Logo Passei Direto
Material
Study with thousands of resources!

Text Material Preview

168
 19. A Praça da Concórdia, antiga Praça Luís XV, 
é a maior praça pública de Paris. Inaugurada 
em 1763, tinha em seu centro uma estátua 
do rei. Situada ao longo do Sena, ela é a in-
tersecção de dois eixos monumentais. Bem 
nesse cruzamento está o Obelisco de Luxor, 
decorado com hieróglifos que contam os rei-
nados dos faraós Ramsés II e Ramsés III. Em 
1829, foi oferecido pelo vice-rei do Egito ao 
povo francês e, em 1836, instalado na praça 
diante de mais de 200 mil espectadores e da 
família real.
NOBLAT, R. Disponível em: www.oglobo.
com Acesso em: 12 dez. 2012.
A constituição do espaço público da Praça da 
Concórdia ao longo dos anos manifesta o(a): 
a) lugar da memória na história nacional.
b) caráter espontâneo das festas populares.
c) lembrança da antiguidade da cultura local.
d) triunfo da nação sobre os países africanos.
e) declínio do regime de monarquia absolutista.
 20. Durante a realeza, e nos primeiros anos repu-
blicanos, as leis eram transmitidas oralmen-
te de uma geração para outra. A ausência de 
uma legislação escrita permitia aos patrícios 
manipular a justiça conforme seus interes-
ses. Em 451 a.C., porém, os plebeus conse-
guiram eleger uma comissão de dez pessoas 
– os decênviros – para escrever as leis. Dois 
deles viajaram a Atenas, na Grécia, para es-
tudar a legislação de Sólon.
COULANGES, F. A cidade antiga. São 
Paulo: Martins Fontes, 2000.
A superação da tradição jurídica oral no 
mundo antigo, descrita no texto, esteve re-
lacionada à:
a) adoção do sufrágio universal masculino.
b) extensão da cidadania aos homens livres.
c) afirmação de instituições democráticas.
d) implantação de direitos sociais.
e) tripartição dos poderes políticos.
 21. Texto I
Olhamos o homem alheio às atividades pú-
blicas não como alguém que cuida apenas de 
seus próprios interesses, mas como um inú-
til; nós, cidadãos atenienses, decidimos as 
questões públicas por nós mesmos na cren-
ça de que não é o debate que é empecilho à 
ação, e sim o fato de não se estar esclarecido 
pelo debate antes de chegar a hora da ação.
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. 
Brasília: UnB, 1987 (adaptado).
Texto II
Um cidadão integral pode ser definido por 
nada mais nada menos que pelo direito de 
administrar justiça e exercer funções pú-
blicas; algumas destas, todavia, são limi-
tadas quanto ao tempo de exercício, de tal 
modo que não podem de forma alguma ser 
exercidas duas vezes pela mesma pessoa, ou 
somente podem sê-lo depois de certos inter-
valos de tempo prefixados.
ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1985.
Comparando os textos I e II, tanto para Tu-
cídides (no século V a.C.) quanto para Aris-
tóteles (no século IV a.C.), a cidadania era 
definida pelo(a):
a) prestígio social.
b) acúmulo de riqueza.
c) participação política.
d) local de nascimento.
e) grupo de parentesco.
 22. No início foram as cidades. O intelectual da 
Idade Média – no Ocidente – nasceu com elas. 
Foi com o desenvolvimento urbano ligado 
às funções comercial e industrial – digamos 
modestamente artesanal – que ele apareceu, 
como um desses homens de ofício que se ins-
talavam nas cidades nas quais se impôs a di-
visão do trabalho. Um homem cujo ofício é 
escrever ou ensinar, e de preferência as duas 
coisas a um só tempo, um homem que, profis-
sionalmente, tem uma atividade de professor 
e erudito, em resumo, um intelectual – esse 
homem só aparecerá com as cidades.
LE GOFF, J. Os intelectuais na Idade Média. 
Rio de Janeiro: José Olympio, 2010
O surgimento da categoria mencionada no 
período em destaque no texto evidencia o(a):
a) apoio dado pela Igreja ao trabalho abstrato. 
b) relação entre desenvolvimento urbano e di-
visão de trabalho. 
c) importância organizacional das corporações 
de ofício. 
d) progressiva expansão da educação escolar. 
e) acúmulo de trabalho dos professores e eruditos.
 23. A casa de Deus, que acreditam una, está, 
portanto, dividida em três: uns oram, outros 
combatem, outros, enfim, trabalham. Essas 
três partes que coexistem não suportam ser 
separadas; os serviços prestados por uma são 
a condição das obras das outras duas; cada 
uma por sua vez encarrega-se de aliviar o 
conjunto... Assim a lei pode triunfar e o 
mundo gozar da paz.
ALDALBERON DE LAON. In: SPINOSA, F. Antologia de 
textos históricos medievais. Lisboa: Sá da Costa, 1981.
A ideologia apresentada por Aldalberon de 
Laon foi produzida durante a Idade Média. 
Um objetivo de tal ideologia e um processo 
que a ela se opôs estão indicados, respecti-
vamente, em:
a) justificar a dominação estamental / revoltas 
camponesas.
b) subverter a hierarquia social / centralização 
monárquica.
c) impedir a igualdade jurídica / revoluções 
burguesas.
d) controlar a exploração econômica / unifica-
ção monetária.
e) questionar a ordem divina / Reforma católica