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UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS 
ESCOLA DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA 
CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA 
CURSO: ZOOTECNIA 
Disciplina: Parasitologia e Entomologia 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO DE AULAS TEÓRICAS – PARTE I 
 
 
 
 
Profa. Dra. Helcileia Dias Santos 
 
 
 
 
 
 
Araguaína-TO 
2018 
 
 
 
2 
 
1. RELAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS 
 
 
RELAÇÕES INTRAESPECÍFICAS 
 
Colônias (reprodução por brotamento) 
Sociedades (indivíduos unidos pelo instinto de associação) 
Canibalismo (uma espécie se alimenta de outra da mesma espécie) 
 
RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS 
 
a) Simbiose: não ocorre prejuízo para nenhuma das espécies 
a. Mutualismo: vantagens recíprocas, indispensáveis para ambas as espécies Ex. protozoários do 
rúmen 
b. Comensalismo: apenas uma espécie é beneficiada. Ex. peixe-piolho 
c. Inquilinismo: uma espécie vive no interior de outra, onde encontra abrigo. Peixe Fierasfer x 
pepino-do-mar. 
 
b) Parasitismo: um ser que se alimenta de outro. O hospedeiro é indispensável ao parasito a que dele se 
alimenta. 
 
c) Predação: uma espécie ataca e devora a outra. 
 
d) Competição: disputa por melhores condições entre espécies diferentes que ocupam o mesmo habitat. 
 
 
2. CLASSIFICAÇÃO DOS PARASITAS DE ACORDO COM O COMPORTAMENTO BIOLÓGICO. 
 
EM RELAÇÃO AO NÚMERO DE HOSPEDEIROS 
 
Monoxeno ou direto: necessita apenas um hospedeiro para completar o ciclo. 
Heteroxeno ou indireto: necessita mais de um hospedeiro para completar o ciclo 
 
EM RELAÇÃO AO TEMPO DE PERMANÊNCIA NO HOSPEDEIRO: 
 
Periódico: é parasita em apenas uma fase da vida. Ex. Cochliomyia hominivorax 
Temporário: procura o hospedeiro apenas para se alimentar. Ex.: Mosquitos; piolho. 
Permanente: permanece no hospedeiro durante todas as fases da vida. Ex.: Piolhos, protozoários. 
 
EM RELAÇÃO A ESPECIFICIDADE PARASITÁRIA: 
 
Estenoxeno: apresenta uma especificidade parasitária restrita 
Eurixeno: especificidade parasitária ampla 
Oligoxeno: especificidade parasitária limitada a famílias ou gêneros 
 
EM RELAÇÃO À EXIGÊNCIA DE PARASITISMO 
 
Obrigatório: pelo menos uma fase de vida necessita de hospedeiro. 
Facultativo: organismo que podem ou não viver parasitando. Ex. Moscas da família Calliphoridae (miíase 
secundária) 
Acidental: organismo saprófita que acidentalmente entra em contato com um hospedeiro e pode tornar-se 
parasito. Ex. Naegleria fowleri (ameba de vida livre que acidentalmente parasita o homem). Organismo que 
pode tornar-se parasito de uma espécie acidentalmente. Ex. Dipylidium caninum parasitando o homem. 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
EM RELAÇÃO À NUTRIÇÃO: 
 
Estenotrófico (steno=estreito, trophe= nutrir): exige um único tipo de alimento. Ex. Carrapatos 
Euritrófico (eurys=amplo): nutre-se de diversas substâncias. 
 
EM RELAÇÃO À LOCALIZAÇÃO 
 
Ectoparasita: localiza-se na superfície externa do corpo, como pele, pêlo e cavidades naturais. 
Endoparasita: localiza-se no sistema circulatório, respiratório, digestivo, urinário, genital, nervoso e 
musculatura. 
Hiperparasita: Parasita que desenvolve-se em outro parasito. 
 
EM RELAÇÃO AO HABITAT 
 
Normal: hospedeiro que oferece melhores condições para a subsistência e evolução do parasita. 
Errático: mesmo vivendo no hospedeiro normal, não atinge o órgão adequado. 
Extraviado: parasita habitual de um determinado hospedeiro que se implanta em outro 
 
EM RELAÇÃO AO TIPO DE HOSPEDEIRO 
 
Definitivo: alberga o parasita no estágio adulto ou no qual este realiza reprodução sexuada. Ex. Homem é o 
hospedeiro definitivo de Taenia solium 
 
Intermediário: alberga o parasita no seu estágio larval ou no qual este se reproduz assexuadamente. Ex. Suíno 
como hospedeiro intermediário de Taenia solium 
 
Vetor: artrópode que transmite o parasita entre dois hospedeiros. 
Vetor biológico: o parasita evolui no vetor. Ex. Carrapatos para a Babesia spp. 
Vetor mecânico: o parasita não evolui, funcionam apenas como transportadores do agente entre dois 
hospedeiros. Ex. Stomoxys calcitrans para o Trypanosoma vivax. 
Hospedeiro paratênico: ser vivo onde o parasito permanece infectante, mas sem evoluir. Atua como 
transportador, facilitando a transmissão do parasito. Ex. Minhoca para o Heterakis galinarum 
Reservatório natural: hospedeiro que é responsável pela disseminação do parasita para as espécies de 
importância econômica. 
 
 
 
 
3. NOMENCLATURA ZOOLÓGICA 
 
3.1 SISTEMÁTICA 
 
Identificar: comparar os seres vivos com os já conhecidos 
Denominar: dar nomes adequados (taxonomia). 
Classificar: reunir em grupos. 
 
3.2 CATEGORIAS ZOOLÓGICAS 
 
Caráter biológico: detalhes morfológicos e fisiológicos que caracterizam os seres vivos. 
 
Espécie: são semelhantes entre si e com os seus ascendentes e descendentes. Férteis e geram prole fértil. 
Subespécie ou raça: grupo de indivíduos de uma espécie que apresenta característica particular que se 
transmite por herança às gerações seguintes. 
Variedade: grupo de indivíduos que apresenta dentro da espécie uma característica particular não estável. 
Gênero: grupo formado por várias espécies que possuem caracteres comuns. 
 
 
4 
 
Subgênero: grupos de espécies de um mesmo gênero, mas que apresentam certas características que 
permitem agrupá-los numa categoria intermediária entre gênero e espécie. 
 
TRIBO 
Subfamília 
FAMÍLIA 
Superfamília 
Subordem 
ORDEM 
 Subclasse 
 CLASSE 
 Subphylum 
FILO 
 Sub-reino 
REINO 
 
3.3 REGRAS INTERNACIONAIS DE NOMENCLATURA ZOOLÓGICA 
SUPERFAMÍLIA: oidea 
FAMÍLIA: idae 
SUBFAMÍLIA: inae 
TRIBO: ini 
 
GÊNERO: substantivo latinizado, uninominal, iniciado com letra maiúscula e grifado. 
Ex. Rhipicephalus 
 
SUBGÊNERO: substantivo latinizado, escrito com inicial maiúscula e grifado e deve ser colocado entre 
parêntese e entre o nome do gênero e da espécie. 
Ex. Laelaps (Echinolaelaps) echidninus 
Rhipicephalus (Boophilus) microplus 
 
ESPÉCIE: nome latino ou latinizado, binominal, grifado e escrito com letra minúscula. 
Ex. Rhipicephalus (Boophilus) microplus 
 
SUBESPÉCIE: latino ou latinizado, trinominal, grifado, escrito com letra minúscula e seguindo imediatamente o 
nome da espécie. 
Ex. Leishmania infantum chagasi 
Leishmania infantum infantum 
 
 
Uma espécie mencionada e não denominada: sp. Ex. Dermacentor sp. 
Mais de uma espécie: spp. Ex. Amblyomma spp. 
O nome do autor que primeiro descreveu a espécie deve ser escrito logo após o nome científico e sem 
interposição de qualquer sinal de pontuação, seguido pelo ano de descrição, separado por virgula. 
Ex. Trypanosoma cruzi Chagas, 1909. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
Filo: Arthropoda 
Classe: Arachnida 
Sub-Classe: Acari 
Superordem: Parasitiformes 
Ordem: Ixodida (= Metastigmata) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MORFOLOGIA GERAL 
 
 
 
 
 
6 
 
FAMÍLIA: IXODIDAE 
 
Subfamília: Rhipicephalinae 
 
• Olhos presentes 
• Rostro curto 
• Presença de placas adanais no macho 
• Escudo não decorado 
 
 
Rhipicephalus (Boophilus) microplus 
 
• Machos com 02 pares de placas adanais 
• Apêndice caudal 
• Ausência de festões 
• Palpos curtos 
• Peritrema arredondado 
 
Hospedeiros: Bovinos, ovinos, caprinos e outros mamíferos 
 
Ciclo evolutivo: Monoxeno 
 
Importância: transmissão da Babesia bigemina e B. bovis; depreciação do couro, 
diminui produção de leite. 
 
 
 Subfamília: Amblyominae 
 
Amblyomma spp. (102 espécies) 
Hospedeiros: mamíferos, aves, répteis, anfíbios 
 
A. cajennense (carrapato estrela do cavalo) 
• Rostro longo 
• Macho sem placas adanais 
• Festões presentes 
• Escudo ornamentado 
 
Biologia 
Carrapato de 03 hospedeiro 
Postura: 5000 ovos 
Eurixeno 
 
Importância: transmissão de patógenos aos animais (Ex.: Babesia equi), reação inflamatória, transmissão da 
febre maculosa e doença de Lyme-símile ao homem. 
 
 
Dermacentor nitens 
 
• Rostro longo e com olhos 
• Escudo sem ornamentação 
• 07 festões 
• Peritremas ovais e com fossetas (forma de disco de telefone)Hospedeiros: eqüinos, asininos, bovinos e caprinos 
 
 
 
 
 
7 
 
Biologia: 
Carrapato de um hospedeiro (monoxeno) 
 
Importância: 
• Obstrução do conduto auditivo 
• Invasão bacteriana 
• Vetor da Babesia equi e B. caballi 
 
Ciclo evolutivo dos ixodideos: 
 
 
Carrapato de 01 hospedeiro (Monoxeno) 
 
Postura: 15 dias 
Eclosão: 15 dias 
Infestação: 4 dias 
Desenvolvimento no hospedeiro: 21 dias (R. microplus) 
 
Ciclos biológicos: 
 
Monoxeno 
 
 
 
 
 
Heteroxeno 
Carrapato de 03 hospedeiros 
 
Pré-postura: 10 dias a 15 dias 
Oviposição:10 a 30 dias 
Eclosão: 10 a 30 dias 
Larva no hospedeiro: 4 a 6 dias 
Pré-muda: 1 a 2 semanas 
Acasalamento: no hospedeiro 
 
 
 
 
8 
 
Família Argasidae 
• Ausência de escudo 
• Tegumento granular, mamilonado ou enrugado 
• Gnatossoma ventral 
 
Argas spp. (52 espécies) 
A. miniatus (Brasil) 
 
• Margem do corpo achatada, possuindo uma linha sutural bem demarcada (retículos) 
• Capítulo terminal nas larvas e ventral em ninfas e adultos 
 
Biologia 
• Hospedeiro: galinhas, pombos e pássaros silvestres 
• Hábitos noturnos 
• Heteroxeno 
• Habitat: regiões semi-áridas, toca de animais, ninhos de aves silvestres, galinheiros, pocilgas, 
habitações rústicas. 
 
Ciclo biológico 
 
Ovo: 30 dias de incubação 
Larva: (fixa-se no hospedeiro por 4 a 10 dias) 
Vários estágios ninfais (alimentam-se 10 a 20 min.) 
Adulto macho e fêmea: alimentam-se rapidamente (30 a 40 minutos) 
Acasalamento fora do hospedeiro 
Postura: 400 a 800 ovos parcelados (8 a 10 posturas) 
Em condições favoráveis o ciclo é completado com 30 dias 
 
 
Esquematize o ciclo biológico de Argas spp. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
SUB-CLASSE: ACARI 
SUPERORDEM: PARASITIFORMES 
ORDEM: GAMASIDA (= MESOSTIGMATA) 
 
Características morfológicas: 
• Estigmas entre o 2º e 3º ou 3º e 4º pares de patas 
• Peritrema alongado, tubuliforme 
• Presença de tritosterno 
• Escudo dorsal alongado 
• Placas ventrais escrerotizadas 
 
FAMÍLIAS DE INTERESSE 
 
Família: Dermanyssidae 
 
Espécie: Dermanyssus gallinae 
Nome vulgar: piolhinho, piolho de galinha, pichilinga 
Hospedeiros: aves domésticas e silvestres 
 
Biologia 
• Colônias em frestas, ninhos e sujeira 
• Hábito noturno 
• Oviposição: 02 dias após repasto – 02 a 08 ovos/fêmea 
 
Importância 
• Diminui postura 
• Morte de aves 
• Irritação 
 
Distribuição geográfica: cosmopolita 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ciclo biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ovo 
Larva 
Protoninfa 
Deutoninfa 
Adulto 
7 dias 
2 a 3d 1d 
1 a 2d 
1 a 2d 
2d 
 
 
 
10 
 
Família: Macronyssidae 
 
• Contorno oval 
• Quelíceras alongadas e terminando 
em pinças 
• Peritrema alongado 
• Placa esternal com 2 ou 3 cerdas 
• Ânus na metade anterior da placa anal 
• Escudo dorsal estreito posteriormente 
 
Gênero: Ornithonyssus spp. 
Espécies: O. bursa (aves domésticas e silvestres) 
 O. sylviarum (aves domésticas e silvestres) 
 O. bacoti (roedores) 
 
 
Biologia 
 
• Em aves concentram-se ao redor da cloaca, no ventre, bico e olhos. 
• Ocasionalmente atacam o homem 
• Não sobrevivem por longos períodos fora do hospedeiro 
• O. sylviarum pode sobreviver até 06 semanas na ausência do hospedeiro. 
• Presentes nos ninhos ou sobre as aves. 
• Ciclo biológico semelhante a Dermanyssus sp. 
 
 
 
 
 
 
Família Varroidae 
Varroa spp. 
Varroa jacobsoni (Varroa destructor) 
• Ácaro marrom escuro, mais largos do que longos. 
• Patas bem desenvolvidas com ventosas. 
• Ectoparasitas de abelhas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
FILO: ARTHROPODA 
CLASSE: ARACHNIDA 
SUB-CLASSE: ACARI (ACARINA) 
ORDEM: SACORPTIFORMES (ASTIGMATA, ACARIDIDA) 
 
Família: Sarcoptidae 
 
- Ausência de estigma respiratório 
- Patas curtas 
- Corpo pouco quitinizado, estriado e arredondado 
- Produtores de sarnas profundas 
- Machos sem ventosas genitais 
 
 
Sarcoptes scabiei 
 
Características morfológicas: 
- Corpo estriado e com escamas triangulares na face dorsal 
- Machos com ventosas nas patas I, II e IV 
- Fêmeas com ventosas nas patas I e II e cerdas longas nas patas III e IV 
- Gnatossoma cônico 
 
Biologia 
 
Hospedeiros: Suínos, bovinos, ovinos, 
caprinos, cães, eqüinos e homem. 
Alimentação: fluidos dos tecidos 
 
Ciclo evolutivo: 
Período de desenvolvimento: 17 a 21 dias 
 
Fêmea Ovo Larva Protoninfa Deutoninfa Adulto 
 
Fêmeas sobrevivem até 8 semanas 
 
Sinais clínicos: 
- Borda da orelha geralmente acometida 
- Prurido intenso e vermelhidão 
- Altamente contagiosa 
- Papulas foliculares, vesiculares e posteriormente pústulas 
- Causam alopecia 
 
Importância: 
Hiperqueratose, crostas e alterações secundárias da pele 
Zoonose 
Mortal quando generalizada 
 
FAMÍLIA: KNEMIDOCOPTIDAE 
 
Knemidocoptes spp. 
K. mutans (patas) 
K. gallinae ( corpo) 
K. pilae (face de periquitos) 
K. jamaicensis (patas de canários) 
 
Morfologia: 
 
 
 
12 
 
▪ Corpo circular, com escamas rombas na superfície dorsal 
▪ Patas curtas e grossas 
▪ Fêmeas sem ventosas nas patas 
▪ Machos com ventosas em todas as patas 
Ciclo biológico 
Semelhante a Sarcoptes sp. 
Importância: 
▪ Espessamento da pele das pernas das aves 
▪ Pernas deformadas e perda de dígitos ou falanges 
▪ Prurido intenso 
▪ Penas enfraquecidas e quebradiças, sendo retiradas pelas aves 
▪ Perda da plumagem em regiões do corpo 
 
 
CICLO BIOLÓGICO DE SARNAS ESCAVADORAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
Família: Psoroptidae 
 
- Ácaros não escavadores 
- Corpo oval e alongado, estriado e sem espinhos dorsais 
- Patas longas 
- Machos com ventosas copulatórias e tubérculos abdominais. 
- Patas III e IV das fêmeas inseridas laterais ou ventralmente. 
 
Psoroptes spp. 
 
P. ovis (ovinos e bovinos) 
P. equi (eqüinos) 
P. cuniculi (eqüinos e coelhos) 
 
Morfologia: 
- 0,2 a 0,4mm 
- Peças bucais pontiagudas 
- Patas com pedicelo longo e trisegmentado 
- Tubérculos abdominais arredondados no macho 
- Escamas dorsais ausentes 
 
Biologia 
 
Hospedeiros: Bovinos, ovinos, eqüinos e coelhos 
Alimentação: líquidos tissulares 
 
Ciclo evolutivo: 
10 dias (14 a 19 dias) 
Fêmeas depositam até 80 ovos 
 
Fêmea 
Ovo 
Larva 
Protoninfa 
Deutoninfa 
Adulto 
 
Importância: 
- Inquietação (mordida e prurido no corpo) 
- Perda de lã 
- Perda de peso 
- Lesões crostosas 
Chorioptes bovis 
Hospedeiros: bovino, ovino, eqüino, coelhos 
 
Morfologia: 
▪ Peças bucais adaptadas para mastigação 
▪ Pedicelo não segmentado 
▪ Tubérculos abdominais truncados 
 
Ciclo evolutivo 
▪ 3 a 4 semanas 
▪ Ovo, larva, protoninfa, deutoninfa, adulto 
 
 
 
http://4.bp.blogspot.com/-3jtNj8xRVkc/TnE3qX9RxTI/AAAAAAAAAJI/-CL1CEGfqNA/s1600/coelho-coelho-para-colorir-.jpg
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14 
 
 
 
Sinais clínicos: 
 
▪ Lesões na base da cauda, patas, períneo e úbere 
▪ Prurido 
▪ Lesão nas partes inferiores dos membros e parte ventral do abdome em ovinos 
▪ Pele espessada 
 
 
 
Esquematize o ciclo biológico de Chorioptes bovis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
FILO: ARTHROPODA 
CLASSE: INSECTA 
 
CARACTERÍSTICAS: 
- 03 pares de patas 
- Corpo dividido em cabeça tórax e abdome 
- Presença de antenas 
 
Cabeça: 
- Peças bucais: mastigador, lambedor, picador-sugador. 
- Elementos: labro, mandíbulas, maxilas, hipofaringe, lábio inferior. 
- Olhos: simples (ocelos), composto (omátides) 
- Antenas (escapo, pedicelo, flagelo) 
Tórax: 
Pró-tórax 
Meso-tórax 
Meta-tórax 
- 03 pares de patas 
- 02 pares de asas (mesotórax, metatórax) 
 
Tergo ou noto (dorsal) 
Esterno (ventral) 
Pleuras (lateral) 
 
Abdome: 
- 11 segmentos 
- Modificações terminais formando a genitália 
 
Desenvolvimento: 
- Holometabólicos (metamorfose completa) 
- Hemimetabólicos (metamorfose incompleta). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Italiano: 1: labela; 2: labro inferior (labium); 3: palpo ; 4: labro 
superior (labrum); 5: area subgenal; 6: clipeo; 7: area fronto-
orbital; 8: cerda fronto-orbitali; 9: cerda verticale esterna; 10: 
cerda verticale interna; 11: cerda postocellari; 12: ocelos; 13: 
cerda ocellari; 14: olho composto; 15: sutura frontal o sutura 
ptilineal; 16: antena; 17: arista; 18: vibrissa. 
 
 
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c6/Head_morphology_of_Muscomorpha.svg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c6/Head_morphology_of_Muscomorpha.svg
 
 
16 
 
ORDEM: PHTHIRAPTERA 
 
- Ectoparasitas obrigatórios 
- Corpo achatado dorsoventralmente 
- Ápteros 
- Hemimetabólicos 
- Olhos compostos pouco visíveis 
- Estigma do 2º ao 7º segmentos torácicos. 
 
 
 
SUB-ORDEM: AMBLYCERA 
 
- Antenas escondidas em fossetas antenais e semelhantes 
 nos dois sexos. 
- Palpos constituídos por 04 artículos 
 
Família: Menoponidae 
- 60 gêneros 
- Ectoparasitos de aves 
- Distribuição mundial 
 
Menopon gallinae (piolho da haste) 
 
Hospedeiros: galinha, perus, patos e galinha-de-angola 
Localização: 
- Penas das coxas e peito 
- Aves de terreiro 
Morfologia 
- Pequenos de coloração amarelo clara 
- Abdomem com uma fileira de cerdas dorsalmente em 
 cada segmento 
- Tufo de cerdas no 5º segmento 
Importância: 
- Danifica as penas 
- Pouco patogênica 
- Pode se alimentar de sangue 
 
Menacanthus stramineus 
Morfologia: 
- Segmentos abdominais com 02 fileiras de cerdas dorsais 
- Fronte com processo espinhoso recurvado para trás 
Hospedeiros: 
- Galinhas, faisões, perus e excepcionalmente pombos. 
 
 
Localização: próximo à cloaca, sobre a pele do peito, embaixo das asas. 
 
Importância: 
- Pele inflamada e coberta de crostas escamosas (severa irritação) 
- Até mais de 35.000 indivíduos por ave 
- Perfura a base da penas e alimenta-se de sangue 
- Fissuras e microhemorragias próximo à cloaca 
 
 
 
 
Menopon gallinae 
Menacanthus 
stramineus 
 
 
17 
 
SUB-ORDEM: ISCHNOCERA 
 
- Mandíbulas formam um ângulo reto em relação à cabeça 
- Mesotórax e metatórax fusionados 
- Antenas filiformes e visíveis com 3 a 5 segmentos 
 
 
Família: Trichodectidae 
- Antenas triarticuladas 
- Tarso com uma garra 
- 21 gêneros (03 de importância) 
 
Damalinia spp. 
 
Espécies: D. ovis 
 D. bovis 
 D. caprae 
 D. equi 
Morfologia: 
- Antenas semelhantes nos dois sexos 
- Cabeça mais larga do que longa 
- Região anterior arredondada 
- Placas pleurais em todos os metâmeros 
- Face dorsal da cabeça com numerosas setas 
- Metâmeros abdominais com placas laterais nítidas 
 
Importância: 
- Dermatite crônica 
- Irritação, prurido, escoriação e alopecia em infestações crônicas 
- Interrupção da alimentação em ovinos 
- Depreciação da lã em ovinos 
 
 
Família: Philopteridae 
Chelopistes meleagridis 
Hospedeiro: peru doméstico 
Cabeça com lobos temporais expandidos, com longa cerda 
 
 
Importância 
- Inquietação 
- Prurido 
- Escarificação da pele 
- Debilidade e má aparência 
- Queda na postura 
 
 
 
 
 
 
 
Damalinia spp, 
 
 
 
18 
 
SUB-ORDEM: ANOPLURA 
 
• Cabeça mais estreita que o tórax 
• Aparelho bucal picador-sugador 
• Antenas com 03 a 05 artículos 
• Hemimetábolos 
 
 
Aparelho bucal: 
Lábio em forma de calha (ventral) 
Maxilas fusionadas (dorsal) 
Hipofaringe (canal salivar) 
 
Tórax: 
Metâmeros fusionados 
01 par de estigmas por metâmero e 01 par de patas 
Tarso com 01 unha 
 
Abdômen: 
09 metâmeros 
Estigmas nos 06 primeiros metâmeros 
Último metâmero no macho arredondado e na fêmea bifurcado 
 
Família: Haematopinidae 
 
Haematopinus spp. 
 
Espécies: 
H. suis – suínos 
H. eurysternus – Bovino – Base do chifre, cauda e pescoço 
H. asini – Eqüídeos 
H. quadripertusus – Bovino 
H. tuberculatus - Búfalo 
 
Morfologia 
- Piolhos grandes (4 a 6 mm) 
- Cabeça afilada anteriormente 
- Patas de tamanho semelhante, terminado 
em uma única garra forte e esporão tibial 
- Abdome com placas tergais e paratergais 
- Estigma em protuberâncias laterais 
 
Família: Linognathidae 
 
Linognathus spp. 
- 1º par de patas mais fino e com unhas mais delgadas 
- Abdome com placas ausentes ou tergais reduzidas 
- Estigmas grandes 
 
Espécies: 
L. vituli – Bovino – pescoço, barbela, espádua e períneo 
L. pedalis – Ovinos – pernas e pés 
L. setosus – caprinos/cão – tegumento 
 
 
 
 
Haematopinus spp. 
 
 
19 
 
 
BIOLOGIA DE PHTHIRAPTERA 
 
Hospedeiros: aves e mamíferos 
Nutrição: produtos epidérmicos/sangue 
 
CICLO BIOLÓGICO 
Ovo, três estágios ninfais e adultos 
Período: 04 a 06 semanas 
Não sobrevivem mais que 07 a 15 dias fora do hospedeiro 
 
Importância: 
- Irritação da pele 
- Prurido 
- Inquietação 
- Queda na produção de leite 
- Anemia 
- H. suis pode transmitir a peste suína 
- Escoiceamento e mordedura 
- Lã amarelada e reduzida 
 
Epidemiologia 
- Parasitas permanentes 
- Maior freqüência no outono e primavera 
- Menor freqüência no verão 
- Transmissão por contato direto, fômites, pasto, pocilgas e estábulos 
- Susceptibilidade: animais jovens 
 
Tratamento: 
- Tosquia em ovinos (diminui 30 a 50%) 
- Perda da pelagem de inverno (bovinos e equinos) diminui a infestação 
- Banhos de imersão e aspersão com acaricidas 
 
Profilaxia: 
- Mudança de pastagem após tratamento por 30 dias (ovinos) 
- Limpeza e aplicação de acaricidas em estábulos e pocilgas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
CLASSE: INSECTA 
ORDEM: SIPHONAPTERA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FAMÍLIA: TUNGIDAE 
Três segmentos torácicos juntos mais estreitos que o primeiro segmento abdominal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Importância dos Siphonapteros: 
 
Alergias 
Lesões causadas por Tunga ocasionam lesões diversas através da contaminação por fungos e bactérias 
Exanguinação, levando animais jovens a anemia 
Atuam como vetores biológicos de: 
• Riquétsias: Ricketsia mooseri, agente do tifo murino, transmitida pelas fezes de pulga; Bartonella 
henselae (doença da arranhadura do gato) 
• Bactérias: Yersinia pestis, agente da peste bubônica; Salmonella enteritidis e S. Typhimurium 
(Salmonelose) 
São Hospedeiros intermediários de protozoários e helmintos 
 
 
 
Insetos com corpo comprimido lateralmente 
Ápteros 
Terceiro par de patas maior, adaptado para o salto 
Antena em sulcos antenais 
Olhos simples (ocelos) 
Abdome dividido em 10segmentos os três últimos 
modificados 
Fêmea possui espermateca visível 
Macho com clásper 
 
FAMÍLIA: PULICIDAE 
Três segmentos torácicos juntos mais largo que primeiro 
segmento abdominal 
 
Ctenocephalides spp. 
Ctenocephalides felis 
Ctenocephalides canis 
 
Hospedeiros: cães, gatos, bovinos, eqüinos 
Morfologia: 
Presença de Ctenídeos genais e pronotais 
 
Tunga penetrans 
Menor espécie de pulga conhecida (1mm) 
Ctenídeos ausentes, peças bucais com lacínias serrilhadas, cabeça 
angulosa na fronte. 
Fêmeas penetrantes, introduzem a cabeça na pele do hospedeiro, 
penetram e deixam apenas o ápice do abdome em comunicação com o 
exterior. 
Abdome desenvolve-se até o tamanho de uma ervilha (fisiogastria) 
Hospedeiros: homem, boi, cabra, carneiro, porco, cavalo, cão, gato, tatu. 
Biologia: 
Fêmea penetra na pele do hospedeiro, em 15 dias elimina os ovos, morre 
e são expulsas para o exterior. Os ovos são incubados em 02 a 04 dias, 
desenvolvem apenas 02 estágios larvais, pupa e adulto. O ciclo se 
completa em 23 a 28 dias. 
 
http://parasitology.informatik.uni-wuerzburg.de/login/b/map.php_scriptname=/login/b/me14319.png.php&bx=0&by=0&bw=747&bh=835&vw=800&vh=600&ow=747&oh=835&jp2=0_
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Esquematize o ciclo biológicode um Siphonaptero 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORDEM: DIPTERA 
 
SUB-ORDEM: BRACHYCERA 
 
INFRAORDEM: TABANOMORPHA 
FAMÍLIA: TABANIDAE 
 
- Ectoparasitas obrigatórios temporários intermitentes 
- Aramadura bucal picadora-sugadora 
- Holometábolos 
- Mais de 4.200 espécies 
 
Sub-Família: Tabaninae 
 
Tribu: Tabanini 
Escapo antenal inflado e projetado dorsalmente, geralmente mais largo que o flagelo. 
Olhos com duas faixas verdes. Tíbia posterior sem esporão apical. 
 
 
 
 
 
22 
 
Sub-Família: Chrysopsinae 
 
- Flagelo composto de um segmento basal e quatro a sete flagelômeros menores 
- Pequenas, antenas longas com terceiro artículo com primeiro anel tão longo quanto os 04 seguintes 
reunidos, asas coloridas e contrastantes, apresentando faixa preta transverso-mediana. 
 
SUB-FAMÍLIA: PANGONINAE 
 
Espécies grandes, com labelas largas, palpos tão longo quanto a largura da fronte. Antena geralmente dividida 
em oito flagelômeros aparentes. 
 
 
Biologia 
- Nutrição: machos- néctar; fêmeas – néctar, sangue. 
- Hábitos: silvestres, diurnos 
- Ciclo evolutivo 
• 2 meses a 2 anos, dependendo da espécie e região geográfica. 
• Ovos depositados em ambientes aquáticos ou sub-aquáticos 
• Fêmeas mais ativas nos dias quentes, ensolarados e sem vento 
• Predileção por gado de coloração preta 
• 03 a 04 dias entre cada alimentação sanguínea 
• Nove estágios larvais, que se desenvolvem geralmente em 
ambiente úmido 
• Pupas em ambiente seco (2 semanas a 1 ano) 
• Adultos sobrevivem um a dois meses 
 
 
Importância 
- Transmissão mecânica de Trypanosoma evansi 
- Transmissão mecânica da anemia infecciosa eqüina 
- Veiculação de ovos de Dermatobia hominis 
- Espoliação de sangue 
 
Profilaxia 
- Limpeza de cursos de água 
- Drenagem de campos alagadiços 
- Uso de inseticidas 
- 
INFRAORDEM: MUSCOMORPHA (CYCLORRAPHA) 
 
• Calípteros desenvolvidos 
• Olhos grandes e compostos 
• Três ocelos 
• Cicatriz ptilineal (lúnula) 
• Armadura bucal sem mandíbulas e maxilas 
• 01 par de estigmas respiratórios no protórax 
• Aparelho ovopositor na fêmea formado pelos 04 últimos segmentos abdominais 
• Larvas vermiformes, ápodas, acéfalas e terrestres 
• Larvas necrófagas, necrobiontófagas ou biontófagas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
FAMÍLIA: CUTEREBRIDAE 
GÊNERO: Dermatobia sp. 
ESPÉCIE: D. hominis 
 
- Peças bucais atrofiadas 
- Arista plumosa na região dorsal 
- Cabeça e pernas amareladas 
- Abdome azul metálico recoberto por pêlos 
- Fêmea com ovopositor não visível 
- Abdome com reflexos 
- Larvas parasitas obrigatórios da pele de mamíferos 
 
Ciclo Evolutivo 
- Várias cópulas 
- Adulto sobrevive 12 dias 
 
Importância 
- Miíases cutâneas furunculosas 
- Depreciação do couro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura disponível em http://www.icb.usp.br/~marcelcp/Imagens/musc32.jpg 
 
 
 
 
Família: Oestridae 
Gênero: Oestrus sp. 
Espécie: Oestrus Ovis 
 
- Cabeça larga; antenas curtas; arista nua. 
- Calipteras grandes 
- Abdome com pelos longos e finos na face ventral e brilho prateado 
- Placas estigmáticas em forma de D com um orifício central 
 
 
 
 
http://parasitology.informatik.uni-wuerzburg.de/login/b/map.php_scriptname=/login/b/me14315.png.php&bx=0&by=0&bw=359&bh=408&vw=800&vh=600&ow=359&oh=408&jp2=0_
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Biologia: 
- Larvas nos seios frontais e seios maxilares de ovinos e caprinos: 25 a 35 dias, podendo durar 9 meses. 
Podem medir até 20mm 
- Pupa: 03 a 8 semanas 
- Adultos ativos nas horas mais quentes do dia, sobrevivem de 05 a 30 dias não se alimetam 
- Fêmeas depositam 25 ou mais larvas nos seios em cada postura 
 
 
Importância: 
- Secreção e exsudato seroso ou purulento 
- Sintomatologia nervosa 
(marcha cambaleante, vertigem, convulsões, etc.) 
 
Profilaxia: 
 
- Pulverização das paredes e chão dos 
estábulos com produtos inseticidas 
- Não existem medidas profiláticas eficazes 
 
 
Família: Gasterophilidae 
Gênero: Gasterophilus Sp. 
Espécies: G. Nasalis 
 G. intestinalis 
 
- Peças bucais atrofiadas 
- Arista nua 
- Calipteras reduzidas 
- Tórax piloso 
- Asas pequenas, claras e transparentes. 
- Larvas apresentando espinhos nos segmentos 
 
Localização: Duodeno, Região Pilórica 
 
Ciclo Evolutivo: 
- Fêmeas depositam 250 a 400 ovos durante a 
existência(região submandibular), adultos não se 
alimentam 
- L1 em galerias entre os dentes molares, onde 
 muda para L2 
- L2 é deglutida e muda para L3 no duodeno 
- L3 permanece 10 a 12 meses no duodeno 
- Pupa: 20 a 35 dias 
- 01 geração por ano 
 
Importância: 
- Alterações digestivas 
- Cólica, palidez de mucosas 
- Perfuração do trato digestivo. 
Profilaxia 
- Eliminar ovos aderidos aos pêlos dos animais utilizando água a 50ºC 
- Estabular eqüinos durante as horas mais quentes do dia 
- Inseticidas por pulverização 
 
 
 
 
 
 
25 
 
 
Família: Muscidae 
Subfamília: Muscinae 
Subfamília: Stomoxydinae 
Gênero: Stomoxys Sp. 
Espécie: S. Calcitrans 
- Arista plumosa dorsalmente 
- Probóscida pontiaguda 
- Palpos maxilares filiformes e curtos 
 
Ciclo evolutivo 
- Adultos hematófagos 
- Ovipostura em terrenos arenosos e úmidos, detritos e lixos, até 650 ovos 
- Larvas coprófagas 
- Ciclo em aproximadamente 30 dias 
 
Importância: 
- Transmissão da anemia infecciosa equina (AIE) 
- Hospedeiro intermediário de Habronema e Hymenolepis 
- Vetor mecânico do Bacillus antrachis e Anaplasma sp. 
- Veiculadores de ovos de Dermatobia. 
 
Profilaxia: 
- Proteção dos animais com capas e pantalonas 
- Pulverização das paredes dos estábulos 
- Drenagem de campos alagadiços 
- Cuidado com o lixo. 
 
Gênero: Haematobia 
Espécie: H.iIrritans 
- Palpos tão longos quanto a probóscida 
 
Localização: 
- Cabeça e dorso dos animais 
- Partes mais protegidas do sol nas horas mais quentes 
- Fêmeas nas partes inferiores do corpo 
 
Nutrição: 
- Machos e fêmeas hematófagos 
 
Ciclo Biológico 
- 10 a 15 dias 
- Larvas se desenvolvem no bolo fecal 
 
Importância: 
- Veiculação de ovos de Dermatobia sp. 
- Hematofagismo (+ de 200 moscas/animal) 
 
Controle: 
- Emprego sistemático de inseticidas 
- Brincos inseticidas 
- Digitontophagus gasella (Rola bosta) 
- Higiene com desinfecção de veículos 
- Controle de trânsito de animais 
 
 
 
 
 
 
26 
 
Família: Calliphoridae 
Gênero: Cochliomyia 
Espécies: C. hominivorax (mosca da bicheira) 
 C. macellaria 
 
- Colorido metálico azul ou verde 
- Peças bucais funcionais (sugadora) 
- Arista plumosa 
- Três faixas longitudinais escuras no mesonoto 
- Calipteras pilosas 
- Patas pretas 
- Larvas com troncos traqueais pigmentados 
 
Localização e nutrição 
- Larvas biontófagas ( C. hominivorax) 
- Adultos alimentam-se de substâncias vegetais, excrementos, carnes, exsudato de feridas,etc. 
- Voam até 300Km 
 
Ciclo evolutivo 
- Uma cópula 
- 2800 ovos 
- 350 ovos por postura 
- 21 a 23 dias 
- Adultos vivem 60 a 70 dias 
 
Importância 
- Dilaceração dos tecidos do hospedeiro 
- Peritonite, claudicação, cegueira, afecções dentárias, etc. 
- Morte por hemorragia, infecções secundárias. 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
FORTES, E. Parasitologia Veterinária. 3. ed. São Paulo: Cone, 1997. 
MARCONDES, C.B. Entomologia Médica e Veterinária. São Paulo: Atheneu, 2001. 
MONTEIRO, S. G. Parasitologia na Medicina Veterinária. São Paulo: Roca, 2010. 
URQUHART, G. M. et al. Parasitologia Veterinária. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 1998. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cochliomyia 
hominivorax

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