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H I S T Ó R I A P O L Í T I C A D O B R A S I L
QUEDA DA MONARQUIA
IMPOSIÇĀO DA REPÚBLICA
História Politica - Queda da Monarquia e Imposição da República - V4
Paulo M. Hoffmann
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
No dia 15 de Novembro, iremos completar 131 anos (1889-2020), da imposição do regime republicano, aos Brasileiros.
Nesse mesmo dia, em 1889, ainda de madrugada, um grupo de militares, marchava em direção ao Quartel Central do
Exército (no Campo da Aclamação). No comando da tropa, está o velho Marechal Deodoro da Fonseca.
Alojados no quartel central do exército, estão o Visconde de Ouro Preto e alguns ministros do império, que cientes
que tropas revoltosas avançam em sua direção, tentam se proteger do pior, e de alguma forma, pacificar o conflito.
O Marechal Deodoro da Fonseca, se aproxima e confabula com o dissímulado Chefe da Guarda Imperial, o Brigadeiro
Floriano Peixoto, que não rechaça ou impede os militares golpistas de entrar no quartel. Sem defesa, e traído pelo chefe
da Guarda Imperial, agora sob o comando de Deodoro da Fonseca, o ministério do Visconde de Ouro Preto, é derrubado.
Essa ilustração, é o Marechal Deodoro da Fonseca, dando vivas ao Imperador Dom Pedro II, após ter destituído o
Ministério do Visconde de Ouro Preto, exatamente em frente, ao quartel general do exército, no Campo da Aclamação.
Nesse momento, havia bem menos soldados (+-130), e pouquíssimos transeuntes, a imagem é totalmente fantasiosa.
Como uma ação tão importante, planejada dias antes, em reuniões secretas, atendidas por militares e traidores de alta
patente, políticos gananciosos, e um conhecido jornalista, todos golpistas, e seguidores de uma lunática seita religiosa
francesa, chamada “Positivismo”, que iria mudar completamente o destino do nosso País, nao deixou nenhum registro ?
Não há uma fotografia sequer, dos momentos que antecederam, a Proclamação República, nem durante, ou após.
Até mesmo, a abolicao da escravidao (um ano antes), foi fotografada (há vários registros fotográficos de festas, missas e
outros eventos). Nesse tempo, a fotografia, já existia, há 49 anos, estranhamente não existe nenhuma foto, apesar de
esta já ser bastante difundida e bem popular naquela época (sendo inclusive, um jornalista, um dos principais golpistas).
Nada do que aconteceu, ficou realmente registrado, e o que temos hoje, são quadros, ilustracões e desenhos, com todos
enaltecendo a ação dos militares golpistas, do dia 15 de Novembro de 1889, na verdade, perpetrada na surdina da noite!
O golpe de 15/11/1889, contra a monarquia, foi encabeçado pelo Marechal Deodoro da Fonseca, com o auxílio do
auxiliar de General Floriano Peixoto, chefe da Guarda Imperial, que deveria defender o Imperador e os ministros
do Império, mas que no último minuto, traíu a Monarquia, e apoiou o grupo que impos a República, no Brasil.
Na verdade, Deodoro não proclamou a República, em cima de um cavalo, mas em cima de uma cama, na sua casa,
bem perto dali, no Campo de Santana, visto que após destituir o Ministerio do Visconde de Ouro Preto, retornou à sua
casa, muito enfermo. Pela tarde, durante uma visita de políticos republicanos (alcoviteiros), que desejavam a imposição
da República, falsamente lhe informam, que seu antigo inimigo político e rival romantico, de outrora, o politico gaucho
Silveira Martins, tinha sido o escolhido por Dom Pedro II, para substituir o ministro Visconde de Ouro Preto.
Tudo mentira, pois o verdadeiro intuíto, era enfurecer, o velho Marechal Deodoro da Fonseca, e persuadi-lo assinar
a moção, da Proclamacao da República, que até aquele momento (já perto das 6:00 da tarde), não havia ainda sido
realmente proclamada. O empenho dos politicos, na mentira, foi tanto, que conseguiram sua assinatura, com sucesso!
O Tenente-Coronel Benjamin Constant, professor de matemática na Academia Militar da Praia Vermelha, maior
divulgador e defensor da filosofia “Positivista”, foi o mentor e incentivador, da implantação da República no Brasil.
Por que tão importante evento, foi representado com ilustraçoes, e com o passar do tempo, fantasiado para o povo ?
Essa é a República ! Uma grande mentira, criada por mentirosos, alimentada e difundida através de mentiras, até hoje.
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
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A única vítima do evento, foi o Almirante e Ministro da Guerra, o Barão de Ladário, que atirou contra Deodoro da
Fonseca, assim que recebeu ordem de prisão. Ladário sacou sua arma, mas não acertou nenhum tiro, entretanto foi
atingido com um tiro (porém não morreu), pela guarda militar que acompanhava, o Marechal Deodoro da Fonseca.
A transição do regime, aconteceu sem conflitos, sem resistência, e sem a participação do Povo, que atônito e muito
surpreso, procurava por notícias. Foi uma ruptura, parecia uma transição entre governos. Um pouco mais tarde, tanto o
Marechal Deodoro Fonseca como Coronel Benjamin Constant, são completamente descartados, para subida ao poder,
de Floriano Peixoto, à Presidência da República. Foi ilegal e inconstitucional, mas executada pelo “Marechal de Ferro”.
Voltemos no tempo, e vejamos como foi a passagem, de um Brasil Colônia, à um Brasil Independente e Imperial.
O Brasil passou 315 anos como território colonial do Reino de Portugal, outros 7 anos como cabeça do Reino
Unido de Portugal, Brasil e Algarves e 67 anos como Império do Brazil (1822-1889), uma nação independente.
Já como Império do Brazil (uma Monarquia Parlamentar), a história pode ser dividida em tres partes:
• Primeiro Reinado (1822-1831)
• Periodo Regencial (1831-1840)
• Segundo Reinado (1840-1889)
Primeiro Reinado (1822-1831)
O Primeiro Reinado é caracterizado pela organização do Estado Nacional Brasileiro, e dividido nas seguintes etapas:
• Guerras de Independência,
Para garantir a independência e manter a unidade territorial D. Pedro I teve que enfrentar a resistência das
províncias (Bahia, Pará, Piauí e Maranhão e Cisplatina), governadas por portugueses e que se mantiveram
leais às Corte Portuguesas. A guerra da Cisplatina, (1823-1828) só terminou com a proclamação da sua
independência (atual Uruguai).
As guerras de independência contrariam a visão tradicional de que a independência brasileira foi pacífica.
Em virtude da ausência de um exército nacional organizado, as guerras de independência contaram com o
apoio das milícias civis - com forte participação popular- e auxílio de mercenários ingleses e franceses,
destacando-se, Lord Cochrane, John Grenfell, John Taylor e Pierre Labatut.
Com a derrota das forças militares contrárias à independência, a unidade territorial foi mantida e
D. Pedro I sendo coroado imperador em dezembro de 1822.
• Reconhecimento externo de nossa independência,
O primeiro país a reconhecer oficialmente a independência do Brasil foram os Estados Unidos da América,
no ano de 1824. O reconhecimento deu-se obedecendo os princípios da Doutrina Monroe,
("A América para os americanos"), que pregava e defendia a não intervenção da Europa.
• Elaboração da primeira Constituição,
Após a independência do Brasil, torna-se necessário organizar o novo Estado, através de uma Constituição.
Uma Assembléia Constituinte - composta por 90 deputados, apresentou um projeto de constituição que foi
rejeitado pelo novo Imperador, por ser bisonha (mantinha a escravidão, restringia os poderes do imperador
e instituía o voto censitário). D. Pedro I fecha a Assembléia Constituinte. Procurando impedir a dissolução,
a Assembléia ficou reunida na noite de 11-12 de novembro, episódio conhecido como Noite da Agonia.
Dissolvida a assembléia, D. Pedro convocou um grupo de dez pessoas - Conselho de Estado - que ficou
encarregado de elaborar umnovo projeto constitucional. O projeto da Primeira Constituicao Brasileira, que
foi aprovado, em 25 de março de 1824.
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
• Abdicação de D. Pedro I (madrugada de 7 de abril de 1831).
Descontentamento, de politicos opositores, em relação à figura do imperador. O fechamento da Assembléia
Constituinte, e a imposição da Constituição de 1824, que ao longo do tempo se mostrou altamente eficiente
e duradora (A primeira Constituição Brasileira, foi a de maior duração).
A desastrosa Guerra da Cisplatina, e a participação do imperador na sucessão do trono português.
O Primeiro Reinado apresentava uma difícil situação financeira em decorrência da balança comercial
desfavorável, contribuindo para altas taxas inflacionárias.
Em 1831, a imprensa brasileira inicia uma série de críticas ao governo imperial, resultando no assassinato
do jornalista Líbero Badaró, opositor de D. Pedro I, que enfrenta sérias manifestações, em MG. Retornando
à capital do Império, seus partidários promovem uma festa em homenagem ao imperador, desagradando a
oposição. Inicia-se uma luta entre partidários e opositores ao imperador, chamada a "Noite das Garrafadas".
A abdicação de D. Pedro I, consolidou o processo de independência, ao afastar o fantasma da recolônização portuguesa.
Como seu legítimo sucessor, possuia apenas 5 anos de idade, inicia-se período político denominado Período Regencial.
Período Regencial (1831-1840)
O Período Regencial foi um dos mais conturbados da história brasileira. Dada a menoridade do sucessor ao trono, o
país foi governado por regentes, que, segundo a Constituição de 1824, seriam eleitos pela Assembléia Geral.
Durante as regências haverá três correntes políticas:
• Moderados ou Chimangos - representavam a aristocracia rural, e defendiam uma monarquia moderada.
• Restauradores ou Caramurus - comerciantes portugueses defendiam burocracia estatal, volta de D.Pedro I.
• Exaltados ou Farroupilhas - representavam camadas médias urbanas. Os mais radicais entre os exaltados,
pediam o fim da Monarquia e a proclamação de uma República, que nem eles mesmos conheciam direito.
A Regência foi organizada em:
• Regência Trina Provisória (Abril a Junho de 1831)
– Composta por Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, José Joaquim Carneiro de Campos e Francisco de
Lima e Silva. O principal ato dos regentes foi a promulgação da Lei Regencial, que suspendia de forma
temporaria, o exercício do poder Moderador.
• Regência Trina Permanente (1831-1835)
– Composta por Francisco de Lima e Silva, José da Costa Carvalho e Bráulio Muniz.
– O ministro da Justiça foi o padre Diogo Antônio Feijó, que criou a Guarda Nacional; uma milícia armada
formada por pessoas de posses, se tornando o principal instrumento de repressão da aristocracia rural, para
conter os movimentos populares. O comando da Guarda Nacional nos municípios era entregue ao “Coronel”,
uma patente ficticia, concedida aos grandes proprietários de terras, que assumiam, localmente, as funções do
Estado, garantindo a segurança e a ordem.
– No ano de 1832, foi aprovado o Código do Processo Criminal, que concedia aos municípios, uma ampla
autonomia judiciária. Esta autonomia será utilizada para garantir a imunidade aos grandes proprietários de
terras. A Constituição de 1824, sofre alterações pontuais, como a criação das Assembléias Legislativas
Provinciais, substituindo os Conselhos Provinciais e garantindo uma maior descentralização administrativa;
a extinção do Conselho de Estado, que assessorava o imperador no exercício do poder Moderador; e a
criação do Município Neutro do Rio de Janeiro, sede da administração central.
– Substituição da Regência Trina, pela Regência Una, eleita pelas assembléias de todo país.
O mandato do regente seria de quatro anos. Semelhante medida é tida como uma experiência republicana,
visando garantir maior autonomia aos poderes locais. No ano de 1835 o padre Feijó foi eleito regente uno.
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• Regência Una – Regente Feijó (1835-1837)
– Durante a Regência do Padre Feijó, há a reorganização dos grupos políticos.
– O grupo Moderado divide-se em Progressistas, defensores da autonomia provincial, e os regressistas ,
que pregavam uma maior centralização política, para enfrentar os movimentos populares.
Os Progressistas criaram o Partido Liberal , e os regressistas o Partido Conservador.
– Durante a regência de Feijó ocorrerá dois importantes levantes regenciais - a Cabanagem na província
do Pará e a Guerra dos Farrapos, na província do Rio Grande do Sul.
– Mostrando incapacidade para conter as revoltas, o regente Feijó sofre grande oposição parlamentar,
sendo obrigado a renunciar em 1837.
• Regência Una – Regente Araujo Lima (1837-1840)
– O regente Araújo Lima, era presidente da Câmara e partidário dos Conservadores.
Sua regência é de caráter conservador.
– Os movimentos popularares levam a aprovação, no ano de 1840, da Lei Interpretativa do Ato
Adicional, que suprimia a autonomia das províncias e garantia a centralização política.
– No ano de 1840 foi fundado o Clube da Maioridade, que defendia a antecipação da maioridade do
imperador. Segundo os membros do Clube, a presença do imperador contribuiria para cessar os
movimentos populares.
– Em julho de 1840, após a aprovação de uma emenda constitucional - que antecipava a maioridade do
imperador - D. Pedro II foi coroado imperador do Brasil. Este episódio é conhecido como Golpe da
Maioridade ( D. Pedro tinha, na ocasião 15 anos ).
Segundo Reinado (1840-1889)
A vida política nacional, ao longo do Segundo Reinado, foi marcada pela atuação de dois partidos políticos:
– Partido Conservador
– Partido Liberal.
O primeiro ministcrio do Segundo Reinado era composto por liberais, que apoiaram o golpe da Maioridade.
Funcionou de 1840 a 1841 e ficou conhecido como "Ministério dos Irmãos", sendo formado pelos irmãos
Cavalcanti, Coutinho e Andrada.
Após grande oposição na Câmara, pelos conservadores, a câmara é dissolvida e novas eleições foram marcadas,
com vitória dos conservadores e o avanço de medidas centralizadoras, provocando contra reação dos liberais.
Em 1844 o imperador demitiu o gabinete conservador e nomeou um gabinete liberal, cuja principal decisão foi
a criação da tarifa Alves Branco (1844), que extinguiu as taxas preferenciais aos produtos ingleses ; no ano de
1847 foi criado o cargo de presidente do Conselho de Ministros, implantando o Parlamentarismo Monarquico.
Durante o Segundo Reinado, as relações entre Brasil e Inglaterra conhece sucessivos atritos que culminaram
com o rompimento das relações diplomaticas, que começaram em 1844, inicialmente com a aprovação da tarifa
Alves Branco, que acabou com as vantagens comerciais que a Inglaterra tinha no Brasil.
A resposta do governo britânico foi a aprovação do Bill Aberdeen, decreto que proibia o tráfico negreiro e
outorgava o direito, aos ingleses, de aprisionar qualquer navio negreiro. Respondendo às pressões inglesas,
no ano de 1850, foi promulgada a Lei Euzébio de Queiróz, extinguindo definitivamente o tráfico negreiro.
A política externa brasileira, durante o Segundo Reinado, foi marcada por conflitos na região do Prata, portanto
responsáveis pela Guerra do Paraguai e por atritos diplomáticos com a Inglaterra, gerando a chamada “Questão
Christie”. Essa questao só foi resolvida, com um pedido formal de desculpas, pela Rainha Vitória, da Inglaterra.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
No ano de 1864, o governo paraguaio aprisionou onavio brasileiro Marquês de Olinda, e invadiu o estado do
Mato Grosso, levando o Brasil a declarar Guerra ao Paraguai. Em 1865 é formada a Tríplice Aliança , união
das forças Brasileiras, Argentinas e Uruguaias, contra o Paraguai.
As principais batalhas foram a de Riachuelo e a de Tuiutí, onde as forças paraguaias foram derrotadas.
A nomeação de Caxias, no comando das tropas brasileiras (no lugar do general Osório), provocou sucessivas
vitórias, contra as tropas de Solano Lopez. Outras importantes batalhas são Humaitá, Avaí e a de Cerro Corá.
Durante o 2º Reinado houve uma diversificação das atividades econômicas, muito embora o modelo econômico
estivesse voltado para atender as necessidades do mercado externo. O cacau e a borracha ganharam destaque na
produção agrícola. O surto da borracha (Pará e Amazonas) levou o Brasil a dominar 90% do comércio mundial.
Porém, o principal produto de exportação brasileira, será o café. A economia cafeeira foi a responsável pelo
processo de modernização econômica do século XIX, desenvolvimento urbano, dos meios de transportes
(ferrovias e portos), desenvolvimento dos meios de comunicação (telefone e telégrafo), substituição do trabalho
escravo pelo trabalho livre e o surto industrial. O império estava agora entre as 4 maiores nações do mundo.
Com a extinção do tráfico negreiro e a entrada maciça de imigrantes europeus, abriu-se a possibilidade do
desenvolvimento da chamada economia familiar: pequenas propriedades, voltadas para o abastecimento do
mercado interno. Pressionado pela aristocracia rural, o governo imperial aprovou, em 1850, a chamada
Lei das Terras , determinando que as terras públicas só poderiam tornar-se privadas mediante a compra.
O desenvolvimento industrial brasileiro está relacionado com a promulgação, em 1844 da tarifa Alves Branco,
que aumentou as taxas alfandegárias sobre os artigos importados; o fim do tráfico negreiro foi também um fator
que favoreceu o florescimento industrial, pois os capitais destinados ao comércio de escravos passaram a ser
empregados em outros empreendimentos e, com a vinda dos imigrantes e da consolidação do trabalho
assalariado, havendo uma ampliação do mercado consumidor.
O maior destaque industrial do período, foi sem dúvida nenhuma, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de
Mauá. Dirigiu inúmeros empreendimentos, tais como bancos, companhias de gás, companhias de navegação,
estradas de ferro, fundição, fábrica de velas. No campo das comunicações, trabalhou na instalação de um cabo
submarino ligando o Brasil à Europa. O surto industrial e a chamada "Era Mauá", entraram em crise a partir de
1860, com a tarifa Silva Ferraz, que substituiu a tarifa Alves Branco. Houve uma redução nas taxas de
importação e a concorrência inglesa foi fatal para os empreendimentos de Mauá.
A Princesa Isabel, herdeira da coroa brasileira foi arrojada e corajosa, quando no dia 13 de maio de 1888,
expropriou os donos de escravos, sem qualquer ação indenizatória aos proprietarios, através da Lei Áurea,
libertando todos os escravos do Brasil. Ação inédita no mundo ocidental, até então não registrado nada igual
na história dos povos. Sem guerras separatistas, como nos EUA, mas sim, através de grande jubilo popular,
com festas e missas, para o povo, por toda cidade do Rio de Janeiro.
Festejo popular, em frente ao Paço Imperial, durante a assinatura da Lei Aurea (13/05/1888)
Entretanto, havia uma outra etapa a ser executada (após a libertação dos escravos, pela Lei Aurea), que foi descoberta
recentemente, nos arquivos do Barão de Mauá, descrevendo um projeto, entre a Princesa Isabel (seu pai D. Pedro II),
o Visconde de Santa Victoria e o Barão de Mauá, seguindo o mesmo molde, ofertado aos recem chegados imigrantes
europeus. Se esse projeto tivesse sido executado, tudo teria sido diferente, e hoje não haveria, tanta desigualdade social.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Esse projeto, concedia um pedaco de terra (propriedade do imperio) e o recebimento de uma quantia em dinheiro
(ofertada pelos dois banqueiros monarquistas), à todas as famílias de ex-escravos, para poderem dar um início digno,
as suas vidas, de cidadãos livres e independentes (afim de construirem suas casas, e iniciarem o cultivo de suas hortas).
A carta original da Princesa Isabel (transladada abaixo), encontrada nos arquivos do Barão de Mauá, no Rio de Janeiro.
O Império cederia terras aos ex-escravos, e os dois nobres monarquistas indenizariam os escravos e suas famílias.
Se esse plano tivesse sido executado, ao invés de impedido, pela Proclamação da República, o destino de milhões
de cidadãos afro-brasileiros (negros e pardos), seria completamente diferente do de hoje, principalmente se todos os
registros relativos aos ex-escravos e a escravidão (matrícula, de controle aduaneiro e recolhimento de tributos), que se
encontravam no interior do Ministério da Fazenda, não fossem queimados, por despacho oficial, em 14/12/1890, pelo
Ministro da Fazenda, o republicano, Rui Barbosa.
Jornal “O Estado de Sao Paulo” de 19 de Dezembro de 1890
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
A modernização da economia, o surto industrial, a substituição do trabalho escravo pelo trabalho livre e assalariado, o
abolicionismo, o movimento republicano, choques com a Igreja e o Exército, levam a queda da Monarquia, através
de um golpe militar, em 15 de Novembro de 1889.
O primeiro decreto do Governo Provisório foi a instituição da República, como forma de governo.
O segundo, foi a concessão de cinco mil contos para o exílio da família real, prontamente recusada
por Dom Pedro II, que indaga aos golpistas republicanos, que direito eles tinham, de retirar aquela
fortuna, dos cofres do Tesouro Nacional, sem qualquer autorização do povo ou da camara.
O Terceiro foi o aumento do salario do novo governo republicano, do Presidente Deodoro da Fonseca,
de seu Vice-Presidente Floriano Peixoto, e de todos os seus ministros.
Deposto, D. Pedro II e a família imperial, parte forçadamente, na madrugada seguinte (às 03:15 horas), para o exílio.
A primeira notícia sobre o monarca
deposto que o leitor do Estado teve
foi sobre a partida do imperador e
sua família, na edição do dia 18/11.
O barco 'Alagoas' partiu com os
membros da monarquia brasileira às
03h15, do Cais Pharoux, na cidade
do Rio de Janeiro.
O Cais Pharoux é a atual Praca XV.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
O Imperador, se manteve no exilio, até a sua morte, através de doações advindas de fiés Monarquistas do Brasil, que
entendiam a importância, que o homem teve para a nação. Morreu relativamente pobre, em Paris, em um quarto de um
pequeno Hotel, tendo no seu travesseiro, um preenchimento com terra, de todas províncias (estados) brasileiros.
Dom Pedro II, no seu leito de morte, repousa em uma almofada, com terras de todas províncias brasileiras.
Suas ultimas palavras foram: - “Deus me conceda esses ultimos desejos, Paz e Prosperidade para o Brasil”.
Placa informativa, afixada na fachada do Hotel Bedford, em Paris
Dom Pedro II, último imperador do Brasil, brasileiro de nascimento, filho de Dom Pedro I e Dona Lepoldina Caroline
Josepha Leopoldine von Habsburg-Lothringen (1797-1826) – austríaca de Viena – filha (2° núpcias) do Keiser Franz Joseph
da Áustria (marido da histórica e conhecida Princesa Sissi). Dona Leopoldina foi a primeira Imperatriz consorte do Brasil,
Rainha consorte de Portugal e Arquiduquesa da Áustria.
Dom Pedro II, também teve como madrasta, Dona Amélia Leuchtemberg – filha do general Eugênio de Beauharnais eda
Princesa Augusta da Baviera. A sua mãe, era filha do Rei Maximiliano I da Baviera e da Princesa Augusta Guilhermina de
Hesse Darmstadt.
D. Pedro II, tomou como esposa, Dona Tereza Cristina – Princesa do Reino das Duas Sicílias.
Ela faleceu de desgosto, após 2 semanas; depois do forçado exilio da familia imperial, já em Portugal, em Dezembro de 1889.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Essas são algumas notícias sobre a Proclamação da República, e publicadas pelos jornais da época, e
o momentaneo entusiasmo, que tomou conta da população (que não sabia, o que vinha pela frente).
Jornal “A Provincia de Sao Paulo” de 16 de Novembro de 1889
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Começava aí, a mentira republicana, para com o povo Brasileiro.
De acordo com o golpista, Tenente-Coronel Mallet, as únicas palavras de Pedro II, publicadas, logo
depois da queda da monarquia, “Dom Pedro II se declarou cansado depois de 50 anos de reinado”.
Ha dúvidas quanto a veracidade desta declaracao, pois foi dada por um golpista, não por D. Pedro II.
Infelizmente, dizem que as adesões à República vieram de todos
os lados, até dos mais próximos, à Dom Pedro.
Parte dos vereadores da Bahia e o Presidente da provincia, resistiu
ao novo regime.
- Em carta enviada a Deodoro da Fonseca, Almeida Couto, escreveu:
"... em nome do povo baiano reunido espontaneamente e em grande
massa em palácio, representadas em diversas classes sociais sem
distinção de partidos (...) declaro respeitar e manter a constituição
e as leis do império".
O ímpeto de apagar o passado também foi frequente nos primeiros
dias de República. Hypólito da Silva, em discurso na Câmara de
São Paulo, pediu a troca de nomes das ruas que se referiam ao
antigo regime, e conseguiu.
Por exemplo, a antiga Rua do Imperador, virou Marechal Deodoro.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Durante os primeiros dias de uma República, ainda sem
símbolos, o jornal publicou vários hinos enviados pelos
cidadãos como o da imagem à direita, publicado no dia 22
de Novembro de 1889.
Tiveram ainda, a coragem de publicarem, numa vinheta,
em algum obscuro jornal, afirmando serem um governo
provisorio, e prometendo a convocação de um plebiscito,
para o povo vir a escolher, num futuro próximo, a forma
desejada de governo:
- Monarquia ou República
O governo Republicano, se manteve provisório por 104
anos, e o plebiscito (totalmente manipulado), somente
occorreu em 1993 (104 anos após), quando já não existia
nenhum monarquista conhecido, ou alguém,
pelo menos preparado, para defender o antigo regime.
Alguns jornais ainda descreveram o que realmente
ocorreu, naquele fatídico 15/11/1889, totalmente
inesperado e inacreditavelmente, nao haviam
fotos, que registrassem o ocorrido, em nenhum
jornal (especialmente da forma que foi divulgado).
Aos poucos os relatos desse evento, foram sendo
modificados, para atender as pretensoes do novo
regime emergente, e manipular as novas geracoes.
A monarquia passa entao, a ser depreciada e a
República enaltecida. Discurso esse, que perdura
até os dias de hoje, principalmente nos livros e
bancos de escolas.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Lembramos que neste tempo, contrariando alguns republicanos parciais, Dom Pedro II o Imperador do Brasil e sua
herdeira – a Princesa Isabel – eram muito respeitados internacionalmente e admirados pelas pessoas de todas as esferas
no território brasileiro, principalmente aqueles que deixaram de ser escravos sob a batuta da princesa Isabel, que instituiu
a Lei Áurea, como a final libertação dos escravos, no dia 13 de maio de 1888, data do término da escravidão no Brasil.
Quanto aos citados fatores que desencadearam a proclamação da República no Brasil: a abolição da escravatura,
o centralismo econômico-administrativo e a indisciplina militar, podemos comentar que a abolição da escravatura,
ocorrida no dia 13 de maio do ano anterior desencadeou mudanças radicais na política nacional, com relação ao
império, por parte de alguns segmentos sociais, principalmente aqueles afetados pela implementação da Lei Aurea.
Os Republicanos, em sua grande maioria, ruralistas, cafeicultores, pecuaristas, e principalmente escravagistas,
pouco se interessavam com a abolição dos Escravos, nos moldes traçados pela Monarquia, e reivindicavam para si,
a indenização proposta às escondidas pela Monarquia (provavelmente descoberta pelos Republicanos escravagistas),
que ressarciria o esforço, trabalho e sofrimento, passado pelos escravos, a ser pago, aos ex-escravos e familiares!
Até o dia 15 de novembro de 1889, ninguém imaginava a ação que seria impetrada pelos militares, de tomada
do poder e da proclamação da República. Até este dia, D. Pedro II, com 63 anos de idade (naquele momento),
mantinha suas atividades habituais. Era o titular da coroa desde tenra idade e havia sido preparado para ser o
governante da nova nação brasileira, multifacetada culturalmente. Naquele dia, o Imperador Dom Pedro II,
encontrava-se no palácio de Petrópolis – Rio de Janeiro.
A trama, para retira-lo do poder e derrubar a monarquia, é sórdida, cheia de vulgaridades, entre os republicanos,
pois incluiu, até involuntriamente, um rabo de saia (Baronesa de Triunfo), no centro dessa trama.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Alguns dias antes da “Proclamação da República”, no dia 13 de novembro, um dos nomes da ação e depois futuro chefe
do governo provisório brasileiro, Marechal Manoel Deodoro da Fonseca – 62 anos – estava na cidade de Andaraí
(BA), em convalescência na casa de seu irmão. Ninguém supunha que ele seria o líder da ação para a tomada do poder.
Marechal Deodoro da Fonseca, explicando como chegou a divisa de Marechal.
– Só tive um protetor: Solano López. Devo a ele, que provocou a Guerra do Paraguai, a minha carreira”.
(Uma grande mentira, visto que Dom Pedro II, era seu amigo desde jovem, e a ele devia vários favores)
A Guerra do Paraguai, no campo de batalha se estendeu por seis anos, e foi repleta de conflitos e várias dificuldades, não
somente militares, mas políticos e econômicos. Este quadro fez surgir novas lideranças militares, na capital do Brasil,
através dos altos oficiais, que ocuparam os lugares de nomes importantes da história do Brasil, como os dos Generais
Luiz Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), elevado a Patrono do Exército brasileiro, e do General Manoel Luiz
Osório (Marques de Erval), elevado a Patrono da Cavalaria, do Exército Brasileiro, entretanto ja falecidos.
A partir deste novo papel e status dos militares dentro do governo imperial – na capital do país, os oficiais do exército
protestavam por muito pouco e a todo o momento que lhes fossem possíveis, até mesmo dentro de assuntos que não
lhes diziam respeito. Praticavam insubordinação mediante, ordens do Ministério da Guerra e do governo imperial.
Paralelo a esta questão, acontecia a formação dos novos soldados, dentro de escolas militares munidas de novos currículos
e programas fundamentados no positivismo, neologismo e teorias políticas (o maior exemplo do positivismo – é o lema
– Ordem eProgresso – colocado na bandeira nacional do país pós república, por membros da Seita Positivista
(politização do exército brasileiro). Mediante esta anarquia militar, o império vacilou diante de sua ação semipermanente
de ora punir ora se omitir, diante das insubordinações, aumentando o problema dentro dos quartéis e nas escolas militares.
É sabido, por exemplo, que o Marechal Deodoro da Fonseca enviou cartas à Princesa Isabel antes do dia 13 de maio de
1888, lhe comunicando que o exército não iria caçar escravos fugidos. Seria isso, uma provocação ou insubordinação,
totalmente desnecessária? Oportunizando este quadro político, social e econômico do Brasil – os militares deram um golpe
de estado na monarquia, cujo imperador estava com problemas de sucessão e um ministério dividido.
A partir de uma conspiração pré-existente, no dia 14 de novembro de 1889, o major gaúcho Frederico Sólon Ribeiro,
recebeu ordens para deslocar o 9° Regimento Cavalaria e o 2° de Artilharia do Quartel de São Cristóvão para o da
Praia Vermelha – neste momento estava na sede do Ministério da Guerra – Campo da Aclamação, ação essa quase
impossível para se pôr em prática, pela intensão do plano do movimento militar.
Major Frederico Solon Ribeiro
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Antes deste episódio, o Major Sólon Ribeiro havia conversado com o Tenente coronel Benjamin Constant Botelho de
Magalhães, adiando o movimento. De acordo com Benjamin Constant, necessário, pois ainda muitos oficiais precisavam
serem convencidos a aderirem à conspiração contra a monarquia. O Tenente coronel Benjamin Constant, era
professor de Matemática na Escola Militar, líder dos cadetes e tinha pleno conhecimento da situação.
O Major Sólon Ribeiro, recebeu ordens para levar os dois regimentos mais mobilizados do Império, para a Praia Vermelha,
muito mais longe, do que São Cristóvão. Estes dois fortes regimentos eram liderados por Afonso Celso de Assis Figueiredo –
o Visconde de Ouro Preto.
Escola Militar da Praia Vermelha, Rio de Janeiro
Com esta iniciativa, o Major Frederico Sólon Ribeiro, condecorado por bravura na Guerra do Paraguai, e um republicano
nato, tinha como objetivo, conduzir as tropas do exército e com isto hostilizar ainda mais, o Visconde de Ouro Preto,
tentando derrubá-lo. Sua esperança era que na sequência dos fatos, viesse a acontecer a Proclamação da República.
Parado no Campo de Aclamação, conhecido como “Campo de Santana”, o oficial gaúcho concluiu que o plano não daria
certo, se os dois regimentos fossem para a Praia Vermelha, como lhe haviam ordenado e resolveu agir por conta própria.
Foi até a rua do Ouvidor – centro da capital brasileira – espalhou a falsa notícia que o governo imperial havia mandado
prender o Marechal Deodoro da Fonseca e o Tenente Coronel Benjamin Constant.
Também alardeou que várias guarnições estavam sendo transferidas da capital para o interior do país e quem faria
segurança na capital do Brasil, seria a temida Guarda Negra – organização criada pelo vereador negro José do Patrocínio,
composta somente por ex-escravos – usadas para proteger a Princesa Isabel e para dissolver odiosos comícios republicanos.
Tudo uma enorme mentira, porém mais do que suficiente, para preocupar as tropas e os quarteis !
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
O descontentamento aumentava no seio dos militares. O ideário republicano se fixava no meio da recém- criada Escola
Superior de Guerra e na Escola Militar de Praia Vermelha, onde o Tenente coronel Benjamin Constant tinha seguidores.
Mas não existia um líder – respeitado, oficial de carreira.
Escolheram um nome – Marechal Manoel Deodoro da Fonseca, que na época tinha 62 anos de idade. Foram até ele,
tentarem dissuadi-lo para se posicionar contra o governo imperial e com o qual tinha laços estreitos através de sua
amizade com o Imperador – D. Pedro II.
No dia 14 de novembro de 1889, Marechal Deodoro, recebeu em sua casa um grupo de oficiais.
Recebeu-os na cama, pois estava muito doente – (falta de ar, ocasionado pela apneia e arteriosclerose).
Os militares comentaram com o Marechal Deodoro, que o Visconde de Ouro Preto pretendia reorganizar a Guarda Nacional
e fortalecer a Polícia do Rio, para contrapô-la ao Exército. (Em sua autoridade, não era permitido pelo exército – ficando
este arrogante, a partir da Guerra do Paraguai). Entretanto, era parte do plano, para persuadir o Marechal Deodoro.
Ele comentou, então “Só mesmo mudando a forma de governo” – surpreendendo os militares presentes.
Ficou combinado que os militares buscariam mais adeptos para a causa republicana com Quintino Bocaiuva (52 anos) –
líder do Partido Republicano Brasileiro, e com Aristides Lobo (51_anos). Estes encontraram-se com o advogado Manoel
Ferraz de Campos Sales (futuro Presidente do Brasil), e também republicano, colocando-o ao par da conspiração.
O curioso era que entre “Os Casacas” (Civis) – falava-se de República e entre os militares, falava-se em derrubar o
governo do Ministro Visconde de Ouro Preto, e não derrubar a Monarquia.
Na reunião do Clube Militar do dia 9 de novembro de 1889, não se falou sobre proclamar a República. Nem o Tenente
Coronel Benjamin Constant, usou a expressão República. Disse que se em uma semana não conseguisse resgatar a honra
castrense, iria para a rua quebrar a espada e derramar sangue (ego alimentado pela vitória da Guerra do Paraguai).
Quintino Bocaiuva Jornalista Aristides Lobo Almirante Eduardo Wandelkok
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Foi falado de República, no encontro do dia 11 de novembro de 1889 – às 19:00h. entre o Quintino Bocaiuva, Aristides Lobo,
e o Contra-Almirante Eduardo Wandenkolk (Primeiro oficial da marinha a aderir à conspiração) e o Marechal Deodoro.
No momento, o Tenente Coronel Benjamin Constant, disse que era necessário proclamar a República e que, o Marechal
Deodoro da Fonseca, tinha liderança para isto.
Os demais também insistiram no assunto. A resposta dada pelo Marechal nesta ocasião:
– “Eu queria acompanhar o caixão do Imperador, que já está idoso e a quem respeito muito, mas o velho
já não regula. Se ele assim quer, que leve à breca a Monarquia! Façamos a República”.
Foi lembrado com preocupação – quanto à posição do ajudante de General – Floriano Peixoto.
Marechal Deodoro os tranquilizou contando que uma vez, o Floriano Peixoto lhe dissera, pegando em um botão de sua farda:
- “A Monarquia é inimiga disto. Se for para derruba-la, estarei pronto”.
No dia seguinte, dia 11 de novembro de 1889, aconteceu o encontro entre Marechal Deodoro da Fonseca e ajudante
de General, Floriano Peixoto (50 anos) e não foi como o esperado pelos militares. O Floriano Peixoto supôs que o
Marechal Deodoro estivesse falando apenas de um golpe para derrubar o Visconde de Ouro Preto e recomendou
prudência, aconselhando-o estar alinhado com o governo. O Marechal Deodoro da Fonseca lhe disse então que apenas
“quatro gatos pingados colocaria a procissão na rua”. O Floriano Peixoto terminou o colóquio dizendo:
– “Enfim, se a coisa é contra os casacas (civis), tenho lá em casa uma espingarda velha.”
Observando atentamente, havia três lados dentro deste tracionamento de forças e disputas:
da monarquia,
do exército/republicanos (Exército com um líder moribundo),
do ajudante de General Floriano Peixoto.
O Floriano Peixoto, tinha uma posição “encima do muro”, e totalmente incompativel com seu posto, nós diríamos.
Diante do quadro apresentado e a partir do cargo que ocupava, o Floriano Peixoto tinha duas alternativas diante dos
fatos, ao ouvir um Marechal do Exércitobrasileiro planejar contra o governo onde o Imperador – exercia o comando
máximo: Aderir à conspiração ou prender o Marechal por esta conspiração.
No entanto ele (Floriano Peixoto), insinuou concordar com a programação, sem se comprometer.
No dia 14 de novembro de 1889, o ajudante de General Floriano Peixoto, confirmando estar “sobre o muro”,
– enviou uma carta para Cândido de Oliveira, Ministro interino da Guerra, na qual escreveu, além dos agradecimentos
ao Ministro por favores prestados a seu protegido – o seguinte teor:
– “A esta hora V. Exa. deve ter conhecimento de que tramam algo por aí além.
Não dê importância, confio na lealdade dos chefes”.
O teor da carta do Floriano Peixoto chegou ao conhecimento de seu superior e chefe – Visconde de Ouro Preto, convocando
este, uma reunião em seu gabinete no mesmo dia. Quis saber sobre o envolvimento do Marechal Deodoro na conspiração.
Não foi comentado, em momento algum, sobre a suposta prisão do Marechal Deodoro e os boatos disseminados pelo Major
gaúcho Sólon Ribeiro, tomava corpo e fazia surgir consequências contra o governo imperial.
Diziam, que o Marechal Deodoro (talvez usado para este “papel” de risco) – pois não comprometeria os demais se não desse
certo – como o Floriano Peixoto, que se movimentava naturalmente nos dois lados em questão e Marechal Deodoro não tinha
nada a perder (pois estava muito doente), falecesse antes do golpe planejado.
Ao cruzar com Aristides Lobo e Francisco Glicério, o Tenente Coronel Benjamin Constant, comentou:
– “Creio que ele não amanhece, e se ele morrer a revolução está gorada. Os senhores, civis podem salvar-se,
mas nós, militares, arrastaremos as consequências das nossas responsabilidades.”.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Tenente Coronel Benjamin Constant
Foi o positivista Benjamin Constant, Ministro da
Guerra do novo regime, que aprovou o desenho de
uma nova bandeira, por Teixeira Mendes, também
positivista, fundador da Igreja (seita) Positivista.
O lema “Ordem e Progresso” de nossa bandeira
é advindo dessa exótica seita, e ideologia criada
pelo francês August Comte, chamada Positivismo.
O Tenente Coronel Benjamin Constant foi até o Clube Naval encontrar o Contra-almirante Wandenkolk e outros oficiais
da Marinha. O boato da prisão de militares havia chegado aos ouvidos de Quintino Bocaiuva, que enviou um mensageiro
ao Clube Naval para saber sobre o Tenente Coronel Benjamin Constant. Este, por intermédio de um mensageiro
respondeu que sim, mas que o levante tinha sido adiado para o dia 17 de novembro, em função da saúde de Deodoro.
Com esta notícia, Bocaiuva procurou o Major gaúcho Sólon Ribeiro, e concluíram que teriam que assumir as decisões
e mantiveram a data da ação para o dia 15, mesmo com o estado de saúde precário do Marechal Deodoro.
A movimentação político-militar se subdividiu em três cenários, espalhados pelo Rio de Janeiro.
No primeiro – São Cristóvão – estavam as tropas rebeladas, nos quartéis e na Escola Militar.
No segundo – o Marechal Deodoro, em sua casa, cerca do Campo de Santana,
No terceiro – o Visconde de Ouro Preto, em sua casa, nas imediações da estação de trem São Francisco
Xavier, onde recebeu as primeiras notícias sobre a ação.
Perto da meia-noite, o Visconde de Ouro Preto recebeu um telefonema do chefe de Polícia, José Basson de Miranda
Osório, informando-lhe que o 1º Regimento de Cavalaria estava em armas. Este não esperou que lhe mandassem
condução: seguiu a pé acompanhado pelo Coronel Gentil José de Castro, que estava hospedado em sua casa, na
esperança de tomar um Tilbury (Veiculo tracionado a animal – da época).
Tilbury (Veiculo tracionado a animal)
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Nas proximidades da Ponte do Maracanã, o Visconde de Ouro Preto encontrou com o carro de Polícia que ia buscá-lo
em casa. Subiu nele, deu uma passada pelo Quartel de Cavalaria Policial – onde só se encontravam quarenta praças e
dois oficiais. Seguiu para a Secretaria de Polícia.
Não havia muita resistência ao golpe que se formava. O ajudante de general subordinado do Visconde de Ouro Preto –
ajudante de General Floriano Peixoto soube dos acontecimentos, por intermédio do Capitão Goldofim. Visconde de
Ouro Preto perguntou a Floriano por que ele não prendera o líder da ação, uma vez que se apresentara em nome de uma
força que se armara sem ordem superior. Sem constrangimento e ardilosamente, o Floriano Peixoto respondeu:
– “…que não prendera para ganhar tempo e poder se acautelar”.
Mentirosamente afirmou que se o líder – Capitão Goldolfim, não retornasse ao quartel, os revoltosos poderiam
atacar o governo militarmente. O Visconde de Ouro Preto convocou uma reunião ministerial no Arsenal da
Marinha. O ajudante de General Floriano Peixoto, foi para o Quartel General de Campo de Santana.
O Visconde de Ouro Preto, levou 15 minutos para acordar o porteiro, chamar o inspetor e conseguir que o guarda
da guarnição se apresentasse.
No quartel, o ajudante de General Floriano Peixoto recebeu o Tenente Coronel Silva Teles, comandante interino da
2° Brigada e não emitiu ordem e nem voz de prisão para o líder dos manifestantes. Ao contrário, recomendou-lhe
prudência e disse-lhe que gostaria de conversar com Marechal Deodoro e com o Tenente Coronel Benjamin Constant.
Campo de Santana, Lugar do Quartel General do Exército, no Rio de Janeiro
Visconde de Ouro Preto enviou um telegrama narrando os acontecimentos ao Imperador Pedro II,
– que naquele momento, se encontrava em Petrópolis. O Imperador não se manifestou, estava dormindo.
Visconde de Ouro Preto
(ultimo Primeiro Ministro do Império)
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Os oficiais da 2° Brigada resolveram avisar o Tenente coronel Benjamin Constant que até então, desconhecia o
ocorrido no Campo de Santana, onde residia com sua família. Acreditava que a revolta aconteceria somente o dia
17 e no momento, o Tenente Coronel dormia. Avisado, se animou e disse:
“Preparemo-nos para vencer ou morrer. Guardemos o último cartucho para saltar nossos miolos caso sejamos
infelizes na luta contra o governo infame”
Maria Joaquina, esposa do Tenente coronel Benjamin Constant lhe entregou um casaco civil para que escondesse a
farda e embrulhou seu quepe num jornal Disse-lhe ainda que caso fosse abordado pela polícia – falasse que era um
médico indo ver um paciente.
O Tenente Coronel Benjamim Constant mandou seu cunhado – Tenente Bittencourt Costa, à casa do Marechal
Deodoro da Fonseca, que estava situada no outro lado do Campo da Aclamação (vulgo Campo de Santana).
Foto de época, do campo da Aclamação, atual Campo de Santana (RJ).
Também enviou seu irmão, o Major Marciano Botelho de Magalhães, para agitar seus alunos e pô-los na revolta – na
Escola Militar da Praia Vermelha.
Marechal Deodoro, a princípio, não acreditou na notícia recebida, até que soube que quem a enviou foi o Tenente
Coronel Benjamin Constant. Mesmo muito enfermo fardou-se, contra os protestos de sua esposa Mariana e seguiu
de veículo tracionado a animal até São Cristóvão, onde já tinha chegado o Tenente coronel Benjamim Constant.
Este foi até a Escola Superior de Guerra – onde estava a 2° Brigada composta por aproximadamente 60 cadetes
armados com revólveres, carabinas e espadas, aguardando suas ordens.
Dado o toque de reunir e foi organizadas as colunas da seguinte maneira:
Na frente – 1º Regimento de Cavalaria, com lanceiros e carabineiros comandados pelo Tenente-coronel João Batista
da Silva Teles.
Em seguida – Doispelotões da Escola Superior de Guerra comandados pelo Tenente reformado Pedro Paulino
da Fonseca – irmão do Marechal Deodoro da Fonseca.
Depois – 2º Regimento de Artilharia, com dezesseis canhões comandado pelo Major João Carlos Lobo Botelho.
Também parte deste regimento estava o civil – Antônio Rodrigues de Campos Sobrinho pedindo para participar
e foi o único civil parte da revolta e do golpe militar.
Por último estava o 9º Regimento de Cavalaria, comandado pelo major Solano López.
A cavalaria marchou a pé, por falta de cavalos. Junto levavam uma carroça de munições. Esse regimento levou a nova arma
do exército – carabinas Winchester – que ninguém sabia manusear direito. Em São Cristóvão a movimentação rebelde
reuniu cerca de 400 praças e 40 oficiais, mais os 60 alunos da Escola Superior de Guerra.
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Na tropa, muitos desconheciam o que estavam acontecendo e que estavam se mobilizando para derrubar a monarquia.
Entre os oficiais, tinha somente oficiais de media patente – subordinados. Como muito poucos sabiam o teor da revolta,
entre os revoltosos estavam alguns monarquistas estrategicamente localizados, como o Tenente-coronel Silva Teles –
comandante interino da 2° Brigada. Continuavam a desconhecer o objetivo da movimentação. Major Botelho, ficou tão
contrariado quando chegou em Campo de Santana e soube o que estava acontecendo, disse estar doente e retornou para sua
casa. Seguiram os revoltosos na prática de seu intento.
Até então, Marechal Deodoro da Fonseca, não tinha chegado ao local, desta movimentação toda.
Temeroso do resultado de toda esta manobra, o Tenente coronel Benjamin Constant enviou o Tenente Lauro Müller,
para saber notícias sobre ele, sabendo de seu debilitado estado de saúde. Quando chegou a casa do Marechal Deodoro,
este já tinha saído. No caminho, o Marechal Deodoro encontrou um grupo de militares da revolta, parte do movimento.
Quando estes o viram, festejaram e o acompanharam até o local final. Antes de chegar, mesmo com dificuldades, resolveu
seguir montado em um cavalo. Assim chegaram no Campo de Santana, onde se depararam com forças da Polícia e da
Marinha para abafar a revolta, o Marechal Deodoro, como militar astuto, hábil e da altura de sua autoridade logo
inquiriu aos marinheiros e policiais:
– “Então, não me prestam continência? ” - E como esperava, todos sem exceção, apresentaram-lhe armas.
O Visconde de Ouro Preto estava no Quartel Geral e ouvia do Ministro da Marinha – Barão de Ladário, que nenhuma
força foi enviada para deter os revoltosos, porque não era confiável, a exemplo do que aconteceu com aquela que apresentou
armas ao Marechal Deodoro e agora estava sob seu comando.
Ainda no Quartel Geral, o Visconde de Ouro Preto falou com ajudante de General Floriano Peixoto, e observou que
Capitão Goldolfim circulava com seus oito soldados pelo Campo de Santana, sem que ninguém se aproximasse deles.
Falou com o ajudante de General Floriano Peixoto, que continuava “em cima do muro”, e nada aconteceu.
O Visconde de Ouro Preto então ordenou, o General Almeida Barreto – Comandante titular da 2° Brigada rebelada –
que fosse resgatar o destacamento. Este também não foi eficaz suficiente e não tomou partido mediante o pedido de
cumprimento do dever por parte do Visconde. Também lembramos que este mesmo General esteve em reunião com
lideranças da revolta. Mais tarde circulou pelo Campo da Aclamação - e não fez absolutamente nada.
Texto deixado pelo Visconde de Ouro Preto, comenta o comportamento do ajudante de General Floriano Peixoto,
e de outros oficiais aquartelados.
“Impressionou-me a profunda tristeza que se estampava na fisionomia dos oficiais, quer superiores, quer
subalternos. Floriano conservava a serenidade que lhe é habitual”.
Contou também que o ajudante de General Floriano Peixoto, se movimentava de um lado para o outro, conversando
com vários oficiais e mudava de assunto ou baixava de voz, sempre que o Visconde de Ouro Preto chegava perto.
Assim permaneceu o Quartel Geral, aparente calma, onde todos sabiam o que estavam acontecendo e assistiam
as movimentações sem interferir em nada ou assumir um posicionamento claro.
Por volta das 8 horas da manhã, as tropas do Marechal Deodoro chegaram à frente dos portões do Quartel.
Tropas de Deodoro na frente do quartel e do Campo da Aclamação
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O Marechal Deodoro, enviou o Tenente-coronel Silva Teles para intermediar, lembrando que ele não era um republicano.
Ele entrou no quartel a pé e sozinho. O Tenente-coronel Silva Teles, que estava longe de ser republicano, comunicou ao
ajudante de General Floriano Peixoto, que também não tinha posicionamento definido, que o Marechal Deodoro queria
conversar com ele.
O Visconde de Ouro Preto não reagiu muito bem, pois desconhecia que o ajudante de General Floriano Peixoto, já sabia e
já tinha conversado com os rebeldes. Disse ele:
– “Conferência! Pois o Marechal Deodoro, não tendo recebido do governo nenhum comando militar, aqui se
apresenta à frente de força armada, em atitude hostil, e pretende conferenciar? ”
Ele viu o ajudante de General, Floriano Peixoto, montar a cavalo e sair, com seu estado-maior e em seguida ouviu tiros.
Houve um incidente. Chegou Ministro da Marinha – o Barão de Ladário.
No mesmo momento, Marechal Deodoro da Fonseca, ordenou sua prisão.
O Ministro reagiu, tomou sua pistola e atirou no Marechal Deodoro, errando o alvo.
Antes de repetir sua intenção, foi atingido por tiros dos Tenentes Müller e Adolfo Pena.
O Visconde de Ouro Preto voltou-se novamente para o ajudante de General Floriano Peixoto, dizendo-lhe que no
Paraguai, em contexto muito pior, eles tinham se apoderado dos canhões e vencidos a batalha.
Dissimuladamente o Floriano Peixoto respondeu:
– “Sim, mas as bocas no Paraguai eram inimigas, e aquelas que Vossa Excelência está vendo,
são brasileiras, e eu sou, antes tudo, um soldado da nação”
Neste momento, o Visconde de Ouro Preto, chefe do governo imperial, percebeu que não havia mais o que fazer.
Um dos muitos sobrinhos do Marechal Deodoro da Fonseca – Capitão Pedro Paulo Fonseca Galvão ajudou os militares
revoltosos a adentrarem o Quartel.
Marechal Deodoro da Fonseca conversou com o ajudante de General Floriano Peixoto, e foi com ele até o segundo piso
do quartel, onde se encontrava o Visconde de Ouro Preto. Entrando no ambiente da reunião, cumprimentou seu primo –
Ministro da Guerra – e logo em seguida largou o verbo – dirigindo-se ao Visconde, disse entre outras coisas:
– “Vossa Excelência e seus colegas estão demitidos por haverem perseguido o Exército.
Os senhores não têm nem nunca tiveram patriotismo. Patriotismo tem tido o Exército,
e disso deu provas exuberantes durante a campanha do Paraguai. ”
Sem se alterar – o Visconde de Ouro Preto ouviu tudo sem interromper e depois disse ao seu interlocutor:
– “A vida política, senhor general, tem também os seus dissabores.
E a prova disso tenho agora, em que sou obrigado a ouvi-lo”.
O Marechal demitiu o ministério e prendeu o Visconde de Ouro Preto e o Ministro da Justiça Cândido de Oliveira,
logo libertados a pedido do ajudante de General Floriano Peixoto.
O Marechal Deodoro lembrou também, de que era amigo do imperador e disse:
- “Quanto ao imperador, tem a minha dedicação, sou seu amigo, devo-lhe favores;
seus direitos serão respeitados e garantidos. ”
Neste momento, esclareceu que encaminharia uma lista de nomes do novo ministério a D. Pedro II.
Não mencionou “República”, em nenhum momento.Terminado as trocas e definições, foi confraternizar
com as tropas no Campo de Santana.
O “dissimulado”,ajudante de General, Floriano da Fonseca, tomou um bonde, e foi para sua casa tranquilamente.
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No Campo de Santana (chamado anteriormente de Campo da Aclamação), juntaram-se alguns curiosos civis, e também
lideranças civis, como Quintino Bocaiuva e o jornalista, Aristides Lobo (ambos golpistas republicanos), junto aos militares,
imaginando tratar-se de um desfile militar.
O povo, a grande maioria desconhecia o que acontecia de fato, e os que estavam no local também, mas alardeavam um
“Viva a República”, enquanto a maioria, estava mesmo bestializada.
Oportunamente, o Tenente Sebastião Bandeira observou que o cenário era propício para a proclamar a República,
comentando com o Tenente coronel Benjamin Constant, que comentou algo ao ouvido do Marechal Deodoro da Fonseca,
e este disse ao Tenente Bandeira:
– “Descanse, a nossa causa triunfou. Deixe ao povo essa manifestação“.
Alguns afirmam que o Major Sólon Ribeiro, o mesmo que largou a boataria, pelo centro da cidade, teria dito a Deodoro que
só embainharia a espada se ele proclamasse a República. Não se sabe se assim foi feito. Alguns afirmam que ele proclamou
a República, outros não. Ao certo, e que nada havia ainda se concretizado.
Depois deste momento Marechal Deodoro tomou a dianteira das tropas e foi na frente do cortejo até o centro do Rio de Janeiro,
rumo ao arsenal da Marinha. Pretendia verificar se esta recebera bem a notícia, da deposição do Visconde de Ouro Preto.
As pessoas da cidade olhavam uns para os outros incrédulos sem compreender bem o que se passava.
No início da tarde o movimento dos revoltosos, aparentemente era vitorioso.
O exército sob o comando do Marechal Deodoro, “recuperou” o louvor recebido na Guerra do Paraguai, mas nem
tão vitorioso, pois as instituições monárquicas estavam em pleno funcionamento e D. Pedro II, ja havia retornado
de Petrópolis, e foi despachar no seu palácio no paço da cidade.
No meio da tarde, poucas pessoas mencionavam a República.
O povo, em sua imensa maioria, amava e respeitava o Imperador D. Pedro II (mais de 90% do povo).
Tenente coronel Benjamin Constant ficou incomodado com o que via, e ao encontrar com o jornalista Arubal Falcão, e
outros amigos, em frente a redação do Jornal Cidade do Rio, disse-lhes:
– “Agitem o povo, que a República, ainda não está proclamada”
Os movimentos seguintes não aconteceram exatamente como delineados pelos golpistas, pois a proclamação da República,
deveria ainda que ser consumada. Algo mais deveria ser feito !
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Dom Pedro II, desceu de Petrópolis e já estava no palácio do Rio de Janeiro, quando mandou chamar o Visconde de Ouro
Preto. Aceitou sua renúncia com dificuldade e ventilou a possibilidade de nomear o Senador gaúcho Gaspar Silveira
Martins, para o lugar do Visconde, porem sobre este, pesava a atual distância e a emergência da situação.
Acabou se decidindo então, pelo nome do conselheiro José Antônio Saraiva para o lugar do Visconde de Ouro Preto, e
enviando, o capitão Roberto Trompowsky, até o Marechal Deodoro, perguntando-lhe se o nome do conselheiro Jose Antônio
Saraiva, era satisfatório para os militares, na organização do novo ministério.
Não se sabe, se essa mensagem, foi interceptada propositalmente, pelos golpistas republicanos.
Naquele mesmo momento, políticos e militantes republicanos vão a casa do Marechal Deodoro, para se inteirar dos
acontecimentos, e sabendo que a República ainda não havia sido proclamada, agem por meios escusos.
Estes mentem sem nenhum pudor, para o Marechal Deodoro, que se encontra acamado, que Dom Pedro II, havia
escolhido para o lugar do Visconde de Ouro Preto, seu arqui-inimigo Gaspar Silveira Martins.
Baronesa de Triunfo – Deodoro Fonseca – Silveira Martins
O Marechal Deodoro, tinha uma enorme animosidade, com Gaspar Silveira Martins, desde que serviu no Rio Grande do
Sul, devido uma rivalidade de ambos, pela bela gaúcha Maria Adelaide Andrade Neves Meireles, a Baronesa de Triunfo.
Uma viúva que ambos cortejavam, em 1883, mas que Deodoro acabou perdendo, para os galanteios de Silveira Martins,
enquanto esse era Presidente da província do Rio Grande do Sul, e desde então se tornaram inimigos implacáveis.
Gaspar Silveira Martins
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Quando Deodoro, ouviu o nome de seu maior rival, Gaspar Silveira Martins, ser proferido pela boca dos politicos
Republicanos (todos cientes da rivalidade entre ambos), o Marechal imediatamente saltou de sua cama, enraivecido, e disse:
– “Esse Não! Que leve a breque a Monarquia, venha então a República”.
Era tudo que os Republicanos queriam ouvir. Mais tarde, apos receber e ler o oficio de Dom Pedro II, sobre a escolha do
conselheiro Jose Saraiva, o Marechal respondeu:
– “É tarde, a República já está feita e o novo governo constituído. Os principais culpados de tudo isso são
o Conde D’Eu e o Visconde de Ouro Preto: o último por perseguir o Exército e o primeiro por consentir,
nessa perseguição“. (lembrem, Deodoro era oficial subalterno do Conde D’Eu, durante a guerra do Paraguai)
De acordo com o Marechal, o Visconde de Ouro Preto poderia ser substituído, mas o Conde D´Eu, era marido da herdeira
do trono brasileiro – Princesa Isabel. Muitos dos republicanos temiam que se a Princesa Isabel assumisse o trono brasileiro,
quem governaria o país seria seu marido, o Conde D’Eu.
Ideia latina, machista, no Brasil do século XIX, desconheciam o papel e o desempenho da mulher e de sua avó Imperatriz
Leopoldina – a pessoa que de fato governou o país durantes os principais momentos que seu marido, Dom Pedro I estava à
frente do governo do Brasil. Os motivos para não lhe permitir assumir o trono do Brasil, eram outros, como por exemplo o
ranço da ação da libertação da escravatura, assinada pela Princesa Isabel, e não bem digerido por parte da elite do Brasil.
Alguns monarquistas ainda tentaram um encontro pessoal, entre o Marechal Deodoro e o Imperador Dom Pedro II, mas o
Marechal não quis. Disse sobre isto:
– “Se eu for, o velho chora, eu choro também, e está tudo perdido“. (Marechal Deodoro)
Arubal Falcão, foi ter com republicanos radicais, como Pardal Mallet e Silva Jardim e infiltrou os últimos acontecimentos
e da necessidade de “agitar” para não perder o momento.
Os três Republicanos, buscaram o monarquista José do Patrocínio, um jornalista e vereador negro, que tinha ligação com
a Guarda Negra. Não se sabe o teor da conversa entre os quatro, mas a partir deste momento – Patrocínio aderiu à causa
republicana – traindo a monarquia – e como vereador mais jovem da capital do Brasil – de acordo com a lei vigente,
convocou uma sessao extraordinaria da Câmara.
Vereador José do Patrocínio
Também aliciaram alguns passantes nas imediações e os levaram até a Câmara, também localizada no Campo de
Santana (antigo Campo da Aclamação). Na Câmara referendaram uma moção que o jornalista escreveu às pressas:
“O povo, reunido em massa, na Câmara Municipal, fez proclamar, na forma de lei, ainda vigente,
pelo vereador mais moço, após a revolução que aboliu a monarquia no Brasil, o governo republicano”
Logo a seguir, a moção solicitava uma proclamação verídica a quem de fato detinha o poder.
“Convencidos de que os representantes das classes militares, que virtualmente exercem as funções de
governo no Brasil, sancionarão este ato, esperam os abaixo-assinados a pronta e imediata proclamação da
República (os “abaixo-assinados” se intitulavam, os órgãos espontâneos da população do Rio de Janeiro).
HistóriaPolitica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Com a moção forjada mas oficial documentação, em mãos, o Tenente coronel Benjamin Constant, perguntou aos presentes:
- “Quem leva isto ao velho? ” (ao Marechal Deodoro da Fonseca).
Com o documento da Proclamação da República, “forjado, mas oficial”, uma parte dos manifestantes atravessou
o Campo de Santana e às 6:00h da tarde, estavam na frente da casa do Marechal Deodoro da Fonseca, que, como já
mencionamos, morava nas imediações.
Casa do Deodoro da Fonseca,
onde realmente a República
foi proclamada
Acamado, sofrendo de apnea e reumatismo, o Marechal Deodoro da Fonseca, finalmente diz aos visitantes:
– “Diga ao Povo, que a República esta proclamada” (Marechal Deodoro) – Por isso o termo “proclamação”.
Nesse local, o Marechal Deodoro da Fonseca, assinou e autorizou a nomeação dos membros do novo governo, montado
somente com nomes de golpistas republicanos, para que no dia seguinte, ordenasse que D. Pedro II saísse do país, através
da comunicação entregue pelo Major Sólon Ribeiro (o boateiro), encerrando quase 50 anos de dedicação e reinado de um
homem que fora mecenas, amante da educação e cultura e que se preparou desde sua infância para governar seu país, no qual
permaneceu ainda menino, quando sua família retornou para Portugal.
O Marechal Deodoro estava impossibilitado na cama, mas o Tenente Coronel Benjamin Constant, mentor de todas
as artimanhas, apareceu na sacada do primeiro andar, da residência do Marechal Deodoro.
Do pátio o vereador Jose do Patrocínio e um dos responsáveis pelo “circo”, vociferou o ocorrido na Câmara.
Agilmente, respondeu o Tenente coronel Benjamin Constant que se formaria um governo provisório e este convocaria
uma Assembleia Constituinte para que o Brasil pudesse deliberar definitivamente em torno de uma forma de governo.
O primeiro artigo do decreto inaugural do governo provisório do Brasil deliberou o seguinte:
“Fica proclamada provisoriamente, e decretada como forma de governo da nação brasileira, a República
Federativa no Brasil“.
No mesmo dia 15 de novembro, o jornalista Aristides Lobo – mentor do “circo” na Câmara, escreveu um artigo que
só publicou no dia 18 de novembro – a respeito da Proclamação da República:
– O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem saber o que significava.
Muitos acreditavam estar vendo uma parada militar“.
A notícia da instalação do Governo Provisório da República Federativa dos Estados Unidos do Brasil, só foi publicada, na
edição do dia 19 de Novembro de 1889.
A declaração oficial da República aconteceu nos salões da Câmara Municipal pelo então vereador, José do Patrocínio
(um jornalista) que flutuava entre os golpistas republicanos e flertava com a Monarquia. Foi o criador da famosa “Guarda
Negra”, para proteção da Princesa Isabel, mas acabou traindo a Monarquia, ajudando os golpistas republicanos, a proclamar
a República, oficialmente e fraudulentamente, dos salões da Câmara Municipal.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Posteriomente, cai em desgraca com a República, e é deportado, por Floriano Peixoto, para Cucuí, no Alto Rio Negro,
no Amazonas. Em seu regresso ao Rio de Janeiro, José do Patrocínio, encontra o seu jornal fechado e sem nenhum
recursos. José do Patrocínio, acaba esquecido, pelos seus novos “amigos republicanos” e morre velho, na pobreza.
A ideia Republicana, não era algo que envolvia os Brasileiros (ricos ou pobres), pois na ultima eleição, no mes de
Agosto de 1889, o Partido Republicano, só havia conseguido eleger apenas, dois deputados.
Esta imagem é a maior representação da mentira, que foi ensinada a todos os Brasileiros, em todas as escolas.
Como uma ação importantíssima, Proclamação da República, que mudaria o destino do País, previamente organizada
e planejada por militares e politicos golpistas, sem qualquer participação popular, não existe nenhum registro fotografico,
documentando a realidade dos acontecimentos, apesar de que, naquela época, a fotografia, já era amplamente difundida
e disponível, há cerca de 50 anos, e um dos golpistas (Aristides Lobo), era um famoso jornalista da epóca.
Nada do que realmente aconteceu, ficou registrado. O que temos são figurinhas, quadros, desenhos e pinturas,
enaltecendo a ação dos republicanos golpistas. Além de que, tudo aconteceu na surdina da noite!
Em toda a história do Brasil, até os dias atuais, nunca houve uma manobra política tão inesperado, unilateral e radical
quanto esta ocorrida nos primeiros dias de novembro de 1889 culminando com o embarque da família imperial brasileira
para o exílio, na madrugada do dia 17 de novembro de 1889 – derrubando o Imperador – que era brasileiro – e o líder
político, mais bem preparado que o país teve em toda sua história.
Sem nenhum “obrigado”, Dom Pedro II, é expulso, após quase 50 anos de reinado, servindo o País.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Ouço afirmar, que a partir deste momento, nasceu o país que conhecemos hoje, no que tange a política !
Os cargos foram distribuídos, aos amigos e correligionários sem qualquer análise de sua capacidade e currículo.
Depois de muita falação interna, Marechal Deodoro da Fonseca (o “amigo” do Imperador D. Pedro II), assumiu a chefia
do governo provisorio, Quintino Bocaiuva assumiu a pasta do Ministério dos Negócios Estrangeiros – renomeado como
Ministérios das relações Exteriores, Demétrio Ribeiro assumiu a pasta da Agricultura, Tenente coronel Benjamin Constant
assumiu a Pasta da Guerra, Wandenkolk a pasta da Marinha, Rui Barbosa, a pasta da Fazenda e Campos Sales assumiu
a Pasta da Justiça.
Em 18/12/1889, houve um motim no 2o Regimento de Artilharia Montada, sintoma da indisciplina militar, logo após
ao golpe que proclamou a República. Embora não se tenha demonstrado qualquer relação do motim com elementos
monarquistas, o Governo acusou-os de maquinarem o levante, decretando o banimento de monarquistas, entre eles,
o Visconde de Ouro Preto, de seu irmão Carlos Afonso de Assis Figueiredo e de Gaspar da Silveira Martins.
Por um decreto em 23/12/1889, resolveu instituir a censura e suprimir a liberdade de imprensa, criando uma junta
só de militares, incumbida de julgar sumariamente os que fossem acusados de abusos no exercício do jornalismo.
Em ato oficial, em 15/11/1890, o Marechal Deodoro da Fonseca, se auto-proclama, Generalíssimo de Terra e Mar,
ou seja, o unico General de Seis Estrelas, do Brasil.
Por decreto, em 25/05/1890, todos os Ministros civis, absurdamente receberam, a patente de General-de-Brigada.
Historiadores afirmam, que o Governo Provisório republicano, foi a primeira ditadura militar do Brasil.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Eleito pelo Congresso Nacional (indiretamente), Deodoro iniciou seu mandato oficial (25/02/1891) como primeiro Presidente
da Republica, sob forte tensão política. Tinha a oposição do Congresso e da população devido à gravíssima crise econômica,
criada pela Republica (Encilhamento), levando varias pessoas, empresas a falência, através de golpes e tramoias financeiras.
Tal ato gerou violenta reação, fazendo com que, entre Agosto e Novembro de 1891, o Congresso tentasse aprovar a
"Lei de Responsabilidades", que reduzia os poderes do presidente. Deodoro contra-atacou a decisão do Congresso e,
em 3/11/1891, decretou a dissolução do Congresso, e instalou o Estado de Sítio no país.
Este fato entrou para a história como o Golpe de Três de Novembro e foi o último feito de Deodoro em sua carreira política,
pois, algunsdias depois, renunciaria ao mandato de Presidente da Republica, em 23/11/1891. No ano seguinte, morreu no dia
23 de agosto de 1892, vítima de uma forte crise de dispneia.
Imediatamente após a Proclamação da República, o Marechal Deodoro da Fonseca enviou carta à família real comunicando
o banimento do Imperador. A missiva começa com um desrespeito, certamente proposital: o tratamento de "Senhor", em vez
de "Majestade". A carta só contém inverdades, sobretudo quando afirma que está "obedecendo às exigências do voto
nacional". Nesta época, D. Pedro II tinha 90% da aprovação da população e so haviam 2 deputados republicanos eleitos.
O nascimento da jovem República não teve nenhuma participação popular.
O Marechal Deodoro provavelmente não teve condições de encarar o Imperador para pessoalmente entregar-lhe a carta de
banimento; mandou que um oficial do Exército o fizesse. Nessa ocasião, Pedro II tinha 63 anos e já não gozava de boa
saúde. Fazia 49 anos que tinha sido declarado maior e 48 que havia sido sagrado Imperador. Banir a família imperial em
um prazo de 24 horas, foi um ato covarde, desnecessário, desumano e de uma violência injustificável.
Era 1:30 da madrugada do dia 17 quando o Tenente Coronel João Nepomuceno de Medeiros Mallet, bateu na porta do
palácio da Quinta da Boa Vista, e acordou a família imperial. Disse que falava em nome do governo Republicano
provisório instaurado, e ordenou que o Imperador destronado – D. Pedro II, sua mulher, a imperatriz Tereza Cristina,
sua filha – a princesa Isabel, e seu genro – o conde D’ Eu, e seus quatro netos, embarcassem imediatamente para o exílio.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mandato
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_de_exce%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Golpe_de_Tr%C3%AAs_de_Novembro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dispneia
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Ao passar ao lado da mesa em que, um ano antes, havia assinado a Lei Áurea, a Princesa Isabel deu-se conta da importância
de seu ato libertando os escravos, sem conceder indenizações aos proprietários de escravos, murmurou:
“Talvez seja devido a essa Lei Aurea, que estejamos indo para o estrangeiro, mas se as coisas fossem
repostas, não hesitaria em assiná-la novamente”
Festejos pelas ruas do Rio de Janeiro, pela assinatura da Lei Aurea, um ano antes (1888)
Há varias fotos dos eventos de 1888 (Lei Áurea) e nenhuma foto dos eventos de 1889 (na Proclamação da República).
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
A família imperial foi de carruagem até o Cais Pharoux, e de lá embarcou para a Europa, para nunca mais regressar.
Quando passava ao Largo do Paço, todos os soldados apresentaram armas ao Imperador do Brasil e este respondeu,
erguendo a cartola. Estava sendo preso, junto com sua familia, no Paço Imperial (ao lado do cais Pharoux, na Praça XV).
O Imperador do Brasil (por direito) e sua familia, foram obrigados a embarcar, no navio Alagoas, por uma escolta militar,
na madrugada (03:15), no mesmo dia 17/11/1889, provavelmente para que sua partida, não fosse notada pela população.
Toda sua família seguiu rumo ao exílio na Europa, evitando assim, um embarque durante o dia, para que monarquistas,
simpatizantes e amigos e familiares não reagissem, contra o banimento da família real.
“A vista da representação escrita, que me foi entregue hoje, às 3 horas da tarde, resolvo, cedendo ao império das
circunstâncias, partir, com toda a minha família, para a Europa, deixando esta Pátria, de nós tão estremecida, à qual
me esforcei por dar constantes testemunhos de entranhado amor e dedicação, durante quase meio século em que
desempenhei o cargo de chefe de Estado. Ausentando-me, pois, com todas as pessoas de minha família, conservarei do
Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo os mais ardentes votos por sua grandeza e prosperidade.
Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1889.
D. Pedro de Alcântara.”
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Quando a família imperial foi exilada, os que ajudaram a realizar o "golpe", mandaram retirar dos cofres públicos, o valor
de 5 mil contos de réis, o equivalente em dinheiro a aproximadamente 4,5 Toneladas de ouro (avaliada hoje em torno de
cerca de R$ 885.150.000,00), como forma de indenização à família imperial, que foi prontamente recusada, pelo Imperador.
D. Pedro II, além de recusar, disse que ninguém de sua família os receberia, e pediu, que caso o dinheiro já estivesse sido
retirado, um documento comprovando que ele fora recusado; e terminou com a frase:
- "Com que autoridade esses senhores, dispõem do dinheiro público?"
Essa foi a primeira tentativa Republicana, documentada, de desvio de dinheiro público.
Vieram todos da familia real (o Imperador D. Pedro II, sua esposa Dona Teresa Cristina, sua filha Princesa Isabel, seu
marido o Conde D’Eu, sua filha Princesa Leopoldina, seu marido o Duque de Saxe, e os netos), ao Tejo, em Portugal,
na manhã do dia 7 de dezembro de 1889, desembarcando em Lisboa.
Destronado e deportado, como um criminoso, sem mais inúmeras ocupações que desempenhava como Chefe de Estado,
sem seus livros e papéis, que tantos estímulos lhe tinham dado, ficou confinado, pobre, em um quarto de um modesto hotel.
D. Pedro e a Imperatriz decidiram seguir para o Porto. Hospedaram-se no Grande Hotel, que de grande tinha apenas o nome.
A nossa Imperatriz Dona Tereza Cristina, morre de profundo desgosto, apenas 2 semanas da chegada, em Lisboa.
D. Pedro II passou 49 anos governando o Brasil e durante o seu reinado nunca aumentou o soldo que recebia como
Imperador, ainda que a Câmara fosse favorável, aos aumentos. Assim que a República foi proclamada, os seus líderes, entre
eles o Marechal Deodoro da Fonseca, e seus Ministros, aumentaram seus próprios salários para quase o dobro do
que ganhava o Imperador do Brasil (Artigo Segundo, do decreto inaugural do governo provisório).
Em 5 dezembro de 1891, dois anos após a morte de sua esposa, a Imperatriz Teresa Cristina, D. Pedro contraiu um resfriado
que evoluiu para uma pneumonia. Após ter servido ao Brasil por 58 anos, dos quais 10 através da regência e 48 de forma
efetiva, como Imperador, faleceu modestamente, em um hotel na capital parisiense (Hotel Belford), aos 66 anos.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Dom Pedro II, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil".
O Magnânimo Imperador em seu leito de morte
com o uniforme de Almirante da Armada do Brasil.
Apesar da infame solicitacao do Governo Republicano Brasileiro, ao Governo Republicano Francês, de nao prestarem
nenhuma homenagem postuma, ao ex-Imperador do Brasil, na capital francesa (Paris), o governo da Franca prestou todas
as homenagens de Chefe de Estado, ao Imperador Dom Pedro II, fazendo com que o cortejo funebre fosse atendido por
milhares de pessoas, porém sem qualquer representante oficial do governo Brasileiro (uma vergonha, para quem deu sua
vida pelo Brasil, e é até hoje, considerado o maior estadista brasileiro, de todos os tempos). O corpo do ex-Imperador, foi
levado para ser enterrado em Portugal, ao lado de sua esposa, no pavilhao dos Orleans e Braganca, na cidade de Lisboa.
Funeral de Dom Pedro II, em Paris (França), com todas as honras de Estado.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Em 3 de setembro de 1920 (a Lei do Banimento foi revogada, somente em 8 de janeiro de 1921), os despojos mortais dos
Imperadores D. PedroII e de Dona Tereza Cristina, chegaram ao Rio de Janeiro, os quais foram depositados na Catedral
Metropolitana do Rio de Janeiro. Em 5 de dezembro de 1939, os despojos foram transferidos novamente, para a cidade de
Petrópolis e sepultados no Mausoléu Imperial.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
O Mausoléu Imperial, abriga os restos mortais do Imperador D. Pedro II do Brasil, de sua esposa, a Imperatriz D.
Teresa Cristina Maria de Bourbon, de sua filha, D. Isabel de Bragança, Princesa Imperial do Brasil e de D. Gastão
de Orléans, Conde d'Eu Príncipe Imperial Consorte do Brasil, além das tumbas do príncipe Pedro de Alcântara de
Orléans e Bragança e de sua esposa D. Elisabeth Maria Adelaide Dobrzensky de Dobrzenicz.
O Mausoléu Imperial é uma pequena capela situada à direita do adro da Catedral de São Pedro de Alcântara,
na cidade de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, Brasil.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mausol%C3%A9u
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_II_do_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Teresa_Cristina_Maria_de_Bourbon
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Conde_D%27Eu
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_de_Alc%C3%A2ntara_de_Orl%C3%A9ans_e_Bragan%C3%A7a
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Elisabeth_Maria_Adelaide_Dobrzensky_de_Dobrzenicz
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro_(estado)
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Quem proclamou a República no Brasil
Apesar de quadros civis, terem sido apoiadores da proclamação da República, foram os militares os principais agentes
da mudança, além de terem sido os primeiros presidentes do Brasil.
BENJAMIN CONSTANT (1837-1891)
Benjamin Constant Botelho de Magalhães, nascido em Niterói, Província do Rio de Janeiro, em 18 de outubro de 1836.
Teve uma infância marcada pela morte do pai, o enlouquecimento da mãe, e uma tentativa de suicídio, aos 13 anos.
Sua ascensão social não contou com contatos importantes. Em 28 de fevereiro de 1852, o jovem Benjamin Constant
ingressava na Escola Militar (já demonstrando aptidão ao magistério); em maio de 1855 foi promovido a Alferes.
No ano de 1858, decorrente de conduta incondizente com a postura militar (atirando sua espada ao chão) quando protestou
em apoio a um grupo de alunos acusados de roubo, foi preso na Fortaleza de Santa Cruz, e submetido a processo de
expulsão da Academia Militar da Praia Vermelha. Entretanto, nao foi afastado. Em 1859, matriculou-se na Escola Central
para estudar Química, Mineralogia e Geologia. No fim do ano foi promovido ao posto de Primeiro Tenente, e bacharelou
em Ciências Físicas e Matemática. Ainda em 1859, Constant foi convidado pelo governo para exercer a função de
Examinador de Matemática, voltado à avaliação dos candidatos aos Cursos Superiores do Império, no Colégio Pedro II.
A partir de agosto de 1862, Constant assumiria funções como Professor no então Imperial Instituto dos Meninos Cegos,
hoje, "Instituto Benjamin Constant" (instituição idealizada por José Álvares de Azevedo, inaugurada em 17 de dezembro
de 1854, contando com pleno apoio do Imperador Dom Pedro II).
Foi promovido à patente de Capitão, em 22 de janeiro de 1866; no dia 22 de agosto do mesmo ano recebeu ordens para
partir e integrar as operações do Exército Imperial, nos esforços empenhados após a agressão do Paraguai (país sob a mão
de ferro do ditador caudilho - Solano López). Ao longo da sua permanência na Campanha da Tríplice Aliança, Benjamim
Constant foi incumbido de missões variadas, desde gerência de depósitos bélicos, até atuar como engenheiro (construindo
trincheiras e abrindo rotas para que as Forças Militares sob o comando de Caxias prosseguissem nas operações).
Acometido por uma “febre constante”, Constant pedira licença médica a fim de retornar à Corte; decorrido seis meses
solicitou a dispensa formal do Exército Imperial, pois havia decidido por dedicar-se, exclusivamente ao magistério,
Entranto, seu pedido foi negado. À tal “febre”, foi interpretada como sendo “covardia”, e ja nao desejava mais, ser militar.
Voltou à guerra, tendo enraizados em sua mente os Ideais do Positivismo (um câncer ideologico, que corroeu o Exército).
Retornou, com tais ideais ainda mais cristalizados, os difundindo nas Academias Militares no Brazil, contaminando jovens
oficiais. Contribuiu ativamente - por meio do conceito do "Soldado Cidadão" - com a burocratização da carreira militar, ao
converter um sólido e milenar “Espírito de Corpo” em mero “Corporativismo Materialista” (com Regras Positivista).
Em 1872, tornou-se professor na Escola Militar de Praia Vermelha, onde foi alçado à posição de líder, pelos estudantes
que valorizavam suas origem humilde, a ascensão pelo mérito e a adesão ao positivismo, de Augusto Comte.
Em 1887, fundou o Clube Militar (Casa da República), ‘pecha’ que vergonhosamente ostenta até os dias atuais, tornando-o
em um importante centro de propaganda ideologica republicana, do qual era o presidente.
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
No dia 9 de novembro de 1889 presidiu a sessão em que decidiu a queda da Monarquia. No dia 15 de Novmbro de 1889,
é Proclamada a República (Golpe de Estado), assumindo a pasta de “Ministro da Guerra” no Governo Provisório.
Em 1890 assume o posto de General de Brigada. Implanta o lema Positivista "Ordem e Progresso" na bandeira do Brasil.
Por conta de discordâncias em relação ao “presidente” Deodoro da Fonseca, Constant foi afastado do cargo, e para ele
foi criada a pasta da “Instrução Pública, Correios e Telégrafos”, onde permaneceu até 18 de janeiro de 1891, quando
pediu demissão do cargo. Benjamin Constant faleceu em Jurujuba, Niterói, no dia 18 de janeiro de 1891.
QUINTINO BOCAIÚVA (1836-1912)
Nasceu no Rio, mudou-se para São Paulo após a morte de seu pai. Estudou humanidades em um curso anexo à Faculdade
de Direito, que não concluiu. Começou a atuar no jornalismo a partir de 1852, e passou a ser agitador republicano em 1853.
Foi um dos fundadores do Clube Republicano, e signatário do Manifesto Republicano, em 1870.
Era partidário da transição pacífica de regime, aguardando a morte de D. Pedro 2º. Mas, em 11 de novembro, dias antes do
golpe, foi um dos participantes de uma reunião com o marechal Deodoro sobre o golpe, ao lado de Aristides Lobo, Rui
Barbosa e Francisco Glicério. Ficou incumbido de organizar o futuro ministério republicano, e foi o primeiro ministro das
Relações Exteriores da República.
CAMPOS SALLES (1841-1913)
Nasceu em Campinas, descendente de famílias tradicionais ligadas à lavoura. Ingressou em 1859 na Faculdade de Direito,
em São Paulo, e filiou-se no Partido Liberal do Império. Dedicou-se ao jornalismo, ao direito e à política, eleito diversas
vezes como representante na Assembleia Provincial de São Paulo.
Foi um fundador do Partido Republicano Paulista, em 1873. Ao lado de outros líderes do partido, como Prudente de Morais,
Francisco Glicério, Bernardino de Campos e Rangel Pestana, articulou com militares e civis paulistas a conspiração. Nas
primeirashoras da República, foi chamado para garantir o apoio dos cafeicultores paulistas.
Assumiu o ministério da Justiça. Em 1989, tornou-se presidente, em sucessão a Prudente de Moraes, o primeiro civil a
ocupar a presidência da República.
RUI BARBOSA (1849-1923)
Foi jurista, advogado, político, diplomata, escritor, filólogo, jornalista, tradutor e orador. Um dos intelectuais mais brilhantes
do seu tempo. Designado por Deodoro da Fonseca como representante do nascente governo republicano, tornando-se um
de seus principais organizadores, além de coautor da constituição da Primeira República juntamente com Prudente de
Moraes. Ruy Barbosa atuou na defesa do federalismo, do abolicionismo e na promoção dos direitos e garantias individuais.
Primeiro ministro da Fazenda do regime instaurado em novembro de 1889, chamado de República da Espada, teve sua
breve e discutida gestão marcada pelo encilhamento, grave crise econômica provocada pelo aumento indiscriminado da
emissão de papel-moeda. Ainda como ministro de Deodoro, envolveu-se em grande polêmica ao mandar destruir parte
importante da documentação histórica relacionada ao tráfico de escravos. Foi também deputado e senador, tornando-se um
opositor ferrenho do comunismo, que classificava como "a invasão do ódio entre as classes" e uma ameaça à liberdade
cristã, assim como da vacinação obrigatória, classificando as vacinas como possíveis condutoras "da moléstia, ou morte".
DEODORO DA FONSECA (1827-1892)
Nascido em Alagoas da Lagoa do Sul, município de Alagoas que hoje tem seu nome, Deodoro da Fonseca fez carreira no
Exército e participou da Guerra do Paraguai (1864-1870). Foi o primeiro presidente do Clube Militar (1887-1889).
Como figura conservadora de prestígio no Exército, seu apoio foi fundamental. Mesmo sendo amigo pessoal do imperador
Dom Pedro 2º, o marechal abandonou a monarquia e foi o comandante das forças que impuseram a queda do regime em 15
de novembro. Há um debate historiográfico sobre seu real desejo de implantar uma República.
Alguns apontam que sua meta era apenas derrubar o primeiro-ministro Visconde de Ouro Preto, mas consumiu o golpe.
Após o golpe, o marechal dirigiu o governo provisório e, após uma eleição indireta, tornou-se o primeiro presidente da
República dos Estados Unidos do Brasil, a partir de 1891. Deodoro da Fonseca morreu no ano seguinte, em 1892.
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
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FLORIANO PEIXOTO (1839-1895)
Nasceu no dia 30 de abril de 1839 em Maceió, Alagoas. Filho de lavradores, foi criado pelo tio-padrinho, o coronel José
Vieira de Araújo Peixoto, um senhor de engenho. Em 1855 mudou-se para o Rio, e em 1857 (aos 16 anos) ingressou na
Escola Militar. Atuou na guerra do Paraguai, onde se aproximou de Benjamin Constant (que havia sido seu professor) e
participou do desfecho da Guerra do Paraguai, em Cerro Corá, onde guardou a manta do cavalo do ditador, Solano Lopes.
Exercia o papel de ajudante general-de-campo (Comandante da Guarnição da Corte), segundo posto abaixo do ministro do
Exército, o Visconde de Ouro Preto, quando teve início o movimento republicano em 1889.
Recusou-se a fazer parte da conspiração, mas também não se dispôs a combater as tropas republicanas rebeladas.
Floriano Peixoto, viria a se tornar o segundo presidente da República dos Estados Unidos do Brasil.
O chamado “Marechal” Floriano Peixoto, assumindo o cargo de segundo Presidente do Brasil, sem se envolver diretamente,
assassinou muitos brasileiros, muitos deles em Santa Catarina, na ilha de Anhatomirim, onde enforcou e fuzilou líderes
locais, de Nossa Senhora do Desterro – capital da Província (atual Florianópolis) – que reivindicavam a volta da Monarquia.
Com a proclamação da República, ocupou o Ministério da Guerra, em 1890, e foi eleito vice-presidente do conterrâneo
Marechal Deodoro da Fonseca no ano seguinte. Com a renúncia do Marechal Deodoro assumiu a presidência e governou
no regime que ficou conhecido como “mão de ferro” até o final do mandato, em 1894. Venceu um período conturbado
por movimentos Monarquista – Em Florianópolis – Capital do Estado de Santa Catarina – foi o responsável por
assassinatos de muitos líderes locais monarquistas (na Ilha de Anhatomirim), na atual Florianópolis – estranhamente –
rebatizada com o nome em sua homenagem – nome do algoz de seu povo – Iniciativa do republicano Hercílio Luz.
Em 10 de outubro de 1894, a cidade de Nossa Senhora do Desterro, passou a se chamar Florianópolis (temos de
desmanchar este mal-entendido).
A Revolta da Armada, no Rio de Janeiro, e a Revolução Federalista, que começou no Rio Grande do Sul tinha como
objetivo destituir o “Marechal” Floriano Peixoto do poder. Neste movimento, o conflito aconteceu entre republicanos
de orientação positivista e liberais, liderados por Silveira Martins – inimigo declarado do Marechal Deodoro.
– Isto só foi o começo do que vivemos no Brasil atual.
Abandonou a carreira política, assim que deixou o cargo de presidente. Após a República viveu somente mais cinco
anos. Morreu em Divisa, distrito de Floriano, no município de Barra Mansa, Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1895.
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Floriano Peixoto - um "Marechal" sem nunca ter sido.
Inacreditavelmente, o 2º Presidente da República (traidor do Império do Brazil, do
Imperador Dom Pedro II e de seu próprio amigo de farda e conterrâneo, o primeiro
Presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca), nunca chegou ao posto de
"Marechal", pois seu ultimo posto foi de "Brigadeiro de Exército" (posto não mais
existente, na atual hierarquia do Exército Brasileiro).
Durante todos esses anos, através de forte propaganda Republicana, fomos todos
enganados pelo apelido "Marechal de Ferro", título esse agregado popularmente,
devido a rudeza de suas atitudes, e de quem ficava no seu caminho ou lhe fazia
oposição (vide assassinato massivo de opositores e monarquistas, por degola ou
fuzilamento, na Ilha de Inhatomirim, em SC).
Esse senhor franzino, que chegou ao cargo máximo, de Presidente da Republica, começou sua vida militar em:
- Em 1º de Maio de 1857, assenta posto de praça como soldado voluntário, no 1º Batalhão de Artilharia a Pé.
- Em 1858, matricula-se na Escola Militar do Rio de Janeiro, concluindo o curso em 1861 (2º Tenente no Corpo de Artilharia).
- Em maio de 1865, na Guerra do Paraguai, Floriano foi para o Rio Grande do Sul, com 1º Batalhão de Voluntários da Pátria.
- Participou, ate o fim do conflito, das batalhas mais importantes da guerra, tais como as de Tuiuti, Itororó, Lomas Valentinas,
de Angostura. Ao término da guerra, foi promovido ao posto de Tenente-Coronel, em 9 de abril de 1870.
- Em 1881, deixa o comando Arsenal de Guerra de Pernambuco, retornando à cidade do Rio de Janeiro, para completar seu
Bacharelado em ciências físicas e matemáticas, concluindo a disciplina de mineralogia.
- Em 18 de abril de 1874, foi promovido a Coronel e nomeado comandante do 3º Regimento de Artilharia a Cavalo, até 1878.
- De 1879 a 1881, comandou Arsenal de Guerra de Pernambuco, cuja missão era inspecionar as unidades militares da região NE.
- Em 13 de setembro de 1884, foi nomeado comandante das armas e presidente da província de Mato Grosso, com apoio do Partido
Liberal e elevado ao posto de Brigadeiro de Exercito.
- Em 1885, o Barão de Cotegipe, do Partido Conservador, torna-se Presidente do Conselho de Ministros, e nomeia José Joaquim
Ramos Ferreira, então Vice-Presidente da província, como sucessor de Floriano, que retorna ao Rio.
- No dia da Proclamação da República, era o encarregado da segurança do ministério do Visconde de Ouro Preto, mas se recusa a
proteger os ministros e atacar os revoltosos que planejam a Republica.
- Em seguida,aderindo ao movimento republicano, Floriano Peixoto deu voz de prisão ao chefe de governo, Visconde de Ouro
Preto, iniciando a derrubada da Monarquia no Brasil.
- No dia 15 de novembro 1889, Floriano Peixoto, foi efetivado pelo Marechal Deodoro da Fonseca no cargo de Ajudante de
General do Exército (nunca chegando ao posto de Marechal). Sua patente era de Brigadeiro do Exercito (hoje inexistente).
- Assume a Vice-Presidência com Deodoro, durante o Governo Provisório, depois eleito para Vice-Presidente constitucional.
- Em 23 de novembro 1891, assume ilegalmente, o cargo de Presidente da República, num golpe que provocaria a renúncia,
do Marechal Deodoro da Fonseca.
Como ficou claro no histórico de em sua carreira militar e civil, como Vice-Presidente da República e posteriormente como
Presidente da República, Floriano Viera Peixoto, jamais chegou ao posto de Marechal de Exercito, sendo o titulo "Marechal",
uma mentira, que com o tempo, se solidificou e jamais foi contestada, por ninguém. Esse individuo, foi um traidor da pátria,
assassino de vários patriotas, que não viam na figura de Deodoro, nem de Floriano Peixoto, legitimidade suficiente e honra,
para substituírem o magnânimo, Imperador Dom Pedro II.
O governo de ambos (Deodoro e Floriano) ficou mais conhecido como a "Republica da Espada", com homéricas revoltas
militares e graves crises financeiras (encilhamento), jamais vistas durante todo o Império, e que trouxeram para o pais, tudo
de ruim, mais a queda de seu prestigio internacional e a derrocada da jovem e pujante nação sul americana!
O Império do Brazil (1822-1889), uma Monarquia Parlamentar Constitucional, manteve bravamente nossa independência,
a imensa integridade territorial e a consolidação da lingua portuguesa, em um país de dimensões continentais, sem contar com
as facilidades, das atuais tecnologias. Além disso transformou o Brasil, de uma simples ex-colonia portuguesa, à uma potencia
mundial em apenas 69 anos (da Independencia a Proclamacao da Republica).
Nossa moeda, tinha paridade com o Dollar americano, o Marco alemão e a Libra esterlina (valor de 1 Réis = 0,90 gramas de ouro).
Países com alto índice de IDH e decentes níveis de vida, são em uma grande parte Monarquias Parlamentares, como a Dinamarca,
Suécia Noruega, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Canada, Nova Zelândia, Australia, Espanha, Monaco, Emirados Árabes Unidos,
Japão, Marrocos, Jordânia, Luxemburgo, Tailândia, Malásia e Cambodja (que recentemente voltou a ser uma monarquia).
O Brasil também tem solução, é só sabermos escolher melhor nossos representantes, para mudarmos o destino da nossa nação.
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
A Monarquia Parlamentar, é uma forma de governo, infinitamente superior a República Presidencialista.
Os Presidentes pensam nas próximas eleições, e os Imperadores sempre pensam nas próximas gerações.
Apesar do sistema Republicano não prestar, o atual Presidente e seus ministros, são patriotas e decentes.
Todos os presidentes do Brasil e seus feitos mais marcantes.
A partir da Proclamação da República, o Brasil deixou de ser uma Monarquia, e entrou a figura do Presidente da República.
Com todos esse períodos no Brasil, o país contou com 15 militares e 28 civis na presidência.
Confira agora todos os presidentes do Brasil e os seus feitos mais marcantes.
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Deodoro da Fonseca (1889-1891)
Deodoro da Fonseca foi o primeiro presidente do país. Ele não foi eleito de uma forma democrática, pois foi escolhido pelos
revolucionários. Ele preparou as principais leis do país e ainda liderou o governo provisório, que organizou a República.
Em seu governo houve muita instabilidade política e economica (com a adoção da politica economica do Encilhamento).
A Primeira Revolta da Armada (1891), liderada pelo Almirante Custódio de Melo, Ministro da Marinha, teve início em 1891,
na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro (antiga capital do Império), quando Deodoro propôs estado de sítio e fechamento do
Congresso, indo contra a Constituição de 1891.
O Encilhamento foi o nome (apelido) dado para a política econômica fracassada do ministro das finanças Rui Barbosa,
durante o governo do marechal Deodoro da Fonseca (1889-1891). Os efeitos negativos desta crise foram sentidos por variod
anos, no Brasil. A comparação entre o hipismo e a política econômica de Rui Barbosa, tinha como objetivo fazer uma
analogia com a especulação e a chance de enriquecer rapidamente (envolvendo muito risco).
Suas principais caracteristicas eram:
- Um forte incentivo à industrialização do Brasil.
- Facilitação excessiva para tomada de crédito, com o objetivo de facilitar e ampliar a abertura de empresas.
- Emissão de papel-moeda (aumento de dinheiro em circulação).
Acabou gerando aumento da especulação financeira, na Bolsa de Valores, com ações de empresas emitidas sem lastro.
Aumento das fraudes com a criação de empresas fantasmas, cujo objetivo era pegar dinheiro emprestado (crédito) sem
investimento produtivo. Desvalorização monetária acentuada e o aumento da Inflação e da dívida pública
O Presidente Deodoro da Fonseca, não aguenta o descontentamento do povo e as pressoes politicas, e acabou renunciando.
Floriano Peixoto (1891-1894)
Quando Deodoro da Fonseca renunciou, seu Vice-Presidente Floriano Peixoto o sucedeu imediatamente, sem uma eleição,
através de um golpe político, visto que na Constituição de 1891 estava previsto que os mandatos interrompidos antes de dois
anos deveriam ser sucedidos por novas eleições diretas. Dessa maneira, o vice-presidente não poderia ser empossado. Para
restabelecer a legalidade constitucional, publicou um manifesto aos cidadãos e às Forças Armadas garantindo a manutenção
do regime republicano e da constituição de 1891. Para evitar a reintegração à presidência do marechal Deodoro da Fonseca,
enviou forças federais aos estados governados por opositores, partidários do presidente antecessor, para depô-los.
A oposição fez-se presente no Congresso Nacional por meio da tentativa de impedimento das propostas intervencionistas do
presidente, e também contestando a legalidade do mandato presidencial de Floriano Peixoto, baseada na constituição, exigia a
deposição ou renúncia à presidência de Floriano. Em 6 de abril de 1892, treze oficiais-generais lançaram um manifesto
requerendo as eleições presidenciais. Em represália, o presidente destituiu-os compulsoriamente das carreiras militares.
As tentativas malsucedidas de depor “Marechal” Floriano pelos meios jurídicos impeliram os oposicionistas às manifestações
de rua pela retomada do governo do marechal Deodoro. Em desagravo, Floriano Peixoto, instituiu no dia 12 de abril de 1892
o estado de sítio e a suspensão dos direitos constitucionais durante o período de 72 horas. Assim, foram encarcerados em locais
distantes os sediciosos, e depois anistiados em 8 de junho do mesmo ano.
A segunda Revolta da Armada (1893-1894) exigia a imediata convocação de eleições para a presidência.
Em março de 1894 a revolta foi contida e o mandato presidencial de Floriano persistiu.
A Revolta Federalista (1893-1895) tomou proporções nacionais e atingiu o governo de Floriano Peixoto, porém os
federalistas que haviam estendido as sublevações aos estados de Santa Catariana e Paraná foram derrotados por forças
paulistas no final de 1894, e o acordo de paz somente foi estabelecido em 1895.
O governo do “Marechal” Floriano Peixoto sofreu com as guerras civis e com os efeitos da política econômica
do Encilhamento, adotada no governo anterior, dificultando o poder de atuação da administração pública.
https://escolaeducacao.com.br/governo-deodoro-da-fonseca/
https://www.infoescola.com/historia/encilhamento/https://escolaeducacao.com.br/governo-de-floriano-peixoto/
https://www.infoescola.com/direito/constituicao-de-1891/
https://www.infoescola.com/formas-de-governo/republica/
https://www.infoescola.com/historia/revolta-da-armada/
https://www.infoescola.com/historia/encilhamento/
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Prudente de Moraes (1894-1898)
Prudente de Morais foi o primeiro presidente eleito no Brasil. Ele também foi o primeiro a não ser militar.
Com seu governo, finaliza-se o período conhecido como a República das Espadas e tem início o período conhecido como
República das Oligarquias. Nesta fase, que durou até 1930, os grandes fazendeiros de São Paulo e Minas Gerais tiveram
influência e participação nos rumos políticos e econômicos do país.
- No campo político, seu governo foi marcado pela disputa entre dois grupos, representantes de interesses econômicos
diferentes. Um grupo, mais forte, era o dos grandes fazendeiros da região sudeste que exigiam medidas que os
favorecessem. Do outro lado, os industrialistas que exigiam maiores investimentos na industrialização do país.
- Tomou medidas no intuito de retirar da política os militares, colocando em seus lugares civis representantes dos grupos
econômicos dominantes (principalmente cafeicultores). Estas medidas políticas favoreceram a descentralização do poder
(defendida pelas oligarquias), característica combatida pelos militares que defendiam um sistema governamental mais
centralizado.
- Combateu, com tropas militares federais, a Guerra de Canudos, no sertão nordestino (interior da Bahia) entre 1896 e 1897.
O movimento de Canudos tinha como causa principal a miséria do povo do sertão e, ao invés de resolver com políticas
sociais, Prudente de Morais, com apoio dos latifundiários, resolveu o problema com uso de força militar e muita repressão.
- No campo econômico, o governo Prudente de Morais enfrentou crise e inflação elevada. Embora tenha adotado medidas
para estimular a indústria, a insatisfação popular com os baixos salários e a carestia, tanto no campo quanto nas cidades.
Campos Sales (1898-1902)
Campos Sales tinha como principal objetivo a estabilidade. Para pagar a grande dívida externa do Brasil, feita pelos tres
primeiros governos republicanos, ele fez negociações com bancos ingleses. Em troca do empréstimo de dez milhões de libras
para o país, foram entregues como garantia as rendas das alfandegas do Rio de Janeiro e de outros Estados.
Manteve o comprometimento em reduzir a inflação da moeda brasileira. Se esforçou para tirar o país da crise econômica.
Rodrigues Alves (1902-1906)
O presidente teve um grande sucesso como governante. Grandes obras na cidade do Rio de Janeiro foram organizadas por
Rodrigues Alves, na época capital da República, a qual apresentava construções irregulares, acúmulo de lixo e proliferação
de diversas doenças, das quais se destacam a febre amarela, a peste bubônica e varíola.
No seu governo, a economia foi fortalecida. Em seu mandato o Acre passou a fazer parte do Brasil.
Depois de Venceslau Brás, ele foi reeleito. Mas, não assumiu por falecimento.
Afonso Pena (1906-1909)
Afonso Pena foi o 6.º presidente do Brasil em uma época de grande prosperidade com a política de valorização do café.
Criou o Serviço Geológico e Mineralógico, para pesquisa e aproveitamento das riquezas minerais do país.
Melhorou a esquadra com a aquisição de vários navios, entre eles os couraçados, Minas Gerais e São Paulo.
Além de organizar a construção de várias estradas de ferro, facilitando o transporte no país.
Afonso Pena apoiou a imigração no país, que colaborou com a povoação do Brasil.
Faleceu antes de terminar o mandato.
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Nilo Peçanha (1909-1910)
Logo que Afonso Pena faleceu, Nilo Peçanha assumiu. Foi descrito como sendo mulato e frequentemente ridicularizado na
imprensa em charges e anedotas que se referiam à cor da sua pele Ele criou o Serviço de Proteção aos Índios, cuja direção foi
entregue ao Marechal Cândido Rondon. Infelizmente, seu governo foi marcado por grande instabilidade política.
Hermes da Fonseca (1910-1914)
O Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca foi um militar e político brasileiro, presidente do Brasil entre 1910 e 1914.
Era sobrinho do primeiro presidente, Deodoro da Fonseca. Seu governo foi marcado por revoltas civis e militares.
Reformou o Exército e o Ministério com a criação de serviços técnicos e administrativos. Dessas inovações, a mais
importante foi a instituição do serviço militar obrigatório, conquanto essa lei só fora legitimada em 1964.
Ele teve que renegociar a dívida externa (segundo “funding loan”), por enfrentar graves problemas econômicos.
Venceslau Brás (1914-1918)
Durante seu mandato, Venceslau passou por vários conflitos e ainda coincidiu com a Primeira Guerra Mundial.
Promulgou o primeiro Código Civil brasileiro, que entrou em vigor em 1 de janeiro de 1916 e que foi a primeira lei a grafar o
nome Brasil com a letra “S”. Apesar disso, seus piores problemas foram entre os militares e estados brasileiros.
Delfim Moreira (1918-1919)
Delfim Moreira assumiu o cargo de forma temporária. Apenas no tempo de serem realizadas novas eleições.
Conseguiu trabalhar o Código Civil de 1916, republicando-o com varias correções.
Epitácio Pessoa (1919-1922)
Epitácio Moreira conseguiu ganhar a eleição enquanto ainda nem estava no país. Nas eleições, ele estava na França
trabalhando no Tratado de Versalhes. Ele investiu no povo do nordeste, que sofria com a falta de água, construindo
mais de 200 açudes no nordeste (considerada a maior obra de seu governo). Substituição da libra pelo dólar, que passou
a ser o padrão de paridade monetária brasileiro. Aboliu, em 1920, a lei que bania a Família Imperial do Brasil.
Arthur Bernardes (1922-1926)
No mandato de Arthur Bernardes, houve a guerra civil no Rio Grande do Sul e outras revoltas militares.
O descontentamento com a vitória de Bernardes e com o governo de seu antecessor, Epitácio Pessoa, foram algumas das
causas do chamado Levante do Forte de Copacabana, primeira ação do movimento tenentista.
Arthur Bernardes teve que fazer frente à coluna Prestes, movimento tenentista que percorreu o país pregando mudanças
políticas e sociais e que jamais foi derrotado pelo governo.
Bernardes promoveu a única reforma da Constituição de 1891, reforma que foi promulgada em setembro de 1926 e que
alterava principalmente as condições para se estabelecer o estado de sítio no Brasil. Além disso, em seu governo o Brasil
saiu da Liga das Nações, que seria antecessora da ONU.
Washington Luís (1926-1930)
O mandato de Washington Luís se iniciou bem. Mas, terminou em uma revolução em 1930, e sua deposição.
Sua eleição foi recebida com grandes esperanças, após um período de agitações políticas.
Em seu governo, várias estradas que facilitaram a circulação no país foram construídas.
Foi o ultimo presidente da República Velha.
Júlio Prestes (nao assumiu)
Após Washington Luís, Júlio Prestes foi eleito o presidente. Porém, com a revolução de 1930, nem chegou a assumir.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Servi%C3%A7o_militar_obrigat%C3%B3rio
https://escolaeducacao.com.br/primeira-guerra-mundial/
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_Civil_brasileiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/1_de_janeiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/1916
https://escolaeducacao.com.br/tratado-de-versalhes/
https://escolaeducacao.com.br/regiao-nordeste/
https://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7ude
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nordeste
https://pt.wikipedia.org/wiki/Libra
https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%B3lar
https://escolaeducacao.com.br/geografia-do-rio-grande-do-sul/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Epit%C3%A1cio_Pessoahttps://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_do_Forte_de_Copacabana
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tenentismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Coluna_Prestes
https://pt.wikipedia.org/wiki/Constitui%C3%A7%C3%A3o_de_1891
https://pt.wikipedia.org/wiki/1926
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Getúlio Vargas (1930-1945)
Getúlio Vargas foi o presidente com maior mandato no Brasil. Ele chegou ao governo através da revolução de 1930.
Cria a Justiça Eleitoral em 1932, como parte de uma ampla reforma no processo eleitoral incentivada pela Revolução de
1930. Sua criação foi um grande avanço institucional, garantindo que as eleições tivessem o aval de um órgão teoricamente
imune à influência dos mandatários, combatendo assim as as fraudes sistemáticas nas apurações desde a Primeira República.
O primeiro período foi de 15 anos ininterruptos, de 1930 até 1945, e dividiu-se em 3 fases: de 1930 a 1934, como Chefe do
"Governo Provisório"; de 1934 até 1937 como Presidente da República do Governo Constitucional, tendo sido eleito como
Presidente da República pela Assembleia Nacional Constituinte de 1934; e, de 1937 a 1945, como Ditador, durante o Estado
Novo, implantado após um golpe de estado. Tomou várias medidas para conseguir o apoio do povo, incluindo a criação do
Ministerio do Trabalho e a Consolidação das Leis Trabalhistas.
José Linhares (1945-1946)
José Linhares ficou na presidência durante três meses, que marcaram a transição entre a queda de Getúlio Vargas e a eleição
de Eurico Gaspar. Exerceu a presidência da república do Brasil por convocação das Forças Armadas, como presidente do
Supremo Tribunal Federal (STF), após a derrubada de Getúlio Vargas, de 29 de outubro de 1945 a 31 de janeiro de 1946.
Além disso, seu mandato foi marcado por colocar muitas pessoas da família no governo.
Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)
Eurico Gaspar Dutra inaugurou o período da Quarta República. Foi o primeiro presidente eleito depois de muitos anos.
Ganhou a eleição, pelo apoio que tinha de Getúlio Vargas. A política comercial de Dutra foi criticada pela má utilização das
divisas acumuladas no curso da guerra. Na política externa, reforçou-se a aliança com os Estados Unidos e internamente
ficou caracterizado pela perseguição aos movimentos de trabalhadores e aos comunistas. Uma de suas medidas mais
polêmicas foi a proibição dos jogos de azar no Brasil, em 30 de abril de 1946. A primeira Copa do Mundo, realizada no
Brasil, foi durante o seu governo, em 1950.
Getúlio Vargas (1951-1954)
Foi presidente do Brasil em dois períodos. Getúlio Vargas tinha muito apoio do povo e conseguiu ser reeleito.
No segundo período, em que foi eleito por voto direto, Getúlio governou o Brasil como presidente da república, por 3 anos e
meio: de 31 de janeiro de 1951 até 24 de agosto de 1954.
Durante esse mandato, criou o BNDES, Banco do Nordeste, Instituto Brasileiro do Café (IBC), PETROBRAS, e a CACEX.
Um polêmico reajuste do salário mínimo, em 100%, ocasionou, em fevereiro de 1954, um protesto público, em forma de
manifesto à nação, dos militares, (um dos quais foi Golbery do Couto e Silva), contra o governo, seguido da demissão do
ministro do trabalho João Goulart.
Na madrugada de 5 de agosto de 1954, um atentado a tiros de revólver, em frente ao edifício onde residia Carlos Lacerda,
em Copacabana, no Rio de Janeiro, mata o major Rubens Florentino Vaz, da Força Aérea Brasileira (FAB), e fere, no pé,
Carlos Lacerda, jornalista e o futuro deputado federal e governador da Guanabara e membro da UDN, que fazia forte
oposição a Getúlio. O atentado foi atribuído a Alcino João do Nascimento e o auxiliar Climério Euribes de Almeida,
membros da guarda pessoal de Getúlio, chamada pelo povo de "Guarda Negra". No dia 8 de agosto, foi extinta a "Guarda
Negra". A crise política que se instalou foi muito grave, além da importância de Carlos Lacerda, a FAB, à qual o major Vaz
pertencia, tinha como grande herói o brigadeiro Eduardo Gomes, da UDN, que Getúlio derrotara nas eleições de 1950.
Por causa do crime da rua Tonelero, Getúlio foi pressionado, pela imprensa e por militares, a renunciar ou, ao menos,
licenciar-se da presidência. O Manifesto dos Generais, de 22 de agosto de 1954, pede a renúncia de Getúlio.
Foi assinado por 19 generais de exército, entre eles, Castelo Branco, Juarez Távora e Henrique Lott
Getúlio teve um governo tumultuado devido a medidas administrativas que tomou e devido as acusações de corrupção que
atingiram seu governo, gerando muitas controvérsias e levando o presidente ao suicídio, em 24 de agosto de 1954.
Café Filho (1954-1955)
Café Filho sucedeu a presidência de Getúlio Vargas, pois era o seu vice. Porém, ele ficou doente e precisou ser afastado.
https://escolaeducacao.com.br/realizacoes-de-getulio-vargas/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_Constitucional
https://pt.wikipedia.org/wiki/Assembleia_Nacional_Constituinte
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ditador
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_Novo_(Brasil)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_Novo_(Brasil)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Golpe_de_estado
https://pt.wikipedia.org/wiki/Get%C3%BAlio_Vargas
https://escolaeducacao.com.br/governo-dutra/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Proibi%C3%A7%C3%A3o_dos_jogos_de_azar_no_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Presidente_do_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Voto_direto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sal%C3%A1rio_m%C3%ADnimo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Golbery_do_Couto_e_Silva
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Goulart
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Lacerda
https://pt.wikipedia.org/wiki/Copacabana
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https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7a_A%C3%A9rea_Brasileira
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guanabara
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alcino_Jo%C3%A3o_do_Nascimento
https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_Branco
https://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_Lott
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
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Carlos Luz (1955)
Carlos Luz foi o que ficou menos tempo na presidência. Ele ficou apenas três dias, pois foi forçado a deixar o cargo.
Nereu Ramos (1955-1956)
Nereu Ramos foi presidente somente por três meses, durante a transição para o governo de Juscelino Kubitschek.
Seu governo ainda era marcado pelo caos do suicídio de Vargas.
Juscelino Kubitschek (1956-1961)
O presidente Juscelino Kubitschek foi de grande importância para a economia do país. Sua eleição foi marcada pelo plano de
ação "Cinquenta anos em cinco", marca do desenvolvimentismo, já que o ideal era trazer ao Brasil o desenvolvimento
econômico e social.
Outro fato importante do governo de JK foi a manutenção do regime democrático e da estabilidade política, que gerou um
clima de confiança e de esperança no futuro entre os brasileiros.
Lançou o Plano de Metas, em 1956, e permitiu a abertura da economia brasileira ao capital estrangeiro.
Entre 1955 e 1961, entraram mais de dois bilhões de dólares destinados às metas. Isentou de impostos de importação as
máquinas e equipamentos industriais, assim como liberou a entrada de capitais externos em investimentos de risco, desde
que associados ao capital nacional ("capital associado").
Para ampliar o mercado interno, o plano ofereceu uma generosa política de crédito ao consumidor. O país crescia 7,9% ano.
Comprou, em 1956, para a Marinha do Brasil, o seu primeiro porta-aviões, o NAeL Minas Gerais (A-11).
Promoveu a indústria naval com capital japonês, holandês e nacional, e a siderurgia com recursos estatais do BNDES e
capital japonês agregado à Usiminas.
O processo de industrialização da região Sudeste com a criação de empregos, aumenta a vinda dos nordestinos para essa
região, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, assim como imigrantes das áreas ruraisde todo o país.
JK promoveu a implantação da indústria automobilística com a vinda de fábricas de automóveis para o Brasil.
Primeiro vieram marcas europeias, inicialmente com o capital alemão (Volkswagen), francês (Simca) e nacional
com tecnologia estrangeira (Vemag). Aumentou também, a produção de petróleo da Petrobras.
Abriu as rodovias trans-regionais que uniram todas as regiões do Brasil, antes sem ligação rodoviária entre elas.
Construiu grandes usinas hidrelétricas, como Furnas, localizada em São João da Barra, e Três Marias. A construção de
Furnas foi iniciada em 1957 e concluída em 1963. Furnas formou um dos maiores lagos artificiais do mundo que banha 34
municípios mineiros e que ficou conhecido como o "Mar de Minas Gerais". Juscelino praticamente não criou nenhuma
empresa estatal, com exceção das empresas de energia hidrelétrica,
Em 15 de dezembro de 1959, JK criou a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para integrar a região
Nordeste, ao mercado nacional.
Entre 1959 e 1960, houve uma crise na obra de construção de Brasília. As verbas haviam acabado e JK entendia que não
poderia terminar o governo sem construir Brasília. Ao pedir um empréstimo de 300 milhões de dólares para o Fundo
Monetário Internacional (FMI), o órgão exigiu que o país "colocasse a casa em ordem antes de pedir ajuda financeira".
Apesar de muitos investimentos do país, ele acumulou muitas dívidas. Seu principal feito foi a construção de Brasília.
Jânio Quadros (1961)
O presidente Jânio Quadros não conseguiu resolver a crise econômica deixada por Juscelino Kubitschek.
Numa das poucas atitudes politicas positivas, criou as primeiras reservas indígenas, dentre elas o Parque Nacional do Xingu,
e os primeiros parques ecológicos nacionais. Por ter sido considerado uma figura neutra em frente à Guerra Fria, ele foi
acusado de ser comunista e ficou sem apoio político. Após sete meses, na presidencia do País, renunciou.
Ranieri Mazzilli (1961)
Ranieri ficou na presidência apenas durante três dias. Esses dias foram a transição entre o governo de Jânio Quadros e a volta
de João Goulart, que estava fora do país.
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História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
João Goulart (1961 e 1964)
A renúncia de Jânio, acentuou a situação de instabilidade política. Jango estava na China e a Constituição era clara: o vice-
presidente deveria assumir o governo. Porém, os ministros militares se opuseram à posse, pois viam nele uma ameaça ao
país. Liderada por Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul, a campanha da legalidade exigia a posse de Goulart.
Na volta da China, Goulart aguardou em Montevidéu, capital do Uruguai, a solução da crise político-militar desencadeada
após da renúncia de Jânio. Ele foi até mesmo acusado de querer criar um regime comunista no país.
O Congresso fez uma proposta conciliatória: a adoção do parlamentarismo. O presidente tomaria posse, preservando a ordem
constitucional, mas parte de seu poder seria deslocada para um primeiro-ministro, que chefiaria o governo.
No dia 2 de setembro de 1961, o sistema parlamentarista foi aprovado pelo Congresso Nacional. No dia 8 desse mês, Jango
assumiu a presidência. Tancredo Neves, do PSD de Minas Gerais, ministro do governo Vargas, tornou-se primeiro-ministro.
Ainda assim seu governo foi marcado por trocas de Primeiros Ministros, e instabilidade política, quanto econômica.
Em agosto de 1962, João Goulart sancionou a Lei 4.130, que no seu artigo 2º, eliminou a idade mínima para se
aposentar. Até o governo de Jango exigia-se idade de 55 anos para aposentadoria. A exigência de idade mínima só seria
restabelecida em 2019 por conta da Reforma da Previdência Social no Brasil.
Nesse período, foi convocado um plebiscito sobre a manutenção do parlamentarismo ou o retorno ao presidencialismo para
janeiro de 1963. O parlamentarismo foi amplamente rejeitado, graças a uma forte campanha publicitária promovida pelo
governo. Com a chegada da Ditadura Militar em 1964, Joao Goulart fugiu e deixou a presidência do Brasil, vaga.
Ranieri Mazzilli (1964)
Ranieri assumiu mais uma vez durante transição de governos. Dessa vez, por 13 dias.
Humberto Castelo Branco (1964-1967)
Esse foi o presidente que marcou o início da Ditadura Militar. Fechou o Congresso Nacional e implantou a censura à
imprensa. Promulgou o Ato Institucional 2, que aboliu o pluripartidarismo no país, criando a Aliança Renovadora
Nacional (ARENA) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que se tornaram os únicos partidos políticos
brasileiros permitidos até 1979. Reprimiu as manifestações contrárias às atitudes do governo com severidade.
Castelo Branco promoveu várias reformas políticas, econômicas e tributárias ao longo de seu mandato e através de atos,
concedeu poderes ao Presidente da República para cassar mandatos de deputados e convocar eleições indiretas.
Reformou a administração pública brasileira através do Decreto-Lei 200, e enviou um projeto de nova Constituição
brasileira, que foi aprovada pelo Congresso Nacional e entrou em vigor no dia da posse do seu sucessor, Costa e Silva, em 15
de março de 1967. Assim, quando tomou posse, em 15 de março de 1967, no mesmo dia que entrava em vigor a nova
Constituição, Costa e Silva não dispunha de nenhum ato institucional ou qualquer outro dispositivo legal autoritário.
Artur da Costa e Silva (1967-1969)
Foi o segundo Presidente do regime militar. Conhecido como Costa e Silva, esse presidente aumentou ainda mais a
repressão, com atos como a perseguição política. Seu governo iniciou a fase mais dura do regime ditatorial militar, à qual o
general Emílio Garrastazu Médici, seu sucessor, deu continuidade. Sob o governo Costa e Silva foi promulgado o AI-5, que
lhe deu poderes para fechar o Congresso Nacional, cassar políticos e institucionalizar a repressão, visto que no seu governo
houve um aumento significativo das atividades subversivas.
O governo também foi marcado pelo crescimento de 15,72% do PIB (média de 7,86%) e 10,68% da renda per capita (média
de 5,34%) graças ao Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG). Costa Silva assumiu com a inflação em 25,01% e
entregou a 19,31%, período conhecido como milagre econômico brasileiro, que duraria de 1968 até 1973.
Durante seu governo, foram criados a Embraer, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a Financiadora de Estudos e
Projetos (FINEP), o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a Superintendência de Desenvolvimento do
Centro-Oeste (SUDECO), o MovimentoBrasileiro de Alfabetização (MOBRAL), a Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos (ECT) e o Projeto Rondon.
Seu mandato terminou, devido a um derrame cerebral. Em 1969, seu governo foi sucedido por Aurelio de Lima Tavares,
Augusto Rademaker e Marcio Souza Melo, que governaram juntos, ate a chegada de um novo Presidente.
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História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Emílio Garrastazu Médici (1969-1974)
Foi o terceiro Presidente do regime militar. No governo de Médici, iniciou-se o “Milagre Econômico Brasileiro“.
Durante o seu governo, o país viveu o chamado "Milagre Brasileiro", caracterizado pelo crescimento de 55,84% do PIB
(média de 11,16%) e 42,15% da renda per capita (média de 8,43%), mas triplicando a dívida externa com aumento de
concentração de renda. Médici assumiu com a inflação em 19,31% e entregou a 15,54%. A economia do país cresceu
bastante, além das melhores condições de vida das pessoas.
No seu governo concluíram-se também projetos desenvolvimentistas como o Plano de Integração Nacional (PIN), que
permitiu a construção das rodovias Transamazônica e a Ponte Rio-Niterói, entre outras, além de grandes incentivos fiscais à
indústria e à agricultura, o PIS/PASEP, o acordo com o Paraguai para a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, até hoje
a hidrelétrica de maior produtividade no mundo. Foram ainda criadas a EMBRAPA, INFRAERO, TELEBRAS, INCRA,
DATAPREV, ELETROBRAS, BNH, EMBRAER, entre outras.
Ao longo do governo de Médici, a ditadura militar atingiu seu pleno auge, com controle das poucas atividades políticas
toleradas, a repressão e a censura às instituições civis foram reforçadas e qualquer manifestação de opinião contrário ao
sistema, foram proibidas. Foi um período marcado pelo uso sistemático e de meios violentos e repressões aos opositores do
regime (terroristas e guerrilheiros armados da VPR, MR8, COLINA, ALN, MOLIPO e VAR-PALMARES).
Em 1972, foi comemorado o sesquicentenário da Independência do Brasil, sendo trazidos de Lisboa para São Paulo os restos
mortais do Imperador D. Pedro I.
Ernesto Geisel (1974-1979)
Foi o quarto Presidente do regime militar. Seu governo foi marcado pelo início de uma abertura política e amenização do
rigor do regime militar brasileiro, com a promessa de tornar o Brasil um país mais democrático. Porém, tudo o que era
considerado oposição ainda era oprimido.
Durante sua presidência, acontece a fusão da Guanabara ao Rio de Janeiro, a divisão do Mato Grosso com a criação do
Mato Grosso do Sul, reatamento de relações diplomáticas com a República Popular da China, reconhecimento
da independência de Angola, realização de acordos nucleares com a Alemanha Ocidental, início do processo de
redemocratização do país, extinção do AI-5 e grande adiantamento da construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu.
Em 1977, em Sarandi, acontece uma invasão de terras na fazenda Annoni, que dá início ao MST, existente até hoje.
Implementa II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), política desenvolvimentista que ajudou a manter a economia
aquecida, o parque industrial em expansão e o nível de empregos após o primeiro choque do petróleo (1973), mas que causou
agravamento da dívida externa e dos problemas monetários ocasionadores da hiperinflação das décadas seguintes, legando
um estado de recessão já no governo do sucessor João Figueiredo.
Inaugurou as primeiras linhas do metrô em São Paulo e no Rio de Janeiro. Criação da CODEVASF, BB Tecnologia e
Serviços, Nuclep, INAMPS (atual SUS) e Crédito Educativo (atual FIES).
Em 27 de junho de 1975, no mandato de Ernesto Geisel, foi assinado o acordo nuclear entre Brasil e Alemanha.
Para executar as atividades do acordo foi criada a empresa estatal, Nuclebrás.
A economia desacelera e os números conquistados pelo milagre econômico brasileiro (1969–1973) caem.
Geisel assumiu com uma inflação em 15,54% e deixou o cargo com 40,81%. Seu mandato, finalizou com muitas dívidas.
João Figueiredo (1979-1985)
João Figueiredo foi o último presidente do Regime Militar. No mandato de João Figueiredo, a democracia realmente ficou
mais aberta. O mandato foi marcado pela continuação da abertura política iniciada no governo Geisel.
Pouco tempo depois de assumir o cargo, houve uma concessão de anistia "ampla, geral e irrestrita" aos políticos cassados
com base em atos institucionais. Comeca o movimento de modernizar a agricultura do país.
Em 1980, extinguiu-se o bipartidarismo instaurado. A partir deste fato, foi criado o Partido do Movimento Democrático
Brasileiro (PMDB) como sucessor do MDB, e o Partido Democrático Social (PDS) como sucessor do ARENA, além de
outros novos partidos.
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História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
A gestão ficou marcada pela grave crise econômica que assolou o mundo, com as altas taxas de juros internacionais,
pelo segundo choque do petróleo em 1979, a disparada da inflação, que passou de 45% ao ano para 215% ao longo de seis
anos, e com a dívida externa crescente no Brasil, que, pela primeira vez, rompeu a marca dos 100 bilhões de dólares, o que
levou o governo a recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em 1982.
Em 1982, houve a criação do Estado de Rondônia. No ano seguinte, iniciaram-se as campanhas das Diretas Já, que acabaram
rejeitadas no Congresso Nacional. Entretanto, o governo Figueiredo permitiu a eleição presidencial indireta, que decretaria o
fim do Regime Militar.
Os seis anos do seu mandato registraram crescimento de 13,93% do PIB (média de 2,34%), porém com redução de 0,17%
da renda per capita. Figueiredo assumiu com a inflação em 40,81% e entregou a 215,27%.
Tancredo Neves (nao assumiu)
Tancredo Neves ganhou as eleições de 1985. Seu partido era de oposição a João Figueiredo. Porém, ele adoeceu e faleceu
antes mesmo da posse.
José Sarney (1985-1990)
José Sarney era o vice-presidente de Tancredo Neves. Por isso, tomou posse da presidência do Brasil.
Sarney foi o primeiro civil a tomar posse do governo presidencial após os anos da ditadura.
Uma nova Constituição (atual de 1988), foi estabelecida em seu mandato, com a abertura de novas eleições e o fim da
repressão política. Na política externa, assinou a declaração do Iguaçu, que iniciou o projeto de implantação do Mercosul.
Junto com o ministro da fazenda Dilson Funaro realizou os planos Cruzado e Cruzado II, que congelaram preços com o
intuito de conter o aumento dos preços. Mesmo ambos os planos tendo falhado, Sarney tentou novamente congelar os preços
com o plano Bresser e o plano Verão, que igualmente não surtiram efeito. A economia ficou descontrolada, em seu governo
(1985 -1990), entregando o pais com uma inflação a 1972,91%.
Fernando Collor de Mello (1990-1992)
Fernando Collor foi o presidente mais jovem do país. Durante a sua gestão empreendeu estrategicamente um combate a
alguns funcionários públicos que recebiam salários altos e desproporcionais. Com vistas a angariar apoios na campanha
presidencial que estava por vir, a imprensa o tornou conhecido nacionalmente como "Caçador de Marajás".
Seu governo foi marcado pela abertura do mercado nacional às importações e pelo início de um programa nacional de
desestatização, além dos três separados, planos econômicos, para estabilização da inflação, que foram implementados durante
os dois anos do governo Collor. Os dois primeiros, Plano Collor I e II, foram encabeçados pela Ministra da Fazenda Zélia
Cardoso de Mello. Em maio de 1991, Zélia foi substituída por Marcílio Marques Moreira, que instituiu o "Plano Marcílio".
O plano Collor, que no início teve uma boa aceitação, acabou por aprofundar a recessão econômica, confiscando as
poupancas, congelando depositos bancarios e salarios, colaborada pela extinção, em 1990, de mais de 920 mil postos de
trabalho e uma inflação na casa dos 1200% ao ano; junto a isso, denúncias de corrupção política envolvendo o tesoureiro de
Collor, Paulo César Farias, feitas por seu irmão Pedro Collor de Mello, culminaram com um processo de impugnação de
mandato (impeachment).
O processo, antes de aprovado, fez com que o presidente renunciasse ao cargo em 29 de dezembro de 1992, deixando-o para
seu vice Itamar Franco, horas antes de ser condenado pelo Senado por crime de responsabilidade, perdendo os direitos
políticos por oito anos. Seu governo foi marcado por grandes inflações e uma economia controversa.
Itamar Franco (1992-1995)
Itamar Franco assumiu no lugar de Collor de Mello. Em seu governo foi criado o Plano Real, que conseguiu resolver as
crises geradas pela alta inflação. Durante seu governo realizou‐se um plebiscito sobre a forma de governo do Brasil; entre
a República Presidencialista e a Monarquia Parlamentar. O resultado final, como previsto e desejado, pelos proponentes
republicanos, contra a fragil monarquia, apos um atraso de mais de um seculos, foi infelizmente, a permanência da forma
de governo Repúblicano Presidencialista. no Brasil.
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História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Fernando Henrique Cardoso (1995-2003)
Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro presidente a governar por dois mandatos consecutivos.
Em seu governo, houve muitas privatizações, além de políticas para a melhoria da educação.
Em 1996, o governo passou a almejar uma reforma no segundo grau com a separação do ensino regular e o ensino
profissionalizante por meio da aprovação de uma nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Em 1998, foi realizado o primeiro Exame Nacional do Ensino Médio, que teve como finalidade avaliar anualmente
o aprendizado dos alunos do ensino médio em todo o país para auxiliar o ministério na elaboração de políticas pontuais
e estruturais de melhoria do ensino brasileiro. Prosseguiu com o Plano Real, conseguindo estabilizar a economia,
porém, mais tarde, no segundo mandato, se iniciou uma nova crise econômica.
Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011)
Em seu governo, Lula foi muito popular. Inclusive, conseguiu ser reeleito. No mandato de Lula, políticas relacionadas a
pobreza e desigualdades no país foram implantadas. Isso fez com que a economia se mantivesse estável.
Seu governo foi bem visto internacionalmente. Em 2018, é acusado em varios inqueritos por corrupção e desvio de verbas,
bem como de uso de caixa dois, e acaba sendo preso por corrupção ativa e passiva. E réu, em outros processos similares.
Dilma Rousseff (2011-2016)
Dilma Rousseff foi a primeira mulher presidente do Brasil. Ela foi eleita duas vezes e continuou com os programas
implantados no governo de Lula. Porém, o país entrou em profunda crise e ela foi perdendo o apoio politico e do povo.
Dilma foi afastada da presidencia, através de um processo legislativo, de impeachment.
Michel Temer (2017-2018)
Temer assumiu no lugar de Dilma. A Operação Lava Jato, uma investigação sobre corrupção, entre os políticos brasileiros,
marcou muito o seu mandato. Inclusive, ele estava entre os prováveis acusados e indiciados.
Jair Messias Bolsonaro (2019-atual)
O governo de Bolsonaro é marcado por seus discursos contra a corrupção. Em seu governo, ele flexibilizou o porte de armas
(com algumas condições), reduziu os 39 ministérios para apenas 22 e entregou a proposta para a Reforma da Previdência.
Novas propostas de Reformas Administrativa e Tributária, serão apresentadas. Seu mandato ainda está em curso.
Hoje temos um Presidente honrado, patriota e não corrupto, entretanto este, não ficará para sempre na presidencia.
Outros poderes da República (legislativo e judiciario), tentam de todas as formas atrapalhar o seu governo, impedindo as
necessarias mudancas que o País precisa, alem do que novos politicos (com ideais republicanos), irão ainda sucede-lo,
com suas ideias (boas e ruins), num regime republicano que sempre foi instavel, e totalmente imprevisível.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Diretrizes_e_Bases_da_Educa%C3%A7%C3%A3o_Nacional
https://pt.wikipedia.org/wiki/Exame_Nacional_do_Ensino_M%C3%A9dio
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Até o próprio Marechal Deodoro da Fonseca, tinha noção do desastre que iria provocar.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Todos os personagens do golpe da Proclamação da República, se arrependeram profundamente de tê-la feito.
DIFERENTES RESULTADOS
2 IMPERADORES x 37 PRESIDENTES
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Na verdade ja se passaram 131 anos. Faltou acrescentar, o desgoverno e impeachment da Dilma Roussef.
Definitivamente, a República, falhou no Brasil
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Mesmo Getulio Vargas, que foi o 14º e 17º Presidente do Brasil, confessou ...
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Um verdadeiro Rei, sabe que há um Rei, maior que todos os outros Reis.
Se voce pensa em atraso, pense outra vez, pois as nações com o maior IDH, são em sua maioria, Monarquias.
Dos 50 paises mais corruptos do mundo, todos são Repúblicas Presidencialistas.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
A Monarquia Parlamentar, separa eficazmente, o Estado do Governo, evitando assim abusos, desvios e excessos.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
O povo, não participou, em nenhum momento, da Proclamação da República, e com o decorrer dos anos, esse evento
foi sendo contado de forma diferente pelos professores e livros de historia, que passaram a enaltecer uma República
que nunca deu certo, altamente impopular e anti-democratica. Ao mesmo tempo, passam a denegrir a Monarquia,
o Imperio, nossos monarcas, suas glorias e suas conquistas, todas em favor do povo brasileiro.
A Monarquia apesar de conservadora e tradicionalista, pois defende a família e os valores cristãos, é democratica,
defende o estado laico, onde todas as outras formas de crenças religiosas, possam ser exercidas, sem problema.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
A MONARQUIA PARLAMENTAR E INFINITAMENTE SUPERIOR A REPUBLICA PRESIDENCIALISTA.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
Com a queda da Monarquia, todos os títulos nobliarquicos (Barão, Marques, Visconde, Conde, Duque), tornaram-se
sem efeito e perderam seu valor e nobreza. Entretanto, os títulos de Principe do Brasil e Princesa do Brasil, continuaram
intocaveis, e são ate hoje empregados, aos membros da Família Imperial Brasileira, de Orleans e Bragança.
Apesar de atualmente nao mais reinarem a naçao, o trono brasileiro, apenas encontra-se, momentaneamente vago.
Chefes da Casa Imperial do Brasil (Imperadores do Brasil).
Dom Pedro I, Dom Pedro II, Princesa Isabel, Dom Luiz, Dom Pedro Henrique, Dom Luis
- Continuidade – Unidade – Estabilidade -
Todos os Chefes da Casa Imperial Brasileira, foram “Imperadores de facto” (Dom Pedro I e Dom Pedro II), ou
“Regentes de facto” (como a Princesa Isabel) ou “Imperador de jure” (Dom Luiz, Dom Pedro Henrique, Dom Luis).
Atual linha de sucessão da Casa Imperial Brasileira (Principes Imperiais do Brasil) :
1º na linha de sucessão Dom Luis de Orleans e Bragança – Chefe Casa Imperial - Imperador “de jure”.
2º na linha de sucessão Dom Bertrand de Orleans e Bragança – Principe Imperial do Brasil
3º na linha de sucessão Dom Antônio João de Orleans e Bragança – Principe do Brasil
4º na linha de sucessão Dom Rafael Antônio Maria de Orleans e Bragança – Principe do Brasil
5ª na linha de sucessão Dona Maria Gabriela Fernanda de Orléans e Bragança – Princesa do Brasil
6ª na linha de sucessão Dona Eleonora de Ligne de Orléans e Bragança – Princesa do Brasil
7ª na linha de sucessão Dom Henri de Ligne – Principe do Brasil
História Politica - Queda da Monarquia e imposição da República no Brasil.
- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)A Monarquia Parlamentar, é uma forma de governo, muito superior a República Presidencialista, pois impede qualquer
tipo de atitudes ilícitas, de políticos mal intencionados, pois eficazmente, separa o Estado, do Governo, garantindo a ambos,
o bom funcionamento de suas instituicoes.
O monarca, por ser apartidario (desligado de partidos) e supra-partidario (acima dos partidos), alem de exclusivamente
munido do Poder Moderador, acompanha os principais projetos de governo, monitora o parlamento, os politicos, e demais
servidores publicos e entidades governamentais, evitando desvios, abusos, excessos e corrupção, com total isenção.
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
O Monarca (com termo de regencia vitalício), é apolítico e suprapartidário, totalmente isento para tomada de decisões
e tem sempre com ele, um Primeiro Ministro (sem termo de regencia definido), um político eleito pelo povo para ser
Membro do Parlamento, que porventura podera ser escolhido, entre os parlamentares, para se tornar o representante do
parlamento, ou seja, o Primeiro Ministro, que junto com o legislativ o, irá realmente, administrar o Pais, promulgando
as suas leis.
Entretanto, esse Primeiro Ministro, somente ficará no poder, enquanto for útil e servir aos interesses da nação.
Se perder a legitimidade, a confiança do povo, do imperador, ou do próprio parlamento, é substituído imediatamente,
por outro político, membro desse parlamento, sem a necessidade de aguardar outros 4 anos para substitui-lo (todos os
políticos, eleitos pelo povo, são verdadeiros representantes do povo, de cada um de seus estados).
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
CÍRCULOS E GRUPOS MONÁRQUICOS CATALOGADOS
PELA CONFEDERAÇÃO MONÁRQUICA DO BRASIL EM 31/12/2019
AMAPÁ
Círculo Monárquico de Macapá
Facebook: https://www.facebook.com/CirculoMonarquicoDeMacapa/
Instagram: https://www.instagram.com/circuloap/
AMAZONAS
Movimento Monárquico Amazonense
Facebook: https://www.facebook.com/monarquiaam/
Ata de fundação: https://bit.ly/2NoFTK4
Estatuto social: https://bit.ly/2tDoGUi
Requerimento de registro em cartório: https://bit.ly/2U2do7r
Círculo Monárquico Manauara (Manaus)
Facebook: https://www.facebook.com/monarquiamao/
Instagram: https://www.instagram.com/monarquiamao/
BAHIA
Círculo Monárquico de Salvador
Instagram: https://www.instagram.com/cmandrereboucas/
E-mail: cmandrereboucas@gmail.com
Círculo Monárquico Vale do São Francisco
Facebook: https://www.facebook.com/cmvasf
Instagram: https://www.instagram.com/circulomonarquicovasf/
E-mail: circulombrasil@gmail.com
CEARÁ
Círculo Monárquico de Cariri
Facebook: https://www.facebook.com/circulomonarquicodocariri/
Site: https://www.circulomonarquicodocariri.com.br
DISTRITO FEDERAL
Brasília Capital do Império
Facebook: https://www.facebook.com/brasiliacapitaldoimperio/
E-mail: contato@brasiliacapitaldoimperio.com.br
Círculo Monárquico Brasileiro
Facebook: https://www.facebook.com/CirculoMonarquicoBrasileiro/
ESPÍRITO SANTO
Monarquistas do Espírito Santo
Facebook: https://www.facebook.com/MonarquistasES/
E-mail: monarquistas.espiritosanto@gmail.com
Círculo Monárquico de Aracruz
Facebook: https://www.facebook.com/monarquiaaracruz
GOIÁS
Círculo Monárquico de Goiânia
Instagram: https://www.instagram.com/cmgoianiacondedosarcos/
Círculo Monárquico do Centro Goiano
Facebook: https://www.facebook.com/cmcentrogoiano/
Instagram: https://www.instagram.com/cmcgoiano
Círculo Monárquico de Rio Verde
Facebook: https://www.facebook.com/monarquiarv/
Estatuto: https://goo.gl/Z9qZh2
https://www.facebook.com/CirculoMonarquicoDeMacapa/
https://www.instagram.com/circuloap/
https://www.facebook.com/monarquiaam/
https://bit.ly/2NoFTK4
https://bit.ly/2tDoGUi
https://bit.ly/2U2do7r
https://www.facebook.com/monarquiamao/
https://www.instagram.com/monarquiamao/
https://www.instagram.com/cmandrereboucas/
mailto:cmandrereboucas@gmail.com
https://www.facebook.com/cmvasf
https://www.instagram.com/circulomonarquicovasf/
mailto:ciculombrasil@gmail.com
https://www.facebook.com/circulomonarquicodocariri/
https://www.circulomonarquicodocariri.com.br/
https://www.facebook.com/brasiliacapitaldoimperio/
mailto:contato@brasiliacapitaldoimperio.com.br
https://www.facebook.com/CirculoMonarquicoBrasileiro/
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mailto:monarquistas.espiritosanto@gmail.com
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https://www.facebook.com/cmcentrogoiano/
https://www.instagram.com/cmcgoiano
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MARANHÃO
Círculo Monárquico de São Luís
Facebook: https://www.facebook.com/circulomonarquicodesaoluis/
E-mail: monarquiapiaui@gmail.com
MATO GROSSO
Monarquia MT
Facebook: https://www.facebook.com/principepantaneiro/
MINAS GERAIS
Círculo Monárquico de Espera Feliz
Facebook: https://www.facebook.com/CMEsperaFeliz/
Círculo Monárquico de Montes Claros
Facebook: https://www.facebook.com/circulomonarquicodemontesclaros/
Estatuto: https://goo.gl/Y3hu3c
Círculo Monárquico de Patos de Minas
Facebook: https://www.facebook.com/aveimperiodobrasil/
Círculo Monárquico de Uberlândia
Facebook: https://www.facebook.com/circulomonarquicodeuberlandia/
PARÁ
Nexo Monarquia (Belém)
Facebook: https://www.facebook.com/nexomonarquia/
PARANÁ
Frente D. Pedro II - Curitiba
Facebook: https://m.facebook.com/FrenteD.PedroII/
Círculo Monárquico Dragões da Fronteira - Foz do Iguaçu (PR)
E-mail: dragoesdafronteira@gmail.com
Movimento Monárquico de Maringá
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Estatuto: https://goo.gl/bGSreX
Círculo Monárquico de Ponta Grossa
Site: https://www.monarquiapg.com
PERNAMBUCO
Organização Império do Brasil - PERNAMBUCO
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E-mail: xreidsonvc@hotmail.com
PIAUÍ
Círculo Monárquico do Piauí
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Estatuto: https://drive.google.com/file/d/1WMvZ--UqvFjnT7_sgdUHxT23_XxAFslv/view
RIO GRANDE DO NORTE
Círculo Monárquico do Rio Grande do Norte
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RIO GRANDE DO SUL
Círculo Monárquico de Porto Alegre
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RORAIMA
Círculo Monárquico Roraimense
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Instagram: https://www.instagram.com/monarquiarr/SANTA CATARINA
Instituto Monárquico Catarinense (Florianópolis)
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Instagram: https://www.instagram.com/institutoimperialcatarinense/
SERGIPE
Círculo Monárquico de Sergipe
Facebook: https://www.facebook.com/circulomonarquicodesergipe/
E-mail: daniloiuri@hotmail.com
SÃO PAULO
Círculo Monárquico de Dracena
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Círculo Monárquico de Paraibuna
Facebook:https://www.facebook.com/cmp.paraibuna
Instagram: https://www.instagram.com/cmparaibuna_sp/
E-mail: cmpparaibuna@yahoo.com.br
Círculo Monárquico de Piracicaba
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Instagram: https://www.instagram.com/cmpiracicaba/
Grupo Nação Real - São Paulo
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RIO DE JANEIRO
Círculo Monárquico de Angra dos Reis (Facebook)
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Tel: 24 998152103
End: Rua Honório Lima 170, Centro
Círculo Monárquico de Cabo Frio
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Estatuto: https://goo.gl/EZYMKi
Círculo Monárquico de Campos
Instagram: https://www.instagram.com/cmonarquicodecampos/
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Círculo Monárquico de Duque de Caxias
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E-mail: contato@liberalcaxiense.com.br
Círculo Monárquico de Guapimirim
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Facebook: https://www.facebook.com/circulomonarquicoguapi/
E-mail: cmguapimirim.org@hotmal.com
Estatuto: https://bit.ly/2SQIXzQ
Círculo Monárquico de Macaé
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Instagram: https://www.instagram.com/cm_macae/
E-mail: monarquiamacae@gmail.com
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Círculo Monárquico do Rio de Janeiro
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Estatuto: https://bit.ly/2sNhFzT
Círculo Monárquico de Teresópolis
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______
ACRE |
ALAGOAS |
MATO GROSSO DO SUL | Ainda não possuem Círculos Monárquicos (14/02/2020)
PARAÍBA |
RONDÔNIA ______ |
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- Autor: Paulo M. Hoffmann –– Versão 04 (26/07/2020)
O BRASIL E IMPERIO, SERÁ REPUBLICA E DEPOIS SERÁ IMPERIO NOVAMENTE.
COM ESSE SIGNAL VENCERÁS
� Só tive um protetor: Solano López. Devo a ele, que provocou a Guerra do Paraguai, a minha carreira�.
(Uma grande mentira, visto que Dom Pedro II, era seu amigo desde jovem, e a ele devia vários favores)
� �Eu queria acompanhar o caixão do Imperador, que já está idoso e a quem respeito muito, mas o velho
já não regula. Se ele assim quer, que leve à breca a Monarquia! Façamos a República�.
� �Enfim, se a coisa é contra os casacas (civis), tenho lá em casa uma espingarda velha.�
� �A esta hora V. Exa. deve ter conhecimento de que tramam algo por aí além.
� �Creio que ele não amanhece, e se ele morrer a revolução está gorada. Os senhores, civis podem salvar-se, mas nós, militares, arrastaremos as consequências das nossas responsabilidades.�.
� ��que não prendera para ganhar tempo e poder se acautelar�.
�Preparemo-nos para vencer ou morrer. Guardemos o último cartucho para saltar nossos miolos caso sejamos infelizes na luta contra o governo infame�
�Impressionou-me a profunda tristeza que se estampava na fisionomia dos oficiais, quer superiores, quer subalternos. Floriano conservava a serenidade que lhe é habitual�.
� �Conferência! Pois o Marechal Deodoro, não tendo recebido do governo nenhum comando militar, aqui se
� �Sim, mas as bocas no Paraguai eram inimigas, e aquelas que Vossa Excelência está vendo,
� �Vossa Excelência e seus colegas estão demitidos por haverem perseguido o Exército.
Os senhores não têm nem nunca tiveram patriotismo. Patriotismo tem tido o Exército,
e disso deu provas exuberantes durante a campanha do Paraguai. �
� �A vida política, senhor general, tem também os seus dissabores.
E a prova disso tenho agora, em que sou obrigado a ouvi-lo�.
- �Quanto ao imperador, tem a minha dedicação, sou seu amigo, devo-lhe favores;
seus direitos serão respeitados e garantidos. �
� �Descanse, a nossa causa triunfou. Deixe ao povo essa manifestação�.
O povo, em sua imensa maioria, amava e respeitava o Imperador D. Pedro II (mais de 90% do povo).
� �Agitem o povo, que a República, ainda não está proclamada�
� �Esse Não! Que leve a breque a Monarquia, venha então a República�.
� �É tarde, a República já está feita e o novo governo constituído. Os principais culpados de tudo isso são
� �Se eu for, o velho chora, eu choro também, e está tudo perdido�. (Marechal Deodoro)
�O povo, reunido em massa, na Câmara Municipal, fez proclamar, na forma de lei, ainda vigente,
pelo vereador mais moço, após a revolução que aboliu a monarquia no Brasil, o governo republicano�
�Convencidos de que os representantes das classes militares, que virtualmente exercem as funções de governo no Brasil, sancionarão este ato, esperam os abaixo-assinados a pronta e imediata proclamação da República (os �abaixo-assinados� se ...
� �Diga ao Povo, que a República esta proclamada� (Marechal Deodoro) � Por isso o termo �proclamação�.
�Fica proclamada provisoriamente, e decretada como forma de governo da nação brasileira, a República Federativa no Brasil�.
�Talvez seja devido a essa Lei Aurea, que estejamos indo para o estrangeiro, mas se as coisas fossem repostas, não hesitaria em assiná-la novamente�
Todos os presidentes do Brasil e seus feitos mais marcantes.
Deodoro da Fonseca (1889-1891)
Floriano Peixoto (1891-1894)
Prudente de Moraes (1894-1898)
Prudente de Morais foi o primeiro presidente eleito no Brasil. Ele também foi o primeiro a não ser militar.
Com seu governo, finaliza-se o período conhecido como a República das Espadas e tem início o período conhecido como República das Oligarquias. Nesta fase, que durou até 1930,os grandes fazendeiros de São Paulo e Minas Gerais tiveram influência e part...
- No campo político, seu governo foi marcado pela disputa entre dois grupos, representantes de interesses econômicos diferentes. Um grupo, mais forte, era o dos grandes fazendeiros da região sudeste que exigiam medidas que os favorecessem. Do outro la...
- Tomou medidas no intuito de retirar da política os militares, colocando em seus lugares civis representantes dos grupos econômicos dominantes (principalmente cafeicultores). Estas medidas políticas favoreceram a descentralização do poder (defendida ...
- Combateu, com tropas militares federais, a Guerra de Canudos, no sertão nordestino (interior da Bahia) entre 1896 e 1897. O movimento de Canudos tinha como causa principal a miséria do povo do sertão e, ao invés de resolver com políticas sociais, Pr...
- No campo econômico, o governo Prudente de Morais enfrentou crise e inflação elevada. Embora tenha adotado medidas
para estimular a indústria, a insatisfação popular com os baixos salários e a carestia, tanto no campo quanto nas cidades.
Campos Sales (1898-1902)
Campos Sales tinha como principal objetivo a estabilidade. Para pagar a grande dívida externa do Brasil, feita pelos tres primeiros governos republicanos, ele fez negociações com bancos ingleses. Em troca do empréstimo de dez milhões de libras para o ...
Manteve o comprometimento em reduzir a inflação da moeda brasileira. Se esforçou para tirar o país da crise econômica.
Rodrigues Alves (1902-1906)
O presidente teve um grande sucesso como governante. Grandes obras na cidade do Rio de Janeiro foram organizadas por Rodrigues Alves, na época capital da República, a qual apresentava construções irregulares, acúmulo de lixo e proliferação de diversas...
No seu governo, a economia foi fortalecida. Em seu mandato o Acre passou a fazer parte do Brasil.
Depois de Venceslau Brás, ele foi reeleito. Mas, não assumiu por falecimento.
Afonso Pena (1906-1909)
Afonso Pena foi o 6.º presidente do Brasil em uma época de grande prosperidade com a política de valorização do café.
Criou o Serviço Geológico e Mineralógico, para pesquisa e aproveitamento das riquezas minerais do país.
Melhorou a esquadra com a aquisição de vários navios, entre eles os couraçados, Minas Gerais e São Paulo.
Além de organizar a construção de várias estradas de ferro, facilitando o transporte no país.
Afonso Pena apoiou a imigração no país, que colaborou com a povoação do Brasil.
Faleceu antes de terminar o mandato.
Nilo Peçanha (1909-1910)
Logo que Afonso Pena faleceu, Nilo Peçanha assumiu. Foi descrito como sendo mulato e frequentemente ridicularizado na imprensa em charges e anedotas que se referiam à cor da sua pele Ele criou o Serviço de Proteção aos Índios, cuja direção foi entregu...
Hermes da Fonseca (1910-1914)
O Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca foi um militar e político brasileiro, presidente do Brasil entre 1910 e 1914.
Era sobrinho do primeiro presidente, Deodoro da Fonseca. Seu governo foi marcado por revoltas civis e militares.
Reformou o Exército e o Ministério com a criação de serviços técnicos e administrativos. Dessas inovações, a mais importante foi a instituição do serviço militar obrigatório, conquanto essa lei só fora legitimada em 1964.
Ele teve que renegociar a dívida externa (segundo �funding loan�), por enfrentar graves problemas econômicos.
Venceslau Brás (1914-1918)
Delfim Moreira (1918-1919)
Delfim Moreira assumiu o cargo de forma temporária. Apenas no tempo de serem realizadas novas eleições.
Conseguiu trabalhar o Código Civil de 1916, republicando-o com varias correções.
Epitácio Pessoa (1919-1922)
Epitácio Moreira conseguiu ganhar a eleição enquanto ainda nem estava no país. Nas eleições, ele estava na França trabalhando no Tratado de Versalhes. Ele investiu no povo do nordeste, que sofria com a falta de água, construindo
mais de 200 açudes no nordeste (considerada a maior obra de seu governo). Substituição da libra pelo dólar, que passou
a ser o padrão de paridade monetária brasileiro. Aboliu, em 1920, a lei que bania a Família Imperial do Brasil.
Arthur Bernardes (1922-1926)
No mandato de Arthur Bernardes, houve a guerra civil no Rio Grande do Sul e outras revoltas militares.
O descontentamento com a vitória de Bernardes e com o governo de seu antecessor, Epitácio Pessoa, foram algumas das causas do chamado Levante do Forte de Copacabana, primeira ação do movimento tenentista.
Arthur Bernardes teve que fazer frente à coluna Prestes, movimento tenentista que percorreu o país pregando mudanças políticas e sociais e que jamais foi derrotado pelo governo.
Bernardes promoveu a única reforma da Constituição de 1891, reforma que foi promulgada em setembro de 1926 e que alterava principalmente as condições para se estabelecer o estado de sítio no Brasil. Além disso, em seu governo o Brasil
saiu da Liga das Nações, que seria antecessora da ONU.
Washington Luís (1926-1930)
O mandato de Washington Luís se iniciou bem. Mas, terminou em uma revolução em 1930, e sua deposição.
Sua eleição foi recebida com grandes esperanças, após um período de agitações políticas.
Em seu governo, várias estradas que facilitaram a circulação no país foram construídas.
Foi o ultimo presidente da República Velha.
Júlio Prestes (nao assumiu)
Após Washington Luís, Júlio Prestes foi eleito o presidente. Porém, com a revolução de 1930, nem chegou a assumir.
Getúlio Vargas (1930-1945)
Getúlio Vargas foi o presidente com maior mandato no Brasil. Ele chegou ao governo através da revolução de 1930.
Cria a Justiça Eleitoral em 1932, como parte de uma ampla reforma no processo eleitoral incentivada pela Revolução de 1930. Sua criação foi um grande avanço institucional, garantindo que as eleições tivessem o aval de um órgão teoricamente imune à inf...
O primeiro período foi de 15 anos ininterruptos, de 1930 até 1945, e dividiu-se em 3 fases: de 1930 a 1934, como Chefe do "Governo Provisório"; de 1934 até 1937 como Presidente da República do Governo Constitucional, tendo sido eleito como Presidente ...
José Linhares (1945-1946)
José Linhares ficou na presidência durante três meses, que marcaram a transição entre a queda de Getúlio Vargas e a eleição de Eurico Gaspar. Exerceu a presidência da república do Brasil por convocação das Forças Armadas, como presidente do Supremo Tr...
Além disso, seu mandato foi marcado por colocar muitas pessoas da família no governo.
Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)
Eurico Gaspar Dutra inaugurou o período da Quarta República. Foi o primeiro presidente eleito depois de muitos anos. Ganhou a eleição, pelo apoio que tinha de Getúlio Vargas. A política comercial de Dutra foi criticada pela má utilização das divisas a...
Getúlio Vargas (1951-1954)
Foi presidente do Brasil em dois períodos. Getúlio Vargas tinha muito apoio do povo e conseguiu ser reeleito.
No segundo período, em que foi eleito por voto direto, Getúlio governou o Brasil como presidente da república, por 3 anos e meio: de 31 de janeiro de 1951 até 24 de agosto de 1954.
Café Filho (1954-1955)
Café Filho sucedeu a presidência de Getúlio Vargas, pois era o seu vice. Porém, ele ficou doente e precisou ser afastado.
Carlos Luz (1955)
Carlos Luz foi o que ficou menos tempo na presidência. Ele ficou apenas três dias, pois foi forçado a deixar o cargo.
Nereu Ramos (1955-1956)
Nereu Ramos foi presidente somente por três meses, durante a transição para o governo de Juscelino Kubitschek.
Seu governo ainda era marcado pelo caos do suicídio de Vargas.
Juscelino Kubitschek (1956-1961)
O presidente Juscelino Kubitschek foi de grande importância para a economia do país. Sua eleição foi marcada pelo plano de ação "Cinquenta anos em cinco", marca do desenvolvimentismo, já que o ideal era trazer ao Brasil o desenvolvimento econômico e ...
Apesar de muitos investimentos do país, ele acumulou muitas dívidas. Seu principal feito foi a construção de Brasília.
Jânio Quadros (1961)
O presidente Jânio Quadros não conseguiu resolvera crise econômica deixada por Juscelino Kubitschek.
Numa das poucas atitudes politicas positivas, criou as primeiras reservas indígenas, dentre elas o Parque Nacional do Xingu, e os primeiros parques ecológicos nacionais. Por ter sido considerado uma figura neutra em frente à Guerra Fria, ele foi acusa...
Ranieri Mazzilli (1961)
Ranieri ficou na presidência apenas durante três dias. Esses dias foram a transição entre o governo de Jânio Quadros e a volta de João Goulart, que estava fora do país.
João Goulart (1961 e 1964)
A renúncia de Jânio, acentuou a situação de instabilidade política. Jango estava na China e a Constituição era clara: o vice-presidente deveria assumir o governo. Porém, os ministros militares se opuseram à posse, pois viam nele uma ameaça ao país. Li...
Na volta da China, Goulart aguardou em Montevidéu, capital do Uruguai, a solução da crise político-militar desencadeada após da renúncia de Jânio. Ele foi até mesmo acusado de querer criar um regime comunista no país.
O Congresso fez uma proposta conciliatória: a adoção do parlamentarismo. O presidente tomaria posse, preservando a ordem constitucional, mas parte de seu poder seria deslocada para um primeiro-ministro, que chefiaria o governo.
Nesse período, foi convocado um plebiscito sobre a manutenção do parlamentarismo ou o retorno ao presidencialismo para janeiro de 1963. O parlamentarismo foi amplamente rejeitado, graças a uma forte campanha publicitária promovida pelo governo. Com a ...
Ranieri Mazzilli (1964)
Ranieri assumiu mais uma vez durante transição de governos. Dessa vez, por 13 dias.
Humberto Castelo Branco (1964-1967)
Esse foi o presidente que marcou o início da Ditadura Militar. Fechou o Congresso Nacional e implantou a censura à imprensa. Promulgou o Ato Institucional 2, que aboliu o pluripartidarismo no país, criando a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e o Mov...
brasileiros permitidos até 1979. Reprimiu as manifestações contrárias às atitudes do governo com severidade.
Castelo Branco promoveu várias reformas políticas, econômicas e tributárias ao longo de seu mandato e através de atos, concedeu poderes ao Presidente da República para cassar mandatos de deputados e convocar eleições indiretas.
Reformou a administração pública brasileira através do Decreto-Lei 200, e enviou um projeto de nova Constituição brasileira, que foi aprovada pelo Congresso Nacional e entrou em vigor no dia da posse do seu sucessor, Costa e Silva, em 15 de março de 1...
Artur da Costa e Silva (1967-1969)
Emílio Garrastazu Médici (1969-1974)
Foi o terceiro Presidente do regime militar. No governo de Médici, iniciou-se o �Milagre Econômico Brasileiro�.
Ernesto Geisel (1974-1979)
Foi o quarto Presidente do regime militar. Seu governo foi marcado pelo início de uma abertura política e amenização do rigor do regime militar brasileiro, com a promessa de tornar o Brasil um país mais democrático. Porém, tudo o que era considerado o...
Durante sua presidência, acontece a fusão da Guanabara ao Rio de Janeiro, a divisão do Mato Grosso com a criação do
Mato Grosso do Sul, reatamento de relações diplomáticas com a República Popular da China, reconhecimento da independência de Angola, realização de acordos nucleares com a Alemanha Ocidental, início do processo de redemocratização do país, extinção do ...
Em 1977, em Sarandi, acontece uma invasão de terras na fazenda Annoni, que dá início ao MST, existente até hoje.
Implementa II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), política desenvolvimentista que ajudou a manter a economia aquecida, o parque industrial em expansão e o nível de empregos após o primeiro choque do petróleo (1973), mas que causou agravamento da ...
João Figueiredo (1979-1985)
João Figueiredo foi o último presidente do Regime Militar. No mandato de João Figueiredo, a democracia realmente ficou mais aberta. O mandato foi marcado pela continuação da abertura política iniciada no governo Geisel.
Pouco tempo depois de assumir o cargo, houve uma concessão de anistia "ampla, geral e irrestrita" aos políticos cassados com base em atos institucionais. Comeca o movimento de modernizar a agricultura do país.
Em 1980, extinguiu-se o bipartidarismo instaurado. A partir deste fato, foi criado o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) como sucessor do MDB, e o Partido Democrático Social (PDS) como sucessor do ARENA, além de outros novos partidos.
A gestão ficou marcada pela grave crise econômica que assolou o mundo, com as altas taxas de juros internacionais, pelo segundo choque do petróleo em 1979, a disparada da inflação, que passou de 45% ao ano para 215% ao longo de seis anos, e com a dívi...
Em 1982, houve a criação do Estado de Rondônia. No ano seguinte, iniciaram-se as campanhas das Diretas Já, que acabaram rejeitadas no Congresso Nacional. Entretanto, o governo Figueiredo permitiu a eleição presidencial indireta, que decretaria o fim d...
Os seis anos do seu mandato registraram crescimento de 13,93% do PIB (média de 2,34%), porém com redução de 0,17% da renda per capita. Figueiredo assumiu com a inflação em 40,81% e entregou a 215,27%.
Tancredo Neves (nao assumiu)
Tancredo Neves ganhou as eleições de 1985. Seu partido era de oposição a João Figueiredo. Porém, ele adoeceu e faleceu antes mesmo da posse.
José Sarney (1985-1990)
José Sarney era o vice-presidente de Tancredo Neves. Por isso, tomou posse da presidência do Brasil.
Sarney foi o primeiro civil a tomar posse do governo presidencial após os anos da ditadura.
Uma nova Constituição (atual de 1988), foi estabelecida em seu mandato, com a abertura de novas eleições e o fim da repressão política. Na política externa, assinou a declaração do Iguaçu, que iniciou o projeto de implantação do Mercosul.
Junto com o ministro da fazenda Dilson Funaro realizou os planos Cruzado e Cruzado II, que congelaram preços com o intuito de conter o aumento dos preços. Mesmo ambos os planos tendo falhado, Sarney tentou novamente congelar os preços com o plano Bres...
Fernando Collor de Mello (1990-1992)
Fernando Collor foi o presidente mais jovem do país. Durante a sua gestão empreendeu estrategicamente um combate a alguns funcionários públicos que recebiam salários altos e desproporcionais. Com vistas a angariar apoios na campanha presidencial que e...
O plano Collor, que no início teve uma boa aceitação, acabou por aprofundar a recessão econômica, confiscando as poupancas, congelando depositos bancarios e salarios, colaborada pela extinção, em 1990, de mais de 920 mil postos de trabalho e uma infla...
O processo, antes de aprovado, fez com que o presidente renunciasse ao cargo em 29 de dezembro de 1992, deixando-o para seu vice Itamar Franco, horas antes de ser condenado pelo Senado por crime de responsabilidade, perdendo os direitos políticos por ...
Itamar Franco (1992-1995)
Itamar Franco assumiu no lugar de Collor de Mello. Em seu governo foi criado o Plano Real, que conseguiu resolver as crises geradas pela alta inflação. Durante seu governo realizou‐se um plebiscito sobre a forma de governo do Brasil; entre
a República Presidencialista e a Monarquia Parlamentar. O resultado final, como previsto e desejado, pelos proponentes republicanos, contra a fragil monarquia, apos um atraso de mais de um seculos, foi infelizmente, a permanência da forma
de governo Repúblicano Presidencialista. no Brasil.
Fernando Henrique Cardoso (1995-2003)
Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro presidente a governar por dois mandatos consecutivos.
Em seu governo, houve muitas privatizações, além de políticas para a melhoria da educação.
Em 1996, o governo passou a almejar uma reforma no segundo grau com a separação do ensino regular e o ensino profissionalizante por meio da aprovação de uma nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Em 1998, foi realizado o primeiro Exame Nacional do Ensino Médio, que teve como finalidade avaliar anualmente
o aprendizado dos alunos do ensino médio em todo o país para auxiliar o ministério na elaboração de políticas pontuaise estruturais de melhoria do ensino brasileiro. Prosseguiu com o Plano Real, conseguindo estabilizar a economia,
porém, mais tarde, no segundo mandato, se iniciou uma nova crise econômica.
Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011)
Em seu governo, Lula foi muito popular. Inclusive, conseguiu ser reeleito. No mandato de Lula, políticas relacionadas a pobreza e desigualdades no país foram implantadas. Isso fez com que a economia se mantivesse estável.
Seu governo foi bem visto internacionalmente. Em 2018, é acusado em varios inqueritos por corrupção e desvio de verbas, bem como de uso de caixa dois, e acaba sendo preso por corrupção ativa e passiva. E réu, em outros processos similares.
Dilma Rousseff (2011-2016)
Dilma Rousseff foi a primeira mulher presidente do Brasil. Ela foi eleita duas vezes e continuou com os programas implantados no governo de Lula. Porém, o país entrou em profunda crise e ela foi perdendo o apoio politico e do povo.
Dilma foi afastada da presidencia, através de um processo legislativo, de impeachment.
Michel Temer (2017-2018)
Jair Messias Bolsonaro (2019-atual)