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a 
direção da unidade a implementá-las. 
É bom lembrar que, segundo a Lei Orgânica 
do TCU (Lei 8.443/1992), o descumprimento 
de determinação do Tribunal pode ensejar 
multa aos responsáveis.
Falta de providências para segurança e 
controle patrimonial.
A responsabilidade pelas falhas 
é da direção da unidade, que 
também cuida do planejamento das 
atividades. 
Contudo, também cabe aos órgãos 
de controle interno auxiliar na 
recomendação de adoção de 
medidas de segurança.
A segurança e a conservação do patrimômio 
público à disposição dos órgãos e entidades 
devem ser objeto de procedimentos 
específicos de controle, como: acesso 
restrito, realização frequente de inventário, 
instalação de dispositivos de segurança 
(câmeras, armários com cadeado, instalações 
adequadas, etc.).
Falta de providências quanto à apuração 
de irregularidades, como instauração 
de sindicância, processo administrativo 
disciplinar e tomada de contas especial.
Trata-se de responsabilidades da 
direção da unidade e dos órgãos de 
contabilidade e de controle interno.
Os normativos sobre as providências para 
apuração de responsabilidade e ressarcimento 
ao erário devem ser observados, como, 
por exemplo, a Lei 8.112/1990 e a Lei 
8.443/1992.
Ao chegarmos ao final da aula 2, podemos observar que a melhoria da atividade admi-
nistrativa deve ser vista como uma evolução contínua, dependente do bom funcionamento de 
todos os sistemas vistos nesta aula.
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Estruturas de Gestão Pública 
Síntese
Nesta aula, vimos a evolução da execução dos gastos públicos após a 
CF de 1988, que impôs a necessidade de integração entre planejamento 
e orçamento.
Diversos normativos posteriores seguiram a linha da CF/1988, instituin-
do normas para a realização dos gastos e organizando a APF para melhor executá-los.
Por exemplo, a Lei 10.180/2001 disciplinou o Ciclo de Gestão, dividindo-o em quatro 
sistemas:
• sistema de planejamento e orçamento federal;
• sistema de administração financeira federal;
• sistema de contabilidade federal;
• sistema de controle interno do Poder Executivo Federal.
Considerando que esses sistemas são responsáveis pela execução do gasto público, a Lei 
10.180/2001 estabeleceu diversas vedações e garantias a seus agentes. Por exemplo, é vedado 
aos agentes do Ciclo de Gestão exercerem:
• atividade de direção político-partidária;
• profissão liberal;
• demais atividades incompatíveis com os interesses da APF, na forma que dispuser o 
regulamento.
Vimos também que o Decreto 67.326/1970 criou o sistema de pessoal civil da 
Administração Federal (Sipec), igualmente responsável pela movimentação da máquina admi-
nistrativa, pois define as regras e as disposições relativas aos servidores e funcionários públicos.
Finalmente, listamos as principais falhas cometidas pelos agentes desses sistemas, para 
podermos identificá-las, controlá-las e evitá-las, e permitir que os gastos públicos ocorram 
da forma mais eficiente possível.
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Tribunal de Contas da União
Aula 2 - Ciclo de G
estão na Adm
inistração Pública Federal
Bibliografia
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em: < http://www.planalto.
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_____ Decreto nº 3.591, de 6 de setembro de 2000. Disponível em: < http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/decreto/d3591.htm >. Acesso em: 09 de maio de 2017.
_____ Decreto nº 5.707, de 23 de fevereiro de 2006. Disponível em: < http://www.planalto.gov.
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_____ Decreto nº 7.442, de 17 de fevereiro de 2011. Disponível em: < https://www.planalto.gov.
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_____ Decreto nº 8.759, de 10 de maio de 2016. Disponível em: < https://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2015-2018/2016/decreto/d8759.htm >. Acesso em: 09 de maio de 2017.
_____ Decreto nº 8.818, de 21 de julho de 2016. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2015-2018/2016/decreto/d8818.htm >. Acesso em: 09 de maio de 2017.
_____ Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/cci-
vil_03/leis/L4320.htm >. Acesso em: 09 de maio de 2017.
_____ Lei complementar nº 101, de 4 de maio de 2000. Disponível em: < http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp101.htm >. Acesso em: 09 de maio de 2017.
_____ Lei nº 10.180, de 6 de fevereiro de 2001. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10180.htm >. Acesso em: 09 de maio de 2017.
_____ Lei nº 13.249, de 13 de janeiro de 2016. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/L13249.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/L13249.htm
		6. Principais falhas
		5. Sistema de Pessoal
		4. Vedações e prerrogativas
		3.4 Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal
		3.3 Sistema de Contabilidade Federal
		3.2 Sistema de Administração Financeira Federal
		3.1 Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal
		3. O Ciclo de Gestão
		2. Marco legal: Constituição Federal de 1988
		1. Introdução 
		Síntese
		Bibliografia
Estruturas de Gest?o P?blica_Aula_3.pdf
Estruturas de Gestão Pública
Aula 3
Descentralização de Atividades
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<www.tcu.gov.br>
Este material tem função didática. A última atualização ocorreu em Abril de 2017. As 
afirmações e opiniões são de responsabilidade exclusiva do autor e podem não ex-
pressar a posição oficial do Tribunal de Contas da União.
RESPONSABILIDADE PELO CONTEÚDO
Tribunal de Contas da União
Secretaria Geral da Presidência
Instituto Serzedello Corrêa
Diretoria de Educação Corporativa de Controle
Serviço de Educação Corporativa de Controle - Seducont
CONTEUDISTA 
José Arimathea Valente Neto
TRATAMENTO PEDAGÓGICO 
Violeta Maria dos Santos Galvão 
PROJETO GRÁFICO e DIAGRAMAÇÃO
Vanessa Vieira
Permite-se a reprodução desta publicação, em parte ou no todo, semalteração do conteúdo, desde que citada 
a fonte e sem fins comerciais.
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Tribunal de Contas da União
Aula 3 - Descentralização de Atividades
Aula 3
Descentralização de Atividades
A Constituição Federal de 1988 estabeleceu uma série de deveres ao Estado. Para cumprir 
esses deveres, o Estado cria estruturas

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