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pPACTO DE GESTÃO Histórico básico 8º conferência de saúde – 1986 Constituição Federativa do Brasil – 1988 Lei 8080 – 1990 Lei 8142 – 1990 Pacto pela saúde – 2004 Política de atenção básica (PNAB) – 2017 • Art. 2o Para efeito deste Decreto, considera-se: • I - Região de Saúde - espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde; III - Portas de Entrada - serviços de atendimento inicial à saúde do usuário no SUS; VI - Rede de Atenção à Saúde - conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde; Art. 5º Para ser instituída, a Região de Saúde deve conter, no mínimo, ações e serviços de: I - atenção primária; II - urgência e emergência; III - atenção psicossocial; IV - atenção ambulatorial especializada e hospitalar; e V - vigilância em saúde. Princípios organizativos: Descentralização Hierarquização Regionalização Participação social A saúde é comandada pelas três esferas de governo: União, Estado e Município. Descentralização: A descentralização aproxima o local de comando entre as pessoas onde o serviço é prestado e facilita assim a fiscalização da gestão. O município pode definir quais são as prioridades e serviços que serão ofertados, dessa forma facilita e compreende melhor as necessidades da população; Redistribuição de responsabilidades – Nível Federal, Estadual e Municipal. • Municipalização da ATENÇÃO BÁSICA - promoções das ações de saúde direto aos seus cidadãos. • Maior chance de criação e inovação. • Aumento da eficiência (relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados). • Quanto mais perto do fato a decisão for tomada, mais chance haverá de acerto. Hierarquização: Compreende uma organização dos serviços para classificar de acordo com sua complexidade. Regionalização: Consideram-se regiões de saúde como um recorte espacial estratégico para fins de planejamento, organização e gestão de redes de ações e serviços de saúde em determinada localidade. Participação social: Participação da comunidade 🡪 o SUS atende as necessidades as quais são pedidos Por que Redes de Atenção à Saúde no SUS? O objetivo da RAS é prestar uma atenção integral, de qualidade, resolutiva, de forma regionalizada, com integração entre os diversos pontos de atenção (locais que prestam atenção singular) que, de fato, atenda às necessidades da população adscrita. Essa definição traz a ideia de construção de outra forma de assistir a população, considerando que os resultados esperados não são alcançados, não são suficientes ou estão em desacordo com alguns aspectos sociais, demográficos e epidemiológicos que ocorreram na sociedade brasileira. ** O setor privado participa do SUS de forma complementar, por meio de contratos e convênios de prestação de serviço ao Estado - quando as unidades públicas de saúde não são suficientes para garantir o atendimento a toda à população de uma determinada região. 🡪 Preferência de empresas sem fins lucrativos, exemplos: Organizações Sociais (OS). FUNÇÕES DA ATENÇÃO BÁSICA NA REDE DE ATENÇÃO E SAUDE I - Ser base: ser a modalidade de atenção e de serviço de saúde com o mais elevado grau de descentralização e capilaridade, cuja participação no cuidado se faz sempre necessária; II - Ser resolutiva: identificar riscos, necessidades e demandas de saúde, utilizando e articulando diferentes tecnologias de cuidado individual e coletivo, por meio de uma clínica ampliada capaz de construir vínculos positivos e intervenções clínica e sanitariamente efetivas, na perspectiva de ampliação dos graus de autonomia dos indivíduos e grupos sociais; III - Coordenar o cuidado: elaborar, acompanhar e gerir projetos terapêuticos singulares, bem como acompanhar e organizar o fluxo dos usuários entre os pontos de atenção das RAS. IV - Ordenar as redes: reconhecer as necessidades de saúde da população sob sua responsabilidade, organizando as necessidades desta população em relação aos outros pontos de atenção à saúde, contribuindo para que a programação dos serviços de saúde parta das necessidades de saúde dos usuários. Epidemiologia · Medidas de saúde O que é um indicador? Termo amplo, utilizado para medidas ajustadas pela sociedade para auxiliar na tomada de decisão. Capacidade de revelar um determinado aspecto da situação de saúde-doença Eleito para alertar qual o momento e local e momento para desencadear uma ação. DADOS ABSOLUTOS: Resultado da contagem de um determinado evento. Valor ou número bruto. Exemplos: N°. De crianças nascidas no Brasil em 2006: 2.944.928. Nº de óbitos totais em 2010: 1.034.418 DADOS RELATIVOS: São medidas de frequência de um grupo de eventos com relação à frequência de outro grupo de eventos. Uma medida síntese da relação entre duas contagens, normalmente obtido pela divisão de dois números, com o objetivo de comparação. Exemplos: O número de mortos na cidade X em 2018 foi 100 pessoas. Mas quantas pessoas vivem na cidade X? Se a cidade possui 1000 habitantes, morreram 10% Se a cidade possui 100 000 habitantes, morreram 1% Se a cidade possui 10 000 000 habitantes, morreu 0,01% Na cidade X há 400 homens. Na cidade X há 800 mulheres A relação entre homens e mulheres na cidade X é de 1 para 2, ou 0,5 O que é um índice? caráter multidimensional, integrando, numa medida, vários aspectos de uma determinada situação de saúde-doença 1 - Divisão que representa a relação entre entidades de distinta natureza, exemplo: 2 – Escalas Ex: índice de Apgar (avaliação de vitalidade de recém-nascidos) todas as unidades do numerador estão contidas em um denominador mais amplo, isto é, o numerador é um subconjunto do denominador. “Divisão de uma parte para o todo” Ex: Tecnicamente, uma razão é uma divisão. Mas o uso deste termo na Epidemiologia expresso a relação entre duas magnitudes da mesma dimensão e natureza, em que o numerador corresponde a uma categoria que exclui o denominador. Exemplo: O que é um coeficiente? Termo usado para designar os fenômenos observados; Todo coeficiente de risco pode ser usado para cálculos de estimativas e projeções das ocorrências respectivas; nessa função, é renomeado como taxa de risco ou taxa para cálculo da ocorrência correspondente. O que é uma taxa? Termo usado para designar as medidas auxiliares nos cálculos de estimativas e projeções de fenômenos dos quais não se tem registros confiáveis; Ex: o coeficiente de natalidade de pop. A, ao ser utilizado para cálculo de estimativa de natalidade de pop. B, é chamado de taxa de natalidade. Obs: algumas literaturas atribuem o nome “taxa” ao coeficiente quando utilizado em outra população, ou com uma população padronizada, multiplicando o coeficiente por uma potência de 10. A gestão de saúde se processa em três atividades básicas: avaliação, planejamento e execução de ações. Avaliação: medidas primárias de vida e saúde: medidas elementares, absolutas, incidências e prevalências. Nascimentos – coeficientes de natalidade Agravos – coeficientes de morbidade Óbitos – coeficientes de mortalidade Para responder: Em um município com 120 mil habitantes, 15 mil eram hipertensos no início de 2018. Ao longo do ano, duas mil pessoas foram diagnosticadas com hipertensão. Quantos casos novos surgiram em 2018? Qual é a proporção (em %) que este número representa no total de habitantes? No final do ano, supondo que ninguém tenha morrido, qual é o número de hipertensos neste município? Qual é a proporção (em %) que este número representa no total de habitantes? Caso 500 pessoas hipertensas tenham morrido ao longo de 2018, qual seria a proporção (em %) de hipertensos no total de habitantes no final do ano? Qual é o risco de adquirir hipertensão neste município? Indicadoresde morbidade · Medidas de ocorrência · Prevalência · Incidência · Medidas de associação · Semestre que vem PREVALÊNCIA · Frequência de casos (todos: novos + antigos) de uma doença, existentes em um dado momento, em uma dada população. · Mede a magnitude de uma doença/condição/exposição na população · No numerador colocam-se os casos NOVOS e ANTIGOS e no denominador a população sob risco de ser caso *** PREVALÊNCIA NÃO É RISCO INCIDÊNCIA · Frequência com que surgem novos casos de uma doença, num intervalo de tempo. · São considerados os casos novos de pessoas que não tinham apresentado a doença até o início do período de tempo considerado. · Assim, o numerador são CASOS NOVOS no período. Número de novos casos em relação à população susceptível *** PREVALÊNCIA NÃO É RISCO, MAS INCIDÊNCIA É! Diminuem a prevalência: · Introdução de fatores que diminuam a vida dos pacientes. · Taxa elevada de letalidade da doença. · Diminuição da incidência. · Introdução de fatores que permitam o aumento da proporção de curas de uma doença · Correntes migratórias originárias de áreas que apresentam níveis endêmicos mais baixos. Aumentam a prevalência: · Introdução de fatores que prolongam a vida dos pacientes sem curá-los. · Aumento da incidência. · Aprimoramento das técnicas de diagnóstico. · Correntes migratórias originárias de áreas que apresentam níveis endêmicos mais elevados. Epidemiologia descritiva relacionada a um agravo: Sarampo