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RESENHA SOBRE O ESTUDO DA PSICOLOGIA: SUBJETIVIDADE A psicologia tem como objeto de estudo a subjetividade, que tem como matéria-prima o homem em todos os aspectos, como comportamento, sentimentos, singularidade e pluralidade. Primeiramente, é necessário destacar que a subjetividade implica a existência de um sujeito. Isso significa que temos que ter em mente que uma pessoa é única em seu modo de pensar, de falar e de agir. Que cada indivíduo tem as suas próprias experiências de vida e são essas particularidades que nos fazem únicos. Sabe-se que mesmo que tenhamos algumas características parecidas com a de outras pessoas, o conjunto de todas as suas particularidades te fazem uma pessoa singular. Até mesmo irmãos gêmeos, que têm a mesma aparência, não são iguais. Isso porque eles têm personalidades diferentes e também possuem experiências de vida diferentes. Assim, é por essa razão que duas pessoas diferentes podem ter opiniões diferentes sobre o sabor do mesmo sorvete. Também é por esse motivo que as pessoas entram em discordância de opinião sobre os mesmos assuntos. Cada indivíduo irá se posicionar no mundo de acordo com os seus valores, princípios e construção. É importante também afirmar que as particularidades de um indivíduo também são indicativos da sua posição na sociedade. Isso porque as pessoas se agrupam de acordo com as suas semelhanças. Assim, ao mesmo tempo que as nossas particularidades nos façam diferentes um dos outros, elas também nos aproximam em certos aspectos. Além disso, é necessário mencionar que a preocupação com a subjetividade é uma questão moderna. Isso porque o sujeito pré-moderno era orientado pela ordem religiosa e entendido como parte de um todo social. Porém, as ideias iluministas trouxeram à tona o individualismo, em que o sujeito age conforme a sua vontade, sempre direcionado pela razão. Essa nova lógica revolucionou o mundo, destituindo governos e colocando o indivíduo no centro das atenções. É importante mencionar que, no âmbito da arte, a subjetividade das pessoas é muito bem aceita. Nós sabemos que cada artista tem o seu jeito único de se expressar e é exatamente por essa razão que eles são aclamados. Sabe-se que as experiências de vida um artista e o contexto histórico-social da sua época também influenciam na forma de interpretar a sua obra. Assim, ao escrever um livro ou ao pintar um quadro, um artista inevitavelmente coloca muito de si na sua criação. É por essa razão que muitos pesquisadores utilizam as obras de algumas pessoas como material de pesquisa para compreender a história de vida delas. A validade desse tipo estudo pode ser questionável, mas ele deixa claro como a subjetividade tem sua importância na arte. Seria possível discutir até que ponto é possível ser verdadeiramente neutro, sem manifestarmos as nossas particularidades naquilo que fazemos. Até a nossa escolha de palavras manifesta quem nós somos. No entanto, importa mais, nesse momento, apontar o que a psicologia tem a dizer sobre a subjetividade, já que essa área estuda o ser humano nas suas várias particularidades, nos seus diferentes modos de ser. De acordo com as ideias do behaviorismo radical, a subjetividade é um produto social. Assim, tudo o que passa sob a pele de uma pessoa é moldado pela sociedade. Já de acordo com Freud, a subjetividade é constituída pelo consciente e pelo inconsciente. Para o estudioso, cada uma dessas instâncias psíquicas possui as suas próprias leis.