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1 APRESENTAÇÃO Modelo de Gestão Os arquivos em formato PDF trazem o mesmo conteúdo do módulo disponibilizado no AVA. Os links de alguns recursos, como vídeos, podcasts, animações e jogos, estão indicados para que possam ser facilmente acessados on-line. Abertura do curso Mesmo que você ainda não integre a equipe de uma unidade escolar que participa do programa, se sinta acolhido por nós! Reforçamos que este curso também é para você! A expansão do PEI está a todo vapor e quem sabe você possa, algum dia, vir a fazer parte desta equipe. Os objetivos de aprendizagem do curso são: Compreender os fundamentos e as atualizações do modelo de gestão. Aplicar os instrumentos de gestão nas ações do PEI. Compreender as boas práticas e experiências de gestão desenvolvidas na rede. Analisar os papéis e atribuições de cada gestor e suas relações para o alinhamento das ações. Compreender os protocolos de acompanhamento do PEI. Analisar o papel e as implicações da avaliação 360° com base nos fundamentos do programa para o crescimento contínuo. 2 Para atingir esses objetivos, utilizaremos o alicerce teórico dos documentos orienta- dores elaborados pela Coordenadoria Pedagógica (COPED), bem como atividades de análise e reflexão, vídeos e podcasts com gestores que atuam em unidades escolares do PEI replicando suas experiências e práticas exitosas com a rede de profissionais da educação da SEDUC-SP, estudos de casos, indicações de textos e vídeos para apro- fundamento nos conceitos-chave, recursos pedagógicos interativos como árvores de decisão e cenários de decisão e quizzes. Além disso, no AVA, ao final de cada módulo há um bloco de questões objetivas. Gostaríamos de convidá-lo a produzir um diário de bordo. Essa é uma prática que per- mitirá a você, cursista, organizar de forma concisa suas ideias sobre as informações aqui tratadas. Anote nesse diário informações, dados, algo que chamou sua atenção, soluções e dicas que você analisará, adequará ou replicará ao lado de sua equipe, conforme a rea- lidade da escola em que atua. Você pode utilizar um caderno, um bloco de anotações, uma agenda ou, se preferir, fazer um diário de bordo on-line, utilizando computador ou smartphone. Agora é com você! Anote em seu diário de bordo as ideias que forem surgindo durante o percurso dos módulos e não economize na criatividade! Prezados cursistas, este curso traz como metodologias de aprendizagem a utilização de diferentes estratégias e recursos didáticos como situações-problema, cenários interati- vos, estudos de caso, árvores de decisão, com foco na rotina de trabalho das escolas. O objetivo é possibilitar que você possa reconhecer possíveis situações adversas com as quais tenha se deparado ou ouvido falar em conversas com outros profissionais da edu- cação e subsidiá-lo nas ações que precisa desempenhar no dia a dia. A SEDUC/EFAPE ressalta que as personagens assim como os casos relatados são fictícios, cujo propósito é proporcionar a reflexão e apoiar os profissionais na tomada de decisão. Atenção Importante 3 Regulamento Antes de iniciar seus estudos, leia o regulamento do curso para conhecer as regras de frequência, aproveitamento e certificação: https://avaefape2.educacao.sp.gov.br/plugin file.php/786125/mod_resource/content/6/Regulamento_Modelo-de-Gestao_1ed_2021_ vfinal.pdf. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo Fale Conosco: http://escoladeformacao.sp. gov.br/portais/Default.aspx?tabid=8913. As dúvidas serão encaminhadas por meio do Portal de Atendimento, que é o canal de comunicação da Secretaria de Estado da Educação. Nesse canal é possível visualizar perguntas e respostas mais frequentes, tutoriais, abrir ocorrências para esclarecer problemas, solicitar dados e outros. Importante Importante Fale Conosco https://avaefape2.educacao.sp.gov.br/pluginfile.php/786125/mod_resource/content/6/Regulamento_Modelo-de-Gestao_1ed_2021_vfinal.pdf https://avaefape2.educacao.sp.gov.br/pluginfile.php/786125/mod_resource/content/6/Regulamento_Modelo-de-Gestao_1ed_2021_vfinal.pdf https://avaefape2.educacao.sp.gov.br/pluginfile.php/786125/mod_resource/content/6/Regulamento_Modelo-de-Gestao_1ed_2021_vfinal.pdf http://escoladeformacao.sp.gov.br/portais/Default.aspx?tabid=8913 http://escoladeformacao.sp.gov.br/portais/Default.aspx?tabid=8913 4 Abertura do módulo Desenvolvemos este curso para os veteranos do Programa Ensino Integral que pre- cisam se atualizar em relação aos documentos orientadores do programa, para aqueles que estão ingressando agora no Programa e também para os profissionais que ainda não integram equipes de unidades escolares do PEI, mas têm interesse e curiosidade em conhecer os princípios pedagógicos, as premissas de gestão e a base metodológica que compõe o PEI e como ocorre a articulação entre os funda- mentos conceituais e a prática. Temos como objetivos deste primeiro módulo: MÓDULO 1 FUNDAMENTOS DOS MODELOS PEDAGÓGICO E DE GESTÃO Modelo de Gestão Reconhecer os fundamentos dos modelos pedagógico e de gestão. Explorar os instrumentos de gestão. Estruturar ações de gestão de acordo com a realidade da unidade escolar. Novamente expressamos nossa alegria por você dedicar seu tempo e ter compromis- so com seu desenvolvimento profissional. Esperamos contribuir significativamente para que enriqueça sua vivência e aperfeiçoe sua prática com os conhecimentos que nossa equipe de conteudistas e especialistas formulou com tanto empenho. 5 Unidade 1 Modelo Pedagógico e Modelo de Gestão Caro cursista, os princípios e as premissas são os fundamentos do Programa Ensino Integral que auxiliam a equipe escolar a formar estudantes autônomos, solidários e competentes, ou seja, jovens protagonistas da própria aprendizagem e aptos a supe- rar os possíveis desafios da sociedade contemporânea. Autônomo: capaz de agir pessoal e coletivamente com responsabilidade, criticidade e criatividade, de forma reflexiva a partir de princípios éticos, democráticos, inclusivos, sus- tentáveis e solidários. Solidário: capaz de se desenvolver como parte da solução, e não do problema. Competente: capaz de enfrentar os desafios do mundo contemporâneo nas suas várias dimensões e de reconhecer a necessidade de aquisição de habilidades específicas re- queridas para o projeto de vida. 6 Os princípios correspondem ao modelo pedagógico e as premissas, ao modelo de gestão. Contudo, é preciso enfatizar que esses modelos não são estanques, ou seja, eles caminham juntos e dialogam entre si. Essa compreensão por parte da equipe escolar é fundamental para atingir o cumprimento das metas e garantir a aprendiza- gem dos estudantes. Os Princípios do Modelo Pedagógico O PEI apresenta quatro importantes princípios. Eles são ideais formativos que orien- tam e subsidiam as ações pedagógicas nas unidades escolares. Vejamos a seguir maio- res informações sobre como cada um deles ocorre na prática, conhecendo exemplos reais vivenciados na escola: Protagonismo juvenil O primeiro ponto importante a se destacar é que o protagonismo juvenil é ao mesmo tempo uma premissa, um princípio e uma metodologia. Parece complicado? Vamos ver como isso se dá na prática escolar. O protagonismo como premissa A Escola não possuía uma horta, apesar de haver espaço físico disponível. Os estudan- tes Gabriela, Kauã e Fabiano, do 8o ano, discutiram com a turma e propuseram o Clube Horta Comunitária. Vários colegas da turma toparam participar e formou-se o clube, que logo iniciou o projeto com entusiasmo, mas, no decorrer dele, surgiu um obstáculo: como regar a horta diariamente, principalmente nos fins de semana e feriados. Foram conversar com o professor de Ciências, que deu a ideia de a turma construir um sistema inteligente para a irrigação. O professor apresentou sugestões e os estu- dantes escolheram um sistema analógico, baseado na diferença de pressão causada por variações de temperatura. Quando a temperatura ambiente aumentava, o sistema era ligado;caso contrário, era desligado. Essa escolha foi feita após a análise que os estudantes fizeram sobre o cus- to-benefício do projeto. Na culminância, a horta e o seu sistema de irrigação foram apresentados pelo grupo para toda a comunidade escolar e foi um sucesso! Para a próxima Eletiva, a turma está pensando em construir um sistema digital com sensores de temperatura para controlar o tempo de irrigação. 7 O protagonismo como princípio O horário das refeições da Escola era um dos pontos de atenção levantados nas reu- niões de alinhamento do Grêmio Estudantil. O presidente Fabiano informou a todos que a fila para se servirem estava desorganizada e que muitos estudantes se aprovei- tavam da situação para entrar na frente dos colegas. A equipe gestora ouviu atentamente aquele relato e instigou os próprios estudantes a conversarem com os demais e levantarem possíveis soluções para a situação. Os estudantes, então, reuniram-se com os demais, fizeram um brainstorming sobre possibilidades de solução e elencaram as três ações que acharam mais pertinentes para levar à equipe gestora. Na reunião seguinte de alinhamento, os jovens apresentaram suas ideias e, juntamen- te com a equipe gestora, perceberam que o melhor caminho seria a divisão dos es- tudantes em duas filas, por gênero, e decidiram que o grêmio se dividiria durante a semana para organizar e acompanhar o processo. Após a validação na reunião, o presidente e o vice-presidente do Grêmio, com o apoio dos líderes de turma, passaram em todas as salas e explicaram como seria a organiza- ção dos intervalos durante os próximos dias. Os estudantes do grêmio realizaram a ação: para organizar as filas por gênero, coloca- ram placas verdes (para a fila dos meninos) e lilás (para a fila das meninas). Os líderes de turma, o presidente e o vice do Grêmio revezaram-se para acompanhar toda a or- ganização do intervalo. Passados quinze dias, o vice-diretor realizou a reunião de alinhamento com o Grêmio Estudantil e os líderes de turma, cuja pauta foi a discussão sobre essa ação. O presi- dente Fabiano expôs que a proposta foi certeira, pois nos primeiros dias já se vira uma melhora no comportamento de todos, e que a ideia agora era esperar mais quinze dias e, caso continuasse dessa maneira, os estudantes que monitoravam as filas se- riam retirados, pois todos haviam compreendido a importância da ação. Cursista, perceba que o protagonismo se torna uma premissa quando todos os ambien- tes de aprendizagem são intencionalmente planejados nos diferentes componentes curriculares e pressupõem um trabalho para que os jovens ampliem seus conhecimen- tos e desenvolvam habilidades para que construam sua autonomia por meio da resolu- ção de problemas reais. Dica 8 O protagonismo como metodologia Cursista, você percebeu pelos exemplos acima mencionados que para garantir que o Protagonismo Juvenil aconteça na prática, o desafio principal para a equipe escolar é criar estratégias que coloquem o estudante no centro de todas as ações desenvolvi- das pela unidade escolar de modo que seja estimulado por todos os profissionais a se tornar um cidadão autônomo, solidário e competente, promovendo o desenvolvimen- to de suas potencialidades em prol de seu projeto de vida. Assim, é dever da escola proporcionar momentos de reflexão com os jovens sobre os problemas reais de sua vida cotidiana, a fim de possibilitar ao estudante a busca por possíveis soluções. Ao refletir sobre essas situações, os estudantes vão se aperfei- çoando e desenvolvendo mais autonomia e responsabilidades na análise e tomada de decisões. Lembre-se de que os educadores são mediadores do conhecimento e da apren- dizagem e devem proporcionar momentos e atividades de cunho democrático e participativo, dando voz e ouvidos aos estudantes, fazendo que se sintam seguros e encorajados a testar suas hipóteses e tomar decisões. Sabemos que ninguém nasce protagonista, nem os estudantes, nem nós, profissio- nais da educação! Aprendemos ao longo da vida, nos desafios diários. Então, haverá momentos de deslizes, erros e acertos, e isso faz parte do processo de aprendizagem. Cursista, perceba que o protagonismo se torna um princípio quando toda a ação (plane- jamento, ação, execução e reflexão) parte dos estudantes. A equipe escolar pode auxiliar, mas deve ter muito cuidado para não exercer controle em demasia e mascarar o ama- durecimento desse princípio. Isso significa que a base de tudo que é desenvolvido na escola é voltada para que o jovem desenvolva a sua autonomia. Cursista, perceba que o protagonismo se torna uma metodologia quando os jovens são incentivados a atuarem na escola, por meio de vivências e experiências que contribuem com a melhoria de vida das pessoas na própria escola, na comunidade e em família. Dica Dica 9 Pedagogia da presença O princípio da pedagogia da presença permeia as relações entre estudantes e equipe em uma escola do PEI. Ao contrário do que muitos pensam e acreditam, a pedagogia da presença não está relacionada somente à proximidade física entre o professor e o estudante, nem apenas ao estreitamento dessa relação. Esse princípio é entendido como uma proximidade educativa, deliberada e intencional, sempre de maneira aco- lhedora e alegre. Os educadores devem servir de exemplo positivo para os estudantes. O acolhimento e a presença do profissional da educação com o jovem são de extrema importância, pois o estudante começa a perceber a receptividade e passa a olhar os professores e gestores da escola sob uma nova perspectiva: a de parceiro e colabora- dor para a sua formação integral. Assim como no princípio do protagonismo juvenil, a equipe escolar deve estar presen- te e estimular os jovens a agirem com responsabilidade e liberdade, possibilitando o desenvolvimento de maior autonomia. Vamos ver um exemplo de como a pedagogia da presença se concretiza no cotidiano da escola. A recepção diária aos estudantes A diretora Lúcia costuma recepcionar todos os estudantes no portão da escola, an- tes do início das aulas. Certo dia, notou que a aluna Gabriela do 7o ano C estava meio cabisbaixa e com uma expressão triste. Lúcia estranhou, pois a estudante é sempre alegre e esbanja bom humor. Assim, Lúcia informou à vice-diretora e ao PCG. Eles também notaram esse compor- tamento diferente, e a vice-diretora prontamente informou à Virginia, professora de Língua Portuguesa e também tutora da estudante, o ocorrido. No decorrer da aula, a professora percebeu que Gabriela continuava com o aspecto triste e, então, no horário do intervalo, resolveu fazer uma sessão de tutoria. Foi durante essa conversa que Gabriela contou à tutora que estava com problemas para organizar sua rotina de estudos, que havia ficado muito tempo no dia anterior es- tudando, e que ela não estava triste e sim com sono. Virginia perguntou se podia auxili- á-la nessa prática, mas para isso, precisaria contar com a ajuda da professora de Orien- tação de Estudo. A estudante concordou e, juntas, elas criaram uma agenda estudantil, que mostrou a Gabriela uma melhor organização de suas práticas acadêmicas. Virginia relatou o ocorrido para a vice-diretora, que compartilhou a solução com a diretora Lúcia. 10 Educação interdimensional A educação interdimensional aborda a integração entre as quatro dimensões constitu- tivas do indivíduo (racionalidade, afetividade, impulsividade/corporalidade e transcen- dência/transcendentalidade) durante o processo formativo. As dimensões integradas auxiliam o desenvolvimento pleno do estudante, valorizando o processo de formação e o aperfeiçoamento das práticas cognitivas, interpessoais, produtivas e pessoais. Acesse o link: https://alfredoreisviegas.files.wordpress.com/2017/07/educacao-interdimen sional.pdf e conheça um pouco mais sobre a educação interdimensional. Essa aprendizagem refere-se às práticas cognitivas em que o estudante aprenderá não somente a conhecer os saberes codificados, mas será estimulado a adquirir ashabilida- des metacognitivas (autodidatismo, didatismo e construtivismo), o que possibilitará que continue aprendendo ao longo da vida. Saiba mais Aprender a conhecer Os 4 pilares da educação para o século XXI “O ensino deve se voltar às práticas sociais, produtivas e cognitivas, com- preendidas na perspectiva da totalidade, que conferem sentido ao conhe- cimento. Portanto, os estudantes podem e devem desenvolver práticas sociais, produtivas e cognitivas, interagindo, compreendendo e atribuindo significados aos conteúdos.” (DELORS, 2010) Refletindo sobre a ideia do autor, os quatro pilares se apresentam de forma dialógica, possibilitando a conexão entre teoria e prática. Os estudantes serão inseridos em prá- ticas educativas que favoreçam a transposição dos conhecimentos teóricos e científi- cos para a realidade que os cerca, de uma maneira prazerosa e criativa. Oportunizando a aprendizagem dessa maneira, conseguimos que o estudante con- solide suas habilidades e, então, se posicione de maneira mais eficaz e se sinta enco- rajado na busca de soluções para os problemas do cotidiano. Delors fundamenta a educação em quatro pilares. Vamos compreendê-los melhor? https://alfredoreisviegas.files.wordpress.com/2017/07/educacao-interdimensional.pdf https://alfredoreisviegas.files.wordpress.com/2017/07/educacao-interdimensional.pdf 11 Na prática Arthur, estudante do 9o ano, estava com dificuldades em Matemática, essencialmente em algumas habilidades de anos anteriores ao qual cursava e que serviam de base para a compreensão das situações que agora estava estudando. Em uma conversa com seu tutor, na hora do café, o estudante expôs a situação e solicitou ajuda. O tutor procurou o PCA de CN+M para alinharem uma ação para socorrer o estudante. Juntamente com os professores dos componentes curriculares Matemática e Orien- tação de Estudos, a equipe idealizou um Plano de Ação de Nivelamento (PAN) que contemplava as habilidades essenciais para que Arthur superasse suas dificuldades e os docentes elaboraram alguns exercícios e situações-problema. O tutor procurou Arthur e entregou a lista de exercícios, orientando o estudante para que recorresse também aos livros didáticos em caso de dúvidas. O tutor combinou com o estudante um momento na biblioteca para guiá-lo no procedimento de pes- quisa. Sugeriu que o estudante anotasse os pontos que considerava importantes para a resolução dos exercícios e problemas, mostrou que livros de diferentes autores po- dem indicar estratégias distintas e que caberia ao estudante identificar qual método lhe seria mais adequado. Passados alguns dias, Arthur procurou o tutor novamente, mostrou os exercícios re- solvidos e seu caderno com anotações sobre o que achou importante e inclusive sina- lizou que estava compreendendo melhor as situações-problema que o professor de Matemática estava utilizando em sala. É importante observar que a postura dos docentes não é de detentores do conhecimen- to, mas, sim, de instrutores que mostram as possibilidades e os caminhos que os estu- dantes devem percorrer para atingir seus objetivos. Atenção 12 Na prática Assista ao vídeo 4 pilares da educação: aprender a conhecer em: https://youtu.be/ON RuI-jaESA. Essa aprendizagem está associada às práticas produtivas em que os estudantes terão conhecimentos para colocar em prática as teorias adquiridas por meio de levantamento de hipóteses, experimentação e “mão na massa”, gerando assim, uma aprendizagem criativa e significativa. Saiba mais Aprender a fazer Nayara, aluna da 2a série do Ensino Médio, em uma aula de Língua Portuguesa, teve a proposta de fazer parte da escrita de um pequeno livro em que os escritores das crônicas dessa produção seriam os estudantes da escola, e o título seria Minha escola, minha vida. A estudante disse que, quando soube o título, deu risada, achando que não conseguiria, mas optou por elaborar o texto. Ao final da atividade, sentiu-se desmotivada por achar que não estava bom. Nayara relata: “Passei o dia imaginando o que escrever, não vinha nada. Encontrei minha tu- tora no intervalo, e ela perguntou o que estava acontecendo, pois meu semblante https://youtu.be/ONRuI-jaESA https://youtu.be/ONRuI-jaESA 13 demonstrava preocupação. Então, resolvi contar que estava tentando escrever uma crônica, mas não conseguia, portanto pedi ajuda”. Sua tutora procurou a PCA de Linguagem, e elas alinharam uma ação para auxiliar a estudante. A PCA prontamente procurou sua equipe e o professor de Orientação de Estudos para ajudar a estudante a rever as características de uma crônica. O professor de Orientação de Estudos deu algumas dicas e sugestões de livros para favorecer a compreensão de como montar uma crônica. A tutora procurou Nayara, passou as dicas do professor de Orientação de Estudos e as sugestões dos livros e marcou com ela um horário para que fossem juntas à biblioteca para que a tutora pudesse ajudar na pesquisa. Solicitou que a estudante fizesse a lei- tura das dicas e dos livros, colocasse em prática os saberes e, se aparecessem dificul- dades, anotasse-as para tirar as dúvidas nas aulas de Orientação de Estudos. Nayara fez as leituras e começou a relembrar as aulas de Língua Portuguesa em que a professora havia explicado todo o passo a passo e solicitado que lembrasse alguns momentos que marcaram o coração. Então, veio a inspiração! Nayara relembrou as aulas de Projeto de Vida que tinham como tema “Superação” e abordavam escolhas equivocadas e certas que foram feitas. Essa inspiração fez a estudante escrever a crônica e finalmente se sentir uma verda- deira escritora, pois sua crônica faria parte de um livro! Depois de alguns dias, Nayara procurou a tutora, mostrando seu caderno com as ano- tações e as dicas sugeridas e contou sua inspiração com as aulas de Projeto de Vida. Assim, mostrou à tutora a evolução em seu conhecimento produtivo e sua produção finalizada como parte integrante do livro Minha escola, minha vida. Assista ao vídeo 4 pilares da educação: aprender a fazer em: https://youtu.be/M_ N9j48flq4. Essa aprendizagem está relacionada às práticas pessoais em que o autoconhecimento ficará muito evidente. O estudante terá condições para construir um projeto de vida, baseado em suas qualidades, forças, gostos e habilidades. Ele será capaz de desenvolver pensamentos autônomos e críticos, de modo a saber tomar decisões nos diferentes con- textos desafiadores do cotidiano. Saiba mais Aprender a ser https://youtu.be/M_N9j48flq4 https://youtu.be/M_N9j48flq4 14 Na prática Adriana é uma estudante do 8o ano do Ensino Fundamental e estava com dificulda- des em saber qual profissão gostaria de seguir durante sua vida, pois ainda não havia definido seu projeto de vida. Ao conversar com sua tutora, relatou sua dúvida em rela- ção à escolha de uma profissão e pediu que ela ajudasse. A tutora procurou o PCG para relatar a solicitação da estudante, que prontamente procurou a vice-diretora para relatar a dúvida da estudante Adriana. A vice e o PCG, aproveitando uma reunião da ATPCG, conversaram com os professores de Projeto de Vida para que, juntos, planejassem uma estratégia para auxiliar a estudante. A tutora procurou Adriana e pediu que ela comentasse com o professor de Projeto de Vida, pois ele poderia ajudá-la a decidir sobre uma profissão, ou seja, seu projeto de vida, sabendo que este pode ser mudado à medida que muda seu propósito de vida. Então assim fez a estudante na aula de Projeto de Vida, contou ao professor sua angús- tia por não saber qual profissão escolher. O docente disse "vamos fazer uma atividade que vai auxiliar em sua decisão, primeiro faremos uma tabela onde vocês responderão o que gostam de fazer em uma coluna e na outra coluna o que não gostam de fazer". Na sequência farão uma pesquisa para saber dessas atividades quais profissões estão relacionadas e a importância que elas têm, e, por fim, qual caminho pode ser seguido em cada uma delas. Adriana refletiu muitosobre a atividade proposta, percebeu que gostava demais de viajar e conhecer pessoas, que seu conhecimento em Geografia era muito bom e que gostaria de falar inglês fluentemente – e isso lhe permitiu desco- brir um interesse grande pela profissão de aeromoça. Na semana seguinte, Adriana procurou a tutora, já com outro semblante, e mostrou toda a atividade e as pesquisas que ela havia feito, com suas anotações e o mais im- portante: ela agora tinha um Projeto de Vida! 15 Na prática Assista ao vídeo 4 pilares da educação: aprender a ser em: https://youtu.be/_6iXY_5u_HQ. Essa aprendizagem está diretamente ligada às práticas interpessoais em que a relação com o outro e a solidariedade ficarão muito evidentes. O estudante será capaz de socia- lizar e engajar-se com os outros, sempre respeitando as múltiplas diferenças individuais na perspectiva do bem-estar coletivo e da valorização do trato com o outro e prezando a cultura de paz. Saiba mais Aprender a conviver No início do ano letivo, os professores do 6o ano A explicaram o que seria um líder de turma e quais atribuições esse aluno teria. Após ouvir as explicações, os estudantes ficaram muito entusiasmados e alguns nomes começaram a surgir. Stéfani, uma aluna quieta e até tímida em alguns momentos, tinha amizade com to- dos os estudantes da sala, o que fez seu nome surgir como possível líder. A princípio ela não gostou da ideia e pediu para retirarem seu nome, mas, conforme os estudantes conversavam com ela, foi despertando uma vontade que a fez se can- didatar e, consequentemente, assumir esse papel. https://youtu.be/_6iXY_5u_HQ 16 Eram várias as atividades que ela precisaria desempenhar, e isso ficava cada vez mais evidente nas reuniões com a diretora Lúcia, que explicava passo a passo sobre cada uma delas, motivando-a e dando-lhe segurança. A diretora fazia questão de dar auto- nomia para seus líderes agirem frente aos desafios do dia a dia, sempre reforçando a responsabilidade e a seriedade da função. Stéfani foi aprendendo a ser líder e tomou consciência de que passou a ser uma refe- rência para os colegas, que perceberam mudanças positivas no comportamento da colega. A aluna quieta e tímida deu lugar a uma pessoa segura, proativa e admirada. Certo dia, Stéfani estranhou o comportamento de Cíntia e Tábata, que estavam sen- tadas distantes e resolveu conversar com Cíntia para entender mais sobre o motivo. Cíntia relatou que, na noite anterior, tentou telefonar para a amiga Tábata, mas per- cebeu que tinha sido bloqueada. Contou ainda que naquela manhã percebeu que tinha sido excluída das redes sociais da colega. Sem saber o motivo e magoada, Cíntia resolveu se afastar. Stéfani ouviu atentamente o relato de Cíntia e, em seguida, resolveu procurar Tábata para ouvir sua versão. Tábata, a princípio muito irritada, falou que não queria falar sobre Cíntia, pois para ela a amizade tinha um fim. Após muitas tentativas de Stéfani, Tábata relatou que, no final da tarde anterior, postou uma foto com Cíntia em sua rede social, mas a amiga fez pouco caso e não curtiu a foto. Então, por ela não dar valor a sua ami- zade, Tábata decidiu removê-la de suas redes sociais e bloquear a antiga amiga. Stéfani, com sua postura de liderança, chamou-as de canto e pediu para Cíntia expor à Tábata o que estava sentindo. Cíntia falou que estava muito triste por não saber o motivo do bloqueio. Stéfani, então, solicitou que Tábata explicasse. Quando Tábata terminou o relato, Cíntia explicou que no dia anterior havia ficado sem luz em casa, e portanto sem internet, e não havia visto a foto da amiga, mas que Tábata era sua melhor amiga e não saberia viver sem ela. Ambas se emocionaram e começaram a chorar, o que gerou pedidos de desculpas e um retorno na amizade. Stéfani ficou feliz pois havia resolvido o problema das amigas, restaurando a convivên- cia. Em seguida, a líder procurou a vice-diretora Margarida e relatou todo o ocorrido, mostrando de que maneira haviam solucionado o conflito. Assista ao vídeo 4 pilares da educação: aprender a conviver em: https://youtu.be/5We -imqGLcM. Saiba mais https://youtu.be/5We-imqGLcM https://youtu.be/5We-imqGLcM 17 Vamos relembrar Neste tópico do curso nos aprofundamos nos princípios do modelo pedagógico do PEI. Percebemos como toda ação da escola deve girar em torno do protagonismo juvenil, que a pedagogia da presença vai muito além do que estar presente na vida do estudante, que existe mais de uma dimensão constitutiva do indivíduo durante o processo formativo e que elas são integradas na educação interdimensional e que existem quatro pilares da educação para o século XXI. 1. Relacione cada um dos pilares abaixo com as práticas correspondentes. 1 – Aprender a conhecer 2 – Aprender a conviver 3 – Aprender a fazer 4 – Aprender a ser ( ) Interpessoais ( ) Pessoais ( ) Cognitivas ( ) Produtivas As Premissas do Modelo de Gestão As premissas são a base para a concretização do modelo de gestão do PEI e articu- lam-se entre si. Conforme mencionado anteriormente, você observará que essa ar- ticulação também ocorre com os quatro princípios do PEI, o que reforça a estreita relação entre o modelo pedagógico e o modelo de gestão do programa. Que tal conhecer ou relembrar quais são as cinco premissas? Vejamos como cada uma delas funciona na prática. Protagonismo Desdobra-se em dois pontos de vista: do estudante (protagonismo juvenil), que se res- ponsabiliza pelos seus atos na escola e pela autoria do seu projeto de vida, e do edu- cador (protagonismo sênior), responsável pelos trabalhos pedagógicos desenvolvidos no ambiente escolar e pelo sucesso na implantação e consolidação do programa na unidade escolar. 18 Formação continuada Espera-se que todos os profissionais que fazem parte da equipe escolar busquem continuamente o seu aprimoramento. No PEI, a atuação desses profissionais é acom- panhada pelo gestor imediato, que utiliza, entre outras ferramentas para esse fim, o Plano Individual de Aprimoramento e Formação (PIAF). No exemplo prático do protagonismo como premissa, destacamos o fato de os estu- dantes terem elaborado o projeto de uma horta para contribuir com uma alimentação saudável na escola, bem como o fato de o professor ter ajudado a sofisticar a horta com a utilização de sensores para controlar e automatizar a manutenção dos canteiros. Recordando Vamos conhecer como a premissa protagonismo é desenvolvida na Escola Estadual Papa Paulo VI da D.E.R. Santo André, no depoimento da Vice-Diretora Luciana Desenzi: https:// midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/017_LUCIANA_PROTAGONISMO_PODCAST.mp3. Vamos conhecer como a premissa formação continuada é desenvolvida na Escola Es- tadual Professor Aníbal do Prado e Silva da D.E.R. Taquaritinga no depoimento da PCG Claudia Aparecida Desiderá Bertoni Basso: https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/ pei/014_CLAUDIA_APARECIDA_FORM_CONTINUADA_M1_PODCAST.mp3. Podcast Podcast https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/014_CLAUDIA_APARECIDA_FORM_CONTINUADA_M1_PODCAST.mp3 https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/014_CLAUDIA_APARECIDA_FORM_CONTINUADA_M1_PODCAST.mp3 19 O professor Rodrigo, de Física, entrou recentemente no PEI para completar a equipe docente nesse ano. É a primeira vez que ele trabalha em uma escola do Programa En- sino Integral e como foi alocado já no meio do primeiro bimestre, perdeu as reuniões de planejamento. Mesmo assim, foi bem acolhido pelas equipes gestora e docente, que o colocaram a par do andamento do bimestre. Durante a reunião de ATPCA, o PCA Marcos começou a orientar a equipe sobre o desen- volvimento das competências essenciais que devem ser trabalhadas com os estudantes por conta do afastamento causado pela pandemia. Após a reunião, o professor Rodrigo pediu auxílio ao PCA Marcos para preencher seu PIAF, pois nunca havia feito esse docu- mento antes. O PCA orientou que ele precisava pensar que, nas escolas do programa, tudo gira em torno dosprincípios e das premissas e quanto ao PIAF, o foco é nas premis- sas que precisa aprimorar. Rodrigo verificou que sua maior dificuldade naquele momen- to era unir o Currículo Paulista às premissas do PEI e aplicá-las em suas aulas. O PCA orientou que Rodrigo colocasse esse ponto de atenção a ser trabalhado no se- mestre e, nesse sentido, sugeriu a leitura de alguns materiais que ficam disponíveis no blog da unidade escolar, para auxiliá-lo a entender melhor cada premissa e como ela pode ser trabalhada em seu componente curricular. O PCG Daniel e o PCA Marcos se organizaram para dar formação ao professor Rodrigo no seu horário de estudos. A formação continuada deve ser compreendida por todos os profissionais da educação como um direito, um processo e uma oportunidade de aperfeiçoamento profissional, de formação de sujeitos de aprendizagem e de formação mediada pela reflexão. Atenção Na prática 20 Corresponsabilidade Essa premissa preconiza que toda a comunidade escolar deve ser responsável pela aprendizagem dos estudantes. O envolvimento e o comprometimento de todos na busca dos objetivos estabelecidos no Plano de Ação, sempre orientados pelos prin- cípios e premissas do programa, são fundamentais para atingir as metas e garantir a aprendizagem. A corresponsabilidade pode contribuir para sanar dificuldades, debater alternativas, buscar novos caminhos e propor soluções durante as reuniões de planejamento e repla- nejamento, os encontros com os pais e responsáveis e muitas situações que porventura ocorram na escola (por exemplo: solução de conflitos, organização da turma nos horários de lanche e refeição e Clubes Juvenis). Esse movimento pode ter como resultado a melhoria dos indicadores da escola, uma vez que toda a comunidade escolar estará imbuída no objetivo de atingir as metas estabe- lecidas no Plano de Ação. Vamos conhecer como a premissa corresponsabilidade é desenvolvida na Escola Esta- dual Rodolfo José Costa e Silva da D.E.R. Taboão da Serra, no depoimento da professora de Língua Portuguesa Luciana Frederico Durães: https://midiasefape.educacao.sp.gov. br/ava/pei/016_LUCIANA_FEDRERICO_CORRESPONSABILIDADE_PODCAST.mp3. Podcast Na prática https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/016_LUCIANA_FEDRERICO_CORRESPONSABILIDADE_PODCAST.mp3 https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/016_LUCIANA_FEDRERICO_CORRESPONSABILIDADE_PODCAST.mp3 21 O estudante Arthur veio transferido de uma escola estadual que não fazia parte do Programa Ensino Integral. Chegou com várias dúvidas e meio deslocado. A escola já contava com uma equipe de estudantes acolhedores, bem estruturada, que havia re- cebido formação do trio gestor e dos docentes. O trio gestor convidou os estudantes acolhedores para apresentar a escola a Arthur e acompanhá-lo nos primeiros dias de aula, o que foi prontamente aceito. Arthur se identificou muito com as aulas de Práticas Experimentais, desenvolvendo as ativida- des com muito empenho e dedicação, o que o levou a procurar um professor para orientá-lo num projeto de iniciação científica. Vamos conhecer como a premissa excelência em gestão é desenvolvida na Escola Estadual Buenos Aires da D.E.R. Centro, no depoimento da diretora Claudia Bertelli dos Reis: https:// midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/015_CLAUDIA_EXCELENCIA_EM_GESTAO_M1_ PODCAST.mp3. Podcast Na prática Nesse exemplo, podemos verificar que o trio gestor e os estudantes acolhedores foram cor- responsáveis pelo acolhimento do novo estudante, o que o auxiliou em sua adaptação ao PEI. Excelência em gestão Como em qualquer organização, a equipe gestora da escola deve direcionar suas ações para alcançar as metas estabelecidas no Plano de Ação, no caso das PEI, ou no projeto pedagógico, nas escolas de tempo parcial. https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/015_CLAUDIA_EXCELENCIA_EM_GESTAO_M1_PODCAST.mp3 https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/015_CLAUDIA_EXCELENCIA_EM_GESTAO_M1_PODCAST.mp3 https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/015_CLAUDIA_EXCELENCIA_EM_GESTAO_M1_PODCAST.mp3 22 A diretora do PEI, professora Lúcia está se organizando para o primeiro Clube Juvenil dos estudantes. Nas reuniões com os líderes e vice-líderes de turma ela não abre mão de que seja elaborada uma ata. Vejamos um excerto da ata de uma dessas reuniões: “Aos DD dias do mês MM de AAAA, reuniram-se, na sala 4, a senhora diretora e os líde- res e vice-líderes das classes para tomarem ciência da formação dos Clubes Juvenis, conforme preconizado na Agenda da escola, tendo em vista o fortalecimento do pro- tagonismo juvenil. Retomaram-se os princípios e as premissas do PEI e reforçou-se a necessidade da colaboração de todos. A direção socializou o cronograma de forma- ção com a formulação dos Planos de Ação de cada Clube, bem como os temas, os quais já haviam sido construídos com a turma em encontros anteriores. A princípio serão divulgados para toda a comunidade escolar os temas a serem se- lecionados. Após a seleção, os Clubes serão montados, e a escolha por um deles será feita por meio de cédulas, conforme sugestão dos estudantes. Os líderes e vice-líde- res dos Clubes serão escolhidos por votação entre seus pares. Ficou acordado que a divulgação dos resultados será no dia DD/MM/AAAA e que as atividades dos Clubes terão início em DD/MM/AAAA. A senhora diretora apresentou alguns exemplos de Clubes, disponibilizados por ou- tras escolas, para formar os líderes e vice-líderes de turma sobre a forma de conversar com a turma temas como regras de funcionamento e convivência nos Clubes, a questão dos materiais necessários e as responsabilidades de cada integrante. [...] A reunião teve como objetivo os esclarecimentos para pôr em ação os Clubes Juvenis da escola neste semestre. Não tendo mais nada a declarar, encerro esta ata, redigi- da e assinada por mim, diretora Lúcia, e pelos líderes e vice-líderes das turmas.” Replicabilidade Essa premissa pressupõe trocas de experiências bem-sucedidas, não somente entre as escolas do PEI, como também entre as outras escolas da Rede de Ensino do Estado de São Paulo, visando a melhoria da qualidade do ensino em toda a sua extensão. Vamos conhecer como a premissa replicabilidade é desenvolvida na D.E.R. de Itapecerica da Serra no depoimento da supervisora Perla Paulo Pires: https://midiasefape.educacao. sp.gov.br/ava/pei/018_PERLA_REPLICABILIDADE_M1_PODCAST.mp3. Podcast Vamos ver um exemplo de cenário onde evidenciamos a premissa excelência em ges- tão, lembrando que também pode ser observada a articulação entre o protagonismo juvenil e a corresponsabilidade que existe entre os estudantes quando participam na tomada de decisões, se transformando em parte da solução. https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/018_PERLA_REPLICABILIDADE_M1_PODCAST.mp3 https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/018_PERLA_REPLICABILIDADE_M1_PODCAST.mp3 23 Espera-se que a replicabilidade também seja fomentada a partir do compartilhamento de boas práticas entre os membros da equipe escolar e entre eles e os estudantes, bem como entre os próprios estudantes. Na prática A premissa da replicabilidade nada mais é do que fazer uso daquilo que deu certo em uma dada situação, adaptando-o para a sua realidade. Nesse sentido, o grupo de professores do PEI ajudou o professor Rodrigo a interiorizar os princípios e as premissas do PEI quando, em reuniões de ATPCG e ATPCA, compar- tilharam com ele suas experiências – como o professor Rodolfo, que nas aulas de Ma- temática organizou duplas produtivas em algumas salas, melhorando o desempenho na AAP do primeiro bimestre, e a professora Kátia, que nas aulas de Biologia trabalhou gráficos estatísticos de populações de insetos do jardim da unidade escolar, também colaborando na AAP de Matemática. Podemos verificar no cenário descrito que a premissa da replicabilidade está relaciona- da como um desdobramento da premissa formação continuada do professor Rodrigo. Salientamos que todasas premissas estão interligadas. Dica Nesse exemplo, podemos verificar a replicabilidade e também a corresponsabilidade dos docentes na aprendizagem dos estudantes. 24 Vamos relembrar Caro cursista, até o momento você pôde conhecer um pouco mais sobre as cinco premissas do PEI e como elas se relacionam para a formação de jovens autônomos, solidários e competentes. Que tal checar seus conhecimentos e relacionar cada ação à premissa correspondente? 2. Relacione cada premissa abaixo com a sua ação correspondente. 1 – Excelência em gestão 2 – Replicabilidade 3 – Corresponsabilidade 4 – Formação continuada 5 – Protagonismo ( ) Um professor compartilhou em um grupo da Diretoria de Ensino suas boas prá- ticas na Eletiva do primeiro semestre. ( ) O diretor identificou um ponto de atenção na sala de leitura e, então, organizou uma reunião de alinhamento para que todos pensassem em soluções possíveis. Essas práticas foram colocadas em ação e o problema foi resolvido. ( ) Um professor, ao perceber a dificuldade de um colega em computação, se colo- cou à disposição para auxiliá-lo a superá-la. ( ) A Professora Coordenadora Geral percebeu sua fragilidade em trabalhar com metodologias ativas e, então, fez um curso de aperfeiçoamento sobre o tema. ( ) Um professor de História, ao perceber a dificuldade do seu colega, professor de Geografia, na execução de uma parte do projeto que a escola estava desenvol- vendo com os estudantes, se dispôs a auxiliá-lo, pois tem consciência de que todos são responsáveis pelo sucesso da aprendizagem. 25 Unidade 2 Instrumentos de Gestão Para que servem os instrumentos de gestão? A importância da gestão escolar está relacionada ao fato de ela se destinar, em gran- de parte, ao planejamento, à organização, à mediação, à coordenação, à liderança, ao acompanhamento, ao monitoramento e à avaliação das ações que visam à promoção das aprendizagens dos estudantes. Nessa importante tarefa, a equipe gestora conta com o trabalho colaborativo de vários atores: docentes, funcionários da escola, estudantes, pais ou responsáveis, supervisor de ensino e PCNPs, parceiros fundamentais na construção de uma rede de apoio em prol do sucesso escolar. Para realizar uma boa gestão escolar é necessário mobilizar uma série de competências e habilidades para gerir processos, procedimentos e entregas. Também é necessário refletir sobre alguns pressupostos: • Qual é o significado da educação? Qual é o propósito da escola? E do ensino? • Quais são as responsabilidades de cada um dos profissionais da equipe? • Como monitorar a dinâmica escolar? • Quais instrumentos são relevantes para o acompanhamento da equipe? • Como realizar as devolutivas sobre o desempenho de cada membro da equipe? 26 Realizar uma gestão escolar assertiva implica, entre outros fatores, conhecer diversos instrumentos e ferramentas que apoiem a execução dos trabalhos e, sobretudo, com- preender que esses instrumentos possuem o propósito de auxiliar e facilitar o dia a dia dos profissionais. Quando essa compreensão não está evidente, isso pode resultar em: Acompanhamento: Os instrumentos de gestão têm a função de contribuir para o apri- moramento da atuação do profissional e, em nenhuma circunstância, devem ser enten- didos como instrumentos de controle ou punição. Agora, que tal conhecer ou relembrar quais são os instrumentos de gestão trazidos pelo Programa e como eles efetivamente nos apoiam na prática? Vamos lá! Os instrumentos de gestão O PEI aponta cinco instrumentos de gestão. Vamos conhecer ou relembrar como esses instrumentos podem apoiar você no seu dia a dia? Plano de Ação É um documento de planejamento e monitoramento das ações desenvolvidas na esco- la, elaborado anualmente de forma democrática e participativa com toda comunidade escolar, sob a coordenação do diretor e com a cooperação do supervisor de ensino. Essa ferramenta tem como objetivo viabilizar a eficácia do trabalho pedagógico para garantir a melhoria da qualidade do ensino oferecido nas escolas do Programa de Ensino Integral. Somente quando utilizamos corretamente esses instrumentos e quando entendemos de fato o propósito deles é que passamos a enxergá-los não como dificultadores, mas como importantes facilitadores e aliados na otimização do tempo, na organização e no acompa- nhamento dos trabalhos e, assim, evitamos os famosos e desgastantes retrabalhos. valorizar mais o processo do que o resultado ou o contrário: dar mais importân- cia ao resultado do que ao processo; acreditar que os instrumentos são meros procedimentos burocráticos, um mon- te de papelada a ser preenchida, que toma nosso precioso tempo em vão. 27 Lembramos que as escolas que integram o PEI devem partir das premissas do programa para a elaboração dos seus Planos de Ação. Dessa forma, é desejável que as ações pla- nejadas estejam atreladas ao desenvolvimento das premissas do programa (protagonis- mo, formação continuada, corresponsabilidade, excelência em gestão e replicabilidade). Vamos ouvir o podcast com Roberta Fernandes dos Santos, da equipe PEI/COPED, sobre a importância do Plano de Ação e sua articulação com o MMR para possibilitar a melhoria dos resultados da aprendizagem dos estudantes e o alcance das metas da escola: https:// midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/020_ROBERTA_PLANO_DE_ACAO_MMR_ ETAPA_1_PODCAST.mp3. Dica Podcast Atualmente, a SEDUC-SP disponibiliza na Secretaria Escolar Digital (SED) a ferramenta do Método de Melhoria de Resultado (MMR), já utilizada em toda a rede, para auxiliar tam- bém na elaboração do Plano de Ação. Por meio dessa ferramenta, a unidade escolar iden- tifica a causa raiz dos pontos de atenção que devem ser relacionados no Plano de Ação. Na prática https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/020_ROBERTA_PLANO_DE_ACAO_MMR_ETAPA_1_PODCAST.mp3 https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/020_ROBERTA_PLANO_DE_ACAO_MMR_ETAPA_1_PODCAST.mp3 https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/020_ROBERTA_PLANO_DE_ACAO_MMR_ETAPA_1_PODCAST.mp3 28 A diretora do PEI organizou, em uma sala nas dependências da unidade escolar, uma reunião com toda a comunidade, no início do ano letivo, para que pudesse explanar o instrumento Plano de Ação – o que é e qual sua finalidade perante os rumos das ações da escola. No momento em que começou a esclarecer o documento, a merendeira solicitou a palavra e fez o seguinte questionamento: “Preciso mesmo participar desta reunião? Estão falando de documentos da escola, não tem a ver com a cozinha. Posso ir fazer o café?”. Então, neste momento, a diretora parou a explicação e disse: “Você é parte desta es- cola. O fato de estar na cozinha, preparar o alimento para os estudantes e estar em contato com eles faz que você também participe na aprendizagem deles, e sua opi- nião conta, pois a escola é composta dos ambientes e dos profissionais que compõem sua estrutura. Para que ela funcione bem, precisamos da participação de todos, afinal somos todos responsáveis”. Dando continuidade às orientações, a diretora perguntou a todos qual era o maior ponto de atenção que a escola apresentou no ano anterior, e logo começaram as co- locações. Entre vários questionamentos, os que prevaleceram foram: atraso dos estu- dantes para a primeira aula; faltas dos estudantes; faltas dos pais e responsáveis nas reuniões; muitas notas vermelhas em Matemática; correria no pátio durante os inter- valos; estudantes que deixam copos jogados por toda parte pela escola. Depois de várias discussões, optou-se por priorizar as notas vermelhas em Matemáti- ca, as faltas dos estudantes e as faltas dos pais nas reuniões. Essas seriam as priorida- des, e os outros itens poderiam ser resolvidos com a colaboração de todos, usando o método PDCA (Plan, Do, Check, Act – Planejar, Fazer, Checar, Agir). Todos ficaram cientes de que no Plano de Ação deveriam elucidar as premissas do PEI para garantir o desenvolvimento pleno da escola.Mas os pontos de atenção levantados ficaram na cabeça da merendeira, principal- mente, o item que foi citado que os estudantes deixavam os copos jogados por toda escola, e ela então pediu a palavra, e solicitou que colocassem esse item no plano de ação, e que ela seria a responsável por auxiliar nessa ação, pois na escola dela copo não iria ficar espalhado. Ela ficou muito tempo pensando que tipo de ação poderia desenvolver para que os copos não ficassem espalhados. Então contou o problema a alguns estudantes que sempre iam à cozinha conversar. Logo vieram várias ideias plausíveis de soluções, e juntos resolveram propor à direção da escola a seguinte ideia: que ela iria passar de sala em sala, juntamente com alguns estudantes e falar do ponto de atenção sobre os copos espalhados. Para melhorar essa situação, ela deixaria um balde ao lado da cozi- nha para que pudessem ser colocados, e que caso todos os copos fossem depositados ali, no dia da culminância das eletivas, eles poderiam passar na cozinha que ela faria pipoca para todos. 29 O Plano de Ação está diretamente associado às premissas e é o subsídio para a elabora- ção do Método de Melhoria de Resultados (MMR) da unidade escolar. Desse modo, no Plano de Ação das escolas do PEI, a partir das premissas, são elencadas as prioridades, as metas, os indicadores, os prazos e as estratégias que a escola vai adotar, com vistas a pro- mover a educação integral dos estudantes e garantir a qualidade do ensino. Utilizando o MMR é possível elaborar as intervenções que serão feitas de forma pontual, intencional, objetiva, organizada e pautada em evidências. Por isso, é preciso definir os responsáveis pela ação, prever o início e o fim de cada uma, registrar as alterações que possam surgir (por exemplo, de datas e prazos) durante o desenvolvimento da ação, além de prever o impacto que se espera de cada atividade desenvolvida. Agora vamos ouvir o que a Roberta Fernandes dos Santos, da equipe PEI/COPED, tem a nos dizer sobre como articular as ações descritas no Plano de Ação e as Premissas do programa: https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/019_ROBERTA_EXEMPLO_ ETAPA_2_PODCAST.mp3. É de extrema importância que todos os membros da comunidade escolar participem da reunião sobre o Plano de Ação, pois não se sabe que tipos de ponto de atenção po- derão ser levantados e, mesmo que nem todas as ações sejam elencadas como prin- cipais no documento, todas podem ser trabalhadas pelos profissionais durante o ano letivo. O Plano de Ação pode e deve ser revisto sempre que necessário. A página Gestão em Foco (MMR) – https://www.educacao.sp.gov.br/gestaoemfoco – apresenta os oito passos do Método de Melhoria de Resultados e explicações mais deta- lhadas sobre cada um deles. Podcast Atenção Dica https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/019_ROBERTA_EXEMPLO_ETAPA_2_PODCAST.mp3 https://midiasefape.educacao.sp.gov.br/ava/pei/019_ROBERTA_EXEMPLO_ETAPA_2_PODCAST.mp3 https://www.educacao.sp.gov.br/gestaoemfoco 30 O Programa de Ação (http://siau.edunet.sp.gov.br/ItemLise/arquivos/52_14.HTM? Time=08/01/2021%2014:31:13) pode ser revisto sempre que necessário e deve conter as seguintes observações: principais atribuições da função de acordo com as determinações estabelecidas na Lei Complementar nº 1.164/2012; competências gerais necessárias para desempenhar suas atribuições, de acordo com as necessidades apontadas no Plano de Ação e com o Mapa de Competências do Pro- grama Ensino Integral; prioridades, causas, resultados esperados e descrição da(s) ação(ões) segundo a fun- ção, tendo como parâmetro o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) do ano anterior; descrição das ações pedagógicas correspondentes às premissas do PEI (protagonismo, formação continuada, corresponsabilidade, excelência em gestão e replicabilidade). Programa de Ação É um documento que deve ser elaborado anualmente por toda a equipe escolar, com exceção dos funcionários com funções exclusivamente administrativas que elaboram rotinas de trabalho sob orientação do diretor. O objetivo dessa ferramenta é colaborar para que as ações apontadas no Plano de Ação sejam desenvolvidas com sucesso, a fim de melhorar a qualidade do ensino ofe- recido aos estudantes. Nesse documento ficam registradas as responsabilidades de cada profissional de acor- do com sua função e atribuições, bem como a corresponsabilidade de cada um para cumprir os objetivos e metas definidos no Plano de Ação e nos alinhamentos vertical e horizontal, itens que serão mais bem explicados nos próximos módulos de acordo com cada função. Lei Complementar nº 1.164/2012: SÃO PAULO (ESTADO). Lei complementar no 1.164, de 4 de janeiro de 2012. (Atualizada até a Lei Complementar no 1.191, de 28 de dezembro de 2012.). Institui o Regime de Dedicação Plena e Integral – RDPI e a Gratificação de De- dicação Plena e Integral – GDPI aos integrantes do quadro do magistério em exercício nas escolas estaduais de Ensino Médio de período integral, e dá providências correlatas. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei.complementar/2012/lei. complementar-1164-04.01.2012.html. Acesso em: 11 fev. 2021. http://siau.edunet.sp.gov.br/ItemLise/arquivos/52_14.HTM?Time=08/01/2021%2014:31:13 http://siau.edunet.sp.gov.br/ItemLise/arquivos/52_14.HTM?Time=08/01/2021%2014:31:13 https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei.complementar/2012/lei.complementar-1164-04.01.2012.html https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei.complementar/2012/lei.complementar-1164-04.01.2012.html 31 Na prática Para auxiliar você disponibilizamos um exemplo de Programa de Ação preenchido e um template para ser preenchido. Veja no Anexo 1 o Programa de Ação preenchido. Veja no Anexo 2 o template para ser preenchido. Dica Todo início de ano letivo, a diretora do PEI reúne-se com a PCG e a vice-diretora para mi- nistrarem formação, tanto para os professores novos quanto para os professores antigos da unidade escolar, sobre a elaboração dos Programas de Ação de cada profissional. Ela tem notado, ao longo da sua experiência na direção, as dificuldades que os profis- sionais enfrentam para a elaboração desse importante documento do PEI. Primeiro, percebeu que a melhor estratégia para essa formação é iniciá-la com uma atividade de sensibilização, a fim de que o grupo compreenda a importância desse que é um instrumento de gestão, e não um instrumento de controle, como muitos profissionais o concebem. Outro ponto de atenção diz respeito às associações, muitas vezes equivocadas, que fa- zem entre as ações a serem realizadas e as premissas correspondentes, por exemplo, se a ação se relaciona com a formação continuada, se é de protagonismo. No caso do protagonismo, confundem o sênior com o juvenil, sendo que o primeiro é que deve ser referenciado no Programa de Ação. Ainda dentro desta linha de racio- cínio, alguns profissionais têm dificuldades de falar sobre a sua formação, dos cursos que pretendem fazer, dos materiais bibliográficos que pretendem utilizar. 32 Agenda Escolar e Agenda Individual No Programa Ensino Integral existem dois tipos de agendas que organizam as ativi- dades e compromissos relevantes, além de se apresentarem como um canal de co- municação entre a comunidade escolar. É de responsabilidade do diretor da escola elaborar a Agenda Escolar. Já a Agenda In- dividual deve ser feita pela equipe gestora, pelos docentes e pelos estudantes. Tanto a Agenda Escolar quanto a Agenda Individual devem ser divulgadas para a comuni- dade escolar. Cursista, disponibilizamos alguns modelos de agenda utilizados por profissionais da rede. Destacamos que esses exemplos são apenas sugestões e podem ser adaptados conforme a realidade da sua escola. Veja no Anexo 3 um modelo preenchido de Agenda Escolar. Veja no Anexo 4 um modelo preenchido de Agenda Individual – Professor. Veja no Anexo 5 um modelo preenchido de Agenda Individual– PCA. Veja no Anexo 6 um modelo preenchido de Agenda Individual – Vice-Diretor. Veja no Anexo 7 um modelo preenchido de Agenda Individual Semanal – Vice-Diretor. Veja no Anexo 8 um modelo de agenda individual a ser preenchido. Agenda Escolar Organizada pelo diretor da escola, por ser ele o profissional responsável pela dinâmica escolar. A Agenda Escolar deve estar em consonância com o calendário oficial da COPED/SEDUC-SP e também com as programações da Diretoria de Ensino, de maneira clara, simples e organi- zada, a fim de garantir sua divulgação para a comunidade e sua compreensão. Ao elaborar a agenda, o diretor precisa levar em consideração as necessidades e os interes- ses dos estudantes, professores, funcionários, pais e/ou responsáveis e indicar as ações da escola, como as reuniões internas e externas, o acolhimento, as culminâncias, os projetos, as expedições culturais, as atividades externas, as festividades, os eventos, as palestras/visitas e as formações da equipe escolar. 33 A diretora estava insatisfeita com a forma pela qual alguns profissionais da escola es- tavam utilizando suas agendas, o que estava ocasionando problemas no funciona- mento da unidade escolar. Alguns problemas constatados por ela estavam relacionados aos prazos de entrega, bem como ao correto preenchimento do documento. Ela resolveu, juntamente com a vice e o PCG, preparar uma formação para toda equipe. Elaborou uma apresentação contendo os objetivos das agendas e como eles se relacionavam com as premissas e os princípios do PEI, além de ilustrar a apresentação com os modelos de agendas, inclusive o modelo da sua própria, objetivando contextualizar a ação. Ela estava percebendo que a equipe havia construído uma concepção equivocada deste instrumento associando-o a instrumentos de controle, e não de gestão. Pior, ela percebeu que essa concepção parecia estar se disseminando entre os estudantes, percepção esta que surgiu das reuniões com a Vice-Diretora e com o PCG. Na prática Agenda Individual Organizada pelos profissionais da unidade escolar (diretor, vice-diretor, Professor Coorde- nador Geral, Professor Coordenador de Área e demais professores). Deve ser elaborada individualmente e atualizada mensalmente, de forma clara e concisa. Além disso, cada estudante também deve elaborar sua Agenda Individual. O instrumento possibilita a organização das ações pedagógicas, além de ser um canal de comunicação com os pares, por meio do qual ocorre a divulgação de datas, horários das aulas e estudos e todas as demais atividades desenvolvidas em sua rotina pedagógica, bem como alinhamentos e formações continuadas. 34 Com a intervenção, ela esperava que toda a equipe se conscientizasse da importância dos instrumentos de gestão para o sucesso da escola e que essa atitude fosse replica- da para os estudantes. A partir daí começou a observar que, durante as validações das agendas, os profis- sionais não demonstravam mais um sentimento de fiscalização, pois não atrasaram mais as entregas e passaram a se corresponsabilizar pelo bom fluxo das informações na unidade escolar. Podemos observar que na elaboração das agendas é importante a validação e o alinha- mento de todos os profissionais. Dica Guia de Aprendizagem O guia de aprendizagem é um instrumento de gestão que visa apresentar com cla- reza “o quê” e “como” os objetos de conhecimento, habilidades, competências e os temas serão desenvolvidos ao longo do bimestre em cada componente curricular. Sua principal finalidade é promover a autorregulação da aprendizagem dos estu- dantes, a organização das atividades que serão abordadas e a visibilidade do que se pretende desenvolver. Esse instrumento é imprescindível para desenvolver o protagonismo dos estudan- tes, pois: norteia e orienta o processo de ensino e aprendizagem nos componentes curriculares; possibilita o acesso ao que será abordado no bimestre; organiza as atividades previamente; indica as atividades que ocorrerão de maneira individual e coletiva; sugere atividades complementares e de aprofundamento para os estudantes; aborda os temas transversais requeridos pelo Currículo Paulista; indica fontes e referências de projetos e pesquisas; organiza os diferentes componentes curriculares, tanto da parte específica quanto da diversificada. 35 Os docentes são responsáveis pela atualização dos Guias de Aprendizagem. Os PCAs e PCGs são os responsáveis pela validação desse instrumento. Os estudantes, os PCNPs, os pais e responsáveis realizam o acompanhamento e o monitoramento dos guias de aprendizagem. É imprescindível que eles sejam divulgados para toda a comunidade escolar e fixados em local de ampla visibilidade para os estudantes, para que estes consigam acompa- nhar seu processo de aprendizagem ao longo do bimestre, bem como as habilidades trabalhadas, desenvolvendo assim a corresponsabilidade, a replicabilidade e o prota- gonismo juvenil. Os Guias de Aprendizagem devem enquadrar os seguintes tópicos: justificativa sobre o percurso de aprendizagem do bimestre; objetivos; objetos de conhecimento do componente curricular; competências socioemocionais; habilidades a serem desenvolvidas; estratégias didáticas; propostas de atividades autodidáticas (pesquisas individuais, resolução de atividades, entre outras); atividades didático-cooperativas (leitura compartilhada, atividades em grupo, painel colaborativo, roda de conversa, entre outras); atividades complementares e de aprofundamento (realização de experimentos, reto- mada de conceitos, ampliação dos temas por meio de pesquisa, entre outras); temas transversais que serão desenvolvidos no bimestre; critérios de avaliação; referências de fontes e pesquisas. 36 Na prática Sebastião é um estudante que sempre mudou muito de escola devido ao emprego de sua mãe e dessa vez não foi diferente: foi transferido no segundo semestre enquanto frequentava o 8o ano. Já no início, ficou empolgado com as especificidades que uma escola do PEI proporciona aos jovens e também pela maneira como ele foi tratado – nunca tinha sido recebido de maneira tão acalorada e logo conseguiu fazer amizades com alguns estudantes, que se denominavam “acolhedores”. Nas aulas não foi diferente. Os professores demonstravam que estavam realmente no- tando a presença de Sebastião: não faziam só perguntas vazias de início de aula para saber de onde ele era, mas mostravam real interesse em conhecê-lo. Mas na vida de Sebastião nem tudo são flores, e logo ele começou a sentir dificulda- des nos componentes curriculares. Primeiro porque eram muitos, e ele nunca tivera uma aula de Práticas Experimentais. Segundo porque, como mudava muito de escola, seus estudos estavam atrasados. O estudante ficou triste e preocupado. Júlia, a líder de turma do 8o ano A, ficou observando o Sebastião no decorrer dos dias e, como já havia passado por uma transferência escolar, resolveu conversar com ele, perguntar como estava se sentindo na escola, o que tinha achado. Durante essa conversa Sebastião falou da dificuldade em alinhar seus estudos e dos inúmeros componentes novos. Júlia então explicou que o melhor a fazer era se apoiar nos Guias de Aprendizagem. A líder de turma levou Sebastião até o mural da sala, pegou um documento que es- tava lá e explicou que aquele era o Guia de Aprendizagem, no qual era colocado tudo o que aprenderam no bimestre, com as datas, e lá continha itens muito importantes, como as habilidades que eles aprenderam e/ou iam aprender e as atividades de apro- fundamento (sites, filmes, vídeos) que os professores indicam para os estudantes que faltaram aprender aquele conteúdo, ou assistir antes das aulas. Julia disse que esses itens ajudariam o novo colega a colocar os estudos em dia. 37 Durante uma aula de Orientação de Estudos, Júlia contou à professora a dificuldade de Sebastião, que o chamou para conversar e entender mais a situação. A professora explicou como poderia organizar sua agenda e sua rotinade estudos e inseriu o jovem em um grupo produtivo em que ele poderia sanar suas dúvidas e aprender mais com colegas. Mesmo com o grupo de apoio e as dicas, Sebastião permanecia com dúvidas em de- terminada habilidade do componente curricular Língua Portuguesa, e durante a tu- toria, comentou com seu tutor tudo que aconteceu e que não havia compreendido uma habilidade, mesmo com seus colegas explicando durante a aula de Orientação de Estudo. A tutora quis saber mais sobre aquela habilidade. Quando Sebastião indicou qual era, ela percebeu que não saberia explicá-la ao estudante, mas se comprometeu a falar com a professora da turma dele e, na primeira oportunidade, retomar esse ponto com ele individualmente ou, caso achasse pertinente, durante a aula. E assim foi feito. Durante a aula de Língua Portuguesa, a professora fez uma revisão sobre as habilidades trabalhadas ao longo do mês e explicou-as novamente. Sebastião conseguiu então entender a habilidade e percebeu que finalmente tinha encontrado a escola dos seus sonhos. Nesse exemplo, percebemos inúmeros pontos importantes, porém dois itens devem ser destacados. O primeiro é o instrumento Guia de Aprendizagem, que apoia os estudan- tes em seus estudos e os deixa cada vez mais engajados e comprometidos com sua vida acadêmica e seu projeto de vida. O segundo é a importância do princípio da pedagogia da presença, que esteve presente durante todo o relato, desde o primeiro dia, quando os estudantes acolhedores recepcionaram Sebastião, até o momento final, quando a pro- fessora de Língua Portuguesa retomou a habilidade durante a aula, para que Sebastião pudesse aprender. Dica Procedimento Passo a Passo O instrumento de gestão Procedimento Passo a Passo (PPP) é utilizado pelos profis- sionais da educação do PEI como apoio para o cumprimento das etapas essenciais para a execução do Plano de Ação. Os PPPs foram agrupados em caderno próprio e estruturados de acordo com o méto- do PDCA, para elaboração, desenvolvimento e acompanhamento das ações do Plano de Ação. 38 O PPP possibilita que os integrantes da equipe escolar acompanhem de forma co- letiva as ações desenvolvidas em determinado período e identifiquem os pontos de atenção que serão analisados nos alinhamentos, bem como as necessidades de for- mações continuadas. Todos esses mecanismos são complexos e necessitam de uma reflexão sobre as ações, as decisões e os resultados obtidos pela escola em determinado período. Após a análise feita por meio da aplicação do PDCA, é possível identificar os resultados obtidos e realizar intervenções pedagógicas. As intervenções devem direcionar para o planejamento de novas estratégias que favoreçam a verificação dos pontos de atenção e seus alinhamentos com as ações corretivas propostas. Dessa forma, pretende-se de- senvolver com qualidade e eficácia a aprendizagem dos estudantes nas escolas do PEI e contribuir para a obtenção de melhores resultados educacionais. Na prática O trio gestor atua há alguns anos no PEI e tem experiência e bom conhecimento dos fundamentos, princípios e premissas do programa. Eles perceberam que o trabalho de gestão da unidade escolar se tornava mais produtivo à medida que proporciona- vam para a equipe formação na utilização do instrumento de gestão Procedimento Passo a Passo (PPP). Haviam constatado que boa parte dos professores que iniciavam suas atividades na unidade escolar ainda tinha dificuldades de entender suas funções, manifestava re- ceio com o que entendiam ser uma burocracia excessiva para o desempenho de suas atribuições e ficava receosa de não ter sucesso no programa, isso por conta de ter uma percepção equivocada, fruto do senso comum, de que havia muitos documen- tos a serem preenchidos como parte das suas atividades. 39 Nas formações, o Trio Gestor tinha como objetivo mostrar para os professores a impor- tância de uma gestão na qual ficassem bem definidas as atribuições de cada membro da equipe na dinâmica de funcionamento da escola, os objetivos a serem alcançados, as ações a serem desenvolvidas, os responsáveis, os prazos, as correções de rumo e as estratégias utilizadas. Sobretudo, que esse tipo de gestão evita desperdício de tempo e de recursos e, uma vez assimilado pelo grupo, pode tornar as rotinas da escola mais interessantes e pra- zerosas, na medida em que se pode perceber claramente a evolução de toda comuni- dade escolar na busca dos objetivos elencados no Plano de Ação da escola. Vejamos, a seguir, a descrição de trechos do PPP apresentado pela Diretora, em forma de PDCA, para a formação da equipe na metodologia pedagógica do acolhimento. PPP Acolhimento PDCA: Planejar Passos/atividades: 1 – Reunião para informar e orientar a equipe escolar sobre o con- ceito e a importância do acolhimento. Subatividades: 1.1. Vice-diretor: estudar os materiais formativos sobre a ação do acolhimento e orien- tar a equipe gestora. 1.2. Vice-diretor: orientar os integrantes da equipe escolar acerca do significado, da im- portância e dos desdobramentos do acolhimento no PEI – Programa Ensino Integral. 1.3. Diretor: mobilizar a equipe gestora para o estudo do protagonismo juvenil e suas práticas e instigar a reflexão sobre suas relações com os valores, os princípios e as pre- missas do PEI. 1.4. Vice-diretor: com apoio do diretor e do PCG, orientar a equipe da secretaria escolar (responsável pelas matrículas) para conscientizar os pais ou responsáveis sobre a im- portância da participação dos estudantes nas atividades de acolhimento e apresentar o cronograma dessa ação. Após descrever o planejamento com as respectivas atividades, a diretora passou a descrever as ações. PDCA: Executar Passos/atividades: 6 – Os Jovens Acolhedores realizam o acolhimento com estudan- tes ingressantes e com os que ingressam no decorrer do ano letivo. Subatividades: 6.1. Dar formação inicial para os estudantes da escola, sobre protagonismo juvenil e suas práticas nas ações de acolhimento, ministrada pelos Jovens Acolhedores. 6.2. Equipe escolar: participar da culminância dos trabalhos realizados na ação de acolhimento. 6.3. Jovens acolhedores: promover as ações de acolhimento aos estudantes que in- gressam na escola no decorrer do ano letivo. 40 6.4. Jovens acolhedores: com apoio do vice-diretor, avaliar a ação de acolhimento apontando os pontos positivos e os de atenção. Após especificar todas as ações do plano que foram executadas, a diretora passou a checar os resultados. PDCA: Checar Passos/atividades: 8 – Atividade: vice-diretor avalia junto com os estudantes o que deu certo e os pontos que precisam ser corrigidos. Subatividades: 8.1. Vice-diretor: junto com os estudantes, discute e reflete sobre os pontos positivos e os pontos de atenção a serem corrigidos acerca da ação de acolhimento. 8.2. Vice-diretor: junto com os estudantes, avaliar os pontos de atenção a serem corri- gidos na ação de acolhimento. 8.3. Vice-diretor: junto com os estudantes, decide quais são as ações corretivas para os pontos de atenção. 8.4. Vice-diretor: socializar com a equipe docente as decisões. Após checar todas as atividades realizadas em conformidade com o que foi acorda- do com a comunidade escolar, a diretora passou às ações. PDCA: Agir Passos/atividades: 9 – Atividade: A equipe gestora compartilha com a escola os pon- tos de atenção e as boas práticas a serem replicadas e definem os próximos passos após o acolhimento. Subatividades: 9.1. Equipe gestora: compartilha com a escola os pontos de atenção e os pontos a serem replicados. 9.2. Vice-diretor: com apoio da equipe gestora, define os próximos passos após o acolhimento. Vamos relembrar 3. Relacione cada instrumento de gestão com a sua descrição correspondente. 1 – Plano de Ação 2 – Programa de Ação 3 – Agenda Individual e Agenda Escolar 4 – Guias de Aprendizagem 5 – Procedimento Passo a Passo (PPP) ( ) São instrumentos atualizados mensalmente e que têm como objetivo descrever, datar e socializar as ações pedagógicasda escola, dos profissionais da educação e dos estudantes, bem como auxiliar no processo educacional. 41 Alinhamento das Ferramentas de Gestão: PDCA, Análise SWOT e Diagrama de Ishikawa Para auxiliar na melhoria das ações das unidades escolares do PEI, os profissionais utilizam algumas ferramentas que servem como norteadoras para identificar desa- fios a serem superados, planejar e executar ações, monitorar resultados e corrigir as estratégias empregadas. As ferramentas foram concebidas no mundo empresarial, porém adaptadas para a utilização sob o viés educacional, com o intuito de apoiar e facilitar a gestão dos tra- balhos desenvolvidos realizados pelos profissionais da educação. Vamos conhecê-las? PDCA No modelo de gestão aplica-se a estrutura do método PDCA (Plan, Do, Check, Act – Planejar, Fazer, Checar, Agir). A utilização desse método nos permite planejar, desen- volver, monitorar, avaliar os resultados das ações e corrigir os rumos. E, para alcançar os resultados esperados, todos da comunidade escolar deverão participar e serem res- ponsáveis pelo acompanhamento do trabalho pedagógico da escola, atingindo uma eficácia maior no cumprimento das metas estabelecidas. ( ) São instrumentos de gestão que visam apresentar com clareza “o quê” e “como” os objetos de conhecimento, habilidades, competências e os temas serão desen- volvidos ao longo do bimestre em cada componente curricular. ( ) A partir das premissas, são elencadas as prioridades, as metas, indicadores, os pra- zos e as estratégias, podendo contar com o auxílio do MMR para sua elaboração. ( ) São instrumentos utilizados pelos profissionais da educação do Programa Ensino Integral como apoio para o cumprimento das etapas essenciais para a execução do Plano de Ação. ( ) Instrumento individual que registra e evidencia as ações colaborativas alinhadas com o Plano de Ação que cada profissional executou de acordo com suas fun- ções e atribuições. 42 1 – Etapa: Plan/Planejar É um momento de realizar um diagnóstico da escola e definir os objetivos e metas a serem tomadas. Nessa hora é muito importante que toda a comunidade escolar tenha oportunidade de fazer uma reflexão acerca das prioridades da escola, determinando seus principais objetivos e estratégias, devendo também determinar resultados e metas a serem al- cançadas, apontando os indicadores que serão utilizados para monitorar as ações de- senvolvidas, dando início à elaboração do Plano de Ação da escola e culminando na próxima etapa, o fazer. 2 – Etapa: Do/Fazer Agora a discussão com a comunidade escolar resulta em colocar em prática o que foi planejado, e esta etapa depende dessa primeira discussão. Ao planejar com o devido cuidado e atenção, as ações têm mais possibilidades de serem eficazes. Lembrando que as ações pedagógicas desenvolvidas nas escolas devem estar em con- sonância com o Plano de Ação, para a conquista das metas e dos resultados esperados. Faz-se necessário um constante alinhamento entre os profissionais da Diretoria de Ensino, da unidade escolar e de toda a comunidade escolar, garantindo assim que as práticas pedagógicas desenvolvidas na escola resultem sempre na aprendizagem dos estudantes. Devemos frisar que essas ações planejadas podem e devem ser revisadas e os rumos corrigidos sempre que se sentir necessidade. As etapas da aplicação do método PDCA nas escolas do Programa Ensino Integral são: 43 3 – Etapa: Check/Checar Nessa etapa, vamos fazer o monitoramento dos resultados iniciais ou finais das ações pedagógicas, que devem ser olhadas constantemente, tendo como referência os in- dicadores de processo apontados no Plano de Ação. É importante salientar que essa checagem permite verificar o caminho percorrido e assim fazer uma análise das estratégias adotadas. A checagem também possibilita identificar a necessidade de outras ações comple- mentares, sem perder de vista o cumprimento dos objetivos do programa e das me- tas estabelecidas pela escola. Caso as estratégias não estejam de acordo ou dificultem o alcance dos resultados es- perados, é necessário que se faça adequações para a correção dos rumos. 4 – Etapa: Act/Agir Ao finalizar a etapa de monitoramento avaliando os resultados, chegou a hora de ajustar o que for necessário para aprimorar continuamente as ações para se alcançar o sucesso ao final. Neste momento também são colocadas as ações complementares ou corretivas que foram estabelecidas anteriormente. Quando temos uma ação bem-sucedida, essa ga- rante que a escola e o Programa Ensino Integral tenham seus objetivos alcançados. O ciclo não se encerra na quarta etapa. Após o cumprimento das metas e dos resultados, novos objetivos devem ser estabelecidos e deve-se começar novamente. Retome o exemplo de aplicação do PDCA e veja como o método deve ser estruturado. Para isso, veja o Anexo 9. Atenção Dica Análise SWOT Cursista, vamos recapitular nossa jornada até aqui. Iniciamos nosso módulo de fundamentos do Modelo de Gestão retomando os conceitos estruturais do Programa Ensino Integral, que são os princípios e as premissas que norteiam o programa. Conhecemos também as competências associadas à gestão e sua importância dentro da macro e da microestrutura do programa. Para auxiliar os gestores, o PEI conta com 44 instrumentos específicos para coordenar ações coletivas e individuais como o Plano de Ação, o Programa de Ação, as Agendas Escolares e Individuais, os Guias de Aprendi- zagem e os Procedimentos Passo a Passo. No âmbito da gestão de resultados os gestores da unidade escolar que integra o programa dispõem da Avaliação 360° e do PIAF. Aqui nos deparamos com a prerrogativa essencial de um gestor, que é obter resultados mediante a colaboração de pessoas, no caso específico em debate, de profissionais da educação. Mas como definir quais os rumos a serem seguidos? É imprescindível emba- sar as decisões de forma racional e criteriosa, maximizar os benefícios e minimizar as fragilidades. Para apoiar deliberações impactantes, trazemos mais uma ferramenta como possibi- lidade para apoiar a gestão das ações: a análise SWOT, ou carinhosamente chamada de FOFA em português. O acrônimo SWOT significa: Em inglês S – Strength (força) W – Weakness (fraqueza) O – Opportunities (oportunidades) T – Threats (ameaças) Em português F – Força O – Oportunidades F – Fraqueza A – Ameaças Embora a ferramenta aparente ser relativamente simples, ela pode desencadear aná- lises profundas e encorajar providências positivas no contexto em que for utilizada. Dada sua simplicidade, a análise permite a sua adaptação para diferentes circunstân- cias, como por exemplo: analisar o contexto geral em que a unidade escolar está inserida e assim conhecer me- lhor a comunidade que ela atende; obter maior assertividade na tomada de providências; estabelecer correções de ações. 45 Se aplicada na sistematização de observações de aulas, auxilia os integrantes da equipe a identificarem suas potencialidades e fragilidades, bem como decidir novas intervenções. A aplicação da proposta da ferramenta SWOT na perspectiva dos profissionais é esti- mular o autoconhecimento. Momento de reflexão Cursista, pedimos que você calce os sapatos de um gestor de uma unidade escolar que integra o PEI. Você interiorizou sua prerrogativa de obter resultados com a cola- boração da equipe e considera que os profissionais estão engajados. Avalie o impacto positivo que o autoconhecimento possibilita nas premissas do programa. A Análise SWOT é conduzida em um formato-padrão, conforme abaixo: Assim como as ferramentas PDCA e o Diagrama de Ishikawa, a Análise SWOT tem sua origem no mundo empresarial. Mas nosso foco, como profissionais da educação, é o desenvolvimento integral dos estudantes. Para que você possa utilizar a análise SWOT, é preciso compreender como os qua- drantes se relacionam. Primeiramente, perceba que temos dois conjuntos de abas localizados na parte ex- trínseca dos quadrantes. 46Na parte superior da matriz, temos as abas de fatores positivos e negativos: Os fatores positivos compreendem os quadrantes destinados às forças e às oportuni- dades que serão identificadas no decorrer do preenchimento da matriz. Os fatores negativos compreendem os quadrantes destinados às fraquezas e ameaças que serão identificadas no decorrer do preenchimento da matriz. É possível que você esteja pensando… Mas o que a matriz entende como fatores internos e externos? Fatores internos Podemos considerar que os fatores internos são as condições que podemos controlar. Exa- tamente por isso os fatores internos compreendem as forças e fraquezas, pois são aspectos que podem ser aperfeiçoados a partir do momento em que forem identificados. Fatores externos Os fatores externos são aqueles que não podemos dominar, pois não dependem somente de nós. Contudo, os fatores externos são elementos que podem ser antecipados. Na parte lateral temos as abas de fatores internos e externos: Os fatores internos compreendem os quadrantes destinados à força e às fraquezas que serão identificadas no decorrer do preenchimento da matriz. Os fatores externos compreendem os quadrantes destinados às oportunidades e amea- ças que serão identificadas no decorrer do preenchimento da matriz. Mantenha em seu radar que os fatores internos e externos se relacionam e nosso obje- tivo é estipular ações para maximizar nossas forças e oportunidades e minimizar nossas fraquezas e ameaças. Atenção 47 Representam as possibilidades de alavancar as propostas e transformar a experiência dos envolvidos no processo. Podemos considerar todos os cenários e atores que se be- neficiarão com as intervenções. Nesse quadrante, o ponto de atenção é perceber quais elementos podem se apresentar como oportunidades de crescimento e evolução. Ameaças Os quadrantes da matriz podem ser entendidos da seguinte forma: Forças A análise estipula que as forças são as habilidades e recursos que os profissionais dis- põem em seu repertório, envolvendo competências intelectuais, emocionais e técni- cas, bem como aptidões. São as forças que auxiliam a edificar os propósitos. Fraquezas São os pontos de atenção que demandam melhorias. As fraquezas devem ser compre- endidas como aspectos limitadores do potencial individual, da equipe ou da instituição. Quando consideradas com maturidade, são as molas para impulsionar o crescimento da instituição e dos profissionais. Oportunidades Podemos considerar como ameaças todos os desafios que se apresentam no cenário considerado. O ponto de atenção é reconhecer eventuais problemas com antecedên- cia e se planejar para minimizar suas repercussões. 48 Trazemos para você algumas questões norteadoras para iniciar a reflexão sobre o que deve ser contemplado em cada quadrante: Forças • Quais são nossas qualidades? • Quais atributos nos destacam? Imaginamos que você deva estar se perguntando: Como posso utilizar a ferramenta? Existe uma ordem para conduzir o preenchimento dos quadrantes? De acordo com o professor Michael D. Watkins do IMD Business School, após anos de experiência em utilizar a matriz, acredita que a correta ordem de preenchimento seja: Segundo o professor Watkins, as equipes se mostravam mais focadas e as consequên- cias geravam debates mais produtivos quando os fatores externos eram considerados primeiro, resultando em identificações rápidas das ameaças e oportunidades. Assim que esses quadrantes estavam preenchidos, as equipes possuíam uma estru- tura sólida para identificar as fraquezas e forças com mais assertividade, contemplan- do o cenário em estudo. Para auxiliar na utilização da ferramenta de SWOT é primordial que: • As respostas sejam realistas, a dissimulação só irá prejudicar a assertividade da ferramenta; • A objetividade das respostas simplificará a compreensão e tornará mais claros os ru- mos a serem tomados; • É crucial elencar quais circunstâncias são mais pertinentes no cenário analisado. Dica fatores externos: ameaças e oportunidades; fatores internos: fraquezas e forças. 49 Após elencar todos os pontos nos respectivos quadrantes, é hora de cruzar as infor- mações e procurar extrair o conhecimento que fará a análise ser transformadora da realidade. Articule os quadrantes em pares para otimizar os fatores favoráveis e redu- zir a influência negativa. Procure associar os quadrantes de forças e oportunidades para verificar quais pontos contribuem para a evolução do cenário analisado. Fraquezas • Quais pontos prejudicam nossa atuação? • Como nossas atitudes deterioram nossas relações? Oportunidades • Como podemos engajar a comunidade escolar? • Quais recursos temos à nossa disposição para alcançar determinado objetivo? Ameaças • Quais fatores perturbam o engajamento da comunidade escolar? • Como a escassez de recursos prejudica o avanço da aprendizagem? Forças e ameaças Os quadrantes de forças e ameaças poderão indicar como as qualidades elencadas ajuda- rão a conter os efeitos identificados nas ameaças. Fraquezas e oportunidades Quando considerar os quadrantes de fraquezas e oportunidades, se atente para se servir de ocasiões positivas e diminuir a influência das deficiências listadas. Fraquezas e ameaças Os quadrantes de fraquezas e ameaças servirão para orientar possíveis ações para superar desafios e conflitos, antecipando para a equipe quais preparativos devem ficar no radar, caso algum dos pontos listados se apresente. 50 Agora que você já se familiarizou com a ferramenta de análise SWOT, vamos praticar um pouco? Vamos relembrar Neste tópico do módulo pudemos compreender o processo do método SWOT e como ele é utilizado no dia a dia da escola. A seguir temos um caso fictício e convidamos você a preencher o quadro SWOT dessa situação. Situação Uma escola estadual da zona urbana da capital de São Paulo, no início do ano, com- pletou seu módulo com professores efetivos. Eles realizaram o planejamento confor- me as orientações da SEDUC-SP e da Diretoria de Ensino. Durante o acolhimento e nas primeiras semanas de trabalho, os professores puderam perceber que os estudantes possuíam bastante conhecimento em tecnologia, mas isso não acontecia com a equipe de professores. Os líderes de turma da escola, em reunião de alinhamento, levantaram o seguinte ponto de atenção: “Alguns estudantes não estão fazendo as atividades de casa que os professores es- tão passando, pois, quando chegam lá, não lembram o que foi passado.” Após ouvir esse relato, o diretor fez um alinhamento com o PCG. Este se preocupou com a questão, pois algumas escolas da região já realizavam o registro de atividades em plataformas on-line com uso de aplicativos, o que vinha estimulando os estudan- tes. Então, o PCG começou a procurar sites, vídeos e atividades de informática para desenvolver em ATPCG. Foi surpreendido pela quantidade de vídeos e atividades gra- tuitas disponíveis na internet para aperfeiçoamento desses profissionais. 4. Extraia do texto as informações referentes aos seguintes itens: a) Forças. b) Fraquezas. c) Oportunidades. d) Ameaças. 51 Diagrama de Ishikawa (espinha de peixe) Cursista, como profissional da educação acreditamos que você tenha conhecimento do Método de Melhoria de Resultados (MMR) utilizado pelas unidades escolares da rede pública paulista. O método é empregado no desenvolvimento ou atualização do Plano de Ação da escola e consiste em etapas estruturadas. Método de Melhoria de Resultados busca soluções para dificuldade de aprendizado. Gestão em Foco MMR, [s.d.]. Disponível em: https://www.educacao.sp.gov.br/ges taoemfoco. Acesso em: 12 fev. 2021. A ferramenta administrativa adotada para elaborar o MMR da unidade escolar é o Diagrama de Ishikawa, também conhecido como diagrama de causa e efeito ou dia- grama da espinha de peixe, dada sua semelhança com o formato. A ferramenta é associada à gestão de qualidade por apresentar um método analítico para resolução deproblemas, pois é empregada para: sistematizar; categorizar; registrar; expor visualmente as origens de um problema. https://www.educacao.sp.gov.br/gestaoemfoco https://www.educacao.sp.gov.br/gestaoemfoco 52 Após a decomposição do problema, a troca de ideias é facilitada e promove a análise perspicaz para o encaminhamento de possíveis soluções. Um dos fatores mais relevantes no método do diagrama de causa e efeito, é justamen- te apresentar visualmente quais são os fundamentos do problema, suas ramificações e a possibilidade de definir com clareza a causa principal da ocorrência. Para auxiliar você na execução do método do diagrama de Ishikawa sugerimos algumas questões orientadoras para iniciar a análise: • Defina qual problema será atacado. • Questione o motivo do problema ter ocorrido. • Procure compreender os efeitos do problema. • Procure por evidências que corroborem a legitimação do problema. • Aplique a lógica do PDCA para encontrar caminhos para a solução do problema. Atenção O procedimento considera que existe uma quantidade limitada de motivos para cada problema. Portanto, é imprescindível manter o foco da equipe nas causas principais do problema em questão. Uma possível abordagem sistemática para encaminhar a defi- nição do problema é empregar a Análise SWOT, identificar as ameaças e fraquezas e proceder à decomposição da situação determinada como problema relevante. Dica Vamos relembrar Neste tópico do módulo pudemos compreender o processo do método Diagrama de Ishikawa, muito conhecido na rede pública estadual devido ao MMR. 53 5. Indique a ordem em que acontecem as etapas do instrumento. ( ) Identificação das possíveis causas. ( ) Elaboração de ações para a solução do problema. ( ) Brainstorming. ( ) Aplicação da técnica dos cinco porquês. ( ) Colocação do problema. 54 Esta etapa do processo está intimamente relacionada com todas as premissas, afinal a excelência em gestão só será contemplada quando todos os envolvidos tiverem a clara percepção de seus papéis e responsabilidades. É fundamental que os profissionais da equipe sejam devidamente orientados para desejarem o constante desenvolvimento profissional, ou seja, para que se contemple a premissa da formação continuada. O objetivo do monitoramento do desempenho dos profissionais por parte dos ges- tores é garantir que todos estejam focados na realização de suas atribuições e que suas práticas sejam consonantes com as diretrizes do PEI. Além disso, por meio da observação e avaliação no cumprimento das tarefas, devidamente documentadas e registradas, entra em cena a devolutiva do gestor ao profissional. As devolutivas, quando realizadas com o verdadeiro intuito de estimular o aperfeiçoa- mento individual, contribuirão significativamente para a promoção do protagonismo dos profissionais que integram a equipe da unidade escolar. Outro ponto relevante é a identificação de práticas exitosas desempenhadas pelos profissionais da equipe. A partir da constatação dessas práticas, o gestor pode pro- mover momentos para compartilhar as experiências com os demais, contemplando, dessa maneira, a premissa da replicabilidade na unidade escolar. Unidade 3 Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação do Desempenho da Equipe 55 Quando o gestor considera e aprecia os recursos humanos disponíveis e interioriza o conceito que seu principal compromisso é obter resultados com a colaboração de pessoas, isto é, engajando-as e fazendo com que cada um dos envolvidos se sinta par- te fundamental e integrante do processo, o gestor desperta a corresponsabilidade no âmago da equipe, atendendo essa premissa. Propomos algumas reflexões antes de continuarmos nosso papo. Pedimos a você que se coloque no papel de um gestor que analisa o trabalho desenvolvido pela sua equipe diariamente e almeja o aprimoramento dos integrantes. Para isso, tome como base as questões abaixo: Como os integrantes da equipe estão desempenhando suas atribuições? Alguns estão aquém das expectativas? Se alguns estão aquém das expectativas: Eu, gestor, compreendo os motivos dessa situação? Eles compreendem? Eles têm consciência de que não estão atendendo as expectativas? Se alguns superaram as expectativas: Eles podem ser redirecionados para outras fun- ções? Como eu, gestor, penso em estratégias para valorizar, elogiar e aproveitar o po- tencial detectado? A devolutiva após o processo de observação e avaliação dos profissionais ao desempe- nharem suas atribuições deve contemplar fundamentalmente quatro pontos: reconhecer e valorizar as potencialidades e práticas assertivas. informar os pontos que precisam ser revisados e/ou reelaborados, sempre acompa- nhados por propostas e sugestões. engajar e encorajar o profissional a enfrentar os desafios e a buscar novas possibilidades. ser empático e respeitoso. Anote em seu diário de bordo as suas reflexões, para que você possa utilizá-las sempre que observar e avaliar o desempenho dos profissionais. Dica O exercício de observação e avaliação são oportunidades excelentes que os gestores têm para identificarem situações adversas e proporem correções. 56 Outro ponto que merece destaque é o impacto que o monitoramento, em suas eta- pas de observação, avaliação e devolutiva, apresenta no desempenho e no foco dos integrantes da equipe. Com certeza não existe apenas uma maneira de realizar o processo de monitoramen- to, pois unidades escolares e seus profissionais apresentam particularidades e desa- fios únicos para os gestores. A seguir propomos algumas etapas que, se executadas, poderão auxiliar os gestores nessa função. Preparação Etapa fundamental para o sucesso do monitoramento da equipe, processo, que trará benefício a todos. Informe aos profissionais os pontos que serão observados, conforme suas atribuições específicas, e que servirão de referência no momento da devolutiva. Por exemplo, quais pontos o diretor da escola considera importantes para serem ob- servados na atuação do Professor Coordenador Geral? Vejamos: Acompanha, orienta e apoia os Professores Coordenadores de Área (PCA) em suas ne- cessidades? Realiza o monitoramento dos estudantes com baixo desempenho, com propostas de ações para que superem essas defasagens? Existem pontos de atenção para que você consiga melhorar seu desempenho? Promove momentos formativos possibilitando o desenvolvimento profissional duran- te as Aulas de Trabalho Pedagógico Coletivo Geral (ATPCG)? Essas questões ativadoras têm por objetivo dar, ao profissional, ciência do que será observado e permitir ao profissional que elabore estratégias com foco no desempe- nho das suas atribuições, a partir de uma autoavaliação sobre sua prática. Devolutiva Após a observação sobre a prática do profissional, no caso o PCG, o diretor deve agen- dar uma conversa para apresentar os pontos observados, sempre com base em evi- dências, ou seja, trazendo na devolutiva exemplos de situações ocorridas. O ideal é que essa conversa seja realizada não muito tempo depois que a observação ocorreu, para não perder o sentido da devolutiva, que visa corrigir possíveis rumos e/ ou ratificar as ações assertivas realizadas pelo PCG, neste caso. Sabemos que esses encontros podem ser experiências estressantes para os envolvi- dos, por isso é muito importante que desde o princípio do procedimento o profissio- nal avaliado se sinta envolvido. Cabe ao diretor estabelecer um clima de colaboração e parceria, um ambiente leve e descontraído em que os aspectos positivos do encontro sejam exaltados. 57 Para iniciar o debate, dê voz ao profissional, para que se autoavalie sobre os itens que foram observados. Dedique sua atenção plena durante essa fase. A perspectiva do profissional sobre sua própria atuação será de grande importância na condução das propostas de solução dos problemas que porventura foram identificados. Procure não interromper a pessoa enquanto ela fala. Quando o profissional encerrar a fala, o gestor pode fazerconsiderações ou perguntas, sempre em um tom cordial e respeitoso. Assim que essa etapa estiver encerrada, é hora de o gestor apresentar os pontos detectados por meio da observação realizada. Seja objetivo, claro e direto em relação a esses pontos. A percepção pelo profissional de que o gestor está focado na solução da situação, e não no problema, contribuirá positivamente. A postura do gestor não deve, em hipó- tese alguma, ser de confronto com o profissional, para que este não adote uma postu- ra defensiva. Por isso, é de extrema importância que a devolutiva seja fundamentada em fatos, em evidências, e não em “achismos” e “juízo de valores”. O gestor deve encorajar o profissional a debater pontos passíveis de divergência de opiniões. Sugerimos que, para minimizar possibilidades de enfrentamento ou con- fronto entre gestor e profissional, somente pontos de atenção relevantes devem ser debatidos no encontro para devolutivas. Repensando as ações Depois do profissional e do gestor terem apresentado seus pontos de vista e identi- ficado os motivos das possíveis deficiências no desempenho, chega o momento de repensar a sua prática. A ocasião é perfeita para revisitar e reajustar suas ações estabelecidas pelo método PDCA (Plan, Do, Check, Act) a fim de aprimorá-las e corrigir rumos. Novamente, o ges- tor deve estimular o protagonismo do profissional e questionar como ele conduzirá suas ações. É fundamental que a sequência do PDCA, vista anteriormente, seja observada. Após o plano definido, o profissional deverá executar as ações propostas e registrar quais foram os resultados obtidos, para que na etapa de verificação e comparação fiquem claros os objetivos conquistados. O cotidiano de uma escola é muito dinâmico e um dia de trabalho apresenta inúme- ros desafios de diversas naturezas. Por isso, toda equipe escolar deve estar atenta à relevância de seu protagonismo e sua corresponsabilidade no processo. Registros O registro de todo processo deve ser realizado e disponibilizado para ciência dos en- volvidos. Mas o que deve ser incluído nesses registros? Seguem algumas considera- ções para auxiliar o gestor no mapeamento: 58 Drive nada mais é que um sistema de armazenamento de informações on-line, ou seja, as informações ficam acessíveis para qualquer dispositivo que tenha acesso à internet, sem necessidade de conexão física. Com essa ferramenta o usuário pode guardar o que deseja em um servidor on-line, disponível em uma plataforma digital. As principais vantagens são a possibilidade de acesso remoto e a segurança, uma vez que aparatos físicos podem apresentar proble- mas de funcionamento. Quem não tem uma – ou várias – histórias horripilantes sobre perder arquivos importantes em um pen drive que deu problema? Com a facilidade do trabalho em nuvem, sugerimos que um drive (local on-line de arma- zenamento e compartilhamento de arquivos – em nuvem) seja compartilhado entre o gestor e o profissional para que os registros fiquem sempre à disposição para consulta. Dica As datas e locais de observação. A avaliação feita pelo gestor. A autoavaliação feita pelo profissional. Palavras-chave utilizadas pelo profissional. Palavras-chave utilizadas pelo gestor. Pontos de divergência de opiniões. Plano elaborado para corrigir os rumos, visando a melhoria das ações. O segredo da segurança de deixar dados importantes em um drive é a redundância: são realizadas cópias dos dados que são arquivados em diferentes servidores – se um apresentar falha, o sistema de redundância restaura o arquivo. Brilhante, não é mesmo? 59 A SEDUC-SP, em parcerias com o GoogleTM e com a MicrosoftTM, disponibiliza para seus funcionários o G Suite e o Office 365. Ambas as plataformas contam com um recurso de armazenamento em nuvem – Google Drive e Microsoft OneDrive, respec- tivamente –, além de aplicativos como editores de texto, planilha e apresentação, fer- ramentas para reuniões remotas, agenda e calendário, entre outros. Existem ainda outras plataformas de armazenamento em nuvem gratuitas, como o iCloud, da AppleTM, e o Dropbox. O drive ainda apresenta mais vantagens: Redução de custo: Não é necessário comprar pen drives ou hard disks (HD) para guar- dar as informações. Compartilhamento de arquivos: É possível compartilhar arquivos com qualquer pes- soa que o usuário desejar, inclusive desenvolver projetos colaborativos a distância. Customização: Dependendo das necessidades específicas do usuário, o drive pode ser expandido, isto é, incluir mais aplicativos de produtividade, maior capacidade de armazenamento, maior quantidade de usuários etc. Facilidade de uso: Geralmente não é necessário instalar nenhum aplicativo. Os drives são acessados pelo navegador de internet de preferência do usuário. Os aplicativos que podem ser adicionados ao drive variam de acordo com o perfil do usuário, ou seja, o usuário pode incluir editores de texto, planilha, apresentação, editar vídeo, áudio e fotografia. Ao compartilhar os registros é de fundamental importância manter o sigilo e a discrição. Somente o gestor e o profissional devem ter acesso à documentação, para não expor ninguém a nenhuma situação desnecessária. Dica Atenção 60 6. Complete o texto abaixo com uma destas palavras: corresponsabilidade – protagonismo – formação – excelência – replicabilidade Em busca da , o gestor situa o profissional avaliado como parte da solução, instigando-lhe os sentimentos de pertencimento e e pro- movendo sua na proposição de alternativas e abordagens viáveis para solucionar uma situação adversa ou superar um desafio. Se for identificada, por exemplo, uma necessidade de aperfeiçoamento, o profissional avaliado perceberá que deve investir em sua . As boas soluções para os problemas identificados podem resultar em para a equipe, uma vez que práticas bem-sucedidas de um profissional podem ser im- plementadas por outro, considerando-se as necessidades de ajustes para a realidade individual. Para entender melhor os efeitos positivos que as devolutivas geram no desempenho da equipe, leia o artigo de Laís Semis para a Nova Escola – Gestão Escolar, “A melhor forma de dar feedback à equipe”, disponível em: https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1948/ a-melhor-forma-de-dar-feedback-a-equipe. Saiba mais Vamos relembrar Cursista, você consegue perceber como as premissas do modelo de gestão interagem no processo de monitoramento da equipe, ou seja, nas etapas de observação, avalia- ção e devolutiva? Modelo de Gestão de Desempenho das Equipes Escolares Antes de iniciarmos esse assunto, propomos a você que pense quais são os seus pontos fortes! Anote em seu diário de bordo. Agora, que tal pensar nos pontos sensíveis – aqueles que você considera não dominar muito e nos quais sempre se vê em dificuldade? Há algo que precisa desenvolver para se aprimorar? O que poderia fazer para se tornar ainda melhor como profissional? Anote também em seu diário de bordo. https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1948/a-melhor-forma-de-dar-feedback-a-equipe https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1948/a-melhor-forma-de-dar-feedback-a-equipe 61 Nós, geralmente, somos fortes em alguns momentos e temos fragilidades em outros. Veja, anteriormente falamos sobre a importância em acompanhar, observar, moni- torar e dar devolutivas aos membros da equipe sempre de forma muito respeitosa e cordial, com foco em auxiliar o desenvolvimento profissional para a melhoria dos processos e dos resultados da escola. Mas, para isso, é imprescindível que se faça uma autoavaliação, antes de olhar para o outro. Reconhecer nossas dificuldades, fragilidades e potencialidades muda o nosso olhar sobre nós e o outro, tornando o processo de acompanhamento e monitoramento mais empático, solidário e construtivo. Estamos todos na mesma jornada em prol de um objetivo comum: o sucesso escolar! Por meio das informações coletadas em acompanhamentos das ações desenvolvidas pelo educador dentro dos modelos pedagógicose de gestão do PEI, são propostas maneiras de observar e qualificar a atuação dele. O instrumento que permite essa avaliação e o aprimoramento de cada profissional em sua função é a gestão de de- sempenho do Programa Ensino Integral. A gestão de desempenho do Programa Ensino Integral está atrelada à formação con- tinuada das equipes escolares, na união das ações de acompanhamento e de forma- ção para o aprimoramento da atuação dos profissionais. A compreensão de sua atuação, de suas possibilidades e de seus limites dentro do pro- cesso auxilia na sua avaliação, ou seja, a compreensão de seus pontos fortes e do que precisa melhorar, facilita o planejamento de ações formativas com especificidade em cada ponto de atenção indicado, apoiando a formação individual, mas também possibi- litando visões mais amplas para fortalecer a formação coletiva. Vale ressaltar que a avaliação de desempenho auxilia toda a equipe escolar a estabe- lecer as diretrizes que comporão os PIAFs, apoiando sua construção e sempre usando como referência o Mapa de Competências. O Mapa de Competências tem como propósito alcançar os objetivos do PEI, mostrando as expectativas de resultados para cada profissional atuante na escola. É neste momen- to que se verifica o cumprimento das ações propostas no Programa de Ação de cada integrante para a análise do alcance das metas e objetivos propostos no Plano de Ação da unidade escolar. Atenção 62 Dessa maneira, a avaliação de desempenho permite estabelecer as demandas ne- cessárias para planejar ações formativas e coletar dados para um acompanhamento sistemático das ações pedagógicas, com o propósito de aprofundar, desenvolver e melhorar a atuação de cada profissional no programa. Avaliação por competências (avaliação 360°) A avaliação 360° é uma ferramenta da avaliação de desempenho, em que todos os pro- fissionais que pertencem ao quadro do magistério e atuam no Programa Ensino Inte- gral são avaliadores e avaliados. Nessa avaliação há a recomendação que cada profissional seja avaliado em todos os pontos de sua atuação, permitindo uma avaliação completa das competências e possi- bilitando uma articulação com as premissas do Programa Ensino Integral. Vale ressaltar que a participação dos estudantes na avaliação 360° não é obrigatória, porém, é importante enfatizar a relevância de sua contribuição e seu papel como pro- tagonista atuando para a melhoria da qualidade do ensino em sua escola. Ao final da avaliação 360°, cada gestor direto será responsável por dar uma devolutiva dos resul- tados ao profissional avaliado. É importante também destacar que o propósito da avaliação 360° não é utilizá-la como instrumento punitivo ou de controle dos profissionais. Esse momento tem caráter forma- tivo e orientador, visando auxiliar o desenvolvimento dos profissionais que atuam no PEI. Atenção Plano Individual de Aprimoramento e Formação (PIAF) O Plano Individual de Aprimoramento e Formação (PIAF) é um instrumento impor- tante que deve ser elaborado por todos os profissionais atuantes no Programa Ensino Integral. Esse documento tem como propósito orientar cada participante a desenvol- ver um plano de formação continuada para a verificação de suas necessidades indivi- duais e específicas, tendo em vista o aperfeiçoamento de seu desempenho profissio- nal, com base nas premissas que regem o programa. Por meio do diálogo e de suas reflexões, cada profissional, sendo protagonista do seu desenvolvimento, deverá elaborar o seu PIAF, iniciando assim o registro das compe- tências que precisam ser desenvolvidas. 63 Objetivos do PIAF Promover a reflexão acerca do potencial de construção e desenvolvimento de compe- tências próprias a cada profissional que atua no PEI. Orientar os profissionais do programa para a elaboração e execução de planos indivi- duais de aprimoramento de desempenho, visando o desenvolvimento das competên- cias necessárias à realização de suas atribuições. Monitorar o desempenho dos profissionais que atuam no PEI, a fim de indicar objeti- vamente as expectativas de resultado. Possibilitar a autogestão de cada educador em sua formação continuada, promoven- do o aprimoramento e a construção das competências necessárias à sua atuação no PEI. Contribuir para o desempenho dos profissionais na avaliação de desempenho (avalia- ção 360° e avaliação de resultado). Professores ingressantes Orientados pelo PCA e pelo PCG, o professor ingressante analisará as premissas do PEI e suas competências. Após reflexão conjunta com seu gestor, ele escolherá duas com- petências sobre as quais aprimorará seus conhecimentos para ampliar seu campo de atuação no PEI. Assessorado pelo gestor imediato, o professor ingressante elaborará seu PIAF inicial, registrando as ações para ampliar seu domínio sobre as competências que selecionou. O PIAF será monitorado, para que se possa acompanhar o desenvolvi- mento profissional do professor, e seus rumos serão corrigidos sempre que necessário na busca de melhoria da qualidade do ensino oferecido aos estudantes. Diretor, vice-diretor, PCG, PCA ingressantes Os PIAFs iniciais serão elaborados individualmente pelos membros da equipe escolar em conformidade com suas atribuições prioritárias previstas no Mapa de Competên- cias. Após análise das premissas do PEI e de suas competências, serão escolhidas duas competências como foco de estudos. Os diretores, vice-diretores, PCGs e PCAs serão acompanhados e monitorados por seus gestores imediatos. Professores em continuidade no PEI Após participar da avaliação de desempenho, cada professor elaborará seu PIAF, dan- do ênfase ao estudo de duas das competências que foram a ele indicadas como fra- gilidades a serem superadas. No PIAF, o professor registrará as ações para ampliar seu domínio sobre as competências consideradas frágeis em seu desempenho, sendo monitorado e acompanhado na aplicação desse plano pelo gestor imediato para as correções de rumos que se fizerem necessárias. 64 Diretor, vice-diretor, PCG, PCA em continuidade no PEI Após a participação na avaliação de desempenho, elaborarão seus PIAFs, definindo duas das competências previstas no Mapa de Competências, com base nas fragili- dades a eles indicadas por seus gestores imediatos, sendo monitorados, conforme alinhamento, em sua evolução. Na prática A Diretora Lúcia, na oportunidade da reunião com os líderes de turma e presidentes dos Clubes Juvenis, deu uma orientação a respeito da avaliação 360°. O estudante Da- nilo perguntou: “Vamos avaliar os professores e até a senhora diretora?”. E murmurou para o colega ao lado: “Agora eu posso descontar do professor de Educação Física!”. Ao ouvir essa fala, a diretora parou a reunião e fez as seguintes considerações: “Vamos falar sobre isso. Na avaliação 360° vocês vão avaliar o que é trabalhado na questão pedagógica e de comportamento profissional, e não pessoal. Todos devem ser honestos e não responder por juízo de valor (porque eu não fui com a cara do pro- fissional ou por não gostar da disciplina, ou vice-versa). Não se trata de avaliação por afinidade, e sim pela postura e pelas metodologias dos profissionais. Temos que ter em mente a necessidade de nos autoavaliarmos constan- temente, pois estamos em processo de evolução e sempre existe algo que possamos realizar para aperfeiçoar a nossa formação pessoal e profissional e, consequentemen- te, melhorar a qualidade de ensino da nossa escola.” A comunidade escolar realizou as avaliações 360° de todos os profissionais, de acordo com a organização e o cronograma elaborados pelos estudantes acolhedores e vali- dados pela equipe gestora. Após todos terem realizado as avaliações, foi feita a consolidação pela diretora e pelo supervisor. Após análise, foi verificado que vários estudantes apontaram como ponto de atenção a metodologia de ensino da professora Rita, alguns colocaram: “Ela sabe o conteúdo, mas não sabe explicar”; “Ela só passa o conteúdo na lousa, nós copiamos e ela passa atividades”;“A aula dela dá sono por só ser cópia”. 65 Preocupada com esses apontamentos, Lúcia chamou o PCG Daniel e o PCA de CHT André, mostrou-lhes o resultado da avaliação 360°, destacando esses pontos de aten- ção, e solicitou que, ao dar a devolutiva da avaliação para a professora, eles indicassem livros e vídeos de aperfeiçoamento profissional para auxiliá-la na elaboração do PIAF. Passado um tempo, chegou o momento de dar devolutiva para todos os professo- res da escola, incluindo Rita. O PCG e o PCA chamaram-na e começaram a explicar que o propósito da avaliação era checar o andamento das ações e perceber em que pontos os profissionais estão bons e o que ainda podem melhorar, que o intui- to não era punir os profissionais, e sim nortear sua melhora. Em seguida elogiaram muito o trabalho da docente, indicando seus pontos positivos e suas notas altas, pois ela estava em um quadrante médio, com possibilidades de melhoria. Depois pontuaram que a professora havia recebido algumas críticas que serviriam para seu aperfeiçoamento profissional e mostraram as falas dos estudantes. A docente ficou um pouco chateada, pois acreditava que estava dando seu melhor, mas André disse que era uma situação que poderia ser melhorada, que ela sempre poderia contar com a parceria dele e do PCG e que, para auxiliá-la nesse processo, eles indicariam literatura e vídeos sobre outras metodologias e práticas educacionais. A professora teve a incumbência de escrever um Plano Individual de Aprimoramento e Formação (PIAF) baseado nas premissas do Programa Ensino Integral, elencando esses pontos de atenção, comprometendo-se com a melhoria dessas práticas e lis- tando atividades para serem realizadas, como as sugestões de literatura e dos vídeos indicados e a realização de um curso que a EFAPE ofertaria. No decorrer do bimestre ficou evidente a importância do PIAF e do compromisso da professora Rita com sua formação. Ela passou a estudar mais as metodologias e práti- cas educacionais, descobriu e começou a realizar cursos sobre o tema em suas horas de estudo e assistiu a filmes nos finais de semana com sua família. Não demorou muito e os estudantes começaram a perceber a mudança de postura da docente. Antes as cópias enormes, agora o material digital e estruturado com me- todologias que proporciona a investigação. Antes a aula chata, agora aulas com proje- tos e atividades “mão na massa” e cultura maker. Antes “ela sabe o conteúdo, mas não sabe explicar”, se tornou agora “uau, que explica- ção incrível, nunca havia pensado dessa forma”. É de grande importância que o professor esteja sensibilizado e comprometido com a sua própria formação. Não alcançamos uma melhora para ele se ele mesmo não a dese- ja ou acha que já sabe tudo. Atenção 66 Vamos relembrar Neste tópico do módulo percebemos a importância de se realizar uma avaliação 360° transparente e coerente, bem como a necessidade de elaborar um Plano Individual de Aprimoramento e Formação para os profissionais, sempre com caráter formativo. 7. Marque verdadeiro ou falso nas afirmativas a seguir. ( ) Todos os estudantes são obrigados a participar da avaliação 360°. ( ) É um objetivo do PIAF: monitorar o desempenho dos profissionais que atuam no Programa Ensino Integral, a fim de indicar objetivamente as expectativas e os resultados esperados. ( ) Todos os profissionais que pertencem ao quadro do magistério participam da avaliação 360°. ( ) Todos os profissionais da unidade escolar - professores, coordenadores, serven- tes, AOE, GOE, vice-diretor(a), diretor(a) - devem realizar o PIAF. 67 Referências Bibliográficas 4 PILARES da educação: aprender a conhecer. Adri Riquena, 12 jan. 2018. Disponível em: https://youtu.be/ONRuI-jaESA. Acesso em: 12 fev. 2021. 4 PILARES da educação: aprender a fazer. Adri Riquena, 13 jan. 2018. Disponível em: https://youtu.be/M_N9j48flq4. Acesso em: 12 fev. 2021. 4 PILARES da educação: aprender a ser. Adri Riquena, 12 jan. 2018. Disponível em: https://youtu.be/_6iXY_5u_HQ. Acesso em: 12 fev. 2021. 4 PILARES da educação: aprender a conviver. Adri Riquena, 31 jan. 2018. Disponível em: https://youtu.be/5We-imqGLcM. Acesso em: 12 fev. 2021. DELORS, Jacques. Os quatro pilares da educação. In: DELORS, Jacques (coord.). Edu- cação: um tesouro a descobrir. Brasília: Unesco, 2010. Disponível em: https://unesdoc. unesco.org/ark:/48223/pf0000109590_por. Acesso em: 12 fev. 2021. WATKINS, Michael D. From SWOT to TOWS: answering a reader’s strategy question. Harvard Business Review, 27 mar. 2007. Disponível em: https://hbr.org/2007/03/from- swot-to-tows-answering-a-readers-strategy-question. Acesso em: 12 fev. 2021. https://youtu.be/ONRuI-jaESA https://youtu.be/M_N9j48flq4 https://youtu.be/_6iXY_5u_HQ https://youtu.be/5We-imqGLcM https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000109590_por https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000109590_por https://hbr.org/2007/03/from-swot-to-tows-answering-a-readers-strategy-question https://hbr.org/2007/03/from-swot-to-tows-answering-a-readers-strategy-question 68 Gabaritos 1. A sequência correta é: 2, 4, 1, 3. 2. A sequência correta é: 2, 1, 5, 4, 3. 3. A sequência correta é: 3, 4, 1, 5, 2. 4. a) Forças: quadro de professores completo, alinhamento, líderes de turma engajados. b) Fraquezas: professores com pouco conhecimento em tecnologia. c) Oportunidades: estudantes com bastante conhecimento em tecnologia e atividades de informática gratuitas disponíveis na internet. d) Ameaças: outras escolas da região já possuem atividades de tecnologia com o uso de aplicativos e softwares. 5. A sequência correta é: 3, 5, 1, 4, 2. 6. Em busca da excelência, o gestor situa o profissional avaliado como parte da solu- ção, instigando-lhe os sentimentos de pertencimento e protagonismo e promovendo sua corresponsabilidade na proposição de alternativas e abordagens viáveis para solucionar uma situação adversa ou superar um desafio. Se for identificada, por exemplo, uma ne- cessidade de aperfeiçoamento, o profissional avaliado perceberá que deve investir em sua formação. As boas soluções para os problemas identificados podem resultar em replicabilidade para a equipe, uma vez que práticas bem-sucedidas de um profissional podem ser implemen- tadas por outro, considerando-se as necessidades de ajustes para a realidade individual. 7. A sequência correta é: V, F, F, V. Quadros das páginas 42, 51 e 81 elaborados pelos autores do curso. Demais ilustrações e fotografias: Getty Images. 69 Anexo 1 Página 1 de 7 PROGRAMA DE AÇÃO ANO: AAAA Escola: Nome: Função: Professor de _________ Diretor: Vice-diretor: PCA da área: PCG: Vigência: Última revisão: 1. PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES DA FUNÇÃO (Caso exerça mais de uma função, registre as atribuições das funções separadamente.) I – Elaborar programa de ação contendo objetivos, metas e resultados de aprendizagem a serem atingidos. II – Organizar, planejar e executar tarefa institucional de forma colaborativa e cooperativa visando ao cumprimento do plano de ação da unidade escolar. III – Planejar, desenvolver e atuar na parte diversificada do currículo e nas atividades complementares visando a excelência acadêmica. IV – Incentivar e apoiar as atividades de protagonismo juvenil, na forma da lei. V – Realizar, obrigatoriamente, a totalidade das atividades de trabalho pedagógico coletivas no recinto escolar. VI – Atuar em atividade de tutoria dos alunos. VII – Participar das orientações técnico-pedagógicas relativas à sua atuação na escola e de cursos de formação continuada. VIII – Auxiliar, a critério do diretor e conforme as diretrizes dos órgãos centrais, nas atividades de orientação técnico-pedagógicas desenvolvidas na escola. IX – Elaborar plano bimestral e Guias de Aprendizagem, sob a orientação do Professor Coordenador de Área. X – Produzir material didático-pedagógico em sua área de atuação e em conformidade com o modelo pedagógico próprio da escola. XI – Substituir, na escola,na própria área de conhecimento, sempre que necessário, os professores em suas ausências e impedimentos legais. Parágrafo único – As atividades de trabalho pedagógico de que trata o inciso V deste artigo poderão ser utilizadas para ações formativas, conforme regulamentação específica. Página 2 de 7 2. COMPETÊNCIAS NECESSÁRIAS PARA DESEMPENHAR AS ATRIBUIÇÕES (Caso exerça mais de uma função, registre as competências e habilidades necessárias separadamente.) PREMISSAS COMPETÊNCIAS (Descreva os macro e microindicadores correspondentes às competências a serem desenvolvidas por função, de acordo com suas necessidades, consultando o Mapa de Competências.) PROTAGONISMO 1. Protagonismo: Promove o protagonismo juvenil, ajudando a formar pessoas autônomas, solidárias e competentes e sendo protagonista também de sua própria atuação. FORMAÇÃO CONTINUADA 2. Domínio do conhecimento e contextualização: Domina sua área de conhecimento, sendo capaz de comunicá-la e contextualizá-la, relacionando-a com a realidade dos estudantes, à prática, aos componentes curriculares da Base Nacional Comum Curricular, à parte diversificada, às atividades complementares e aos projetos de vida. Utilizar novas práticas de ensino-aprendizagem que facilitam a aprendizagem do estudante, contextualizando de acordo com as dificuldades apresentadas. Demonstrar coerência nas avaliações, de acordo com o conteúdo trabalhado. 3. Disposição ao autodesenvolvimento contínuo: Busca a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal e profissional contínuos, apresentando predisposição para reavaliar suas práticas, tecnologias, ferramentas e formas de pensar. Buscar novos conhecimentos por meio de videoaulas, leituras etc. Reavaliar as próprias práticas, de acordo com as devolutivas recebidas. EXCELÊNCIA EM GESTÃO 4. Comprometimento com o processo e o resultado: Demonstra determinação para planejar, executar e rever ações, de forma a atingir os resultados planejados. Modelo de Gestão Modelo de Gestão 70 Página 3 de 7 CORRESPONSA- BILIDADE 5. Relacionamento e corresponsabilidade: Desenvolve relacionamentos positivos com estudantes, professores, funcionários, direção, pais e responsáveis e atua de forma corresponsável tendo em vista o desenvolvimento dos estudantes e dos profissionais da escola. REPLICABILIDADE 6. Solução e criatividade: Tem visão crítica e foca a solução dos problemas que identifica, criando caminhos alternativos sempre que necessário. 7. Difusão e multiplicação: Difunde e compartilha boas práticas, considerando a própria atividade como parte integrante de uma rede. 3. Prioridades, causas, resultado esperado, descrição da atividade na função e premissas Idesp da escola no ano anterior: 2019 = 3,19 Meta simulada do Idesp da escola para o ano: 2020 = 3,30 PRIORIDADES DA ESCOLA CAUSAS RESULTADO ESPERADO DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE NA FUNÇÃO Matemática Diminuir o percentual de estudantes no nível abaixo do básico em Matemática de 29,1% para 25%. Estudantes com pouco conhecimento adquirido no Ensino Fundamental. Melhoria dos resultados nas avaliações internas e externas. Monitorar as aulas quanto ao desenvolvimento dos conteúdos pedagógicos, ações e metas atingidas; desvios identificados e novas ações definidas, documentadas e iniciadas. Compartilhar boas práticas com demais professores. Utilizar indicadores por classe, por estudante e para a escola: percentual do conteúdo realizado versus planejado e proporção de habilidades desenvolvidas versus planejadas. Matemática Aumentar o percentual de estudantes no nível adequado em Falta de pré-requisitos básicos para o desenvolvimento de habilidades da série em Melhoria dos resultados nas avaliações internas e externas. Elaborar Guias de Aprendizagem com os conteúdos curriculares relacionados às atividades práticas experimentais em Ciências da Natureza e Matemática. Apoiado pelo Professor Coordenador de Área, explicar aos estudantes os objetivos das atividades práticas e sua estrutura, para que eles vivenciem as Página 4 de 7 Matemática de 5,5% para 13%. curso. práticas experimentais em Ciências da Natureza e Matemática no laboratório da escola. Matemática Aumentar o percentual de estudantes no nível avançado em Matemática de 0% para 2%. Verba recebida insuficiente para investimentos em recursos pedagógicos para o desenvolvimento da aprendizagem. Melhoria dos resultados nas avaliações internas e externas. Definir, com os demais professores da área de Ciências da Natureza e Matemática, as atividades práticas que serão vivenciadas pelos estudantes. Socializar com os demais professores as atividades práticas que serão vivenciadas pelos estudantes. Língua Portuguesa Diminuir o percentual de estudantes no nível abaixo do básico em Língua Portuguesa de 20,4% para 17%. Interrupção do processo de aprendizagem dos estudantes. Melhoria dos resultados nas avaliações internas e externas. Monitorar as aulas quanto ao desenvolvimento dos conteúdos pedagógicos, ações e metas atingidas; desvios identificados e novas ações definidas e documentadas. Língua Portuguesa Aumentar o percentual de estudantes no nível adequado em Língua Portuguesa de 42,6% para 47%. Dificuldade de compreensão dos aspectos argumentativos de um texto. Melhoria dos resultados nas avaliações internas e externas. Utilizar indicadores por classe, por estudante e para a escola: percentual do conteúdo realizado versus planejado e proporção de habilidades desenvolvidas versus planejadas. Realizar análises dos resultados dos indicadores e dos resultados da interação entre os componentes curriculares da Base Nacional Comum Curricular e da parte diversificada. Língua Portuguesa Aumentar o percentual de estudantes no nível avançado em Língua Portuguesa de 0% para 3%. Dificuldade em estabelecer relações intertextuais e de causa e efeito e em utilizar recursos estilísticos para significação do texto, principalmente texto dissertativo- argumentativo. Melhoria dos resultados nas avaliações internas e externas. Identificar e registrar resultados positivos em aprendizagem nos componentes curriculares da Base Nacional Comum Curricular e da parte diversificada que foram consequência da influência positiva dos componentes curriculares. Realizar e registrar relatórios conclusivos sobre a influência do componente escolar Eletiva nos componentes da Base Nacional Comum Curricular e no Projeto de Vida. Modelo de Gestão Modelo de Gestão 71 Página 5 de 7 4. Ações (Com base em suas atividades na função, descreva as ações pedagógicas correspondentes a cada premissa.) ASPECTOS SUA AÇÃO PR O TA G O N IS M O Protagonismo Respeito à individualidade Buscar conhecer os estudantes em sua individualidade (projeto de vida, interesses, dificuldades e potencialidades). Promoção do protagonismo juvenil Promover práticas que potencializam a realização dos projetos de vida dos estudantes. Protagonismo sênior Refletir sobre meu propósito de atuação, relacionando-o ao meu papel como professor. FO R M A ÇÃ O C O N TI N U A D A Domínio do conhecimento e contextualização Domínio do conhecimento Demonstrar domínio do currículo em meu componente curricular. Didática Utilizar práticas de ensino-aprendizagem que facilitam a aprendizagem pelo estudante (apresenta o conhecimento com clareza). Contextualização Relacionar os conceitos do componente curricular à realidade prática (contexto do estudante, projeto de vida etc.). Disposição ao autodesenvolvimento contínuo Formação contínua Participar frequentemente de cursos de formação a fim de aprimorar o exercício de minha função (temas específicos à função ou aos modelos pedagógico e de gestão do Programa Ensino Integral). Devolutivas Buscar devolutiva da minha atuação com os estudantes, professores,coordenadores e gestores, para desenvolver conversas dentro e fora da sala de aula, análise crítica dos resultados das avaliações aplicadas dentro do componente curricular. Disposição para mudança Escutar abertamente as devolutivas recebidas e reavaliar meus comportamentos e práticas. Página 6 de 7 EX C EL ÊN C IA E M G ES TÃ O Comprometimento com o processo e o resultado Planejamento Elaborar o planejamento de minhas ações de forma a contribuir para o alcance das metas do Plano de Ação da escola (identificar as necessidades de aprendizagem dos estudantes e usar os instrumentos necessários: Programa de Ação, Guias de Aprendizagem e Planos de Aula). Execução Executar as ações planejadas no meu Programa de Ação. Reavaliação Revisar minha prática para atingir melhores resultados de aprendizagem. C O R R ES PO N SA - B IL ID AD E Relacionamento e corresponsabilidade Relacionamento e colaboração Mostrar-me próximo e construir vínculo positivo com os estudantes e profissionais da escola estando disponível dentro e fora da sala de aula. Corresponsabilidade Buscar construir projetos pedagógicos em conjunto com estudantes e outros professores. R EP LI C AB IL ID AD E Solução e criatividade Visão crítica Ter visão crítica, sendo capaz de identificar avanços e pontos de melhoria. Foco em solução Identificar um ponto de melhoria, propor e implementar ações para melhorar os resultados. Criatividade Ter disposição para testar novas práticas e atividades de modo a desenvolver o estudante (organização da sala de aula, forma de avaliação, novas estratégias de ensino, como debates e grupos colaborativos). Modelo de Gestão Modelo de Gestão 72 Página 7 de 7 Difusão e multiplicação Registro de boas práticas Compartilhar as boas práticas adotadas, possibilitando a replicabilidade (experiências e ferramentas). Difusão Compartilhar as boas práticas adotadas por mim e outros professores com outros profissionais da escola (novas estratégias de ensino, ações de melhoria de aprendizagem, ações de apoio ao nivelamento etc.). Multiplicação Disseminar as boas práticas adotadas na escola com professores e outros profissionais da escola. PCG/PCA: DIRETOR DA ESCOLA: SUPERVISOR DE ENSINO: DATA DA ELABORAÇÃO: DATA DA REVISÃO: Modelo de Gestão 73 Anexo 2 Página 1 de 6 PROGRAMA DE AÇÃO ANO: [AAAA] Escola: Nome: Função: Professor de Diretor: Vice-diretor: PCA da área: PCG: Vigência: Última revisão: 1. PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES DA FUNÇÃO (Caso exerça mais de uma função, registre as atribuições das funções separadamente.) 2. COMPETÊNCIAS NECESSÁRIAS PARA DESEMPENHAR AS ATRIBUIÇÕES (Caso exerça mais de uma função, registre as competências e habilidades necessárias separadamente.) PREMISSAS COMPETÊNCIAS (Descreva os macro e microindicadores correspondentes às competências a serem desenvolvidas por função, de acordo com suas necessidades, consultando o Mapa de Competências.) PROTAGONISMO FORMAÇÃO Página 2 de 6 CONTINUADA EXCELÊNCIA EM GESTÃO CORRESPONSA- BILIDADE REPLICABILIDADE 3. Prioridades, causas, resultado esperado, descrição da atividade na função e premissas Idesp da escola no ano anterior: 20XX = XXX Meta simulada do Idesp da escola para o ano: 202X = XXX PRIORIDADES DA ESCOLA CAUSAS RESULTADO ESPERADO DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE NA FUNÇÃO Matemática Matemática Matemática Modelo de Gestão Modelo de Gestão 74 Página 3 de 6 Língua Portuguesa Língua Portuguesa Língua Portuguesa 4. Ações (Com base em suas atividades na função, descreva as ações pedagógicas correspondentes a cada premissa.) ASPECTOS SUA AÇÃO PR O TA G O N IS M O Protagonismo Respeito à individualidade Promoção do protagonismo juvenil Protagonismo sênior Página 4 de 6 FO R M A ÇÃ O C O N TI N U A D A Domínio do conhecimento e contextualização Domínio do conhecimento Didática Contextualização Disposição ao autodesenvolvimento contínuo Formação contínua Devolutivas Disposição para mudança Modelo de Gestão Modelo de Gestão 75 Página 5 de 6 EX C EL ÊN C IA E M G ES TÃ O Comprometimento com o processo e o resultado Planejamento Execução Reavaliação C O R R ES PO N SA B IL ID AD E Relacionamento e corresponsabilidade Relacionamento e colaboração Corresponsabilidade Página 6 de 6 R EP LI C AB IL ID AD E Solução e criatividade Visão crítica Foco em solução Criatividade Difusão e multiplicação Registro de boas práticas Difusão Multiplicação PCG/PCA: DIRETOR DA ESCOLA: SUPERVISOR DE ENSINO: DATA DA ELABORAÇÃO: DATA DA REVISÃO: Modelo de Gestão Modelo de Gestão 76 Anexo 3 AGENDA DA ESCOLA – Fevereiro/Ano:__________ SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA 3 Volta às aulas para todos os alunos Dia todo: Acolhimento dos alunos novos Boas-vindas aos alunos veteranos e construção das regras da escola 15h: Culminância do acolhimento 4 7h50 a 9h30: ATPCG/Clube Juvenil: Gincana de integração preparada pelo Grêmio Adequação das salas de aula Aplicação da ADE (4/2 a 7/2) e digitação no SARA (4/2 a 17/2) 14h55 a 15h45: ATPCA CHT 5 7h50 a 8h30: Reunião com alunos interessados na montagem de Clubes Juvenis 10h35 a 11h25: Disciplinas Eletivas: primeiros passos Aplicação da ADE (4/2 a 7/2) e digitação no SARA (4/2 a 17/2) 14h55 a 15h45: ATPCA LCT 6 Aplicação da ADE (4/2 a 7/2) e digitação no SARA (4/2 a 17/2) 14h55 a 15h45: ATPCA CNMT 19h: Reunião de pais EF (convocação professores) 7 Aplicação da ADE (4/2 a 7/2) e digitação no SARA (4/2 a 17/2) 8h40 a 9h30: ATPV (vice- diretora e professores de PV) 14h05 a 15h45: alinhamento diretor GOE, PCA, PCG, vice e diretor 10h35 a 11h25: Alinhamento de Orientação de Estudos 10 SEI (Semana de Estudos Intensivos) 7h15 a 7h30: Minutos de Leitura 7h50 a 8h40: Alinhamento diretor GOE, PCG, vice e diretor 8h40: Reunião com os presidentes de Clube Juvenil 7h00 a 8h40: Alinhamento PCA c/ PCA 10h35 a 11h25: Alinhamento de Protagonismo Juvenil Entrega das Ementas das disciplinas Eletivas Digitação da ADE no SARA (4/2 a 17/2) 11 SEI (Semana de Estudos Intensivos) 7h50 a 9h30: ATPCG/ Clube Juvenil 9h45 a 11h25: Alinhamento PCA c/ PCG 9h45 a 10h45: ATPV (vice- diretora e professores de PV) 11h25 a 12h15: Alinhamento de Orientação de Estudos 14h55 a 15h45: ATPCA CHT Digitação da ADE no SARA (4/2 a 17/2) 12 SEI (Semana de Estudos Intensivos) 7h50 a 8h10: 1ª reunião com os líderes de turma (formação dos novos líderes, critérios de escolha de Eletivas e tutoria) 10h35 a 11h25: Disciplinas Eletivas: primeiros passos 14h55 a 15h45: ATPCA LCT Digitação da ADE no SARA (4/2 a 17/2) 13 SEI (Semana de Estudos Intensivos) Digitação da ADE no SARA (4/2 a 17/2) 14h55 a 15h45: ATPCA CNMT 14 SEI (Semana de Estudos Intensivos) 8h40: Reunião com os presidentes de Clube Juvenil 8h40 a 9h30: ATPV (vice- diretora e professores de PV) 10h35 a 11h25: alinhamento de Orientação de Estudos 14h05 a 15h45: Alinhamento diretor GOE, PCA, PCG, vice e diretor; Digitação da ADE no SARA (4/2 a 17/2) SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA 17 7h00 a 8h40: Alinhamento PCA c/ PCA 14h05 a 15h45: ATPV (vice- diretora e professores de PV) Digitação da ADE no SARA (4/2 a 17/2) 18 7h15 a 7h30: Minutos de Leitura 7h50 a 9h30: ATPCG/ Clube Juvenil 9h45 a 10h45: ATPV (vice- diretora e professores de PV) 9h45 a 11h25: Alinhamento PCA c/ PCG 14h55 a 15h45: ATPCA CHT 19 10h35 a 11h25: Feira das Eletivas 14h55 a 15h45: ATPCA LCT 20 7h50 a 8h10: 1ª reunião com os líderes de turma (formação dos novos líderes) 14h55 a 15h45: ATPCA CNMT 21 8h40 a9h30: ATPV (vice- diretora e professores de PV) 14h05 a 15h45: Alinhamento diretor GOE, PCA, PCG, vice e diretor 24 PONTO FACULTATIVO 25 FERIADO NACIONAL 26 13h00: REPLANEJAMENTO (ajustes no planejamento) Elaboração do Plano de Ação – MMR (dia não letivo) 27 14h55 a 15h45: ATPCA CNMT 28 8h40 a 9h30: ATPV (vice- diretora e professores de PV) 14h05 a 15h45: Alinhamento diretor GOE, PCA, PCG, vice e diretor Modelo de Gestão Modelo de Gestão 77 Fevereiro – AAAA/AGENDA DA(O) PROF. ___________/ ÁREA:______ SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA 3 Volta às aulas para todos os alunos Dia todo: Acolhimento dos alunos novos Boas-vindas aos alunos veteranos e construção das regras da escola 15h: Culminância do acolhimento 4 7h50 a 9h30: ATPCG/Clube Juvenil: Gincana de integração preparada pelo Grêmio Aplicação da ADE (4/2 a 7/2) e digitação no SARA (4/2 a 14/2) Substituição 6ª aula (1ª B) Preparação das aulas da BNC 5 7h50 a 8h30: Reunião com alunos interessados na montagem de Clubes Juvenis 10h35 a 11h25: Disciplinas Eletivas: primeiros passos Aplicação da ADE (4/2 a 7/2) e digitação no SARA (4/2 a 14/2) Organização de materiais Aplicação da ADE 1ª A 6 Aplicação da ADE (4/2 a 7/2) e digitação no SARA (4/2 a 14/2) 14h55 a 15h45: ATPCA CNMT Preparação e organização das aulas práticas de laboratório Elaboração da ementa da Eletiva Estudo do material de Robótica Preparação dos materiais para a SEI (Semana de Estudos Intensivos) 19h: Reunião de pais EF (convocação professores) 7 Aplicação da ADE (4/2 a 7/2) e digitação no SARA (4/2 a 14/2) 14h05 a 15h45: alinhamento diretor GOE, PCA, PCG, vice e diretor Aplicação ADE 2ª A, 3ª A e 1ª B 10 SEI (Semana de Estudos Intensivos) 7h15 a 7h30: Minutos de Leitura 8h40: Reunião com os presidentes de Clube Juvenil Entrega das Ementas das disciplinas Eletivas Digitação da ADE no SARA (4/2 a 14/2) Correção de ADE 11 SEI (Semana de Estudos Intensivos) 7h50 a 9h30: ATPCG/ Clube Juvenil Organização das atividades para Eletiva Digitação da ADE no SARA (4/2 a 14/2) 12 SEI (Semana de Estudos Intensivos) 7h50 a 8h10: 1ª reunião com os líderes de turma (formação dos novos líderes, critérios de escolha de Eletivas e tutoria) 10h35 a 11h25: Disciplinas Eletivas: primeiros passos Digitação da ADE no SARA (4/2 a 14/2) 13 SEI (Semana de Estudos Intensivos) Digitação da ADE no SARA (4/2 a 14/2) Organização dos materiais de Robótica Preparação da feira das Eletivas Formação contínua 14h55 a 15h45: ATPCA CNMT 14 SEI (Semana de Estudos Intensivos) 8h40: Reunião com os presidentes de Clube Juvenil Alinhamento com a professora Eliane para organização da feira das Eletivas Digitação da ADE no SARA (4/2 a 14/2) Anexo 4 SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA 17 Preparação e organização das aulas práticas de laboratório 18 7h15 a 7h30: Minutos de Leitura 7h50 a 9h30: ATPCG/ Clube Juvenil Formação contínua 19 10h35 a 11h25: Feira das Eletivas Preparação de aulas da BNC 20 7h50 a 8h10: 1ª reunião com os líderes de turma (formação dos novos líderes) Elaboração do projeto da Eletiva Estudando materiais referentes às metodologias ativas 14h55 a 15h45: ATPCA CNMT 21 Preparação das atividades de práticas de laboratório Alinhamento com a professora Eliane para organização das Eletivas 14h05 a 15h45: Alinhamento diretor GOE, PCA, PCG, vice e diretor 24 PONTO FACULTATIVO 25 FERIADO NACIONAL 26 13h00: REPLANEJAMENTO (ajustes no planejamento) Elaboração do Plano de Ação – MMR (dia não letivo) 27 Preparação de aulas da BNC Estudo sobre metodologias ativas Preparação das atividades de práticas de laboratório 14h55 a 15h45: ATPCA CNMT 28 Alinhamento com a professora Eliane para estudo das aulas de Eletivas Preparação de aulas da BNC - Colocar sempre o nome e área de atuação; - Utilizar sempre a fonte Arial 10 na cor preta; - Não utilizar “Marcadores”; Modelo de Gestão Modelo de Gestão 78 Anexo 5 Fevereiro – Ano: AAAA/ AGENDA PCA/Prof. xxxxx - ÁREA: xxxx SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA 3 Volta às aulas para todos os alunos Dia todo: Acolhimento dos alunos novos Boas-vindas aos alunos veteranos e construção das regras da escola 15h: Culminância do acolhimento Elaboração do horário escolar 4 7h50 a 9h30: ATPCG/Clube Juvenil: Gincana de integração preparada pelo Grêmio Adequação das salas de aula Aplicação da ADE (4/2 a 7/2) e digitação no SARA (4/2 a 17/2) 14h55 às 15h45: ATPCA CHT Elaboração do horário escolar Preparação de aulas 5 7h50 a 8h30: Reunião com alunos interessados na montagem de Clubes Juvenis 10h35 a 11h25: Disciplinas Eletivas: primeiros passos Aplicação da ADE (4/2 a 7/2) e digitação no SARA (4/2 a 17/2) 14h55 às 15h45: ATPCA LCT Preparação de aulas práticas Orientação a professores ingressantes Elaboração da ementa da Eletiva Atividade em sala de aula 6 Aplicação da ADE (4/2 a 7/2) e digitação no SARA (4/2 a 17/2) 14h55 a 15h45: ATPCA CNMT 19h: Reunião de pais EF (convocação professores) Atividade em sala de aula Orientação a professores ingressantes sobre o uso do laboratório Elaboração da agenda mensal 7 Aplicação da ADE (4/2 a 7/2) e digitação no SARA (4/2 a 17/2) 8h40 a 9h30: ATPV (vice- diretora e professores de PV) 14h05 a 15h45: alinhamento diretor GOE, PCA, PCG, vice e diretor 10h35 a 11h25: Alinhamento de Orientação de Estudos Preparação de aula Atividade em sala de aula 10 SEI (Semana de Estudos Intensivos) 7h15 a 7h30: Minutos de Leitura 7h50 a 8h40: Alinhamento diretor GOE, PCG, vice e diretor 8h40: Reunião com os presidentes de Clube Juvenil 7h00 a 8h40: Alinhamento PCA c/ PCA 10h35 a 11h25: Alinhamento 11 SEI (Semana de Estudos Intensivos) 7h50 a 9h30: ATPCG/ Clube Juvenil 9h45 a 11h25: Alinhamento PCA c/ PCG 9h45 a 10h45: ATPV (vice- diretora e professores de PV) 11h25 a 12h15: Alinhamento de Orientação de Estudos 14h55 às 15h45: ATPCA CHT Digitação da ADE no SARA 12 SEI (Semana de Estudos Intensivos) 7h50 a 8h10: 1ª reunião com os líderes de turma (formação dos novos líderes, critérios de escolha de Eletivas e tutoria) 10h35 a 11h25: Disciplinas Eletivas: primeiros passos 14h55 às 15h45: ATPCA LCT Digitação da ADE no SARA (4/2 a 17/2) Orientação a professores 13 SEI (Semana de Estudos Intensivos) Digitação da ADE no SARA (4/2 a 17/2) 14h55 a 15h45: ATPCA CNMT Atividade em sala de aula 14 SEI (Semana de Estudos Intensivos) 8h40: Reunião com os presidentes de Clube Juvenil 8h40 a 9h30: ATPV (vice- diretora e professores de PV) 10h35 a 11h25: alinhamento de Orientação de Estudos 14h05 a 15h45: Alinhamento diretor GOE, PCA, PCG, vice e diretor; Digitação da ADE no SARA SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA de Protagonismo Juvenil Entrega das Ementas das disciplinas Eletivas Digitação da ADE no SARA (4/2 a 17/2) Preparação de aula (4/2 a 17/2) 14h55 às 15h45: ATPCA CHT Preparação de aulas práticas ingressantes 14h55 às 15h45: ATPCA LCT Atividade em sala de aula (4/2 a 17/2) Atividade em sala de aula 17 7h00 a 8h40: Alinhamento PCA c/ PCA 14h05 a 15h45: ATPV (vice- diretora e professores de PV) Digitação da ADE no SARA (4/2 a 17/2) Preparação de aula 18 7h15 a 7h30: Minutos de Leitura 7h50 a 9h30: ATPCG/ Clube Juvenil 9h45 a 10h45: ATPV (vice- diretora e professores de PV) 9h45 a 11h25: Alinhamento PCA c/ PCG Preparação de aulas práticas 19 10h35 a 11h25: Feira das Eletivas Atividade em sala de aula 20 7h50 a 8h10: 1ª reunião com os líderes de turma (formação dos novos líderes) 14h55 a 15h45: ATPCA CNMT Atividade em sala de aula 21 8h40 a 9h30: ATPV (vice- diretora e professores de PV) 14h05 a 15h45: Alinhamento diretor GOE, PCA, PCG, vice e diretor Atividade emsala de aula 24 PONTO FACULTATIVO 25 FERIADO NACIONAL 26 13h00: REPLANEJAMENTO (ajustes no planejamento) Elaboração do Plano de Ação – MMR (dia não letivo) 27 14h55 a 15h45: ATPCA CNMT Atividade em sala de aula 28 8h40 a 9h30: ATPV (vice- diretora e professores de PV) 14h05 a 15h45: Alinhamento diretor GOE, PCA, PCG, vice e diretor Atividade em sala de aula Modelo de Gestão Modelo de Gestão 79 AGENDA VICE-DIRETORA_______ – Fevereiro/ AAAA SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA 3 8h a 9h: Envio dos cronogramas semanais no grupo de pais ou responsáveis 9h a 10h: Reunião de pais (Meet) 10h a 12h: Reunião de equipe gestora – diretora, vice, PCG, PCA e GOE (Meet) 12h a 13h: Almoço 13h a 17h: Reunião de pais (Meet) 4 8h a 12h: Reunião de pais (Meet) 12h a 13h: Almoço 13h a 14h: Reunião PV – Vice, PCG, professores de PV (Meet) 14h a 17h: Reunião de pais (Meet) 5 8h a 9h: Envio do texto sobre tutoria para os professores (e-mail) 9h a 10h: Mensagem de incentivo à participação em tutoria – grupo de estudantes 10h a 12h: Busca ativa 12h a 13h: Almoço 13h a 14h: Reunião protagonismo juvenil – Vice, PCG, professores de PV (Meet) 14h a 17h: Busca ativa 6 8h a 12h: Busca ativa 12h a 13h: Almoço 13h a 17h: Busca ativa 7 8h a 11h: Busca ativa 12h a 13h: Almoço 13h a 14h: ATPCG 14h a 17h: Busca ativa 10 8h a 9h: Envio dos cronogramas semanais no grupo de pais ou responsáveis 9h a 10h: Reunião de pais (Meet) 10h a 12h: Reunião de equipe gestora – diretora, vice, PCG, PCA, PCA e GOE (Meet) 12h a 13h: Almoço 13h a 17h: Reunião de pais (Meet) 11 8h a 12h: Reunião de pais (Meet) 12h a 13h: Almoço 13h a 14h: Reunião PV – Vice, PCG, professores de PV (Meet) 14h a 17h: Reunião de pais (Meet) 12 8h a 9h: Envio do texto sobre tutoria para os professores (e-mail) 9h a 10h: Mensagem de incentivo à participação em tutoria – grupo de estudantes 10h a 12h: Busca ativa 12h a 13h: Almoço 13h a 14h: Reunião protagonismo juvenil – Vice, PCG, professores de PV (Meet) 13 8h a 12h: Busca ativa 12h a 13h: Almoço 13h a 17h: Busca ativa 14 8h a 11h: Busca ativa 12h a 13h: Almoço 13h a 14h: ATPCG 14h a 17h: Busca ativa Anexo 6 SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA 14h a 17h: Busca ativa 17 8h a 9h: Envio dos cronogramas semanais no grupo de pais ou responsáveis 9h a 10h: Reunião de pais (Meet) 10h a 12h: Reunião de equipe gestora – diretora, vice, PCG, PCA, PCA e GOE (Meet) 12h a 13h: Almoço 13h a 17h: Reunião de pais (Meet) 18 8h a 12h: Reunião de pais (Meet) 12h a 13h: Almoço 13h a 14h: Reunião PV – Vice, PCG, professores de PV (Meet) 14h a 17h: Reunião de pais (Meet) 19 8h a 9h: Envio do texto sobre tutoria para os professores (e-mail) 9h a 10h: Mensagem de incentivo à participação em tutoria – grupo de estudantes 10h a 12h: Busca ativa 12h a 13h: Almoço 13h a 14h: Reunião protagonismo juvenil – Vice, PCG, professores de PV (Meet) 14h a 17h: Busca ativa 20 8h a 12h: Busca ativa 12h a 13h: Almoço 13h a 17h: Busca ativa 21 8h a 11h: Busca ativa 12h a 13h: Almoço 13h a 14h: ATPCG 14h a 17h: Busca ativa 24 PONTO FACULTATIVO 25 FERIADO NACIONAL 26 8h a 9h: Envio do texto sobre tutoria para os professores (e-mail) 9h a 10h: Mensagem de incentivo à participação em tutoria – grupo de estudantes 10h a 12h: Busca ativa 12h a 13h: Almoço 13h a 14h: Reunião protagonismo juvenil – Vice, PCG, professores de PV (Meet) 14h a 17h: Busca ativa 27 8h a 12h: Busca ativa 12h a 13h: Almoço 13h a 17h: Busca ativa 28 8h a 11h: Busca ativa 12h a 13h: Almoço 13h a 14h: ATPCG 14h a 17h: Busca ativa Atendimento à comunidade escolar presencial e por mídias sociais das 9h às 16h. Os horários estão sujeitos a alterações devido ao surgimento de novas convocações, reuniões e/ou atividades solicitadas pela Supervisão ou Diretoria de Ensino. Modelo de Gestão Modelo de Gestão 80 Anexo 7 AGENDA VICE-DIRETOR HORA SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA 08:00-09:00 Envio dos cronogramas semanais no grupo de pais ou responsáveis Reunião de pais (Meet) Envio do texto sobre tutoria para os professores (e-mail) BUSCA ATIVA BUSCA ATIVA 09:00-10:00 REUNIÃO DE PAIS (MEET) Reunião de pais (Meet) Mensagem de incentivo à participação em tutoria – grupo de estudantes BUSCA ATIVA BUSCA ATIVA 10:00-11:00 Reunião de equipe gestora (Meet) Diretora____; Vice:______; PCG:____; PCA:_____; PCA:______; GOE:____ Reunião de pais (Meet) BUSCA ATIVA BUSCA ATIVA BUSCA ATIVA 11:00-12:00 Reunião de equipe gestora (Meet) Diretora____; Vice:______; PCG:____; PCA:_____; PCA:______; GOE:____ Reunião de pais (Meet) BUSCA ATIVA BUSCA ATIVA 12:00-13:00 Almoço Almoço Almoço Almoço Almoço 13:00-14:00 Reunião de pais (Meet) Reunião PV – vice, PCG, professores de PV (Meet) Reunião protagonismo juvenil – vice, PCG, professores de PV (Meet) BUSCA ATIVA ATPCG 14:00-15:00 Reunião de pais (Meet) Reunião de pais (Meet) BUSCA ATIVA BUSCA ATIVA BUSCA ATIVA 15:00-16:00 Reunião de pais (Meet) Reunião de pais (Meet) BUSCA ATIVA BUSCA ATIVA BUSCA ATIVA 16:00-17:00 Reunião de pais (Meet) Reunião de pais (Meet) BUSCA ATIVA BUSCA ATIVA BUSCA ATIVA Atendimento à comunidade escolar presencial e por mídias sociais das 9h às 16h. Obs. Os horários estão sujeitos a alterações devido ao surgimento de novas convocações, reuniões e/ou atividades solicitadas pela Supervisão ou Diretoria de Ensino. AGENDA [FUNÇÃO] [Nome] – Área: [Preencher] – [Mês]/202[X] Sempre preencher os campos [ ] especificando função e nome do profissional, área de atuação, mês e ano da agenda. SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA [dia] Relacionar os eventos de cada dia, utilizando sempre fonte Arial 10, na cor preta, SEM marcadores (uma alternativa para aplicar essa formatação é selecionar a relação de eventos já digitada e, na aba “Página inicial”, seção “Estilo”, clicar na primeira opção: “0.Preenchimento”). Lembrar-se de escrever todos os [dias] do mês na linha destacada. Anexo 8 Modelo de Gestão Modelo de Gestão 81 Anexo 9 PDCA – EXEMPLO Mirela, presidente do clube juvenil de alimentação saudável, observou que uma quantidade significativa de alimento era desperdiçada na hora do almoço, pois muitos estudantes colocavam mais comida no prato do que iriam comer. No exercício do seu protagonismo, a estudante registrou durante alguns dias com fotos e vídeos a quantidade de alimento que era jogada fora. Com essas evidências, procurou a direção para expor a situação. A diretora Lúcia, como responsável direta pelo monitoramento dos clubes juvenis, ficou surpresa e agradeceu a iniciativa da estudante. Lúcia se comprometeu a participar de uma roda de conversa com os outros integrantes do clube liderado por Mirela e juntos irão definir uma ação. No momento destinado à realização dos clubes, a diretora visitou o clube de alimentação para ouvir as propostas. Para não minar o protagonismo dos estudantes, Lúcia solicitou que eles apresentassem a situação constatada e os ouviu atentamente, anotando na lousa da sala todas as informações relevantes. Após os participantes do clube concluírem suas observações e comentários, a diretora apresentou o instrumento do PDCA e explicou detalhadamente cada uma das etapas do método e resumiu em um infográfico como o abaixo: Incentivando as competências socioemocionais de iniciativa social, imaginação criativa e organização, propôs que os estudantes idealizassem uma proposta de intervenção baseada no método do PDCA. Modelo de Gestão 82 O primeiropasso já havia sido dado, pois os estudantes identificaram uma fragilidade que deveria ser superada. A sequência do método solicita a elaboração de um planejamento de intervenção e os estudantes prontamente se comprometeram a: ● Elaborar cartazes para fixar nos corredores demonstrando a quantidade de comida desperdiçada; ● Passar nas salas de aulas na aula anterior ao horário de almoço reforçando que os estudantes colocassem no prato somente aquilo que julgavam ser necessário para satisfazer suas necessidades e frisando que eles poderiam retirar mais comida se sentissem fome, mas que deveriam evitar o excesso; ● Utilizar uma balança para registrar a quantidade de comida que era desperdiçada no horário de almoço. Após o planejamento de intervenção elaborado era hora de colocar em prática o que foi pensado. Os estudantes se organizaram em grupos para confeccionar os cartazes demonstrando o problema do desperdício e exemplificando a tragédia da fome para despertar a empatia dos demais através de imagens. Outro grupo ficou responsável por passar nas salas e fazer brevemente uma fala de conscientização sobre o desperdício que ocorria no horário de almoço e os demais se responsabilizaram por pesar o saco onde o excesso de comida era depositado. Lúcia, focada em manter os estudantes engajados, salientou que era necessário que os estudantes estipulassem um prazo para a realização de ação pois seria indispensável verificar os resultados das ações planejadas e executadas. Todos concordaram que seria interessante executar as ações pensadas ao longo de um mês e documentar em uma tabela o dia da ação e a quantidade de comida desperdiçada. Foi acordado também que após duas semanas do início das ações seria realizada uma reunião para verificar se o que havia sido proposto estava surtindo efeito. Mirela se dispôs a acompanhar as ações e verificar se todos os combinados estavam sendo cumpridos. Passadas duas semanas de execução das ações planejadas, Mirela procurou Lúcia para relatar que embora o desperdício já tivesse diminuído, ela acreditava que se ocorresse uma intensificação das ações a situação poderia melhorar ainda mais. A diretora, incentivando a corresponsabilidade dos estudantes, perguntou qual era a proposta do grupo e ouviu que eles gostariam de exibir a tabela e um gráfico com o registro da quantidade de comida que era desperdiçada, contemplando desde Modelo de Gestão 83 o começo da ação. Lúcia concordou e os estudantes elaboraram a tabela de registro da quantidade de comida desperdiçada para expôr no refeitório. Os membros do clube de alimentação saudável também propuseram que fosse realizada uma palestra com toda a escola para mostrar os impactos da ação planejada e auxiliar na conscientização sobre a situação. Ao final do prazo estipulado para a ação, os estudantes do clube de alimentação saudável apresentaram um relatório para a equipe escolar durante a ATPCG evidenciando a efetividade da ação planejada e a redução no desperdício de comida no horário de almoço. Na análise do relatório ficava visível a influência que a intensificação de ações propostas na etapa de verificação após transcorridas as duas semanas teve na redução do desperdício de comida. Abaixo temos o exemplo descrito preenchendo cada quadrante do ciclo PDCA para a fragilidade observada de desperdício de alimentos. Plan - Planejar Do - Executar Intervenção visual com cartazes. Intervenção de diálogo nas salas. Intervenção de pesar o desperdício. Elaborar os cartazes. Passar nas salas e dialogar com os estudantes. Pesar a comida na frente dos estudantes no momento que estes devolvem os pratos com desperdícios. Act - Agir Check - Verificar Intensificar e diversificar os meios de sensibilizar e mobilizar os estudantes para a conscientização e minimizar o desperdício de alimentos. Analisar o impacto das ações através dos dados de registro das pesagens ao longo do período de duas semanas de execução das ações. Modelo de Gestão