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Apostila sobre Contabilidade Pública e Governamental: conceitos da CASP, processos de reconhecimento, mensuração e evidenciação, PCASP/DCASP, normas e órgãos (CFC, STN), Estrutura Conceitual e NBC TSP 01–06 com exemplos práticos.

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Prof. Me. Evandro Rafael
UNIDADE I
Contabilidade Pública
e Governamental
 Ramo da ciência contábil aplicada ao setor público (CASP).
Expor e desenvolver o aluno no: 
 Processo gerador de informação;
 Processo prestação de contas e de tomada de decisão.
Objetivos
 Abordar as normas aplicadas ao setor público. 
 Mostrar a importância da CASP.
 Enfatizar que CASP deve ser instrumento de prestação de contas.
Introdução
I. Normas, serviço, administração pública.
II. CASP, orçamento, receitas e despesas.
III. PCASP e DCASP.
Apresentação, objetivos e introdução
Reconhecimento
 O que tem que ser registrado e quando (oportunidade).
Mensuração
 Qualificação do que deve ser registrado
(qualitativa) e atribuição do valor (quantitativa).
Evidenciação
 Como se deve demonstrar.
Contabilidade como ciência – premissa
Fontes: https://pixabay.com/illustrations/search/account/?cat=business
 CFC – Conselho Federal de Contabilidade: órgão de representação da classe 
contábil no Brasil. Edita Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao exercício 
da profissão (perícia, educação, etc.) e às áreas de atuação do profissional (setor 
público, auditoria, etc.).
 STN – Secretária do Tesouro Nacional: órgão vinculado ao ME, normatiza por meio 
do MCASP, Portarias e Notas Técnicas, as práticas contábeis do setor público da 
Federação Brasileira.
Fonte: https://www.gov.br/tesouronacional/pt-br
 Normas vigentes – 27 NBC TSP 
 Normas vigentes – NBC T 16.6 – Até 31/12/2020
 Normas vigentes – NBC T 16.11 – Custos 
Normas brasileiras de contabilidade aplicadas ao setor público
Fonte: https://cfc.org.br/
 Estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação contábil de propósito geral 
pelas entidades do setor público.
 Estabelece conceitos.
 Elaboração e divulgação formal dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral (RCPGs). 
 Capítulo 1: Função, Autoridade e Alcance da Estrutura Conceitual.
 Capítulo 2: Objetivos e Usuários da Informação Contábil de Propósito Geral (ESP).
 Capítulo 3: Características Qualitativas. 
 Capítulo 4: Entidade que Reporta a Informação Contábil.
 Capítulo 5: Elementos das Demonstrações Contábeis.
 Capítulo 6: Reconhecimento nas Demonstrações Contábeis. 
 Capítulo 7: Mensuração de Ativos e Passivos nas 
Demonstrações Contábeis. 
 Capítulo 8: Apresentação de Informação no Relatório Contábil 
de Propósito Geral (ESP).
NBC TSP – Estrutura conceitual 
É aquela em que a entidade recebe ativos ou serviços ou tem passivos extintos e entrega valor 
irrisório ou nenhum valor em troca.
Exemplos:
(a) tributos; 
(b) transferências (monetárias ou não monetárias), incluindo subsídios, perdão de dívidas, 
multas, heranças, presentes e doações.
NBC TSP 01 – Receita de transação sem contraprestação 
É aquela em que ocorre sacrifício para a aquisição de determinado ativo ou extinção 
de passivo.
Exemplos:
(a) prestação de serviços;
(b) venda de bens; 
(c) uso, por parte de terceiros, de outros ativos que gerem juros, royalties e dividendos ou 
distribuições assemelhadas.
NBC TSP 02 – Receita de transação com contraprestação 
É aquela tem que por objetivo definir provisões, ativos e passivos contingentes, por meio de 
identificar as circunstâncias nas quais devam ser reconhecidas, bem como sua forma de 
mensuração e evidenciação.
Exemplos:
(a) 13° salário e férias; 
(b) Obrigações possíveis (provável que tenha uma saída de caixa);
(c) Semoventes (eventos não planejados ou inesperados).
NBC TSP 03 – Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes 
É aquela que busca orientar sobre a determinação do valor de custo dos estoques e sobre o 
seu subsequente reconhecimento como despesa no resultado.
Exemplos:
(a) munição;
(b) estoques estratégicos (por exemplo, reservas de energia);
(c) materiais educacionais (didáticos) ou para treinamento.
NBC TSP 04 – Estoques
É aquela que determina a forma de contabilização dos contratos de concessão pela ótica da 
concedente (uma entidade do setor público).
Exemplos:
(a) estradas;
(b) serviços de saneamento (coleta de lixo, esgoto, distribuição de água encanada); 
(c) aeroportos, portos etc.
NBC TSP 05 – Contratos de concessão de serviços públicos: concedente
É aquela mantida para auferir receitas de aluguel ou para valorização do capital, ou 
para ambas.
Exemplos:
(a) terrenos mantidos para valorização do capital a longo prazo;
(b) terrenos mantidos para uso futuro ainda não definido;
(c) edifício que esteja desocupado, mas mantido para ser arrendado.
NBC TSP 06 – Propriedade para investimento 
O objetivo é estabelecer o tratamento contábil para ativos imobilizados e intangíveis, de forma 
que os usuários das demonstrações contábeis possam discernir a informação sobre o 
investimento da entidade nesses ativos, bem como suas variações.
Exemplos de imobilizados:
(a) imóveis; 
(b) máquinas, equipamentos, móveis e utensílios, veículos etc.
Exemplos de intangíveis:
(a) gastos com propaganda;
(b) atividades de pesquisa e desenvolvimento; 
(c) início das operações (também denominados 
gastos pré-operacionais).
NBC TSP 07 – Ativo imobilizado 
NBC TSP 08 – Ativo intangível
NBC TSP 09 – Não gerador de caixa
Exemplos:
(a) prédios onde funcionam creches e escolas públicas; 
(b) os equipamentos médicos utilizados em unidades de saúde.
NBC TSP 10 – Gerador de caixa
Exemplos:
(a) prédio destinado ao uso de uma repartição; 
(b) investimentos em controladas, controladas em conjunto 
e coligadas.
NBC TSP 09 e 10 – Redução ao valor recuperável de ativo
O objetivo é estabelecer como as demonstrações contábeis devem ser apresentadas para 
assegurar a comparabilidade tanto com as demonstrações contábeis de períodos anteriores 
da mesma entidade quanto com as de outras entidades. 
Exemplos:
(a) usar diretrizes quanto à sua estrutura; 
(b) usar políticas contábeis de acordo com orientações NBC TSP.
NBC TSP 11 – Apresentação das demonstrações contábeis 
 NBC TSP 12 – Demonstração dos fluxos de caixa
 NBC TSP 13 – Apresentação de informação orçamentária nas demonstrações contábeis 
 NBC TSP 14 – Custos de empréstimos 
 NBC TSP 15 – Benefícios a empregados
 NBC TSP 16 – Demonstrações contábeis separadas 
 NBC TSP 17 – Demonstrações contábeis consolidadas 
 NBC TSP 18 – Investimento em coligada e em empreendimento controlado em conjunto
 NBC TSP 19 – Acordos em conjunto
NBC TSP
 NBC TSP 20 – Divulgação de participações em outras entidades
 NBC TSP 21 – Combinações no setor público
 NBC TSP 22 – Divulgação sobre partes relacionadas
 NBC TSP 23 – Políticas contábeis, mudança de estimativa e retificação de erro
 NBC TSP 24 – Efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e conversão de 
demonstrações contábeis
 NBC TSP 25 – Evento subsequente
 NBC TSP 26 – Ativo biológico e produto agrícola
 NBC T 16.7 – Consolidação das demonstrações contábeis 
 NBC T 16.11 – Sistema de informação de custos do 
setor público
NBC TSP
O contador de um órgão público estadual deve fazer o registro do recebimento dos tributos 
desse órgão. Um outro contador de um órgão público municipal deve fazer o registro das 
receitas com aluguel de espaço público. Considerando ambas as situações, é correto afirmar 
que os contadores devem utilizar, respectivamente, as NBC TSP indicadas na alternativa:
a) NBT TSP 11 e NBT TSP 17.
b) NBT TSP 05 e NBT TSP 11.
c) NBT TSP 07 e NBT TSP 08.
d) NBT TSP 11 e NBT TSP 13.
e) NBT TSP 01 e NBT TSP 02.
Interatividade
O contador de um órgão público estadual deve fazer o registro do recebimento dos tributos 
desse órgão. Um outro contador de um órgão público municipal deve fazer o registro das 
receitas com aluguel de espaço público. Considerando ambas as situações, é correto afirmar 
que os contadores devem utilizar, respectivamente, as NBC TSP indicadas na alternativa:
a) NBT TSP 11 e NBT TSP 17.
b) NBT TSP 05 e NBT TSP 11.
c) NBT TSP 07 e NBT TSP 08.
d) NBT TSP 11e NBT TSP 13.
e) NBT TSP 01 e NBT TSP 02.
Resposta
 Conjunto de bens e serviços que são exercidos ou colocados à disposição da coletividade 
visando atender ao maior grau de bem-estar social ou da prosperidade pública.
Serviço público
Fontes: https://pixabay.com/illustrations/search
 Serviços de natureza essencial: conhecidos por serviços públicos no sentido restrito 
(prestados exclusivamente pelo estado), são impedidos de serem transferidos. 
 O Estado é o titular e o prestador do serviço, que é gratuito ou com baixa remuneração.
Exemplo:
 relações diplomáticas e consulares;
 defesa e segurança do território nacional;
 estabelecimento e execução de planos nacionais de saúde e educação.
Serviço público – De natureza essencial
Serviços de natureza secundária: são serviços relevantes à sociedade, de utilidade pública, 
considerados não essenciais, com permissão para serem transferidos a terceiros.
Serviços de utilidade pública: são os que a Administração, reconhecendo sua conveniência 
para os membros da coletividade, presta-os diretamente ou concede que sejam prestados por 
terceiros, nas condições regulamentadas e sob seu controle, mas por conta e risco dos 
prestadores, mediante remuneração dos usuários. 
Exemplo:
 energia elétrica;
 água;
 transporte público.
Serviço público – De natureza secundária
 A concessão é um procedimento pelo qual uma pessoa de direito público (autoridade 
concedente) autoriza uma pessoa física ou jurídica (concessionário), por delegação 
contratual, a explorar um serviço público por prazo determinado. 
 Em contrapartida, o concessionário deve sujeitar-se a certas obrigações impostas pelo 
Poder Público.
 A concessão é um ato que deve ser amparado por autorização legislativa, e as condições 
dos serviços são fixadas no edital de concorrências. 
 A remuneração pode ser por meio de tarifas pagas pelo usuários dos serviços.
Exemplo:
 exploração de jazidas e fontes minerais;
 utilização de jazigo em cemitérios;
 transporte coletivo.
Serviço de utilidade pública por concessão
 Permissão é o procedimento pelo qual uma pessoa de direito público (autoridade permitente) 
autoriza uma pessoa física ou jurídica (permissionário), por delegação, a título precário, de 
prestar obras e serviços, podendo ser outorgada de forma gratuita ou remunerada e 
atendendo as condições estabelecidas pelo poder público.
 O poder público poderá desfazer a permissão sem o pagamento de uma indenização, pois 
não há um prazo certo e determinado.
Exemplos:
 serviços de transportes específicos;
 instalação de bancas de jornais;
 atos dos capitães de navios (como casamento ou prisão). 
Serviço de utilidade pública por permissão
 São aqueles prestados pela Administração por seu dever de Estado e que podem também 
ser executados por pessoa física ou jurídica de caráter privado ao mesmo tempo. 
 Trata-se de serviço público não vedado à iniciativa privada e, portanto, desnecessária 
sua delegação.
 Isto acontece em função de leis que atribuem certos direitos aos cidadãos e obrigações 
ao Estado, não vedando a execução de tais serviços a pessoas físicas e/ou jurídicas de 
direito privado.
Exemplos:
 educação;
 seguros;
 previdência.
Serviço de utilidade pública – Mista
 A autorização é ato administrativo discricionário e precário pelo qual a administração 
consente que o indivíduo desempenhe atividade de seu exclusivo ou predominante interesse, 
não se caracterizando a atividade como serviço público.
 É outorgada de forma remunerada, despida de natureza contratual e não está sujeita 
a licitação.
Exemplo: 
 Serviços de táxi, despachantes ou guarda particular.
Autorização
 A regulamentação e controle do serviço público cabem sempre ao poder público, o qual tem 
a possibilidade de modificação unilateral das cláusulas da concessão, permissão ou 
autorização. Há um poder discricionário (livre de condições/ilimitado) de revogar a 
delegação, respondendo, conforme o caso, por indenização.
Regulamentação e controle
 Permanência ou continuidade. 
 Generalidade. 
 Eficiência. 
 Modicidade. 
 Cortesia.
Princípios do serviço público (requisitos e direitos do usuário)
Acerca dos serviços públicos, assinale a opção correta.
a) São exemplos de serviços públicos individuais os serviços de iluminação pública 
e de saneamento.
b) Os serviços públicos não essenciais podem ser prestados diretamente pelo Estado ou 
delegados a terceiros mediante remuneração. 
c) Tanto a concessão quanto a permissão formalizam-se por atos administrativos.
d) Os serviços públicos de natureza essencial devem ser prestados exclusivamente pelo 
Estado, podendo ser delegados a particular por meio de delegação.
e) A autorização é outorgada de forma remunerada e não está 
sujeita a licitação, caracterizando-se como um serviço público.
Interatividade
Acerca dos serviços públicos, assinale a opção correta.
a) São exemplos de serviços públicos individuais os serviços de iluminação pública 
e de saneamento.
b) Os serviços públicos não essenciais podem ser prestados diretamente pelo Estado ou 
delegados a terceiros mediante remuneração. 
c) Tanto a concessão quanto a permissão formalizam-se por atos administrativos.
d) Os serviços públicos de natureza essencial devem ser prestados exclusivamente pelo 
Estado, podendo ser delegados a particular por meio de delegação.
e) A autorização é outorgada de forma remunerada e não está 
sujeita a licitação, caracterizando-se como um serviço público.
Resposta
 É o conjunto das normas, leis e funções desempenhadas para organizar a administração do 
Estado em todas as suas instâncias, objetivando a realização de seus serviços, visando à 
satisfação das necessidades coletivas.
 O Estado distribui-se em três funções essenciais: a legislativa, a executiva e a judicial. 
A administração pública é baseada numa estrutura hierarquizada com graduação 
de autoridade. 
 O campo de atuação da administração pública compreende 
os órgãos da administração direta (centralizada) e da 
administração indireta (descentralizada).
Administração pública
Administração 
pública
Administração 
particular
 A administração direta ou centralizada é a constituída dos serviços integrados na estrutura 
administrativa do Poder Executivo.
Exemplos:
 Presidência da República e Ministérios – esfera federal; 
 Governador e Secretarias de estado – na esfera estadual;
 Prefeito e Secretarias – na esfera municipal.
Administração direta (centralizada)
Gabinete da Presidência
Ministérios
Órgãos auxiliares
 É aquela atividade administrativa caracterizada como serviço público ou de interesse público, 
transferido para outra entidade por ele criada ou cuja criação é por ela autorizada.
 Entidades que compõem a administração indireta ou descentralizada podem utilizar-se de 
pessoas de personalidade jurídica de direito público ou privado através das quais o Estado 
pode descentralizar os serviços públicos ou de interesse público. 
 Não possuem poder político.
 Desempenham apenas funções administrativas.
Essas pessoas administrativas podem ser: 
 autarquias, 
 empresas públicas; 
 sociedades de economia mista; 
 fundações públicas; e
 Serviços Sociais Autônomos.
Administração indireta (descentralizada)
Entidades 
paraestatais
 Atividade administrativa caracterizada como serviço público ou de interesse público.
 Transferido para outra entidade por ele criada ou cuja criação é por ela autorizada.
 São criadas diretamente por lei específica.
 Podem utilizar-se de pessoas de personalidade jurídica de direito público ou privado através 
das quais o Estado pode descentralizar os serviços públicos ou de interesse público.
 Possuem autonomia administrativa e patrimônio próprio.
 Possuem imunidade tributária; não visam ao lucro.
 São regidas pelo direito público justamente por desempenharem funções típicas de Estado, 
como saúde, educação,previdência social etc.
Exemplos: 
 Conselho Federal de Contabilidade, 
 Banco Central do Brasil, 
 Universidade de São Paulo 
 Departamento Nacional de Estradas de Rodagem.
Autarquia 
 Sua criação é autorizada por lei.
 São entidades de personalidade de direito privado.
 Seu patrimônio pode ser público e/ou misto.
 Tem finalidade de executar atividades de interesse ou utilidade pública, que tanto podem ser 
atividades econômicas com fins lucrativos, como podem perseguir fins não lucrativos.
Exemplo: obras ou serviços de interesse coletivo, sob controle do Estado.
 Deverá ser escolhida a estrutura e organização adequada a cada finalidade.
São características gerais das entidades paraestatais: 
 a organização depende de autorização legislativa;
 regem-se por seus estatutos ou contratos sociais;
 possuem autonomia administrativa e financeira; 
 não possuem privilégios tributários ou processuais; 
 são supervisionadas pela entidade estatal a que 
estiverem vinculadas.
Entidades paraestatais 
 Entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado.
 Patrimônio próprio e capital exclusivamente governamental.
 Criação autorizada por lei para a exploração de atividade econômica ou industrial, a qual 
o governo é levado a exercer por força de contingência ou conveniência administrativa.
 Tem estrutura descentralizada.
 Supõe autonomia de órgãos do Estado. 
Exemplos: 
 Caixa Econômica Federal;
 Casa da Moeda; 
 Imprensa Oficial; 
 Empresa Municipal de Urbanismo – Emurb.
Empresas públicas
 Entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado.
 Patrimônio próprio.
 Criação autorizada por lei para exploração de atividades econômica ou de serviço, com 
participação do poder público e de particulares no seu capital e na sua administração.
 As ações com direito a voto pertencem em sua maioria ao Estado ou entidades da 
administração indireta. 
 Concilia os objetivos de interesse público com a estrutura das empresas privadas. 
Exemplos: 
 Banco do Brasil S. A.;
 Petróleo Brasileiro S. A. – Petrobras; 
 Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig; 
 Centrais Elétricas de Carazinho S. A.
Sociedade de economia mista
 Instituídas pelo poder público.
 Criação autorizada por lei.
 São entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio.
 Inscritas no Registro Civil das Pessoas Jurídicas, com objetivos de interesse coletivo, 
geralmente culturais ou de assistência.
Exemplos: 
 Funai – Fundação Nacional do Índio;
 IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística;
 Fundação Padre Anchieta; 
 Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São 
Paulo.
Fundações
 São autorizados por lei;
 Personalidade de direito privado;
 Patrimônio próprio e administração particular;
 Finalidade específica de assistência ou ensino a certas categorias sociais ou determinadas 
categorias profissionais;
 Sem fins lucrativos.
Exemplos: 
 Sesi – Serviço Social da Indústria;
 Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial;
 Sesc – Serviço Social do Comércio;
 Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial;
 Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro 
e Pequenas Empresas.
Serviços sociais autônomos
Os fundos especiais são um conjunto de recursos, previamente definidos na sua lei de criação 
ou em outro ato legal, destinados exclusivamente ao desenvolvimento ou à consolidação de 
atividades públicas devidamente caracterizadas. 
Exemplos: Fundeb, FNE, FPE e FPM.
 Fundos especiais de despesa. 
 Fundos especiais de financiamento (rotativos).
 Fundos de natureza contábil.
Fundos especiais
Fonte: https://pixabay.com/illustrations/search
A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios: 
 Legalidade – estar de acordo com as normas escritas.
 Impessoalidade – atender o interesse público e não o dos seus agentes.
 Moralidade – não contrariar o que a sociedade acredita que deva ser respeitado.
 Publicidade – manter plena transparência de todos os seus atos.
 Eficiência – buscar um aperfeiçoamento na prestação dos serviços públicos.
Princípios da administração pública 
Analise as seguintes afirmativas concernentes à administração pública. 
I. Administração pública é a soma de todo o aparelho de Estado, estruturada para realizar 
os serviços públicos, visando a satisfação das necessidades da população. 
II. O aparelho de Estado, no contexto da administração pública, deve ser entendido como 
a estrutura organizacional do Estado, em seus três poderes: Executivo, Legislativo e 
Judiciário e nos níveis da União, Estados, Municípios e Distrito Federal. 
III. A administração pública direta e indireta, de quaisquer um dos poderes, das entidades, dos 
órgãos e dos agentes públicos, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade, eficiência. 
A partir dessa análise, pode-se concluir que está(ão) correta(s):
a) Apenas a afirmativa I. 
b) Apenas as afirmativas I e II. 
c) Apenas as afirmativas I e III. 
d) Apenas as afirmativas II e III. 
e) Todas as afirmativas.
Interatividade
Analise as seguintes afirmativas concernentes à administração pública. 
I. Administração pública é a soma de todo o aparelho de Estado, estruturada para realizar 
os serviços públicos, visando a satisfação das necessidades da população. 
II. O aparelho de Estado, no contexto da administração pública, deve ser entendido como 
a estrutura organizacional do Estado, em seus três poderes: Executivo, Legislativo e 
Judiciário e nos níveis da União, Estados, Municípios e Distrito Federal. 
III. A administração pública direta e indireta, de quaisquer um dos poderes, das entidades, dos 
órgãos e dos agentes públicos, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade, eficiência. 
A partir dessa análise, pode-se concluir que está(ão) correta(s):
a) Apenas a afirmativa I. 
b) Apenas as afirmativas I e II. 
c) Apenas as afirmativas I e III. 
d) Apenas as afirmativas II e III. 
e) Todas as afirmativas.
Resposta
O Brasil, segundo disposto no primeiro artigo da Constituição Federal de 1988, define-se como 
Estado Federal através do seguinte texto: 
“A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e 
do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: 
[...]”.
I. A soberania – não há nenhum poder acima do poder do Estado (que emana do Povo); 
II. A cidadania – compreende todos os direitos e obrigações de natureza política; 
III. A dignidade da pessoa humana – é um valor espiritual, supremo e moral inerente à pessoa; 
IV. Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa –
o indivíduo tem a possibilidade de crescer, se desenvolver ou 
empreender por meio de seu trabalho e livre iniciativa; 
V. O pluralismo político – é a admissão de ideias contrapostas, 
em todas as situações e a livre participação popular nos 
destinos políticos do país.
Organização político-administrativa brasileira
 É a de um Estado Federal.
 Indissolúvel dos 
estados-membros, dos 
municípios e do distrito 
Federal; destacando-se, 
a existência de territórios, 
não caracteristicamente 
entidades federativas, 
mas unidades 
político-administrativas 
que integram a União. 
Organização político-administrativa brasileira
Fonte: Adaptado de: https://pixabay.com/illustrations/search
REGIÃO SUDESTE
REGIÃO SUL
REGIÃO CENTRO-OESTE
REGIÃO NORDESTE
REGIÃO NORTE
ES-Espírito Santo
MG-Minas Gerais
RJ-Rio de Janeiro
SP-São Paulo
PR-Paraná
RS-Rio Grande do Sul
SC-Santa Catarina
DF-Distrito Federal
GO-Goiás
MT-Mato Grosso
MS-Mato Grosso 
do Sul
AL-Alagoas
BA-Bahia
CE-Ceará
MA-Maranhão
PB-Paraíba
PI-Piauí
PE-Pernambuco
RN-Rio Grande do Norte
SE-Sergipe
AC-Acre
AP-Amapá
AM-AmazonasPA-Pará
RO-Rondônia
RR-Roraima
TO-Tocantins
BRASIL
RR
AM
AC
RO
MT
TO
PA
AP
MA
PI
BA
GO
DF
MS
PR
SP
MG
ES
RJ
SC
SE
RS
CE
RN
PE
PB
AL
 O Estado, aqui entendido como a organização do poder político da comunidade nacional, 
distribui-se em três funções essenciais. 
Organização da administração pública
Função 
Executiva
Função 
Jurisdicional
Função 
Normativa
Fonte: Adaptado de: https://www.politize.com.br/separacao-
dos-tres-poderes-executivo-legislativo-e-judiciario/
Eu elaboro 
as leis
Eu aplico 
as leis
Eu 
administro
 O Poder Executivo tem como função observar as demandas da esfera pública e garantir 
os meios cabíveis para que as necessidades da coletividade sejam atendidas seguindo 
aquilo que é estabelecido pela lei. 
 Deve observar as normas vigentes;
 Governar o povo;
 Executar as leis;
 Propor planos de ação; 
 Administrar os interesses públicos.
 Dessa forma, mesmo tendo várias atribuições 
administrativas, os membros do executivo não podem 
extrapolar o limite das leis.
 Presidência da República e Ministros.
 Governador do Estado e Secretários.
 Prefeitos e Secretários.
 Órgãos da Administração Pública.
Distribuição dos poderes – Executivo
 O Poder Legislativo tem como função discutir, criar e aprovar novas leis.
 Além de tal tarefa, os membros do legislativo contam com dispositivos através dos quais 
devem fiscalizar o cumprimento das leis por parte do Executivo. 
 Exerce função de controle político-administrativo e o financeiro-orçamentário.
 Sendo assim, os legisladores fiscalizam as ações dos executores. 
 Congresso Nacional – Senado e Câmara dos Deputados.
 Assembleia Legislativa.
 Câmara dos Vereadores.
Distribuição dos poderes – Legislativo 
 O Poder Judiciário tem por função interpretar as leis e julgar, com base nos princípios legais, 
de que forma uma questão ou problema deve ser resolvido. 
 Na figura dos juízes, promotores e advogados, o judiciário garante que as questões 
concretas do cotidiano sejam resolvidas à luz da lei.
 Supremos Tribunais – STF, STJ.
 Justiça Federal – Tribunais do Trabalho, Eleitoral.
 Tribunais estaduais.
Distribuição dos poderes – Judiciário
 A política brasileira é baseada num sistema democrático.
 Significa que as determinações governamentais são baseadas no sistema de voto 
(obrigatório)
 O sistema político brasileiro é o de uma república federativa presidencialista. 
 República, porque o Chefe de Estado é eletivo e temporário.
 Federativa, pois os Estados são dotados de autonomia política. 
 Presidencialista, porque ambas as funções de Chefe de Governo e Chefe de Estado são 
exercidas pelo presidente.
 Esse sistema é diferente das repúblicas parlamentaristas, nas 
quais há a figura do presidente (representante administrativo) e 
a do primeiro-ministro (figura política que, de fato, administra 
o país).
Sistema político brasileiro
A Constituição define três sistemas eleitorais distintos: 
 eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados, espelhado nos legislativos das 
esferas estadual e municipal;
 proporcional à população de eleitores;
 eleições majoritárias com um ou dois eleitos para o Senado Federal;
 candidatos com maior votação são eleitos; 
 eleições majoritárias para presidente e demais chefes do executivo nas outras esferas;
 candidatos com maior absoluta votação são eleitos, desconsiderando brancos/nulos.
Sistema político brasileiro – sistema eleitoral
A organização político-administrativa brasileira é a de um Estado Federal e tem 
como fundamentos: 
I. A soberania;
II. A cidadania;
III. A dignidade da pessoa humana;
IV. Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V. O pluralismo público.
A partir da análise dos fundamentos mencionados, pode-se concluir que estão corretos:
a) Apenas os indicados em I, II e III. 
b) Apenas os indicados em II, III, IV e V. 
c) Apenas os indicados em I, II, III e IV. 
d) Apenas os indicados em I, II, III e V. 
e) Todos os indicados.
Interatividade
A organização político-administrativa brasileira é a de um Estado Federal e tem 
como fundamentos: 
I. A soberania;
II. A cidadania;
III. A dignidade da pessoa humana;
IV. Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V. O pluralismo público.
A partir da análise dos fundamentos mencionados, pode-se concluir que estão corretos:
a) Apenas os indicados em I, II e III. 
b) Apenas os indicados em II, III, IV e V. 
c) Apenas os indicados em I, II, III e IV. 
d) Apenas os indicados em I, II, III e V. 
e) Todos os indicados.
Resposta
 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, 1988. Disponível 
em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/ Constituiçao.htm. Acesso em: 1 set. 
2020.
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!

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