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GEOGRAFIA A

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1
3A
Geografia
09
Aula 
Geologia I – Eras geológicas 
e rochas
Introdução
A idade da Terra é calculada em 4,6 bilhões de 
anos, e, entre os seres vivos, a espécie humana foi a últi-
ma a surgir. Isso dificulta o estudo do processo evolutivo 
terrestre, porém, por meio dos fósseis e das rochas, é 
possível deduzir tal processo.
A datação dos fósseis e das rochas é importante 
para o estudo da evolução da Terra (Geocronologia), 
permitindo conhecimentos acerca da dinâmica dos 
climas e dos seres vivos. 
A idade da Terra é dividida em dois grandes gru-
pos, chamados éons. Os éons são subdivididos em 
eras, períodos, épocas e idades. 
An
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Éon
Era
Período
Época
Idade
IDADE DA TERRA
Classificação do tempo 
geológico
A classificação do tempo geológico mais utilizada é de 
Kulp (1960). John Laurence Kulp (1921–2006) foi um des-
tacado geoquímico estadunidense que divulgou, por meio 
de estudos físicos e químicos em rochas e fósseis, a organi-
zação do tempo geológico em éons, eras, períodos, épocas 
e idades. Ainda hoje, no meio científico existem divergências 
quanto a nomes e datações, estando sob responsabilidade 
da Comissão Internacional sobre Estratigrafia (International 
Commission on Stratigraphy – ICS), uma das divisões da 
União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS), apresen-
tar a versão considerada oficial acerca do tempo geológico. 
Pré-Cambriano
Denominado também de Primitivo ou Criptozoico, o 
superéon Pré-Cambriano é o mais extenso, com mais de 
87% da idade da Terra, ou seja, quase 4,1 bilhões de anos, 
sendo subdividido em Éon Arqueano e Éon Proterozoico. 
Apresentou predomínio da formação de rochas como o 
granito e o gnaisse e poucos indícios de vida. Presume-se 
que tenham existido animais e plantas rudimentares.
Arqueano
Também denominado Arqueozoico, o Arqueano 
apresentou rochas graníticas, solos de fertilidade media-
na e pobreza de recursos minerais. Foi também a etapa 
de formação dos oceanos e da atmosfera. 
 Serra do Mar no trecho situado na estrada da Graciosa no Paraná. 
A Serra do Mar é constituída principalmente de granitos e gnais-
ses pré-cambrianos do período Arqueozoico.
As serras do Mar, da Mantiqueira e grande parte dos 
planaltos residuais Norte-Amazônicos (planalto das 
Guianas) são constituídos de terrenos arqueozoicos.
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2 Extensivo Terceirão
Proterozoico
Também denominado Algonquiano, o Proterozoico 
foi rico em minérios (ferro, cobre, chumbo, ouro, prata, 
etc.). No Proterozoico, a vida obteve alguns progressos, 
com o surgimento de algas e de crustáceos. 
 Extração de minério de ferro na Serra do Espinhaço, no municí-
pio de Congonhas do Campo (MG), integrante do Quadrilátero 
Ferrífero.
A serra do Espinhaço, onde se localiza o Quadrilátero 
Ferrífero (MG), é constituída de terrenos algonquianos, 
assim como a serra dos Carajás (PA), o maciço de Urucum 
(MS) e a chapada Diamantina (BA). 
Hadeano
O Hadeano ou Azoico corresponde à idade de início 
da formação da Terra, quando havia uma atmosfera den-
sa e a superfície era caracterizada por um mar de rochas 
em ebulição. O éon Hadeano não é formalmente aceito 
pela Comissão Internacional sobre Estratigrafia, mas é 
amplamente usado no meio científico. 
Fanerozoico
O éon Fanerozoico reúne os últimos 542 milhões de 
anos da Terra, portanto, diante dos 4,6 bilhões de anos 
do planeta, as ocorrências mais recentes. É caracteriza-
do pela abundância de vida. 
Do Fanerozoico fazem parte as eras Paleozoica, 
Mesozoica e Cenozoica. 
Era Paleozoica
Também denominada Era Primária, a Paleozoica 
teve duração de aproximadamente 300 milhões de anos 
e subdivide-se em seis períodos: Cambriano, Ordovicia-
no, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permeano.
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Denomina-se Paleozoico Inferior ao conjunto dos 
três primeiros períodos: Cambriano, Ordoviciano e Silu-
riano; e Paleozoico Superior ao conjunto dos três últimos 
períodos: Devoniano, Carbonífero e Permeano.
 A formação de Vila Velha, situada no município de Ponta Grossa 
(PR), ocorreu na Era Paleozoica.
A Era Paleozoica caracterizou-se por intensos proces-
sos de sedimentação, que deram origem a várias rochas 
sedimentares e metamórficas, e surgimento de várias 
formas de vida animal e vegetal, principalmente nos 
ambientes marinhos. No Paleozoico Superior, ocorreram 
as últimas glaciações no território brasileiro.
 Rio dos Papagaios, situado no município de Palmeira (PR), corre 
em área onde ocorreu a última glaciação brasileira. Observe, na 
foto, o vale em forma de “U”, tipicamente de atividade glacial.
Entre as formas de vida animal, surgiram no Paleo-
zoico os peixes, os anfíbios e alguns poucos répteis. 
Na Era Paleozoica, ocorreu, no território brasileiro, 
intensa sedimentação em várias regiões, o que determi-
nou a formação de vários planaltos, o início da planície 
Amazônica e a depressão da Amazônia Ocidental.
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Aula 09
3Geografia 3A
Pangeia
Durante o Éon Pré-Cambriano 
e a Era Paleozoica, os continentes 
apresentavam configuração dife-
rente da atual e estavam unidos, 
formando um gigante continente 
denominado Pangeia, envolvido 
por um grande oceano chamado 
de Pantalassa. Na Era Mesozoica (no 
Triássico), o continente Pangeia foi 
dividido, formando Gondwana ao 
sul (que correspondia ao território 
atual da África, América do Sul, Aus-
trália, Antártica e Índia) e Laurásia 
ao norte (atual América do Norte, 
Ásia, Europa e Groenlândia).
225 milhões de anos atrás
135 milhões de anos atrás
65 milhões de anos atrás
Hoje
Laurásia
Pangaea
Gondwana
Laurásia
Gondwana
Ásia
Europa
África
Índia
Austrália
Antártica
América 
do Sul
América 
do Norte
Placa 
Eurasiana
Placa 
da África
Placa da 
América
Placa da Antártica
Placa 
Indo-Autraliana
DISTRIBUIÇÃO DOS CONTINENTES
Era Mesozoica
Também denominada Era Secundária, a Mesozoica 
teve duração de aproximadamente 180 milhões de anos e 
divide-se em três períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo.
Nessa era, ocorreram intensos e prolongados proces-
sos de erosão e sedimentação, enquanto imensas e exu-
berantes florestas alimentavam uma crescente e variada 
fauna de gigantescos lagartos: os sáurios (dinossauros). 
Também surgem as aves e os primeiros mamíferos.
 A iguana é um réptil de origem mesozoica.
A separação de Gondwana determinou o surgimento 
de fossas tectônicas na África e, no Centro-Sul do Brasil, 
fendas enormes e numerosas denominadas diastrofismo 
rético.
Através do diastrofismo rético (com abertura de 
fendas na crosta terrestre), ocorreu o maior derrame 
de lavas vulcânicas do planeta, recobrindo as bacias 
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sedimentares paleozoicas desde o sul de Minas Gerais 
até o Uruguai. As lavas vulcânicas, decompondo-se em 
climas tropicais úmidos, originaram a terra-roxa, de 
grande fertilidade. Esse derrame basáltico iniciou-se no 
fim do Triássico e prolongou-se até o Cretáceo e pode ser 
denominado de Derrame de Trapp.
VULCANISMO NO BRASIL
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4 Extensivo Terceirão
Era Cenozoica
Com cerca de 70 milhões de anos de duração, a Cenozoica apresenta três 
períodos: Heogeno e Paleogeno (reunidos no Terciário) e Quaternário.
Nessa era, ocorreu o predomínio dos mamíferos e os continentes 
tomaram a forma atual.
Período Terciário
Teve a duração de 63 milhões de anos, sendo dividido em cinco épocas: 
Paleoceno, Eoceno, Oligoceno, Mioceno e Plioceno.
Nesse período, ocorreram as formações das maiores cadeias monta-
nhosas: Himalaia, Andes, Cáucaso, Montanhas Rochosas, Alpes e outras.
No território brasileiro, verificou-se a sedimentação de grande parte do 
litoral e a formação de 90% das terras firmes da Amazônia.
Pela classificação da Comissão Internacional sobre Estratigrafia, o 
termo Terciário é considerado em desuso,sendo reconhecidos em seu 
lugar os períodos Paleogeno e Neogeno. 
Período Quaternário
O Quaternário estende-se da atualidade até 2,5 milhões de anos.
Esse período abrange duas épocas: Pleistoceno e Holoceno, verificando-
-se no Pleistoceno a ocorrência das últimas glaciações: Gunz, Mundel, Russ 
e Wurn. No Brasil, houve a sedimentação final do Pantanal e a formação 
do litoral do Rio Grande do Sul e da Bacia Sedimentar de Curitiba. Apesar 
das várias divergências entre antropólogos, o ser humano surgiu no fim do 
Pleistoceno entre 2,5 a 1 milhão de anos.
 O Pantanal Mato-Grossense é uma das áreas mais recentes do Brasil, sendo constituído 
de sedimentação quaternária.
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Antropoceno 
O termo antropoceno, é 
apontado pelos estudiosos 
como o mais adequado para 
demonstrar a época do tempo 
geológico em que o homem 
tem efetuado grandes trans-
formações na Terra.
Criado pelo biólogo esta-
dunidense Eugene F. Stoer-
mer (1934–2012) e populari-
zado pelo químico holandês 
Paul Crutzen (Prêmio Nobel 
de Química de 1995), o antro-
poceno (anthropo = humano 
+ ceno = novo) corresponde 
a “época do tempo geológi-
co” a partir do qual a humani-
dade passou a desempenhar 
ações significativamente im-
pactantes ao meio natural, 
como a queima de combus-
tíveis fósseis, urbanização, 
explosão demográfica, al-
terações nos cursos fluviais, 
grandes aterros e extinções 
de espécies. 
Embora não haja consenso, 
a Revolução Industrial é con-
siderada o início do antropo-
ceno. 
Para alguns estudio-
sos, no lugar do antropo-
ceno, na escala do tempo 
geológico deverá ocorrer 
a introdução do período 
“quinário” ou “tecnógeno”. 
O tecnógeno foi sugerido 
pelo geólogo russo Ter Ste-
paniam, na década de 1980, 
e deverá reunir os últimos 
10 ou 12 mil anos e registrar 
as habilidades e alterações 
humanas na Terra.
Aula 09
5Geografia 3A
TABELA DAS ERAS GEOLÓGICAS
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ÉONS ERAS / CRONOLOGIA PERÍODOS ÉPOCAS CARACTERÍSTICAS (DESTAQUES)
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CENOZOICA 
“Vida Recente”
Do presente até
 66 milhões de anos.
Quaternário
Holoceno • Evolução dos humanos.
• Última Era do Gelo.
• Formação dos dobramentos modernos 
(Alpes, Andes e Himalaias).
• Configuração atual dos continentes e 
oceanos.
• No Brasil: formação das bacias sedi-
mentares da Amazônia e do Pantanal 
sul-mato-grossense. 
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Neogeno
Plioceno
Mioceno
Paleogeno
Oligoceno
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Eoceno
Paleoceno
MESOZOICA
“Vida Intermediária”
De 66 até 
250 milhões de anos. S
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Cretáceo • Dinossauros.
• Divisão do continente.
• Primeiros mamíferos.
• Grandes vulcanismos. 
• Aparecimento das coníferas. 
• Divisão do continente Pangeia e, poste-
riormente, Gondwana. 
• Formação de grandes bacias petrolíferas.
• No Brasil: derrames vulcânicos (Trapp).
Jurássico
Triássico
PALEOZOICA 
“Vida Antiga”
De 250 até 
542 milhões de anos.
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Permeano • Origem das florestas, peixes e anfíbios. 
• Formação de grandes reservas de carvão 
mineral.
• Consolidação do continente Pangeia. 
• No Brasil: formação das bacias sedimen-
tar Paranaica e dos depósitos de carvão 
mineral da região Sul. 
Carbonífero
Devoniano
Siluriano
Ordoviciano
Cambriano
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PROTEROZOICA 
“Vida Elementar”
De 542 milhões até 2,5 
bilhões de anos.
• Formação das primeiras rochas sedimen-
tares. 
• Aparecimento de crustáceos e algas.
• Formação das jazidas de minérios metáli-
cos (como o ferro). 
• No Brasil: formação do escudo brasileiro 
(base geológica antiga e rígida). 
ARQUEOZOICA 
“Vida Arcaica” 
De 2,5 até 
4 bilhões de anos.
• Consolidação da crosta terrestre, da 
atmosfera e dos oceanos. 
• Primeira glaciação. 
• Aparecimento da vida (rudimentar).
• No Brasil: formação da Serra do Mar. 
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HADEANO “Hades = inferno”
AZOICA “Sem vida” 
De 4 até 4,6 bilhões de anos.
Fontes: ADAS, Melhen e ADAS, Sergio. Panorama Geográfico do Brasil, S. Paulo: Moderna, 1998. 
LEINZ, Viktor e AMARAL, Sérgio E. do. Geologia geral. São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 2001. 
www.stratigraphy.org (Acesso: 20.03.2016)
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6 Extensivo Terceirão
Minerais e rochas 
Definições
 • Minerais: substâncias inorgânicas encontradas 
na natureza, com propriedades físicas e químicas 
definidas.
 Os principais minerais são: feldspato, anfibólios, 
piroxênios, quartzo e mica.
 • Rochas: agregados de dois ou mais minerais.
 • Pedra: designação popular para as rochas. O termo 
pedra também é usado para fragmentos de rochas. 
 • Minério: mineral ou rocha com aproveitamento 
econômico (exemplo: minério de ferro).
 • Jazida: localidade com grande concentração de mi-
nérios. As jazidas também são chamadas de bancos, 
depósitos, reservas, minas e campos. 
Classificação das rochas
De acordo com a origem (gênese), as rochas podem 
ser classificadas em:
 • magmáticas;
 • sedimentares;
 • metamórficas.
Rochas magmáticas
Denominadas também de rochas ígneas (igneus = do 
fogo), são formadas pelo magma, podendo ser solidifica-
das na superfície ou abaixo dela. As rochas magmáticas 
podem ser subdivididas em intrusivas e extrusivas.
Magmáticas intrusivas
Podem ser chamadas de rochas infusivas, plutôni-
cas ou abissais e correspondem àquelas que se solidifi-
cam nas maiores profundidades, como, por exemplo, o 
granito, que é a rocha mais comum de todas. 
 Amostra de granito 
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No Brasil, a serra da Mantiqueira, a serra do Mar e as 
várias serras que constituem o planalto Residual Norte-
-Amazônico (planalto das Guianas) são constituídas de 
rochas magmáticas e metamórficas.
Magmáticas extrusivas
Podem ser denominadas de efusivas ou vulcânicas 
e correspondem àquelas que se solidificam na superfí-
cie, como, por exemplo, o basalto, que é a mais comum 
das efusivas.
 Amostra de basalto do derrame de Trapp (bacia do Paraná) con-
tendo cristal e filamento ferroso.
Rochas sedimentares
São formadas de sedimentos oriundos de outras 
rochas ou de materiais orgânicos. Como os sedimentos 
são transportados pelos ventos e águas e depositados 
na horizontal nas áreas de sedimentação (de depósito 
dos sedimentos), as camadas mais profundas são as 
mais antigas, e as superficiais, as mais recentes. 
As rochas sedimentares podem ser divididas em 
detríticas, orgânicas e químicas. 
 • Detríticas: são denominadas também de clásticas, 
sendo formadas por sedimentos oriundos de rochas 
preexistentes. Exemplos: arenito, argilito (argila), 
conglomerado, tilito, etc.
Os sedimentos finos transportados pelas geleiras 
denominam-se till e, posteriormente consolidados, 
originam o tilito, que é uma rocha sedimentar clástica.
 • Orgânicas: são formadas por sedimentos de ori-
gem biológica (biogênicas), ou seja, sedimentos 
provenientes de vegetais ou de animais. Exemplos: 
calcário, carvão mineral, petróleo, etc.
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Aula 09
7Geografia 3A
 A Câmara do Tesouro na cidade de Petra (Jordânia). Esse edifício 
foi esculpido em rochas calcárias. 
 • Químicas: são oriundas de processos químicos, 
como, por exemplo, o sal-gema, que corresponde a 
jazidas de sais nos continentes.
O processo de transformação de sedimentos em 
rochas sólidas é denominado litificação ou diagênese. 
São as rochas sedimentares que guardam a maior 
parte dos fósseis, representados por restos animais e 
vegetais preservados em meio aos sedimentos durante 
os processos de sedimentação e litificação. 
 Fósseis de um peixe em calcário numulítico (rocha sedimentar 
proveniente do acúmulo de conchas). 
Rochas metamórficas
São aquelas que sofreram profundas modificações 
estruturais pelo calor ou pressão. Exemplos: quartzita 
(do arenito), mármore (do calcário), gnaisse (sedimentos 
de rochas ígneas como o granito), etc.
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 A pedra do Pão de Açúcar (RJ) é de gnaisse proveniente da me-
tamorfose do granito. 
Rochas cristalinas
As rochas cristalinas correspondem àquelas 
formadas por cristais solidificados, podendo ser 
ígneas ou metamórficas. Formadas principal-
mente durante o Pré-Cambriano e o Paleozoico, 
constituem estruturas rígidas. 
Quando as rochas cristalinas afloram em vas-
tas áreas, formam os escudos cristalinos, que se 
caracterizam por serem constituídos de estrutu-
ras rígidas e antigas, nas quais não se verificam 
dobramentos modernos. Entre os principais es-
cudos destacam-se o Escudo Canadense, o Es-
cudo Sul-Africano, o Escudo Báltico e o Escudo 
Brasileiro. No Brasil, as rochas cristalinas afloram 
em cerca de 36% do território nacional.
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8 Extensivo Terceirão
Ciclo das rochas 
Devido à exposição da crosta terrestre à desagregação/decomposição (o intemperismo), aos processos de erosão 
e deposição e à dinâmica das placas tectônicas, as rochas passam por um ciclo natural de formação/destruição – é o 
ciclo das rochas ou petrológico. 
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Afloramento
Rocha metamórfica
CICLO DAS ROCHAS
Rocha 
magmática
Arrefecimento
Erosão
Rocha 
sedimentar
Fusão
Sedimentos
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Magna 
Pressão e 
temperatura
Testes
Assimilação
09.01. (FMJ – SP) – Relevo cárstico é um tipo de formação 
geológica caracterizado pela dissolução química (corrosão) 
das rochas, o que leva, por exemplo, à formação de cavernas. 
Predominante nesses ambientes, o calcário é uma rocha 
do tipo
a) vulcânica.
b) ígnea.
c) magmática.
d) metamórfica.
e) sedimentar.
09.02. (SLM – SP) – Leia o texto. 
Segundo estudiosos, dos anos 1950 para cá, as 
atividades humanas teriam causado alterações nos 
processos geológicos da Terra, muito mais intensas do 
que as que ocorrem naturalmente. Uma característi-
ca marcante desse novo estágio na história da Terra, 
chamada de Antropoceno, seria a presença cada vez 
mais abundante de um sedimento artificial, formado 
por lama e areia misturadas com grãos de materiais 
sintéticos, em especial o plástico, vindos do lixo pro-
duzido pelo ser humano. (...) as principais evidências 
levantadas vêm sendo divulgadas e discutidas há al-
gum tempo. 
Revista Fapesp n. 243. Publicada em maio de 2016. Adaptado. Disponível: 
http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/05/19/a-era-humana/. Acesso: 18 jun. 2017.
A teoria do Antropoceno, descrita no texto, é considerada 
a) polêmica, pois não leva em conta a importância dos 
avanços tecnológicos. 
b) promissora, na medida em que valoriza as tecnologias 
de produção. 
c) duvidosa, já que está baseada mais em especulação do 
que em dados. 
d) recente, e os estudiosos a relacionam à produção in-
dustrial. 
e) sustentável, mesclando aspectos de produção com meio 
ambiente. 
Aula 09
9Geografia 3A
09.03. (UEMG) – Sabemos que ao lon-
go de bilhões de anos, a Terra passou 
por diferentes transformações que vão 
desde o resfriamento e solidificação 
das camadas até os resultados das 
transformações antrópicas. 
Nesse contexto, assinale V para as afir-
mativas verdadeiras e F para as falsas. 
( ) A Era Pré-Cambriana caracterizou-
-se pela inexistência da vida no 
planeta e pela constituição das 
primeiras rochas magmáticas. 
( ) A Era Paleozoica caracterizou-se 
pela formação das grandes ca-
deias de montanha, tais como os 
Andes e os Alpes. 
( ) A Era Mesozoica foi marcada pela 
fragmentação do continente 
Gondwana, que resultou na for-
mação dos continentes africano 
e sul-americano e do oceano 
Atlântico. 
( ) A Era Cenozoica foi marcada pelo 
grande soterramento de florestas 
em diversas partes do globo, que 
resultou na formação da jazidas 
de carvão mineral. 
09.04. (IFPR) – No caminho da escola 
para casa, um estudante encontra 
uma pedra brilhante e transparente, e 
imagina que seria um diamante. Para 
tentar comprovar que seria mesmo 
um diamante, ele consegue riscar 
uma garrafa de vidro com a pedra e 
se anima com a descoberta. Porém, 
ao chegar à sua casa, percebe que a 
pedra encontrada não consegue riscar 
o topázio do anel da sua mãe. A partir 
das informações contidas no texto, 
assinale a alternativa correta: 
a) A pedra é realmente um diamante, 
porque sua dureza é menor que a 
do vidro. 
b) A pedra não é um diamante, porque 
sua dureza, apesar de ser maior que a 
do vidro, é menor que a do topázio. 
c) A pedra é realmente um diamante, 
porque é transparente, mesmo não 
conseguindo riscar o topázio. 
d) A pedra não é um diamante, porque 
sua dureza, apesar de ser menor 
que a do vidro, é maior que a do 
topázio. 
e) A pedra é um diamante, porque 
este é facilmente encontrado em 
várias estradas.
Aperfeiçoamento
09.05. (UPF – RS) – Observe o infográfico sobre o ciclo das rochas e, com base 
nas informações e nos seus conhecimentos, analise as afirmativas que seguem.
(Fonte: TERRA; ARAUJO; GUIMARÃES. Conexões Plus. São Paulo: Moderna, 2015, p. 312)
I. As rochas magmáticas podem se formar lentamente no interior da crosta ter-
restre pela solidificação do magma, sendo chamadas de rochas magmáticas 
intrusivas ou plutônicas ou abissais.
II. O conjunto de processos que transforma sedimentos inconsolidados em rocha 
sedimentar é conhecido como diagênese.
III. São exemplos de rochas metamórficas o arenito, o mármore e o granito.
IV. O ciclo das rochas é ininterrupto e ocorre com os movimentos da crosta ter-
restre, com o vulcanismo, com o intemperismo ou com a erosão, por exemplo.
É correto apenas o que se afirma em:
a) I e IV.
d) I, II e IV.
b) III e IV.
e) II, III e IV.
c) I, II e III.
09.06. (UEPG – PR) – Sobre os tipos de rochas e minerais e seu processo de for-
mação, assinale o que for correto. 
01) As rochas ígneas plutônicas também podem ser chamadas de magmáticas 
intrusivas. São formadas em profundidade, quando o magma proveniente do 
manto da Terra solidifica-se na crosta terrestre, formando cristais. 
02) Rochas metamórficas são aquelas que em seu processo de formação sofrem 
pressão interna e temperatura elevada, modificando sua estrutura interna. 
Um dos seus processos de gênese está relacionado a recristalização de cal-
cário, areia, entre outros. 
04) No fundo de lagos, mares e outras regiões de bacias sedimentares acumu-
lam-se diversos tipos de sedimentos do processo de intemperismo de outras 
rochas preexistentes. Se houver o processo de compactação desse material 
surge uma rocha sedimentar. 
08) Quando o magma proveniente do interior da Terra chega à superfície e há o 
processo de solidificação formam-se rochas ígneas extrusivas. Um exemplo 
desse tipo de rocha é o basalto, encontrado no Terceiro Planalto Paranaense. 
16) A ametista, mineral da família do quartzo de coloração violeta, pode formar-
-se no interior de geodos em derrames basálticos.
10 Extensivo Terceirão
09.07. (UFRGS) – Com base nos estudos dos fósseis e da 
dinâmica terrestre, os geocientistas procuram compreender 
as transformações do ambiente, organizadas em uma ordem 
cronológica expressa na escala de tempo geológico. Associe 
adequadamente as características apresentadas no bloco infe-
rior com os intervalos de tempo geológico do bloco superior.
1. Mesozoico
2. Paleozoico
3. Cenozoico
4. Pré-Cambriano
( ) Surgimento das primeiras formas de vida.
( ) Formação das cadeias de montanhas atuais, como os 
Alpes, o Himalaia e os Andes.
( ) Início da fragmentação do continente primitivo (Pan-
geia), dando origem a duas massas continentais: Gon-
dwana e Laurásia.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de 
cima para baixo, é: 
a) 4 – 1 – 3.
d) 3 – 4 – 1.
b) 4 – 3 – 1.
e) 1 – 2 – 4.
c) 2 – 4 – 3.
09.08. (UFU – MG) –
 Disponível em: <http://www.mineropar.pr.gov.br/modules/conteudo/con-
teudo.php?conteudo=37> Acesso: 10 fev. 2013.
As rochas são consideradas como um agregado natural, resul-
tantes da união de um ou mais minerais. A figura acima, que 
ilustra o ciclo dasrochas, representa as várias possibilidades de 
transformação do magma em rocha e um tipo de rocha em 
outra, dentre elas
a) a chegada do magma quente à superfície, representada na 
figura pelo vulcanismo, cuja solidificação forma, de maneira 
lenta, o granito, uma das rochas mais comuns e resistentes 
no planeta.
b) o intemperismo que, juntamente com os processos erosivos 
representados na figura pelo transporte e deposição, é o 
principal mecanismo responsável, na superfície, pela conti-
nuidade no ciclo das rochas.
c) as rochas metamórficas resultam da transformação de uma 
rocha preexistente, causada, principalmente, pelo aumento 
da pressão e (ou) temperatura sobre a rocha, formando o 
basalto, conhecido popularmente como brita.
d) as rochas sedimentares são formadas no vulcanismo, que, 
após a erupção, sedimenta a lava e a cinza no entorno das 
crateras vulcânica.
09.09. (PUCPR) – Leia com atenção o texto abaixo.
“Um projeto do Ceará foi aprovado na semana pas-
sada pela UNESCO para ser o primeiro a receber o selo 
de geoparque no hemisfério Sul. Isso significa uma área 
de proteção especial a riquezas geológicas e paleonto-
lógicas, como reconhecimento internacional.(...) O ge-
oparque cearense será sediado na chapada do Araripe, 
no sul do Estado, onde há mais de um terço de todos 
os pterossauros (répteis alados) descritos no planeta e 
mais de 20 ordens diferentes de insetos fossilizados, 
com idade estimada entre 70 milhões e 120 milhões de 
anos. (...)Os fósseis da chapada do Araripe reconstroem 
a quebra do supercontinente de Gonduana (que unia 
todas as terras emersas do Sul), completada há cerca de 
120 milhões de anos. Fósseis do peixe Dastilbe, encon-
trados tanto na África quanto no Ceará, são tidos como 
uma prova de que ambos os continentes eram unidos. 
Além dos pterossauros, foram descritos na região pelo 
menos dois dinossauros, o Santanaraptor e o Irritator.” 
(FERMANDES, K. Chapada do Araripe vira parque geológico in Folha de São Paulo, 
26 de setembro de 2006.)
A respeito das informações apresentadas no texto jornalístico, 
pode-se constatar que as afirmações apresentadas nas alter-
nativas abaixo estão corretas, exceto uma delas. Assinale a 
alternativa que apresenta-se INCORRETA:
a) A presença de fósseis de grandes répteis, os dinossauros, na 
chapada do Araripe, revelam que esses depósitos rochosos 
correspondem na tabela geológica à última Era, a Cenozoica 
ou Terciária, que se estende até a atualidade.
b) A grande quantidade de fósseis presentes nas rochas da 
chapada do Araripe sugere que a estrutura geológica local 
é de bacia sedimentar.
c) O supercontinente de Gondwana (ou Gonduana, como 
apresentado no texto), originou-se a partir da divisão da 
massa continental denominada pelos geólogos de Pangeia.
d) A Chapada do Araripe, situada no sul do Ceará, bem como 
a da Diamantina, na Bahia e o Planalto da Borborema, em 
Pernambuco e Paraíba, constituem importantes formações 
geomorfológicas do Planalto Nordestino.
e) Da mesma forma que as importantes descobertas 
arqueológicas da Serra da Capivara abriram uma nova opção 
econômica para a região de São Raimundo Nonato, no sul do 
Piauí, focada no turismo cultural, a criação do primeiro parque 
geológico do país, com seu rico acervo paleontológico, pode 
também oferecer uma alternativa econômica sustentável 
para a região da Chapada do Araripe.
09.10. (UFPR) – Na lista das novas sete maravilhas do mun-
do, a Cidade de Petra na Jordânia aparece como a segunda 
maravilha mais votada. Ela se constitui em um conjunto de 
construções esculpidas pelos Nabateus, no século IV a.C., sobre 
rochas calcárias cor-de-rosa, carmesim e púrpura. Com base 
no texto e nos conhecimentos de Geografia Física, considere 
Aula 09
11Geografia 3A
as afirmativas abaixo, sobre a relação entre os calcários de Petra e os arenitos de Vila 
Velha no Paraná/Brasil.
1. Os calcários de Petra são produtos do metamorfismo causado pela ação das altas 
temperaturas do clima desértico da Jordânia, enquanto os arenitos de Vila Velha 
são produtos da compactação de areias em função do clima úmido do Paraná. 
2. Os calcários de Petra e os arenitos de Vila Velha são exemplos de rochas sedi-
mentares de origem orgânica e detrítica, respectivamente. 
3. Os calcários de Petra tiveram origem no acúmulo das conchas de crustáceos que 
viveram nos antigos oceanos, enquanto os arenitos de Vila Velha originaram-se 
do metamorfismo de areias de um antigo oceano que cobriu o Paraná.
4. Os processos erosivos predominantes ainda hoje em Petra são os provocados 
pelos ventos, enquanto em Vila Velha são os provocados pelas águas pluviais.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
Aprofundamento
09.11. (UFSC) – A partir da conversa de Calvin e Haroldo, numa ilustração de Bill 
Waterson, assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
MOREIRA, João Carlos. Geografia. São Paulo: Scipione, 2008. p. 119, v. 1, ensino médio.
01) Quando o magma se solidifica no interior da crosta terrestre, formam-se as ro-
chas magmáticas plutônicas.
02) A acumulação de restos de rochas e de detritos orgânicos recebe o nome de 
sedimentação.
04) A litosfera corresponde à crosta continental que é formada pelos minerais mais 
densos.
08) Abalos sísmicos e atividades vulcânicas são considerados agentes externos do 
relevo.
16) A ação eólica é responsável pelo aplainamento das formações geomorfológicas 
em todas as áreas de baixas latitudes.
09.12. (UEM – PR) – Sobre o planeta Terra, sua idade e evolução, assinale o que 
for correto.
01) A Terra se originou há, aproximadamente, 9,6 bilhões de anos, juntamente 
com o início da formação do Universo. As primeiras formas de vida na Terra 
surgiram na Era Mesozoica. Atualmente, nos encontramos na Era Paleozoica, 
no período Cretáceo.
02) O método de datação realizado a partir do carbono quatorze (C14), que é um 
elemento radioativo absorvido pelos seres vivos, é muito utilizado para a inves-
tigação da idade de achados arqueológicos mais recentes, de origem orgânica, 
pois sua meia-vida é de 5.700 anos.   
04) O tempo geológico é dividido em 
Éons, Eras, Períodos e Épocas. A 
sua sistematização cronológica é 
conhecida como escala de tempo 
geológico. A partir dessa sistema-
tização, foi possível estabelecer 
uma sucessão de eventos desde o 
presente até a formação da Terra.   
08) A deriva dos continentes se iniciou 
na Era Cenozoica, por volta de 100 
mil anos atrás, quando só existia 
um único continente chamado 
de Gondwana. Posteriormente, no 
Holoceno, este continente se divi-
diu em cinco outros continentes, 
chegando à configuração atual.   
16) Geocronologia são as diferentes 
formas de investigação da escala 
de tempo das rochas, da evolução 
da vida e da própria Terra. O mé-
todo de datação mais utilizado na 
Geogronologia envolve a medição 
da quantidade de energia emitida 
pelos elementos radioativos pre-
sentes nas rochas e minerais.   
09.13. (UEPG – PR) – A história e a 
evolução da Terra são estudadas por 
meio das rochas e dos fósseis animais 
e vegetais. Sobre este assunto, que diz 
respeito ao ramo de conhecimento da 
Geologia, assinale o que for correto.
01) O aparecimento do homem se deu 
na Era Primitiva ou Pré-Cambriana, 
como atestam os fósseis nas ro-
chas mais antigas do planeta.
02) A história da Terra é dividida em 
quatro Eras Geológicas, na seguin-
te sequência: Era Primitiva ou Pré-
-Cambriana, Era Primária ou Paleo-
zoica, era secundária ou Mesozoica 
e Era Cenozoica.
04) A Era Primária ou paleozoica, da 
qual fazem parte os Períodos 
Triássico, Jurássico e Cretáceo, 
caracterizou-se por intensa ativi-
dade vulcânica, com vestígios no 
Brasil Meridional, e também pela 
existência de grandes répteis (os 
dinossauros).
08) As rochas que compõem a litosferaterrestre podem ser ígneas (mag-
máticas), sedimentares e meta-
mórficas.
16) Do ponto de vista geológico, as 
maiores cadeias de montanhas da 
Terra, como os Andes, os Alpes, as 
Rochosas e o Himalaia, são muito 
antigas. Apareceram no começo 
da Era Primária ou Paleozoica, há 
mais de 400 milhões de anos.
12 Extensivo Terceirão
09.14. (UFRGS) – Considere as seguintes afirmações sobre 
o período geológico Quinário.
I. No período que inicia após o Quaternário, as ações 
humanas na superfície terrestre implicam o reconheci-
mento dos depósitos superficiais e das formas de relevo 
antropogênicas.
II. No atual período geológico, o homem é um importante 
agente geológico no planeta e desencadeia processos 
geomorfológicos cujas intensidades superam muitos 
processos naturais.
III. Diante das projeções da escassez dos recursos naturais 
não renováveis, a denominação de Quinário, para o atual 
período de reconhecimento do homem como agente 
geológico e geomorfológico, será proposta a partir do 
final do próximo século.
Quais estão corretas?
a) Apenas 1.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III. 
09.15. (UEM – PR) – 
“A vida na Terra, como a conhecemos hoje, “está 
intimamente ligada às características físicas, químicas 
e estruturais do planeta. Toda espécie de ser vivo está 
adaptada às condições do ambiente onde vive”. 
AMABIS, J. M.; MARTHO. G. R. Biologia das células. São Paulo: Moderna, 2009, 
p. 46. 
“Às diferentes formas de investigação da escala de 
tempo das rochas, da evolução da vida e da própria 
Terra dá-se o nome de geocronologia”. 
TERRA, L.; ARAÚJO, L; GUIMARÃES, R. B. Conexões: estudos de Geografia geral. 
São Paulo: Moderna, 2009, p. 131. 
A partir da relação entre os dois fragmentos citados, assinale 
o que for correto.
01) O limite entre a Era Pré-cambriana e a Paleozoica é de-
finido por um aumento significativo no número de fós-
seis. As rochas pré-cambrianas contêm poucos fósseis, 
enquanto as rochas paleozoicas são relativamente ricas 
em vestígios de organismos que viveram na época da 
formação dessas rochas.
02) Um passo importante na história da vida na Terra foi o 
aparecimento da fotossíntese, realizada por bactérias a 
partir de substâncias inorgânicas simples, como água 
(H2O) e gás carbônico (CO2), utilizando a luz solar como 
fonte de energia.
04) A grande quantidade de oxigênio (O2) produzida pelas 
bactérias primitivas alterou significativamente a com-
posição da atmosfera terrestre, ampliando as possibili-
dades de surgimento de novos seres vivos e, inclusive, 
dando origem ao gás ozônio (O3), que se acumulou 
principalmente na Estratosfera.
08) O processo de separação dos continentes, nas formas 
como conhecemos atualmente, teve início na Era Me-
sozoica há aproximadamente 245 milhões de anos. 
Biologicamente, tal período coincide com o início da 
divisão dos seres multicelulares.
16) A análise e a reconstituição de vestígios de seres vivos 
impressos em rochas (os fósseis) são elementos im-
portantes para o estudo sobre a evolução da vida no 
planeta e também para o entendimento do processo 
evolutivo das formas dos continentes. 
09.16. (PUC – SP) – Assinale a alternativa abaixo que NÃO se 
refere a um aspecto utilizado para a demarcação da Época 
geológica denominada Antropoceno.
a) Uma afirmação feita pelos pesquisadores é que o impacto 
das ações humanas sobre o planeta será visível em sedi-
mentos e rochas daqui a milhões de anos.
b) Uma variedade de processos antropogênicos, como 
agricultura, urbanização e aquecimento global foram 
levados em consideração para se pensar em uma nova 
Época geológica.
c) A partir da primeira Revolução Industrial, o crescimento 
da população passa a se tornar um novo agente trans-
formador do planeta que atuará junto com os demais 
agentes ambientais.
d) A expansão da agricultura e a domesticação dos animais têm 
um impacto reduzido nas transformações do planeta. Dos 
processos considerados, aponta-se que a urbanização e a 
industrialização são os únicos responsáveis pelas mudanças.
09.17. (UEM – PR) – No que se refere ao ciclo das rochas 
e às suas implicações na dinâmica da Terra, assinale o que 
for correto. 
01) Qualquer rocha exposta à ação do vento, da chuva e da 
temperatura passa a sofrer a ação do metamorfismo, o 
qual promove a desintegração das rochas e a alteração 
da paisagem. 
02) O ciclo das rochas é um processo ininterrupto de for-
mação de rochas magmáticas ou ígneas, metamórficas 
e sedimentares. Ele ocorre principalmente com os mo-
vimentos da crosta terrestre, com o vulcanismo e com 
o intemperismo, afetando diretamente o modelado do 
terreno. 
04) As áreas formadas por escudos cristalinos originam-se de 
rochas magmáticas ou metamórficas antigas. Em alguns 
locais, esses escudos cristalinos podem abrigar reservas 
minerais metálicas, que constituem importante matéria-
-prima para as indústrias siderúrgica e metalúrgica. 
08) É comum a presença de fósseis de animais e de ve-
getais nas camadas estratificadas e superpostas das 
rochas magmáticas. 
16) Nos primórdios da história geológica do planeta Terra, 
a crosta terrestre era formada por rochas magmáticas e 
metamórficas. 
Aula 09
13Geografia 3A
09.18. (UEL – PR) – A idade da Terra é estimada em 4,6 
bilhões de anos. O tempo geológico, que compreende da 
origem da Terra aos dias atuais é dividido em intervalos 
conhecidos como eras geológicas e, estas, em períodos. A 
história da evolução da vida é inseparável da história geológi-
ca da Terra e foi a interação entre elas que levou às condições 
e às formas de vida existentes na atualidade.
I. Permiano
II. Triássico
III. Cambriano
IV. Terciário
V. Devoniano
 (A) Diversificação das plantas angiospermas.
 (B) Aparecimento dos mamíferos.
 (C) Diversificação dos répteis.
 (D) Aparecimento dos insetos.
 (E) Aparecimento dos primeiros animais dotados de esqueleto.
Com base nos conhecimentos sobre os eventos biológicos 
durante o tempo geológico, relacione o período geológico, na 
coluna da esquerda, com os eventos biológicos, na coluna da 
direita. Assinale a alternativa que contém a associação correta.
a) I-A, II-C, III-D, IV-B, V-E.
b) I-B, II-A, III-E, IV-C, V-D.
c) I-B, II-E, III-D, IV-A, V-C.
d) I-C, II-A, III-B, IV-D, V-E.
e) I-C, II-B, III-E, IV-A, V-D.
Desafio
09.19. (FPP – PR) – Com base nas informações da notí-
cia abaixo reproduzida, assinale a alternativa que elenca 
corretamente os efeitos da ação humana que embasam a 
proposta dos cientistas para criação de uma nova periodi-
zação geológica. 
O QUE É O ANTROPOCENO,
A ERA GEOLÓGICA MARCADA PELA 
AÇÃO HUMANA
Se toda a história da Terra fosse condensada em 
apenas um dia, estaríamos nos últimos 20 segundos. 
Não se engane: não faz muito tempo que habita-
mos este planeta! Mas o impacto que já deixamos por 
aqui é significativo. 
Por isso, os cientistas Paul Crutzen e Eugene F. 
Stoermer dizem acreditar que vivemos numa nova era 
geológica, que chamam de Antropoceno. 
BBC Brasil, 17/01/2019. Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/
internacional-46906076. Acesso em 05/03/2019.
a) A extinção massiva de espécies animais e vegetais após a 
Revolução Industrial; a sintetização de novos elementos 
químicos, até então inexistentes na natureza, a partir da 
aceleração de partículas subatômicas; e a aceleração do 
movimento de rotação da Terra, causado pela detonação 
de artefatos atômicos no subsolo e superfície terrestres. 
b) Os registros geológicos da presença humana no globo, 
traduzida no acúmulo de determinados elementos 
químicos sobre a superfície do planeta; a crescente simi-
laridade dos ecossistemas, resultado da introdução de 
espécies invasoras e da diminuição da biodiversidade; e 
as alterações climáticas, causadas primordialmente pelo 
uso de combustíveis fósseis. 
c) O esgotamento das reservas de petróleo e gás natural, 
fruto da exploração desenfreada; o colapso da camada de 
ozônio na troposfera, causador do aquecimento global; 
e o derretimento da calota polardo Ártico, responsável 
pelo aumento do nível dos oceanos. 
d) A virtual extinção de insetos polinizadores, eliminando as 
formas naturais de reprodução das plantas; a manipulação 
do código genético, condição para a criação de novas 
espécies; a disseminação das tecnologias de informação 
e comunicação, que uniformizaram os hábitos culturais 
por todo o globo. 
e) A expansão da atividade humana para além do Cinturão 
de Kuiper, por meio das sondas espaciais; a exploração 
completa das camadas inferiores da litosfera, desven-
dando e prevendo eventos geológicos extremos como 
erupções e terremotos; e o uso da inteligência artificial, 
que possibilitou a criação de uma linguagem própria e 
exclusiva utilizadas pelas máquinas para a comunicação 
entre si. 
09.20. (UNAERP – SP) – Observe a imagem.
Disponível em: <http://www.ead.ufrpe.br/acervo-digital-eadtec/node/372>. 
Acesso em: mar. 2018. 
No que se refere à teoria da Tectônica de Placas e da Deriva 
Continental, assinale a opção correta.
a) A teoria da Tectônica de Placas surgiu no final do século 
XIX, a partir dos estudos do cientista inglês Francis Ba-
con, que passou vários anos de sua vida na Antártida 
realizando estudos que demonstravam que a Terra, em 
sua origem, era formada por um supercontinente deno-
minado Pangeia. 
b) Segundo os estudos de Alfred Wegener, o processo de 
fragmentação da Pangeia teve início no período de-
voniano da Era Paleozoica, há cerca de 410 milhões de 
anos. Assim, a partir dessa fragmentação, surgiram dois 
continentes: o austral, chamado Laurásia, e o setentrional, 
denominado Gondwana. 
14 Extensivo Terceirão
c) Em 1931, Alfred Wegener conseguiu comprovar a teoria da Deriva Continental junto à comunidade científica, a partir de 
evidências como a presença de fósseis de mesma origem na costa oriental do Brasil e ocidental da África. Em 1932, Wegener 
teve seu trabalho reconhecido através do Prêmio Nobel. 
d) A teoria da Tectônica de Placas parte do princípio de que a litosfera está fragmentada em diversas placas de tamanhos 
distintos que se movem sob um material quente e viscoso, o magma. Essas placas denominam-se placas tectônicas, e as 
zonas de contato entre elas são áreas geologicamente ativas. 
e) No ano de 2010 surgiu uma nova teoria, conhecida como Ciclo de Wilson, criada pelo geólogo J. T. Wilson. Essa teoria 
afirma que os continentes estão em um movimento de junção e que, nos próximos 300 anos, teremos um novo e único 
continente, o Pantalassa.
Gabarito
09.01. e
09.02. d
09.03. F, F, V, F
09.04. b
09.05. d
09.06. 31 (01 + 02 + 04 + 08 + 16)
*Geodo = cavidades existentes em ro-
chas vulcânicas revestidas de cristais.
09.07. b
09.08. b
09.09. a
09.10. e
09.11. 03 (01 + 02)
09.12. 22 (02 + 04 + 16)
09.13. 10 (02 + 08)
09.14. d
09.15. 23 (01 + 02 + 04 +16)
09.16. d
09.17. 22 (02 + 04 + 16)
09.18. e
09.19. b
09.20. d
15
1BAula 10
Geologia II – Agentes 
formadores do relevo
3A
Geografia
Camadas da estrutura 
interna da Terra
O interior da Terra é uma estrutura estratificada, 
constituída basicamente por três camadas: núcleo, 
manto e crosta. O estudo da estrutura interna é base-
ado, principalmente, em observações indiretas, por 
meio de fenômenos sísmicos e comparações com 
meteoritos.
Camadas
Núcleo
É a porção central da Terra, também denominada 
Nife, por ser constituída de principalmente de ferro e 
níquel. O núcleo terrestre corresponde a 1/3 da massa 
do planeta e possui pressões até 3,5 milhões de vezes 
maiores que a pressão da atmosfera – daí a denomina-
ção barisfera (esfera pesada). Estima-se que as tempera-
turas variem entre 6.900 °C no núcleo interno e 4.800 °C 
no núcleo externo. 
Pelo fato de o ponto de fusão dos minerais variar de 
acordo com a pressão e a temperatura, o núcleo interno 
é sólido e o núcleo externo é líquido, com fluidez maior 
que a do magma existente no manto. 
Manto
É a camada intermediária entre o núcleo e a crosta, 
podendo ser subdividido em manto inferior, zona de 
transição, manto superior e astenosfera, no sentido do 
núcleo para a crosta.
O manto detém 68,3% da massa da Terra (a crosta, 
0,7, e o núcleo, 32,7%) e é formado predominantemente 
por material magmático (magma). O material magmá-
tico do manto apresenta correntes de convecção, res-
ponsáveis na astenosfera pelo deslocamento das placas 
que compõem a crosta – as placas tectônicas. 
Astenosfera
Parte superior do manto onde ocorrem os movimen-
tos que deslocam as placas tectônicas.
Correntes de convecção
Denominação dada ao deslocamento de materiais 
que ocorre na astenosfera, determinando o arrasto das 
placas a velocidades de 6 cm/ano.
Grau Geotérmico
Corresponde ao gradativo aumento de temperatura 
que é observado da litosfera em direção ao núcleo ter-
restre. Equivale a 1°C para cada 30 metros. 
 Corte esquemático das camadas da Terra,
Geografia 3A
Estrutura interna da Terra
Descontinuidade de 
Mohorovicic
MANTO
NÚCLEO
Descontinuidade 
de 
Gutenberg
6 370 km
Núcleo Interno
5 000 km
Núcleo Externo
2 900 km
Manto
Inferior
Manto
Superior
0
65 km
gr
au
 g
eo
té
rm
io
 =
 1
°C
/3
0m
16 Extensivo Terceirão
Núcleo
Fonte
 de calor
Manto
Dorsal
meso-oceânica
Fossa
Litosfera
oceânica
Dorsal
meso-oceânica
Fossa
Astenosfera
Correntes de convecção do 
manto terrestre
Fonte: Decifrando a Terra / TEIXEIRA, TOLEDO, FAIRCHILD e TAIOLI - 
São Paulo: Oficina de Textos, 2000.
Núcleo
Manto
Fonte
 de calor
Fonte 
de calor
Dorsal
meso-oceânica
Fossa Astenosfera
Dorsal
meso-oceânica
Fossa
Litosfera
oceânica
Litosfe
oceâni
Modelo A
 Correntes de convecção ocorrem somente na astenosfera
Modelo B 
Correntes de convecção envolvendo todo o manto
Crosta
A crosta terrestre ou litosfera é o envoltório externo 
da Terra, com espessura proporcionalmente semelhante à 
casca de uma maçã. Consiste em uma fina camada de rochas 
menos densas que o manto subjacente, do qual derivou por 
meio de um complexo processo que durou milhões de anos. 
Há dois tipos de crosta: a continental, que forma 
os continentes, e a oceânica, que constitui o assoalho 
dos oceanos. 
A crosta continental é mais antiga; com diversos ti-
pos de rochosos; algumas partes têm mais de 3,5 bilhões 
de anos e espessura de até aproximadamente 100 km. 
A parte da crosta oceânica é mais recente; predominan-
temente basáltica, com idades inferiores aos 200 milhões de 
anos e com espessura podendo ser inferior aos 10 km. 
A crosta pode ser subdividida em Sima (porção 
inferior) e Sial (porção superior).
Sima
Denominado dessa maneira devido aos seus prin-
cipais elementos formadores – silicatos de magnésio 
e de ferro –, constitui a crosta inferior e apresenta 
espessura de até 100 km.
Sial
Denominado dessa maneira devido aos seus principais 
elementos formadores – silicatos de alumínio –, constitui 
a crosta superior e apresenta espessura de até 25 km.
O Sial é constituído de solo e subsolo.
Subsolo
Corresponde às rochas não modificadas pelos agen-
tes transformadores (chuva, variação de temperatura, 
ventos...) no interior do Sial. 
Solo
É a parte superficial do Sial, apresentando rochas 
decompostas e em decomposição. 
Equilíbrio isostático (isostasia)
Teoria que defende a compensação das pressões 
entre a crosta e o manto da Terra. Quando uma porção 
da crosta afunda no manto devido ao aumento de carga, 
outra em compensação será elevada. Também pela 
isostasia (isos = igual/stasis = equilíbrio) as porções mais 
espessas da Terra afundam mais no manto.
crosta continental
crosta oceânica
litosfera
manto
astenosfera
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 Isostasia: os continentes – mais espessos – afundam mais no 
manto terrestre.
Descontinuidades
Entre as camadas que compõem o interior da Terra 
existem faixas com mudanças bruscas de densidade, 
chamadas de descontinuidades. 
Entre a crosta e o manto está a descontinuidade 
de Mohorovičić (ou Moho), nome que homenageia 
seu descobridor, o cientista croata Andrija Mohorovičić(1857-1936). A descontinuidade de Moho acompanha o 
perfil interno da crosta, estando mais profunda sob os 
continentes e menos sob os oceanos. 
A descontinuidade de Gutenberg (ou Wiechert-
-Gutenberg), está entre o manto e o núcleo. O nome 
reverencia os cientistas alemães Emil Wiechert (1861-
1928) e Beno Gutenberg (1889-1960). Localiza-se a 
aproximadamente 2.900 km de profundidade, entre o 
manto inferior o núcleo superior. 
Aula 10
17Geografia 3A
Agentes de relevo
A Terra não apresenta superfície estável. Pelo 
contrário, está sempre se modificando, por meio de 
forças endógenas (internas ou estruturais) e exógenas 
(externas ou esculturais). Muitas vezes, as modificações 
são restritas a pequenas áreas e, em outras, continentes 
inteiros podem movimentar-se.
Agentes internos 
Correspondem a forças que atuam no interior ou 
abaixo da crosta terrestre. Os agentes internos ou endó-
genos são: vulcanismo, tectonismo e abalos sísmicos.
Normalmente, estudam-se esses agentes de ma-
neira isolada, mas não se pode ignorar o fato de que 
tais agentes são apenas manifestações da dinâmica 
interna e inter-relacionados intrinsecamente, através 
das movimentações das placas continentais.
Teoria da Devida dos Continentes (ou 
de Wegener)
As primeiras observações foram 
feitas pelo cientista e filósofo inglês 
Francis Bacon (1561-1626) e pelo 
geógrafo e cartógrafo Antonio 
Snider-Pelegrini (1802-1885) que 
defenderam a junção dos continen-
tes no passado, apoiados no “en-
caixe” dos continentes observável 
pelos seus respectivos contornos. 
O geógrafo, mineralogista e paleoclimatologista ale-
mão Alfred Lothar Wegener (1880-1930), em 1912 com 
a obra “A Origem dos Continentes e Oceanos”, demons-
trou de maneira clara que a similaridade dos contornos 
continentais não era apenas coincidência e, sim, fruto de 
forças internas que foram, durante anos, movimentando-
-os e separando-os. Wegener apoiou sua teoria na cata-
logação de rochas e fósseis semelhantes, em idade, tipo 
e origem, existentes em diferentes continentes. Wegener 
apresentou a Teoria da Devida dos Continentes, onde 
defendia que os continentes eram menos densos que o 
material formador do interior da Terra, e assim, os con-
tinentes boiavam e modificavam de posição. A teoria de 
Wegener foi considerada controversa e foi rejeitava por 
parte do meio científico até a década de 1960, quando foi 
consolidada a Teoria das Placas Tectônicas. 
Segundo a Teoria de Wegener, até o início do Jurássico 
(na Era Mesozoica – aproximadamente 180 milhões de 
anos), as placas, que compõem a crosta, encontravam-se 
reunidas em um único continente denominado de Pan-
geia, envolto por um único e irregular oceano, chamado 
de Pantalassa, que seria o esboço anterior do atual oceano 
Pacífico. No final do Jurássico, a Pangeia rompeu-se inicial-
mente em dois:
 • Laurasia (ao norte): composto do que hoje são a 
América do Norte e a Eurásia;
 • Gondwana (ao sul): composto da América do Sul, 
África, Antártida, Austrália e Índia.
A partir daí, o afastamento das placas foi evoluindo 
até a configuração atual.
A migração dos continentes
A
B
D
C
Permiano – 225 m.a.
Cretáceo 65 m.a.
Jurássico – 135 m.a.
Cenozoico
E
Triássico – 200 m.a.
Teoria das Placas Tectônicas (ou da 
Tectônica das Placas)
A Teoria da Tectônica das Placas é recente e produto 
de um longo período de pesquisas para explicar a dinâ-
mica interna da Terra.
Foi em 1928 que o geólogo britânico Arthur Hol-
mes (1890-1965) sugeriu a existência das correntes 
de convecção do magma no manto terrestre, e que 
estas movimentavam porções da litosfera. Contudo as 
observações de Holmes eram meras especulações. 
Somente em 1947, o estadunidense William Maurice 
Ewing (1906-1974) – conhecido como Maurice “Doc” 
Ewing, que durante muitos anos pesquisou e lecionou na 
Universidade Columbia, demonstrou que o fundo do oceano 
Atlântico é constituído de rochas vulcânicas basálticas, jovens 
e sem fósseis – indicando a sua lenta expansão em função da 
separação das placas americanas e africana/euroasiática. 
Na sequência, durante a década de 1960, cientistas 
estadunidenses como Marie Tharp (1920-2006) e Bruce 
C. Heezen (1904-1977) da Universidade de Princeton, 
e o geólogo canadense John Tuzo Wilson (1908-1993), 
apoiados em novos levantamentos geológicos nos 
oceanos e em mapas produzidos por sonares compro-
varam os limites das placas litosféricas e suas movi-
mentações causadas pelas correntes de convecção. 
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 Alfred L. Wegener
18 Extensivo Terceirão
 Movimento tectônico divergente
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Crosta
Manto
As áreas de divergência são consideradas constru-
tivas. No fundo dos oceanos existem áreas de divergên-
cia onde o acúmulo de material magmático originou as 
cordilheiras meso-oceânicas ou dorsais. 
Dorsais oceânicas
As dorsais oceânicas são grandes cadeias de montanhas 
submarinas que ocorrem nas áreas de divergência tectôni-
ca. Essas concepções evidenciam que os fundos oceânicos 
são recentes e estão em constante processo de expansão.
Por ocuparem áreas praticamente no centro das 
bacias oceânicas, as dorsais também são chamadas de 
cordilheiras meso-oceânicas. 
 Dorsal mesoatlântica: grande cordilheira no 
fundo do oceano Atlântico formada por depósi-
tos de lavas numa área de divergência tectônica. 
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io
na
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gr
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c
Subducção
Locais em que as placas se chocam, com a mais den-
sa mergulhando sobre a menos densa até sofrer fusão e 
se incorporar ao material do manto. A subducção nor-
malmente ocorre com o mergulho de uma placa oceâ- 
nica (mais densa) sob outra continental (menos densa). 
Tectonismo
São movimentos internos verificados no interior da 
crosta terrestre que influenciam nas formas de relevo.
Entre os movimentos tectônicos (ou diastróficos), 
distinguem-se dois tipos: epirogenéticos e orogenéticos.
Os movimentos tectônicos epirogenéticos atin-
gem áreas de dimensões continentais, motivados por 
forças verticais e não alteram as estruturas rochosas. 
Suas principais consequências são as regressões e as 
transgressões oceânicas.
Tectônico = do latim tectonicus e do grego 
τεκτονικός, significa aquilo que constrói (são as mo-
vimentações das placas tectônicas – o tectonismo – 
que formam os relevos da Terra. 
Os movimentos tectônicos orogenéticos apresen-
tam amplitude restrita, porém atuam em todas as pla-
cas, o que resulta em profundas deformações da crosta, 
originando montanhas pelo dobramento e falhamento. 
Ocorrem em breves e nítidos períodos, separados por 
longos espaços de estabilidade.
Crosta
oceânica Fossas
Dobramento
Crosta continental
Litosfera
Litosfera
Astenosfera
Astenosfera
OROGENIA DE DOBRAMENTO
Anticiclinal AnticiclinalSiclinal
Horst Horst
Graben
OROGENIA DE FALHAMENTO
Áreas de divergência 
Áreas de afastamento das placas onde ocorre inten-
sa atividade vulcânica. Nessas áreas, o magma que está 
sob pressão no manto é constantemente expelido.
Aula 10
19Geografia 3A
As zonas de subducção são consideradas destrutivas. 
 Movimento tectônico de subducção
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Manto
Crosta
Nas áreas com subducção, ocorrem fortes terre-
motos, dobramentos com a formação de cordilheiras, 
fossas oceânicas e vulcanismos. O Chile e o Japão são 
países localizados nas proximidades de bordas tectônicas 
e em áreas de subducção. 
Obducção
Áreas em que uma parte da crosta oceânica é arras-
tada para cima de uma porção da crosta continental. 
Também pode ocorrer no choque de duas placas 
continentais. Na obducção acontece o cavalgamento 
de uma placa sobre outra ou grandes enrugamentos na 
crosta – originando montanhas e terremotos. Nos casos 
de obducção não são verificadas abundantes áreas de 
vulcanismos, sendo a cordilheira do Himalaia o exemplo 
mais típico desse processo tectônico. 
Continente A + B
Formação de montanhas
Li
to
sf
er
a
Li
to
sf
er
aAstenosfera
 Movimento tectônico de obducção
Transcorrente
No caso dos movimentos tectônicos transcorrentes, 
uma placa desliza lateral à outra. Também chamados 
de movimentos transformantes, nessas áreas, grosso 
modo, não há vulcanismo nem a formação de monta-
nhas, por isso movimentos ditos conservativos. Porém, 
nas áreas com movimentos transcorrentes são comuns 
terremotos, muitos de grande magnitude. 
O exemplo mais forte de movimento transcorrente é 
o da falha de San Andreas, na Califórnia (EUA). 
 Movimento tectônico transcorrente
Crosta 
Placa A
Crosta 
Placa B
PLANISFÉRIO – VULCÕES E TERREMOTOS
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20 Extensivo Terceirão
Vulcanismo
Pontos de saída do magma em estado sólido, líquido ou gasoso, devido a gigantescas pressões que ocorrem no interior 
da crosta terrestre. Várias são as formas de vulcanismo: até a Era Mesozoica, predominou o vulcanismo de área, com gigan-
tescos derrames que recobriam enormes superfícies, como aconteceu no Brasil (planalto Arenito-Basáltico); no início da 
Cenozoica, predominou o vulcanismo de fissura ou linear com as lavas fluindo de enormes fraturas, como se verificou na 
Islândia; e modernamente predomina o vulcanismo de cratera ou central, através de poucos pontos de saída da lava.
Os indícios geológicos apontam para uma provável redução das atividades vulcânicas no Cenozoico. Na atualidade, 
existem aproximadamente 450 vulcões em atividade, concentrados principalmente nas bordas das placas tectônicas, 
em dobramentos terciários, e particularmente no Círculo de Fogo do Pacífico, que contorna o oceano de mesmo nome.
Estruturas vulcânicas
Diques: são formas alongadas, perpendiculares ou transversais originadas pela intromissão de magma em 
fendas da crosta.
Batólitos: são grandes intromissões de magma em fendas da crosta; alguns possuem mais de 100 km2.
Lacólitos: são intromissões de material magmático em fendas da crosta com grande desenvolvimento hori-
zontal. Quando expostos pela erosão, constituem os “lagos de pedra”.
Chaminé
vulcânica Chaminé vulcânica
com diques radicais
Manto
lávico
BATÓLITO
LACÓLITO
DIQUEVulcão
Escoada de lava
Soleira
 Exemplo de 
estruturas 
vulcânicas
Abalos sísmicos
São vibrações da superfície provocadas por forças 
situadas no interior da Terra a profundidades variáveis. 
Denomina-se hipocentro o local no interior da crosta onde 
o sismo origina-se, e epicentro é o ponto na superfície 
localizado acima do hipocentro.
Quando os terremotos ocorrem próximos ou no leito 
dos mares e oceanos, podem provocar ondas gigantes e 
destrutivas – os tsunamis ou maremotos. 
Magnitude sísmica
É a energia total das vibrações emitidas pelo 
hipocentro. A escala de magnitude foi desenvolvida ini-
cialmente pelo sismólogo estadunidense Charles Francis 
Richter (1900-1985) e é logarítmica; assim, por exemplo, 
um tremor de magnitude 5 produz vibrações de ampli-
tude dez vezes maiores que as de um de magnitude 4.
A escala Richter é “aberta”, sendo reconhecido como 
o maior tremor registrado até a atualidade o ocorrido 
em Valdivia (Chile) em 1960, com 9,6°. Os tremores 
até 2° são considerados fracos, de 2° até 5° médios ou 
moderados, e com mais de 5° fortes. No Brasil, o posi-
cionamento na parte central da placa Sul-Americana 
determina relativa estabilidade geológica, ocorrendo, 
na maior parte dos casos, tremores pequenos e mode-
rados. Países localizados na borda de placas, como o 
Japão, sofrem terremotos fortes, como o de 2011, que 
atingiu 9° na escala Richter. 
Intensidade sísmica 
É a classificação dos efeitos (ou estragos) cau-
sados pelas vibrações de um terremoto. As maiores 
intensidades ocorrem próximo do epicentro. Para medir 
a intensidade dos sismos, existem várias escalas, sendo a 
mais conhecida a de Mercalli (Giusseppe Mercalli – 1850-
1914 – vulcanólogo e sismologista italiano), com doze 
graus, em que, por exemplo, um tremor de intensidade V 
é sentido pela maioria das pessoas e é capaz de acordar 
aquelas que estiverem dormindo.
Aula 10
21Geografia 3A
Testes
Assimilação
10.01. (UNICHRISTUS – CE) – 
As correntes de convecção são correntes geradas 
pelo movimento do magma na Astenosfera, que se 
deve ao fato de seu material estar a altas temperaturas 
no estado pastoso e a uma grande pressão. 
Disponível em: <http://cienciasnaturais-ana.blogspot.com/2008/12/ 
correntes-de-conveco.html>. Acesso em: 20 ago. 2018. 
A imagem e o texto explicam 
a) os movimentos da crosta terrestre. 
b) o movimento descendente do magma. 
c) a gênese dos fenômenos de esculturação do relevo. 
d) a negação da Teoria de Wegener. 
b) o movimento descendente do magma. 
10.02. (UCS – RS) – A Terra não é um todo homogêneo, mas 
é formada de camadas que se diferenciam de acordo com a 
espessura, a temperatura, a densidade e os materiais que as 
compõem. Observe o desenho das camadas geológicas da Terra.
Fonte: ALBUQUERQUE, Maria A. M.; PAGOTTO, Jose F.: VITELLO. Márcio A. 
Geografia: sociedade e cotidiano. Vol. 1, 2. ed. São Paulo: 
Escala, 2010. p. 100. (Adaptado)
O número que corresponde, nas camadas da Terra, à Des-
continuidade de Mohorovicic é
a) 1.
d) 4.
b) 2.
e) 5.
c) 3.
10.03. (FUVEST – SP) – A Litosfera é fragmentada em placas 
que deslizam, convergem e se separam umas em relação às 
outras à medida que se movimentam sobre a Astenosfera. 
Essa dinâmica compõe a Tectônica de Placas, reconhecida 
inicialmente pelo cientista alemão Alfred Wegener, que 
elaborou a teoria da Deriva Continental no início do século 
XX, tal como demonstrado a seguir.
Wegener, A. The Origin of Continents and Oceans. 1924. Adaptado.
As bases da teoria de Wegener seguiram inúmeras evidências 
deixadas na superfície dos continentes ao longo do tempo 
geológico. Considerando as figuras e seus conhecimentos, 
indique o fator básico que influenciou o raciocínio de Wegener. 
a) As repartições internas atuais dos continentes no hemis-
fério Norte.
b) A continuidade dos sistemas fluviais entre América e África.
c) As ligações atuais entre os continentes no hemisfério Sul.
d) A semelhança entre os contornos da costa sul‐americana 
e africana.
e) A distribuição das águas constituindo um só oceano.
10.04. (UERR) – No dia 28/09/2018, uma série de terremotos 
abalou a ilha indonésia de Sulawesi, o mais forte dos terre-
motos, registrou magnitude 7,5 levando a formação de um 
tsunami (grande onda do mar). A região do Pacífico, onde 
se localiza Sulawesi, é conhecida como: 
a) Ponto frio do Pacífico. 
b) Anel de ilhas do Pacífico.
c) Círculo de Fogo do Pacífico. 
d) Círculo de ilhas do Pacífico.
e) Anel frio do Pacífico.
22 Extensivo Terceirão
Aperfeiçoamento
10.05. (IFPE) – 
“Sidney (Austrália), 2 out 2009 – O número de 
mortos pelo tsunami que arrasou as costas das Ilhas 
Samoa e Tonga chega a quase duzentos, enquanto 
centenas ainda seguem desaparecidos” 
(site gl.globo.com) 
Os tsunamis são consequência dos agentes internos do 
relevo, mais precisamente dos abalos sísmicos (terremoto, 
maremoto). Analise as afirmativas abaixo, relacionadas a 
essa temática.
I. Os efeitos dos terremotos podem ser de caráter social, 
econômico e geológico.
II. O epicentro é o local de origem de um abalo sísmico.
III. As causas de terremotos são: desmoronamentos inter-
nos, vulcanismo e tectonismo.
IV. Entende-se que o índice 5 na escala Richter libera 5 
vezes mais energia que o 1.
V. A escala Richter mede a quantidade de energia liberada 
em cada terremoto.
Estão corretas, apenas:
a) I, II e III
c) I, III e IV
e) II, IV e V
b) I, II e IV
d) I, III e V
10.06. (IFGO) – Modernas teorias, como a das placas tec-
tônicas, procuram explicar fenômenos que ocorrem na su-
perfície terrestre, como terremoto, vulcanismo e formação 
de cadeias montanhosas. De acordo com essa teoria, todas 
as alternativas estão corretas, EXCETO uma. Assinale-a.
a) Parte da crosta oceânica é arrastada para baixo da crosta 
continental e absorvida pelo manto,ao longo do litoral 
ocidental da América do Sul, havendo convergência de 
placas tectônicas.
b) O afastamento de duas placas em sentido contrário 
provoca a expansão dos fundos oceânicos e a formação 
de cadeias montanhosas submarinas.
c) A posição de parte do território brasileiro sobre as bordas 
da placa sul-americana é responsável pelos tremores de 
terra que ocorrem no Rio Grande do Norte.
d) Os limites das placas tectônicas são áreas de grande ins-
tabilidade, onde ocorrem tremores de terra e fenômenos 
relacionados com o vulcanismo.
e) A litosfera, ou parte sólida da Terra, apresenta-se frag-
mentada em uma série de placas que se movem em 
vários sentidos.
10.07. (FUVEST – SP) – O vulcanismo é um dos processos 
da dinâmica terrestre que sempre encantou e amedrontou 
a humanidade, existindo diversos registros históricos refe-
rentes a esse processo. Sabe-se que as atividades vulcânicas 
trazem novos materiais para locais próximos à superfície 
terrestre. A esse respeito, pode-se afirmar corretamente 
que o vulcanismo
a) é um dos poucos processos de liberação de energia 
interna que continuará ocorrendo indefinidamente na 
história evolutiva da Terra.
b) é um fenômeno tipicamente terrestre, sem paralelo em 
outros planetas, pelo que se conhece atualmente.
c) traz para a atmosfera materiais nos estados líquido e 
gasoso, tendo em vista originarem-se de todas as ca-
madas internas da Terra.
d) ocorre, quando aberturas na crosta aliviam a pressão 
interna, permitindo a ascensão de novos materiais e 
mudanças em seus estados físicos.
e) é o processo responsável pelo movimento das placas 
tectônicas, causando seu rompimento e o lançamento 
de materiais fluidos.
10.08. (UVV – ES) – No dia 20/04/2016, ocorreu um novo 
terremoto no Equador que disparou alerta de tsunami no 
oceano Pacífico. Leia trecho da matéria veiculada, a seguir: 
“Um alerta de tsunami foi lançado na manhã 
desta quarta-feira (20) no oceano Pacífico, depois 
de um novo tremor registrado na costa do Equador. 
O país ainda se recupera do forte terremoto de do-
mingo (17), uma tragédia que matou mais de 500 
pessoas. O tremor desta quarta (20) teve magnitude 
de 6.1. O epicentro foi a 70 km a oeste da cidade de 
Esmeraldas e fica bem perto do epicentro do pode-
roso terremoto de domingo (17), que foi próximo 
de Muisne, outra cidade litorânea do Equador. O 
tremor de domingo, de 7.8 de magnitude, devastou 
a região. O governo calcula que a reconstrução vai 
custar US$ 3 bilhões de dólares e 1.700 pessoas ain-
da estão desaparecidas. A busca por elas é uma cor-
rida contra o tempo. [...] Muita gente correu para a 
rua assustada, com medo de desabamentos”. 
Disponível em: www: g1.globo.com. Acesso em: 03/07/2016. 
Uma boa parte dos fenômenos sísmicos estão relacionados 
aos movimentos de placas tectônicas. Identifique a opção 
que melhor caracteriza os tipos de movimentos de placas 
tectônicas: 
a) Limites de placas divergentes: as placas afastam-se uma 
da outra, e uma nova litosfera é criada (a área da placa 
aumenta). 
b) Limites convergentes: as placas juntam-se e uma delas 
é reciclada, retornando ao manto (área da placa perma-
nece constante). 
c) Limites transformantes: as placas deslizam-se hori-
zontalmente uma em relação à outra (a área da placa 
aumenta). 
d) Limites de placas divergentes: as placas afastam-se 
uma da outra, e uma nova litosfera é criada (a área da 
placa diminui). 
e) Limites convergentes: as placas juntam-se, e uma 
delas é reciclada, retornando ao manto (área da placa 
aumenta).
Aula 10
23Geografia 3A
10.09. (PUC – RS) – Considere o texto e as afirmações a seguir, preenchendo os 
parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso). No dia 24 de agosto de 2016, um forte 
terremoto com magnitude de 6,2 graus na escala Richter atingiu o centro da Itália, 
provocando mais de 300 mortes e muita destruição em cidades localizadas na 
região dos Montes Apeninos. Após o abalo de maior magnitude, foram sentidas 
mais de duas centenas de réplicas em áreas próximas ao epicentro do tremor.
Considerando a estrutura geológica da crosta terrestre e a ocorrência de abalos 
sísmicos no planeta, podemos afirmar que
( ) os abalos sentidos na região central da Itália são resultado da ação erosiva 
sobre os dobramentos antigos que constituem os Montes Apeninos.
( ) o terremoto que atingiu a Península Itálica é resultado da tectônica de pla-
cas envolvendo as placas Euroasiática e Africana.
( ) os tremores registrados na Itália estão vinculados à teoria da Isostasia.
( ) a região conhecida por anel de fogo do Pacífico é considerada uma das 
zonas mais propensas a terremotos no planeta.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) F – V – F – V
d) V – F – V – F
b) F – F – V – F
e) V – V – F – V
c) F – V – F – F
10.10. (UCPEL – RS) – De acordo com a teoria da “tectônica das placas”. Admite-
-se que a litosfera é constituída por placas que se movimentam, provocando uma 
intensa atividade geológica que resulta, entre outros efeitos, em terremotos e 
vulcões, principalmente nos limites das placas.
Sobre as placas tectônicas, leia as seguintes afirmativas e coloque (V) para as 
verdadeiras e (F) para as falsas.
I. Os movimentos das placas são devidos às “correntes de convecção” que ocorrem 
na astenosfera (camada logo abaixo da litosfera): as correntes de convecção são 
causadas pelo movimento ascendente dos materiais mais quentes do manto 
(magma) em direção à litosfera, que, ao chegar à base da litosfera, tende a se 
movimentar lateralmente e perder calor por causa da resistência desta e depois 
descer novamente dando lugar a mais material aquecido.
II. No meio dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico existem cordilheiras que 
chegam a atingir até 4000 mil metros acima do assoalho oceânico cha-
madas de cordilheiras “meso-oceânicas”. Estas cordilheiras se originam do 
afastamento das placas tectônicas nas chamadas “zonas de divergência”. 
São locais onde as correntes de convecção atuam em direções contrárias 
originando rupturas no assoalho oceânico pelas quais é expelido o magma 
da astenosfera. Dessa forma, ao esfriar, o magma (ou lava basáltica) causa a 
renovação do assoalho oceânico.
III. Outro tipo de movimento das 
placas tectônicas acontece nas 
chamadas “zonas de convergência” 
onde as placas se movimentam em 
direção contrária uma da outra. 
Nesse caso, pode acontecer de uma 
placa afundar por sob a outra nas 
“zonas de divergência”. Isso aconte-
ce entre uma placa oceânica e uma 
placa continental porque a placa 
oceânica tende a ser menos densa 
que a placa continental o que faz 
com que ela seja “engolida” por 
esta última. Um exemplo é a zona 
de divergência da placa de Nazca 
em colisão com a placa continental 
Sul-Americana e responsável pela 
formação da Cordilheira Andina.
IV. Quando o movimento de diver-
gência ocorre entre duas placas 
continentais de igual densidade, 
ocorre o soerguimento de cadeias 
montanhosas como o Himalaia, 
por exemplo, que está na zona de 
divergência das placas continentais 
Euroasiática e Arábica.
A alternativa que contém a sequência 
correta de afirmativas verdadeiras (V) 
e falsas (F) é
a) F, F, V e V.
c) V, V, F e F.
e) V, F, F e V.
b) V, F, V e F.
d) F, V, F e V.
Aprofundamento
10.11. (UFPE) – Observe atentamente 
a figura a seguir.
Sobre o assunto esquematicamente 
representado, analise as proposições 
abaixo.
01) As áreas mais intensamente afe-
tadas pelo vulcanismo na super-
fície terrestre são exatamente 
aquelas situadas em áreas cratô-
nicas, inseridas em margens tec-
tônicas estáveis.
24 Extensivo Terceirão
02) O vulcanismo resulta das características relacionadas a 
elevadas pressões e temperaturas existentes em áreas 
sub-superficiais da crosta terrestre. Algumas vezes, esse 
vulcanismo ocorre em áreas fissuradas dessa camada do 
planeta.
04) Os principais vulcões estabelecem-se em regiões em que 
uma placa litosférica entra em processo de subdução sob 
outra, mas há vulcanismo no interiorde placas litosféricas, 
relacionado a um “Ponto Quente”.
08) A inexistência de manifestações vulcânicas no interior 
do território continental brasileiro deve-se, sobretudo, ao 
fato de que a placa litosférica sul-americana encontra-se 
estável desde o final do Pré-Cambriano.
16) Sob as massas oceânicas, sobretudo no Atlântico, as ma-
nifestações vulcânicas ocorrem em áreas em que há a 
ascensão das correntes de convecção do Manto e a diver-
gência dessas correntes, ao longo de dorsais.
10.12. (ESPCEX – SP) – 
Numa sala de aula, um professor de Geografia apre-
sentou o seguinte texto aos seus alunos: “Quase todo 
mundo conhece alguém que tem certeza de que o pouso 
da Apolo 11 na Lua, assim como os pequenos grandes 
passos de Neil Armstrong foram uma farsa. São pessoas 
que garantem que tudo foi uma produção de Hollywood 
(...). Agora mesmo estamos diante de gente que garante 
que a Terra, diferentemente de todos os outros planetas 
e satélites do nosso sistema solar, é na verdade plana. São 
os terraplanistas (...). Mas tem gente pior que os terrapla-
nistas. Por exemplo, a sociedade que acredita – e divul-
ga – que a Terra é oca. E habitada. Lá estariam vikings, 
nazistas e até uma raça superior que viveria num lugar 
chamado Agharta, iluminado por um sol interior”. 
Fonte: Paulo Pestana. A ficção na vida real. Jornal Correio Braziliense, 27 de janeiro 
de 2019.
Após a leitura, o professor pediu aos seus alunos que, com base 
em evidências científicas, refutassem a ideia de que a Terra é 
oca. Três alunos apresentaram seus argumentos:
João: “Essa ideia de que a Terra é oca é um absurdo do ponto 
de vista da Ciência. Por meio de sismógrafos, é possível medir 
a velocidade de propagação das ondas no interior da Terra. 
Esses estudos revelam que o interior do Planeta é formado por 
diversas camadas, com densidade e composição de materiais 
variados”. 
Carlos: “Impossível! As evidências científicas deixam claro que 
a maior parte do interior da Terra é composta por uma mistura 
Níquel e Ferro em estado líquido, onde a temperatura média 
está acima de 5.000°C.”
José: “Como a Terra poderia ser oca se já sabemos que os 
terremotos e os vulcões, por exemplo, originam-se da pressão 
exercida pelo magma encontrado na astenosfera?”
Considerando a estrutura da Terra, pode-se afirmar que são 
plausíveis apenas os argumentos apresentados por:
a) João 
d) Carlos e João
b) Carlos
e) João e José
c) José
10.13. (UEPG – PR) – Sobre a tectônica de placas da Terra, 
assinale o que for correto. 
01) A subducção ocorre em áreas de convergência de placas 
tectônicas onde uma delas mergulha embaixo da outra, 
podendo causar sismos. 
02) O Brasil está localizado em área mais centrada na placa 
sul-americana. Esta placa tem um deslocamento à oeste 
onde encontra-se em maior extensão neste lado com a 
placa de Nazca. 
04) O anel de fogo do Pacífico localiza-se, basicamente, em 
áreas entre placas tectônicas. É a área do planeta com a 
maior incidência de terremotos. 
08) O vulcanismo pode ser gerado em áreas divergentes das 
placas tectônicas. O vulcanismo também é um fator en-
dógeno de formação do relevo. 
16) O limite de placas tectônicas transformante ocorre quan-
do as placas deslizam lateralmente. Um bom exemplo 
disso ocorre na falha de San Andreas, no estado da Ca-
lifórnia, nos EUA.
10.14. (UP – PR) – Um terremoto de magnitude 7,1 na escala 
Richter atingiu o Peru no dia 24 de agosto de 2018. O abalo 
repercutiu também no território brasileiro: em Assis Brasil, 
cidade do Acre situada a 138 km de distância do epicentro, 
o terremoto foi sentido às 04h04min no horário do estado. 
A respeito do assunto, assinale a alternativa correta.
a) Houve tumulto nas cidades peruanas, pois era grande o 
movimento de pessoas na saída de seus locais de trabalho.
b) O Peru encontra-se localizado em região de dobramentos 
modernos, uma estrutura sujeita a instabilidade geológica.
c) O Acre situa-se em uma placa tectônica sujeita a abalos 
sísmicos, diferentemente do restante do território do Brasil.
d) Os riscos de danos a edificações humanas são tanto maiores 
quanto maior a profundidade do hipocentro.
e) O epicentro de um terremoto é o ponto considerado como 
foco ou origem do tremor.
10.15. (UEM – PR) – Sobre os movimentos tectônicos, a teoria 
da tectônica de placas e as características das placas tectônicas, 
assinale o que for correto.
01) O fenômeno conhecido como subducção de placas tec-
tônicas ocorre quando a placa oceânica, mais densa, mer-
gulha sob a placa continental.
02) A teoria da tectônica de placas foi aprimorada, na comu-
nidade científica, com o uso de sonares que mapearam o 
fundo oceânico.
04) Os topos das cadeias oceânicas que são formadas por 
tectonismo podem configurar um arquipélago como o 
do Havaí (EUA).
08) As rochas que compõem as placas tectônicas são forma-
das pela mesma composição do núcleo da Terra, ou seja, 
pelo lítio e pelo bário.
16) Os movimentos verticais lentos, de subida ou de descida, 
em camadas rochosas rígidas e espessas, são chamados 
de epirogenéticos.
Aula 10
25Geografia 3A
10.16. (UEM – PR) – Assinale o que for correto sobre a estru-
tura interna da Terra e sobre suas características.
01) O conhecimento do interior da Terra ocorre por méto-
dos indiretos de investigação, que auxiliam na identifi-
cação de suas características físicas. 
02) Entre as camadas dos materiais que formam o interior 
da Terra existem passagens graduais e harmônicas, 
conforme indicam estudos sismológicos.
04) O núcleo da Terra é dividido em duas partes, uma in-
terna de consistência rígida e a outra externa de con-
sistência pastosa.
08) No manto, encontram-se diversos elementos químicos 
que, em estado de fusão, formam os minerais.
16) A crosta, composta por ferro e níquel, é a camada in-
termediária da estrutura interna da Terra, fornecendo a 
sustentação do planeta devido à sua constituição.
10.17. (UEPG – PR) – Sobre as camadas terrestres, assinale 
o que for correto. 
01) A maior de todas as camadas terrestres, o manto, é 
composta de magma em estado líquido, com tempe-
raturas médias de 2000° C. 
02) O núcleo interno da Terra, composto principalmente de 
níquel e ferro, apesar de altíssimas temperaturas, é con-
siderado sólido, devido à enorme pressão do interior do 
planeta. 
04) Os sismos da Terra são formados por movimentos epi-
rogenéticos, sobretudo do núcleo interno do planeta. 
08) A menor e mais fria das camadas da Terra é a crosta. 
É a camada mais superficial do planeta, formando as 
massas continentais e o assoalho dos oceanos. 
16) A crosta terrestre sofre pressão interna e racha em vá-
rios pontos, formando as placas tectônicas. Nas bordas 
dessas placas formam-se vulcanismo, tsunâmis, terre-
motos e furacões.
10.18. (UNIRG – TO) – No último dia 28 de setembro, um 
terremoto de magnitude 7,5 graus atingiu a cidade de Palu, 
capital da província de Celebes Central, na Indonésia, cau-
sando o desmoronamento de residências, ondas na forma de 
tsunamis e, consequentemente, fazendo milhares de vítimas. 
No que se refere as causas, aos locais de ocorrência desses 
fenômenos e a suas consequências, analise os itens a seguir 
e assinale a alternativa correta.
a) A ocorrência de terremotos e um fenômeno inerente à 
dinâmica interna da Terra, tendo em vista a constante 
geração de energia responsável pela dinâmica do nosso 
planeta;
b) Os abalos sísmicos de grande abrangência e magnitude 
decorrem do acumulo de energia potencial elástica no li-
mite entre duas placas tectônicas com limites divergentes;
c) O lineamento de montanhas conhecido como cordilheira 
dos Andes fica no limite entre as placas tectônicas do 
Pacifico e Sul-Americana;
d) A Terra e um corpo em processo de resfriamento, e uma 
das principais resultantes desse processo e a formação de 
imensos volumes rochosos situados no manto superior.
Desafio
10.19. (FDSBC – SP) – 
RACHADURA QUILOMÉTRICA RECORDA QUE A ÁFRICA ESTÁ SE DIVIDINDO EM DUAS
4 ABR 2018 - 23:44 CEST
“Por baixo há

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