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Concurso Público
LÍNGUA PORTUGUESA
2021
 1-INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Como interpretar textos
 	É muito comum, entre os candidatos a um cargo público a preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece porque lhes faltam informações específicas a respeito desta tarefa constante em provas relacionadas a concursos públicos. 	 
 	Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento de responder as questões relacionadas a textos.	
  
TEXTO – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz de produzir INTERAÇÃO COMUNICATIVA (capacidade de CODIFICAR E DECODIFICAR).	
  
CONTEXTO – um texto é constituído por diversas frases. Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação dá-se o nome de CONTEXTO. Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão grande, que, se uma frase for retirada de seu contexto original e analisada separadamente, poderá ter um significado diferente daquele inicial.	
  
INTERTEXTO -  comumente, os textos apresentam referências diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse tipo de recurso denomina-se INTERTEXTO.	 
  
ANÁLISE DE TEXTO -  o primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é a identificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na prova.	
  
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:	
  
1. IDENTIFICAR – é reconhecer os elementos fundamentais de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo).	
  
2. COMPARAR – é descobrir as relações de semelhança ou de diferenças entre as situações do texto.	
  
3. COMENTAR - é relacionar  o conteúdo apresentado com uma realidade, opinando a respeito.   
  
4. RESUMIR – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias em um só parágrafo. 
  
5. PARAFRASEAR – é reescrever o texto com outras palavras.
EXEMPLO
   
	 TÍTULO DO TEXTO 
	 PARÁFRASES
	"O HOMEM UNIDO ”
	A INTEGRAÇÃO DO MUNDO 
A INTEGRAÇÃO DA HUMANIDADE 
A UNIÃO DO HOMEM
HOMEM + HOMEM = MUNDO
A MACACADA SE UNIU (SÁTIRA)
  
CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INTERPRETAR	
  
Fazem-se necessários: 	
  
a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura e prática;	
  
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e semântico;	 
OBSERVAÇÃO – na semântica  (significado das palavras) incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, sinonímia e antonimia, polissemia, figuras de linguagem, entre outros.	
  
c) Capacidade de observação e de síntese e 	
  
d) Capacidade de raciocínio.	
INTERPRETAR   x   COMPREENDER  
	INTERPRETAR SIGNIFICA
	 COMPREENDER SIGNIFICA
	- EXPLICAR, COMENTAR, JULGAR, TIRAR CONCLUSÕES, DEDUZIR.
- TIPOS DE ENUNCIADOS 
• Através do texto, INFERE-SE que...
• É possível DEDUZIR que...
• O autor permite CONCLUIR que...
• Qual é a INTENÇÃO do autor ao afirmar que...
	- INTELECÇÃO, ENTENDIMENTO, ATENÇÃO AO QUE REALMENTE ESTÁ ESCRITO.
- TIPOS DE ENUNCIADOS:
• O texto DIZ que...
• É SUGERIDO pelo autor que...
• De acordo com o texto, é CORRETA ou ERRADA a afirmação...
• O narrador AFIRMA...
   
ERROS DE INTERPRETAÇÃO	
  
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de erros de interpretação. Os mais freqüentes são:	
  
a) Extrapolação (viagem) 	
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer pela imaginação.	
  
b) Redução 	
É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema desenvolvido. 	
  
c) Contradição 	
Não raro, o texto apresenta  ideias contrárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas  e, conseqüentemente, errando a questão.	
 
OBSERVAÇÃO -  Muitos pensam que há a ótica do escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de  concurso qualquer, o que deve ser levado em consideração é o que o AUTOR DIZ e nada mais.	
  
COESÃO  - é o emprego de mecanismo de sintaxe que relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um pronome relativo, uma conjunção  (NEXOS), ou  um pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer e o que já foi dito.	
 
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a necessidade de adequação ao antecedente.  Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber:	
  
QUE (NEUTRO) - RELACIONA-SE COM QUALQUER ANTECEDENTE. MAS DEPENDE DAS CONDIÇÕES DA FRASE.	
QUAL (NEUTRO) IDEM AO ANTERIOR.	
  
QUEM (PESSOA)	
   
CUJO (POSSE) - ANTES DELE, APARECE O POSSUIDOR E DEPOIS, O OBJETO POSSUÍDO. 
COMO (MODO)	
   
ONDE (LUGAR)	
   
QUANDO (TEMPO)
   
QUANTO (MONTANTE)   	
 
EXEMPLO:
  
Falou tudo QUANTO queria (correto)	
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria aparecer o demonstrativo O ).
  
• VÍCIOS DE LINGUAGEM – há os vícios de linguagem clássicos (BARBARISMO,  SOLECISMO,CACOFONIA...); no dia-a-dia, porém , existem expressões que são mal empregadas, e, por força desse hábito cometem-se erros graves como:	
  
-  “ Ele correu risco de vida “, quando a verdade o risco era de morte.	
-  “ Senhor professor, eu lhe vi ontem “. Neste caso, o pronome correto oblíquo átono correto é O . 	
- “ No bar: “ME VÊ um café”. Além do erro de posição do pronome, há o mau uso.
Os Artigos
São os preferidos das bancas. Esses textos autorais trazem identificado o autor. Essas opiniões são de expressa responsabilidade de quem as escreveu - chamado aqui de articulista - e tratam de assunto da realidade objetiva, pautada pela imprensa. Vejamos um exemplo: um dado conflito eclode em algum ponto do planeta (a todo o instante surge algum), e o professor Décio Freitas, historiador, abordará, em seu artigo em ZH, os aspectos históricos do embate. Portanto, os temas são, quase sempre, bem atuais.
Trata-se, em verdade, de texto argumentativo, no qual o autor/emissor terá como objetivo convencer o leitor/receptor. Nessa medida, é idêntico à redação escolar, tendo a mesma estrutura: introdução, desenvolvimento e conclusão.
Exemplo de Artigo
“Os nomes de quase todas as cidades que chegam ao fim deste milênio como centros culturais importantes seriam familiares às pessoas que viveram durante o final do século passado. O peso relativo de cada uma delas pode ter variado, mas as metrópoles que contam ainda são basicamente as mesmas: Paris, Nova Iorque, Berlim, Roma, Madri, São Petesburgo.”
(Nelson Archer - caderno Cidades, Folha de S. Paulo, 02/05/99)
Os Editoriais
Novamente , são opinativos, argumentativos e possuem aquela mesma estrutura. Todos os jornais e revistas têm esses editoriais. Os principais diários do país produzem três textos desse gênero. Geralmente um deles tratará de política; outro, de economia; um outro, de temas internacionais. A diferença em relação ao artigo é que o autor, o editorialista, não expressa sua opinião, apenas serve de intermediário para revelar o ponto de vista da instituição, da empresa, do órgão de comunicação. Muitas vezes, esses editoriais são produzidos por mais de um profissional. O editorialista é, quase sempre, antigo na casa e, obviamente, da confiança do dono da empresa de comunicação. Os temas, por evidente, são a pauta do momento, os assuntos da semana.As Notícias
Aqui temos outro gênero, bem diverso. As notícias são autorais, isto é, produzidas por um jornalista claramente identificado na matéria. Possuem uma estrutura bem fechada, na qual, no primeiro parágrafo (também chamado de lide), o autor deve responder às cinco perguntinhas básicas do jornalismo: Quem? Quando? Onde? Como? E por quê?
Essa maneira de fazer texto atende a uma regra do jornalismo moderno: facilitar a leitura. Se o leitor/receptor desejar mais informações sobre a notícia, que vá adiante no texto. Fato é que, lendo apenas o parágrafo inicial, terá as informações básicas do assunto. A grande diferença em relação ao artigo e ao editorial está no objetivo. O autor quer apenas "passar" a informação, quer dizer, não busca convencer o leitor/receptor de nada. É aquele texto que os jornalistas chamam de objetivo ou isento, despido de subjetividade e de intencionalidade.
Exemplo de Notícia
“O juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, negou-se a responder ontem à CPI do judiciário todas as perguntas sobre sua evolução patrimonial. Ele invocou a Constituição para permanecer calado sempre que era questionado sobre seus bens ou sobre contas no exterior.”
(Folha de S. Paulo, 05/05/99)
As Crônicas
Estamos diante da Literatura. Os cronistas não possuem compromisso com a realidade objetiva. Eles retratam a realidade subjetiva. Dessa maneira, Rubem Braga, cronista, jornalista, produziu, por exemplo, um texto abordando a flor que nasceu no seu jardim. Não importa o mundo com suas tragédias constantes, mas sim o universo interior do cronista, que nada mais é do que um fotógrafo de sua cidade. É interessante verificar que essas características fundamentais da crônica vão desaparecendo com o tempo. Não há, por exemplo, um cronista de Porto Alegre (talvez o último deles tenha sido Sérgio da Costa Franco).
Se observarmos o jornal Folha de S. Paulo, teremos, junto aos editoriais e a dois artigos sobre política ou economia, uma crônica de Carlos Heitor Cony, descolada da realidade, se assim lhe aprouver (Cony, muitas vezes, produz artigos, discutindo algo da realidade objetiva). O jornal busca, dessa maneira, arejar essa página tão sisuda. A crônica é isso: uma janela aberta ao mar. Vale lembrar que o jornalismo, ao seu início, era confundido com Literatura. Um texto sobre um assassinato, por exemplo, poderia começar assim: " Chovia muito, e raios luminosos atiravam-se à terra. Num desses clarões, uma faca surge das trevas..." Dá-se o nome de nariz de cera a essas matérias empoladas, muito comuns nos tempos heróicos do jornalismo.
Sobre a crônica, há alguns dados interessantes. Considerada por muito tempo como gênero menor da Literatura, nunca teve status ou maiores reconhecimentos por parte da crítica. Muitos autores famosos, romancistas, contistas ou poetas, produziram excelentes crônicas, mas não são conhecidos por isso. Carlos Drummond de Andrade é um belo exemplo. Pela grandeza de sua poesia, o grande cronista do cotidiano do Rio de Janeiro foi abafado. O mesmo pode-se falar de Olavo Bilac, que, no início do século passado, passou a produzir crônicas num jornal carioca, em substituição a outro grande escritor, Machado de Assis.
Essa divisão dos textos da imprensa é didática e objetiva esclarecer um pouco mais o vestibulando. No entanto, é importante assinalar que os autores modernos fundem essa divisão, fazendo um trabalho misto. É o caso de Luis Fernando Veríssimo, que ora trabalha uma crônica, com os personagens conversando em um bar, terminando por um artigo, no qual faz críticas ao poder central, por exemplo. Martha Medeiros, por seu turno, produz, muitas vezes, um artigo, revelando a alma feminina. Em outros momentos, faz uma crônica sobre o quotidiano.
Exemplo de Crônica
“Quando Rubem Braga não tinha assunto, ele abria a janela e encontrava um. Quando não encontrava, dava no mesmo, ele abria a janela, olhava o mundo e comunicava que não havia assunto. Fazia isso com tanto engenho e arte que também dava no mesmo: a crônica estava feita.
Não tenho nem o engenho nem a arte de Rubem, mas tenho a varanda aberta sobre a Lagoa - posso não ver melhor, mas vejo mais. Otto Maria Carpeaux não gostava do gênero "crônica", nem adiantava argumentar contra, dizer, por exemplo, que os cronistas, uns pelos outros, escreviam bem. Carpeaux lembrava então que escrever é verbo transitivo, pede objeto direto: escrever o quê? Maldade do Carpeaux. (...)
Nelson Rodrigues não tinha problemas. Quando não havia assunto, ele inventava. Uma tarde, estacionei ilegalmente o Sinca-Chambord na calçada do jornal. Ele estava com o papel na máquina e provisoriamente sem assunto. Inventou que eu descia de um reluzente Rolls Royce com uma loura suspeita, mas equivalente à suntuosidade do carro. Um guarda nos deteve, eu tentei subornar a autoridade com dinheiro, o guarda não aceitou o dinheiro, preferiu a loura. Eu fiquei sem a multa e sem a mulher. Nelson não ficou sem assunto.”
(Carlos Heitor Cony, Folha de S. Paulo, 02/01/2016)
AMBIGÜIDADE
	É o duplo sentido causado por má construção da frase.Exemplo: “Para investigar in loco os casos de corrupção envolvendo inspetores, supervisores e fiscais, o Secretário informou ao Diretor que ele deveria viajar para acompanhar a situação da alfândega dos aeroportos do Rio e de São Paulo.(AFTN)
 Marque a alternativa em que a ordem de colocação das palavras não produz ambigüidade nos dois períodos:
a)	O narrador tinha uma pedra no sapato que o incomodava bastante. // Costumamos ver o movimento das janelas do colégio.
b) 	Ouvi na loja um disco que me agradou bastante. // As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixo calão.
c) 	Família procura parente seqüestrado via Internet. // O seqüestrador reteve por três dias o empresário em sua casa.
d) 	O caçador topou com uma onça no meio da mata que ainda estava novinha. // Líderes sindicais falarão de corrupção nas empresas
e)	Os pais encontraram contentes as crianças a brincar no jardim. // O pai disse ao filho que ele tinha estragado tudo.
(Alternativa B)
PASSOS PARA LEITURA E INTERPRETAÇÃO
1. Ler duas vezes o texto. A primeira para ter noção do assunto, a segunda para prestar atenção às partes. Lembrar-se de que cada parágrafo desenvolve uma idéia.
1. Ler duas vezes o comando da questão, para saber realmente o que se pede. Sublinhar palavras como: pode, deve, não, sempre, é necessário, correta, incorreta, exceto, erro etc. , para não se confundir no momento de responder à questão.
1. Ler duas vezes cada alternativa para eliminar o que é absurdo. Geralmente um terço das afirmativas o são.
1. Se o comando pede a idéia principal ou tema, normalmente deve situar-se no primeiro ou no último parágrafo - introdução e conclusão.
1. Se o comando busca argumentação, deve localizar-se nos parágrafos intermediários - desenvolvimento.
1. Durante a leitura, pode-se sublinhar o que for mais significativo e/ou fazer observações à margem do texto.
1. Não levar em consideração o que o autor quis dizer, mas sim o que ele disse; escreveu.
1. Tomar cuidado com os vocábulos relatores (os que remetem a outros vocábulos do texto: pronomes relativos, pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, etc.
QUESTÕES DE CONCURSOS
1. (AFRF) Leia o texto abaixo e, a seguir, escolha a alternativa que mais se compatibilize com o mesmo:
“A descentralização de autoridade é a face fundamental da delegação. Na medida em que a autoridade deixa de ser delegada, ela é centralizada. Raramente existe centralização ou descentralização absolutas. A centralização absoluta numa determinada pessoa é concebível, mas isso implica a ausência de gerentes subordinados e de organização. Portanto, pode-se dizer que alguma descentralização é característica de toda organização.”
a) 	A descentralização de autoridade é face fundamental da delegação porque evita conflitos entre autoridade e subordinados.
b)	À medida que se delega autoridade, perde-se prestígio perante os subordinados.
c) 	Normalmente,toda organização, por mais centralizada que seja, apresenta sempre alguma descentralização de autoridade.
d) 	A centralização absoluta é concebível, dependendo do tamanho da organização.
e)	A centralização é característica das organizações despóticas.
02. (MPOG – 2005) Assinale a opção que apresenta a idéia principal do trecho abaixo.:
Gente bem qualificada é um ativo com importância cada vez mais óbvia. Nestes primeiros anos do novo milênio, passados os solavancos provocados pelas reestruturações, fusões, aquisições, trocas de mão-de-obra por tecnologias e com a estrada pavimentada pelas crescentes exportações de produtos nacionais – alimentos, bebidas, couros, têxteis, sucos, calçados e vestuário - , a indústria brasileira de bens de consumo busca avidamente capitais humanos de alta qualidade para suas necessidades presentes e futuras. As empresas mais conscientes de que tais carências podem afetar a sustentação do crescimento acelerado do setor têm bastante claro que a gestão do capital humano, numa perspectiva temporal de longo prazo, é tão crítica para o êxito empresarial quanto dispor de fundos a custos competitivos, tecnologia avançada e clientes satisfeitos. Gente bem qualificada e motivada é um ativo cuja importância é cada vez mais óbvia para os que investem na indústria de bens de consumo e fator decisivo para se obter níveis de desempenho diferenciados.
	(Francisco I.Ropero Ramirez, Gazeta Mercantil, 22/6/2005)	
a) No novo milênio, já passaram os solavancos provocados pelas reestruturações, fusões e aquisições.
b)No início deste milênio, houve troca de mão-de-obra por tecnologias, fator decisivo para a sustentação do crescimento das empresas.
c) As exportações de produtos nacionais – alimentos, bebidas, couros, têxteis, sucos, calçados e vestuário – estão em franco crescimento.
d )No mundo empresarial, é importante dispor de fundos a custos competitivos, tecnologia avançada e clientes satisfeitos.
e) Gente bem qualificada e motivada, ativo cuja importância é óbvia, é fator decisivo para que sejam obtidos níveis de desempenho diferenciados.
Resp:
1-C, 2-E
LINGÜÍSTICA TEXTUAL
	Para não ser enganado pela articulação do contexto, é necessário que se esteja atento à coesão e à coerência textuais.
	Coesão textual é o que permite a ligação entre as diversas partes de um texto. Diz-se que um texto tem coesão quando seus vários enunciados estão organicamente articulados entre si, quando há concatenação entre eles . A conexão entre os vários enunciados é fruto das relações de sentido que existem entre eles. A título de exemplificação do que foi dito, observe-se o texto a seguir:
	É sabido que o sistema do Império Romano dependia da escravidão, sobretudo para a produção agrícola. É sabido ainda que a população escrava era recrutada principalmente entre os prisioneiros de guerra.
	Em vista disso, a pacificação das fronteiras fez diminuir consideravelmente a população escrava.
	Como o sistema não podia prescindir da mão-de-obra escrava, foi necessário encontrar outra forma de manter inalterada essa população.
	Como se pode observar, os enunciados desse texto não estão amontoados caoticamente, mas estritamente interligados entre si: ao se ler, percebe-se que há conexão entre cada uma das partes.
Quando escrevemos um texto, uma das maiores preocupações é como amarrar a frase seguinte à anterior. Isso só é possível se dominarmos os princípios básicos de coesão. A cada frase enunciada devemos ver se ela mantém um vínculo com a anterior ou anteriores para não perdermos o fio do pensamento.
Coerência textual é a relação que se estabelece entre as diversas partes do texto, criando uma unidade de sentido. Está ligada ao entendimento, à possibilidade de interpretação daquilo que se ouve ou lê.Mas não basta costurar uma frase a outra para dizer que estamos escrevendo bem. Além da coesão, é preciso pensar na coerência. É possível escrever um texto coeso sem ser coerente. Observe:
	Os problemas de um povo têm de ser resolvidos pelo presidente. Este deve ter ideais muito elevados. Esses ideais se concretizarão durante a vigência de seu mandato O seu mandato deve ser respeitado por todos.
Ninguém pode dizer que falta coesão a esse parágrafo. Mas de que ele trata mesmo? Dos problemas do povo? Do presidente? Do seu mandato? Fica difícil dizer. Embora ele tenha coesão, não tem coerência. A coesão não funciona sozinha. No exemplo acima, teríamos que, de imediato, decidir qual a sua palavra-chave: presidente ou problemas do povo? A palavra escolhida daria estabilidade ao parágrafo. Sem essa base estável, não haverá coerência no que se escrever; e o resultado será um amontoado de idéias. Enquanto a coesão se preocupa com a parte visível do texto, sua superfície, a 
coerência vai mais longe, preocupa-se com o que se deduz do todo.
	A coerência exige uma concatenação perfeita entre as diversas frases, sempre em busca de uma unidade de sentido. Não se pode dizer, por exemplo, numa frase, que o "desarmamento da população pode contribuir para diminuir a violência", e , na seguinte, escrever: "Além disso, o desemprego tem aumentado substancialmente". É evidente a incoerência existente entre elas.
	Assim também é incoerente defender o ponto de vista contrário a qualquer tipo de violência e ser favorável à pena de morte, a não ser que não se considere a ação de matar como uma ação violenta.
Recursos de Coesão
 
	Para escrevermos de forma coesa, há uma série de recursos, como:
1. Epítetos (palavra ou frase que qualifica pessoa ou coisa)
	
	Glauber Rocha fez filmes memoráveis. Pena que o cineasta mais famoso do cinema brasileiro tenha morrido tão cedo.
2. Nominalizações (emprego de um substantivo que remete a um verbo enunciado anteriormente)
	Eles foram testemunhar sobre o caso. O juiz disse, porém, que tal testemunho não era válido por serem parentes do assassino.
3. Palavras ou expressões sinônimas ou quase-sinônimas.
	Os quadros de Van Gogh não tinham nenhum valor em sua época. Houve telas que serviram até de porta de galinheiro.
4. Um termo-síntese
	O país é cheio de entraves burocráticos. É preciso preencher um sem-número de papéis. Depois, pagar uma infinidade de taxas. Todas essas limitações acabam prejudicando o importador.
01. Utilizando os recursos de coesão, substitua os elementos repetidos quando necessário:
a) O Brasil vive uma guerra civil diária e sem trégua. No Brasil, que se orgulha da índole pacífica e hospitaleira de seu povo, a sociedade organizada ou não para esse fim promove a matança impiedosa e fria de crianças e adolescentes. Pelo menos sete milhões de crianças e adolescente, segundo estudos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), vivem nas ruas das cidades do Brasil.
b) Todos ficam sempre atentos quando se fala de mais um casamento de Elizabeth Taylor. Casadoura inveterada, Elizabeth Taylor já está em seu oitavo casamento. Agora, diferentemente das vezes anteriores, o casamento de Elizabeth Taylor foi com um homem do povo que Elizabeth Taylor encontrou numa clínica para tratamento de alcoólatras, onde ela estava. Com toda pompa, o casamento foi realizado na casa do cantor Michael Jackson e a imprensa ficou proibida da assistir ao casamento de Elizabeth Taylor com um homem do povo.Ninguém sabe se será o último casamento de Elizabeth Taylor.
c) A poesia às vezes se impõe por sua própria força. Mesmo quem nunca leu Carlos Drummond de Andrade sabe que ele é um grande poeta. Carlos Drummond de Andrade marcou não só a literatura brasileira, mas também a vida cotidiana de muitas pessoas com suas crônicas publicadas no Jornal de Brasil. A poesia de Carlos Drummond de Andrade também se preocupou com nossa vida cotidiana.Nesses momentos a poesia de Carlos Drummond de Andrade nos faz refletir sobre sentimentos advindos de certos fatos que, ditos de outra forma, não nos teriam tocado tanto.
d) O rio Mississipi, Pai de Todos os Rios, como dizem os americanos, é uma serpente caudalosaque rasga os Estados Unidos de norte a sul. Das Montanhas Rochosas aos Montes Apalaches, o rio Mississipi abastece-se de afluentes menos famosos em 31 dos cinqüenta Estados americanos. O rio Mississipi tem 3800 quilômetros de extensão e irriga as terras mais férteis do planeta, na região que se convencionou chamar de meio-oeste. Planta-se milho, soja e trigo com baixos custos de adubagem e excelente produtividade, e os agricultores aceitam de bom grado as cheias periódicas do rio Mississipi, um fenômeno que se repete desde as eras glaciais. São elas que fertilizam o solo e tornam excepcionais as colheitas. 
3- Considere as seguintes informações sobre o texto:
I – Segundo o próprio autor do texto, a revista tem como único objetivo tornar o leitor mais informado acerca da história dos índios brasileiros.
II – Este texto introduz um artigo jornalístico sobre o canibalismo entre índios brasileiros.
III – Um dos principais assuntos do texto é a história da arte no Brasil.
Quais são corretas?
a) Apenas I	b) Apenas II	c) Apenas III	
d) Apenas I e III	e) Apenas II e III
No Brasil colonial, os portugueses e suas autoridades evitaram a concentração de escravos de uma mesma etnia nas propriedades e nos navios negreiros.
Essa política, a multiplicidade lingüística dos negros e as hostilidades recíprocas que trouxeram da África dificultaram a formação de núcleos solidários que retivessem o patrimônio cultural africano, incluindo-se aí a preservação das línguas.
Os negros, porém, ao longo de todo o período colonial, tentaram superar a diversidade de culturas que os dividia, juntando fragmentos das mesmas mediante procedimentos diversos, entre eles a formação de quilombos e a realização de batuques e calundus. (...)
As autoridades procuraram evitar a formação desses núcleos solidários, quer destruindo os quilombos, que causavam pavor aos agentes da Coroa - e, de resto, aos proprietários de escravos em geral -, quer reprimindo os batuques e os calundus promovidos pelos negros. Sob a identidade cultural, poderiam gerar uma consciência danosa para a ordem colonial. Por isso, capitães-do-mato, o Juízo Eclesiástico e, com menos empenho, a Inquisição foram colocados em seu encalço.
Porém alguns senhores aceitaram as práticas culturais africanas - e indígenas - como um mal necessário à manutenção dos escravos. Pelo imperativo de convertê-los ao catolicismo, ainda, alguns clérigos aprenderam as línguas africanas, como um jesuíta na Bahia e o padre Vieira, ambos no Seiscentos. Outras pessoas, por se envolverem no tráfico negreiro ou viverem na África - como Matias Moreira, residente em Angola no final do Quinhentos -, devem igualmente ter-se familiarizado com as línguas dos negros.
(Adaptado de: VILLALTA, Luiz Carlos. O que se fala e o que se lê: língua, instrução e leitura. In: MELLO e SOUZA. História da Vida Privada no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1997. V1. P.341-342.)
4- Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta de acordo com o texto.
A) Os portugueses impediram totalmente a concentração de escravos de mesma etnia nas propriedades e nos navios negreiros.
B) A política dos portugueses foi ineficiente, pois apenas a multiplicidade cultural dos negros, de fato, impediu a formação de núcleos solidários.
C) A única forma que os negros encontraram para impedir essa ação dos portugueses foi formando quilombos e realizando batuques e calundus.
D) A Inquisição não se empenhou em reprimir a cultura dos negros, porque estava ocupada com ações maiores.
E) Apesar do empenho dos portugueses, a cultura africana teve penetração entre alguns senhores e entre alguns clérigos. Cada um, é bem verdade, tinha objetivos específicos para tanto.
5- Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta de acordo com o texto.
A) Sendo a cultura negra um mal necessário para a manutenção dos escravos, sua eliminação foi um erro das autoridades coloniais portuguesas.
B) Os religiosos eram autoritários, obrigando os escravos negros a se converterem ao catolicismo europeu e a abandonarem sua religião de origem.
C) As autoridades portuguesas conduziam a política escravagista de modo que africanos de uma mesma origem não permanecessem juntos.
D) As línguas africanas foram eliminadas no Brasil colonial, tendo os escravos preservado apenas alguns traços culturais, como sua religião.
E) A identidade cultural africana, representada pelos batuques e calundus, causava danos às pessoas de origem européia.
6- Marque a alternativa correta, segundo o texto
O avanço do conhecimento é normalmente concebido como um processo linear, inexorável, em que as descobertas são aclamadas tão logo venham à luz, e no qual as novas teorias se impõem com base na evidência racional. Afastados os entraves da religião desde o século 17, o conhecimento vem florescendo de maneira livre, contínua. Um pequeno livro agora publicado no Brasil mostra que nem sempre é assim. Escrito na juventude (1924) pelo romancista francês Louis-Ferdinand Céline, A Vida e a Obra de Semmelweis relata aquele que é um dos episódios mais lúgubres no crônica da estupidez humana e talvez a pior mancha na história da medicina.
Ignác Semmelweis foi o descobridor da assepsia. Médico húngaro trabalhando num hospital de Viena, constatou que a mortalidade entre as parturientes, então um verdadeiro flagelo, era diferente nas duas alas da maternidade. Numa delas, os partos eram realizados por estudantes; na outra, por parteiras.
Não se conhecia a ação dos microorganismos, e a febre puerperal era atribuída às causas mais estapafúrdias. Em 1846, um colega de Semmelweis se cortou enquanto dissecava um cadáver, contraiu uma infecção e morreu. Semmelweis imaginou que o contágio estivesse associado à manipulação de tecidos nas aulas de anatomia.
Mandou instalar pias na ala dos estudantes e tornou obrigatório lavar as mãos com cloreto de cal. No mês seguinte, a mortalidade entre as mulheres caiu para 0,2%! Mais incrível é o que aconteceu em seguida. Os dados de Semmelweis foram desmentidos, ele foi exonerado, e as pias - atribuídas à superstição -, arrancadas.
Nos dez anos seguintes, Semmelweis tentou alertar os médicos em toda a Europa, sem sucesso. A Academia de Paris rejeitou seu método em 1858. Semmelweis enlouqueceu e foi internado. Em 1865, invadiu uma sala de dissecação, feriu-se com o bisturi e morreu infeccionado. Pouco depois, Pasteur provou que ele estava certo.
Para o leitor da nossa época, o interessante é que Semmelweis foi vítima de um obscurantismo científico. Como nota o tradutor italiano no prefácio agregado à edição brasileira, qualquer xamã de alguma cultura dita primitiva isolaria cadáveres e úteros por meio de rituais de purificação. No científico século 19, isso parecia crendice. (Adaptado de: FRIAS FILHO, Otávio. Ciência e superstição. Folha de S. Paulo, São Paulo 30 abril de 1998.)
a) O avanço do conhecimento sempre será por um processo linear, do contrário não será avanço.
b) O episódio de Semmelweis é indiscutivelmente a pior mancha na história da medicina.
c) O livro de Céline prova que nem sempre a racionalidade preponderava no cientificismo.
d) A ala dos estudantes apresentava menores problemas de contágio.
e) A rejeição aos métodos de Semmelweis ocorreu em função da inveja comum ao meio.
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
(A) Em relação aos povos primitivos, a Europa do século passado praticava uma medicina atrasada.
(B) A comunidade científica sempre deixa de reconhecer o valor de uma descoberta.
(C) A higiene das mãos com cloreto de cal reduziu moderadamente a incidência de febre puerperal.
(D) Semmelweis feriu-se com o bisturi infectado porque queria provar a importância de sua descoberta.
(E) Ignorar a redução nas estatísticas obituárias resultante da introdução da assepsia foi uma grande estupidez.
7- A partir da leitura do texto, é possível concluir que
(A) o livro A Vida e a Obra de Semmelweis recebeu recentemente uma cuidadosa tradução para o italiano.
(B) a teoria de Semmelweis foi rejeitada porque propunha a existência demicroorganismos, que não podia ser provada cientificamente.
(C) a nacionalidade húngara do médico pode ter sido um empecilho para sua aceitação na Europa do século passado.
(D) Semmelweis foi execrado pelos seus pares porque transformou a assepsia numa obsessão.
(E) Semmelweis enlouqueceu em conseqüência da rejeição de sua descoberta.
8- Supondo que o leitor não saiba o significado da palavra xamã, o processo mais eficiente para buscar no próprio texto uma indicação que elucide a dúvida consistirá em
(A) considerar que a palavra encontra sua referência na cultura italiana, já que foi empregada pelo tradutor da obra para o italiano.
(B) Observar o contexto sintático em que ela ocorre: depois de pronome indefinido e antes de preposição.
(C) Relacionar o seu significado às palavras leitor e prefácio.
(D) Relacionar o seu significado às expressões cultura dita primitiva e rituais de purificação.
(E) relacionar a palavra a outras que tenham a mesma terminação, como iansã, romã e anã.
As questões a seguir estão baseadas no seguinte texto:
 Lá pela metade do século 21, já não
 haverá superpopulação humana, como
 hoje. Os governos de todo o mundo -
 presumivelmente, todos democráticos -
05 poderão incentivar as pessoas à reprodu-
06 ção. E será melhor que o façam com as
07 melhores pessoas. A eugenia humana -
08 isto é, a escolha dos melhores exemplares
09 para a reprodução, de modo a aprimorar a
10 média da espécie, como já se fez com ca-
11 valos - encontrará o período ideal para
12 sair da prancheta dos cientistas para a vi-
13 da real. Pessoas selecionadas por suas
14 características genéticas serão emprega-
15 das do estado. O funcionalismo público te-
16 rá uma nova categoria: a dos reprodutores.
17 Este exercício de futurologia foi apresen-
18 tado seriamente pelo professor do Institu-
19 to de Biociências da USP Osvaldo Frota-
20 Pessoa, em palestra no colóquio Brasil-Ale-
21 manha - Ética e Genética, quarta-feira à
22 noite. [...] Nas conferências de segunda e
23 terça, a eugenia foi citada como um perigo
24 das novas tecnologias, uma idéia que não
25 é cientificamente - e muito menos etica-
26 mente - defensável. (TEIXEIRA, Jerônimo. Brasileiro apresenta a visão do horror. Zero Hora, 6.10.95, p. 5, 2º Caderno)
9- Considere as seguintes afirmações sobre a posição do autor com relação ao assunto de que trata o texto.
I. O autor do texto é favorável à eugenia como solução para a futura queda no crescimento demográfico, como indica o primeiro parágrafo.
II. O autor trata as idéias do professor Osvaldo Frota-Pessoa com certa ironia, como demonstra o uso da palavra seriamente na linha 18.
III. Ao relatar posições contraditórias por parte dos cientistas com relação à eugenia humana, o autor revela que esta é uma concepção controversa.
Quais estão corretas?
(A) Apenas I.	
(B) Apenas II.	
(C) Apenas III.	
(D) Apenas II e III.	
(E) I, II e III.
10- Assinale a alternativa que está de acordo com o texto.
(A) Segundo lemos na primeira frase do texto, vivemos num mundo em que o número de pessoas é considerado excessivo.
(B) Como se conclui da leitura do primeiro parágrafo, a escolha dos melhores seres humanos para a reprodução, através da eugenia, causará uma queda na população mundial.
(C) A partir da leitura do segundo parágrafo do texto, concluímos que a especialidade do professor Frota-Pessoa é a futurologia.
(D) De acordo com o significado global do último parágrafo, o maior perigo das novas tecnologias é a ética.
(E) A eugenia humana, ao tornar os reprodutores candidatos a funcionários públicos, constituirá uma oportunidade de trabalho apenas para homens.
11- Considere as seguintes afirmações sobre a eugenia humana:
I. O uso restritivo da palavra humana (linha 07), no texto, indica que a palavra eugenia (linha 07) não se refere apenas à reprodução humana, mas à reprodução de qualquer espécie.
II. Pelos princípios expostos no texto, o vigor físico e a inteligência serão os critérios de eugenia a partir dos quais será feita a seleção dos melhores exemplares.
III. Conforme o texto, a eugenia humana já existe na forma de projeto científico.
Quais estão corretas?
(A) Apenas I.	
(B) Apenas II.	
(C) Apenas I e III.	
(D) Apenas II e III.	
(E) I, II e III.
1-C 2-E 3-B 4-E 5-C 6-E 7-B 8-E 9-D 10-A 11-D
1- Significação das Palavras
1.1 Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado.
• Alfabeto, abecedário;	
• Brado, grito, clamor;	
• Adversário, antagonista.	
Geralmente não é indiferente usar um sinônimo pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os sinônimos diferenciam-se, entretanto uns dos outros, por matizes de significação e certas propriedades que o escritor não pode desconhecer.
O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia, palavra que também designa o emprego de sinônimos.	
O bom escritor deve conhecer os segredos da sinonímia. Entre dois ou mais sinônimos há sempre um que se impõe, por ser mais adequado, mais expressivo ou pitoresco.	
1.2 Antônimos: são palavras de significação oposta.	
• Ordem e anarquia;	
• Soberba e humildade;	
• Mal e bem.	
A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo.	
• Bendizer, maldizer;	
• Simpático, antipático;	
1.3 Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às vezes a mesma grafia, mas significação diferente.	
• São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo);	
• Aço (substantivo) e asso (verbo).	
Se divide em: homógrafos heterofônicos, homófonos heterográficos e homófonos homográficos.
1.3.1 homógrafos heterofônicos: iguais na escrita e diferentes no timbre ou na intensidade das vogais:	
• Rego (substantivo) e rego (verbo);	
• Colher (verbo) e colher (substantivo);	
• Providência (substantivo) e providencia (verbo).	
1.3.2 homófonos heterográficos: iguais na pronúncia e diferentes na escrita:
• Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir);	
• Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar);	
• Censo (recenseamento) e senso (juízo).	
1.3.3 homófonos homográficos: iguais na escrita e na pronúncia:	
• Caminha (substantivo) e caminha (verbo);	
• Cedo (verbo) e cedo (advérbio);	
• Livre (adjetivo) e livre (forma do verbo livrar).	
1.4 Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na pronúncia:	
• Coro e couro;	
• Eminente e iminente;	
• Descrição e discrição.	
1.5 Polissemia: uma palavra pode ter mais de uma significação. A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia:	
• Pena: pluma; peça de metal para escrever; punição; dó.	
• Velar: cobrir com véu; ocultar; vigiar; cuidar.	
1.6 Sentido Próprio e Sentido Figurado: as palavras podem ser empregadas no sentido figurado:
• Construí um muro de pedra (sentido próprio);	
• Ele tem um coração de pedra (sentido figurado).	
1.7 Conotação e Denotação:	
a) Conotação é o emprego de uma palavra ou expressão no sentido figurado. A significação é ampliada ou modificada subjetivamente, e o sentido é entendido ou esclarecido pelo contexto.	
• Fulano nadava em ouro (conotação).	
b) Denotação é o emprego de uma palavra ou expressão no sentido literal. A significação é atribuída de modo objetivo. Significado do dicionário.	
• Comprei uma correntinha de ouro (denotação). 
ANOTAÇÕES
2
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Tempos e Modos Verbais
O verbo indica um processo localizado no tempo. Podemos distinguir: presente, pretérito e futuro.
Tempo presente: exprime um fato que ocorre no momento da fala.	
Ex.: Estou fazendo exercícios diariamente.
Tempo passado: exprime um fato que ocorreu antes do momento da fala.	
Ex.: Ontem eu fiz uma série de exercícios	
Tempo futuro: exprime um fato que irá ocorrer depois do ato da fala.	
Ex.: Daqui a quinze minutos irei para a academia fazer exercícios.	
O pretérito (ou passado) subdivide-se em:	
• Pretérito perfeito: indica um fato passado totalmente concluído.	
Ex.: Ninguém relatou o seu delírio.	
• Pretérito imperfeito: indica um processo passado não totalmente concluído, revela o fato em sua duração.	
Ex.: Ele conversava muito durante a palestra.	
• Pretérito mais-que-perfeito: indica um processo passado anterior a outro também passado.	
Ex.: “... sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida...” (Mário de Andrade)	
O futuro subdivide-se em:	
• Futuro do presente: indica um fato posterior ao momento em que se fala.	
Ex.: Não tenho a intenção de esconder nada, assim que seus pais chegarem contarei o fato ocorrido.
• Futuro do pretérito: indica um processo futuro tomado em relação a um fato passado.
Ex.: Ontem você ligou dizendo que viria ao hospital.	
Empregos especiais:	
• Presente:	
- pode ocorrer com valor de perfeito, indicando um processo já ocorrido no passado (presente histórico).
Ex.: Em 15 de agosto de 1769 nasce Napoleão Bonaparte. (nasce = nasceu)	
- pode indicar futuro próximo.	
Ex.: Amanhã eu compro o doce pra você. (compro = comprarei)	
- pode indicar um processo habitual, ininterrupto.	
Ex.: Os animais nascem, crescem, se reproduzem e morrem.
•Imperfeito:
- pode ocorrer com valor de futuro do pretérito.	
Ex.: Se eu não tivesse motivo, calava. (calava = calaria)	
• Mais-que-perfeito:	
- pode ser usado no lugar do futuro do pretérito ou do imperfeito do subjuntivo.	
Ex.: Mais fizera se não fora pouco o dinheiro que dispunha. (fizera = faria, fora = fosse)	
- pode ser usado em orações optativas.	
Quem me dera ter um novo amor!	
• Futuro do presente:	
- pode exprimir ideia de dúvida, incerteza. 	
Ex.: O rapaz que processou o patrão por racismo, receberá uns trinta mil de indenização.	
- pode ser usado com valor de imperativo.	
Ex.: Não levantarás falso testemunho.	
• Futuro do pretérito:	
- pode ocorrer com valor de presente, exprimindo polidez ou cerimônia.	
Ex.: Você me faria uma gentileza?	
Modos verbais	
• Modo indicativo: exprime certeza, precisão do falante perante o fato.	
Ex.: Eu gosto de chocolate.	
• Modo subjuntivo: exprime atitude de incerteza, dúvida, imprecisão do falante perante o fato.
Ex.: Espero que você esteja bem.	
• Modo imperativo: exprime atitude de ordem, solicitação, convite ou conselho.	
Exs.: Não cante agora!	
Empreste-me 10 reais, por favor.	
Venha ao hospital agora, seu amigo vai ser operado.	
Não ponha tanto sal, isso pode lhe fazer mal	
Infinitivo pessoal ou impessoal 	
• Infinitivo impessoal: terminado em r para qualquer pessoa.	
Ex.: comprar, comer, partir.	
Emprega-se o infinitivo impessoal:	
a) Quando ele não estiver se referindo a sujeito algum.	
Ex.: É preciso amar.	
b) Na função de complemento nominal (regido de preposição).	
Ex.: Esses exercícios não são fáceis de resolver.	
c) Quando faz parte de uma locução verbal.	
Ex.: Ele deve ir ao dentista.	
d) Quando, dependente dos verbos deixar, fazer, ouvir, sentir, mandar, ver, tiver por sujeito um pronome oblíquo.	
Sujeito
Deixei-as passear.	
= eles	
 
e) Quando tiver valor de imperativo.	
Ex.: Não fumar neste recinto.		
• Infinitivo pessoal: além da desinência r vem marcado com desinência de pessoa e número.
Ex.: cantar – ø	
cantar – es	
cantar – ø	
cantar – mos	
cantar – des	
cantar – em	
Ex.: Com esse calor convém tomarmos um sorvete.
- Usa-se o infinitivo pessoal quando o seu sujeito é diferente do sujeito do verbo da oração principal.
Ex.: A única solução era ficarmos em casa.
2-O que é substantivo?
Substantivo é a palavra variável que denomina os seres em geral. Podemos ainda dizer que é tudo que nomeia as “coisas”. Quanto a sua formação, pode ser: primitivo ou derivado, simples ou composto. Quanto à classificação podem ser: concreto ou abstrato, próprio ou comum. Quanto à flexão, há: gênero e número. O substantivo possui derivação quanto ao grau (aumentativo, diminutivo e neutro). Vamos explicar cada um deles.
Formação do substantivo
O substantivo dá nome a todas as palavras que nomeiam seres, lugares, objetos, sentimentos, entre outros. Quanto à existência do radical o substantivo pode ser classificado em:
· Primitivo: palavras que não são derivadas de outras: Exemplo: flor, pedra, jardim.
· Derivado: possui derivação de outra palavra já existente na língua. Exemplo: pedreiro, jornalista.
· Simples: tem apenas um radical. Exemplo: água, sol, couve.
· Composto: tem dois ou mais radicais. Exemplo: água de cheiro, couve-flor, girassol.
Classificação do substantivo
Quanto à classificação dos seres pode ser:
Concreto: designa seres que existem ou que podem existir por si só. Exemplo: casa e cadeira.  São considerados concretos os substantivos quando nomeiam divindades e seres fantásticos, independente da sua existência, e apresentam vida própria. Exemplo: Deus, fadas, duendes, anjos e almas.
Abstrato: designa ideias ou conceitos vinculados à existência a alguém ou alguma coisa. Exemplo: justiça, amor, trabalho.
Próprio: denota um único elemento que tenha um nome próprio dentro de um conjunto, identificado com letra maiúscula. Exemplo: João, Brasil, São Paulo, Cristina.
Coletivo: designa um nome singular dado a um conjunto de seres. Exemplo: biblioteca (conjunto de livros), turma (conjunto de estudantes), banda (conjunto de músicos).
Comum: são todos os demais substantivos que não são próprios. Exemplo: mesa, colchão, cama.
Flexão do substantivo
Os substantivos flexionam quanto ao gênero e quanto ao número. Quanto ao gênero podem ser masculino e feminino, e quanto às formas, podem ser: biformes, heterônimos, uniformes. Os uniformes são classificados em: epicenos, comum de dois gêneros, e sobrecomuns.
Quanto ao número, os substantivos apresentam no singular e no plural.  Exemplo: menino = meninos, mal = males, anel = anéis.
Grau do substantivo
Quanto ao grau entende-se que não ocorre flexão, mas derivação. Nesse caso, o substantivo possui três graus: aumentativo, diminutivo e o neutro que são formados por dois processos: analítico e sintético.
Analítico: o substantivo é modificado por adjetivos que indicam sua proporção (tamanho). Exemplo: rato grande, casa pequena.
Sintético: modifica o substantivo por meio de sufixo. Exemplo: sapato/sapatinho/sapatão, casa/casinha/casarão.
Artigos
São amigos inseparáveis do substantivo, pois toda vez que tiver artigo o mesmo estará se referindo a um substantivo. Esta referência poderá ser definindo ou indefinindo.
Artigos definidos: tem a função de caracterizar o ser ou objeto em particular.
Artigos indefinidos: tem a função de apresentar um elemento qualquer de uma espécie, ou seja, sem particularizar.
- Não brinque com os artigos, pois ele tem o poder de mudar as classes de algumas palavras.
Exemplo:
verbo passar a ser substantivo -> O cantar é belo	
Adjetivo ganha a função de substantivo -> O azul do mar é irradiante.	
Advérbio funciona como substantivo -> Falou um não.
	ARTIGOS DEFINIDOS
	ARTIGOS INDEFINIDOS
	O
	UM
	OS
	UNS
	A
	UMA
	AS
	UMAS
Exemplos:
“... o mal lhe cresce...” (Gregório de Matos)
“Assim vamos de todo o nosso vagar contemplando este majestoso e pitoresco anfiteatro...” (Almeida Garret).
“As crônicas da vila de Itaguaí...” (Machado de Assis).
3-ADJETIVOS
De acordo com a gramática da língua portuguesa, adjetivos são todas aquelas palavras que referem-se a um substantivo dando-lhe um atributo. Estes têm como característica a flexão em gênero, número e grau. Por exemplo, quando digo que “A cachorrinha era linda”, linda é o adjetivo que carrega um atributo da cachorrinha.Gênero
“O cachorrinho era lindo”
Podem ser uniformes ou biformes. No primeiro caso, somente uma única forma é usada para concordar substantivos masculinos e femininos. Por exemplo, “menina feliz” e “menino feliz”. No segundo caso, quando são biformes, significa que precisam flexionar para concordar com o substantivo que qualificam: “menina linda” e “menino lindo”.
Número
“As cachorrinhas eram lindas”
Podem ser singular ou plural, de forma a concordar com o substantivo. Por exemplo “meninas lindas” e “meninos lindos”.
Grau
“A cachorrinha era mais linda do que a outra”
São flexionados em grau para expressar a intensidade das qualidades referidas. Neste caso, podem ser comparativos ou superlativos. Quando comparativos, podem referir-se à:
· Igualdade: “eu sou tão inteligente quanto ela”
· Superioridade: “eu sou mais inteligente do que ela”
· Inferioridade: “ela é menos inteligente do que eu”
Quando superlativos, podem ser absolutos ou relativos:
Absoluto analítico: “ela é muito inteligente”
Absoluto sintético: “ela é inteligentíssima”
Relativo de superioridade:
– Analítico: “ela é a mais inteligente de todas”	
– Sintético: “esta cidade é a mais bonita de todas”
Relativo de inferioridade: “ela é a menos inteligente de todas nós”
Locução adjetiva paternal
As locuções adjetivas são a união de duas ou mais palavras que têm função de adjetivo. Pode ser formada por uma preposição e um advérbio, ou uma preposição e um substantivo. Quando falamos em “conselho de mãe”, por exemplo, é a mesma coisa de falarmos “conselho materno”.
Classificação dos adjetivos
Os adjetivos podem ser classificados como simples, primitivos, derivados ou pátrios.
· Simples: quando são formados por apenas um radical, por exemplo: claro, escuro.
· Compostos: quando são formados por dois ou mais radicais, por exemplo: amarelo-claro, azul-escuro.
· Primitivos: quanto não derivam de outra palavra da língua portuguesa. Por exemplo: bom, feliz.
· Derivados: quando são derivados de outros substantivos ou verbos, como por exemplo em bondoso e amado.
· Pátrios: referem-se à uma origem ou nacionalidade, por exemplo: brasileiro, curitibano, paulistano, entre outros.
Advérbios
Advérbios são palavras invariáveis que exprimem circunstância (de lugar, de tempo, de modo, etc.) e possuem a capacidade de modificar o verbo, o adjetivo, ou outros advérbios.
Exs.:
· Eu gosto muito de café.
· Esse chocolate é muito gostoso.
· Nunca mais brigue com sua mãe.
Os advérbios, além de modificarem o verbo, o adjetivo e o próprio advérbio, também podem modificar a oração inteira. Nesse caso, o advérbio pode ocorrer em qualquer posição.
Ex.:
· Infelizmente, não encontramos nossos amigos na festa.
· Não encontramos nossos amigos na festa, infelizmente.
Quando a frase possui mais de um advérbio de modo terminados em -mente, apenas o último advérbio recebe o sufixo.
Ex.:
· O carrossel girava lenta e suavemente.
Os advérbios são classificados de acordo com as circunstâncias que exprimem. Eles podem ser de afirmação, de negação, de modo, de lugar, de dúvida, de intensidade, de tempo e interrogativos. A seguir, uma lista com os principais advérbios de cada tipo.
Advérbios de afirmação: sim, perfeitamente, pois sim, positivamente, efetivamente, certamente.
Exs.:
· A Maria sabe ler perfeitamente em francês.
· Jonas certamente conhecia a estrada.
Advérbios de negação: não, nunca, nada, jamais.
Exs.:
· Mariana nunca teve um animal de estimação.
· Jamais faça bagunça na biblioteca!
Advérbios de modo: bem, mal, melhor, pior, certo, também, depressa, devagar e, em geral, os adjetivos femininos acrescidos do sufixo -mente.
Exs.:
· Joana caminhava depressa.
· A menina segurava a boneca delicadamente.
Advérbios de lugar: aqui, ali, lá, além, perto, longe, fora, dentro, onde, acima, adiante.
Exs.:
· Marina mora perto de Sofia.
· O cachorro está fora do quintal.
Advérbios de dúvida:	 talvez, porventura, provavelmente.
Exs.:
· Talvez o João tenha viajado.
· Provavelmente a Maria não volta para o jantar.
Advérbios de intensidade:	 muito, pouco, bastante, menos, mais, tão, tanto, todo, completamente, excessivamente.
Exs.:
· Maria trabalha bastante para sustentar os seus filhos.
· Carlos dormiu pouco esta noite.
Advérbios de tempo: agora, já, logo, cedo, tarde, antes, depois, sempre, nunca, jamais, hoje, ontem, amanhã.
Exs.:
· João chegou agora da fábrica.
· Amanhã viajaremos para o Canadá.
Advérbios interrogativos: onde (lugar), quando (tempo), como (modo), por que (causa)
Exs.:
· Onde você está?
· Quando você volta de São Paulo?
· Como vamos voltar para casa?
· Por que vocês brigaram?
Advérbios de inclusão: até, também.
Ex.:
· A Joana também vai viajar.
Advérbios de exclusão: 	 exclusivamente, somente.
Ex.:
· Somente Joaquim estava brincando.
Locução adverbial
Quando duas ou mais palavras (geralmente preposição + substantivo ou advérbio) formam uma expressão que equivale a um advérbio chamamos de locução adverbial. As principais são:
às vezes, às pressas, vez por outra, de qualquer modo, de propósito, em breve, à toa, às escondidas, à noite, de repente, de súbito.
Exs.:
· Carlos fez o trabalho às pressas.
· Joana errou a letra da música de propósito.
Pronome
È a classe de palavras que substitui o substantivo (nome). Tem a finalidade de indicar a pessoa do discurso ou situar no tempo e espaço, sem utilizar o seu nome. Pronome substantivo é aquele que desempenha a função de substantivo. Exemplo: Ela é minha convidada.
Classificação dos pronomes
♦ Pronomes pessoais: subdividem-se em pronomes pessoais do caso reto, pronomes pessoais oblíquos e pronomes pessoais de tratamento;
♦ Pronomes possessivos:	 indicam relação de posse, algo que pertence a uma das pessoas do discurso. São eles: meu, minha, meus, minhas, teu, tua, teus, tuas, seu, sua, seus, suas, nosso, nossa, nossos, nossas, vosso, vossa, vossos, vossas, seu, sua, seus, suas;
♦ Pronomes demonstrativos: indicam posicionamento, o lugar de um ser em relação a uma das três pessoas gramaticais. São eles: este, esta, estes, estas, isto, esse, essa, esses, essas, isso, aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo. Palavras que podem atuar como pronomes demonstrativos: o, a, os, as, mesmo, mesma, mesmos, mesmas, próprio, própria, próprios, próprias, tal, tais, semelhante, semelhantes;
♦ Pronomes interrogativos: são utilizados para interrogar, isto é, para formular perguntas de modo direto ou indireto. São eles: que, quem, qual, quais, quanto, quanta, quantos, quantas;
♦ Pronomes relativos: são empregados para retomar um substantivo (ou um pronome) anterior a eles, substituindo-o no início da oração seguinte. São eles: que, quem, onde, o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto, quanta, quantos, quantas;
♦ Pronomes indefinidos: são aqueles que se referem de modo indeterminado, vago, à terceira pessoa gramatical. São eles: alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, cada, algo, algum, algumas, nenhuns, nenhuma, todo, todos, outra, outras, muito, muita, pouco, poucos, certo, certa, vários, várias, tanto, tantos, quanta, quantas, qualquer, quaisquer, bastante, bastantes.
♦ Pronomes adjetivos: sua função é acompanhar os substantivos, fazendo o papel de um adjetivo ao determinar e modificar o substantivo;
♦ Pronomes substantivos: são utilizados para substituir o substantivo em uma oração.
É importante ressaltar a importância dos pronomes para o processo de construção da coesão em um texto. Por meio da coesão é estabelecida a relação semântica (relações de sentido entre as palavras) entre os elementos do discurso, desde que os conectivos, entre eles os pronomes, sejam empregados de maneira correta, o que possibilitará o encadeamento lógico das ideias do texto.
	Pronomes de tratamento
	Abreviatura
Singular
	Abreviatura
Plural
	Usados para:
	Você
	V.
	VV.
	Usado para um tratamento íntimo, familiar.
	Senhor, Senhora
	Sr., Sr.ª
	Srs., Srª.s
	Pessoas com as quais mantemos um certo distanciamento mais respeitoso
	Vossa Senhoria
	V. S.ª
	V. Sª.s
	Pessoas com um grau de prestígio maior. Usualmente, os empregamos em textos escritos,como: correspondências, ofícios, requerimentos, etc.
	Vossa Excelência
	V. Ex.ª
	V. Ex.ªs
	Usados para pessoas com alta autoridade, como: Presidente da República, Senadores, Deputados, Embaixadores, etc.
	Vossa Eminência
	V. Em.ª
	V. Em.ªs
	Usados para Cardeais.
	Vossa Alteza
	V. A.
	V V. A A.
	Príncipes e duques.
	Vossa Santidade
	V.S.
	       -
	Para o Papa.
	Vossa Reverendíssima
	V. Rev.mª
	V. Rev.mªs
	Sacerdotes e Religiosos em geral.
	Vossa Paternidade
	V. P.
	VV. PP.
	Superiores de Ordens Religiosas.
	Vossa Magnificência
	V. Mag.ª
	V. Mag.ªs
	Reitores de Universidades
	Vossa Majestade
	V. M.
	V V. M M.
	Reis e Rainhas.
Observação importante:	
# O pronome de tratamento concorda com o verbo na 3ª pessoa. Por exemplo: Vossa Senhoria está feliz.
#Quando se referir à 3ª pessoa, o pronome de tratamento é precedido de sua:
Sua Majestade, a rainha da Inglaterra, chega hoje ao Brasil.
NUMERAL
Os numerais compõem as dez classes gramaticais das quais já temos conhecimento. Semelhantemente aos substantivos e adjetivos, eles se perfazem de características que lhes são próprias, como é o caso da flexão de gênero e número. 	
Quanto à função, classificam-se como o termo que quantifica numericamente os seres ou indica a ordem que estes se encontram dispostos em uma dada sequência.	 
De acordo com a classificação, evidenciam-se da seguinte forma: 
* Numerais cardinais: indicam uma quantidade determinada de seres. 	
Ex.: Há vinte alunos na sala. 	
* Numerais ordinais: indicam a posição relativa de um ou mais seres numa determinada sequência. 
Ex.: Na listagem dos aprovados, seu nome aparece em décimo lugar. 	
* Numerais multiplicativos: indicam o número de vezes em que o ser é multiplicado. 
Ex.: Patrícia é o triplo mais aplicada que sua irmã.
* Numerais fracionários: indicam em quantas partes se divide uma quantidade determinada. 
Ex.: Comemos a metade da pizza. 	
No intento de ampliarmos nosso conhecimento acerca da classe em questão, analisemos o quadro a seguir, que se constitui dos principais casos representativos. 
PREPOSIÇÃO
De, a , com, por, para, em, até e sobre são preposições, ou seja, são palavras que estabelecem conexões com vários sentidos entre dois termos de uma oração. As preposições são indispensáveis para a construção e compreensão dos textos, conferindo-lhes coesão e estrutura. 
As preposições relacionam dois termos: um antecedente e um consequente. Através de preposições, o segundo termo (termo consequente) explica o sentido do primeiro termo (termo antecedente).
Sinto dor de barriga.	
termo antecedente: dor	 
preposição: de	
termo consequente: barriga
Tipos de preposições
As preposições podem ser classificadas em preposições essenciais, preposições acidentais e locuções prepositivas.
Preposições essenciai: são palavras que funcionam puramente como preposição: a, ante, até após, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.
Preposições acidentais são palavras que possuem outras classes gramaticais, mas que também funcionam como preposições: afora, como, conforme, consoante, durante, exceto, feito, fora, mediante, menos, salvo, segundo, senão, tirante, visto,...
Locuções prepositivas são duas ou mais palavras em que a última é uma preposição: abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, além de, antes de, ao invés de, ao lado de, a par de, apesar de, a respeito de, atrás de, através de, de acordo com, debaixo de, de cima de, dentro de, depois de, diante de, em frente de, em lugar de, em vez de, graças a, perto de, por causa de, por entre,…
Uso de preposições essenciais
· Quero uma coxinha de frango com catupiry. 
· Eu espero por você em casa!
· O meu muito obrigado a todos!
Uso de preposições acidentais
· Durante o dia estou no escritório.
· Segundo as instruções, não devemos molhar este equipamento. 
· A encomenda apenas será entregue mediante pagamento.
Uso de locuções prepositivas
· Em vez de irmos ao cinema, que tal irmos à praia?
· Graças a Deus está tudo bem!
· De acordo com o relatório, a empresa está com uma enorme dívida financeira.
Contração e combinação de preposições
Preposições são palavras invariáveis, não sendo flexionadas em gênero, número e grau. Podem, contudo, aparecer contraídas ou combinadas com palavras variáveis, como artigos e pronomes, que estabelecem concordância de gênero e número com os termos da oração. 
Ocorre contração quando há alterações na estrutura da preposição. 	
Ocorre combinação quando a preposição se mantém inalterada.
Contração de preposições:	
a + a = à	
a + aquele = àquele	
de + o = do	
de + uma = duma	
de + isto = disto	
em + as = nas	
em + um = num	
em + essa = nessa	
por + o = pelo	
por + as = pelas
Combinação de preposições:	
a + o = ao	
a + os = aos	
a + onde = aonde
Emprego de preposições
As preposições são normalmente utilizadas na introdução de complementos verbais ou nominais, de locuções adjetivas ou adverbiais e de orações reduzidas.
Algumas preposições transmitem a noção de movimento, sendo dinâmicas, outras de situação, sendo estáticas. 
Preposições de movimento:
· Eu vou a Copacabana.
· Vou sair de sua casa.
Preposições de situação:
· Tenho medo de aranhas.
· Estamos sem dinheiro.
As preposições podem se referir ao espaço e ao tempo ou estabelecer relações diversas:	
Assunto: A conferência será sobre a importância da vacinação infantil.	
Autoria: Este quadro de Picasso é arrebatador.
Causa: Minha barriga dói de fome.	
Companhia: Ontem fui passear com meu filho.
Conteúdo: Tire da geladeira a panela com feijão preto.
Destino: Os deputados estão indo para Brasília.
Distância: A próxima cidade fica a 53 km daqui.
Especialidade: Ele é perito em mecânica.
Fim ou finalidade: Comprei estas decorações para enfeitar a festa.	
Instrumento: O jardineiro cortou a grama com uma tesoura.	
Lugar: Eles estiveram em Porto Seguro.
Matéria: Minha cama é de ferro.	
Meio: Nós iremos percorrer o litoral brasileiro de bicicleta.
Modo ou conformidade: A decisão será tomada por votação.
Oposição: Os manifestantes são contra a legalização do aborto.	
Origem: Esta encomenda veio de Lisboa.
Posse: Estes livros são do meu pai.
Preço: A passagem de avião fica por R$ 400.
Tempo: Meu irmão chegará em uma hora.
Conjunções
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.
CLASSIFICAÇÃO
- Conjunções Coordenativas	
- Conjunções Subordinativas
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS	
Dividem-se em:
- ADITIVAS: expressam a idéia de adição, soma.
Observe os exemplos:
- Ela foi ao cinema e ao teatro.	
- Minha amiga é dona-de-casa e professora.
- Eu reuni a família e preparei uma surpresa.
- Ele não só emprestou o joguinho como também me ensinou a jogar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também, não só...como também.
- ADVERSATIVAS
Expressam idéias contrárias, de oposição, de compensação. Exemplos:
- Tentei chegar na hora, porém me atrasei.
- Ela trabalha muito mas ganha pouco.
- Não ganhei o prêmio, no entanto dei o melhor de mim.
- Não vi meu sobrinho crescer, no entanto está um homem.
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto.
ALTERNATIVAS
Expressam idéia de alternância.
- Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
- Minha cachorra ora late ora dorme.
- Vou ao cinema quer faça sol quer chova.
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...quer, já...já.
CONCLUSIVAS
Servem para dar conclusões às orações. Exemplos:
- Estudei muito por isso mereço passar.
- Estava preparada para a prova, portanto não fiquei nervosa.
- Você me ajudou muito; terá, pois sempre a minha gratidão.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
EXPLICATIVAS
Explicam, dão um motivo ou razão:
- É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.	
- Não demore, que o seu programa favorito vai começar.
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.
CLASSIFICAÇÃO DAS CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
CAUSAIS
Principaisconjunções causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como (= porque). Exemplos:
- Não pude comprar o CD porque estava em falta.	
- Ele não fez o trabalho porque não tem livro.	
- Como não sabe dirigir, vendeu o carro que ganhou no sorteio.
COMPARATIVAS
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como, mais...do que, menos...do que.
- Ela fala mais que um papagaio.
CONCESSIVAS
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato inesperado.Traz em si uma idéia de “apesar de”.
- Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar cansada)	
- Apesar de ter chovido fui ao cinema.
CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo, conforme, consoante
- Cada um colhe conforme semeia.
- Segundo me disseram a casa é esta.
Expressam uma idéia de acordo, concordância, conformidade.
CONSECUTIVAS
Expressam uma idéia de conseqüência.
Principais conjunções consecutivas: que ( após “tal”, “tanto”, “tão”, “tamanho”).
- Falou tanto que ficou rouco.	
- Estava tão feliz que desmaiou.
FINAIS
Expressam idéia de finalidade, objetivo.
- Todos trabalham para que possam sobreviver.	
- Viemos aqui para que vocês ficassem felizes.
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque (=para que),
PROPORCIONAIS
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto mais, ao passo que, à proporção que.
- À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.	
- Quanto mais ela estudava, mais feliz seus pais ficavam.
TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo que.
- Quando eu sair, vou passar na locadora.
- Chegamos em casa assim que começou a chover.
- Mal chegamos e a chuva desabou.
Obs: Mal é conjunção subordinativa temporal quando equivale a "logo que".
O conjunto de duas ou mais palavras com valor de conjunção chama-se locução conjuntiva.
Exemplos: ainda que, se bem que, visto que, contanto que, à proporção que.
Algumas pessoas confundem as circunstâncias de causa e conseqüência. Realmente, às vezes, fica difícil diferenciá-las.
Observe os exemplos:	
- Correram tanto, que ficaram cansados.
“Que ficaram cansados” aconteceu depois deles terem corrido, logo é uma conseqüência.
Ficaram cansados porque correram muito.
“Porque correram muito” aconteceu antes deles ficarem cansados, logo é uma causa.
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL
CONCORDÂNCIA VERBAL
A regra básica da concordância verbal é o verbo concordar  em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujeito da frase.
1. Sujeito simples – o verbo concordará com ele em número e pessoa. 	
Ex.: O artista excursionará por várias cidades do interior.
2. Sujeito composto – em regra geral, o verbo vai para o plural. 	
Ex.: Sua avareza e seu egoísmo fizeram com que todos o abandonassem	.
Se o sujeito vier depois do verbo, concorda com o núcleo mais próximo, ou vai para o plural.
Ex.: “Ainda reinavam (ou reinava) a confusão e a tristeza” (Dinah S. de Queiroz).	
Se o sujeito vier composto por pronomes pessoais diferentes – o verbo concordará conforme a prioridade gramatical das pessoas.	
Ex.: Eu e você somos pessoas responsáveis.
Atenção! Tu e ela estudais / estudam. A segunda forma é mais usada atualmente.	
3.Expressões nãosó...mastambém, tanto/quanto que relacionam sujeitos compostos permitem a concordância do verbo no singular ou no plural.
Ex.: Tanto o rapaz quanto o amigo obtiveram/obteve nota máxima na redação do ENEM.
4. Sujeito composto ligado por ou:	
- indicando exclusão, ou sinonímia – o verbo fica no singular.	
Ex.: Maria ou Joana será representante.
- indicando inclusão, ou antonímia – o verbo fica  no plural.	
Ex.: O amor ou o ódio estão presentes.
- indicando retificação – o verbo concorda com o núcleo mais próximo.	
Ex.: O aluno ou os alunos cuidarão da exposição.
5. Quando o sujeito é representado por expressões como a maioria de, a maior parte de e um nome no plural, o verbo concorda no singular (realçando o todo) ou no plural (destacando a ação dos indivíduos).
Ex.: A maioria dos jovens quer as reformas. (ou) A maioria dos jovens querem as reformas.	
6. Não sou daqueles que recusa / recusam as obrigações.
Nesse caso, o referente do pronome relativo que é daqueles, a regra fundamental de concordância com o sujeito deverá levar o verbo para a 3ª pessoa do plural. Entretanto, também é aceito quando refletimos em uma concordância com um daqueles que.	
7. Verbo ser + pronome pessoal + que – o verbo concorda com o pronome pessoal.	
Ex.: Sou eu que executo a obra. Seremos nós que executaremos a obra.	
Verbo ser + pronome pessoal + quem – o verbo  concorda com o pronome pessoal ou fica na 3ª pessoa do singular.	
Ex.: Sou eu quem inicio a leitura. Sou eu quem inicia a leitura.	
8. Nomes próprios locativos ou intitulativos – se precedidos de artigo plural, o verbo irá para o plural; não sendo assim, irá para o singular.
Ex.: Os Estados Unidos reforçam as suas bases.
Minas Gerais progride muito.	
9. Pronome relativo antecedido da expressão “um dos”, “uma das” – verbo na 3ª pessoa do singular ou do plural.	 
Ex.: Ela é uma das que mais impressiona (ou impressionam).
Quando apresenta uma ideia de seletividade, fica obrigatoriamente no singular.	
Ex.: Aquela é uma das peças de Nelson Rodrigues que hoje se apresentará neste teatro.	
10. Concordância do verbo ser: a) sujeito nome de coisa ou um dos pronomes nada, tudo, isso ou aquilo + verbo ser + PREDICATIVO no plural: verbo no singular ou no plural (mais comum).
Ex.: "A pátria não é ninguém: são todos.” (Rui Barbosa)
b) NAS ORAÇÕES INTERROGATIVA iniciadas pelos pronomes quem, que, o que – verbo ser concorda com o nome ou pronome que vem depois.	
Ex.: Quem eram os culpados?	
c) 1º TERMO – SUJEITO = substantivo; 2º termo = pronome pessoal, o verbo concorda com o pronome pessoal.	
Ex: Os defensores somos nós.	
d) Nas expressões é muito, é pouco, é mais de, é tanto, é bastante + determinação de preço, medida ou quantidade: verbo no singular.	
Ex.: Dez reais é quase nada.	
e) Indicando hora, data ou distância – o verbo concorda  com o predicativo.	
Ex.: São três horas. Hoje são 15 de fevereiro.
11. PASSIVO – NA VOZ PASSIVA SINTÉTICA, com o pronome apassivador SE, o verbo   concorda com o sujeito paciente (que é um aparente objeto direto).	
Ex.: Escutavam-se vozes.	
INDETERMINADO – com o pronome indeterminador do sujeito, o verbo fica na 3ª pessoa do singular.	
Ex.: Precisa-se de operários.
CONCORDÂNCIA NOMINAL
As relações que as palavras estabelecem com o substantivo que as rege constitui o que em gramática se chama de sintagma nominal. Essa relação caracteriza os casos de concordância nominal.
1. Concordância de gênero e número entre o núcleo nominal e os artigos que o precedem, os pronomes indefinidos variáveis, os demonstrativos, os possessivos, os numerais cardinais e os adjetivos.	
Ex.: Um luar claro e belíssimo.	
2. Concordância do adjetivo com dois ou mais substantivos
a) Substantivos do mesmo gênero, o adjetivo irá para o plural desse gênero ou concordará com o mais próximo (concordância atrativa).	
Ex.: Bondade e alegria raras ou rara.	
b) Substantivos de gêneros diferentes, o adjetivo irá para o masculino plural ou concordará com o mais próximo.	
Ex.: Atitude e caráter apropriados ou apropriado.
c) Adjetivo anteposto aos substantivos, nos dois casos acima, a norma geral é que ele concorde com o substantivo mais próximo.	
Ex.: Mantenha desligadas as lâmpadas e os eletrodomésticos.
d) Substantivos com sentido equivalente ou expressam gradação, o adjetivo concorda com o mais próximo.	
Ex.: Revelava pura alma e espírito.
CASOS PARTICULARES	
1. POSSÍVEL
a) precedido de o mais,o menor, o melhor, o pior – singular; 	
b) precedido de os mais, os menores, os melhores, os piores – plural.	
Ex.: Estampas o mais possível claras. / Estampas as mais claras possíveis.	
2. ANEXO / INCLUSO – adjetivos, concordam com o substantivo a que se referem.
Ex.: Envio-lhe anexos / inclusos os documentos.  (em anexo, junto a são invariáveis)
3. LESO (adjetivo= lesado, prejudicado) concorda com o substantivo com o qual forma uma composição.
Ex.: Cometeu crime de lesa-pátria.	
4. PREDICATIVO
a) substantivo com sentido indeterminado (sem artigo) – adjetivo no masculino.	
Ex.: É proibido entrada; 	
b) substantivo com sentido determinado (com artigo) – adjetivo concorda com o substantivo. Ex.: É necessária muita cautela.	
5. MEIO – numeral = metade (variável)	
Ex.: Falou meias verdades.	   
Advérbio = parcialmente (variável).	
Ex.: Encontrava-se meio fatigada.	
6. MUITO, POUCO, BASTANTE, TANTO – PRONOMES – (variáveis).	
Ex.: Li bastantes livros. ADVÉRBIOS 	
(invariáveis). 
Ex.: Estavam bastante felizes.	
7. SÓ – adjetivo  = sozinho (variável).	
Ex.: Eles se sentiam sós. Palavra denotativa de exclusão (invariável). 	
Ex.: Só os alunos compareceram à reunião (= somente).
8. PSEUDO, ALERTA, SALVO, EXCETO – são palavras invariáveis.	
Ex.: Ela é pseudo-administradora, por isso fiquemos sempre alerta.	
9. QUITE = LIVRE – concorda com aquele a que se refere.	
Ex.: Estamos quites com a mensalidade.	
10. OBRIGADO, MESMO, PRÓPRIO – 
concordam com o gênero e número da pessoa a que se referem.	
Ex.: Ela disse:	
- Muito obrigada, eu mesma cuidarei do assunto.
Regência verbal e Regência nominal
Chamamos de regência verbal e regência nominal a relação de subordinação existente entre um verbo ou um nome e seus complementos.
Você sabe o que é regência verbal? E regência nominal? Se você ainda não sabe, é tempo de aprender. Entender sobre esse assunto é indispensável para quem deseja escrever adequadamente, respeitando, assim, a sintaxe da língua portuguesa. Vamos lá?
Você já deve ter percebido que, em uma oração, as palavras estabelecem relações entre si. Graças a essa relação, somos capazes de construir os sentidos da mensagem, uma vez que as palavras são interdependentes. Essa relação de complementação entre os termos da oração é chamada de regência, que pode ser verbal ou nominal. Chamamos de termo regido a palavra que depende de outra para obter sentido completo e de termo regente a palavra a que se subordina o termo regido.
Achou complicado? Parece, mas não é. Fique atento à explicação e aos exemplos que o sítio de Português preparou para você. Depois desta leitura, certamente todas as dúvidas serão esclarecidas. Bons estudos!
Regência verbal
Chamamos de regência verbal a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). Os verbos podem ser intransitivos e transitivos.
Os verbos intransitivos não exigem complemento. Isso acontece porque são verbos que fazem sentido por si só, ou seja, possuem sentido completo. Em alguns casos, eles são acompanhados por adjuntos adverbiais, elementos que não podem ser considerados como objetos. O adjunto adverbial é um termo acessório da oração cuja função é modificar um verbo, um adjetivo ou um advérbio, indicando uma circunstância (tempo, lugar, modo, intensidade etc.). Sendo um termo acessório, pode ser retirado da frase sem alterar sua estrutura sintática. Veja alguns exemplos:
Choveu muito ontem.	
↓             ↓      
                                          	verbo impessoal    adjunto adverbial de intensidade e de tempo        (intransitivo)                                  
Chegamos no voo das onze horas.	
↓                       ↓          
                verbo intransitivo           adjunto adverbial de meio e de tempo	
Verbos transitivos diretos
Chamamos de verbos transitivos aqueles que precisam de um complemento, uma vez que não possuem sentido quando sozinhos. Eles podem ser transitivos diretos e indiretos. Os transitivos diretos são acompanhados por objetos diretos e não exigem preposição para o correto estabelecimento da relação de regência. Veja os exemplos:
Quero bolo!
 ↓        ↓
verbo transitivo direto   objeto direto            
Amo aquele rapaz.
↓           ↓       
verbo transitivo direto      objeto direto                     
Para facilitar o reconhecimento dos verbos transitivos diretos, você poderá fazer algumas perguntas para eles (quero o quê/quero quem? Amo o quê/amo quem?). As respostas serão os objetos diretos.
Verbos transitivos indiretos
Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos indiretos, isto é, exigem uma preposiçãopara o estabelecimento da relação de regência. Veja:
preposição 'de' + artigo 'a' = da	
       ↑
Gostamos da prova.
   ↓               ↓ 
verbo transitivo indireto       objeto indireto            
Outro exemplo:
preposição + artigo = às	
↑
Respondi às questões.
↓                ↓ 
verbo transitivo indireto       objeto indireto               
Você também pode fazer perguntas para o verbo para assim identificar se ele é ou não transitivo indireto (gostaram de quê/gostaram de quem? Respondeu a quê/respondeu a quem?). Note que, ao fazer a pergunta com o uso de uma preposição, o objeto responderá também com uma preposição (gostamos da prova/ respondi às questões).
Verbos transitivos diretos e indiretos
Antigamente, os verbos transitivos diretos e indiretos eram chamados de bitransitivos. Essa nomenclatura, entretanto, não é mais utilizada. São verbos acompanhados de um objeto direto e um objeto indireto. Observe:
a (preposição) + os = aos         	         
↑                 
Agradeço aos ouvintes a audiência.
↓                 ↓               ↓  
verbo transitivo direto e indireto    Objeto indireto    objeto direto ('a' é artigo)        	   
Quem agradece, agradece a alguém algo.
Outro exemplo:
    preposição + artigo = à	
      ↑
Entreguei a flor à professora.	
 ↓            ↓            ↓    
   verbo transitivo direto e indireto   Objeto direto   objeto indireto                                
Regência nominal
Chamamos de regência nominal o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. Veja alguns exemplos (vale lembrar que existem muitos outros):
Substantivos:
Admiração a/por	
Devoção a/ para/ com/ por	
Medo de	
Respeito a/ com/ para com/ por
Adjetivos:
Necessário a	
Acostumado a/com	
Nocivo a	
Agradável a	
Equivalente a
Advérbios:
Longe de/ Perto de
Obs.: Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados:
Paralela a; paralelamente a	
Relativa a; relativamente a
CRASE
Para começar, uma pergunta importante: 
Você sabe o que é crase?
Com origem na Grécia, a palavra crase significa mistura ou fusão. Na língua portuguesa, a crase indica a contração de duas vogais idênticas, mais precisamente, a fusão da preposição a com o artigo feminino a e com o a do início de pronomes. Sempre que houver a fusão desses elementos, o fenômeno será indicado por intermédio da presença do acento grave, também chamado de acento indicador de crase.
Para usar corretamente o acento indicador de crase, é necessário compreender as situações de uso nas quais o fenômeno está envolvido. Aprender a colocar o acento depende, sobretudo, da verificação da ocorrência simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. Acompanhe a seguir cinco dicas simples sobre o uso da crase que vão eliminar de vez as suas dúvidas sobre quando e como empregar o acento grave. Atenção e bons estudos!
Cinco dicas simples sobre o uso da crase:
A crase nada mais é do que a fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a”, por isso ela não ocorre antes de substantivos masculinos
1. A crase deve ser empregada apenas diante de palavras femininas: Essa é a regra básica para quem quer aprender mais sobre o uso da crase. Apesar de ser a mais conhecida, não é a única, mas saber que – salvo exceções – a crase não acontece antes de palavras masculinas já ajuda bastante! Caso você fique em dúvida sobre quando utilizar o acento grave, substitua a palavra feminina por uma masculina: se o “a” virar “ao”, ele receberá o acento grave. Veja só um exemplo:
As amigas foram à confraternização de final de ano da empresa.
Substitua a palavra “confraternização” pelapalavra “encontro”:
As amigas foram ao encontro de final de ano da empresa.
2. Lembre-se de utilizar a crase em expressões que indiquem hora: Antes de locuções indicativas de horas, empregue o acento grave. Observe:
Às três horas começaremos a estudar.
A partida de futebol terá início às 17h.
Ele esteve aqui às 8h, mas foi embora porque não te encontrou.
Mas quando as horas estiverem antecedidas das preposições para, desde e até, naturalmente o artigo não receberá o acento indicador de crase. Observe:
Ele decidiu ir embora, pois estava esperando desde as 10h.
Marcaram o encontro no restaurante para as 20h.
Fique tranquilo, eu estarei no trabalho até as 9h.
3. Antes de locuções adverbiais femininas que expressam ideia de tempo, lugar e modo. Observe os exemplos:
Às vezes chegamos mais cedo à escola.
Ele terminou a prova às pressas, pois já passava do horário.
4. A crase, na maioria das vezes, não ocorre antes de palavra masculina: Isso acontece porque antes de palavra masculina não ocorre o artigo “a”, indicador do gênero feminino:
O pagamento das dívidas foi feito a prazo.
Os primos foram para a fazenda andar a cavalo.
Tempere com pimenta e sal a gosto.
Eles viajaram a bordo de uma aeronave moderna.
Marcos foi a pé para o escritório.
Existe um caso em que o acento indicador de crase pode surgir antes de uma palavra masculina. Isso acontecerá quando a expressão “à moda de” estiver implícita na frase. Observe o exemplo:
Ele cantou a canção à Roberto Carlos. (Ele cantou a canção à moda de Roberto Carlos).
Ele fez um gol à Pele. (Ele fez um gol à moda de Pelé).
Ele comprou sapatos à Luís XV. (Ele comprou sapatos à moda de Luís XV).
5. Casos em que a crase é opcional:
→ Antes dos pronomes possessivos femininos minha, tua, nossa etc.: Nesses casos, o uso do artigo antes do pronome é opcional. Observe:
Eu devo satisfações à minha mãe ou Eu devo satisfações a minha mãe.
→ Antes de substantivos femininos próprios: Vale lembrar que, antes de nomes próprios femininos, o uso da crase é opcional, até porque o artigo antes do nome não é obrigatório. Observe:
Carlos fez um pedido à Mariana.
Ou
Carlos fez um pedido a Mariana.
→ Depois da palavra até: Se depois da preposição até houver uma palavra feminina que admita artigo, a crase será opcional. Observe:
Os amigos foram até à praça General Osório.
ou
Os amigos foram até a praça General Osório.
14.Sintaxe 
Você sabe o que é sintaxe?
A sintaxe é a área da gramática que se ocupa do estudo da disposição das palavras na frase e das frases quando inseridas em um discurso. Diz-se que um texto está sintaticamente correto quando as frases estabelecem relação lógica entre si, ou seja, os elementos de uma oração estão dispostos de maneira que nos permita compreender o conteúdo de determinada mensagem. Mesmo que não saiba – ou não soubesse – o que é sintaxe, você é capaz de produzir enunciados que obedeçam às suas regras, já que a finalidade da comunicação é produzir discursos inteligíveis, cujo significado seja acessível e compreensível. Observe:
Ontem choveu bastante. As ruas ficaram alagadas e o trânsito ficou congestionado em vários pontos da cidade
ou
Bastante choveu ontem. Alagadas ficaram ruas as congestionado ficou trânsito e o cidade da em pontos vários?
Entre as orações acima, qual das duas você seria capaz de produzir? A primeira, não é verdade? Ambas são compostas pelas mesmas palavras, mas uma delas ficou privada de inteligibilidade (a segunda) porque seus elementos não foram sintaticamente bem dispostos, tornando-a agramatical. Por isso a importância da sintaxe: instrumento indispensável para a correta combinação das palavras nas orações.
Pensando em sintaxe, falemos sobre suas subdivisões: a sintaxe de concordância, regência e colocação. Você sabe para que serve cada uma delas? Vamos conhecer um pouco mais sobre a língua portuguesa e sua gramática? Fique atento à explicação e bons estudos!
O que é sintaxe de concordância?
A sintaxe de concordância estuda a relação gramatical estabelecida entre dois termos. Ela pode ser verbal ou nominal. Observe os exemplos:
► Concordância verbal:
Os alunos ficaram entusiasmados com o passeio no museu
ou
Os alunos ficou entusiasmados com o passeio no museu?
A primeira opção é aquela que estabelece correta combinação entre o verbo e o sujeito. Se o sujeito (alunos = eles) está no plural, o verbo da oração deverá ser flexionado na terceira pessoa do plural: eles 'ficaram'.
► Concordância nominal:
Os aluno indisciplinado foram suspenso da escola
ou
Os alunos indisciplinados foram suspensos da escola?
O segundo exemplo obedece às regras da concordância nominal porque nele o substantivo – alunos – concorda com seus determinantes, que podem ser artigo, numeral, pronome ou adjetivo. A concordância nominal é, portanto, a combinação entre os nomes de uma oração.
O que é sintaxe de regência?
A sintaxe de regência ocupa-se do estudo dos tipos de ligação existentes entre um verbo (regência verbal) ou nome e seus complementos (regência nominal). Dessa maneira, haverá os termos regentes, aqueles que precisam de um complemento, e os termos regidos, aqueles que complementam o sentido dos termos regentes.
► Regência verbal:
A regência verbal ocupa-se do estudo da relação estabelecida entre os verbos e os termos que os complementam ou caracterizam. Estudá-la nos permite aprimorar nossa capacidade expressiva, pois a partir da análise de uma preposição um mesmo verbo pode assumir diferentes significados. Observe:
Os parlamentares implicaram-se em escândalos por causa do desvio de verbas públicas. (implicar = envolver)
e
Os alunos implicaram com o novo coordenador. (implicar = ter implicância, aversão).
► Regência nominal:
A regência nominal estuda a relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos por ele regidos. É a partir da análise da preposição que essa relação será construída. Observe os exemplos:
A nova tarifa é acessível a todos os cidadãos.	
Os atentados contra a embaixada deixaram vários feridos.	
Eles preferiram ficar longe de todos.
Na regência nominal é interessante observar que alguns nomes apresentam o mesmo regime dos verbos de que derivam: se você conhece o regime de um verbo, conhecerá também o regime dos nomes cognatos, ou seja, dos nomes que têm a mesma raiz ou origem etimológica:
As criançasdevem obedecer às regras.(obedecer = verbo)	
Eles foram obedientes às regras. (obediente = nome cognato)
O que é sintaxe de colocação?
A sintaxe de colocação mostra que os pronomes oblíquos átonos, embora possam ser dispostos de maneira livre, possuem uma posição adequada na oração. Quando há liberdade de posição desses termos, o enunciado poderá assumir diferentes efeitos expressivos, o que nem sempre é bem-vindo. Existem três possíveis colocações para os pronomes oblíquos átonos:
► Próclise: o pronome será posicionado antes do verbo. Veja os exemplos:
Não se esqueça de comprar novos livros.	
Não me fale novamente sobre esse assunto.	
Aqui se vive melhor do que na cidade grande.	
Tudo me incomoda quando não estou em casa.	
Quem te chamou para a festa?
► Mesóclise: será empregada quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo. O pronome surge intercalado ao verbo. A mesóclise é mais encontrada na linguagem literária ou na língua culta e, havendo possibilidade de próclise, ela deverá ser eliminada. Observe os exemplos:
Dizer-lhe-ei sobre tuas queixas (Direi + lhe)	
Convidar-me-iam para a formatura, mas viajei para o campo. (convidariam + me)
► Ênclise: o pronome surgirá depois do verbo, obedecendo à sequência verbo-complemento. Observe os exemplos:
Diga-me o que você fez nas férias.	
Espero encontrar-lhe na festa hoje à noite.	
Acolheram o filhote abandonado, dando-lhe abrigo e comida.
modifica, determina ou qualifica o nome ao qual Sintaxe e Períodos Compostos
Período Composto por Coordenação
Quando a oração não exerce função sintática com relação a outras orações, ou seja, ela é independente ou absoluta.
Exemplos:
· Acordei/, tomei café/ e apanhei o ônibus.
· Viuo filme,/ mas não compreendeu o enredo.
Sinais de pontuação
Os sinais de pontuação utilizados na língua portuguesa são:
· Ponto final
· Vírgula
· Dois pontos
· Reticências
· Parênteses
· Ponto de exclamação
· Ponto de interrogação
· Ponto e vírgula
· Travessão
· Aspas
Cada um deles tem suas regras de utilização e, quando inseridos incorretamente em alguma frase, pode mudar seu contexto e até mesmo o seu sentido. As regras de pontuação não são bichos de sete cabeças, como muitos podem pensar acerca de diversas regras gramaticais.
Para te ajudar a estudar para o concurso que você deseja passar, listamos abaixo algumas regras simples do uso de cada um desses sinais. Vamos lá?
Ponto final
O ponto final é utilizado no final de cada frase. Após o ponto, sempre inicia-se uma nova sentença com a primeira letra maiúscula.
Vírgula
Talvez por ser a pontuação mais utilizada, existem muitas dúvidas e mitos sobre suas regras. Listamos abaixo algumas das mais importantes, e, mais abaixo, casos em que a pontuação vírgula é proibida:
Separação de vocativos
Separação de apostos
Isolar expressões de caráter corretivo
Isolar nomes de lugares no formato de data
Separar elementos enumerados
Com relação à separação de orações, as que são separadas por vírgula são:
Orações subordinadas adjetivas explicativas
Orações coordenadas (sindéticas e assindéticas)
Orações coordenadas com sujeitos diferentes
Orações subordinadas adverbiais
Orações intercaladas
Orações substantivas antepostas
É proibido o uso da vírgula quando:
Houver separação de sujeito e predicado
Houver separação de objeto e verbo
Houver separação de adjunto adnominal e nome
Houver separação do complemento nominal e nome
Houver separação de predicativo do objeto e objeto
Houver separação da oração subordinada da substantiva
Dois pontos
Utiliza-se os dois pontos antes de apostos que enumeram coisas, sequências ou explicações. Também utiliza-se este recurso antes de citações, quando a frase permitir.
Reticências
As reticências indicam dúvida ou hesitação de quem fala ou escreve, prolongamento da ideia em frase incompleta ou interrupção de uma frase gramaticalmente incompleta.
Parênteses
É utilizado para isolar palavras ou datas em caráter explicativo.
Ponto de exclamação
Utiliza-se o ponto de exclamação após vocativo, imperativo, interjeição ou qualquer frase que denota intenso caráter emocional.
Ponto de interrogação
Ao final de frases que são perguntas.
Ponto e vírgula
O ponto e vírgula é utilizado quando pretendemos separar itens em uma lista ou sequência, bem como para separação de frases muito extensas onde o uso da vírgula já tenha sido muito utilizado.
Travessão
O travessão dá início à fala de um personagem em diálogos e também em substituição à virgula em determinadas frases.
Aspas
Esse recurso serve para isolar expressões que fogem à norma, como escritas erradas, palavrões e gírias, por exemplo. Também é utilizada entre citações faladas ou textuais.

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