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AULA 2 - VIGILÂNCIA EM SAÚDE (estrutura epidemiológica e causalidade)

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de transmissão. Ex: dengue, Zika. 
• Transcendência: relevância conferida pela 
severidade (medida por taxas de letalidade, de 
hospitalização e de sequelas), relevância social 
(avaliação subjetiva pelo valor dado pela 
população) Ex: raiva 
• Compromissos internacionais: há agravos ou 
doenças que podem ser incluídos na lista de 
notificação compulsória por causa de metas 
estabelecidas pelo governo com organismos 
internacionais. 
 
Armazenamento das informações: 
• Utilização dos dados para: 
o Qualidade (aferição do evento) 
o Representividade (subnotificação) 
o Série histórica (todos os eventos 
disponíveis) 
 
Dados utilizados pela VE 
Dados demográficos (população total e 
população compreendida pelo programa) 
• Grupo de idade 
• Zona geográfica 
 
Dados morbidade 
• Unidade notificadora 
• Dados de identificação (nome, idade, sexo, 
residência, profissão) 
• Datas do inicio da doença, notificação e da 
investigação 
• Antecedentes e data de vacinação 
• Lista de comunicantes (contatos) 
 
Dados de mortalidade 
• Fontes de informação 
• Unidade notificadora 
• Dados de identificação 
• Local da residência e do óbito 
• Antecedentes de vacinação 
• Lista de comunicantes (contatos) 
 
 
 
Dados do programa de controle de doenças 
• Numero de doses de vacinas 
• Cobertura vacinal 
• Percentual de unidades com notificação 
regular 
• Retroalimentação 
• Apoio laboratorial 
 
TIPOS DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA 
• Passiva 
• Ativa 
• Especializada 
• Sindrômica 
 
Vigilância epidemiológica passiva 
• Histórias clínicas de hospitais, ambulatórios, 
policlínicas e consultórios 
• Informes de consultas externas e serviços de 
urgência 
• Informes de consultas em hospitais privados 
• Registro de notificação de doenças 
transmissíveis de notificação obrigatória 
• Certificados de óbitos 
• Anuários de estatísticas vitais 
• Anuários demográficos 
• Protocolos de necropsia e de medicina legal 
 
Vigilância epidemiologia ativo 
• Os sistemas ativos de V.E requerem contato, 
a intervalos regulares, entre os 
departamentos de saúde e as fontes de 
informação, geralmente constituídas por 
clínicas publicas e privadas, laboratórios e 
hospitais, ou ainda por meio de visitas 
domiciliares e comunitárias 
• os sistemas ativos de coleta de informação 
permitem um melhor conhecimento do 
comportamento dos agravos à saúde na 
comunidade, tanto em seus aspectos 
quantitativos como qualitativos. 
 
Vigilância especializado 
• Refere-se a vigilância de doenças e outros 
problemas de saúde em forma particular, 
devido à compromissos internacionais ou 
prioridades nacionais, como programa de 
erradicação, eliminação e controle 
• Este tipo de V.E geralmente utiliza 
articuladamente a V.E ativa e passiva 
 
 
 
 
Vigilância epidemiológica sindrômica 
• utiliza dados que não são diagnósticos da 
doença mais podem indicar estagio precoce de 
um surto 
• a vigilância sindrômica para a detecção precoce 
de um surto é uma abordagem investigativa 
onde o pessoal dos serviços de saúde, apoiados 
por dados adquiridos e automatizados e que 
geram sinais estatísticos, monitoram 
continuamente (em tempo real) ou pelo menos 
diariamente (próximo do tempo real) para 
detectar surtos de doenças cedo [precoce] e o 
mais completo do que tem sido possível através 
dos métodos tradicionais da saúde pública. 
 
Investigação epidemiológica 
• doença de notificação compulsória 
• numero de casos maior que a frequência 
habitual 
• fonte comum de infecção 
• evolução severa 
• doença conhecida na região 
• informações inadequadas ou insuficientes 
 
as investigações obtidas, analisando os dados 
colhidos em investigação, necessárias para o 
controle de surtos são: 
1. distribuição dos casos por faixa etária 
2. distribuição espacial dos casos [residência, 
baixo, município]; 
3. grupo populacionais de maior risco 
4. medidas de controle na área 
5. distribuição dos casos no tempo 
6. situação das medidas tomadas sobre o caso 
[Ex: situação vacinal dos casos] 
 
avaliação 
a avaliação deve estar presente em todos os níveis 
dos sistemas e levar em consideração: 
1. a importância em saúde publica de 
determinado evento 
2. a utilidade e custos do sistema de V.E 
3. a qualidade do sistema de V.E medida 
através da sensibilidade, representatividade, 
oportunidade, simplicidade, flexibilidade e 
aceitabilidade. 
 
Questões que servem para avaliar a utilidade do 
sistema de V.E: 
1. detecta tendencias ou situações de risco? 
2. Detecta surtos/epidemias: 
3. Fornece estimativas quantitativas da 
morbidade e mortalidade? 
4. Identificar os fatores de risco envolvidos na 
ocorrência da doença? 
5. Permite a avaliação dos efeitos das medidas 
de controle? 
6. Estimula a investigação epidemiológica para 
auxiliar no controle da prevenção? 
 
Estratégias: controle de vetores 
• Programa nacional de apoio ao combate às 
doenças transmitidas pelo Aedes (pronaedes) 
• Foi instituído em 2016, pela lei 13.301, em 
substituição ao programa nacional de controle 
de dengue (PNCD) 
• Entretanto, com a emergência de chicungunha e 
Zika no brasil, foi necessário criar um programa 
que previsse, de forma geral, o controle das 
doenças transmitidas pelo mosquito Aedes 
aegypti 
 
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 
1. Qual os critérios da investigação epidemiológica 
2. Qual o papel dos profissionais da saúde em 
relação a notificação compulsória? 
3. Qual a diferença entre vigilância epidemiológica 
ativa e passiva? 
4. Ressalte o papel da enfermagem sobre os dados 
relacionados a morbidade, investigados na 
vigilância epidemiológica 
5. Qual a relação entre as unidades sentinelas e o 
SINAN? 
6. Discorra sobre a necessidade de criação do SNVE

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