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Arquitetura_Orientada_Servico - SOA

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as mensagens de entrada e saída utilizadas pelo serviço, as regras para a 
sua utilização e eventualmente os detalhes semânticos (significados) das operações do serviço.
1.1.2 Baixo acoplamento de serviço
Acoplamento significa ligação entre dois elementos. No contexto da orientação a serviço, 
utilizamos esse conceito como uma medida do nível de dependência entre os serviços. 
O princípio do baixo acoplamento de serviço permite que o design e a lógica de um serviço 
possam evoluir independentemente de sua implementação, ainda que a interoperabilidade 
básica com os consumidores do serviço seja garantida. Portanto, mesmo que um serviço seja 
modificado, evoluído ou substituído ao longo do tempo os consumidores não sofrerão impacto.
Existem muitos tipos de acoplamento envolvidos na construção de um serviço e para 
alcançar o nível adequado, devem ser avaliadas as opções de design de serviço que possam 
atender com equilíbrio.
1.1.3 Abstração de serviço
Abstração é o encapsulamento da lógica interna de um serviço por meio de sua interface. 
Esse princípio enfatiza a necessidade de ocultar o maior número possível de detalhes 
subjacentes de um serviço, mantendo o relacionamento com um nível baixo de acoplamento.
Os níveis de abstração aplicados ao serviço podem afetar a granularidade do contrato de 
serviços e influenciar o custo final e o esforço de administração. Quanto mais funcionalidade 
é encapsulada em um serviço, mais alta a granularidade deste serviço.
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Figura 1 – Natureza da lógica e da implementação de um serviço encapsulado
Fonte: Adaptada de Erl (2008, p. 137).
1.1.4 Capacidade de reuso
Na orientação a serviço, cada serviço é projetado para ser reusável, mesmo que não 
haja requisitos específicos para isso no momento em que é desenvolvido. O serviço deve 
ser projetado considerando as várias formas de reuso como: transação entre aplicações; 
composição de serviços e processos de negócio; e uso como serviço utilitário.
Quanto mais alto o nível de granularidade de um serviço, menores são as possibilidades 
de se usar em mais de um processo de negócio. Exemplo: um serviço de gestão de clientes 
tem um nível de granularidade mais alta do que o serviço de cadastro de cliente. O primeiro 
pode incluir outros serviços (composição) e conter informações de gestão de relacionamento 
em sua lógica. Já o segundo é um serviço com nível de granularidade menor e poderia ser 
usado para cadastrar funcionários e/ou terceirizados.
Este é o princípio mais enfatizado na orientação a serviços e é importante na análise 
de serviços e processos de design. Posiciona os serviços como recursos corporativos com 
contextos funcionais agnósticos. Existem variações e níveis de reuso, assim como modelos de 
serviço agnóstico associado.
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Figura 2 – Fusão do projeto do produto comercial com os métodos corporativos tradicionais
Fonte: Adaptada de Erl (ServiceOrientation.com, disponível na Midiateca da disciplina, 2015, s.p.).
1.1.5 Autonomia de serviço
A autonomia representa a capacidade de se autogovernar ou autocontrolar. Para que os 
serviços realizem suas capacidades de modo consistente e confiável, sua lógica precisa ter um 
grau significativo de controle sobre o seu ambiente e recursos. Por isso, questões relacionadas 
ao desenho da lógica e ao ambiente de implementação real do serviço são levantadas.
Este princípio suporta a realização dos outros princípios de construção (design) nos 
ambientes reais de produção, fortalecendo as características de projeto que aumentam a 
confiabilidade e a capacidade de prever o comportamento de um serviço.
Um serviço será capaz de realizar sua lógica, independentemente de influências externas, 
e deve ter o controle para se governar no ambiente de execução (runtime).
1.1.6 Independência de estado do serviço
O estado refere-se à condição em que se encontra em um determinado momento. Um 
trem que está se movendo para a próxima estação está em estado de movimento, enquanto 
que o que está parado em uma estação está no estado estacionário. 
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No contexto de orientação a serviço, geralmente um programa de software em execução 
pode passar por diferentes estados e as variações das informações de estado tendem a ser 
temporárias.
Os tipos de condições e dados de estado podem ser: estados ativos e passivos; condições 
com e sem informações de estado; dados de estado de contexto, de sessão e de negócio; 
dados de contexto e regras de contexto.
Este princípio ajuda no aumento da escalabilidade do serviço, dá suporte ao design de 
lógica agnóstica e aprimora o potencial de reuso do serviço.
1.1.7 Visibilidade do serviço
Os serviços precisam ser facilmente identificados e visíveis, para que sejam descobertos 
e acessados pelos consumidores. Outro objetivo comum é permitir a busca de serviços que 
poderiam já ter as funcionalidades necessárias para reusá-los, caso contrário, seria necessário 
criar novos serviços.
As informações mais úteis que buscamos são: o propósito, as capacidades e as limitações 
de capacidades do recurso, para avaliar se será possível reusá-lo ou não.
Portanto, este princípio visa a posicionar os serviços como recursos altamente visíveis 
dentro da empresa e com informações claras sobre estes para a correta interpretação.
1.1.8 Composição de serviços
Na evolução de TI, a composição foi uma inovação fundamental para a área de design 
e tornou-se comum na arquitetura de solução personalizada, no design de produtos de 
softwares comerciais e principalmente sistemas operacionais.
A capacidade de compor efetivamente os serviços é um requisito crucial para alcançar 
alguns dos objetivos mais fundamentais da computação orientada a serviços.
Este princípio diz que os serviços devem ser componíveis3. A composição de serviços é 
uma forma de reuso de serviços, assim como o reuso possibilita a composição de serviços 
em larga escala. Se uma empresa adota estes princípios de design e estabelece uma coleção 
lógica de serviços representada por um portfólio de serviços altamente reusáveis, uma grande 
quantidade de novos requisitos da automação de negócios pode ser atendida através da 
composição de serviços.
3 Componível é no sentido de poder compor, ou seja, possibilidade para criar uma composição.
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Figura 3 – Teoria da separação das preocupações
Fonte: Adaptada de Erl (ServiceOrientation.com, disponível na Midiateca da disciplina, 2015, s.p.).
1.2 Interoperabilidade
A interoperabilidade não foi classificada como um princípio porque é uma característica 
de projeto fundamental para promover a aplicação de cada um dos oito princípios relacionados 
acima.
A interoperabilidade entre os serviços é básica e deve ser possível independentemente 
da tecnologia utilizada em sua implementação. Para que os princípios da orientação a serviços 
sejam realizados com consistência e êxito, devem ser analisados os fatores ambientais, como 
a compatibilidade de protocolos de comunicação, o nível de maturidade da plataforma 
tecnológica e a adesão aos padrões de tecnologia.
Cada um dos oito princípios suporta e contribui para a interoperabilidade com o objetivo 
de torná-lo um subproduto natural até que o nível de interoperabilidade intrínseca ou 
inerente seja uma característica de design de serviço comum e esperada.
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2 Vantagens da computação orientada a serviços
A computação orientada a serviços representa uma nova geração da plataforma da 
computação distribuída. Ela inclui o paradigma da orientação a serviços e a arquitetura 
orientada a serviços, com o objetivo fundamental de criar e montar um ou mais portfólios de 
serviços (ERL,

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