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Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 1 I.Gr�s� o intestino grosso é a última porção do trato digestório - absorção da água e a formação das fezes através da reabsorção da água. A maior parte do intestino grosso localiza-se dentro da cavidade abdominal, com a última porção na cavidade pélvica composto: ceco e apêndice vermiforme, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide, reto e canal anal fica ao redor do i.delgado cerca de 1,5m de comprimento transição do delgado para o grosso -> calibre é maior no grosso (maior no ceco e vai diminuindo em direção ao reto), a parede não é lisa, têm saculações do cólon chamada de haustrações (abaulamento da parede do órgão devido as tênias) -> pregas semilunares. Camada longitudinal externa não é contínua, se agrupa em 3 pontos -> cada agrupamento é chamado de tênia. As tênias cólicas são três bandas longitudinais de Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 2 músculo liso localizadas sob o peritônio, que se estendem ao longo de alguns segmentos do intestino grosso. Suas contrações facilitam a ação peristáltica do intestino grosso, empurrando a matéria fecal e formando as haustrações. Tenía livre -> da frente, não se insere outra estrutura Tenía omental -> se insere o omento maior que sai da grande curvatura do estômago e se insere aqui Tenia mesocólica -> 3a onde o mesocólon transverso se insere lá atrás. Raiz do mesocólon transverso que se insere na parte de trás Estrutura Interna Íleo termina atravessa a parede lateral do ceco (bolsa em fundo cego). Valva íleo fecal - estrutura na parede do ceco pela projeção do íleo pela própria parede do ceco. Lábio de cima - ileocólico e de baixo - ileocecal Ceco - bolsa em fundo cego -> 1a parte do i.grosso, fica na fossa ilíaca direita do abdômen. É revestido de peritônio, cerca de 7,5cm de comprimento e largura. Têm orifício posteromedial -> óstio ileal e outro orifício mais abaixo - óstio apêndice vermiforme: órgão residual, podemos viver sem, tem 4 camadas, órgão intraperitoneal, têm meso que conecta a Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 3 parede do abdômen, é móvel, sua posição pode variar de indivíduo a indivíduo, normalmente aponta para o ceco. Válvula Íleo cecal válvula unidireccional - têm esfíncter fechando, mas a estrutura dela é assim, não é continuação fim de um e início de outro. Qualquer coisa que bate nos lábios dá válvula -> fechar as válvulas. Nem gás consegue voltar. Do i.grosso pro íleo não volta, do íleo vai para o grosso por efeito fisiológico. Apêndice Vermiforme O apêndice vermiforme é uma bolsa linfoide em fundo cego localizada na fossa ilíaca direita, que se origina a partir do ceco. Estas duas partes do intestino são conectadas pelo mesoapêndice. O apêndice possui papel na manutenção da flora intestinal e na imunidade da mucosa. Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 4 aqui se encontra na posição habitual. Mas têm as outras posições de tamanhos do apêndice. O problema é que quando o apêndice inflamar -> podem achar que é colecistite e só descobre que é apendicite quando abrir. Sinal de blumberg -> muitas vezes não têm. relação do cólon com o peritônio -> ele entra e sai do peritônio cólon ascendente -> retroperitoneal que através da fossa ilíaca D, sobe pelo flanco direito até o hipocôndrio D, contato com a face visceral do fígado até a flexura D do cólon e faz a volta com o ângulo D. conecta-se à parede abdominal posterior através da fáscia de Toldt. -> cólon transverso -> intraperitoneal -> face anterior do pâncreas -> posição varia, hipocôndrio D atravessa abdômen até hipocôndrio E -> ângulo E ou ângulo esplênico ou flexura E do cólon. -> cólon descendente -> retroperitoneal -> desce do hipocôndrio E -> flanco E -> fossa ilíaca E. A fáscia de Toldt prende o cólon descendente à parede abdominal. -> cólon sigmóide -> intraperitoneal -> na fossa ilíaca esquerda até a terceira vértebra sacra -> subperitoneal -> têm meso e têm formato de S -> vólvulo ceco é intraperitoneal peritônio -> reveste terço superior do reto junto com sigmóide. No terço médio do reto o peritônio faz a curva para cima -> subperitoneal. apêndices epiplóicos ou omentais -> são apêndices de conteúdo de gordura e pode ter tecido linfático. Podem inflamar. Podendo fazer clínica parecida com: diverticulite, colecistite, apendicite. Ao longo do cólon, principalmente, da tênia livre. Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 5 ligamento gastrocólico -> tenía omental reto não na cavidade abdominal, tá na cavidade pélvica que se contínua com cólon sigmóide. O reto não é retilíneo, têm curvas, formato de S ântero-posterior. A primeira curvatura do reto junto ao cóccix na transição do sigmóide para o reto é o abaulamento para trás curvatura de transição do reto para o canal retal -> ângulo ano-retal - armazena fezes e é um dos mecanismos que ajuda a gnt a ter continência fecal. também têm curvaturas latero-laterais -> se dobra sobre si mesmo latero lateralmente -> cria projeções da parede fazendo pregas transversas que são 3 importantes no mecanismo de continência. O calibre do i. Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 6 grosso ia diminuindo do ceco para o reto. Mas no terço distal do reto, o calibre aumenta -> dilatação -> chamada de ampola do reto -> importante na continência fecal. Canal anal propriamente dito -> pregas/projecoes longitudinais que são o plexo venoso submucoso que na hora que é revestido de mucosa -> especto longitudinal -> colunas anais. Ao final dessas colunas -> zona de transição entre mucosa e pele -> zona alba ou linha branca. E em seguida o ânus propriamente dito. IRRIGAÇÃO Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 7 a.mesentérica superior e inferior a.mesentérica superior irriga o jejuno e o íleo -> continuação pela a.ileocólica que irriga o final do íleo e faz as a.fecais que vão para o ceco e a.apendicular que vai para o apêndice. A a.mesentérica sup têm 2 outros ramos: a.cólica D (cólon ascendente até o ângulo hepático) e a a.cólica média (cólon transverso até perto do final do cólon transverso). Artéria não vai diretamente ao órgão, faz arcos de anastomose entre si. A.marginal -> periferia do órgão - proteger contra isquemia vaso escondido pelo i.delgado faz anastomose com a.cólica média. a.cólica E não é ramo da a.mesentérica sup ramo visceral da aorta abdominal -> a.mesentérica inf -> ramos: a.cólica E que irriga o cólon descendente e o fim do cólon transverso a.mesentérica inf -> faz a.sigmóideas para irrigar o cólon sigmóide a.retal superior -> terço superior do reto Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 8 drenando o cólon descendente -> veia cólica E drenando o terço superior do reto -> veia retal superior que cai na veia mesentérica a.retal superior é uma só, irriga o terço superior do reto que veio da a.mesentérica inferior o terço médio e o terço distal são diferentes -> artéria média (ramo da ilíaca interna) e artéria distal (ramo da pudenda que é dá ilíaca e da aorta). Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 9 o terço superior do reto é drenado pela veia retal superior -> inferior -> porta veias retais médias e inferiores não drenam para o sistema porta, drenam para a circulação sistêmica -> cava drenagem linfática -> linfonodos mesentéricos -> seguem os vasos dentro do mesentério -> aorta -> ducto torácico. Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 10 ISQUEMIA MESENTÉRICA Vascularização do TGI - Tronco celíaco - Fígado, árvore biliar, baço, estômago, duodeno, pâncreas Artéria mesentérica superior - Duodeno, pâncreas, intestino delgado, colo ascendente e transverso Artéria mesentérica inferior - Colo descendente, reto Anastomoses entre os vasos - Colaterais capazes de manter o fluxo - Obstrução gradual Condição rara (< 0,1% das admissões) Alta mortalidade -> 24-94% Alta suspeição Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 11 dor abdominal -> 4 mecanismos para: Embolia arterial (+ comum) – 50% oclusão arterial por êmbolo,têm trombo em algum outro lugar, solta êmbolo que vai para aorta -> mesentérica superior até chegar num ponto que é menor que ele e aí ele fecha o vaso. -> muito súbito. Normalmente este trombo se encontra no coração. Subir pela carótida -> AVC isquêmico. Descer -> curva pela aorta -> isquemia pela aorta. O mais comum é subir -> mais AVC isquêmico. Fazer trombo no coração: aterosclerose, fibrilação atrial, infarto prévio com zona inativa, cardiomiopatia, válvula mecânica. Trombose arterial – 25% Trombose venosa mesentérica – 10% -> fator de risco intrínseco: trombofilia, neoplasia, estado inflamatório dentro do abdômen, doença inflamatória intestinal Causas não oclusivas – 20% angina mesentérica = angina estável - forma crônica período pós prandial -> intestino faz movimentação Doença aterosclerótica difusa - Vasculites sistêmicas - Neoplasias Número de vasos envolvidos - Pressão arterial - Duração da isquemia Colaterais - Perfusão mantida mesmo com apenas uma artéria livre - Redução de 75% do fluxo por 12 horas CAUSAS Embolia arterial - Êmbolos provenientes do coração - Fibrilação atrial, pós IAM - Ateromatose aórtica Trombose arterial - Complicação de aterosclerose - Clínica prévia de angina mesentérica >> piora súbita Não oclusiva - Vasoconstrição mesentérica em resposta a substâncias vasoativas liberadas em situações de baixo débito Trombose venosa mesentérica Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 12 - Estados de hipercoagulabilidade - Hipertensão portal - Infecções / inflamações, neoplasia, vasculites - Agudo ou crônico Isquemia mesentérica crônica (5%) - Aterosclerose difusa - Angina mesentérica MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Dor abdominal persistente, de forte intensidade, difusa e constante - Pouco responsiva a analgésicos Doença embólica - Início súbito Trombose arterial - Piora de um quadro crônico Trombose venosa - Início mais insidioso Náuseas e vômitos Distensão abdominal Sangramento em TGI - diarreia com sangue SINTOMAS NÃO COMPATÍVEIS COM EXAME FÍSICO DIAGNÓSTICOS Quando suspeitar? > 50 anos, história de FA, IAM, ICC, hipotensão Exame físico é pobre Achados laboratoriais inespecíficos - Leucocitose, acidose metabólica, LDH, DHE Exames de imagem Rx simples Excluir outras causas Distensão abdominal, gás na parede, edema de alças Achados tardios desenhar intestino -> edema da parede, distensão Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 13 muito dilatado, dá para desenhar bem contorno preto -> gás preso entre às camadas das paredes -> sinais de necrose -> estágio tardio Exames de Imagem USG com doppler - Muito sensível - Não detecta pequenos êmbolos Tomografia de abdome - Mesmos achados do RX - Pneumatose intestinal - Gás na veia porta - Padrão ouro para trombose venosa Pneumatose Intestinal contorno preto -> ar na parede distensão abdominal Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 14 Angiografia - Exame padrão ouro para isquemia aguda - Confirma o diagnóstico - Estabelece etiologia - Permite infusão de drogas no leito acometido Angiografia Mesentérica seta amarela -> êmbolo Tratamento Estabilização hemodinâmica - Normalização da volemia e PA Reposição hidroeletrolítica Correção de distúrbios ácido básicos Antibioticoterapia de amplo espectro Isquemia crônica - Revascularização cirúrgica - Angioplastia com ou sem stent Isquemia aguda - Há sinais de irritação peritoneal? - Qual o tamanho da oclusão? Carolina Pithon Rocha | Medicina | 3o semestre 15