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SURSIS
PREVISÃO LEGAL: Código Penal – arts. 77 a 82.
CONCEITO: “Sursis é a suspensão condicional da execução da pena privativa de liberdade, na qual o réu, se assim desejar, se submete durante o período de prova à fiscalização e ao cumprimento de condições judicialmente estabelecidas.” (Cléber MASSON 2014, p. 713).
OBJETIVOS: 	
 A) não inutilizar, o criminoso primário, não corrompido e não perverso; 
	B) evitar-lhe o contágio com os efeitos funestos do cárcere;
	C) diminuir o índice de reincidência;
Objetivos:
Condenação a PPL não superior a 2 (dois) anos (em regra);
Impossibilidade da substituição da PPL por PRD
Natureza jurídica: O Sursis tem natureza jurídica, segundo a maioria da jurisprudência, como a de medida de política criminal que permite ao indivíduo condenado por infrações de menor gravidade a satisfação de sua pena de forma mais branda
ESPÉCIES DE SURSIS: 
SIMPLES: ART. 78 PARÁGRAFO 1º aplicável aos condenados, não reincidentes, a PPL não superior a 2 (dois) anos.
ESPECIAL: ART. 78 PARÁGRAFO 2º aplicável aos condenados, não reincidentes, a PPL não superior a 2 (dois) anos, desde que as circunstâncias judiciais do art. 59 do CP lhe sejam completamente favoráveis;
ETÁRIO: ART. 77, PARÁGRAFO 2º, PRIMEIRA FIGURA aplicáveis aos condenados com mais de 70 (setenta) anos de idade na data da sentença, cuja PPL imposta não seja superior a 4 (quatro) anos. Contudo o período de provas será de 4 (quatro) a 6 (seis) anos;
HUMANITÁRIO: ART. 77 PARÁGRAFO 2º, SEGUNDA FIGURA aplicável ao condenado a PPL não superior a 4 (quatro) anos, desde que o estado de saúde justifique suspensão da pena (pacientes terminais). O período de provas será de 4 (quatro) a 6 (seis) anos.
PERÍODO DE PROVAS:
É o lapso temporal dentro do qual o condenado beneficiado pelo sursis deverá cumprir as obrigações impostas, bem como demonstra bom comportamento.
o período de provas será de 2 (dois) a 4 (quatro) anos nos sursis simples e especial, e de 4 (quatro) a 6 (seis) anos nos sursis etário e humanitário.
Revogação da suspensão condicional da pena
Poderá ser obrigatória (art. 81, I a III, do CP) ou facultativa (art. 81, § 1º, do CP).
Será obrigatória a revogação do sursis se:
O beneficiário vier a ser condenado irrecorrivelmente por crime doloso;
Não reparar o dano, salvo motivo justificado;
Descumprir as condições do sursis simples.
Será facultativa a revogação do sursis se:
O beneficiário vier a ser condenado irrecorrivelmente por contravenção ou crime culposo, salvo se imposta pena de multa;
Descumprir as condições do sursis especial;
Descumprir as condições especiais.
Prorrogação do período de prova
Conforme reza o art. 81, § 2º do CP, se o beneficiário estiver sendo processado por outro crime ou contravenção, considerar-se-á prorrogado o prazo da suspensão até o julgamento definitivo.
Ainda, o § 3º do precitado dispositivo legal aduz que, quando facultativa a revogação, o juiz pode, em vez de decretá-la, prorrogar o período de provas até o máximo, se este não foi o fixado.
Extinção da punibilidade
Com a expiração do prazo (período de provas) sem que tenha havido revogação, considerar-se-á extinta a pena privativa de liberdade suspensa (art. 82 do CP).

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