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Arquitetura_Orientada_Servico - SOA

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Marcia; HALPER, Dra. Fern. Arquitetura Orientada 
a Serviços – SOA para Leigos. Rio de Janeiro, 2009.
HOHPE, Gregor; WOOLF, Bobby. Enterprise Integration Patterns. Boston: Pearson Education 
Inc., 2005.
OPENGROUP: <https://www.opengroup.org/soa/source-book/soa_refarch/services.htm>. 
Acesso em: 15 julho 2015.REDBOOKS. International Technical Support Organization. Using Web 
Services Technology for Enterprise Application Integration: Session BI07. La Hulpe, Belgium: 
IBM International Education Center, 2002. Disponível em: SOA and web services: <https://www.
ibm.com/developerworks/webservices/>. Acesso em: 15 julho 2015.
<ftp://www.redbooks.ibm.com/redbooks/ITSO%20WebSphere%20Forum/bi/BI07.pdf>. 
Acesso em: 25 jul. 2015.
THE OPENGROUP. SOA reference architecture technical standard: services layer. Disponível 
em: <https://www.opengroup.org/soa/source-book/soa_refarch/services.htm>. Acesso em: 15 
jul. 2015.
WOOLF, B. Exploring IBM SOA Technology & Practice: How to Plan, Build and Manage a Service 
Oriented Architecture in the Real World. EUA, 2008. 
https://www.opengroup.org/soa/source-book/soa_refarch/services.htm
https://www.ibm.com/developerworks/webservices/
https://www.ibm.com/developerworks/webservices/
Arquitetura Orientada a Serviço
Aula 02
Utilização de SOA visando à flexibilidade nos negócios 
Objetivos Específicos
• Demonstrar como SOA suporta a flexibilidade nos negócios, garantindo 
menor impacto em alterações de regras de negócio.
Temas
Introdução
1 Orientação a serviços
2 Vantagens da computação orientada a serviços
Considerações finais
Referências
Mikiko Ishida
Professor Autor
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Arquitetura Orientada a Serviço
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Introdução
Nesta aula vamos começar a entender como podemos viabilizar os benefícios que a 
arquitetura orientada a serviços nos oferece. Esta abordagem é resultado de uma coleção de 
conhecimentos e experiências anteriores que motivaram o surgimento de novos princípios 
de construção (design), além de manter algumas práticas e tecnologias já existentes.
A proposta de SOA é muito interessante, mas podemos perceber que a sua implemen-
tação deve ser algo realizado com base em boas práticas, já identificadas e publicadas pelos 
profissionais mais experientes no mundo todo e que nos ajudam a começar de forma mais 
organizada e não do zero.
Em inglês há uma expressão muito utilizada quando estamos em uma situação como esta, 
ou seja: se quero adotar a arquitetura orientada a serviço, é importante estudar bem, antes 
de começar, porque “não há almoço grátis” (“There’s no free lunch”). Porém, a afirmação de 
Thomas Erl (2008, p. 2), “[...] a chave para se fazer algo com sucesso é entender o que se 
está fazendo”, reflete bem a chave do segredo e vale para qualquer projeto que queremos 
ter sucesso.
O principal objetivo do esforço em utilizar a arquitetura orientada a serviço é produzir 
uma coleção de serviços padronizados e aderentes às necessidades de negócio da empresa. 
A SOA estabelece um modelo de arquitetura que visa a melhorar a agilidade, a flexibilidade, a 
eficácia e a produtividade de uma empresa, e os serviços são os principais viabilizadores dos 
objetivos estratégicos que estão associados à computação orientada a serviços1.
1 Orientação a serviços
A orientação a serviço é um paradigma de construção e integração de soluções de 
software compostas por elementos modulares chamados serviços. O paradigma baseia-se nos 
princípios de orientação a serviços (FUGITA; HIRAMA, 2012, p. 7) que serão descritas a seguir.
Serviço sempre existiu na história da humanidade. Qualquer pessoa que executa um 
trabalho ou função para apoiar o outro está prestando ou fornecendo um serviço. Isso vale para 
um grupo de indivíduos que realiza tarefas coletivamente para dar apoio a um trabalho maior. 
Uma empresa que executa funções ou tarefas associadas aos objetivos do seu negócio 
também está fornecendo serviços. Um serviço é uma tarefa bem definida composta por 
diversas operações2 e que pode ser relativamente isolada de outras tarefas. Para que um 
1 Computação orientada a serviço é o ambiente já adequado para a lógica que foi projetada de acordo com os princípios de design da orientação 
a serviços, incluindo as novas tecnologias e plataformas.
2 Operações referem-se às operações de lógica codificada no serviço. Fazendo uma analogia com a orientação a objetos, as operações estão 
para um serviço assim como os métodos estão para uma classe.
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grupo de prestadores de serviços individuais possa fornecer coletivamente um serviço maior, 
cada indivíduo precisa ter características fundamentais e comuns, como disponibilidade, 
confiabilidade e capacidade de se comunicar utilizando a mesma linguagem. Assim, esses 
indivíduos formam uma equipe funcional produtiva. O principal objetivo da orientação a 
serviços é estabelecer esses requisitos básicos.
No contexto da arquitetura orientada a serviço, o termo “serviço” é específico e se refere 
a uma combinação única de características de projeto (design). À medida que os serviços 
(lógica) são projetados repetidamente com essas características comuns, a orientação a 
serviços se torna uma realidade em todo o ambiente, assim como move a empresa para um 
estado em que sua lógica se torna cada vez menos dependente e mais agnóstica em relação 
a qualquer processo de negócio. Como resultado, aumenta amplamente o potencial de reuso 
desses serviços.
No contexto de automação de negócios, um paradigma de design é uma abordagem que 
rege o desenho ou projeto de lógica de solução. A teoria de engenharia de software conhecida 
como separação de preocupações (separation of concerns) é aplicada na construção de uma 
lógica distribuída. Esta teoria afirma que um problema maior deve ser decomposto em um 
conjunto de problemas menores ou de “preocupações” menores, ou seja, em unidades de 
lógica que resolvem cada preocupação. A resolução de cada unidade, na composição, acaba 
resolvendo o problema maior.
O principal benefício dessa forma de solucionar os problemas é que as unidades de 
lógica projetadas para resolver os interesses imediatos permanecem agnósticas em relação 
ao problema maior.
1.1 Princípios de construção (design)
Uma empresa pode possuir um único portfólio de serviços compartilhados entre todas 
as áreas ou construir diversos portfólios de serviços de domínio para cada área (ERL, 2008). 
Para entender o que é o portfólio de serviços compartilhados, veja a definição de Fugita e 
Hirama (2012, p. 21):
Um portfólio de serviços consiste em um conjunto de serviços que, de forma coletiva, 
representam funções lógicas de uma organização ou domínio. Serviços pertencentes 
a um mesmo portfólio devem formar um conjunto coeso onde as funções de um 
serviço complementam os demais e todos os serviços seguem os mesmos padrões de 
design, realização e implementação. 
Para se construir um portfólio de serviços compartilhados, a empresa deve desenvolver 
os diversos projetos de soluções orientadas a serviços com base nos princípios de construção 
(design), pois a aplicação deste paradigma nas atividades de modelagem, análise e design 
resulta em uma coleção de lógicas que pode ser realmente classificada como “orientada a 
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serviços” e unidades de lógica como “serviços”. Portanto, a seguir, vamos conhecer esses 
princípios da orientação a serviços.
1.1.1 Contrato de serviço padronizado
Um serviço expressa o seu propósito e suas capacidades (funcionalidades) através de um 
contrato de serviços. O contrato inclui a interface técnica pública de um serviço, a natureza 
e a quantidade do conteúdo que será publicado, representando um acordo formal firmado 
entre o provedor do serviço e seus consumidores.
O contrato de serviço deve disponibilizar as informações sobre a localização do serviço, as 
operações executadas,

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