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Sistema Reprodutor Feminino

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO 
GRANDE DO NORTE – IFRN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REPRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO – SISTEMA 
REPRODUTOR FEMININO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mossoró/RN 
MARÇO DE 2017 
1. INTRODUÇÃO 
Os conhecimentos básicos sobre sexualidade e reprodução humana são essenciais 
a qualquer cidadão, haja vista a importância desses assuntos em nossa vida. O avanço das 
pesquisas sobre reprodução humana tem permitido que muitos casais superem 
dificuldades biológicas para procriar. (AMABIS, p. 287, 2010) 
Nos estudos sobre sexualidade e reprodução, é possível conhecer melhor como 
funciona o sistema genital de cada indivíduo, permitindo que ele se conheça melhor e 
como funciona o seu corpo em um dos maiores fenômenos biológicos que ocorrem em 
nosso corpo. Esse estudo elenca outra série de conhecimentos que procuram entender o 
processo de comportamento sexual humano, como o estudo da gravidez, das doenças 
sexualmente transmissíveis (DST’s), menstruação, entre outros. 
Cada sistema reprodutor, masculino ou feminino, pode ser diferenciado através de 
sua anatomia e fisiologia, como também das suas células germinativas, órgãos 
reprodutores e funcionamento. O sistema reprodutor feminino, é de grande importância 
no estudo da biologia, pois através dele ocorre o desenvolvimento de um indivíduo. 
Nesse sentido, esse trabalho visa estudar como funciona o sistema genital da 
mulher, entendendo melhor os órgãos que o compõem, na perspectiva, de contribuir para 
o estudo da reprodução humana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. OBJETIVOS 
2.1 GERAIS 
• Entender a reprodução como característica principal para a vida, 
manutenção e evolução das espécies; 
• Relacionar o estudo da Biologia à saúde sexual e qualidade de vida. 
2.2 ESPECÍFICOS 
• Apresentar a anatomia e fisiologia do sistema genital feminino na espécie 
humana; 
• Entender como funciona o sistema genital da mulher, demonstrando sua 
importância para reprodução humana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. DESENVOLVIMENTO 
3.1 REPRODUÇÃO E APARELHO REPRODUTOR FEMININO 
Reprodução é o fenômeno biológico, que em sua função possibilita aos seres vivos 
a conservação da espécie, na qual acontece por aumento do número de indivíduos ou por 
modificação no código genético dos mesmos. 
O sistema reprodutor ou aparelho reprodutor é um sistema formado por um 
conjunto ou um grupo de órgãos necessários ou acessórios aos processos de reprodução, 
na qual ocorrem foram ou dentro do corpo humano. Também chamado de sistema genital, 
a sua funcionalidade se baseia a fins da reprodução humana, na qual as células 
germinativas masculinas (espermatozoides) e femininas (ovários) constituem a unidade 
básica para reprodução sexual. 
O aparelho reprodutor feminino, compõe-se de seus órgãos reprodutores internos, 
localizados no interior do abdome, composto por um par de ovários, as tubas uterinas, o 
útero e a vagina. 
A sua parte externa, também chamada de pudendo feminino, compõe-se de órgãos 
genitais externos formados pelo clitóris, vestíbulo vaginal, e os pequenos e grandes lábios 
vaginais. 
 
Figura 1. Estruturas do Sistema Genital Feminino. Fonte: Brasil Escola. 
 
Figura 2. Vista Lateral do Aparelho Reprodutor Feminino. Fonte: Desconhecida. 
 
3.2 ÓRGÃOS REPRODUTORES INTERNOS 
 
Figura 3. Vista frontal do sistema reprodutor femino interno. Fonte: Dr. Pauçp Bianchi. 
Disponível em: <http://www.drpaulobianchi.com.br/reproducao-humana-
assistida/mitos-e-verdades-sobre-a-gestacao-natural/entendendo-como-ocorre-a-
gestacao-naturalmente/> 
3.2.1 OVÁRIOS E OVULOGÊNESE 
O ovário, que se encontra em pares, são estruturas ovoides (semelhante a forma 
de uma azeitona) com cerca de 3 cm de comprimento e estão localizados na região da 
virilha, na cavidade abdominal, em cada lado do corpo. Em sua parte externa, também 
chamada córtex ovariano, estão as células que darão origem aos óvulos. 
Para a produção de óvulos, a mulher passa por um processo de produção de células 
sexuais (Gametogênese) chamado de ovulogênese, que pode ser dividia em fases ou 
períodos. 
O processo de formação do óvulo se inicia na vida uterina, em torno do 3° mês, 
na qual é chamada de fase de proliferação ou multiplicação. Nessa fase, ocorre a mitose 
das células germinativas primordiais originando as ovogônias, que se transformam em 
ovócitos primários, que no nascimento da mulher, chegam a ser enumerados em 
aproximadamente 400.000 (quatrocentos mil) ovócitos primários. Cada ovócito primário 
é envolvido por uma camada de células chamada de folicurares, formando o folículo 
ovariano. 
Na segunda fase, a do crescimento, o ovócito inicia a meiose, que é interrompida 
na prófase I, onde há o aumento do volume celular e acúmulo de substâncias lipossolúveis 
no citoplasma. 
A fase da maturação, inicia quando a mulher atinge maturidade sexual; porém o 
grande número de ovócitos primários se degenera antes da puberdade. Aproximadamente 
a cada 28 dias, cerca de 20 folículos são estimulados a se desenvolver por ação do FSH 
(Hormônio Estimulante do Folículo do inglês, follicle stimulating hormone) e, destes, em 
geral, apenas um completa o processo de amadurecimento, enquanto os demais regridem. 
(AMABIS, p. 290, 2010). 
Ao que se segue, o ovócito primário origina duas células de tamanho diferente 
quando sofre a primeira divisão meiótica. A primeira é o ovócito secundário, célula maior 
que recebe quase todo o citoplasma da célula inicial; e uma célula menor, o primeiro 
corpúsculo polar, célula pequena (sem citoplasma) e que se integra antes de sofrer Meiose 
II. Na segunda divisão meiótica, o corpúsculo é desintegrado, e a divisão para na Metáfase 
II e só é finalizada, se ocorre fecundação – caso contrário se degenera 24 horas após sua 
liberação. 
A divisão desigual do citoplasma e do vitelo, em ambas divisões meióticas, 
garante que se caso fecundado, o óvulo maduro tenha material nutritivo para suprir o 
embrião. 
 
Figura 4. Esquema das etapas da Ovulogênese. Fonte: Sou de Biológicas. Disponível 
em: http://soudebiologicas.blogspot.com.br/2016/03/resumo-gametogenese.html 
 
3.2.2 TUBAS UTERINAS 
Também chamadas de trombas ovarianas ou ovidutos, é um par de tubos curvos 
ligados a parte superior útero, com cerca de 10 centímetros de comprimento. A 
extremidade livre de cada tuba uterina é alargada e franjada, situando-se próxima de um 
dos ovários. O interior das tubas é revestido por células dotadas de cílios, cujos 
batimentos criam uma corrente de líquido em direção ao útero, que ajuda o deslocamento 
do óvulo liberado pelo ovário. (AMABIS, p. 889, 2010). 
 
3.2.3 ÚTERO 
O útero é um órgão genital musculoso e oco, que tem forma semelhante à de uma 
pera. Na mulher que ainda não engravidou, o útero chega a medir 7,5 centímetros de 
comprimento por 5 centímetros de largura. A parede uterina é formada por um arranjo de 
músculos, tem cerca de 2,5 centímetros de espessura, e permite grande expansão do útero 
durante a gravidez. 
A porção inferior do útero, o colo uterino ou cérvix uterino, é constituído de tecido 
conjuntivo fibroso tornando-o mais firme; o colo é projetado para o interior da vagina, 
onde se liga a uma pequena abertura que durante o parto, dilata-se permitindo a saída do 
bebê. Já a porção superior do útero é mais larga que o colo uterino e está conectada as 
tubas uterinas. O interior do útero é revestido por um tecido ricamente vascularizado 
(sanguíneos e linfáticos) e cheio de glândulas, o endométrio. 
Ao que disserta Amabis e Martho (p. 289, 2010), a partir da puberdade, o 
endométrio torna-se periodicamente (acada 28 dias, aproximadamente) mais espesso e 
mais rico em vasos sanguíneos, preparando o organismo da mulher para uma possível 
gravidez. Se esta não ocorrer, parte do endométrio que se desenvolveu é eliminada, 
juntamente com o sangue resultante da

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