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Universidade da Amazônia - UNAMA
Disciplina:Cinesioterapia
Docente: Ozi Lorensatto
Discente: Amanda Monteiro de Oliveira
4º Período de Fisioterapia
20/09/2021
- FUNÇÕES VITAIS E AFINS: CONCEITO
As funções vitais dos seres vivos são aquelas imprescindíveis à manutenção da vida.
As funções vitais são: Digestão, Respiração, Reprodução, Circulação e Excreção.
- FUNÇÕES VITAIS E AFINS: OBJETIVOS NA REEDUCAÇÃO DA MÍMICA FACIAL E
FUNÇÕES VITAIS
A reeducação neuromuscular visa facilitar a atividade muscular em padrões
funcionais de movimento e expressões faciais e suprimir a atividade muscular anormal
que interfere com a função facial. Os tratamentos são ajustados aos sinais e sintomas
de disfunção neuromuscular específicos do doente. Os tratamentos diferem
marcadamente quando há um problema de fraqueza muscular ou quando há hipertonia
e sincinérsias. Os músculos faciais têm uma capacidade limitada de proporcionar
feedback, pois tem poucos receptores intrínsecos que possam facultar informação
proprioceptiva do Sistema Nervoso Central. A reeducação neuromuscular assistida
pelo feedback do espelho ou pelo eletromiograma (EMG) de superfície está associada
a melhores resultados do que o tratamento tradicional (repetições de expressões faciais
comuns, massagem suave e eletroterapia). Segundo Zinezi (2005), a estimulação
neuromuscular, ou eletroestimulação, é uma técnica que favorece o fortalecimento
muscular baseada na estimulação dos ramos intramusculares dos motoneurônios, que
induzem a contração muscular, a membrana nervosa despolarizada gera potenciais de
ação nos motoneurônios que resulta na contração muscular, aumento do metabolismo
muscular, liberação de metabólicos, maior oxigenação, dilatação de arteríolas e
aumento da irrigação sanguínea no músculo.
Algumas técnicas de tratamento:
Treino da Mímica Facial – treino do uso e controle de um músculo ou grupo
muscular isoladamente. Dá-se a instrução ao doente para praticar o movimento
desejado enquanto olha para o espelho ou é usado o EMG de superfície (biofeedback).
Inicialmente o doente deve treinar o movimento desejado bilateralmente, observando
a hemiface não afetada. A inscrição de pequenas marcas/ pontos na pele podem ser
boas pistas visuais. Com o treino vão sendo sugeridas variações de velocidade, força,
número de repetições e intervalos de descanso. Depois quando os exercícios já estão
rotinados, é aconselhado alternar o uso do espelho com a realização dos mesmos
exercícios sem espelho, para evitar a sobre dependência do mesmo.
Técnica de Controle do reflexo de Bell – focar um objeto a 30 cm colocado em
frente e abaixo (tentar encerrar os olhos) e em cima (tentar levantar a pálpebra
superior).
Exercícios de Fortalecimento Muscular – exercícios repetidos e de maior
amplitude dos músculos afetados. Nos exercícios resistidos é aplicada resistência
manual em direção oposta ao movimento pretendido.
- FUNÇÕES VITAIS E AFINS: TÉCNICAS: FACIAIS, RESPIRATÓRIAS, DEGLUTIÇÃO,
MICÇÃO E DEFECAÇÃO
De modo geral, a fisioterapia respiratória pode ser descrita como um conjunto
de intervenções voltadas à prevenção e à recuperação de disfunções pulmonares. O
objetivo é melhorar a qualidade de vida dos pacientes, atenuando desconfortos e
tratando doenças.O fisioterapeuta analisa o quadro do paciente e supervisiona os
exercícios indicados para cada objetivo terapêutico. Para garantir a execução correta e
eficaz, é comum que dispositivos respiratórios específicos sejam utilizados. São eles:
incentivadores respiratórios, que podem ser classificados como a fluxo ou a volume
(que mensura volumes inspirados durante o exercício); terapia com pressão positiva,
que se vale de dispositivos que mantêm o pulmão expandido durante o exercício, por
geração de fluxo de ar ou por resistência de orifício.
Indivíduos que retém secreção — e desejam facilitar sua mobilização e
eliminação por meio da tosse — são frequentemente encaminhados à fisioterapia
respiratória, com recomendação específica à higiene brônquica. Para executá-la, as
técnicas utilizadas são:drenagem postural, na qual o posicionamento do paciente se
vale da gravidade e favorece a drenagem da secreção: manobras manuais, que
empregam percussão, vibrocompressão e tosse assistida;expiração com pressão
positiva, que implica na utilização de dispositivos capazes de exercer pressão
expiratória, facilitando a eliminação da secreção via tosse.A deglutição é o processo
pelo qual o alimento é transportado da boca até o estômago. Aparentemente simples e
automático, envolve, porém, estruturas capazes de funcionar de forma coordenada e
rápida. Dela participam lábios, língua, bochechas, dentes, palato, mandíbula, laringe,
faringe, esôfago e estômago.
Segundo Bilton et al. (1999), a deglutição é dividida classicamente em três
fases: oral, faríngea e esofágica. A fase oral é voluntária e consciente. A fase faríngea
é involuntária e subconsciente, sendo que nesta ocorre uma série de eventos
sincronicamente coordenados. A fase esofágica, também involuntária, é responsável
pela passagem do alimento da faringe ao estômago.
As manobras facilitadoras e posturais são de grande valia na reabilitação do
paciente disfágico, já que parte do treino de retomada da alimentação por via oral será
baseada nas manobras que se mostrarem mais efetivas. É importante ressaltar que a
chave do sucesso de uma manobra está na seleção da postura que se ajuste à anatomia
e fisiologia do indivíduo (Logemann, 1993).
A manobra supraglótica tem como objetivo proteger as vias aéreas,
maximizando o fechamento das pregas vocais antes e durante a deglutição, tentando
assim evitar a aspiração. Sua execução consiste em inspirar, segurar a respiração,
deglutir com a respiração presa e tossir imediatamente após a deglutição (Logemann
& Kahrilas, 1990; Martin & Sessle, 1993). Segundo Logemann & Kahrilas(1990),
essa manobra auxilia pacientes com fechamento reduzido ou tardio de pregas vocais,
favorecendo uma alimentação segura.
Manobra supersupraglótica tem como propósito proteger a via aérea,
maximizando o fechamento das pregas vocais e pregas vestibulares. Sua execução
consiste em solicitar uma inspiração, segurar a respiração, deglutir com esforço e
tossir após a deglutição (Martin & Sessle, 1993).Para Logemann (1997), essa manobra
promove a proteção das vias aéreas da aspiração, pela utilização voluntária do
fechamento aéreo prolongado, seguida de expiração forçada, e tem sido usada em
pacientes disfágicos que apresentam sintomas de penetração laríngea ou aspiração
antes ou durante a deglutição, particularmente os que tiveram laringectomia
supraglótica.
Cabeça virada para o lado comprometido/rotação de cabeça.Durante a
administração da dieta alimentar, essa manobra favorece a condução do alimento para
o lado mais forte, auxiliando também o fechamento da laringe e protegendo a via
aérea (Logemann et al., 1989). Segundo Logemann & Kahrilas (1990), auxilia
indivíduos com paresia faríngea unilateral, direcionando o bolo durante a deglutição
para a hemifaringe funcional. Observou mais tarde que essa manobra promove pressão
sobre a prega vocal comprometida, movendo-a em direção à linha média, facilitando o
fechamento da via aérea durante a alimentação (Logemann, 2000).
Fisioterapia para a incontinência urinária e fecal:
A Sociedade Internacional de Continência (ICS) define incontinência urinária
como qualquer perda involuntária de urina. Ela é caracterizada pela perda do controle
vesical, acompanhada por sintomas e sinais relacionados ao armazenamento, micção
ou pós-micção.
A incontinência urinária pode ser classificada como:
● Incontinência urinária de esforço – perda involuntária de urina no esforço ou
durante atividade física, ou ao tossir ou espirrar;
● Incontinência urinária de urgência – perda involuntária de urina associada à
urgência;
● Incontinência urinária mista – perda involuntária de urina, associada à urgência
e também com exercícios, esforços, tosse, etc.;
● Enurese noturna: perda involuntária de urina durante o sono;
● Incontinênciaurinária contínua – perda involuntária de urina contínua;
● Incontinência urinária postural – perda voluntária de urina associada à alteração
da posição do corpo;
● Incontinência coital – perda involuntária de urina durante o ato sexual.
A incontinência fecal é a perda involuntária de fezes sólidas e líquidas,
enquanto que a incontinência anal é a perda involuntária de fezes e/ou flatos.A
incontinência fecal pode se classificada em incontinência sensorial ou motora. Na
incontinência sensorial a perda fecal ocorre sem a percepção do indivíduo, enquanto
que na incontinência motora, o indivíduo percebe o desejo de evacuar, mas não
consegue impedir a perda.
A incontinência fecal pode ainda ser classificada em vários tipos:
● Incontinência fecal passiva – perda contínua de fezes sem a sensação ou
vontade de evacuar;
● Incontinência coital – ocorre durante a relação sexual vaginal;
● Incontinência flatal – perda involuntária de flatos;
● Incontinência fecal de urgência – desejo forte de defecar com dificuldade de
adiamento;
● Incontinência flatal de urgência – perda involuntária de flatos associada à
urgência.
A cinesioterapia e o fortalecimento da musculatura perineal consistem em
movimentos voluntários repetitivos, aumentando a força muscular e resistência à
fadiga, melhorando a mobilidade, a flexibilidade e a coordenação muscular.
A eletroterapia associada ao biofeedback são efetivos e seguros nos tratamentos
da incontinência urinária e fecal. Esse procedimento é utilizado com resultados
positivos para a recuperação em pacientes com incontinência fecal.
A cinesioterapia do assoalho pélvico se baseia no princípio de que contrações
voluntárias repetitivas aumentam a força muscular e consequentemente, aumentam
também a continência pela ativação da atividade do esfíncter uretral e pela promoção
de um melhor suporte do colo vesical, estimulando contrações reflexas desses
músculos durante as atividades diárias que geram estresse.Os exercícios são melhores
realizados na posição prona ou supina, onde não há gravidade dificultando a contração
perineal. Essa terapêutica permite uma gama de exercícios específicos para suprir as
necessidades de cada paciente.
MENEZES, Eugênia Augusta Frazão de; MEJIA, Dayana Priscila Maia. Benefícios
dos exercícios cinesioterapêuticos na paralisia facial periférica. Disponível em:
https://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/30/27_-_Beneficios_dos_exercYcios_cin
esioterapeuticos_na_paralisia_facial_periferica.pdf. Acesso em: 20 set. 2021.

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