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Ministério da Educação 
Universidade Federal de Alfenas-UNIFAL-MG 
Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714, Alfenas/MG, CEP: 37130-000 
Fone: (35) 3299-1000 ou Fax: (35) 3299-1063 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES DA ELETROQUÍMICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alfenas, 2021 
 
Alunos: João Henrique Monteiro 
Maldonado 
Curso: Química Licenciatura 
Profa. Dra. Alzira Maria Serpa Lucho 
Físico-Química II 
 
 
 
 
A eletroquímica pode ser aplicada em diversos processos dos mais diversos tipos, nesse 
trabalho serão apresentadas três aplicações, sendo elas: 
• Eletrossíntese: 
Há aproximadamente 60 anos a síntese de aromatizantes sintéticos que liberam odor ou 
sabor característicos de produtos naturais começou a crescer nas industrias químicas por 
conta da alta demanda de produtos que continham esse aroma. Sendo os mais utilizados 
no meio o ácido benzóico e os terpenos. Na indústria farmacêutica e alimentícia os mais 
utilizados são a carvona e seus derivados, provenientes dos terpenos. Durante a sua síntese 
são obtidas misturas racêmicas, fazendo com que os processos sejam mais demorados por 
conta dos isolamentos e purificações que tem de ser feitos nos isômeros, gerando assim 
baixos rendimentos e subprodutos. Por conta disso a busca por novas tecnologias que 
facilitem essa obtenção de insumos industriais está em alta, de um tempo pra cá a 
eletroquímica tem sido bastante usada na produção de compostos orgânicos para a 
indústria, sendo assim uma alternativa para as sínteses orgânicas tradicionais. Podendo ser 
citados alguns exemplos, como a dimerização redutiva de acrilonitrila, a hidrogenação de 
heterociclos, a redução de compostos nitroaromáticos, a Reação de Kolbe, a fluorização 
de Simons, a oxidação de hidrocarbonetos aromáticos e as reações de metoxilação, entre 
outros (AZEVEDO; FERREIRA, 2006). 
• Eletroanálise: 
No campo das análises eletroquímicas sempre foram usados eletrodos feitos de derivados 
do carbono, mas para que fossem usados deveriam passar por um pré-tratamento 
superficial, tendo como objetivo a otimização do sinal/ruído possibilitando a detecção dos 
mais baixos níveis de analito. Mas com o tempo isso vem se deteriorando, o que acaba 
afetando o limite de detecção e a sensibilidade das medições. Tal problema pode ser 
resolvido a partir da modificação superficial dos eletrodos para que sua superfície absorva 
a quantidade adequada de substância. Esse tipo de eletrodo é muito utilizado em analises 
ambientais, alimentícias e biomédicas por conta da necessidade de alta sensibilidade e 
seletividade. Podendo ser utilizados vários materiais para projeção e modificação desses 
eletrodos, que vem sendo utilizados em várias aplicações analíticas. Os agentes 
modificadores promovem o reconhecimento seletivo por conta da transferência de carga, 
absorção, troca iônica, ou interações biológicas especificas. Nesse último caso eletrodos 
quimicamente modificados com DNA são aplicados na eletroanálise que inclui a 
determinação de fármacos transferência eletrônica em proteínas, monitoramento da 
interação DNA–fármaco, detecção de hibridização de DNA e detecção de mutações 
(AZEVEDO; FERREIRA, 2006). 
• Eletrólise (Pilha): 
A pilha é uma célula eletroquímica, onde ocorre o processo de oxirredução. Composta por 
dois eletrodos e um eletrólito produzindo energia elétrica a partir desse conjunto. O 
eletrólito tem de ser sempre iônico. Quando conectado a aparelhos elétricos gera uma 
corrente através do circuito, por conta da oxidação de um dos eletrodos, liberando 
elétrons, enquanto o outro reduz usando os elétrons. No mercado existem diversos tipos 
de pilhas e baterias que se consiste por um conjunto de pilhas ligadas em conjunto 
(BOCCHI; FERRACIN; BIAGGIO, 2000). 
 Referências Bibliográficas: 
AZEVEDO, Adriana Faria; FERREIRA, Neidenêi Gomes. Filmes de nanodiamantes para 
aplicações em sistemas eletroquímicos e tecnologia aeroespacial. Química Nova, [S. l.], v. 
29, n. 1, p. 129–136, 2006. DOI: 10.1590/s0100-40422006000100023. 
BOCCHI, Nerilso; FERRACIN, Luiz Carlos; BIAGGIO, Sonia Regina. Pilhas e Baterias: 
Funcionamento e Impacto Ambiental. Quim. Nova Esc., [S. l.], v. 11, p. 3–9, 2000.

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