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PASSAGEM DE PLANTÃO O QUE É UMA PASSAGEM DE PLANTÃO? A troca entre profissionais de saúde de informações a respeito de um paciente acompanhada de transferência do controle ou responsabilidade sobre o paciente. Comunicação durante as transições no cuidado dos pacientes. Isto significa que uma passagem de plantão pode ocorrer quando os pacientes são transferidos para os cuidados de outra equipe (por exemplo, quando são transferidos da UTI para a sala de cirurgia), ou quando ocorre mudança de plantão (a responsabilidade muda, por exemplo, quando a equipe noturna assume os pacientes da equipe da tarde). As passagens de plantão são um momento importante para a segurança do paciente, com potencial para melhorar a qualidade e a eficiência do cuidado. http://www.scielo.br/pdf/rbti/v29n2/0103-507X-rbti-29-02-0121.pdf O QUE PODEMOS FAZER PARA MELHORAR AS PASSAGENS DE PLANTÃO? Auxílios à memória O nível mais básico e eficiente de melhora. Pode ter diferentes formas: ● Processo de anotação durante a passagem de plantão; ● Documentos eletrônicos no computador da unidade; http://www.scielo.br/pdf/rbti/v29n2/0103-507X-rbti-29-02-0121.pdf ● Formulário específico de passagem de plantão (intervenção mais comumente utilizada). O importante é evitar a confiança apenas na memória!!! Passagens de plantão padronizadas Embora a utilização de estratégias com auxílios à memória tenha demonstrado resultados conflitantes em estudos de baixa qualidade, estes continuam a proliferar na literatura sobre passagens de plantão. Uma revisão sistemática dos auxílios à memória para passagem de plantão resultou na identificação de 24 diferentes tipos de auxílios à memória até 2009. Alguns exemplos de passagem de plantão padronizadas: SBAR Com o intuito de melhorar a qualidade das trocas de informações entre os profissionais de saúde, algumas técnicas têm sido desenvolvidas para que mensagens importantes sejam ouvidas e atitudes sejam tomadas. Uma dessas técnicas (ferramenta de comunicação) é SBAR – Situation (situação), Background (história prévia), Assessment (avaliação) e Recommendation (recomendação). Originalmente, foi desenvolvida pela marinha nos EUA para ser usada em submarinos nucleares. Utilizada para a comunicação de informação crítica, permite compartilhar informações do paciente de forma concisa. É um modelo estruturado e particularmente útil para a comunicação entre os membros da equipe de saúde sobre alterações e condição de um paciente e/ou a deterioração dos sinais clínicos do paciente com linguagem crítica e conscientização. É uma estratégia de segurança do paciente com o intuito de melhorar a comunicação da equipe. Visa a evitar falhas na comunicação verbal e escrita, criando um modelo mental compartilhado em torno de todo o quadro clínico do paciente e situações que requerem avaliação rápida ou troca de informação crítica. S – SITUAÇÃO: O que está acontecendo com o paciente? Identifique-se / Identifique a unidade do paciente / Explique resumidamente o problema / Qual é, quando aconteceu ou iniciou e qual a sua gravidade / Determine a causa da sua preocupação. B – BACKGROUND/ HISTÓRIA PRÉVIA: Qual é o contexto e histórico clínico? Forneça informações pertinentes dos antecedentes relacionados com a situação que podem incluir: diagnóstico de internação, data de admissão, lista das medicações em uso, alergias, sinais vitais mais recentes, data e hora em que foi realizado qualquer exame laboratorial e os resultados dos exames anteriores para comparação, resumo do tratamento até o momento. A – AVALIAÇÃO: O que mudou? Diga o que você considera que seja o problema: mudanças que ocorrem em relação à avaliação anterior, a condição do paciente instável ou se agravando. R – RECOMENDAÇÃO: O que eu faria para corrigi-lo? Diga qual a sua recomendação ou solicitação: tratamentos específicos, exames necessários, o paciente precisa ser avaliado agora? A proposta desta ferramenta é realizar uma comunicação breve e concisa com informações de importância crítica transmitidas em uma estrutura previsível. A estrutura SBAR ajuda a desenvolver as habilidades de pensamento crítico. Logo, a pessoa que inicia a comunicação sabe o que deve dizer antes mesmo de pegar o telefone. Sua conclusão pode não ser a resposta, mas há claramente um valor na definição da situação. Outro exemplo de ferramenta de passagem de plantão padronizado é o I-PASS. A melhor evidência desse sistema ser eficaz vem de um recente estudo antes-depois, no qual seu uso padronizado resultou em diminuição em 23% nos erros médicos em uma população pediátrica. É necessário cuidado com esta abordagem, já que sua implementação foi muito complexa, incluindo diversos componentes tecnológicos, o que limita a possibilidade de generalização desta ferramenta. Apesar da limitada evidência para dar suporte à padronização, as equipes devem ser encorajadas a considerar a padronização de elementos da passagem de plantão, prestando especial atenção a informações comumente esquecidas e importantes em seu próprio ambiente. I-PASS: ● Gravidade da doença (Illness severity): descrição da gravidade do quadro do paciente, especialmente em relação aos outros pacientes. ● Resumo do paciente (Patient summary): breve resumo do que levou o paciente ao hospital e o que aconteceu até agora. ● Plano de ação (Action list): revisão das próximas etapas do atendimento. O que o próximo profissional deve fazer pelo paciente? ● Reconhecimento da situação e planos de contingência (Situation awareness and contingency plans): previsão do que pode ser necessário se o estado do paciente mudar. ● Resumo de quem recebe o plantão (Synthesis by receiver): tempo para o profissional que chega revisar verbalmente as informações compartilhadas durante a passagem do plantão. SUGESTÃO PARA ESTÁGIO (MODELO): Diagnóstico / História / Antecedentes Neurológico: Nível de consciência, pupilas, força motora, déficits motores/sensoriais, dor FO cefálica (se houver): localização, aspecto Drenos cefálicos (DVE, portovac, se houver): localização, volume e aspecto do débito Respiratório: ar ambiente? Uso de oxigenoterapia? Alterações? Hemodinâmico: PA e FC alterações? Gastrointestinal: Dieta (tipo, aceitação), jejum (aguarda exame/cirurgia), evacuação (aspecto, quantidade) Micção: espontânea? SVD? Aspecto, quantidade Glicemia / Temperatura: alterações? Pendências: Por ex: Aguarda USG. Procedimentos realizados: Por ex: Realizado coleta de exames laboratoriais; Reposto potássio. Referências http://www.scielo.br/pdf/rbti/v29n2/0103-507X-rbti-29-02-0121.pdf http://www.saude.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2018/04/2.-Seguranca-do-Paciente-comun icacao-efetiva.pdf https://www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMsa1405556?articleTools=true https://portugues.medscape.com/verartigo/6503199#vp_1 http://www.scielo.br/pdf/rbti/v29n2/0103-507X-rbti-29-02-0121.pdf http://www.saude.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2018/04/2.-Seguranca-do-Paciente-comunicacao-efetiva.pdf http://www.saude.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2018/04/2.-Seguranca-do-Paciente-comunicacao-efetiva.pdf https://www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMsa1405556?articleTools=truehttps://portugues.medscape.com/verartigo/6503199#vp_1