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OSCE: LEOPOLD E DILATAÇÕES

Guia prático sobre manobras de Leopold e avaliação da dilatação cervical. Contém passo a passo das quatro manobras (situação, posição, apresentação, insinuação), medida do fundo uterino, ausculta dos BCF, critérios de trabalho de parto ativo e técnica de toque vaginal.

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LEOPOLD E DILATAÇÕES
OSCE
1) Apresentar-se
2) Se tiver atriz: anamnese
3) Colocar luvas
4) Posicionar-se à direita da paciente
5) Pedir licença
PRIMEIRA MANOBRA
Palpação do fundo uterino. Determina a SITUAÇÃO fetal, que é a relação entre o maior eixo fetal
e o maior eixo materno, e a altura uterina.
Situação:
● Se ao palpar o fundo do útero é possível sentir partes fetais, é porque o feto está em
situação LONGITUDINAL, ou seja, cabeça ou pelve no fundo uterino.
● Se palpando o fundo do útero, ele está amolecido, sem partes fetais, é porque o feto está
em situação TRANSVERSAL.
Fundo Uterino:
● O marco zero da fita métrica é segurado na borda superior da sínfise púbica, com a outra
mão, vamos fazendo fatias do abdome, até palpar o fundo uterino, então fazemos a
medida segurando a fita entre o 2º e o 3º dedo.
● A partir da 20ª semana, o fundo uterino encontra-se mais ou menos na altura da cicatriz
umbilical.
● A partir da 22-23ª semana gestacional, o crescimento uterino é de em torno de 01cm por
semana, acompanhando as semanas gestacionais (margem de erro de 2-3 centímetros)
● Se a medida de fundo uterino é incompatível com a idade gestacional, a primeira hipótese
é sempre o erro no cálculo da IG → refazer.
SEGUNDA MANOBRA
Palpação da lateral do abdômen materno para identificar a POSIÇÃO fetal, que é onde está
localizado o dorso fetal e onde faremos a ausculta dos bcf.
Posição:
● Dorso à DIREITA
● Dorso à ESQUERDA
Ausculta:
● É feita com o estetoscópio de Pinard.
● No local onde palpamos o dorso fetal, vamos posicionar o estetoscópio com a extremidade
maior na barriga da mãe. Na extremidade menor, colocamos a orelha.
● Para auscultar, o estetoscópio deve ficar solto, ou seja, não vamos segurar com a mão,
vamos fixá-lo com a orelha e a barriga da mãe. Auscultar idealmente por 01 minuto.
● BCF normais: entre 110 e 160 bpm.
TERCEIRA MANOBRA
Mão em garra na região inguinal da mãe, até o pinçamento de uma extremidade fetal. É para
identificação da APRESENTAÇÃO fetal.
Apresentação:
● Se pinçarmos uma estrutura mais dura, óssea, é porque o feto está de cabeça para baixo,
isto é apresentação CEFÁLICA
● Se pinçarmos uma estrutura mais amolecida, móvel, uma “gordurinha” é porque o feto está
de cabeça para cima e o que estamos pinçando é o bumbum, isto é, apresentação
PÉLVICA.
QUARTA MANOBRA
Nesse momento vamos ficar com as costas voltadas para a cabeça da paciente, e vamos utilizar
as duas mãos para fazer uma pressão sobre a pelve da paciente com o objetivo de verificar o
GRAU DE INSINUAÇÃO do feto.
Insinuação:
● Se ao empurrarmos a apresentação o feto for para cima, dizemos que ele está ALTO e
MÓVEL, ou seja, pouco insinuado/encaixado.
● Se ao empurrarmos a apresentação o feto não se mover, dizemos que ele está BAIXO e
FIXO, ou seja, está insinuado/encaixado.
GRAU DE DILATAÇÃO DO COLO UTERINO
A medida da dilatação vai ser solicitada quando a gestante estiver entrando em trabalho de parto,
vai começar a relatar contrações, a princípio espaçadas e menos dolorosas, mas que tornam-se
rítmicas e cada vez mais fortes.
● Trabalho de parto ativo: 3 a 5 contrações em 10 minutos, com duração entre 40 e 60
segundos cada uma OU dilatação > 2 cm.
A partir do momento que ela está em trabalho de parto ativo, a gente vai monitorizar
frequentemente, através do toque vaginal e ausculta dos bcf.
Toque Vaginal:
● Sempre calçar as luvas.
● Com a mão esquerda fazemos a abertura dos grandes lábios.
● Introduz o 2º e 3º dedo da mão direita com os dedos verticalizados
● Faz uma rotação de 90º de forma que os dedos fiquem na horizontal e a palma da mão
voltada para cima.
● A abertura dos dedos, centímetro por centímetro, nos dá a dilatação do colo uterino.
● Com 9-10 centímetros, vamos para a sala de parto.

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