAIS E NO BRASIL 105 Com essas informações, podemos afirmar que as plantas podem ser usadas nessas localidades e devem ser resistentes a essas condições ambientais, para a boa condução de um projeto de paisagismo sustentável nas áreas descritas. Na próxima unidade, falamos mais sobre a biologia dos vegetais, que podem ser usados para fins paisagísticos. Veja a ilustração a seguir como exemplo desse tipo de jardim: FIGURA 47 – JARDIM BOTÂNICO NO BRONX (NOVA YORK, USA), ÁREAS TROPICAIS FORA DA FAIXA TROPICAL FONTE: <https://culturaalternativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/New-York-Botanical-Garden- -Roberto-Burle-Marx-Brazilian-Landscape-Artist-Bronx-NYC-4.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020. Assim, este estilo de construção paisagística tem como intuito imitar a paisagem de áreas de florestas tropicais, com a perspectiva da utilização de rochas, plantas que precisam de muita água para sobreviver, havendo a presença de materiais como vasos, acessórios modernos, fontes, caminhos de pedra entre alamedas. Sendo interessante a montagem destes lugares em áreas com fácil acesso a ações de manutenção, pois precisam de muitos ajustes, com o uso de adubações e regas muito intensas que os demais projetos (DEMATTÊ, 2006; OLIVEIRA, 2008). Isso tudo pode ser aplicado também a lugares com alta incidência de sol, ventos médios a fracos e muitos recursos (OLIVEIRA, 2008). Conforme a ilustração a seguir: 106 UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS FIGURA 48 – LOCAL COM MUITA INCIDÊNCIA DE LUZ E TERRENO COM A PRESENÇA DE PE- DRAS COMPONDO O LAYOUT DE UM JARDIM TROPICAL FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/239183430196164121/>. Acesso em: 29 jun.. 2020. Para sua formação, pode-se usar pedras de vários tamanhos, pensar numa boa drenagem do solo. Deve-se priorizar gramados e plantas com folhas largas e macias, mesmo plantas com folhas diminutas e espinhos são permitidos, pois em florestas tropicais a diversidade de cores, formas e tamanhos são um ponto crucial (DEMATTÊ, 2006; OLIVEIRA, 2008). Como exemplo de espécies vegetais recomendadas temos: FIGURA 49 – REPRESENTAÇÃO DE UM JARDIM TROPICAL FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/dd/c2/55/ddc255f8b0ad8c121734b31cba92e99b.jpg>. Acesso em: 25 jan. 2020. TÓPICO 2 — PAISAGISMO EM AMBIENTES ÁRIDOS E TROPICAIS E NO BRASIL 107 Acadêmico, saiba mais sobre a sociedade que construiu os projetos de jardim Oriental no material Sabedoria e antiguidade, no link: https://www.youtube.com/ watch?v=8tKDzxAOg2E. DICAS 108 RESUMO DO TÓPICO 2 Neste tópico, você aprendeu que: • Jardins áridos têma presença de elementos que imitam as florestas secas pelo mundo. • Jardins árabes combinam ideias dos jardins áridos, ou desérticos, mas com a presença de vegetais mediterrâneos, fontes e lugares de contemplação. • Jardins tropicais imitam a natureza e florestas tropicais e são construídos como locais conhecidos por serem exuberantes, com a presença de formatos e cores diferentes de folhas e flores de plantas, bastante água e elementos mais rústicos. 109 1 Observe as informações acerca do jardim árabe. Agora, tente montar um esboço com informações adicionais, plantas e dispositivos que possam compor um jardim com esse estilo, sem usar os componentes descritos para ambientes tropicais e áridos. 2 Liste espécies de plantas que podem ser usados na concepção de um jardim de áreas áridas, com informações mínimas sobre sua origem e cultivo. Preferencialmente, relate o uso de cactos para este fim. AUTOATIVIDADE 110 111 UNIDADE 2 TÓPICO 3 — JARDINS BRASILEIROS 1 INTRODUÇÃO Jardins no Brasil são referência de exuberância, virtude e ousadia em termos mundiais, pois as formas, cores e aromas que são descritos em nossa natureza permitem essa ousadia. Assim como as várias formas de clima encontrados em nosso país. O paisagista brasileiro é um beneficitário dessa tamanha alegoria natural. Portanto, neste tópico aprenderemos como melhor entender a constituição da paisagem por meio de projetos no Brasil, revelando conceitos e práticas comuns a esses empreendimentos, mediante necessidade da natureza e da sociedade ocorrentes neste país. Fique atento às indicações de leitura, procure ver os links assinalados e mergulhe nessa importante junção de conhecimentos. 2 BREVE HISTÓRICO DO PAISAGISMO BRASILEIRO Desde os tempos coloniais existem jardins projetados no país, sendo o Passeio Público o mais antigo local com uma projeção paisagística no país, inspirado em traços do jardim clássico francês, no qual D. João VI destinara a este ambiente ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Com a colocação de projetos, de paisagismo influenciados ainda pela visão francesa, permitindo que houvessem espaços destinados ao cultivo conjunto de alguns grupos de vegetais, conforme a proximidade de suas características morfológicas. Veja, a seguir, imagens sobre a constituição do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RJ) (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). 112 UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS FIGURA 50 – REPRESENTAÇÃO DE UMA ALAMEDA DE PALMEIRAS IMPERIAL NO JARDIM BOTÂ- NICO DO RIO DE JANEIRO (RJ) FONTE: <https://i0.statig.com.br/fw/7k/9u/wx/7k9uwx09b1z6fauietzkhl496.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020. Acadêmico, saiba mais sobre os projetos de paisagismo no país, no material: Preludio do paisagismo moderno no Brasil, no link: https://www. researchgate.net/publication/319047300_Preludio_do_paisagismo_moderno_ n o _ B ra s i l ? _ s g = D x FM o 1 V U 5 Y j y x Wp E kw J J n x Z X k O _ P k r p 1 Z bb U 57 F f Tq Z Z H _ b2pWSn3Tnmr2YSrXOeNrTpVMbYwqrxysA. DICAS Esse exemplo é um marco, ou ícone, das construções do paisagismo brasileiro, que em muito se espelhava nas ideias europeias, tornando, assim, nosso trabalho paisagístico pouco autêntico, com o uso de padrões pré-estabelecidos. Não promovendo os traços da cultura e utilização das espécies vegetais locais (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). Até que, em meio ao fim da Segunda Guerra Mundial, o referido Burle Marx apresentou uma perspectiva tropical brasileira e descontruída das possibilidades de trabalho em Paisagismo. Sendo assim, um dos mais importantes produtores de ideias paisagísticas para o nosso país (COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). A seguir, apresentamos exemplos da arte desse mestre. TÓPICO 3 — JARDINS BRASILEIROS 113 FIGURA 51 – TRABALHO AO AR LIVRE PRODUZIDO POR BURLE MARX (PETRÓPOLIS, RJ) FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/10/c2/c4/10c2c4c4667ff8508322d99f9e53e463.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020. FIGURA 52 – SÍTIO EM MANGARATIBA, POR BURBLE MARX FONTE: <https://imagens-revista-pro.vivadecora.com.br/uploads/2017/07/Roberto-Burle-Marx- -S%C3%ADtio-em-Guaratiba-2.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020. A partir dos anos 1950, do século passado, o paisagismo no país começou a mudar de rumo, preferindo a ser modelado por seus executores como sendo algo eclético, que juntava informações e regras dos mais diversos estilos de paisagismo. Cabendo aos seus executores a possibilidade de misturas diversas entre essas informações, assumindo um papel importante no refino tropical e com um toque brasileiro nas composições da paisagem. São importantes produtores desta vertente Roberto Coelho Cardozo e Waldemar Cordeiro, Antunes Neto, Rosa Kliass, entre outros importantes e celebres paisagistas brasileiros (COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). 114 UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS Então o paisagismo do país se moderniza, ganha ares que lembram imagens futuristas, processos de produção de jardins que vão além da beleza e colorido, mas permitem que aportes sustentáveis e socias sejam cada vez mais trabalhados. Viramos donos do próprio nariz! Viramos a mesa e produzimos o nosso próprio paisagismo. Nesse processo, construímos parques como os descritos a seguir: FIGURA 53 – PARQUE INHOTIM, BRASIL FONTE: <https://magazine.zarpo.com.br/wp-content/uploads/2013/07/inhotim-770x450.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020. FIGURA 54 – PARQUE DA JUVENTUDE, ANTIGO PRESÍDIO DO CARANDIRU, MEADOS DO FINAL DO SÉCULO PASSADO, SÃO PAULO (SP) FONTE: <http://www.guiaonde.com.br/GetFile.ashx?id=3812&local=parque-da-juventude>. Acesso em: 25 jun. 2020. TÓPICO 3 — JARDINS BRASILEIROS 115 FIGURA 55 – EXEMPLO DE ARBORIZAÇÃO URBANA EM CIDADE BRASILEIRA FONTE: <http://www.plantasonya.com.br/wp-content/img/ip%C3%AA-rosa-.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020. A seguir, observe uma representação do Jardim Botânico de Curitiba (PR): FIGURA 56 – JARDIM BOTÂNICO DE CURITIBA (PR) FONTE: <https://www.guiadasemana.com.br/contentFiles/image/2018/07/FEA/gale- ria/46239_w840h525_1531518287shutterstock-288033752-jardim-botanico-de-curitiba.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020. 116 UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS Para melhor esclarecer sobre as mudanças ocorridas no paisagismo nacional, sugerimos a visualização dos seguintes documentos: 1. Jardins Botânicos Brasileiros: http://www.iac.sp.gov.br/publicacoes/agronomico/pdf/v55- 1_paginas56a60.pdf. 2. Amor aos Jardins brasileiros: https://docplayer.com.br/321697-Ao-amor-do-publico- jardins-no-brasil.html. DICAS 117 LEITURA COMPLEMENTAR CIDADE SUSTENTÁVEL Cidade Sustentável é um conceito que prevê uma série de diretrizes para melhorar a gestão de uma zona urbana e prepará-la para as gerações futuras. Para ser sustentável, a administração da cidade deve considerar três pilares: responsabilidade ambiental, economia sustentável e vitalidade cultural. OBJETIVOS DA CIDADE SUSTENTÁVEL O principal objetivo da cidade sustentável é evitar o esgotamento do meio ambiente e garantir sua permanência para gerações futuras. Por isso, as políticas públicas devem pensar sempre no futuro. Como a maior parte da população mundial vive em zonas urbanas, as cidades se tornaram o epicentro de problemas, como a poluição e o desperdício de recursos naturais. Por esta razão, são os centros urbanos que devem se reinventar a fim de que, o futuro das próximas gerações esteja garantido e seja melhor do que o mundo em que vivemos hoje. CARACTERÍSTICAS DA CIDADE SUSTENTÁVEL Uma cidade para ser considerada sustentável deve: • destinar corretamente e reaproveitar resíduos sólidos; • oferecer água de qualidade sem esgotar mananciais; • reaproveitar a água da chuva; • criar e utilizar de fontes de energia renováveis; • ofertar transporte alternativo e de qualidade para a população; • garantir opções de cultura e lazer. Hoje, segundo pesquisadores, economistas e gestores, não há nenhuma cidade no mundo que seja totalmente sustentável.No entanto, vejamos como as cidades podem tornar estas ideias em realidade. COLETA DE LIXO As cores nos ajudam a memorizar o lugar certo para cada tipo de lixo. Para acabar com um dos maiores problemas das cidades, o lixo, a melhor solução é a reciclagem. 118 UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS Contudo, para isso é preciso que a população aprenda a separar corretamente os resíduos em locais destinados a este fim. Assim, fica mais fácil reaproveitar o material que já não se usa mais. Por sua parte, os governos devem criar leis que incentivem a coleta seletiva e acabar com os aterros sanitários. ÁGUA Uma cidade sustentável aproveita ao máximo as águas pluviais e a destina para a limpeza urbana e a indústria. Para captar a água da chuva, as edificações podem instalar calhas que viabilizem a recolha da água e a instituição de “telhados verdes”. Estes são jardins planejados que são cultivados nos tetos dos edifícios e casas que ajudam a absorver o líquido. Assim, o telhado verde é um jardim que refresca a zona urbana, absorve os gases poluentes e ainda embeleza o ambiente tornado-o menos hostil. TRANSPORTE PÚBLICO A mobilidade urbana prevê a oferta de transporte coletivo eficiente e que também seja movido por energia não poluente. Da mesma forma, uma cidade sustentável cria meios que permitam a movimentação de veículos de propulsão humana como bicicletas e patinetes. Aos cidadãos, cabe trocar o automóvel pela bicicleta e criar o sistema de carona. De igual maneira, os governos precisam construir ciclovias, conscientizar os motoristas sobre a importância dos ciclistas e ainda substituir os carros movidos a combustível fósseis por elétricos. EDUCAÇÃO E LAZER Uma cidade sustentável preza pela qualidade de vida dos seus habitantes. Para isso, é essencial que estes sejam escolarizados e que a oferta de lazer tenha qualidade e variedade. Por isso, é importante aumentar a área verde da cidade através da construção de parques e praças, promover políticas de incentivos culturais e valorizar os artistas locais. TÓPICO 3 — JARDINS BRASILEIROS 119 EXEMPLOS DE CIDADES SUSTENTÁVEIS Segundo um estudo realizado pela consultora holandesa Arcadis, em 2017, estas são as dez cidades do mundo que mais cumprem quesitos para serem consideradas cidades sustentáveis: • Zurique, Suíça. • Cingapura. • Estocolmo, Suécia. • Viena, Áustria. • Londres, Inglaterra. • Frankfurt, Alemanha. • Seul, Coreia do Sul. • Hamburgo, Alemanha. • Praga, República Checa. • Munique, Alemanha. CIDADES SUSTENTÁVEIS NO BRASIL No Brasil, o município de Curitiba, capital do Paraná é o exemplo que mais se aproxima do conceito de cidade sustentável. O plano diretor de Curitiba, que faz dela hoje uma cidade sustentável, começou ser aplicado em 1970. Focado no transporte, gestão de resíduos e qualidade de vida, a cidade transformou seu design urbano para torná-lo adequado ao crescimento populacional. Veja a lista de cidades sustentáveis no Brasil: • Curitiba/PR. • Londrina/PR. • João Pessoa/PB. • Paragominas/MG. • Santana do Parnaíba/SPExtrema/MG. FONTE: <https://www.todamateria.com.br/cidade-sustentavel/>. Acesso em: 10 fev. 2020. 120 RESUMO DO TÓPICO 3 Neste tópico, você aprendeu que: • O paisagismo brasileiro era voltado para ser uma cópia dos modelos europeus até o fim dos períodos das grandes guerras mundiais. • É interessante, senão imprescindível, dissertar que o paisagismo brasileiro foi revolucionado por Burle Marx, em que suas obras trouxeram a paisagem do país para a suas construções. • Assim, o paisagismo brasileiro se refez, criando linhas e contornos próprios, usando materiais e plantas locais, e se fazendo como um importante ponto a ser visto como produtor de uma ideologia nacionalista. • Burle Marx deixou marcas no Brasil e no mundo, com o seu refino de projetos paisagísticos. • O Brasil é exuberante em suas possibilidades de construção paisagística. • Neste país colorido e diverso por natureza, as formações vegetacionais podem ser os melhores fomentadores de informação e modelos para projetos de paisagismo. Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo. CHAMADA 121 1 Leia o texto a seguir e faça o que se pede. “Folhas gordas e carnosas indicam que aquele serzinho vem de um lugar seco. Se elas forem duras e envernizadas, como as do chapéu-de-praia ou do fícus-lira, mostram que a planta vive no sol e no vento. Se têm um jeitão de pena, é certeza de que suportam de brisas a vendavais – taí as palmeiras que não me deixam mentir. Folhas amplas e fininhas, como as da bananeira, são moças de sombra e não ligam para desidratação, porque folhona exibida assim é luxo que só pode ser ostentado por planta de local muito úmido. Flores vermelhas, amarelas e alaranjadas atraem pássaros, enquanto as azuis e violetas são as preferidas das mamangavas. Flores grandes, brancas e muito perfumadas foram feitas sob medida para polinizadores ceguetas, mas de faro aguçado, caso de morcegos e mariposas – é por isso, que o cheiro da murta e da gardênia fica mais forte à noite. Tá vendo como as plantas são legais? Elas não PRECISAM da gente, mas até que dão uma mão e nos ensinam uns truques. Avisam, inclusive, quando não estão bem num lugar: ficam enrugadas, enrolam as folhas em canudinhos, tombam a folhagem transformando os ramos em uns pescocinhos molengas e deprimidos. As flores caem, os brotos nascem pequenos, as folhas velhas se cobrem de vermelho, amarelo, roxo, marrom. Aparecem manchas, pintinhas, pragas mil. Tudo parece dizer “não tô feliz!”. Até o mais prosaico matinho do seu quintal fala plantês. Tem samambaia demais nascendo na sua terra? O solo está ácido. Aparece trevo em abundância? Coloca mais cálcio na adubação, um pouquinho de farinha de osso, umas cascas de ovos trituradas no liquidificador e, voilà!, o trevo some”. FONTE: <https://revistanatureza.com.br/plantes-para-iniciantes/>. Acesso em: 2 jun. 2020. Projete um ambiente brasileiro, de maneira pessoal, coloque espécies vegetais, pense em dispositivos e contornos, esboce o desenho, pegue uma lista de objetos, técnicas de construção, materiais e funcionabilidades. Apresente a essa ideia a questão da brasilidade. 2 Leia o trecho a seguir e faça o que se pede. “As crianças deficientes visuais nascem com dificuldades de formação de conceitos e de construção mental do espaço que as rodeia. Durante a infância, há a necessidade de estímulo precoce de outros sentidos e de descrições verbais que possam lhes proporcionar essas informações. Entretanto, muitas crianças deficientes visuais são educadas e estimuladas pelos pais e professores da mesma maneira que crianças videntes, só que sem a visão, gerando introspecção e inserção deficitária no mundo exterior. O objetivo deste projeto foi fornecer informações paisagísticas eagronômicas, que pudessem subsidiar a criação de um espaço público voltado para crianças portadoras de deficiência visual, na faixa etária de 5-10 anos. Esse espaço foi concebido AUTOATIVIDADE 122 sob a premissa de que as crianças pudessem descobrir a natureza por meio de um contato estreito com elementos advindos dela, a partir da percepção. Além disso, o espaço foi criado de forma lúdica, permitindo que as crianças pudessem brincar sob monitoria assistida, a fim de favorecer o desenvolvimento precoce de autonomia e autoconfiança. Nele, foram valorizados espaços amplos, seguros e organizados, contendo elementos naturais, de forma a permitir que as crianças apresentassem um interesse precoce pelo mundo que as rodeia e ampliassem seus horizontes. Ele também apresenta uma proposta educacional em que é possível o reconhecimento das espécies do cotidiano. As plantas foram cuidadosamente selecionadas para aguçarem o tato e o olfato, utilizando-se texturas, formas e densidades diferenciadas, além de fragrâncias diversas.Em complemento,também foram inseridos elementos que propiciassem condições variadas de sonoridade”. FONTE: <https://www.researchgate.net/publication/277637750_Jardim_sensorial_uma_propos- ta_para_criancas_deficientes_visuais/link/58d554ec92851c44d44ef95c/download>. Acesso em: 2 jun. 2020. Projete um jardim com acessibilidade, de maneira pessoal e íntima, levando em consideração plantas tropicais. Entenda as necessidades dos usuários, proponha caminhos de trabalho e ações. 123 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PLANO DE ESTUDOS A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de: • conhecer a produção vegetal para paisagismo; • aprender as técnicas de manejo vegetal para projetos paisagísticos; • entender os projetos de paisagismo; • ter conhecimento sobre negócios e empreendedorismo em Paisagismo. Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado. TÓPICO 1 – PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS TÓPICO 2 – PROJETOS DE PAISAGISMO I TÓPICO 3 – PROJETOS DE PAISAGISMO II Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações. CHAMADA 124 125 UNIDADE 3 TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS 1 INTRODUÇÃO Neste tópico, aprenderemos como melhor entender a constituição da paisagem por meio da produção e manejo vegetal, visando os projetos paisagísticos, valendo-se de que informações sobre a natureza e sociedade que são importantes para essa produção. Fique atento às indicações de leitura, procure ver os links assinalados e mergulhe nessa importante junção de conhecimentos. Assim, a paisagem, propriamente falando em termos de natureza, é composta pela vegetação, como sendo um dos seus principais componentes, é nela que o plano de fundo moldurado pelo relevo que toma suas cores, formas, aromas e sabores (ADONIAS, 1993; ADONIAS, 2002). A seguir, observe uma imagem que retrata uma gravura antiga em que o ser humano lançava mão de vegetais em projetos de paisagismo, usufruindo de suas potencialidades diversas. No caso descrito, egípcios cultivando e processando vinho de uvas, representado por meio de um painel decorativo. FIGURA 1 – EGÍPCIOS ANTIGOS PROCESSANDO VINHO DE UVAS SENDO REPRESENTADOS EM UM PAINEL DECORATIVO FONTE: <https://leouve.com.br/linha-do-tempo-do-vinho>. Acesso em: 15 jan. 2020. UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS 126 Logo, a paisagem com a ênfase de vegetais e sua utilização, desde tempos antigo, tem sua importância como identidade social e cultural de um povo, principalmente quando está ligado à natureza de modo coerente e próximo, como eram os egípcios, ilustrados na Figura 1. Nesse sentido, tratando deste material, serão descritos conhecimentos que revelem a importância, peculiaridades e necessidades da produção e manejo de vegetais, com respeito a sua utilização em projetos paisagísticos. Com ênfase a ambientes internos, técnicas simples e práticas de produção e manejo para facilitar a produção paisagística. 2 VEGETAIS: SERES VIVOS E SUAS NECESSIDADES Os referidos bandos de hominídeos da época no início da humanidade, se utilizavam dos vegetais para a condução de sua vida e trabalho, tendo como sua principal fonte de energia para a sua peregrinação no mundo (COTRIM, 2002). Passaram a serem agricultores e a vida tornou-se sedentária, buscando, na natureza ao seu redor, os artifícios para sua sobrevivência e manutenção, passando a procurar vegetais com características que fossem cabíveis para sua sobrevivência. Logo, conseguiu desde tempos longínquos separar os seguintes grupos, de acordo com o resumo das ideias descritas nos escritos de Campos e Miranda (2000), Cotrim (2002) e Koshiba (2004): • Cereais: são semenetes provenientes de gramíneas, como exemplo o milho, arroz e trigo. • Grãos: sementes dos demais vegetais consumidos pelo homem. • Forragens: materiais que servem para a alimentação animal, como capins e cactos, com grande volume (tamanho) e concentração de água. • Fruteiras: plantas que produzem frutos de tamanhos diferentes, comestíveis ou não. • Medicinais e aromáticas: são plantas diversas, que podem compor o projeto paisagístico, auxiliando no tratamento de patologias dos seus ususários, também repetlindo insetos. Tais vegetais têm em comum a prerrogativa de serem seres vivos que produzem seu próprio alimento a partir de fontes diferenciadas. Pois bem, entenda que, na natureza, as plantas recebem luz solar e captam água e nutrientes do solo, assim, produzem, por meio da fotossíntese, as suas necessidades de açúcares, proteínas e afins. Sendo um ser vivo autotrófico, que é independente até certo ponto. Outro grande produto dos vegetais é a produção de oxigênio, este é dispensado na atmosfera (KOSHIBA, 2004). Por outro lado, as plantas também respiram como nós os humanos, promovendo assim a retirada do oxigênio da atmosfera e depois de um processo quimico complexo, liberando gás carbônico. Essa compensassão é bastante compensatória para o sistema presente no planeta (CAMPOS; MIRANDA, 2000). TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS 127 A seguir, em termos simplistas, veremos como um vegetal produz seu alimento: FIGURA 2 – ESQUEMA DA FOTOSSÍNTESE FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/100345897935917144/>. Acesso em: 15 jul. 2020. Acadêmico, mais informações sobre os vegetais e suas particularidades podemos encontrar no documentário A vida das plantas, no link: https://www.youtube. com/watch?v=o0CSQ4PIbqA. DICAS A beleza de uma folhagem de uma planta, pode ser usada para a composição de ambientes, estas podem apresentar uma grande variedade de formas, texturas, cores, desenhos e sabores. Estas são marcas biológicas, que são parte da constituição ecológica de cada espécie. Sendo moldadas de acordo com o ambiente de que são nativas. Promovendo assim, uma exuberância e diversidade que podem ser usadas pelos humanos para fins paisagisticos. Observe a seguir os principais tipos de folhas (COTRIM, 2002). UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS 128 FIGURA 3 – FORMAS DAS FOLHAS DOS VEGETAIS FONTE: <http://1.bp.blogspot.com/-N95ZZiQA0k0/TZsv4NQpvmI/AAAAAAAABV4/Kw9k- vu1Hp8g/s640/400px-Leaf_morphology_shape_PT.jpg>. Acesso em: 7 jul. 2020. TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS 129 Outrossim, é muito importante quando tratamos de um projeto de interiores com a utilização de plantas vivas, é a harmonia das folhagem escolhidas com todo o conjunto, prevalecendo a perspectiva de interação entre os objetos, construções e mobiliário (CAMPOS; MIRANDA, 2000). Seguindo com esta unidade, poderemos construir juntos os conhecimentos que podem ser úteis para um bom trabalho arquitetônico interno com o uso de vegetais. Para iniciarmos, observe a seguir uma ideia sobre esta temática. FIGURA 4 – HARMONIA ENTRE A FOLHAGEM E AS ESTRUTURAS DO INTERIOR DE UM AMBIENTE FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/50/cb/fe/50cbfe656ae9e7894d0676757822fa1d.jpg>. Acesso em: 7 nov. 2019. É importante, também, a forma com que as plantas produzem suas flores, pois é imprescindível para a visão harmoniosa em um projeto paisagístico de interiores. Estas, além de embelezarem, são os seus receptáculos de reprodução, onde as plantas se mostram coloridas para poder chamar atenção de seus polinizadores, poderem ser fecundadas e produzindo frutos, inclusive em ambientes internos. Existem flores em formas simples, compostas, em cacho, exóticas e peculiares, com aromas diferentes, enfim, muitas são as características que podem ser visualizadas com esta porção nos vegetais (CAMPOS; MIRANDA, 2000). Observe, a seguir, o exemplo dessas grandes diferenças morfológicas. UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS 130 FIGURA 5 – FORMAS DE ARRANJOSFLORAIS NAS PLANTAS FONTE: <https://image.slidesharecdn.com/semi-reinovegetal-110910153419-phpapp02/95/ semi-reino-vegetal-76-728.jpg?cb=1315669079>. Acesso em: 7 jul. 2020. Espiga Cima Amento Capítulo Racimo Corimbo Umbela Umbela compuesta Penícula Agora, foram entendidos os grandes grupos de estruturas das flores nas plantas que podem ser cultivadas em interiores. Sendo, também, importante o conhecimento de grandes grupos de trabalho relacionados com a vegetação de interiores, são elas, segundo os escritos de Koshiba (2004): • Flores tropicais: estas são produzidas por vegetais, que são cultivados em áreas tropicais, e que são, em sua maioria, relacionados com a montagem de ambientes com um acesso fácil a luminosidade e temperaturas acima de 20 ºC. Estas são escolhidas por conta de serem vistosas e coloridas. A seguir, serão demonstrados exemplos de flores tropicais. TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS 131 FIGURA 6 – FOLHAGEM TROPICAL E SUAS FLORES FONTE: <https://http2.mlstatic.com/papel-de-parede-casual-3d-flores-tropicais-10-metros-D_ NQ_NP_746746-MLB28089059001_092018-O.webp>. Acesso em: 7 jul. 2020. A seguir, observe como foi utilizada um vegetal tropical com flores na construção de um ambiente interior harmonioso. FIGURA 7 – FOLHAGEM TROPICAL E SUAS FLORES SENDO UTILIZADAS EM AMBIENTES INTERIORES FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/eb/1a/c5/eb1ac5f8f363484e2d40f242900ffa88.jpg>. Acesso em: 7 abr. 2019. Maiores informações sobre as flores tropicais, podem ser visualizadas no documento Flores tropicais, disponível em: http://www.ipa.br/publicacoes_tecnicas/ FloresTropicais%20-%20%209.pdf. DICAS UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS 132 • Orquídeas: são plantas de rara beleza, que podem ser encontradas naturalmente em vários ambientes. Possuem característica de que não são perenes e, portanto, podem ser usadas por um curto período de tempo. Sendo costumeiramente repostas quando necessário, visando a recomposição do ambiente paisagístico interno. Interessante para um bom projeto paisagístico é que tenham locais de produção e recuperação destas plantas, anexo ao ambiente decorado, sendo importante para que os projetos possam ser sustentáveis. A seguir, pode-se visualizar um ambiente interno decorado com a utilização de orquídeas. Observe a harmonia, riqueza de detalhes e beleza singular. Pode-se observar também, alguns exemplos da variedade de plantas deste grupo, permitindo assim a composição de maneiras diferenciadas. FIGURA 8 – AMBIENTE DECORADO COM ORQUÍDEAS FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/611434086893002836/>. Acesso em: 15 jul. 2020. Acadêmico, mais informações sobre orquídeas e projetos de interiores podem ser visualizadas no documento Curso de Orquídeas, no link: http://atividaderural.com.br/ artigos/590b6849f00ac.pdf. DICAS Agora, abordaremos sobre as plantas que se apresentam com seus formatos de crescimento, sendo muito útil com a questão de volumetria, para que os indivíduos locados em determinados projetos não precisem ser retirados ao passo que seu crescimento natural seja observado. Assim, temos as seguintes informações, segundo os escritos de Campos e Miranda (2000), Cotrim (2002) e Koshiba (2004): TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS 133 • Roseta: nesta forma, as plantas crescem em um aglomerado circular, ligado a um ponto central, com tamanho de altura diminuto e largura considerável. Observe o exemplo: FIGURA 9 – PLANTA EM ROSETA FONTE: <https://batatadoceira.blogspot.com/2018/05/hawortia-attenuata.html?m=0>. Acesso em: 7 jul. 2020. • Arbustiforme: essas plantas apresentam troncos diversos e ramificados tornando-as largas e altas na mesma proporção. FIGURA 10 – PLANTA EM ARBUSTO FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/447193437982782177>. Acesso em: 15 jul. 2020. • Graminiforme: formato de touceiras, com folhas finas ligadas às gramíneas ou plantas semelhantes. Observe a seguir: UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS 134 FIGURA 11 – PLANTA EM FORMATO GRAMINIFORME FONTE:< https://br.pinterest.com/pin/370632244337337172/>. Acesso em: 15 jul. 2020. • Ereta: plantas em roseta, com cresciemnto arbustiforme e com galhos ou folhas eretas. FIGURA 12 – PLANTA EM FORMATO ERETO FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/4855512077334311/>. Acesso em: 15 jul. 2020. • Arboriforme: são arvores de tamanho pequeno quando cultivadas em vaso. Observe o exemplo a seguir: TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS 135 FIGURA 13 – PLANTA EM FORMATO ARBORIFORME FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/24699497943874867/>. Acesso em: 15 jul. 2020 • Trepadeira ou rastejante: essas plantas têm como hábito a necessidade de se escorarem ou segurarem em um determinado objeto para poderem vegetar com melhores condições. Observe o exemplo a seguir: FIGURA 14 – PLANTA TREPADEIRA FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/810436895418576371/>. Acesso em15 jul. 2020 Um bom paisagista deve conhecer sobre a anatomia e morfologia das plantas que trabalha, assim, visualize o material Manual prático de anatomia e morfologia vegetal, no link: http://www.uesc.br/editora/livrosdigitais2017/morfologia_anatomia_vegetal.pdf. DICAS UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS 136 Logicamente, as plantas apresentam um ritmo de crescimento, sendo classificadas, segundo os escritos de Campos e Miranda (2000), Cotrim (2002) e Koshiba (2004), assim: • Plantas que perdem suas folhas em determinadas épocas do ano, chamada de caduca, estas por hora das épocas mais frias ou secas do ano perdem suas folhas e entram em pausa. • Folhagens persistentes que são sempre verdes em todas as épocas do ano, porém apresentam algumas limitações quanto ao seu ciclo, sendo este curto. • Plantas com dormência, principalmente no verão, quando perdem suas folhas. • Plantas anuais que precisam ser replantadas a cada ano, para manter um estoque adequado de mudas para um projeto de jardinagem. • Plantas perenes que se manejadas podem servir de objetos de paisagismo por longos períodos. Observe o esquema a seguir para melhor esclarecer essas possibilidades (Tabela 1). QUADRO 1 – RESUMO SOBRE OS TIPOS DE PLANTAS E SEU COMPORTAMENTO EM VIRTUDE DE DIFERENTRES ÉPOCAS DO ANO ESTAÇÃO DO ANO Primavera Verão Outono Inverno Informações TIPOS DE PLANTAS As horas de luz aumentam e a temperatura se eleva. A luz e a temperatura atingem seu ápice. São reduzidas as horas de luz e a temperatura cai. A luz e a temperatura atingem o seu mínimo. Plantas de folha caduca À medida que começam a surgir as folhas, aumenta-se a quantidade de água e adubo. A planta deve ser adubada e regada, moderadamente ao longo da estação. À medida que as folhas começarem a cair. É necessário diminuir a quantidade de água. Pausar a adubação. Com a planta sem folhas e em repouso, continuar regando, deixando ligeiramente úmido. Plantas de folha persistente Regar e adubar a planta moderadamente, ao longo da estação. A planta deve ser adubada e regada moderadamente, para manter o seu desenvolvimento na estação. A planta deverá continuar recebendo rega e adubo, moderadamente. Nos dias mais curtos da estação, a planta deverá ser menos regada e não poderá ser adubada. TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS 137 Plantas com período de dormência No período da floração, esta planta deverá ser regada e adubada, moderadamente. A planta não poderá ser regada e adubada em seu período de dormência estival. Quando a planta estiver emitindo suas folhas, poderá ser regada, esporadicamente, porém, não poderá ser adubada. Nesta estação de crescimento da planta, as regas e adubações deverão ser moderadas. Planta persistente As plantas jovens são necessárias derregas moderadas, porém não é necessária a adubação. Enquanto a planta estiver em flor,deverá ser regada e adubada abundantemente. Nesta estação, quando a planta estiver em processo de morte, não é necessário regar, tampouco adubar. Suas sementes deverão ser regadas em abundância. Não é necessária a adubação. FONTE: Adaptado de Kindersley (1984) Agora, pense que a luz seja um importante ponto a ser pensado, quando se tem plantas envolvidas em um projeto de paisagismo. Pois, existem plantas que precisam de sol direto, outras de condição de sombra e algumas que conseguem até sobreviver em locais com uma quantidade mínima de luz (Figura 15). UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS 138 FIGURA 15 – LUMINOSIDADE E VEGETAIS DE PAISAGISMO: UM RESUMO FONTE: Kindersley (1984, pg. 415) A temperatura é algo bastante importante, pois existem grupos vegetais que não toleram extremos (frios ou quentes), também aqueles que são facilmente vistos vegetando em ambientes medianos quanto a temperatura (Figura 16). Luz média Janela com exposição fraca de luz solar, recebe um nível constante de luz diurna sem sol direto. Luz média A luz forte que pode entrar por uma janela virada para o oeste pode ser reduzida pela sombra de uma árvore que está próxima. Luz forte Janela virada para o oeste tende a receber boa luz durante a extensão do dia, com intensidade de sol a tarde. Luz forte Janela posta ao oeste recebe luz solar refletuda por uma superfície que está próxima. Sol direto Janela com grande exposição ao sol é a que recebe a luz mais intensa durante grande parte do dia. Sol direto velado O sol direto que entra por uma janela com grande exposição solar é velado através de um estore, como também em uma cortina translúcida. Sol direto velado O sol direto que entra por uma janela com grande exposição solar é filtrado pelas folhas de uma árvore próxima. Luz forte Janela virada para o leste tende a receber boa luz na extensão do dia, com exposição de sol direto pela manhã. Luz fraca A intensidade de uma luz que está em um canto afastado de qualquer fonte de luz será extremamente fraca. Luz fraca A luz forte que é introduzida por uma janela virada para o leste é substancialmente reduzida por estar próxima a uma parede. TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS 139 FIGURA 16 – FONTES DE CALOR E VEGETAIS EM AMBIENTES INTERNOS: UM RESUMO FONTE: Kindersley (1984, p. 415) Acadêmico, no documento Jardins e espécies ornamentais de interiores, você pode visualizar mais informações a respeito do que vimos. Link: https://docplayer.com. br/14233104-Jardins-e-especies-de-plantas-ornamentais.html. DICAS Não menos importante, a regra faz parte do cuidar com os vegetais, permitindo que tenham acesso à água que cai da chuva. É possível, também, colocarem acessos de água, por meio de sistemas automáticos ou em que os usuários (ou cuidadores) destes ambientes possam ser ativos em irrigar tais ambientes. Estes são úteis para melhorar a condição de trabalho em ambientes paisagísticos. Observe a figura a seguir. O calor que é gerado pelo motor do refrigerador não deve ser ignorado, principalemnte quando há plantas na cozinha. As plantas que estão entre a janela e cortina podem ficar envoltas de ar frio sempre que as cortinas forem fechadas. A corrente de ar frio vinda do aparelho de ar condicionado afeta toda zona ao seu redor. Luz solar direta de forte, que é prejudicial para a maioria das plantas do interior, podendo ficar secas e quimadas Plantas colocadas entre as portas frente a frente, podem levar o risco de sofrer correntes de ar. Embora o fogão seja uma fonte de calor excessivo, eventualmente colocam plantas próximas á esta fonte de calor. Uma janela bem calafetada pode conduzir ar frio através da vidraça, onde as plantas mais sensíveis podem ressentir-se. O calor gerado por um aquecedor poderá ser prejudicial se não existir um defletor entre o aparelho e a planta e uma fonte de umidade. UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS 140 FIGURA 17 – ESQUEMA DE IRRIGAÇÃO EM JARDIM FONTE: <https://irrigacaoparajardins.com.br/wp-content/uploads/2019/03/irrigamatic-4.jpg>. Acesso em: 7 nov. 2019. Projetos de jardinagem, em interiores ou exteriores, podem usufruir de sistemas de irrigação automática. Veja o exemplo a seguir para melhor entender esse esquema. TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS 141 FIGURA 18 – SISTEMA DE IRRIGAÇÃO EM PARQUE FONTE: <http://www.portalgreen.com.br/wp-content/uploads/2017/03/hunttt-02.jpg>. Acesso em: 7 jul. 2020. Para conhecer mais sobre jardinagem, acesse o material Coleção Senar: plantas de jardinagem, no link: https://www.cnabrasil.org.br/assets/arquivos/173-JARDINAGEM.pdf. DICAS UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS 142 2.1 PRINCIPAIS GRUPOS VEGETAIS USADOS EM PROJETOS DE PAISAGISMO A seguir, serão demonstrados os principais grupos vegetais utilizados para trabalhos de paisagismo, segundo os escritos de Campos e Miranda (2000) e Cotrim (2002). • Árvores: produzem sombra, podem ser usadas em locais abertos ou fechados de acordo com seu porte, servem de abrigo para pássaros e outros animais, também produzem alimentos. Sua faixa de tamanho pode ser pequena (até 8 m de altura e 6 m de diâmetro); média (entre 8 a 15 m de altura e 6 a 12 m de diâmetro) e grande (mais de 15 m de altura e 12 m de diâmetro). FIGURA 19 – JARDIM ÁRABE, COM ÁRVORES FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/fd/5c/fb/fd5cfb78f40fb8765be8409614f3914e.jpg>. Acesso em: 7 jul. 2020. Como espécies importantes, temos: jasmim-manga (Plumeria rubra), a grevilha-anã (Grevillea banksii), a extremosa (Lagerstroemia spp.), a munguba (Pachira aquaíica), o amendoim-bravo (Pterogine nitens) o pau-ferro (Caesalpinea ferrea) e o angico (Piptadenia macro carpa). A seguir podem ser observados exemplos de árvores instaladas dentro de ambientes inseridos nas dependências de construções. TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS 143 FIGURA 20 – AMBIENTE INTERNO A UMA CONSTRUÇÃO COM A PRESENÇA DE UMA ÁRVORE FONTE: <https://live.apto.vc/wp-content/uploads/2015/08/e.office-design-berrini-2.jpg>. Acesso em: 7 jul. 2020. • Coníferas: esse grupo de plantas apresenta como fruto as pinhas, lembradas com maior ênfase como plantas natalinas. Em nosso país, temos a Araucária (Araucaria angustifolia), pinheiro nativo e bastante usado para a decoração. Porém, os campeões de uso paisagístico são os pinus (Pinus spp.) e as tuias (Thuias spp.). Observe o exemplo a seguir, em que coníferas compõem a paisagem como elemento contrastante com os arbustos. FIGURA 21 – CONÍFERAS AO CENTRO DA IMAGEM, COMPONDO UM PLANO CENTRAL EM UM JARDIM FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/7f/c4/fa/7fc4fad510933ab5f304baea0ae8dd2f.jpg>. Acesso em: 7 jul. 2020. UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS 144 As coníferas são amplamente usadas em jardins tipo franceses, ingleses e italianos. A seguir, observe uma exemplificação FIGURA 22 – CONÍFERAS EM UM JARDIM FRANCÊS FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/398427898285376892/>. Acesso em: 15 jul. 2020. • Palmeiras: este grupo de espécies vegetais, é conhecido por sua formação de um tronco ereto e não ramificado (em sua grande maioria) com as folhas sendo inseridas no alto desta formação. São plantas que exprimem ares tropicais ao ambiente. Como principais espécies usadas na jardinagem podem ser citadas: o coqueiro (Cocos nucifera) e o açaí (Euterpe spp.). Observe o exemplo a seguir para melhor construir a ideia de uso paisagístico. FIGURA 23 – EXEMPLIFICAÇÃO DE UMA PALMEIRA FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/1f/fd/af/1ffdaf5caec7930995241d63126c80b7.jpg>. Acesso em: 7 jul. 2020. TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS 145 Como exemplo de utilização de palmeiras em ambientes paisagísticos internos, observe a figura a seguir. FIGURA 24 – JARDIM BOTÂNICO NO BRONX (NOVA YORK, USA), ÁREAS TROPICAIS FORA DA FAIXA TROPICAL,COM ÊNFASE AO USO DAS PALMEIRAS FONTE: <https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2019/06/mco_dji_0952-aerialmodernist- gardenconservatory.jpg.jpg?quality=70&strip=info&resize=680,453>. Acesso em: 7 jul. 2020. • Trepadeiras: são plantas que pertencem a grupos diversos que precisam de tutores para melhor vegetarem. Observe o exemplo a seguir. FIGURA 25 – EXEMPLIFICAÇÃO DE UMA PLANTA TREPADEIRA FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/90846117469203850/>. Acesso em: 15 jul. 2020. UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS 146 FIGURA 26 – ARBUSTOS EM UM JARDIM ROMANO FONTE: <https://thearcheology.files.wordpress.com/2010/06/replica-do-peristylium-jardins-da- -casa-dei-vettii.jpg>. Acesso em: 7 jul. 2020. • Arbustos: são plantas pequenas, com uma infinidade de espécies e de formas que são usadas na produção de projetos de paisagismo. Vide a seguir. FIGURA 27 – PAISAGISMO COM USO DE ARBUSTOS FONTE: <https://br.habcdn.com/photos/business/big/jardim-com-arbustos-e-cerca-vi- va_547044.jpg>. Acesso em: 7 jul. 2020. Observe o escrito a seguir: TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS 147 Em residências, é importante conhecer os hábitos da família, captar as necessidades e os desejos de cada cliente. Nesse projeto, que permeia a temática contemporânea, os clientes queriam praticidade, já que a arquitetura segue essa atmosfera. Portanto, por se tratar de uma arquitetura que tem linhas contemporâneas e puras, no jardim foram usadas formas orgânicas para fazer um contraponto. Houve a preocupação de se optar por espécies de pouca poda e não usar flores, mas sim, um contraste de tons diferentes de verde, com plantas exóticas, como as palmeiras oxítonas. Essas medidas criaram um jardim com baixo custo de conservação, que se mantém belo com mais facilidade, além de valorizar tanto a área externa como a interna e proporcionar uma mesma linguagem na entrada social e na área de lazer. O estilo valoriza muito mais a natureza e é uma influência muito grande nos jardins atuais, respeitando a topografia do terreno e integrando a paisagem com os ambientes internos por meio de grandes vãos de vidro. O paisagismo é responsável pela melhoria da qualidade de vida das pessoas, não importando a dimensão que possa ter, pois sua elaboração cria uma atmosfera de grande requinte. FONTE: <http://www.tropicaliapaisagismo.com.br/novo/revista_tropicalia_paisagismo.pdf>. Acesso em: 7 abr. 2020. Já parou para pensar que além de ser belo e funcional em um projeto, os aportes de paisagismo devem ser úteis para os grupos que irão usufruir deles? Podem conter vegetais aromáticos, frutíferos, medicinais, por exemplo. Deixando de fora espécies que possam causar maiores problemas a saúde, como plantas venenosas, mesmo que sejam belas em sua constituição visual, mas podem causar problemas com crianças e animais domésticos, por exemplo. Assim, sugerimos a leitura dos seguintes materiais para melhor descrever estes processos sociais que são importantes na construção de um ambiente paisagístico: • Plantas tóxicas, produzido pela FIOCRUZ: http://www.fiocruz.br/sinitox_ novo/media/plantas_toxicas.pdf. • Plantas medicinais, produzido pelo jardim Botânico de Porto Alegre: https:// saude.rs.gov.br/upload/arquivos/carga20190154/17115411-e-book-plantas- medicinais.pdf. 148 Neste tópico, você aprendeu que: • Os vegetais são seres vivos e precisam ser cuidados de acordo com as suas necessidades básicas, quando usados em projetos de paisagismo. • São necessários cuidados com os vegetais como luz, adubos, água e calor na medida certa. • Existem plantas de diferentes formatos de crescimento e hábitos ecológicos, isso deve ser observado na condução de um bom projeto de Paisagismo. • São necessários estudos sobre a biologia das plantas usadas em ambientes de interior para que sejam bem constituídas as ideias de projetos sustentáveis. • Ao longo dos anos, devem ser feitas reformulações e outros trabalhos de melhoria da qualidade dos jardins. • A manutenção dos jardins internos é algo que deve ser levado em consideração para a construção de projetos paisagísticos. • Conhecer a morfologia e fisiologia das espécies vegetais usadas em projetos de paisagismo é fundamental, para que tal processo seja bem realizado. RESUMO DO TÓPICO 1 149 1 Leia o trecho a seguir e descreva quais seriam os tipos de vegetais que podem ser usados em planos de paisagismo para um jardim italiano em ambientes internos. O jardim italiano se caracteriza pela utilização de plantas frutíferas, flores, estátuas e fontes em um contexto bastante clássico e funcional. Embora seja muito parecido com o jardim francês, o estilo italiano incorporou o calor dos países mediterrâneos, quebrando a formalidade excessiva, com "licença poética". Nesse jardim, formas topadas de buxinhos e viburnos se combinam perfeitamente com estátuas de deuses e árvores frutíferas como laranjeiras e macieiras. As cercas vivas conduzem os caminhos para os pontos principais de contemplação. Não pode faltar o elemento água, na forma de uma fonte, chafariz ou espelho d'água, normalmente o ponto central de contemplação do jardim. As plantas escolhidas devem ser de origem mediterrânea ou temperada, capazes de aguentar o frio e a seca, mas muito floríferas na primavera. Outros elementos também se unem harmoniosamente a este jardim, como vasos cerâmicos, esculturas, treliças, arcos, pontes, bancos etc., sempre traduzindo um clima romântico e clássico. FONTE <http://terral.agr.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=51>. Acesso em 26 jan. 2020. 2 Leia o trecho a seguir e descreva quais são os tipos vegetais que podem ser usados em planos de paisagismo para um jardim francês em ambientes internos. Também conhecido como jardim francês é considerado o mais rígido e formal de todos os estilos, e se traduz em formas geométricas e simetria perfeita. Seus principais representantes embelezam os palácios de Versalhes e Vau-le-Viconte. Criado no século XVII, durante o reinado de Luís XIV, o estilo demonstra o domínio do homem sobre a natureza e valoriza a grandiosidade das construções. Os caminhos nesse jardim, caracterizam-se por serem largos e bem definidos, com cercas vivas e arbustos compactos, verdes e perfeitamente copiados. As pedras são pouco utilizadas e restringem-se a pedriscos ou lajes nos caminhos. As curvas francesas são muito utilizadas, de forma organizada e simétrica, sem jamais perder a formalidade. Os arbustos verdes, ciprestes e pinheiros também tem lugar de destaque neste jardim, com topiaria, seu formato final deve ser simétrico. Devido à intensa necessidade de podas, o jardim francês é considerado de alta manutenção e custo, que pode ser amenizado com plantas de crescimento lento a moderado. Outros elementos também podem fazer parte, como lagos, bancos, colunas, caramanchões, luminárias, esculturas etc., desde que se integrem ao estilo. FONTE: <http://terral.agr.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=51>. Acesso em: 26 jan. 2020. 3 Esboce, de maneira simples, o layout de um ambiente interno do prédio de um jardim. AUTOATIVIDADE 150 151 UNIDADE 3 TÓPICO 2 — PROJETO PAISAGÍSTICO I 1 INTRODUÇÃO Neste tópico, aprenderemos como melhor construir projetos relacionados com a paisagem em ambientes, principalmente internos, valendo-se de informações sociais e mercadológicas para auxiliar tal construção. A partir de agora, construiremos, juntos, os ambientes e, assim, exploraremos melhor as necessidades de projeção, sendo imprescindíveis. Muitos processos de trabalho em paisagismo são postos a não serem produtivos em virtude dos gargalos operacionais que circulam este processo produtivo. Assim, serão elencados itens importantes em relação à temática paisagística, para que sejam pensados e utilizados elementos constituintes de outras disciplinas relacionadas a todo o aparato tecnológico do Design de Interiores, buscando sempre a ligação entre os componentes dessa e deoutras disciplinas desse ramo de conhecimento. Nesse sentido, observe o material descrito a seguir. Projetos paisagísticos, muitas vezes, podem ser montados a partir de perspectivas pouco planejadas, causando assim problemas para todo o processo, nesse sentido sugerimos a leitura do material Paisagismo além da estética: uma concepção ambiental, disponível no link: http://seer.pucgoias.edu.br/files/journals/3/articles/3748/ submission/review/3748-10889-1-RV.pdf. DICAS Para tal construção, correta e sustentável, descreveremos alguns conhecimentos que são fundamentais para o paisagismo em ambientes internos, lembrando, para isso, aportes de desenho, projeção em paisagismo. Tenha em vista que um projeto consome muitos recursos e que estes devem ser pensados e projetados antes da realização deste empreendimento, a fim de melhorar a sua fluidez. Observe a Figura 28 para melhor basear este processo. 152 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS FIGURA 28 – DEMONSTRAÇÃO DE AMBIENTE INTERNO COM PAISAGISMO Quarto 3,30 x 4 m Quarto 2,70 x 5,65 m Quarto 3,50 x 4 m Banheiro 1,60 x 2 m Banheiro 1,60 x 2 m Sala de estar interna 3,30 x 6,50 m Cozinha 2,20 x 6 m Lavanderia 1,75 x 3,25 m Sala de estar/jantar 3,50 x 8,50 m Lavado 1,10 x 1,45 m Garagem 5 x 7,50 m Hall 0,90 x 14,80 m ÁREA: 180 M2 Ano do projeto: 2006 Conclusão da obra: 2007 Projeto de reforma: Helena karpouzas e Luciano de Topin Ribeiro Projeto estrutural: Theophilo Mattos Neto Projetos hidráulico e elétrico: Stefani Nohel Paz e Ricardo Sassen Paz Paisagismo: Helena Schanzer FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/51/0b/d1/510bd1ae5297221379f9910ce558c2ee.jpg>. Acesso em: 8 jul. 2020. Jardim 4,50 x 3,50 m TÓPICO 2 — PROJETO PAISAGÍSTICO I 153 Ao observar a figura anterior, acreditamos que você pode ter concordado com o layout ou pode ter imaginado vários pontos de mudanças no ambiente com o uso do paisagismo, isto é imprescindível para sua formação conceitual e necessário para que sejam construídos ambientes harmônicos, sustentáveis e utilitários. Fique atento às indicações de leitura, procure ver os links assinalados e mergulhe nessa importante junção de conhecimentos. 2 LEMBRETES DE ARQUITETURA, DESENHO E PROJEÇÃO Após essa reconstrução sobre os planos de geometria, é necessário que sejam relembrados os aportes de tipos de linhas. Sendo estes essenciais para a construção do desenho técnico. Veja a imagem a seguir. FIGURA 29 – EXEMPLO DO USO DE LINHAS PARA A CONSTRUÇÃO ARQUITETÔNICA FONTE: <http://www.habitamos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/planeje-uma-casa-de- -campo-em-um-fundo-branco_70347-58.jpg>. Acesso em: 8 jul. 2020. 154 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS Projetos paisagísticos podem, muitas vezes, serem montados a partir de perspectivas pouco planejadas, causando levam em consideração as porções de desenho arquitetônico, lembre sobre o assunto no material Desenho arquitetônico, disponível no link: https://www.vivadecora.com.br/pro/estudante/desenho-arquitetonico/. DICAS Uma vez entendida as proposições de como são realizadas as linhas, perceba, a seguir, a melhor maneira de construir o desenho, sem as imperfeições mais comuns. Agora, veja a seguir uma representação do uso de desenho técnico, simplificado, para ambientes com o uso de elementos paisagísticos. FIGURA 30 – DESENHO TÉCNICO EM AMBIENTES PAISAGISTICOS FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/36/8f/b0/368fb001709e568430acd998e6c38e26.jpg>. Acesso em: 8 jul. 2020. TÓPICO 2 — PROJETO PAISAGÍSTICO I 155 Também é importante a cotagem que permite que informações sobre o desenho sejam inseridas como código no corpo do desenho, sendo vistoriadas de acordo com a legenda deste protótipo. Visualize a seguir um exemplo. Outra forma necessária para a produção de projetos de paisagismo é a proposição do uso da Cotagem. Nessa condição, pode ser vista no exemplo a seguir e ainda observada na nota a seguir. FIGURA 31 – COTAGEM EXEMPLIFICADA FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/bc/59/b9/bc59b957e283b372b12899762d9387c7.jpg>. Acesso em: 8 jul. 2020. Relembrem mais sobre o tema, no material Cotagem, no link: http://www2.fct. unesp.br/docentes/carto/danibarroca/Desenho%20T%E9cnico/Apostila_DesenhoTecnico_ ArqUrb_2019_Parte3.pdf. DICAS 156 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS Para a constução do desenho arquitetônico para paisagismo, são priorizadas caracteristicas de clareza e boa significação dos objetos e processos. Porém, é necessário observar muitos processos que são inerentes à sobrevivência e manutenção dos vegetais, conforme descrito por Cotrim (2000). Observe a seguir uma demonstração de um belo projeto para ambiente interno, mas como uma forma pedagógica de preparo, descrevemos que este poderia ser mais coeso na utilização de elementos de paisagismo, a fim de valorizar o ambiente. Reflita sobre a figura. FOGURA 32 – AMBIENTE INTERNO PROJETADO, COM POUCO USO DE PAISAGISMO FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/a2/6f/52/a26f52cfca8012384196f6d3f646f42c.jpg>. Acesso em: 8 jul. 2020. Agora observe a indicação de onde poderiam ser visualizadas mais áreas neste projeto com o uso de vegetais, ainda indicados conforme informações anexas descritas após a figura. TÓPICO 2 — PROJETO PAISAGÍSTICO I 157 FIGURA 33 – AMBIENTE INTERNO PROJETADO, COM POUCO USO DE PAISAGISMO, COM INDICAÇÕES PAISAGÍSTICAS FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/a2/6f/52/a26f52cfca8012384196f6d3f646f42c.jpg>. Acesso em: 8 jul. 2020. Veja, a seguir, mais informações sobre essas projeções. FIGURA 34 - 3 ELEMENTOS BÁSICOS DE PROJETOS PAISAGÍSTICOS FONTE: <https://static.ndonline.com.br/2018/11/cropped/c7d678a7558e3d4be26107b5a8a92b- 375dd70387.jpeg>. Acesso em: 8 jul. 2020. 3 ELEMENTOS BÁSICOS DE PROJETOS PAISAGÍSTICOS Para iniciarmos este subtópico, observe a seguir as figuras e reflita sobre o projeto de paisagismo com o uso de ambiente externo, sobre a importância da união e comunicação das áreas entre si. 158 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS Perceba que, em áreas externas com locais construídos, é necessário que o diálogo entre a estrutura física e os vegetais seja bastante coerente, pois, assim, poderão ser promovidas ligações afetivas para os usuários deste ambiente, visando a sua real utilização. Devendo ser pensado nos seguintes parâmetros, segundo o CDHU (2014): • Considerações gerais: é indispensável o entendimento da finalidade para qual essa área será montada, como será utilizada e manejada. Para qual projeto arquitetônico é necessário que o projetista entenda bem a sociologia que está por trás da necessidade da produção de um projeto. Assim, observe, a seguir, os exemplos que podem melhor descrever projetos que foram encarados a fio a sua necessidade social relacionada. • Elementos paisagísticos: é necessário então um conhecimento prévio de cada elemento natural ou não natural (feito pelo homem) que compõe o lugar geográfico a ser construído o projeto de paisagismo. Na qual são elencados os seguintes pontos a serem avaliados: ◦ Vegetação: para tal devem ser vistoriados os resquícios das vegetações naturais da área, bem como uma análise na literatura que disserta sobre tal área. Levando em consideração que tais plantas podem ser aproveitadas, sugerimos que sejam no projeto. Por exemplo, se uma frondosa árvore esteja presente na localidade a ser construída, por que não utilizar e otimizar o espaço ao redor desta, a fim de permitir a sua conservação e utilização? Também algo muito importante é o esclarecimento sobre as espécies vegetais que serão introduzidas nos ambientes explorados por projetos paisagísticos. Não se devem usar plantas que requeiram de muitos cuidados, a não ser que uma boa equipe de jardinagem e manutenção seja prontamente colocada para cuidar do jardim após a sua concepção. Deve-se pensar em detalhes como as plantas de um modo geral serão ou irão se comportar com o passar dos anos e dinamizar os espaços a fim de melhor observarestes processos, visando sempre a melhoria da continuidade do processo de construção do jardim. Veja, a seguir, mais informações. Saiba mais sobre os projetos de Paisagismo aplicado a ambientes internos em relação aos vegetais que podem ser utilizados no Manual de Jardinagem, no link: http:// editora.globo.com/premios/assets/casaejardim_manualdejardinagem_set_7402.pdf. DICAS TÓPICO 2 — PROJETO PAISAGÍSTICO I 159 A seguir, observe exemplos em que tais ideias foram bem articuladas e pode ser dada uma continuidade correta ao ambiente construído em um plano de jardinagem interno. Pense que tais imagens descrevem ambientes internos com suas necessidades e particularidade. • Terra e água: esses dois quesitos são importantes, são as matrizes de qualquer empreendimento. Pense que você terá que construir em um ambiente geográfico seu projeto, e que terá como ancoragem o solo (terra) e será constantemente irrigado para satisfazer as necessidades hídricas das plantas. Questionamentos diversos são lançados a partir dessa construção, sendo estes: ◦ Qualidade do solo e água. ◦ Tecnologias para um manejo adequado do solo e água em ambientes paisagísticos. ◦ Reuso e tratamento de efluentes. ◦ Utilização de água potável para a os usuários. 4 CONSTRUÇÕES Para este subtópico, é importante elencar que, em projetos de paisagismo, salvo estruturas de abrigo de maior ou menor tamanho, as construções e implantes referentes a pisos, passarelas, iluminação entre outros devem ser bastante explorados no sentido de que estes são importantes para a construção do bem-estar coletivo dos usuários, do projeto arquitetônico paisagístico. Vale salientar que devem estar ligados ao processo de mobilidade do público em geral, permitindo o acesso de diferentes públicos. A seguir, são demonstradas imagens referentes a projetos de construção em ambientes com paisagismo. Faça a leitura dos itens assinalados no UNI a seguir, para melhor esclarecer elementos deste subtópico. Saiba mais sobre paisagismo urbano nos seguintes materiais: 1) Parques Urbanos, Políticas Públicas e Sustentabilidade: http://www.scielo.br/pdf/ mercator/v13n2/1676-8329-mercator-13-02-0079.pdf. 2) Centro Educativo Burle Marx – Inhotim: https://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/ inhotim-executivo.pdf. DICAS 160 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS 4.1 ELEMENTOS ASSESSÓRIOS A PROJETOS DE PAISAGISMO INTERNO Para tal são elencados, segundo Campos e Miranda (2000), Cotrim (2002) e Koshiba (2004), os seguintes elementos assessórios a um projeto de paisagismo são: • Elementos técnicos gerais: nesse quesito, serão tomadas as informações gerais e necessárias para a implantação de projetos de paisagismo. Fique atento às informações e indicações de leitura, este é o fechamento do seu curso de Paisagismo, onde poderás alinhar todas as ideias e conhecimentos descritos. • Elementos técnicos básicos: para a produção de um projeto, deve-se entender fatores, na forma de estudos preliminares, como o endereço e a localização, topografia, biodiversidade, tipo de solo e água. Também devem ser pensados padrões mais gerais sobre o projeto, bem como sua funcionabilidade no geral. • Contratos e serviços: nesse quesito, devem ser explorados relatórios e laudos. Os relatórios são a base do processo e devem conter informações sobre o ambiente de modo minucioso, e os laudos devem ser pensados em prol do entendimento da biodiversidade local. Para esta fase de entendimento sobre a localidade, sugerimos a leitura dos seguintes materiais: 1) Manual do EIA RIMA: http://www.iap.pr.gov.br/arquivos/File/EIA_ RIMA/CAVERNOSO%20II/EIA_RIMA_Atualizado_Vol_I_FINAL.pdf. 2) As atualizações na legislação por meio do sítio do CONAMA: http://www2.mma.gov.br/port/conama/. DICAS • Projeto de paisagismo: nesse momento, deve ser referenciado todos os processos inerentes a planificação inicial do projeto, sendo levado em consideração à necessidade dos cálculos e outros planos referentes ao plano de massa, a um projeto básico, também um material descritivo sobre o paisagismo, bem como os cuidados com esses ambientes e seres vivos que serão montados. Faça a leitura dos itens indicados a seguir para melhor esclarecer elementos deste subtópico. TÓPICO 2 — PROJETO PAISAGÍSTICO I 161 Para esta fase de projetos, sugerimos a leitura do material Memorial descritivo, no link: http://www.varzeagrande.mt.gov.br/storage/Arquivos/dfb7f72074abb0e8f1a7772de66b22cb.pdf. DICAS • Projeto de manutenção em áreas de paisagismo: nesse momento, devem ser listados todos os cuidados para a implantação e manejo do funcionamento do ambiente jardinado. Muitos ambientes, fazemos o friso, são projetados sem esta porção de tarefas e sucumbem, isso não é interessante para a carreira de um bom paisagista. Logo, devem ser relacionadas ações com o manejo das plantas (plantio, rega, poda, adubação entre outros), também produção de substitutos ou compra em comércio. Outrossim deve ser pensado que as árvores devem receber números e serem catalogadas, canteiros com espécies de tamanho pequenos, também devem ser catalogados, ambos devem ser inventariados a fim de que se conheça a natureza, necessidades e práticas de manejo dessas plantas. É necessário que haja cronogramas de trabalho, em virtude da manutenção de corpos vivos ou não vivos, presentes no ambiente projetado. Observe o UNI a seguir para melhor entendimento neste processo. Para esta fase de projetos, sugerimos a leitura do material Memorial descritivo de paisagismo: Hospital Metropolitano de Belo Horizonte, no link: http://www.pbh.gov. br/smsa/hospitalmetropolitano/licitacao/pranchasememoriais/FASE%202/PAISAGISMO/ Memorial%20de%20Paisagismo%20-%20julho%202010.pdf. DICAS Observe o escrito a seguir: 162 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS Com a expansão das áreas urbanas e o aumento da competição por espaço, as áreas verdes alocadas nos grandes centros urbanos têm ganhado importância social, econômica e ambiental. Ambiental por ser a área verde que propicia melhoria no ar e na água, possibilita a infiltração de água das chuvas, além de promover a diminuição de temperatura nas chamadas ilhas de calor. O valor econômico é relativamente recente, e ocorreram com a implantação dos créditos de carbono, e ao aumento de empreendimentos imobiliários. O social, por sua vez, é atrelado aos benefícios urbanos, em principal aqueles de uso comum e funcionais, como a educação, a qualidade de vida, redução de doenças, entre outros. Contudo, a limitação do espaço para áreas verdes tem requerido mais do que a função de ornamental e de benefícios ambientais. São necessários para as cidades, projetos que cumpram diversos aspectos, como a integração de plantas de interesses ecológicos, que sirvam de abrigo a fauna silvestre e à sua reprodução, e também, aquelas de interesse alimentício integradas ao projeto de paisagismo, sejam eles públicos ou particulares. A utilização de espécies com funções específicas para o homem e para o ambiente em que ele vive, deve ser primordial nos projetos da arquitetura moderna, em principal nos espaços dedicados ao paisagismo. FONTE: <http://www.revistacta.ufscar.br/index.php/revistacta/article/view/4>. Acesso em: 2 jun. 2020. A funcionabilidade de um projeto em paisagismo passa por criteriosos pontos, descritos nessa unidade, que favorecem a condição humana e refletem a sensibilidade do projetista. Ser um projetista que sabe usar as técnicas do paisagismo a favor da construção dos seus projetos não é fácil e tampouco comum. Inúmeros são os exemplos de problemas que ambientes mal projetados, com o uso de técnicas de paisagismo, podem demonstrar. Assim sendo, disponibilizamos o seguinte documento que poderá ser útil para esta construção conceitual sobre o paisagismo. Sugerimos, portanto, a leitura do material que evidencia informações importantes e necessárias, já descritas neste tópico, sobre uma construção coesa do ambiente paisagístico:https://www.researchgate.net/ publication/301633840_Paisagens_e_Paisagismo_Do_apreciar_ao_fazer_e_usufruir/ link/571eec2308aead26e71a9157/download. DICAS 163 RESUMO DO TÓPICO 2 Neste tópico, você aprendeu que: • Áreas projetadas para o recebimento de ideias de Paisagismo são de muita importância para o bem-estar de populações que serão usuárias deste ambiente. • Projetos com paisagismo devem conter ideias que melhorem a projeção de ambientes em virtude de processos sociais. • Jardins com a presença de vegetais e outros componentes são lugares de contemplação social. • Projetos de paisagismo devem englobar diversas diretrizes que facilitem acesso e a utilização de um público misto a tais ambientes. • Devem ser respeitadas as condições impostas pela legislação vigente para que sejam montados em consonância com as necessidades governamentais. • Também devem ser visualizadas questões sobre os processos de compras, manutenção e produção dos itens a serem usados nestes projetos. • O planejamento é a principal ferramenta de ação para a boa produção de um projeto arquitetônico em ambientes interiores com o uso de itens de paisagismo. 164 1 Observe a figura a seguir e assinale nos lugares sugeridos a possibilidade da utilização de elementos de paisagismo no projeto. AUTOATIVIDADE DEMONSTRAÇÃO DE UMA PLANTA DE UM AMBIENTE INTERNO COM O USO DE AÇÕES DE PAISAGISMO Quarto 3,30 x 4 m Quarto 2,70 x 5,65 m Quarto 3,50 x 4 m Banheiro 1,60 x 2 m Banheiro 1,60 x 2 m Sala de estar interna 3,30 x 6,50 m Cozinha 2,20 x 6 m Lavanderia 1,75 x 3,25 m Sala de estar/jantar 3,50 x 8,50 m Lavado 1,10 x 1,45 m Garagem 5 x 7,50 m Hall 0,90 x 14,80 m ÁREA: 180 M2 Ano do projeto: 2006 Conclusão da obra: 2007 Projeto de reforma: Helena karpouzas e Luciano de Topin Ribeiro Projeto estrutural: Theophilo Mattos Neto Projetos hidráulico e elétrico: Stefani Nohel Paz e Ricardo Sassen Paz Paisagismo: Helena Schanzer Jardim 4,50 x 3,50 m FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/56154326583848969/>. Acesso em: 13 jul. 2020. 2 Leia o texto a seguir, depois, faça o que se pede. A origem das mudanças no urbanismo, em direção a uma temática ambiental explícita, remonta às preocupações sanitaristas que caracterizaram o urbanismo até o final do século XIX. A organização do espaço das cidades industriais, ao contribuir para controlar as ameaças ambientais nos bairros populares, protegia também as classes dominantes. A partir daí, o processo de evolução do urbanismo passou a englobar também conceitos e práticas voltadas para o atendimento de expectativas de grupos sociais emergentes. Entre as novas demandas, estava a inclusão da temática da qualidade de vida e do lazer nos planos urbanísticos. 165 Ainda nas primeiras décadas do século XX, o urbanismo moderno manteve a preocupação higienista, sob uma perspectiva que tangenciava a ideia de um maior contato com a natureza. Choay (1979, p. 20) identifica, como principais modelos, o progressista, o culturalista e o naturalista. Embora com visões de mundo diferenciadas e com soluções diversificadas, essas propostas incorporavam a relação entre o ambiente natural e o ambiente construído. Na realidade, o contexto modernista agregava a ideia de um sistema de parques e áreas verdes como complemento do tecido urbano. Em certa medida, pode-se considerar que os desdobramentos dessas propostas foram influenciados pelo bucolismo das cidades-jardim, ao mesmo tempo em que buscavam a eficiência do conceito de cidade-máquina. Na metade do século XX, surgiram debates sobre uma relação sociedade/ natureza que respeitaria o meio ambiente. Mas é somente a partir da década de setenta que estudiosos, principalmente nos Estados Unidos, começaram a testar modelagens de espaços urbanos para esse fim. Esses modelos serviram de base para novas tendências de planejamento urbano e regional e, posteriormente, para o desenho urbano e para o paisagismo. Nas últimas décadas, definições de desenvolvimento sustentável, embora tenham sido objeto de inúmeros debates, contribuíram para o avanço da abordagem ambiental no urbanismo. Sachs (1993, p. 30) define desenvolvimento sustentável como "a atitude de promover um desenvolvimento socioeconômico equitativo, através de estratégias ambientalmente adequadas e suportáveis no âmbito ecológico". Sachs adota a premissa de que a promoção de um meio de vida sustentável deve tornar-se parte da linha mestra de desenvolvimento; considera que este não pode ter sucesso sem a participação dos grupos e das comunidades locais. Os debates atuais sobre a temática ambiental urbana têm procurado construir um consenso em torno do termo "cidades sustentáveis". Para alguns, como Heloísa Costa, a concepção envolve contradições de fundo, embora aponte caminhos para uma reflexão (COSTA, 2000). Para outros, a proposta seria compatível com os ideais de um desenvolvimento humano que respeite os limites da natureza. Embora não haja uma definição exata, em países periféricos, o tema da sustentabilidade urbana implica considerar prioritário o tema da pobreza. Buscar-se-ia um desenvolvimento mais equitativo, com vistas a equilibrar a dimensão econômica, as demandas sociais e as ambientais. Segundo Otto Ribas, a associação da noção de sustentabilidade ao debate sobre desenvolvimento das cidades tem origem nas rearticulações políticas, pelas quais um certo número de atores envolvidos na produção do espaço urbano procura dar legitimidade a suas perspectivas, evidenciando a compatibilidade destas com os propósitos de dar durabilidade ao desenvolvimento (RIBAS, 2003, p. 23). Tais intenções, para Ribas, tentam coadunar-se com os princípios da Agenda 21, que parece conter a versão predominante do conceito de cidades sustentáveis. A discussão é mais específica em seus desdobramentos, como a Agenda Habitat, particularmente nos temas que se referem à promoção do desenvolvimento sustentável dos assentamentos humanos. Os temas da sustentabilidade em meios urbanos ficaram conhecidos como Agenda Marrom. A proposta ressalta a relação direta entre a infraestrutura de uma cidade, a saúde de sua população, e o contexto regional no qual ela se insere. 166 O desenvolvimento da vertente ambiental e das visões de mundo que a acompanham modificou as formas pelas quais o urbanismo e o planejamento urbano e regional tratavam o tema. De um dentre vários quadros referenciais, a temática ambiental passou a ocupar lugar central na construção de modelos de cidade ideal, como se revela claramente no caso das propostas de cidades sustentáveis. Esse mesmo desenvolvimento tem se refletido no paisagismo, cuja tradição metodológica tem acompanhado a evolução histórica das práticas de gestão urbana. FONTE: <https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-69922003000100007&script=sci_art- text>. Acesso em: 2 jun. 2020. Observe o caso a seguir: É chegada uma demanda em um escritório de Design de Interiores para que seja projetado um ambiente, tipo jardim de inverno, na residência de uma idosa que gosta muito de plantas, que tem mobilidade diminuída e pouco sai de casa. Diante disso, são solicitadas ideias preliminares, dos componentes que podem ser usados nesse ambiente para que seja melhor aproveitado pela usuária descrita na informação. Sendo assim analise o texto da questão e descreva informações que possam ser úteis para a construção deste projeto. 3 Leia o trecho a seguir e faça o que se pede. O profissional dessa área poderá compor equipes de elaboração de projetos, técnicas e métodos de projeto de ambientes interiores e paisagismo, visando à concepção e à execução de ambientes confortáveis, humanos, lúdicos e funcionais, que atendam às necessidades humanas de conforto físico e psicológico. FONTE: <https://www.guiadacarreira.com.br/cursos/paisagismo>. Acesso em: 7 abr. 2020. Levando em consideração a perspectiva da funcionabilidade de ambientes paisagísticos, quais elementos poderiam ser inseridos em um projeto que visassea construção de um ambiente com a presenças de crianças na primeira infância? Para tal construção, é sugerida a leitura do material Jardins educativos e terapêuticos, no link: http://pluris2010.civil.uminho.pt/Actas/PDF/Paper56.pdf. 167 UNIDADE 3 TÓPICO 3 — PROJETO PAISAGÍSTICO II 1 INTRODUÇÃO Neste tópico, aprenderemos como melhor construir projetos, em termos práticos, relacionados com a paisagem em ambientes, principalmente internos, valendo-se de informações sociais e mercadológicas para auxiliar tal construção. Embarque conosco nesse conhecimento, esteja atento a tudo o que este material ofereceu até então, caso precises retorne as unidades anteriores. Bons estudos. 2 CONCEITOS Nesta exposição, serão abordados processos de trabalho em paisagismo com a utilização de memorial descritivo, entrevistas, materiais e condução de projetos, de maneira simples e prática. Nesse sentido, observe o material descrito a seguir. A exemplificação pode ser uma importante metodologia para facilitar o aprendizado em Paisagismo, sendo assim, sugerimos, para iniciar este tópico, a leitura do material: A utilização do paisagismo como ferramenta na preservação e melhoria ambiental em área urbana, no link: http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/ gestao_ambiental/article/view/1206. DICAS A seguir, serão descritos os passos que devem ser realizados para a produção de um projeto paisagístico. Atente a leitura do texto e visualização de informações anexas, inseridas no texto, são de suma importância para a sua construção no processo de ensino e de aprendizagem. 168 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS • Planejamento Paisagístico De acordo com os escritos de Limberger e Santos (2000), Macedo e Sakata (2003) e Demattiê (2006) que o planejamento paisagístico refere-se ao processo e conjunto de ideias que pode ser em termos sociais e ambientais, visando a utilização da concepção de profissionais capacitados na construção de um projeto físico de cunho paisagístico. Assim, segundo Macedo e Sakata (2003), é necessário que seja feito um estudo preliminar, social e popular, da utilidade e utilização do ambiente a ser projetado, visando atender as necessidade e particularidades de cada um dos indivíduos que se utilizarão do ambiente. Nessa pesquisa podem ser tomadas informações como: ◦ Reativo ao público, podem ser vistas o número de pessoas usuárias, a idade destas, a presença de pessoas com necessidades de locomoção. ◦ Atividades que serão realizadas no ambiente: passeio, lazer, alimentação, entre outras. ◦ Aportes sobre segurança e privacidade da área. ◦ Presença de animais. ◦ Nível de manutenção e serviços que poderão ser utilizados. ◦ Elementos de trabalho. ◦ Elementos indesejáveis ao processo paisagístico, na visão dos usuários. Outro ponto importante descrito por Gatto, Paiva e Gonçalves (2002) são os levantamentos planimétricos, esses devem ocorrer no início do projeto, em que serão vistas as medidas do ambiente, a presença de elementos físicos (como plantas, paredes, pedras, por exemplo), a altitude, a necessidade de curvatura do terreno ou piso em virtude da topografia do ambiente. Sendo levados em consideração os seguintes pontos: ◦ Observação da passagem solar durante o ano no ambiente. ◦ Mapa de sombras, para auxiliar a colocação e escolha correta de espécimes vegetais. ◦ Necessidades de esconder ou realçar partes do projeto. ◦ Estilo do projeto e seu impacto social. ◦ Demandas de construção. ◦ Mobiliário e suas adaptações. Sobre a Planimétrica e Topografia, observe o material visualizado no material Bases cartográficas, no link: https://mapas.ibge.gov.br/bases-e-referenciais/ bases-cartograficas/cartas. DICAS TÓPICO 3 — PROJETO PAISAGÍSTICO II 169 Outrossim, a análise do solo, água e clima, descrita por Macedo e Sakata (2003), visando a caracterização desse processo, é importante para a construção de táticas de manejo que podem ser úteis na projeção sustentável de ambientes paisagísticos. Sobre análise de solo, observe o material Uso e manejo do solo e seus impactos sobre a qualidade física, no link: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415- 43662013001200008&script=sci_arttext. DICAS • Anteprojeto Neste tópico, aprenderemos sobre como devem ser montados os anteprojetos, esse fator é substancial para a montagem de projetos. Atente a este tópico, bem como a suas vivencias dentro deste curso. Atente as informações descritas e informações indicadas. Bom estudo! Assim, para melhor entendermos sobre os anteprojetos, com suas nuances, atente ao que descrevem Gatto, Paiva e Gonçalves, assim temos as seguintes informações elencadas: ◦ Disposição espacial: para tal são averiguados os elementos necessários, visando a utilização do ambiente a ser construído para fins de lazer, trabalho ou ambientação. ◦ Elementos naturais: devem ser tomados a vista elementos como paredes, pedras, troncos, encanações e afins. A seguir, como forma de melhor basear a suas ideias de construção de projetos, visualize a seguir um anteprojeto de paisagismo. Atente para os detalhes de construção, mobiliário e de disposição de vegetais e passeios. 170 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS FIGURA 34 – ANTEPROJETO DE PAISAGISMO FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/a7/00/2e/a7002e006081e271e3f87ed2d38b8b60--urban- -design-plan-urban-design-diagram.jpg>. Acesso em: 7 abr. 2019. TÓPICO 3 — PROJETO PAISAGÍSTICO II 171 Observe agora um esquema de anteprojeto de áreas interna e perceba que esta minúcia pode ser bastante útil para a projeção do projeto definitivo, exemplificado e explicado no tópico seguinte. FIGURA 35 – ESBOÇO DE ANTEPROJETO. FONTE: <https://www.designinteriores.com.br/design-de-interiores/estudos-preliminares-2/>. Acesso em: 7 abr. 2019 • Projeto definitivo Levando em consideração todos os elementos descritos nesta disciplina até o momento, podemos, juntos, pensar em um projeto definitivo. Nesse caso, seria substancial a construção de ideias sobre os tópicos elencados em todo o curso, retorne ao material nas porções anteriores a este tópico quantas vezes for necessária, para que o conhecimento seja consolidado e sua construção profissional seja sólida. Assim sendo, após esta releitura dos conhecimentos descritos neste material, pode ser referenciado que a realização de um projeto de paisagismo, segundo descrevem Limberger e Santos (2000), Macedo e Sakata (2003) e Demattiê (2006), prioriza os seguintes pontos: ◦ Planta executiva: nessa seção ilustradas por meio de pranchas com as descrições de planos de entrada e saída, planos de iluminação, elétrica e hidráulica. Além da execução de planos de construção. Veja a seguir um exemplo desta planta. 172 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS FIGURA 36 – PLANTA EXECUTIVA DE UM LOFT FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/4c/62/da/4c62dafd274da8949a4cb7ff8fbf445e.jpg>. Acesso em: 7 abr. 2019. Essa parte do projeto também pode ser mais detalhada, descrevendo a localização dos objetos no projeto e sua disposição espacial, conforme descrito na imagem a seguir. TÓPICO 3 — PROJETO PAISAGÍSTICO II 173 FIGURA 37 – ESBOÇO DE ANTEPROJETO, EM LAYOUT 3D E COM A PERSPECTIVA DE UM AMBIENTE EM SEPARADO FONTE: <https://mir-s3-cdn-cf.behance.net/project_modules/max_1200/06bb3854287085. 5954fe6f6782d.jpg>. Acesso em: 7 abr. 2019. • Projeto botânico: são descritos os caracteres que devem ser buscados para as plantas a serem usadas nesse processo. Assim, pode-se dinamizar com o fornecedor a logística do processo. A seguir, observe exemplificação de um projeto botânico que pode ser usado como base para a construção de um projeto de paisagismo. FIGURA 38 – PROJETO BOTÂNICO, UMA EXEMPLIFICAÇÃO FONTE: <https://roseantonelli.wordpress.com/paisagismo/paisagismo-e-consultoria-para-em- presas-e-orgaos-publicos/>. Acesso em: 7 abr. 2019. Faz-se necessária esta elucidação, com a utilização de espécie vegetais de pequeno e grande porte pois existem projetosde design interno que podem comportar em salões, halls ou jardins internos. Nesses ambientes árvores podem ser usadas e colocadas em vasos ou jardineiras no piso. Levando sempre em consideração que as plantas crescem e podem não ser muito correntes com o passar dos tempos, em relação ao seu hábito de crescimento e a manutenção do ambiente construído e paisagístico. 174 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS • Memorial descritivo: este ponto é importante para a produção de um ambiente projetada, nele estarão contidas todas as informações gerais sobre a produção, concepção e manutenção dos ambientes e, portanto, sendo necessários para a produção de jardins projetados. Características do projeto, dos projetistas, documentação, informações ambientais, materiais e métodos produtivos devem ser descritos nesse documento. Inclusive, deve-se tratar minunciosamente sobre a perspectiva dos vegetais no ambiente projetado como: aquisição, cuidados e reposição. Além de um orçamento e cronograma detalhados para o plano base do projeto. Honorários e outros gastos podem também vir descritos neste documento. Observe, a seguir, uma forma interessante da descrição dos componentes paisagísticos de um projeto que leva em consideração ambientes internos. FIGURA 39 – MEMORIAL DESCRITIVO VISUAL PARA UM PROJETO COM A PRESENÇA DE ITENS DE JARDINAGEM k.nᵒ 42 11. Phoenix 5. Lavanda 11. Phoenix k.nᵒ 36 2. Buxinho 10. Azaléia21. Mini-agapantus H.nᵒ 1, 2 e 3 9. Orégano variegado L.nᵒ 34 (tabaco) 22. Agave- dragão FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/da/fa/28/dafa28a93b65c589b1cd9f5af27420d3.jpg>. Acesso em: 7 abr. 2019. Observe, portanto, as informações inseridas na nota a seguir, como forma de melhorar a sua concepção sobre memoriais descritivos para ambientes paisagísticos. M.nᵒ 80 e 24 TÓPICO 3 — PROJETO PAISAGÍSTICO II 175 Detalhes que podem ser úteis para melhor conduzir o ambiente e o projeto, assim como exemplo, acesse o material Memorial descritivo, no link: https://www. vivadecora.com.br/pro/estudante/o-que-e-memorial-descritivo. DICAS • Técnicas de implantação e manutenção de um jardim em ambientes internos: em primeiro plano, deve ser preparada a área do jardim, muito provavelmente será uma porção dentro da área construída ou ao redor dela, então, temos a restrição de espaço e assim devem ser pensadas como será melhor implantada a vegetação neste ambiente. Assim, podem ser colocados vasos ou jardineiras, para tal empreitada. Os vasos por obrigação devem ter furos em seus corpos possibilitando a drenagem do excesso da umidade. Há, também, possibilidade de serem vasos com dois fundos, um que está em contato com a planta e o outro, de maior tamanho, que abarca esse primeiro conjunto. Também devem ser pensados os locais de fontes de água e escoamento, sendo estes imprescindíveis no processo de jardinagem em ambientes internos. Observe, a seguir, uma exemplificação desta promoção de proposições básicas para esse jardim. FIGURA 40 – EXEMPLIFICAÇÃO DE AMBIENTE CONSTRUÍDO E DECORADO COM A PRESENÇA DE ELEMENTOS PAISAGÍSTICOS, BEM COMO SUA COMPOSIÇÃO PARA A FACILITAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE TÉCNICAS DE MANEJO E DE MANUTENÇÃO FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/82/4f/e6/824fe695f512607200dc54a902d8fa21.jpg>. Acesso em: 7 abr. 2019. 176 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS Em segundo plano, deve-se ter material para que sejam feitas as manutenções do ambiente. Estimasse que para cada grupo de cinco vasos da mesma natureza e formato, deva haver pelo menos um vaso de reserva, podem ser também empregadas a reserva e cultivo paralelo de plantas em vasos para a reposição da ambiência. Materiais como: tesouras, mangueiras, pedrarias e afins também devem estar à disposição da utilização no ambiente. Instalações elétricas e de gases podem ser úteis em ambientes para promover conforto ao ambiente, seja ele com a utilização de ambientadores ou equipamentos domésticos, por exemplo. Conforme descrito na imagem a seguir, observe uma exemplificação de um dispositivo de armazenamento de materiais que podem ser úteis para o manejo do jardim. FIGURA 41 – DEMONSTRAÇÃO DE MOBILIÁRIO UTILIZADO COMO APOIO PARA ARMAZENAR INSUMOS PARA A UTILIZAÇÃO EM TÉCNICAS DE JARDINAGEM FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/8f/24/bc/8f24bcdd29770cea264b16624c970e16.jpg>. Acesso em: 7 abr. 2019. Com esses dois pontos arrumados, é preciso partir para o terceiro passo que será o plantio e cuidados com os vegetais do projeto. São necessários cuidados coerentes com respeito às necessidades das plantas e dos aviamentos que são usados neste ambiente. Para tal, são necessários cuidados mais avançados, contidos em manuais de jardinagem. Na imagem a seguir pode ser vista uma exemplificação de um esquema de jardinagem para tratos e cuidados de um jardim. TÓPICO 3 — PROJETO PAISAGÍSTICO II 177 FIGURA 42 – DEMONSTRAÇÃO DE TRATO CULTURAL EM PROL DA MANUTENÇÃO DE JARDIM FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/a7/7c/66/a77c669ce767c9c68fbcd5a76a9dee09.jpg>. Acesso em: 7 abr. 2019. Muitos são os detalhes que devem ser pensados sobre o plano de jardinagem, em relação às diferentes espécies, assim, veja no UNI a seguir a possibilidade de jardinagem. Acadêmico, as técnicas de jardinagem podem ser melhor visualizadas no Manual de Jardinagem, no link: http://editora.globo.com/premios/assets/casaejardim_ manualdejardinagem_set_7402.pdf. DICAS • Elementos de um projeto arquitetônico com paisagismo em ambientes internos: nessa empreitada, estão relacionados dois grandes grupos, os elementos vivos e os não vivos, iniciaremos os comentários pelos elementos vivos. Para tal elemento, tem-se os seres vivos, os vegetais, estes podem estar dispostos de maneira unitária ou isolada em portes dos ambientes internos construídos ou em maciços, que são os ajuntamentos. Podem ser úteis para divisão de ambientes, promover sensações ou ser parte de composições harmoniosas. A seguir, serão demonstradas diversas maneiras de utilização de vegetais na composição de ambientes paisagísticos, na nota a seguir: 178 UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS Observe as disposições e layouts de vegetais em ambientes internos no material Projetos paisagísticos e decoração paisagística, no link: https://www.causp.gov. br/wp-content/uploads/2017/04/Projetos-de-paisagismo-e-de-decora%C3%A7%C3%A3o- paisagistica-V3.pdf. DICAS Outrossim, os elementos não vivos são importantes nesse processo e viabilizam a estrutura e mobiliário necessários para a construção de um projeto interno. Muito importante ser descrito que tais elementos, devem ter a praticidade e durabilidade necessárias para que sejam realmente úteis no processo de construção do ambiente paisagístico. 179 LEITURA COMPLEMENTAR COMO MONTAR UM SERVIÇO DE PAISAGISMO O paisagismo surgiu a partir da necessidade de o homem modificar o ambiente onde vive, adaptando a natureza que o cerca, de forma a tornar sua convivência mais atraente, mais agradável e conveniente. O paisagismo além de sua função ecológica se reveste de função social inegável, promovendo o convívio comunitário em parques e praças públicas e levando a natureza até para dentro de “ambientes fechados”. O serviço de paisagismo é um negócio que está relacionado à revitalização e harmonia do espaço e do ambiente de convivência dos seres humanos. Esse negócio destina-se a elaborar projetos de paisagismo para casas, apartamentos, fazendas, chácaras, jardins, empresas e prédios comerciais. O processo de trabalho desenvolvido por um paisagista consiste na elaboração de um projeto, acompanhamento e vai até os retoques e avaliação do resultado final. Ainda é importante lembrar que paisagismo é diferente de jardinagem. Enquanto o paisagismo elabora projetos de áreas verdes, compreendendo todos os aspectos que interferem na paisagem externa às edificações, aos espaços abertos (não construídos) e as áreas livres (com função de recreação, amenização, circulaçãoe preservação ambiental) integrando o homem à natureza, a jardinagem atua na implantação de espécies vegetais, assim como objetos decorativos de um jardim. O paisagismo tem ganhado maior visibilidade nos últimos anos, principalmente, em função da tendência de concepção de espaços ecologicamente corretos. Com a disseminação cada vez maior de uma preocupação com a preservação do meio ambiente, tais profissionais além de serem responsáveis pela busca de soluções harmônicas e práticas, também possuem a tarefa de conciliar organização ambiental com sustentabilidade. FONTE: <https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/como-montar-um-servico-de-pai sagismo,f4b87a51b9105410VgnVCM1000003b74010aRCRD>. Acesso em: 7 abr. 2020. 180 RESUMO DO TÓPICO 3 Neste tópico, você aprendeu que: • Os vegetais apresentam muitas particularidades e necessidades em virtude de seres vivos. • Os projetos arquitetônicos com o uso de vegetais devem ter o mínimo de condições para a manutenção e vegetação destes, como luz, temperatura e umidade adequadas. • Devem ser escolhidas espécies vegetais com adequação ao projeto, termos de construção e manejo. • Também podem ser vistas ações de manutenção e de substituição de vegetais em ambientes internos. • Um bom projetista deve entender as necessidades sociais e colocar no projeto dispositivos que facilitem a ação de jardinagem projetos de paisagismo internos devem ter uma qualidade conceitual e muito elaborada a fim de resolver contratempos e poder ser continuado ao longo do tempo. Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo. CHAMADA 181 1 Leia o texto a seguir: “O cultivo de uma horta em casa pode ajudar ainda no convívio familiar. A atividade pode, por exemplo, envolver as crianças, que, em forma de brincadeira, acabam sendo estimuladas a provar sabores novos e a terem noções de responsabilidade”, diz. Para começar não é preciso um grande jardim. Uma varanda com floreiras ou jardim vertical, hortas em pequenos espaços, ou mesmo pequenos vasinhos, são o suficiente para trocar energia com as plantas. “Cuidar de um ser vivo é saudável para o ser humano”, complementa Neto. Plantas e flores embelezam e dão vida a qualquer ambiente. Existe uma crença japonesa que garante que os arranjos florais têm o poder da transformação, harmonizando a energia dos espaços. A ikebana, arte oriental de montar arranjos, tem justamente a missão de elevar os sentimentos de quem transita pelo local em que a natureza divide espaço. O arranjo floral japonês cria uma harmonia de construção linear, ritmo e cor. Por isso, dizem os praticantes desta arte, a ikebana estimula a sensibilidade e a criatividade. “A beleza eleva os valores”, diz a professora Isaura dos Santos, da Fundação Mokiti Okada, em Curitiba. Segundo ela, os alunos relatam mudanças internas e enfatizam o desenvolvimento de qualidades como a paciência, após algum tempo de prática. FONTE: <https://www.gazetadopovo.com.br/haus/paisagismo-jardinagem/terapia-verde/>. Acesso em: 7 abr. 2020. Com base nesse texto, percebe-se que o manejo do solo para fins de jardinagem é bastante necessário e por conta disso deve ser levado em consideração para a produção de um ambiente paisagístico. Assim, exemplifique instrumentos que devem estar disponíveis em ambientes cultivados, tendo a premissa do mínimo de itens que podem ser úteis para a manutenção do ambiente. AUTOATIVIDADE 182 2 Leia do texto a seguir e faça o que se pede. Posto de observação atenciosa do movimento das ruas, lar das namoradeiras, símbolo de status social. No Brasil, as varandas remetem aos alpendres, herança provável da época dos bandeirantes, presentes na arquitetura das zonas rurais, e uma forma de aproveitar o ar livre sem ter que sair porta afora. Assim como as sacadas, os terraços e os jardins, permitem um escape quando está entre quatro paredes e começar a se tornar sufocante. Em alguns casos, é preciso recorrer a ferramentas para que esses espaços possam ser aproveitados o ano inteiro. Pequenas mudanças nos ambientes ajudam a torná-los verdadeiros oásis de relaxamento e encontro. “Quando pensamos em um projeto de varanda, o maior desafio é tornar o espaço aproveitável, não só no sentido de fechar com vidro para evitar frio e vento, mas pensar em como utilizá-lo, quais atividades que serão feitas lá, para ter um aproveitamento do ambiente. É preciso pensar nos gostos dos moradores, o que costumam fazer, do que sentem falta”, sugere a arquiteta Cristiane Schiavoni. Em apartamentos, a solução mais comum para garantir o conforto térmico das sacadas e varandas é bastante óbvia: fechá-las com vidro. “É um sistema inteligente que gosto de usar, já que no frio pode ser fechado e, no calor, você consegue abrir completamente sem perder a vista. FONTE: <https://www.gazetadopovo.com.br/haus/manifesto-haus/dicas-usar-sacada-jar- dins-areas-externas-ano-inteiro/>. Acesso em: 2 jun. 2020. Projetos paisagísticos de ambientes internos devem considerar que as plantas têm carência de luz solar, de modo geral. Sendo que existem diferenças entre essas necessidades. Assim, pensando em um caso hipotético, um cliente pede que ao seu projetista coloque um cacto e uma avenca em seu projeto. Como o projetista deve proceder? 183 REFERÊNCIAS ADONIAS, I. Mapa: imagens da formação territorial brasileira. Rio de Janeiro: Fundação Emílio Odebrecht, 1993. ADONIAS, I. Olhando o Mundo Através de Símbolos, Cores e Palavras. In: MICELI, P. O Tesouro dos Mapas. A cartografia na formação do Brasil. São Paulo: Instituto Cultural Banco Santos, 2002. ALMEIDA, N.de B. Em busca do PARAÍSO. In: MICELI, P. (org.). Revista História Viva. Grandes Temas. Edição Especial Temática, n° 14. Mar Português. A epopeia de um pequeno país europeu que iniciou no século XV a globalização. São Paulo: Dueto Editorial, 2006. BRASIL. Lei n° 10.287, de 10 de julho de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal estabelecem diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. 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