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DIREITO EMPRESARIAL APLICADO II -DUPLICATA

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
DIREITO EMPRESARIAL APLICADO II
Professora: Roberta Ramos
	
	@professora.robertaramos
	 prof.robertaaramos@gmail.com
	Professora Roberta Ramos
			AVALIAÇÃO 
AV1 - 9,0 (PROVA) + 1,0 (CASOS CONCRETOS)
AV2 - 10,0 (PROVA)
AV3 - 10,0 (PROVA)
EMENTA
Teoria Geral dos Títulos de Crédito. Princípios. Classificação. Atos cambiais: saque, apresentação aceite, endosso, protesto e aval. Títulos de Crédito em espécie: Letra de Câmbio e Nota Promissória. Cheque. Duplicata. Contratos Empresariais. Recuperação Judicial, Extrajudicial e Falência. Legitimidade. Competência. Processamento. Administrador Judicial. Recuperação Extrajudicial e Judicial: conceito, pressupostos, legitimidade ativa e passiva, processamento.  Administrador Judicial. Assembleia de Credores e Comitê de Credores. Plano Especial da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. Falência: legitimidade ativa e passiva, convoloção, defesas pré-falimentar, sentença, habilitação de crédito. Arrecadação dos Bens e Realização do Ativo; Pagamento dos Credores; Encerramento da Falência; Extinção Obrigações; Crimes Falimentares.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
TÍTULOS DE CRÉDITO
1. Títulos de Crédito: Teoria Geral dos títulos de crédito;
2. Atos cambiais: Saque e emissão; Apresentação, aceite, endosso e aval; Vencimento e pagamento;
3. Protesto e Ações Cambiais;
4. Letra de Câmbio e Nota Promissória;
5. Cheque;
6. Duplicata. 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
CONTRATOS EMPRESARIAIS
7. Contratos Empresariais: características, princípios gerais e espécies;
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
RECUPERAÇÃO JUDICIAL, EXTRAJUDICIAL E FALÊNCIA
13. Falência: Conceito, Princípios, Objetivos, Legitimidade e Pressupostos.
14. Sentença no processo de falência: natureza jurídica, elementos constitutivos, efeitos e recursos. 
15. Ações Incidentais; Liquidação do Ativo e Pagamento do Passivo; Encerramento da Falência; e Crimes Falimentares.
16. Revisão do Conteúdo Programático: Títulos de crédito, Atos Cambiais, Recuperação Judicial, Extrajudicial e Falência. 
ORIGEM DOS TÍTULOS DE CRÉDITO
ORIGEM DOS MEIOS DE TROCA
ORIGEM ETIMOLÓGICA
HISTÓRIA DOS TÍTULOS DE CRÉDITO
Período Italiano 
Período Francês
Período Alemão
Período Uniforme – “LUG”
Período atual – desmaterialização 
CONCEITO
ARTIGO 887 DO CC/2002: O título de crédito, documento necessário ao exercício do direito literal e autônomo nele contido, somente produz efeito quando preencha os requisitos da lei.
Cesare Vivante: “título de crédito como o documento necessário ao exercício do direito, literal e autônomo, nele mencionado”.
ESCADA LEGISLATIVA
LEGISLAÇÃO CAMBIÁRIA
1. LEIS ESPECIAIS; 
2. LEI UNIFORME DE GENEBRA – LUG – Decreto 57.663/1966; 
3. DECRETO 2.044/1908; 
4. CÓDIGO CIVIL
5. FONTES DO DIREITO EMPRESARIAL
CARACTERÍSTICAS CAMBIÁRIAS
NATUREZA EMPRESARIAL
DOCUMENTO FORMAL
BEM MÓVEL
TÍTULO DE APRESENTAÇÃO
TÍTULO EXECUTIVO
TÍTULO LÍQUIDO E CERTO 
EFICÁCIA PROCESSUAL ABSTRATA
OBRIGAÇÃO QUESÍVEL
PRO SOLVENDO
TÍTULO DE RESGATE
TÍTULO DE CIRCULAÇÃO
PRINCÍPIOS DO DIREITO CAMBIÁRIO
PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE
“Pelo princípio da cartularidade, a posse do título de crédito é condição para o exercício do direito nele incorporado. O objetivo desta regra principiológica é impedir que alguém se apresente como credor do título, depois de ter negociado o crédito com terceiro, cedendo-o” 
(COELHO, Fábio Ulhoa. Princípios do direito comercial. São Paulo: Saraiva, 2012. p. 55).
	Em síntese, o princípio da cartularidade nos permite afirmar que o direito de crédito mencionado na cártula não existe sem ela, não pode ser transmitido sem a sua tradição e não pode ser exigido sem a sua apresentação.
Desmaterialização dos títulos de crédito.
Art. 887, § 3º, CC - O título poderá ser emitido a partir dos caracteres criados em computador ou meio técnico equivalente e que constem da escrituração do emitente, observados os requisitos mínimos previstos neste artigo.
	O processo de desmaterialização dos títulos de crédito é uma consequência natural do desenvolvimento do comércio eletrônico, que exige que repensemos o conceito de documento, o qual não pode mais ser visto apenas como algo materializado em papel.
	Enunciado 462 das Jornadas de Direito Civil: “Art. 889, § 3.º Os títulos de crédito podem ser emitidos, aceitos, endossados ou avalizados eletronicamente, mediante assinatura com certificação digital, respeitadas as exceções previstas em lei.”
INFORMATIVO 502 DO STJ
EXECUÇÃO. DUPLICATA VIRTUAL. PROTESTO POR INDICAÇÃO.
ERESP 1.024.691-PR - REL. MIN. RAUL ARAÚJO - JULG: 22/8/2012.
A Seção entendeu que as duplicatas virtuais emitidas e recebidas por meio magnético ou de gravação eletrônica podem ser protestadas por mera indicação, de modo que a exibição do título não é imprescindível para o ajuizamento da execução, conforme previsto no art. 8º, parágrafo único, da Lei n. 9.492/1997. [...]
LEI Nº 13.775, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2018.
	
EMENTA: Dispõe sobre a emissão de duplicata sob a forma escritural; altera a Lei nº 9.492, de 10 de setembro de 1997; e dá outras providências.
ART. 4º: O que deve conter uma duplicata eletrônica.
ART. 7º: É título Executivo Extrajudicial.
Art. 12: Apresentação da Duplicata. 
Art. 12, § 2º: Possibilidade de recusa.
Art. 12, §3º: Possibilidade de protesto.
PRINCÍPIO DA LITERALIDADE
“Os direitos resultantes do título são válidos pelo que nele se contém, mostrando-se inoperantes, do ponto de vista cambiário, apartados enunciativos ou restritivos do teor da cártula”
Rel. Min. Luis Felipe Salomão, no REsp 1.078.399-MA, julgado em 2/4/2013.
“Pelo princípio da literalidade, só produzem efeitos os atos que constam do teor do título de crédito. Com isto, facilita-se a circulação, porque potenciais adquirentes não precisam fazer investigações sobre eventuais outros negócios jurídicos, que pudessem restringir ou suprimir o crédito; mesmo que existam, como não estão documentados na própria cártula, não produzirão efeitos que impeçam a oportuna cobrança do título” 
(COELHO, Fábio Ulhoa. Princípios do direito comercial. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 55).
PRINCÍPIO DA AUTONOMIA
“Pelo princípio da autonomia das obrigações cambiais, vícios que possam eventualmente comprometer qualquer das relações obrigacionais documentadas no título não se estendem às demais. Também facilita a circulação, porque os potenciais interessados em adquirir o crédito não precisam investigar se todas as relações obrigacionais documentadas no título são válidas e eficazes; mesmo que alguma delas não seja, isto nunca prejudicará o direito de cobrar o título” 
(COELHO, Fábio Ulhoa. Princípios do direito comercial. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 55).
AUTONOMIA, INOPONIBILIDADE, ABSTRAÇÃO
A autonomia cambial, enquanto característica dos títulos de crédito, permite que o portador de boa fé exerça o direito nele contido, independentemente da relação subjacente.
A colocação do Título em circulação por endosso produz o efeito da abstração, uma vez que o título circula desvinculado das relações originárias.
O terceiro de boa fé que recebe o título por endosso tem em seu favor a tutela da inoponibilidade de exceções a ele estranhas.
	A inoponibilidade das exceções pessoais ao terceiro de boa-fé está assegurada pelo art. 17 da Lei Uniforme de Genebra, segundo o qual “as pessoas acionadas em virtude de uma letra não podem opor ao portador exceções fundadas sobre as relações pessoais delas com o sacador ou com os portadores anteriores, a menos que o portador ao adquirir a letra tenha procedido conscientemente em detrimento do devedor”.
	No mesmo sentido, dispõe o art. 916 do Código Civil que “as exceções fundadas em relação de devedor com os portadores precedentes, somente poderão ser por ele opostas ao portador, se este, ao adquirir o título tiver agido de má-fé”.
AUTONOMIA 
EXCEÇÃO PESSOAL + BOA-FÉ
SOMENTE SE APLICA O PRINCIPIO DA AUTONOMIA SE O TÍTULO CIRCULAR POR ENDOSSO. 
CLÁUSULA À ORDEM: POR ENDOSSO
CLÁUSULA NÃO À ORDEM: POR CESSÃO DE CRÉDITO
EXEMPLIFICANDO
Nota Promissória e autonomia das obrigações:

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