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Indaial – 2020
Paisagismo
Prof. Thiago Costa Ferreira
1a Edição
Copyright © UNIASSELVI 2020
Elaboração:
Prof. Thiago Costa Ferreira
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri 
UNIASSELVI – Indaial.
Impresso por:
F383p
Ferreira, Thiago Costa
Paisagismo. / Thiago Costa Ferreira. – Indaial: UNIASSELVI, 2020.
184 p.; il
ISBN 978-65-5663-070-0
1. Arquitetura paisagística. – Brasil. Centro Universitário Leonardo 
Da Vinci.
CDD 712
aPresentação
Prezado acadêmico! Este livro didático servirá para a construção de 
conhecimentos que servirão para basear ideias, projetos e entendimentos em 
relação à produção paisagística, em virtude das necessidades reais para a 
construção de um conhecimento claro, com base teórica e com aportes de 
trabalhos práticos.
Assim, este livro foi dividido em três partes: uma primeira mais 
conceitual, que serão descritos os conhecimentos base para a formação de um 
bom profissional em paisagismo; a segunda ligando esses conhecimentos a 
estilos e modos de paisagismo e a terceira conceituando, assim, a necessidade 
técnica desta disciplina.
Para tal, são apresentados materiais escritos neste livro e, também, 
ligados a ele, com a perspectiva da expansão das ideias e argumentos em 
paisagismo. Tenham, portanto, este livro como uma porta aberta a vocês, 
em que a entrada por esta será necessária para vislumbrar muitas ações e 
necessidades que o trabalho em Paisagismo, na atualidade, merece e necessita 
ser observado. Atente as informações, sugestões e indicações contidas neste 
livro. Embarque conosco nessa viagem!
 
Prof. Thiago Costa Ferreira
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para 
você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há novi-
dades em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é 
o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um 
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. 
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova diagra-
mação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também contribui 
para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, 
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilida-
de de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. 
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para 
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assun-
to em questão. 
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas 
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa 
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de 
Desempenho de Estudantes – ENADE. 
 
Bons estudos!
NOTA
Olá, acadêmico! Iniciamos agora mais uma disciplina e com ela 
um novo conhecimento. 
Com o objetivo de enriquecer seu conhecimento, construímos, além do livro 
que está em suas mãos, uma rica trilha de aprendizagem, por meio dela você 
terá contato com o vídeo da disciplina, o objeto de aprendizagem, materiais complemen-
tares, entre outros, todos pensados e construídos na intenção de auxiliar seu crescimento.
Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
Conte conosco, estaremos juntos nesta caminhada!
LEMBRETE
sumário
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA ...................................................................... 1
TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO ........................................................... 3
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 3
2 JARDINS: CONCEITUAÇÃO ........................................................................................................... 7
3 PAISAGISMO COMO ÁREA PROFISSIONAL ......................................................................... 11
4 PRODUÇÃO PAISAGÍSTICA ........................................................................................................ 14
RESUMO DO TÓPICO 1..................................................................................................................... 21
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 22
TÓPICO 2 —ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL ............................................ 23
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 23
2 LEGISLAÇÕES E INFORMAÇÕES PRÁTICAS SOBRE O PAISAGISMO .......................... 23
3 AGENTES NATURAIS E O PAISAGISMO ................................................................................. 24
RESUMO DO TÓPICO 2..................................................................................................................... 44
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 45
TÓPICO 3 — ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS URBANOS ......................................................... 47
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 47
2 PAISAGISMO URBANO ................................................................................................................. 47
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................ 57
RESUMO DO TÓPICO 3..................................................................................................................... 59
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 60
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS .................................................................. 63
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO ................................................................. 65
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 65
2 BREVE RESUMO HISTÓRICO E PAISAGÍSTICO: MUNDO ANTIGO ATÉ ÉPOCA 
ATUAL (VISÃO INDO, ÁRABE E EUROPEIA) .......................................................................... 66
3 BREVE RESUMO HISTÓRICO E PAISAGÍSTICO: MUNDO ANTIGO ATÉ ÉPOCA 
ATUAL (VISÃO DO EXTREMO E SUL ORIENTAL)................................................................. 81
4 TIPOS E ESTILOS DE JARDINS EUROPEUS E ASIÁTICOS (ATUALIDADE) ................. 85
RESUMO DO TÓPICO 1..................................................................................................................... 95
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 96
TÓPICO 2 — PAISAGISMO EM AMBIENTES ÁRIDOS E TROPICAIS E NO BRASIL ..... 99
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 99
2 JARDINS EM ÁREAS ÁRIDAS ...................................................................................................... 99
2.1 JARDINS ÁRABES ...................................................................................................................... 102
2.2 JARDINS TROPICAIS ................................................................................................................104
RESUMO DO TÓPICO 2................................................................................................................... 108
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 109
TÓPICO 3 — JARDINS BRASILEIROS......................................................................................... 111
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 111
2 BREVE HISTÓRICO DO PAISAGISMO BRASILEIRO ......................................................... 111
LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 117
RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 120
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 121
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS ........................................................ 125
TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS ....... 125
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 125
2 VEGETAIS: SERES VIVOS E SUAS NECESSIDADES ........................................................... 126
2.1 PRINCIPAIS GRUPOS VEGETAIS USADOS EM PROJETOS DE PAISAGISMO ............ 142
RESUMO DO TÓPICO 1................................................................................................................... 148
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 149
TÓPICO 2 — PROJETO PAISAGÍSTICO I ................................................................................... 151
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 151
2 LEMBRETES DE ARQUITETURA, DESENHO E PROJEÇÃO .............................................. 153
3 ELEMENTOS BÁSICOS DE PROJETOS PAISAGÍSTICOS .................................................. 157
4 CONSTRUÇÕES ............................................................................................................................. 159
4.1 ELEMENTOS ASSESSÓRIOS A PROJETOS DE PAISAGISMO INTERNO ...................... 160
RESUMO DO TÓPICO 2................................................................................................................... 163
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 164
TÓPICO 3 — PROJETO PAISAGÍSTICO II ................................................................................. 167
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 167
2 CONCEITOS ..................................................................................................................................... 167
LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 179
RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 180
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 181
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 183
1
UNIDADE 1 — 
CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• conceituar as ideias do paisagismo;
• descrever ideias de trabalho e ocupação em paisagismo;
• apresentar saberes sobre os recursos naturais que interferem no paisagismo;
• dialogar sobre o paisagismo na atualidade.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você 
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO
TÓPICO 2 – ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL
TÓPICO 3 – ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS URBANOS
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
2
3
TÓPICO 1 — 
UNIDADE 1
CONCEITOS BÁSICOS DO 
PAISAGISMO
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, aprenderemos como melhor entender a constituição da 
paisagem, com suas nuances da natureza e da sociedade. Fique atento às indicações 
de leitura, procure ver os links assinalados e mergulhe nessa importante junção 
de conhecimentos.
A paisagem é uma das mais importantes e conceituais bases referentes à 
identidade de um local. Quando pensamos em uma cidade como, por exemplo, o Rio 
de Janeiro (RJ), imaginamos determinados pontos da paisagem que são seus marcos, 
como: as montanhas, o Cristo Redentor, as praias, as festas, o povo, entre outros 
(Figura 1). O homem pode ser um dos principais fatores de influenciam a construção 
da paisagem de acordo com suas necessidades de vida (SAUER, 1998).
FIGURA 1 – PAISAGEM DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO (RJ) 
FONTE: <http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/images/Diversas/RJ_Rio_de_Janeiro/01_
RJ__Isabella_Atayde_25.jpg>. Acesso em: 25 out. 2019. 
É interessante, senão imprescindível, dissertar que a paisagem, de modo 
geral, apresenta diversos caracteres: construções, acidentes geográficos, seres 
vivos, identidades sociais e outros pontos. Nesse sentido, tratando deste material, 
serão descritos conhecimentos que revelem a importância, peculiaridades e 
necessidades da organização paisagística. 
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
4
Outrossim, muito importante, é a descrição que a paisagem natural se 
formou pelas ações da natureza e a paisagem humanizada surge a partir da 
intervenção humana nessa paisagem natural. Sendo assim, pode-se descrever 
que o conceito de Paisagismo, pode ser: 
 
Ou “é uma ciência e uma arte que estuda o ordenamento do espaço 
exterior em função das necessidades atuais e futuras, e dos desejos estéticos do 
homem” (LIMBERGEER; SANTOS, 2000, p. 1).“Paisagismo é o meio de se obter 
de volta a natureza para o homem através da recriação ou proteção da mesma” 
(LIMBERGEER; SANTOS, 2000, p. 1).
Logo a paisagem faz parte da vida e da identidade de um povo, podendo 
ser preparada e alterada, conforme a sociedade for sendo moldada pelos 
estímulos sociais que podem ocorrer perante o passar dos anos. Também se 
refere à paisagem coletiva, aquela encontrada nos ambientes externos, como em 
logradouros públicos, planejados ou não, servindo de cenário para o cotidiano de 
uma sociedade (SAUER, 1998).
Logradouro: localidade geográfica criada pelo homem ou natural, serve para 
orientação geográfica (IBGE, 2002).
NOTA
Assim podemos também citar a paisagem como sendo algo descrito 
pela Arte, sendo parte dela, de modo íntimo e muito particular, como pode-se 
vislumbrar nos textos abaixo descritos:
Subi a alta colina
Para encontrar a tarde
Entre os rios cativos
A sombra sepultava o silêncio.
Assim entrei no pensamento
Da morte minha amiga
Ao pé da grande montanha
Do outro lado do poente.
Como tudo nesse momento
Me pareceu plácido e sem memória
Foi quando de repente uma menina
De vermelho surgiu no vale correndo, correndo…
(Vinicius de Moraes – Paisagem) – Companhia das Letras (2019, p. 25).
TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO
5
“É a paragem formosíssima dos campos gerais, expandida em chapadões 
ondulantes –grandes tablados onde campeia a sociedade rude dos vaqueiros... 
[...]” (Euclides da Cunha – Os Sertões, 1901, p. 35). 
São doistrechos escritos provenientes de obras de dois grandes escritores 
brasileiros, o Vinicius de Moraes e o Euclides da Cunha, que dissertam de maneira 
diferenciada paisagens do Brasil, com citações ao seu relevo, construções e povo. 
Assim, um importante marco da historiografia do país ao descrer com minucias 
as sutilezas da paisagem brasileira. 
A paisagem pode ser modificada pelo homem dentro da perspectiva do 
Paisagismo, que trata de uma organização de um espaço, podendo este ser interno 
ou externo, ou conjugado (sem limites entre esses ambientes) que busquem, de 
maneira harmoniosa, coerente e, na atualidade, sustentáveis uma ligação com a 
natureza (IBGE, 2002). Sendo esta representada por seus elementos naturais, com 
ênfase na vegetação e suas potencialidades. 
Quando tratarmos de um projeto paisagístico, nas próximas unidades, as 
propostas devem atender a anseios, perspectivas, exigências e necessidades dos 
seus usuários. Pois, voltando aos exercícios mentais que fizemos a pouco: imagine 
que estão ao seu alcance as possibilidades de montar locais em que as percepções 
que você teve aflorem e consiga ver no local projetado uma parte importante do 
seu eu pessoal, sua intimidade e necessidades! Que maravilha, você não acha? 
Chegamos no ponto-chave e mais importante deste segmento de 
conhecimento: o homem pode transitar em ambientes que sejam visualmente 
atrativos a sentimentos, sensações e ideias altruístas que levem os indivíduos a 
um estado de felicidade. O Paisagismo é uma disciplina inter e transdisciplinar, 
presentes em cursos diversos de todas as áreas do conhecimento humano, pode 
ser uma ponte de ligação de uma população com seus anseios mais íntimos, como 
já fora dito.
FIGURA 2 – QUARTO DE DORMIR
FONTE: <https://lar-natural.com.br/5-plantas-no-seu-quarto-para-dormir-melhor/>. 
Acesso em: 25 out. 2019.
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
6
FIGURA 3 – QUARTO DE DORMIR COM VISTA PARA MONTANHAS
FONTE: <https://s2.glbimg.com/FQ-NEEd5J8qlea66sqmbXnodjxg=/smart/e.glbimg.com/og/
ed/f/original/2016/03/15/lazer-starlight-room_9.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. 
Consegue perceber que as paisagens apresentadas demonstram locais 
com conforto e funcionalidade, com a utilização de elementos como os vegetais? 
É disso que a disciplina de Paisagismo disserta, a paisagem externa pode ser parte 
constituinte do visual interno de um ambiente, ou vice-versa, possibilitando que 
haja harmonia e conforto aos usuários desse ambiente. 
Pensando sobre a perspectiva da profissão de Designer de Interiores, 
este livro tem por objetivo principal instigar a criatividade, a observação e a 
sensibilidade de seus leitores a fim de estarem aptos a produzirem projetos de 
paisagismo. Vamos lá, ainda há um belo e harmonioso caminho a ser seguido.
Lembre-se que a construção de conhecimentos e sua aplicabilidade em 
projetos com o uso do Paisagismo depende muito do banco de informações e referências 
que estão presentes na memória do projetista. Assim, explore o máximo possível de 
possibilidades visuais por meio de canais diferentes. Mergulhe nesse oceano!
NOTA
TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO
7
2 JARDINS: CONCEITUAÇÃO
O conceito de jardim tem sua gênese na língua hebraica e remota aos 
jardins como um local agradável e protegido. Com o passar dos anos, esse conceito 
vem mudando e se aprimorando, acompanhando a mudança das sociedades em 
geral. Em épocas antigas, esses locais eram ligados a processos religiosos, com 
a produção de cerimônias diversas, tendo em vista a simbologia já apresentada 
anteriormente, podendo ser visualizadas espécies vegetais como: pinheiros, 
oliveiras, figueiras, entre outras (SAUER, 1998).
Esse conceito também passou a ser um marcador de status social, em que 
os grupos mais abastados e, provavelmente, influentes construiriam tais locais 
para demonstrar suas posses em meio à sociedade que estavam ligados. Como 
exemplo, visualize a imagem a seguir, com a demonstração de um jardim de 
estilo grego (Figura 4) (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002).
FIGURA 4 – JARDIM DE ESTILO GREGO ANTIGO
FONTE: < https://i.pinimg.com/236x/54/28/a8/5428a8416ac3110e91a9a80ef687c387.jpg>.
Acesso em: 24 jun. 2020.
Atualmente, o paisagismo e a construção de jardins estão ligados ao 
conceito de coletividade, com estímulo às ligações dentro das sociedades, 
visando, principalmente, a convivência de grupos sociais que os buscam, 
priorizando sua harmonia. 
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
8
Segundo Gatto et al. (2002), temos:
- Harmonia: condição ou propriedade de alguma coisa que seja concordante ou coeso.
- Convivência: grupos sociais ou pessoas interagindo em um mesmo ambiente.
NOTA
Assim, ainda tratando sobre os tempos atuais, pode-se afirmar que esse 
paisagismo urbano, ou rural, tem servido para a produção de eventos de cunho 
religioso, cultural e político (SAUER, 1998). Veja a importância dentro de uma 
sociedade. Uma paisagem pode ser composta de locais com poucas ou muitas 
ações humanas. Veja o exemplo de uma área coletiva trabalhada com o uso de 
conceitos paisagísticos, visualize as ligações entre o natural e o construído e sua 
harmonia. Observe, na figura a seguir, um local harmônico em que foi trabalhada 
a perspectiva do paisagismo.
FIGURA 5 – PARQUE INHOTIM, BRASIL
FONTE: <https://magazine.zarpo.com.br/wp-content/uploads/2013/07/inhotim-770x450.jpg>. 
Acesso em: 22 jun. 2020.
Jardins também são a extensão das residências, englobando o conceito de 
lar, local onde seres vivem e se sentem bem, no qual seus atores principais são os 
seus usuários que podem vir a contratar serviços Outro fator importante referente 
ao Paisagismo está relacionado ao (re)equilíbrio de localidades antropizadas, ou 
seja, locais em que o homem deixou sua marca. Nesse sentido, a degradação do 
meio ambiente pode ser a causa também de riscos sociais diversos, como doenças 
e pobreza (SAUER, 1998). 
TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO
9
Funcionando assim, de modo um tanto diferente da sua gênese e também 
no período de tempo que estava em degradação. As áreas geográficas podem ser 
reorganizadas e estruturadas de modo que sirvam como fatores de promoção de 
qualidade de vida das populações que estão em seu entrono (GATTO et al., 2002).
Uma área urbana que foi revitalizada e pode ser citada como um 
importante marco no país é a área que era ocupada outrora pelo presídio do 
Carandiru, em São Paulo (SP). Nessa área havia um dos maiores presídios da 
América Latina no século passado, local em que diversos problemas sociais 
afloravam de maneira vertiginosa e era um fator preocupante para a sociedade 
brasileira, principalmente no final do século passado. 
Assim que o local foi desativado e ocorreu a construção do parque, 
biblioteca e escola técnica nas imediações, a sociedade pode entender a grandeza 
que o trabalho paisagístico pode assumir ao revitalizar áreas. Este promoveu 
ações de união e harmonia entre populações (GATTO; et al., 2002). Veja as imagens 
a seguir e compare o ganho que a região do entorno e a sociedade em geral teve 
com a mudança (Figuras 6 e 7).
FIGURA 6 – PRESIDIO DO CARANDIRU, MEADOS DO FINAL DO SÉCULO PASSADO, SÃO PAULO (SP)
FONTE: <https://acessajuventude.webnode.com.br/_files/200000688-474b54844f/carandiru.jpg>. 
Acesso em: 22 jun. 2020. 
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
10
FIGURA 7 – PARQUE DA JUVENTUDE, ANTIGO PRESÍDIO DO CARANDIRU, MEADOS DO FINAL 
DO SÉCULO PASSADO, SÃO PAULO (SP)
FONTE: <http://www.guiaonde.com.br/GetFile.ashx?id=3812&local=parque-da-juventude>. 
Acesso em: 22 jun. 2020. 
Para melhor esclarecer sobre as mudanças ocorridas na região do Carandiru, 
São Paulo (SP), sugerimos a vista ao documentário Visita ao Parque da Juventude, no link: 
https://www.youtube.com/watch?v=GltRLj8Zpms.
DICAS
Pode ser percebido que o paisagismo, como função de trabalho, é útil no 
espaço geográfico para revitalizar ou reconstruir uma determinada paisagem, 
levando em consideração que muitas cidades não foram devidamenteplanejadas. 
Essa falta de planejamento é notória a partir da construção desordenada, da falta 
de áreas verdes e das muitas sobreposições de construção. Também comum em 
áreas não planejadas é a demolição de estruturas e dispositivos para a construção 
de outro, com função de promover deslocamento de tráfego, energia e afins 
(SAUER, 1998).
Na atualidade, os grupos sociais têm procurado melhorar a sua utilização 
de áreas com acesso a projetos de paisagismo sustentáveis. Levando em 
consideração que o paisagismo tem a função de organizar os espaços (abertos ou 
fechados) com áreas de recreação e fluxo de pessoas, com estruturas que sejam 
funcionais e coerentes quanto a suas dimensões com o uso da cobertura vegetal 
para complementar a construção (SAUER, 1998)
TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO
11
O paisagismo, como parte integrante em diversos processos de trabalho, 
principalmente à Arquitetura, pode ser muito útil para a produção de lugares 
confortáveis. Permitindo o acesso à prática de esportes, arte e convivência entre 
pessoas de grupos sociais diferentes, colocando cores e formas ao concreto 
acinzentado presente nas cidades. Essas áreas verdes podem ser construídas em 
locais públicos ou privados, com o intuito de estabelecer uma agradável recepção 
para o público em um determinado local. 
 
Permitindo, assim, a construção de imagens com evidências a objetos 
edificados (estátuas, sacadas entre outros), promover privacidade, produzir 
alimentos, também como uma forma de promover a cultura e, outrossim, sendo 
importante ser destacado que esse trabalho agrega valor econômico a imóveis ou 
regiões (GATTO et al., 2002). 
Para melhor esclarecer sobre a importância do paisagismo na construção de 
localidades com o uso de Paisagismo como forma de (re)estruturar locais com a presença de 
vulnerabilidade social, veja a matéria: https://www.youtube.com/watch?v=wGhweMkoWCU.
DICAS
3 PAISAGISMO COMO ÁREA PROFISSIONAL 
A ocupação de um determinado segmento da sociedade como profissão 
ou no sentido de troca de serviços por valores monetários pode ser encarada 
como parte do conceito de área profissional que, além disso, abrange ideias de 
mercado, função social entre outras. Assim, o paisagismo como área profissional 
permite que indivíduos capacitados para essa função exerçam a atividade em 
diferente viés (SAUER, 1998).
Diferente do que se pensa, o paisagismo é uma disciplina, obrigatória ou 
optativa, encontrada em grades curriculares de cursos diversos como: Agronomia, 
Agroecologia, Biologia, Engenharias (Civil, Agrícola e Florestal), Arquitetura, 
Designer de Interiores, História e Geografia, entre outros. Essa pluralidade 
que o Paisagismo pode assumir traz consigo uma grande responsabilidade ao 
profissional que se propõe a trabalhar com essa vertente, pois este deve ser 
detentor de conhecimentos provenientes de diversas fontes de diferentes áreas 
do saber humano (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; GATTO et al., 2002).
 
Por exemplo, um profissional da área de Paisagismo deve entender, ou 
pelo menos ter noções, como dá-se o metabolismo de uma vegetal, como produzi-
los e manejá-los em ambientes (Ciências Biológicas e Agrárias); como estruturá-lo 
em um dado local (Engenharias, Arquitetura e Designer), e a função social que tal 
elemento possui (Ciências Sociais) (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). 
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
12
O setor de arquitetura abarca os conhecimentos denominado de Paisagismo e 
apresenta expoentes que criaram obras geniais e que estas são de uma beleza única e 
singular. Dentre estes, com muito louvor, pode-se citar o célebre Roberto Burle Marx, 
ou simplesmente Burle Marx, um brasileiro pintor e paisagista com fama no mundo 
inteiro. Este nasceu em São Paulo, no ano de 1909, e quando garoto foi morar no Rio 
de Janeiro com sua família, onde ele, mesmo criança, iniciou a sua coleção particular 
de plantas (SAUER, 1998)
 
No início da sua vida adulta, por problemas de saúde, ele e sua família 
foram morar na Alemanha a fim de tratar-se, iniciando seus contatos e persecuções 
com jardins botânicos e afins. Fato que promoveu seu desenvolvimento ao ponto 
de instigá-lo a cursar a faculdade de Artes plásticas, pelo ateliê Degner Klein. 
Ao retornar ao Brasil, em 1930, este conviveu com muitos arquitetos modernos 
brasileiros, como: Oscar Niemeyaer, Hélio Uchôa e Milton Roberto (Figura 8) 
(GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002).
FIGURA 8 – BURLE MARX, UM DOS MAIS IMPORTANTES PAISAGISTAS BRASILEIROS
FONTE: <http://www.saopauloinfoco.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Roberto-Burle-
-Marx.jpeg>. Acesso em: 22 jun. 2020.
Como obras, podem ser destacadas as seguintes no Brasil: Praça 
Casa Forte, Parque Ecológico e outros jardins e praças (Recife, PE); Parque 
Generalíssimo Francisco de Miranda (Caracas, Venezuela); Jardins da Cidade 
Universitária, Museu de Arte Moderna e Aterro do Flamengo (Rio de Janeiro, RJ); 
Eixo Monumental (Brasília, DF) e Parque Ibirapuera (São Paulo, SP).
Veja, a seguir, exemplos das obras feitas por Burle Marx, no Brasil e no 
mundo (Figuras 9 a 11).
TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO
13
FIGURA 9 – JARDIM BOTÂNICO NO BRONX (NOVA YORK, USA)
FONTE: <https://culturaalternativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/New-York-Botanical-Garden-
-Roberto-Burle-Marx-Brazilian-Landascape-Artist-Bronx-NYC-4.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020.
FIGURA 10 – RESIDÊNCIA DE BURLE MARX (PETRÓPOLIS, RJ)
FONTE: <https://imagens-revista-pro.vivadecora.com.br/uploads/2017/07/Roberto-Bur-
le-Marx-Jardins-Pampulha.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020.
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
14
FIGURA 11 – JARDIM DO DERBY (RECIFE, PE)
FONTE: <https://imagens-revista-pro.vivadecora.com.br/uploads/2017/07/Roberto-Burle-Marx-
-Pra%C3%A7a-Derby-1.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020.
4 PRODUÇÃO PAISAGÍSTICA
A seguir, descreveremos como um Paisagista pode trabalhar. Por meio do 
esclarecimento dos processos inerentes à produção de Paisagismo:
• Produção de mudas e plantas: etapa inicial e crucial para a constituição do 
Paisagismo, pois, quando pensamos em organismos vivos, como os vegetais, 
ligamos à ideia que estes precisam de determinados fatores que são inerentes 
a sua constituição como ser vivo (água, ar, sol e nutrientes). Assim, a produção 
de plantas para este fim pode ser dinamizada de acordo com as necessidades 
dos projetos que este veja atender e ainda de acordo com as possibilidades dos 
recursos naturais e clima que podem ser encontrados nas regiões produtoras. 
Veja o esquema relacionado com os vegetais como seres vivos a seguir (Figura 
12) (SAUER, 1998).
TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO
15
FIGURA 12 – ESQUEMA DA FOTOSSÍNTESE
FONTE: <https://www.euquerobiologia.com.br/site/wp-content/uploads/2013/12/fotossintese.jpg>. 
Acesso em: 22 jun. 2020.
Essa fase deve ser acompanhada por um profissional da área de Agrárias 
ou Biológicas, a fim de dar suporte de conhecimentos que são importantes 
para construir e gerir um ambiente de produção de mudas. Projetos internos e 
externos podem ser complementares. Este, por sua vez, tem um viveiro instalado 
em uma área tropical, porventura, essa demanda poderia ser atendida? Existem 
apontamentos sociais e econômicos que podem servir para a estruturação de 
projetos de paisagismo em função da sustentabilidade dos empreendimentos. 
Tendo como exemplos: o reuso de recursos naturais e sintéticos, a (re)invenção 
dos processos de uso e geografia de uma localidade. Pense na importância desse 
conteúdo para sua construção profissional (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; 
GATTO et al., 2002).
Muito provavelmente, não poderia em sua totalidade e qualidade, uma vez 
que plantas provenientes de clima temperado podem até vegetar em ambientes de 
clima tropical, porém sem apresentarem seu vigor e qualidade esperado. Assim 
se tornaria inviável tal projeto, isso é algo importante e que deve ser levado em 
consideração quando forem projetados viveiros e projetos de paisagismo (Figura 13) 
(GATTOet al., 2002b).
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
16
FIGURA 13 – VIVEIRO DE MUDAS PARA PAISAGISMO
FONTE: <http://www.mudasnativaslof.com.br/images/frontend/about/o_viveiro_lof.png>. 
Acesso em: 22 jun. 2020.
A equiparação dos seres vivos, vegetais, que serão usados nos projetos 
de paisagismo deve obedecer a critérios e a objetivos de trabalho que melhor se 
adequem ao processo, a fim de permitir que os vegetais consigam sobreviver de 
maneira normal em ambientes projetados (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). 
Os vegetais em ambientes projetados são passíveis de serem cultivados 
por um bom tempo, sendo integrados e desligados da paisagem, de acordo com suas 
condições e necessidades biológicas, a fim de compor a paisagem de modo harmônico. 
Assim, procure dar mais uma olhada criteriosa na Unidade 3 deste livro, desse modo, ficará 
mais esclarecido sobre as necessidades descritas neste tópico.
ESTUDOS FU
TUROS
• Produção de materiais de construção e ambientação: aqui são elencados 
desejos e anseios do projeto de paisagens por meio de tecnologias e artigos 
sustentáveis, duráveis e de baixo custo para a composição de projetos de 
paisagismo. O ambiente pode ser projetado para suprir as necessidades dos 
seus usuários (SAUER, 1998). 
Visualize, a seguir, os locais de produção de artigos que podem ser usados 
em ambientes paisagísticos (Figuras 14 e 15). 
TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO
17
FIGURA 14 – PRODUÇÃO DE BANCOS PRÉ-MOLDADOS
FONTE: <https://www.piramidesc.com.br/wp-content/uploads/2018/01/como-e-o-processo-
-de-fabricacao-dos-blocos-de-concreto.png>. Acesso em: 22 jun. 2020.
A seguir, visualize um exemplo de produção de móveis que podem ser 
usados para a composição de ambientes paisagísticos. 
FIGURA 15 – PRODUÇÃO DE MÓVEIS
FONTE: <http://www.megamoveleiros.com.br/wp-content/uploads/2015/05/mdf-madeira.jpg>. 
Acesso em: 22 jun. 2020.
Por exemplo, uma peça de palha se for usada em um ambiente externo 
pode vir a se degradar com facilidade, deixando o ambiente desalinhado com o 
projeto, também é preciso pensar na possibilidade de manutenção que, muitas 
vezes, não fica por conta do projetista e, que, por conta disso, pode ser feita por 
outro grupo de trabalho que utilize materiais que não condizem com o projeto, 
descaracterizando-o (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002). 
 
Por outro lado, deve-se pensar na sustentabilidade da produção e 
reciclagem desse componente da paisagem, pois se tratando de uma peça 
de pedra esta terá uma durabilidade muito dilatada, mas o processo de 
produção dessa peça leva em consideração os aportes de sustentabilidade 
(GATTO et al., 2002b). 
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
18
Afinal, o que seria Sustentabilidade? O conceito de sustentabilidade é descrito 
de várias formas, mas pode ser resumido em produzir um presente confortável levando em 
consideração que gerações futuras possam também viver em conforto com os recursos 
naturais presentes nesse planeta. Tarefa importante em todos os campos das diversas 
atividades humanas (SAUHER, 1998).
IMPORTANT
E
• Engajamento social: os projetos de paisagismo devem ser pensados para atender 
às necessidades do público a qual este será ligado, levando em consideração 
todo o contexto social da localidade a ser trabalhada. Por exemplo, Burle Marx 
conseguia extrair informações e projetar ambientes com necessidade de uma 
sociedade que habitava na área geográfica que seus projetos iriam ser inseridos 
(GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; GATTO et al., 2002).
 
Um importante projeto de paisagismo que foi recentemente terminado e 
inaugurado seria o mirante denominado de Skywalk, situado no Grand Canyon 
(USA). Nesse projeto, a imponente paisagem da localidade serviu de inspiração 
para um projeto ousado em todas as suas partes que buscava a integração da 
construção na paisagem, sem degradá-la e de modo que seja passível de ligar 
os três conceitos anteriormente descritos a fim de melhorar a questão turística e 
permitir que houve mais uma opção de apoio aos visitantes deste parque (Figura 
16) (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002).
FIGURA 16 – SKYWALK DO GRAND CANYON
FONTE: <https://estherferreira.com/wp-content/uploads/2019/03/skywalk-do-grand-canyon-es-
ther-ferreira-1024x576.jpeg>. Acesso em: 22 jun. 2020.
Outrossim, falando agora da questão financeira, pode ser citado que a 
produção de um processo paisagístico deve ser pensada para otimizar um 
determinado local e em um espaço de tempo a de um ambiente de maneira 
rentável. Na qual sua manutenção seja simples e com preço acessível (GATTO; 
PAIVA; GONÇALVES, 2002). 
TÓPICO 1 — CONCEITOS BÁSICOS DO PAISAGISMO
19
O paisagista deve estar alinhado com a equipe que construirá um dado 
local para que sejam alinhadas às necessidades de trabalho a fim de compreender 
como os projetos podem ser moldados em conjunto, levando em consideração 
os conhecimentos sobre os pontos apresentados anteriormente neste tópico. 
Evitando, assim, que problemas maiores ocorram, como: árvores colocadas 
próximo a fiações, pouca drenagem e obstrução de vias por vegetais (GATTO; 
PAIVA; GONÇALVES, 2002; GATTO et al., 2002).
Segundo o Guia da Carreira (20[--]), as funções do profissional de 
paisagismo vão além da jardinagem e se relacionam com as áreas de Biológicas, 
Artes e Engenharia, sendo interessantes que os profissionais também podem 
trabalhar com recursos humanos e meio ambiente, cuidando da iluminação, 
caminhos e pavimentações, além dos mais famosos itens, os jardins. 
 
Ainda segundo esse mesmo portal, não existe um curso de graduação 
de Paisagismo, somente disciplinas inseridas nos cursos já referidos. Porém, 
existem pós-graduação pelo país que ministram este curso em caráter diverso e 
principalmente ligado à arquitetura. Outrossim, descrito neste mesmo veículo de 
comutação são as possibilidades de trabalho de um profissional de paisagismo, 
sendo elas:
• Design de Interiores, usando tecnologias de composição de ambientes.
• Arquitetura da paisagem, pensando numa composição de ambientes em 
escalas maiores, mesmo tendo em referência ambientes internos.
• Paisagismo de locais públicos e privados, por meio de ações que melhorem 
utilização social.
A seguir, visualize um layout de um jardim projetado. Aproveite para iniciar 
o treinamento em função do desenho de ambientes, por meio dessa observação.
FIGURA 17 – ANTEPROJETO DE PAISAGISMO
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/ba/cf/b3/bacfb38a4422a3e59ae120253f78e21e--landscape-
-plans-diabetes.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020.
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
20
Assim o profissional estará capacitado para a produção de um tão almejado 
projeto, que, por sua vez, é traçado levando em consideração parâmetros de outras 
disciplinas da área, por meio de desenhos técnicos e criativos com a descrição das 
nuances de formar uma paisagem de uma determinada área. Com a agregação 
de informações de volumetria, textura, estruturas de modo geral e circulação de 
seres vivos (GATTO et al., 2002).
Maiores informações sobre a profissão de paisagista podem ser vistas no 
vídeo Profissão Paisagista, da TV Trabalho, por meio do link: https://www.youtube.com/
watch?v=m-ix1qql9u0.
DICAS
21
Neste tópico, você aprendeu que: 
• O trabalho como paisagista abarca uma infinidade de saberes e processos que são 
úteis para a produção de uma paisagem harmoniosa, confortável e sustentável. 
• O dever de um bom paisagista é pensar sobre esses aspectos sempre que for 
projetar algum projeto e assim permitir que tais processos possam ser a marca 
de seu trabalho.
• A concretização de um projeto de paisagismo deve atender à necessidade dos 
seus usuários da melhor maneira possível e cabível em relação aos fatores 
formativos desse projeto.
• Burle Marx, nosso maior mestre, deixou muitas boas impressões, ideias e 
projetos pelo nosso país e mundo.
• A concepção pedagógica de um ambiente paisagístico deve ser compreendida 
a fim de melhorar a relação do ambiente construído para melhor ser útil aos 
seustranseuntes.
RESUMO DO TÓPICO 1
22
1 Visualize um ambiente de sua cidade que precisaria de uma melhoria 
paisagística. Faça um esboço da área e sugira possíveis mudanças no 
ambiente. Tenha como exemplo o resultado que foi feito no local onde 
estava construído o Presídio do Carandiru, atual Parque da Liberdade (São 
Paulo – SP), apresentado anteriormente.
2 Na perspectiva de uma ação paisagística, em relação principalmente à 
arborização urbana, deve ser levada em consideração que: 
a) ( ) As plantas são seres vivos rústicos que não precisam de maiores 
cuidados e manejo quando usadas em projetos de arborização urbana, 
principalmente quando são usadas espécies vegetais exóticas a região 
em que está inserido um dado projeto de paisagismo.
b) ( ) O manejo coerente de espaços com áreas verdes públicas somente deve 
ser feito por populares e que não precisam ser trabalhadas nenhuma 
ação de entendimento sobre a importância destes vegetais. 
c) ( ) O manejo coerente de espaços com áreas verdes públicas deve ser 
feito por todas as esferas da população e que são necessárias ações de 
capacitação e entendimento sobre a importância deste ato meramente 
para a construção de ambientes com beleza visual.
d) ( ) O manejo coerente de espaços com áreas verdes públicas ou privadas 
deve ser feito por todas as esferas da população e que são necessárias 
ações de capacitação e entendimento sobre a importância deste ato 
social e ambiental.
e) ( ) O manejo coerente de espaços com áreas verdes públicas deve ser feito 
somente pelas universidades que atentem uma determinada população 
e que não são necessárias ações de capacitação e entendimento sobre a 
importância deste ato meramente para a construção de ambientes com 
beleza visual.
AUTOATIVIDADE
23
TÓPICO 2 — 
UNIDADE 1
ÁREAS VERDES NO ESPAÇO 
URBANO E RURAL
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, conversaremos sobre ambientes rurais e urbanos e 
a constituição de suas paisagens. Para isso, verificaremos seus conceitos 
apresentados por meio de informação descritas na literatura e compiladas 
neste escrito.
Caro acadêmico, comece agora a imaginar um ambiente rural e um 
ambiente urbano. Quais as principais mudanças e diferenças entre eles? Eram 
semelhantes ou não? Quais os conceitos que preexistiam em seu ser? 
2 LEGISLAÇÕES E INFORMAÇÕES PRÁTICAS 
SOBRE O PAISAGISMO 
Logo, faz-se necessário descrever os conceitos de rural e urbano. Assim, 
essas duas regiões são descritas no espaço geográfico, compreendidas em 
dinâmicas sociais, culturais e econômicas distintas pelo país, porém, a grosso 
modo, temos esta definição na atualidade, composta pelo Estatuto da Cidade, 
promulgado por meio da Lei Federal n° 10287, de 10 de julho de 2001 (GATTO; 
PAIVA; GONÇALVES, 2002). A lei afirma que os limites entre o rural e o urbano 
são atribuídos pelo governo deste próprio município a fim de abarcar áreas que 
estejam com uma dada funcionalidade dentro de um território específico.
Maiores informações sobre a Lei Federal n° 10287, de 10 de julho de 2001, 
e outros documentos oficiais brasileiros que informam sobre a temática deste tópico 
podem ser encontrados no site Portal da Câmara Federal, disponível no site: https://
www2.camara.leg.br/.
DICAS
24
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
O espaço urbano tende a ser conceituado como uma área geográfica em 
que pode ser encontrado um nível avançado de urbanização, ou seja, construções 
e dispositivos populacionais que produzem a aglomeração de pessoas para sua 
sobrevivência, trabalho, educação e bem-estar. Já o espaço rural tem sido descrito 
como um local em que não existe tal adensamento e as atividades sociais são 
prioritariamente voltadas para o primeiro setor da economia (CARLOS, 2004). 
Porém, é necessário esclarecer que tais informações anteriormente 
descritas podem variar de acordo com as necessidades e anseios de uma dada 
população que vive em uma dada região geográfica. Havendo também, por 
exemplo, áreas com agricultura e pecuária em ambientes urbanos ou áreas 
industriais e com aglomerados com uma roupagem urbanizada em locais tidos 
como essencialmente rurais (IBGE, 2017).
No site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está disponível 
um livro base que pode servir para melhor explicar as nuances do questionamento desta 
dualidade: onde iniciam e terminam os limites do rural e urbano no Brasil. 
Confira o link: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv100643.pdf.
DICAS
Nessas duas áreas, rural e urbano, há particularidades que se sobrepõem 
além do contexto social, uma das mais importantes é a constituição da paisagem. 
Conceito que surge com a vida do homem com os acidentes geográficos e sua 
posterior transformação em prol de atividades que geraram fixação em ambientes 
por meio da produção de alimentos, construção de dispositivos de trânsito e 
locais de moradia. Levando em consideração que a paisagem pode ser referida 
por meio de um viés geográfico e, também, como um ajuste de acordo com o 
aporte relacionado com cultural local (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; 
SAUER, 1998)
3 AGENTES NATURAIS E O PAISAGISMO 
Segundo Gatto, Paiva e Gonçalves (2002), a descrição da paisagem, em 
meados do século XIX, assume caracteres básicos a partir de noções e funções 
estético-descritivas, ou seja, entender a localidade por meio da silhueta que é 
descrita, e sua ligação teve como ação a presença de jardins. Ganhando significado 
diferenciado nas seguintes escolas: germânica – com a presença de ideias 
cartográficas, sociais e naturais; francesa – sendo construído o conhecimento 
por meio de dados físico, climáticos e sociais; soviéticos – semelhante a francesa 
também com o estudo das interações do relevo e anglo-americana – a evolução 
do relevo. Segundo estes mesmos autores, a paisagem pode ser descrita pela 
descrição dos fatores que podem ser visualizados na figura a seguir.
TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL
25
FIGURA 18 – PAISAGEM
FONTE: Adaptado de Maciel e Lima (2011)
Podendo ser entendida a paisagem de acordo com o que escreveu Sauer 
(1998, p. 13): 
Uma área composta por associação distinta de formas, ao 
mesmo tempo físicas e culturais, onde sua estrutura e função 
são determinadas por formas integrantes e dependentes, ou 
seja, a paisagem corresponde a um organismo complexo, feito 
pela associação especifica de formas e apreendido pela análise 
morfológica, ressaltando que se trata de uma interdependência 
entre esses diversos constituintes, e não de uma simples adição, e 
que se torna conveniente considerar o papel do tempo.
Um bom entendimento sobre as particularidades da paisagem é a seguinte: 
o geossistema (relevo, clima e outros recursos naturais abióticos), recursos 
naturais bióticos e suas interações e a ação antrópica. Esses conceitos referentes 
à Paisagem podem ser divididos e estudados por meio de saberes advindos da 
Geografia, segundo os escritos de Maciel e Lima (2011), podemos afirmar que: 
• Geografia Geral e Teórica pode ser dividida em:
◦ Sistema ecológico (interações ocorrentes entre os recursos bióticos e 
abióticos presentes numa determinada região, sem a atuação do homem 
como principal interventor do processo); pode ser delimitado com respeito 
aos fatores de elementos:
■ Geologia: constituição e organização das rochas e minerais presentes no 
ambiente.
■ Geomorfologia: morfologia das formas de relevo, sua caracterização de 
contornos.
■ Solos: processos de formação dos solos e suas dinâmicas.
■ Cobertura Vegetal: disseminação no tempo e espaço de vegetais.
■ Uso do solo: medidas que atestam como essa localidade é usada para 
diversos fins.
26
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
◦ Sistemas e suas interfaces: que são como os recursos naturais interagem 
entre si, sendo divididos em:
■ Bióticos: intervenção dos seres vivos no interim dos recursos naturais.
■ Socioeconômico: como as sociedades se comportam e fazem suas riquezas.
◦ Geografia Física: unidade que descreve a paisagem comuma roupagem que 
mais está próxima a matemática, com as divisões de:
■ Classificação e tipologia: levando em consideração as porções de 
qualidade, tio e uso dos recursos.
■ Organização do espaço: como as unidades se estabelecem em relação à 
ocupação espacial.
■ Organização temporal: como as unidades se sucedem de acordo com 
o tempo.
Maiores informações sobre o processo natural de formação da paisagem 
podem ser vistas no documentário denominado de Paisagem: formação pelo clima. 
Disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=7W0hz-k1q9I.
DICAS
Outrossim, a paisagem, tratada sobre as áreas verdes em ambientes rurais 
e urbanos, é extremamente ligada ao relevo que a forma, sendo importante sua 
observação. Pois, por meio dessa, a paisagem pode ser moldada e ajustada de 
acordo com as necessidades humanas. 
 
Assim, inicie a vistoria pelo espelho de água apresentados que corresponde 
à Baia da Guanabara (Figura 1), as montanhas, as praias e as construções humanas 
que formam um conjunto com uma beleza diferenciada e são parte da memória 
da cidade. Assim, quando se referimos a um lugar geográfico, para aqueles que o 
conhecem, uma imagem já avistada é projetada na sua memória e para os que não o 
conhecem a imaginação é livre e aberta para construir tais conjunturas. 
 
É possível, também, construir impressões e ideias sobre locais que o 
homem modifica com a perspectiva do paisagismo, utilizando os artifícios que 
fazem a silhueta deste relevo se valorizar ao ponto de serem mais belas e vistosas.
Logo se faz importante o reconhecimento das particularidades do relevo, 
com respeito a sua morfologia externa. Em geral, temos o relevo sobre a perspectiva 
das altitudes e formas que o relevo assume ao logo dos tempos por meio dos agentes 
que o formaram. Sendo interessante conceituar que o relevo seria o aspecto que a 
natureza (o homem está incluído nessa ideia) constitui no espaço físico e que exerce 
um papel importante na constituição da paisagem e éreas verdes, por conseguinte 
(GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; SAUER, 1998). 
Esse relevo é constituído de minerais, decompostos ou não, que são 
divididos em rochas de natureza (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; 
GATTO et al., 2002):
TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL
27
Grosso modo, pode-se afirmar que os solos são constituídos de areia, siltre 
e argila, materiais provenientes de tais processos de erosão que se justapõem em 
camadas, quantidades e ajustes espaciais que formam o perfil do solo de uma 
região. Também pelos constituintes orgânicos e seres vivos (SAUER, 1998). Esse 
perfil de solo é composto por camadas, denominadas de horizontes, que estão 
correspondidas entre a camada superficial e a camada rochosa que constitui o 
perfil do solo, para uma melhor compreensão visualize a figura a seguir:
FIGURA 19 – PERFIL DO SOLO
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/f9/2f/68/f92f68bc4cf29e9b7280c04d007c1f7d.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
• Cristalinas: rochas provenientes da atividade vulcânica.
• Metamórficas: rochas provenientes de materiais minerais que sofrem com 
agentes como temperatura e pressão e tomaram formas diferenciadas de 
sua origem.
• Sedimentares: rochas que resultaram da desagregação destas duas matrizes 
assinaladas anteriormente.
 
Também parte desse conjunto de fatores que formam as áreas verdes 
em ambientes rurais e urbanos está o solo. Este é formado pela degradação do 
material geológico por processos denominados de intemperismo e são parte 
importante da construção dos ambientes paisagísticos (GATTO et al., 2002b). 
Maiores informações sobre os tipos de solos brasileiros podem ser encontradas 
no documento Solos do Brasil (EMBRAPA), no link: https://www.agrolink.com.br/downloads/
sistema-brasileiro-de-classificacao-dos-solos2006.pdf.
DICAS
28
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
Esses padrões descritos anteriormente são compartimentalizados 
em formações de relevo que, por sua vez, são importantes para o homem por 
dinamizarem a forma de utilização do espaço. 
Maiores informações sobre os tipos de solo e obras de construção podem 
ser vistas no material didático denominado de Solos e Construção (UFRN), disponível no 
link: https://docente.ifrn.edu.br/johngurgel/disciplinas/2.2051.1v-mecanica-dos-solos-1/
apostila%20de%20solos.pdf.
DICAS
Esta silhueta é formada por processos de erosão, com natureza 
interna (vulcanismo e dobramentos modernos de placas tectônicas) e externa 
(temperatura, vento, chuva e biológicos) ao planeta Terra, formando os ambientes 
terrestres designados a seguir (GATTO et al., 2002). 
A seguir, segundo os escritos de Gatto et al. (2002), podem ser descritos os 
seguintes acidentes geográficos:
• Planalto: áreas elevadas com a presença marcante de processos erosivos e 
sedimentação, com topos um tanto aplainados e bordas bem pronunciadas.
• Planícies: locais aplanados com baixa altitude formados por processos 
de sedimentação.
• Montanhas: formas elevadas de relevo com altitude destacada.
• Depressões: regiões em que processos erosivos são proeminentes e que estão 
ao lado dos planaltos.
• Escarpa: área com acentuada declividade.
• Cuesta: forma de relevo com uma escapa com declive menos acentuado e outra 
com um declive bem acentuado.
• Chapada: planalto com topo aplainado e encostas escarpadas.
• Morro: pequena elevação de uma localidade em relação a outra.
• Serra: conjunto de formações de relevo que apresenta altitude elevada e 
diversas das formações anteriormente apresentas.
• Inselberg: saliência abrupta formada em uma área com a presença de um material 
que não foi erodido pelos fatores que influenciaram a região que o circunda.
TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL
29
Maiores informações sobre os tipos de relevo encontrados no país podem ser 
vistas no material didático denominado de Relevo Brasileiro (UFRN). Disponível no link: 
http://docente.ifrn.edu.br/jordanacosta/disciplinas/geografia-2-2.8401.2m/relevo-brasileiro.
DICAS
Você já observou algum mapa de relevo de uma determinada localidade? 
Observe a figura a seguir que trata sobre o relevo na cidade do Rio de Janeiro 
(RJ), analisando como a cidade se organiza em torno da perspectiva de relevo 
apresentada na localidade.
FIGURA 20 – RELEVO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
FONTE: <https://3.bp.blogspot.com/-J1-jpVxi3nE/TatEEuH7-II/AAAAAAAAEMI/t-nEjQxGhPA/
s1600/mapa_rio.jpg>. Acesso em: 24. jun. 2020.
Por meio dessa figura percebe-se que a cidade se expandiu a partir dos 
locais onde o relevo era menos acidentado. Porém, como sabemos, existem 
aglomerados urbanos nessa cidade que foram construídos nas encostas dos 
morros, próximo aos bairros descritos na Figura 20. Porém, ainda existem áreas 
de declive com maior inclinação e/ou com uma grande quantidade de áreas 
verdes, ponderando significativamente a paisagem da região (SAUER, 1998).
30
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
Outrossim, muito importante de ser visto e trabalhado, é a formação 
do relevo litorâneo, com as seguintes unidades de relevo (GATTO et al., 2002b; 
SAUER, 1998):
• Plataforma continental: porção submersa pelo mar com pouca diferença ao 
nível do mar.
• Praia: localidade onde a linha da correte marítima faz sua divisão entre áreas 
submersas e não submersas.
• Restingas: faixa de material sedimentar depositado através dos períodos 
de tempo que servem de uma barreia para delimitar recursos hídricos do 
continente e seu encontro com o mar em uma determina área geográfica.
• Falésias: paredões que são formados pela decomposição de rochas por 
agentes marítimos.
• Barra: local de saída de um curso de água do continente para o mar em que 
existe um acúmulo de detritos.
• Baía: acidente geográfico causado pela entrada do mar dentro do continente, 
protegido por uma restinga.
• Península: formação de relevo que avança sobre o mar.
• Enseada: praia com forma de arco.
• Recife: formação próxima a praia de natureza diversa que diminui a força 
das ondas.
• Fiordes: locais escavados por geleirasem um local próximo ao litoral.
Verifique, na figura a seguir, uma melhor ilustração das formas de relevo 
apresentadas neste tópico.
FIGURA 21 – PRINCIPAIS FORMAS DE RELEVO
FONTE: <https://1.bp.blogspot.com/-wfcpoNS55a0/VGIWhk2_hhI/AAAAAAAABGs/cO5OO7fr3tI/
s640/Tipos-de-Relevos.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020.
TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL
31
O ambiente rural, em sua gênese, como descrito no começo deste tópico, 
é tido como um local bucólico, com uma presença marcante da natureza e com 
opções de trabalho, moradia e lazer mais singelas. Sobre o conceito de ambiente 
rural de ser afirmado que existe um equívoco muito acentuado, pois as áreas 
rurais não necessariamente são tomadas por tais características, mas tendem a tê-
las com maior ênfase. Assim, de maneira geral, pode-se descrever as áreas verdes 
inseridas no contexto de áreas rurais de acordo com os seguintes conceitos e 
premissas, a grosso modo, referentes aos imóveis (SAUER, 1998): 
• Fazenda: localidade de grande produção agropecuária ou agroindustrial, com 
muitas funções sociais e grande extensão territorial.
• Sítio: localidade produtiva de menor tamanho que a fazenda.
• Chácara: localidade que também pode ser produtiva, mas apresenta um caráter 
mais voltado ao lazer.
• Plantações: locais onde são cultivados vegetais para o consumo humano 
ou animal.
• Criações animais: estabelecimentos ou unidades de criação animal.
• Condomínios: locais de moradia, que podem apresentar um conforto social e 
aglomeração urbanizada de maneira mais efetiva.
• Áreas de proteção ambiental: local onde são preservados os recursos naturais, 
de acordo com a legislação vigente.
Observe as figuras a seguir para compreender melhor os elementos que 
compõem a paisagem rural. 
FIGURA 22 – SISTEMA PRODUTIVO AGROPECUÁRIO E INDUSTRIAL NO CAMPO
FONTE: <http://www.correiogoianotv.com.br/redim/400x1000/0/arquivos/capas/tbarti-
gos/4880a63703f93c9ed62ae8e39bf21ff6.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020.
32
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
FIGURA 23 – AMBIENTE RURAL REFERENTE A UMA ÁREA COM OPÇÕES DE LAZER
FONTE: <http://lecanton.com.br/fazenda-suica-conheca-o-incrivel-hotel-fazenda-do-le-canton>. 
Acesso em: 22 jun. 2020.
Maiores informações sobre a paisagem rural brasileira podem ser vistas no 
material didático denominado de Temáticas Rurais (UFRGS), disponível no link: http://www.
ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/derad004.pdf.
DICAS
O ambiente urbano, como fora descrito no início deste tópico, tende a 
ser mais populoso, aglomerado, com dispositivos de moradia, trabalho e lazer 
mais apurados e modernizados. Sua disposição espacial deve ter como base o 
entendimento geral que as populações envolvidas em tais regiões geográficas são 
dependentes de localidades com funcionabilidades diversas e que sua disposição 
deve ser planejada para estes fins.
Além disso, as áreas urbanas que são pensadas para terem a função de áreas 
verdes são um contraponto ao conjunto arquitetônico do cinza promovido pelo 
concreto, que é a base da construção das grandes e modernas cidades. Perfazendo 
muitas vezes uma realidade que não tem utópica, tendo em vista que as áreas verdes 
produzem uma satisfação e calmaria aos seus frequentadores (SAUER, 1998). 
Tais processos de urbanização sustentável com áreas geográficas 
recortadas pela presença do verde e conceitos de paisagismo serão esclarecidos 
no tópico Arborização em espaços urbanos inserido nesta mesma unidade.
Vislumbre essas duas imagens e pense como podem ser pensadas e 
construídas áreas de trabalho, moradia e lazer em áreas rurais tendo em vista a 
perspectiva da presença paisagistica de maneira marcante e sustentável. 
TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL
33
Interligando as informações descritas neste tópico, pode-se afirmar que 
a paisagem composta pelo relevo e solo são encontrados em áreas urbanas e 
rurais sem distinção alguma. Podendo também serem modificadas pela ação 
do homem para que sejam melhor utilizadas e que essa utilização possa gerar 
conforto ao público que faz contato com tal área. É essencial o entendimento 
que a sustentabilidade deve ser um importante ponto a ser trabalhado e visto 
em qualquer projeto humano, não sendo diferente com o paisagismo para áreas 
urbanas e rurais. Pois somente assim poderão ser pensadas ações de trabalho que 
gerem conforto na atualidade, além de permitir a futuras gerações o acesso aos 
recursos naturais existentes no planeta. Pense nisso!
Maiores informações sobre a paisagem rural e urbana brasileira podem ser vistas 
no material didático denominado de Paisagens do Brasil (IBGE), disponível no link: https://
biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/paisagensdobrasil.pdf.
DICAS
Áreas verdes, naturalmete, são dependentes do clima que é predominante 
na região perfazendo que haja sucessões ecológicas entre as populações vegetais 
com a inserção de espécies que são adaptadas a esse clima e que, por conta disso, as 
espécies vegetais encontradas em algumas regiões são únicas e não são encontradas 
em qualquer outro lugar (SAUER, 1998).
 
Sendo assim, pode-se afirmar que o clima é um dos fatores que mais 
importa para a segregação da cobertura vegetal natural, pois uma planta que pode 
ser encontrada na área geográfica da linha do Equador pode ser naturalmente 
encontrada próximo ao Polo Sul. E, ainda, faz-se necessário esclarecer que o 
relevo e o solo são fatores que são facilmente encontrados em simultâneo em 
várias localidades, por exemplo, uma montanha pode ser encontrada próximo 
a zona costeira, a áreas tropicais e na Antártida com constituições de solo que 
podem ser semelhantes (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002).
Portanto, adentremos agora no conjunto de informações que são 
relacionadas com clima no mundo. 
34
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
Segundo o IBGE (2002), temos:
Tempo: fatos meteorológicos que ocorrem em determinado momento. Exemplos: chuvas, 
raios, ventanias, céu aberto, entre outros.
Clima: estados de tempo que se repetem com o passar das épocas, formando climas frios 
e quentes por exemplo.
NOTA
Veja, a seguir, alguns conceitos importantes para a climatologia.
Então, os acontecimentos estudados pela Meteorologia devem ser levados 
em consideração para a construção de projetos de paisagismo, pois os problemas 
com a adaptação, cultivo e arranjo de projetos em paisagismo. Assim, veja a 
seguir os principais acontecimentos meteorológicos que são relacionados ao 
tempo (INMET, 2019):
• Chuva: precipitação atmosférica (queda) da água condensada.
• Calor: energia transferida na forma de alta temperatura.
• Céu claro: estado em que o céu está sem nuvens.
• Evaporação: perda da água do estado líquido para o vapor por meio de um 
aporte de calor.
• Frente: deslocamento de massas de ar, que pode ser quente ou fria.
• Frio: ausência de calor.
• Geada: condensação do orvalho na superfície do planeta.
• Granizo: precipitação tipo a chuva com a formação de cristais de gelo de 
tamanho variado que precipitam na superfície terrestre.
• Latitude: distância em graus dos polos.
• Longitude: distância em graus do meridiano principal terrestre.
• Neve: precipitação cristais em forma de flocos, ocorrente em ambientes frios.
• Névoa: pequenas gotas de água em suspensão na atmosfera.
• Nublado: presença de nuvens, antônimo de céu claro.
• Orvalho: condensação de água na superfície do solo.
• Raio: descarga elétrica na atmosfera.
• Vento: ar em deslocamento.
• Temperatura: quantidade de calor no ar.
• Umidade: quantidade de água disponível no ar atmosférico.
Projetos de paisagismo devem ser pensados de acordo com o clima de 
cada localidade, pois temos espécies que se adaptam melhor a lugares quentes, 
úmidos ou secos, também a lugares frios, algumas não podem tocar rajadas de 
vento, não toleram geadas ou granizo. Maiores informações sobre tais processos 
serão elucidados a seguir e na unidade que trata sobre os vegetais.
TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL35
Para melhor fixar tais conceitos e outros relacionados aos acontecimentos 
meteorológicos, relacionados ao tempo, visualize o glossário do INMET (Instituto 
Nacional de Meteorologia), no link: http://www.inmet.gov.br/portal/index.php?r=home/
page&page=glossario.
DICAS
Logo, o clima é um fator importantíssimo para a tipificação da vegetação 
natural ou manejada pelo homem e o entendimento de como essa pode ser 
compreendida e arrumada para promover a construção de uma paisagem 
(GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002).
A seguir, conheceremos um pouco mais sobre clima e sua importância 
para a formação vegetal, para isso, primeiro observe a figura a seguir.
FIGURA 24 – RELEVO E LATITUDE INFLUENCIANDO A VEGETAÇÃO
FONTE: <http://www.coladaweb.com/files/biomas-terrestres.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020.
Perceba que, ao passo em que a altitude aumenta, a vegetação muda 
de fisionomia e isso também ocorre em direção ao Polo, perceba a gradação da 
vegetação, as formas gerais que as espécies vegetais apresentam e reflita sobre 
como o paisagismo pode ser trabalhado usando espécies que são adaptadas a 
região a qual um dado projeto esteja sendo pensado. Imagine que muitas são 
as possibilidades de montagem de projetos de arquitetura que sejam coerentes 
com a região a qual estão sendo dirigidos, levando em consideração a tipificação 
da paisagem, o clima e os vegetais escolhidos para tal função (GATTO; PAIVA; 
GONÇALVES, 2002). 
36
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
Muitas vezes pode ser percebido que existe uma tendência a repetição de 
modelos de trabalho utilizados em uma dada região, estabelecendo que seriam 
mais refinados e conceituais, tudo tem seu valor no mundo, inclusive uma erva, 
uma árvore, um arbusto que é natural da região que você mora. Reflita sobre as 
possibilidades sociais, aromas, cores, sabores e texturas que circulam a sua região 
de moradia e que são produzidos pelos vegetais, comece a identificar elementos 
que melhor poderiam se encaixar com projetos revolucionários e sustentáveis. 
Este livro servirá como uma base de apoio para a mudança de concepções 
e de visão sobre as tipificações da vegetação, para que sua criatividade seja 
aguçada. Juntos, embarcaremos nessa aventura cheia de conhecimentos (GATTO 
et al., 2002b).
 
Uma maneira importantíssima de conhecer a tipificação da vegetação 
é juntar os acontecimentos meteorológicos em um dado período de tempo, 
caracterizando assim o clima de uma dada região. Para tal, são realizados testes 
diversos, em um período de pelo menos trinta anos, sem interrupções, visando o 
entendimento de fatores como: temperatura, regime de chuvas e umidade do ar, 
entre outros. Esclarecendo assim como poderá ser caracterizado o clima de uma 
região. Para o mundo inteiro, tratando de uma escala maximizada existem climas 
diversos (GATTO et al., 2002).
FIGURA 25 – CLIMAS PELO MUNDO
FONTE: <http://1.bp.blogspot.com/_LvbGAizH9cE/RwPLTyJ4VnI/AAAAAAAAAFc/h4K-qIzgWMk/
s400/climas+do+mundo.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020.
O clima pelo mundo pode ser pensado da seguinte maneira: quanto 
mais próximo aos polos e quanto mais alta a altitude as paisagens se parecem, 
também próximo ao Equador e em altitudes baixas. Isso demonstra que a latitude 
e a altitude são fatores muito importantes para a tipificação climática e, por 
conseguinte, para a vegetação. 
TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL
37
Como principais climas pelo mundo temos (GATTO et al., 2002):
• Quentes: locais com altas temperaturas médias anuais, acima de 20 °C.
• Frios: locais com temperaturas médias anuais abaixo de 10 °C.
• Temperados: locais com médias entre 10 e 20 ºC.
• De altitude: variantes em suas características, com predominância de serem 
mais frios que regiões de entorno por conta da altitude.
Dentro de cada clima desses existem gradações em função da unidade 
do ar e da precipitação anuais ocorrentes nessas regiões, assim, temos (GATTO 
et al., 2002):
• Úmidos: com altas pluviosidade e umidade anuais, estes, por sua vez, 
podem ser Equatorial (perto da Linha do Equador), tropicais (mais afastados 
do Equador), marítimo (próximo ao mar), subtropical ou mediterrâneo 
(dependente da latitude).
• Desérticos: com baixas pluviosidade e umidade anuais, que, por sua vez, são 
frios ou quentes, dependendo da latitude ou altitude que ocorrem.
Acadêmico, sobre os climas presentes no Brasil, o que você sabe? Em 
correspondência ao que foi esclarecido para os climas presentes no mundo, 
com as nomenclaturas regidas por convenções internacionais, pode ser 
elencada com estas características, segundo o IBGE (2002), vide as informações 
e a figura a seguir. 
• Equatorial: altas temperatura, umidade e precipitação com posição geográfica 
próxima ao Equador.
• Tropical: condições menos atenuadas que as equatoriais, podendo ser ligado 
aos fatores de proximidade ao litoral e latitude.
• Semiárido: local encontrado no interior da região Nordeste e Norte do estado 
de Minas Gerais, com incidência de períodos acentuados períodos de falta de 
chuvas e temperaturas altas.
• Subtropical: locais com temperaturas mais amenas, situados abaixo do Trópico 
de Capricórnio.
38
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
FIGURA 26 – CLIMAS DO BRASIL
FONTE: <http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/5/normal_1110brasilclimas.jpg>. 
Acesso em: 22 jun. 2020.
Intimamente ligado ao clima está a disseminação da vegetação em sua 
forma natural. Assim, temos como fisionomias pelo mundo as seguintes formações 
vegetais (GATTO et al., 2002): 
• Florestas: locais com a presença de grandes árvores, diversidade de espécies, 
conformidades morfológicas que mudam de acordo com a latitude.
• Mediterrânea: locais com uma vegetação mais diversa e adaptada a sua 
sazonalidade climática, com formações vegetais abertas.
• Estepes: áreas com ocorrência de plantas adaptadas à escassez de água.
• Deserto: áreas com pouca vegetação em virtude do clima inóspito.
• Pradarias: locais com campos abertos e poucas árvores.
• Tundra: vegetação com uma conformidade reduzida em seu tamanho, adaptada 
ao clima frio.
TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL
39
FIGURA 27 – FORMAÇÕES VEGETAIS NO MUNDO
FONTE: <http://3.bp.blogspot.com/_DVEIWAjF544/TDkerznMHZI/AAAAAAAAAIg/PLSJtKEaDV4/
s400/mdmave.gif>. Acesso em: 22 jun. 2020.
Para melhor fixar tais conceitos e outros relacionados ao clima no mundo e 
Brasil), visualize o documento didático Climatologia Aplicada, no link: http://www.uepb.
edu.br/download/ebooks/Climatologia-Aplicada-aCC80-Geografia.pdf.
DICAS
No Brasil, a conformidade da vegetação pode ser referida como (IBGE, 2002): 
• Bioma Amazônico: vegetação densa, com árvores de grande porta, situado 
próximo à linha do Equador, com uma lata diversidade.
• Bioma Atlântico: vegetação semelhante ao amazônico com espécies de menor 
tamanho, em geral, e que fica próximo à vertente do litoral.
• Bioma Cerrado: ocupa a parte central do Brasil e é constituído como uma 
savana com espécies arbóreas que se segregam com um maior espaço entre si, 
presença marcante de gramíneas.
40
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
• Bioma Caatinga: vegetação com resistência a seca, presença marcante de cactáceas.
• Bioma Pantanal: uma miscelânea de espécies encontradas em outras localidades 
com a presença marcante de adaptações às inundações periódicas ocorrentes 
na região.
• Bioma Pampa: são campos abertos, presentes em locais mais ao sul do país.
Veja, a seguir, o mapa com a delimitação dos grandes domínios 
morfológicos da vegetação encontrada no país, na natureza. 
FIGURA 28 – BIOMAS BRASILEIROS
FONTE: <https://static.todamateria.com.br/upload/bi/om/biomasbrasileiros-cke.jpg>. 
Acesso em: 22 jun. 2020.
Observe a figura a seguir e, de acordo com seus conceitos, vislumbre 
a paisagem de cada localidade do Brasil por meio das imagens. Lembrando a 
necessidade de entendimento da dinâmica e tipificação da paisagem em função 
das localidades brasileiras em destaque. Veja como a sua memória pode ser 
aguçada e sua criatividade aflorada ao passo que você visualiza a figura. Pense 
que essas formações vegetais podem muito nos ensinar um designe arrojado, 
sustentável e que pode ser útil para a formação de belos projetos de paisagismo. 
TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL
41
FIGURA 29 – BIOMAS BRASILEIROS E SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
FONTE: <http://1.bp.blogspot.com/-mhIuWfOePfw/UP6b1pL9-CI/AAAAAAAAAC4/qQ21xu-
ZxuKw/s320/form+veg.png>. Acesso em: 22 jun. 2020.
Assim temos, na figura anterior – iniciando do lado de cima esquerdo 
e terminando no lado de baixo direito – os biomas: amazônica, atlântico (mata 
de araucárias), pampa, cerrado, cerrado (mata dos cocais), caatinga, atlântico 
(formação de manguezais), pantanal e atlântico (mata litorânea) (GATTO; PAIVA; 
GONÇALVES, 2002). 
Outrossim, muito importante, está relacionado com a ação humana em 
uma localidade em virtude da diversidade de espécies vegetais, pois o homem 
pode modificar a paisagem inserindo, assim, espécies vegetais ao sabor das suas 
necessidades de trabalho e ação. Assim temos prontamente os conceitos a seguir 
em relação à vegetação (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; GATTO et al., 2002):
• Antrópica: com modificação pelo homem.
• Natural: sem a modificação humana.
• Nativa: vegetais presentes naturalmente em uma determinada região.
• Exóticos: vegetais que são trazidos pelos homens e não são nativos a uma 
dada região.
Veja, a seguir, as localidades em que a paisagem foi mudada pelo homem, 
promovendo uma tipificação diferenciada da paisagem a partir da inserção de 
espécies vegetais.
42
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
FIGURA 30 – PLANTIO DE MILHO
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/38/4b/39/384b39d1c4af81e394b2a91ad358d37a.jpg>. 
Acesso em: 25. jun. 2020.
FIGURA 31 – JARDIM INTERNO
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/15/12/27/15122731e5a8f7ffbeb80f774e045239.jpg>. 
Acesso em: 22 jun. 2020.
Ambas as paisagens são áreas inseridas no bioma atlântico, com a intenção 
de trabalho humano de formar áreas para seu proveito, modificando, assim, a 
paisagem, em prol da produção agrícola de milho (Figura 30) e do embelezamento 
de uma propriedade (Figura 31). Exemplos estes que podem servir de base para 
afirmar quanto o homem pode modificar uma mesma região com o uso de ações 
de trabalho diferenciadas, usando vegetais para tal mudança, perfazendo, assim, 
uma considerável e notória modificação da paisagem.
TÓPICO 2 — ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO E RURAL
43
Caro acadêmico, você consegue agora perceber que não poderíamos apenas 
falar de tipos de vegetais sem esclarecer os motivos pelos quais a vegetação muda com a 
região a qual é referida? Pois bem, qual a sua lembrança de uma paisagem que está inserida 
próximo a uma praia ou a uma alta montanha?
IMPORTANT
E
Comece a pensar que algumas espécies se repetem e outras não, assim, 
essas diversidades podem ser trabalhadas de maneira em que os inúmeros projetos, 
que você poderá produzir, assumam um arrojado design que seja harmônico com 
o ambiente. Respeitando todos os componentes e parcelas ambientais, sociais, 
econômicas e históricas de uma localidade em prol da produção de um projeto 
harmonioso em todas as suas vertentes. Veja a importância de construir uma base 
de conhecimentos sobre a temática apresentada neste segmento! 
44
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• O relevo e o clima são importantes para a construção de uma ambientes paisagísticos. 
• Os climas são a mais importante porção a ser vista para a concepção de um 
produto paisagístico.
• A vegetação acompanha a modificação do clima.
• O Binômio clima e vegetação deve ser referenciado antes do processo produtivo 
de qualquer projeto de paisagismo.
• No Brasil existem diversos climas e vegetações.
• Particularidades que cercam os principais: climas, vegetação e biomas do país 
e do mundo.
• A consultoria e projetos em paisagismo deve ser inerente as possibilidades 
climatológicas da região a ser trabalhada.
45
1 Procure em livros, jornais e outros veículos de comunicação informações 
sobre o clima e a vegetação da localidade onde moras. Compare com o 
clima e vegetação da cidade como São Paulo (SP) (vide as informações 
descritas neste tópico).
2 Leia o texto a seguir:
Planejar a arborização é indispensável para o desenvolvimento urbano, para não 
trazer prejuízos para o meio ambiente. Considerando que a arborização é fator 
determinante da salubridade ambiental, por ter influência direta sobre o bem estar do 
homem, em virtude dos múltiplos benefícios que proporciona ao meio, em que além 
de contribuir à estabilização climática, embeleza pelo variado colorido que exibe, 
fornece abrigo e alimento à fauna e proporciona sombra e lazer nas praças, parques 
e jardins, ruas e avenidas de nossas cidades. É essencial o uso correto das plantas 
em arborização, uma vez que o uso indevido de espécimes poderá acarretar uma 
série de prejuízos tanto para o usuário e Empresas prestadora de serviços de rede 
elétrica, telefonia e esgotos. A arborização urbana vem merecendo uma atenção cada 
vez maior em função dos benefícios e até mesmo dos problemas que se apresentam 
em função da presença da árvore no contexto da cidade. O Desenho Urbano, ao 
estruturar a cidade e suas parcelas, maneja os componentes da paisagem construída 
e entre eles o elemento vegetal.
FONTE: Adaptado de <http://joaootavio.com.br/bioterra/workspace/uploads/artigos/
arborizaurbana-515646a391755.pdf>. Acesso em: 22 jun. 2020.
Na sua concepção, com suas ideias pessoais, quais as contribuições que você 
poderia dar em prol da composição urbanística para o reflorestamento de 
áreas da sua cidade, em virtude dos componentes ambientais descritos no 
trecho apresentado anteriormente?
AUTOATIVIDADE
A seguir, estudaremos as áreas de espaços urbanizados, com a presença de 
paisagens modificadas pelo homem, sugerimos que você, antes de prosseguir, revise todo 
o conteúdo que demonstramos a fim de conceituar a ação paisagística e firmar melhor 
os conceitos em prol de uma construção holística e funcional dos conhecidos até então 
absorvidos por você.
ESTUDOS FU
TUROS
46
47
TÓPICO 3 — 
UNIDADE 1
ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS 
URBANOS
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, aprenderemos sobre a produção de ambientes com 
arborização, para tal empreitada serão descritos os principais pontos e ações de 
trabalho necessários para essa condição de paisagismo, substancial à elaboração 
de projetos de paisagismo e arquitetura fundamentados na perspectiva da 
sustentabilidade e da funcionabilidade.
Seja proativo em averiguar as informações descritas neste livro, assim 
como as leituras indicadas. Seu crescimento e diferenciação profissional é fruto de 
um emprenho conjunto, entre nós e você, tenha sempre isso em mente. Logo, seja 
curioso, experimentador e coerente em sua vida acadêmica, a fim de melhorar 
esses processos de aprendizagem. Confiamos em você, caro acadêmico, nesse 
caminho rumo ao conhecimento. 
A arborização urbana é uma das principais funções e necessidades 
paisagísticas em relação aos centros urbanos, seus serviços vão além de sombra 
e beleza, muitas outras funções podem ser exploradas a partir dessa iniciativa de 
trabalho e de ação.
Compreender melhor este ponto de trabalho é basilar para crescer 
profissionalmente e ser um paisagista com renome e com projetos verdadeiramente 
funcionais, aposte nesse segmento apresentado neste tópico como um diferencial 
para sua carreira. A seguir, serão exemplificados e explicados os pontos e tarefas 
necessários para essa produção.
2 PAISAGISMO URBANO
A mais expressiva ação de paisagismo e que é uma base conceitual 
importante para os estudantes e trabalhadores do paisagismo são as ações de 
projeto, formação, implementação, manutenção e uso de espaços urbanos. Assim, 
faz-se necessário esclarecer esse importante segmento da área do paisagismo 
antes de passar para a frente, realizando, assim, a demonstração e explicaçãode 
saberes inerentes à produção de artigos e à fomentação de projetos de paisagismo 
(GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; GATTO et al., 2002).
48
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
Para prosseguir neste tópico é sugerido que você, acadêmico, tenha em mão, 
seja de modo impresso ou virtual, um mapa de uma cidade, preferencialmente de maior 
porte, para que possamos juntos encontrar detalhes e prospectar ideias com as vertentes 
que serão apresentadas a seguir.
ATENCAO
Neste tópico, os logradouros serão tomados sobre a perspectiva urbana, 
com suas particularidades e objetos de trabalho. Assim, inicialmente faz-se 
necessário descrever conceitos que podem ser úteis para esclarecer as ideias 
desta unidade como um todo. Logo, temos (GATTO; PAIVA; GONÇALVES, 2002; 
GATTO et al., 2002): 
• Ruas: dispositivo de passagem de veículos e pedestres com tamanho menor 
que 20 m de largura.
• Avenidas: semelhante às ruas, porém com mais de 20 m de largura.
• Vielas: espaço de passagem entre dois logradouros com acesso somente a pedestres.
• Passarelas: locais de passagem subterrânea ou aérea que permite o acesso a 
uma determinada localidade.
• Travessas: semelhantes às ruas, mas com tamanho menor que 7 m de largura.
• Balões de retorno: dispositivo de acesso em locais de maior fluxo.
• Praças: locais de lazer e convivência dispostos em locais de menor tamanho.
• Parques: semelhantes às praças, porém com uma maior área geográfica.
Para melhor fixar o conteúdo anteriormente relatado sobre os logradouros, 
sugerimos a leitura do livro Característica urbanística em domicílios, produzido pelo IBGE 
(2019), disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/96/cd_2010_
entorno_domicilios.pdf.
DICAS
Agora, visualize um grande conjunto arquitetônico brasileiro que é a 
cidade de Brasília (DF) e preste atenção sobre a disposição dos dispositivos de 
passagem, abrigo e lazer, por meio de um mapa. Em seguida, analise uma figura 
semelhante que contém uma fotografia dessa mesma área para que possamos 
entender os conceitos de paisagismo inseridos nesta localidade.
TÓPICO 3 — ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS URBANOS
49
FIGURA 32 – MAPA DE BRASÍLIA
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/82/87/86/828786beb923afa0b50b9d4ea7f6ba7f.jpg>. 
Acesso em: 22 jun. 2020.
Para prosseguir neste tópico é sugerido que o acadêmico, antes, faça 
uma leitura no material didático Censo 2020, produzido pelo IBGE, para melhor 
entender como se dinamiza a ação de trabalho e exemplificação dos espaços urbanos, 
principalmente. Disponível em: https://censo2020.ibge.gov.br/media/com_mediaibge/
arquivos/3b97e8f4b986f68ab6595c094025b3d6.pdf.
DICAS
50
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
FIGURA 33 – FOTOGRAFIA AÉREA DE BRASÍLIA
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/9c/71/24/9c712443bf12b4a7fc36e3ec3d30e742--brasilia-
-capital-the-airplane.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020.
As duas imagens demonstram a mesma área geográfica, perceba a 
grandiosidade do projeto arquitetônico de Oscar Niemayer, que também 
contempla grandes áreas verdes compostas por gramados e pelo Parque Paranoá, 
projetado para ser uma área de lazer e que servisse como um local que promovesse 
conforto térmico à cidade. Perceba que os arrumamentos foram projetados para 
que a paisagem composta fosse harmônica, leve e arrojada. Pense que este pode 
ser um importante texto a céu aberto para a produção de projetos em paisagismo 
que contemplem todas as possibilidades e qualidades já vistas nesta unidade.
Conheçam o projeto de paisagismo de Brasília sobre a perspectiva do 
livro Roteiros Brasília, disponível em: http://www.turismo.df.gov.br/wp-conteudo/
uploads/2017/12/Guia-Roteiros-Brasilia-11x15_portugues.pdf.
DICAS
TÓPICO 3 — ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS URBANOS
51
A seguir, trataremos diretamente sobre o principal ponto deste tópico: 
a arborização urbana. Em primeiro plano, pode-se afirmar os benefícios da 
arborização como: reter a água das chuvas, diminuir a perda de água, promover 
um aumento da unidade do ar, produzir sombra, ser um ambiente de passagem e 
interligação em termos ecológicos e assegurar um melhor valor social e econômico 
a determinadas localidades (GATTO et al., 2002).
Pensando em parâmetros tem-se a descrição dos parâmetros biológicos 
e físicos (que serão melhor exemplificados a seguir neste livro didático), mas 
que, em súmula, são passíveis de serem entendidos para a perspectiva da 
arborização urbana, com as seguintes prerrogativas, por exemplo: árvores de 
diferentes espécies podem ter copas de diferentes formas, assim, de acordo com a 
necessidade e possibilidade de cada ambiente podem ser lançados artifícios como 
poda ou construções adaptadas a tais imperativos (GATTO et al., 2002).
A seguir, serão descritos esses parâmetros que podem melhor descrever 
os aportes de uma arborização moderna correta e sustentável, segundo os escritos 
de (GATTO et al., 2002) e Gato, Paiva e Gonçalves (2002) temos as seguintes 
informações enumeradas a seguir:
• Largura dos espaços de circulação: de modo geral, para que seja utilizada 
uma árvore, a largura mínima de um pavimento dever ser de 1,90 metros para 
que essa planta possa crescer com o mínimo de espaço necessário para sua 
vegetação normal. Caso não haja esse espaço, deve-se proceder o plantio de 
plantas menores e que possam ser acomodadas em jardineiras ou vasos. A 
seguir, visualize uma área com arborização correta para este parâmetro.
FIGURA 34 – EXEMPLO DE ARBORIZAÇÃO URBANA
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/23/72/eb/2372ebecdae84ca053224f9519753218.jpg>. 
Acesso em: 22 jun. 2020.
52
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
• Redes elétrica, comunicação e hidráulica: estas são necessidades e condições 
muito empregadas em ambientes urbanos e assim a conivência com elas é 
de suma importância para o sucesso de um projeto de paisagismo. Pois, se 
são plantadas plantas que danificam tais dispositivos de condução, muito 
provavelmente, estes vegetais serão diminuídos por meio de podas e afins 
ou até mesmo retirados da localidade. Simplesmente por serem fatores que 
diminuem a possibilidade de manutenção normal dessas atividades. A seguir, 
visualize um problema comum em áreas com a presença de redes e arborização, 
a necessidade de podas drásticas para diminuir as copas das árvores.
FIGURA 35 – PROBLEMAS COM A ARBORIZAÇÃO URBANA
FONTE: <https://poraqui.com/wp-content/uploads/2018/06/original_64bf26e00c9068a-
41826a99a7a1ac2c5-800x730.jpeg>. Acesso m: 22 jun. 2020.
• Imóveis e dispositivos de trânsito: os projetos em paisagismo devem 
compreender a busca por espécies que não obstruam ou interfiram nesses 
dispositivos, levando em consideração que os vegetais apresentam 
crescimento que, muitas vezes, se torna inviável a condução normal de 
projetos paisagísticos. Assim, deve-se pensar que tais vegetais multiplicarão 
sua estrutura nos anos seguintes a sua implantação. A seguir, pode ser 
visualizado um exemplo de problemas com o mal planejamento de uma 
arborização, com respeito ao parâmetro.
TÓPICO 3 — ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS URBANOS
53
FIGURA 36 – PROBLEMAS COM A ARBORIZAÇÃO URBANA (II)
FONTE: <https://media.correiodocidadao.com.br/1528479385-dsc-5992.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020.
Essas plantas devem ser plantadas em locais coerentes para sua vegetação 
normal, levando em consideração a sua tipificação, pois é necessário enfatizar 
que uma planta proveniente de um determinado clima pode ser introduzida em 
uma outra localidade com características distintas porém sua vegetação, ou seja, 
sua vivência como ser vivo, pode ser prejudicada significativamente (GATTO et 
al., 2002b).
Veja, no exemplo a seguir, uma planta trepadeira que precisa de uma 
grande quantidade de luz solar e que foi plantada em um local que não havia a 
incidência direta deste recurso.
FIGURA 37 – FALTA DE LUZ SOLAR
FONTE: <https://www.anasacjardin.cl/wp-content/uploads/2014/02/hojas_amarillentas.jpg>. 
Acesso em: 25 nov. 2019. 
54
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
Você conhece em sua cidadealgum projeto de paisagismo, mesmo que não 
seja produzido por um profissional capacitado, que deu certo ou que deu errado? Quais os 
pontos que podem ser elencados para que em projetos que você, caro acadêmico, venha 
a produzir num futuro breve, possam ser pensados na perspectiva para construirmos em 
sustentabilidade um projeto de paisagismo urbano.
NOTA
Promovendo a esse vegetal uma diminuição da qualidade e normalidade 
de suas funções fisiológicas. Assim, pode-se perceber que determinadas espécies 
vegetais podem ser vistas em outros ambientes que não são os seus naturais e 
essas, por sua vez, são passiveis de apresentarem anomalias diversas como, 
por exemplo, baixa floração, folhagem escassa, raízes pouco profundas, entre 
outros problemas. 
Assim, quando foram desenvolvidos os projetos de paisagismo visando 
que vegetais sejam plantados em determinadas áreas, deve-se procurar saber 
informações básicas sobre o vegetal como ser vivo (necessidades fisiológicas), 
também seu hábito de crescimento, possíveis problemas para a sociedade (plantas 
com veneno, espinhos ou outros) e assim projetar de maneira coerente uma área 
com o paisagismo.
Logo, depois de planejado e visto todos os pormenores apresentados 
anteriormente, pense que a planta como ser vivo deve ser instalada numa 
localidade em que haja acesso aos requisitos, segundo os escritos de Macedo e 
Sakata (2003), podemos elencar os seguintes tópicos:
• Plantio: este deve ser realizado com o uso de uma cova que seja corrente com 
o tamanho do torrão que a planta apresenta, ou seja, que caibam as raízes e o 
solo que está no entono desta, viabilizando o crescimento destas plantas, veja o 
exemplo a seguir.
• Solo: não se deve plantar vegetais em áreas urbanas sem que haja uma vistoria 
da qualidade do solo da região, pois este pode apresentar uma quantidade de 
pedras ou outros elementos sólidos que podem danificar as raízes e condição 
de crescimento.
TÓPICO 3 — ARBORIZAÇÃO EM ESPAÇOS URBANOS
55
FIGURA 38 – SOLO PREPARADO PARA O PLANTIO CORRETO DE UM PROJETO 
DE ARBORIZAÇÃO URBANA
FONTE: <https://portalambiental.pereirabarreto.sp.gov.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_
1586-300x225.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020.
• Adubação: as áreas de plantio devem ser adubadas, preferencialmente, com 
adubos de natureza orgânica (esterco, compostos orgânicos) para nutrir 
o vegetal de maneira satisfatória, veja a imagem a seguir que descreve este 
processo com minucia.
FIGURA 39 – ADUBAÇÃO EM ÁRVORES
FONTE: <https://www.floresefolhagens.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Como-Adubar-
-Suas-Plantas-1-2.jpg>. Acesso em: 22 jun. 2020. 
56
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
• Água: para cada planta deve-se fornecer o necessário de água para que ela 
sobreviva de acordo com as necessidades de cada espécies em virtude da 
ausência de chuvas, para isso, devem ser pensadas maneiras coerentes de 
irrigar estas plantas.
• Luz e temperatura: um fator muito importante, como já foi relatado 
anteriormente, o clima é um fator crucial para o paisagismo.
• Manutenção e condução: fatores que devem ser pensados com muito respeito, 
pois as espécies crescerão e assim são necessários muitos trabalhos ao longo dos 
anos para conduzir os processos de paisagem de acordo com os crescimentos 
de cada espécie.
Maiores informações sobre a arborização urbana podem ser encontradas 
no livro Manual técnico de Arborização Urbana, produzido pela Prefeitura de São Paulo 
(SP), disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_
ambiente/MARBOURB.pdf.
DICAS
 
57
LEITURA COMPLEMENTAR
O QUE É ARBORIZAÇÃO URBANA E QUAIS AS SUAS VANTAGENS
Camilla Greco
Viviane Coelho 
Arborização Urbana é um termo que vem sendo utilizado com muita 
frequência nos últimos tempos e que, em um primeiro momento, nos remete a 
uma simples interpretação: plantio de árvores no meio urbano.
Porém, por trás desta básica definição, existe uma grande área de estudo 
que ainda é pouco conhecida pela maioria. Área esta que possui princípios bem 
consolidados, e que vem trazendo muitas vantagens para nossas vidas. Nas 
cidades, as árvores desempenham um papel muito importante na melhoria da 
qualidade de vida da população e do meio ambiente.
Entre os benefícios podemos citar: bem-estar psicológico, efeito estético, 
sombra para os pedestres e veículos, proteção contra o vento, diminuição da 
poluição sonora, redução do impacto da água de chuva, auxílio na diminuição da 
temperatura e preservação da fauna silvestre. Contudo, este trabalho não deve 
ser feito de forma aleatória, já que só será realmente efetivo quando realizado 
um bom planejamento de arborização para tal. É de responsabilidade da gestão 
pública de cada município este planejamento, desde sua concepção até sua 
implantação e manutenção através da disponibilização de técnicos e agentes 
ambientais capacitados para as etapas de plantio, poda de árvores e supressão.
Nesta análise deve-se levar em consideração não somente as características 
peculiares de cada cidade (valores culturais, ambientais e de memória), como 
também aspectos importantes para se garantir a segurança e a mobilidade dos 
cidadãos e evitar situações conflitantes entre a arborização e equipamentos 
urbanos como fiações elétricas, postes de iluminação, muros e passeios. É escolher 
“a árvore certa para o lugar certo”, e é neste ponto que deverão ser utilizados os 
princípios da arborização urbana.
O primeiro passo para se ter um planejamento bem-sucedido, é 
providenciar o inventário das árvores já existentes. Neste momento, uma 
ferramenta tecnológica que permita o cadastro e visualização das árvores de 
forma rápida e fácil pode ajudar bastante no processo.
Este inventário deve conter o maior número de informações possível 
sobre os espécimes já existentes e os locais onde estão situados. Conhecendo-se 
o patrimônio arbóreo da cidade com a qual irá se trabalhar, é possível avaliar 
melhor onde e como atuar.
58
UNIDADE 1 — CONCEITUAÇÃO PAISAGÍSTICA
Com o inventário em mãos, torna-se possível compreender a relação entre 
as árvores e o local onde elas estão inseridas: a compatibilidade entre seu porte 
(raízes, tronco e copa) e o espaço disponível, as condições sanitárias existentes e 
sua adaptação. Todas estas informações, aliadas aos princípios da arborização 
urbana, irão definir quais espécies de árvores deverão ser utilizadas.
Na arborização urbana são várias as condições exigidas de uma árvore, a 
fim de que possa ser utilizada sem acarretar inconvenientes, sendo que, entre as 
características desejáveis, destacam-se (PIVETTA; SILVA FILHO, 2002):
• Resistência a pragas e doenças.
• Velocidade de desenvolvimento média para rápida.
• A árvore não deve ser do tipo que produz frutos grandes.
• Os troncos e ramos das árvores devem ter lenho resistente, para evitar a queda 
na via pública, bem como, serem livres de espinhos.
• As árvores não podem conter princípios tóxicos ou de reações alérgicas.
• A árvore deve apresentar bom efeito estético.
• As flores devem ser de preferência de tamanho pequeno, não devem exalar 
odores fortes e nem servirem para vasos ornamentais.
• A planta deve ser nativa ou, se exótica, deve ser adaptada.
• A folhagem dever ser de renovação e tamanho favoráveis, já que podem 
causar entupimento de calhas e canalizações, quando não, danificar 
coberturas e telhados.
• A copa das árvores deve ter forma e tamanho adequados ao ambiente.
• Quanto às raízes, estas devem ser profundas, para evitar que a árvore venha a 
prejudicar as calçadas e as fundações dos prédios e muros.
 
Pode-se concluir, com toda certeza, que a implantação de árvores nas 
cidades proporciona uma grande melhora na qualidade de vida da população.
Porém, a administração pública ainda tem um longo caminho a percorrer 
no que se diz respeito à correta utilização dos princípios da arborização urbana, 
a fim de tornar o ambiente das cidades ao mesmo tempo agradável e eficiente, 
respeitando tanto o Homem como a Natureza.FONTE: <https://digicade.com.br/blog/o-que-e-arborizacao-urbana-e-quais-as-suas-vantagens/>. 
Acesso em: 24 jun. 2020. 
59
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• O paisagismo é um ramo do conhecimento científico que faz uso de 
um grande grupo de informação provenientes de áreas diferentes do 
conhecimento humano.
• É interessante, senão imprescindível, dissertar que a paisagem, de modo geral, 
apresenta diversos caracteres: construções, acidentes geográficos, seres vivos, 
identidades sociais e outros pontos.
• A paisagem é o resultado da junção de fatores ambientais, sociais e econômicos 
inseridos em uma determinada área geográfica.
• Projetos de paisagismo podem mudar a qualidade de vida de uma dada população.
• Projetos de paisagismo podem servir para dar uma nova utilização a 
lugares geográficos.
• O processo social é bastante importante na construção da paisagem.
• A profissão de paisagista pode ser exercida por inúmeras pessoas que tenham 
formações diversas.
• O solo pode ser um fator que limita as possibilidades de construção de um 
projeto paisagístico.
• O relevo é importante para emoldurar os processos e projetos que podem ser 
úteis para a construção de um projeto paisagístico.
• Tempo meteorológico e clima são a substância que move os projetos em 
paisagismo, pois sem o bom entendimento deles não pode ser feita uma 
condição coerente de trabalho com respeito as possibilidades e anseios do 
projeto paisagístico.
Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem 
pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
60
Para responder às questões, baseie-se no conjunto de informações 
apresentado nesta unidade e nas figuras a seguir.
AUTOATIVIDADE
ARBORIZAÇÃO EM MARINGÁ
FONTE: <http://www2.maringa.pr.gov.br/sistema/imagens/tb_7214b81e6e2d.jpg>. 
Acesso em: 22 jun. 2020.
61
BENEFÍCIOS EM ÁRVORES
FONTE: <https://pindorama.sp.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/arvore_beneficios-1.png>. 
Acesso em: 22 jun. 2020.
1 A paisagem é uma das mais importantes e conceituais bases referentes à 
identidade de uma localidade. Sendo assim, quando falamos sobre uma 
determinada cidade, de um dado país, como a cidade de São Paulo, tem-se 
na mente dos participantes de um diálogo impressões diversas, que levam 
em consideração:
a) ( ) Fatores que retratam a paisagem por meio da descrição da silhueta do 
relevo, vegetação e prédios famosos exclusivamente. 
b) ( ) Fatores que retratam a paisagem por meio exclusivamente da descrição 
da silhueta do relevo, vegetação que o homem plantou e os prédios de 
modo geral.
c) ( ) Fatores que a retratam por meio da descrição do conjunto social, ambiental 
e estrutural (construções humanas) como parte integrante de um grande 
conjunto de ideias, concepções e conhecimentos que formam o conjunto 
denominado de paisagem.
d) ( ) Fatores que a retratam por meio da descrição do apenas do conjunto ambiental 
como parte integrante de um grande conjunto de ideias, concepções e 
conhecimentos que formam o conjunto denominado de paisagem.
e) ( ) Somente a maneira com que a sociedade inserida na região geográfica 
observa sua paisagem.
62
2 Um logradouro com arborização urbana deve apresentar: 
a) ( ) Um plano mínimo de trabalho para a implantação e manutenção das 
árvores que são utilizadas no espaço.
b) ( ) Um plano mínimo de trabalho que contemple apenas a implantação do 
projeto que são utilizadas no espaço. 
c) ( ) Pode ser feita sem serem pensados nos problemas que determinadas 
espécies vegetais podem causar as populações que farão uso destes 
locais.
d) ( ) Apenas um plano mínimo de trabalho para a implantação das árvores 
utilizadas no espaço, levando em consideração os problemas que 
determinadas espécies vegetais podem causar às populações que farão 
uso desses locais. 
e) ( ) Apenas um plano mínimo de trabalho para a implantação das árvores 
que são utilizadas no espaço levando em consideração que não há 
estrições de uso de nenhumas espécies vegetais nesses locais.
63
UNIDADE 2 — 
PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• compreender como são diagramados os projetos de paisagismo 
e colocados em prática, levando em consideração o passado e o 
presente do paisagismo;
• desenvolver o senso crítico sobre projetos paisgisticos do presente e do 
passado, em virtude das escolas paisagísticas;
• ser pratíco e objetivo na concepção de ambientes paisagísticos em virtude 
das informações aqui apresentadas .
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você 
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
TÓPICO 2 – PAISAGISMO EM AMBIENTES ÁRIDOS E TROPICAIS 
TÓPICO 3 – JARDINS BRASILEIROS
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
64
65
UNIDADE 2
TÓPICO 1 — 
PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, aprenderemos como melhor entender a constituição da 
paisagem no mundo antigo, valendo-se de informações sobre a natureza e da 
sociedade ocorrentes nessas localidades, num dado momento do nosso tempo 
cronológico. Fique atento às indicações de leitura, procure ver os links assinalados 
e mergulhe nessa importante junção de conhecimentos.
A paisagem, tida como uma parte marcante das grandes conquistas e 
navegações ocorrentes no mundo, pode ser vista como o plano de fundo que 
norteava as expedições e servia de pontos de referência para a construção de 
mapas que serviam de guia para tais atividades exploratórias. Pois esses processos 
de deslocamento humano, sem a ajuda de imagens de satélite ou equipamentos 
modernos, eram referenciados por tais sinais naturais sempre que possível 
(ADONIAS, 2002). 
 
A seguir, observe uma imagem que retrata um mapa antigo, com as 
indicações de elementos da paisagem, principalmente aquelas vistas em alto-
mar, em relação às áreas costeiras.
FIGURA 1 – MAPA DO BRASIL EM TEMPOS COLONIAIS 
FONTE: <https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/images/agenciadenoticias/revista_retratos/Revis-
ta17/mapas_not1.jpg>. Acesso em: 15 jan. 2020.
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
66
A paisagem desde os tempos antigos tem sua importância como 
identidade social. Nesse sentido, tratando deste material, serão descritos 
conhecimentos que revelem a importância, peculiaridades e necessidades da 
organização paisagística, com respeito a estilos que puderam ser encontrados 
no mundo em épocas diferentes. A história do Paisagismo, com ênfase a 
ambientes internos, será a grande temática desta unidade, tendo em vista suas 
particularidades sociais e econômicas, com informações básicas e curiosidades 
que irão compor um grande conjunto de saberes que serão imprescindíveis em 
sua construção como profissional do designer de interiores. 
2 BREVE RESUMO HISTÓRICO E PAISAGÍSTICO: MUNDO 
ANTIGO ATÉ ÉPOCA ATUAL (VISÃO INDO, ÁRABE E EUROPEIA)
Iniciamos nossa peregrinação histórica numa época remota, em que 
os hominídeos viviam de maneira bem diferente da que vivemos hoje. Eles 
mantinham seus bandos com o uso da caça de animais e da coleta de frutos 
e raízes, viviam como nômades e se alojavam em locais naturais de abrigo. A 
sobrevivência desses bandos de hominídeos começou a melhorar quando 
foi descoberta a agricultura, que facilitou a fixação desses grupos sociais em 
determinadas localidades (COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). 
 
Também outro grande ganho foi a formação de saberes e técnicas que 
envolviam a produção de artefatos metálicos (KOSHIBA et al., 2004). Esses 
grupos, ao se fixarem em determinadas regiões, iniciaram uma maior observação 
de características da natureza, implementaram a fomentação das primeiras 
estruturas sociais e religiosas.Também iniciaram a codificação de sua linguagem 
por meio da escrita. Esses grupos sociais foram a gênese de civilizações que 
viveram na região que hoje é ocupada por países árabes (CAMPOS; MIRANDA, 
2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004).
Acadêmico, conheça mais sobre o homem pré-histórico no documentário 
Pré-história, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=MruqPd3vcM4.
DICAS
Assim podemos entender que a formulação da escrita foi um divisor de 
águas para os seres humanos, pois, com esta ação, muitas das coisas que temos hoje 
em nosso convívio passaram a ser melhor representadas, tecnologias puderam 
ser melhor exemplificadas e os grupos humanos começaram a melhor trabalhar a 
perspectiva da agricultura, que impulsionara a explosão demográfica no mundo. 
Principalmente naquilo que resultaria no que denominamos atualmente de 
impérios Egípcio e Mesopotâmios (PAZZINATO; SENISE, 2002). 
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
67
Outro ponto também muito importante que a paisagem dessas 
localidades passou por mudanças significativas, com o cultivo de produtos 
como: trigo, cevada e linho; também a criação de animais como bovinos, 
equinos, caprinos e ovinos. Por conta de canais de irrigação, obras de tamanho 
nunca visto como palácios e templos, além de um forte desenvolvimento da 
mineração (PAZZINATO; SENISE, 2002; KOSHIBA et al., 2004) 
Com respeito aos povos da Mesopotâmia, inúmeros foram os seus 
grupos sociais, sendo os mais importantes os Sumérios, Acádios, Babilônicos 
e Persas, que se sucederam, ou eram contemporâneos, entre os anos de 400 
a.C a 550 a.C. Neste período de tempo, muitos foram os avanços desses povos 
no aporte tecnológico e social, perfazendo um local de muita movimentação 
de conhecimentos e pessoas. Tendo o mais iônico monumento paisagístico 
implantado pelos Babilônicos, mundialmente conhecido na atualidade e 
ainda venerado por sua complexidade, os Jardins Suspensos da Babilônia. 
Nesses locais, haviam, segundo os documentos antigos, importantes ações 
de comodidade e de luxo, sendo uma das sete maravilhas do mundo antigo 
(CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; DIVALTE, 2002). 
A seguir, observe representações deste jardim e de como os povos 
Mesopotâmios decoravam suas construções. 
FIGURA 2 – JARDIM SUSPENSO DA BABILÔNIA
FONTE: <http://2.bp.blogspot.com/-z-1kFqtjN3w/TfEVTNHN7rI/AAAAAAAAACw/nokW7ejvNkk/
s320/Cidades-0032-www.templodeapolo.net---Jardins-suspensos-da-Babil%25C3%25B4nia.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
A seguir, você pode percebera um exemplo de decoração em ambientes 
construídos na Babilônia. 
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
68
FIGURA 3 – DECORAÇÃO EM AMBIENTE CONSTRUÍDOS NA BABILÔNIA
FONTE: <https://www.smb.museum/fileadmin/website/Museen_und_Sammlungen/Pergamon-
museum/01_Ueber_uns/Profil/PM_Ischtar_Tor.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020.
Maiores informações sobre os povos da Mesopotâmia e suas particularidades 
no documentário Civilizações perdias: Mesopotâmia, no canal Albiergue da Silva, disponível 
em https://www.youtube.com/watch?v=uF_-_OWexPA.
DICAS
Sobre o Egito Antigo, podemos afirmar que essa civilização foi um marco 
na produção de tecnologias que foi um importante polo humano entre os anos de 
3100 a 332 a.C., nesta localidade, as margens do Rio Nilo, no continente Africano, 
floresceu essa civilização de acordo com a subida ou descida do leito do rio. Sendo 
importante, levando em consideração a questão do paisagismo, a construção de 
imensas estruturas e dispositivos com função habitacional, religiosa, política 
e para a produção de alimentos. Tais obras vão muito mais além do que as 
mundialmente famosas pirâmides, mas são compostas por inúmeros artefatos 
e dispositivos paisagísticos luxuosos, com uma grande possibilidade de serem 
na atualidade vistos como modelos de trabalho para tais valores e importância 
(CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). 
A seguir, vejam imagens que demonstram essa referida suntuosidade 
paisagística.
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
69
FIGURA 4 – ARQUITETURA EGÍPCIA
FONTE: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7a/Luxor07%28js%29.
jpg/440px-Luxor07%28js%29.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020.
A seguir, na Figura 5, você perceberá uma imagem de aspectos de luxo em 
ambientes no Egito Antigo:
FIGURA 5 – LUXO EM INTERIORES DE TEMPLO NA CIDADE DE TEBAS, EGITO ANTIGO
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/d3/7b/0f/d37b0ffc416eda9de23352c24b4980b7.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
70
Maiores informações sobre a arquitetura do Egito Antigo no documentário As 
10 Maiores Descobertas do Egito Antigo, produzido pelo canal Discovery, disponível em 
https://www.youtube.com/watch?v=AVMHz4_jpgE.
DICAS
Chegamos no ponto-chave e mais importante deste segmento de 
conhecimento: o homem antigo pode mudar em ambientes, visando a promoção 
de sentimentos, sensações e ideias altruístas que levem os indivíduos a um estado 
de felicidade, reverência e outros sentimentos nobres.
Outro povo que vive na região do Oriente Médio, são os Hebreus, 
descendentes do patriarca Abraão, que no ano de 2000 a.C. inicia a peregrinação 
da terra dos Caudeus (Mesopotamia) para a atual Palestina. Sua história é repleta 
de guerras, escravidão (Impérios do Egito e Babilônia), também seu governo 
mudou de forma de regimento por diversas vezes. Como aportes arquitetônicos 
ligados principalmente a sua religiosidade e a sua governança. A seguir, veja 
exemplos da arquitetura produzida por este povo (CAMPOS; MIRANDA, 2000; 
COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). 
FIGURA 6 – REPRESENTAÇÃO DO EXTERIOR DO TEMPLO DE SALOMÃO, JERUSALÉM
FONTE: <http://samauma.com.br/site/wp-content/uploads/2018/07/templo-de-salomao-
1024x427.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. 
Os gregos são um importante povo antigo quando tratamos sobre a 
questão paisagística. Pois suas ideias de liberdade e proximidade com a natureza 
permitiram a este povo um aporte muito natural em suas construções. Permitiu 
que fosse até nos dias atuais uma referência em arquitetura e designer, também 
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
71
com aportes importantes sobre o Paisagismo. De modo geral, esse grupo social 
usava as plantas naturalmente encontradas na região do Mar Mediterrâneo, 
sendo um importante fator para a construção de seus jardins, com a presença de 
oliveiras, parreiras, ervas aromáticas, entre outros (CAMPOS; MIRANDA, 2000).
Também sendo importante o aporte de balaústres, colunas expostas, 
estátuas humanas, locais de descanso ao sol ou com coberturas que permitissem 
uma maior cobertura do ambiente, além de uma importante condição de promover 
as áreas de jardins como sendo locais de descanso, contemplação e meditação 
(CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). Ainda nesta 
uindade, nos aprofundaremos mais nesses exemplos de cada uma das escolas de 
paisagismo que podem ser vistas pelo mundo. 
 
A seguir, veja uma obra atual, ligada a ideias que remetem ao povo grego, 
na concordância em questões relacionadas com o paisagismo.
FIGURA 7 – JARDIM DE ESTILO GREGO ANTIGO 
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/327918416613671778/>. Acesso em: 29 jun. 2020.
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
72
FIGURA 8 – JARDIM DO DERBY (RECIFE, PE), IDEALIZADO POR BURLE MARX,
 COM ESTILO QUE REMONTA AOS JARDINS GREGOS
FONTE: <https://imagens-revista-pro.vivadecora.com.br/uploads/2017/07/Roberto-Burle-Marx-
-Pra%C3%A7a-Derby-1.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020. 
Os Romanos, por sua vez, foram um povo que sucedeu os gregos, com 
uma história ligada a conquistas militares e políticas na região próxima ao Mar 
Mediterrâneo, influenciando o pensamento e a formação social e cultural de muitas 
localidades. Nesse sentido, esse grupo social foi a ponte para a transferência de saberes, 
pessoas e estilos arquitetônicos e paisagísticos dentro dos domínios deste povo. 
Ligados aos domínios deste povo havia a construção de áreas portuárias, tambémde áreas de captação e transferência de água e estradas. Tal domínio prevaleceu 
entre os último a.C. e os três primeiros séculos d.C. aproximadamente (CAMPOS; 
MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). Observe a seguir. 
FIGURA 9 – REPRESENTAÇÃO INSPIRADA EM UM JARDIM ROMANO
FONTE: <https://thearcheology.files.wordpress.com/2010/06/replica-do-peristylium-jardins-da-
-casa-dei-vettii.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020.
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
73
Maiores informações sobre a arquitetura na Roma antiga no documentário 
Arquitetura Romana Clássica, produzido pelo canal Marco Pádua, disponível em https://
www.youtube.com/watch?v=I_V8hTcBe9g.
DICAS
Paralelo com o declínio do domínio dos Romanos, os povos medievais que 
viveram na Europa, principalmente, contribuíram de maneira excepcional para 
a formação de ideias de paisagem, pois os grupos eram bastante diversos e suas 
conquistas permitiram que fossem estabelecidas ações em relação à paisagem de 
maneira muito intensa. Como exemplo, pode ser citado que as conquistas dos 
Vikings tinham um caracter explorador, e que o desmatamento de áreas da atual 
Islândia deu-se por ação deste povo por volta dos primeiros séculos da nossa era. 
Por exemplo, os já referidos Vikings construíam suas casas usando telhados com 
grama, para a proteção contra frio e como uma forma de esconderijo (CAMPOS; 
MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002). 
FIGURA 10 – REPRESENTAÇÃO DE UMA CASA VIKING NO SÉCULO II a.C.
FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/817403401097130211/ >. Acesso em: 29 jun. 2020.
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
74
Maiores informações sobre a Era medieval no documentário A vida 
Medieval, produzido pelo canal History, disponível em https://www.youtube.com/
watch?v=ADAWkyDLKBc.
DICAS
O Catolicismo é uma religião que contribuiu significativamente com a 
produção de ambientes paisagísticos. Pois suas construções abarcavam locais de 
contemplação e de significação ligadas as suas bases filosóficas, permitindo que 
seus adeptos possam ser melhor aconchegados dentro de ambientes visando a 
perpetuação da sua fé. Suas construções estão sendo trabalhadas desde o início 
da nossa era moderna, com a proposição de ambientes como mosteiros, templos, 
locais de abrigo e exílio (CAMPOS; MIRANDA, 2000). Observe a seguir exemplos 
sobre estas composições referidas. 
FIGURA 11 – PAISAGISMO NO MOSTEIRO DE SÃO BENTO, PORTUGAL
FONTE: <https://www.snpcultura.org/imagens/mosteiro_santo_tirso_20170608_pc.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
75
FIGURA 12 – MOSTEIRO DE ALCOBACA, PORTUGAL
FONTE: <https://www.travel-in-portugal.com/sites/default/files/styles/x_large/public/attractions/
alcobaca-monastery-cloisters.jpg?itok=yws-BEjK>. Acesso em: 24 jun. 2020.
Os Árabes, por sua vez, foram incentivadores da construção de locais 
com uma beleza paisagística sem comparações. Desde seus primórdios de 
expansão, por volta do sexto e sétimo século de nossa era. Sua arquitetura 
trouxe traços marcantes e cores vivas, buscando sempre a colocação de jardins, 
fontes, locais de banho e de meditação em seus projetos. Formas geométricas, 
arabescos e arcos são uma marca da arquitetura e paisagismo de tais construções 
(CAMPOS; MIRANDA, 2000). A seguir, visualize traços da arquitetura ligada 
a este grupo social.
FIGURA 13 – JARDIM ÁRABE
FONTE: <https://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2014/06/jardim-islamico.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
A seguir, na Figura 14 , você pode observar mais um exemplo de um 
jardim árabe:
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
76
FIGURA 14 – JARDIM ÁRABE II
FONTE: <https://thumbs.dreamstime.com/z/jardim-medieval-do-castelo-37749302.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
O documentário Um Mundo de Beleza e Graça: Arquitetura Islâmica da Índia, 
produzido pelo canal History, pode ser uma boa opção para que possamos aprender mais 
sobre este processo, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=MHAAq3i6oKU.
DICAS
Um pouco mais à frente, iniciou-se uma movimentação na Europa, 
por inúmeros motivos, que culminou no que podemos denominar de Grandes 
Navegações, nesses países europeus, sobretudo os países como a Espanha e 
Portugal inicialmente. Esse deslocamentos foram a base para a disseminação 
de informações das localidades, que vieram a ser colônias desses países e dos 
conquistadores, vice-versa, sendo assim, puderam ser observadas questões muito 
interessantes na América sobre o paisagismo. Alguns povos nativos americanos, 
naquela época, já tinham um grande aporte urbanístico disponível a sua sociedade. 
As mais importantes civilizações eram os Maias, Astecas e Incas, conforme 
indicações de Campos e Miranda (2000) e Cotrim (2002). A seguir observe, por 
meio das figuras 15 e 16, apontamentos sobre a condição de arquitetura em povos 
pré-colombianos. 
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
77
FIGURA 15 – ESQUEMA DE UMA CIDADE DA CIVILIZAÇÃO MAIA
FONTE: <https://haac1.files.wordpress.com/2017/10/k7.jpg?w=525>. Acesso em: 24 jun. 2020.
FIGURA 16 – REPRESENTAÇÃO ARTÍSTICA DO LAYOUT DA CIDADE DE TENOCHTITLÁN, MÉXI-
CO, NOS TEMPOS DA CONQUISTA ESPANHOLA
FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/503840277035956946>. Acesso em: 29 jun.. 2019.
Na imagem a seguir, observaremos o monumento Machu Pichu, localizado 
no Peru.
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
78
FIGURA 17 – REPRESENTAÇÃO DE MACHU PICHU, PERU, COM A CONSTRUÇÃO DA CIDADE 
E DE DISPOSITIVOS QUE FACILITAVAM A PRODUÇÃO AGRÍCOLA, CAPTAÇÃO DE ÁGUAS E 
OUTROS DISPOSITIVOS URBANÍSTICOS
FONTE: <https://media.tacdn.com/media/attractions-splice-spp-674x446/06/f2/64/87.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
Os povos que antecederam a chegada dos europeus na América, em sua 
grande maioria, apresentavam sociedades complexas e estruturadas em vários 
aspectos (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). 
Também, como forma de melhor aprender sobre os povos pré-colombianos, 
assistam ao vídeo Civilizações Secretas – Maias, Astecas e Incas, disponível em: 
 <https://www.youtube.com/watch?v=f0j4O2xJQSY.
DICAS
Revoluções sociais podem ser vistas na Europa, entre os séculos XVI a 
XIX, podendo ser base para a mudança da sociedade, como aduzem (CAMPOS; 
MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002):
• Feudalismo e capitalismo: após o Império Romano sucumbir, determinados 
grupos sociais em que havia a relação de uso da terra que era propriedade de 
um senhor de terras por camponeses, deu início ao processo que denominamos 
de feudalismo, com isso haviam pessoas trabalhando em prol de alimentos e 
outros benefícios. Começou-se a perceber que tais posses geravam divisas e 
assim surgiu o Capitalismo. Esses castelos eram lugares como fortalezas, luxo 
e outros dispositivos que eram tratados por meio do eminente capitalismo. 
Observe as figuras a seguir, nota-se o quanto essa época contribuiu para a 
concepção do conhecimento paisagístico atual (CAMPOS; MIRANDA, 2000; 
COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004).
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
79
FIGURA 18 – REPRESENTAÇÃO DA PAISAGEM DE UM CASTELO MEDIEVAL
FONTE: <https://imagens.viajonarios.com.br/2017/06/leeds-castle-696x522.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
• Renascimento: nesse momento, o homem e suas paixões foram tomadas 
como a base para a procura do ideal de vida e, portanto, mudaram 
muitos conceitos quanto a necessidade da articulação de dispositivos 
que facilitassem e melhorassem a qualidade de vida dos seus usuários, 
sobretudo dos grupos sociais mais abastados. Sendo assim, muitas 
obras foram feitas com esse viés diferenciado. Haviam, portanto, razões 
geométricas, estátuas, plantas de clima temperado na construção dos jardins 
com esta roupagem histórica. Dentre elas, podemos destacar as obras a 
seguir, conforme asseguram (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; 
KOSHIBA et al., 2004).
FIGURA 19 – JARDIM RENASCENTISTA I
FONTE: <https://blog.giulianaflores.com.br/wp-content/uploads/2013/08/jardim-le-notre.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
80
A seguir, é possível observar mais um exemplo de jardim renascentista:
FIGURA 20 – JARDIM RENASCENTISTA II
FONTE: <https://image.slidesharecdn.com/jardinsrenascentistas-130515154859-phpapp02/95/
jardins-renascentistas-16-638.jpg?cb=1368633000>. Acesso em: 24 jun. 2020.
• Absolutismo: em seguida, surgiram, na Europa, vários países, colocando 
pessoas da corte, principalmente, sendo como um centro da organização social. 
Esses eram detentores de localidades bem harmoniosas, com suaves curvas, 
simetrias em áreas verdes (KOSHIBA et al., 2004). Como demonstrado a seguir.
FIGURA 21 – JARDIM DE VERSAILLES, FRANÇA, COM CARACTERES ABSOLUTISTAS
FONTE: <https://gd-paris.sfo2.cdn.digitaloceanspaces.com/2018/09/JardimdeVersalhes.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
81
Logo após essa época, despontou a idade moderna que foi importante para 
o paisagismo, pelo fato que as informações se tornarem mais globais e, portanto, 
os estilos poderiam ser melhor assistido pelo que chamamos de modernidade. 
Este ponto será melhor exemplificado no Tópico 3, desta unidade. 
Para fixar melhor os conhecimentos, referentes à história indo, árabe e 
europeia, sugerimos a leitura de livros que apresentam de maneira mais apurada, sobre 
as movimentações sociais ocorrentes nessas épocas, assim você poderá compreender 
melhor os princípios que regem o Paisagismo em cada uma dessas etapas assinaladas. 
Tomem notas e percebam que a arquitetura e o paisagismo são reflexos da organização 
social, e, portanto, é sim imprescindível o entendimento de uma sociedade para entender 
suas obras de arquitetura e paisagismo, de modo geral.
NOTA
3 BREVE RESUMO HISTÓRICO E PAISAGÍSTICO: MUNDO 
ANTIGO ATÉ ÉPOCA ATUAL (VISÃO DO EXTREMO E SUL 
ORIENTAL)
Nesse momento, procuraremos entender os conhecimentos sobre povos 
asiáticos, sobretudo os que vivem no Sul e Extremo Leste, visando compreender 
um pouco sobre sua história e cultura, e como isso pode ser útil para a construção 
de seus produtos paisagísticos.
Sendo assim, inicia-se pelo Japão, país composto por uma grande 
quantidade de ilhas localizado no Oceano Pacífico, sua história remota desde 
cerca de 35000 a.C., quando coletores e caçadores chegaram as suas terras. No 
século VI, ocorreram a unificação dos povos que viviam neste país pela primeira 
vez. Na época feudal no Japão, no qual foram construídas imponentes estruturas 
com as características e traços marcantes, que hoje seria o estilo de jardim japonês, 
que falaremos mais a frente. Esses reinados promoveram uma revolução do uso 
da arte em prol da construção de dispositivos com funcionabilidades de moradia, 
religião entre outras utilidades. 
 
Esse país teve, no século passado, uma expansão territorial considerável, 
no qual suas ações de construção também poderam ser disseminadas para países 
do sudeste asiático e Oceania. Por conta das guerras e outros acontecimentos de 
caracter políticos, após a referida expansão, o Japão diminuiu suas possessões e 
retornou ao tamanho que temos na atualidade descrito nos mapas (HOLCOMBRE, 
2010). Veja, a seguir, as imagens que melhor demonstram os aspectos destas 
história paisagística.
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
82
FIGURA 22 – IMPERADOR JIMMU, O PRIMEIRO A SE TORNAR IMPERADOR NO JAPÃO
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/66/cb/55/66cb5572728eab50d902a35554c766bb.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
A seguir, observaremos o Santuário de Itsukushima, localizado no Japão:
FIGURA 23 – SANTUÁRIO DE ITSUKUSHIMA, JAPÃO
FONTE: <http://www.asia-turismo.com/japao/imagens/portao.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020.
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
83
Os chineses, de modo geral, foram uma civilização que contribuíram 
para a fomentação de estilos de paisagismo, semelhante aos encontrados no 
Japão, mas com particularidades relacionadas a sua pluralidade de etnias 
e credo. Esse país teve sua formação construída a partir do crescimento dos 
reinos e dinastias, promovendo uma expansão considerável, pretermitindo 
que fossem fundidas diversas culturas que promoveram a constituição deste 
país, como é visto nos dias atuais. 
Vale salientar que esse país recebeu muitas influências dos europeus nos 
últimos séculos, que tal proporção foi significativa para a mudança da constituição 
e modernização das ações em paisagismo nesse país (HOLCOMBRE, 2010). 
Assim, podemos visualizar, na atualidade, como sendo grandes dispositivos 
paisagísticos: a Muralha da China e as ruínas de Yin Xu, exemplificadas a seguir.
FIGURA 24 – A GRANDE MURALHA DA CHINA
FONTE: <https://media.melhoresdestinos.com.br/2017/12/muralha-china-820x545.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
Na próxima imagem, visualizaremos as ruínas da capital de Yin Xu:
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
84
FIGURA 25 – YIN XU, AS RUÍNAS DA CAPITAL DO FINAL DA DINASTIA SHANG
FONTE: <https://www.visitourchina.com/fileupload/image/Cities/Henan/Anyang/2.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
Tratando da Índia, de maneira generalista, tem-se o entendimento de 
um país diverso em culturas e, portanto, em ações paisagísticas, podendo ser 
visto também como diverso e multifacetado. Sua história tem base na época em 
que os primeiros humanos povoaram a Ásia, houveram reinados, divisões e 
ajuntamentos territoriais, existem muitas etnias e religiões nesse ambiente, além 
do colonialismo europeu que mudou muitos dos processos paisagísticos do país 
visando o conforto e promoção de semelhança com os seus conquistadores. Todos 
esses processos sociais e políticos formaram uma aquarela de possibilidades em 
paisagismo nesta localidade (HOLCOMBRE, 2010). A seguir, observamos grandes 
exemplos do paisagismo indiano encontrados na atualidade: 
FIGURA 26 – REPRESENTAÇÃO DO TAJ MAHAL, ÍNDIA
FONTE: <https://exame.com/wp-content/uploads/2016/09/size_960_16_9_taj-mahal-india13.
jpg?quality=70&strip=info&resize=680,453>. Acesso em: 24 jun. 2020.
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
85
FIGURA 27 – JARDIM DO PALÁCIO DE BANGALORE, ÍNDIA
FONTE: <https://www.viajali.com.br/wp-content/uploads/2020/01/bangalore-7-730x548.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
Imprescindível para nos situarmos melhor sobre história, construções e 
paisagismo na Ásia no texto História da Ásia, disponível em: https://www.researchgate.net/
publication/339601742_Historia_da_Asia.
DICAS
4 TIPOS E ESTILOS DE JARDINS EUROPEUS E 
ASIÁTICOS (ATUALIDADE)
Neste tópico, mergulharemos na possibilidade de aprendermos sobre as 
peculiaridades do layout dos ambientes projetados em paisagismo, com as suas 
possibilidades de trabalho e principais características.
• Jardim Inglês: neste ambiente, são construídos visuais com padrões menos 
rígidos e simétricos, enfatizando uma formação mais arredondada nas porções 
de relevo, caminhos e plantas. Sendo imprescindível a formação de ambientes 
com a presença de gramados e bosques (alamedas). Também é necessário que 
a valorização da silhueta natural do ambiente seja levada em consideração por 
meio da caracterização ondulatória e curvilínea que podem ser visualizadas em 
um ambiente natural. Porém, se necessário, poderão ser construídos ambientes 
com tais proposições. Vide as imagens a seguir para melhor entender tais 
processos de construção básica.
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
86
FIGURA 28 – EXPLICAÇÃO DE UM PROJETO DE JARDIM TIPO INGLÊS
FONTE: <http://twixar.me/YNFm>. Acesso em: 24 jun. 2020.
FIGURA 29 – PROJETO DE JARDIM TIPO INGLÊS
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/a5/d0/a0/a5d0a04ded68b1d3d0a02df14abf3171--landsca-
pe-plans-urban-landscape.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020.
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
87
FIGURA 30 – LAYOUT DE UM JARDIM TIPO INGLÊS, COM A DEMONSTRAÇÃO DE 
SUA FORMAÇÃO ESPACIAL
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/9d/38/10/9d3810e419f294b52dc48a2fd318076d--en-
glish-cottage-gardens-english-cottages.jpg>. Acesso em: 25 jan. 2020.
A seguir, na Figura 31, tem-se uma representeação de umlayout de jardim 
tipo inglês:
FIGURA 31 – LAYOUT DE UM JARDIM TIPO INGLÊS, COM A DEMONSTRAÇÃO DE SUA FORMA-
ÇÃO ESPACIAL E COM MORADIA
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/fc/34/94/fc3494ba250a6020241f13f97c582cc7--landscape-
-plans-farm-landscape-ideas.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020.
Muito importante para a construção de um jardim tipo inglês são as 
espécies de árvores e arbustos, dispensados no ambiente com a função de 
promover cores e possibilitar trabalhos de arranjo em formas e colorações 
para tal processo. Geralmente, são recomendadas espécies com flores 
vistosas e coloridas, também com a possibilidade de podas de manutenção e 
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
88
reforma, exprimindo um ar de naturalidade para tal processo. São, no geral, 
descritas na literatura as seguintes espécies vegetais para a composição deste 
ambiente, conforme ressaltam Campos e Miranda (2000), Cotrim (2002) e 
Koshiba et al. (2004):
• Bétula (Betula pendula). 
• Carvalho (Quercus sp).
• Liriodendro (Liriodendron tulipifera).
• Plátanos (Platanus sp).
• Catalpa-do-norte (Catalpa bignonioides).
• Tília (Tilia sp).
• Salgueiro (Salix x pendulina).
• Buxinho (Buxus sempervirens).
• Piracanta (Pyracantha coccinea).
• Veigela (Weigela florida).
• Plantas aromáticas também são bastante recomendadas.
FIGURA 32 – ESPÉCIES VEGETAIS PARA UM JARDIM INGLÊS
FONTE: <https://t1.uc.ltmcdn.com/pt/images/9/5/7/img_8759_ins_44837_600.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020.
Um ponto interessante a ser descrito é que a utilização de pedras não 
angulares, caminhos tortos e bancos de praça, podem ser interessantes para 
construir a paisagem em um jardim com o estilo descrito, veja a seguir a 
representação desta silhueta. 
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
89
FIGURA 33 – SILHUETA PARA UM JARDIM INGLÊS
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/2b/c6/ae/2bc6aeccdb6229be8dd31bd5f1088d3f--garden-
-cottage-english-gardens.jpg>. Acesso em: 24 jun. 2020.
Veja mais exemplos e projetos de jardins ingleses no material Jardim Inglês, no 
link: https://www.youtube.com/watch?v=aEgGebT8Cs8.
DICAS
• Jardim Francês: é um estilo rígido, geométrico e simétrico. Com valorização 
das formas mais geométricas que os demais, tendo a possibilidade de servirem 
de passeio largos e bem colocados para ambientes abertos. Utilizando 
poucas pedras pois os caminhos devem ser o mais livres possível (CAMPOS; 
MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). Veja, a seguir, imagens 
que melhor descrevem a possibilidade de serem classificados por meio deste 
tipo de jardim.
Os pinheiros são usados como espécies vegetais para este tipo de jardim 
ciprestes, porém a manutenção e formação são complicadas, pois precisam de 
muitas intervenções para que se tornem de acordo com a tipologia apresentada e 
característica deste jardim. Veja a seguir exemplos deste estilo.
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
90
FIGURA 34 – PLANTA ATUAL DO JARDIM DO PALÁCIO DE VERSAILES, FRANÇA
FONTE: <https://image.slidesharecdn.com/jardimfrances-110921073204-phpapp02/95/jardim-
-frances-33-728.jpg?cb=1316590451>. Acesso em: 24 jun. 2020.
Na próxima imagem, você poderá visualizar os arbustros do jardim do 
Palácio de Versailles:
FIGURA 35 – ARBUSTROS DO JARDIN DO PALÁCIO DE VERSAILLES
FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/457959855840637357/>. Acesso em: 29 jun. 2020.
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
91
Na Figura 36, visualizaremos alguns detalhes do jardim de Versailles:
FIGURA 36 – DETALHE DO JARDIM DE VERSAILLES
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/f6/d8/4b/f6d84b0b169423b63cd7770d29a8bda1.jpg>. 
Acesso em: 24 jun. 2020. 
• Jardim Italiano: de acordo com as abordagens de Campos e Miranda (2000), 
Cotrim (2002) e Koshiba et al. (2004) podem ser visualizados nas Figuras 37 
e 38 ideias sobre o jardim tipo italiano. Nesse contexto, são imitados locais 
com a perspectiva de jardins gregos e romanos antigos, com o uso de estátuas, 
plantas do Mediterrâneo, inclusive frutíferas, com a ambientação de chafarizes 
e corpos de água, que se assemelham a ambientes de contemplação e de contato 
com a natureza.
Os gregos são a primeira inspiração desse estilo de paisagismo. Levando 
em consideração suas ideias de liberdade e proximidade com a natureza, com a 
utilização das plantas naturalmente encontradas na região do Mar Mediterrâneo 
como oliveiras, parreiras, ervas aromáticas, entre outros. Como artigos de 
construção, neste tipo de jardim é possível, por tal influência, a presença de 
balaústres, colunas expostas, estátuas humanas, locais de descanso ao sol ou 
com coberturas que permitissem uma maior cobertura do ambiente, além de 
uma importante condição de promover as áreas de jardins como sendo locais 
de descanso, contemplação e meditação. Os Romanos, por sua vez, logicamente, 
foram a gênese do estilo italiano, com a construção de áreas com aguadas, também 
de áreas de captação e transferência de água e estradas de pedra (CAMPOS; 
MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004).
O Catolicismo foi o último contribuinte para a construção do estilo 
referido, com de ambientes como mosteiros, templos, locais de abrigo e exílio, 
compostos pela utilização deste tipo de jardim com o uso de estátuas religiosas 
(CAMPOS; MIRANDA, 2000). 
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
92
FIGURA 37 – JARDIM QUE PODE SER CLASSIFICADO COMO DETENTOR DO ESTILO 
ITALIANO (ATUALIDADE)
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/237564949077665613/> Acesso em: 29 jun. 2020.
Na Figura 38, é possível visualizar um Jardim Italiano:
FIGURA 38 – JARDIM ITALIANO
FONTE: <https://www.neidebraga.com.br/wp-content/uploads/2018/04/jardim-italiano-
-1599x720.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020.
• Jardim Oriental: este estilo de jardim é uma mescla de ideias descritas 
anteriormente, com a proposição e junção de diversas culturas do oriente, 
culminando naquilo que chamamos de jardim oriental ou jardim japonês. 
Com aportes filosóficos, religiosos e socias, com a utilização dos seguintes 
elementos na abordagem de Campos e Miranda (2000), Cotrim (2002) e 
Koshiba et al. (2004):
◦ cerejeira: como a flor da felicidade que abre suas flores como forma de 
gratidão;
TÓPICO 1 — PAISAGISMO EUROPEU E ASIÁTICO
93
◦ acer vermelho: uma planta que muda de cores na época do outono, 
assumindo uma coloração avermelhada em suas copas;
◦ lanternas e pagodes: que servem como um indicador de luz para tradição 
e espiritualidade; 
◦ lagos, pontes, cascatas e carpas: como forma de representar a fluidez da vida;
◦ bambus, adornos, sinos de vento, macacos de cerâmica, pedras e outros 
elementos: como reverência aos lagos.
Vejamos, a seguir, os elementos que descrevem visualmente este estilo.
FIGURA 39 – JARDIM JAPONÊS
FONTE: <https://cptstatic.s3.amazonaws.com/imagens/enviadas/materias/materia15294/jardim-
-jardinagem-paisagismo3.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020.
FIGURA 40 – JARDIM JAPONÊS II
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/45/1b/1f/451b1f948828c46d0227971dff0b4bb4.jpg>. 
Acesso em: 25 jun. 2020.
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
94
Para basear melhor os conhecimentos sobre a sociedade que construiu 
o Jardim Oriental, observe o material a seguir que retrata sobre conceitos históricos e 
culturais que culminaram neste estilo paisagístico, disponível no link: https://www.youtube.
com/watch?v=8tKDzxAOg2E.
DICAS
95
Neste tópico, você aprendeu que:
• A história de uma sociedade pode moldar a constituição de seus projetos 
paisagístico.
• A necessidade de mudanças de paisagismo pode ser visível ao longo dos anos.
• Havia construções paisagísticas em todo o mundo antigo no planeta inteiro.
• Jardins Ingleses são construídos para serem harmoniosos, com curvas, cores e 
aromas contrastando entre si.
• Jardins Italianos imitam a natureza mediterrânea e são construídos como locais 
de contemplação com a presença de dispositivos que permitem uma maior 
estadia dos seus usuários na localidade.
• Jardins Franceses são harmoniosos, porém são construídos dentro de 
açõesgeométricas.
• Jardins Orientais promovem o contato com a natureza, nos moldes orientais, 
com o uso de lagos, lanternas, pontes, animais entre outros elementos.
RESUMO DO TÓPICO 1
96
1 Leia os trechos a seguir e descrevam quais são os estilos de jardins 
apresentados nos fragmentos e construa uma planta (um simples esboço) 
de como poderias montar um jardim para cada um dos tipos de jardim 
assinalados a seguir. 
Questão 1: Jardim A: “[...] se caracteriza pela utilização de plantas frutíferas, 
flores, estátuas e fontes em um contexto bastante clássico e funcional. Embora seja 
muito parecido com o jardim francês, o estilo italiano incorporou o calor dos países 
mediterrâneos, quebrando a formalidade excessiva, com “licença poética”. Neste 
jardim formas topiadas de buxinhos e viburnos se combinam perfeitamente com 
estátuas de deuses e árvores frutíferas como laranjeiras e macieiras. As cercas vivas 
conduzem os caminhos para os pontos principais de contemplação. Não pode faltar o 
elemento água, na forma de uma fonte, chafariz ou espelho d'água, normalmente o 
ponto central de contemplação do jardim. As plantas escolhidas devem ser de origem 
mediterrânea ou temperada, capazes de aguentar o frio e a seca, mas muito floríferas na 
primavera. Outros elementos também se unem harmoniosamente a este jardim, como 
vasos cerâmicos, esculturas, treliças, arcos, pontes, bancos, etc, sempre traduzindo um 
clima romântico e clássico”.
FONTE: <http://terral.agr.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=51>. Acesso em: 25 jun. 2020. 
Questão 2: Jardim B: “[...] Também conhecido como jardim [...] é considerado o mais 
rígido e formal de todos os estilos, e se traduz em formas geométricas e simetria perfeita. 
Seus principais representantes, embelezam os palácios de Versalhes e Vau-le-Viconte. 
Criado no século XVII, durante o reinado de Luís XIV, o estilo demonstra o domínio 
do homem sobre a natureza e valoriza a grandiosidade das construções. Os caminhos 
nesse jardim caracterizam-se por serem largos e bem definidos, com cercas vivas e 
arbustos compactos, verdes e perfeitamente copiados. As pedras são pouco utilizadas 
e restringem-se a pedriscos ou lajes nos caminhos. As curvas francesas são muito 
utilizadas, de forma organizada e simétrica, sem jamais perder a formalidade. Os 
arbustos verdes, ciprestes e pinheiros também tem lugar de destaque neste jardim, com 
topiaria, seu formato final deve ser simétrico. Devido à intensa necessidade de podas, 
o jardim francês é considerado de alta manutenção e custo, que pode ser amenizado 
com plantas de crescimento lento a moderado. Outros elementos também podem fazer 
parte, como lagos, bancos, colunas, caramanchões, luminárias, esculturas, etc, desde 
que se integrem ao estilo”. 
FONTE: <http://terral.agr.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=51>. Acesso em: 26 jan. 2020.
Questão 3: Jardim C: “[...] Um convite a contemplação, o jardim japonês transmite 
paz e espiritualidade. Os aspectos visuais como a textura e as cores, em um jardim [...] 
são menos importantes do que os elementos filosóficos, religiosos e simbólicos. Estes 
elementos incluem a água, as pedras, as plantas e os acessórios de jardim”. 
FONTE: <https://www.jardineiro.net/jardim-japones.html>. Acesso em: 26 jan. 2020.
AUTOATIVIDADE
97
2 Leia o texto a seguir e faça o que se pede. 
TEXTO 1
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
FONTE: < https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/texto/cancao-do-exilio/index.
html>. Acesso em: 29 jun. 2020.
TEXTO 2
 
Subi a alta colina
Para encontrar a tarde
Entre os rios cativos
A sombra sepultava o silêncio.
Assim entrei no pensamento
Da morte minha amiga
Ao pé da grande montanha
Do outro lado do poente.
Como tudo nesse momento
Me pareceu plácido e sem memória
Foi quando de repente uma menina
De vermelho surgiu no vale correndo, correndo…
FONTE: Adaptado de “Paisagem”, de Vinicius de Moraes, disponível em: < http://www.vini-
ciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/paisagem> . Acesso em: 29 jun. 2020.
Para esta autoatividade, faça uma viagem ao tempo, relembre um local que 
você viveu uma grande alegria em sua vida. Descreva a sua paisagem e aponte 
possíveis ajustes que você poderia fazer na paisagem para tornar o local mais 
agradável. Escreva suas ideias e compartilhe com outras pessoas, veja as 
impressões e informação que poderiam ser elencadas a partir desta interação.
98
99
UNIDADE 2
TÓPICO 2 — 
PAISAGISMO EM AMBIENTES 
ÁRIDOS E TROPICAIS E NO BRASIL
1 INTRODUÇÃO
Ambientes áridos e úmidos, frios e quentes, a dualidade que tempera e 
pondera as diversas faces, paisagens e sociedades presentes em nosso planeta. 
Faces de uma aquarela, pintada pela natureza e reordenada com a ação humana. 
Sendo cruscial, senão basilar, para o bom entendimento e destaque em um 
empreendimento de cunho paisagístico. Seja diferenciado, entenda que este é um 
conteúdo que pode fortalecer suas percepções e ações sobre o paisagismo.
Assim, juntos, neste tópico, aprenderemos como melhor entender 
a constituição da paisagem em ambientes áridos e tropicais, valendo-se de 
informações sobre a natureza e da sociedade ocorrentes nestas localidades, 
num dado momento do nosso tempo cronológico. Fique atento às indicações 
de leitura, procure ver os links assinalados e mergulhe nessa importante 
junção de conhecimentos.
2 JARDINS EM ÁREAS ÁRIDAS
As áreas áridas são encontradas em todo o mundo, caracterizam-se pela 
baixa disponibilidade de recursos hídricos, ou seja, as chuvas se concentram 
em uma temporada pequena e no restante do ano são poucos os eventos de 
precipitação registrados nestas localidade. Além do que a evaporação natural 
dos ambientes aquáticos e seres vivos é considerável, portanto, em longos 
períodos o balanço do que sai pela evaporação é menor do que o que entra pelas 
precipitações. Para melhor conhecimento sobre as áreas com déficit hídrico no 
mundo, visualizaremos a próxima figura: 
100
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
FIGURA 41 – ÁREAS COM DÉFICT HÍDRICO NO MUNDO
FONTE: <https://crbio08.gov.br/noticias/biologia-em-pauta/insa-contribui-com-estudo-da-fao-que-a-
valia-o-uso-de-terras-arborizacao-e-cobertura-vegetal-em-zonas-aridas/>. Acesso em: 25 jan. 2020.
As áreas destacadas nessa figura são designadas como lugares com clima 
desértico a semiúmido, no qual podem ser referidas as seguintes informações 
(CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004): 
Nas áreas desérticas podemos perceber que grande quantidades estão no 
que hoje seria a sociedade árabe, no norte da África e Oriente Médio. Também 
existem áreas áridas na América do Norte, Centro da Ásia e Oceania, mas não o 
confunda com o estilo de jardim Árabe (que será descrito a seguir).
• Áreas como o semiárido brasileiro e a área do bioma Cerrado, no Brasil, 
apresentam um déficit hídrico acentuado, mas não são áreas desérticas.
• Existem pelo mundo áreas com déficit hídrico em ambientes quentes e frios.
 
Com essas informações em mãos, podemos afirmar que as plantas podem 
ser usadas nestas localidades, e devem ser resistentes a essas condições ambientais 
para a boa condução de um projeto de paisagismo sustentável nas áreas descritas. 
Na próxima unidade, falaremos mais sobre a biologia dos vegetais que podem 
ser usados para fins paisagísticos. Esses jardins são denominados como: árabes, 
desérticos ou rochosos. Veja o exemplo desse tipo na ilustração a seguir:
TÓPICO 2 — PAISAGISMO EM AMBIENTES ÁRIDOS E TROPICAIS E NO BRASIL
101
FIGURA 42 –REPRESENTAÇÃO DE UM JARDIM TIPO DESÉRTICO
FONTE: <https://www.floresefolhagens.com.br/wp-content/uploads/2017/07/Jardim-Arido-ou-
-Rochoso-1-16-768x557.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020.Assim, esse estilo de construção paisagística tem como intuito imitar a 
paisagem de áreas áridas, com a perspectiva da utilização de rochas, plantas 
que precisam de pouca água para sobreviver (xerófilas), havendo a presença de 
materiais como vasos e acessórios modernos. Também pode ser útil para lugares 
em que a tenha alguns empecilhos na manutenção, pois precisam de poucos 
ajustes, com o uso de adubações e regas menos intensas que os demais projetos 
(COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). 
Isso tudo pode ser aplicado também a lugares com alta incidência de sol, 
ventos fortes e com poucos recursos. Sim, os jardins em ambientes áridos são 
mais resistentes que os demais. Conforme a ilustração da Figura 43.
FIGURA 43 – LOCAL COM MUITA INCIDÊNCIA DE LUZ E TERRENO COM A PRESENÇA DE PE-
DRAS COMPONDO O LAYOUT DE UM JARDIM DESÉRTICO
FONTE: <https://www.floresefolhagens.com.br/wp-content/uploads/2017/07/Jardim-Arido-ou-
-Rochoso-1-18-768x539.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020.
102
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
Acadêmico, conheça mais sobre projetos de jardim Desértico no material 
Cactos e suculentas, no link: https://www.youtube.com/watch?v=gQwImCH5v-M.
DICAS
2.1 JARDINS ÁRABES
Os jardins Árabes, por sua vez, foram incentivadores da construção 
de locais com uma beleza paisagística sem comparações, em áreas áridas, 
principalmente no mundo árabe e na Espanha, como difusores deste estilo. Sua 
arquitetura trouxe traços marcantes e cores vivas, buscando sempre a colocação 
de jardins, fontes, locais de banho e de meditação em seus projetos. Formas 
geométricas, arabescos e arcos são uma marca da arquitetura e paisagismo de 
tais construções (CAMPOS; MIRANDA, 2000). 
As plantas utilizadas pelos árabes seriam: arbustos mediterrâneos com 
floras (rosas, narcisos, jasmins, alfazemas), árvores maiores com troncos grossos 
(primaveras, ciprestes, plátanos) e frutíferas (romãs, macas e uvas) com plantas 
ornamentais (KOSHIBA et al., 2004).
 
É preciso entendermos que sua principal diferença do estilo desértico 
é a ausência, a grosso modo, de cactáceas e a presença de fontes e plantas 
mediterrâneas. A seguir, visualize traços da arquitetura ligada a este grupo social 
(COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004).
Para sua formação, pode-se usar pedras de vários tamanhos e pensar em 
uma boa drenagem do solo. Deve-se evitar gramados e plantas com folhas largas 
e macias, pois as plantas deste ambiente apresentam a configuração de folhas 
diminutas e espinhos (COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). 
Como exemplos de espécies vegetais recomendadas para tal jardim, temos:
• cactos: mandacaru (Cereus spp.), pitaya (Hyloereus spp.), coroa de frade 
(Melocactus spp.);
• agaves: babosa (Aloe spp.), agave (Agave spp.);
• crassuláceas: calanchoes (Calanchoe spp.);
• bromélias: caroá (Neaoglaviosa spp);
 
Outras espécies com caráter aromático, flores pequenas e folhas discretas 
podem ser usados para a composição deste estilo paisagístico.
TÓPICO 2 — PAISAGISMO EM AMBIENTES ÁRIDOS E TROPICAIS E NO BRASIL
103
FIGURA 44 – JARDIM ÁRABE 
FONTE: <http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c2/Patio_de_Santa_Isabel.
jpg/300px-Patio_de_Santa_Isabel.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020.
A seguir, podemos visualizar mais uma representação de um jardim árabe:
FIGURA 45 – JARDIM ÁRABE II
FONTE: <https://abrilviagemeturismo.files.wordpress.com/2016/10/ornamental-garden-of-the-baha-i-
-temple-in-haifa-israel.jpeg?quality=70&strip=info&w=1024&h=686>. Acesso em: 25 jun. 2020.
Acadêmico, saiba mais sobre a sociedade que construiu projetos de jardim 
árabe no material Lemêm – o segredo do oriente, disponível em https://www.youtube.
com/watch?v=1dLgwQswznY.
DICAS
104
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
2.2 JARDINS TROPICAIS
Então, neste subtópico, vamos contrapor o que foi descrito no trecho 
anterior, sim, os jardins tropicais são, na maioria das suas características, o oposto 
aos jardins desérticos, com a utilização de alguns conceitos espaciais semelhantes. 
Veja a seguir.
As áreas úmidas são encontradas em todo o mundo e se caracterizam 
pela alta disponibilidade de recursos hídricos, ou seja, as chuvas se concentram 
em uma temporada pequena, mas no restante do ano, muitos são os eventos de 
precipitação registrados nestas localidades. Mesmo com uma alta evaporação 
natural dos ambientes aquáticos e seres vivos, não existe um déficit hídrico 
acentuado (DEMATÊ, 2012). Para melhor construirmos conhecimentos sobre as 
áreas tropicais no mundo, visualizemos a figura a seguir:
FIGURA 46 – ÁREAS TROPICAIS NO MUNDO
FONTE: <https://www.estudopratico.com.br/wp-content/uploads/2014/02/clima-tropical-linha.jpg>. 
Acesso em: 25 jun. 2020.
As áreas destacadas nessa figura são designadas como lugares com clima 
tropical, que podem se referir às seguintes informações encontradas na literatura 
(CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004): 
• Nas áreas tropicais, podemos perceber que uma grande de áreas em volta da 
linha do Equador, entre os Trópicos de Capricórnio e Câncer.
• Áreas como extensas do país apresentam esse clima.
• Existem pelo mundo áreas muitas áreas com esta representação ambiental.
• Outrossim, as áreas em que são montados jardins com esta tipificação podem 
ser fora da zona tropical do mundo, basta ter os recursos necessários para tal 
produção paisagística.
TÓPICO 2 — PAISAGISMO EM AMBIENTES ÁRIDOS E TROPICAIS E NO BRASIL
105
Com essas informações, podemos afirmar que as plantas podem ser 
usadas nessas localidades e devem ser resistentes a essas condições ambientais, 
para a boa condução de um projeto de paisagismo sustentável nas áreas 
descritas. Na próxima unidade, falamos mais sobre a biologia dos vegetais, 
que podem ser usados para fins paisagísticos. Veja a ilustração a seguir como 
exemplo desse tipo de jardim:
FIGURA 47 – JARDIM BOTÂNICO NO BRONX (NOVA YORK, USA), ÁREAS TROPICAIS FORA DA 
FAIXA TROPICAL
FONTE: <https://culturaalternativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/New-York-Botanical-Garden-
-Roberto-Burle-Marx-Brazilian-Landscape-Artist-Bronx-NYC-4.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020.
Assim, este estilo de construção paisagística tem como intuito imitar 
a paisagem de áreas de florestas tropicais, com a perspectiva da utilização de 
rochas, plantas que precisam de muita água para sobreviver, havendo a presença 
de materiais como vasos, acessórios modernos, fontes, caminhos de pedra entre 
alamedas. Sendo interessante a montagem destes lugares em áreas com fácil 
acesso a ações de manutenção, pois precisam de muitos ajustes, com o uso de 
adubações e regas muito intensas que os demais projetos (DEMATTÊ, 2006; 
OLIVEIRA, 2008). 
 
Isso tudo pode ser aplicado também a lugares com alta incidência de 
sol, ventos médios a fracos e muitos recursos (OLIVEIRA, 2008). Conforme a 
ilustração a seguir:
106
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
FIGURA 48 – LOCAL COM MUITA INCIDÊNCIA DE LUZ E TERRENO COM A PRESENÇA DE PE-
DRAS COMPONDO O LAYOUT DE UM JARDIM TROPICAL
FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/239183430196164121/>. Acesso em: 29 jun.. 2020. 
Para sua formação, pode-se usar pedras de vários tamanhos, pensar numa 
boa drenagem do solo. Deve-se priorizar gramados e plantas com folhas largas 
e macias, mesmo plantas com folhas diminutas e espinhos são permitidos, pois 
em florestas tropicais a diversidade de cores, formas e tamanhos são um ponto 
crucial (DEMATTÊ, 2006; OLIVEIRA, 2008). Como exemplo de espécies vegetais 
recomendadas temos: 
FIGURA 49 – REPRESENTAÇÃO DE UM JARDIM TROPICAL
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/dd/c2/55/ddc255f8b0ad8c121734b31cba92e99b.jpg>. 
Acesso em: 25 jan. 2020.
TÓPICO 2 — PAISAGISMO EM AMBIENTES ÁRIDOS E TROPICAIS E NO BRASIL
107
Acadêmico, saiba mais sobre a sociedade que construiu os projetos de 
jardim Oriental no material Sabedoria e antiguidade, no link: https://www.youtube.com/
watch?v=8tKDzxAOg2E.
DICAS
108
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que: 
• Jardins áridos têma presença de elementos que imitam as florestas secas 
pelo mundo.
• Jardins árabes combinam ideias dos jardins áridos, ou desérticos, mas com a 
presença de vegetais mediterrâneos, fontes e lugares de contemplação.
• Jardins tropicais imitam a natureza e florestas tropicais e são construídos como 
locais conhecidos por serem exuberantes, com a presença de formatos e cores 
diferentes de folhas e flores de plantas, bastante água e elementos mais rústicos.
109
1 Observe as informações acerca do jardim árabe. Agora, tente montar um 
esboço com informações adicionais, plantas e dispositivos que possam 
compor um jardim com esse estilo, sem usar os componentes descritos para 
ambientes tropicais e áridos.
2 Liste espécies de plantas que podem ser usados na concepção de um jardim 
de áreas áridas, com informações mínimas sobre sua origem e cultivo. 
Preferencialmente, relate o uso de cactos para este fim.
AUTOATIVIDADE
110
111
UNIDADE 2
TÓPICO 3 — 
JARDINS BRASILEIROS
1 INTRODUÇÃO
Jardins no Brasil são referência de exuberância, virtude e ousadia em 
termos mundiais, pois as formas, cores e aromas que são descritos em nossa 
natureza permitem essa ousadia. Assim como as várias formas de clima 
encontrados em nosso país. O paisagista brasileiro é um beneficitário dessa 
tamanha alegoria natural.
Portanto, neste tópico aprenderemos como melhor entender a constituição 
da paisagem por meio de projetos no Brasil, revelando conceitos e práticas comuns 
a esses empreendimentos, mediante necessidade da natureza e da sociedade 
ocorrentes neste país. Fique atento às indicações de leitura, procure ver os links 
assinalados e mergulhe nessa importante junção de conhecimentos.
2 BREVE HISTÓRICO DO PAISAGISMO BRASILEIRO
Desde os tempos coloniais existem jardins projetados no país, sendo o 
Passeio Público o mais antigo local com uma projeção paisagística no país, 
inspirado em traços do jardim clássico francês, no qual D. João VI destinara a este 
ambiente ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 
Com a colocação de projetos, de paisagismo influenciados ainda pela 
visão francesa, permitindo que houvessem espaços destinados ao cultivo 
conjunto de alguns grupos de vegetais, conforme a proximidade de suas 
características morfológicas. Veja, a seguir, imagens sobre a constituição do 
Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RJ) (CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 
2002; KOSHIBA et al., 2004). 
112
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
FIGURA 50 – REPRESENTAÇÃO DE UMA ALAMEDA DE PALMEIRAS IMPERIAL NO JARDIM BOTÂ-
NICO DO RIO DE JANEIRO (RJ)
FONTE: <https://i0.statig.com.br/fw/7k/9u/wx/7k9uwx09b1z6fauietzkhl496.jpg>. 
Acesso em: 25 jun. 2020.
Acadêmico, saiba mais sobre os projetos de paisagismo no país, 
no material: Preludio do paisagismo moderno no Brasil, no link: https://www.
researchgate.net/publication/319047300_Preludio_do_paisagismo_moderno_
n o _ B ra s i l ? _ s g = D x FM o 1 V U 5 Y j y x Wp E kw J J n x Z X k O _ P k r p 1 Z bb U 57 F f Tq Z Z H _
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DICAS
Esse exemplo é um marco, ou ícone, das construções do paisagismo 
brasileiro, que em muito se espelhava nas ideias europeias, tornando, assim, nosso 
trabalho paisagístico pouco autêntico, com o uso de padrões pré-estabelecidos. 
Não promovendo os traços da cultura e utilização das espécies vegetais locais 
(CAMPOS; MIRANDA, 2000; COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). 
Até que, em meio ao fim da Segunda Guerra Mundial, o referido Burle Marx 
apresentou uma perspectiva tropical brasileira e descontruída das possibilidades 
de trabalho em Paisagismo. Sendo assim, um dos mais importantes produtores de 
ideias paisagísticas para o nosso país (COTRIM, 2002; KOSHIBA et al., 2004). A 
seguir, apresentamos exemplos da arte desse mestre.
TÓPICO 3 — JARDINS BRASILEIROS
113
FIGURA 51 – TRABALHO AO AR LIVRE PRODUZIDO POR BURLE MARX (PETRÓPOLIS, RJ)
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/10/c2/c4/10c2c4c4667ff8508322d99f9e53e463.jpg>. 
Acesso em: 25 jun. 2020.
FIGURA 52 – SÍTIO EM MANGARATIBA, POR BURBLE MARX
FONTE: <https://imagens-revista-pro.vivadecora.com.br/uploads/2017/07/Roberto-Burle-Marx-
-S%C3%ADtio-em-Guaratiba-2.jpg>. Acesso em: 25 jun. 2020.
A partir dos anos 1950, do século passado, o paisagismo no país começou 
a mudar de rumo, preferindo a ser modelado por seus executores como sendo 
algo eclético, que juntava informações e regras dos mais diversos estilos de 
paisagismo. Cabendo aos seus executores a possibilidade de misturas diversas 
entre essas informações, assumindo um papel importante no refino tropical e com 
um toque brasileiro nas composições da paisagem. São importantes produtores 
desta vertente Roberto Coelho Cardozo e Waldemar Cordeiro, Antunes Neto, 
Rosa Kliass, entre outros importantes e celebres paisagistas brasileiros (COTRIM, 
2002; KOSHIBA et al., 2004). 
114
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
Então o paisagismo do país se moderniza, ganha ares que lembram 
imagens futuristas, processos de produção de jardins que vão além da beleza e 
colorido, mas permitem que aportes sustentáveis e socias sejam cada vez mais 
trabalhados. Viramos donos do próprio nariz! Viramos a mesa e produzimos 
o nosso próprio paisagismo. Nesse processo, construímos parques como os 
descritos a seguir:
FIGURA 53 – PARQUE INHOTIM, BRASIL
FONTE: <https://magazine.zarpo.com.br/wp-content/uploads/2013/07/inhotim-770x450.jpg>. 
Acesso em: 25 jun. 2020.
FIGURA 54 – PARQUE DA JUVENTUDE, ANTIGO PRESÍDIO DO CARANDIRU, MEADOS DO 
FINAL DO SÉCULO PASSADO, SÃO PAULO (SP)
FONTE: <http://www.guiaonde.com.br/GetFile.ashx?id=3812&local=parque-da-juventude>. 
Acesso em: 25 jun. 2020.
TÓPICO 3 — JARDINS BRASILEIROS
115
FIGURA 55 – EXEMPLO DE ARBORIZAÇÃO URBANA EM CIDADE BRASILEIRA
FONTE: <http://www.plantasonya.com.br/wp-content/img/ip%C3%AA-rosa-.jpg>. 
 Acesso em: 25 jun. 2020.
A seguir, observe uma representação do Jardim Botânico de Curitiba (PR):
FIGURA 56 – JARDIM BOTÂNICO DE CURITIBA (PR)
FONTE: <https://www.guiadasemana.com.br/contentFiles/image/2018/07/FEA/gale-
ria/46239_w840h525_1531518287shutterstock-288033752-jardim-botanico-de-curitiba.jpg>. 
Acesso em: 25 jun. 2020.
116
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
Para melhor esclarecer sobre as mudanças ocorridas no paisagismo nacional, 
sugerimos a visualização dos seguintes documentos:
1. Jardins Botânicos Brasileiros: http://www.iac.sp.gov.br/publicacoes/agronomico/pdf/v55-
1_paginas56a60.pdf.
2. Amor aos Jardins brasileiros: https://docplayer.com.br/321697-Ao-amor-do-publico-
jardins-no-brasil.html.
DICAS
 
117
LEITURA COMPLEMENTAR
CIDADE SUSTENTÁVEL
Cidade Sustentável é um conceito que prevê uma série de diretrizes para 
melhorar a gestão de uma zona urbana e prepará-la para as gerações futuras.
Para ser sustentável, a administração da cidade deve considerar três pilares: 
responsabilidade ambiental, economia sustentável e vitalidade cultural.
OBJETIVOS DA CIDADE SUSTENTÁVEL
O principal objetivo da cidade sustentável é evitar o esgotamento do meio 
ambiente e garantir sua permanência para gerações futuras. Por isso, as políticas 
públicas devem pensar sempre no futuro.
Como a maior parte da população mundial vive em zonas urbanas, as 
cidades se tornaram o epicentro de problemas, como a poluição e o desperdício 
de recursos naturais.
Por esta razão, são os centros urbanos que devem se reinventar a fim de 
que, o futuro das próximas gerações esteja garantido e seja melhor do que o mundo 
em que vivemos hoje.
CARACTERÍSTICAS DA CIDADE SUSTENTÁVEL
Uma cidade para ser considerada sustentável deve:
• destinar corretamente e reaproveitar resíduos sólidos;
• oferecer água de qualidade sem esgotar mananciais;
• reaproveitar a água da chuva;
• criar e utilizar de fontes de energia renováveis;
• ofertar transporte alternativo e de qualidade para a população;
• garantir opções de cultura e lazer.
Hoje, segundo pesquisadores, economistas e gestores, não há nenhuma 
cidade no mundo que seja totalmente sustentável.No entanto, vejamos como as 
cidades podem tornar estas ideias em realidade.
COLETA DE LIXO
As cores nos ajudam a memorizar o lugar certo para cada tipo de lixo.
Para acabar com um dos maiores problemas das cidades, o lixo, a melhor 
solução é a reciclagem.
118
UNIDADE 2 — PAISAGISMO, ÉPOCAS E ESTILOS
Contudo, para isso é preciso que a população aprenda a separar corretamente 
os resíduos em locais destinados a este fim. Assim, fica mais fácil reaproveitar o 
material que já não se usa mais.
Por sua parte, os governos devem criar leis que incentivem a coleta seletiva 
e acabar com os aterros sanitários.
ÁGUA
Uma cidade sustentável aproveita ao máximo as águas pluviais e a destina 
para a limpeza urbana e a indústria.
Para captar a água da chuva, as edificações podem instalar calhas que 
viabilizem a recolha da água e a instituição de “telhados verdes”. Estes são 
jardins planejados que são cultivados nos tetos dos edifícios e casas que ajudam 
a absorver o líquido.
Assim, o telhado verde é um jardim que refresca a zona urbana, absorve os 
gases poluentes e ainda embeleza o ambiente tornado-o menos hostil. 
TRANSPORTE PÚBLICO
A mobilidade urbana prevê a oferta de transporte coletivo eficiente e que 
também seja movido por energia não poluente.
Da mesma forma, uma cidade sustentável cria meios que permitam a 
movimentação de veículos de propulsão humana como bicicletas e patinetes.
Aos cidadãos, cabe trocar o automóvel pela bicicleta e criar o sistema de 
carona. De igual maneira, os governos precisam construir ciclovias, conscientizar 
os motoristas sobre a importância dos ciclistas e ainda substituir os carros movidos 
a combustível fósseis por elétricos.
EDUCAÇÃO E LAZER
Uma cidade sustentável preza pela qualidade de vida dos seus habitantes. 
Para isso, é essencial que estes sejam escolarizados e que a oferta de lazer tenha 
qualidade e variedade.
Por isso, é importante aumentar a área verde da cidade através da 
construção de parques e praças, promover políticas de incentivos culturais e 
valorizar os artistas locais.
TÓPICO 3 — JARDINS BRASILEIROS
119
EXEMPLOS DE CIDADES SUSTENTÁVEIS
Segundo um estudo realizado pela consultora holandesa Arcadis, em 
2017, estas são as dez cidades do mundo que mais cumprem quesitos para serem 
consideradas cidades sustentáveis:
• Zurique, Suíça.
• Cingapura.
• Estocolmo, Suécia.
• Viena, Áustria.
• Londres, Inglaterra.
• Frankfurt, Alemanha.
• Seul, Coreia do Sul.
• Hamburgo, Alemanha.
• Praga, República Checa.
• Munique, Alemanha.
CIDADES SUSTENTÁVEIS NO BRASIL
No Brasil, o município de Curitiba, capital do Paraná é o exemplo que mais 
se aproxima do conceito de cidade sustentável. O plano diretor de Curitiba, que 
faz dela hoje uma cidade sustentável, começou ser aplicado em 1970.
Focado no transporte, gestão de resíduos e qualidade de vida, a cidade 
transformou seu design urbano para torná-lo adequado ao crescimento populacional.
Veja a lista de cidades sustentáveis no Brasil:
• Curitiba/PR.
• Londrina/PR.
• João Pessoa/PB.
• Paragominas/MG.
• Santana do Parnaíba/SPExtrema/MG.
FONTE: <https://www.todamateria.com.br/cidade-sustentavel/>. Acesso em: 10 fev. 2020.
120
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• O paisagismo brasileiro era voltado para ser uma cópia dos modelos europeus 
até o fim dos períodos das grandes guerras mundiais.
• É interessante, senão imprescindível, dissertar que o paisagismo brasileiro foi 
revolucionado por Burle Marx, em que suas obras trouxeram a paisagem do 
país para a suas construções.
• Assim, o paisagismo brasileiro se refez, criando linhas e contornos próprios, 
usando materiais e plantas locais, e se fazendo como um importante ponto a 
ser visto como produtor de uma ideologia nacionalista.
• Burle Marx deixou marcas no Brasil e no mundo, com o seu refino de 
projetos paisagísticos.
• O Brasil é exuberante em suas possibilidades de construção paisagística.
• Neste país colorido e diverso por natureza, as formações vegetacionais 
podem ser os melhores fomentadores de informação e modelos para projetos 
de paisagismo. 
Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem 
pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
121
1 Leia o texto a seguir e faça o que se pede. 
“Folhas gordas e carnosas indicam que aquele serzinho vem de um lugar seco. Se elas 
forem duras e envernizadas, como as do chapéu-de-praia ou do fícus-lira, mostram que 
a planta vive no sol e no vento. Se têm um jeitão de pena, é certeza de que suportam 
de brisas a vendavais – taí as palmeiras que não me deixam mentir. Folhas amplas e 
fininhas, como as da bananeira, são moças de sombra e não ligam para desidratação, 
porque folhona exibida assim é luxo que só pode ser ostentado por planta de local 
muito úmido. Flores vermelhas, amarelas e alaranjadas atraem pássaros, enquanto as 
azuis e violetas são as preferidas das mamangavas. Flores grandes, brancas e muito 
perfumadas foram feitas sob medida para polinizadores ceguetas, mas de faro aguçado, 
caso de morcegos e mariposas – é por isso, que o cheiro da murta e da gardênia fica 
mais forte à noite.
Tá vendo como as plantas são legais? Elas não PRECISAM da gente, mas até que 
dão uma mão e nos ensinam uns truques. Avisam, inclusive, quando não estão bem 
num lugar: ficam enrugadas, enrolam as folhas em canudinhos, tombam a folhagem 
transformando os ramos em uns pescocinhos molengas e deprimidos. As flores caem, 
os brotos nascem pequenos, as folhas velhas se cobrem de vermelho, amarelo, roxo, 
marrom. Aparecem manchas, pintinhas, pragas mil. Tudo parece dizer “não tô feliz!”.
Até o mais prosaico matinho do seu quintal fala plantês. Tem samambaia demais 
nascendo na sua terra? O solo está ácido. Aparece trevo em abundância? Coloca mais 
cálcio na adubação, um pouquinho de farinha de osso, umas cascas de ovos trituradas 
no liquidificador e, voilà!, o trevo some”.
FONTE: <https://revistanatureza.com.br/plantes-para-iniciantes/>. Acesso em: 2 jun. 2020.
Projete um ambiente brasileiro, de maneira pessoal, coloque espécies vegetais, 
pense em dispositivos e contornos, esboce o desenho, pegue uma lista de 
objetos, técnicas de construção, materiais e funcionabilidades. Apresente a 
essa ideia a questão da brasilidade.
2 Leia o trecho a seguir e faça o que se pede.
“As crianças deficientes visuais nascem com dificuldades de formação de conceitos e 
de construção mental do espaço que as rodeia. Durante a infância, há a necessidade 
de estímulo precoce de outros sentidos e de descrições verbais que possam lhes 
proporcionar essas informações. Entretanto, muitas crianças deficientes visuais 
são educadas e estimuladas pelos pais e professores da mesma maneira que crianças 
videntes, só que sem a visão, gerando introspecção e inserção deficitária no mundo 
exterior. O objetivo deste projeto foi fornecer informações paisagísticas eagronômicas, 
que pudessem subsidiar a criação de um espaço público voltado para crianças 
portadoras de deficiência visual, na faixa etária de 5-10 anos. Esse espaço foi concebido 
AUTOATIVIDADE
122
sob a premissa de que as crianças pudessem descobrir a natureza por meio de um 
contato estreito com elementos advindos dela, a partir da percepção. Além disso, 
o espaço foi criado de forma lúdica, permitindo que as crianças pudessem brincar 
sob monitoria assistida, a fim de favorecer o desenvolvimento precoce de autonomia 
e autoconfiança. Nele, foram valorizados espaços amplos, seguros e organizados, 
contendo elementos naturais, de forma a permitir que as crianças apresentassem um 
interesse precoce pelo mundo que as rodeia e ampliassem seus horizontes. Ele também 
apresenta uma proposta educacional em que é possível o reconhecimento das espécies 
do cotidiano. As plantas foram cuidadosamente selecionadas para aguçarem o tato e o 
olfato, utilizando-se texturas, formas e densidades diferenciadas, além de fragrâncias 
diversas.Em complemento,também foram inseridos elementos que propiciassem 
condições variadas de sonoridade”. 
FONTE: <https://www.researchgate.net/publication/277637750_Jardim_sensorial_uma_propos-
ta_para_criancas_deficientes_visuais/link/58d554ec92851c44d44ef95c/download>. Acesso em: 2 
jun. 2020.
Projete um jardim com acessibilidade, de maneira pessoal e íntima, levando 
em consideração plantas tropicais. Entenda as necessidades dos usuários, 
proponha caminhos de trabalho e ações.
123
UNIDADE 3 — 
PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de: 
• conhecer a produção vegetal para paisagismo;
• aprender as técnicas de manejo vegetal para projetos paisagísticos;
• entender os projetos de paisagismo;
• ter conhecimento sobre negócios e empreendedorismo em Paisagismo.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você 
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado. 
TÓPICO 1 – PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA 
PROJETOS PAISAGÍSTICOS
TÓPICO 2 – PROJETOS DE PAISAGISMO I 
TÓPICO 3 – PROJETOS DE PAISAGISMO II
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
124
125
UNIDADE 3
TÓPICO 1 — 
PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL 
PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, aprenderemos como melhor entender a constituição da 
paisagem por meio da produção e manejo vegetal, visando os projetos paisagísticos, 
valendo-se de que informações sobre a natureza e sociedade que são importantes 
para essa produção. Fique atento às indicações de leitura, procure ver os links 
assinalados e mergulhe nessa importante junção de conhecimentos.
Assim, a paisagem, propriamente falando em termos de natureza, é 
composta pela vegetação, como sendo um dos seus principais componentes, é 
nela que o plano de fundo moldurado pelo relevo que toma suas cores, formas, 
aromas e sabores (ADONIAS, 1993; ADONIAS, 2002). A seguir, observe uma 
imagem que retrata uma gravura antiga em que o ser humano lançava mão de 
vegetais em projetos de paisagismo, usufruindo de suas potencialidades diversas. 
No caso descrito, egípcios cultivando e processando vinho de uvas, representado 
por meio de um painel decorativo.
FIGURA 1 – EGÍPCIOS ANTIGOS PROCESSANDO VINHO DE UVAS SENDO REPRESENTADOS 
EM UM PAINEL DECORATIVO
FONTE: <https://leouve.com.br/linha-do-tempo-do-vinho>. Acesso em: 15 jan. 2020.
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
126
Logo, a paisagem com a ênfase de vegetais e sua utilização, desde tempos 
antigo, tem sua importância como identidade social e cultural de um povo, 
principalmente quando está ligado à natureza de modo coerente e próximo, como 
eram os egípcios, ilustrados na Figura 1. Nesse sentido, tratando deste material, 
serão descritos conhecimentos que revelem a importância, peculiaridades e 
necessidades da produção e manejo de vegetais, com respeito a sua utilização 
em projetos paisagísticos. Com ênfase a ambientes internos, técnicas simples e 
práticas de produção e manejo para facilitar a produção paisagística. 
2 VEGETAIS: SERES VIVOS E SUAS NECESSIDADES
Os referidos bandos de hominídeos da época no início da humanidade, 
se utilizavam dos vegetais para a condução de sua vida e trabalho, tendo como 
sua principal fonte de energia para a sua peregrinação no mundo (COTRIM, 
2002). Passaram a serem agricultores e a vida tornou-se sedentária, buscando, 
na natureza ao seu redor, os artifícios para sua sobrevivência e manutenção, 
passando a procurar vegetais com características que fossem cabíveis para sua 
sobrevivência. Logo, conseguiu desde tempos longínquos separar os seguintes 
grupos, de acordo com o resumo das ideias descritas nos escritos de Campos e 
Miranda (2000), Cotrim (2002) e Koshiba (2004):
• Cereais: são semenetes provenientes de gramíneas, como exemplo o milho, 
arroz e trigo.
• Grãos: sementes dos demais vegetais consumidos pelo homem.
• Forragens: materiais que servem para a alimentação animal, como capins e 
cactos, com grande volume (tamanho) e concentração de água.
• Fruteiras: plantas que produzem frutos de tamanhos diferentes, comestíveis 
ou não.
• Medicinais e aromáticas: são plantas diversas, que podem compor o projeto 
paisagístico, auxiliando no tratamento de patologias dos seus ususários, 
também repetlindo insetos.
Tais vegetais têm em comum a prerrogativa de serem seres vivos que 
produzem seu próprio alimento a partir de fontes diferenciadas. Pois bem, 
entenda que, na natureza, as plantas recebem luz solar e captam água e nutrientes 
do solo, assim, produzem, por meio da fotossíntese, as suas necessidades de 
açúcares, proteínas e afins. Sendo um ser vivo autotrófico, que é independente 
até certo ponto. Outro grande produto dos vegetais é a produção de oxigênio, 
este é dispensado na atmosfera (KOSHIBA, 2004).
Por outro lado, as plantas também respiram como nós os humanos, 
promovendo assim a retirada do oxigênio da atmosfera e depois de um processo 
quimico complexo, liberando gás carbônico. Essa compensassão é bastante 
compensatória para o sistema presente no planeta (CAMPOS; MIRANDA, 2000).
TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS
127
 A seguir, em termos simplistas, veremos como um vegetal produz 
seu alimento:
FIGURA 2 – ESQUEMA DA FOTOSSÍNTESE
FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/100345897935917144/>. Acesso em: 15 jul. 2020.
Acadêmico, mais informações sobre os vegetais e suas particularidades 
podemos encontrar no documentário A vida das plantas, no link: https://www.youtube.
com/watch?v=o0CSQ4PIbqA.
DICAS
A beleza de uma folhagem de uma planta, pode ser usada para a 
composição de ambientes, estas podem apresentar uma grande variedade de 
formas, texturas, cores, desenhos e sabores. Estas são marcas biológicas, que são 
parte da constituição ecológica de cada espécie. Sendo moldadas de acordo com o 
ambiente de que são nativas. Promovendo assim, uma exuberância e diversidade 
que podem ser usadas pelos humanos para fins paisagisticos. Observe a seguir os 
principais tipos de folhas (COTRIM, 2002).
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
128
FIGURA 3 – FORMAS DAS FOLHAS DOS VEGETAIS
FONTE: <http://1.bp.blogspot.com/-N95ZZiQA0k0/TZsv4NQpvmI/AAAAAAAABV4/Kw9k-
vu1Hp8g/s640/400px-Leaf_morphology_shape_PT.jpg>. Acesso em: 7 jul. 2020. 
TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS
129
Outrossim, é muito importante quando tratamos de um projeto de 
interiores com a utilização de plantas vivas, é a harmonia das folhagem escolhidas 
com todo o conjunto, prevalecendo a perspectiva de interação entre os objetos, 
construções e mobiliário (CAMPOS; MIRANDA, 2000). Seguindo com esta 
unidade, poderemos construir juntos os conhecimentos que podem ser úteis para 
um bom trabalho arquitetônico interno com o uso de vegetais. Para iniciarmos, 
observe a seguir uma ideia sobre esta temática.
FIGURA 4 – HARMONIA ENTRE A FOLHAGEM E AS ESTRUTURAS DO INTERIOR DE UM AMBIENTE
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/50/cb/fe/50cbfe656ae9e7894d0676757822fa1d.jpg>. 
Acesso em: 7 nov. 2019.
É importante, também, a forma com que as plantas produzem suas flores, 
pois é imprescindível para a visão harmoniosa em um projeto paisagístico de 
interiores. Estas, além de embelezarem, são os seus receptáculos de reprodução, 
onde as plantas se mostram coloridas para poder chamar atenção de seus 
polinizadores, poderem ser fecundadas e produzindo frutos, inclusive em 
ambientes internos. Existem flores em formas simples, compostas, em cacho, 
exóticas e peculiares, com aromas diferentes, enfim, muitas são as características 
que podem ser visualizadas com esta porção nos vegetais (CAMPOS; MIRANDA, 
2000). Observe, a seguir, o exemplo dessas grandes diferenças morfológicas. 
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
130
FIGURA 5 – FORMAS DE ARRANJOSFLORAIS NAS PLANTAS
FONTE: <https://image.slidesharecdn.com/semi-reinovegetal-110910153419-phpapp02/95/
semi-reino-vegetal-76-728.jpg?cb=1315669079>. Acesso em: 7 jul. 2020.
Espiga Cima Amento Capítulo Racimo
Corimbo Umbela Umbela compuesta Penícula
Agora, foram entendidos os grandes grupos de estruturas das flores nas 
plantas que podem ser cultivadas em interiores. Sendo, também, importante o 
conhecimento de grandes grupos de trabalho relacionados com a vegetação de 
interiores, são elas, segundo os escritos de Koshiba (2004): 
• Flores tropicais: estas são produzidas por vegetais, que são cultivados em 
áreas tropicais, e que são, em sua maioria, relacionados com a montagem de 
ambientes com um acesso fácil a luminosidade e temperaturas acima de 20 ºC. 
Estas são escolhidas por conta de serem vistosas e coloridas. A seguir, serão 
demonstrados exemplos de flores tropicais.
TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS
131
FIGURA 6 – FOLHAGEM TROPICAL E SUAS FLORES
FONTE: <https://http2.mlstatic.com/papel-de-parede-casual-3d-flores-tropicais-10-metros-D_
NQ_NP_746746-MLB28089059001_092018-O.webp>. Acesso em: 7 jul. 2020.
A seguir, observe como foi utilizada um vegetal tropical com flores na 
construção de um ambiente interior harmonioso.
FIGURA 7 – FOLHAGEM TROPICAL E SUAS FLORES SENDO UTILIZADAS EM AMBIENTES INTERIORES
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/eb/1a/c5/eb1ac5f8f363484e2d40f242900ffa88.jpg>. 
Acesso em: 7 abr. 2019.
Maiores informações sobre as flores tropicais, podem ser visualizadas no 
documento Flores tropicais, disponível em: http://www.ipa.br/publicacoes_tecnicas/
FloresTropicais%20-%20%209.pdf.
DICAS
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
132
• Orquídeas: são plantas de rara beleza, que podem ser encontradas naturalmente 
em vários ambientes. Possuem característica de que não são perenes e, portanto, 
podem ser usadas por um curto período de tempo. Sendo costumeiramente 
repostas quando necessário, visando a recomposição do ambiente paisagístico 
interno. Interessante para um bom projeto paisagístico é que tenham locais de 
produção e recuperação destas plantas, anexo ao ambiente decorado, sendo 
importante para que os projetos possam ser sustentáveis.
 
A seguir, pode-se visualizar um ambiente interno decorado com a 
utilização de orquídeas. Observe a harmonia, riqueza de detalhes e beleza 
singular. Pode-se observar também, alguns exemplos da variedade de plantas 
deste grupo, permitindo assim a composição de maneiras diferenciadas.
FIGURA 8 – AMBIENTE DECORADO COM ORQUÍDEAS
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/611434086893002836/>. Acesso em: 15 jul. 2020. 
Acadêmico, mais informações sobre orquídeas e projetos de interiores podem 
ser visualizadas no documento Curso de Orquídeas, no link: http://atividaderural.com.br/
artigos/590b6849f00ac.pdf.
DICAS
Agora, abordaremos sobre as plantas que se apresentam com seus formatos 
de crescimento, sendo muito útil com a questão de volumetria, para que os indivíduos 
locados em determinados projetos não precisem ser retirados ao passo que seu 
crescimento natural seja observado. Assim, temos as seguintes informações, segundo 
os escritos de Campos e Miranda (2000), Cotrim (2002) e Koshiba (2004):
TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS
133
• Roseta: nesta forma, as plantas crescem em um aglomerado circular, ligado 
a um ponto central, com tamanho de altura diminuto e largura considerável. 
Observe o exemplo:
FIGURA 9 – PLANTA EM ROSETA
FONTE: <https://batatadoceira.blogspot.com/2018/05/hawortia-attenuata.html?m=0>. 
Acesso em: 7 jul. 2020.
• Arbustiforme: essas plantas apresentam troncos diversos e ramificados 
tornando-as largas e altas na mesma proporção. 
FIGURA 10 – PLANTA EM ARBUSTO
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/447193437982782177>. Acesso em: 15 jul. 2020.
• Graminiforme: formato de touceiras, com folhas finas ligadas às gramíneas ou 
plantas semelhantes. Observe a seguir:
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
134
FIGURA 11 – PLANTA EM FORMATO GRAMINIFORME
FONTE:< https://br.pinterest.com/pin/370632244337337172/>. Acesso em: 15 jul. 2020.
• Ereta: plantas em roseta, com cresciemnto arbustiforme e com galhos ou 
folhas eretas.
FIGURA 12 – PLANTA EM FORMATO ERETO
FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/4855512077334311/>. Acesso em: 15 jul. 2020.
• Arboriforme: são arvores de tamanho pequeno quando cultivadas em vaso. 
Observe o exemplo a seguir: 
TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS
135
FIGURA 13 – PLANTA EM FORMATO ARBORIFORME
FONTE: < https://br.pinterest.com/pin/24699497943874867/>. Acesso em: 15 jul. 2020
• Trepadeira ou rastejante: essas plantas têm como hábito a necessidade de se 
escorarem ou segurarem em um determinado objeto para poderem vegetar 
com melhores condições. Observe o exemplo a seguir:
FIGURA 14 – PLANTA TREPADEIRA
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/810436895418576371/>. Acesso em15 jul. 2020
Um bom paisagista deve conhecer sobre a anatomia e morfologia das plantas 
que trabalha, assim, visualize o material Manual prático de anatomia e morfologia vegetal, 
no link: http://www.uesc.br/editora/livrosdigitais2017/morfologia_anatomia_vegetal.pdf.
DICAS
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
136
Logicamente, as plantas apresentam um ritmo de crescimento, sendo 
classificadas, segundo os escritos de Campos e Miranda (2000), Cotrim (2002) e 
Koshiba (2004), assim:
• Plantas que perdem suas folhas em determinadas épocas do ano, chamada 
de caduca, estas por hora das épocas mais frias ou secas do ano perdem suas 
folhas e entram em pausa.
• Folhagens persistentes que são sempre verdes em todas as épocas do ano, 
porém apresentam algumas limitações quanto ao seu ciclo, sendo este curto.
• Plantas com dormência, principalmente no verão, quando perdem suas folhas. 
• Plantas anuais que precisam ser replantadas a cada ano, para manter um 
estoque adequado de mudas para um projeto de jardinagem.
• Plantas perenes que se manejadas podem servir de objetos de paisagismo por 
longos períodos.
 
Observe o esquema a seguir para melhor esclarecer essas possibilidades 
(Tabela 1). 
QUADRO 1 – RESUMO SOBRE OS TIPOS DE PLANTAS E SEU COMPORTAMENTO EM VIRTUDE 
DE DIFERENTRES ÉPOCAS DO ANO
 
ESTAÇÃO DO ANO
Primavera Verão Outono Inverno
Informações
TIPOS DE 
PLANTAS
As horas de luz 
aumentam e a 
temperatura se 
eleva.
A luz e a 
temperatura 
atingem seu ápice.
São reduzidas as 
horas de luz e a 
temperatura cai.
A luz e a 
temperatura 
atingem o seu 
mínimo.
Plantas de 
folha caduca
À medida que 
começam a 
surgir as folhas, 
aumenta-se a 
quantidade de 
água e adubo.
A planta deve ser 
adubada e regada, 
moderadamente 
ao longo da 
estação.
À medida que as 
folhas começarem 
a cair. É necessário 
diminuir a 
quantidade de 
água. Pausar a 
adubação.
Com a planta 
sem folhas e 
em repouso, 
continuar 
regando, 
deixando 
ligeiramente 
úmido.
Plantas 
de folha 
persistente
Regar e adubar 
a planta 
moderadamente, 
ao longo da 
estação.
A planta deve ser 
adubada e regada 
moderadamente, 
para manter o seu 
desenvolvimento 
na estação.
A planta deverá 
continuar 
recebendo 
rega e adubo, 
moderadamente.
Nos dias mais 
curtos da 
estação, a planta 
deverá ser 
menos regada e 
não poderá ser 
adubada.
TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS
137
Plantas com 
período de 
dormência
No período da 
floração, esta 
planta deverá ser 
regada e adubada, 
moderadamente.
A planta não 
poderá ser regada 
e adubada em 
seu período de 
dormência estival.
Quando a planta 
estiver emitindo 
suas folhas, 
poderá ser regada, 
esporadicamente, 
porém, não poderá 
ser adubada.
Nesta estação de 
crescimento da 
planta, as regas 
e adubações 
deverão ser 
moderadas.
Planta 
persistente
As plantas jovens 
são necessárias 
derregas 
moderadas, 
porém não é 
necessária a 
adubação.
Enquanto a 
planta estiver em 
flor,deverá ser 
regada e adubada 
abundantemente.
Nesta estação, 
quando a planta 
estiver em processo 
de morte, não é 
necessário regar, 
tampouco adubar.
Suas sementes 
deverão ser 
regadas em 
abundância. Não 
é necessária a 
adubação.
FONTE: Adaptado de Kindersley (1984)
Agora, pense que a luz seja um importante ponto a ser pensado, quando se 
tem plantas envolvidas em um projeto de paisagismo. Pois, existem plantas que 
precisam de sol direto, outras de condição de sombra e algumas que conseguem 
até sobreviver em locais com uma quantidade mínima de luz (Figura 15). 
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
138
FIGURA 15 – LUMINOSIDADE E VEGETAIS DE PAISAGISMO: UM RESUMO
FONTE: Kindersley (1984, pg. 415) 
A temperatura é algo bastante importante, pois existem grupos vegetais 
que não toleram extremos (frios ou quentes), também aqueles que são facilmente 
vistos vegetando em ambientes medianos quanto a temperatura (Figura 16). 
Luz média
Janela com exposição fraca de luz 
solar, recebe um nível constante de 
luz diurna sem sol direto.
Luz média
A luz forte que pode entrar 
por uma janela virada para 
o oeste pode ser reduzida 
pela sombra de uma árvore 
que está próxima.
Luz forte
Janela virada para o oeste 
tende a receber boa luz 
durante a extensão do 
dia, com intensidade de 
sol a tarde.
Luz forte
Janela posta ao oeste 
recebe luz solar refletuda 
por uma superfície que 
está próxima.
Sol direto
Janela com grande 
exposição ao sol é a 
que recebe a luz mais 
intensa durante grande 
parte do dia.
Sol direto velado
O sol direto que entra por 
uma janela com grande 
exposição solar é velado 
através de um estore, como 
também em uma cortina 
translúcida.
Sol direto velado
O sol direto que entra por uma 
janela com grande exposição 
solar é filtrado pelas folhas de 
uma árvore próxima.
Luz forte
Janela virada para o leste 
tende a receber boa luz 
na extensão do dia, com 
exposição de sol direto 
pela manhã.
Luz fraca
A intensidade de uma 
luz que está em um canto 
afastado de qualquer 
fonte de luz será 
extremamente fraca.
Luz fraca
A luz forte que é introduzida 
por uma janela virada para 
o leste é substancialmente 
reduzida por estar próxima a 
uma parede.
TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS
139
FIGURA 16 – FONTES DE CALOR E VEGETAIS EM AMBIENTES INTERNOS: UM RESUMO
FONTE: Kindersley (1984, p. 415) 
Acadêmico, no documento Jardins e espécies ornamentais de interiores, você 
pode visualizar mais informações a respeito do que vimos. Link: https://docplayer.com.
br/14233104-Jardins-e-especies-de-plantas-ornamentais.html.
DICAS
Não menos importante, a regra faz parte do cuidar com os vegetais, 
permitindo que tenham acesso à água que cai da chuva. É possível, também, 
colocarem acessos de água, por meio de sistemas automáticos ou em que os 
usuários (ou cuidadores) destes ambientes possam ser ativos em irrigar tais 
ambientes. Estes são úteis para melhorar a condição de trabalho em ambientes 
paisagísticos. Observe a figura a seguir.
O calor que é gerado pelo 
motor do refrigerador 
não deve ser ignorado, 
principalemnte quando 
há plantas na cozinha.
As plantas que estão entre 
a janela e cortina podem 
ficar envoltas de ar frio 
sempre que as cortinas 
forem fechadas.
A corrente de ar frio 
vinda do aparelho de ar 
condicionado afeta toda 
zona ao seu redor.
Luz solar direta de forte, 
que é prejudicial para a 
maioria das plantas do 
interior, podendo ficar 
secas e quimadas
Plantas colocadas entre 
as portas frente a frente, 
podem levar o risco de 
sofrer correntes de ar.
Embora o fogão seja uma 
fonte de calor excessivo, 
eventualmente colocam 
plantas próximas á esta 
fonte de calor.
Uma janela bem calafetada 
pode conduzir ar frio 
através da vidraça, onde 
as plantas mais sensíveis 
podem ressentir-se.
O calor gerado por um 
aquecedor poderá ser 
prejudicial se não existir 
um defletor entre o 
aparelho e a planta e uma 
fonte de umidade.
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
140
FIGURA 17 – ESQUEMA DE IRRIGAÇÃO EM JARDIM
FONTE: <https://irrigacaoparajardins.com.br/wp-content/uploads/2019/03/irrigamatic-4.jpg>. 
Acesso em: 7 nov. 2019.
Projetos de jardinagem, em interiores ou exteriores, podem usufruir de 
sistemas de irrigação automática. Veja o exemplo a seguir para melhor entender 
esse esquema.
TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS
141
FIGURA 18 – SISTEMA DE IRRIGAÇÃO EM PARQUE
FONTE: <http://www.portalgreen.com.br/wp-content/uploads/2017/03/hunttt-02.jpg>. 
Acesso em: 7 jul. 2020.
Para conhecer mais sobre jardinagem, acesse o material Coleção Senar: plantas 
de jardinagem, no link: https://www.cnabrasil.org.br/assets/arquivos/173-JARDINAGEM.pdf.
DICAS
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
142
2.1 PRINCIPAIS GRUPOS VEGETAIS USADOS EM 
PROJETOS DE PAISAGISMO
A seguir, serão demonstrados os principais grupos vegetais utilizados 
para trabalhos de paisagismo, segundo os escritos de Campos e Miranda (2000) 
e Cotrim (2002).
• Árvores: produzem sombra, podem ser usadas em locais abertos ou fechados 
de acordo com seu porte, servem de abrigo para pássaros e outros animais, 
também produzem alimentos. Sua faixa de tamanho pode ser pequena (até 8 
m de altura e 6 m de diâmetro); média (entre 8 a 15 m de altura e 6 a 12 m de 
diâmetro) e grande (mais de 15 m de altura e 12 m de diâmetro). 
FIGURA 19 – JARDIM ÁRABE, COM ÁRVORES
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/fd/5c/fb/fd5cfb78f40fb8765be8409614f3914e.jpg>. 
Acesso em: 7 jul. 2020.
Como espécies importantes, temos: jasmim-manga (Plumeria rubra), a 
grevilha-anã (Grevillea banksii), a extremosa (Lagerstroemia spp.), a munguba 
(Pachira aquaíica), o amendoim-bravo (Pterogine nitens) o pau-ferro (Caesalpinea 
ferrea) e o angico (Piptadenia macro carpa). A seguir podem ser observados 
exemplos de árvores instaladas dentro de ambientes inseridos nas dependências 
de construções.
TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS
143
FIGURA 20 – AMBIENTE INTERNO A UMA CONSTRUÇÃO COM A PRESENÇA DE UMA ÁRVORE
FONTE: <https://live.apto.vc/wp-content/uploads/2015/08/e.office-design-berrini-2.jpg>. 
Acesso em: 7 jul. 2020.
• Coníferas: esse grupo de plantas apresenta como fruto as pinhas, lembradas 
com maior ênfase como plantas natalinas. Em nosso país, temos a Araucária 
(Araucaria angustifolia), pinheiro nativo e bastante usado para a decoração. 
Porém, os campeões de uso paisagístico são os pinus (Pinus spp.) e as tuias 
(Thuias spp.). Observe o exemplo a seguir, em que coníferas compõem a 
paisagem como elemento contrastante com os arbustos.
FIGURA 21 – CONÍFERAS AO CENTRO DA IMAGEM, COMPONDO UM PLANO CENTRAL 
EM UM JARDIM
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/7f/c4/fa/7fc4fad510933ab5f304baea0ae8dd2f.jpg>. 
Acesso em: 7 jul. 2020.
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
144
As coníferas são amplamente usadas em jardins tipo franceses, ingleses e 
italianos. A seguir, observe uma exemplificação
FIGURA 22 – CONÍFERAS EM UM JARDIM FRANCÊS
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/398427898285376892/>. Acesso em: 15 jul. 2020.
• Palmeiras: este grupo de espécies vegetais, é conhecido por sua formação de 
um tronco ereto e não ramificado (em sua grande maioria) com as folhas sendo 
inseridas no alto desta formação. São plantas que exprimem ares tropicais ao 
ambiente. Como principais espécies usadas na jardinagem podem ser citadas: 
o coqueiro (Cocos nucifera) e o açaí (Euterpe spp.). Observe o exemplo a seguir 
para melhor construir a ideia de uso paisagístico.
FIGURA 23 – EXEMPLIFICAÇÃO DE UMA PALMEIRA
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/1f/fd/af/1ffdaf5caec7930995241d63126c80b7.jpg>. 
Acesso em: 7 jul. 2020.
TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS
145
Como exemplo de utilização de palmeiras em ambientes paisagísticos 
internos, observe a figura a seguir.
FIGURA 24 – JARDIM BOTÂNICO NO BRONX (NOVA YORK, USA), ÁREAS TROPICAIS FORA DA 
FAIXA TROPICAL,COM ÊNFASE AO USO DAS PALMEIRAS
FONTE: <https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2019/06/mco_dji_0952-aerialmodernist-
gardenconservatory.jpg.jpg?quality=70&strip=info&resize=680,453>. Acesso em: 7 jul. 2020.
• Trepadeiras: são plantas que pertencem a grupos diversos que precisam de 
tutores para melhor vegetarem. Observe o exemplo a seguir.
FIGURA 25 – EXEMPLIFICAÇÃO DE UMA PLANTA TREPADEIRA
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/90846117469203850/>. Acesso em: 15 jul. 2020.
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
146
FIGURA 26 – ARBUSTOS EM UM JARDIM ROMANO
FONTE: <https://thearcheology.files.wordpress.com/2010/06/replica-do-peristylium-jardins-da-
-casa-dei-vettii.jpg>. Acesso em: 7 jul. 2020.
• Arbustos: são plantas pequenas, com uma infinidade de espécies e de formas 
que são usadas na produção de projetos de paisagismo. Vide a seguir.
FIGURA 27 – PAISAGISMO COM USO DE ARBUSTOS
FONTE: <https://br.habcdn.com/photos/business/big/jardim-com-arbustos-e-cerca-vi-
va_547044.jpg>. Acesso em: 7 jul. 2020.
Observe o escrito a seguir:
TÓPICO 1 — PRODUÇÃO E MANEJO VEGETAL PARA PROJETOS PAISAGÍSTICOS
147
Em residências, é importante conhecer os hábitos da família, captar 
as necessidades e os desejos de cada cliente. Nesse projeto, que permeia a 
temática contemporânea, os clientes queriam praticidade, já que a arquitetura 
segue essa atmosfera. Portanto, por se tratar de uma arquitetura que tem linhas 
contemporâneas e puras, no jardim foram usadas formas orgânicas para fazer 
um contraponto. Houve a preocupação de se optar por espécies de pouca poda e 
não usar flores, mas sim, um contraste de tons diferentes de verde, com plantas 
exóticas, como as palmeiras oxítonas. Essas medidas criaram um jardim com 
baixo custo de conservação, que se mantém belo com mais facilidade, além 
de valorizar tanto a área externa como a interna e proporcionar uma mesma 
linguagem na entrada social e na área de lazer. O estilo valoriza muito mais 
a natureza e é uma influência muito grande nos jardins atuais, respeitando a 
topografia do terreno e integrando a paisagem com os ambientes internos por 
meio de grandes vãos de vidro. O paisagismo é responsável pela melhoria da 
qualidade de vida das pessoas, não importando a dimensão que possa ter, pois 
sua elaboração cria uma atmosfera de grande requinte.
FONTE: <http://www.tropicaliapaisagismo.com.br/novo/revista_tropicalia_paisagismo.pdf>. 
Acesso em: 7 abr. 2020.
Já parou para pensar que além de ser belo e funcional em um projeto, os 
aportes de paisagismo devem ser úteis para os grupos que irão usufruir deles? 
Podem conter vegetais aromáticos, frutíferos, medicinais, por exemplo. Deixando 
de fora espécies que possam causar maiores problemas a saúde, como plantas 
venenosas, mesmo que sejam belas em sua constituição visual, mas podem causar 
problemas com crianças e animais domésticos, por exemplo.
Assim, sugerimos a leitura dos seguintes materiais para melhor 
descrever estes processos sociais que são importantes na construção de um 
ambiente paisagístico:
• Plantas tóxicas, produzido pela FIOCRUZ: http://www.fiocruz.br/sinitox_
novo/media/plantas_toxicas.pdf.
• Plantas medicinais, produzido pelo jardim Botânico de Porto Alegre: https://
saude.rs.gov.br/upload/arquivos/carga20190154/17115411-e-book-plantas-
medicinais.pdf.
148
Neste tópico, você aprendeu que:
• Os vegetais são seres vivos e precisam ser cuidados de acordo com as suas 
necessidades básicas, quando usados em projetos de paisagismo.
• São necessários cuidados com os vegetais como luz, adubos, água e calor na 
medida certa.
• Existem plantas de diferentes formatos de crescimento e hábitos ecológicos, 
isso deve ser observado na condução de um bom projeto de Paisagismo.
• São necessários estudos sobre a biologia das plantas usadas em ambientes de 
interior para que sejam bem constituídas as ideias de projetos sustentáveis.
• Ao longo dos anos, devem ser feitas reformulações e outros trabalhos de 
melhoria da qualidade dos jardins.
• A manutenção dos jardins internos é algo que deve ser levado em consideração 
para a construção de projetos paisagísticos.
• Conhecer a morfologia e fisiologia das espécies vegetais usadas em projetos de 
paisagismo é fundamental, para que tal processo seja bem realizado.
RESUMO DO TÓPICO 1
149
1 Leia o trecho a seguir e descreva quais seriam os tipos de vegetais que 
podem ser usados em planos de paisagismo para um jardim italiano em 
ambientes internos.
O jardim italiano se caracteriza pela utilização de plantas frutíferas, flores, estátuas 
e fontes em um contexto bastante clássico e funcional. Embora seja muito parecido 
com o jardim francês, o estilo italiano incorporou o calor dos países mediterrâneos, 
quebrando a formalidade excessiva, com "licença poética". Nesse jardim, formas 
topadas de buxinhos e viburnos se combinam perfeitamente com estátuas de deuses e 
árvores frutíferas como laranjeiras e macieiras. As cercas vivas conduzem os caminhos 
para os pontos principais de contemplação. 
Não pode faltar o elemento água, na forma de uma fonte, chafariz ou espelho d'água, 
normalmente o ponto central de contemplação do jardim. As plantas escolhidas devem 
ser de origem mediterrânea ou temperada, capazes de aguentar o frio e a seca, mas 
muito floríferas na primavera. Outros elementos também se unem harmoniosamente 
a este jardim, como vasos cerâmicos, esculturas, treliças, arcos, pontes, bancos etc., 
sempre traduzindo um clima romântico e clássico.
FONTE <http://terral.agr.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=51>. Acesso em 26 jan. 2020.
2 Leia o trecho a seguir e descreva quais são os tipos vegetais que 
podem ser usados em planos de paisagismo para um jardim francês 
em ambientes internos.
Também conhecido como jardim francês é considerado o mais rígido e formal de todos 
os estilos, e se traduz em formas geométricas e simetria perfeita. Seus principais 
representantes embelezam os palácios de Versalhes e Vau-le-Viconte. Criado no 
século XVII, durante o reinado de Luís XIV, o estilo demonstra o domínio do 
homem sobre a natureza e valoriza a grandiosidade das construções. Os caminhos 
nesse jardim, caracterizam-se por serem largos e bem definidos, com cercas vivas e 
arbustos compactos, verdes e perfeitamente copiados. As pedras são pouco utilizadas 
e restringem-se a pedriscos ou lajes nos caminhos. As curvas francesas são muito 
utilizadas, de forma organizada e simétrica, sem jamais perder a formalidade. Os 
arbustos verdes, ciprestes e pinheiros também tem lugar de destaque neste jardim, com 
topiaria, seu formato final deve ser simétrico. Devido à intensa necessidade de podas, 
o jardim francês é considerado de alta manutenção e custo, que pode ser amenizado 
com plantas de crescimento lento a moderado. Outros elementos também podem fazer 
parte, como lagos, bancos, colunas, caramanchões, luminárias, esculturas etc., desde 
que se integrem ao estilo.
FONTE: <http://terral.agr.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=51>. Acesso em: 26 jan. 2020.
3 Esboce, de maneira simples, o layout de um ambiente interno do prédio de 
um jardim.
AUTOATIVIDADE
150
151
UNIDADE 3
TÓPICO 2 — 
PROJETO PAISAGÍSTICO I
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, aprenderemos como melhor construir projetos relacionados 
com a paisagem em ambientes, principalmente internos, valendo-se de 
informações sociais e mercadológicas para auxiliar tal construção. A partir de 
agora, construiremos, juntos, os ambientes e, assim, exploraremos melhor as 
necessidades de projeção, sendo imprescindíveis.
 
Muitos processos de trabalho em paisagismo são postos a não serem 
produtivos em virtude dos gargalos operacionais que circulam este processo 
produtivo. Assim, serão elencados itens importantes em relação à temática 
paisagística, para que sejam pensados e utilizados elementos constituintes 
de outras disciplinas relacionadas a todo o aparato tecnológico do Design de 
Interiores, buscando sempre a ligação entre os componentes dessa e deoutras 
disciplinas desse ramo de conhecimento. Nesse sentido, observe o material 
descrito a seguir.
Projetos paisagísticos, muitas vezes, podem ser montados a partir de 
perspectivas pouco planejadas, causando assim problemas para todo o processo, nesse 
sentido sugerimos a leitura do material Paisagismo além da estética: uma concepção 
ambiental, disponível no link: http://seer.pucgoias.edu.br/files/journals/3/articles/3748/
submission/review/3748-10889-1-RV.pdf.
DICAS
Para tal construção, correta e sustentável, descreveremos alguns 
conhecimentos que são fundamentais para o paisagismo em ambientes internos, 
lembrando, para isso, aportes de desenho, projeção em paisagismo. Tenha em 
vista que um projeto consome muitos recursos e que estes devem ser pensados 
e projetados antes da realização deste empreendimento, a fim de melhorar a sua 
fluidez. Observe a Figura 28 para melhor basear este processo.
152
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
FIGURA 28 – DEMONSTRAÇÃO DE AMBIENTE INTERNO COM PAISAGISMO
Quarto
3,30 x 4 m
Quarto
2,70 x 5,65 m
Quarto
3,50 x 4 m
Banheiro
1,60 x 2 m
Banheiro
1,60 x 2 m
Sala de estar interna
3,30 x 6,50 m
Cozinha
2,20 x 6 m
Lavanderia
1,75 x 3,25 m
Sala de estar/jantar
3,50 x 8,50 m
Lavado
1,10 x 
1,45 m
Garagem
5 x 7,50 m
Hall
0,90 x 
14,80 m
ÁREA: 180 M2
Ano do projeto: 2006
Conclusão da obra: 2007
Projeto de reforma: Helena karpouzas e Luciano 
de Topin Ribeiro
Projeto estrutural: Theophilo Mattos Neto
Projetos hidráulico e elétrico: Stefani Nohel Paz e 
Ricardo Sassen Paz
Paisagismo: Helena Schanzer
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/51/0b/d1/510bd1ae5297221379f9910ce558c2ee.jpg>. 
Acesso em: 8 jul. 2020.
Jardim
4,50 x 3,50 m
TÓPICO 2 — PROJETO PAISAGÍSTICO I
153
Ao observar a figura anterior, acreditamos que você pode ter 
concordado com o layout ou pode ter imaginado vários pontos de mudanças 
no ambiente com o uso do paisagismo, isto é imprescindível para sua 
formação conceitual e necessário para que sejam construídos ambientes 
harmônicos, sustentáveis e utilitários.
Fique atento às indicações de leitura, procure ver os links assinalados e 
mergulhe nessa importante junção de conhecimentos.
2 LEMBRETES DE ARQUITETURA, DESENHO E PROJEÇÃO
Após essa reconstrução sobre os planos de geometria, é necessário que 
sejam relembrados os aportes de tipos de linhas. Sendo estes essenciais para a 
construção do desenho técnico. Veja a imagem a seguir. 
FIGURA 29 – EXEMPLO DO USO DE LINHAS PARA A CONSTRUÇÃO ARQUITETÔNICA
FONTE: <http://www.habitamos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/planeje-uma-casa-de-
-campo-em-um-fundo-branco_70347-58.jpg>. Acesso em: 8 jul. 2020.
154
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
Projetos paisagísticos podem, muitas vezes, serem montados a partir de 
perspectivas pouco planejadas, causando levam em consideração as porções de desenho 
arquitetônico, lembre sobre o assunto no material Desenho arquitetônico, disponível no 
link: https://www.vivadecora.com.br/pro/estudante/desenho-arquitetonico/.
DICAS
Uma vez entendida as proposições de como são realizadas as linhas, 
perceba, a seguir, a melhor maneira de construir o desenho, sem as imperfeições 
mais comuns. Agora, veja a seguir uma representação do uso de desenho técnico, 
simplificado, para ambientes com o uso de elementos paisagísticos.
FIGURA 30 – DESENHO TÉCNICO EM AMBIENTES PAISAGISTICOS
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/36/8f/b0/368fb001709e568430acd998e6c38e26.jpg>. 
Acesso em: 8 jul. 2020.
TÓPICO 2 — PROJETO PAISAGÍSTICO I
155
Também é importante a cotagem que permite que informações sobre o 
desenho sejam inseridas como código no corpo do desenho, sendo vistoriadas de 
acordo com a legenda deste protótipo. Visualize a seguir um exemplo. 
Outra forma necessária para a produção de projetos de paisagismo é a 
proposição do uso da Cotagem. Nessa condição, pode ser vista no exemplo a 
seguir e ainda observada na nota a seguir.
FIGURA 31 – COTAGEM EXEMPLIFICADA
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/bc/59/b9/bc59b957e283b372b12899762d9387c7.jpg>. 
Acesso em: 8 jul. 2020.
Relembrem mais sobre o tema, no material Cotagem, no link: http://www2.fct.
unesp.br/docentes/carto/danibarroca/Desenho%20T%E9cnico/Apostila_DesenhoTecnico_
ArqUrb_2019_Parte3.pdf.
DICAS
156
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
Para a constução do desenho arquitetônico para paisagismo, são 
priorizadas caracteristicas de clareza e boa significação dos objetos e processos. 
Porém, é necessário observar muitos processos que são inerentes à sobrevivência 
e manutenção dos vegetais, conforme descrito por Cotrim (2000). Observe a 
seguir uma demonstração de um belo projeto para ambiente interno, mas como 
uma forma pedagógica de preparo, descrevemos que este poderia ser mais coeso 
na utilização de elementos de paisagismo, a fim de valorizar o ambiente. Reflita 
sobre a figura.
FOGURA 32 – AMBIENTE INTERNO PROJETADO, COM POUCO USO DE PAISAGISMO
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/a2/6f/52/a26f52cfca8012384196f6d3f646f42c.jpg>. 
Acesso em: 8 jul. 2020.
Agora observe a indicação de onde poderiam ser visualizadas mais áreas 
neste projeto com o uso de vegetais, ainda indicados conforme informações 
anexas descritas após a figura.
TÓPICO 2 — PROJETO PAISAGÍSTICO I
157
FIGURA 33 – AMBIENTE INTERNO PROJETADO, COM POUCO USO DE PAISAGISMO, COM 
INDICAÇÕES PAISAGÍSTICAS
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/a2/6f/52/a26f52cfca8012384196f6d3f646f42c.jpg>. 
Acesso em: 8 jul. 2020. 
Veja, a seguir, mais informações sobre essas projeções.
FIGURA 34 - 3 ELEMENTOS BÁSICOS DE PROJETOS PAISAGÍSTICOS 
FONTE: <https://static.ndonline.com.br/2018/11/cropped/c7d678a7558e3d4be26107b5a8a92b-
375dd70387.jpeg>. Acesso em: 8 jul. 2020.
3 ELEMENTOS BÁSICOS DE PROJETOS PAISAGÍSTICOS 
Para iniciarmos este subtópico, observe a seguir as figuras e reflita sobre 
o projeto de paisagismo com o uso de ambiente externo, sobre a importância da 
união e comunicação das áreas entre si.
158
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
Perceba que, em áreas externas com locais construídos, é necessário 
que o diálogo entre a estrutura física e os vegetais seja bastante coerente, pois, 
assim, poderão ser promovidas ligações afetivas para os usuários deste ambiente, 
visando a sua real utilização. Devendo ser pensado nos seguintes parâmetros, 
segundo o CDHU (2014): 
 
• Considerações gerais: é indispensável o entendimento da finalidade para qual 
essa área será montada, como será utilizada e manejada. Para qual projeto 
arquitetônico é necessário que o projetista entenda bem a sociologia que está 
por trás da necessidade da produção de um projeto. Assim, observe, a seguir, 
os exemplos que podem melhor descrever projetos que foram encarados a fio 
a sua necessidade social relacionada.
• Elementos paisagísticos: é necessário então um conhecimento prévio de cada 
elemento natural ou não natural (feito pelo homem) que compõe o lugar 
geográfico a ser construído o projeto de paisagismo. Na qual são elencados os 
seguintes pontos a serem avaliados:
◦ Vegetação: para tal devem ser vistoriados os resquícios das vegetações 
naturais da área, bem como uma análise na literatura que disserta sobre tal 
área. Levando em consideração que tais plantas podem ser aproveitadas, 
sugerimos que sejam no projeto. Por exemplo, se uma frondosa árvore esteja 
presente na localidade a ser construída, por que não utilizar e otimizar o 
espaço ao redor desta, a fim de permitir a sua conservação e utilização?
 
Também algo muito importante é o esclarecimento sobre as espécies 
vegetais que serão introduzidas nos ambientes explorados por projetos 
paisagísticos. Não se devem usar plantas que requeiram de muitos cuidados, 
a não ser que uma boa equipe de jardinagem e manutenção seja prontamente 
colocada para cuidar do jardim após a sua concepção. 
 
Deve-se pensar em detalhes como as plantas de um modo geral serão 
ou irão se comportar com o passar dos anos e dinamizar os espaços a fim de 
melhor observarestes processos, visando sempre a melhoria da continuidade do 
processo de construção do jardim. Veja, a seguir, mais informações.
Saiba mais sobre os projetos de Paisagismo aplicado a ambientes internos em 
relação aos vegetais que podem ser utilizados no Manual de Jardinagem, no link: http://
editora.globo.com/premios/assets/casaejardim_manualdejardinagem_set_7402.pdf.
DICAS
TÓPICO 2 — PROJETO PAISAGÍSTICO I
159
A seguir, observe exemplos em que tais ideias foram bem articuladas e 
pode ser dada uma continuidade correta ao ambiente construído em um plano de 
jardinagem interno. Pense que tais imagens descrevem ambientes internos com 
suas necessidades e particularidade.
• Terra e água: esses dois quesitos são importantes, são as matrizes de qualquer 
empreendimento. Pense que você terá que construir em um ambiente geográfico 
seu projeto, e que terá como ancoragem o solo (terra) e será constantemente 
irrigado para satisfazer as necessidades hídricas das plantas. Questionamentos 
diversos são lançados a partir dessa construção, sendo estes:
◦ Qualidade do solo e água.
◦ Tecnologias para um manejo adequado do solo e água em ambientes paisagísticos.
◦ Reuso e tratamento de efluentes.
◦ Utilização de água potável para a os usuários.
4 CONSTRUÇÕES 
Para este subtópico, é importante elencar que, em projetos de paisagismo, 
salvo estruturas de abrigo de maior ou menor tamanho, as construções e 
implantes referentes a pisos, passarelas, iluminação entre outros devem ser 
bastante explorados no sentido de que estes são importantes para a construção 
do bem-estar coletivo dos usuários, do projeto arquitetônico paisagístico. Vale 
salientar que devem estar ligados ao processo de mobilidade do público em 
geral, permitindo o acesso de diferentes públicos. A seguir, são demonstradas 
imagens referentes a projetos de construção em ambientes com paisagismo. 
Faça a leitura dos itens assinalados no UNI a seguir, para melhor esclarecer 
elementos deste subtópico. 
Saiba mais sobre paisagismo urbano nos seguintes materiais: 
1) Parques Urbanos, Políticas Públicas e Sustentabilidade: http://www.scielo.br/pdf/
mercator/v13n2/1676-8329-mercator-13-02-0079.pdf. 
2) Centro Educativo Burle Marx – Inhotim: https://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/
inhotim-executivo.pdf.
DICAS
160
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
4.1 ELEMENTOS ASSESSÓRIOS A PROJETOS DE 
PAISAGISMO INTERNO
Para tal são elencados, segundo Campos e Miranda (2000), Cotrim 
(2002) e Koshiba (2004), os seguintes elementos assessórios a um projeto de 
paisagismo são:
• Elementos técnicos gerais: nesse quesito, serão tomadas as informações gerais 
e necessárias para a implantação de projetos de paisagismo. Fique atento 
às informações e indicações de leitura, este é o fechamento do seu curso de 
Paisagismo, onde poderás alinhar todas as ideias e conhecimentos descritos. 
• Elementos técnicos básicos: para a produção de um projeto, deve-se entender 
fatores, na forma de estudos preliminares, como o endereço e a localização, 
topografia, biodiversidade, tipo de solo e água. Também devem ser pensados 
padrões mais gerais sobre o projeto, bem como sua funcionabilidade no geral. 
• Contratos e serviços: nesse quesito, devem ser explorados relatórios e laudos. 
Os relatórios são a base do processo e devem conter informações sobre o 
ambiente de modo minucioso, e os laudos devem ser pensados em prol do 
entendimento da biodiversidade local.
Para esta fase de entendimento sobre a localidade, sugerimos a leitura dos 
seguintes materiais: 1) Manual do EIA RIMA: http://www.iap.pr.gov.br/arquivos/File/EIA_
RIMA/CAVERNOSO%20II/EIA_RIMA_Atualizado_Vol_I_FINAL.pdf. 2) As atualizações na 
legislação por meio do sítio do CONAMA: http://www2.mma.gov.br/port/conama/.
DICAS
• Projeto de paisagismo: nesse momento, deve ser referenciado todos os 
processos inerentes a planificação inicial do projeto, sendo levado em 
consideração à necessidade dos cálculos e outros planos referentes ao plano 
de massa, a um projeto básico, também um material descritivo sobre o 
paisagismo, bem como os cuidados com esses ambientes e seres vivos que 
serão montados. Faça a leitura dos itens indicados a seguir para melhor 
esclarecer elementos deste subtópico.
TÓPICO 2 — PROJETO PAISAGÍSTICO I
161
Para esta fase de projetos, sugerimos a leitura do material Memorial descritivo, no link: 
http://www.varzeagrande.mt.gov.br/storage/Arquivos/dfb7f72074abb0e8f1a7772de66b22cb.pdf.
DICAS
• Projeto de manutenção em áreas de paisagismo: nesse momento, devem ser 
listados todos os cuidados para a implantação e manejo do funcionamento do 
ambiente jardinado. Muitos ambientes, fazemos o friso, são projetados sem 
esta porção de tarefas e sucumbem, isso não é interessante para a carreira de 
um bom paisagista. 
Logo, devem ser relacionadas ações com o manejo das plantas (plantio, 
rega, poda, adubação entre outros), também produção de substitutos ou compra 
em comércio. Outrossim deve ser pensado que as árvores devem receber números 
e serem catalogadas, canteiros com espécies de tamanho pequenos, também 
devem ser catalogados, ambos devem ser inventariados a fim de que se conheça 
a natureza, necessidades e práticas de manejo dessas plantas. 
 
É necessário que haja cronogramas de trabalho, em virtude da manutenção 
de corpos vivos ou não vivos, presentes no ambiente projetado. Observe o UNI a 
seguir para melhor entendimento neste processo.
Para esta fase de projetos, sugerimos a leitura do material Memorial descritivo 
de paisagismo: Hospital Metropolitano de Belo Horizonte, no link: http://www.pbh.gov.
br/smsa/hospitalmetropolitano/licitacao/pranchasememoriais/FASE%202/PAISAGISMO/
Memorial%20de%20Paisagismo%20-%20julho%202010.pdf.
DICAS
Observe o escrito a seguir:
162
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
Com a expansão das áreas urbanas e o aumento da competição por 
espaço, as áreas verdes alocadas nos grandes centros urbanos têm ganhado 
importância social, econômica e ambiental. Ambiental por ser a área verde que 
propicia melhoria no ar e na água, possibilita a infiltração de água das chuvas, 
além de promover a diminuição de temperatura nas chamadas ilhas de calor. 
O valor econômico é relativamente recente, e ocorreram com a implantação 
dos créditos de carbono, e ao aumento de empreendimentos imobiliários. O 
social, por sua vez, é atrelado aos benefícios urbanos, em principal aqueles de 
uso comum e funcionais, como a educação, a qualidade de vida, redução de 
doenças, entre outros. Contudo, a limitação do espaço para áreas verdes tem 
requerido mais do que a função de ornamental e de benefícios ambientais. 
São necessários para as cidades, projetos que cumpram diversos aspectos, 
como a integração de plantas de interesses ecológicos, que sirvam de abrigo a 
fauna silvestre e à sua reprodução, e também, aquelas de interesse alimentício 
integradas ao projeto de paisagismo, sejam eles públicos ou particulares. A 
utilização de espécies com funções específicas para o homem e para o ambiente 
em que ele vive, deve ser primordial nos projetos da arquitetura moderna, em 
principal nos espaços dedicados ao paisagismo.
FONTE: <http://www.revistacta.ufscar.br/index.php/revistacta/article/view/4>. Acesso em: 2 jun. 2020.
A funcionabilidade de um projeto em paisagismo passa por criteriosos 
pontos, descritos nessa unidade, que favorecem a condição humana e refletem 
a sensibilidade do projetista. Ser um projetista que sabe usar as técnicas do 
paisagismo a favor da construção dos seus projetos não é fácil e tampouco 
comum. Inúmeros são os exemplos de problemas que ambientes mal projetados, 
com o uso de técnicas de paisagismo, podem demonstrar. 
Assim sendo, disponibilizamos o seguinte documento que poderá ser útil 
para esta construção conceitual sobre o paisagismo. Sugerimos, portanto, a leitura do 
material que evidencia informações importantes e necessárias, já descritas neste tópico, 
sobre uma construção coesa do ambiente paisagístico:https://www.researchgate.net/
publication/301633840_Paisagens_e_Paisagismo_Do_apreciar_ao_fazer_e_usufruir/
link/571eec2308aead26e71a9157/download.
DICAS
163
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• Áreas projetadas para o recebimento de ideias de Paisagismo são de muita 
importância para o bem-estar de populações que serão usuárias deste ambiente.
• Projetos com paisagismo devem conter ideias que melhorem a projeção de 
ambientes em virtude de processos sociais.
• Jardins com a presença de vegetais e outros componentes são lugares de 
contemplação social.
• Projetos de paisagismo devem englobar diversas diretrizes que facilitem acesso 
e a utilização de um público misto a tais ambientes.
• Devem ser respeitadas as condições impostas pela legislação vigente para que 
sejam montados em consonância com as necessidades governamentais.
• Também devem ser visualizadas questões sobre os processos de compras, 
manutenção e produção dos itens a serem usados nestes projetos.
• O planejamento é a principal ferramenta de ação para a boa produção de um 
projeto arquitetônico em ambientes interiores com o uso de itens de paisagismo.
164
1 Observe a figura a seguir e assinale nos lugares sugeridos a possibilidade 
da utilização de elementos de paisagismo no projeto.
AUTOATIVIDADE
DEMONSTRAÇÃO DE UMA PLANTA DE UM AMBIENTE INTERNO COM O USO DE 
AÇÕES DE PAISAGISMO
Quarto
3,30 x 4 m
Quarto
2,70 x 5,65 m
Quarto
3,50 x 4 m
Banheiro
1,60 x 2 m
Banheiro
1,60 x 2 m
Sala de estar interna
3,30 x 6,50 m
Cozinha
2,20 x 6 m
Lavanderia
1,75 x 3,25 m
Sala de estar/jantar
3,50 x 8,50 m
Lavado
1,10 x 
1,45 m
Garagem
5 x 7,50 m
Hall
0,90 x 
14,80 m
ÁREA: 180 M2
Ano do projeto: 2006
Conclusão da obra: 2007
Projeto de reforma: Helena karpouzas e Luciano 
de Topin Ribeiro
Projeto estrutural: Theophilo Mattos Neto
Projetos hidráulico e elétrico: Stefani Nohel Paz e 
Ricardo Sassen Paz
Paisagismo: Helena Schanzer
Jardim
4,50 x 3,50 m
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/56154326583848969/>. Acesso em: 13 jul. 2020. 
2 Leia o texto a seguir, depois, faça o que se pede. 
A origem das mudanças no urbanismo, em direção a uma temática ambiental 
explícita, remonta às preocupações sanitaristas que caracterizaram o urbanismo até 
o final do século XIX. A organização do espaço das cidades industriais, ao contribuir 
para controlar as ameaças ambientais nos bairros populares, protegia também as classes 
dominantes. A partir daí, o processo de evolução do urbanismo passou a englobar 
também conceitos e práticas voltadas para o atendimento de expectativas de grupos 
sociais emergentes. Entre as novas demandas, estava a inclusão da temática da qualidade 
de vida e do lazer nos planos urbanísticos.
165
Ainda nas primeiras décadas do século XX, o urbanismo moderno manteve 
a preocupação higienista, sob uma perspectiva que tangenciava a ideia de um maior 
contato com a natureza. Choay (1979, p. 20) identifica, como principais modelos, o 
progressista, o culturalista e o naturalista. Embora com visões de mundo diferenciadas 
e com soluções diversificadas, essas propostas incorporavam a relação entre o ambiente 
natural e o ambiente construído. Na realidade, o contexto modernista agregava a ideia 
de um sistema de parques e áreas verdes como complemento do tecido urbano. Em certa 
medida, pode-se considerar que os desdobramentos dessas propostas foram influenciados 
pelo bucolismo das cidades-jardim, ao mesmo tempo em que buscavam a eficiência do 
conceito de cidade-máquina.
Na metade do século XX, surgiram debates sobre uma relação sociedade/
natureza que respeitaria o meio ambiente. Mas é somente a partir da década de 
setenta que estudiosos, principalmente nos Estados Unidos, começaram a testar 
modelagens de espaços urbanos para esse fim. Esses modelos serviram de base para 
novas tendências de planejamento urbano e regional e, posteriormente, para o desenho 
urbano e para o paisagismo.
Nas últimas décadas, definições de desenvolvimento sustentável, embora 
tenham sido objeto de inúmeros debates, contribuíram para o avanço da abordagem 
ambiental no urbanismo. Sachs (1993, p. 30) define desenvolvimento sustentável 
como "a atitude de promover um desenvolvimento socioeconômico equitativo, através 
de estratégias ambientalmente adequadas e suportáveis no âmbito ecológico". Sachs 
adota a premissa de que a promoção de um meio de vida sustentável deve tornar-se 
parte da linha mestra de desenvolvimento; considera que este não pode ter sucesso sem 
a participação dos grupos e das comunidades locais.
Os debates atuais sobre a temática ambiental urbana têm procurado construir 
um consenso em torno do termo "cidades sustentáveis". Para alguns, como Heloísa 
Costa, a concepção envolve contradições de fundo, embora aponte caminhos para uma 
reflexão (COSTA, 2000). Para outros, a proposta seria compatível com os ideais de 
um desenvolvimento humano que respeite os limites da natureza. Embora não haja 
uma definição exata, em países periféricos, o tema da sustentabilidade urbana implica 
considerar prioritário o tema da pobreza. Buscar-se-ia um desenvolvimento mais 
equitativo, com vistas a equilibrar a dimensão econômica, as demandas sociais e as 
ambientais. Segundo Otto Ribas, a associação da noção de sustentabilidade ao debate 
sobre desenvolvimento das cidades tem origem nas rearticulações políticas, pelas 
quais um certo número de atores envolvidos na produção do espaço urbano procura 
dar legitimidade a suas perspectivas, evidenciando a compatibilidade destas com os 
propósitos de dar durabilidade ao desenvolvimento (RIBAS, 2003, p. 23).
Tais intenções, para Ribas, tentam coadunar-se com os princípios da Agenda 21, 
que parece conter a versão predominante do conceito de cidades sustentáveis. A discussão 
é mais específica em seus desdobramentos, como a Agenda Habitat, particularmente nos 
temas que se referem à promoção do desenvolvimento sustentável dos assentamentos 
humanos. Os temas da sustentabilidade em meios urbanos ficaram conhecidos como 
Agenda Marrom. A proposta ressalta a relação direta entre a infraestrutura de uma 
cidade, a saúde de sua população, e o contexto regional no qual ela se insere.
166
O desenvolvimento da vertente ambiental e das visões de mundo que a 
acompanham modificou as formas pelas quais o urbanismo e o planejamento urbano 
e regional tratavam o tema. De um dentre vários quadros referenciais, a temática 
ambiental passou a ocupar lugar central na construção de modelos de cidade ideal, 
como se revela claramente no caso das propostas de cidades sustentáveis. Esse mesmo 
desenvolvimento tem se refletido no paisagismo, cuja tradição metodológica tem 
acompanhado a evolução histórica das práticas de gestão urbana.
FONTE: <https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-69922003000100007&script=sci_art-
text>. Acesso em: 2 jun. 2020. 
Observe o caso a seguir: 
 É chegada uma demanda em um escritório de Design de Interiores 
para que seja projetado um ambiente, tipo jardim de inverno, na residência 
de uma idosa que gosta muito de plantas, que tem mobilidade diminuída e 
pouco sai de casa. 
Diante disso, são solicitadas ideias preliminares, dos componentes que 
podem ser usados nesse ambiente para que seja melhor aproveitado pela usuária 
descrita na informação. Sendo assim analise o texto da questão e descreva 
informações que possam ser úteis para a construção deste projeto.
3 Leia o trecho a seguir e faça o que se pede.
 
O profissional dessa área poderá compor equipes de elaboração de 
projetos, técnicas e métodos de projeto de ambientes interiores e paisagismo, 
visando à concepção e à execução de ambientes confortáveis, humanos, 
lúdicos e funcionais, que atendam às necessidades humanas de conforto 
físico e psicológico.
FONTE: <https://www.guiadacarreira.com.br/cursos/paisagismo>. Acesso em: 7 abr. 2020. 
Levando em consideração a perspectiva da funcionabilidade de ambientes 
paisagísticos, quais elementos poderiam ser inseridos em um projeto que visassea 
construção de um ambiente com a presenças de crianças na primeira infância? Para 
tal construção, é sugerida a leitura do material Jardins educativos e terapêuticos, 
no link: http://pluris2010.civil.uminho.pt/Actas/PDF/Paper56.pdf.
167
UNIDADE 3
TÓPICO 3 — 
PROJETO PAISAGÍSTICO II
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, aprenderemos como melhor construir projetos, em termos 
práticos, relacionados com a paisagem em ambientes, principalmente internos, 
valendo-se de informações sociais e mercadológicas para auxiliar tal construção. 
Embarque conosco nesse conhecimento, esteja atento a tudo o que este material 
ofereceu até então, caso precises retorne as unidades anteriores. Bons estudos.
2 CONCEITOS
Nesta exposição, serão abordados processos de trabalho em paisagismo 
com a utilização de memorial descritivo, entrevistas, materiais e condução de 
projetos, de maneira simples e prática. Nesse sentido, observe o material descrito 
a seguir.
A exemplificação pode ser uma importante metodologia para facilitar o 
aprendizado em Paisagismo, sendo assim, sugerimos, para iniciar este tópico, a leitura 
do material: A utilização do paisagismo como ferramenta na preservação e melhoria 
ambiental em área urbana, no link: http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/
gestao_ambiental/article/view/1206.
DICAS
A seguir, serão descritos os passos que devem ser realizados para a 
produção de um projeto paisagístico. Atente a leitura do texto e visualização 
de informações anexas, inseridas no texto, são de suma importância para a sua 
construção no processo de ensino e de aprendizagem. 
168
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
• Planejamento Paisagístico
De acordo com os escritos de Limberger e Santos (2000), Macedo e Sakata 
(2003) e Demattiê (2006) que o planejamento paisagístico refere-se ao processo 
e conjunto de ideias que pode ser em termos sociais e ambientais, visando a 
utilização da concepção de profissionais capacitados na construção de um projeto 
físico de cunho paisagístico.
Assim, segundo Macedo e Sakata (2003), é necessário que seja feito um 
estudo preliminar, social e popular, da utilidade e utilização do ambiente a ser 
projetado, visando atender as necessidade e particularidades de cada um dos 
indivíduos que se utilizarão do ambiente. Nessa pesquisa podem ser tomadas 
informações como: 
◦ Reativo ao público, podem ser vistas o número de pessoas usuárias, a idade 
destas, a presença de pessoas com necessidades de locomoção.
◦ Atividades que serão realizadas no ambiente: passeio, lazer, alimentação, 
entre outras.
◦ Aportes sobre segurança e privacidade da área.
◦ Presença de animais.
◦ Nível de manutenção e serviços que poderão ser utilizados.
◦ Elementos de trabalho.
◦ Elementos indesejáveis ao processo paisagístico, na visão dos usuários.
 
Outro ponto importante descrito por Gatto, Paiva e Gonçalves (2002) são 
os levantamentos planimétricos, esses devem ocorrer no início do projeto, em 
que serão vistas as medidas do ambiente, a presença de elementos físicos (como 
plantas, paredes, pedras, por exemplo), a altitude, a necessidade de curvatura 
do terreno ou piso em virtude da topografia do ambiente. Sendo levados em 
consideração os seguintes pontos:
◦ Observação da passagem solar durante o ano no ambiente.
◦ Mapa de sombras, para auxiliar a colocação e escolha correta de 
espécimes vegetais.
◦ Necessidades de esconder ou realçar partes do projeto.
◦ Estilo do projeto e seu impacto social.
◦ Demandas de construção.
◦ Mobiliário e suas adaptações.
Sobre a Planimétrica e Topografia, observe o material visualizado no 
material Bases cartográficas, no link: https://mapas.ibge.gov.br/bases-e-referenciais/
bases-cartograficas/cartas.
DICAS
TÓPICO 3 — PROJETO PAISAGÍSTICO II
169
Outrossim, a análise do solo, água e clima, descrita por Macedo e 
Sakata (2003), visando a caracterização desse processo, é importante para a 
construção de táticas de manejo que podem ser úteis na projeção sustentável 
de ambientes paisagísticos.
Sobre análise de solo, observe o material Uso e manejo do solo e seus 
impactos sobre a qualidade física, no link: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-
43662013001200008&script=sci_arttext.
DICAS
• Anteprojeto
Neste tópico, aprenderemos sobre como devem ser montados os 
anteprojetos, esse fator é substancial para a montagem de projetos. Atente a este 
tópico, bem como a suas vivencias dentro deste curso. Atente as informações 
descritas e informações indicadas. Bom estudo! 
Assim, para melhor entendermos sobre os anteprojetos, com suas nuances, 
atente ao que descrevem Gatto, Paiva e Gonçalves, assim temos as seguintes 
informações elencadas:
◦ Disposição espacial: para tal são averiguados os elementos necessários, 
visando a utilização do ambiente a ser construído para fins de lazer, trabalho 
ou ambientação.
◦ Elementos naturais: devem ser tomados a vista elementos como paredes, 
pedras, troncos, encanações e afins.
 
A seguir, como forma de melhor basear a suas ideias de construção de 
projetos, visualize a seguir um anteprojeto de paisagismo. Atente para os detalhes 
de construção, mobiliário e de disposição de vegetais e passeios.
170
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
FIGURA 34 – ANTEPROJETO DE PAISAGISMO
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/a7/00/2e/a7002e006081e271e3f87ed2d38b8b60--urban-
-design-plan-urban-design-diagram.jpg>. Acesso em: 7 abr. 2019.
TÓPICO 3 — PROJETO PAISAGÍSTICO II
171
Observe agora um esquema de anteprojeto de áreas interna e perceba 
que esta minúcia pode ser bastante útil para a projeção do projeto definitivo, 
exemplificado e explicado no tópico seguinte.
FIGURA 35 – ESBOÇO DE ANTEPROJETO.
FONTE: <https://www.designinteriores.com.br/design-de-interiores/estudos-preliminares-2/>. 
Acesso em: 7 abr. 2019 
•	 Projeto	definitivo
Levando em consideração todos os elementos descritos nesta disciplina 
até o momento, podemos, juntos, pensar em um projeto definitivo. Nesse caso, 
seria substancial a construção de ideias sobre os tópicos elencados em todo o 
curso, retorne ao material nas porções anteriores a este tópico quantas vezes 
for necessária, para que o conhecimento seja consolidado e sua construção 
profissional seja sólida.
Assim sendo, após esta releitura dos conhecimentos descritos neste 
material, pode ser referenciado que a realização de um projeto de paisagismo, 
segundo descrevem Limberger e Santos (2000), Macedo e Sakata (2003) e Demattiê 
(2006), prioriza os seguintes pontos:
◦ Planta executiva: nessa seção ilustradas por meio de pranchas com as 
descrições de planos de entrada e saída, planos de iluminação, elétrica e 
hidráulica. Além da execução de planos de construção. Veja a seguir um 
exemplo desta planta.
172
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
FIGURA 36 – PLANTA EXECUTIVA DE UM LOFT
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/4c/62/da/4c62dafd274da8949a4cb7ff8fbf445e.jpg>. 
Acesso em: 7 abr. 2019.
Essa parte do projeto também pode ser mais detalhada, descrevendo a 
localização dos objetos no projeto e sua disposição espacial, conforme descrito na 
imagem a seguir.
TÓPICO 3 — PROJETO PAISAGÍSTICO II
173
FIGURA 37 – ESBOÇO DE ANTEPROJETO, EM LAYOUT 3D E COM A PERSPECTIVA DE UM 
AMBIENTE EM SEPARADO
FONTE: <https://mir-s3-cdn-cf.behance.net/project_modules/max_1200/06bb3854287085.
5954fe6f6782d.jpg>. Acesso em: 7 abr. 2019.
• Projeto botânico: são descritos os caracteres que devem ser buscados para 
as plantas a serem usadas nesse processo. Assim, pode-se dinamizar com o 
fornecedor a logística do processo. A seguir, observe exemplificação de um 
projeto botânico que pode ser usado como base para a construção de um 
projeto de paisagismo.
FIGURA 38 – PROJETO BOTÂNICO, UMA EXEMPLIFICAÇÃO
FONTE: <https://roseantonelli.wordpress.com/paisagismo/paisagismo-e-consultoria-para-em-
presas-e-orgaos-publicos/>. Acesso em: 7 abr. 2019.
Faz-se necessária esta elucidação, com a utilização de espécie vegetais 
de pequeno e grande porte pois existem projetosde design interno que podem 
comportar em salões, halls ou jardins internos. Nesses ambientes árvores podem 
ser usadas e colocadas em vasos ou jardineiras no piso. Levando sempre em 
consideração que as plantas crescem e podem não ser muito correntes com o 
passar dos tempos, em relação ao seu hábito de crescimento e a manutenção do 
ambiente construído e paisagístico.
174
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
• Memorial descritivo: este ponto é importante para a produção de um 
ambiente projetada, nele estarão contidas todas as informações gerais sobre 
a produção, concepção e manutenção dos ambientes e, portanto, sendo 
necessários para a produção de jardins projetados. Características do projeto, 
dos projetistas, documentação, informações ambientais, materiais e métodos 
produtivos devem ser descritos nesse documento. Inclusive, deve-se tratar 
minunciosamente sobre a perspectiva dos vegetais no ambiente projetado 
como: aquisição, cuidados e reposição. Além de um orçamento e cronograma 
detalhados para o plano base do projeto. Honorários e outros gastos podem 
também vir descritos neste documento. Observe, a seguir, uma forma 
interessante da descrição dos componentes paisagísticos de um projeto que 
leva em consideração ambientes internos. 
FIGURA 39 – MEMORIAL DESCRITIVO VISUAL PARA UM PROJETO COM A PRESENÇA DE ITENS 
DE JARDINAGEM
k.nᵒ 42
11. Phoenix
5. Lavanda
11. Phoenix
k.nᵒ 36
2. Buxinho
10. Azaléia21. Mini-agapantus
H.nᵒ 1, 2 e 3
9. Orégano variegado
L.nᵒ 34 (tabaco)
22. Agave- 
dragão
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/da/fa/28/dafa28a93b65c589b1cd9f5af27420d3.jpg>. 
Acesso em: 7 abr. 2019.
Observe, portanto, as informações inseridas na nota a seguir, como 
forma de melhorar a sua concepção sobre memoriais descritivos para 
ambientes paisagísticos. 
M.nᵒ 80 e 24
TÓPICO 3 — PROJETO PAISAGÍSTICO II
175
Detalhes que podem ser úteis para melhor conduzir o ambiente e o projeto, 
assim como exemplo, acesse o material Memorial descritivo, no link: https://www.
vivadecora.com.br/pro/estudante/o-que-e-memorial-descritivo.
DICAS
• Técnicas de implantação e manutenção de um jardim em ambientes internos: 
em primeiro plano, deve ser preparada a área do jardim, muito provavelmente 
será uma porção dentro da área construída ou ao redor dela, então, temos a 
restrição de espaço e assim devem ser pensadas como será melhor implantada 
a vegetação neste ambiente. Assim, podem ser colocados vasos ou jardineiras, 
para tal empreitada. Os vasos por obrigação devem ter furos em seus corpos 
possibilitando a drenagem do excesso da umidade. 
Há, também, possibilidade de serem vasos com dois fundos, um que está 
em contato com a planta e o outro, de maior tamanho, que abarca esse primeiro 
conjunto. Também devem ser pensados os locais de fontes de água e escoamento, 
sendo estes imprescindíveis no processo de jardinagem em ambientes internos. 
Observe, a seguir, uma exemplificação desta promoção de proposições básicas 
para esse jardim.
FIGURA 40 – EXEMPLIFICAÇÃO DE AMBIENTE CONSTRUÍDO E DECORADO COM A PRESENÇA 
DE ELEMENTOS PAISAGÍSTICOS, BEM COMO SUA COMPOSIÇÃO PARA A FACILITAÇÃO DA 
UTILIZAÇÃO DE TÉCNICAS DE MANEJO E DE MANUTENÇÃO
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/82/4f/e6/824fe695f512607200dc54a902d8fa21.jpg>. 
Acesso em: 7 abr. 2019.
176
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
Em segundo plano, deve-se ter material para que sejam feitas as 
manutenções do ambiente. Estimasse que para cada grupo de cinco vasos da 
mesma natureza e formato, deva haver pelo menos um vaso de reserva, podem 
ser também empregadas a reserva e cultivo paralelo de plantas em vasos para a 
reposição da ambiência. 
Materiais como: tesouras, mangueiras, pedrarias e afins também devem 
estar à disposição da utilização no ambiente. Instalações elétricas e de gases 
podem ser úteis em ambientes para promover conforto ao ambiente, seja ele 
com a utilização de ambientadores ou equipamentos domésticos, por exemplo. 
Conforme descrito na imagem a seguir, observe uma exemplificação de um 
dispositivo de armazenamento de materiais que podem ser úteis para o manejo 
do jardim. 
FIGURA 41 – DEMONSTRAÇÃO DE MOBILIÁRIO UTILIZADO COMO APOIO PARA ARMAZENAR 
INSUMOS PARA A UTILIZAÇÃO EM TÉCNICAS DE JARDINAGEM
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/8f/24/bc/8f24bcdd29770cea264b16624c970e16.jpg>. 
Acesso em: 7 abr. 2019.
Com esses dois pontos arrumados, é preciso partir para o terceiro passo 
que será o plantio e cuidados com os vegetais do projeto. São necessários 
cuidados coerentes com respeito às necessidades das plantas e dos aviamentos 
que são usados neste ambiente. Para tal, são necessários cuidados mais 
avançados, contidos em manuais de jardinagem. Na imagem a seguir pode ser 
vista uma exemplificação de um esquema de jardinagem para tratos e cuidados 
de um jardim.
TÓPICO 3 — PROJETO PAISAGÍSTICO II
177
FIGURA 42 – DEMONSTRAÇÃO DE TRATO CULTURAL EM PROL DA MANUTENÇÃO DE JARDIM
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/a7/7c/66/a77c669ce767c9c68fbcd5a76a9dee09.jpg>. 
Acesso em: 7 abr. 2019.
Muitos são os detalhes que devem ser pensados sobre o plano de 
jardinagem, em relação às diferentes espécies, assim, veja no UNI a seguir a 
possibilidade de jardinagem. 
Acadêmico, as técnicas de jardinagem podem ser melhor visualizadas no 
Manual de Jardinagem, no link: http://editora.globo.com/premios/assets/casaejardim_
manualdejardinagem_set_7402.pdf.
DICAS
• Elementos de um projeto arquitetônico com paisagismo em ambientes internos: 
nessa empreitada, estão relacionados dois grandes grupos, os elementos vivos 
e os não vivos, iniciaremos os comentários pelos elementos vivos.
 
Para tal elemento, tem-se os seres vivos, os vegetais, estes podem estar 
dispostos de maneira unitária ou isolada em portes dos ambientes internos 
construídos ou em maciços, que são os ajuntamentos. Podem ser úteis para divisão 
de ambientes, promover sensações ou ser parte de composições harmoniosas. 
A seguir, serão demonstradas diversas maneiras de utilização de vegetais na 
composição de ambientes paisagísticos, na nota a seguir: 
178
UNIDADE 3 — PAISAGISMO, VEGETAIS E PROJETOS
Observe as disposições e layouts de vegetais em ambientes internos no 
material Projetos paisagísticos e decoração paisagística, no link: https://www.causp.gov.
br/wp-content/uploads/2017/04/Projetos-de-paisagismo-e-de-decora%C3%A7%C3%A3o-
paisagistica-V3.pdf.
DICAS
Outrossim, os elementos não vivos são importantes nesse processo e 
viabilizam a estrutura e mobiliário necessários para a construção de um projeto 
interno. Muito importante ser descrito que tais elementos, devem ter a praticidade 
e durabilidade necessárias para que sejam realmente úteis no processo de 
construção do ambiente paisagístico. 
 
179
LEITURA COMPLEMENTAR
COMO MONTAR UM SERVIÇO DE PAISAGISMO
O paisagismo surgiu a partir da necessidade de o homem modificar o 
ambiente onde vive, adaptando a natureza que o cerca, de forma a tornar sua 
convivência mais atraente, mais agradável e conveniente. O paisagismo além de 
sua função ecológica se reveste de função social inegável, promovendo o convívio 
comunitário em parques e praças públicas e levando a natureza até para dentro 
de “ambientes fechados”.
O serviço de paisagismo é um negócio que está relacionado à revitalização 
e harmonia do espaço e do ambiente de convivência dos seres humanos. Esse 
negócio destina-se a elaborar projetos de paisagismo para casas, apartamentos, 
fazendas, chácaras, jardins, empresas e prédios comerciais. O processo de 
trabalho desenvolvido por um paisagista consiste na elaboração de um projeto, 
acompanhamento e vai até os retoques e avaliação do resultado final.
Ainda é importante lembrar que paisagismo é diferente de jardinagem. 
Enquanto o paisagismo elabora projetos de áreas verdes, compreendendo 
todos os aspectos que interferem na paisagem externa às edificações, aos 
espaços abertos (não construídos) e as áreas livres (com função de recreação, 
amenização, circulaçãoe preservação ambiental) integrando o homem à 
natureza, a jardinagem atua na implantação de espécies vegetais, assim como 
objetos decorativos de um jardim.
O paisagismo tem ganhado maior visibilidade nos últimos anos, 
principalmente, em função da tendência de concepção de espaços ecologicamente 
corretos. Com a disseminação cada vez maior de uma preocupação com a 
preservação do meio ambiente, tais profissionais além de serem responsáveis pela 
busca de soluções harmônicas e práticas, também possuem a tarefa de conciliar 
organização ambiental com sustentabilidade.
FONTE: <https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/como-montar-um-servico-de-pai
sagismo,f4b87a51b9105410VgnVCM1000003b74010aRCRD>. Acesso em: 7 abr. 2020.
180
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• Os vegetais apresentam muitas particularidades e necessidades em virtude de 
seres vivos.
• Os projetos arquitetônicos com o uso de vegetais devem ter o mínimo de 
condições para a manutenção e vegetação destes, como luz, temperatura e 
umidade adequadas.
• Devem ser escolhidas espécies vegetais com adequação ao projeto, termos de 
construção e manejo.
• Também podem ser vistas ações de manutenção e de substituição de vegetais 
em ambientes internos.
• Um bom projetista deve entender as necessidades sociais e colocar no projeto 
dispositivos que facilitem a ação de jardinagem projetos de paisagismo internos 
devem ter uma qualidade conceitual e muito elaborada a fim de resolver 
contratempos e poder ser continuado ao longo do tempo.
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CHAMADA
181
1 Leia o texto a seguir:
“O cultivo de uma horta em casa pode ajudar ainda no convívio familiar. A 
atividade pode, por exemplo, envolver as crianças, que, em forma de brincadeira, acabam 
sendo estimuladas a provar sabores novos e a terem noções de responsabilidade”, diz.
Para começar não é preciso um grande jardim. Uma varanda com floreiras 
ou jardim vertical, hortas em pequenos espaços, ou mesmo pequenos vasinhos, são o 
suficiente para trocar energia com as plantas. “Cuidar de um ser vivo é saudável para 
o ser humano”, complementa Neto.
Plantas e flores embelezam e dão vida a qualquer ambiente. Existe uma 
crença japonesa que garante que os arranjos florais têm o poder da transformação, 
harmonizando a energia dos espaços. A ikebana, arte oriental de montar arranjos, tem 
justamente a missão de elevar os sentimentos de quem transita pelo local em que a 
natureza divide espaço.
O arranjo floral japonês cria uma harmonia de construção linear, ritmo e 
cor. Por isso, dizem os praticantes desta arte, a ikebana estimula a sensibilidade e 
a criatividade. “A beleza eleva os valores”, diz a professora Isaura dos Santos, da 
Fundação Mokiti Okada, em Curitiba. Segundo ela, os alunos relatam mudanças 
internas e enfatizam o desenvolvimento de qualidades como a paciência, após algum 
tempo de prática.
FONTE: <https://www.gazetadopovo.com.br/haus/paisagismo-jardinagem/terapia-verde/>.
Acesso em: 7 abr. 2020.
Com base nesse texto, percebe-se que o manejo do solo para fins de jardinagem 
é bastante necessário e por conta disso deve ser levado em consideração para 
a produção de um ambiente paisagístico. Assim, exemplifique instrumentos 
que devem estar disponíveis em ambientes cultivados, tendo a premissa do 
mínimo de itens que podem ser úteis para a manutenção do ambiente.
AUTOATIVIDADE
182
2 Leia do texto a seguir e faça o que se pede. 
Posto de observação atenciosa do movimento das ruas, lar das namoradeiras, 
símbolo de status social. No Brasil, as varandas remetem aos alpendres, herança 
provável da época dos bandeirantes, presentes na arquitetura das zonas rurais, e uma 
forma de aproveitar o ar livre sem ter que sair porta afora. Assim como as sacadas, os 
terraços e os jardins, permitem um escape quando está entre quatro paredes e começar 
a se tornar sufocante.
Em alguns casos, é preciso recorrer a ferramentas para que esses espaços 
possam ser aproveitados o ano inteiro. Pequenas mudanças nos ambientes ajudam a 
torná-los verdadeiros oásis de relaxamento e encontro.
“Quando pensamos em um projeto de varanda, o maior desafio é tornar o espaço 
aproveitável, não só no sentido de fechar com vidro para evitar frio e vento, mas pensar 
em como utilizá-lo, quais atividades que serão feitas lá, para ter um aproveitamento do 
ambiente. É preciso pensar nos gostos dos moradores, o que costumam fazer, do que 
sentem falta”, sugere a arquiteta Cristiane Schiavoni.
Em apartamentos, a solução mais comum para garantir o conforto térmico das 
sacadas e varandas é bastante óbvia: fechá-las com vidro. “É um sistema inteligente 
que gosto de usar, já que no frio pode ser fechado e, no calor, você consegue abrir 
completamente sem perder a vista.
FONTE: <https://www.gazetadopovo.com.br/haus/manifesto-haus/dicas-usar-sacada-jar-
dins-areas-externas-ano-inteiro/>. Acesso em: 2 jun. 2020.
Projetos paisagísticos de ambientes internos devem considerar que as plantas 
têm carência de luz solar, de modo geral. Sendo que existem diferenças entre 
essas necessidades. Assim, pensando em um caso hipotético, um cliente pede 
que ao seu projetista coloque um cacto e uma avenca em seu projeto. Como o 
projetista deve proceder?
183
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