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CHECKLIST – BIÓPSIA (INCISIONAL) A biópsia é uma manobra cirúrgica simples, rápida e segura, em que se remove uma parte ou toda a lesão de tecido vivo, mole ou ósseo, para o estudo das suas características histológicas. A partir do momento em que os sinais e sintomas de uma doença obtidos pelo exame clínico não permitirem um diagnóstico final, o cirurgião- dentista deve recorrer a exames complementares como elementos subsidiários. Nesse particular, a biópsia é de grande valia, uma vez que ela permite fazer uma correlação entre os achados clínicos e histopatológicos, que determina, na maioria dos casos, o diagnóstico definitivo. Basicamente, a biópsia apresenta dois tipos fundamentais, cujas aplicações ficam a cargo do discernimento profissional: a) Biópsia incisional - remoção de parte da lesão. É indicada em casos de lesões extensas ou de localização de difícil acesso em que se necessita de diagnóstico e planejamento do ato cirúrgico ou em doenças cujo tratamento não é cirúrgico. b) Biópsia excisional - remoção de toda a lesão. É indicada em casos de lesões de pequenas dimensões e de fácil acesso. A biópsia é indicada em todos os casos em que se suspeita de doenças que deixem substrato morfológico característico nos tecidos afetados é utilizável também para fins de diagnóstico diferencial por exclusão. Em muitas doenças ocorrem alterações tissulares características. É o que acontece com as neoplasias, os processos hiperplásicos e metaplásicos, daí ser a biópsia o principal meio de diagnóstico em Cancerologia. Peterson et al. (1996) citam que a biópsia é indicada nos seguintes casos: quando qualquer lesão que persiste por mais de duas semanas sem nenhuma base etiológica, quando qualquer lesão inflamatória não responde ao tratamento local depois de 10 a 14 dias (isto é, depois da retirada do irritante local), quando há alterações hiperceratóticas persistentes na superfície dos tecidos, quando qualquer tumefação persistente, visível ou palpável sob tecido relativamente normal, quando há alterações inflamatórias de causa desconhecida que persistem por períodos prolongados, quando há lesões que interferem com a função do local (por exemplo, fibroma), quando há lesões ósseas não identificadas especificamente por meio dos achados clínicos e radiográficos e finalmente, quando há lesão que apresente características de malignidade. Para Tomasi (1998), no que se refere a contraindicações da biópsia, acredita-se que apenas duas situações devam ser consideradas. A primeira diz respeito a lesões pigmentadas (negras) que podem ocorrer na mucosa bucal. Havendo, mesmo que remota, a possibilidade de tratar-se de um melanoma e, sempre que a localização e dimensões da lesão o permitam, a biópsia deve ser excisional e com certa margem de segurança. Isso se deve ao fato de a que a manipulação desses tumores, especialmente cirúrgica, costuma permitir o desgarramento de células devido a seu grande potencial invasivo e provocar uma disseminação indesejável. Porém, não sendo possíveis pelas mais diversas razões, principalmente devido às citadas, a biópsia pode e deve ser realizada mesmo que parcial- incisional. A segunda contraindicação diz respeito a lesões vasculares denominadas hemangiomas e, dentre estes, particularmente os cavernosos intraósseos. A biópsia por incisão não deve ser realizada em lesões vasculares, ou pigmentada. Os melanomas são altamente metastáticos, e assim, as lesões pigmentadas devem ser excisadas com uma ampla margem de tecido macroscopicamente normal ao redor e abaixo delas. O diagnóstico clínico de hemangioma, em geral pode ser confirmado pela aspiração de sangue da lesão em uma seringa de vidro, com uma agulha de orifício largo. ➢ Usar substâncias antissépticas superficiais sem corantes, pois estes poderiam tingir permanentemente certas células, dificultando a ação do patologista. ➢ Não injetar a solução anestésica diretamente na lesão ou área a ser operada, pois a introdução do líquido pode provocar distorções no interior dos tecidos. ➢ Incluir na biópsia não somente parte da lesão, mas também pequena quantidade de tecido clinicamente normal. ➢ Remover totalmente as lesões pequenas. ➢ O bisturi deve estar bem afiado para se evitar a dilaceração de tecido. ➢ Se a lesão for múltipla, deve-se colher várias amostras, uma de cada lesão isolada. ➢ Evitar as áreas de necrose, geralmente as mais centrais, em virtude da perda de detalhes celulares que ela acarreta. ➢ Manipular com extremo cuidado o tecido removido, procurando não esmagá-lo ou distorcê-lo. ➢ Fixar o material imediatamente após sua remoção para evitar que a peça resseque, impedindo o efeito da autólise. A fixação deve ser feita em solução de formol a 10% ou em álcool a 70%, caso o primeiro não seja viável. ➢ Enviar a amostra ao laboratório para exame histopatológico, sempre acompanhado de um relatório com os seguintes dados: data, nome, idade e sexo do paciente, local da biópsia, breve descrição, dos aspectos clínicos da lesão, hipóteses ou diagnóstico clínico. As complicações que podem resultar da biópsia variam de acordo com a localização da lesão, tamanho e relação dessas com os órgãos vizinhos. Sendo a biópsia um procedimento cirúrgico, suas complicações mais frequentes são as hemorragias, principalmente naquelas de acesso difícil; infecções, as quais podem ser evitadas através de assepsia e antissepsia rigorosas e uma má cicatrização da área biopsiada devido a diversos fatores, a saber: isquemia da zona pela pressão exercida pelo tumor sobre os vasos, infiltração de células tumorais, radioterapia prévia e possibilidade de agravamento de lesões neoplásicas malignas devido ao excesso de manipulação. Carvalho (1971) afirma que para diminuir a disseminação das lesões neoplásicas malignas, deve-se manipular a área lesada o menos possível. Conforme Genovesi et al. (1994), as principais causas de erros e falhas das biópsias são a falta de representatividade do material colhido, a manipulação inadequada da peça, a fixação inadequada, a introdução de anestésico sobre a lesão, o uso de substâncias antissépticas corantes, as informações deficientes e a troca do material pelo clínico ou pelo laboratório. CHECKLIST 1. CALÇAR CORRETAMENTE AS LUVAS • Atentando-se ao fato de que devemos abrir corretamente a embalagem sem tocar nas luvas. • Começando a calçar pela mão direita que recebe o auxílio da esquerda, e depois vice-versa. • Para quem for destro, pois colocar a esquerda antes, facilita para o operador. • Cobrindo o pulso e encaixando a base no sobre jaleco. • Após higienização correta da mesa clínica. 2. MATERIAIS PARA MONTAGEM DA MESA CIRURGICA ➢ Montar os materiais, lembrando-se que os mesmos devem sempre ser organizados na ordem da esquerda para direita. Na bandeja colocamos: • Pinça clínica; • Afastadores de língua; • Abaixadores de língua; • Carpule; • Cabo e lâmina de bisturi; • Pinça mosquito ou hemostáticas (curva e reta); • Porta agulha de Mayo; • Pinça Dietrich; • Pinça anatômica de dissecção; • Tesoura íris reta; • Pinça Backhaus; • Cuba metálica; • Gaze; • Fio de sutura. 3. REALIZAÇÃO DA BIOPSIA INCISIONAL • Com auxílio do porta agulha, devemos fazer a colocação da lâmina no bisturi. • Aplica-se a anestesia local, ideal para cada paciente, levando em consideração seu histórico de saúde. • Com a pinça de dissecção vamos segurar a estrutura de tecidos a ser retirada enquanto com o bisturi fazemos (com muito cuidado para não atingir nenhuma parede indesejável) a retirada total do tecido suspeito. Nesse caso foi possível fazer a retirada total do tecido suspeito por se tratar de uma Biopsia incisional. • Após retirado o tecido. 4. HEMOSTASIA E SUTURA • Com a pinça hemostática curva, sendo auxiliada pela pinça de dissecção,fazemos o pinçamento de vasos e tecidos delicados. • Com a pinça afastamos a borda da lesão e a agulha é introduzida, sendo retirada por dentro da ferida. • Após a agulha é inserida por meio da lesão e retirada. • Para fechar o nó o fio de sutura será envolto por duas vezes no porta agulha. • Fecha-se o porta agulha na extremidade do fio, e tenciona-se este cruzando as mãos (repetir duas vezes sem cruzar). • A distância entre os pontos de entrada e saída devem ser equidistantes. • Cortar o fio sobressalente com a tesoura.