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3º) e os instrumentos necessários para executá-la 
(arts. 5º e 6º).
Quais as principais falhas que os órgãos de controle 
encontram nas fiscalizações? 
Como evitá-las para que não haja reincidência?
Vamos conversar sobre isso no próximo tópico.
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Estruturas de Gestão Pública 
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o 6. Principais falhas
Vistos os principais sistemas integrantes da APF, passemos às principais falhas que os 
acometem.
TCU FISCALIZA PORTO DE VITÓRIA
O TCU multou ex-diretores do 
Porto de Vitória (ES) por contrata-
rem empresa sem licitação, para 
construção de obras necessárias à 
movimentação de carga no Porto de 
Vitória.
Os gestores não observaram a 
legislação federal sobre licitações e 
contratos, que prevê a necessidade 
de realização de procedimentos 
licitatórios para despesas como as 
realizadas no Porto de Vitória.
Entretanto, o TCU autorizou a 
manutenção do contrato até o 
término da vigência ou a conclusão 
do procedimento licitatório para 
arrendamento da área em que 
empresa encontra-se instalada. 
Fonte: http://portal2.tcu.gov.br/
portal/page/portal/TCU/imprensa/-
noticias/detalhes_noticias?no-
ticia=2385609
Antes de tudo, é necessário esclarecer que boa parte das falhas são causadas por erros em 
mais de um sistema. Além disso, na maioria das vezes, várias atividades do Ciclo de Gestão são 
realizadas por um mesmo órgão, como as subsecretarias de planejamento, orçamento e adminis-
tração (SPOA). Logo, é tarefa difícil especificar que determinada falha pertence a dado sistema.
Em resumo, abordaremos as falhas mais comuns que acometem a execução dos gastos 
públicos, suas possíveis causas e tratamentos.
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Tribunal de Contas da União
Aula 2 - Ciclo de G
estão na Adm
inistração Pública Federal
Falhas Causas Tratamentos
Falta de estabelecimento e mensuração 
de indicadores de gestão aptos a verificar 
a economicidade, eficiência, eficácia e 
efetividade da atividade administrativa.
Negligência da alta administração 
da unidade, ou seja, é uma falha da 
gerência.
Definição de indicadores de gestão, de modo 
a medir o desempenho dos órgãos, com 
ênfase no ao alcance de resultados.
Os indicadores devem ser bem elaborados, 
de modo a representar com fidedignidade 
a atuação administrativa e permitir melhora 
contínua da gestão.
Inexecução física das metas, em 
contraposição à execução financeira 
completa.
É possível que essa falha seja 
de planejamento (se as metas 
estiverem sido estabelecidas 
erroneamente) ou de execução 
do orçamento (se os recursos 
reservados à meta tiverem sido 
aplicados em outras finalidades).
Elaborar adequadamente o planejamento e 
observar a execução do orçamento.
Falhas relativas a licitação e contratação 
em geral, tais como:
• Dispensa indevida de 
procedimento licitatório;
• Fracionamento de despesas;
• Má formulação dos termos de 
referência e das estimativas de preços;
• Exigências que restringem a 
competitividade da licitação;
• Má fiscalização da execução 
contratual;
• Pagamentos antecipados;
• Repactuações indevidas;
• Acréscimos quantitativos e 
qualitativos indevidos;
• Despesas irregulares, como, por 
exemplo, com desvio de finalidade 
(festividades, proveito pessoal, etc).
Existem várias causas para as 
falhas ora relatadas, como: 
desconhecimento da legislação 
aplicável, desconhecimento da 
jurisprudência do TCU, ausência 
de manual de procedimentos, 
pouca clareza na definição de 
responsabilidades, etc.
Capacitação de pessoal, estabelecimento de 
rotinas de procedimentos e atribuição clara 
de responsabilidades são medidas essenciais 
para evitar a ocorrência dessas falhas.
Falhas relativas a convênios:
• Falhas na celebração;
• Falhas na fiscalização da execução;
• Falta de cobrança e análise da 
prestação de contas;
• Intempestividade dos registros no 
Siafi.
Mesmas causas mencionadas 
nas falhas relativas à licitação e 
contratação.
Mesmos tratamentos mencionados nas falhas 
relativas a licitação e contratação.
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Inobservância da legislação orçamentária, 
como, por exemplo, descumprimento das 
vedações do art. 167 da CF/1988, tais 
como:
• Início de programas ou projetos 
não incluídos na LOA;
• Realização de despesas ou a 
assunção de obrigações diretas que 
excedam os créditos orçamentários ou 
adicionais;
• Realização de operações de 
créditos que excedam o montante 
das despesas de capital, ressalvadas 
as autorizadas mediante créditos 
suplementares ou especiais com 
finalidade precisa, aprovados 
pelo Poder Legislativo por maioria 
absoluta;
• Transposição, remanejamento ou 
transferência de recursos de uma 
categoria de programação para outra 
ou de um órgão para outro, sem 
prévia autorização legislativa;
• Transferência voluntária de 
recursos e concessão de empréstimos 
para pagamento de despesas com 
pessoal ativo, inativo e pensionista, 
dos estados, do Distrito Federal e dos 
municípios.
Deficiências no planejamento e 
no orçamento, pois refletem a 
execução de gastos inicialmente 
não previstos. 
A má qualificação de pessoal e a 
inobservância das normas.
Realizar estudos e levantamentos, para 
subsidiar o planejamento dos gastos. 
Respeitar as regras orçamentárias.
Capacitar adequadamente o pessoal 
envolvido na atividade.
Irregularidades na utilização de 
suprimentos de fundos e do cartão 
de pagamento do Governo Federal 
(chamado cartão corporativo).
Decorrem da inobservância das 
regras orçamentárias e financeiras e 
da má qualificação de pessoal.
Logo, as soluções para essas falhas são as 
mesmas para as impropriedades comentadas 
anteriormente.
Realizar estudos e levantamentos, para 
subsidiar o planejamento dos gastos. 
Respeitar as regras orçamentárias.
Capacitar adequadamente o pessoal 
envolvido na atividade.
Falhas em concessão de diárias 
e passagens, como ausência de 
justificativa/motivação para a viagem e 
ausência dos canhotos dos cartões de 
embarque.
Também decorrem da inobservância 
das regras orçamentárias e 
financeiras e da má qualificação de 
pessoal.
As soluções mencionadas acima também 
servem para este caso (realizar estudos e 
levantamentos, para subsidiar o planejamento 
dos gastos, respeitar as regras orçamentárias 
e capacitar adequadamente o pessoal 
envolvido na atividade).
Em atendimento ao princípio da motivação, 
as justificativas para a realização da viagem 
devem ser expostas e formalizadas. 
Em observância ao princípio da prestação 
de contas, os canhotos de embarque e os 
relatórios de viagem devem ser anexados 
ao processo, para comprovar que a viagem 
efetivamente ocorreu e atingiu seus objetivos.
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Tribunal de Contas da União
Aula 2 - Ciclo de G
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inistração Pública Federal
Terceirização de atividades finalísticas.
Inobservância da legislação e das 
normas que definem os planos de 
cargos e salários da unidade.
Selecionar pessoal mediante concurso, para 
esses casos.
As atividades previstas nos planos de cargos 
e salários dos órgãos e entidades não podem 
ser terceirizadas, pois isso configura fuga à 
realização de concurso público. 
Cessões irregulares de pessoal.
Essas falhas decorrem da 
inobservância da legislação de 
pessoal.
Observar a legislação específica sobre as 
cessões de pessoal na Administração Pública.
Estabelecimento de remuneração e 
vantagens dos servidores em desacordo 
com a legislação.
Também decorrem da inobservância 
da legislação de pessoal.
O tratamento deve ser o mesmo: observar 
a legislação, sobretudo a Lei 8.112/1990, 
o Decreto-Lei 5.452/1943 (CLT) e as leis 
específicas que definem os planos de cargos e 
salários dos órgãos e entidades.
Descumprimento de determinações do 
TCU.
Decorrem da negligência dos 
órgãos de controle interno e da alta 
gerência da unidade.
Os órgãos de controle interno devem ficar 
atentos às determinações do TCU e auxiliar

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