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d) no tráfico interprovincial dos escravos das áre-
as decadentes do Nordeste para o Vale do Para-
íba, para a garantia da rentabilidade do café.
e) na adoção de formas disfarçadas de trabalho 
compulsório com emprego dos libertos nos 
cafezais paulistas, uma vez que os imigrantes 
foram trabalhar em outras regiões do país.
 36. Negro, filho de escrava e fidalgo português, o 
baiano Luiz Gama fez da lei e das letras suas 
armas na luta pela liberdade. Foi vendido 
ilegalmente como escravo pelo seu pai para 
cobrir dívidas de jogo. Sabendo ler e escre-
ver, aos 18 anos de idade conseguiu provas de 
que havia nascido livre. Autodidata, advoga-
do sem diploma, fez do direito o seu ofício e 
transformou-se, em pouco tempo, em proemi-
nente advogado da causa abolicionista.
AZEVEDO, E. O Orfeu de carapinha. In: Revista 
de História. Ano 1, n.o 3. Rio de Janeiro: 
Biblioteca Nacional, jan. 2004 (adaptado).
A conquista da liberdade pelos afro-brasilei-
ros na segunda metade do séc. XIX foi re-
sultado de importantes lutas sociais condi-
cionadas historicamente. A biografia de Luiz 
Gama exemplifica a:
a) impossibilidade de ascensão social do negro 
forro em uma sociedade escravocrata, mes-
mo sendo alfabetizado.
b) extrema dificuldade de projeção dos intelec-
tuais negros nesse contexto e a utilização do 
Direito como canal de luta pela liberdade.
c) rigidez de uma sociedade, assentada na es-
cravidão, que inviabilizava os mecanismos 
de ascensão social.
d) possibilidade de ascensão social, viabilizada 
pelo apoio das elites dominantes, a um mes-
tiço filho de pai português.
e) troca de favores entre um representante ne-
gro e a elite agrária escravista que outorgara 
o direito advocatício ao mesmo.
37. Para os amigos pão, para os inimigos pau; 
aos amigos se faz justiça, aos inimigos apli-
ca-se a lei.
(LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e 
voto. São Paulo: Alfa Omega.)
Esse discurso, típico do contexto histórico da 
República Velha e usado por chefes políticos, 
expressa uma realidade caracterizada:
a) pela força política dos burocratas do nas-
cente Estado republicano, que utilizavam de 
suas prerrogativas para controlar e dominar 
o poder nos municípios.
b) pelo controle político dos proprietários no 
interior do país, que buscavam, por meio 
dos seus currais eleitorais, enfraquecer a 
nascente burguesia brasileira.
c) pelo mandonismo das oligarquias no interior 
do Brasil, que utilizavam diferentes meca-
nismos assistencialistas e de favorecimento 
para garantir o controle dos votos.
d) pelo domínio político de grupos ligados às 
velhas instituições monárquicas e que não 
encontraram espaço de ascensão política na 
nascente república.
e) pela aliança política firmada entre as oli-
garquias do Norte e Nordeste do Brasil, que 
garantiria uma alternância no poder federal 
de presidentes originários dessas regiões.
 38. A figura do coronel era muito comum du-
rante os anos iniciais da República, princi-
palmente nas regiões do interior do Brasil. 
Normalmente, tratava-se de grandes fazen-
deiros que utilizavam seu poder para formar 
uma rede de clientes políticos e garantir 
resultados de eleições. Era usado o voto de 
cabresto, por meio do qual o coronel obri-
gava os eleitores de seu “curral eleitoral” 
a votarem nos candidatos apoiados por ele. 
Como o voto era aberto, os eleitores eram 
pressionados e fiscalizados por capangas, 
para que votassem de acordo com os inte-
resses do coronel. Mas recorria-se também 
a outras estratégias, como compra de votos, 
eleitores-fantasma, troca de favores, fraudes 
na apuração dos escrutínios e violência.
Disponível em: http://www.historiadobrasil.net/
republica. Acesso em: 12 dez. 2008 (adaptado).
Com relação ao processo democrático do pe-
ríodo registrado no texto, é possível afirmar 
que:
a) o coronel se servia de todo tipo de recursos 
para atingir seus objetivos políticos.
b) o eleitor não podia eleger o presidente da 
República.
c) o coronel aprimorou o processo democrático 
ao instituir o voto secreto.
d) o eleitor era soberano em sua relação com o 
coronel.
e) os coronéis tinham influência maior nos 
centros urbanos.
 39. “O Filme ‘Os Bandeirantes’ mostra, nas pa-
lavras de Humberto Mauro, a história dos 
desbravadores das terras brasileiras, e bus-
ca valorizar a história do descobrimento do 
ouro no período colonial e da importância 
dos Bandeirantes paulistas para a história 
do Brasil. Essa é uma fonte que teve o intui-
to de divulgar pensamentos através da utili-
zação de várias outros textos históricos que 
são sintetizados na realização do filme. 
Entretanto, a investigação principal que de-
vemos fazer nesse filme é sobre o período 
histórico o qual o media metragem foi pro-
duzido revelando o que podemos observar 
desta época, as décadas de 1930 e 1940, já 
que a primeira análise, o período entre os 
séculos XVI e XVII no Brasil colonial, o fil-
me demonstra de maneira objetiva, ou seja, 
ele por si próprio escreve um documento de