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Check List - Clínica de Saúde Bucal

Checklist sobre biópsia incisional: define biópsia e tipos, descreve indicações e contraindicações (lesões pigmentadas/melanoma e hemangiomas); orientações: antisséptico sem corante, não injetar anestésico na lesão, incluir tecido normal e fixar em formol 10% ou álcool 70%.

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CHECKLIST – BIÓPSIA (INCISIONAL) 
 
A biópsia é uma manobra cirúrgica simples, rápida e segura, em que se remove 
uma parte ou toda a lesão de tecido vivo, mole ou ósseo, para o estudo das suas 
características histológicas. A partir do momento em que os sinais e sintomas de uma 
doença obtidos pelo exame clínico não permitirem um diagnóstico final, o cirurgião-
dentista deve recorrer a exames complementares como elementos subsidiários. Nesse 
particular, a biópsia é de grande valia, uma vez que ela permite fazer uma correlação entre 
os achados clínicos e histopatológicos, que determina, na maioria dos casos, o diagnóstico 
definitivo. 
Basicamente, a biópsia apresenta dois tipos fundamentais, cujas aplicações 
ficam a cargo do discernimento profissional: 
a) Biópsia incisional - remoção de parte da lesão. É indicada em casos de lesões 
extensas ou de localização de difícil acesso em que se necessita de diagnóstico e 
planejamento do ato cirúrgico ou em doenças cujo tratamento não é cirúrgico. 
b) Biópsia excisional - remoção de toda a lesão. É indicada em casos de lesões de 
pequenas dimensões e de fácil acesso. 
A biópsia é indicada em todos os casos em que se suspeita de doenças que 
deixem substrato morfológico característico nos tecidos afetados é utilizável também para 
fins de diagnóstico diferencial por exclusão. Em muitas doenças ocorrem alterações 
tissulares características. É o que acontece com as neoplasias, os processos hiperplásicos 
e metaplásicos, daí ser a biópsia o principal meio de diagnóstico em Cancerologia. 
Peterson et al. (1996) citam que a biópsia é indicada nos seguintes casos: quando qualquer 
lesão que persiste por mais de duas semanas sem nenhuma base etiológica, quando 
qualquer lesão inflamatória não responde ao tratamento local depois de 10 a 14 dias (isto 
é, depois da retirada do irritante local), quando há alterações hiperceratóticas persistentes 
na superfície dos tecidos, quando qualquer tumefação persistente, visível ou palpável sob 
tecido relativamente normal, quando há alterações inflamatórias de causa desconhecida 
que persistem por períodos prolongados, quando há lesões que interferem com a função 
do local (por exemplo, fibroma), quando há lesões ósseas não identificadas 
 
 
especificamente por meio dos achados clínicos e radiográficos e finalmente, quando há 
lesão que apresente características de malignidade. 
Para Tomasi (1998), no que se refere a contraindicações da biópsia, acredita-se 
que apenas duas situações devam ser consideradas. A primeira diz respeito a lesões 
pigmentadas (negras) que podem ocorrer na mucosa bucal. Havendo, mesmo que remota, 
a possibilidade de tratar-se de um melanoma e, sempre que a localização e dimensões da 
lesão o permitam, a biópsia deve ser excisional e com certa margem de segurança. Isso 
se deve ao fato de a que a manipulação desses tumores, especialmente cirúrgica, costuma 
permitir o desgarramento de células devido a seu grande potencial invasivo e provocar 
uma disseminação indesejável. Porém, não sendo possíveis pelas mais diversas razões, 
principalmente devido às citadas, a biópsia pode e deve ser realizada mesmo que parcial-
incisional. 
A segunda contraindicação diz respeito a lesões vasculares denominadas 
hemangiomas e, dentre estes, particularmente os cavernosos intraósseos. A biópsia por 
incisão não deve ser realizada em lesões vasculares, ou pigmentada. Os melanomas são 
altamente metastáticos, e assim, as lesões pigmentadas devem ser excisadas com uma 
ampla margem de tecido macroscopicamente normal ao redor e abaixo delas. O 
diagnóstico clínico de hemangioma, em geral pode ser confirmado pela aspiração de 
sangue da lesão em uma seringa de vidro, com uma agulha de orifício largo. 
➢ Usar substâncias antissépticas superficiais sem corantes, pois estes poderiam 
tingir permanentemente certas células, dificultando a ação do patologista. 
➢ Não injetar a solução anestésica diretamente na lesão ou área a ser operada, pois 
a introdução do líquido pode provocar distorções no interior dos tecidos. 
➢ Incluir na biópsia não somente parte da lesão, mas também pequena quantidade 
de tecido clinicamente normal. 
➢ Remover totalmente as lesões pequenas. 
➢ O bisturi deve estar bem afiado para se evitar a dilaceração de tecido. 
➢ Se a lesão for múltipla, deve-se colher várias amostras, uma de cada lesão 
isolada. 
➢ Evitar as áreas de necrose, geralmente as mais centrais, em virtude da perda de 
detalhes celulares que ela acarreta. 
 
 
➢ Manipular com extremo cuidado o tecido removido, procurando não esmagá-lo 
ou distorcê-lo. 
➢ Fixar o material imediatamente após sua remoção para evitar que a peça 
resseque, impedindo o efeito da autólise. A fixação deve ser feita em solução de 
formol a 10% ou em álcool a 70%, caso o primeiro não seja viável. 
➢ Enviar a amostra ao laboratório para exame histopatológico, sempre 
acompanhado de um relatório com os seguintes dados: data, nome, idade e sexo 
do paciente, local da biópsia, breve descrição, dos aspectos clínicos da lesão, 
hipóteses ou diagnóstico clínico. 
As complicações que podem resultar da biópsia variam de acordo com a 
localização da lesão, tamanho e relação dessas com os órgãos vizinhos. Sendo a biópsia 
um procedimento cirúrgico, suas complicações mais frequentes são as hemorragias, 
principalmente naquelas de acesso difícil; infecções, as quais podem ser evitadas através 
de assepsia e antissepsia rigorosas e uma má cicatrização da área biopsiada devido a 
diversos fatores, a saber: isquemia da zona pela pressão exercida pelo tumor sobre os 
vasos, infiltração de células tumorais, radioterapia prévia e possibilidade de agravamento 
de lesões neoplásicas malignas devido ao excesso de manipulação. 
Carvalho (1971) afirma que para diminuir a disseminação das lesões neoplásicas 
malignas, deve-se manipular a área lesada o menos possível. Conforme Genovesi et al. 
(1994), as principais causas de erros e falhas das biópsias são a falta de representatividade 
do material colhido, a manipulação inadequada da peça, a fixação inadequada, a 
introdução de anestésico sobre a lesão, o uso de substâncias antissépticas corantes, as 
informações deficientes e a troca do material pelo clínico ou pelo laboratório. 
 
 
 
CHECKLIST 
1. CALÇAR CORRETAMENTE AS LUVAS 
 
 
 
• Atentando-se ao fato de que devemos abrir corretamente a embalagem sem 
tocar nas luvas. 
• Começando a calçar pela mão direita que recebe o auxílio da esquerda, e 
depois vice-versa. 
• Para quem for destro, pois colocar a esquerda antes, facilita para o 
operador. 
• Cobrindo o pulso e encaixando a base no sobre jaleco. 
• Após higienização correta da mesa clínica. 
 
2. MATERIAIS PARA MONTAGEM DA MESA CIRURGICA 
 
➢ Montar os materiais, lembrando-se que os mesmos devem sempre ser 
organizados na ordem da esquerda para direita. 
 
Na bandeja colocamos: 
• Pinça clínica; 
• Afastadores de língua; 
• Abaixadores de língua; 
• Carpule; 
• Cabo e lâmina de bisturi; 
• Pinça mosquito ou hemostáticas (curva e reta); 
• Porta agulha de Mayo; 
• Pinça Dietrich; 
• Pinça anatômica de dissecção; 
• Tesoura íris reta; 
• Pinça Backhaus; 
• Cuba metálica; 
• Gaze; 
• Fio de sutura. 
 
 
 
 
3. REALIZAÇÃO DA BIOPSIA INCISIONAL 
 
• Com auxílio do porta agulha, devemos fazer a colocação da lâmina no 
bisturi. 
• Aplica-se a anestesia local, ideal para cada paciente, levando em 
consideração seu histórico de saúde. 
• Com a pinça de dissecção vamos segurar a estrutura de tecidos a ser 
retirada enquanto com o bisturi fazemos (com muito cuidado para não 
atingir nenhuma parede indesejável) a retirada total do tecido suspeito. 
Nesse caso foi possível fazer a retirada total do tecido suspeito por se tratar 
de uma Biopsia incisional. 
• Após retirado o tecido. 
 
4. HEMOSTASIA E SUTURA 
 
• Com a pinça hemostática curva, sendo auxiliada pela pinça de dissecção,fazemos o pinçamento de vasos e tecidos delicados. 
• Com a pinça afastamos a borda da lesão e a agulha é introduzida, sendo 
retirada por dentro da ferida. 
• Após a agulha é inserida por meio da lesão e retirada. 
• Para fechar o nó o fio de sutura será envolto por duas vezes no porta 
agulha. 
• Fecha-se o porta agulha na extremidade do fio, e tenciona-se este cruzando 
as mãos (repetir duas vezes sem cruzar). 
• A distância entre os pontos de entrada e saída devem ser equidistantes. 
• Cortar o fio sobressalente com a tesoura.